Home » Linux

Ransomware infectou 153 servidores Linux na Coreia do Sul

Neste ano os Ransomwares viraram moda, muita gente que nunca tinha sequer ouvido falar neste tipo de malware passou a tomá-los quase como corriqueiros. O WCry acabou ficando famoso em Maio deste ano ao afetar diversas empresas ao redor do mundo, afetando principalmente máquinas com Windows desatualizado, mas ele não é o único que existe e desta vez o Linux foi vítima também.

Ransomware Linux




É um caso muito específico mas chama a nossa atenção mais uma vez para este tipo de exploração, vamos ao caso.

Um ransomware de nome "Erebus", desenvolvido originalmente para Windows, mas modificado para rodar no Linux, fez uma empresa de hospedagem da Coreia do Sul, chamada Nayana, de vítima ao sequestrar 153 servidores Linux, o que acarretou em mais de 3 mil sites clientes da empresa fora do ar.

Ransonware

Apesar da quantidade de vítimas ser muito menor do que o Wanna Cry, muito possivelmente o Erebus vai conseguir lucrar muito mais do que o "concorrente". Apesar de não ter sido epidêmico como o WannaCry, pois aparentemente o método de infecção foi através da exploração nas versões antigas de PHP (5.1.4) que rodavam nos servidores da Nayana (lançado ainda em 2006!), possivelmente utilizando a falha Dirty Cow, que foi corrigida no Linux ainda no ano passado, o Erebus e as pessoas que utilizaram ele para atacar a empresa irão conseguir um resgate gordo pelos dados.

O pedido de resgate para a Nayana exigia uma quantia equivalente a 14,5 milhões de reais em Bitcoins, depois de negociar com os criminosos a empresa baixou o valor para cerca de 3,5 milhões de reais.

Ao contrário da recomendação, a empresa resolveu pagar aos criminosos em parcelas, sendo que cada uma só é paga a cada descriptografia feita, já foram pagas duas parcelas de três. Em comparação, estima-se que o Wanna Cry, mesmo com todo o alvoroço,  tenha conseguido lucrar "apenas" 200 mil reais.

Uma ataque praticamente local como este nos mostra mais uma vez a importância de manter os sistemas operacionais atualizados, assim como os softwares principais, sobretudo os que acessam a internet diretamente. Possivelmente se estas medidas estivessem em prática, tanto nos casos do Wanna Cry com Windows, quanto neste caso da Nayana com Linux, a infecção por ransomware não teria acontecido, ou os estragos teriam muito menos impacto.

Lembro que quando o WCry chamou a atenção, muitos usuários Linux exaltaram a questão do Windows ser afetado, hoje eu vi a situação contrária, com usuários de Windows comentando coisas semelhantes, no melhor estilo "briga de futebol", quando na verdade em ambos os casos o problema foi na implementação e manutenção dos softwares por quem montou as estações e servidores.

Para ajudar você a entender melhor como funcionam os Ransomwares e falar sobre malwares em geral, nós fizemos um DioCast com os especialista em segurança da UFSC e professor de ciência da computação, Jean Martina. Falamos muito sobre o Wanna Cry e demos várias dicas de segurança e privacidade.



Outro vídeo bacana do canal pra você ver sobre o assunto é este:


Manter os sistemas atualizados não é necessariamente a prioridade das empresas, gastar menos, sim.


Agora vou comentar algo que me veio a mente nestas situações, pelo visto se encaixa provavelmente no caso da Nayana... talvez.

Ao ver este tipo de coisa nós temos o reflexo natural de culpar a falta de atualização. Em sentidosprático não tem como negar, de fato. Mas o "sentido financeiro", dependendo do caso, fala muito mais alto.

Atualizar uma ambiente corporativo completo pode não ser tão simples, não é tão simples quanto atualizar uma distro Linux ou manter o Windows com os últimos patches de segurança no seu computador. Eventuais ferramentas, recursos disponíveis e até mesmo documentos e arquivos de todos os tipos podem justificar a manutenção de versões antigas de softwares. Quem lembra do Windows 3.1 que controla os vôos na França?

Dependendo da condição, ao subir uma versão nova para trabalho, é necessário que a tal da retro-compatibilidade funcione corretamente, o que todos nós sabemos que não é 100%. Eu dei o exemplo do Windows no aeroporto, mas com Linux acontece o mesmo, quantas vezes você já viu um terminal de atendimento em loja de departamento usando o KDE 3 e o Firefox 3 também?

Tem uma galera que roda ainda versões antigas de softwares e sistemas operacionais, como o Windows XP (que foi afetado no WCry) porque certos softwares de código fechado que são essenciais para o trabalho só rodam nestas versões do sistema, o código fonte ou a empresa que o provinham talvez nem existam mais e dá muito mais trabalho e especialmente custo refazer ele para plataformas novas, aí fica no melhor estilo do "se está funcionando, não mexe". 

Dependendo do tamanho da coisa, atualizar toda uma infraestrutura é custosamente inviável, a ponto de ser mais barato estar sujeito ao Ransonware e até mesmo pagar o resgate do que fazer toda uma migração e eventualmente ficar alguns dias sem funcionar.

É claro que um bom planejamento faz toda a diferença, se você conseguir criar um fluxo de atualizações que permita manter não só o sistema, mas o ecossistema computacional da sua empresa, totalmente atualizando sempre, este será o ideal, mas ainda está longe do que acontece. O ideal é criar toda a estrutura já pensando neste tipo de coisa, tentando prever o crescimento e a adição de novos recursos, o que a maior parte das empresas não faz infelizmente.

Quando falamos em empresas afetadas, outra coisa que costuma vir à menta são aqueles lindos servidores do Google, da Amazon, do Facebook, até da NASA, empresas grandes em geral, mas empresas de todos os tamanhos usam tecnologias semelhantes e nem todas tem necessariamente profissionais capacitados para isso. O que é curioso no caso da Nayana é que a empresa é especializada em servidores e hospedagem e deixou se deixou passar justamente nos softwares que são, em tese, a base da companhia, é estranho, convenhamos.

Acho completamente inútil a discussão entre usuários de Linux e Windows quanto a isso, especialmente neste caso da Coreia do Sul, pois apesar dos indícios, ainda não sabemos exatamente o que causou a invasão, não existem fatos, apenas suspeitas, ao menos até onde eu pude pesquisar.

O "mal" do brasileiro


Só vou compartilhar uma devaneio para finalizar. Como brasileiro, eu acabo enxergando as possibilidades de corrupção corporativa e e estadual até mesmo nisso. Posso estar vendo notícias demais, mas vendos os políticos que temos, você acharia muito estranho se um Ransomware atacasse os servidores de uma repartição pública e o governo pagasse o resgate (com o nosso dinheiro) "porque não pode ficar sem os dados", em uma situação arranjada? É o Caixa 2 dos bits.

Fica aí o exercício de imaginação, espero não estar dando ideia! 😅 Usuários de *Linux que mantém seus sistemas completamente atualizados não estão sujeitos a esta falha, aparentemente ela ficou só lá na Coreia e só nesta empresa, sobretudo por ela atacar os servidores que rodam LAMP desatualizado apenas. Não há motivos para pânico até o momento.

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




terça-feira, 20 de junho de 2017

Toyota lança carro com Linux

Recentemente eu publiquei um artigo e um vídeo tentando explicar melhor o que é exatamente o Linux como Kernel e qual é o seu potencial e quais são as suas responsabilidades. Um ótimo exemplo da aplicabilidade do Kernel Linux é o que você vai conhecer agora através do novo lançamento da Toyota.

Linux na Toyota




A Toyota anunciou o lançamento  de seu novo sistema de "infoentretenimento 2018" para o Camry, um luxuoso sedã da marca que é muito popular nos EUA, ele agora contará com o Kernel Linux como base através do projeto AGL, que nós já comentamos aqui.

Apesar do sistema ser novo, a função dele permanece a mesma do antigo, mostrar as informações que são pertinentes ao carro para o motorista, como as funções de telefone e multimídia, navegação e até mesmo outros aplicativos. A central baseada em Linux poupará a Toyota de construir um sistema base do zero, fazendo com que mais tempo esteja disponível para criar personalizações para ela e entregar para os consumidores uma experiência única. Seria algo parecido com o que acontece com o Android atualmente com os vários fabricantes de dispositivos móveis, cada um partindo de uma mesma base, mas criando experiências diferentes para os consumidores através de customizações.

O Toyota Camry custa mais de 200 mil reais aqui no Brasil.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quinta-feira, 8 de junho de 2017

O que você ainda não entendeu sobre Linux

Existe uma grande confusão ainda sobre "o mundo Linux", como a gente chama, e que eu acho necessário desfazer, ou ao menos tentar desfazer. A maior parte de vocês entende que Linux é um Kernel, mas talvez não entendam o que isso realmente significa. O último vídeo do Diolinux Responde, o quadro de perguntas e respostas do canal, recebeu um comentário que me fez querer fazer este material.

Linus Torvalds



Como você pode ver, o comentário na verdade não tem nada demais, eu até concordo com o Thiago, que fez o comentário em alguns pontos, porém, quero aproveitar a forma com que ele colocou a sua opinião para explicar para você o que é Linux realmente.


A intenção por trás disso é fazer com que você entenda quem você deve cobrar num caso como este.

Eu vejo muitos comentários deste tipo por aí:

- Por que Linux não compatibiliza com os programas do Windows?

- Por que Linux não é compatível com programas da Adobe?

- Por que Linux não entra no mercado de celulares?

- Por que Linux não investe em interfaces convergentes?

- Por que Linux não faz drivers para a Razer?

- Por que Linux não faz uma assistente pessoal como a Cortana ou a Siri?

- Por que Linux não faz isso? Por que não cria aquilo?


Acho que deu pra você entender o ponto, será que é  por falta de vontade, competência ou dinheiro ou realmente tem algo mais? 

Será que você não está levantando este questionamento simplesmente pelo fato de você ainda não ter entendido o que realmente Linux é ou qual é a sua área de atuação?

Saber isso é importante, não para que você não cobre "o Linux" para ter as coisas que você queria, mas para que você cobre as pessoas e projetos certos.

Eu acho que uma forma simples de você entender é comparar sistemas operacionais com carros.
Como você já deve ter ouvido falar, Linux é um Kernel, o Kernel é uma parte de um sistema operacional que pode ser considerada o núcleo dele, é onde estão os drivers de dispositivos, é a parte do sistema operacional que faz com que os programas que você usa consigam acessar recursos de hardware, ele é o responsável por fazer com que a musica que você está executando em um player seja transmitida para as caixas de som do seu computador, e este é só um exemplo.

Podemos comparar o Kernel ao motor e a parte elétrica de um carro


O kernel seria um dos componentes principais do carro, no sentido de fazer ele andar, claro, e também seria responsável por fazer o computador de bordo do carro funcionar; quando você aperta um botão para ligar o ar condicionado, o Kernel faria com que ele ligasse.

É isso que o Linux é, um Kernel "apenas", diferente da Microsoft e da Apple que vendem o carro inteiro para você, e entenda como um carro o Windows e o outro carro o macOS, Linux é apenas o motor.

Você não deveria cobrar o fabricante do motor pelo carro não vir com airbag, pelo simples motivo do fabricante do motor não ser o cara que coloca airbag no carro, não é ele quem decide.

Microsoft e Apple tem o monopólico completo de seus sistemas operacionais, do Kernel aos ícones, então a empresa tem a capacidade de modificar absolutamente tudo o que quiser.

Já o Linux, bom... podemos resumir os objetivos de Linus Torvalds, criador do Kernel e líder mantenedor atualmente, juntamente com a sua equipe, em apenas 3 coisas a cada lançamento.

- Otimização

- Limpeza de código antigo (que não deixa de ser otimização)

- Suporte a novos hardwares


Um carro completo, que use o motor Linux é chamado de distribuição, o Android, o Ubuntu, o Debian, o Red Hat, o SUSE são exemplos de carros que usam o motor Linux.

Se o que você deseja é um recurso gráfico, uma ferramenta para o desktop, você deve cobrar os projetos que realizam esse tipo de coisa. Se você quer uma assistente pessoal, cobre as distros e não o Kernel.

Talvez associar o Kernel Linux como o motor e o carro completo como uma distro que usa componentes de vários outros fabricantes independentes faça você entender que uma distro Linux é normalmente criada de forma segmentada. O pneus vem de um fabricante, o volante vem de outro, a transmissão vem de outro, os bancos vem de outro, a carenagem vem de outro, etc...

Então se você quer um recurso novo para o volante do seu carro, além de cobrar a distro, você pode cobrar o fabricante do voltante em si.

Exemplo: Você quer que o leitor de PDF da sua distro tenha suporte a edição de PDF também, você pode cobrar a distro que empacota este software para encontrar uma solução para o problema, ou pode cobrar diretamente a comunidade ou empresa que desenvolve o leitor de PDF.

Uma vez entendida a situação, isso nos leva a outro ponto. Que é a cobrança.

Cobrança

Eu falei muito em cobrar, mas acho que é preciso fazer algumas considerações sobre o assunto.

O que significa "cobrar", do meu ponto de vista, se você quer algo de diferente, vá e entre em contato com os desenvolvedores, ou ao menos tente. Entre no site do projeto, mande e-mails, procure descobrir quem trabalha nele e procure contatos no Linkedin, no Facebook, em blogs pessoais, em fim, quando você realmente quer ajudar a melhorar você provavelmente vai encontrar um jeito. Isso pode até fazer com que você crie uma nova e boa network de contatos.

Outra consideração importante a se fazer é que você tenha a noção de que a maior parte destes projetos é tocada por voluntários e doações, o Debian, o Ubuntu, o Mint, acredito que eles nunca tenham te cobrado para que você pudesse baixar o sistema operacional deles, mesmo que sejam poucos dólares ou reais, você sempre pode baixá-los gratuitamente e pode desfrutar de seus recursos e segurança.

Aí eu vi em algum comentário alguém dizendo que "não é porque alguém nos oferece merda de graça que a gente tem que aceitar".

Não com certeza, não, até porque não é nem uma comparação coerente, especialmente porque ninguém está te obrigando a utilizar nada, se não está do seu agrado, se está ruim, você sempre terá a liberdade de experimentar outra coisa e mudar.

Eu apenas acho que é bom ter a compreensão de como as coisas funcionam, aprender a se colocar no lugar dos outros é um ótimo exercício, e não digo apenas no mundo Linux.

Pegue o seu emprego como exemplo, você trabalharia de graça ou sem saber exatamente quanto vai receber apenas para ajudar as pessoas? É uma pergunta que requer um pouco de reflexão sem dúvida, e eu não vou fechar esse ponto aqui, então você pode usar os comentários para responder se quiser.

Por mais altruísta que você possa ser, acima de tudo você é um indivíduo com necessidades próprias, e nada é de graça. 

Se você tiraria um pouco do seu tempo para criar algo e dar de graça para pessoas eu não sei dizer, mas é exatamente isso que muitas das comunidades Linux fazem, acho que é algo para se pensar... não utilize isso que eu falei como argumento para não cobrar, mas use para cobrar de uma forma mais educada quem sabe, não esqueça que essas pessoas que fazem os programas que você usa, cada um deles, cada ícone, também SÃO PESSOAS como você, com seus próprios problemas e afazeres e muitas vezes fizeram esse programa indispensável para sua vida tirando dinheiro do próprio bolso, ou usando o seu tempo livre, que pra mim é praticamente a mesma coisa.

O que nos leva a outro ponto pra finalizar, não faz sentido você ser contra as pessoas ganharem dinheiro fazendo o que gostam e ajudando outras pessoas. Acho que inconscientemente a gente tem a noção de que quando estamos ajudando não podemos cobrar por isso, mas cobrar uma quantia justa pode ajudar a tornar aquele produto ou serviço ainda melhor e ainda assim a um preço acessível e ajudar ainda mais pessoas e de forma melhor, incluindo quem desenvolve que pode melhorar de vida.

Você provavelmente não acha que seria pagar muito, pagar digamos, uns 10 reais pela distribuição que você mais gosta, muitos talvez até topariam pagar muito mais que isso, mas é muito provável que você nunca tenha doado nem se quer 1 real para o projeto que você cobra de que existam funcionalidades. 

Não é uma desculpa, é uma questão de lógica, você já deve ter ouvido a famosa frase, "não existe almoço grátis", é bem por aí. Claro que essa não é a única forma de ajudar, financeiramente, você pode ajudar simplesmente divulgando também

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




domingo, 4 de junho de 2017

Gnome Pie - Porque tortas não mentem

Achou o título curioso? Pois é! Este é o lema do Gnome Pie, uma aplicação que pode agilizar muito a sua vida e te deixar feliz, igualzinho um pedaço de bolo.

Gnome Pie



O Gnome Pie é uma aplicação do tipo "lançador" que você pode usar no seu Desktop Linux. Ele tem um formato circular e cada aplicação é como se fosse "um pedaço da torta ou do bolo". Confira o vídeo à seguir para entender melhor o funcionamento:


O software é muito versátil, você pode utilizá-lo à partir de teclas de atalho de qualquer janela do seu sistema operacional, a qualquer momento. Você pode configurar qual é a combinação de teclas que vai abrir o Gnome Pie.

As funções do Gnome Pie vão desde abrir rapidamente os programas que você selecionar a executar ações e até mesmo comandos que você pode selecionar. Tudo isso pode ser configurado nas opções do programa, essas configurações você pode acessar através de um ícone indicador que fica perto da área de notificações da sua interface.

Confira alguns exemplos de configurações e recursos:



Instalação do Gnome Pie


Se você gostou do que viu e gostaria de utilizar a aplicação na sua distribuição, consulte a página oficial do projeto, nela os desenvolvedores dão as dicas de como utilizar e instalar o Gnome Pie em diferentes sistemas.

Se você curte este tipo de utilitário, acho que você vai gostar também de conhecer o Synapse e o Cerebro, são duas ótimas ferramentas também, com uma proposta um pouco diferentes.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quinta-feira, 25 de maio de 2017

Gravit Designer - Uma nova ferramenta para trabalhar com gráficos vetoriais gratuitamente

Está procurando uma ferramenta alternativa ao Adobe Illustrator, Corel Draw e Inkscape? Então o Gravit Designer pode ser a sua melhor opção gratuita.

Gravit Designer




O Gravit Designer é uma aplicação muito versátil e intuitiva para criar imagens vetoriais e até pequenas montagens que não envolvam manipulação de imagens muito densa. Ele é completamente grátis e está disponível para Windows, macOS e Linux (através de AppImage), além de uma versão Web que roda através do Google Chrome, isso o faz compatível também com o ChromeOS.

Gravit Designer

Na verdade, não é a primeira vez que o Gravit aparece aqui no blog, nós temos um post sobre ele que data de Novembro de 2014. De lá para cá o software recebeu vários upgrades, tanto nos aspecto visual, quanto no ferramental disponível.

Gravit Designer

Sem muita prática já da pra dar uma brincada por conta da organização da interface, não há nada escondido nos menus, tudo está disposto em frente aos seus olhos. Na verdade, existem algumas opções nos menus, mas nada de muito complexo e que não possa ser acessado pela própria interface. O único empecilho é para quem não gosta de usar ferramentas que não tenham tradução para o português.

Aplicar sombrar, criar formas, instalar novas fontes; tudo isso é muito simples. O Gravit tem suporte para camadas também e alguns efeitos prontos. O programa pode ser interessante para quem precisar criar imagens para o Facebook, sites e até mesmo para quem faz design para Web ou ícones para Apps Mobile.

Gravit Designer Presets

Existem alguns presets que você pode usar ao criar um arquivo novo com tamanhos e resoluções prontas; falando nisso, o Gravit utiliza o formato aberto SVG para salvar os seus arquivos, assim como o Inkscape, isso garante que qualquer programa com suporte ao formato padrão aberto de gráficos vetoriais possa trabalhar com o material que você produzir no Gravit. Além do SVG, você poderá exportar os seus trabalhos em PDF, PNG e JPG o que facilita muito as coisas, o Gravit Designer também possui um formato próprio para salvar os arquivos caso você deseje utilizar.

Se você está pensando que vai complicado se adaptar a um novo programa, aqui vai mais uma dica.

Eu sei muito bem o quanto adaptação a uma nova ferramenta ou plataforma pode ser algo complicado, algo que pode te ajudar com o Gravit é o canal no YouTube da ferramenta que te ensina a utilizar os principais recursos do software.

Se quiser fazer um teste e ver até onde o Gravit pode ser útil para você, basta acessar o site e fazer o download, ou acessar a versão Web dele.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Os 10 melhores temas para desktop Linux (Ícones e GTK)

Você gosta de personalizar a interface da sua distribuição Linux? Então este artigo foi feito pensando em você! Vamos conhecer e comparar os 10 melhores temas disponíveis atualmente para as distribuições Linux.

Melhores temas de ícones e GTK para Linux




É difícil fazer uma lista de "melhores de qualquer coisa" e agradar a todos, então quero deixar claro que estamos levando aqui vários quesitos em consideração, entre eles, popularidade e constante atualização. Outra coisa que é importante que você saiba é que só escolhemos temas que possuam um "par", ou seja, são projetos que possuem um tema de ícones e GTK ou que combinam muito bem ocm outro, aliás, este é um ponto importante, os temas são GTK e em geral eles costumam funcionar bem em todas as distros que utilizem ele para o desenho dos temas, o que neste caso exclui o KDE Plasma em muitos casos, infelizmente, entretanto, os ícones, mesmo no KDE, deverão funcionar sem problemas.

Dependendo da versão do GTK que a sua distribuição utilize, um tema poderá ser melhor compatível que outro. Em geral, Gnome Shell, Cinnamon, XFCE, LXDE, Pantheon Shell, Budgie Desktop, Unity e MATE costumam responder bem a eles.

Todos os temas terão links para as suas páginas, onde você poderá baixá-los e instalar, nestas páginas normalmente há também instruções para instalar os temas, mas mesmo assim, caso você não saiba como instalar e ativar temas, eu recomendo que você veja este vídeo, ele é um dos mais antigos do canal, mas ainda serve muito bem para estes propósitos. Cada interface tem sua própria forma de fazer a mudança dos temas, então procure entender como a sua distribuição manipula esse tipo de coisa, mas a instalação em si, quando feita de forma manual, é feita da mesma forma em qualquer distro, independente da interface.

- Temas GTK devem ser extraídos para dentro da pasta .themes (pasta oculta dentro da sua home).

- Temas de ícones devem ser extraídos para dentro da pasta .icons (pasta oculta dentro da sua home).

Caso estas pastas não existam, você pode criá-las sem problemas, mas não esqueça do "." (ponto) antes do nome, pois elas devem permanecer ocultas. Normalmente para exibir estas pastas em gerenciadores de arquivos você deve pressionar a combinação de teclas "Ctrl+H", no KDE Plasma temos uma particularidade, a tecla de atalho é "Alt+.".

Os temas aqui listados não estão necessariamente em uma ordem de melhor para pior, "mais feio" para o "mais bonito", ou ao contrário, então sinta-se à vontade para comentar qual é o tema que você mais gosta.

Top 10 temas de ícones e GTK para Linux


Vamos começar a nossa pequena lista com o tema:

1 - Papyrus


Temas de ícone Papyrus

O tema de ícones Papyrus possui algumas variações, inclusive uma versão específica para o elementary OS, e uma versão para temas GTK com interface escura. O tema Papyrus combina muito bem com o tema OSX Arc Darker.

2 - Paper


Paper Theme

O tema Paper é composto por um tema de ícones e um tema GTK, o que garante uma certa harmonia ao conjunto, existe também uma pequena variação de ícones, chamado Paper Dark. Ambos podem ser baixados à partir da página oficial do projeto.

3 - Numix


Numix Theme

Este é um dos temas mais populares do mundo Linux e talvez seja o mais abrangente também. O projeto Numix possui temas de ícones e GTK e ainda possui algumas ótimas variações, como o Numix Circle, que segue o mesmo conceito de design, mas com ícones arredondados. Existem variações de temas escuros também e até mesmo um conjunto de wallpapers e tema plymouth (tela de inicialização do sistema) feito pela equipe do Numix. Tudo isso e muito mais você encontra na página oficial do projeto.

4 - Moka


Moka Theme

O tema Moka é do mesmo desenvolvedor do Paper e também possui um tema GTK e um de ícones, prevalecem as cores claras um tom lilás. Você pode baixar o tema de ícones Moka no site oficial e o tema GTK a partir de um PPA do Noobs On Lab.

5 - Arc Theme


Arc Theme

Assim como o Numix, o tema Arc talvez seja um dos mais populares do mundo Linux atualmente, ele possui variações muito interessantes, como o OSX Arc que eu comentei no primeiro tópico. O projeto também possui um tema de ícones que se encaixa muito bem com a sua proposta. Você pode baixá-lo e obter informações a partir da página no GitHub dedicada a ele juntamente com o tema Arc GTK.

6 - Nitrux/Luv


Nitrux Luv

O tema LUV, provindo do projeto Nitrux, também é um belo conjunto, ele combina muito bem com o tema GTK Adapta, que você verá logo mais aqui na lista. Você pode baixá-lo através de sua página no GitHub.

7 - La Capitaine

La Capitaine

Pra galera que curte o macOS, este é tema que busca várias inspirações no tema de ícones do macOS El Capitan, por isso do nome. Acho este particularmente belo. Ele fica muito bem com o tema GTK Sierra. Você pode baixar o La Capitaine na página do projeto.

8 - Xenlism


Xenlism

Este é um outro belo conjunto de ícones, o Xenlism possui algumas variações de cores também, mas o padrão é este azul que você pode ver na imagem acima. Ele se encaixa muito bem com o GTK Sierra do tópico anterior e com as bordas das janelas do tema ARC, perceba que aqui começam algumas mesclas. Você pode baixar o tema de ícones de sua página oficial também.

9 - Faenza


Faenza Theme

O Faenza é um dos temas clássicos do mundo Linux, ele foi um dos primeiros que eu utilizei ainda no tempo do Gnome 2, e cá entre nós, ele continua muito bonito. O Faenza possui algumas variações para se adaptar aos temas GTK em que está atuando em conjunto, como o Faenza Dark e Darker e adaptações específicas para o temas Ambiance e Radiance, os padrões do Ubuntu até então. Na imagem acima estou combinando ele com o tema Arc Darker. Você pode baixar o Faenza e ter mais informações através de sua página no DeviantArt.

10 - Adapta


Adapta

O tema Adapta tem um visual muito moderno, inspirado no Material Design que a Google usa no Android, uma combinação interessante de se fazer com ele é utilizar o tema Pop, desenvolvido pela System76 para o Ubuntu, que é essa combinação representada na imagem acima. O próprio tema Tema Pop nada mais é do que uma variação do Adapta. Você pode baixar o tema GTK Adapta aqui, ou baixar o tema Pop, com ícones e GTK aqui, a variação não é tão grande.

Finalizando


É claro que existem muitos outros temas de ícones, aqui no blog mesmo você encontra vários temas e vários ícones diferentes para instalar, mas esta é o que eu acredito que seja a seleção principal que temos atualmente. Claro, é interessante observar que você pode fazer uma mescla de todos estes mostrados no post em composição com outros inclusive que não estão aqui neste Top 10.

Sinta-se à vontade para dizer qual é a sua combinação preferida e acrescentar outros que não estejam aqui.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quarta-feira, 24 de maio de 2017

NodeOS - Uma distro Linux ultra minimalista feita com Node.js

Até onde o minimalismo pode chegar? Bom, essa eu não sei responder, pois volta e meia aparece algum projeto que consegue desdobrar e minimizar as formas de utilização do Kernel. Hoje você vai conhecer o NodeOS.

Node OS




O projeto NodeOS é um sistema operacional muito leve que usa a tecnologia Node.js como userspace. Construído inteiramente em Javascript, o NodeOS utiliza o NPM como gerenciador de pacotes, o que torna qualquer pacote NPM em um pacote do NodeOS, atualmente existem mais de 200 mil disponíveis, tudo isso rodando em cima de um Kernel Linux.

Você pode rodar o NodeOS de várias formas diferentes, utilizando imagens pré-compiladas, utilizando emulação via qemu ou através do Docker, todas essas informações você encontra na página oficial do projeto.

Eu encontrei este vídeo que demonstra um pouco do funcionamento do projeto para você conferir:


Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




Headset App - Um player de música que usa o YouTube como fonte

Se você está procurando uma aplicação para ouvir músicas pelo YouTube sem precisar utilizar um navegador, o Headset App pode ser uma ótima opção. A aplicação pode ser uma alternativa para você que não pretende pagar a versão premium do Spotify, claro, com menor qualidade sonora.

HeadSet App Music Player for YouTube




O Headset App é um programa que permite que você pesquise e ouça músicas de todos os tipos no seu computador, como fonte, ele utiliza o YouTube para te fornecer acesso ao conteúdo. O mais interessante, é que os desenvolvedores criaram um modelo de execução de músicas que faz com que não seja ilegal o consumo do conteúdo do YouTube desta forma.

Head Set App

Ao abrir o player pela primeira vez, você verá estas duas janelas, inclusive, as duas deverão permanecer abertas (o programa impede você de fechar uma delas), com a explicação de que o YouTube não permite a reprodução de áudio e vídeo separados, isso significa que os vídeos com as músicas ficarão reproduzindo nesta pequena janela (à direita). O programa também informa que serão utilizados vídeos com menor qualidade para poupar banda, mas que a qualidade sonora continuará sendo boa.

Head Set Player
Mensagem que o Headset informa sobre a forma de distribuição de conteúdo

Depois de você aceitar os termos de licença do Google e do YouTube que o programa te informa, você poderá ouvir as músicas. O player em si é muito simples de entender e tem funções básicas que qualquer player que se preze tem.

HeadSet Player

Você pode pesquisar por músicas, álbuns, playlists e o player ainda te oferece uma opção de "Rádio" para navegar por estilos. Fazendo login no player você pode organizar coleções e dar "likes" em faixas para ter fácil acesso a elas, como no Spotify.

Baixe o Headset para o seu computador


O Headset App está disponível para Linux (em pacote .deb e em código fonte), para Windows e macOS também. Basta acessar a página no GitHub do programa e fazer o download.
O programa tem apenas versões de 64 bits, então fique ligado neste detalhe.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




terça-feira, 23 de maio de 2017

4 perguntas para sabermos quais as suas preferências sobre Linux em 2017

Vamos fazer mais um levantamento interessante para podermos comparar com um que fizemos no ano passado. Na ocasião tivemos cerca de 4.500 respostas, então, esperamos algo parecido para termos uma comparação mais justa.

Como você usa Linux?




A ideia deste tipo de pesquisa é entender melhor como o nosso público utiliza o computador, entender suas preferências de interface gráfica e distribuição especialmente, assim o conteúdo pode se moldar melhor as preferências dos leitores e leitoras do blog. Claro, depois que tivermos colhido participações o suficiente, vamos fazer um vídeo no canal Diolinux para fazer a comparação e mostrar os resultados.

São apenas 4 perguntas:

OBS: Dado o fluxo de respostas, acrescentei mais duas perguntas que serão pertinentes, espero que não se importe.

OBSn²: Recentemente tivemos mais de 5 mil respostas, mas provavelmente a nossa pesquisa acabou caindo em uma comunidade específica ou um grupo de trolls e acabou destoando da realidade, por isso temos a versão 2.0 aí em baixo que ficou mais rígida, agora é necessário fazer login para responder e apenas um voto é permitido, infelizmente vou ter que coletar os e-mails, assim posso saber quem votou no que.

Lembrando que a pesquisa é para ser feita somente por fãs do canal e do blog e pessoas que acessam regularmente o canal e o blog. O foco continuará sendo Linux, Ubuntu, Android e tecnologia, só queremos entender as possibilidades.



Obrigado pela participação e até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




sábado, 13 de maio de 2017

Primeiras daily builds do Ubuntu 17.10 já estão disponíveis para download

Seguindo a tradição, logo depois de um lançamento como o do recente Ubuntu 17.04 Zesty Zapus, que finalizou o alfabeto, temos as primeiras construções diárias da próxima versão, o Ubuntu 17,10 que sairá em Outubro.

Ubuntu 17.10 Artful Aardvark


O Ubuntu 17.10 de codinome "Artful Aardvark" (isso mesmo, voltou no início do alfabeto), já está recebendo as suas primeiras construções diárias, chamadas em inglês de ""daily builds", assim como seus repositórios já foram abertos para o recebimento dos softwares deste ciclo.

Esta versão está muito longe de estar pronta para a utilização do usuário comum, como comentei, ele será lançado somente em Outubro e não é recomendado para pessoas que não tenham a intenção a ajudar a desenvolver o sistema.

As primeiras ISOs estão disponíveis aqui.

O que podemos esperar do Ubuntu 17.10?


A disponibilidade das primeiras ISOs do ciclo 17.10 é um gancho perfeito para falar sobre as coisas que deverão chegar com esta nova versão.

Como você bem deve saber, a Canonical resolveu descontinuar o Unity como interface padrão do Ubuntu, além disso, outros projetos acabaram ficando de lado, pessoas foram demitidas da empresa e setores reformulados.
O local onde essas mudanças serão mais sentidas é justamente o Desktop, que para mim é a parte mais sensível do projeto, não financeiramente falando, mas no aspecto de relação com o usuário final de computador.

Na versão 17.10 nós teremos o Gnome Shell como interface e o Wayland como servidor gráfico, abraçando a maior parte das soluções colocadas pelo projeto Gnome. 

Até o momento, pelas informações que se tem, nós teremos um Gnome puro no Ubuntu 17.10, o que do ponto de vista do usuário final não seria a melhor escolha, pois o Gnome necessita de uma série de complementos para conseguir ter os mesmos recursos que o Unity anteriormente tinha.

Falando em Unity, ele ainda estará nos repositórios caso alguém deseje instalar. Até o momento, não sei de nenhuma comunidade que queira continuar desenvolvendo funções para ele, ou desenvolvendo ele em si, entretanto ele estará disponível. Apesar desta informação deixar os fãs do Unity menos preocupados, é bom alertar que ele não será tão "bem integrado" ao Gnome como antes, a Canonical costumava aplicar vários patches e modificações para fazer com que os Apps do Gnome funcionassem de forma integrada ao Unity, como o Nautilus por exemplo, algo que deixará de acontecer, então os aplicativos poderão ficar "estranhos" no Unity do 17.10, para quem for utilizar.

É provável que o Ubuntu 17.10 chegue com o Gnome 3.26, mas ainda não foi confirmado, outra coisa que ainda não foi definida é se o Ubuntu passaria a utilizar o GDM ou continuaria utilizando o LightDM como gestor de login, particularmente acho o LightDM mais belo, porém, com essa ideia de "all GNOME" de Mark Shuttleworth, não me admiraria se o GDM fosse o padrão também.

O calendário de lançamentos para o Ubuntu 17.10 Artful Aardvark é o seguinte: 

- 29 de Junho - Alpha 1
- 27 Julho - Alpha 2
- 31 Agosto - Beta 1
- 28 de Setembro - Beta final
- 19 de Outubro - Versão final

O que você espera do Ubuntu 17.10? Pretende utilizar? Sei que é muito cedo para qualquer comentário mais técnico, mas será um lançamento importante, pois é onde teremos uma prévia da próxima LTS que sai em Abril de 2018.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quinta-feira, 27 de abril de 2017

PhotoGIMP 2017.1 está disponível para download!

O blog Diolinux orgulhosamente apresenta a versão 2017.1 do projeto PhotoGIMP, o projeto que procura aproximar usuários do Adobe Photoshop ao GIMP, facilitando a transição entre as duas ferramentas.

PhotoGIMP 2017.1 Diolinux




A migração entre softwares é sempre trabalhosa, especialmente quando este programa é um dos pilares do seu trabalho, como é o caso de muitos profissionais com o Adobe Photoshop.

Eu admito que há casos em que o Photoshop será insubstituível para o usuário, mas francamente, isso depende mais do usuário do que do programa e de seus recursos, visto que existem vários profissionais que trabalham somente com o GIMP há muitos anos, você pode escolher as suas desculpas, mas em "90% dos casos" o motivo está simplesmente no dito workflow e na produtividade.

O costume com atalhos, aparência e localização das ferramentas são fatores eventualmente decisivos para quem não quer usar o GIMP.

O PhotoGIMP é um projeto criado especialmente para quem gostaria de utilizar a ferramenta mas é especialmente acostumado com o Adobe Photoshop, ou pessoas que precisam ou querem transitar entre ambos, sem precisar decorar teclas de atalho muito diferentes entre os dois softwares.

PhotoGIMP 2017.1


O PhotoGIMP não é um novo programa, nem sequer é um "concorrente" do GIMP, muito menos do Photoshop, ele é puramente "o GIMP", mas usando toda a liberdade que o software livre nos proporciona, ele foi modificado intencionalmente para ter um workflow mais parecido com o Photoshop, muitas coisas contidas na versão do ano passado se mantiveram, mas o projeto foi ajustado e simplificado.

PhotoGIMP 2017
PhotoGIMP no Linux Mint Cinnamon

No PhotoGIMP 2017.1 você encontra um novo tema GTK que é capaz de ignorar os outros temas, então, independente de qual tema você use, ao ativar o tema do PhotoGIMP ele se manterá o mesmo, isso garante a compatibilidade perfeita com outras distribuições que não sejam o Ubuntu com o tema Ambiance, como acontecia na versão passada. Esta versão do PhotoGIMP é compatível com todas as distros, independente da interface.

Usuários de Linux Mint comentaram que a versão passada simplesmente não se encaixava no tema do sistema e acabava ficando... bom... muito tosco, para dizer o mínimo, acredito que isso tenha se resolvido, como mostra a imagem acima.

PhotoGIMP 2017.1
PhotoGIMP no Windows 10

A versão para Windows também foi atualizada juntamente e agora suporta o mesmo tema, permitindo exatamente a mesma aparência no Linux e no Windows, o que facilita a migração entre plataformas também. Na verdade, agora não existe mais um PhotoGIMP para Linux e outro para Windows, como era antes, é apenas um que funciona nos dois, ou seja, o projeto foi simplificado.

Os ícones das ferramentas estão maiores também, os principais atalhos do Photoshop fazem parte do PhotoGIMP, assim você não precisa decorar tudo de novo, o tema escurecido garante que você não canse os olhos editando imagens o dia todo e a organização espacial das ferramentas também vai te ajudar a encontrar o que você quiser com maior facilidade. Por exemplo, ferramentas comuns organizadas na barra de ferramentas da esquerda como no Photoshop, camadas na direita em baixo, etc.

PhotoGIMP no Deepin 15.4
O projeto também conta com uma série de brushes novos pré-instalados, ideal para quem gosta de fazer desenho digital também.

Outra correção que foi feita é relacionada a adaptação do tema à resoluções diferentes. Este bug acabava fazendo com que o botão de maximizar "sumisse" do GIMP, agora ele deverá funcionar perfeitamente, independente do tamanho da sua tela e da resolução.


Créditos


Para construir o patch PhotoGIMP nós unimos vários projetos abertos em torno do GIMP condensando em um "produto" final, por isso temos que dar créditos a quem realmente merece, que são os desenvolvedores do GIMP (gimp.org), aos desenvolvedores do tema, este tema (ainda que tenha sido modificado por mim), partiu do tema que será liberado com a futura versão do GIMP (O PhotoGIMP é feito em cima do GIMP 2.8.x), agradecimentos também aos desenvolvedores dos brushes. E por último, mas não menos importante, agradeço a todos que me ajudaram testar a nova versão, especial o Ricardo Venturini Bugim que me ajudou a testar várias etapas do projeto passo a passo.

Como instalar o PhotoGIMP no seu sistema


Vamos aos preparativos: Como eu tinha comentado anteriormente, o PhotoGIMP é um patch, logo, ele necessita do GIMP original instalado previamente, por isso instale no seu sistema da maneira que preferir.

Windows: Faça o download do .exe à partir do site e instale normalmente usando o utilitário de instalação, basicamente você pode avançar nele, não há nenhuma propaganda ou "recurso" extra que será instalado indevidamente.

Linux: Dependendo da distribuição haverão formas diferentes de fazer a instalação, porém, o GIMP está nomeadamente no repositório de todas, basta procurar o pacote "gimp" sem aspas no seu gerenciador de softwares ou central de aplicativos.

GIMP na Central de Apps no Linux Mint


Quem prefere fazer pelo terminal pode usar estes comandos:

Ubuntu/Mint/Debian/Deepin/elementaryOS e derivados:
sudo apt install gimp
Fedora e derivados:
sudo dnf install gimp
Arch/Manjaro/Antergos e derivados:
sudo pacman -S gimp
openSUSE e derivados:
sudo zypper install gimp

Uma vez que o GIMP esteja instalado, agora você só precisa baixar o patch e extrair ele para o local indicado. Os arquivos são os mesmos, tanto para Linux, quanto para Windows.


Com o Patch baixado, você verá que tem "em mãos" um arquivo .zip, dentro dele existem instruções para instalação semelhante ao que você encontra aqui em um arquivo de texto, você pode consultar ele.

O que você deve fazer é substituir a pasta de configurações do GIMP pelo nosso patch PhotoGIMP, no Linux e no Windows ela fica dentro da sua pasta de usuários comuns.

Instalação PhotoGIMP no Linux (distros em geral)


Extraia a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário, ela deverá manter o ponto antes do nome para ficar oculta. (atenção para o ponto!)

Exemplo de local para extrair:

/home/diolinux(nome do usuário)/EXTRAIA AQUI!

Instalação do PhotoGIMP no Windows 7/8/10


Para o Windows o processo é semelhante ao do Linux, basta extrair a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário que fica dentro do disco C.

Por exemplo

C:\Usuários\Diolinux(nome do usuário)\EXTRAIA AQUI!

Depois de extrair, basta abrir o GIMP normalmente.

Caso a modificação não apareça logo de cara, ou ao menos o tema, com o GIMP aberto, verifique se o tema está selecionado e habilitado.

Vá no menu editar>>preferências>>tema e na lista de temas disponíveis procure pelo "PhotoGIMPDiolinux", selecione e clique no botão "OK" e a mudança deverá ser instantânea.

PhotoGIMP Diolinux

Aproveite o PhotoGIMP e divirta-se! Lembre, este projeto não tem qualquer custo, é disponibilizado para você completamente grátis, então compartilhe a matéria como pagamento, indique para amigos que poderão se interessar! :)

Caso você encontre problemas ou tenha sugestões para edições futuras, por favor deixe nos comentários ou nos envie um e-mail contando as suas ideias, quem sabe elas ajudam a forma uma versão futura do projeto.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quarta-feira, 26 de abril de 2017

Como fazer o Google Chrome e o Firefox reconhecerem todos os Emojis

Digamos que eu não seja uma pessoa que usa tanto assim os Emojis, mas percebo uma crescente de utilização deles em vários sites, incluindo em mensagens de e-mail, até mesmo em seus títulos, vídeos no YouTube, entre outros.





O problema do navegador não reconhecer os Emojis, é que no lugar deles algumas vezes são apresentados caracteres completamente "bugados" que não nos mostram o que a pessoa que estava emitindo a mensagem gostaria de nos passar.

Emojis faltando

Um exemplo que posso dar, é no meu vídeo sobre o futuro do Ubuntu sem o Unity, sem o complemento do Emojis simplesmente aparece em seu lugar um retângulo com "muito pouca emoção".

Se você possui a fonte Noto da Google instalada, dificilmente algum emoji vai deixar de aparecer, mas ainda assim, ele terá uma aparência deste tipo, variando de acordo com o tipo do emoji.

Emojis faltando

Independente do caso, podemos resolver o problema com duas extensões, ou melhor, com uma, diferente para cada navegador.

1 - Resolvendo o problema no Mozilla Firefox

Firefox Emoji

No caso do Mozilla Firefox, vamos precisar de uma extensão chamada "Emoji Everywhere", você encontra ela no próprio repositório de extensões do Firefox. 

Usando o Firefox, clique neste link e adicione a extensão, recarregue as páginas ou feche a abra o navegador e você verá que será possível ver os emojis normalmente.

2 - Ativando os Emojis no Google Chrome

Emoji for Chrome

Assim como no Firefox, os Emojis para o Chrome vem através de uma pequena extensão de nome "Emoji for Google Chrome", ela está na Chrome WebStore, basta clicar aqui através do Google Chrome e adicionar ela normalmente.

Esta extensão cria no Chrome/Chromium um pequeno ícone que fica perto da barra de pesquisa na direita na parte superior, por ele você consegue facilmente adicionar emojis aos seus textos em qualquer página que você esteja, além é claro, de permitir que você visualize os emojis em qualquer página, que é o objetivo deste post.

Agora que as extensões estão instaladas, você verá a diferença:

Emojis no Linux

Agora você não deverá ter mais problemas com este tipo de caractere, até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




domingo, 23 de abril de 2017