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Primeiras daily builds do Ubuntu 17.10 já estão disponíveis para download

Seguindo a tradição, logo depois de um lançamento como o do recente Ubuntu 17.04 Zesty Zapus, que finalizou o alfabeto, temos as primeiras construções diárias da próxima versão, o Ubuntu 17,10 que sairá em Outubro.

Ubuntu 17.10 Artful Aardvark


O Ubuntu 17.10 de codinome "Artful Aardvark" (isso mesmo, voltou no início do alfabeto), já está recebendo as suas primeiras construções diárias, chamadas em inglês de ""daily builds", assim como seus repositórios já foram abertos para o recebimento dos softwares deste ciclo.

Esta versão está muito longe de estar pronta para a utilização do usuário comum, como comentei, ele será lançado somente em Outubro e não é recomendado para pessoas que não tenham a intenção a ajudar a desenvolver o sistema.

As primeiras ISOs estão disponíveis aqui.

O que podemos esperar do Ubuntu 17.10?


A disponibilidade das primeiras ISOs do ciclo 17.10 é um gancho perfeito para falar sobre as coisas que deverão chegar com esta nova versão.

Como você bem deve saber, a Canonical resolveu descontinuar o Unity como interface padrão do Ubuntu, além disso, outros projetos acabaram ficando de lado, pessoas foram demitidas da empresa e setores reformulados.
O local onde essas mudanças serão mais sentidas é justamente o Desktop, que para mim é a parte mais sensível do projeto, não financeiramente falando, mas no aspecto de relação com o usuário final de computador.

Na versão 17.10 nós teremos o Gnome Shell como interface e o Wayland como servidor gráfico, abraçando a maior parte das soluções colocadas pelo projeto Gnome. 

Até o momento, pelas informações que se tem, nós teremos um Gnome puro no Ubuntu 17.10, o que do ponto de vista do usuário final não seria a melhor escolha, pois o Gnome necessita de uma série de complementos para conseguir ter os mesmos recursos que o Unity anteriormente tinha.

Falando em Unity, ele ainda estará nos repositórios caso alguém deseje instalar. Até o momento, não sei de nenhuma comunidade que queira continuar desenvolvendo funções para ele, ou desenvolvendo ele em si, entretanto ele estará disponível. Apesar desta informação deixar os fãs do Unity menos preocupados, é bom alertar que ele não será tão "bem integrado" ao Gnome como antes, a Canonical costumava aplicar vários patches e modificações para fazer com que os Apps do Gnome funcionassem de forma integrada ao Unity, como o Nautilus por exemplo, algo que deixará de acontecer, então os aplicativos poderão ficar "estranhos" no Unity do 17.10, para quem for utilizar.

É provável que o Ubuntu 17.10 chegue com o Gnome 3.26, mas ainda não foi confirmado, outra coisa que ainda não foi definida é se o Ubuntu passaria a utilizar o GDM ou continuaria utilizando o LightDM como gestor de login, particularmente acho o LightDM mais belo, porém, com essa ideia de "all GNOME" de Mark Shuttleworth, não me admiraria se o GDM fosse o padrão também.

O calendário de lançamentos para o Ubuntu 17.10 Artful Aardvark é o seguinte: 

- 29 de Junho - Alpha 1
- 27 Julho - Alpha 2
- 31 Agosto - Beta 1
- 28 de Setembro - Beta final
- 19 de Outubro - Versão final

O que você espera do Ubuntu 17.10? Pretende utilizar? Sei que é muito cedo para qualquer comentário mais técnico, mas será um lançamento importante, pois é onde teremos uma prévia da próxima LTS que sai em Abril de 2018.

Até a próxima!
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quinta-feira, 27 de abril de 2017

PhotoGIMP 2017.1 está disponível para download!

O blog Diolinux orgulhosamente apresenta a versão 2017.1 do projeto PhotoGIMP, o projeto que procura aproximar usuários do Adobe Photoshop ao GIMP, facilitando a transição entre as duas ferramentas.

PhotoGIMP 2017.1 Diolinux




A migração entre softwares é sempre trabalhosa, especialmente quando este programa é um dos pilares do seu trabalho, como é o caso de muitos profissionais com o Adobe Photoshop.

Eu admito que há casos em que o Photoshop será insubstituível para o usuário, mas francamente, isso depende mais do usuário do que do programa e de seus recursos, visto que existem vários profissionais que trabalham somente com o GIMP há muitos anos, você pode escolher as suas desculpas, mas em "90% dos casos" o motivo está simplesmente no dito workflow e na produtividade.

O costume com atalhos, aparência e localização das ferramentas são fatores eventualmente decisivos para quem não quer usar o GIMP.

O PhotoGIMP é um projeto criado especialmente para quem gostaria de utilizar a ferramenta mas é especialmente acostumado com o Adobe Photoshop, ou pessoas que precisam ou querem transitar entre ambos, sem precisar decorar teclas de atalho muito diferentes entre os dois softwares.

PhotoGIMP 2017.1


O PhotoGIMP não é um novo programa, nem sequer é um "concorrente" do GIMP, muito menos do Photoshop, ele é puramente "o GIMP", mas usando toda a liberdade que o software livre nos proporciona, ele foi modificado intencionalmente para ter um workflow mais parecido com o Photoshop, muitas coisas contidas na versão do ano passado se mantiveram, mas o projeto foi ajustado e simplificado.

PhotoGIMP 2017
PhotoGIMP no Linux Mint Cinnamon

No PhotoGIMP 2017.1 você encontra um novo tema GTK que é capaz de ignorar os outros temas, então, independente de qual tema você use, ao ativar o tema do PhotoGIMP ele se manterá o mesmo, isso garante a compatibilidade perfeita com outras distribuições que não sejam o Ubuntu com o tema Ambiance, como acontecia na versão passada. Esta versão do PhotoGIMP é compatível com todas as distros, independente da interface.

Usuários de Linux Mint comentaram que a versão passada simplesmente não se encaixava no tema do sistema e acabava ficando... bom... muito tosco, para dizer o mínimo, acredito que isso tenha se resolvido, como mostra a imagem acima.

PhotoGIMP 2017.1
PhotoGIMP no Windows 10

A versão para Windows também foi atualizada juntamente e agora suporta o mesmo tema, permitindo exatamente a mesma aparência no Linux e no Windows, o que facilita a migração entre plataformas também. Na verdade, agora não existe mais um PhotoGIMP para Linux e outro para Windows, como era antes, é apenas um que funciona nos dois, ou seja, o projeto foi simplificado.

Os ícones das ferramentas estão maiores também, os principais atalhos do Photoshop fazem parte do PhotoGIMP, assim você não precisa decorar tudo de novo, o tema escurecido garante que você não canse os olhos editando imagens o dia todo e a organização espacial das ferramentas também vai te ajudar a encontrar o que você quiser com maior facilidade. Por exemplo, ferramentas comuns organizadas na barra de ferramentas da esquerda como no Photoshop, camadas na direita em baixo, etc.

PhotoGIMP no Deepin 15.4
O projeto também conta com uma série de brushes novos pré-instalados, ideal para quem gosta de fazer desenho digital também.

Outra correção que foi feita é relacionada a adaptação do tema à resoluções diferentes. Este bug acabava fazendo com que o botão de maximizar "sumisse" do GIMP, agora ele deverá funcionar perfeitamente, independente do tamanho da sua tela e da resolução.


Créditos


Para construir o patch PhotoGIMP nós unimos vários projetos abertos em torno do GIMP condensando em um "produto" final, por isso temos que dar créditos a quem realmente merece, que são os desenvolvedores do GIMP (gimp.org), aos desenvolvedores do tema, este tema (ainda que tenha sido modificado por mim), partiu do tema que será liberado com a futura versão do GIMP (O PhotoGIMP é feito em cima do GIMP 2.8.x), agradecimentos também aos desenvolvedores dos brushes. E por último, mas não menos importante, agradeço a todos que me ajudaram testar a nova versão, especial o Ricardo Venturini Bugim que me ajudou a testar várias etapas do projeto passo a passo.

Como instalar o PhotoGIMP no seu sistema


Vamos aos preparativos: Como eu tinha comentado anteriormente, o PhotoGIMP é um patch, logo, ele necessita do GIMP original instalado previamente, por isso instale no seu sistema da maneira que preferir.

Windows: Faça o download do .exe à partir do site e instale normalmente usando o utilitário de instalação, basicamente você pode avançar nele, não há nenhuma propaganda ou "recurso" extra que será instalado indevidamente.

Linux: Dependendo da distribuição haverão formas diferentes de fazer a instalação, porém, o GIMP está nomeadamente no repositório de todas, basta procurar o pacote "gimp" sem aspas no seu gerenciador de softwares ou central de aplicativos.

GIMP na Central de Apps no Linux Mint


Quem prefere fazer pelo terminal pode usar estes comandos:

Ubuntu/Mint/Debian/Deepin/elementaryOS e derivados:
sudo apt install gimp
Fedora e derivados:
sudo dnf install gimp
Arch/Manjaro/Antergos e derivados:
sudo pacman -S gimp
openSUSE e derivados:
sudo zypper install gimp

Uma vez que o GIMP esteja instalado, agora você só precisa baixar o patch e extrair ele para o local indicado. Os arquivos são os mesmos, tanto para Linux, quanto para Windows.


Com o Patch baixado, você verá que tem "em mãos" um arquivo .zip, dentro dele existem instruções para instalação semelhante ao que você encontra aqui em um arquivo de texto, você pode consultar ele.

O que você deve fazer é substituir a pasta de configurações do GIMP pelo nosso patch PhotoGIMP, no Linux e no Windows ela fica dentro da sua pasta de usuários comuns.

Instalação PhotoGIMP no Linux (distros em geral)


Extraia a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário, ela deverá manter o ponto antes do nome para ficar oculta. (atenção para o ponto!)

Exemplo de local para extrair:

/home/diolinux(nome do usuário)/EXTRAIA AQUI!

Instalação do PhotoGIMP no Windows 7/8/10


Para o Windows o processo é semelhante ao do Linux, basta extrair a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário que fica dentro do disco C.

Por exemplo

C:\Usuários\Diolinux(nome do usuário)\EXTRAIA AQUI!

Depois de extrair, basta abrir o GIMP normalmente.

Caso a modificação não apareça logo de cara, ou ao menos o tema, com o GIMP aberto, verifique se o tema está selecionado e habilitado.

Vá no menu editar>>preferências>>tema e na lista de temas disponíveis procure pelo "PhotoGIMPDiolinux", selecione e clique no botão "OK" e a mudança deverá ser instantânea.

PhotoGIMP Diolinux

Aproveite o PhotoGIMP e divirta-se! Lembre, este projeto não tem qualquer custo, é disponibilizado para você completamente grátis, então compartilhe a matéria como pagamento, indique para amigos que poderão se interessar! :)

Caso você encontre problemas ou tenha sugestões para edições futuras, por favor deixe nos comentários ou nos envie um e-mail contando as suas ideias, quem sabe elas ajudam a forma uma versão futura do projeto.

Até a próxima!
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Como fazer o Google Chrome e o Firefox reconhecerem todos os Emojis

Digamos que eu não seja uma pessoa que usa tanto assim os Emojis, mas percebo uma crescente de utilização deles em vários sites, incluindo em mensagens de e-mail, até mesmo em seus títulos, vídeos no YouTube, entre outros.





O problema do navegador não reconhecer os Emojis, é que no lugar deles algumas vezes são apresentados caracteres completamente "bugados" que não nos mostram o que a pessoa que estava emitindo a mensagem gostaria de nos passar.

Emojis faltando

Um exemplo que posso dar, é no meu vídeo sobre o futuro do Ubuntu sem o Unity, sem o complemento do Emojis simplesmente aparece em seu lugar um retângulo com "muito pouca emoção".

Se você possui a fonte Noto da Google instalada, dificilmente algum emoji vai deixar de aparecer, mas ainda assim, ele terá uma aparência deste tipo, variando de acordo com o tipo do emoji.

Emojis faltando

Independente do caso, podemos resolver o problema com duas extensões, ou melhor, com uma, diferente para cada navegador.

1 - Resolvendo o problema no Mozilla Firefox

Firefox Emoji

No caso do Mozilla Firefox, vamos precisar de uma extensão chamada "Emoji Everywhere", você encontra ela no próprio repositório de extensões do Firefox. 

Usando o Firefox, clique neste link e adicione a extensão, recarregue as páginas ou feche a abra o navegador e você verá que será possível ver os emojis normalmente.

2 - Ativando os Emojis no Google Chrome

Emoji for Chrome

Assim como no Firefox, os Emojis para o Chrome vem através de uma pequena extensão de nome "Emoji for Google Chrome", ela está na Chrome WebStore, basta clicar aqui através do Google Chrome e adicionar ela normalmente.

Esta extensão cria no Chrome/Chromium um pequeno ícone que fica perto da barra de pesquisa na direita na parte superior, por ele você consegue facilmente adicionar emojis aos seus textos em qualquer página que você esteja, além é claro, de permitir que você visualize os emojis em qualquer página, que é o objetivo deste post.

Agora que as extensões estão instaladas, você verá a diferença:

Emojis no Linux

Agora você não deverá ter mais problemas com este tipo de caractere, até a próxima!
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domingo, 23 de abril de 2017

Anbox - O projeto que quer integrar Apps de Android nas distros Linux de Desktop

Todas as pessoas que não analisaram à fundo a questão tem esta dúvida. Se Android é Linux, por que os Apps de Android não rodam nas distros de Desktop, como Debian, Ubuntu, Manjaro, Fedora, etc?

Além de responder esta pergunta, hoje você conhecerá o projeto Anbox, que tem exatamente este objetivo.

Android Anbox - Run Apps on Linux Desktop




Nesta semana eu recebi diversas mensagens sobre o Anbox, seja por e-mail, seja por Facebook, Twitter, no canal e até pessoalmente, acredite se quiser, ou seja, esse software chamou muito a atenção das pessoas pela sua proposta.

Abstraindo o lado técnico, resumidamente, o Anbox permite que você rode aplicativos Android na sua distribuição Linux de desktop de forma "quase" que nativa.

Sinceramente, desde que funcione bem, eu não me importo na definição técnica de nativa ou não, o mesmo vale para  Wine com os Apps de Windows.

Como eu não gosto de simplesmente colocar as coisas "do nada" aqui para vocês, eu resolvi fazer vários testes antes, mas antes de conversamos sobre isso, me deixe responder a questão levantada no início do artigo. Se Android também é Linux, por que a sua distro não roda os Apps do "sistema do robozinho?"

Estrutura de um sistema Android

Vejamos à partir da imagem acima que foi retirada diretamente do site do Android, o que a sua distro de Desktop tem de semelhante com o Android? Se você olhou pro "tijolinho" vermelho, o Kernel, então você acertou.

Se você acompanha o Diolinux no canal do YouTube, nas redes sociais, etc, deve ter percebido que frase mais repetida deve ter sido: "Linux é um Kernel", nada além disso. Pois bem, de fato é isso mesmo, só pra enfatizar.

Distribuições Linux são sistemas operacionais (para desktops, smartphones, servidores, IoT, etc) que usam o Kernel Linux como base de projeto. O chamado "Linux de Desktop" segue um certo padrão que vai além de simplesmente usar o Kernel Linux apenas, mas outras bibliotecas, ferramentas, servidores gráficos, servidores de som, são comuns entre as distros, por isso programas que rodam no Ubuntu costumam rodar no Fedora, programas que rodam no Manjaro costumam rodar no openSUSE e assim por diante. Muitas destas ferramentas são originárias do projeto GNU (e tantas outras também não são), como o próprio Bash, muito popular em várias distros (praticamente todas), incluindo até o macOS da Apple.

O Android é diferente. Ele também usa o Kernel Linux, assim como a sua distro de desktop, mas o que vem acima do Kernel é que é diferente de um sistema de "desktop Linux" comum. São bibliotecas e frameworks diferentes, e como Kernel por si só não roda nada (a função do Kernel é criar uma "ponte" entre aplicativos e hardware), temos esta incompatibilidade. O simples fato de Ubuntu e Android compartilharem o mesmo tipo de Kernel não os faz rodar o mesmo tipo de aplicação. De forma simples, é basicamente isso. O Kernel dos Smartphones também é comumente construído somente com os drivers de dispositivos e recursos que o próprio Smartphone terá, procurando otimizar o sistema e torná-lo mais veloz, é por isso que o Android que a Samsung usa no Galaxy você pode instalar no Moto Z, e vice-e-versa, sendo que esta regra vale para qualquer fabricante praticamente, só estou dando exemplo.

É o mesmo que acontece entre aplicações do macOS e sistemas com Kernel BSD, apesar do Darwin (Kernel do macOS) ter suas raízes no BSD, a "parte que roda" as aplicações do sistema é diferente, gerando a incompatibilidade.

Agora é que vem o Anbox


Anbox é um nome muito inteligente e que exprime de forma compacta o funcionamento do projeto. Anbox, Android in a Box. Sendo que o funcionamento do projeto, consiste em utilizar um container para rodar o sistema.

Quando li pela primeira vez sobre o Anbox, lembrei-me do Shashlik, estão lembrados? Mas lendo um pouco mais sobre o projeto acabei descobrindo que eles funcionam de jeitos bem diferentes.

Enquanto projetos como o Shashlik o outros disponíveis para Linux para rodar Apps de Android, como o Genymotion (Genymobile), onde um sistema Android com Kernel próprio é emulado e as aplicações são rodadas desta forma, no caso do Anbox, ele promove uma camada de abstração diferente, utilizando o próprio Kernel do sistema, o que, segundo os desenvolvedores, garante uma melhor integração com o próprio sistema.

O Anbox não virtualiza o Android, ele simplesmente cria essa compatibilidade com os recursos necessários para fazer os Apps rodarem sobre o próprio Kernel Linux da distribuição.


Este vídeo foi produzido pelos próprios desenvolvedores do Anbox e mostra o que seria o funcionamento do programa na prática.

Não funcionou tão bem... pelo menos para mim


Tudo bem, como está no site mesmo, o Anbox ainda é um alpha, então tem muito trabalho por vir ainda, porém, eu realmente não consegui nem sequer testá-lo direito, instalei ele, mas o programa simplesmente não roda.

Teoricamente, o Anbox foi testado no Ubuntu 16.04 LTS através de pacotes Snap e assim ele deveria funcionar, aliás, esta é a forma de distribuição principal do programa. Sem Shell Script, sem deb ou rpm, sem PPA, sem Flatpak (por enquanto), apenas via Snap.

Felizmente você pode usar os Snaps em qualquer distribuição, ainda que os testes tenham sido apenas no Ubuntu.

Bom, eu tentei... juro!

Usei o Ubuntu 16.04 LTS, usei o Ubuntu 16.10, o Ubuntu 17.04, o Deepin 15.4 RC2 e o Manjaro 17, tentei usar o pacote Snap em todos e tive o mesmo resultado, nada

Como o código do Anbox está no Git, a galera do Arch já "mexeu os pauzinhos" e temos uma versão do AUR do Anbox, procure pelo pacote "anbox-git", porém, nem esse funcionou.

Por isso, convido você a testar, caso você faça funcionar, seria muito bom se você compartilhasse através dos comentários os seus resultados e como você fez para rodar o Anbox também.

Teoricamente, você precisa instalar o snap:
sudo snap install anbox-installer
E depois de instalado, você precisa rodá-lo:
anbox-installer
ou:
snap run anbox-installer
Será necessário digitar o número "1" no Script para escolher a opção de instalar e depois será necessário digitar em caixa alta "I AGREE" para aceitar os termos do programa, se tudo der certo, você terá o Anbox no menu do seu sistema. Até aqui eu sempre cheguei, mas nunca consegui abrir ele. 

De qualquer forma, é um projeto que promete, se conseguirmos esta integração será ótimo, muito mais aplicações  estarão disponíveis para Linux nos destkops também.

Vale a pena ficar de olho, até a próxima!
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Vulkan aumenta até em 30 FPS Mad Max para Linux se comparado com OpenGL

Ainda é cedo para afirmarmos até onde o Vulkan pode ir, até porque ainda não existem games desenvolvidos diretamente com ele, e sinceramente, ele parece também não estar completamente pronto para o mercado, ainda assim, é bom observar o que ele já é capaz de fazer e cá entre nós, os resultados são animadores.

Vulkan API vs OpenGL Diolinux




Recentemente a Feral Interactive, a principal empresa responsável em fazer portes de games originalmente desenvolvidos para Windows para Linux e Mac, divulgou em sua página no Facebook que havia desenvolvido um patch para o Game Mad Max que permitia que ele fosse rodado com a API Vulkan no lugar no OpenGL no Linux.

Utilizando este tutorial eu pude fazer um teste comparativo entre o OpenGL e o Vulkan no Ubuntu 16.04.2 LTS com a placa GTX 1060 de 3GB.



Resumo do Hardware utilizado no teste:

- i5 3330 
- GTX 1060 3GB
- 8GB RAM 1600 DDR3
- Monitor 1080p 60Hz
- Driver Nvidia 375.39

Pelo que pude perceber, o game obteve melhor desempenho em placas da linha 1000 da Nvidia, em modelos anteriores o ganho não é tão perceptível, o que mais uma vez reafirma o ponto de que o Vulkan é uma tecnologia para o futuro. Tendo como baseada a GTX 1060 demonstrada no vídeo e o ganha obtido, podemos ter uma noção de como a API gráfica pode fazer diferença.

Se você tem o game na sua Steam e fez também o teste, compartilhe conosco os seus resultados através dos comentários do blog, informe o seu hardware e a versão do drivers utilizado, além é claro, o resultado obtido.

Até a próxima!
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sábado, 8 de abril de 2017

OpenShot 2.3 é lançado com nova ferramenta Picture in Picture e mais recursos

Quem está procurando um editor de vídeos relativamente simples para usar no Linux pode encerrar as suas buscas pelo OpenShot. Apesar de simples, ele vem adicionando recursos interessantes para facilitar ainda mais e automatizar a produção de editores de vídeo caseiros, confira as novidades que a versão 2.3 traz para você.

Nova versão do OpenShot video editor




Eu acho o OpenShot perfeito para quem quer fazer edições simples, cortar um vídeo aqui, colocar uma transição ali, colocar uma música de fundo, etc. e apesar isso, ele ainda permite algumas construções mais avançadas, especialmente depois deste último lançamento.
OpenShot 2.3

Jonathan Thomas, o principal desenvolvedor do editor, liberou um vídeo onde ele explica e demonstra um pouco mais das novidades desta versão:


O grande diferencial desta nova versão parece ser mesmo a ferramenta de transformação fácil, que permite que você crie até mesmo animações de movimento de forma simples, com movimentos baseados em keyframes, porém, sem a necessidade de conhecimento avançado nesse tipo de recurso.

Outra coisa que não posso deixar de comentar é a volta da ferramenta de tesoura para cortar os clipes (razor tool), sim, o OpenShot sempre permitiu cortes, mas desde a versão 1.4.3 que o ícone de tesoura deixou de existir, obrigando a usar a tecla de atalho "Ctrl+K" para fazer os cortes, algo que para produção pode ser até eficaz, mas para o público leigo complica um pouco, aliás, o atalho continua funcionando, com a diferença de que agora só o usa quem quiser.

Existem várias outras mudanças interessantes que você pode consultar diretamente do site oficial do editor de vídeos, basta clicar aqui, tem alguns exemplos bem legais.

Instalação do Ubuntu e outros sistemas


O OpenShot possui versões para distros Linux, macOS e Windows, sendo que todos os arquivos que você precisa para instalar ele no seu computador são encontrados na página de download do projeto, incluindo até mesmo o código fonte da aplicação.

Em termos de "Linux", o OpenShot é distribuído oficialmente apenas de duas formas, através do AppImage (para qualquer distro) e através de PPA para o Ubuntu e seus derivados.

Quem já usa o PPA ppa:openshot.developers/ppa só precisa manter o sistema atualizado para ter a última versão do aplicativo. Quem não tem, basta adicionar:
sudo add-apt-repository ppa:openshot.developers/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install openshot-qt
Lembrando que este PPA é somente compatível com o Ubuntu 14.04 LTS ou superiores e ainda é uma versão Beta, apesar de estar funcionando muito bem. Quem não gosta muito de usar o terminal, pode instalar sem usar o terminal usando o AppImage ou usando ferramentas gráficas.

Até a próxima!
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domingo, 2 de abril de 2017

De onde vem o sucesso do Linux?

O Kernel Linux é um dos maiores, se não o maior, projeto de código aberto da história, sendo o Kernel o centro de sistemas operacionais que acompanham diversas tecnologias, não só computadores comuns e servidores. Mas de onde vem o sucesso do Linux?

Por que Linux é um sucesso?




Os fatores que envolvem a evolução e o sucesso do Linux são diversos, o nosso editor Gabriel da Costa elaborou um vídeo para te explicar um pouco deste assunto.


A que você atribui o sucesso do Linux?

Aproveitando, quero incluir outra reflexão aqui pra você:


Até a próxima!
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terça-feira, 28 de março de 2017

Chrome OS tem maior participação de mercado do que outras distribuições Linux

Em Maio do ano passado eu publiquei aqui no blog uma matéria interessante que falava sobre a adesão dos Chromebooks nos EUA, na época os dados mostravam que eles tinham vendido, em unidades, mais do que os MacBooks, que são um equipamento de preferência de boa parte dos norte-americanos. Hoje tenho um outro dado interessante para compartilhar.

Chrome OS é o Linux mais usado em desktops




É a segunda vez que vou falar do StatCounter nesta semana, a primeira foi quando comentei sobre o Android tornar-se o principal sistema do mundo quando o assunto é acesso à internet. Mas agora vamos falar de outro sistema da Gooogle, o ChromeOS.

Para quem não conhece muito bem, o ChromeOS é um sistema operacional que abastece os Chromebooks, que são notebooks dedicados ao acesso à internet e aplicações em nuvem, no EUA eles acabaram se tornando uma opção viável para muitas pessoas que usam apenas o computador para navegar ou que trabalham diretamente através de um browser, que é o meu caso inclusive, em 90% do tempo.

O StatCounter costuma liberar boletins parciais de tempos em tempos e desta vez um dado chamou a atenção, o ChromeOS tem mais market share do que as outras distros Linux somadas aparentemente.

Chrome OS na frente de Linux

Como podemos ver na imagem, a pesquisa foi levantada no período de um ano, entre Fevereiro de 2016 e Fevereiro de 2017, levando em consideração uma certa gama de acessos em sites, ou seja, ele não representa a realidade absoluta, mas possui um bom teor amostral, ainda que o restante deixado de fora pudesse mudar este valores drasticamente.

Nos EUA, assim como praticamente em todo o mundo, o Windows da Microsoft lidera com uma boa folga com seus 74,1%, em segundo lugar temos o macOS da Apple com pouco mais de 20% e depois temos o ChromeOS com quase 3,5%, o Linux vem depois com 1,47%...

Mas "pera" aí um minutinho....


Castiel

Eu gostaria de entender o porque esses sites que fazem a contagem de sistemas operacionais não entendem Linux como o que ele é: Um Kernel.

O ChromeOS é um sistema baseado em Linux também que usa uma versão modificada do Gentoo como base, então... por que não contar tudo o que tem Kernel Linux como "Linux"?

- Ah! Mas Linux não é um sistema operacional completo, é só um Kernel!

Pois é, concordo, então podemos seguir a lógica aplicada e separar por sistemas (distros), Ubuntu, Mint, Debian, Fedora, Red Hat, ChromeOS, Android e assim por diante, "Linux", por assim dizer, também é o ChromeOS neste caso, assim como Linux é o Kernel do Android e em toda a lista o pessoal conta separado não sei por qual motivo, sinceramente, Linux como Kernel, não deveria nem fazer parte das listas, as distros sim, o que as pessoas usam não é O LINUX (não apenas ele), é o sistema operacional que carrega este núcleo, seja ele o ChromeOS, o Ubuntu, Android ou qualquer outro.

... voltando


Apesar do ChromeOS ter conquistando um público interessante nos EUA, ele não conseguiu fazer muito sucesso fora de lá e fora de países desenvolvidos, o motivo? Simples, qual cidade brasileira tem sinal de Wi-Fi aberto ou por um preço acessível em todo local? Pois é, não tem.

Não que isso seja uma regra nos EUA, mas digamos que seja muito melhor que aqui neste aspecto (talvez, não só neste), mas em fim, não somente o Brasil cabe nesta deficiência de internet, como muitos outros países e como o ChromeOS fica muito limitado sem conexão, ainda que hoje em dia muitas coisas funcionem offline, ele perde um pouco de seu propósito.

Esse tipo de coisa parece estar fazendo a Google remodelar o ChromeOS, ou pelo menos o espaço de de mercado que ele ocupa, para algo novo, maior e melhor, até o momento sem muitas informações mas o projeto Andromeda dá alguns indícios.

E no Brasil, como é?


Como eu fiquei curioso com os dados, ainda que eu não concorde 100% com eles, resolvi descobrir quais as estatísticas do StatCounter para o Brasil, vamos olhar primeiro a plataforma Desktop:

Sistemas operacionais no Brasil

Aqui no Brasil a vantagem do Windows é descomunal, levando-se em consideração os dados do StatCounter ao menos. 

Com quase 92% de utilizadores, ele é o sistema predominante, a Apple continua em segundo mas com praticamente 1/4 de usuários, se compararmos com os dados dos EUA, muito se deve aos preços brasileiros dos Macs, sem dúvida.

No gráfico brasileiro "o Linux" ocupa a terceira posição com 1,22% dos utiilizadores e o ChromeOS não chega a atingir 1%, por motivos fáceis de entender, os Chromebooks em alguns casos custam o mesmo que os outros Notebooks e ainda tem a questão da internet, que eu já tinha comentado e tem um 1% desconhecido ali também que pode ser Linux, BSD, ou qualquer outra coisa, até mesmo o Windows, talvez sejam pessoas que navegam usando o TOR ou algo do tipo, sinceramente, não sei.

Agora o gráfico dos dispositivos móveis, especificamente os Smartphones:

Ranking de sistemas operacionais móveis no Brasil

Quando o assunto é Mobile, o Android é o Bayern de Munique dos sistemas operacionais, com quase 84%, ele domina amplamente o mercado (engraçado que aqui eles não contam como Linux, ainda que ele use o Kernel também, ainda não entendi por quê disso...), em segundo temos o iOS, como já era esperado com praticamente 10% dos utilizadores, o restante dos usuários se diluem entre usuários de Windows e outras plataformas menores que não fica claro exatamente qual sistema seria, sendo que o Windows tem pouco mais de 2,5% de utilizados.

Dispositivos móveis também são Tablets, então vamos dar uma olhada nesta categoria:

Market Share de Tablets no Brasil

Aqui eu confesso que tive uma surpresa! Quer dizer que metade das pessoas que tem Tablet no Brasil, tem iPad? Tá bom então...

Segundo os dados da StatCounter Android e iOS estão praticamente empatados e o Windows não tem 1% neste segmento, agora... não me pergunte "o que ser" este Linux ali na lista, se não é o Android, não faço ideia do que seja. Que outro sistema baseado em Linux é vendido no mercado móvel brasileiro além do Android? Se souber comenta aí, fiquei curioso. E mais uma vez, eles separando Android de Linux, quando eles são a mesma coisa. 

Nos EUA o iPad domina o mercado completamente com cerca de 70%, com o Android com apenas 21% e o Windows chegando a quase 0,5%.

E aí, conta pra mim que conclusão você tira destes dados! :)

Até a próxima!

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Lançado RPG Maker MV para Linux na Steam

Conforme o interesse por games em plataformas diversas aumenta, incluindo o Linux, mais e mais ferramentas para os desenvolvedores são liberadas, o software da vez é o popular RPG Maker, uma engine muito famosa para a criação de games do gênero "Rolling-playing Game" de forma fácil, confira mais detalhes:

RPG Maker Linux


Quem está procurando uma forma mais simples de produzir um game RPG que seja compatível com Windows, Linux, macOS, Android e iOS, agora pode usar o RPG Maker MV para isso, o softwares disponível na Steam por R$ 135.99, porém, no momento deste post está rolando uma promoção de 60% de desconto, então se você tem interesse, vale a pena conferir.


O que torna o RPG Maker tão especial é a sua facilidade de uso, tornando a criação de um game algo menos complexo do que originalmente ele seria, fazendo com que até quem não manja muito de programação possa realizar alguns trabalhos, inclusive, existe na Steam uma classificação para games feitos com o softwares, a lista é grande e tem diversos títulos interessantes.

A recomendação é o Ubuntu 14.04 LTS ou o SteamOS 2.0 em modo desktop para usar a aplicação, ambos na versão de 64 bits, contudo, ela deverá funcionar em outras distribuições também, porém, sem suporte oficial.

E aí? Pronto para fazer os seus games!?

Até a próxima! 😄
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terça-feira, 21 de março de 2017

Procurando uma alternativa mais simples para o Photoshop e o GIMP? Conheça o Pixeluvo!

Como eu sempre procuro resolver os problemas dos leitores, ao menos na medida do possível, hoje eu vou apresentar para vocês um editor de imagens que pode ser exatamente o que você estava procurando para realizar os seus trabalhos.

Pixeluvo editor de imagens




Há algum tempo atrás no nosso grupo no Facebook, alguns leitores estavam debatendo sobre a procura por um software que fosse capaz de realizar edições de imagens com um certo nível de complexidade (não tão alto), porém que foi mais simples de utilizar que o GIMP e o Photoshop que tem vários recursos que muitas vezes acabam tornando o uso mais complexo.

Pesquisando por alguma solução que se encaixasse com com este tipo de usuário que prefere não utilizar o GIMP, ainda que ele seja grátis, e também não vê sentido e comprar ou assinar o Photoshop, é que eu acabei encontra o Pixeluvo, comprei uma cópia para mim, sim ele é pago, mas tem um valor relativamente acessível, se compararmos com o produto da Adobe.

Fiz um vídeo bacana para você entender como ele funciona e conhecer as principais ferramentas.



Como você viu no vídeo, eu entrei em contato com os desenvolvedores do Pixeluvo e consegui 5 chaves de ativação para sortear para vocês, para participar do sorteio basta enviar um Tweet pra gente dizendo porque você merece receber a key com a #pixeluvo.

Como essa galera que já está participando:

Pixeluvo Diolinux Twitter

Os vencedores da promoção serão anunciados no canal do Diolinux no Domingo que vem, dia 26 de Março de 2017, então fica ligado! Na Segunda-feira eu faço um post aqui no blog também comentando os vencedores.

Se você quiser comprar o Pixeluvo por sua conta, você pode fazer acessando o site oficial ou através da Steam.

Até a próxima!
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Do Bash para o ZSH - Como alterar o terminal padrão no Linux

Por mais que isso seja algo que maior parte dos usuários não dá muita importância, é bom que você saiba que o Bash, apesar de ser o interpretador de comandos padrão e mais popular, não é a única alternativa que você tem, aliás, existem algumas outras muitos interessantes, como o ZSH, que você aprenderá a configurar hoje.

Substituindo o bash pelo ZSH




Eu não sou um árduo usuário de terminal no Linux, dado o meu envolvimento com o público mais leigo, eu muitas vezes evito usar ele para poder sentir na pele quais são as dificuldades, dúvidas e problemas que os usuários podem ter e assim poder construir alguns dos artigos do blog, mas confesso que me interesso pelo assunto e é sempre bom conhecer novas ferramentas.

Mais de um mês atrás eu estava falando com o meu grande amigo Gabriel, do canal Toca do Tux, sobre interpretadores alternativos ao Bash, visto que ele está fazendo uma série em seu canal intitulada "Muito além do GNU", que está muito interessante à propósito, onde ele mostra que apesar do Linux e do GNU serem comumente relacionados, um consegue existem sem o outro, e então ele me fez uma apresentação "formal" do ZSH, um shell com vários recursos interessantes para power users e que ele utiliza profissionalmente há muito tempo.

Há algum tempo atrás eu fiz um vídeo comparando um recurso que me chamou a atenção dentro do ZSH, confira abaixo:



Como não encontrei nenhum tutorial muito bem explicado sobre o assunto, hoje eu vou te mostrar como você pode trocar o shell padrão do seu sistema sem muita complicação, no caso vamos fazer a troca para o ZSH, mas o procedimento serve para qualquer outro que você goste mais, basta saber o caminho do binário dele.

Instalando o ZSH e substituindo o Bash como Shell padrão


O ZSH já está disponível no repositório da maioria das distribuições Linux, então fica fácil de instalar, mas caso você queria fazer de forma manual, há também a página no GitHub dele, lá você encontra informações sobre um projeto chamado "Oh My ZSH!" que vai turbinar o seu ZSH ainda mais, caso você queria extrair ainda mais do potencial da ferramenta.

No Ubuntu o processo de instalação via terminal é assim:
sudo apt install zsh
É só isso mesmo, fácil né?

Bom, uma vez que você abra o terminal, provavelmente ainda estará utilizando o Bash, para passar a usar o ZSH dentro do mesmo terminal basta digitar:
zsh 
Zsh Ubuntu

Repare como o terminal mudou seu visual, ao invés de você ter o popular "$" indicando o seu usuário comum, agora você tem um símbolo percentual. No caso de usar o root, tanto Bash, quanto ZSH vão exibir o tradicional "#".

Ok, então para você usar o ZSH basta digitar "zsh" dentro do Bash, mas e se você quiser que o emulador de terminal já abra com o ZSH como padrão, "como faz"?

Simples também, vamos usar o terminal novamente, precisamos editar o arquivo passwd que fica dentro deste diretório:
/etc/passwd
Para isso você pode usar um editor de textos de sua preferência, gedit, kate, vim, nano, etc, etc, então escolha o que mais gostar e vamos em frente. Por exemplo, usando o gedit:
sudo gedit /etc/passwd
gedit terminal padrão

Procure pela linha do seu usuário, ela deve estar ao final do arquivo, no meu caso na linha 40, mas o seu pode estar em outra, então olhe com calma.

Reparece que existe uma informação logo ao final da linha":/bin/bash", tudo o que temos a fazer aqui é trocar a palavra "bash" por "zsh".

Configurando ZSH

Depois de fazer a alteração, salve o documento. Será necessário encerrar a sessão do seu sistema e logar-se novamente, se preferir, você pode reiniciar também, mas isso provavelmente não será realmente necessário.

Ao logar-se novamente e abrir o terminal você já estará utilizando o ZSH, para reverter a configuração de volta para o Bash basta repetir este tutorial e mudar novamente o arquivo de configuração para "bash" no final ao invés de "zsh". Alternativamente, da mesma forma que você fez antes para testar o ZSH enquanto o Bash era o padrão, basta digitar "bash" dentro do terminal com o ZSH que o Bash volta rapidinho à aparecer.

Até a próxima!

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Deepin - Distros Linux da China e como elas podem se dar bem no ocidente

O mercado chinês é diferente, não há contestação. Ele é diferente para os consumidores, ele é diferente para os empreendedores, para empresas que queiram disponibilizar os seus serviços por lá, é, a China é diferente! Vamos conversar um pouco sobre a "forma chinesa" para criar soluções na tecnologia, especialmente desktop, especialmente baseados em Linux.

Tecnologia Chinesa




Não há como negar que a rigidez política para produtos e empresas estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos, acaba por gerar um mercado diferente dentro da China. Empresas como Apple, Microsoft, Google, Facebook e tantos outros gigantes da tecnologia não são impedidos de operar no país, mas uma série de leis e burocracias faz com que a sua operação seja muito mais complicada e sumariamente desestimulada e limitada.

Isso em parte vem da vontade do Governo Chinês de ser independente tecnologicamente, não posso culpa-los por isso, acho até que há um aspecto positivo no meio dos abusos cometidos para que isso ocorra, o grande problema é realmente o motivo pelo qual a China quer deter a sua tecnologia. Mas com a minha intenção não é falar de política e de como o Governo chinês age por lá, então, deixamos isso para outra oportunidade.

O engraçado é que apesar de "não ir com a cara" das empresas do ocidente, fica muito claro ao observar os produtos de fabricação chinesa o quanto eles são inspirados em soluções da Apple, da Microsoft e da Google, claro, com a sua própria pegada.

Apesar da China não ter tanto interesse em importar tecnologia, o contrário não é verdadeiro, muitas empresas gigantes de tecnologia produzem seus componentes lá, especialmente pelo baixo custo que isso gera e também por conta dos grandes centros de tecnologia, além disso, empresas Chinesas como a Xiaomi, Alibaba, Baidu, Huawai, Lenovo, Asus, Acer, etc, marcaram o seu nome do mercado ocidental (para o bem ou para mal) de forma irreversível, tornando-se multinacionais de sucesso. Influenciando também as produtoras de tecnologia do ocidente a ponto de ficar difícil de dizer "quem copia quem" hoje em dia.

Ainda assim, mesmo para as empresas chinesas, apresentar soluções para o público chinês e para o público ocidental é diferente, os produtos tem características, especialmente visuais eu diria, diferentes, e principalmente me parece valer uma regra: "Não precisa revolucionar se for bom, o objetivo não é reinventar a roda, é polir ela e dar aos consumidores o que eles querem."

Aí que entram as distros Linux da China


O próprio governo chinês possui uma distribuição oficial com leves inspirações nas versões mais antigas do macOS da Apple, isso falando visualmente, contudo, ainda que ela seja a "distro oficial do país", estatísticas mostram que tirando órgãos que são controlados diretamente pelo governo, são poucos os usuários que aderiram a ele.

Sabemos que o governo chinês tem um forma muita abrupta de dizer para as pessoas o que elas podem ou não acessar e há vários relatos de que há um monitoramento constante, por isso, sistemas de código aberto, onde é possível observar à partir do código fonte se existem backdoors deixados propositalmente fazem sucesso, especialmente do público especializado ainda que boa parte dos usuários chineses continuem utilizando Windows XP. O rastreamento pode ocorrer de diversas formas diferentes e não precisa estar atrelado ao sistema operacional, mas digamos que seja uma preocupação a menos, caso você possa ver o código.

Além do Linux ser um atrativo, outra característica que as distros chinesas tem são as suas interfaces que agregaram valores de vários sistemas diferentes, sendo eles proprietários ou não, dois ótimos exemplos que podemos comentar são o Ubuntu Kylin com a sua UKUI, lembrando a usabilidade do Windows, e o Deepin, que tem uma interface "que morfa" (igual os Power Rangers), e pode lembrar tanto o macOS, quanto o Windows.



O interessante das distribuições da China, é que você pode até dizer que falta originalidade em algumas coisas, mas se tem uma coisa que elas fazem bem é solucionar problemas. Querendo ou não, a "falta de medo" de criar ou reimaginar algo que já existe acaba lapidando os conceitos à cerca da experiência de usuário.

O Deepin é um ótimo exemplo: 

"- Será que os usuários preferem um visual Windows ou macOS, ou algo completamente diferente?" 
" - Não sei, coloca os dois!"

Você pode observar o comportamento de resolução de problemas sem medo de mudar do Deepin em vários aspectos ao longo da vida da distro, ela já teve várias interfaces diferentes até decidir criar uma própria, já foi baseada no Ubuntu, hoje é no Debian, já teve lançamentos periódicos, hoje é Rolling Release, já usou ícones extremamente coloridos (muito populares na China), hoje dá a opção de ícones flat também, seguindo um design mais "tradicional" dos dias atuais.

Os usuários querem programas de forma fácil?

Que tal pegar todos os pacotes e colocar tudo em um repositório só? Feito. O Repositório do Deepin é tão rico de aplicações úteis como o AUR do Arch e os PPAs do Ubuntu juntos e ainda é compatível com pacotes .deb, tudo isso em uma interface onde você simplesmente tem que clicar, nada mais.

Realmente, eles não tem vergonha de repetir e reimaginar o que já deu certo, o resultado disso é uma empresa crescente na China e um sistema que começa a chamar atenção fora dela.

Longe do Deepin ser perfeito ou o ideal para você, ou mesmo o Ubuntu Kylin, mas o que chama a atenção é que a produção de tecnologia chinesa já está a sua volta e talvez você ainda não tenha percebido, computadores e componentes da Asus, Acer, Lenovo? Todos chineses.

A postura das distribuições da China de atender ao público sem se preocupar com o "olha, eles estão copiando isso ou aquilo", acaba por trazer (talvez) exatamente o que o público (ou a maior parte dele) deseja, facilidade e beleza. O que dizer do WPS Office?

Acho cedo ainda pra dizer que o Deepin é A DISTRO para desktop, mas eles estão no caminho e vale a pena ficar de olho.
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