Meus comentários sobre o Ubuntu 17.04 Beta

O novo lançamento do Ubuntu está se aproximando, deveremos ter o Ubuntu 17.04 entre nós até pouco mais da metade do mês de Abril, mas para os mais ansiosos, já é possível testar o novo Beta, que trás consigo o lançamento de modificações em diversas interfaces gráficas.

Ubuntu 17.04




Junto com o Ubuntu 17.04 Zesty Zapus saíram todas os outros "Ubuntus" praticamente, sendo que alguns tem novidades realmente interessantes, como o Ubuntu Budgie.

O Ubuntu com Unity 7 não recebeu grandes melhorias, o que já era esperado, apenas correções de bugs, atualizações de pacotes e mais algumas otimizações, porém, na sessão Unity 8 que o acompanhará vai trazer o que há de mais recente na nova interface, você terá a liberdade de escolher a interface desejada na tela de login.

O Unity 8 ainda não está completamente pronto, mas existem várias evoluções interessantes para serem observadas, como nos já comentamos aqui, ele está muito mais próximo de entregar uma experiência de uso parecida com a versão 7 da interface, mas ainda assim, a estrada parece ser longa.

Para além da interface, pois às vezes acabamos associando o Ubuntu ao Unity e esquecemos que o projeto Ubuntu vai muito além disso, temos uma evolução excelente dos pacotes Snap, a Canonical libera mensalmente na página de Insights um "Top Snaps do mês" e a cada mês que passa mais e mais pacotes neste formato estão entrando na loja e melhorando a sua interoperabilidade.

Na família Ubuntu, temos algumas boas novidades no Ubuntu Gnome e no Ubuntu Budgie.

Ubuntu Gnome

O Ubuntu Gnome está acompanhando desta vez a release mais recente do Gnome Shell, então ele sairá com o novíssimo Gnome 3.24 que traz vários recursos interessantes, send que o que eu achei mais interessante foi o sistema de correção de cores para não prejudicar os olhos dos usuários de forma nativa. Esse recurso está disponível para qualquer distribuição através do RedShift ou do F.lux, porém, nativamente no sistema, acredito que o Gnome seja o primeiro a implementar.

Ubuntu Budgie - Browser Ballot


Já o Ubuntu Budgie, que se tornou recentemente um flavor oficial do Ubuntu, chega com uma nova ferramenta para instalar e manipular navegadores, talvez no futuro o "Browser Ballot", como está sendo chamada a aplicação, fique maior e mais completa, abrangendo mais aplicações, assim como o Software Boutique do Ubuntu MATE, que você pode usar no Ubuntu Budgie, Unity, e qualquer outro inclusive.

Falando em Ubuntu MATE...


O Ubuntu MATE também é uma das versões do Ubuntu que merece destaque, na verdade, acho que o Ubuntu MATE é o mais legal deles até agora.  Tenho visto muita gente falando bem e utilizando o Ubuntu MATE nos últimos tempos. A junção da base Ubuntu com o feeling do antigo Gnome 2 realmente agradou os saudosistas, agora essa mistura parece estar pronta para conquistar novos usuários.

Ubuntu MATE 17.04
Reprodução: Ubuntu MATE

O MATE do Ubuntu 17.04 estará em sua última versão, a interface adicionou vários recursos úteis, como por exemplo os indicadores ativos com opção de interação, isso significa que aplicativos como player de música, Spotify, etc, poderão usar indicadores onde o usuário poderá controlar o que é reproduzido por ali, o mesmo vale para notificações, que serão mais interativas.

Na verdade, tem muuuuuita coisa nova, desde o primeiro Alpha até este Beta, a maior parte delas é adicionando recursos que já existem em outro ambientes, mas isso não é algo ruim, só está tornando o MATE ainda mais completo. Outro ponto interessante que os desenvolvedores comentaram, é que eles corrigiram um bug no ambiente que fazia ele consumir mais memória RAM do que deveria, o que sugere que, ao menos em termos de consumo de memória, o Ubuntu MATE 17.04 Zesty Zapus estará ainda mais leve.

Outros Flavors do Ubuntu como Lubuntu, Xubuntu e Kubuntu também receberam atualizações Beta (algumas oficiais, outras não, disponíveis em Daily Builds) releases, contudo, eles se limitaram a atualizar pacotes basicamente e corrigir bugs, especialmente o Lubuntu, que faz muito tempo que não muda nada drasticamente na interface, isso faz com que o sistema fique mais estável, assim como a versão Unity, mas também frustra um pouco que gosta de novidades.

O Kubuntu por exemplo trará o Plasma 5.9.x como padrão, entretanto, fãs do Ubuntu e do KDE acabaram encontrando no KDE Neon uma alternativa interessante também, não sei se o Kubuntu ficará desnecessário com o tempo, mas atualmente, ele só é recomendado para quem quer um sistema que já carregue aplicativos facilitadores de configuração, como um instalador de drivers, comum nas distros baseadas no Ubuntu. Quem usa o Xubuntu  (XFCE) vai ficar feliz em saber que a versão nova virá com o XFCE Desktop mais recente, trazendo  com ele um pequeno upgrade no pacote XFCE4 Task Manager

Sensação de mudança no ar?


Eu ando com uma sensação meio esquisita à respeito do Ubuntu, parece que estamos na iminência de uma grande mudança, seja para melhor ou pior, ainda não consigo dizer. O Ubuntu já é uma plataforma consolidada e de confiança para inúmeras empresas ao redor do mundo, o próprio blog Diolinux existe muito por conta do Ubuntu, mas a demora no Unity 8 vem frustando todo mundo que gosta do trabalho da Canonical e a estagnação do Unity 7 só aumenta ainda mais esse sentimento.

Ao mesmo tempo que vemos projetos de interoperabilidade, como o Snap, indo de vento em poupa, vemos que o lado Desktop, que é o que trouxe o Ubuntu até o ponto de popularidade que ele tem hoje, estar ficando um pouco de lado, dando margem para que outros flavors do Ubuntu tomem o seu lugar, ou distros derivadas, como o Linux Mint e o elementary OS. Não creio que isso seja ruim necessariamente, afinal, isso nada mais é do que uma espécie de "seleção natural tecnológica", entretanto, nenhuma das outras distros conseguiu ainda conquistar o espaço no Desktop que a marca Ubuntu conseguiu, fazendo com que empresas vendessem computadores com o sistema pré-instalado e seria uma pena desperdiçar este espaço já conquistado ao longe de vários anos de trabalho duro e inovação.

Falando com alguns funcionários da Canonical eu acabei me surpreendendo, algumas pessoas de dentro da empresa também compartilham comigo essa ideia, assim como SUSE e RedHat, a Canonical está ficando a cada dia mais forte no ramo dos servidores, IoT e Cloud, enquanto Desktop e o Mobile parecem estar em segundo plano, no entanto, alguns disseram também que o Desktop é responsável por boa parte da receita da empresa, girando em torno de uns 30% (especulação talvez, não tenho nada para provar este número), o que indica que é necessário dedicação para manter o Desktop na ativa, afinal, se isso for verdade, ele representa quase um terço da empresa.

O que eu gostaria de ver novamente é aquele espírito inovador que fez do Ubuntu um sistema fácil de utilizar há alguns anos, "a mais fácil das distros Linux", como diziam, um posto que o sistema perdeu nos últimos tempos na minha opinião. Venho utilizando o Deepin 15.4 Beta em dual boot com o Ubuntu 16.04 LTS nos últimos dias e a nível desktop e usuário final, até mesmo o Linux Mint, que é outra distro que eu gosto muito, ficou para trás se comparado ao Deepin.

O lado interessante disso é que podemos ir observando toda essa evolução e escolhendo as melhores opções, chega a ser divertido, além disso, fora do mundo Linux, Windows e macOS também trouxeram recentemente novidades interessantes que eu talvez comente em outro momento.

Talvez com o Unity 8 pronto a minha opinião mude e o Ubuntu faça novamente o que já fez no passado, que é surpreender os usuários positivamente com ferramentas que facilitem o nosso dia a dia. O Ubuntu 17.04 nos dá uma pequena amostra disso, por conta disso acho que estamos em uma fase de mudança, se tudo der errado com o Unity 8, acho que veremos a Canonical se voltando para um mercado diferente ao longo dos anos, claro, é apenas opinião, em contrapartida, caso tudo dê certo, teremos um dos maiores lançamentos do Ubuntu de todos os tempos na próxima LTS, o Ubuntu 18.04 LTS que sai em Abril de 2018...

É, eu sei, é muito tempo para se esperar, mas é o que temos para o momento.

Você consegue baixar as ISOs de todos os Betas comentados através deste diretório.

Até a próxima!
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sábado, 25 de março de 2017

Chrome OS tem maior participação de mercado do que outras distribuições Linux

Em Maio do ano passado eu publiquei aqui no blog uma matéria interessante que falava sobre a adesão dos Chromebooks nos EUA, na época os dados mostravam que eles tinham vendido, em unidades, mais do que os MacBooks, que são um equipamento de preferência de boa parte dos norte-americanos. Hoje tenho um outro dado interessante para compartilhar.

Chrome OS é o Linux mais usado em desktops




É a segunda vez que vou falar do StatCounter nesta semana, a primeira foi quando comentei sobre o Android tornar-se o principal sistema do mundo quando o assunto é acesso à internet. Mas agora vamos falar de outro sistema da Gooogle, o ChromeOS.

Para quem não conhece muito bem, o ChromeOS é um sistema operacional que abastece os Chromebooks, que são notebooks dedicados ao acesso à internet e aplicações em nuvem, no EUA eles acabaram se tornando uma opção viável para muitas pessoas que usam apenas o computador para navegar ou que trabalham diretamente através de um browser, que é o meu caso inclusive, em 90% do tempo.

O StatCounter costuma liberar boletins parciais de tempos em tempos e desta vez um dado chamou a atenção, o ChromeOS tem mais market share do que as outras distros Linux somadas aparentemente.

Chrome OS na frente de Linux

Como podemos ver na imagem, a pesquisa foi levantada no período de um ano, entre Fevereiro de 2016 e Fevereiro de 2017, levando em consideração uma certa gama de acessos em sites, ou seja, ele não representa a realidade absoluta, mas possui um bom teor amostral, ainda que o restante deixado de fora pudesse mudar este valores drasticamente.

Nos EUA, assim como praticamente em todo o mundo, o Windows da Microsoft lidera com uma boa folga com seus 74,1%, em segundo lugar temos o macOS da Apple com pouco mais de 20% e depois temos o ChromeOS com quase 3,5%, o Linux vem depois com 1,47%...

Mas "pera" aí um minutinho....


Castiel

Eu gostaria de entender o porque esses sites que fazem a contagem de sistemas operacionais não entendem Linux como o que ele é: Um Kernel.

O ChromeOS é um sistema baseado em Linux também que usa uma versão modificada do Gentoo como base, então... por que não contar tudo o que tem Kernel Linux como "Linux"?

- Ah! Mas Linux não é um sistema operacional completo, é só um Kernel!

Pois é, concordo, então podemos seguir a lógica aplicada e separar por sistemas (distros), Ubuntu, Mint, Debian, Fedora, Red Hat, ChromeOS, Android e assim por diante, "Linux", por assim dizer, também é o ChromeOS neste caso, assim como Linux é o Kernel do Android e em toda a lista o pessoal conta separado não sei por qual motivo, sinceramente, Linux como Kernel, não deveria nem fazer parte das listas, as distros sim, o que as pessoas usam não é O LINUX (não apenas ele), é o sistema operacional que carrega este núcleo, seja ele o ChromeOS, o Ubuntu, Android ou qualquer outro.

... voltando


Apesar do ChromeOS ter conquistando um público interessante nos EUA, ele não conseguiu fazer muito sucesso fora de lá e fora de países desenvolvidos, o motivo? Simples, qual cidade brasileira tem sinal de Wi-Fi aberto ou por um preço acessível em todo local? Pois é, não tem.

Não que isso seja uma regra nos EUA, mas digamos que seja muito melhor que aqui neste aspecto (talvez, não só neste), mas em fim, não somente o Brasil cabe nesta deficiência de internet, como muitos outros países e como o ChromeOS fica muito limitado sem conexão, ainda que hoje em dia muitas coisas funcionem offline, ele perde um pouco de seu propósito.

Esse tipo de coisa parece estar fazendo a Google remodelar o ChromeOS, ou pelo menos o espaço de de mercado que ele ocupa, para algo novo, maior e melhor, até o momento sem muitas informações mas o projeto Andromeda dá alguns indícios.

E no Brasil, como é?


Como eu fiquei curioso com os dados, ainda que eu não concorde 100% com eles, resolvi descobrir quais as estatísticas do StatCounter para o Brasil, vamos olhar primeiro a plataforma Desktop:

Sistemas operacionais no Brasil

Aqui no Brasil a vantagem do Windows é descomunal, levando-se em consideração os dados do StatCounter ao menos. 

Com quase 92% de utilizadores, ele é o sistema predominante, a Apple continua em segundo mas com praticamente 1/4 de usuários, se compararmos com os dados dos EUA, muito se deve aos preços brasileiros dos Macs, sem dúvida.

No gráfico brasileiro "o Linux" ocupa a terceira posição com 1,22% dos utiilizadores e o ChromeOS não chega a atingir 1%, por motivos fáceis de entender, os Chromebooks em alguns casos custam o mesmo que os outros Notebooks e ainda tem a questão da internet, que eu já tinha comentado e tem um 1% desconhecido ali também que pode ser Linux, BSD, ou qualquer outra coisa, até mesmo o Windows, talvez sejam pessoas que navegam usando o TOR ou algo do tipo, sinceramente, não sei.

Agora o gráfico dos dispositivos móveis, especificamente os Smartphones:

Ranking de sistemas operacionais móveis no Brasil

Quando o assunto é Mobile, o Android é o Bayern de Munique dos sistemas operacionais, com quase 84%, ele domina amplamente o mercado (engraçado que aqui eles não contam como Linux, ainda que ele use o Kernel também, ainda não entendi por quê disso...), em segundo temos o iOS, como já era esperado com praticamente 10% dos utilizadores, o restante dos usuários se diluem entre usuários de Windows e outras plataformas menores que não fica claro exatamente qual sistema seria, sendo que o Windows tem pouco mais de 2,5% de utilizados.

Dispositivos móveis também são Tablets, então vamos dar uma olhada nesta categoria:

Market Share de Tablets no Brasil

Aqui eu confesso que tive uma surpresa! Quer dizer que metade das pessoas que tem Tablet no Brasil, tem iPad? Tá bom então...

Segundo os dados da StatCounter Android e iOS estão praticamente empatados e o Windows não tem 1% neste segmento, agora... não me pergunte "o que ser" este Linux ali na lista, se não é o Android, não faço ideia do que seja. Que outro sistema baseado em Linux é vendido no mercado móvel brasileiro além do Android? Se souber comenta aí, fiquei curioso. E mais uma vez, eles separando Android de Linux, quando eles são a mesma coisa. 

Nos EUA o iPad domina o mercado completamente com cerca de 70%, com o Android com apenas 21% e o Windows chegando a quase 0,5%.

E aí, conta pra mim que conclusão você tira destes dados! :)

Até a próxima!

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Microsoft Edge é o navegador menos seguro do concurso Hacker Pwn2Own de 2017

Parece que o ano não começou tão bem para o novo Internet Explorer navegador da Microsoft, o Edge. Ele tomou o lugar do famigerado IE no Windows 10, apesar de todo o marketing de segurança que a empresa fez, o browser se mostrou na competição Pwn2Own de 2017 o navegador menos seguro.

Microsoft Edge Hackeado


O site Tom's Hardware pulicou uma matéria comentando sobre o último Pwn2Own, uma maratona hacker que visa testar a segurança dos navegadores de internet e de uma série de outros softwares, os hackers que conseguirem explorar falhas de segurança nos navegadores são recompensados com prêmios em dinheiro.

Cada equipe pode escolher qual será o seu alvo, normalmente as escolhas são baseadas em estudos prévios para saber em qual software o ataque será direcionado, normalmente as equipes escolhem aqueles que eles acreditam que tem uma maior chance de atingir o objetivo e receber o prêmio, os valores também variam de acordo com o impacto que o hack tem no sistema ou no browser.

O grande "vencedor" do evento de 2017 foi o Microsoft Edge, o navegador foi hackeado 5 vezes na maratona e de formas diferentes, sendo que uma delas foi capaz de afetar até mesmo o Kernel do Windows, podendo comprometer o sistema como um todo, a equipe 360 Security, que descobriu essa falha, recebeu o prêmio de 105 mil dólares.

O segundo colocado ficou com o Safari, navegador dos sistemas da Apple, ele foi hackeado 4 vezes, porém, uma das falhas que foram utilizadas para invasão já estão corrigidas na nova versão beta do browser que a Apple deverá liberar em breve para os usuários. Então podemos considerar 3 para ele.

Logo após tivemos o Mozilla Firefox, com apenas uma invasão confirmada, no ano passado o Firefox nem foi testado no evento porque os competidores julgaram que seria muito fácil de invadi-lo. Na melhor posição, no caso a última, ficou o Google Chrome/Chromium, que não foi hackeado nenhuma vez.

Neste tipo de evento, os softwares normalmente recebem uma quantidade diferente de tentativas de invasão, o Firefox por exemplo, recebeu duas e foi hackeado em uma, o Chrome recebeu apenas uma que falhou, e assim por diante, como o site Tom's Hardware explica, os alvos mais visados pelos hackers normalmente provém de estudo prévios que são feitos, fazendo com que os especialistas escolham os que é provável que tenham sucesso, como o Chrome tem se mostrado seguro nos últimos tempos, menos pessoas estão tendo interesse, pois fica mais difícil ganhar o prêmio.

Apesar de eu achar que esse tipo de atividade pode ser influenciada por patrocínio, como por exemplo a Google pagar para as pessoas procurarem hackear o Edge, não podemos esquecer que o contrário também poderia ser verdadeiro, afinal, dinheiro não é problema lá pelos lados de Redmond. 

Independente do que cause o resultado, ele é importante, o ideal é que você que usa o Windows 10 com o Edge procure uma alternativa. Como o projeto do Chrome e o Firefox são projetos abertos, fica mais fácil de torná-los mais seguros por conta do modo de desenvolvimento, ou seja independendo do motivo, o Edge foi efetivamente hackeado e forma agressiva, ainda que simplesmente ter código aberto não signifique qualidade, como podemos ver no ano passado a situação do Firefox.

Curiosamente, este tipo de informação chega aos usuários ao mesmo tempo que a Microsoft começou a investir em publicidade dentro do Windows 10, muitas vezes anunciando seus próprios produtos através da interface do sistema, eu mesmo me deparei nesta semana com um Pop-Up que diz "O Microsoft Edge é mais rápido e seguro que o Google Chrome, mude agora para ele!", esse tipo de marketing acaba confundindo os usuários mais leigos, o que me parece ser prejudicial.

O que podemos fazer como usuários, é cobrar que todos os softwares, especialmente os que tem acesso á internet, não somente navegadores, independe de quem os desenvolva, tenham suas falhas de segurança corrigidas o mais rápido possível, afinal, não é porque Firefox e Chrome tiveram notas melhores neste evento que eles não  podem possuir falhas, não é mesmo? O Edge, bom, por  mais que a Microsoft se esforce e até force um pouco a utilização dele, ele continua vivendo o estigma do Internet Explorer.

Até a próxima!
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Netflix e Firefox fazem as pazes no Linux

Finalmente você pode assistir à Netflix no seu Firefox no Linux sem precisar fazer gambiarras, o popular serviço de streaming anunciou hoje uma modificação do serviço que permite compatibilidade com a versão 52 do Firefox.

Netflix rodando no Firefox nativamente


Há algum tempo atrás nós publicamos um tutorial aqui no blog ensinando você como fazer para assistir à Netflix usando o Firefox nas distribuições Linux. O Firefox já havia adicionado suporte para conteúdo DRM na versão 49, porém, para fazer com que ele funcionasse era preciso mudar o user agent do navegador para enganar o site e fazê-lo pensar que estávamos usando o Google Chrome. Graças a atualização de hoje da Netflix isso não é mais necessário.

Netflix no mozilla Firefox

Para poder assistir à Netflix pelo Firefox no Linux basta acessar o site normalmente, o Firefox irá informar que precisa ativar o recurso para reprodução de conteúdo DRM caso você não o tenha ativado anteriormente, uma vez ativo, o conteúdo carrega normalmente, assim como no Google Chrome.

Até a próxima!

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Novatio - Um console baseado em Linux que roda jogos de Windows!

Olha só, eu sei que parece até Clickbait esse título aí, mas parece que o projeto é esse mesmo, e é exatamente assim que o Novatio é e é isso que ele faz! Por mais absurdo que pareça! Bom, acho que devo apresentar ele melhor para você e tecer meus comentários à respeito.





Já pensou que bacana seria poder jogar todos os jogos de Linux, Windows e Android em apenas um console? Pois é, boa ideia né? Essa é ideia por traz do projeto Novatio.

Como o próprio site do projeto informa, ele não é uma Steam Machine, de origem italiana e usando um sistema operacional baseado em Linux (no Debian) chamado NovOS, ele pretende ser um console híbrido capaz de rodar os executáveis do Windows diretamente no Linux.

É nessa parte que você levanta a sobrancelha...

Rochelle desconfiada :D

Pelas informações, além do case modificado, as peças internas são normais, exceto a placa-mãe, pois nela há um chip FPGA, chip este que seria capaz de traduzir de alguma forma os arquivos .exe para algo que o Linux pudesse interpretar. Com isso funciona? Não faço a MENOR ideia.

Olhando por esta ótica, o grande "segredo" do projeto Novatio é a placa mãe que será utilizada, como eu não sou de acreditar em milagre assim, eu pesquisei pela internet à fora em busca de informações sobre o projeto, encontrei o repositório GitHub deles, que ainda está vazio, há também um vídeo explicado pelos seus criadores:


O pessoal do Navatio também iniciou uma campanha no IndieGOGO em busca de financiamento para o projeto no valor de 75 mil Euros, não sei se pela falta de marketing ou se foi porque a ideia não convenceu, mas até hoje eles não juntaram 200 Euros.

Apesar de que eu tenho uma tese sobre isso, pelo que eu consegui colher de informação (apesar de ser especulação) o pessoal do Novatio estaria brigando para poder patentear o seu chip milagroso, que é o grande diferencial do projeto, por isso da falta de informação de como ele funciona, talvez receio de que a ideia fosse roubada, não sei. Por outro lado, sem mostrar o projeto funcionando, nem um protótipo para demonstração vai ficar difícil alguém comprar esse milagre, até porque, tirando o fato do sistema operacional ser grátis, se você não se importa em pagar o Windows, você já tem esses recursos disponíveis, inclusive games de Android através de emuladores como o NOX e o BlueStacks e até o Genymotion.

Muita coisa é impossível até que alguém vá lá e faça, mas podemos esperar para ver o que vai acontecer, até por que, acho que não temos outra opção,

O que você achou do projeto?
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Slimbook - Conheça o notebook oficial do projeto KDE

Eu estou vendo o projeto KDE se tornar a cada dia mais profissional e com uma visão mercadológica mais apurada até mesmo que o outro grande projeto do mundo do software livre, o Gnome, mais uma prova disso é que o KDE Project agora tem uma parceria com um fabricante de hardware para desenvolver e vender o Slimbook, um Notebook muito poderoso que segue uma linha de design do MacBook e carrega o KDE Neon como sistema operacional.

KDE Slimbook




Atualmente temos dois modelos do Slimbook disponíveis para compra, um com Core i5 e outro com Core i7, ambos da sexta geração de processadores da Intel.

A Slimbook é uma empresa espanhola, assim como a BQ, que lançou o Ubuntu Phone. Pois é, parece que os espanhóis gostam de incentivar o uso de software livre! 😊

Caso você esteja pensando: "Eu nunca ouvi falar de um Slimbook antes!"

Não se sinta mal, eu estou no mesmo barco, mas observando a sua construção eu achei ele muito interessante! Ele parece um MacBook Air, não tem como discutir, mas acho que isso conta como fator positivo, já que a construção da Apple é de muita qualidade, e inclusive ele parece ser um modelo de Notebook Linux no mercado com bom tempo de estrada, visto que existem várias opções no mercado que vem com Ubuntu, Fedora, openSUSE, Antergos e agora temos um com a interface KDE, com o KDE Neon.

Pesquisando na internet eu não consegui encontrar muitos vídeos sobre ele, na verdade, se você pesquisar no YouTube existem vários vídeos mais antigos sobre modelos do Slimbook, porém, a versão com o KDE Neon ainda é rara, o único vídeo que encontrei foi esse:


Vamos pros detalhes técnicos dos dois modelos disponíveis com o KDE Neon:

- Intel i5-6200U, 2.3GHz, Turbo Boost 2.8 GHz, 2 Core 4 Threads, 3M Cache.

-  Ou este processador: Intel i7-6500U, de 2,5 GHz, Turbo Boost 3.1 GHz, 2 Core 4 Threads, 4M de cache.

O restante é padronizado neste modelo:

- Intel Graphics HD 520
- 4GB, 8GB ou 16GB de RAM DDR3
- 120GB ou 250GB ou 500GB de SSD
- Tela de 13,3 "LED 1920x1080p
- Teclado de LED com back-light
- Bluetooth 4.0
-  Placa Wireless Intel Dual Band: 3160 ou 7265 N ou 7265 AC
- 2 portas USB 3.0
- Apenas porta mini HDMI
- Leitor de cartão SD
- Bateria de lítio 6800mAH
- Peso: 1,36 kg

Ah sim! Tem tem um Tux no teclado junto com o logo do Windows, pois o modelo é vendido com Windows também, caso o consumidor queira.

Slimbook Linux

Pesquisando eu acabei encontrando um repositório no Launchpad para os Slimbooks que contém pacotes especiais de drivers para otimização da bateria e para o touchpad do Notebook, aí eu pensei: "Taí um bom exemplo de como a coisa deveria ser feita!". Você não acha?

Apesar no Kernel Linux proporcionar um gerenciamento de bateria descente em todos os modelos de Notebook praticamente, há casos em que a coisa não funciona como deveria e ele parece um Dodge V12 consumindo recursos, obviamente isso se deve a falta de drivers disponibilizados pelo fabricante, aliado a otimização de software com hardware, não é por mágica que os MacBooks tem baterias tão duradouras, então quando se vê isso em modelos que vem com Linux de fábrica podemos ver o quando pensar um hardware para um software faz diferença e isso só se tornará mais recorrente se mais empresas começarem apoiar projetos como o KDE e outras distribuições.

Quem sabe um dia teremos mais computadores vindo com Linux de fábrica com distribuições diferentes do Ubuntu, que já existe em vários modelos de marcas até mais famosas que a Slimbook, como Dell e HP.

Ah sim! O preço!


Já estava esquecendo de comentar sobre este assunto tão importante, é... bom, o Slimbook não é o que eu chamaria de barato, ainda mais considerando que você vai ter que importar ele, o modelo com Core i5 sai por mais ou menos 730 Euros, o que na conversão "burra" dá hoje R$ 2.440.00 mais ou menos, isso sem os impostos, imagina uma taxação em cima dele de 100%, que beleza, né? Bom, a versão com i7 custa um pouco mais, cerca de 850 Euros, o que dá uns R$ 2.850,00 mais ou menos, obviamente sem impostos, só na conversão direta.

Você pode saber mais e fazer pré-compra dele aqui no site oficial.

O que você achou do projeto?

Até a próxima!
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