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Entrevistamos Hualet Wang, o líder de desenvolvimento do Deepin Linux, a famosa distro chinesa

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Deepin é uma distribuição que eu admiro muito, mas por ela ser chinesa, a diferença da linguagem entre os desenvolvedores principais com a nossa, ou até mesmo com o inglês, acaba sendo um fator que atrapalha, pois tudo precisa ser traduzido e certas coisas ficam obscuras, sendo assim, a única forma de sabermos mais sobre o Deepin e tirarmos as nossas dúvidas e as de vocês, leitores do blog, é perguntando diretamente para quem faz o Deepin acontecer.

Deepin Linux entrevista


Levou um certo tempo pra gente se entender 😆, mas agora, eu posso apresentar para vocês em primeira mão no Brasil (e em boa parte do ocidente, acredito) uma entrevista com um membro da equipe do Deepin. Esta distribuição baseada em Linux (Debian) que chama tanto a nossa atenção pela facilidade de utilização e beleza.
O nosso vídeo no YouTube sobre a versão Beta do Deepin já tem mais de 140 mil acessos e muitas pessoas anseiam por mais informações, levantando várias dúvidas sobre o sistema. Eu elaborei uma seleção de perguntas sobre o Deepin para Hualet Wang, que foi muito atencioso respondendo detalhadamente cada uma. A ideia inicial era fazer essa entrevista em vídeo, porém, nem eu falo chinês e nem o senhor Wang sente-se a vontade para falar em inglês (e nem português), então fizemos em texto mesmo, tentando dialogar em inglês. É claro que eu traduzi tudo para você entender melhor, assim você precisa saber mais do que o nosso bom e velho português.

A entrevista sobre o Deepin


Diolinux: Qual o seu nome e qual o seu papel no projeto Deepin?

Deepin: Olá, me chamo 王耀华, mas meu nome em inglês é Hualet Wang. Eu tenho trabalhado profundamente no Deepin nos últimos 4 anos aproximadamente e agora lidero a equipe do Deepin Desktop Enviroment. Faço a codificação do sistema, trabalho com a comunidade e faço o gerenciamento.

Diolinux: Qual o propósito do Deepin? Qual é o objetivo de vocês?

Deepin: O Deepin é desenvolvido principalmente por fãs de software de código aberto, com o objetivo de ser fácil de utilizar para os usuários chineses especialmente. "Linux" de forma geral infelizmente não é amigável para todos, especialmente para os usuários chineses, o Ubuntu ajudou muito a popularizar as distros por aqui, o que foi muito bom, atualmente existem mais e mais fãs do sistema, não só aqui, mas em todo o mundo. O Deepin é a distro em que estamos trabalhando, visando fazer a melhor distribuição Linux possível, é claro, para usuários de todos os tipos, tornando o mais fácil de se utilizar, esse é o principal foco.

Diolinux: Quem desenvolve o sistema operacional? Quantas pessoas estão oficialmente envolvidas com o projeto?

Deepin: O sistema é desenvolvido principalmente por funcionários da Deepin Corp. Wuhan Technology e com a ajuda da comunidade, como qualquer outra distribuição. Atualmente temos cerca de 120 pessoas trabalhando para a existência do Deepin, incluindo programadores, designers, gerentes de produto, tradutores, pessoas da área de marketing, sendo que 1/4 da equipe são pessoas que trabalham na infraestrutura do projeto.

Diolinux: Qual a representatividade do Deepin dentro e fora da China? Quantos usuários vocês tem aproximadamente?

Deepin: Não temos como afirmar a quantidade de usuários exatamente, pois assim como outras distros, nós não exigimos algum tipo de login na central de software ou rastreamos os usuários através de outros componentes, o que nos impede de precisar este número, entretanto, podemos estimar uma boa quantidade, visto que o Deepin já foi baixado  mais de 80 milhões de vezes desde o início do projeto, então acredito que temos muitos usuários, mas não sabemos dizer o o número exato.

Os usuários chineses normalmente veem o Deepin como um sistema para uso doméstico. Um dos mais destacados para uso doméstico, inclusive. Aceitamos esta honra juntamente com a nossa comunidade de usuários. Os usuários de fora da China tendem a ver o Deepin como inovador e criador de software livre, porém, alguns dos próximo passos que almejamos podem até mesmo dar a entender o oposto disso. Somos uma empresa que precisa suportar a sua própria existência e de mais de 100 pessoas empregadas diretamente, por isso, nem tudo poderá ser feito visando somente o colaboração de software livre, alguns de nossos passos futuros podem não ir de todo pelo caminho que a nossa comunidade deseja, mas esperamos que possam nos dar suporte, tempo e paciência.

Diolinux: Uma das maiores preocupações do público do ocidente com o Deepin, e que acaba gerando uma certa resistência, é que existe uma imagem associada a sistemas chineses com espionagem, sistemas com backdoors, em fim. Há desconfiança quanto a segurança e privacidade. O que vocês tem a dizer sobre isso?

Deepin: O Deepin não é patrocinado pelo governo chinês e tem todo o seu código aberto. Eu não sei porque tantas pessoas ainda insistem em algo como isto. Para todos os que tiverem interesse em examinar, tudo o que produzimos, todo o código, está disponível no GitHub, assim como muitas outras distros. Você pode confiar no Deepin sempre, da mesma forma que confia em outras distribuições e outros softwares de código aberto.

Diolinux: Além de buscar chamar a atenção de usuários de Windows e macOS, o Deepin também acaba atingindo usuários "básicos" de distros Linux, como os usuários de Ubuntu e Linux Mint. Quais são os diferenciais do Deepin em relação aos outros sistemas que você acredita que seriam boas razões para os usuários o utilizarem?

Deepin: Quem já testou o Deepin sabe que ele é muito mais do que "fácil de usar", ele é um sistema com interface "clean", mais elegante e com um refinamento maior do que outras distribuições, falando de forma geral. Outro diferencial que podemos apontar é que uma de nossas grandes e maiores filosofias é ouvir os nossos usuários diretamente.

Nós procuramos corrigir rapidamente os nossos problemas e aprender com os outros também de forma rápida, essa é a melhor forma de apresentar aos usuários cada elemento do sistema da melhor forma possível. Atualmente há vários desenvolvedores que enviam links para responder as questões dos usuários praticamente todo dia, com o nosso aplicativo de feedback, incluído no próprio sistema, nossos usuários podem ter respostas dos desenvolvedores diretamente.

Diolinux: Como os repositórios do Deepin funcionam? Vocês empacotam/reempacotam e revisam todos os softwares contidos nele?

Deepin: O Deepin é atualmente baseado no Debian Sid, nós convergimos o repositório do Debian Sid a cada 1 ou 2 meses, resolvemos os eventuais bugs e lançamos os updates. A maior parte dos pacotes permanecem exatamente os mesmos contidos no repositório do Debian durante este processo, apenas pontos críticos para a integridade do nosso sistema, como pacotes do Kernel, Systemd, LightDM entre alguns outros pormenores são mantidos pelos nossos desenvolvedores. 

Uma grande parte dos pacotes que são refeitos são construídos com Qt5 por nós mesmos, pois precisamos compatibilizar os softwares para que não hajam bugs, ou para que haja uma quantidade mínima, o mesmo vale para outros pacotes que usam uma API muito específica.

Diolinux: Uma das facilidades que o Ubuntu e o Manjaro, por exemplo, entregam é o fácil acesso a softwares de fora do repositório através de PPAs e do AUR, permitindo que possamos ter no sistema versões diferentes do mesmo software de forma acessível. Atualmente não temos algo semelhante no Deepin, quais as suas intenções sobre isso, sobre repositórios da comunidade?

Deepin: PPAs e o AUR são obras da comunidade, o máximo que podemos fazer neste sentido é facilitar que a nossa comunidade trabalhe em torno do sistema. Mas atualmente há basicamente duas maneiras pelas quais estamos planejando trabalhar:

1. Deepin Driver Center
2. Suporte aos PPAs

O Deepin Driver Center é como o atual gerenciador de drivers, mas com recursos muito mais promissores, por exemplo, ele possibilita a instalação de diferentes versões dos drivers, o que vai de encontro ao que você tinha comentado. O problema é que este projeto caiu atualmente em hiato por conta de outros projetos de maior prioridade.

Quanto ao suporte para PPAs, como eu havia mencionado, eles são mantidos pela comunidade e cabe a ela compatibilizá-los. Depois que você comentou sobre isso comigo, eu e minha equipe andamos repensando a situação e acho que devemos ajudar mais este segmento, exportando, pelo menos, algumas informações extras, como por exemplo, como o repositório é alterado e quantos pacotes são afetados em uma fusão de repositório. Um serviço de hospedagem de PPA como o Launchpad da Canonical ainda não está no cronograma.

Diolinux: Como funciona o sistema de atualização do Deepin? Os usuários devem ficar preocupados com a questão de segurança do sistema? Eu percebi alguns atrasos em atualizações importantes há algum tempo.

Deepin: Nossas atualizações são praticamente as mesmas do Debian Sid, respeitando aquele período de fusão de 1-2 meses, como comentado anteriormente. Enviamos atualizações de segurança toda semana, alguns usuários ativos mais antigos reclamaram sobre o atraso das atualizações de segurança anteriormente, e esse é de fato um grande problema que está para ser totalmente resolvido, pois agora somos capazes de entregar as atualizações de segurança mais urgentes para os usuários de forma imediata. Portanto, usuários do Deepin não precisam mais se preocupar com eventuais atrasos das atualizações de segurança.

Diolinux: Como os usuários podem ajudar no desenvolvimento do Deepin?

Deepin: A tradução é a primeira coisa e a mais simples de ser feita também, eu acho. Nossas traduções são hosteadas no Transifex, os usuários que estiverem interessados podem participar e nos ajudar a traduzir o Deepin para todos os idiomas. 


Diolinux: O que podemos esperar do Deepin no futuro? Que tipo de recursos devem ser adicionados no sistema?

Deepin: O sistema está entrando em uma fase de maturação que chamamos de "self healing", onde pequenas correções serão mais rapidamente publicadas com as atualizações, juntamente com novos recursos desenvolvidos nos últimos 3 meses. Isso é necessário porque nós fizemos muitas e grandes reconstruções de softwares e movimentos nos últimos anos, precisamos colocar mais esforços na estabilização do sistema e detalhamento, reflexo do que aprendemos com outros sistemas operacionais. A próxima nova características esperada é o suporte a tela de alta definição hiDPI.

Diolinux: Vocês pretendem criar parcerias com fabricantes de hardware como a Xiaomi para lançar computadores com Deepin de fábrica?

Deepin: Até onde eu sei, existem vários fabricantes na China que estão dispostos a trabalhar conosco, mas até o momento não temos nenhuma mensagem oficial de cooperação. Em parte, nós sabemos o motivo. É preciso um melhor suporte de hardware para estes fornecedores para que finalmente possamos encontrar bons parceiros e oferecer aos usuários uma melhor experiência. É algo que pretendemos, mas não temos nada de concreto para apresentar no momento.

Diolinux: Nós temos conhecimento de que o Deepin tem uma versão para servidores também, contudo, gostaríamos de saber se haverá uma versão do Deepin para Raspberry Pi ou semelhantes.

Deepin: A versão para servidores do Deepin existe por conta de negócios que temos e para o nosso uso próprio, como este motivo não se aplica aos embarcados no caso de nossa empresa, provavelmente você não terá uma versão para Raspberry Pi do Deepin ou correlatos, ainda que nosso repositório com suporte para arquitetura ARM esteja ativo e funcional. Usuários são livres para modificar o sistema para essa finalidade se assim desejarem.

Diolinux: O Deepin possui uma central de aplicativos muita rica e variada, talvez a melhor do mundo Linux neste aspecto, além de ter um design agradável, no entanto, ainda existem muitos aplicativos úteis que não são listados na loja, mesmo que estejam nos repositórios, como o Kdenlive, vocês pretendem corrigir isso?

Deepin: Sobre o Kdenlive e outros Apps, o principal ponto é que não há como informar os mantenedores da loja se existem novas versões, certo? A próxima versão do Deepin AppStore terá um novo recurso que os usuários vão gostar chamado "Ask for a new version", que permitirá que os usuários nos informem que desejam uma versão nova ou diferente da aplicação, assim como atualmente existe a opção de "Solicitar inclusão", onde os usuários podem pedir aplicativos para que eles entrem na Deepin AppStore. Acreditamos que isso aumenta a interatividade entre desenvolvedores e usuários e provavelmente vai eliminar, ou ao menos diminuir, este problema.

Sim, a Deepin AppStore é a mais completa loja de aplicativos do mundo Linux, é o que eu acredito. Acho que isso acontece principalmente porque colocamos um grande esforço em sua manutenção. Como eu lhe disse em minhas respostas anteriores, apesar de termos uma boa gama de pessoas trabalhando no Deepin, nós mesmos ainda temos limitações e precisamos do apoio da nossa comunidade para nos ajudar com o trabalho, desta forma todos temos a ganhar, garantimos que nossos desenvolvedores sempre vão trabalhar para criar e disponibilizar as melhores soluções de softwares possíveis.

Diolinux: Muito obrigado pela sua paciência em responder todo este questionário, pode ter certeza que isso vai aproximar os usuários do Deepin de vocês, especialmente os falantes de língua portuguesa. Gostaria que você deixasse uma mensagem final para os nossos leitores.

Deepin: "We, we change!" Este é o nosso lema, o lema da empresa, e de fato, esta é a cultura do Deepin, não temos medo de mudanças e não temos medo de criar, não temos medo de nos espelhar em projetos que já deram certo. Vamos nos esforçar para criarmos a melhor distribuição Linux possível. 

Agradeço a todos os usuários que confiam no nosso trabalho, nunca tínhamos tido tanto apoio como agora. Obrigado pela oportunidade de falar sobre o Deepin em seu blog, espero que eu tenha conseguido ser claro nas respostas, apesar do nosso problema com a linguagem.

Muito obrigado.

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Muitas das perguntas que eu fiz ao simpático Hualet Wang, foram tiradas de fóruns, dos comentários aqui no blog em posts sobre o Deepin, no YouTube, no Facebook e também coisas que eu acabei percebendo. Espero que vocês façam bom proveito das respostas e que tenham tirado todas as dúvidas sobre o excelente Deepin, agora você pode participar comentando a nossa entrevista e colocando o seu ponto de vista sobre as respostas oferecidas.

Você também pode sugerir outras entrevistas, para que possamos correr atrás de quem faz o Linux acontecer ao redor do mundo. 

Você pode saber mais sobre o Deepin clicando aqui.

Até a próxima!
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Petya - O novo Ransomware que está deixando os usuários preocupados

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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Vivemos a era dos ataques de ransomware e infelizmente temos mais uma ocorrência que está prejudicando várias pessoas ao redor do mundo. Um ransomware conhecido como "Petya", está infectando e criptografando alguns milhares de máquinas por todo o globo.





Recentemente tivemos os casos envolvendo o WannaCry, que afetava primariamente o Windows, e o Erebus, que infectou mais de uma centena de computadores com Linux dentro de uma empresa na Coreia do Sul.

Como este tipo de malware está "na moda", nós elaboramos alguns conteúdos bem completos para que você entenda melhor como eles funcionam, então, recomendo que você veja também:



O caso Petya


Segundo as nossas informações, o ataque teria se originado na Ucrânia, espalhando-se à partir do país para o restante do mundo, incluindo o Brasil. Ele afeta os computadores com Windows apenas (ao menos até o momento) e se espalha através do SMB de forma semelhante ao WannaCry, aproveitando a falta de atualização de muitos computadores, afinal, a Microsoft já corrigiu essa falha.

A Kaspersky comentou que o Petya tem alguns recursos a mais em relação ao WCry. O Petya pode se espalhar em computadores já atualizados também se eles estiverem na mesma rede de um PC vulnerável, o ransomware é capaz de coletar senhas e credenciais dos outros computadores e usá-las para fazer login e se proliferar.

O analista de T.I. escocês, Colin Scott, comentou em seu blog que que “se um único PC estiver infectado e o ransomware conseguir acesso às credenciais do administrador de domínio, então você já está ferrado”. Mesmo com a maioria dos computadores atualizados em sua empresa, ele diz: “perdemos muitos servidores e clientes”.

O Petya ataca de forma composta, criptografando o sistema de arquivos do Windows e roubando informações de nomes de usuário e senha, enviando os dados ao servidor controlado pelos criminosos, com essas informações ele é capaz de infectar outras máquinas, mesmo as atualizadas.

O pesquisador de segurança, Amit Serpe, comentou sobre uma solução paliativa para evitar infecções, ele detalhou essas informações aqui. E você pode utilizar-se das soluções propostas para tentar evitar uma infecção, já que uma vez infectado, não há muito o que fazer.

Depois da infecção, o Petya tem um delay de até 1 hora para reiniciar o computador, depois disso exibe uma falsa mensagem de checkdisk em preto e branco, informando ao usuário que o ocorreu um "erro" no sistema e dizendo que o falso utilitário estaria verificando a integridade do disco, quando na verdade ele está criptografando as suas unidades, incluindo a MBR. Depois da criptografia ele exibe a seguinte mensagem:

Petya Ransomware

O resgate pedido em Bitcoins é no valor de 300 dólares, não bastando "apenas" pagar, é necessário comprovar aos criminosos que o pagamento foi feito, atualmente o e-mail de contato está desativado, ainda assim, a carteira de Bitcoins do Petya já está acumulando mais de 10 mil dólares.

Estima-se que o ransomware já conseguiu infectar mais de 12 mil máquinas em 65 países, segundo a Microsoft. No Brasil, o ransomware afetou hospitais de câncer no interior de São Paulo, em cidades como Barretos, Jales e Fernandópolis. O atendimento aos pacientes foi parcialmente restaurado desde então.

Olhos abertos e mantenha o seu sistema sempre atualizado para evitar problemas.

Até a próxima!

Fonte 1 - Fonte 2 - Fonte 3
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Debian cria página para detalhar as suas derivações

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O Debian é uma das distribuições que mais originou outros projetos, só para citar alguns exemplos, podemos colocar em uma pequena lista o Kali Linux, Ubuntu, SteamOS, Tails, entre muitos, muitos outros! O Debian, não como "pai de todos", mas de muitos, decidiu catalogar os seus "filhos."

Debian cria página para catalogar as suas derivações




O Debian, juntamente com o lançamento da versão 9, Stretch, lançou também uma página para tentar reunir informações importantes sobre as distribuições Linux que são derivadas dele, tanto para informar as pessoas, quanto para divulgar esses projetos.

A página no "censo" mostra também várias informações sobre os projetos derivados do Debian, como eles explicam na documentação. São dados exemplos do que é diferente em cada sistema em relação ao Debian e em muitos casos também comentando sobre o que os projetos tem em comum e como eles se relacionam e se ajudam. Essa página da Wiki do Debian também deverá receber atualizações constantes, adicionando mais e mais distribuições. Você mesmo pode colaborar, basta seguir as instruções contidas nela.

O Debian decidiu exibir os seus "filhos" um pouco mais, e dada a lista, com tantos projetos bacanas, ele certamente deve ser um "pai" orgulhoso.

Até a próxima!
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LibreOffice terá atualizador automático independente do sistema operacional

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terça-feira, 27 de junho de 2017

Os desenvolvedores do LibreOffice anunciaram que a suíte contará em breve com um atualizador automático que permitirá que todos os usuários tenham sempre a última versão do software sem complicação.

LibreOffice




O desenvolvedor do LibreOffice, Markus Mohrhard, anunciou esta nova funcionalidade para o LibreOffice. As distribuições Linux costumam trazer o LibreOffice instalado por padrão e também o mantém atualizado dentro de suas propostas (Rolling Release ou LTS, normalmente), porém, a nova proposta não envolve PPAs, repositório AUR, ou pacotes de qualquer outro tipo, a funcionalidade de atualização será intrínseca do próprio LibreOffice, permitindo que qualquer usuário possa ter sempre a última versão, independente do sistema que utilize.

Apesar das boas novas, existe uma "condição" para isso. O atualizador automático só irá funcionar na versão baixada diretamente no site do LibreOffice. Como a comunidade LibreOffice já sabe, as versões empacotadas pelas distros normalmente são "piores" do que as disponíveis no site, seja por falta de recursos ou por correções de bugs. Apesar das versões empacotadas pelas distros possuírem a função do "auto-updade", o LibreOffice empacotado desta forma deverá seguir o fluxo de atualizações da distro e não da suíte.

Os pacotes do LibreOffice com esta nova função já estão disponíveis para testes nas distros Linux, você pode baixar e testar clicando aqui.

Até a próxima!

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SUSE fecha parceria com Microsoft para Linux Enterprise

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Com o objetivo de simplificar o processo de instalação do Linux pelo Windows 10, a Microsoft fechou uma parceria com a SUSE, pioneira em software de open source. Utilizar os aplicativos Linux vai se tornar mais fácil, uma vez que desenvolvedores poderão instalar softwares com as mesmas tarefas auxiliares de pacotes completos.

Microsoft fecha parceria com SUSE





O engajamento e o interesse da comunidade fizeram com que as equipes da SUSE e do openSUSE trabalhassem em conjunto com a Microsoft para trazer esta facilidade ao Windows Store. Pela primeira vez, os usuários poderão baixar e instalar uma imagem de contêiner de SUSE Linux direto da loja do Windows 10 e executá-la de forma nativa, graças ao subsistema do Windows para Linux.

O subsistema Windows para Linux (WSL) permite aos usuários executar binários Linux nativos diretamente no Windows. A acessibilidade faz com que milhões de desenvolvedores que executam o Windows 10 baixem uma imagem pronta para ser utilizada do SUSE Linux Enterprise Server 12SP2 ou openSUSE Leap 42.2 através da Loja do Windows. O funcionamento é basicamente o mesmo que o Ubuntu on Windows tem.

“Com esse novo processo, acredito que a inovação em software empresarial acontecerá de forma cada vez mais rápida e disruptiva”, destaca Ricardo Bimbo, diretor da Suse no Brasil. Para o executivo, o produto, fruto da colaboração entre a área de engenharia da Microsoft e da SUSE, é um exemplo de flexibilidade para desenvolvedores, criando um sistema híbrido de fácil implementação e gestão.

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Economize mais de R$ 370,00 nestes 10 jogos para Linux no Steam Summer Sale

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O Steam Summer Sale começou e está com descontos arrasadores em vários títulos. Na última live que fizemos no canal (jogando Outlast no Linux), algumas pessoas pediram para eu fazer uma seleção de títulos de games bons para Linux e com bons preços. Bom, eu fiz o meu TOP 10 aqui e você vai poder se divertir pra caramba economizando mais de R$ 370,00 nestes 10 títulos.

Melhores games Steam Summer Sale LInux



Eu escolhi alguns títulos clássicos, mas acima de tudo, jogos que eu gosto muito de jogar e que eu realmente acho bons. Existem muitos outros disponíveis, talvez alguns até melhores em vários aspectos, como gráficos, história, etc, tudo dependendo do seu gosto. Mas vamos para a minha seleção deste ano.

1 -  CS:GO: Acho que não precisamos de apresentações, certo? Um dos games mais clássicos da história dos vídeo games em sua versão mais recente e um dos games competitivos mais famosos do mundo atualmente.


2 - Middle-earth - Shadow of Mordor: Ótimos gráficos e uma história rica esperam todos o fãs de Tolkien que gostam de RPGs de mundo aberto, cheio de aventura e diversão, certamente é uma ótima opção, ainda mais pelo preço que neste momento que escrevo chega à 80% de desconto (outro bom que não está na lista é The Witcher 2).


3 - Left 4 Dead 2: "Left", como é chamado pelos jogadores, está longe de ser um jogo novo, mas é certamente um clássico incrivelmente divertido que vale a pena você comprar caso ainda não tenha, especialmente pelo grande desconto que temos nele nesta Sale. Até hoje milhares de jogadores lotam os servidores do game, de modo que você definitivamente não vai jogar sozinho, fazendo dele também um dos games de maior sucesso da Valve.


4 - Rocket League: Aí está um jogo que eu já me viciei, desviciei e viciei de novo em um ciclo quase sem fim. De fato, Rocket League é um dos jogos mais divertidos que eu já pude jogar, ainda mais se você puder chamar os seus amigos para jogar com você. A proposta de futebol com carros é contra intuitiva quando pensamos de forma lógica, mas o jogo é surpreendentemente bom e é mais um figura o cenário de eSports ao redor do mundo.



5 - Dying Light: Junte zumbis, sobrevivência, parkour, aventura e muita ação e você tem Dying Light, os belos gráficos também são atrativos, sem falar que o jogo está todo em português, incluindo a dublagem dos personagens. Ótimo para quem gosta de jogar o modo história em campanha Single Player e muito divertido também para jogar no modo multiplayer, esse é mais um jogão em promoção que vale a pena aproveitar.




6 - ARK: Survival Evolved: Ark é um dos games mais vendidos da Steam, existem muitas pessoas apaixonadas por ele. Francamente eu não tive todo o tempo que gostaria para jogá-lo, mas tenho muitos amigos que já passaram muitas horas jogando. Acredito que Ark seja um dos melhores jogos da atualidade com o conceito de sobrevivência.


7 - Borderlands 2: Os gráficos cartoonizados de Borderlands sempre me chamaram a atenção, a dinâmica do jogo, o universo a se explorar, e por um preço desses? Acho que é certamente um que vale a pena você conferir.



8 - Metro Redux Bundle: "Metro: Last Light" foi o primeiro jogo para Linux que eu lembro de ter zerado, a história é incrível e os gráficos também são muito bons até hoje. Estou sugerindo aqui porque temos um Bundle, isto é, um pacote com Metro 2033 e Last Light em suas versões remasterizadas. É um presentão!



9 - Outlast: Fãs de games de terror não podem deixar Outlast de fora da lista, este é um dos poucos games que podemos jogar em seu tempo de lançamento e que temos certeza de que entrará para a história como um marco no gênero. Outlast não é para todo mundo, claro, mas para os mais chegados em jogos de terror, é um dos melhores. Guardadas as proporções e épocas, acho Outlast tão marcante quanto foi Silent Hill na época de seu lançamento.



10 - Tomb Raider: Vejamos quais são os motivos para você considerar a compra desse jogo... A história é bacana, a protagonista é pra lá de carismática (estamos falando da Lara Croft, né?), bons gráficos também, aposto que o cabelo da Lara no jogo é melhor que o seu! 😂 O jogo também tem um modo multiplayer que eu achei muito legal, ainda que não seja tão explorado, e difundido, sendo assim, apesar do jogo valer só pela história mesmo, se você achar mais alguém para comprar junto com você, umas 4 ou 6 pessoas, o modo multiplayer vai ser bem divertido também. Explorar as ruínas de civilizações antigas, criar ferramentas improvisadas e viver aventuras é algo muito divertido.



E assim eu encerro a minha humilde listinha de games, como eu disse, existem muitos outros e uma coisa que você deve se atentar é que os preços podem variar de acordo com o momento em que você está vendo este post. Mas independente do preço, são todos ótimos games para se jogar.

Se você comprar todos, você vai gastar um pouco mais de 175 reais em 10 (na verdade 11) jogos excelentes, o que nos dá a média de aproximadamente 16 reais por jogo. Claro, você não precisa comprar todos, mas se você fosse comprar todos em seus preços normais, o valor passaria fácil dos R$ 500,00!

Espero que você se diverta nesta Summer Sale com a sua distro Linux e se puder gastar menos, melhor ainda!

Até a próxima!
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Softwares científicos e sites de estatísticas para conhecer e utilizar no Linux

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Assim como outros sistemas operacionais, no Linux é possível utilizar vários softwares para te ajudar no trabalho. No ramo científico e das exatas, muitos desenvolvidos para Windows também são disponibilizados para os usuários do Linux. Além desses softwares, neste post apresentaremos alguns sites que poderão ser úteis para profissionais de diferentes áreas.

Softwares Científicos para Linux




A Ciência possui várias áreas diferentes e é certamente complicado abordar todas em um artigo, mas vou pegar algumas áreas de comum interesse das pessoas e dar alguns exemplos.

Astronomia 



Para quem gosta de se aventurar conhecendo a infinidade do espaço ou trabalha diretamente com astronomia, o software Stellarium é muito recomendado. Ele funciona como um planetário de código aberto, e tem como objetivo deixar o usuário por dentro de muitos aspectos do universo. Um dos recursos é a possibilidade de ver o céu em 3D e também pode ser utilizado em projetores nos planetários.

O download é grátis, e pode ser feito através do próprio site do Stellarium. Além disso, também tem uma versão estável para o Ubuntu via PPA. Outro software disponível nesse ramo é o Celestia. O que diferencia esse software dos demais é o fato de você poder explorar o universo de forma livre, viajando através dos planetas e conhecendo estrelas no meio do caminho. Através do próprio teclado, é possível entrar na imensidão e passar várias horas conhecendo a galáxia.

Química 

Química Linux


No ramo da educação, o Gromacs aparece com evidência. Criado numa universidade em Gronigen, na Holanda, é um software de bioquímica que permite o usuário simular ácidos nucleicos, proteínas e lipídios. Mais um para bioquímica é o Emboss — acrônimo inglês "European Molecular Biology Open Software Suite'. De código aberto, ele tem funções variadas para o usuário lidar com dados no que remete aos aspectos químicos. Apesar da interface do site do software ser bem antiquada, em inglês, nele é possível tirar todas as dúvidas sobre como usar.

Economia, estatística e eletrônica

Estatística e eletrônica Linux


Aos economistas e estatísticos, são vários softwares que se destacam e são muito úteis para os profissionais de lidam diariamente com números. Entre os principais, estão Ngspice, Geda, Electric, Kicad, Oregano e R.

Entre os softwares citados acima, vale a pena chamar atenção para o Electric. Ele é muito utilizado na criação do design de componentes eletrônicos, pois é uma ferramenta de desenho livre que dá a opção do usuário montar diagramas, layouts e muito mais.

Matemática

Matemática no Linux


No âmbito matemático, as opções são grandes. O FreeMat, K3DSurf, Octave e Scilab aparecem entre as principais. Um dos mais complexos é o Scilab, que possibilita o matemático fazer aplicações científicas bem profundas, muito usado em engenharia.

Já o Octave tem muitas ferramentas para resolver problemas comuns de álgebra linear numérica. Com apenas 15 MB de tamanho, o software, desenvolvido por John W. Eaton e outros especialistas no setor, também é mais um livre para download. Esses softwares citados acima, de diversos ramos (astronomia, bioquímica, economia, estatística e matemática) são apenas alguns entre um vasto grupo de opções que o usuário de distribuições Linux pode encontrar para tarefas complexas. Entre os muitos outros disponíveis, no site Linux Links é possível ver mais de 40 — alguns que já citamos aqui — em também áreas distintas das exatas.

Para trabalhos menos complexos mas igualmente útil, especialmente escolas, não podemos esquecer do LibreOffice Math.

Sites úteis e curiosos

Sites úteis


São vários, com línguas e ramos distintos. Ethnologue, por exemplo, é um que se destaca. Para os curiosos para saber os idiomas existentes na Terra, nele é possível pesquisar quais idiomas e dialetos são falados em cada país. No Brasil, consta nesse site que são mais de 200 catalogados, provavelmente muito mais do que você pensava, não?

No âmbito dos esportes, se você gosta de poker, por exemplo, então precisa conhecer a calculadora personalizada que atua nesse esporte e que pode ser muito vantajosa para quem pratica. Já o CiteSeerX é importante para aqueles que produzem artigos científicos. Ele tem um grande acerto de vários assuntos constados em livros e publicações de especialistas, e também serve como referencial para escrita comum ou leitura cotidiana.

O próprio Google Books pode ser uma boa para referências e pesquisas e é um pouco mais conhecido. Obviamente existem muitas outras opções e softwares e sites interessantes para quem gosta de dados, então engradeça o artigo e coloque nos comentários os que você conhece e não foram comentados aqui.

Até a próxima!
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KDE Neon Developer Edition traz suporte ao Wayland

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

O KDE Neon é uma das distribuições que carregam todo o ecossistema do projeto KDE de maior renome nos últimos tempos, tanto como forma de demonstração, como para utilização das tecnologias por usuários comuns e desenvolvedores. Apesar do projeto KDE não dizer que o Neon é "a distro oficial do projeto", é essa a sensação que nós acabamos tendo por ser o sistema gerado pela comunidade KDE e gerido por todas as diretrizes e projetos dele. No fim das contas, isso não é o mais importante, o importante é que o projeto KDE sempre está procurando melhorar e agora a integração com o "novo" servidor gráfico Wayland promete ser o futuro.

KDE Neon Wayland




O KDE Neon possui duas versões, uma para usuários comuns e outra para desenvolvedores do KDE, sendo que a versão para desenvolvedores é a que costuma trazer as maiores novidades em tecnologias para o Plasma e tudo que o envolve. Nem tudo que entra na versão para desenvolvedores acaba indo para a versão de usuário, é parecido com o que acontece com o Firefox.

A versão mais recente do KDE Neon Developer Edition traz o Wayland instalado por padrão, agora que o Mir está fora de questão para desktops (a Canonical ainda o utiliza em IoT), o Wayland se tornou de fato o sucessor oficial do X (x.org), os desenvolvedores do KDE estão testando o servidor para integrá-lo ao Plasma no futuro.

KDE Neon com Wayland


Isso ajuda os próprios desenvolvedores do Wayland a melhorar o servidor e corrigir bugs, já que existe um sistema no qual os usuários de KDE Plasma já podem utilizá-lo e dar feedbacks.

Ao contrário do Ubuntu 17.10 que planeja utilizar o Wayland por padrão, o KDE Neon está apenas fazendo testes sem promessas, como explicou o líder do projeto, Jonathan Riddell:

"O Wayland está praticamente pronto para usar, mas a razão pela qual não podemos mudar ainda para ele por completo é que algumas placas gráficas ainda tem dificuldade de trabalhar com ele, até mesmo as fontes do sistema podem ter uma diferença por conta da forma com que o Wayland detecta os pixels por polegada. Este é o motivo dos nossos testes, as pessoas que quiserem testar o KDE Neon Developer Edition (na versão instável) poderão selecionar a sessão Wayland na tela de login."

Quem quiser testar estes novos recursos pode baixar a ISO do KDE Neon na versão de desenvolvedores diretamente do site oficial.

Até a próxima!

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elementary OS completa sua migração para o GitHub

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O Git vem se tornando a preferência de muitas distribuições Linux e até mesmo "não Linux", lembra do caso da Microsoft migrando 300 GB de código do Windows? E o GitHub, como era de se esperar, acaba fazendo parte de vários projetos de código aberto também, a própria Canonical revelou recentemente a integração do Snapcraft com o GitHub, e agora é a vez do elementary OS.

elementary OS GitHub




Os desenvolvedores do elementary OS anunciaram a integração completa do projeto ao GitHub, migrando do Launchpad da Canonical, agora, assim como o Deepin, o elementary também gerencia o seu desenvolvimento através da ferramenta criada por Linus Torvalds.

A mudança já era esperada, visto que o novo projeto de AppCenter basicamente se baseia na integração com o GitHub, mas agora temos o anúncio oficial. Os desenvolvedores afirmaram que agora com a integração com o GitHub, o processo de desenvolvimento do elementary OS ficará mais ágil e os feedbacks da comunidade poderão ser recebidos com maior rapidez.

Para mais informações sobre os motivos da migração e para ver o que os desenvolvedores tem a dizer sobre a questão, você pode verificar o anúncio oficial.

Você também pode acessar o repositório do elementary OS no GitHub clicando aqui.

Até a próxima!
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WPS Office para Linux recebe atualização, faça o Download

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

A suíte Office mais querida pelas pessoas que gostam do design do Microsoft Office mas não podem ou não quer utilizar o programa da "Gigante de Redmond" recebeu uma nova atualização em sua versão para Linux.

WPS Office Linux




Ainda que os updates tenham sidos pequenas correções de bugs, a atualização do software chamou a minha atenção pois recentemente nós comentamos aqui no blog sobre as declarações dos desenvolvedores de que o WPS para Linux estava em um hiato de desenvolvimento, e agora, cerca de 20 dias depois, recebemos esta atualização. Surpresa, hein? :)

Se você baixar a versão nova disponível no site oficial vai perceber que não existem grandes mudanças visuais (praticamente nenhuma), contudo, as correções de bugs listadas de maior destaque incluem: 

- Reconstrução das funcionalidades de reprodução de áudio e vídeo incluíveis em documentos para uma melhor reprodução;

- O WPS para Linux agora tem a funcionalidade de compartilhamento de arquivos remotos;

- Otimização para abertura de arquivos;

- Corrigido problema eventual de textura das fontes em exportação de PDF;

- Corrigido problema de preview nas thumbnails do Presentention;

Entre outros que você encontra descritos na própria página de download.

Apesar do lançamento e das melhorias eu acabei percebendo um pequeno problema para os usuários do WPS que gostam de ver ele em português, a função de tradução ainda não está funcionando na nova versão corretamente.

Talvez apenas instalando os pacotes manualmente
, já que a ferramenta de tradução não está conseguindo acessar o repositório de tradução, alegando erro de conexão.

Além da versão para Linux, o WPS também tem versão para Windows para quem desejar utilizar.

Até a próxima!
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Endless fecha parceria com HP para vender Endless OS em Notebooks no Brasil

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A Endless é uma empresa que trabalha com Linux muito interessante e que eu aprendi a respeitar ao longo do tempo. Desta vez, para os fãs da distro Endless OS, a novidade é especial, pois a empresa fechou uma ótima parceria com a HP para levar o sistema operacional para mais pessoas através de uma marca popular.

Endless OS faz parceria com HP








A Endless e a HP anunciam o lançamento do notebook HP 240 com o sistema operacional Endless OS, desenvolvido com foco na inclusão de novos usuários na era digital. O HP 240 é um modelo ideal para as aplicações mais comuns e, com a parceria, oferecerá uma opção ainda mais acessível para novos usuários, pois combina a performance da HP com a usabilidade e o vasto conteúdo pré-instalado do Endless, acessível mesmo offline. 



O sistema operacional foi desenvolvido com base em pesquisas em regiões onde a população tem acesso restrito à internet e grande familiaridade com smartphones. Ele vem com mais de cem aplicativos e ferramentas de trabalho e produtividade, incluindo uma enciclopédia com mais de 80 mil artigos, jogos educacionais, ferramentas para redigir documentos, planilhas e apresentações, e programas para editar vídeos e fotos, criar protótipos em 3D e ouvir música.

Para a HP, o produto representa uma oportunidade de oferecer soluções cada vez mais personalizadas de acordo com a necessidade de seus usuários. Segundo Bruno Ortolani, Gerente de Produtos da HP Inc., o foco da empresa é a experiência do usuário. “Oferecer um produto que promove inclusão digital e permite que a HP alcance um número cada vez maior de pessoas que, mesmo sem conhecimento prévio, terão oportunidade de adquirir seu primeiro notebook e usá-lo sem dificuldade ou limitações devido à conexão”, afirma Ortolani.

Para a diretora geral da Endless no Brasil, Roberta Antunes, "ao simplificar a experiência de uso do computador, que passa a ter valor para o usuário com ou sem internet, o sistema pode abrir as portas para um novo mercado: um vasto universo de usuários que sonha com o primeiro computador".

O cenário brasileiro evidencia uma grande oportunidade. De acordo com uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) encomendada pela Anatel, 6 milhões de residências brasileiras ainda não possuem acesso à internet por falta de cobertura e, de acordo com o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 68% dos domicílios ainda não têm computador portátil.

Com o produto, a HP pretende expandir o mercado consumidor criando um novo conceito de computador que já vem pronto para família, sem necessidade de compra de pacotes adicionais. Além disso, a empresa enxerga outro público que será beneficiado pela parceria. “Empresas que buscam soluções educacionais por meio de uma plataforma acessível e que permite a adição de pacotes desenhados para fins de educação também poderão se beneficiar do novo produto”, conclui Ortolani.

Para as pessoas que estão interessadas em conhecer melhor o desenvolvimento, objetivos e o pessoal que trabalha na Endless, recomendo ouvir o nosso DioCast com os membros da empresa:


O notebook HP 240 com Endless está disponível a partir de R$1499, com a seguinte configuração: Processador Intel Core i3, memória de 4GB, disco de 500GB, tela de 14’ HD, webcam integrada e gravador de DVDRW, no entanto, o produto só estará disponível para compra no início do próximo mês através da loja oficia da HP: www.lojahp.com.br

Até a próxima!

Fonte: Assessoria de Impressa da Endless.
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Veja o Steam funcionando via Flatpak

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Flatpak é um dos novos e revolucionários formatos de empacotamento para as distribuições Linux, juntamente com o Snap e com o AppImage, além de multidistro, um pacote Flatpak elimina a necessidade de caçar dependências para instalar os softwares, sejam elas instaladas automaticamente ou manualmente.

Steam Flatpak



Aos poucos mais aplicações são empacotadas no formato Flatpak, existe inclusive uma lista de aplicações já consideradas estáveis no site do projeto, entretanto, outras continuam a surgir. Uma interessante que apareceu recentemente foi o Steam da Valve, a plataforma de venda e gerenciamento de games.

O Flatpak do Steam ainda não é considerado estável e requer correção de bugs e ajustes, no entanto já está funcional para uma parte considerável de jogos.


O meu grande amigo Renato, do canal FastOS, fez um teste do Steam via Flatpak e já podemos ter uma noção de até onde estas primeiras construções podem chegar. 

Toda vez que uma nova forma de trabalho (especialmente na tecnologia) é desenvolvida, é necessário adaptá-la e testá-la, então os problemas esperados de uma situação nunca encontrada anteriormente como esta estão realmente acontecendo e certamente serão corrigidos com o tempo.

Existe uma série de vantagens práticas com baixo custo a se "pagar" ao utilizarmos os Flatpaks (ou Snaps e AppImages), uma delas, no caso do Steam, que ainda necessita de muitas bibliotecas de 32 bits, mesmo em sistemas de 64, é justamente eliminar as bibliotecas cruzadas nas distribuições para rodar a aplicação, colocando tudo em um pacote único, a desvantagem é o tamanho do pacote que tende a ser um pouco maior, mas ainda assim, considero, como comentei, um "preço" baixo a se pagar pela comodidade, visto que armazenamento tende a ficar mais barato com o tempo. Entenda melhor os Flatpaks aqui.

Como instalar o suporte a Flatpak na sua distro?


O projeto Flatpak está disponível para todas as distribuições Linux, ou pelo menos, toda as principais. Temos um artigo especial para te ensinar a habilitar o suporte a Flatpak em todas elas, basta clicar aqui para aprender a usar esta nova tecnologia.

Instalando o Steam via Flatpak


Uma vez o suporte a Flatpak habilitado, a instalação é a mesma em todos os sistemas, então para testar esta versão do Steam neste formato, basta usar o terminal e rodar os seguintes comandos:
sudo flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo
Depois instale: 
sudo flatpak install flathub com.valvesoftware.Steam
Provavelmente o logo da Steam vai aparecer no menu do seu sistema, assim como o Renato mostrou no vídeo.

Os Flatpaks me parecem estar com comandos simplificados para quem for operar via linha de comando, ao menos perto do que tínhamos no início, mas ainda assim tem "muita coisa" para se digitar, por assim dizer, é preciso sempre simplificar, seria bom algo como: sudo flatpak install steam, não? Coisas assim devem ser ajustadas com o tempo, claro, mas em fim, apenas uma observação.

Se você testar o Steam via Flatpak deixe um comentário abaixo informando a sua experiência.

Até a próxima!
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Ransomware infectou 153 servidores Linux na Coreia do Sul

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Neste ano os Ransomwares viraram moda, muita gente que nunca tinha sequer ouvido falar neste tipo de malware passou a tomá-los quase como corriqueiros. O WCry acabou ficando famoso em Maio deste ano ao afetar diversas empresas ao redor do mundo, afetando principalmente máquinas com Windows desatualizado, mas ele não é o único que existe e desta vez o Linux foi vítima também.

Ransomware Linux




É um caso muito específico mas chama a nossa atenção mais uma vez para este tipo de exploração, vamos ao caso.

Um ransomware de nome "Erebus", desenvolvido originalmente para Windows, mas modificado para rodar no Linux, fez uma empresa de hospedagem da Coreia do Sul, chamada Nayana, de vítima ao sequestrar 153 servidores Linux, o que acarretou em mais de 3 mil sites clientes da empresa fora do ar.

Ransonware

Apesar da quantidade de vítimas ser muito menor do que o Wanna Cry, muito possivelmente o Erebus vai conseguir lucrar muito mais do que o "concorrente". Apesar de não ter sido epidêmico como o WannaCry, pois aparentemente o método de infecção foi através da exploração nas versões antigas de PHP (5.1.4) que rodavam nos servidores da Nayana (lançado ainda em 2006!), possivelmente utilizando a falha Dirty Cow, que foi corrigida no Linux ainda no ano passado, o Erebus e as pessoas que utilizaram ele para atacar a empresa irão conseguir um resgate gordo pelos dados.

O pedido de resgate para a Nayana exigia uma quantia equivalente a 14,5 milhões de reais em Bitcoins, depois de negociar com os criminosos a empresa baixou o valor para cerca de 3,5 milhões de reais.

Ao contrário da recomendação, a empresa resolveu pagar aos criminosos em parcelas, sendo que cada uma só é paga a cada descriptografia feita, já foram pagas duas parcelas de três. Em comparação, estima-se que o Wanna Cry, mesmo com todo o alvoroço,  tenha conseguido lucrar "apenas" 200 mil reais.

Uma ataque praticamente local como este nos mostra mais uma vez a importância de manter os sistemas operacionais atualizados, assim como os softwares principais, sobretudo os que acessam a internet diretamente. Possivelmente se estas medidas estivessem em prática, tanto nos casos do Wanna Cry com Windows, quanto neste caso da Nayana com Linux, a infecção por ransomware não teria acontecido, ou os estragos teriam muito menos impacto.

Lembro que quando o WCry chamou a atenção, muitos usuários Linux exaltaram a questão do Windows ser afetado, hoje eu vi a situação contrária, com usuários de Windows comentando coisas semelhantes, no melhor estilo "briga de futebol", quando na verdade em ambos os casos o problema foi na implementação e manutenção dos softwares por quem montou as estações e servidores.

Para ajudar você a entender melhor como funcionam os Ransomwares e falar sobre malwares em geral, nós fizemos um DioCast com os especialista em segurança da UFSC e professor de ciência da computação, Jean Martina. Falamos muito sobre o Wanna Cry e demos várias dicas de segurança e privacidade.



Outro vídeo bacana do canal pra você ver sobre o assunto é este:


Manter os sistemas atualizados não é necessariamente a prioridade das empresas, gastar menos, sim.


Agora vou comentar algo que me veio a mente nestas situações, pelo visto se encaixa provavelmente no caso da Nayana... talvez.

Ao ver este tipo de coisa nós temos o reflexo natural de culpar a falta de atualização. Em sentidosprático não tem como negar, de fato. Mas o "sentido financeiro", dependendo do caso, fala muito mais alto.

Atualizar uma ambiente corporativo completo pode não ser tão simples, não é tão simples quanto atualizar uma distro Linux ou manter o Windows com os últimos patches de segurança no seu computador. Eventuais ferramentas, recursos disponíveis e até mesmo documentos e arquivos de todos os tipos podem justificar a manutenção de versões antigas de softwares. Quem lembra do Windows 3.1 que controla os vôos na França?

Dependendo da condição, ao subir uma versão nova para trabalho, é necessário que a tal da retro-compatibilidade funcione corretamente, o que todos nós sabemos que não é 100%. Eu dei o exemplo do Windows no aeroporto, mas com Linux acontece o mesmo, quantas vezes você já viu um terminal de atendimento em loja de departamento usando o KDE 3 e o Firefox 3 também?

Tem uma galera que roda ainda versões antigas de softwares e sistemas operacionais, como o Windows XP (que foi afetado no WCry) porque certos softwares de código fechado que são essenciais para o trabalho só rodam nestas versões do sistema, o código fonte ou a empresa que o provinham talvez nem existam mais e dá muito mais trabalho e especialmente custo refazer ele para plataformas novas, aí fica no melhor estilo do "se está funcionando, não mexe". 

Dependendo do tamanho da coisa, atualizar toda uma infraestrutura é custosamente inviável, a ponto de ser mais barato estar sujeito ao Ransonware e até mesmo pagar o resgate do que fazer toda uma migração e eventualmente ficar alguns dias sem funcionar.

É claro que um bom planejamento faz toda a diferença, se você conseguir criar um fluxo de atualizações que permita manter não só o sistema, mas o ecossistema computacional da sua empresa, totalmente atualizando sempre, este será o ideal, mas ainda está longe do que acontece. O ideal é criar toda a estrutura já pensando neste tipo de coisa, tentando prever o crescimento e a adição de novos recursos, o que a maior parte das empresas não faz infelizmente.

Quando falamos em empresas afetadas, outra coisa que costuma vir à menta são aqueles lindos servidores do Google, da Amazon, do Facebook, até da NASA, empresas grandes em geral, mas empresas de todos os tamanhos usam tecnologias semelhantes e nem todas tem necessariamente profissionais capacitados para isso. O que é curioso no caso da Nayana é que a empresa é especializada em servidores e hospedagem e deixou se deixou passar justamente nos softwares que são, em tese, a base da companhia, é estranho, convenhamos.

Acho completamente inútil a discussão entre usuários de Linux e Windows quanto a isso, especialmente neste caso da Coreia do Sul, pois apesar dos indícios, ainda não sabemos exatamente o que causou a invasão, não existem fatos, apenas suspeitas, ao menos até onde eu pude pesquisar.

O "mal" do brasileiro


Só vou compartilhar uma devaneio para finalizar. Como brasileiro, eu acabo enxergando as possibilidades de corrupção corporativa e e estadual até mesmo nisso. Posso estar vendo notícias demais, mas vendos os políticos que temos, você acharia muito estranho se um Ransomware atacasse os servidores de uma repartição pública e o governo pagasse o resgate (com o nosso dinheiro) "porque não pode ficar sem os dados", em uma situação arranjada? É o Caixa 2 dos bits.

Fica aí o exercício de imaginação, espero não estar dando ideia! 😅 Usuários de *Linux que mantém seus sistemas completamente atualizados não estão sujeitos a esta falha, aparentemente ela ficou só lá na Coreia e só nesta empresa, sobretudo por ela atacar os servidores que rodam LAMP desatualizado apenas. Não há motivos para pânico até o momento.

Até a próxima!

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Confira:
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