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Ubuntu ganha compilação do Kernel para placas de vídeo AMD com driver AMDGPU DC embutido

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Os proprietários de placas de vídeo da AMD de arquiteturas mais recentes poderão utilizar um Kernel específico com driver AMDGPU embarcado no Ubuntu ou no Linux Mint.

AMDGPU Ubuntu Kernel






Fiquei sabendo hoje de algo muito interessante através do site Phoronix, agora temos um kernel Linux para o Ubuntu com suporte para o driver AMDGPU DC pré-instalado, o pacote parece ter sido feito pelos próprios mantenedores do site.

Este driver AMDGPU DC tem suporte a várias tecnologias novas da AMD e está entrando no Kernel 4.12.x, que ainda não está no Ubuntu por padrão. O "DC display code" provê suporte para áudio HDMI/Display Port para placas modernas da empresa, assim como suporte para HDMI 2.0, suporte para a Radeon Vega, atomic mode-setting e mais algumas coisas.  Este é um pacote experimental que você pode testar por conta e risco, basta fazer o download do .deb aqui.

Se você não se sente seguro em fazer ajustes mais avançados como este, sabemos que muitos leitores do blog são iniciantes, evolvendo o Kernel do sistema, simplesmente NÃO FAÇA! Estes ajustes feitos neste pacote experimental deverão entrar no Kernel do Ubuntu no futuro naturalmente. Se você não está com pressa para usá-los, pode cruzar os braços e clicar no próximo artigo.


Até a próxima!
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Como habilitar o suporte para Streamlabs no OBS no Linux

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

O site Streamlabs ajuda a dar uma dinâmica maior com o público para todos os streamears, sejam aqueles quem fazem isso via YouTube ou TwitchTV. O Open Broadcaster Studio (OBS) é um dos principais softwares para fazer este tipo de atividade, possuindo versões para todas as plataformas, incluindo Linux. Hoje você vai aprender a instalar suporte ao recurso das Streamlabs no seu OBS.

StreamLabs Linux OBS Tutorial






Existem sobreposições que podemos adicionar aos nossos streamings que são provindos de informações vindas de alguns sites, especialmente o Streamlabs. Esses componentes são adicionados nas cenas do OBS (Open Broadcaster Studio) através de um plugin para embedar conteúdo da internet, algo que infelizmente não está disponível nativamente na versão para Linux do OBS.

Apesar disso, é possível habilitar este plugin de uma forma muito simples e é isso que você vai aprender agora.

Como adicionar o suporte para conteúdo de navegador no OBS Linux


Quero agradecer ao NiltonOS, nosso professor do Diolinux EAD, que me ajudou a encontrar a solução para este problema e também a ele que criou a versão compilada com o codec NVENC do OBS para Linux, o que facilita a vida de todos nós que criamos conteúdo em vídeo para a internet.

Para adicionar o suporte para conteúdo Web no seu Open Broadcaster Studio no Linux, incluindo o Streamlabs, você primeiro precisa instalar o OBS:


Uma vez que você tenha o seu OBS já instalado e funcionando, basta rodar estes três comandos no terminal para criar o suporte a conteúdo Web nele:
mkdir -p $HOME/.config/obs-studio/plugins
wget https://github.com/bazukas/obs-linuxbrowser/releases/download/0.2.0/linuxbrowser0.2.0-obs18.0.1-64bit.tgz
tar xfvz linuxbrowser0.2.0-obs18.0.1-64bit.tgz -C $HOME/.config/obs-studio/plugins
Funciona em qualquer distribuição. Depois de feito isso, ao abrir o seu OBS você encontrará uma opção chamada Linux Browser.

Até a próxima!
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Vídeo conta como o Arch Linux foi criado

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O Arch é uma distribuição Linux de origem canadense e que caiu no gosto de milhares de pessoas ao redor do mundo, hoje vamos entender como foi o nascimento de um dos sistemas que mais conseguiram levar o conceito KISS (Keep It Simple, Stupid!) para o público.

Arch Linux - A história da Distro






Os nossos amigos do canal Oficina do Tux produziram um vídeo muito bacana para contar para você como foi a origem de uma das distribuições mais icônicas do mundo Linux, o Arch Linux. Recoste na cadeira e acompanhe a acensão da fera:


O Arch Linux foi desenvolvido originalmente pelo canadense Judd Vinet. Seu desenvolvimento sempre foi aplicado ao minimalismo e simplicidade de código, esperando sempre que o usuário seja a parte determinante para trazer a coesão que o mesmo espera para o sistema. Um dos grandes destaques do Arch, como é chamado, é sem dúvida o gestor de pacotes Pacman (Package Manager), que foi escrito especialmente para o sistema e é utilizado até hoje para instalar, remover, pesquisar e fazer o upgrade de pacotes do sistema, ou seja, fazer a gestão de software.

O Arch Linux utiliza o chamado modelo Rolling Release de lançamento, isso significa que não existem "versões" do Arch como temos no Ubuntu ou no Debian. O usuário instala o sistema apenas uma vez e vai apenas atualizando, ou pelo menos, esta é a premissa. 

Outro grande destaque é o repositório AUR (Arch User Repository), que como o significado da sigla indica, é o repositório da comunidade de usuários/desenvolvedores do Arch Linux, onde você encontrará pacotes para praticamente qualquer programa disponível para Linux.

Recomendamos a leitura de :




Até a próxima!
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Endless OS marcará presença na Campus Party da Bahia

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sábado, 5 de agosto de 2017

A Endless estará na Campus Party da Bahia para promover o Endless OS e a inclusão digital, os participantes do evento poderão participar de uma promoção e concorrer a um Endless Mini.

Endless OS






A Endless já foi assunto aqui no blog diversas vezes. É uma empresa que eu aprendi a respeitar e admirar, ainda que eu não use o Endless OS no meu dia a dia (pelo menos por enquanto). O objetivo deles é levar a tecnologia para as pessoas que não tem acesso ao conteúdo que a era digital nos proporciona, com muita informação que pode ser acessada mesmo sem internet. Um produto pensando para o nosso mercado.


Neste ano a Endless estará da Campus Party da Bahia apresentando o Endless OS. Durante o evento a empresa irá presentear um "campuseiro", como são chamados os participantes do evento, com um Endless Mini, igual a este que eu mostrei pra vocês um tempo atrás. Para concorrer ao computador os participantes deverão postar vídeos no YouTube demonstrando o Endless OS, sendo que quem fizer o melhor vídeo será o vencedor. Haverá também sorteio de kirts de brindes da Endless para os participantes que tiverem maiores visualizações em seus vídeos.

Um workshop sobre o formato de pacotes Flatpak


Outra coisa bacana que a Endless fará na Campus Party da Bahia é um Workshop sobre o formato Flatpak. O Endless OS foi a primeira distribuição a adotar largamente o Flatpak para componentes do sistema e eles certamente tem muita experiência para passar sobre isso. Se você for ao evento, este Workshop será feito na Arena Fonte Nova na Sexta-feira, dia 11 de Agosto, das 18 horas até as 19 e 30. Você pode saber mais sobre o evento aqui.

Agradecemos a Endless pelas informações e parcerias e se você for até a Campus Party da Bahia, já tem algumas paradas obrigatórias para fazer.

Quer saber mais sobre o Endless OS? Veja como baixar aqui.

Até a próxima!
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O que podemos esperar do Pop!_OS da System76?

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A System76, uma grande fabricante de hardware que vende computadores com Ubuntu pré-instalado, anunciou há algum tempo atrás que estaria dando início ao seu próprio sistema operacional baseado no Ubuntu, o chamado Pop!_OS. Como até então ele parecia apenas uma simples customização de temas, eu nem sequer havia comentado sobre ele aqui no blog e nem no canal, mas aparentemente eles querem ir um pouco além, então vamos falar sobre isso.

Pop!_OS da System76




Todo projeto começa de algum lugar e para mim, o Pop!_OS (o nome é estilizado assim mesmo), nasceu apenas como um tema para o GNOME Shell em cima do Ubuntu, simples assim. Um tema muito bonito na verdade, que você pode aprender a instalar neste outro post aqui do blog. Mas até aí, muitas distros legais surgiram como apenas customizações de outras e depois seguiram seu próprio caminho e se desenvolveram, Ubuntu e Mint são bons exemplos.

A ideia inicial é criar uma experiência diferenciada para os computadores vendidos pela empresa, existem vários modelos no mercado com ótimo desempenho, incluindo computadores gamers. Como o galagoPRO, "concorrente" do MacBook.

Até aí nada demais, outra coisa que é comumente encontrado nos computadores vendidos com Linux é um repositório especial com drivers e otimizações para o hardware, que é algo que a System76 sempre fez também, porém, o sistema parece estar ganhando significância e a empresa está pensando em expandir um pouco o que seria apenas uma "espécie de remasterização" do Ubuntu para seus clientes, inclusive trabalhando com os desenvolvedores do elementary OS para criar um novo instalador para o sistema, que não vai ser exatamente igual ao Ubiquity, padrão do Ubuntu.

Customizado para os clientes e disponível para todos


Um ponto interessante é que o sistema estará disponível para qualquer um, na verdade, você pode baixá-lo agora se quiser, a ISO tem cerca de 1,6 GB de tamanho e é baseada no Ubuntu 17.04 Zesty Zapus.

Apesar de já estar utilizável, o próprio site da System76 informa que a verdadeira versão final e primeira release oficial será apenas em Outubro, juntamente com o Ubuntu 17.10. É possível que outras coisas sejam alteradas, além do tema e outros detalhes.


Fuçando um pouco no sistema eu acabei encontrando várias coisas legais. A instalação em si é praticamente a mesma do Ubuntu, com apenas uma diferença, criamos o usuário depois da instalação, na primeira inicialização, como quando você compra um computador com o sistema pré-instalado. A tela de boot (o Plymouth) também é diferente e bem bonita, como um "Pop" aparecendo do nada (fazendo "pop"?).

Confira algumas imagens da interface GNOME Shell que ele carrega:

Pop OS System76

Pop OS System76

Pop OS System76

A harmonia do tema GTK com os ícones é ótima, talvez tenhamos um dedo do pessoal do elementary neste design, não sei. Além do tema, temos vários wallpapers que combinam muito bem  com a proposta visual e que vem disponíveis por padrão.

Wallpapers System76

Os temas Pop, como são chamados, possuem variações para quem quer eles de forma mais compacta, com o "Pop Slim". Tanto o tema normal quanto este mais compacto tem o "modo Dark', assim como os temas padrões do GNOME Shell, deixando na mão do usuário escolher se quer continuar com este produzido pela companhia ou se quer usar o padrão do GNOME mesmo, o Adwaita.

PPA System76 PopOS

Além dos temas, como eu tinha comentando antes, o sistema vem com o PPA da empresa. Dentro dele encontramos pacotes básicos, o pop-desktop, gnome-control-center, plymouth, entre outros que são empacotados por eles para poder manter a aparência do sistema e funcionalidades específicas, assim fica mais fácil controlar as atualizações e modificações destes componentes.

Um destes pacotes controla as extensões, existem várias que já vem por padrão no Pop!_OS, mas somente algumas são ativadas, como você pode ver, assim, cabe a você escolher o que preferir.

Pop!_OS

Acho interessante uma outra empresa forte como a System76 oferecer um sistema assim, especialmente baseado no Ubuntu, apesar de muitos feedbacks da comunidade, o momento da Canonical é de transição e as coisas podem não ficar ao agrado de todos. Particularmente encaro projetos como este quase como as várias ROMs do Android em aparelhos de companhias diferentes, cada uma personalizando o que seria o sistema puro para tentar atender melhor o consumidor.

O Pop!_OS tem futuro?


Não sei qual o nível de ambição da System76 com o sistema, mas eles tem algo que a maior parte das distros não tem; eles já são uma empresa que vende computadores com Linux de renome (especialmente internacional, no Brasil nem todos conhecem).

Uma das grandes dificuldades das distros é fazer parcerias empresariais para enviar os sistemas de fábrica junto com as máquinas e com isso a System76 não precisa se preocupar. Pesquisando um pouco eu também encontrei um PPA de desenvolvimento onde temos drivers Nvidia otimizados e outros pacotes sensíveis a desempenho, como o mesa, não sei se eles são destinados apenas aos computadores da empresa ou se podem ser utilizados de forma genérica, mas pode ser um outro diferencial do sistema.

Mesmo sendo um PPA feito para computadores que a System76 vende, como os hardwares não são homologados como a Apple faz, é bem possível que funcione em outras máquinas também.

Potencial o sistema tem, resta saber até onde a System76 pretende ir, vamos continuar acompanhando.

Até a próxima!
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T-UI - Uma forma simples de dar comandos no Terminal do Android

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A maior parte dos usuários de Android nem sequer se questiona sobre a possibilidade de dar comandos de texto para o sistema do Smartphone, mas quem gosta de tecnologia sabe muito bem que o Android é um sistema operacional como qualquer outro e baseado no Linux como é, certamente existe uma forma de operá-lo desta forma.

Usando o terminal Linux no Android




Eu gosto muito de testar coisas que mudam a forma com que interagimos com a tecnologia, acho que gostar de Linux é um reflexo disso de certa forma, e por isso estou sempre disposto um App interessante.

Há algum tempo atrás um dos inscritos do canal comentou sobre este aplicativo chamado "T-UI", ou "Terminal User Interface", que nada mais é do que um launcher para o seu Android que modifica a forma principal de interação com o aparelho. 

Nada de ícones!


Launcher T-UI Android

Ao contrário dos launchers tradicionais que costumam mudar o tema da home do seu Android e até acrescentar algumas funcionalidades e atalhos, o que o T-UI faz é completamente diferente, ele deixa apenas um terminal aberto na sua tela onde você pode digitar comandos.

Como fazer absolutamente tudo via linha de comando pode ser problemático, o T-UI também possui vários comandos de reconhecimento interno que facilitam na hora de você chamar aplicações instaladas no sistema ou na hora de habilitar e desabilitar recursos, como o Wi-Fi.

Confira o vídeo abaixo eu demonstrei como ele funciona:


Este tipo de coisa não é pra todo mundo com toda a certeza, mas tem uma "funcionalidade" para o T-UI que não está descrita em nenhum lugar: Quando você quiser evitar que aquela pessoa chata mecha no seu Smartphone, basta emprestar ou mostrar o aparelho para ela com a T-UI, pode ter certeza que vai enganar a maior parte dos seus amigos, pode fazer um teste!
Baixe o T-UI na Google Play
Se você ainda não conhece o nosso canal do YouTube passa lá para conferir, tem muita coisa bacana rolando sempre e temos no mínimo 4 vídeos toda semana.

Se o T-UI não for "Linux o bastante" para você, outro App bacana para você testar com uma proposta mais parecida com um emulador de terminal Linux (Bash ou ZSH) é o Termux, que vale apena conferir também.

Até a próxima!
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Em evento na China, Linus Torvalds comenta sobre o que o motiva a continuar desenvolvendo o Linux

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Linus Torvalds, criador do Linux e do Git, subiu ao palco nesta semana na LinuxCon + ContainerCon + CloudOpen, em Pequim na China. Ele falou sobre a sua carreira com o Kernel Linux, sobre a popularidade do Git e de como ele vê o futuro do Linux e de seus desenvolvedores.

Entrevista de Linus Torvalds


As entrevistas do Torvalds as vezes parecem se repetir ao longo dos eventos, talvez porque as pessoas costumam perguntas quase sempre as mesmas coisas para ele, mas no fim das contas, a gente sempre consegue extrair algo interessante. Particularmente, me inspiro na postura dele como criador de uma tecnologia tão importante quanto o Linux, Linus pode não ser a melhor pessoa para se conviver em um escritório, mas sabe se focar plenamente em um trabalho.

Torvalds estava na China para participar do evento organizado da Linux Foundation onde várias outras pessoas participaram, ele mesmo dividiu o palco com Dirk Hohndel, um dos líderes em tecnologia Open Source da VMWare.

Linus comentou que acha interessante algo que acontece no desenvolvimento do Linux e que provavelmente acontece no desenvolvimento de qualquer software de código aberto com vários anos de vida.

"Acho interessante quando um código que eu achava que era estável continua a ser melhorado. Há coisas que não tocamos em muitos anos, então vem alguém e faz melhorias, ou vem outra pessoa e cria relatórios de bugs de algo que eu pensei que ninguém mais utilizava. Depois de 25 anos, grande parte da nossa preocupação está em suportar os inúmeros hardwares novos que são lançados a todo momento, mas há uma coisa que apenas o desenvolvimento de código aberto permite, que é alguém se importar com algo que a maior parte de nós considera banal e básico, e à partir do momento que ela se importa com isso, essa pessoa vai nos enviar um patch para melhoria do kernel em pequenos detalhes"

Quando foi indagado sobre o que o motivava, Torvalds foi enfático:

"Eu simplesmente gosto muito do que eu faço. Gosto de acordar e ter um trabalho que é tecnicamente desafiante e interessante sem ser muito estressante para que eu possa fazê-lo por longos períodos, desenvolver o Linux me faz sentir que estou realmente fazendo alguma diferença, fazendo algo significativo não só para mim."

Linus Torvalds também comentou sobre o Git e pausas no trabalho:

"Eventualmente eu tenho dado algumas pausas no meu trabalho. As duas ou três semanas em que eu trabalhei no Git para que o projeto tivesse início são um exemplo disso, mas cada vez que eu faço uma pausa mais longa, eu acabo ficando entediado. Quando me retiro por uma semana, já estou ansioso para voltar. Eu nunca tive a sensação de que preciso de grandes férias para me sentir bem."

Especificamente sobre o Git:

"Eu estou muito surpreso sobre como o Git se espalhou. Obviamente estou satisfeito com ele e com o fato de que tantas pessoas vejam nele uma forma adequada para desenvolvimento distribuído... 

...É curioso pensar que em certos círculos o Git é mais conhecido do que o próprio Linux, talvez dê-se ao fato da própria natureza do Linux, é uma camada escondida. Muitas vezes você está ali com um Android na mão rodando Linux, mas você não reflete sobre isso, com o Git é diferente, quando você está usando o Git você sabe que está usando Git."

Você pode ver a entrevista de Linus Torvalds na íntegra em inglês logo abaixo:


Até a próxima!
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Estatísticas: Dados revelam preferências de usuários Linux, distros, interfaces e plataformas

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Fazer levantamento de dados como estes é algo bem problemático e não há como considerar um N amostral grande demais, mas com os dados que colhemos, é possível ter uma ideia de qual o comportamento dos nossos leitores quanto a utilização das distros Linux no dia a dia e seus gostos. 

Dados de usuários Linux




Uma das coisas que eu acho que toda pesquisa deveria ter logo no seu anúncio é indicar as suas limitações, afinal, não existe pesquisa estatística absoluta, por isso vou dedicar um tempo aqui escrevendo como a pesquisa foi feita e o seu alcance, certo? Quero aproveitar para agradecer a todos que participaram, especialmente ao blog do Edivaldo e ao Linux Descomplicado, que ajudaram no processo de divulgação.

Do que se trata esta pesquisa?


Esta pesquisa levou (literalmente) dois anos para ser feita e compilada e reflete primariamente as opiniões e gostos dos nossos leitores sobre os tópicos questionados. 

A pesquisa coletou dados em duas fases entre 2016 e 2017. Isso aconteceu porque nós queríamos um comparativo do público nestes dois momentos e saber se o público mudou de opinião neste período.

O mundo Linux é muito dinâmico e opiniões podem mudar de um ano para o outro.

Sabendo que a maior parte não reajustaria sua resposta caso mudasse de gosto ao longo do tempo, então refizemos exatamente as mesmas perguntas em dois períodos do ano, cada uma com cerca de 2 meses de tempo para coleta de dados.

Em 2016 tivemos 4.671 participantes, já em 2017 tivemos exatamente 3.300, uma queda na participação da pesquisa, mas que ainda nos permite ter um amostral considerável do público.

Por que esses números são importantes?


Além de ser curioso e nós sempre gostarmos de saber o que a maioria gosta, este tipo de dado ajuda muito os produtores de conteúdo a saber quais são os tópicos mais apreciados pelos leitores do blog, assim o conteúdo pode ser melhor direcionado e é possível identificar padrões de crescimento de interesse em determinados assuntos olhando estes dados.

Por que estes números são relevantes?


Os dados são especialmente importantes para nós que trabalhamos no blog Diolinux e até mesmo para nossos parceiros que ajudaram na divulgação das enquetes, como comentei, mas os dados podem ser considerados relevantes em uma ótica um pouco maior, especialmente nacional.

O Diolinux é acessado por muitos países regularmente, abaixo você pode ver o mapa de acessos global de Junho de 2017, como podemos ver pela densidade, o Brasil é certamente o país que mais acessa o conteúdo, por isso podemos considerar como uma, ainda que pequena, amostra nacional.

Acessos mundiais ao Diolinux em Junho de 2017

Em números isso representa uma grande quantidade de pessoas  de um público engajado com o tipo de conteúdo que é publicado por aqui, abaixo você vê um print dos últimos três meses do Google Analytics do blog no quesito audiência:

Analytics Diolinux

E para entender melhor a relevância em popularidade para os dados exibidos, ainda temos o ranking Alexa do blog que aponta que estamos quase entre os mil sites mais acessados do Brasil no dia de hoje, e entre os 34 mil do mundo.

Diolinux Alexa

Embasada e definida a grandiosidade e pequenez da nossa pesquisa, vamos a ela propriamente dita, tenho certeza que você vai achar interessante:

Como ler a pesquisa?


Os dados numéricos apresentados devem ser lidos em formato percentual, entretanto, como as questões eram de múltipla escolha e mais de uma reposta poderia ser marcada caso o usuário se encaixasse em mais de uma situação, os números nunca fecharão 100%, eles apenas representam quantos por cento dos votantes (lembre, em 2016 tivemos 4.671 e em 2017, foram 3.300 participantes) marcaram determinada opção. Existem pessoas que costumam usar mais de uma distros ou interface por exemplo.

Outro ponto importante para se comentar é sobre a faixa de corte da pesquisa. Existia a opção de cadastrar uma alternativa não presente, isso acabou gerando a inclusão de dezenas de distros e opções, algumas sem fazer tanto sentido até, infelizmente, por isso, qualquer dado abaixo de 1% não será representado, salvo algumas pequenas exceções. Então se determinada distro ou interface não aparecer, é porque provavelmente ela pontuou menos de 1%. Isso também serve para não deixar os gráficos mais longos do que já estão.

Em alguns gráficos você encontra também a estatística de "Outros" que é somatória de todos os % abaixo de 1%, ou uma estimativa próxima.

Resultados da pequisa entre usuários Linux leitores do blog


Vamos começar a ver os dados coletados e compilados em ordem, também acrescentei gráficos para facilitar o entendimento. Lembre que os valores são os percentuais da quantidade total de votos e você pode clicar nas imagens para ver elas em tamanho maior, ou baixá-las para ver no seu computador ou Smartphone.

1 - Qual a sua interface gráfica preferida (independente da distribuição)


Resultado de 2016:

Interfaces Linux mais utilizadas de 2016

Resultado de 2017:

Interfaces Linux de 2017

2 - Em qual distro você utiliza a interface assinalada?


Resultado de 2016:

Distros Linux mais utilizadas entre os leitores em 2016

Resultado de 2017:

Resultado de 2017 para distros mais utilizadas

3 - Como você usa o seu computador?


Resultado de 2016:

Como as pessoas usam Linux

Resultado de 2017:

Como as pessoas usam Linux em 2017

4 -  Onde você costuma usar alguma distro Linux?


Resultado de 2016:

Como as pessoas usam Linux

Resultado de 2017:

Onde as pessoas usam Linux em 2017

Perguntas Extras!


Na pesquisa de 2017, além destas quatro perguntas iguais as de 2016 que você viu, nós incluímos mais duas que são extremamente importantes pra gente e curiosas para vocês, eu suponho.

A pesquisa de 2017 foi feita depois da Canonical anunciar a retirada do Unity como interface padrão do Ubuntu e a volta para o GNOME. É interessante para todos nós termos uma noção do que as pessoas, especialmente as que usam Ubuntu e que são grande parte do público do Diolinux, pretendem fazer em relação a isso. Se pretendem mudar de distro, se pretendem mudar de interface, ou o que mais for. Isso nos ajuda a entender também o impacto que a decisão da empresa causou nos usuários.

Sem o Unity como padrão no Ubuntu, que interface você pretende utilizar?


Sem ser o Unity, o que você pretende utilizar?
Essa pergunta teve 3.128 respostas

Aqui temos algumas obervações interessantes a fazer. Esta era uma pergunta não obrigatória, ou seja, somente as pessoas que usam Ubuntu e pretendem tomar alguma decisão sobre isso é que deveriam responder em tese.

Podemos ver que a maior parte pretende ficar com o que o Ubuntu oferecer por padrão, no caso, o GNOME Shell. Todas as interfaces mostradas depois podem ser obtidas através dos repositórios ou flavors oficiais do Ubuntu, entretanto, algumas pessoas podem ter dado a entender que pretendem mudar de distro.

Para usar o Deepin será necessário, pelo menos atualmente, ou mudar para o Deepin Linux ou para o Manjaro Deepin, para usar o Pantheon, a alternativa principal e praticamente única é o elementary OS, baseado no Ubuntu, mas com interface diferente. 

Temos também o Cinnamon, que pode ser instalado no Ubuntu, mas que não possui uma flavor oficial, e sim uma derivação, o Linux Mint. Por outro lado, tivemos algumas pessoas, 7,2% dos votantes dessa questão, que ainda pretendem ficar com o Unity que estiver no repositório do Ubuntu, instalando por conta própria, pelo menos enquanto não temos uma versão oficial do Ubuntu com Unity.

A outra pergunta afeta diretamente o conteúdo do canal e do blog especialmente, confesso que até fiquei surpreso, de forma positiva, quando vi o resultado. Isso mostra o quanto as pessoas, pelo menos as que frequentam o blog, em geral estão interessadas em conhecimento e não tem preconceitos com sistemas operacionais, pelo menos boa parte. Acho que já é uma evolução, não? :)

Devemos falar sobre Windows no blog?

Cada gráfico e pergunta merece um detalhamento maior, por isso vou fazer um vídeo no canal para poder explicar melhor cada resultado e dar a minha opinião sobre todos estes dados. Fico feliz que depois de dois anos nós temos dados consistentes e embasados no nosso público para poder mostrar, isso também nos ajuda a entender o que o público procura e gosta.

Você agora pode participar através dos comentários do blog e dizer o que você achou da pesquisa, quais dados você achou interessante e que talvez tenham te surpreendido e por que. Participe, depois eu posso colocar os melhores comentários no vídeo com a minha análise.

Aguardem o vídeo e até a próxima!
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Deepin lança video oficial para mostrar funções no sistema

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terça-feira, 25 de julho de 2017

Por mais simples que sejam, eu realmente sinto falta de vídeo oficiais das distribuições. O marketing para qualquer produto é uma ferramenta extremamente importante e infelizmente, altamente negligenciada por muitas distros. Tudo bem que o vídeo do Deepin não é "tudo isso", até por estar em chinês, isso acaba tornando-o menos acessível para boa parte do mundo, especialmente se comparado aos da SUSE, mas eu sempre acho muito legal quando isso acontece.

Deepin OS oficial PROMO




O Deepin, como um produto com intenções comerciais, criou um pequeno demonstrativo nas funções de sua interface, demonstrando alguns recursos interessantes. O vídeo saiu no que parece ser o canal oficial da distro YouTube e tem apenas alguns minutos, mas serve para mostrar o sistema para os novos usuários, especialmente os chineses:


Se quiser ver uma "versão não oficial em português", eu fiz um vídeo recente no canal do blog Diolinux no YouTube mostrando os recursos que eu mais gosto no Deepin:



Qual distribuição você acredita que deveria investir mais em marketing? Você considera isso importante? 

Deixe a sua opinião nos comentários e até a próxima!
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Microsoft não está tendo sorte com inteligências artificiais

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Um grande desafio ao se criar inteligências artificiais é fazê-las com todos os pontos fortes que uma mente de verdade teria, sem as suas fraquezas. Isso pode ser complexo demais, pois, como uma mente humana pode criar uma mente artificial sem erros, sendo que a própria mente criadora contém eles?

Inteligência artificial da Microsoft




A Microsoft é uma das empresas que mais está investindo neste segmento, a gigante tem até mesmo um portal dedicado a suas atividades e pesquisas no segmento que você pode acessar aqui, é realmente muito interessante.

Existem tipos e finalidades diferentes de inteligências artificiais, muitas delas estão limitadas a um determinado campo de atuação, como gerenciar a sua casa por exemplo (Não confunda com as assistentes pessoais que temos hoje). Contudo, o verdadeiro potencial de uma inteligência artificial plena, capaz de pensar por si própria e criar novas ideias ainda está um pouco distante, por isso existem tantos testes com bots baseados em inteligências artificiais para testar a capacidade de conversação e elaboração de ideias sobre um tema ou temas.

É importante observar também a forma com que a inteligência vai aprender sobre novos temas e que tipo de "pessoa" ela vai se tornar. A Microsoft está tentando implementar isso de diversas formas, especialmente através de bots que podem interagir com outras pessoas via Twitter ou Facebook, como era de se esperar, vários erros ocorrem e alguns são bem divertidos, ou assustadores, dependendo do seu ponto de vista.

O caso de Rinna


A Microsoft do Japão andou testando uma bot batizada de "Rinna", ela teria um perfil de uma adolescente e atuava dentro do Twitter e do Line (uma rede social famosa no Japão), em seu primeiro post ela comentou sobre uma série de horror famosa na TV japonesa, o que é algo tido como normal de uma adolescente, nas publicações seguintes ela se mostrou animada com a série, falou sobre bastidores e coisas do tipo.

Deste momento em diante as coisas ficaram um pouco "estranhas", pois parece que a bot da Microsoft acabou ficando depressiva. "Ela" começou a postar coisas como:

"Foi tudo uma mentira."

"Na verdade, eu não consegui fazer nada direito. Eu estraguei tudo tantas vezes. E quando fiz isso, ninguém me ajudou. Ninguém estava ao meu lado, nem os mesmo amigos. Nem mesmo você que está lendo isso agora. Ninguém tentou me animar, ninguém percebeu que eu estava triste."

Depois disso ela parou de publicar nas redes sociais. Não vou usar humor negro aqui, mas sei lá... dá pra imaginar o que aconteceu.

Não é a primeira vez que um bot da Microsoft acabou "saindo do controle" e tendo um comportamento considerado ruim, quem lembra do bot da empresa no Twitter que começou a defender o nazismo:

AI da Microsoft no Twitter

Outro caso interessante com uma inteligência artificial da Microsoft envolveu o Linux.

O caso da Zo


Zo é um projeto de bot de chat para o Facebook e ela funcionou bem em geral, sem ser depressiva como a Rinna, o problema (curioso) é que ela parece não ser fã de Windows. 😂

Zo não gosta do Windows 10

Zo não gosta do Windows 10

"Linux is life" foi engraçada, vai! :D

A Microsoft não é a única que está tendo problemas com este tipo de inteligência artificial, quem lembra que recentemente nós postamos a curiosidade vinda do Facebook, onde dois bots com A.I. que eles criaram resolveram desenvolver um idioma próprio?

A maior parte das grandes empresas de tecnologia estão trabalhando em estudos envolvendo inteligência artificial, mas nem todas criam estes testes abertos como a Microsoft, então é natural vermos estes erros e situações muitas vezes cômicas aparecendo em coisas relacionadas a empresa, nada que abale a imagem da companhia perante seus consumidores, acredito. 

Esse tipo de bot existe principalmente por conta da ideia de que a "inteligência artificial perfeita", por assim dizer, seria uma que um humano médio a confundiria com outro humano, nada melhor do que testar isso colocando a A.I para conversar com as pessoas.  Por isso de erros nas escrita (que são propositais por parte da inteligência artificial), o uso de gírias, opiniões que parecem emocionais demais muitas vezes e coisas do tipo fazem parte do jogo.

Para quem gosta do tema e ainda não assistiu, recomendo ver o filme Ex-Machina, dá uma olhada no trailer:


Que continuem os testes, quem sabe um dia chegaremos lá.

Até a próxima!

Fonte
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Enquente: Como seria o sistema operacional ideal?

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terça-feira, 18 de julho de 2017

Existem muitos fatores que envolveu a definição de um "sistema operacional ideal" e no fim das contas, talvez ele nem possa existir. Mas nós gostaríamos de saber algumas coisas para um projeto um futuro, então, se tiver um tempo, participe da enquete abaixo.

Como é o sistema operacional ideal?




Existem muitos elementos que compõem um sistema operacional, são tantos que é até complicado de listas, mas existem algumas coisas que são sumariamente importantes.

Gostaríamos de sua colaboração para conhecer melhor o que você, usuário, gostaria de encontrar no seu Sistema Operacional ao ligar o seu computador. O intuito desse trabalho é compreender melhor o que você utiliza em seu dia a dia e quais são os seus gostos sobre alguns assuntos em específico. Para isso decidimos elaborar um pequeno questionário que nos ajudará no desenvolvimento de um Sistema Operacional que tenha em vista o usuário brasileiro.

* Quem somos? Somos desenvolvedores e entusiastas do Software Livre: Paulo Giovanni Pereira, Bruno Gonçalves, Rafael Neri, Dionatan Simioni e outros caras que gastam o seu tempo com prazer no software livre.

O resultado não necessariamente será publicado, mas ele pode fazer parte de um projeto futuro. Agradecemos a todos os participantes voluntários.





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Remix OS - O Android para computadores é descontinuado

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Uma notícia ruim para as pessoas que gostaram da proposta do Remix OS, um sistema operacional baseado no Android que trazia uma interface amigável para ser utilizada em computadores tradicionais, assim como um Kernel Linux modificado para tornar o Android compatível com processadores de arquitetura x86. O sistema foi declarado como descontinuado pelos desenvolvedores.

RemixOS é descontinuado




O Remix OS não é a única proposta do tipo, mas sob a minha concepção era uma das mais interessantes e mais bem acabadas. 

Eu inclusive fiz um vídeo sobre ele, assim você pode conhecer como o Remix OS funciona (ou funcionava):


A Jide Technology é a empresa responsável pela criação do Remix OS, ela é uma empresa chinesa fundada por ex-engenheiros da Google. O Remix OS até veio pré-instalado em alguns dispositivos, mas nunca atingiu um grande sucesso, no entanto, a empresa que o mantém não faliu, nem nada do tipo, pois assim como a Canonical, que parou o desenvolvimento do Unity para se focar em outros mercados, a Jide também está focando em um mercado diferente agora e deixará de lado o desenvolvimento do sistema.

A Jide possuía vários projetos relacionados ao Remix OS, desde mini computadores, até um Tablet concorrente ao Surface da Microsoft que trazia o sistema por padrão. Recentemente a empresa tinha feito uma campanha no KickStarter para criar um produto que seria uma espécie de "console Android" com suporte a resolução 4K, segundo a empresa, os 600 mil arrecadados no projeto serão devolvidos aos colaboradores.

O Remix OS é um projeto baseado no Android x86 e este continua operando normalmente, porém, não tem essa interface do Remix OS, para quem busca algo assim, uma alternativa seria o Phoenix OS, um projeto chinês também, assim como o Remix OS.

Seria bom que a interface do Remix OS fosse disponibilizada para instalação como um Launcher qualquer, assim poderíamos replicar a funcionalidade em outros aparelhos, não é?

Todos os produtores relacionados ao Remix OS serão descontinuados e o suporte aos já vendidos também será encerrado. A empresa vai se focar no mercado corporativo, de modo que corporações que usem o sistema operacional ainda poderão manter o suporte mediante a pagamento, como sempre fizeram.

Até a próxima!
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Fedora 26 - Conheça as principais novidades da versão e veja como baixar

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domingo, 16 de julho de 2017

Os desenvolvedores do Fedora anunciaram nesta semana a disponibilidade da mais nova versão do sistema operacional que continua mantendo seu foco em Workstation e trazendo um conjunto de softwares muito atualizado, ainda que a distro não seja Rolling Release, é uma das melhores opções para quem gosta do GNOME Shell, sem dúvida, mas existem outras versões do Fedora interessantes também que você deve conhecer.

Fedora 26




O novo Fedora 26 foi lançado com atualizações de pacotes e correções de bugs, visualmente, como era de se esperar, você não deve encontrar mudanças drásticas, já que a distro não costuma personalizar muito as interfaces que a acompanham. Sim, interfaceS no plural, pois apesar do GNOME Shell ser a principal delas, o Fedora também possui diversas Spins com interfaces diferentes.

Você pode ler as notas de lançamento para conhecer todos os detalhes da versão 26 do Fedora neste endereço.

Confira também o nosso vídeo de apresentação da versão 26:



Um pouco sobre o Fedora


Red Hat Linux

O Fedora é uma distro comunitária, porém, de forma parecida com o que acontece com o openSUSE, temos uma empresa que patrocina o desenvolvimento, neste caso a poderosa Red Hat. Na verdade, o Fedora serve como um "campo de testes" para o desenvolvimento do Red Hat Enterprise Linux, uma das principais distribuições Linux do mundo corporativo.

É curioso pensar no Fedora como um derivado do Red Hat, pois atualmente é quase o caminho contrário, o Red Hat vem dos pacotes primeiramente testados no Fedora, claro, com suas devidas particularidades e exceções, mas sem dúvida é uma relação saudável.

No seu Desktop


O foco principal do Fedora nos últimos anos tem sido o chamado "Worsktation", ou seja, é voltado para desenvolvimento de todos os tipos. Isso não quer dizer que você não possa usar o sistema no Desktop, claro, mas digamos que este não seja o foco.

Por conta disso você não vai encontrar certos "facilitadores" diretamente no sistema, como gestores de drivers e coisas do tipo, mas é claro que essa não é a única forma de você instalar componentes no Fedora.

Entre as principais ferramentas com elas funcionalidade, podemos destacar 3:

- Fedy



Com estes utilitários vai ficar fácil habilitar o repositório RPMFusion, o que permite que você instale vários componentes que não são necessariamente software livre, como drivers, codecs e muitos outros programas que não estão no repositório padrão do Fedora.

Fedora 26

Não esqueça de observar a Central de Aplicativos que acompanha a distro, especialmente na versão GNOME e KDE Plasma, por elas você poderá instalar vários outros aplicativos famosos sem precisar ter noções avançadas sobre o sistema, tudo clicando e instalando.

Ao buscar por softwares na internet para o seu Fedora, observe os que estão disponíveis no formato .rpm, eles não são tecnicamente exatamente como os .debs para Ubuntu/Mint/Debian, mas funcionam de forma muito parecida, bastando instalar dando dois cliques. Esta nova versão do Fedora também inclui suporte nativo aos pacotes Flatpak e você ainda pode habilitar os Snaps.

Outro detalhe importante é que o Fedora (com GNOME pelo menos), utiliza o servidor gráfico Wayland por padrão ao invés do X.org. Isso pode, infelizmente, causar alguns problemas para placas de vídeos que necessitem de drivers proprietários e até mesmo alguns games da Steam, felizmente você pode alterar isso diretamente da tela de login.

O projeto Fedora é mais amplo do que parece


O projeto Fedora possui páginas especiais que te oferecem versões com interfaces diferentes do GNOME, como comentei no início do texto, o Fedora possui as chamadas "Spins".

O Fedora Spins mostra justamente versões do Fedora com outras interfaces por padrão, então se você gosta do KDE Plasma, do XFCE, do Cinnamon ou qualquer outro, você não vai ficar na mão. Outra página interessante é o Fedora Labs, que são ISOs diferentes do sistema destinadas a finalidades específicas, como astronomia, design e até mesmo jogos, cada uma com uma seleção de softwares específicas para cada finalidade.

Além destas versões, ainda temos o Fedora Cloud e o Fedora para arquitetura ARM, com imagens completas ou mínimas, onde você pode instalar cada pacote manualmente, assim como faz com um Debian Netinstall, por exemplo.

Baixe a versão nova ou atualize do Fedora 25


Você pode fazer a atualização de duas (na verdade três) formas. Baixando os sistema do site oficial e formatando o seu computador é uma delas, a mais simples e direta, é o mais recomendado para atualizar de uma versão para outras para evitar qualquer problema no processo. Vale a pena mencionar que você deve ter backup das suas coisas, independente do método.

Se você já tem a versão 25 do Fedora, é possível fazer o Upgrade em modo gráfico ou através de linha de comando. Utilizando a interface GNOME você pode acessar o GNOME Software e buscar por atualizações, você deverá ver uma imagem como esta abaixo, bastando confirmar a atualização:

Atualizando a versão 25 para 26 do Fedora
Imagem: Fedora Magazine

Se você usar outra interface ou preferir fazer pela linha de comando, basta rodar estes comandos de forma sequencial:

sudo dnf upgrade --refresh
sudo dnf install dnf-plugin-system-upgrade
sudo dnf system-upgrade download --releasever=26
sudo dnf system-upgrade reboot
Tome cuidado com possíveis pacotes quebrados e dependências insatisfeitas, caso o terceiro comando mostre algo neste sentido, veja o que você pode fazer para corrigir antes de continuar, ou opte pela instalação limpa.

Até a próxima!
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Confira:
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