PhotoGIMP 2017.1 está disponível para download!

O blog Diolinux orgulhosamente apresenta a versão 2017.1 do projeto PhotoGIMP, o projeto que procura aproximar usuários do Adobe Photoshop ao GIMP, facilitando a transição entre as duas ferramentas.

PhotoGIMP 2017.1 Diolinux




A migração entre softwares é sempre trabalhosa, especialmente quando este programa é um dos pilares do seu trabalho, como é o caso de muitos profissionais com o Adobe Photoshop.

Eu admito que há casos em que o Photoshop será insubstituível para o usuário, mas francamente, isso depende mais do usuário do que do programa e de seus recursos, visto que existem vários profissionais que trabalham somente com o GIMP há muitos anos, você pode escolher as suas desculpas, mas em "90% dos casos" o motivo está simplesmente no dito workflow e na produtividade.

O costume com atalhos, aparência e localização das ferramentas são fatores eventualmente decisivos para quem não quer usar o GIMP.

O PhotoGIMP é um projeto criado especialmente para quem gostaria de utilizar a ferramenta mas é especialmente acostumado com o Adobe Photoshop, ou pessoas que precisam ou querem transitar entre ambos, sem precisar decorar teclas de atalho muito diferentes entre os dois softwares.

PhotoGIMP 2017.1


O PhotoGIMP não é um novo programa, nem sequer é um "concorrente" do GIMP, muito menos do Photoshop, ele é puramente "o GIMP", mas usando toda a liberdade que o software livre nos proporciona, ele foi modificado intencionalmente para ter um workflow mais parecido com o Photoshop, muitas coisas contidas na versão do ano passado se mantiveram, mas o projeto foi ajustado e simplificado.

PhotoGIMP 2017
PhotoGIMP no Linux Mint Cinnamon

No PhotoGIMP 2017.1 você encontra um novo tema GTK que é capaz de ignorar os outros temas, então, independente de qual tema você use, ao ativar o tema do PhotoGIMP ele se manterá o mesmo, isso garante a compatibilidade perfeita com outras distribuições que não sejam o Ubuntu com o tema Ambiance, como acontecia na versão passada. Esta versão do PhotoGIMP é compatível com todas as distros, independente da interface.

Usuários de Linux Mint comentaram que a versão passada simplesmente não se encaixava no tema do sistema e acabava ficando... bom... muito tosco, para dizer o mínimo, acredito que isso tenha se resolvido, como mostra a imagem acima.

PhotoGIMP 2017.1
PhotoGIMP no Windows 10

A versão para Windows também foi atualizada juntamente e agora suporta o mesmo tema, permitindo exatamente a mesma aparência no Linux e no Windows, o que facilita a migração entre plataformas também. Na verdade, agora não existe mais um PhotoGIMP para Linux e outro para Windows, como era antes, é apenas um que funciona nos dois, ou seja, o projeto foi simplificado.

Os ícones das ferramentas estão maiores também, os principais atalhos do Photoshop fazem parte do PhotoGIMP, assim você não precisa decorar tudo de novo, o tema escurecido garante que você não canse os olhos editando imagens o dia todo e a organização espacial das ferramentas também vai te ajudar a encontrar o que você quiser com maior facilidade. Por exemplo, ferramentas comuns organizadas na barra de ferramentas da esquerda como no Photoshop, camadas na direita em baixo, etc.

PhotoGIMP no Deepin 15.4
O projeto também conta com uma série de brushes novos pré-instalados, ideal para quem gosta de fazer desenho digital também.

Outra correção que foi feita é relacionada a adaptação do tema à resoluções diferentes. Este bug acabava fazendo com que o botão de maximizar "sumisse" do GIMP, agora ele deverá funcionar perfeitamente, independente do tamanho da sua tela e da resolução.


Créditos


Para construir o patch PhotoGIMP nós unimos vários projetos abertos em torno do GIMP condensando em um "produto" final, por isso temos que dar créditos a quem realmente merece, que são os desenvolvedores do GIMP (gimp.org), aos desenvolvedores do tema, este tema (ainda que tenha sido modificado por mim), partiu do tema que será liberado com a futura versão do GIMP (O PhotoGIMP é feito em cima do GIMP 2.8.x), agradecimentos também aos desenvolvedores dos brushes. E por último, mas não menos importante, agradeço a todos que me ajudaram testar a nova versão, especial o Ricardo Venturini Bugim que me ajudou a testar várias etapas do projeto passo a passo.

Como instalar o PhotoGIMP no seu sistema


Vamos aos preparativos: Como eu tinha comentado anteriormente, o PhotoGIMP é um patch, logo, ele necessita do GIMP original instalado previamente, por isso instale no seu sistema da maneira que preferir.

Windows: Faça o download do .exe à partir do site e instale normalmente usando o utilitário de instalação, basicamente você pode avançar nele, não há nenhuma propaganda ou "recurso" extra que será instalado indevidamente.

Linux: Dependendo da distribuição haverão formas diferentes de fazer a instalação, porém, o GIMP está nomeadamente no repositório de todas, basta procurar o pacote "gimp" sem aspas no seu gerenciador de softwares ou central de aplicativos.

GIMP na Central de Apps no Linux Mint


Quem prefere fazer pelo terminal pode usar estes comandos:

Ubuntu/Mint/Debian/Deepin/elementaryOS e derivados:
sudo apt install gimp
Fedora e derivados:
sudo dnf install gimp
Arch/Manjaro/Antergos e derivados:
sudo pacman -S gimp
openSUSE e derivados:
sudo zypper install gimp

Uma vez que o GIMP esteja instalado, agora você só precisa baixar o patch e extrair ele para o local indicado. Os arquivos são os mesmos, tanto para Linux, quanto para Windows.


Com o Patch baixado, você verá que tem "em mãos" um arquivo .zip, dentro dele existem instruções para instalação semelhante ao que você encontra aqui em um arquivo de texto, você pode consultar ele.

O que você deve fazer é substituir a pasta de configurações do GIMP pelo nosso patch PhotoGIMP, no Linux e no Windows ela fica dentro da sua pasta de usuários comuns.

Instalação PhotoGIMP no Linux (distros em geral)


Extraia a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário, ela deverá manter o ponto antes do nome para ficar oculta. (atenção para o ponto!)

Exemplo de local para extrair:

/home/diolinux(nome do usuário)/EXTRAIA AQUI!

Instalação do PhotoGIMP no Windows 7/8/10


Para o Windows o processo é semelhante ao do Linux, basta extrair a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário que fica dentro do disco C.

Por exemplo

C:\Usuários\Diolinux(nome do usuário)\EXTRAIA AQUI!

Depois de extrair, basta abrir o GIMP normalmente.

Caso a modificação não apareça logo de cara, ou ao menos o tema, com o GIMP aberto, verifique se o tema está selecionado e habilitado.

Vá no menu editar>>preferências>>tema e na lista de temas disponíveis procure pelo "PhotoGIMPDiolinux", selecione e clique no botão "OK" e a mudança deverá ser instantânea.

PhotoGIMP Diolinux

Aproveite o PhotoGIMP e divirta-se! Lembre, este projeto não tem qualquer custo, é disponibilizado para você completamente grátis, então compartilhe a matéria como pagamento, indique para amigos que poderão se interessar! :)

Caso você encontre problemas ou tenha sugestões para edições futuras, por favor deixe nos comentários ou nos envie um e-mail contando as suas ideias, quem sabe elas ajudam a forma uma versão futura do projeto.

Até a próxima!
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Como testar novos recursos no Firefox antes de todos!

Se você gosta do Mozilla Firefox e gostaria de ficar por dentro de todas as novidades do browser, fazer experimentos e testar funcionalidades que podem entrar para o browser antes de todo mundo, este artigo é pra você!

Como usar Firefox Test Pilot






A Mozilla é uma organização que já está presente na internet a um bom tempo, sempre seguindo seu objetivo de manter a Web “saudável, aberta e acessível para todos”, é uma das empresas com maior ativismo nas questões das liberdades dentro desse âmbito, desde questões como perigo de monopólio do mercado na época do fim do NetScape, como também preocupações com privacidade de dados e criptografia e liberdade.

Uma das coisas mais interessantes sobre o Firefox e que poucos conhecem é o chamado "Test Pilot", que é uma ferramenta que permite que você teste ferramentas que podem ser incorporadas ou não em futuras versões do navegador. Essas ferramentas podem sumir de um dia para o outro, então não se apegue demais, certo? 😂


Firefox e experimentos


Firefox Test Pilot

Querido por muitos, o Firefox é um dos projetos com desenvolvimento ativo mais longos da história, e a Mozilla mantêm um programa chamado Firefox Test Pilot que é um facilitador para usuários testarem e opinarem a respeito de futuros recursos e add-on para o navegador da raposa (ou do panda de fogo, como queira).

Selecionei para este artigo um recurso muito legal que pode vir a entrar nos próximas versões do Firefox: o recurso Container Tabs. Mostrar ele também será uma forma de você conhecer melhor o Test Pilot.

Container Tabs, um novo recurso de usabilidade e privacidade


Os containers lhe permitem criar espaços no Firefox para diferentes atividade que você queira manter separadas, as etiquetas personalizadas e abas destacadas por cores ajudam a manter diferentes atividades — como compras on-line, planejamento de viagens ou verificar e-mails de trabalho — separadas.

Firefox Container Tabs

Como os containers armazenam os cookies separadamente, você pode entrar no mesmo site com uma conta diferente em cada contêiner e os rastreadores on-line não conseguem conectar a sua navegação à um outro contêiner. Assim, você pode manter as suas compras pessoais separadas da sua vida social e do seu trabalho, sem se preocupar em ser monitorado pela Web.

Firefox Container Tab

O processo de abrir uma aba dentro de um contêiner é extremamente simples, apenas aponte para o ícone de “mais”, serão listados os Contêineres que você possui, clique no desejado e pronto, a nova aba ira obter uma etiqueta colorida conforme a cor do Container escolhido.

Container Tab

Ao habilitar os Containers é possível gerenciá-los através do ícone do recurso que ira ficar localizado na barra de ferramentas.

Firefox Container
Nele é possível acessar as principais funcionalidades do novo recurso, dentre elas criar novos contêineres, como por exemplo um chamado “Acadêmico”, para abrir seus e-mails e contas relacionadas a vida acadêmica, sem que isso se cruze com suas outras atividades, basta clicar no ícone de “mais” ao lado de “Edit Containers”.

Firefox Test Pilot

De um nome, escolha a cor e o ícone de seu novo container e clique em “OK”.

Firefox Container Tabs

Você pode usar o mesmo menu para organizar as abas já abertas de um determinado container, bastando abrir o menu, clicar na seta ao lado do nome e ter acesso as opções.

Firefox Container

Firefox Container

Se interessou pelo recurso? Deseja testar e contribuir?

Este recurso assim como os outros recursos do Test Pilot (que mesmo sendo bastante estáveis) são funcionalidades experimentais, similar a um beta e não está totalmente traduzido para o português. Para testar este novo recurso basta acessar o link clicando em Firefox Test Pilot: Container Tabs e clicar em “Habilitar Containers”. Se quiser conhecer outras funções experimentais basta acessar esta página.

Finalizando


Este artigo foi construído de forma colaborativa, em sua maior parte pelo nosso querido leitor Gabriel L. P. Abreu, Técnico e estudante de TI, admirador de projetos OpenSource e Liberdade, assim como um admirador da Mozilla e suas contribuições.

Se você quiser fazer como ele mandar a sua contribuição pra gente, escreva-nos um e-mail com o seu material, vamos adorar recebê-lo!

Até a próxima!
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terça-feira, 25 de abril de 2017

United - O tema para KDE Plasma que transforma a sua interface no Unity

É curioso de se observar que tantos projetos com o intuito de copiar a funcionalidade do Unity tenham aparecido depois da notícia da Canonical descontinuar a interface, parece que mais pessoas gostavam dele do que se imaginava, enfim, mostrando o quanto o KDE pode ser personalizável mais uma vez, a comunidade criou um tema para o Plasma que imita a funcionalidade e aparência do Unity.

KDE Plasma Unity Theme




O KDE Plasma é incrivelmente personalizável e versátil e praticamente consegue imitar o funcionamento de qualquer outra interface gráfica, neste aspecto ele é simplesmente imbatível. Os usuários de Plasma que querem uma experiência semelhante ao Unity através desta interface, seja qual a distro que utilizem, poderão fazê-lo através de um tema chamado United.

Confira o vídeo do canal Livre Software que ensina você a fazer esta customização:


Bacana não é? Claro que esta é somente uma das possibilidades que o Plasma nos oferece, como você gosta de utilizar o KDE no seu computador? Coloque os prints nos comentários e até a próxima! :)
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domingo, 23 de abril de 2017

Como fazer o Google Chrome e o Firefox reconhecerem todos os Emojis

Digamos que eu não seja uma pessoa que usa tanto assim os Emojis, mas percebo uma crescente de utilização deles em vários sites, incluindo em mensagens de e-mail, até mesmo em seus títulos, vídeos no YouTube, entre outros.





O problema do navegador não reconhecer os Emojis, é que no lugar deles algumas vezes são apresentados caracteres completamente "bugados" que não nos mostram o que a pessoa que estava emitindo a mensagem gostaria de nos passar.

Emojis faltando

Um exemplo que posso dar, é no meu vídeo sobre o futuro do Ubuntu sem o Unity, sem o complemento do Emojis simplesmente aparece em seu lugar um retângulo com "muito pouca emoção".

Se você possui a fonte Noto da Google instalada, dificilmente algum emoji vai deixar de aparecer, mas ainda assim, ele terá uma aparência deste tipo, variando de acordo com o tipo do emoji.

Emojis faltando

Independente do caso, podemos resolver o problema com duas extensões, ou melhor, com uma, diferente para cada navegador.

1 - Resolvendo o problema no Mozilla Firefox

Firefox Emoji

No caso do Mozilla Firefox, vamos precisar de uma extensão chamada "Emoji Everywhere", você encontra ela no próprio repositório de extensões do Firefox. 

Usando o Firefox, clique neste link e adicione a extensão, recarregue as páginas ou feche a abra o navegador e você verá que será possível ver os emojis normalmente.

2 - Ativando os Emojis no Google Chrome

Emoji for Chrome

Assim como no Firefox, os Emojis para o Chrome vem através de uma pequena extensão de nome "Emoji for Google Chrome", ela está na Chrome WebStore, basta clicar aqui através do Google Chrome e adicionar ela normalmente.

Esta extensão cria no Chrome/Chromium um pequeno ícone que fica perto da barra de pesquisa na direita na parte superior, por ele você consegue facilmente adicionar emojis aos seus textos em qualquer página que você esteja, além é claro, de permitir que você visualize os emojis em qualquer página, que é o objetivo deste post.

Agora que as extensões estão instaladas, você verá a diferença:

Emojis no Linux

Agora você não deverá ter mais problemas com este tipo de caractere, até a próxima!
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Agricultores querem "fazer root" em tratores da John Deere

Quem imaginaria que um dia chegaríamos no patamar de ter que desbloquear tratores para trabalhar? Pois esta é a realidade de vários agricultores ucranianos que estão "crackeando" os tratores para evitar gastos extras.

Tratores desbloqueados




Eu vivi toda a minha infância em uma pequena cidade com forte influência rural, de fato, muitos dos meus amigos tinham pais que tiravam o sustento da vida no campo, muitos deles com lavouras. Meu pai trabalha com maquinário agrícola há muitos anos também, então digamos que eu acabei, mesmo que sem querer, conhecendo um pouco deste mundo.

Assim como praticamente qualquer coisa, os tratores que sempre foram "simples", isto é, puramente mecânicos, aos poucos começaram a ganhar computadores de bordo, à ponto de chegar onde estamos agora, onde a máquina praticamente se dirige sozinha. Tempos modernos, hã?

Talvez você se pergunte o por que de estarmos falando de tratores em um blog de tecnologia, na verdade tenho um ótimo motivo, ouça só (ou leia, melhor dizendo)!

Tratores com código fechado


Vocês sabem muito bem que eu não levo a ferro e fogo essa história de programas de código fechado e de código aberto, mas invariavelmente eu acabo me correspondendo melhor a programas que tem desenvolvimento aberto por uma série de motivos já elucidados, tanto aqui no blog, quanto no canal do Diolinux no YouTube, contudo, existem certos casos em que o código ser fechado pode prejudicar as pessoas no sentido prático mesmo, e não apenas filosófico.

computadores de bordo


Alguns agricultores norte americanos, e ouvi relatos de ucranianos também, estão tentando lutar, inclusive na justiça, pelo direito de poder dar manutenção nas suas próprias máquinas.

A história é a seguinte, como os tratores hoje em dia são todos computadorizados, uma mudança de peça precisa ser desbloqueada via software, caso contrário o trator não funciona, é quase como um serial de Windows quando você muda algum componente e tem que reativar.

A briga ficou mais contundente contra a popular produtora de maquinários agrícolas, John Deere, mas também abarca outras marcas. Os agricultores alegam ter que pagar cerca de 230 dólares para uma troca de transmissão, mais 130 dólares por hora para o técnico que irá até o trator, conectará um Notebook e desbloqueará a peça ativando-a no sistema, obviamente o sistema é de código fechado e somente a John Deere, tem autorização legal para mexer nele.

O resultado disso é que existem agricultores que acharam uma forma de "fazer root" no trator para poder desbloquear essas funções, como isso é ilegal (realmente não acredito que estou escrevendo isso 😁), existem pessoas que estão andando com "tratores pirata" ou "crackeados" por aí. Isso aconteceu especialmente na Ucrânia, onde existe, aparentemente, todo um mercado de desbloqueio, nos EUA isso daria cadeia por violação de direitos autorais, por lá nem tanto, ao menos por enquanto.

Pode parecer óbvio de se dizer, mas se o programa que controla os equipamentos fosse open source, provavelmente isso não aconteceria, ou ao menos existiriam (saca só), custom roms para o seu trator, você poderia formatar ele e instalar outro sistema, acrescentar funções etc, mas como isso não é possível, os agricultores que se aventurarem a comprar esse tipo de tecnologia, acabam ficando na mão das empresas ou na mão de "piratas de tratores."

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Lançado Deepin 15.4 para provar que Linux não é difícil de uma vez por todas

A Wuhan Deepin Technology anunciou hoje a disponibilidade da versão 15.4 do Deepin, um sistema operacional baseado em Linux focado na experiência do usuário doméstico e que possui diversas ferramentas para facilitar a sua utilização.

Deepin 15.4 Lançado




O Deepin é uma distribuição que tem me chamado muito a atenção, de fato, é a distro Linux que eu mais tenho utilizado nas últimas semanas, ainda que não seja a única.

Neste dias com ele, passei a ter a sensação que as demais distribuições parecem estar um degrau abaixo pelo menos, quanto o assunto é intuitividade e facilidade de utilização para leigos, mas isso é puramente opinião.

Deepin Software Center


O Deepin é baseado no Debian Unstable, logo tem uma base solida o suficiente para a maior parte dos usuários comuns, possuindo, além de um repositório variado e extenso, também compatibilidade com pacotes Snap, Flatpak, deb e alguns aplicativos Android também, além de integração à diversos WebApps.

Deepin Store Android
Alguns Apps Android que você pode instalar pela Deepin Store


Há algumas semanas eu fiz um vídeo sobre a versão Beta do Deepin 15.4, o qual você pode conferir agora para poder ter uma ideia de como ele funciona:



Desde esse vídeo, eu passei a me envolver um pouco mais com o projeto, então na versão 15.4 você encontrará alguns aplicativos que eu ajudei a traduzir para o nosso Português do Brasil. :)

O Deepin possui uma interface gráfica própria chamada DDE (Deepin Desktop Enviroment) e possui uma série de aplicações próprias também, como um gestor de arquivos, programas para captura de tela, tanto em imagem, quando em vídeo e GIF, programas para conexão de impressoras em rede e até mesmo um programa que facilita a assistência remota entre usuários do Deepin, para que um possa ajudar o outro, o Remote Assistant. 

Outro App curioso que vem com ele, no bom sentido, é o Deepin Feedback, que é um programa que permite que você literalmente escreva um texto para os desenvolvedores informando as dificuldades que você, por ventura, estiver enfrentando ao usar o Deepin.

Ele também carrega o WPS Office por padrão, mas o LibreOffice está na Central de aplicativos à literalmente um clique.

WPS Office

Existem muitos detalhes para se contar sobre o Deepin, que eu vou tentar fazer através de um vídeo novo e mais completo, fazia muito tempo que um sistema não me impressionava desta forma. Seu design não tem medo de copiar e ampliar modelos já conhecidos, através do macOS, do Windows, Android e outras interfaces gráficas.

Outros aplicativos que já vem instalados por padrão nele são:

- Google Chrome
- Spotify
- Skype
- Steam
- Deepin Voice Recorder (Gravador de Voz)
- Deepin Screen Recorder (Gravador de tela em vídeo ou GIF)
- Deepin Screenshot (ferramenta para tirar prints com edição de imagem)
- Deepin Music Player (Player de música)
- Deepin Movie (Player de vídeos)
- Deepin boot Maker (para criar pen drivers bootáveis de qualquer distro)
- CrossOver grátis (App para rodar programas de Windows no Linux de forma grátis para usuários do Deepin em acordo com a CodeWeavers)

Entre outros.

Todas as configurações são concentradas no painel de controle:

Deepin Control Center

Clicando no ícone da engrenagem na barra inferior (que pode ser mudada para qualquer lado da tela), ou batendo com o mouse no canto inferior direito, você tem acesso ao painel de controle através destes ícones, tudo o que for possível configurar no sistema se encontra ali.

Você também tem os controles de brilho e volume e ícones adicionais são colocados na parte inferior conforme o recurso ativado. Por exemplo, na imagem acima você pode ver o ícone de Wi-Fi, que te permite conectar e descontar da internet facilmente por ali. Se você estiver utilizando dois monitores, ali irá aparecer as opções para você configurar as duas telas também de forma rápida, se você estiver utilizando uma VPN também, etc.

Deepin Control Center

Deslizando a tela lateral para o lado você terá a previsão do tempo automática para a sua localização.

Deepin Control Center

Deslizando mais uma vez você tem acesso as notificações do sistema, que ficam armazenadas ali para consulta até que você decida limpá-las, logo acima você vê um exemplo de notificação.

Gerenciador de drivers do Deepin

Instalar drivers também é muito simples, você encontra o gerenciador de drivers no menu do sistema, basta abrir e selecionar o que você quiser instalar.

Download do Deepin 15.4 e mais informações


O Deepin 15.4 está disponível gratuitamente apenas na versão de 64 bits, quem quiser uma versão empresarial de 32 bits poderá pagar o suporte para a equipe da Wuhan Deepin Technology. O download tende a ser um pouco lento, por conta da distância dos servidores, mas existe downloads alternativos através do Source Forge, Google Drive e Mega que são muito mais rápidos.


Caso você já utilize Linux, eu recomendo usar o "wget -c" para fazer o download com maior tranquilidade.

Você pode acessar também a página do Deepin no DistroWatch para saber mais algumas informações sobre o sistema.

Se você tiver problemas com a velocidade de download dos pacotes da central de aplicativos, considere mudar o espelho de download para uma mais próximo de você, no Brasil atualmente existem dois que são rápidos, um fica no Paraná e outro em São Paulo.

A Deepin Store também é muito rica, ainda que vários aplicativos não sejam encontrados por lá, mesmo estando nos repositórios, como o Kdenlive. Para instalá-los você pode usar o Synaptic (Encontrado na Deepin Store) ou se já for mais íntimo, pode usar o terminal mesmo.

Clicando aqui você consegue ter uma ideia das aplicações disponíveis para você através da Deepin Store.

Até a próxima!
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Como criar e embutir legendas em vídeos usando Linux

Você gostaria de legendar algum vídeo e além de gerar o arquivo da legenda, também gostaria de embutir o arquivo no vídeo final? Então confiras as nossas dicas para você conseguir fazer isso utilizando Linux.

Como criar legendas para vídeos no Linux




Recentemente eu recebi este pedido nos comentários de um dos vídeos no canal, a dúvida consistia em quais ferramentas que poderiam ser utilizadas para criar legendas para vídeos e também como embutir as legendas, depois de finalizadas, em um arquivo final.

Eu tenho certeza que existem muitas outras ferramentas além das que eu vou sugerir aqui, então se você conhece alguma bacana e que não faz parte da minha lista de indicações, fique à vontade para adicionar os nomes através dos comentários do blog.

Programar para redigir legendas no Linux


Primeiro, vamos falar sobre os programas que você pode usar para criar as legendas, neste caso eu tenho 3 sugestões.

1 - Gnome Subtitles

Gnome Subtiles

Todos os editores de legendas que eu pude testar são semelhantes, tanto em aparência, quanto em recursos, então o melhor a se fazer é testar e ver qual você gosta mais.

Este programa está repositório de praticamente todas as distribuições Linux e você encontra mais informações sobre ele, incluindo links para download para todas as distros no seu site oficial.

2  - Gaupol

Gaupol Legendas no Linux

Outra alternativa interessante é um software chamado Gaupol, ele é bem parecido com o Gnome Subtitles, apesar de eu ter achado um pouco mais confuso a adição das legendas, com alguns minutos você se acostuma e depois o trabalho que se segue é quase que automático.

O Gaupol também é encontrado nas centrais de aplicativos e repositórios da maioria das distribuições Linux, mas ao contrário da opção anterior, este programa também tem versão para Windows, então se você gostaria de fazer este trabalho através do sistema da Microsoft, também será possível. Consulte o site oficial para downloads e mais informações.

3 - Aegisub

Aegisub legendas no Linux

A interface é simples também, mas o Aegisub coloca várias coisas interessantes diretamente na frente, como a opções de formatação do texto da legenda, com cores, tamanhos e tipo de fonte bem  à mostra. Se comparado com os outros dois, a sua interface não parece tão simples, mas não se assuste por isso.

O Aegisub também está disponível nos repositórias oficiais da maioria das distribuições Linux, entretanto, caso você use Windows ou macOS, há versões para eles também, basta acessar o site para ter mais informações.

Bônus: Kdenlive

Editando legendas no Kdenlive

Claro, poderia ser qualquer outro editor de vídeo. Diferente dos demais, o Kdenlive não é feito exatamente para legendar, apesar de ser possível. Se a sua intenção é legendar um episódio de uma série, anime ou filme, ou mesmo uma palestra, enfim, vídeos mais longos, certamente o Kdenlive, ou qualquer outro editor não será a opção mais produtiva, porém, para legendar pequenos trechos ele pode ser muito eficaz, especialmente porque você pode renderizar o vídeo com a legenda diretamente dele.

Avidemux - Embutindo legendas em vídeos


Normalmente depois da trabalheira de legendar um vídeo extenso, salvamos o arquivo em formato comum de players de vídeo, comumente .srt, mas podem existir outros também. 

Você, obviamente, pode reproduzir o vídeo em um player e carregar a legenda como um arquivo sem maiores problemas, mas se a sua intenção é disponibilizar o vídeo já com a legenda, por qualquer motivo que seja, você terá de inserir ela no vídeo e renderizá-la junto.

Para fazer isso, o melhor programa que eu conheço é o Avidemux, isso não significa que ele é efetivamente o melhor para fazer o trabalho, é o melhor que EU conheço, mas ele faz muito bem seu trabalho. Se você conhecer outro bacana, fique à vontade para comentar.

Avidemux legendas

O Avidemux é também um editor de vídeos simples, mas tem a função de carregar legendas, o que permite que a gente consiga juntar o texto que produzimos antes no formato .srt com o vídeo em questão.

Provavelmente você vai achar o Avidemux na Central de Programas da sua distribuição, ou no repositório em si, sendo qual seja a sua ferramenta para instalar pacotes, contudo, neste caso eu recomento utilizar a versão disponibilizada no site através do formato AppImage, ele já vem com alguns codecs e possivelmente é uma versão mais atualizada que a do seu repositório.
Leia também: Como usar Apps no formato AppImage
Com o Avidemux aberto, você primeiro deve abrir o vídeo no qual a legenda deverá ser embutida. É importante que seja o mesmo vídeo que você usou como base na hora de criar as legendas com o Gaupol, Gnome Subtitles, Aegisub ou qualquer outro, pois assim os tempos estarão corretos e você não terá tanto trabalho para sincronizar as coisas.

Avidemux - Adicinando legendas

Para abrir o vídeo, basta ir no menu "File>>Open" e escolher o arquivo do vídeo, simples. Você também pode clicar na pastinha logo abaixo de "File".

Para adicionar o seu arquivo de legenda salvo antes, quando você o criou com um dos programas, clique no menu "Video>>Filters", a janela da imagem acima vai se abrir, selecione a opção "Subtitles" no painel da esquerda, no painel central haverá apenas uma opção, dê dois cliques nela e selecione através do gerenciador de arquivos o seu arquivo de legenda .srt (ou outro), se a importação e conversão deu certo, você verá o arquivo no painel da direita.

Só isso! Agora é só exportar o vídeo, vá até o menu "File>>Save", escolha o nome do arquivo final e a pasta de destino, também é possível mudar o formato e usar diversos encoders diferentes.

Agora você já tem o seu vídeo com legenda e tudo mais. 😀

Até a próxima!
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Anbox - O projeto que quer integrar Apps de Android nas distros Linux de Desktop

Todas as pessoas que não analisaram à fundo a questão tem esta dúvida. Se Android é Linux, por que os Apps de Android não rodam nas distros de Desktop, como Debian, Ubuntu, Manjaro, Fedora, etc?

Além de responder esta pergunta, hoje você conhecerá o projeto Anbox, que tem exatamente este objetivo.

Android Anbox - Run Apps on Linux Desktop




Nesta semana eu recebi diversas mensagens sobre o Anbox, seja por e-mail, seja por Facebook, Twitter, no canal e até pessoalmente, acredite se quiser, ou seja, esse software chamou muito a atenção das pessoas pela sua proposta.

Abstraindo o lado técnico, resumidamente, o Anbox permite que você rode aplicativos Android na sua distribuição Linux de desktop de forma "quase" que nativa.

Sinceramente, desde que funcione bem, eu não me importo na definição técnica de nativa ou não, o mesmo vale para  Wine com os Apps de Windows.

Como eu não gosto de simplesmente colocar as coisas "do nada" aqui para vocês, eu resolvi fazer vários testes antes, mas antes de conversamos sobre isso, me deixe responder a questão levantada no início do artigo. Se Android também é Linux, por que a sua distro não roda os Apps do "sistema do robozinho?"

Estrutura de um sistema Android

Vejamos à partir da imagem acima que foi retirada diretamente do site do Android, o que a sua distro de Desktop tem de semelhante com o Android? Se você olhou pro "tijolinho" vermelho, o Kernel, então você acertou.

Se você acompanha o Diolinux no canal do YouTube, nas redes sociais, etc, deve ter percebido que frase mais repetida deve ter sido: "Linux é um Kernel", nada além disso. Pois bem, de fato é isso mesmo, só pra enfatizar.

Distribuições Linux são sistemas operacionais (para desktops, smartphones, servidores, IoT, etc) que usam o Kernel Linux como base de projeto. O chamado "Linux de Desktop" segue um certo padrão que vai além de simplesmente usar o Kernel Linux apenas, mas outras bibliotecas, ferramentas, servidores gráficos, servidores de som, são comuns entre as distros, por isso programas que rodam no Ubuntu costumam rodar no Fedora, programas que rodam no Manjaro costumam rodar no openSUSE e assim por diante. Muitas destas ferramentas são originárias do projeto GNU (e tantas outras também não são), como o próprio Bash, muito popular em várias distros (praticamente todas), incluindo até o macOS da Apple.

O Android é diferente. Ele também usa o Kernel Linux, assim como a sua distro de desktop, mas o que vem acima do Kernel é que é diferente de um sistema de "desktop Linux" comum. São bibliotecas e frameworks diferentes, e como Kernel por si só não roda nada (a função do Kernel é criar uma "ponte" entre aplicativos e hardware), temos esta incompatibilidade. O simples fato de Ubuntu e Android compartilharem o mesmo tipo de Kernel não os faz rodar o mesmo tipo de aplicação. De forma simples, é basicamente isso. O Kernel dos Smartphones também é comumente construído somente com os drivers de dispositivos e recursos que o próprio Smartphone terá, procurando otimizar o sistema e torná-lo mais veloz, é por isso que o Android que a Samsung usa no Galaxy você pode instalar no Moto Z, e vice-e-versa, sendo que esta regra vale para qualquer fabricante praticamente, só estou dando exemplo.

É o mesmo que acontece entre aplicações do macOS e sistemas com Kernel BSD, apesar do Darwin (Kernel do macOS) ter suas raízes no BSD, a "parte que roda" as aplicações do sistema é diferente, gerando a incompatibilidade.

Agora é que vem o Anbox


Anbox é um nome muito inteligente e que exprime de forma compacta o funcionamento do projeto. Anbox, Android in a Box. Sendo que o funcionamento do projeto, consiste em utilizar um container para rodar o sistema.

Quando li pela primeira vez sobre o Anbox, lembrei-me do Shashlik, estão lembrados? Mas lendo um pouco mais sobre o projeto acabei descobrindo que eles funcionam de jeitos bem diferentes.

Enquanto projetos como o Shashlik o outros disponíveis para Linux para rodar Apps de Android, como o Genymotion (Genymobile), onde um sistema Android com Kernel próprio é emulado e as aplicações são rodadas desta forma, no caso do Anbox, ele promove uma camada de abstração diferente, utilizando o próprio Kernel do sistema, o que, segundo os desenvolvedores, garante uma melhor integração com o próprio sistema.

O Anbox não virtualiza o Android, ele simplesmente cria essa compatibilidade com os recursos necessários para fazer os Apps rodarem sobre o próprio Kernel Linux da distribuição.


Este vídeo foi produzido pelos próprios desenvolvedores do Anbox e mostra o que seria o funcionamento do programa na prática.

Não funcionou tão bem... pelo menos para mim


Tudo bem, como está no site mesmo, o Anbox ainda é um alpha, então tem muito trabalho por vir ainda, porém, eu realmente não consegui nem sequer testá-lo direito, instalei ele, mas o programa simplesmente não roda.

Teoricamente, o Anbox foi testado no Ubuntu 16.04 LTS através de pacotes Snap e assim ele deveria funcionar, aliás, esta é a forma de distribuição principal do programa. Sem Shell Script, sem deb ou rpm, sem PPA, sem Flatpak (por enquanto), apenas via Snap.

Felizmente você pode usar os Snaps em qualquer distribuição, ainda que os testes tenham sido apenas no Ubuntu.

Bom, eu tentei... juro!

Usei o Ubuntu 16.04 LTS, usei o Ubuntu 16.10, o Ubuntu 17.04, o Deepin 15.4 RC2 e o Manjaro 17, tentei usar o pacote Snap em todos e tive o mesmo resultado, nada

Como o código do Anbox está no Git, a galera do Arch já "mexeu os pauzinhos" e temos uma versão do AUR do Anbox, procure pelo pacote "anbox-git", porém, nem esse funcionou.

Por isso, convido você a testar, caso você faça funcionar, seria muito bom se você compartilhasse através dos comentários os seus resultados e como você fez para rodar o Anbox também.

Teoricamente, você precisa instalar o snap:
sudo snap install anbox-installer
E depois de instalado, você precisa rodá-lo:
anbox-installer
ou:
snap run anbox-installer
Será necessário digitar o número "1" no Script para escolher a opção de instalar e depois será necessário digitar em caixa alta "I AGREE" para aceitar os termos do programa, se tudo der certo, você terá o Anbox no menu do seu sistema. Até aqui eu sempre cheguei, mas nunca consegui abrir ele. 

De qualquer forma, é um projeto que promete, se conseguirmos esta integração será ótimo, muito mais aplicações  estarão disponíveis para Linux nos destkops também.

Vale a pena ficar de olho, até a próxima!
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

ROSA Linux - Conheça um sistema operacional da Rússia!

O ROSA Linux é uma distribuição Linux criada em território Russo, ele foi originado do antigo e descontinuado Mandriva, uma distribuição que teve uma importância muito grande para o mercado consumidor.

Rosa Linux




O mercado russo tem várias peculiaridades e busca suas próprias soluções, assim como o mercado chinês, como eu comentei neste post, que são também muito interessantes e diversas.

O mercado de tecnologia gira muito em torno das gigantes norte-americanas, mas as vezes esquecemos que em outros lugares do mundo também existem pessoas, empresas e comunidades com objetivos semelhantes e soluções igualmente interessantes, claro, sem desmerecer qualquer uma delas, não faz mal olharmos o "outro lado" de vez em quando.

Como eu gosto de testar sistemas operacionais, resolvi dar uma pesquisada sobre sistemas que são utilizados na Rússia, além do Windows que todos já conhecem. Um dos sistemas populares por lá é o ROSA Linux, do RosaLab, uma empresa que tem foco em atender empresas com soluções de código aberto.

Confira o vídeo onde eu mostrei o sistema operacional:




Como comentei no vídeo, o ROSA Linux é uma distro que nasceu de um fork do Mandriva, que por sua vez, veio da junção das antigas distribuições Mandrake e Conectiva, empresa brasileira, ou seja, existem alguns resquícios de DNA tupiniquim nela.

Se você quiser fazer o download e testar o sistema também, basta acessar este endereço.

Até a próxima!
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Ubuntu Gnome deixará de existir e se fundirá com o Ubuntu

Essa é uma notícia que era de se esperar, eu até sugeri isso no vídeo sobre o fim do Unity, mas como ainda não haviam informações oficiais eu apenas especulei, porém, agora é diferente, sabemos o que vai acontecer com ambos os projetos.

Ubuntu Gnome




Ontem o Ubuntu 17.04 Zesty Zapus foi lançado, entretanto, seu lançamento foi completamente ofuscado pela notícia de descontinuidade do Unity, ainda assim, junto com ele todas as demais flavors da distribuição também foram lançadas simultaneamente, incluindo o que pra mim se torna a mais interessante de prestarmos atenção, o Ubuntu Gnome.

Juntamente com as notas de lançamento do Ubuntu Gnome, nós tivemos um comunicado muito relevante que nos dá a noção de como as coisas vão funcionar daqui pra frente por conta das futuras versões do Ubuntu Desktop voltarem a usar Gnome como interface padrão.

Como era de se esperar, a equipe do Ubuntu Gnome será integrada com a do Ubuntu Desktop (os remanescentes, pelo menos) e o Ubuntu Gnome deixará de existir como flavor oficial e passará a ser "o Ubuntu".

Uma das coisas comentadas por Mark Shuttleworth, criador do Ubuntu e da Canonical, é que o Ubuntu passaria a entregar um desktop "All Gnome", isso, como comentei em outro post, ficou ambíguo, pois será que o Ubuntu iria apenas empacotar o Gnome Shell default, assim como o Fedora faz, ou será que o Ubuntu voltaria a fazer customizações visuais como fazia na época do Gnome 2?

Eis uma grande questão, não? Até porque, identidade visual de um sistema é um ponto crucial para o marketing e branding da marca, certo? Bom, os nossos amigos e desenvolvedores do Ubuntu Gnome deram a entender que haverão sim, pequenas customizações para atribuir ao o Ubuntu, agora com Gnome, uma aparência "Ubuntu", talvez com cores e temas e possivelmente algumas extensões.

Como você acha que o Ubuntu com Gnome deveria ser?

Até a próxima!

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sexta-feira, 14 de abril de 2017