Fevereiro 2017 - Diolinux - Open Source, Ubuntu, Android e tecnologia

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R-Linux - Ferramenta para recuperação de dados apagados no Linux

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Hoje vou mostrar para você uma excelente ferramenta para quem precisa recuperar informações de um HD formatado com o sistema de arquivos Ext2, Ext3 ou Ext4. Conheça o R-Linux!

Recuperando dados no Linux




Quem já teve problema de perda de dados sabe o tamanho da dor de cabeça que isso pode gerar, existem várias boas ferramentas para Windows neste quesito, uma que eu gosto muito por exemplo é o Recuva, mas e para Linux? Como podemos recuperar arquivos em sistemas de arquivos Ext?

Vou te contar uma historinha sobre perda de dados, se você quiser ir direto para o tutorial, seja feliz! É só pular algumas linhas para baixo, vou deixar bem claro onde ele começa! 😉

Nos remotos tempos de 2009 eu trabalhava em uma empresa de tecnologia que era "bem multiuso", sério! Era uma escola de informática, provedor de internet, agência de desenvolvimento de sites, empresa de hospedagem e manutenção de computadores, era muito coisa! Eu trabalhava em todos os setores, em alguns mais, em outros menos.

Certa vez chegou um computador de um cliente com Windows 7 para a nossa "técnica", que não era tão técnica assim. O cliente simplesmente trouxe o computador e nos disse para formatar e instalar o Windows 7 novamente, perguntamos a ele se ele tinha arquivos para salvar, prontamente ele disse que não tinha nenhum arquivo que ele lembrasse ser necessário salvar.

Ótimo, serviço feito, no outro dia ele veio até a empresa buscar a sua máquina, fez o pagamento, levou para a sua casa. No mesmo dia ele apareceu novamente dizendo algo como (vai lá, leia esta parte com intonação):

"- Cadê as fotos do casamento da minha filha?

- Que fotos? [(seu animal!) essa parte foi só em pensamento 😆]

- As fotos! As fotos do casamento da minha filha! Não estão mais no computador!

- Mas o senhor nos disse claramente que NÃO PRECISAVA salvar nenhum arquivo...

- Mas tu tá loko! (sente o gaúches) Só tinha as fotos aqui! E agora!?"

Bom, mesmo que a gente tenha feito a ordem de serviço e ele tendo assinado dizendo que não precisava salvar nada, ele queria as fotos de volta. Como cliente tem sempre razão, lá fomos nós em busca de uma forma de recuperar os dados "do senhor que não sabe o que quer". Sorte dele que eu não tinha a visão de calor do Superman, porque alguém iria derreter na minha frente.

Bom, passamos o resto do dia passando diversos programas para tentar recuperar as fotos, segundo ele, eram cerca de 700 imagens, conseguimos recuperar pouco mais da metade e quando ele finalmente chegou para pegar o computador novamente, o cidadão ainda teve a capacidade de nos dar uma "ótima" notícia:

" - Minha filha tinha as fotos guardadas em um DVD, ela vai me mandar de novo quando vier lá em casa no final de semana, nem precisa mais recuperar nada!"

"Só espero que ele chute a quina da cama do dia seguinte! Só isso!" Pensei eu.

Claro, tem muitos erros e enganos no meio do caminho, a gente deveria ter especificado mais a situação, talvez ele nem soubesse o que a palavra "arquivos" significa, mas em fim, ficou a lição, além de procurarmos especificar sempre o que precisa ou não ser salvo, passamos a fazer backup das coisas independente do que o cliente diga, só apagando os dados depois de ter absoluta certeza de que nada foi perdido.

Programas de recuperar arquivos podem salvar vidas, e dependendo do caso, até tirar algumas também! 😈

Agora começa o tutorial sobre o R-Linux


O R-Linux é um programa muito interessante que eu conhece que permite que você recupere dados de partições Linux formatadas com ExtX, tanto de SSDs, quanto de Discos tradicionais.

R-Linux

Você pode baixar o R-Linux à partir do site oficial, lá você encontra o R-Studio, igualmente compatível com Linux, porém pago, e que tem suporte também para trabalhar com partições NTFS também, você pode testar uma Demo dele antes de comprar. Ambos também estão disponíveis para Windows e Mac, para Linux temos versões de 32 e 64 bits nos formatos .deb e .rpm.


Ao abrir o programa, selecione o disco ou partição que você deseja recuperar dados:

Informações do disco

Depois de selecionado o disco, clica no botão "Scan" que fica na parte superior do programa e veja as informações do disco do lado direito.

Recuperando arquivos

Para recuperar arquivos, você pode clicar com o botão direito sobre a partição/disco que você deseja recuperar e ir na opção "Open Drive Files" onde você chegará a um gerenciador de arquivos:

Recuperando dados

O programa vai escanear o seu disco mostrando os diretórios do lado esquerdo e os arquivos dentro dos diretórios do lado direito, para recuperar um arquivo basta clica com o botão direito sobre o arquivo desejado e clicar em "Recover...", depois disso basta selecionar a pasta de saída para onde você deseja recuperar o seu arquivo. Você também pode recuperar mais um arquivo ao mesmo tempo.

Outra forma que você pode usar para recuperar arquivos é selecionar a "Recover All Files", como está indicado na imagem acima desta última. Desta forma você não vai procurar arquivos específicos e sim recuperar todos os arquivos possíveis, neste caso é bom ter um bom espaço de armazenamento para colocar os arquivos recuperados, observe sempre o tamanho do disco ou partição que você vai recuperar.

Outro recurso do R-Linux que vale a pena comentar é o que de criar imagens de disco:

Criar imagens de disco

Ainda que não seja a função que você vai utilizar mais no R-Linux, essa função permite que você crie uma imagem completa do seu disco rígido, o "problema" é que o formato da imagem de dados que ele cria é compatível somente com ele mesmo, ou seja, você vai precisar do R-Linux para abri-la novamente.

Programas de recuperação de dados são o tipo de software que nós torcemos para que você nunca precise utilizar, mas caso necessite, aqui temos uma boa alternativa.

Outro programa que você pode utilizar, ainda que seja apenas em linha de comando, é o ExtUndelete.

Uma dica importante em caso de perda de dados é você evitar utilizar o sistema operacional o máximo possível, remova do disco do computador e tenta recuperar os dados através de outra máquina, quanto menos atividade no seu disco ou partição alvo da recuperação, melhor. Isso pode evitar que os dados sejam parcialmente ou totalmente sobrescritos e minimiza os problemas.

Até a próxima!
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Os 5 sistemas operacionais que devem surpreender em 2017

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Olá meus amigos e amigas, como estão? Estou aqui em meio ao Carnaval brasileiro fazendo o que eu mais gosto de fazer neste época, ignorando o evento completamente! 😀 Brincadeiras à parte, eu tenho avaliado as evoluções de alguns sistemas operacionais que chamam a minha atenção há muito tempo e existem 5 que eu espero ver grandes novidades neste ano.

Top 5 sistemas de 2017




O ano de 2017 ainda está no início, por isso, vou apostar as minhas fichas apontando alguns sistemas que eu acredito que vão se destacar neste ano. São sistema com propostas inovadoras e que estão trazendo novidades interessantíssimas para seus usuários. No final do ano a gente vê se eu realmente acertei, né?

Eu sou o tipo de pessoa que vive testando sistemas operacionais e alguns destes da lista são os que eu mantenho sempre instalados, seja em um computador de teste, sejam e máquinas virtuais, tudo isso para acompanhar as suas evoluções e novidades. Separei aqui então uma lista com 5 sistemas operacionais que eu acredito que vão nos surpreender em 2017. 

"Parênteses no assunto: O mundo Linux sempre foi muito inovador, projetos como Gnome e KDE estão sempre melhorando e trazendo novidades para o ecossistema das comunidades; agora... não sei se é impressão minha, mas a quantidade de distribuições que realmente está fazendo algo a mais do que simplesmente empacotar softwares e configurar suas interfaces personalizadas baseado no que já existe aumentou muito. Como eu gosto de projetos que procuram resolver problemas e criar novas soluções e não somente os que esperam para ver o que fica melhor e depois usam. é que eu tenho me voltando para estes da lista, pelo menos neste início de ano. Não quero desmerecer qualquer outro tipo de trabalho, para sistema tem seu contexto, só estou falando a minha preferência."

1 - elementary OS


elementary OS

Deixe-me explicar porque eu acredito que o elementary OS pode nos surpreender neste ano. Quem já acompanhou as reviews do canal do blog Diolinux sobre a distribuição conhece bem a minha opinião sobre ele, como todo sistema, ele tem pontos fortes e fracos, mas vamos nos ater ao diferencial.

A grande aposta: Desde sempre os desenvolvedores do elementary OS prezaram pelo design, não somente da interface, mas conforme o tempo passou e o desenvolvimento se ampliou, para as aplicações nativas também, entretanto, para que as aplicações sigam certas guidelines de design, assim como ocorre no macOS da Apple, é necessário que os programas já sejam desenvolvidos pensando na distro e isso não pode ser trabalho apenas da equipe do elementary.

Já existem vários aplicativos assim, você encontra aqui uma grande lista, mas mesmo assim a grande massa de aplicações ainda fica "meio alien" do elementary, se compararmos com o restante das aplicações nativas.

Para solucionar esta situação, os desenvolvedores lançaram há pouco tempo uma campanha no IndieGoGo com o intuito de viabilizar o ambiente para a construção de aplicativos com este propósito. A ideia consiste em criar uma Central de Aplicativos (AppCenter) que contenha programas desenvolvidos especialmente para o elementary OS e com um sistema de pagamento igual ao que o elementary OS já tem para o próprio sistema operacional, ou seja, o sistema "pay what you want", ou, "pague o quanto quiser", poderá funcionar para as aplicações também, assim ajudando os desenvolvedores a se manterem.

Para ajudar a quem cria os softwares, a equipe do elementary OS vem desenvolvendo o AppCenter Dashboard, uma página que se assemelha ao launchpad, voltada para os desenvolvedores, onde eles poderão linkar suas contas no GitHub para subir as aplicações para o repositório do elementary OS, vendendo ou não seus aplicativos por lá.

O grande desafio: Na minha opinião, a grande dificuldade do elementary OS neste ano é provar para todos que é um sistema que vai muito além de um design bem feito, ou um "rostinho bonito", como muitos dizem, e que pode ser uma real plataforma para produtividade  e entretenimento, além de ser um local onde os desenvolvedores vão gostar de estar trabalhando em conjunto e publicando seus softwares.

Existem várias pequenas coisas que fizeram o último lançamento do elementary OS ficar, infelizmente, mais complicado para quem estava acostumado a usar a versão anterior. Não temos mais uma central de aplicativos capaz de pesquisar por pacotes que não sejam gráficos, assim como a Gnome Software no Ubuntu, tivemos a ausência da possibilidade de instalar aplicações .deb nativamente e da adição de PPAs, além de outra grande desvantagem, que foi a perda a aplicação para gerenciamento de drivers, algo que é essencial sob a minha óptica.

Claro, todos estes contras poderão ser superados caso o projeto do AppCenter do elementary, mas até lá, o sistema acabou se tornando algo bom para entusiastas ou para pessoas extremamente leigas e que vão receber um sistema configurado e pronto, nada mais. O sistema precisa recuperar funcionalidades de praticidade que ele tinha outrora.

Vamos ver como o elementary OS se desenvolve neste ano.

2 - Remix OS

Remix OS

Para quem ainda não conhece muito bem, o Remix OS é uma distribuição Linux de origem chinesa baseado no Android x86, um projeto que está a cada dia mais lapidado e que busca a experiência de usuário de desktop em um sistema Android.

A grande vantagem do Remix OS é a vasta coleção de aplicativos, já que você pode basicamente explorar toda a Google Play, ou seja, a falta de Apps não é um desafio, a grande questão é que nem todos os Apps são capazes de interagir de forma eficiente com teclado e mouse, para contornar isso, os desenvolvedores do Remix OS criaram várias ferramentas que vão ajustar os Apps para te trazer mais conforto, como simuladores de sensores de gravidade. Confira o nosso vídeo sobre o Remix OS.

A grande aposta: O Remix OS anunciou recentemente uma função extremamente interessante para quem tem aparelhos (smartphones) compatíveis com ele. O Remix Singularity é um recurso semelhante ao Microsoft Continuum e ao modo convergente do Ubuntu, permitindo que desta forma um Smartphone com o Remix OS seja conectado através de um HDMI à um monitor e traga a interface do Remix OS para desktops para o usuário, trazendo uma experiência praticamente definitiva para quem quer um Android para PC e ainda guardar depois o computador no bolso, tendo uma experiência igual a qualquer outro Android sob esta condição.

Remix OS

O grande desafio: O grande desafio do Remix OS é, na minha opinião, facilitar a instalação do sistema de forma definitiva nos HD/SSDs dos computadores, apesar de ser possível fazer atualmente, a instalação está muito aquém do que qualquer outra distribuição Linux famosa, ainda que o Remix OS possa rodar bem à partir de um pen drive, muitas pessoas gostariam de usá-lo desta forma e ainda não podem, ao menos não de uma forma fácil.

Outra grande dificuldade que devemos observar é a falta de drivers proprietários, pois diferente das distros Linux "tradicionais", o Android sempre foi construído para um hardware específico pelas fabricantes, dispensando que o próprio usuário maneje os seus drivers, algo totalmente diferente do público alvo do Remix OS, que são justamente os computadores. Atualmente o Remix OS consegue trabalhar apenas com drivers de código aberto, talvez a adoção da API Vulkan ajude neste aspecto, mas é um ponto a se melhorar com toda a certeza, além disso, a opção de trabalhar com multimonitores e controlar a resolução da tela também deixa a desejar atualmente.

E por último, mas igualmente relevante, temos a questão dos aplicativos que não são projetados para serem usados com um mouse, ou sem sensores. Essa é uma luta muito mais complicada de vencer pois teremos que ter, por parte dos desenvolvedores, a intenção de desenvolver Apps que se adaptem para o desktop também, além do mobile.

3 - Ubuntu

Ubuntu Zesty Unity 8

É difícil fazer uma lista qualquer sobre Linux e não encaixar o Ubuntu em algum segmento, dada a vastidão de atividades que envolvem esta que se tornou a distro sinônimo de Linux para muitas pessoas, especialmente as de fora do "mundo Linux" (curioso, não é?). Mas fato é que o Ubuntu 17.04 vem aí no próximo mês de Abril e vai trazer algumas coisas bem interessantes, contudo, não podemos esquecer que em Outubro teremos outro lançamento, este deve incrementar ainda mais o aguardado Unity 8.

A grande aposta: Temos dois aspectos interessantes para prestarmos atenção para o Ubuntu, talvez até 3. O primeiro deles é a evolução do Unity 8, que ainda não agrada a muita gente, incluindo a mim, mas não deixa de ser algo realmente novo neste mundo Linux, onde teremos a convergência entre dispositivos e interfaces. O segundo ponto são os pacotes Snap que estão atingindo uma boa maturidade e se integrando a outras funcionalidades do sistema, como a Central de Apps que agora poderá instalar Snaps através de links da internet, facilitando a instalação e distribuição deles, além de já possuir várias aplicações empacotadas desta forma, o número continua crescendo, parece realmente que o formato agradou os desenvolvedores.

Por último, outra grande novidade para ficar de olho é o Mir, o servidor gráfico. Ele virá juntamente com o Unity 8, que mais uma vez será a interface gráfica alternativa no Ubuntu 17.04, permitindo que os usuários testem a nova interface sem maiores problemas. Todas as implementações do Wayland que eu vi até o momento não foram de extremo sucesso, mas mesmo assim, já vi mais coisas sobre ele do que sobre o Mir, por isso estou ansioso para ver o novo servidor gráfico do Ubuntu destilar seu desempenho e surpreender a todos, ou... ser uma falha total, vamos ver o que acontece.

O grande desafio: Eu sou um usuário de Ubuntu de longa data e já vi o sistema passar por altos e baixos e no fim acabar encontrando o seu caminho. Hoje o Ubuntu tem renome, tem um dos melhores suportes em relação a conteúdo da internet no que tange as distros Linux, tem versões com todas as interfaces praticamente e versões para várias plataformas diferentes, mas uma coisa que o sistema perdeu ao longo do tempo foi a sua característica de ser a distribuição Linux mais fácil para iniciantes, um título que o Ubuntu ostentou por alguns anos.

Inclusões e exclusões de software e o foco no desenvolvimento do Unity 8 e todo seu ecossistema acabaram tirando a atenção dos desenvolvedores do Ubuntu, fazendo com que distros como o Linux Mint acabassem tomando o lugar do sistema como distro "mais fácil" para iniciantes no Linux. Claro, não que o Ubuntu seja difícil, muito longe disso, mas se comparado com o Mint, claramente podemos ver que o sistema "verdinho" tem características que facilitam a vida de que está experimentando um "sistema do pinguim" pela primeira vez.

Outra coisa precisa de uma repaginada é o tema do sistema, entretanto, com a chegada do Unity 8 o design será alterado e muitas coisas tendem a mudar, então, talvez esse passo já esteja sendo dado.

Recentemente eu fiz um artigo falando especificamente sobre o futuro do Ubuntu, acho que vale a pena dar uma lida.

4 - Linux Mint

Linux Mint

Parece que o Linux Mint passou da sua maior fase de inovação e no momento a distribuição está em processo de lapidação, seguindo a ideia de manter um desktop tradicional e acrescentar funções  que facilitem a vida do usuário final, o sistema acabou se tornando uma das grandes opções para quem vem no Windows especialmente.

O Linux Mint tem tudo praticamente hoje em dia, a ponto de me arriscar a dizer que o maior defeito do sistema é "não ser o Ubuntu". Isso significa que o Linux Mint possui excelência em vários quesitos, porém, o fato de não ser tão popular quanto o irmão mais velho, não possuir uma empresa por trás para criar parcerias comerciais e trazer o sistema embarcado em computadores vendidos nas lojas e especialmente, não ter a mesma marca forte, acaba por "estancar" o Linux Mint em uma certa posição meio complicada de sair.

A grande aposta: Apesar de não ter uma empresa de mesmo porte apoiando-o, como a Canonical com Ubuntu, o Mint tem sim um trabalho seríssimo sendo realizado e a busca por mais dispositivos que já tragam o sistema pré-instalado é algo a ser considerado, mas diferente dos outros sistemas que eu comentei aqui, não vi no Linux Mint (até o momento) nenhuma grande novidade à caminho, porém, a grande aposta aqui é justamente a sedimentação do Linux Mint como uma grandes distros Linux neste ano, para isso eu acredito que algumas providências deveriam ser tomadas, são elas:

O grande desafio: A principal providência, na minha opinião, é não confundir tradicionalismo com falta de inovação. O Linux Mint tem o desafio de manter a sua visão tradicionalista de desktop mas ao mesmo tempo criar e melhorar o seu design ainda mais, indo muito mais além do que a adaptação de um tema de desktop e um tema de ícones, como aconteceu, que apesar de serem bonitos, ainda parece pouco para uma distro com tanto potencial, talvez devem se inspirar no quinto colocado da minha lista.

Outra grande mudança deveria ser feita na Central de Aplicativos, ela está muito defasada visualmente, ainda que plenamente funcional. Obviamente, se você tiver que optar por visual ou funcionalidade, você sempre irá optar pela funcionalidade, mas será que é tão difícil termos os dois?

O grande desafio do Mint (poderiam tirar "Linux" do nome da distro também, iria ficar mais comercial) é tornar-se relevante para os desenvolvedores de software, pois o que temos na maioria dos casos são aplicações desenvolvidas para o Ubuntu que consequentemente funcionam no Linux Mint e não aplicações desenvolvidas pensando nele. Pode parecer algo tolo, mas para um usuário comum chegar na Steam ou no site do Google Chrome para fazer download das aplicações e encontrar indicações de que o sistema compatível é o Ubuntu e não o Linux Mint é um fator importante, inclusive, este é um bom termômetro de relevância para a distro, quando seu nome for citado nos sites de download de software saberemos que o Mint ganhou a relevância que merece. No site do Mega por exemplo, nós temos uma referência a ele.

5 - Deepin

Deepin

O Deepin, eu digo sem medo de errar, é a distribuição Linux, junto com o elementary OS que também fez parte da nossa lista, que tem o melhor acabamento visual do mundo Linux, não tem igual!


A distribuição que tem origem chinesa, assim como o Remix OS que comentei anteriormente, é baseada no Debian e possui uma comunidade crescente de desenvolvedores e usuários, mantida por uma empresa chamada Wuhan Deepin Technology. O Deepin tem apenas duas preocupações, beleza no sistema e facilidade de uso e configuração, tudo é muito intuitivo e fácil de configurar e usar, além do mais, o sistema não tem vergonha de dar para os usuários as aplicações que as pessoas mais gostam, por conta disso a distro já vem com o Google Chome, com Spotify, Skype, WPS Office, etc.


A grande aposta: Para 2017 eu exergo no Deepin o início de uma grande revolução, considero seriamente me tornar usuário do Deepin caso algumas coisas que eu vou comentar à seguir sejam ajustadas. O Deepin aposta em uma interface minimalista que pode mudar de formato e agradar usuários de Windows 10 e de macOS com um acabamento primoroso, animações, ícones, interface e programas próprios e uma Central de Aplicativos muitíssimo completa, acredito até que seja o melhor repositório nativo de todas as distribuições também, ele é uma opção que certamente agrada a maior parte dos usuários.

Uma das melhorias recentes que eu pude perceber na versão Beta atual do Deepin é a melhoria no processo de instalação, ele está ainda mais intuitivo e bonito, novamente, me arrisco a dizer que é o instalador de sistema mais belo do mundo Linux atual.

O grande desafio: Apesar de ter vários pontos positivos, o Deepin ainda tem alguns que depõem contra ele e que precisam ser melhorados. Por conta de não ser tão popular, ainda não existem tantos mirrors dos pacotes do sistema ao redor do mundo, isso faz com que, especialmente aqui no Brasil, nós eventualmente tenhamos uma lentidão para fazer downloads de atualizações e coisas do tipo.

A Central de aplicativos que além de rica em Apps é muito bela, ainda assim possui algumas falhas, certos pacotes não podem ser encontrados, como aplicações provindas do projeto KDE, como o Kdenlive. Como o Deepin tem a base no Debian, adicionar um PPA específico, que poderia contornar o problema, é algo não tão simples, contudo, apesar do Kdenlive não aparecer na Central de Apps, é possível instalá-lo via linha de comando, ou seja, ele está no repositório mas não aparece na loja, um bug curioso que já perdura algumas versões.

Outro problema, talvez por conta da base Debian mais conservadora também, é a dificuldade de instalar as últimas versões de drivers de vídeo no sistema. O Deepin possui um gerenciador gráfico de drivers, o que é ótimo, mas ainda assim as versões dos drivers não são as mais recentes, algo extremamente importante para quem usa o computador para jogar também, aliás, ele já vem com o Steam instalado também. Outra coisa interessante que se poderia ter é uma versão em live DVD para podermos testar antes de instalar, visto que a ISO só tem o modo de instalação.

Estas são as minhas grandes expectativas para este ano...


... e todas elas tem chances de surpreender, não apostaria em uma distro em específico por existem várias boas iniciativas, vou ficar vendo tudo de camarote, e você?

Gostaria de fazer uma menção honrosa aqui também para o Antergos, uma distro derivada do Arch Linux, há alguns anos atrás eu tomei conhecimento de que os desenvolvedores do Antergos estariam desenvolvendo uma Central de Aplicativos para o sistema que seria capaz de gerenciar aplicativos de forma gráfica e intuitiva usando inclusive o repositório AUR, algo ainda faltante no mundo Arch. Não recebi mais informações sobre o projeto, espero que ele não tenha morrido, mas seria uma ótima surpresa para este ano.

E você, concorda com a lista? O que mais você acrescentaria como sistema com potencial inovador para 2017?

Use os comentários abaixo para participar e ate a próxima!
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Safe Eyes - Uma ferramenta para te lembrar que você ainda é humano!

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Sabe de uma coisa? Conforme o tempo passa a gente começa a se preocupar um pouco mais com o nosso "hardware", especialmente quando este provém o nosso sustento. Estou falando do nosso corpo, especialmente as mãos e os olhos, muita gente ganha a vida sentando em frente ao computador, mas se você não tomar alguns cuidados, isso pode ter um preço não muito agradável.

Safe Eyes App




É incomum termos aqui no blog uma matéria que pode acabar diminuindo a sua produtividade, mas continue lendo que você vai achar bacana, "te juro-te!"

O Safe Eyes é um aplicativo discreto que fica escondido a maior parte do tempo, mas que às vezes vai te lembrar que mesmo que você seja um cara que simplesmente "senta e trabalha" parecendo um verdadeiro operador da Matrix, você ainda é humano e tem necessidades básicas, como beber água e descansar um pouco o seu corpo e mente.

Como assim?

Então, eu sei que parece meio vago, mas é exatamente isso que o Safe Eyes faz. Ele vai interromper o uso do seu computador por alguns segundos, ou até um minuto, muitas vezes, te lembrando de fazer alguma coisa, como piscar os seus olhos um pouco, girar os olhos, levantar e caminhar por alguns instantes, beber água, recostar na cadeira e ajustar a posição do seu corpo.

De tempos em tempos o Safe Eyes vai escurecer a tela e te mostrar as instruções do exercício que você deve fazer, a tela fica mais ou menos assim:

Safe Eyes

Safe Eyes

A maior parte das interrupções são de 5 e 10 segundos e você pode pulá-las caso não queira fazer a pausa no momento em que ela for sugerida, contudo, existem configurações que você pode fazer para que a opção de "pular" não apareça, te obrigando a esperar o tempo delimitado.

Safe Eyes

Você pode configurar todos os intervalos como você quiser, desde a duração, até a quantidade de interrupções e o aplicativo está todo em português, o que facilita bastante para que qualquer um possa operar.

É bem bacana, não é, não? Especialmente se você for parecido comigo, que incontáveis vezes esquece até de comer enquanto fica focado no trabalho. Se você tem um senso de autocontrole mais alto e não precisa deste tipo de ferramenta, parabéns pra você! Tu és um "serumaninho" abençoado, eu tenho essa dificuldade, confesso.

Como instalar no seu Linux?

O Safe Eyes está disponível no GitHub para quem quiser instalar em outras distros que não sejam derivadas do Ubuntu ou o próprio. Para quem usa o sistema da Canonical, ou algum derivado como o Mint ou o elementary, você pode simplesmente baixar este pacote .deb diretamente do Launchpad, ou utilizar o PPA:

Depois de instalado, você encontra a aplicação no menu do sistema.

Dica adicional


O Safe Eyes ja ajuda muito você a manter o seu lado humano ativo enquanto você tenta conquistar o mundo pelo seu teclado, mas se me permite a ousadia da sugestão, outro programa bacana pra você ter, especialmente se você tem problema com luminosidade e seus olhos são sensíveis, é um corretor de tom de monitor como estes:

- RedShift

- F.lux

Já usei ambos, atualmente uso o mais o F.lux, são ótimos!

Até a próxima e fique de olho na sua saúde!
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A evolução do Unity 8 para Desktops e onde o Ubuntu vai parar

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A chegada do Ubuntu 17.04 em Abril nós teremos uma versão muito mais lapidada do Unity 8 para desktops, entretanto, o caminho ainda parece ser longo para compatibilizar, ajustar e polir tudo que é preciso.

Ubuntu Unity 8




A Canonical, quando decidiu trazer o projeto do Unity 8 à vida, assumiu um grande compromisso, uma missão consideravelmente arriscada de desenvolver uma interface convergente entre aplicativos, e dispositivos, e não só isso, ajudar a desenvolver um ecossistema de aplicações que funcionem desta forma também.

O risco de algo dar errado é grande, e sinceramente, até eu que sou um grande fã do Ubuntu receio que o passo foi um pouco maior do que a perna, com consequências desagradáveis, espero estar errado.

O projeto é sim, muito audacioso, e com toda a certeza, só erra quem tenta fazer algo diferente e revolucionário. Se tudo funcionar como o planejado, ótimo! Se não... bom, teremos uma interface não completamente adaptada de um lado e do outro lado, o Unity 7, com alguns anos de falta de inovação. Situação complicada.

Atualmente no Ubuntu as coisas são plenamente funcionais, mas para um sistema que sempre almejou usuários de qualquer nível de conhecimento, trazendo ferramentas tanto para quem é profissional da tecnologia de forma fácil, quanto ferramentas de configuração básica para quem nunca usou um computador, acabar deixando para trás algumas minuciosidades e facilidades e ser ultrapassado em ferramentas para configurações simples pelo seu primo-irmão, Linux Mint, é algo que chama a atenção.

Felizmente para a Canonical, no passado o Ubuntu havia conseguido abrir uma grande dianteira neste sentido para as outras distros, criando um nome e uma marca forte, especialmente para quem desenvolve software (você encontra citações e recomendações do Ubuntu em vários sites, como o do Google Chrome, Steam, etc), isso faz com que a distância de facilidade entre o Mint e o Ubuntu não seja tão grande assim. Reflexo da popularidade, de seus milhões de usuários... bom, e aí vem o tal do Unity 8.

Como o Unity 8 evoluiu ao longo do tempo


Na época que o Unity 8 foi anunciando para os computadores, como o Ubuntu 14.10, era muito claro o quanto aquela interface parecia "alienígena" para se usar em computadores. Hoje ela está com uma funcionalidade mais semelhante ao Unity 7 tradicional.


Esse vídeo aí de cima é de 2014, uma das primeiras versões do Unity 8 que eu pude testar, muito limitada, como você pode ver no vídeo, ela foi uma decepção tremenda para a maior parte das pessoas, incluindo a mim, mesmo que eu entenda que era só o início do projeto.

Talvez o maior problema seja a Canonical ter feito duas coisas que acabaram deixando os usuários chateados.

1 - Anunciar o Unity 8 muito antes dele estar razoavelmente pronto para o Desktop (como está agora com o Ubuntu 17.04, praticamente depois de 3 anos), gerando assim ansiedade dos usuários que em algum momento, cansaram de esperar e mudaram de interface ou de sistema, ou que ainda vão cansar.

2 - Parar de incrementar funcionalidades úteis no Unity 7, a interface remanescente que ficou segurando a bronca enquanto a maior parte dos esforços da empresa foram colocados no desenvolvimento do Unity 8.

Faltou um certo equilíbrio na minha opinião, mas pelo desta vez, o mesmo erro de 2011 não foi cometido, quando a interface Unity apareceu do nada de uma versão para a outra, ainda muito longe de estar funcional, como é atualmente.

De novo eu digo, só faz algo marcante quem se arrisca, mas ser conservador em alguns aspectos também acho que não faria mal.

Pelo lado bom, os Smartphones com Ubuntu trouxeram novas possibilidades para o universo Linux, neste aspecto a Canonical sempre foi inovadora mesmo. Hoje vemos os pacotes Snap com um ecossistema muito mais completo e com maior facilidade de utilização que o FlatPak, isso pode mudar no futuro? Certamente, é até importante que ambos os projetos cresçam, mas manipular Snaps é muito mais simples hoje em dia.


Além disso, ainda temos o Mir, o servidor gráfico, que ainda não apareceu o suficiente para eu poder dizer o que é bom e o que é ruim, assim como o Wayland. Ambos ainda não parecem se integrar tão bem quando o X para usuários em geral.

Apesar de tudo isso o Ubuntu ainda é a distro que abre o mercado para as demais, é o testa de ferro, é a distro que recebe elogios e críticas de quem é de fora (e as vezes de quem é de dentro também), fazer o que, não é? A fama cobra o seu preço. "O Ubuntu é o Neymar do mundo Linux, o Android é o Messi." O Ubuntu é a distro que as fabricantes que vendem computadores com Linux procuram para embarcar em seus dispositivos, ainda é líder em servidores open stack e abrange diversos segmentos, temos Ubuntu para todos os gostos, literalmente.


Quando falamos dos Smartphones a conversa muda um pouco. O Linux continua dominando o setor com MUITA folga com os Androids, porém, falando de Ubuntu Phone a conversa muda drasticamente.

O setor mobile parece ser muito mais complicado de entrar do que o de desktops, que a essa altura já nem importa tanto quanto já importou para muitas empresas, pois tudo se resume a uma palavra: "Apps".

É engraçado observar esse tipo de coisa acontecendo, pois até mesmo onde o dinheiro não é um grande problema, como na Microsoft, emplacar um sistema mobile que carrega o mesmo nome de peso que o sistema operacional mais utilizado do mundo em desktops não foi o suficiente e não deu lá muito certo. Motivo? Em resumo, falta de alguns Apps famosos e a falta de parcerias para distribuir os aparelhos.

Nesta hora é inevitável pensar: Se a Microsoft não conseguiu nem arranhar a Apple e a Google, a Canonical vai conseguir?

Pois é, difícil ser otimista mas para essa pergunta, o próprio Mark Shuttleworth, fundador da Canonical e do Ubuntu te uma boa resposta:

"Se você desistir de fazer algo só porque alguém foi e falhou ou porque alguém já fez melhor, você não deveria fazer mais nada."

Não posso deixar de pensar que ele está certo neste aspecto.

O grande trunfo do Unity 8 neste caso dos aplicativos é que ele poderá rodar todos os programas que já rodam no Linux para desktop, o que automaticamente já deixa ele um pouco mais confortável. Mas "poder rodar" e "rodar de uma forma produtiva e integrada" são duas coisas bem diferentes, vamos ter de aguardar pra ver.

Com a chegada do Ubuntu 16.10, eu também mostrei a evolução do Unity 8 até então, ele realmente se mostrou melhor para o uso no Desktop:


Mas mesmo com estas evoluções, o que temos aqui ainda é uma interface inadequada para produtividade com o computador tradicional.

Mais alguns passos foram dados na direção correta (ao meu ver) com o Ubuntu 17.04 que ainda nem saiu, abaixo você pode conferir um vídeo que mostra toda a evolução do Unity 8 até o seu estado mais recente, ainda pretendo trazer uma atualização sobre ele no canal em breve.


O problema de desenvolver uma interface convergente e escrita do zero praticamente, é que você vai ter que pensar em soluções para problemas que não existiam antes, pois serão particulares de uma interface que trabalha desta forma.

O Ubuntu se encontra em duas fases simultâneas, sob o meu ponto de vista:

Consolidação como distro mais popular em geral, abrangendo vários setores de mercado. Desktop, Servidores, Smartphones, Tablets, Internet das Coisas, Cloud, versões com praticamente todas as interfaces gráficas, um formato de pacotes próprio, um servidor gráfico próprio, uma interface gráfica própria também, um local para que os desenvolvedores possam hospedar e gerenciar seus programas gratuitamente (launchpad), ótima compatibilidade de hardware, marca forte no mercado e parcerias com fabricantes de hardware.

A outra fase é a da inovação/insegurança, onde sabemos o futuro ideal, mas não sabemos se isso será possível. Um grande passo em falso e um fracasso nesta área pode fazer com que a Canonical foque-se muito mais nos servidores e soluções para nuvem, fazendo com que ela se pareça muito mais com uma Red Hat do que com a própria Canonical que criou o Ubuntu.

Acho que só o Ubuntu, dentre as distros, consegue essas duas coisas ao mesmo tempo.

Claro, todo este artigo está cheio de opiniões minhas e especulações, não existem confirmações das coisas que foram ditas de forma geral e eu nem sequer sei o que se passa da cabeça do "tio Mark". 

Falo isso com um tom de preocupação de quem se importa com o Ubuntu, um sistema que mudou a minha vida completamente e que me permitiu trabalhar com o que eu trabalho hoje.

Um sistema que carrega em seu próprio nome uma mensagem que no âmbito da tecnologia pode ser traduzida como acessibilidade para tecnologia.

Ubuntu, do Bantu: "Eu sou porque nós somos".




Até a próxima!
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Como reparar o seu sistema sem ser V1D4L0K4!

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

No artigo de hoje vamos falar sobre algumas práticas que eu considero extremamente válidas para qualquer pessoa que se julga um usuário de computador médio ou avançado, se você for leigo, este é o trabalho do técnico e não seu, e francamente, não há nada de errado com isso.

Formata, formata, formata!



Há alguns anos atrás eu iniciava a minha carreira no ramo da tecnologia, como a maior parte das pessoas, eu iniciei minhas experiências com o computador pessoal com o Windows, especificamente com o XP, para ser mais exato. Podemos dizer que comparado a algumas pessoas que eu conheço, eu comecei até tarde.

Naquela época eu era o tipo mais básico de usuário de computador. Usava o Notebook para jogar GTA San Andreas, FIFA e Need For Speed: Carbon e não ia muito além disso, via algum filme, ouvia mp3 e fazia trabalhos para escola no Word.

Desde aquela época, customizar e configurar o computador era algo que me atraia. Eu não sabia formatar, não fazia ideia de como isso funcionava, então costumava ser receoso sobre o que exatamente mudar, pois, por conta de onde eu morava, se precisasse levar o computador para a assistência, além de caro, era um pouco distante, apenas na cidade vizinha tinha algum serviço do tipo disponível.

Essa pequena história reflete o início da minha vida com a informática e com a tecnologia de forma geral, tirando os consoles que eu tive contato mais cedo.

Quando você se torna o mestre das computarias


Tem uma fase da vida de toda pessoa que gosta de tecnologia em que ela começa a ler, estudar, ver vídeos, em suma, consumir conteúdo relacionado ao tema. Quando isso acontece, é mais do que natural que a confiança aumente para começar a fazer testes mais avançados no computador, testar programas e sistemas operacionais diferentes.

Houveram duas épocas em que cheguei a formatar o computador mais de um dúzia de vezes por dia.

Por vezes não era necessário, outras, eram puro treinamento. Esses momentos foram quando a Microsoft lançou o Windows 7, e eu passei do XP para ele e quando eu comecei a testar Linux com o Debian e com o Sabayon.

É exatamente sobre essa fase que eu quero conversar com você, dependendo da sua postura para resolver problemas, o seu aproveitamento pode ser muito melhor.

Formata que eu gosto!


Houve um momento em que eu estava aprendendo a formatar o computador, eu tinha um DVD de Windows e eu tinha um DVD do Sabayon Linux. Como eu não tinha acesso pleno à internet e francamente, mesmo que tivesse eu não sabia pesquisar, desconhecia até mesmo a existência da palavra "fórum", a maneira que eu encontrei de treinar formatação foi formatando o meu computador diariamente. Nessa época meu backup cabia em um pen drive, então, nunca foi problema.

Depois que formatar se tornou algo simples pra mim, eu deixei de formatar tantas vezes diariamente, porém, quando tinha um problema no computador eu não pensava duas vezes e formatava. Uma vez eu exclui as barras do KDE Plasma e como eu não sabia pôr elas de volta, eu formatei o computador para ter os recursos no sistema de novo.

Acho que você acabou de perceber o problema disso, não?

Independente do sistema operacional, formatar nem sempre é a solução. Pode resolver? Pode. Existem circunstâncias em que vai resolver? Sim, diversas. Mas se a sua intenção é aprofundar seus conhecimentos, formatar deve ser o seu último recurso, especialmente no Linux, onde praticamente tudo é "arrumável".



Seguidamente eu vejo pessoas com problemas que podem ser contornados de diversas formas e  outras pessoas sugerindo que mudar de sistema é a melhor solução. Isso é um equívoco tremendo!

As distribuições Linux em geral não tem tanta diferença assim entre elas e dependendo do problema, simplesmente trocar de sistema não servirá para nada e pior, eventualmente vai trazer mais dúvidas  e problemas para o usuário por se tratar de algo novo.

Dicas para resolver problemas e ainda tirar conhecimento das situações


Se a sua intenção é, além de ajudar a resolver o problema de alguém, trazer conhecimento para você e para a pessoa que você está tentando ajudar, considere identificar exatamente qual o causador do problema.

Sempre há um motivo específico!

- Ah! Meu Windows está dando tela azul!

- Ah! Meu Ubuntu está travando!

- Ah! Meu Fedora não instala um programa!

As respostas que eu costumo ver são mais ou menos assim:

- Esse (encaixe o sistema que preferir aqui) não funciona mesmo, é todo bugado. Melhor instalar o (encaixe o sistema que preferir aqui), eu uso há (encaixe o tempo que você usa o sistema) e nunca deu problema.

Eu já perdi as contas de contas vezes eu vi situações semelhantes a esta.

Identifique o problema, sempre há um agente causador.

Se você conseguir identificar o que causa o comportamento anômalo, além de acrescentar conhecimento para você ou para quem precisa de ajuda (ou ambos), você provavelmente conseguirá evitar que o problema ocorra novamente e dar uma solução eficaz e permanente.

Entenda que um mesmo sistema vai se comportar de forma diferente em computadores diferentes e quanto mais pessoas o utilizarem, mais sujeito a provações diferentes ele vai estar e problemas mais diversos tendem a aparecer. Qual sistema tem mais bugs? Um em que a cada 10 usuários, 3 tem problemas ou um que a cada 100 usuários, 20 tem problemas?

Não é porque você não teve problemas, que o mesmo vai se repetir com um terceiro, e não é porque você teve problemas, que os demais não vão ter. O nível de complexidade para estas coisas é muito alto para você achar que simplesmente trocar de sistema resolve qualquer parada.

Não seja radical, não formate por conta de qualquer problema (obviamente respeitando a urgência da ocasião), procure reparar o seu computador de uma forma mais específica, isso vai te tornar um usuário muito mais técnico. Se o problema é a interface, troque a interface, se o problema é o Kernel, troque o Kernel, se o problema é o Driver, troque o driver, se o problema for você... bom, estude um pouco mais, conhecimento nunca é demais, não é, não? 😀

Até a próxima!
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Ubuntu 16.04.2 LTS lançado, veja como instalar as melhorias

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A Canonical liberou nesta semana a nova atualização para o Ubuntu 16.04 LTS, recebendo assim a numeração de 16.04.2. Existem algumas observações para serem feitas quanto a sua atualização, especialmente quando se refere ao Kernel, saiba mais:

16.04.2 LTS





Para quem não sabe muito bem como funciona, o Ubuntu tem lançamentos semestrais, ou seja, a cada seis meses sai uma nova versão, sendo que de dois em dois anos saem as versões LTS (Long Term Support). As versões LTS podem ser consideradas as versões estáveis do sistema, enquanto as versões intermediárias são lançamentos onde, normalmente, novas tecnologias são testadas. A versão 17.04, que sai no próximo mês de Abril, é um exemplo disso, nela serão testadas algumas atualizações para o Unity 8, a nova interface gráfica do Ubuntu.

Por conta destes fatores, normalmente as versões LTS são as escolhidas pelos usuários para missões críticas, trabalho, produtividade e relacionados. São elas também que normalmente são utilizadas em servidores, tanto por quem é cliente da Canonical, quanto por quem não é.

Versões LTS recebem atualizações constantes durante um prazo de 5 anos, enquanto as versões non-LTS recebem atualizações por cerca de 8 a 9 meses; mais um motivo para que os usuários que usam o Ubuntu para trabalhar escolham as versões com suporte extenso.

Mas o que significa este suporte (LTS)?


O suporte LTS significa que os usuários receberão atualizações de segurança e de software por um período de 5 anos, entretanto, isso não significa, em termos de software, que as atualizações serão sempre para a última versão disponível e sim para uma próxima versão considerada estável. Até mesmo o Kernel normalmente vai respeitar a versão LTS, recebendo atualizações dentro de sua própria versão.

Você pode contornar isso utilizando repositórios PPA para uma determinada aplicação que você deseja que esteja em uma versão mais recente ou utilizando um pacote Snap para a mesma, existem várias formas de contornar a questão, entretanto, nem todas as aplicações ficarão defasadas com o tempo, por questão de segurança, navegador de internet e aplicações com acesso à rede normalmente estão em suas últiamas versões. Lembre-se a estabilidade vai contra a novidade, dificilmente um software mais recente vai ser tão estável quanto um mais antigo e que teve maior tempo para ser debugado, um ótimo exemplo disso é o Debian Stable.

O que há de novo na versão 16.04.2 LTS?


Conforme o tempo passa, muitas atualizações e correções são feitas. Para evitar que os usuários que baixarem o Ubuntu 16.04 LTS precisem baixar tantas atualizações, a Canonical vai lançando novas compilações da ISO com as atualizações e melhorias já incorporadas, assim nascem essas releases com um terceiro número, como 16.04.1, 16.04.2, etc. É como se fossem os Services Packs do Windows.

Essas atualizações normalmente trazem versões mais recentes de uma série de programas e eventualmente, novos recursos para o sistema em si, mas um grande diferencial é a atualização do Kernel Linux, dando assim mais suporte para novos hardwares e mais desempenho em algumas situações.

As principais novidades do Ubuntu 16.04.2 LTS são a adição do Kernel Linux 4.8.x, Mesa Driver 12, e melhorias intensas no suporte de hardware, além da possibilidade da utilização do Kernel Ubuntu HWE (Hardware Enablement) e de correções de bugs menores.

Como atualizar para o Ubuntu 16.04.2 LTS?


Se você está rodando outro sistema operacional ou outra versão do Ubuntu que não seja a LTS atual (16.04), minha recomendação é formatar e instalar ela do zero, porém, se você já é um usuário do Ubuntu 16.04 LTS, assim como eu, você só precisa atualizar o sistema normalmente e você estará nesta versão.


Use o aplicativo "Atualizador de programas" para atualizar o sistema.

Ou use o terminal:
sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

Esse comando não vai mudar a versão do seu Kernel, o Ubuntu vai continuar utilizando o Kernel LTS, ou seja o 4.4.x, que vai receber atualizações de segurança até o fim dos 5 anos de suporte do Ubuntu.

Se você deseja utilizar um Kernel mais recente dentro da LTS, poderá utilizar o Kernel HWE, que acrescenta pacotes novos de drivers de vídeo e de suporte para novos componentes de hardware, é ideal para quem tem computadores muito novos ou equipamentos recém lançados.


Antes de atualizar o Kernel de uma versão para outra, eu recomendo remover os eventuais drivers proprietários que você tenha, especialmente os de vídeo e de wifi, assim você evita conflitos.

Para atualizar para o Ubuntu 16.04.2 LTS com o Kernel HWE você precisa rodar estes comandos:
sudo apt-get install --install-recommends xserver-xorg-hwe-16.04
sudo apt-get upgrade
O primeiro comando direcionada para uma nova versão do X que puxara por dependência o restante dos pacotes.

Este recurso não é experimental, ele vem sendo utilizando desde o Ubuntu 10.10 para trazer suporte extendido para os lançamentos do Ubuntu, fazendo com que mesmo LTS antigas, como o Ubuntu 12.04.5 LTS, que ainda está em atividade (no final dela, inclusive), possam rodar em computadores lançados "mês passado", contudo, uma mudança de Kernel é sempre algo muito sensível, então minha recomendação em linhas gerais é somente atualizar em caso de necessidade, falta de reconhecimento de hardware ou caso você seja entusiasta e principalmente, se você sabe o que está fazendo.

Kernel Update

A diferença dos pacotes de Kernel 


Como isto é algo que considero importante, acho que colocar mais algumas informações à respeito quem podem te ajudar a decidir qual caminho você quer seguir.

O Kernel padrão do Ubuntu chama-se General Availability ou simplesmente GA, os pacotes deste Kernel constumam se manter dentro dos lançamentos do LTS ao qual pertencem, no caso o 4.4, com variações seguindo o seguinte exemplo nomenclatura:
linux-image-4.4.0-21-generic (Kernel Padrão)
ou
linux-image-4.4.0-21-lowlatency (Kernel de baixa latência)
O Kernel HWE tem a seguinte nomenclatura:
linux-headers-generic-hwe-16.04 (Kernel padrão com Hardware Enablement)
ou
 linux-headers-lowlatency-hwe-16.04 (Kernel de baixa latência com Hardware Enablement)
Para mais informações sobre o HWE consulte a Wiki do Ubuntu. 


Alterantivamente, quem deseja manipular versões diferentes do Kernel Linux no Ubuntu de forma gráfica e fácil, pode usar o UKUU (Ubuntu Kernel Update Utility), assim você pode usar a versão do Kernel que bem entender.

Outras variações do Ubuntu também receberam a nova atualização, o procedimento para atualizar é o mesmo em todas e você também pode baixar as ISOs completas através dos links abaixo:

Kubuntu 16.04.2 LTS
Ubuntu GNOME 16.04.2 LTS
Ubuntu MATE 16.04.2 LTS
Xubuntu 16.04.2 LTS
Lubuntu 16.04.2 LTS


Até a próxima!
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Green Recorder - Um novo App para gravar a tela do seu Ubuntu

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Quem gosta de fazer captura de tela, gameplays ou tutoriais, sempre está de olho em aplicações com a funcionalidade de gravação de desktop. Existem alguns muito bons para Linux, como o OBS Studio, Simple Screen Recorder e o Kazam, para citar três, mas hoje você conhecerá outra boa opção.

Green Recorder




Comparando o Green Recorder com as outras aplicações que eu comentei, ele é que tem menos opções de configuração, mas a ideia dele é justamente ser simples, você clica para gravar e clica para parar de gravar, resume-se a isso e convenhamos, talvez seja exatamente o que alguns usuários desejam.

Green Recorder Ubuntu

O interessante para mim, é que apesar de simples, ele tem tudo o que você precisa para fazer gravaçoes; ele tem suporte a microfone e a selação de formatos diferentes de codificação, como MKV, AVI, MP4, WMV e NUT; seleção da taxa de frames e também do dispositivo de entrada de áudio. Uma vez que você inicie ele, aparecerá um indicador na barra superior do Unity, por lá você pode parar a gravação.

Como instalar o Green Recorder no Ubuntu


Para fazer a instalação você precisa adicionar o seguinte repositório: ppa:mhsabbagh/greenproject

Clique no menu do sistema, pesquise pelo aplicativo "Programas e Atualizações", dentro dele clique no botão "Adicionar", na janela que aparecer coloque o PPA acima, como no exemplo abaixo, posteriormente clique em "Adicionar Fonte", clique em "Fechar", agora é necessário fazer a atualização dos repositórios, se quando você fechar aparecer uma janela pedindo a atualização você pode fazer essa atualização apenas confirmando a ação, caso contrário, procure no menu do sistema pelo aplicativo "Atualizador de Programas" e deixe ele fazer uma atualização.

Adicionando repositório

Se você já tem o programa instalado, provavelmente através do aplicativo "Atualizador de Programas" você atualizará o mesmo, caso contrário, basta instalar o software pela Central de Programas do Ubuntu, o Synaptic, ou clicando no botão abaixo:

Instalando pelo terminal


Se você já fez o procedimento acima você não precisa repetir usando o terminal, isto é apenas para aqueles que preferem fazer a instalação desta forma. 

Basta copiar todo este código abaixo e colocar no seu terminal, depois de colar pressione a tecla "enter", digite a sua senha e pressione "enter" novamente, aguarde a instalação, ele estará disponível no menu do sistema depois que ela terminar.
sudo add-apt-repository ppa:mhsabbagh/greenproject -y && sudo apt update && sudo apt install green-recorder -y
Idependente da forma que você escolha para instalar, o Green Recorder vai estar disponível para você através do menu do sistema. Que quiser baixar o programa via .deb pode fazer isso diretamente da página do Launchpad.

Para outras distribuições, consulte a página do programa no GitHub.

Até a próxima!
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Ubuntu Kylin desenvolve uma nova interface para o Ubuntu semelhante ao Windows 7

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O Ubuntu Kylin é a versão para o mercado chinês do Ubuntu e diferente das outras variações do sistema, o Kylin é o que vem mais se esforçando para criar soluções para o seu público alvo que são perpectivelmente diferentes do "padrão" das demais. Conheça a UKUI.

Ubuntu Kylin UKUI




A UKUI (Ubuntu Kylin User Interface) tem a intençao de aproximar a usabilidade do sistema com o Windows, especialmente o Windows 7, um sistema que tem muito mercado na China. Segundo os representantes chineses da Canonical, estas pequenas mudanças fazem com que o sistema tenha uma maior apelo perante ao público consumidor.

Agora além da interface gráfica modificada, que já tinha sido lançada há algum tempo e caracter experimental e deverá chegar como padrão no Ubuntu 17.04 que sai em Abril, o Ubuntu Kylin dá mais alguns passos para simplesmente se tornar o que o consumidor chinês deseja. 

O Ubuntu Kylin tem também outras diferenças em relação ao Ubuntu tradicional, ele traz uma aplicação diferente para o calendário, indicadores de clima por padrão, uma central de programas própria e diferenciada, um gerenciador de arquivos diferente e também outras aplicações auxiliares que não vem necessariamente por padrão, como o Youker Assistant e claro, um tema de ícones diferenciado.

Peony File Manager Ubuntu Kylin
Peony File Manager Ubuntu Kylin


Outra coisa que está sendo discutida é a substituição do LibreOffice pelo WPS Office, um clone do Microsoft Office.

Como testar a UKUI no Ubuntu?


Existe uma iso do Ubuntu Kylin 16.04 LTS com uma versão experimental da UKUI para você testar, ela pode ser baixada por aqui, entretanto, as versões atualizadas e com suporte para outros idiomas, não somente o chinês, você pode instalar apenas no Ubuntu 16.10 e no experimental, 17.04 através deste PPA:
sudo add-apt-repository ppa:ubuntukylin-members/ukui -y && sudo apt update && sudo apt install ukui-desktop-environment -y
Para usar a interface você deve encerrar a sua sessão e escolher a UKUI na tela de login do sistema, para remover, volte à interface padrão do sistema e rode os comandos:
sudo ppa-purge  ppa:ubuntukylin-members/ukui
Até a próxima!_____________________________________________________________________________
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