A evolução do Unity 8 para Desktops e onde o Ubuntu vai parar

A chegada do Ubuntu 17.04 em Abril nós teremos uma versão muito mais lapidada do Unity 8 para desktops, entretanto, o caminho ainda parece ser longo para compatibilizar, ajustar e polir tudo que é preciso.

Ubuntu Unity 8




A Canonical, quando decidiu trazer o projeto do Unity 8 à vida, assumiu um grande compromisso, uma missão consideravelmente arriscada de desenvolver uma interface convergente entre aplicativos, e dispositivos, e não só isso, ajudar a desenvolver um ecossistema de aplicações que funcionem desta forma também.

O risco de algo dar errado é grande, e sinceramente, até eu que sou um grande fã do Ubuntu receio que o passo foi um pouco maior do que a perna, com consequências desagradáveis, espero estar errado.

O projeto é sim, muito audacioso, e com toda a certeza, só erra quem tenta fazer algo diferente e revolucionário. Se tudo funcionar como o planejado, ótimo! Se não... bom, teremos uma interface não completamente adaptada de um lado e do outro lado, o Unity 7, com alguns anos de falta de inovação. Situação complicada.

Atualmente no Ubuntu as coisas são plenamente funcionais, mas para um sistema que sempre almejou usuários de qualquer nível de conhecimento, trazendo ferramentas tanto para quem é profissional da tecnologia de forma fácil, quanto ferramentas de configuração básica para quem nunca usou um computador, acabar deixando para trás algumas minuciosidades e facilidades e ser ultrapassado em ferramentas para configurações simples pelo seu primo-irmão, Linux Mint, é algo que chama a atenção.

Felizmente para a Canonical, no passado o Ubuntu havia conseguido abrir uma grande dianteira neste sentido para as outras distros, criando um nome e uma marca forte, especialmente para quem desenvolve software (você encontra citações e recomendações do Ubuntu em vários sites, como o do Google Chrome, Steam, etc), isso faz com que a distância de facilidade entre o Mint e o Ubuntu não seja tão grande assim. Reflexo da popularidade, de seus milhões de usuários... bom, e aí vem o tal do Unity 8.

Como o Unity 8 evoluiu ao longo do tempo


Na época que o Unity 8 foi anunciando para os computadores, como o Ubuntu 14.10, era muito claro o quanto aquela interface parecia "alienígena" para se usar em computadores. Hoje ela está com uma funcionalidade mais semelhante ao Unity 7 tradicional.


Esse vídeo aí de cima é de 2014, uma das primeiras versões do Unity 8 que eu pude testar, muito limitada, como você pode ver no vídeo, ela foi uma decepção tremenda para a maior parte das pessoas, incluindo a mim, mesmo que eu entenda que era só o início do projeto.

Talvez o maior problema seja a Canonical ter feito duas coisas que acabaram deixando os usuários chateados.

1 - Anunciar o Unity 8 muito antes dele estar razoavelmente pronto para o Desktop (como está agora com o Ubuntu 17.04, praticamente depois de 3 anos), gerando assim ansiedade dos usuários que em algum momento, cansaram de esperar e mudaram de interface ou de sistema, ou que ainda vão cansar.

2 - Parar de incrementar funcionalidades úteis no Unity 7, a interface remanescente que ficou segurando a bronca enquanto a maior parte dos esforços da empresa foram colocados no desenvolvimento do Unity 8.

Faltou um certo equilíbrio na minha opinião, mas pelo desta vez, o mesmo erro de 2011 não foi cometido, quando a interface Unity apareceu do nada de uma versão para a outra, ainda muito longe de estar funcional, como é atualmente.

De novo eu digo, só faz algo marcante quem se arrisca, mas ser conservador em alguns aspectos também acho que não faria mal.

Pelo lado bom, os Smartphones com Ubuntu trouxeram novas possibilidades para o universo Linux, neste aspecto a Canonical sempre foi inovadora mesmo. Hoje vemos os pacotes Snap com um ecossistema muito mais completo e com maior facilidade de utilização que o FlatPak, isso pode mudar no futuro? Certamente, é até importante que ambos os projetos cresçam, mas manipular Snaps é muito mais simples hoje em dia.


Além disso, ainda temos o Mir, o servidor gráfico, que ainda não apareceu o suficiente para eu poder dizer o que é bom e o que é ruim, assim como o Wayland. Ambos ainda não parecem se integrar tão bem quando o X para usuários em geral.

Apesar de tudo isso o Ubuntu ainda é a distro que abre o mercado para as demais, é o testa de ferro, é a distro que recebe elogios e críticas de quem é de fora (e as vezes de quem é de dentro também), fazer o que, não é? A fama cobra o seu preço. "O Ubuntu é o Neymar do mundo Linux, o Android é o Messi." O Ubuntu é a distro que as fabricantes que vendem computadores com Linux procuram para embarcar em seus dispositivos, ainda é líder em servidores open stack e abrange diversos segmentos, temos Ubuntu para todos os gostos, literalmente.


Quando falamos dos Smartphones a conversa muda um pouco. O Linux continua dominando o setor com MUITA folga com os Androids, porém, falando de Ubuntu Phone a conversa muda drasticamente.

O setor mobile parece ser muito mais complicado de entrar do que o de desktops, que a essa altura já nem importa tanto quanto já importou para muitas empresas, pois tudo se resume a uma palavra: "Apps".

É engraçado observar esse tipo de coisa acontecendo, pois até mesmo onde o dinheiro não é um grande problema, como na Microsoft, emplacar um sistema mobile que carrega o mesmo nome de peso que o sistema operacional mais utilizado do mundo em desktops não foi o suficiente e não deu lá muito certo. Motivo? Em resumo, falta de alguns Apps famosos e a falta de parcerias para distribuir os aparelhos.

Nesta hora é inevitável pensar: Se a Microsoft não conseguiu nem arranhar a Apple e a Google, a Canonical vai conseguir?

Pois é, difícil ser otimista mas para essa pergunta, o próprio Mark Shuttleworth, fundador da Canonical e do Ubuntu te uma boa resposta:

"Se você desistir de fazer algo só porque alguém foi e falhou ou porque alguém já fez melhor, você não deveria fazer mais nada."

Não posso deixar de pensar que ele está certo neste aspecto.

O grande trunfo do Unity 8 neste caso dos aplicativos é que ele poderá rodar todos os programas que já rodam no Linux para desktop, o que automaticamente já deixa ele um pouco mais confortável. Mas "poder rodar" e "rodar de uma forma produtiva e integrada" são duas coisas bem diferentes, vamos ter de aguardar pra ver.

Com a chegada do Ubuntu 16.10, eu também mostrei a evolução do Unity 8 até então, ele realmente se mostrou melhor para o uso no Desktop:


Mas mesmo com estas evoluções, o que temos aqui ainda é uma interface inadequada para produtividade com o computador tradicional.

Mais alguns passos foram dados na direção correta (ao meu ver) com o Ubuntu 17.04 que ainda nem saiu, abaixo você pode conferir um vídeo que mostra toda a evolução do Unity 8 até o seu estado mais recente, ainda pretendo trazer uma atualização sobre ele no canal em breve.


O problema de desenvolver uma interface convergente e escrita do zero praticamente, é que você vai ter que pensar em soluções para problemas que não existiam antes, pois serão particulares de uma interface que trabalha desta forma.

O Ubuntu se encontra em duas fases simultâneas, sob o meu ponto de vista:

Consolidação como distro mais popular em geral, abrangendo vários setores de mercado. Desktop, Servidores, Smartphones, Tablets, Internet das Coisas, Cloud, versões com praticamente todas as interfaces gráficas, um formato de pacotes próprio, um servidor gráfico próprio, uma interface gráfica própria também, um local para que os desenvolvedores possam hospedar e gerenciar seus programas gratuitamente (launchpad), ótima compatibilidade de hardware, marca forte no mercado e parcerias com fabricantes de hardware.

A outra fase é a da inovação/insegurança, onde sabemos o futuro ideal, mas não sabemos se isso será possível. Um grande passo em falso e um fracasso nesta área pode fazer com que a Canonical foque-se muito mais nos servidores e soluções para nuvem, fazendo com que ela se pareça muito mais com uma Red Hat do que com a própria Canonical que criou o Ubuntu.

Acho que só o Ubuntu, dentre as distros, consegue essas duas coisas ao mesmo tempo.

Claro, todo este artigo está cheio de opiniões minhas e especulações, não existem confirmações das coisas que foram ditas de forma geral e eu nem sequer sei o que se passa da cabeça do "tio Mark". 

Falo isso com um tom de preocupação de quem se importa com o Ubuntu, um sistema que mudou a minha vida completamente e que me permitiu trabalhar com o que eu trabalho hoje.

Um sistema que carrega em seu próprio nome uma mensagem que no âmbito da tecnologia pode ser traduzida como acessibilidade para tecnologia.

Ubuntu, do Bantu: "Eu sou porque nós somos".




Até a próxima!
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Como reparar o seu sistema sem ser V1D4L0K4!

No artigo de hoje vamos falar sobre algumas práticas que eu considero extremamente válidas para qualquer pessoa que se julga um usuário de computador médio ou avançado, se você for leigo, este é o trabalho do técnico e não seu, e francamente, não há nada de errado com isso.

Formata, formata, formata!



Há alguns anos atrás eu iniciava a minha carreira no ramo da tecnologia, como a maior parte das pessoas, eu iniciei minhas experiências com o computador pessoal com o Windows, especificamente com o XP, para ser mais exato. Podemos dizer que comparado a algumas pessoas que eu conheço, eu comecei até tarde.

Naquela época eu era o tipo mais básico de usuário de computador. Usava o Notebook para jogar GTA San Andreas, FIFA e Need For Speed: Carbon e não ia muito além disso, via algum filme, ouvia mp3 e fazia trabalhos para escola no Word.

Desde aquela época, customizar e configurar o computador era algo que me atraia. Eu não sabia formatar, não fazia ideia de como isso funcionava, então costumava ser receoso sobre o que exatamente mudar, pois, por conta de onde eu morava, se precisasse levar o computador para a assistência, além de caro, era um pouco distante, apenas na cidade vizinha tinha algum serviço do tipo disponível.

Essa pequena história reflete o início da minha vida com a informática e com a tecnologia de forma geral, tirando os consoles que eu tive contato mais cedo.

Quando você se torna o mestre das computarias


Tem uma fase da vida de toda pessoa que gosta de tecnologia em que ela começa a ler, estudar, ver vídeos, em suma, consumir conteúdo relacionado ao tema. Quando isso acontece, é mais do que natural que a confiança aumente para começar a fazer testes mais avançados no computador, testar programas e sistemas operacionais diferentes.

Houveram duas épocas em que cheguei a formatar o computador mais de um dúzia de vezes por dia.

Por vezes não era necessário, outras, eram puro treinamento. Esses momentos foram quando a Microsoft lançou o Windows 7, e eu passei do XP para ele e quando eu comecei a testar Linux com o Debian e com o Sabayon.

É exatamente sobre essa fase que eu quero conversar com você, dependendo da sua postura para resolver problemas, o seu aproveitamento pode ser muito melhor.

Formata que eu gosto!


Houve um momento em que eu estava aprendendo a formatar o computador, eu tinha um DVD de Windows e eu tinha um DVD do Sabayon Linux. Como eu não tinha acesso pleno à internet e francamente, mesmo que tivesse eu não sabia pesquisar, desconhecia até mesmo a existência da palavra "fórum", a maneira que eu encontrei de treinar formatação foi formatando o meu computador diariamente. Nessa época meu backup cabia em um pen drive, então, nunca foi problema.

Depois que formatar se tornou algo simples pra mim, eu deixei de formatar tantas vezes diariamente, porém, quando tinha um problema no computador eu não pensava duas vezes e formatava. Uma vez eu exclui as barras do KDE Plasma e como eu não sabia pôr elas de volta, eu formatei o computador para ter os recursos no sistema de novo.

Acho que você acabou de perceber o problema disso, não?

Independente do sistema operacional, formatar nem sempre é a solução. Pode resolver? Pode. Existem circunstâncias em que vai resolver? Sim, diversas. Mas se a sua intenção é aprofundar seus conhecimentos, formatar deve ser o seu último recurso, especialmente no Linux, onde praticamente tudo é "arrumável".



Seguidamente eu vejo pessoas com problemas que podem ser contornados de diversas formas e  outras pessoas sugerindo que mudar de sistema é a melhor solução. Isso é um equívoco tremendo!

As distribuições Linux em geral não tem tanta diferença assim entre elas e dependendo do problema, simplesmente trocar de sistema não servirá para nada e pior, eventualmente vai trazer mais dúvidas  e problemas para o usuário por se tratar de algo novo.

Dicas para resolver problemas e ainda tirar conhecimento das situações


Se a sua intenção é, além de ajudar a resolver o problema de alguém, trazer conhecimento para você e para a pessoa que você está tentando ajudar, considere identificar exatamente qual o causador do problema.

Sempre há um motivo específico!

- Ah! Meu Windows está dando tela azul!

- Ah! Meu Ubuntu está travando!

- Ah! Meu Fedora não instala um programa!

As respostas que eu costumo ver são mais ou menos assim:

- Esse (encaixe o sistema que preferir aqui) não funciona mesmo, é todo bugado. Melhor instalar o (encaixe o sistema que preferir aqui), eu uso há (encaixe o tempo que você usa o sistema) e nunca deu problema.

Eu já perdi as contas de contas vezes eu vi situações semelhantes a esta.

Identifique o problema, sempre há um agente causador.

Se você conseguir identificar o que causa o comportamento anômalo, além de acrescentar conhecimento para você ou para quem precisa de ajuda (ou ambos), você provavelmente conseguirá evitar que o problema ocorra novamente e dar uma solução eficaz e permanente.

Entenda que um mesmo sistema vai se comportar de forma diferente em computadores diferentes e quanto mais pessoas o utilizarem, mais sujeito a provações diferentes ele vai estar e problemas mais diversos tendem a aparecer. Qual sistema tem mais bugs? Um em que a cada 10 usuários, 3 tem problemas ou um que a cada 100 usuários, 20 tem problemas?

Não é porque você não teve problemas, que o mesmo vai se repetir com um terceiro, e não é porque você teve problemas, que os demais não vão ter. O nível de complexidade para estas coisas é muito alto para você achar que simplesmente trocar de sistema resolve qualquer parada.

Não seja radical, não formate por conta de qualquer problema (obviamente respeitando a urgência da ocasião), procure reparar o seu computador de uma forma mais específica, isso vai te tornar um usuário muito mais técnico. Se o problema é a interface, troque a interface, se o problema é o Kernel, troque o Kernel, se o problema é o Driver, troque o driver, se o problema for você... bom, estude um pouco mais, conhecimento nunca é demais, não é, não? 😀

Até a próxima!
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ubuntu 16.04.2 LTS lançado, veja como instalar as melhorias

A Canonical liberou nesta semana a nova atualização para o Ubuntu 16.04 LTS, recebendo assim a numeração de 16.04.2. Existem algumas observações para serem feitas quanto a sua atualização, especialmente quando se refere ao Kernel, saiba mais:

16.04.2 LTS





Para quem não sabe muito bem como funciona, o Ubuntu tem lançamentos semestrais, ou seja, a cada seis meses sai uma nova versão, sendo que de dois em dois anos saem as versões LTS (Long Term Support). As versões LTS podem ser consideradas as versões estáveis do sistema, enquanto as versões intermediárias são lançamentos onde, normalmente, novas tecnologias são testadas. A versão 17.04, que sai no próximo mês de Abril, é um exemplo disso, nela serão testadas algumas atualizações para o Unity 8, a nova interface gráfica do Ubuntu.

Por conta destes fatores, normalmente as versões LTS são as escolhidas pelos usuários para missões críticas, trabalho, produtividade e relacionados. São elas também que normalmente são utilizadas em servidores, tanto por quem é cliente da Canonical, quanto por quem não é.

Versões LTS recebem atualizações constantes durante um prazo de 5 anos, enquanto as versões non-LTS recebem atualizações por cerca de 8 a 9 meses; mais um motivo para que os usuários que usam o Ubuntu para trabalhar escolham as versões com suporte extenso.

Mas o que significa este suporte (LTS)?


O suporte LTS significa que os usuários receberão atualizações de segurança e de software por um período de 5 anos, entretanto, isso não significa, em termos de software, que as atualizações serão sempre para a última versão disponível e sim para uma próxima versão considerada estável. Até mesmo o Kernel normalmente vai respeitar a versão LTS, recebendo atualizações dentro de sua própria versão.

Você pode contornar isso utilizando repositórios PPA para uma determinada aplicação que você deseja que esteja em uma versão mais recente ou utilizando um pacote Snap para a mesma, existem várias formas de contornar a questão, entretanto, nem todas as aplicações ficarão defasadas com o tempo, por questão de segurança, navegador de internet e aplicações com acesso à rede normalmente estão em suas últiamas versões. Lembre-se a estabilidade vai contra a novidade, dificilmente um software mais recente vai ser tão estável quanto um mais antigo e que teve maior tempo para ser debugado, um ótimo exemplo disso é o Debian Stable.

O que há de novo na versão 16.04.2 LTS?


Conforme o tempo passa, muitas atualizações e correções são feitas. Para evitar que os usuários que baixarem o Ubuntu 16.04 LTS precisem baixar tantas atualizações, a Canonical vai lançando novas compilações da ISO com as atualizações e melhorias já incorporadas, assim nascem essas releases com um terceiro número, como 16.04.1, 16.04.2, etc. É como se fossem os Services Packs do Windows.

Essas atualizações normalmente trazem versões mais recentes de uma série de programas e eventualmente, novos recursos para o sistema em si, mas um grande diferencial é a atualização do Kernel Linux, dando assim mais suporte para novos hardwares e mais desempenho em algumas situações.

As principais novidades do Ubuntu 16.04.2 LTS são a adição do Kernel Linux 4.8.x, Mesa Driver 12, e melhorias intensas no suporte de hardware, além da possibilidade da utilização do Kernel Ubuntu HWE (Hardware Enablement) e de correções de bugs menores.

Como atualizar para o Ubuntu 16.04.2 LTS?


Se você está rodando outro sistema operacional ou outra versão do Ubuntu que não seja a LTS atual (16.04), minha recomendação é formatar e instalar ela do zero, porém, se você já é um usuário do Ubuntu 16.04 LTS, assim como eu, você só precisa atualizar o sistema normalmente e você estará nesta versão.


Use o aplicativo "Atualizador de programas" para atualizar o sistema.

Ou use o terminal:
sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

Esse comando não vai mudar a versão do seu Kernel, o Ubuntu vai continuar utilizando o Kernel LTS, ou seja o 4.4.x, que vai receber atualizações de segurança até o fim dos 5 anos de suporte do Ubuntu.

Se você deseja utilizar um Kernel mais recente dentro da LTS, poderá utilizar o Kernel HWE, que acrescenta pacotes novos de drivers de vídeo e de suporte para novos componentes de hardware, é ideal para quem tem computadores muito novos ou equipamentos recém lançados.


Antes de atualizar o Kernel de uma versão para outra, eu recomendo remover os eventuais drivers proprietários que você tenha, especialmente os de vídeo e de wifi, assim você evita conflitos.

Para atualizar para o Ubuntu 16.04.2 LTS com o Kernel HWE você precisa rodar estes comandos:
sudo apt-get install --install-recommends xserver-xorg-hwe-16.04
sudo apt-get upgrade
O primeiro comando direcionada para uma nova versão do X que puxara por dependência o restante dos pacotes.

Este recurso não é experimental, ele vem sendo utilizando desde o Ubuntu 10.10 para trazer suporte extendido para os lançamentos do Ubuntu, fazendo com que mesmo LTS antigas, como o Ubuntu 12.04.5 LTS, que ainda está em atividade (no final dela, inclusive), possam rodar em computadores lançados "mês passado", contudo, uma mudança de Kernel é sempre algo muito sensível, então minha recomendação em linhas gerais é somente atualizar em caso de necessidade, falta de reconhecimento de hardware ou caso você seja entusiasta e principalmente, se você sabe o que está fazendo.

Kernel Update

A diferença dos pacotes de Kernel 


Como isto é algo que considero importante, acho que colocar mais algumas informações à respeito quem podem te ajudar a decidir qual caminho você quer seguir.

O Kernel padrão do Ubuntu chama-se General Availability ou simplesmente GA, os pacotes deste Kernel constumam se manter dentro dos lançamentos do LTS ao qual pertencem, no caso o 4.4, com variações seguindo o seguinte exemplo nomenclatura:
linux-image-4.4.0-21-generic (Kernel Padrão)
ou
linux-image-4.4.0-21-lowlatency (Kernel de baixa latência)
O Kernel HWE tem a seguinte nomenclatura:
linux-headers-generic-hwe-16.04 (Kernel padrão com Hardware Enablement)
ou
 linux-headers-lowlatency-hwe-16.04 (Kernel de baixa latência com Hardware Enablement)
Para mais informações sobre o HWE consulte a Wiki do Ubuntu. 


Alterantivamente, quem deseja manipular versões diferentes do Kernel Linux no Ubuntu de forma gráfica e fácil, pode usar o UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility), assim você pode usar a versão do Kernel que bem entender.

Outras variações do Ubuntu também receberam a nova atualização, o procedimento para atualizar é o mesmo em todas e você também pode baixar as ISOs completas através dos links abaixo:

Kubuntu 16.04.2 LTS
Ubuntu GNOME 16.04.2 LTS
Ubuntu MATE 16.04.2 LTS
Xubuntu 16.04.2 LTS
Lubuntu 16.04.2 LTS


Até a próxima!
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Green Recorder - Um novo App para gravar a tela do seu Ubuntu

Quem gosta de fazer captura de tela, gameplays ou tutoriais, sempre está de olho em aplicações com a funcionalidade de gravação de desktop. Existem alguns muito bons para Linux, como o OBS Studio, Simple Screen Recorder e o Kazam, para citar três, mas hoje você conhecerá outra boa opção.

Green Recorder




Comparando o Green Recorder com as outras aplicações que eu comentei, ele é que tem menos opções de configuração, mas a ideia dele é justamente ser simples, você clica para gravar e clica para parar de gravar, resume-se a isso e convenhamos, talvez seja exatamente o que alguns usuários desejam.

Green Recorder Ubuntu

O interessante para mim, é que apesar de simples, ele tem tudo o que você precisa para fazer gravaçoes; ele tem suporte a microfone e a selação de formatos diferentes de codificação, como MKV, AVI, MP4, WMV e NUT; seleção da taxa de frames e também do dispositivo de entrada de áudio. Uma vez que você inicie ele, aparecerá um indicador na barra superior do Unity, por lá você pode parar a gravação.

Como instalar o Green Recorder no Ubuntu


Para fazer a instalação você precisa adicionar o seguinte repositório: ppa:mhsabbagh/greenproject

Clique no menu do sistema, pesquise pelo aplicativo "Programas e Atualizações", dentro dele clique no botão "Adicionar", na janela que aparecer coloque o PPA acima, como no exemplo abaixo, posteriormente clique em "Adicionar Fonte", clique em "Fechar", agora é necessário fazer a atualização dos repositórios, se quando você fechar aparecer uma janela pedindo a atualização você pode fazer essa atualização apenas confirmando a ação, caso contrário, procure no menu do sistema pelo aplicativo "Atualizador de Programas" e deixe ele fazer uma atualização.

Adicionando repositório

Se você já tem o programa instalado, provavelmente através do aplicativo "Atualizador de Programas" você atualizará o mesmo, caso contrário, basta instalar o software pela Central de Programas do Ubuntu, o Synaptic, ou clicando no botão abaixo:

Instalando pelo terminal


Se você já fez o procedimento acima você não precisa repetir usando o terminal, isto é apenas para aqueles que preferem fazer a instalação desta forma. 

Basta copiar todo este código abaixo e colocar no seu terminal, depois de colar pressione a tecla "enter", digite a sua senha e pressione "enter" novamente, aguarde a instalação, ele estará disponível no menu do sistema depois que ela terminar.
sudo add-apt-repository ppa:mhsabbagh/greenproject -y && sudo apt update && sudo apt install green-recorder -y
Idependente da forma que você escolha para instalar, o Green Recorder vai estar disponível para você através do menu do sistema. Que quiser baixar o programa via .deb pode fazer isso diretamente da página do Launchpad.

Para outras distribuições, consulte a página do programa no GitHub.

Até a próxima!
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Ubuntu Kylin desenvolve uma nova interface para o Ubuntu semelhante ao Windows 7

O Ubuntu Kylin é a versão para o mercado chinês do Ubuntu e diferente das outras variações do sistema, o Kylin é o que vem mais se esforçando para criar soluções para o seu público alvo que são perpectivelmente diferentes do "padrão" das demais. Conheça a UKUI.

Ubuntu Kylin UKUI




A UKUI (Ubuntu Kylin User Interface) tem a intençao de aproximar a usabilidade do sistema com o Windows, especialmente o Windows 7, um sistema que tem muito mercado na China. Segundo os representantes chineses da Canonical, estas pequenas mudanças fazem com que o sistema tenha uma maior apelo perante ao público consumidor.

Agora além da interface gráfica modificada, que já tinha sido lançada há algum tempo e caracter experimental e deverá chegar como padrão no Ubuntu 17.04 que sai em Abril, o Ubuntu Kylin dá mais alguns passos para simplesmente se tornar o que o consumidor chinês deseja. 

O Ubuntu Kylin tem também outras diferenças em relação ao Ubuntu tradicional, ele traz uma aplicação diferente para o calendário, indicadores de clima por padrão, uma central de programas própria e diferenciada, um gerenciador de arquivos diferente e também outras aplicações auxiliares que não vem necessariamente por padrão, como o Youker Assistant e claro, um tema de ícones diferenciado.

Peony File Manager Ubuntu Kylin
Peony File Manager Ubuntu Kylin


Outra coisa que está sendo discutida é a substituição do LibreOffice pelo WPS Office, um clone do Microsoft Office.

Como testar a UKUI no Ubuntu?


Existe uma iso do Ubuntu Kylin 16.04 LTS com uma versão experimental da UKUI para você testar, ela pode ser baixada por aqui, entretanto, as versões atualizadas e com suporte para outros idiomas, não somente o chinês, você pode instalar apenas no Ubuntu 16.10 e no experimental, 17.04 através deste PPA:
sudo add-apt-repository ppa:ubuntukylin-members/ukui -y && sudo apt update && sudo apt install ukui-desktop-environment -y
Para usar a interface você deve encerrar a sua sessão e escolher a UKUI na tela de login do sistema, para remover, volte à interface padrão do sistema e rode os comandos:
sudo ppa-purge  ppa:ubuntukylin-members/ukui
Até a próxima!_____________________________________________________________________________
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5 aplicativos grátis para pessoas criativas!

Se você é daqueles caras que está em constante produtividade e gosta de criar, inventar, customizar e publicar as suas obras, esse artigo meu amigo(a), é pra você! Hoje vamos conhecer 5 ferramentas que você pode usar no seu computador de forma totalmente grátis para produzir obras de diversos tipos!

5 Apps para pessoas criativas




É quase contraditório pensar que para exercitar a sua criatividade no computador você tenha que pagar, é praticamente uma forma de frear as suas possibilidades de criatividade quando você se depara com um programa pago, sobretudo quando você não tem dinheiro para comprar uma licença e não gosta da ideia de piratear os programas.

Sem dinheiro para comprar os softwares?


Existem sim, vários programas gratuitos para criadores de conteúdo, para pessoas criativas, que você não precisa desembolsar nenhum centavo, vamos para a nossa lista!

1 - GIMP


GIMP

O GIMP é uma fantástico manipulador de imagem do mesmo segmento que o Photoshop, ele é completamente grátis e muito simples de se utilizar. Para você ter uma ideia, todas as artes que ilustram este artigo que você está lendo foram feitas com ele.

Você encontra ele disponível para download gratuito diretamente em seu site oficial, mas umas das coisas mais interessantes que eu posso dizer sobre o GIMP é sobre a sua incrível capacidade de se adaptar e se modificar. O App é muito customizável e você pode instalar temas que deixam ele com um visual parecido com o Photoshop, ideal para quem está experimentando ele pela primeira vez e já tem alguma experiência com o programa da Adobe, e instalar centenas de plugins para adicionar filtros, brushes e ferramentas para ele ficar ainda mais completo.

2 - Inkscape


Inkscape

Se o GIMP é uma ótima ferramenta grátis para você utilizar para fazer montagens, quando se trata de vetorização, o Inkscape é a bola da vez. Ele pode se equivaler a softwares como o Corel Draw e ao Adobe Illustrator. Conheço várias pessoas que trabalham diretamente com ele para "ganhar o pão" como se diz, aliás, uma curiosidade bacana de se comentar é que o logo aqui do blog (esse mesmo que fica lá no topo da página) foi feito com o Inkscape.

Você encontra o Inkscape para download, assim como uma excelente documentação com vários tutoriais, diretamente em seu site oficial.

3 - Krita


Krita

Se você é a pessoa criativa da sala que manja de desenho, com toda a certeza vai se apaixonar pelo Krita. O software vem ganhando muito espaço na indústria e sendo recomendado por vários profissionais do ramo, como o nosso amigo Elias de Carvalho. Até mesmo o design da aplicação é pensado para entregar as ferramentas que você precisa com maior facilidade.

Você pode baixar o Krita diretamente do site oficial também, e como os demais comentados acima, ele também é grátis.

4 - Kdenlive


Kdenlive

Saindo um pouco das imagens e indo para s vídeos, temos o excelentíssimo Kdenlive. Um editor de vídeos extratamente poderoso, igualmente grátis e equivalente ao Adobre Premiere e ao Vegas em diversas circunstâncias. Todo o nosso canal no YouTube foi desenvolvido usando este programa.

Você pode baixar este programa diretamente de seu site oficial também.

5 - Natron


Natron

Se além de editar vídeos, você também quer "brincar de Spielberg" e criar efeitos especiais, o Natron é uma excelente ferramenta para isso. Ele foi criado baseado no Workflow de grandes "medalhões" do mercado, como o Nuke e o Fusion. O download do Natron também é grátis e você pode obtê-lo através do site oficial.


Quem disse que você precisa gastar para exercitar a sua criatividade de criador de conteúdo, não é mesmo? É claro que existem diversos programas que poderiam se encaixar nesta lista, então, sinta-se à vontade para adicionar os que faltaram na sua opinião através dos comentários, logo abaixo.

Até a próxima!
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NixNote 2 - Cliente Evernote para Ubuntu e LInux Mint

Quem gosta de utilizar o Evernote para tomar notas e gostar de utilizar ele no Linux, além da versão Web e do App para o Chrome, pode também utilizar o NixNote 2, um excelente cliente para desktop.

NixNote 2 Ubuntu e Linux Mint



O NixNote2 é um cliente Evernote disponível para Linux que permite que você sincronize a sua conta no serviço, acesse e crie notas facilmente, além disso, imprimir as notas, enviar por e-mail, fazer marcações através de cores, organizar cadernos de notas com temas específicos, fixar notas, entre outros.

NixNote2

Para logar na sua conta, basta clicar no botão "Sync" e usar os seus dados cadastrais do Evernote, permitindo o acesso pelo tempo que você desejar. Um dos recursos que não estão disponíveis no NixNote2 é o compartilhamento de notas com outros usuários.

Como instalar o NixNote 2 no Ubuntu e no Linux Mint?


Você encontra pacotes .deb e .rpm do NixNote2 diretamente no site abaixo, basta baixar a versão para o seu sistema e instalar dando dois cliques.

Quem quiser instalar via PPA pode usar estes comandos:
sudo add-apt-repository ppa:nixnote/nixnote2-daily
sudo apt-get update
sudo apt-get install nixnote2
Até a próxima!

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Encryptpad - Um editor de textos com criptografia para você escrever textos secretos

Conforme a preocupação com a segurança cresce entre as pessoas, programas que permitem a criptografia de seus dados acabam se tornando populares e interessantes. Hoje você vai conhecer um editor de textos que tem estas propriedades, o Encryptpad.

Encryptpad




Assim que você ver o Encryptpad pela primeira vez vai entender o quão simples é utilizá-lo. Acima de tudo ele também é um editor de textos, então ele possui ferramentas populares a qualquer editor de textos, mas o que realmente o diferencia é a possibilidade de criptografar o conteúdo do documento que você criar.

EncryptPad


Dentre os principais recursos da aplicação, podemos destacar:

-  Super para Windows, Linux e macOS;
- Suporte para Passphrase e para Key File ou a combinação dos dois;
- Gerador de senhas customizáveis;
- Suporte para encriptação binária;
- Salvar documentos no modo "Apenas leitura";
- Suporte há diversos algoritmos para criação de senhas e criptografia;
- Suporte para compressão em Zlib ou ZIP.

Como instalar o Encryptpad no seu computador?


Como comentado no início do artigo, o Encryptpad suporte os principais sistemas operacionais da atualidade, você encontra instruções para instalação diretamente em sua página no GitHub. Para usuários do Ubuntu e do Linux Mint, assim como seus derivados, basta adicionar este PPA. Apenas copie o comando abaixo e cole no terminal, pressione "enter", digite a sua senha, pressione "enter" novamente e aguarde a instalação:
sudo add-apt-repository ppa:nilarimogard/webupd8 -y && sudo apt update && sudo apt install encryptpad encryptcli -y
Para quem não gosta de usar o Terminal, basta adicionar o PPA: ppa:nilarimogard/webupd8


Os pacotes necessários para se instalar (você pode usar o Synaptic para isso) são os seguintes:

- encryptpad 
- encryptcli

Até a próxima!
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Como instalar PPAs no Ubuntu em modo gráfico

Aprenda a adicionar repositórios PPA sem digitar nenhum comando

Temos aqui um tutorial muito especial, eu havia prometido no meu vídeo "Como comecei a usar Linux" um tutorial ensinando como instalar repositórios PPA em modo gráfico.

Como instalar PPAs no modo Gráfico no Ubuntu




Por que aprender a instalar PPA dessa maneira?


Se você está se perguntando, "Para começar, o que vem a ser um PPA?" sugiro que leia o artigo que fizemos a respeito desse assunto, inclusive nele você encontra o passo-a-passo para aprender a instalar PPA em modo texto, ou seja, via terminal, explicando cada uma das partes para que você entenda o que está fazendo.


Se você não quiser ler explicações pule para parte "Instalando PPA pela interface gráfica"


Uma vez que você tenha entendido, vem a justificativa deste artigo, com o Linux a cada dia crescendo mais em usuários, começamos a atingir indivíduos que não curtem muito esse negócio de comandos, estão acostumados a usar o Windows e o Mac e raramente precisar destas coisas para coisas triviais como instalar programas.

No Ubuntu nós temos um repositório fantástico com mais de 30 mil softwares na Central de Programas prontos para instalar com pouquíssimos cliques do mouse, entretanto se você precisa de um programa específico é muito comum encontrar tais programas dentro de um repositório PPA e normalmente você encontra essas dicas em blogs como o nosso que mostrar como instalar esses programas via linha de texto, não é nada complicado, são apenas 3 comandos ( normalmente ) e bingo! temos o nosso programa instalado.

Porém nem tudo são flores e existem usuários que não querem chegar nem perto deste tipo de coisa e uma coisa que eu condeno e que já vi varias vezes é gente dizendo para novatos que eles tem que se acostumar assim porque o Linux funciona assim, que tem que tentar aprender um novo sistemas etc, que tem que mexer com o terminal por que é assim que as coisas devem ser...

Me reservo ao direito de não concordar com isso totalmente, por isso sempre estou tentando produzir material especialmente para iniciantes pois isso foi uma coisa que não tinha muito quando eu comecei, uma pessoa não é obrigada a aprender comandos para usar o Ubuntu certo? Ela não precisa querer ser um usuário avançado, ela pode simplesmente usar o computador normalmente e querer instalar um ou outro programa que infelizmente não está na Central de Programas.

Instalando PPA pela Interface Gráfica (Aqui começa o tutorial)


Adicionar repositórios PPA pela interface gráfica não é algo muito difícil, mas depois de ler todo este material você vai de dar conta que fazer isso pelo terminal é até mais simples. Vamos lá!

Passo 1

Abra o menu do Ubuntu e procure pelo aplicativo "Programas e atualizações".

Programas e atualizações

Programas e atualizações >> Outros programas

Programas e atualizações

Na janela que se abrir você encontra 5 abas, a segunda "Outros Programas" é a que você deve clicar, nela estão listados todos os repositórios do Ubuntu, incluindo os PPAs que você adicionou anteriormente (se adicionou), para este exemplo vamos usar o PPA do Wine que se encontra neste artigo que fizemos, para instalar o novo PPA você deve clicar no botão "Adicionar", como está marcado na imagem acima.

Passo 2

No próximo passo você vai precisar prestar atenção para retirar do tutorial em questão apenas a parte do comando que interessa que é o próprio endereço do PPA.

Adicionando o repositório

Na janela que se abrir você deve colocar o endereço do repositório, se você olhou o artigo que eu indiquei no item anterior você vai entender melhor, se fossemos instalar o software via linha de comando usaríamos o comando abaixo como está no artigo:


Observe que somente a última parte do comando você deve utilizar para colocar na tela anterior, a primeira parte não é necessária e se você colocasse não funcionaria, coloque somente o texto contido entre as palavras "ppa e /ppa", depois disso clique em adicionar fonte.

Passo 3

Para adicionar um PPA é necessário que você digite a sua senha, faça isso e tecle "Enter" ou clique em "Autenticar", normalmente a senha é mesma que você usa para se logar no sistema

Autentique-se como root para adicionar um repositório


Passo 4

Tudo isso que fizemos até agora equivale ao primeiro comando no terminal, que é o comando que adiciona o PPA, agora é necessário atualizar a lista de softwares que é equivalente ao comando "sudo apt-get update", para isso clique em fechar.

Atualizando lista APT via interface gráfica

Ao fazer isso podem ocorrer duas coisas dependendo da versão do Ubuntu que você use, pode ser que o sistema peça para atualizar o cache de programas (Ubuntu 13.10 ou anterior), se pedir de OK, ou pode ser que a Central de Programas faça isso automaticamente ( Ubuntu 14.04), no meu caso foi este último que aconteceu.

Atualizando o cache de programas

Uma vez que o processo se encerre a aplicação já vai estar disponível na Central de Programas, basta digitar o nome exato dela, esse nome você encontra na última linha do comando do tutorial, seguindo o nosso exemplo do Wine seria "wine1.7"


Entretanto se o programa já estiver instalado você só precisa atualizar o sistema, para fazer isso pela interface gráfica procure no menu por "Atualizador de Programas".

Existe uma outra possibilidade para o caso que é de que dentro do mesmo PPA existam versões diferentes do mesmo programa e você quer instalar uma específica, para isso você pode usar o Synaptic, que é um gerenciador de pacotes mais avançado que a Central de Programas, você encontra ele na própria Central de Programas pesquisando por "Synaptic".

Nele existe um método para filtrar os programas por PPA permitindo que você veja tudo o que contém nele.

Atualizando programas para o Synaptic

Para isso basta seguir as indicações da imagem acima, marque "Origem" nas opções que ficam na parte inferior esquerda, seleciona na lista acima o PPA que adicionamos, repare que agora ele vem seguido da palavra "Trusty" que indica a versão do Ubuntu, se você usa o Ubuntu 13.10 será "Saucy", se usa o 12.04 será "Precise" e assim por diante, uma vez selecionada do lado direito temos todos os pacotes contidos neste repositório e que são instaláveis na nossa distribuição.

Na primeira marcação na parte direita vemos a versão que está instalada (1.6.2) com um ícone como ponto de interrogação indicando que ela está desatualizada, clicando com o botão direito do mouse sobre ele você conseguir atualizar ele para uma versão mais recente mas muito provavelmente não a última versão que é a 1.7 marcada logo abaixo, e como saber que é a última, ora, basta olhar todos os pacotes contidos dentro do PPA nessa listinha não tão grande aí, 1.7 é atualmente o número mais alto, logo é a versão mais nova.

O que eu fiz foi simplesmente dar dois cliques na versão 1.7 indicada pela seta e confirmar que eu queria fazer essas alterações, automaticamente o Synaptic iria remover a versão mais antiga e instalar a mais nova, para confirmar essa ação basta clicar em aplicar e aguardar o download e a configuração dos novos pacotes.

Atualizando e instalado via Synaptic

No caso acima eu marquei também a opção de instalar atualizações então ele está baixando o pacote "ubuntu-emulator" que estava desatualizado.

Depois de instalado o programa ele estará disponível no seu menu como qualquer outro, viu como é simples? Ou será que nem tanto?

A verdade é que você pode fazer tudo por interface gráfica, mas pela linha de comando é mais direto ao ponto e consideravelmente mais rápido, o Linux é isso, te dá opções.

Compartilhe e até a próxima!
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7 programas para Linux que você não encontra no Windows

É comum vermos as pessoas falando que o Windows tem muitos programas que não existem em outras plataformas e isso não está incorreto de fato, mas existem também programas ótimos para Linux que não existem na plataforma da Microsoft. Encare este artigo como fator de curiosidade, a intenção não é dizer que um sistema é melhor que outro, porque isso é algo muito relativo a quem usa o computador, todos sabemos disso. Dito isso, vamos pra lista?

Apps exclusivos do Linux




Existem muitos aplicativos do mundo Linux que não possuem versões para outros sistemas operacionais, ele são muito bons e as pessoas por vezes acabam deixando de conhecê-los justamente pela sua exclusividade. Separei nesta lista 7 deles que eu considero excelentes, confira:

1 - Gnome Boxes

Gnome Boxes

O Gnome Boxes é um aplicativo para criação e gerenciamento de máquinas virtuais, especialmente fácil para usar virtualização via KVM. O que eu acho bacana nele, ainda que eu goste de usar também o VirtualBox e o VMWare, é a sua simplicidade.

Quem gosta de testar sistemas operacionais através de virtualização vai encontrar no Boxes a opção mais simples para fazer isso, poucos cliques, interface limpa e minimalista, não conhece uma outra aplicação com a mesma simplicidade no mundo Windows. Ele é grátis também, outro ponto positivo.

2 - Simple Screen Recorder


Simple Screen Recorder

Temos vários programas exclusivos para captura de tela, o Kazam por exemplo, é outra grande opção. 

Além dele, temos o OBS também, que não é exclusivo, mas está disponível para Linux da mesma forma. O SSR, ou Simple Screen Recorder, apesar do nome, é uma aplicação cheia de opções e incrivelmente útil para quem quer fazer captura de tela. Muito do canal Diolinux foi feito usando esta aplicação exclusiva para Linux, ele tem mais recursos e é muito mais leve do que o popular Fraps por exemplo, além de ser grátis.

3 - Rapid Photo Downloader



Essa é outra aplicação muito bacana, especialmente para quem trabalha com vídeos e fotos.  Assim como o nome sugere, o Rapid Photo Downloader, auxilia você a passar arquivos de um dispositivo para outro, como de um cartão de memória de câmera para um dispositivo de armazenamento. Uso  ele com frequência para passar os arquivos brutos do canal para o PC.

4 - Simple Scan (Digitalizador Simples)



Esta aplicação vem com praticamente todas as distribuições Linux e mais uma vez, seu nome não poderia ser mais descritivo. A maior parte das aplicações para trabalhar com Scanner tem um visual mais carregado e boa parte das pessoas, especialmente usuários comuns de computador, "apanham" para escanear uma simples página.

O Simple Scan tem exatamente essa função, ele basicamente tem o botão de Scan que faz o seu trabalho com primor e opções simples para cortar, ajustar e girar a imagem escaneada. Até tenho um um caso interessante para contar à respeito deste programa.

Há algum tempo atrás instalei o Ubuntu no computador de um ex-aluno meu, o Notebook que ele usava era compartilhado pela família e sua mãe, que trabalhava como caixa de um posto de combustível, usava a ferramenta de Scanner com muita frequência, fazia uso do Simple Scan para enviar copias das notas que ela gerava no dia a dia, ela mesma confirmou que achava muito mais fácil usar ele do que a alternativa que havia no próprio software da impressora para Windows.

5 - GParted


GParted

O GParted é um dos aplicativos mais poderosos quando se fala em gerenciamento de partições e discos, ele pode ser usado para tarefas banais, como formatar o seu pen drive, ou até mesmo para redimensionar, organizar e formatar discos rígidos inteiros. O GParted também possui uma versão em LiveCD, para que você possa usar no lugar de uma aplicação como o PartedMagic, mesmo que o seu computador não rode Linux, no entanto, a versão desktop somente está disponível para o "sistema do pinguim". Assim como as outras ferramentas apresentadas até agora, o GParted é completamente grátis.

6 - Shutter

Shutter

O Shutter é incomparável, é definitivamente a melhor aplicação para fazer capturas de tela que eu já conheci, ainda mais por conter um editor embutido. Lembro que em 2013 eu escrevi um artigo aqui no blog de um momento em que passei uma semana usando Windows e o Shutter foi uma das aplicações que eu mais senti falta. Todas as imagens usadas neste artigo e boa parte das imagens utilizadas nos outros artigos aqui do blog, especialmente os que envolvem tutoriais, foram feitas no Shutter.

Ele também é grátis e tem até sincronia com serviços de armazenamento de imagem em nuvem, é incrível e um dos meus programas favoritos.

7 - Geary Mail/Pantheon Mail


Geary Mail

Quem gosta de organizar seus e-mails com estilo e com um design sofisticado vai encontrar no Geary, ou em sua versão para o elementary OS, o Pantheon Mail, uma das melhores alternativas. Assim como as demais aplicações ele é de graça e muito simples de se utilizar com uma interface minimalista.

Concluindo


É engraçado pensar desta forma, mas o Linux também tem aplicações nativas que são muito boas e exclusivas, o mais engraçado é que ao contrário do que se poderia imaginar, a comunidade trabalha para desenvolver versões para os outros sistemas também, talvez se eu refazer essa lista daqui há alguns anos, ou meses, dependendo da aplicação, muitos destes já não serão mais exclusivos, essa é uma das coisas mais bacanas.

Uma amostra disso é esta outra lista com 10 programas ótimos que funcionam tanto no Linux, quanto no Windows. Dessa forma, você sempre terá grandes programas à sua disposição ,independente da plataforma que você use e normalmente sem precisar pagar por isso, vai dizer que não é bacana? 😄

Como a brincadeira aqui é listar programas exclusivos, se você conhecer mais algum bacana que não está na lista, comente logo abaixo para deixar o conteúdo mais completo.

Até a próxima!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017