Conheça o Flatpak, um formato de empacotamento concorrente ao Snap

Estão surgindo vários projetos interessantes com o intuito de facilitar a vida de quem pretende instalar um simples pacote de software no Linux (distros em geral). Temos o Snap, desenvolvido pela Canonical para o Ubuntu e para outras distribuições, e além do AppImage, temos também o Flatpak, com uma proposta muito interessante.

FlatPak - Um concorrente ao Ubuntu Snap




O modo como os aplicativos para Linux são distribuídos está em pauta neste ano e é muito provável que os anos vindouros nos guardem algumas surpresas nestes sentido. Recentemente eu fiz um vídeo falando sobre o Ubuntu Snap e como ele poderá fazer diferença para todas as distribuições Linux que os adotarem, mas é bom que você saiba que ele não é a única solução neste sentido.

O que é o Flatpak?


O projeto Flatpak em si é antigo, anteriormente ele era conhecido como XDG-Apps, agora ele só está com um nome mais "bonitinho" e comercial. O projeto surgiu através de um dos engenheiros da Red Hat; Alexander Larsson, o criador "dessa brincadeira", almeja com o Flatpak, basicamente o mesmo que a Canonical almeja com o Snap ou seja:

- Segurança
- Estabilidade
- Portabilidade
- Praticidade

Palavras bonitas sim, mas que merecem uma explicação mais detalhada. 

O Flatpak é um modo de empacotar os softwares para Linux com todas as suas dependências inclusas, tal qual o Snap, a única diferença notável que eu percebi entre ambos, é que o Flatpak também consegue compartilhar bibliotecas existentes entre os pacotes para não duplicá-las, ao contrário do Snap, que por sua vez também tem diferenciais, como a capacidade de rodar também em dispositivos móveis e internet das coisas, isso garante que o tamanho dos pacotes Flatpak sejam consideravelmente menores.

Como funciona o Flatpak?


Se você viu o nossos vídeos sobre o Snap, vai ficar "mão com açúcar" de entender o Flatpak, simplesmente porque o conceito é o mesmo. 

Os aplicativos empacotados no formato Flatpak são "multi-distros", assim como a Canonical anunciou recentemente que o Snap também é, isso permite que o mesmo pacote de software seja instalado no Ubuntu, no Fedora, no Manjaro, em fim, qualquer distribuição, o que sem dúvidas, é muito legal!

O Flatpak também tem a capacidade de rodar as aplicações em Sandbox (tal qual o Snap), dessa forma as aplicações rodam isoladas umas das outras e fazem do sistema algo mais seguro e com uma maior facilidade em fazer downgrades, caso seja preciso, muito útil em um servidor e em desktop.

A diferença do Flatpak para o Snap neste ponto, é que o Flatpak tem a capacidade de economizar um pouco de espaço em disco, pois este empacotamento permite que bibliotecas sejam compartilhadas caso elas já existam no sistema, evitando que alguns MB a mais de espaço sejam tomados.

A equipe de desenvolvimento do Gnome por exemplo, que é muito ativa na construção do Flatpak, já disponibilizou alguns de seus softwares no formato, o LibreOffice por exemplo, também já disponibilizou imagens de seus softwares sob este novo modo de empacotamento.

Pegando o LibreOffice como exemplo, temos a versão Snap com 287 MB e a versão Flatpak com 157 MB. Podemos ver, desta forma, a diferença de tamanhos. 

Por enquanto o Flatpak pode ser rodado apenas em ambientes Gnome e KDE, o que pode limitar um pouco as coisas, entretanto isso deve mudar no futuro. O Snap precisa apenas do utilitário Snapd instalado em qualquer distro para rodar e mais alguns ajustes, o que parece ser mais simples em primeira análise.

O Flatpak também roda com maior segurança sob o servidor gráfico Wayland, apesar de rodar com o X11 também, da mesma forma que o Snap roda melhor sobre o Mir e tem compatibilidade com o X11.

E agora? Flatpak ou Snap?


Pergunta difícil, não? Mas ela tem de ser feita... e cá entre nós, do jeito que as coisas no mundo Linux são tratadas, nós não teremos um padrão tão cedo. Mir vs Wayland, Snap vs Flatpak...

Claramente o que vai fazer diferença aqui é a influência que a Canonical ou a Red Hat terão sob os desenvolvedores, é uma "briga" de gigantes e não sou eu quem vai se meter no meio disso.

Eis um fato interessante, independente de quem acabe predominando, quem tem a ganhar somos nós, usuários.

Cada um dos formatos tem suas peculiaridades, mas como projetos open source  que são, cada um pode acabar recebendo as características do outro ao longo do tempo, tornando ambos mais completos.

No momento o Snap parece ser mais portátil, por rodar não só em computadores comuns e servidores, mas em dispositivos móveis e IoT, tendo seu principal contra no tamanho dos pacotes, enquanto o Flatpak aproveita melhor o espaço em disco e possui algumas limitações quanto ao ambiente em que está rodando, vamos ficar de olho para ver qual vai evoluir melhor.

Façam suas apostas. :)

Acesse: flatpak.org
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quinta-feira, 30 de junho de 2016

Canonical pretende eliminar suporte para arquitetura 32 bits no Ubuntu 18.04 LTS

A discussão de manter o suporte ativo hardware de 32 bits continua viva e na verdade voltou à tona com um plano de ação para o seu extermínio incluído. Se você usa o Ubuntu de 32 bits essa pode não ser uma boa nova.

Ubuntu de 32 bits deverá ser descontinuado




Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer, o que a Canonical discute atualmente é: Como fazer isso sem causar impacto negativo nos usuários?

A aposta é ir fazendo essa mudança com calma e aos poucos. Temos atualmente uma LTS (Ubuntu 16.04 LTS) que tem suporte até 2021 para a arquitetura de 32 bits, o que permite que os futuros lançamentos cortem o suporte para esta arquitetura gradualmente.

A versão 16.10 que sai em Outubro deste ano, a versão 17.04 que sairá em Abril do ano que vem e a versão 17.10, que sairá em Outubro de 2017, deverão ter ainda suporte para arquitetura 32 bits, porém, de forma reduzida.

A versão Desktop e a Server deverão ter apenas versões de 64 bits, entretanto, o Ubuntu Mininal (ou Net Install), assim como a versão Cloud, terão construções de 32 bits, permitindo que qualquer um que deseje possa montar o seu sistema para plataformas de 32 bits.

A versão 18.04 LTS ainda permitirá a execução de binários de 32 bits na plataforma, mas não terá mais ISOs instaláveis com esta arquitetura, na versão 18.10 a intenção é que não tenhamos mais suporte para a arquitetura de 32 bits definitivamente.

Snaps serão úteis


Numa situação com esta, os pacotes Snap serão úteis, através deles será possível rodar aplicações de 32 bits em um sistema de 64 bits sem maiores problemas, segundo a Canonical, esta será uma alternativa simples para pessoas que tem necessidade específicas.

Motivos para a Canonical abandonar o Ubuntu 32 bits


Os motivos apontados pela empresa para deixar de trabalhar com o Ubuntu de 32 bits são contundentes. A versão de 32 bits não tem muitos usuários e gera muito trabalho para a geração das ISOs, seus testes, além de consumir recursos de banda e armazenamento nos servidores, inclui-se aqui também o trabalho da equipe de manutenção do Ubuntu, que tem que atualizar e corrigir problemas em todas as ISOs de 32 e 64 bits, sem a existência da plataforma, o trabalho seria cortado pela metade.

Algumas pessoas ainda usam 32 bits, mesmo tendo processador de 64 bits, já que o Kernel PAE do Linux permite que se use um sistema de arquitetura mais antiga sem abrir mão de mais de 4GB de RAM, que computadores um pouco mais parrudos costumam possuir.

O Ubuntu não deve ser a única distribuição a fazer isso, além de seus derivados, ao longo do tempo mais sistemas deverão "entrar na onda", afinal, as tecnologias são substituídas ao longo do tempo, isso é absolutamente normal.

O que você acha da decisão? A versão de 32 bits do Ubuntu iria fazer falta para você depois de 2018? Conte pra gente através dos comentários.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Asus lança Notebook da linha Z no Brasil com Linux embarcado

Mais uma opção interessante para o mercado consumidor brasileiro. A popular fabricante de computadores, Asus, está trazendo para o Brasil mais uma boa opção de Notebook, da linha Z, com Linux de fábrica, e não, não é o Ubuntu.

Endles OS




O sistema operacional que o Notebook carrega é  o Endless OS, uma distribuição voltada para fins educacionais ainda não muito popular no Brasil. A distro é de uma empresa de mesmo nome e vem investindo muito em publicidade brasileira, talvez você tenha visto algo no Facebook sobre ela recentemente.

Ainda não fizemos uma review completa desta distro, mas ela deve sair em breve. Tenho certeza que alguém iria perguntar! :D

Bom, falando um pouco do Notebook da Asus, ele também é oferecido com Windows 10, além do Endless OS, e ele não é nenhum primor de potência e tem até um preço acessível, considerando a nossa economia.

Ele pesa 2,14 Kg, tem uma tela de 15,6 polegadas com resolução HD, o processador é um Celeron N2940 Quad Core com frequência de 2,25 Ghz, chip gráfico Intel HD Graphics 3000, 4 GB de RAM, 500 GB de HD, WebCam VGA, Wifi, Bluetooth 4.0, uma porta USB 3.0 e duas 2.0, leitor de cartão SD e leitor de CD e DVD.

Ele sai pelo valor de R$ 1.999,00 atualmente, você pode saber mais sobre o produto no site da Asus.

Apesar do Endless OS ser uma opção, o site da Asus faz questão de recomendar o Windows 10 como sistema operacional, possivelmente você terá de informar na hora da compra que você não deseja o sistema da Microsoft para efetuar a compra com o diferencial.

Você pode saber mais sobre o Endless OS no site oficial do sistema.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Lançado Linux Mint 18 "Sarah" Cinnamon e MATE - Download

Acabou a espera! O Linux Mint 18 "Sarah" está disponível para download em suas duas versões principais, Cinnamon e MATE. Baixe agora e conheça as novidades.

Linux Mint 18 Download




Os desenvolvedores do Linux Mint anunciaram o lançamento das versões finais do sistema na edição 18, disponibilizando o download gratuito para os usuários.

Linux Mint 18 MATE

No momento temos apenas as versões principais no Linux Mint 18 disponíveis, que são as versões Cinnamon e MATE.

Você pode ler as notas de lançamento de cada versão e também encontrar os links para download da distribuição Linux logo abaixo:



Nós já falamos muito sobre o Linux Mint 18 por aqui, existem várias coisas interessantes que a nova versão do sistema operacional baseado no Ubuntu nos trouxe nesta edição.
Leia também: Conheça os XApps e o novo tema do Linux Mint 18 "Sarah"
Recentemente o Linux Mint também apareceu em um post nosso falando sobre distribuições que podem ser utilizadas no lugar do Ubuntu nos computadores de iniciantes no Linux, vale a pena conferir, clique aqui. 

Nós fizemos uma análise da versão Beta do Linux Mint, apesar de ser um Beta, o sistema se mostrou muito estável, nós mostramos as principais novidades que acompanham o Linux Mint 18, na edição Cinnamon neste caso, no vídeo abaixo:


Como sempre surgem dúvidas a respeito destes lançamentos, no último "Diolinux Responde" que tivemos no canal, nos tiramos  as dúvidas mais comum sobre o Linux Mint 18.



Curtiu o conteúdo em vídeo? Então acompanhe o nosso canal no YouTube.

E você que já testou o Linux Mint 18, pode nos dizer o que está achando desta versão no sistema nos comentário! :)

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Qual diferença entre "apt" e "apt-get"? Saiba agora!

As versões mais recentes do Ubuntu também trouxeram uma novidade que não foi notada por muitos, o comando "apt-get", comumente utilizado para manipular pacotes no sistema, foi simplificado para um simples "apt", porém, o que muitos não sabem é que eles não são exatamente iguais.

diferença entre apt e apt-get




O apt é a nossa boa e velha ferramenta para manipulação de pacotes; um dos vídeos mais vistos do canal do Diolinux é este logo abaixo, onde nós mostramos como usar as funções básicas dele para gerenciar pacotes no seu Ubuntu ou derivado:


No Ubuntu 16.04 LTS o comando "apt-get", comumente utilizado, acabou ganhando um "novo amigo", uma versão simplificada e com alguns recursos a mais, o "apt".

Funciona assim:

Diferença entre apt e apt-get

Viu como é simples? A expressão "apt" simplesmente substitui o "apt-get", e mesmo em alguns casos onde o comando não existe, o "apt" chama o "apt-get", então no caso do exemplo acima:
sudo apt-get autoclean
Se você digitar "sudo apt auto..." e pressionar tab, o comando não será encontrado, porém, se você digitar ele completamente "sudo apt autoclean", ele vai funcionar normalmente. 

Mas não foi apenas essa simplificação que ocorreu, o comando "apt" também trouxe alguns recursos interessantes que poucos sabem, as ferramentas incluem os seguintes parâmetros:

sudo apt list nomedopacote Lista os pacotes baseado no nome digitado

sudo apt search nomedopacote – Pesquisa pacotes através da sua descrição

sudo apt show nomedopacote – Mostra os detalhes do pacote

sudo apt updateAtualiza a lista de pacotes disponíveis

sudo apt install nomedopacoteInstala o pacote com o nome informado


sudo apt remove nomedopacote – Remove o pacote com o nome informado 

sudo apt upgrade – Atualiza o sistema través de instalação/atualização de pacotes

sudo apt full-upgradeAtualiza o nosso sistema através da remoção, instalação e atualização de pacotes

sudo apt edit-sources – Edita o arquivo sources.list te sugerindo opções de editores instalados

Estas são as principais funções, mas você encontrar mais detalhes consultando o manual dele através do comando: man apt

Apt - uma simplificação de ferramenta


Agora que você já sabe do "apt" não se espante se começar a ver tutoriais que o utilizem ao invés do "apt-get", eles são basicamente a mesma coisa, sendo que o "apt" consegue interpretar tudo o que seria utilizado através do "apt-get" e ainda te dá algumas possibilidades a mais.

Bom proveito. :)

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Microsoft lança o SQL Server para Red Hat Entreprise Linux

A Microsoft anunciou no Red Hat Summit de San Francisco a disponibilidade do SQL Server para a distribuição e anunciou também que agora o .NET Core e o ASP.NET Core 1.0 são open source.

Microsoft SQL Linux





A Microsoft anunciou no ano passado a disponibilidade do SQL Server para Linux, uma plataforma que deverá funcionar em várias distribuições Linux diferentes, e agora incluindo o RHEL. Até o momento a versão preview privada do SQL Server rodava apenas no Ubuntu.

Outro ponto interessante do anúncio é que plataforma .NET agora é oficialmente Open Source. O .NET Core é multiplataforma, open source e modular, a plataforma permite que a criação de aplicações Web, microservices, bibliotecas entre outros, e agora tudo isso é compatível com o RHEL.

A Red Hat até criou um domínio chamado redhatloves.net, que redireciona para uma página de desenvolvedores, que mostra a tecnologia .NET e suas aplicações dentro da arquitetura da Red Hat.

Fonte
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Linux Mint 18 será lançado esta semana

A nova versão do Linux Mint está quase saindo for forno, os desenvolvedores do sistema publicaram no blog oficial algumas novidades a este respeito. Confira:

Linux Mint 18




A nota foi pequena mas foi o suficiente para que a minha mente começasse a imaginar algumas coisas.

A anúncio feito nesta Quarta-feira informa que a versão final do Linux Mint 18 chegará até o final desta semana, sem especificar o dia, e faz um agradecimento a todos os que ajudaram a reportar bugs na versão beta (de nada pessoal! hehehe), pois, segundo eles, foram 64 bugs corrigidos. O agradecimento também foi estendido para todos os que ajudam o projeto através de doações e custeio.

O criador e diretor do projeto do Linux Mint, Clement Lefevbre, comentou que já existem planos para implementar novas funcionalidades no Linux Mint 18.1, que ainda não tem data para sair, mas que deverá chegar até o final do ano, provavelmente antes do lançamento do Ubuntu 16.10.

Uma das coisas que se especula para a versão 18.1, é uma remodelagem da atual Central de Programas do Linux Mint, que diferente do restante do sistema tem um visual antiquado.

Está curioso para ver as principais novidades do Mint 18? Então confira agora a preview da versão Beta do Linux Mint 18 "Sarah" que nós fizemos:


Esse vídeo aí de cima acabou gerando vários comentários interessantes e algumas dúvidas pertinentes foram levantadas, eu respondi as principais neste outro vídeo:


Quer baixar a versão Beta do Linux Mint? Dá uma olhada aqui.

E você, já está usando o Linux Mint 18? Vai migrar para ele quando a versão final for lançada?

Conte pra gente nos comentários e até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quarta-feira, 29 de junho de 2016

3 distribuições Linux para substituir o Ubuntu no computador de iniciantes

Ao longo do tempo o Ubuntu acabou ganhando muita relevância no mundo da tecnologia em geral, não somente no mundo Linux, isso fez com que ele fosse a primeira opção de muitas pessoas que estão iniciando neste mundo. Como era de se esperar, ele não agrada a todos e por isso hoje vamos conhecer três alternativas interessantes de distribuições que podem ser usadas por leigos sem muitos problemas no lugar no Ubuntu.

Alternativas ao Ubuntu




A maior parte das distribuições Linux são projetos extensos, muitas vezes com várias versões diferentes. O Ubuntu por exemplo possui versões com praticamente todas as interfaces populares, tem aplicação em servidores, dispositivos móveis e "internet das coisas", por conta disso, quero deixar claro que não vou sugerir as derivações oficiais do Ubuntu com outras interfaces aqui, apesar de que elas são, efetivamente, uma opção para você que não gosta do Unity.

A ideia é mostrar outras distros que tem a intenção de trabalhar com usuário "comum", da mesma forma que o Ubuntu, mas que são produzidas longe da Canonical.

Linux Mint - A opção óbvia


Linux Mint é uma boa alternativa ao Ubuntu

Muita gente vai achar que o Mint nem precisaria estar na lista, afinal a presença dele é um tanto quanto óbvia, mas é justamente por isso que ele não poderia ficar de fora.

 O Linux Mint é apenas "um pulinho" do Ubuntu, uma vez que a distribuição é baseada sempre na LTS mais recente do sistema da Canonical, o que faz com que o mesmo tenha compatibilidade do Ubuntu na maior parte das aplicações, sem deixar de criar muitas soluções próprias para configurações e customizações.
Leia também: Linux Mint 18 vem aí
Assim como o Ubuntu, o Linux Mint também tem muitas variações. O sistema possui versões com 4 interfaces gráficas diferentes (Cinnamon, MATE, KDE e XFCE) e além disso, o Mint também possui uma versão baseada no "Debian Stable", chamada "Linux Mint Debian Edition", ou simplesmente, LMDE.

Por estes motivos eu acredito que o Linux Mint não só seja uma das melhores opções para iniciantes, como uma das melhores alternativas ao Ubuntu de maneira geral para ser utilizado no seu computador pessoal.


Manjaro Linux - Facilidade fora da base Debian

Manjaro Linux

Se a sua intenção é circular fora da base .deb (ou até mesmo .rpm), certamente o Manjaro Linux é uma excelente opção. Particularmente, gosto mais da versão KDE do Manjaro, acho ela a mais bonita de todas, porém, como o Ubuntu (talvez até mais), o Manjaro Linux possui uma série de versões comunitárias e oficias com, me arrisco dizer, literalmente todas as interfaces gráficas existentes. Sendo assim uma alternativa ao Ubuntu muito interessante.

O Manjaro é baseado no popular Arch Linux, isso garante que a distro tenha algumas características interessantes, como acesso ao repositório AUR, que pra mim é um dos grandes diferenciais; no AUR você consegue encontrar praticamente todos os programas disponíveis para Linux, salvo algumas exceções.

Apesar de eu gostar da versão com KDE, a versão principal, digamos assim, do Manjaro é a versão com XFCE, a qual eu fiz uma review há algum tempo, você pode conferir o vídeo logo abaixo.


Para receber vídeos como este no seu YouTube
O Manjaro, independente da versão, também tem uma série de ferramentas que visam facilitar a vida do usuário comum, como ferramentas para instalação de drivers proprietários e até mesmo manipulação de Kernel.
Outra distro interessante com um conceito parecido ao do Manjaro e também baseada no Arch Linux é o Antergos
Há uma interface gráfica para gerenciar os programas que se assemelha ao Synaptic, ferramenta popular da base Debian, não tendo por padrão uma Central de Programas como a do Ubuntu; com um pouco de atenção e um pouco de estudo, isso não deverá ser um empecilho. Outro ponto interessante é que o Manjaro é uma distribuição Rolling Release, ou seja, você instala uma vez e simplesmente vai atualizando.
Entenda melhor o que é uma distro Rolling Release
Leia também: Como transformar o Ubuntu em "Rolling Release" 
Se interessou pelo Manjaro? Então você pode baixar, testar e depois nos contar o que achou dele.


Korora Linux - Um Fedora ainda mais fácil

 
Korara Linux alternativa ao Ubuntu

Eu estava pensando em indicar o Fedora aqui, e eu até iria fazer isso, não fosse a existência do Korora.

Não vejo muita gente falar sobre esta interessante distribuição Linux baseada no Fedora, não sei bem o motivo, afinal ela tem vários atrativos. Se você conhece bem a relação entre Ubuntu e Linux Mint, será simples explicar a proposta do Korora:

"Assim como o Fedora está para o Ubuntu, o Korora está para o Mint."

O Korora cumpre muito bem o papel de deixar o Fedora ainda mais fácil, querendo ou não, o Fedora é uma distribuição "purista" e não possui muitas ferramentas facilitadoras de configurações nativamente, como aplicações para instalar drivers de vídeo, já o Korora possui estas funcionalidades.

Assim como o Fedora, o Korora foca no ambiente Gnome, porém, da mesma forma que o Fedora que possui suas Spins com variações de interface, o Korora também disponibiliza ISOs com ambientes diferentes:

- Cinnamon
- Gnome Shell
- KDE Plasma
- XFCE
- MATE

Ainda não temos uma review em vídeo do Korora, mas em breve ele deve aparecer, por hora, para saber mais sobre o sistema e também fazer o download da distro acesse este artigo do blog Diolinux.

Por ser baseado no Fedora, uma distro muitíssimo popular e tradicional, e trazer ferramentas facilitadoras, o Korora é uma das principais opções para substituir o Ubuntu para quem quiser sair da base .deb e não quiser entrar no mundo Arch com o Manjaro Linux.

Existem outras opções?


Certamente! O que não falta são opções no mundo Linux! Então você pode ficar à vontade para dizer quais são as suas distros preferidas que podem substituir o Ubuntu em um computador de um leigo ou usuário comum.

O espaço dos comentários do blog está aberto para a sua opinião.

Até a próxima! :)
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Linux sendo usado para produção musical? Conheça o projeto Net Interativa

Um dos objetivos do blog Diolinux é mostrar como o Linux pode ser uma solução eficaz para "pessoas comuns", que usam o sistema para finalidades completamente diferentes das que os profissionais de T.I. costumam utilizar. Eu tenho o maior prazer de apresentar o projeto de dois amigos pessoais que usam o Linux para a produção de música.

Linux e Música com Net Interativa





Quem acompanha o nosso canal no YouTube talvez lembre que há alguns dias eu fiz um vídeo falando sobre como é importante nós sermos fãs dos nossos amigos e apoiar os bons projetos que estão a nosso redor, se você não viu o vídeo em questão, ele está logo abaixo:


Pensando como eu poderia tentar colocar em prática um pouco mais do que eu tinha comentado no vídeo é que surgiu a ideia de fazer um DioCast com o pessoal do canal Net Interativa.

O Net Interativa é um projeto de dois amigos meus, eles moram na mesma cidade que eu moro e eu os vejo com um certa regularidade até, porém, a cidade onde moramos não enaltece o tipo de cultura e conteúdo musical que eles produzem, aliás, acredito que em boa parte do Brasil seja assim, por isso, nada melhor do que mostrar o trabalho deles para vocês, que em alguns casos, me acompanham há muitos anos, algo que eu considero realmente de qualidade.

E um diferencial legal de toda essa história? Eles usam Linux para a produção do conteúdo, bacana né? :)

Veja um exemplo de um dos vídeos produzidos por eles:


Do uso no dia a dia, de forma bem simples, como usuários comuns, até mesmo na faculdade de engenharia, caso do Matheus, um dos integrantes do DioCast que você pode ver mais abaixo no texto, até a produção dos vídeos, passando por captura e tratamento de som e edição de vídeos, tudo feito usando softwares open source ou que rodem no Linux nativamente.

Particularmente, me orgulho muito de ver este tipo de iniciativa acontecendo, pessoas "comuns" utilizando Linux para coisas "comuns", acho que estamos em um momento em que Linux no Desktop é para qualquer um, não precisa ser técnico, não precisa ser um "entendido", basta querer aprender algo novo.

Deixo agora com vocês o episódio completo do DioCast  com o pessoal do Net Interativa, com participação do meu amigo Gabriel da Costa, talvez você o conheça do canal Toca do Tux, ele também é uma peça importante dos bastidores do Diolinux, como esse vídeo se trata de, além de Linux e música, amizade, fica aqui o meu muito obrigado pela dedicação de todos os que mantém esse projeto em pé junto comigo, juntos somos mais fortes.

Dicas:

- Como se trata de um conteúdo "podcast" você pode deixar o vídeo rolando em uma aba do seu navegador e fazer outras coisas, tirando pequenos trechos de clipes que aparecem no início do vídeo e perto do final, você não perderá nada visual importante.

- Você também pode baixar o conteúdo para ouvir no seu carro, Smartphone ou onde mais você quiser.

- Não esqueça de se inscrever no canal do Net Interativa, vamos dar uma força pra essa galera que se esforça pra trazer música de conteúdo e bem produzida, ainda mais usando Linux como plataforma.




_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




terça-feira, 28 de junho de 2016

A evolução do Gnome 3 nos últimos 5 anos

Da mesma forma que outras interfaces modernas, o Gnome 3 foi disponibilizado para os usuários tendo que provar muita coisa, e realmente, as suas primeiras versões eram muito limitadas, porém, como tudo evolui, com o Gnome 3 não seria diferente, e hoje com o Gnome 3.20 e com novas versões já em testes a experiência de usuário é bem diferente do que foi em 2011.

5 anos de Gnome 3





Tobias Mueller, um dos desenvolvedores do Gnome, mostrou na openSUSE Conference 2016 a evolução do projeto nos últimos 5 anos. É interessante observar como o Gnome foi ganhando padrões visuais que tendem a agradar até mesmo os mais exigentes com design e como a funcionalidade do Gnome mudou também, especialmente se comparado ao antigo e ainda muito querido de muitos, Gnome 2. Confira a palestra na íntegra:


Eu lembro de ter usado o Gnome 3.2 por mais de um ano antes de ter mudado de interface, tenho boas recordações do Gnome, e claro, tive também minha cota de experiência com o Gnome 2.

E você, qual a sua história com o Gnome?
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Unity 8: Veja o GIMP em ação em um Tablet com Ubuntu

A convergência é algo muito interessante, sem sombra de dúvida, mas mesmo com a ótima proposta, ainda não temos a experiência ideal, especialmente por que não há otimização de todas as aplicações que tradicionalmente usamos no desktop para uma interface sensível ao toque, mesmo assim, o que é possível fazer no GIMP rodando sobre o servidor Mir no Unity 8 do tablet M10 da BQ é realmente interessante, confira:

GIMP NO Ubuntu Tablet





O vídeo abaixo foi postado pelo usuário Ronnie Tucker e demonstra como o GIMP  funciona rodando numa tela sensível ao toque no Tablet BQ M10 Ubuntu utilizando uma caneta para fazer um desenho.

Podemos ver que algumas funções não são tão precisas quanto utilizar a versão desktop, outro ponto interessante que eu reparei é o tema do GIMP, que está todo "quadrado", pois não possui o design que o GTK proporciona no desktop, talvez seja este uma das coisas a se aprimorar. Confira o vídeo completo:


Bacana né? Tem ainda muita evolução por vir, mas pelo menos já podemos ver que funciona, não é não? Com a aproximação do Unity 8 para o desktop também, a tendência é que essas coisas melhorem. 
Quer ver mais da potência do GIMP? Veja este vídeo que o nosso amigo Elias de Carvalho fez desenhando o Deadpool com uma Wacom Tablet.
No Ubuntu 16.10, que sairá em Outubro deste  ano, teremos uma sessão Unity para podermos ter uma noção de como tudo vai funcionar.

O que você achou do GIMP rodando no modo convergente?
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Menos de 15 Reais: O Smartphone mais barato do mundo é Indiano

Agora que os Smartphones estão consolidados como uma das principais formas de acesso a internet, certamente eles podem ser considerados como fatores de inclusão digital, pensando nisso é que uma empresa indiana chamada Ringing Bells vai produzir Smartphones de baixíssimo custo para serem vendido a pessoas com poder aquisitivo reduzido.

Freedom 251 Smartphone
Imagem comparando o Freedom 251 com o iPhone




A Ringing Bells anunciou ainda no início deste ano o que seria o "Smartphone mais barato do mundo", depois de um tempo de desenvolvimento, finalmente os aparelhos que custam 251 rúpias, moeda indiana, algo em torno de R$ 12,50 atualmente, estarão disponíveis para o público.

O aparelho é o "Freedom 251", que claramente tem um inspiração em seu design com base no Smartphone da Apple, o iPhone. 

Segundo o CEO da empresa, Mohit Goel, a Ringing Bells já tem 200 mil unidades prontas para distribuição, sendo que a mesma começará no dia 30 deste mês.

Por um valor tão baixo, você pode se perguntar qual seria o hardware do Freedom 251, não é verdade? Veja só:
  • Processador single core de 1,3 Ghz
  • 1 GB de RAM
  • 8 GB armazenamento interno (extensível até 32 GB via cartão SD)
  • Câmera traseira de 8MP
  • Câmera frontal de 3.2 MP
  • Bateria de 1800 mAh
  • Android 5.1 Lollipop

Viu só? Tudo isso por menos de 15 reais! É claro que é um ótimo hardware; com o maior custo benefício da história sem dúvidas. Mas temos uma curiosidade à respeito do assunto que não pode ser ignorada.

Os especialistas dizem que não é possível produzir um Smartphone tão barato (na verdade não precisa ser muito especialista pra constatar isso...) e de fato, a Ringing Bells admitiu que ao cobrar 251 rúpias por aparelho, a empresa estará tirando do próprio bolso cerca de 140 rúpias para pagar a produção do mesmo, ou seja, o aparelho dá prejuízo.

Pra mim as contas não fecham muito bem, mas a ideia da Ringing Bells é ganhar dinheiro com enormes quantidades de vendas, eles parecem estar tão otimistas com o modelo de negócio que estão pensando em lançar em breve um TV com tela de LED de 32 polegadas e que custaria em torno de R$ 496,00 ou aproximadamente 10 mil rúpias.

Certamente isso trará a possibilidade de várias pessoas terem acesso a um Smartphone, a questão é, por quanto tempo essa brincadeira vai durar? Será que empresa vai conseguir se manter? Vamos torcer para que sim, isso seria só mais uma forma de mostrar que um iPhone ou um Galaxy S.x não vale tudo o que custa, especialmente no Brasil.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




IBM e UC Davis criam o processador com mais núcleos do mundo

Quem achava que a quantidade de núcleos por chip não poderia passar da casa das dezenas se enganou, a Universidade da Califórnia "Davis" fez, em parceria com a IBM, um processador que tem nada mais, nada menos, do que 1000 núcleos.

Processador com mil núcleos




Com 621 milhões de transistores,este é o primeiro chip de 1000 núcleos do mundo, o CPU Kilo-core possui um poder computacional de 1,78 trilhões de instruções por segundo.

Com tantos núcleos à disposição, ele é capaz de trabalhar facilmente com encriptação, tratamento de grandes quantidades de dados científicos, codificação de vídeos, entre muitas outras coisas, aliás, qualquer coisa, que precisa de muito processamento simultâneo.

Apesar da imensa quantidade de cores a litografia dele não é das mais modernas, 32 nanômetros, e os núcleos operam em 1.78 GHz.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




sexta-feira, 24 de junho de 2016

Lançado gNewSense Linux 4, uma distro que segue as diretrizes da FSF

Existe algumas distribuições Linux que tem o objetivo de utilizar somente software livre, nós vamos falamos sobre algumas delas por aqui, como por exemplo a Trisquel e a Uruk, hoje vamos falar da gNewSense.

gNewSense Linux 4 Download




O gNewSense Linux é uma distribuição baseada no Debian Stable que busca remover tudo o que for proprietário do Kernel e dos repositórios do sistema. Ele é um dos poucos sistemas reconhecidos pela Free Software Foundation (FSF) como um sistema realmente e completamente livre.

A interface gráfica é o Gnome Shell e não existem muitas implementações próprias além da modificação dos repositórios de software. A versão 4 dos sistema recebeu o nome de "Ucclia" e tem suporte para 3 arquiteturas: i386, amd64 e mipsel.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Supercomputador brasileiro deixa de operar pela falta de dinheiro para a conta de luz

Mais um golpe na ciência brasileira. O supercomputador "Santos Dumont" , no Rio de Janeiro (Petrópolis), deixou de operar neste mês por conta da falta de verba para o pagamento da fatura de energia elétrica que o mesmo gerava.

Supercomputador Santos Dumont




A notícia entristece todos os amantes de ciência, o "Santos Dumont" era o supercomputador mais poderoso da América Latina, com processamento de 1,1 petaflops, ele foi desligado porque a conta de luz é cara demais.

Segundo as informações, o custo para manter o equipamento funcionando era de 500 mil reais por mês, o que representava cerca de 80% do valor disponibilizado para toda a pesquisa realizada no local onde o mesmo estava instalado.
Leia também: 99% dos supercomputadores do mundo rodam Linux
O supercomputador começou a funcionar no último ano no Laboratório Nacional de Computação Científica, à partir de então, este laboratório tem sido capaz de receber e processar pesquisas que exijam um grande poder computacional, o que inclui pesquisas sobre o vírus zika, mal de Alzheimer e camada pré-sal.

Há algum tempo atrás nós fizemos uma entrevista com um pesquisador brasileiro para falar sobre ciência e tecnologia e como o Linux e o open source é utilizado neste segmento, neste mesmo vídeo o nosso convidado, Hugo Araújo, já relatava o descaso do governo com a aplicação de verba na ciência.





Augusto Gadelha, diretor do LNCC, comentou: “No mês de maio, vimos que não havia a possibilidade de manter o computador ligado e tivemos a decisão de desligá-lo, diante da imprevisibilidade de chegada dos recursos para a energia elétrica”.

Por conta desta parada, mais de 70 pesquisas estão impossibilitadas de continuar ou na lista de espera para iniciar.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) teve seu orçamento reduzido em quase 25% para R$ 3,3 bilhões, o menor valor dos últimos 12 anos se corrigirmos os valores pela inflação.

Apesar desta perda, o MCTI está tentando conseguir mais verba para não deixar o supercomputador parado.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quinta-feira, 23 de junho de 2016

Como instalar o Spotify no Fedora

O Spotify é uma das aplicações de maior sucesso nos últimos tempos e como o Fedora 24 foi lançado recentemente, você pode querer utilizá-lo, vamos aprender a instalar?

Como instalar o Spotify no Fedora



Hoje você vai aprender com o nosso amigo Greyson, do canal Acre Linux, como instalar o Spotify no Fedora num tutorial em vídeo.


_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Screenkey - Programa para exibir as teclas pressionadas

Qualquer um que tenha dado aula ou gravado um tutorial para a internet vai achar essa ferramenta fantástica como uma auxiliar para o ensino. 

O Screenkey permite que toda tecla que você pressione apareça na tela do seu computador para que quem esteja assistindo possa compreender facilmente que tecla de atalho você está usando.

Screekey para Linux




Olhando para a imagem acima você pode ter uma ideia de como o programa funciona, quando você pressionar alguma tecla, uma barra na cor preta semi-transparente irá se sobrepor mostrando quais as teclas você pressionou, isso vale para teclas de atalho também.

Este tipo de recurso é útil em meio educacional principalmente, onde você está ensinando um programa complexo, que tenha uma série de teclas de atalho, ou para fazer alguns tipos de vídeo aulas.

Como instalar e usar


O Screenkey pode ser obtido no repositórios de todas as distribuições Linux praticamente, por conta disso, vale a pena consultar o repositório da sua distro, como o enfoque do blog repousa sobre o Ubuntu e derivados do sistema o tutorial seguirá à partir de agora mostrando como fazer a instalação no sistema da Canonical.

Como o Screekey está no repositório da distro, basta clicar no botão abaixo para instalar:

Para quem prefere fazer instalações pelo terminal, basta rodar o seguinte comando:
sudo apt-get install screenkey
Para rodar a aplicação é muito simples; depois de instalado você encontra o ícone do Screenkey no menu do sistema, outra forma de rodá-lo é pressionar "Alt+F2" e digitar "screenkey". 

Pela minha experiência, após clicar no ícone do programa, ele demora até uns 7 segundos para iniciar, depois disso ao digitar qualquer tecla, elas já serão mostradas.

Para fechar o programa é necessário finalizá-lo através do "Monitor do sistema":

Finalizando o programa

E aí, curtiu a dica? Aproveite para ajudar mais pessoas compartilhando este artigo com seus amigos.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Ubuntu com um visual moderno com o tema Numix GTK

Muitas pessoas pediram para que eu mostrasse o tema que eu costumo usar no Ubuntu com o Unity, então hoje eu vou mostrar a modificação visual que eu costumo fazer no sistema com o tema Numix GTK.

Numix GTK Ubuntu




Eu venho utilizando o Ubuntu 16.04 LTS desde antes do seu lançamento final, em Abril passado, e se tem uma coisa que merece atenção no Ubuntu é o seu tema, ele precisa de uma renovação, e aparentemente terá com o Unity 8, vamos ter que esperar a versão 16.10 para ver.

Apesar de eu gostar do jogo de cores, especialmente do laranja, o Ubuntu tem, de fato, uma aparência antiquada, todas as interfaces atuais costumam ter menos curvas e mais suavidade em seu design, com contrastes em botões, algo que o Unity original não possui atualmente.

Por conta disso eu decidi usar o tema Numix. 

Eu não sou mais o tipo de usuário que gosta de ficar personalizando o sistema por completo, da mesma forma que um dia eu já fui, produtividade é mais importante do que aparência para mim; mesmo assim não descarto por completo esta parte, afinal, pessoas como eu passam os dias na frente do computador e olhar para algo "bonito" é um "luxo" a mais, sem sombra de dúvidas.

O tema Numix é conhecido de muitos, especialmente o tema de ícones, muitas pessoas o utilizam e você pode aprender a instalá-lo no seu Ubuntu clicando aqui, porém, eu não utilizo os ícones Numix, eu continuo utilizando os originais do Ubuntu, ainda que eles não tenham um design tão moderno, pois acho importante manter a identidade visual de cada aplicação, especialmente para quando eu for mostrar o sistema para alguém, trocando em miúdos, eu quero que "o ícone do Firefox seja o mesmo que a pessoa já conhece do Windows", o mesmo vale para os demais programas.

O tema Numix que eu utilizo é o GTK, esse tema muda a aparência da "textura" do sistema, nas pastas e janelas e também altera a aparência da barra do Unity, retirando as películas que ficam por padrão atrás do ícones dos programas, dando uma aparência mais clean e, do meu ponto de vista, bela.

A barra de título das janelas também fica com um visual flat e com ícones de controle diferentes, como você pode reparar nas imagens abaixo.

O mais interessante para mim é que além de deixar o visual elegante e moderno, ele não tira o padrão de cores do Ubuntu tradicional, algo que para mim é essencial.

Confira algumas imagens:

Ubuntu Numix GTK Theme

Ubuntu Numix GTK Theme

Ubuntu Numix GTK Theme

Ubuntu Numix GTK Theme

Gostou do tema e quer testar? É muito simples! Este tema está no repositório do Ubuntu e você pode instalar através da Central de Programas, basta clicar no botão abaixo:

Pra quem prefere usar o terminal:
sudo apt install numix-gtk-theme
Para mudar o tema padrão para o Numix GTK você pode usar uma ferramenta como o Unity Tweak.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quarta-feira, 22 de junho de 2016