WPS Office para Linux recebe atualização, faça o Download

A suíte Office mais querida pelas pessoas que gostam do design do Microsoft Office mas não podem ou não quer utilizar o programa da "Gigante de Redmond" recebeu uma nova atualização em sua versão para Linux.

WPS Office Linux




Ainda que os updates tenham sidos pequenas correções de bugs, a atualização do software chamou a minha atenção pois recentemente nós comentamos aqui no blog sobre as declarações dos desenvolvedores de que o WPS para Linux estava em um hiato de desenvolvimento, e agora, cerca de 20 dias depois, recebemos esta atualização. Surpresa, hein? :)

Se você baixar a versão nova disponível no site oficial vai perceber que não existem grandes mudanças visuais (praticamente nenhuma), contudo, as correções de bugs listadas de maior destaque incluem: 

- Reconstrução das funcionalidades de reprodução de áudio e vídeo incluíveis em documentos para uma melhor reprodução;

- O WPS para Linux agora tem a funcionalidade de compartilhamento de arquivos remotos;

- Otimização para abertura de arquivos;

- Corrigido problema eventual de textura das fontes em exportação de PDF;

- Corrigido problema de preview nas thumbnails do Presentention;

Entre outros que você encontra descritos na própria página de download.

Apesar do lançamento e das melhorias eu acabei percebendo um pequeno problema para os usuários do WPS que gostam de ver ele em português, a função de tradução ainda não está funcionando na nova versão corretamente.

Talvez apenas instalando os pacotes manualmente
, já que a ferramenta de tradução não está conseguindo acessar o repositório de tradução, alegando erro de conexão.

Além da versão para Linux, o WPS também tem versão para Windows para quem desejar utilizar.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quarta-feira, 21 de junho de 2017

Endless fecha parceria com HP para vender Endless OS em Notebooks no Brasil

A Endless é uma empresa que trabalha com Linux muito interessante e que eu aprendi a respeitar ao longo do tempo. Desta vez, para os fãs da distro Endless OS, a novidade é especial, pois a empresa fechou uma ótima parceria com a HP para levar o sistema operacional para mais pessoas através de uma marca popular.

Endless OS faz parceria com HP








A Endless e a HP anunciam o lançamento do notebook HP 240 com o sistema operacional Endless OS, desenvolvido com foco na inclusão de novos usuários na era digital. O HP 240 é um modelo ideal para as aplicações mais comuns e, com a parceria, oferecerá uma opção ainda mais acessível para novos usuários, pois combina a performance da HP com a usabilidade e o vasto conteúdo pré-instalado do Endless, acessível mesmo offline. 



O sistema operacional foi desenvolvido com base em pesquisas em regiões onde a população tem acesso restrito à internet e grande familiaridade com smartphones. Ele vem com mais de cem aplicativos e ferramentas de trabalho e produtividade, incluindo uma enciclopédia com mais de 80 mil artigos, jogos educacionais, ferramentas para redigir documentos, planilhas e apresentações, e programas para editar vídeos e fotos, criar protótipos em 3D e ouvir música.

Para a HP, o produto representa uma oportunidade de oferecer soluções cada vez mais personalizadas de acordo com a necessidade de seus usuários. Segundo Bruno Ortolani, Gerente de Produtos da HP Inc., o foco da empresa é a experiência do usuário. “Oferecer um produto que promove inclusão digital e permite que a HP alcance um número cada vez maior de pessoas que, mesmo sem conhecimento prévio, terão oportunidade de adquirir seu primeiro notebook e usá-lo sem dificuldade ou limitações devido à conexão”, afirma Ortolani.

Para a diretora geral da Endless no Brasil, Roberta Antunes, "ao simplificar a experiência de uso do computador, que passa a ter valor para o usuário com ou sem internet, o sistema pode abrir as portas para um novo mercado: um vasto universo de usuários que sonha com o primeiro computador".

O cenário brasileiro evidencia uma grande oportunidade. De acordo com uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) encomendada pela Anatel, 6 milhões de residências brasileiras ainda não possuem acesso à internet por falta de cobertura e, de acordo com o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 68% dos domicílios ainda não têm computador portátil.

Com o produto, a HP pretende expandir o mercado consumidor criando um novo conceito de computador que já vem pronto para família, sem necessidade de compra de pacotes adicionais. Além disso, a empresa enxerga outro público que será beneficiado pela parceria. “Empresas que buscam soluções educacionais por meio de uma plataforma acessível e que permite a adição de pacotes desenhados para fins de educação também poderão se beneficiar do novo produto”, conclui Ortolani.

Para as pessoas que estão interessadas em conhecer melhor o desenvolvimento, objetivos e o pessoal que trabalha na Endless, recomendo ouvir o nosso DioCast com os membros da empresa:


O notebook HP 240 com Endless está disponível a partir de R$1499, com a seguinte configuração: Processador Intel Core i3, memória de 4GB, disco de 500GB, tela de 14’ HD, webcam integrada e gravador de DVDRW, no entanto, o produto só estará disponível para compra no início do próximo mês através da loja oficia da HP: www.lojahp.com.br

Até a próxima!

Fonte: Assessoria de Impressa da Endless.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Veja o Steam funcionando via Flatpak

Flatpak é um dos novos e revolucionários formatos de empacotamento para as distribuições Linux, juntamente com o Snap e com o AppImage, além de multidistro, um pacote Flatpak elimina a necessidade de caçar dependências para instalar os softwares, sejam elas instaladas automaticamente ou manualmente.

Steam Flatpak



Aos poucos mais aplicações são empacotadas no formato Flatpak, existe inclusive uma lista de aplicações já consideradas estáveis no site do projeto, entretanto, outras continuam a surgir. Uma interessante que apareceu recentemente foi o Steam da Valve, a plataforma de venda e gerenciamento de games.

O Flatpak do Steam ainda não é considerado estável e requer correção de bugs e ajustes, no entanto já está funcional para uma parte considerável de jogos.


O meu grande amigo Renato, do canal FastOS, fez um teste do Steam via Flatpak e já podemos ter uma noção de até onde estas primeiras construções podem chegar. 

Toda vez que uma nova forma de trabalho (especialmente na tecnologia) é desenvolvida, é necessário adaptá-la e testá-la, então os problemas esperados de uma situação nunca encontrada anteriormente como esta estão realmente acontecendo e certamente serão corrigidos com o tempo.

Existe uma série de vantagens práticas com baixo custo a se "pagar" ao utilizarmos os Flatpaks (ou Snaps e AppImages), uma delas, no caso do Steam, que ainda necessita de muitas bibliotecas de 32 bits, mesmo em sistemas de 64, é justamente eliminar as bibliotecas cruzadas nas distribuições para rodar a aplicação, colocando tudo em um pacote único, a desvantagem é o tamanho do pacote que tende a ser um pouco maior, mas ainda assim, considero, como comentei, um "preço" baixo a se pagar pela comodidade, visto que armazenamento tende a ficar mais barato com o tempo. Entenda melhor os Flatpaks aqui.

Como instalar o suporte a Flatpak na sua distro?


O projeto Flatpak está disponível para todas as distribuições Linux, ou pelo menos, toda as principais. Temos um artigo especial para te ensinar a habilitar o suporte a Flatpak em todas elas, basta clicar aqui para aprender a usar esta nova tecnologia.

Instalando o Steam via Flatpak


Uma vez o suporte a Flatpak habilitado, a instalação é a mesma em todos os sistemas, então para testar esta versão do Steam neste formato, basta usar o terminal e rodar os seguintes comandos:
sudo flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo
Depois instale: 
sudo flatpak install flathub com.valvesoftware.Steam
Provavelmente o logo da Steam vai aparecer no menu do seu sistema, assim como o Renato mostrou no vídeo.

Os Flatpaks me parecem estar com comandos simplificados para quem for operar via linha de comando, ao menos perto do que tínhamos no início, mas ainda assim tem "muita coisa" para se digitar, por assim dizer, é preciso sempre simplificar, seria bom algo como: sudo flatpak install steam, não? Coisas assim devem ser ajustadas com o tempo, claro, mas em fim, apenas uma observação.

Se você testar o Steam via Flatpak deixe um comentário abaixo informando a sua experiência.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




terça-feira, 20 de junho de 2017

Ransomware infectou 153 servidores Linux na Coreia do Sul

Neste ano os Ransomwares viraram moda, muita gente que nunca tinha sequer ouvido falar neste tipo de malware passou a tomá-los quase como corriqueiros. O WCry acabou ficando famoso em Maio deste ano ao afetar diversas empresas ao redor do mundo, afetando principalmente máquinas com Windows desatualizado, mas ele não é o único que existe e desta vez o Linux foi vítima também.

Ransomware Linux




É um caso muito específico mas chama a nossa atenção mais uma vez para este tipo de exploração, vamos ao caso.

Um ransomware de nome "Erebus", desenvolvido originalmente para Windows, mas modificado para rodar no Linux, fez uma empresa de hospedagem da Coreia do Sul, chamada Nayana, de vítima ao sequestrar 153 servidores Linux, o que acarretou em mais de 3 mil sites clientes da empresa fora do ar.

Ransonware

Apesar da quantidade de vítimas ser muito menor do que o Wanna Cry, muito possivelmente o Erebus vai conseguir lucrar muito mais do que o "concorrente". Apesar de não ter sido epidêmico como o WannaCry, pois aparentemente o método de infecção foi através da exploração nas versões antigas de PHP (5.1.4) que rodavam nos servidores da Nayana (lançado ainda em 2006!), possivelmente utilizando a falha Dirty Cow, que foi corrigida no Linux ainda no ano passado, o Erebus e as pessoas que utilizaram ele para atacar a empresa irão conseguir um resgate gordo pelos dados.

O pedido de resgate para a Nayana exigia uma quantia equivalente a 14,5 milhões de reais em Bitcoins, depois de negociar com os criminosos a empresa baixou o valor para cerca de 3,5 milhões de reais.

Ao contrário da recomendação, a empresa resolveu pagar aos criminosos em parcelas, sendo que cada uma só é paga a cada descriptografia feita, já foram pagas duas parcelas de três. Em comparação, estima-se que o Wanna Cry, mesmo com todo o alvoroço,  tenha conseguido lucrar "apenas" 200 mil reais.

Uma ataque praticamente local como este nos mostra mais uma vez a importância de manter os sistemas operacionais atualizados, assim como os softwares principais, sobretudo os que acessam a internet diretamente. Possivelmente se estas medidas estivessem em prática, tanto nos casos do Wanna Cry com Windows, quanto neste caso da Nayana com Linux, a infecção por ransomware não teria acontecido, ou os estragos teriam muito menos impacto.

Lembro que quando o WCry chamou a atenção, muitos usuários Linux exaltaram a questão do Windows ser afetado, hoje eu vi a situação contrária, com usuários de Windows comentando coisas semelhantes, no melhor estilo "briga de futebol", quando na verdade em ambos os casos o problema foi na implementação e manutenção dos softwares por quem montou as estações e servidores.

Para ajudar você a entender melhor como funcionam os Ransomwares e falar sobre malwares em geral, nós fizemos um DioCast com os especialista em segurança da UFSC e professor de ciência da computação, Jean Martina. Falamos muito sobre o Wanna Cry e demos várias dicas de segurança e privacidade.



Outro vídeo bacana do canal pra você ver sobre o assunto é este:


Manter os sistemas atualizados não é necessariamente a prioridade das empresas, gastar menos, sim.


Agora vou comentar algo que me veio a mente nestas situações, pelo visto se encaixa provavelmente no caso da Nayana... talvez.

Ao ver este tipo de coisa nós temos o reflexo natural de culpar a falta de atualização. Em sentidosprático não tem como negar, de fato. Mas o "sentido financeiro", dependendo do caso, fala muito mais alto.

Atualizar uma ambiente corporativo completo pode não ser tão simples, não é tão simples quanto atualizar uma distro Linux ou manter o Windows com os últimos patches de segurança no seu computador. Eventuais ferramentas, recursos disponíveis e até mesmo documentos e arquivos de todos os tipos podem justificar a manutenção de versões antigas de softwares. Quem lembra do Windows 3.1 que controla os vôos na França?

Dependendo da condição, ao subir uma versão nova para trabalho, é necessário que a tal da retro-compatibilidade funcione corretamente, o que todos nós sabemos que não é 100%. Eu dei o exemplo do Windows no aeroporto, mas com Linux acontece o mesmo, quantas vezes você já viu um terminal de atendimento em loja de departamento usando o KDE 3 e o Firefox 3 também?

Tem uma galera que roda ainda versões antigas de softwares e sistemas operacionais, como o Windows XP (que foi afetado no WCry) porque certos softwares de código fechado que são essenciais para o trabalho só rodam nestas versões do sistema, o código fonte ou a empresa que o provinham talvez nem existam mais e dá muito mais trabalho e especialmente custo refazer ele para plataformas novas, aí fica no melhor estilo do "se está funcionando, não mexe". 

Dependendo do tamanho da coisa, atualizar toda uma infraestrutura é custosamente inviável, a ponto de ser mais barato estar sujeito ao Ransonware e até mesmo pagar o resgate do que fazer toda uma migração e eventualmente ficar alguns dias sem funcionar.

É claro que um bom planejamento faz toda a diferença, se você conseguir criar um fluxo de atualizações que permita manter não só o sistema, mas o ecossistema computacional da sua empresa, totalmente atualizando sempre, este será o ideal, mas ainda está longe do que acontece. O ideal é criar toda a estrutura já pensando neste tipo de coisa, tentando prever o crescimento e a adição de novos recursos, o que a maior parte das empresas não faz infelizmente.

Quando falamos em empresas afetadas, outra coisa que costuma vir à menta são aqueles lindos servidores do Google, da Amazon, do Facebook, até da NASA, empresas grandes em geral, mas empresas de todos os tamanhos usam tecnologias semelhantes e nem todas tem necessariamente profissionais capacitados para isso. O que é curioso no caso da Nayana é que a empresa é especializada em servidores e hospedagem e deixou se deixou passar justamente nos softwares que são, em tese, a base da companhia, é estranho, convenhamos.

Acho completamente inútil a discussão entre usuários de Linux e Windows quanto a isso, especialmente neste caso da Coreia do Sul, pois apesar dos indícios, ainda não sabemos exatamente o que causou a invasão, não existem fatos, apenas suspeitas, ao menos até onde eu pude pesquisar.

O "mal" do brasileiro


Só vou compartilhar uma devaneio para finalizar. Como brasileiro, eu acabo enxergando as possibilidades de corrupção corporativa e e estadual até mesmo nisso. Posso estar vendo notícias demais, mas vendos os políticos que temos, você acharia muito estranho se um Ransomware atacasse os servidores de uma repartição pública e o governo pagasse o resgate (com o nosso dinheiro) "porque não pode ficar sem os dados", em uma situação arranjada? É o Caixa 2 dos bits.

Fica aí o exercício de imaginação, espero não estar dando ideia! 😅 Usuários de *Linux que mantém seus sistemas completamente atualizados não estão sujeitos a esta falha, aparentemente ela ficou só lá na Coreia e só nesta empresa, sobretudo por ela atacar os servidores que rodam LAMP desatualizado apenas. Não há motivos para pânico até o momento.

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Como instalar e gerenciar pacotes Flatpak nas distribuições Linux

Há algum tempo atrás eu fiz aqui no blog duas matérias relacionados ao Snap, uma delas mostrando como você instala o suporte a eles em qualquer distribuição e outra ensinando a utilizar a ferramenta. Hoje é a vez do Flatpak com um combo! 😊 

Como instalar e utilizar os pacotes Flatpak




Tecnologias revolucionárias como o Flatpak e o Snap são ótimas, mas elas carecem da mesma coisa, justamente por conta de serem novidades, que é documentação coloquial. Por mais que existam manuais oficiais, sempre há algo que foge àquele conteúdo. Hoje eu vou te mostrar como fazer a instalação do Flatpak na maior parte das distribuições Linux e te dar as diretrizes básicas de como se utilizam estes pacotes.

Instalando o Flatpak na sua distribuição Linux


Basicamente o pacote é o mesmo em todas as distros, variando de acordo com o sistema e seu gerenciador de pacote, então vamos para a pequena lista em ordem alfabética:

Alpine Linux

O suporte a Flatpak pode ser instalado desta forma:
sudo apk add flatpak

Arch Linux (Manjaro/Antergos)

O suporte a Flatpak está disponível diretamente dos repositórios oficiais, e também existe a versão do AUR. Você pode instalar desta forma:
sudo pacman -S flatpak
No Arch, para ter as ferramentas de desenvolvimento (Flatpak-Builder) funcionando corretamente é necessário instalar algumas dependências extras, mas isso só serve para você que for desenvolver os pacotes, usuários comuns poderão usar apenas o comando acima.
sudo pacman -S --asdeps --needed elfutils patch
Debian

Com o lançamento da versão 9 do Debian que tivemos na semana passada, o suporte a Flatpak pode ser instalado à partir do repositório oficial também.

su root
(digite sua senha)
apt install flatpak
Para o Debian Jessie será necessário usar o repositório Backports.

Fedora

Do Fedora 23 em diante você habilita o suporte ao Flatpak facilmente com o comando:
sudo dnf install flatpak
Gentoo

Atualmente não existe uma forma oficial de instalar o Flatpak na distribuição, entretanto, existe um método não oficial que pode ser encontrado aqui.

Mageia


Instalar no Mageia é simples também, inclusive existem duas formas de fazer isso, dependendo do gerenciador de pacotes que você preferir utilizar. Lembre-se de executar os comandos como root, como no Debian:
dnf install flatpak
Quase igual do Fedora, não é? Outra opção é caso você prefira utilizar o urpmi como gestor, neste caso seria (também como root):
urpmi flatpak 
openSUSE

No openSUSE também existem duas formas de fazer a instalação, dependendo de qual versão do "Rei lagarto" você use. Se você usa a versão Leap ou Tumbleweed, em ambos os casos você pode usar o método 1-click install através do Yast, ou caso use a versão Tumbleweed em específico, você pode instalar via Zypper também:
sudo zypper install flatpak
Ubuntu (Linux Mint/elementary OS) 


No Ubuntu varia de acordo com a versão, caso você esteja usando a versão 17.10 ou superior, o flatpak já está no repositório e você pode instalar com um simples "sudo apt install flatpak", no entanto, para quem usa o Ubuntu 16.04 LTS ou 17.04 é necessário usar o PPA oficial, o mesmo vale para Linux Mint e elementary OS (ambos baseados na LTS) e as outras derivações oficiais do Ubuntu (Kubuntu, Xubuntu, Ubuntu MATE, etc) respeitando o seu versionamento.
sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak
sudo apt update
sudo apt install flatpak
Isso cobre a maior parte das distribuições, agora vamos aprender a utilizar o Flatpak.

Como usar os pacotes Flatpak 


Vamos fazer agora do gerenciamento de pacotes Flatpak básico para você poder atualizar as aplicações, instalar e remover e fazer consultas sobre informações.
Quer aprender a fazer isso com o apt? Confira este artigo.
Acho que em primeiro lugar é bom que você saiba que pode consultar toda a documentação sobre o Flatpak disponível atualmente aqui,  no site você encontra informações sobre a estrutura dos pacotes, como criá-los, como criar repositórios, etc.

A grande questão que deixa um pouquinho mais complicado o Flatpak em relação ao Snap atualmente é que você precisa adicionar um repositório específico para cada programa em muitos casos, então é importante que o desenvolvedor te informe isso, você pode ver alguns exemplos nesta página na aba "Command Line".

Os pacotes Flatpak possuem os chamados flatpakref, que como o nome sugere, são pacotes quem contém referências para o download das aplicações e servem de intermediário, futuramente esses pacotes serão gerenciados diretamente com as centrais de aplicativos, como o GNOME Software, permitindo que os pacotes sejam instalados com dois cliques como qualquer deb ou rpm (assim como os Snaps), porém, atualmente, ao menos eu meus testes este recurso ainda não está funcional. Quando a integração estiver perfeita, a necessidade da adição manual dos repositórios poderá ser contornada.

O conteúdo de um flatpakref é basicamente este abaixo (LibreOffice), composto do nome do pacote, informações do repositório, como a URL do mesmo, qual é a versão de lançamento dele, chave GPG e link para o Runtime do Flatpak, etc.

[Flatpak Ref] Title=The Document Foundation LibreOffice Name=org.libreoffice.LibreOffice Branch=fresh Url=http://download.documentfoundation.org/libreoffice/flatpak/repository IsRuntime=False GPGKey=mQINBEyzEr0BEADT441wUITsTwDA2nM3kmUhGrzTdxZB5xv/E1ZJCw63qWdmdTdWNZDfNDuLs4r2VjlEoA3xGK6jgnQvyAoNj0yiEbW/JedHHgOiVdXDlkgkY58myafTFXqDLzTXVrsNnay0GS8XrNjptZJPhEPBvNUdkqpA9B7RTkfaXj779Pf/AeFMZVLlUAci5RA0NNF910GHwoXT6SEv2PGoawsphnfmMVdKh9wz7asbtKXEmotCwX3k045xLsIVK5ANOi+BI9C3LkrrFJWw2XHqDW2ulwCJ0L5QNSjOuY/v8REODwIXamvvdZOzXBKSIzDOalJqFCHls3YlGyFw1knr6BAOmVOm32YtNTCLbVA/iK55fZWnUCjD3a4Gxz4qpQYWfpxhOmlHpk5JkraSNHzCc7SB43DwcHF5ecXHttMhO8MoN/bAZBgCuLGFEwNvwFbDwIWo07mlv7wD8i1rtUCvLywJc5YL2PbjCLfB1Q4YzDX1EWnjKdnAsxxKftrx1DFlxzUF+TaHbLTPttUcsWQaL8wITznoWIwdIWlo2woPgWIpUXMOYwYV31OofgmroHa3V4NOvkke09uhaZawg5yZCoRFohhfKPqT1ZrJ9SnRbW/WR3VTVY76ht5kRuV3eb2VWBmPU9zn56Tbe6dvFkBuzHH1JdECAqy1BzFcmQQFBebFzf1XAQARAQABtEhMaWJyZU9mZmljZSBCdWlsZCBUZWFtIChDT0RFIFNJR05JTkcgS0VZKSA8YnVpbGRAZG9jdW1lbnRmb3VuZGF0aW9uLm9yZz6JAjcEEwEKACEFAkyzEr0CGwMFCwkIBwMFFQoJCAsFFgIDAQACHgECF4AACgkQ9DSh76/urqOc4w//X+74QlyRalcuLNw3oJKB1+1z6xxhhpwg1kw5cMMrGu0w0YoPvLDKaiS02DdkIaXDECcQTOoEh7/bYbZq6OtE1WyxqHYYOPK5yul5FRwZ5k5HZ7pDFcKCQ72UgWhz+QznRhgZ0jwEWl5Ln3rwJpSynIvTXHmQogId0xmcrNQPyckzzugGx4qZFinSOmDGwTgG14NU3vat2iek37PhBLh5V8ohlEoccwwPejtKEWQudg0Q8K7uBuqLUhnJoZodEytqpOvtysuPtGxGXnmD7oXtBVEF3X6eFRXDIp81cx2isHK4Krf4z4T9KUimNLHjWRa+ZQtp2pZLHQlblfsnCUf6TYZ0Yi909EhcM/hxAgBZXellOCQ/8U2cJsTUyN5Dp1wbf6X0uK4uaed1/037EGLAO6PP6WQz6jWd1/hhsQ5oAmdjkzlMFEfKNeIIDuKMOjXcTvM8/KRXhufwICvSFBlSIveHfDFWCvOVgq0VjAY7NFMFKRUnRHB58qBamtyhOyscRIvT5QH8HYfUA/YNl9FguczYUIQi3t+H1hoHIywdtmRuhYx5WlIUe8FO9QD5RMPbBjVbkCYgdHdxgnJDKCoRGsoKlLB7UZc4Ak9j6plZbYtFRonm2MjU4zxblCFNuEqVQ0V/y6/OIGpBYF9YaEAtTgEJd9OmmDCM3d8O0zZHYma5Ag0ETLMSvQEQAMDp0HxSDWd+2Od/aJutCMFe8tfw7+nP9gfHOCUqesb88QvRMJgVY6z1aNdMllxTKlsxUiuA6uNcrUAkzDp/qRWR58rWIO642PLifng3urJ1cDbSKC+K4RHpQC+hXllMKLqq8dwNy1LO4fPo9SdtUF4Bev6enKmo4yCiOGv2tvztPh9gMGYoDncaOsS0t2UPr2MMQIVUmmIzfJBkdOxbZiWOdoeNbWsYJHQaO+Ahal6SjPHKzhdjeXhZzHl1vqeDkV4MXHprrOwXNXwPiEpkZe2Odc7yaMkQc0k8WRrfKHApbnwDx6Mi8HYaf+LvRq7P0eMO9osD1q44wQQvVzk199zpMMHS5/kAv7RBNmDOSJQIZ4zT4lzRDODjMf01Ljn02zon12GfJo0WbbpmLulta7ujHgMrUU54by8WPFGW0fljXiDX0EpkHhxUsUsfaNfBsFnE+sRxQjNF/ljvofkyApI21OjtEa9krwvgDqaXsL+a2076OsoFpORlTZ30REb0eRS6rEt8M+7s4xTaA7GFxlY/N+bnaM8m+ItygfFHHW4H0wLbbgajDeooSTgaheVNF5V9HS0EkN4MNVvtJH7J6drdiR1QVhX87n7+JtQzTtCOyfeKjaB+kcbAm/2VOFOeHdig5+BygpXt3IixVq72xmGzh0jhY565MjXrqg5O3pvLABEBAAGJAh8EGAEKAAkFAkyzEr0CGwwACgkQ9DSh76/urqPaeg//avI2/a94XlSYtSZb2hVdW3qa9AEypQurqtVrKJfEKFV+ZQBPXbPRy8Mz5LMEH1sfD6B4SVGIGJ8opSyieJkcKIke+GMekTWvSqDpFOgY2rw7eHNn/33ZJs3OzQOyWz8smE/AIM/5lyiVGuSlU7RjYncf1V9bIBc91q9Edqk4IYUo/7W+yafC0VW/8oHUFYjHNaujiOsEoLiXsh9Y0R/6Jxs6fvE4XbCANV/ecN5UX+9BBrNZNN/9GbNr6CYGZ57M2f1Pgywy/XvOnEPnJ8aWXUyGLqq34KvMPFPSOeAmFbkFEsB4mdDMFaDwrzziiZE/zS8/nKiH4X2JgmLgFsadEihdfYxeDcGbhREK/qA1f3bGnr1j05V07yko2FFZdiOr4OgiT5ymgwVUXQ2Aiz+J/C8URjfpcPxetmuDQT9AYfgmMKPNVXPFWuNQdzN5GZbI+E1/cb5+uLNknvjngw2G4PR/4uPHX1HCSftlNawBqWzyun1k+B7/u3OeFebWXcdqSmZuLQ7l0Pkuz/Nlp6M6cKpceL+9zCgaiR5+v9h94VvtXKd/mw9ZLACcVcOANiwCtsJP3lt7jRSHtkuUe6vUm5tLS582RfXxoI1BlPjNtG9xAQ3JKBHIXbalT18pAFO3t74cxg3h0iI1G51F3oL0DwILP2MBBmardVEp5CMnB/M= RuntimeRepo=https://sdk.gnome.org/gnome.flatpakrepo


Tirando a questão dos repositórios que podem variar de acordo a aplicação, o manuseio é simples de se fazer:

flatpak install nome_do_app - Instala uma aplicação ou um Runtime, por exemplo, flatpak install spotify.

flatpak update - Atualização uma aplicação ou Runtime, pode ser usado para uma aplicação específica também ou para um conjunto, como flatpak update skype.

flatpak uninstall - Como é de se supor, esta opção serve para remover um pacote ou Runtime, por exemplo, flatpak uninstall libreoffice.

Para saber o nome dos pacotes Flatpak que você tem instalado, você vai querer usar o:

flatpak list

Vamos agora para algumas opções um pouco mais avançadas:

flatpak info nome_do_app - Mostra informações sobre a aplicação.

flatpak run nome_do_app - Roda o App com o nome indicado

flatpak override - Este parâmetro serve para sobrescrever os requerimentos da aplicação.

flatpak make-current - Produz uma versão específica do app indicado (develop)

flatpak enter - Entra em uma aplicação

flatpak document-export - Exporta um arquivo para o modo Sandbox

flatpak document-unexport - Para a exportação iniciada com o comando anterior

flatpak docuiment-info - Mostra informações sobre os Apps exportados

flatpak document-list - Lista os arquivos/Apps exportados

flatpak remotes - Lista os repositórios remotos habilitados

flatpak remote-add nome_do_repositório - Adiciona um repositório Flatpak

flatpak remote-modify - Modifica um repositório remoto

flatpak remote-delete - Deleta um repositório remoto

flatpak remote-ls - Mostra as Runtimes e aplicações disponíveis

Estes são os principais, mas existem outros especialmente voltados para desenvolvedores, vale a pena conferir o link que eu passei anteriormente com a documentação, para quem estiver interessado em desenvolver pacotes Flatpak, o site do projeto explica como você pode baixar o SDK e começar a fazer seus primeiros pacotes neste novo formato.

E claro, outra forma de você conhecer mais e entender os parâmetros de manuseio do Flatpak via linha de comando e usar o bom e velho:
flatpak --help
Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




5 Mitos mais comuns sobre Qt e um Convite

Se você usa tecnologias da comunidade KDE, VLC, Virtualbox ou até mesmo o Skype, você já usa Qt aí por debaixo dos panos e talvez nem saiba. Qt é um framework de desenvolvimento completo para C++ e é bastante utilizado mundo afora e hoje iremos desmistificar alguns mitos que o envolvem.

QtCon.jpg



Desde algumas marcas de SmartTVs, Blackberrys e até mesmo o sistema de bordo dos carros da BMW utilizam Qt.

Mesmo com toda essa galera "de peso" usando Qt profissionalmente, ao longo do tempo muitos mitos foram criados com relação ao Qt e seu uso, e alguns deles persistem até hoje. Separamos alguns deles para desmistificar neste post e ao final temos um convite bacana pra você que deseja saber mais sobre este incrível framework.


1 - Qt só serve para programas gráficos


Qt Design de interfaces

Pelo fato de também permitir desenvolvimento de programas gráficos, muita gente associa Qt somente com este tipo de software, o que não é verdade. É possível ter programas em Qt somente em modo texto também, o que facilita muito a vida de um programador que deseja desenvolver alguma ferramenta que não necessite de modo gráfico.

Desde fazer seu programa "conversar" TCP/IP, quanto fazer parsing de código XML. Tudo pode ser feito importando algum módulo do Qt no seu programa e utilizando as classes certas.


2 - Não existe uma boa IDE para Qt (como o netbeans, ou visual studio)


Qt Creator

Quem é programador "das antigas" talvez lembre que antes do Qt 4 não existia uma boa IDE. E muita gente ainda evita usar Qt hoje em dia por causa de memórias daquela época.

O que existia era somente o Qt Designer, que permitia "desenhar" as janelas e gerar um arquivo com extensão .ui que continha toda a especificação da interface, e podia ser utilizado no seu programa (utilizando QWidget's).

A IDE oficial hoje chama-se Qt Creator. Ela começou a ser desenvolvida em 2007, mas foi só em 2009 que ela foi integrada e distribuída junto com o Qt 4.

O Qt Creator hoje, além de integrar o Qt Designer, também fornece uma ferramenta para desenvolver a parte gráfica do seu programa em QML, que é uma das tecnologias mais modernas para se programar interfaces gráficas e que tem uma sintaxe muito parecida com o CSS.

Para quem está acostumado com programação web, QML é uma mão na roda. Além da citada similaridade com CSS, é possível adicionar uma certa lógica no QML através de javascript. E enquanto o lado gráfico pode ser todo "desenhado" em QML, é possível fazer ele interagir com código C++ para efetuar tarefas mais complexas, como acessar um banco de dados ou efetuar uma conexão TCP/IP.

Para você ter uma ideia do que é possível de se fazer, o finado Unity 8 e seus aplicativos foram todos feitos com Qt/QML.

Para quem gosta de ter um depurador integrado, pode ficar tranquilo, pois o Qt Creator permite que você depure seus programas diretamente na interface, assim como em qualquer outra IDE. Há plugins para diversos depuradores, como o GDB, LLDB, etc.


3 - Qt só roda em Linux


Qt Linux

Este é um mito bem fácil de desmistificar, sendo que boa parte dos programas que foram citados no começo do artigo funcionam tanto em Linux, quanto OSX e Windows. As empresas por trás destes aplicativos não optaram pela Qt à toa: Qt é multiplataforma.

Desenvolver o mesmo programa para 3 plataformas diferentes é bastante complicado e nem um pouco barato. Manter o mesmo código para plataformas diferentes resolve inúmeros problemas no desenvolvimento de qualquer projeto.

O próprio framework se encarrega de abstrair o máximo possível as peculiaridades de cada plataforma, de forma que o programador se concentre no que é mais importante: desenvolver o software. Além disso, o Qt garante que seu programa tenha a mesma aparência e integração que aplicações nativas do ambiente.


4 - Qt é pago


Qt Pago

Este é parcialmente um mito e precisa ser esclarecido, pois é uma preocupação de muita gente ao utilizar Qt em seus projetos.

Se você estiver desenvolvendo uma aplicação proprietária, talvez deva prestar atenção que você não pode simplesmente fechar o código se o seu programa estiver utilizando Qt.

O Qt tem algumas modalidades de licenças. Se você tem dúvidas sobre o licenciamento, basta olhar os links oficiais:



Como você deve imaginar, se seu objetivo é desenvolver software livre, e ele respeitar as 4 liberdades da GPL, muito provavelmente você pode utilizar Qt no seu software sem nenhum custo.


5 - Não há uma comunidade Qt no Brasil.


Comunidade Qt no Brasil

As comunidades KDE e Qt do Brasil sempre andaram meio que juntas por motivos óbvios: O KDE tem uma história muito ligada ao Qt desde seu surgimento há 20 anos atrás. Até hoje isto ainda é verdade, e esta "parceria" ainda persiste. Grande parte do sucesso do KDE deve-se ao Qt, e vice-versa.

Talvez por este motivo muita gente acredita que não existe uma comunidade Qt no Brasil. Muito do que acontece sobre Qt no Brasil pode ser visto na página da prória comunidade KDE Brasil.

Apesar desta ligação quase familiar, o Qt é um framework independente do KDE, e como você percebeu, já vem por muitos anos sendo utilizada em vários outros projetos de grandes empresas (Blackberry, Nokia, Canonical, BMW, etc).

Em 2016, juntamente com a Akademy em Berlim (evento internacional do KDE) aconteceu a QtCon, reunindo diversas palestras especificamente sobre Qt, e pelo naipe dos patrocinadores, dá pra notar que tem muito mais gente interessada no Qt do que somente o projeto KDE.

A má notícia é que para quem se interessa por este tipo de evento e mora do lado de cá do mapa, não é tão simples se deslocar até a Europa. A boa notícia é que o pessoal do KDE Brasil esteve no evento ano passado e resolveu trazer a QtCon aqui para o nosso lado do globo, e a sua primeira edição brasileira acontecerá dias 18, 19 e 20 de Agosto de 2017 em São Paulo. Há varias palestras interessantes para quem gosta de programação, tecnologia, e claro: Qt.

No momento os treinamentos já estão totalmente esgotados, mas ainda há algumas vagas para as palestras. Se correr ainda dá tempo de garantir seu ingresso aos dois dias de palestras.

Você pode acessar o site oficial do evento para maiores informações: https://br.qtcon.org/

Esta é uma excelente oportunidade para poder aprender mais sobre o projeto, ver softwares reais que utilizam o framework, e até quem sabe ajudar a crescer a comunidade brasileira de Qt.

Este artigo foi escrito em parceria com o nosso professor do Diolinux EAD, Tiago Salem Herrmann.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Lançado o novo Debian 9 "Stretch" - Confira as novidades e faça o Download

Uma das principais e mais importantes distribuições Linux, o Debian, acaba de ganhar uma nova versão. Depois de um bom tempo de espera, finalmente temos o Debian 9 disponível para download em sua versão estável. Saiba mais:

Debian Stretch 9 - Download




Os desenvolvedores do Debian anunciaram a nova versão do "Sistema Universal", como é chamado, a versão 9 de codinome "Stretch", o polvo de Toy Story, é lançada depois de 26 meses de desenvolvimento e terá suporte a atualizações de segurança pelos próximos 5 anos.

O Debian 9 Stretch é, como os desenvolvedores informaram, uma homenagem ao criador original do projeto, Ian Murdock, que infelizmente faleceu no final de 2015.

Novidades no novo Debian


É difícil relembrar de Ian neste lançamento, foi uma grande perda para a comunidade Linux, não somente a do Debian, mas como imagino que ele gostaria que acontecesse, vamos falar de coisas boas e das novidades do "Stretch".


No novo Debian temos o MariaDB 10.1 como padrão em substituição dos pacotes do MySQL 5.5 ou 5.6 que acontecerá automaticamente na atualização.

Pacotes Debian


O Firefox e o Thunderbird também retornam ao Debian com seus nomes corretos, anteriormente, por mais de 10 anos, por conta de licenças, o Debian incluía os softwares reempacotados com outros nomes, Iceweasel e Icedove, agora temos o Firefox na versão ESR.

Graças ao projeto Reproducible Builds, mais de 90% dos pacotes fonte incluídos no Debian 9 construirão pacotes binários idênticos bit-a-bit. Essa é uma funcionalidade de verificação importante que protege os usuários contra tentativas maliciosas de adulterar compiladores e redes de construção. Versões futuras do Debian incluirão ferramentas e metadados para que usuários finais possam validar a procedência de pacotes dentro do repositório.

Outra coisa interessante no quesito segurança é que o X.org não exige mais privilégio de root para executar, contornando um problema em potencial, além de outras modificações que garantem a segurança do sistema.

O suporte para UEFI também foi melhorado na nova versão. Ele havia sido introduzido ainda na versão Wheezy, mas vem recebendo melhorias a cada versão, fazendo com que o Debian tenha suporte para instalação em firmware UEFI de 32 bits com um Kernel de 64 bits, as novas ISOs já incluem o suporte a inicialização EUFI também.

Vários pacotes foram atualizados, temos o Kernel Linux na versão 4.9 e o Plasma 5 em sua versão LTS, para quem gosta do KDE (como eu). Segue uma lista com alguns dos principais pacotes e suas versões no Debian:
- Apache 2.4.25
- Asterisk 13.14.1
- Chromium 59.0.3071.86
- Firefox 45.9 (no pacote firefox-esr)
- GIMP 2.8.18
- GNOME 3.22
- Coleção de Compiladores GNU 6.3
- GnuPG 2.1
- Golang 1.7
- LibreOffice 5.2
- MariaDB 10.1
- MATE 1.16
- OpenJDK 8
- Perl 5.24
- PHP 7.0
- PostgreSQL 9.6
- Python 2.7.13 e 3.5.3
- Ruby 2.3
- Samba 4.5
- Thunderbird 45.8
- Tomcat 8.5
- Xen Hypervisor
- Xfce 4.12

Além destes, mais de 51.000 outros pacotes de software prontos para uso, construídos a partir de pouco mais de 25.000 pacotes fonte.

Com essa ampla seleção de pacotes e seu tradicional amplo suporte de arquiteturas, o Debian mais uma vez se mantém fiel ao seu objetivo de ser o sistema operacional universal. Ele é apropriado para muitos casos diferentes de uso: de sistemas desktop a netbooks; de servidores de desenvolvimento a sistemas de cluster; e para servidores de bancos de dados, web ou armazenamento. Ao mesmo tempo, esforços adicionais para garantia de qualidade, como instalação automática e testes de atualização para todos os pacotes do repositório do Debian asseguram que a Stretch satisfaz as altas expectativas que os usuários têm de uma versão estável do Debian.

Saiba mais nas notas de lançamento da distribuição.

Eu testei aqui a versão com Plasma 5.8 LTS e está realmente muito bom e fluído, para as pessoas que tem um hardware mais rebuscado e precisam de drivers proprietários, recomendo baixar a ISO Non-Free do Debian, quem quiser baixar a versão tradicional, pode fazer isso diretamente do site oficial.

Se tiver dúvidas sobre como baixar o Debian, confira o nosso vídeo tutorial, se tiver dificuldades para instalar, nós também temos um vídeo para te ajudar a instalar o sistema universal no seu computador.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




domingo, 18 de junho de 2017

Como criar um Shell Script simples para automatizar a instalação de programas no Linux

Uma das coisas mais legais do Bash é o poder de automatizar tarefas, até mesmo na própria linha de comando. Hoje você vai aprender a criar um simples Shell Script para instalar um programa.

Shell Script




Para você entender o conceito, vamos dar um exemplo com um programa popular e simples, o GIMP. O GIMP é um manipulador de imagens que está no repositório de todas as distros Linux praticamente, como exemplo nos comandos vamos usar o gerenciador de pacotes "apt", comum no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados, apesar disso, entendendo o conceito, você pode aplicar em qualquer distro, basta entender o gerenciador de pacotes dela e os comandos que ele aceita.

Claro, o GIMP pode ser instalado por centrais de apps sem comandos, pode ser também instalado com um simples # apt install gimp mas a intenção é te mostrar como você pode estruturar um script para automatizar a instalação de qualquer programa ou de vários ao mesmo tempo.

Vamos imaginar que você queria instalar o gimp a partir do terminal.

Muito provavelmente os passos que você dará serão:

1) Atualizar os repositórios
$ sudo apt-get update
2) Instalar possíveis atualizações do sistema:
$ sudo apt-get dist-upgrade -y
3) Efetivamente instalar o pacote.
$ sudo apt-get install gimp

O processo manual da instalação de um programa pode levar algum tempo, pois você deverá esperar que o primeiro comando termine sua execução para digitar o próximo.

Nem sempre atualizar repositórios é rápido e portanto é o seu tempo que está sendo gasto esperando algo que poderia facilmente ser automatizado.

O primeiro nível de automatização que poderíamos fazer aqui é criar uma fila de comandos (chamadas de listas) que serão executados pelo Bash em sequência.

Para isso basta separar os comandos com um ponto e vírgula:
sudo apt-get update ; sudo apt-get dist-upgrade -y ; sudo apt-get install gimp -y
Apesar de já automatizar um pouco o processo, não há praticamente nenhuma lógica envolvida.

Você muito provavelmente não deseja executar um "dist-upgrade" se o "update" falhar antes por qualquer motivo. Certo?

Aqui chegamos no nosso segundo nível de automatização. Em vez de usar o ponto e vírgula, podemos separar os comandos com "&&", e desta forma o Bash somente executará o comando seguinte se o anterior finalizar a execução com sucesso.
sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade -y && sudo apt-get install gimp -y
Agora já melhoramos bastante o processo, porém no caso de algum dos comandos retornar falha, esta fila de comandos simplesmente para de ser executada sem qualquer tipo de aviso mais elaborado para o usuário.

É possível em linha de comando adicionar mais lógica para continuar aperfeiçoando este nosso procedimento, porém este é aquele momento em que talvez seja mais proveitoso se criar um script de verdade e deixar o processo legível, em vez de simplesmente criar uma "tripa" de comandos que depois poderá dificultar a sua vida na hora de encontrar e consertar qualquer erro.

Para este nosso exemplo, usaremos o próprio "if" do Bash (que é uma estrutura de condicional explicada brevemente neste vídeo aqui)

Basta criar um arquivo de texto que você pode 'chamar do que quiser .sh", tipo "batatinha_quando_nasce.sh" e inserir os dados que vamos te mostrar. Tá bom, talvez seja melhor criar um arquivo chamado instala-pacote.sh o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash

echo Atualizando repositórios..
if ! apt-get update
then
    echo "Não foi possível atualizar os repositórios. Verifique seu arquivo /etc/apt/sources.list"
    exit 1
fi
echo "Atualização feita com sucesso"

echo "Atualizando pacotes já instalados"
if ! apt-get dist-upgrade -y
then
    echo "Não foi possível atualizar pacotes."
    exit 1
fi
echo "Atualização de pacotes feita com sucesso"

# note que $1 aqui será substituído pelo Bash pelo primeiro argumento passado em linha de comando
if ! apt-get install $1
then
    echo "Não foi possível instalar o pacote $1"
    exit 1
fi
echo "Instalação finalizada"

Veja que utilizamos o operador "!" após o "if" para inverter o resultado do comando seguinte, portanto o conteúdo das condicionais (código que está entre o "then" e o "fi") somente será executado caso os comandos falhem na execução. Também utilizamos o comando "exit 1" para pedir ao Bash que interrompa a execução do script em caso de falha.

Para executar o script basta rodar a seguinte linha:

sudo bash instala-pacote.sh gimp

Desta forma podemos utilizar o mesmo script para qualquer pacote, e o "sudo" só precisa ser invocado uma vez. Basta passar o nome do pacote desejado em linha de comando e ver o Bash fazer o resto sozinho.

É possível melhorar e incrementar o script de diversas maneiras. Podemos imprimir mensagens com cores, suprimir a saída em tela do comando apt-get para facilitar a leitura, dentre outras coisas.

Basta ter criatividade e dominar a linguagem do shell script para poder automatizar praticamente o que você quiser.


Outra coisa que você pode fazer é incluir dentro do Shell Script os comandos para a instalação do pacote em específico, assim você pode rodar apenas o Shell Script e ele se encarrega de fazer a instalação para você.

Você pode por exemplo criar um script de pós formatação para o seu sistema, acrescentando repositórios, pacotes e programas que você normalmente usa, incluindo as opções para fazer a atualização do sistema e apenas rodar um Shell Script depois de instalar a sua distro e ir tomar café enquanto seu sistema é montando automaticamente. É mais do que bacana!

Nós lançamos nesta semana o nosso curso avançado de Shell Script, onde você vai aprender coisas como esta deste post e muitas outras para automatizar a sua vida de usuário Linux, as matrículas estão abertas até Quinta-feira, dia 15 de Junho e tem promoção especial para quem comprar hoje até a meia-noite. Corre lá pra conferir antes que fechem as matrículas.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




terça-feira, 13 de junho de 2017

Desenvolvedores revelam quais extensões devem acompanhar Ubuntu com GNOME

Mais uma notícia bacana para quem está acompanhando o desenvolvimento do novo Ubuntu conosco, como a versão 17.10 que sai em Outubro será a primeira a trazer o GNOME Shell como interface padrão, existem ainda algumas dúvidas sobre como será "o GNOME do Ubuntu", agora temos mais alguns indicativos.

Ubuntu Gnome Extensions




O site de Insights do Ubuntu liberou o resultado da enquete onde a comunidade de usuários votou sobre as extensões que gostariam que viessem no sistema por padrão. A enquete foi feita em parceria com o site "OMG!Ubuntu" e relevou algumas das preferências gerais dos usuários.

Com mais de 18 mil respostas, os desenvolvedores comentaram que agora sabem, além das preferências dos usuários, algumas tendências de comportamento da interface e que estão trabalhando com os desenvolvedores do GNOME Shell para que futuramente certas funcionalidades sejam incorporadas ao Shell nativo.

Extensões GNOME no Ubuntu

Acima você vê o resultado da enquete com as principais extensões votadas, interprete o gráfico da seguinte forma: Os usuários deveriam marcar de 1 a 5 o quanto a extensão seria útil para o Ubuntu, sendo que 1 seria pouco útil, e 5, muito útil.

Extensões como o "Dash to Dock" mostraram-se muito requeridas, os desenvolvedores comentaram que a grande popularidade dessa extensão também mostra o quanto os usuários gostam de uma barra que mostre os aplicativos ao lado, semelhante ao Unity.

Outro dado que foi obtido através da enquete determina de que lado da janela os botões de controle (minimizar, maximizar, fechar) devem ficar, por uma diferença não tão grande (53,8% a 46,2%), venceu o lado direito.

Os desenvolvedores comentaram que agora, com todos esses dados, eles poderão discutir juntamente com a equipe de design do GNOME quais serão as modificações a implementadas, o que nos sugere também um possível novo tema para o GNOME Shell no Ubuntu, o que faria muito sentido para dar uma personalidade específica para o ambiente no sistema da Canonical, assim como outras distros que usam GNOME Shell costumam fazer, pode ser uma boa oportunidade para mudar o visual dos ícones do sistema, que já estão há muito defasados, ainda que eu não ache eles necessariamente "feios".

Fazia um certo tempo que eu não via a Canonical ouvir de forma tão direta os seus usuários, não posso achar isso ruim, pois me pareceu que nos últimos anos essa abertura fora muito menor, vamos ver como o futuro que se aproxima para a distro se desenvolve. Continue acompanhando o blog para saber as novidades.

Se você gosta de enquetes, eu gostaria de te convidar a responder esta aqui, queremos conhecer melhor o nosso público e fizemos algumas perguntas que depois farão parte de um vídeo no canal, onde vamos apresentar os dados comparados com os que colhemos no ano passado.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Curso de Shell Script - Dominando o Linux uma linha por vez!

Depois do sucesso do nosso curso de Bash, finalmente chegou o momento de lançarmos a continuação dos estudos de quem está aprendendo a dominar o Linux através do terminal.

Curso de Shell Script




O curso de Shell Script, assim como o de Terminal Bash, vai ser ministrado pelo Tiago Salem Herrmann dentro do Diolinux EAD, o nosso sistema de ensino à distância.

Nesta semana nós tivemos um DioCast sobre Shell Script com a presença do Tiago onde explicamos todos os detalhes sobre o curso e ainda demos algumas dicas e apontamos alguns erros comuns de quem está aprendendo.


O quanto você manja do Terminal Linux?


Quer tirar essa dúvida? Faça o nosso QUIZ para saber em que nível você está.

Domine o Linux uma linha por vez!


Para você que já é nosso aluno

Se você está ansioso(a) para começar o curso, espere um pouquinho, pois eu vou te dar alguns presentes. O primeiro deles é diretamente direcionado para quem já fez o curso de Bash com a gente, essas pessoas receberam e-mails com cupons de desconto para o curso de Shell Script no valor de 50%.

Para você que vai ser nosso aluno

Antes de mais nada, seja bem-vindo(a), vamos começar com o pé direito? Nós estamos com um promoção de lançamento muito bacana. Até Terça-feira (13/06/17) à meia-noite você poderá comprar o curso com 38% de desconto!

As matrículas estarão abertas até Quinta-feira (15/06/17) apenas, depois disso fecharemos o curso para que o professor Tiago possa melhor atender os alunos, como explicamos no final do DioCast que você pode ver ali em cima, as matrículas serão abertas novamente somente conforme os alunos forem terminando.

Conheça o curso, o conteúdo programático e mais informações sobre ele clicando no botão abaixo.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




segunda-feira, 12 de junho de 2017

GNOME Shell 3.26 receberá um update visual

O GNOME Shell continua o seu avanço para tornar-se cada vez mais um ambiente moderno e bonito, para isso, algumas novidades interessantes serão incluídas na versão 3.26.

GNOME Shell 3.26




Dentre as novidades visuais incluídas estão as animações das janelas, efeitos de minimizar e maximizar, além de ajustar ao lado da tela. Outra modificação bacana é a transparência do painel superior de forma automática, exatamente igual ao que o elementary OS implementou há alguns anos.


O GNOME Shell 3.26 está em desenvolvimento e em breve deve chegar a todas as distribuições Linux e agora ao Ubuntu também.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




domingo, 11 de junho de 2017