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Como instalar a última versão do Mesa Driver no Ubuntu e derivados

O Mesa Driver é um driver de vídeo de código aberto que é utilizado em praticamente todas as distribuições Linux, o projeto Mesa libera drivers de código aberto para placas Nvidia, Intel e AMD, e hoje você vai aprender a atualizar os drivers do Ubuntu sem precisar alterar a versão do Kernel.

Mesa Driver



Essa dica pode ajudar muito você que usa Ubuntu ou algum sistema derivado e quer ter os drivers abertos mais recentes para melhorar os FPS dos games, quem sabe até melhorar autonomia da bateria do seu Notebook devido as otimizações.

Este tutorial é compatível com o Ubuntu 16.04 LTS e 16.10 atualmente, assim como os derivados dos sistemas.

Este PPA de Mesa Driver é recomendado especialmente para quem usa drivers open source, especialmente quem usa chip Intel ou AMD, quem usa Nvidia pode muito bem usar os proprietários seguindo este outro tutorial e desempenho será melhor.

Alterar componentes gráficos pode ser algo sensível no sistema, então prossiga sabendo que caso algo dê errado, você terá que reverter o processo.

Se você prefere fazer as coisas sem utilizar o terminal, acesse este tutorial.

Recomendo instalar o PPA Purge para remover os pacotes caso haja algum problema.
sudo apt install ppa-purge
Você pode verificar a sua versão do Mesa Driver instalado usando o seguinte comando:
glxinfo | grep "OpenGL version"
Agora vamos adicionar o PPA do Mesa Driver, rode no terminal:
sudo add-apt-repository ppa:ubuntu-x-swat/updates
Este comando acima adiciona o repositório dos drivers, agora podemos atualizá-lo e depois atualizar o sistema para receber os novos pacotes:
sudo apt update && sudo apt dist-upgrade
Depois de atualizado, você precisa reiniciar o computador, você pode rodar novamente o comando para verificar a versão do Mesa Driver e ver em qual versão você está. No momento deste post a versão mais recente é a 17.

Caso algo saia errado ou por qualquer outro motivo você queria remover os drivers e voltar ao normal use:
sudo ppa-purge ppa:ubuntu-x-swat/updates
Depois da remoção você deve reiniciar o computador e você estará de volta com os drivers originais do sistema.

Até a próxima!
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terça-feira, 28 de março de 2017

Stacer - Software para otimização do sistema recebe atualização que adiciona novos recursos

Lembro que quando eu falei pela primeira vez sobre o Stacer aqui no blog ele fez muito sucesso, as pessoas realmente gostaram da aparência e da funcionalidade dele e por acima de tudo, ele fazer o que promete. O programa recebeu alguns upgrades que implementaram novas funções.

Stacer - Otimizador do sistema para Ubuntu, Debian e Mint




A nova versão do Stacer agora está mais estável e adicionou um novo monitor do sistema que você pode usar para acompanhar o consumo de recursos do seu computador.

Stacer Monitor

Os recursos de limpeza de pacotes em cache e arquivos desnecessários foi aprimorado e agora consegue limpar a lixeira do sistema também. O novo Stacer é compatível com Ubuntu, Mint, Debian e seus derivados.

Para baixar, basta clicar aqui, na página você encontra versões de 32 e 64 bits empacotados no formato .deb, ou seja, basta baixar e dar dois cliques pra instalar.

Até a próxima!
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Black Magic lança Editor de vídeo DaVinci Resolve para Linux, veja como instalar no Ubuntu

Não entenda mal, o DaVinci Resolve, um corretor de cores e editor de vídeos extremamente poderoso e utilizado em diversas produções de Hollywood, já existia para Linux em sua versão completa e paga, o DaVinci Resolve Studio, porém, a versão grátis para usuários domésticos e estudantes só existia para Windows e Mac, pelo menos até hoje, quando a versão para Linux também foi disponibilizada.

DaVinci Resolve para Linux - Ubuntu




A BlackMagic lançou hoje o DaVinci Resolve em sua versão comum e Studio para Linux, a compatibilidade oficial é com o Red Hat 6.8 ou com o CentOS 7.2, praticamente sistemas "clones", é possível que funcione no Fedora também sem maiores problemas, porém, não foi testado. A Black Magic informou que a compatibilidade com o Debian e seus derivados ainda é experimental.

O motivo de dar suporte oficial, ao menos inicialmente, para estes dois sistemas em especial não foi deixado claro, mas eu suponho que os principais clientes da empresa que usam Linux em suas estações de edição utilizem o Red Hat e eventualmente o CentOS, por este ter um valor mais acessível, logo o suporte foi para atender esta demanda inicial que já existia, inclusive, eles comentaram que resolveram liberar a versão para Linux devido a imensa gama de pedidos de seus clientes, o que demonstra o interesse das produções profissionais na plataforma.


Para fazer download do DaVinci Resolve para a sua distro, mesmo que não seja uma derivado do Red Hat, basta ir no site oficial e clicar no botão de download, a versão atual do programa é a 12.5. O arquivo é o mesmo para todas as distros.

No site será necessário fazer um cadastro para poder fazer o download, este por sua vez será um arquivo .zip, que eu recomendo que você extraia para a sua pasta Home, para facilitar na hora da instalação.

Antes de falarmos na instalação, vale ressaltar que o ideal para você usar o DaVinci é possuir placas Nvidia, por conta dos CUDA Cores e bom hardware complementar, como 16 GB de RAM e um processador com 8 ou mais núcleos. Sim, um hardware parrudo, não vou nem falar dos requisitos descritos no manual do DaVinci para não te desanimar, pois lá eles nem falam sobre computadores, e sim estações de trabalho te perguntando quantos "Xeon" a sua placa mãe suporta... então dá pra você ter uma ideia, entretanto, o DaVinci Resolve também roda em computadores mais modestos, obviamente respeitando as suas configurações, contudo, acredito que ele não vá rodar muito bem em computadores com 4 GB de RAM, Core i3 e equivalentes ou inferiores.

Como instalar o DaVinci Resolve no Ubuntu e derivados


Como o blog tem foco principal no Ubuntu e seus derivados, como o Linux Mint, obviamente não vamos deixar vocês na mão para instalar o DaVinci no seu computador. Como o suporte oficial é para a família Red Hat, existem algumas pequenas diferenças que vão impedir a instalação do DaVinci no Ubuntu, no Linux Mint da forma convencional. São problemas de configuração de diretórios mesmo, nada de mais, mas que causarão um erro na instalação caso você simplesmente rode o instalador.

Vamos do passo a passo para ficar fácil, OK? Vamos usar vários comandos no terminal, pois precisaremos criar links simbólicos e instalar algumas dependências, não se assuste, copie e cole no seu terminal cada um dos passos, dando "enter" após cada um e digitando a sua senha quando for necessário, vamos lá?

0 - Abra o Terminal, você encontra ele no menu do seu sistema.

1 - Assumindo que você colocou o arquivo extraído dentro da sua home, vamos garantir que você esteja dentro dela no terminal.
cd /home/$USER/
2 - Criando o primeiro link simbólico para libs de 64 bits:
 sudo ln -s /usr/lib /usr/lib64
3 - Algumas dependências 
sudo apt install libgstreamer-plugins-base0.10-0 liblog4cxx-dev beignet ocl-icd-opencl-dev libssl1.0.0 libssl-dev
4 - Vamos criar mais alguns links, rode um comando após o outro;
cd /lib/x86_64-linux-gnu
sudo ln -s libssl.so.1.0.0 libssl.so.10
sudo ln -s libcrypto.so.1.0.0 libcrypto.so.10
OBS: Na instalação do programa em si, observe o versionamento do DaVinci Resolve que você baixou, no tutorial vou usar a versão atual (destacada em vermelho), caso você esteja vendo este tutorial em um momento onde houve uma atualização e o nome do arquivo é diferente, por favor modifique o nome para que tudo funcione corretamente, observe que você deverá fazer o mesmo em todo momento onde o nome do programa com a sua versão for colocada de acordo com o nome do arquivo que você baixou, à partir de agora em todos os momentos onde uma alteração pontual poderá ser necessária eu vou destacá-la em vermelho.

5 - Vamos mudar as propriedades de execução do arquivo:
cd /home/$USER/

chmod +x DaVinci_Resolve_12.5.5_Linux.sh
6 - Agora vem a instalação em si:
sudo ./DaVinci_Resolve_12.5.5_Linux.sh

DaVinci Resolve Ubuntu

Aguarde o processo de descompressão do arquivo para que a instalação comece.

7 - Assim que o processo no terminal acabar, o DaVinci Resolve deverá estar instalado no seu Ubuntu ou derivado, para rodar o programa e fazer ele abrir para que você possa fazer as suas primeiras configurações e edições rode o seguinte comando:
/opt/resolve/bin/resolve
Uma dica legal para facilitar a abertura do programa para que você não precise digitar o comando toda a vez que quiser abri-lo é, quando abrir ele uma vez pelo terminal, clique com o botão direito nele na barra do Unity e fixe ele ali, assim quando quiser abrir novamente, basta clicar no ícone:

DaVinci Resolve Unity

Dicas adicionais


Ao iniciar o programa, haverá um "tour" explicando as funções e te dando opções para configurações. 

Eu recomendo você mudar a pasta de exportação de projetos para outra à sua escolha, como a pasta "Vídeos" ou qualquer outra que fique dentro da sua Home, pois o padrão do programa é uma pasta do sistema que fica dentro do "/" onde somente como Root você conseguirá operar, o que não é tão prático.

DaVinci Resolve Ubuntu

Outra dica bacana, especialmente para você que é um editor mais experimente em outras ferramentas, é a opção que o DaVinci te dá para usar atalhos de outros editores famosos ou o seu próprio conjunto de atalhos, como dentre as opções disponíveis o que eu tenho maior familiaridade é o Adobe Premiere, selecionei ele para ser a referência nas teclas de atalho, assim qualquer migração já fica mais fácil.


Depois disso você pode criar um projeto para começar a trabalhar:

DaVinci Resolve Ubuntu

E o seu programa já estará rodando no seu Ubuntu ou Linux Mint.

DaVinci Resolve Ubuntu

Como a versão para Linux ainda é novidade é bem possível que existam bugs que devem ser corrigido ao longo do tempo com atualizações, mas é ótimo saber que temos uma ferramenta deste nível par ao desktop Linux.

Outra coisa que deve melhorar no futuro é o processo de instalação, que ainda é muito mais complicado do que poderia ser, formas de fazer com que funcione de forma mais prática não faltam, quem sabe um Snap ou FlatPak, não é? No Red Hat e seus derivados, como o Fedora, o processo de instalação é o mesmo, com a diferença de que os links simbólicos não precisarão ser criados provavelmente.

Aproveite!

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terça-feira, 7 de março de 2017

Como exibir o ícone do Dropbox na barra do Cinnamon - Linux Mint

O Linux Mint com Cinnamon é uma distribuição excelente, sobretudo para quem é iniciante no Linux, mas o ambiente gráfico tem um pequeno "problema", que é não ter o suporte para alguns indicadores por padrão, isso faz com que o ícone do popular Dropbox não apareça na área de notificações, veja como contornar o problema.

Linux Mint Dropbox




Você pode instalar o Dropbox normalmente, usando o pacote .deb do site ou usando a central de programas do Linux Mint, independente do método, agora você precisa fazer um ajuste para que o ícone apareça.

Linux Mint Dropbox


Siga o seguinte caminho:
System settings >> General >> Enable support for indicators
Ou em português:
Configurações do Sistema>>Geral>>Habilitar suporte para indicatores
Encerre a sessão e logue-se novamente, o ícone deverá aparecer normalmente na área de notificação, perto do relógio.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

F.LUX - Regule o brilho e a temperatura do monitor do seu computador automaticamente

Essa é uma daquelas dicas que você vai lembrar de ter conhecido aqui caso você não conheça esse tipo de programa. Sim, "este tipo" de programa, porque há algum tempo eu falei sobre o RedShift, que tem exatamente a mesma proposta, vinha utilizando-o deste então, mas assim que mexi no f.lux, percebi a sua qualidade.

Flux no Ubuntu




O f.lux (sim, se escreve com o ponto) é um aplicativo de calibragem de temperatura de monitor automática baseada na sua localização. Se você, como eu, passa muitas horas por dia em frente ao computador, um aplicativo deste é essencial para não cansar os seus olhos, ou pelo menos, para não cansar tanto.

Como baixar o f.lux para o seu sistema


O aplicativo é multiplataforma, então você pode usar em vários sistemas diferentes, em várias distros inclusive. Como o foco do blog é o Ubuntu, Linux Mint e seus derivados, o tutorial seguirá por aí, mas você pode encontrar outros pacotes no site oficial.

Para o Ubuntu ou Mint, você pode usar este PPA: ppa:nathan-renniewaldock/flux


Quem prefere usar o terminal pode fazer assim:
sudo add-apt-repository ppa:nathan-renniewaldock/flux
sudo apt update
sudo apt install fluxgui
Os comandos acima também servem para o Linux Mint, além do Ubuntu, porém, quem preferir baixar um pacote .deb e dar dois cliques para instalar também pode fazer, basta baixar direto do Launchpad.

Como configurar o f.lux no sistema?


Essa parte é fácil, abra ele pelo menu do seu sistema, o programa vai ficar na área de notificações em formato de ícone ou indicador, clique nele e vá em "Preferences" e vamos configurá-lo.

Configurações o f.lux

Ao abrir ele você já vai perceber uma mudança na tonalidade da sua tela, isso pode ser ajustado de maneira mais fina através das opções contidas em "Nighttime color temperature", mas para deixar a coisa mais interessante, é legal você colocar as suas informações de latitude e longitude para que o programa saiba regular a tonalidade de acordo com a hora do dia.

"- Deve ser difícil fazer isso!? 
  - Nem é!"

Na mesma tela (essa aí de cima), clique no link "Find your latitude and longitude" e o seu navegador padrão vai se abrir numa página que vai te ajudar a encontrar os valores.

Configurando o FLux

Neste caso você tem duas opções, você pode permitir que o site detecte a sua localização ou você pode digitar a sua cidade, de qualquer forma, ele vai te dar um número, basta você copiar e colocar no campo de Latitude no programa, pode ser somente nele mesmo, vai funcionar tranquilo, afinal o nosso planeta gira de uma forma só! 😆

Dependendo do horário que você fizer isso, a diferença vai ser mais perceptível, especialmente se for perto da noite. Nas configurações de preferências você também pode habilitar a opção do f.lux iniciar junto com o sistema, assim você não precisa ficar abrindo ele toda vez.

Certamente, seus olhos agradecem.

Até a próxima!
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Como instalar o OBS Studio no Ubuntu e no Linux Mint

O Open Broadcaster Studio é um dos programas mais populares do mundo quando se fala em captura de tela e streaming de vídeo para YouTube e outros serviços similares. Ele também possui versão para Linux e hoje você vai aprender a instalar no Ubuntu e no Linux Mint, duas das distros mais populares.

Como instalar o OBS Studio no Ubuntu e no Linux Mint




Estou atualizando este tutorial, pois quando o Ubuntu 16.04 LTS foi lançado eu fiz um post sobre o assunto, porém, no momento o OBS estava passando por uma reformulação para a versão nova do sistema e era necessário compilar ele. Agora está muito mais simples

O OBS tem suporte para muitas distribuições e você pode conferir a documentação completa para instalação e o código do OBS no github,

Como instalar o OBS Studio no Ubuntu e no Linux Mint


Antes de mostrar a instalação em si, é necessário fazer uma pequena distinção. O OBS Studio faz um forte uso do FFMPEG, logo você precisa tê-lo instalado. No Ubuntu 14.04 LTS e no Linux Mint 17, será necessário instalar ele antes, você pode fazer isso por PPA:

PPA: ppa:kirillshkrogalev/ffmpeg-next


Quer fazer pelo terminal? É possível também:
sudo add-apt-repository ppa:kirillshkrogalev/ffmpeg-next && sudo apt-get update && sudo apt-get install ffmpeg
Se você usa o Ubuntu 16.04 LTS, Linux Mint 18 ou superiores, o FFMPEG está no repositório dos sistemas novamente, logo, não é mais necessário utilizar o PPA anterior, ele é só para versões antigas. 

Procure nas centrais de aplicativos pelo pacote, mas se você já tem o Kdenlive instalado, por exemplo, o FFMPEG já está no seu sistema provavelmente. Nos resta agora utilizar o PPA do próprio OBS Studio:

PPA: ppa:obsproject/obs-studio


Quem quiser fazer pelo terminal pode fazer assim:
sudo add-apt-repository ppa:obsproject/obs-studio && sudo apt-get update && sudo apt-get install obs-studio
Depois da instalação você encontrará o programa no seu menu, basta abrir e começar a utilizar. Se você tem placa Nvidia e pretende gravar gameplays no Linux a utilização do Codec NVENC é recomendado, ele vai evitar que você perca muitos FPS na hora de gravar a tela.

Até a próxima!
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Analisamos a nova versão do Linux Mint 18.1 Serena com Cinnamon

O nova versão do Linux Mint já está  disponível para download com uma série de mudanças interessantes, especialmente na interface Cinnamon, lapidando o sistema para que ele fique a cada dia melhor. Confira agora as novidades:

Linux Mint 18.1 Serena Cinnamon - Review





A nova versão do Linux Mint chegou para trazer varias melhorias de acabamento visual e o incrimento de alguma funções específicas. Se você quiser ver as novidades do Linux Mint 18.1 na versão MATE, assim como fazer o download, basta clicar aqui, nós temos um artigo um específico para ele.



Ficou interessado na nova versão e gostaria de testar? Então veja aqui como fazer o download da versão mais recente. Se você usa o Linux Mint 18 Sarah, também é possível atualizar para a versão mais recente sem precisar formatar o computador. Nós também preparamos um guia para você que se enquadra nesta situação.

Até a próxima!
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Como atualizar do Linux Mint 18 Sarah para o Linux Mint 18.1 Serena

Agora que o Linux Mint 18.1 Serena foi lançado chegou a hora de você que tem o Linux Mint 18 Sarah atualizar, veja como o processo é simples.

Linux MintUpgrade




Atualizar de uma versão para outra do Linux Mint, especialmente depois que eles decidiram se basear apenas nas versões LTS do Ubuntu, tornou-se uma tarefa trivial. O pessoal do Linux Mint recomenda fazer a atualização somente se você "tiver um motivo", no melhor estilo, se está funcionando, não mexa, mas não que a atualização de uma versão para outra cause algum problema.

Como fazer a atualização de versão do Linux Mint?

Abra o gerenciador de atualizações do Linux Mint, mande verificar por novas atualizações e atualize se houver algum pacote novo para ser instalado. Depois disso, verifique no menu "Ver" se existe a opção do upgrade.

Atualizando o Linux Mint

Um vez disponível a opção de "Atualizar para o Linux Mint 18.1 Serena", se você clicar nela, basta seguir o utilitário de atualização.

Atualização do Linux Mint

Pode ser necessário instalar um complemento para fazer a atualização chamado "mint-meta-cinnamon", basta clicar no botão indicado e fazer a atualização.

Atualização do Linux Mint

Marque a opção "Eu entendo os riscos. Eu quero atualizar para o Linux Mint 18.1 Serena".


Agora, aguarde a atualização do sistema, isso pode variar de acordo com a velocidade da sua internet.


Depois de finalizada a atuação, basta reiniciar o computador e você já estará com a nova versão do Linux Mint.


Uma das coisas que eu percebi na atualização, é que o player de músicas, o Banshee, continuou no sistema, enquanto que se você fizer uma instalação do zero, o Rhythmbox será instalado. Se você quiser fazer essa mudança, use a central de aplicativos para remover um e instalar outro.

Até a próxima!
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Lançado Linux Mint 18.1 Beta com Cinnamon

Boas notícias! Está disponível para download a versão beta do Linux Mint 18.1, a nova versão do sistema que traz várias melhorias visuais para o Cinnamon, o ambiente gráfico da distro e certamente vai agradar muitas pessoas. Este é o último pré-lançamento antes da versão 18.1 final que deve sair em alguns dias.

Linux Mint 18.1 Cinnamon Beta





A versão 18.1 representa uma pequena atualização para o Linux Mint 18 Sarah se formos comparar as mudanças, mas isso não quer dizer que não existam novidades interessantes no Linux Mint Serena, como está sendo chamada a nova versão.

Como destaque temos o novo Screen Saver que agora tem um visual mais flat e permite que você controle o som de um player tocando diretamente da tela, sem precisar desbloquear o computador.

Novo protetor de tela

Outra coisa nova são as animações nos menus que fora inspiradas no KDE Plasma e agora são mais suaves.

video


Outra novidade é o suporte para painéis verticais no Cinnamon, que apesar de ser algo simples, é uma funcionalidade que até então estava disponível.

Cinnamon com painéis verticais

O Cinnamon 3.2 vem com novas funções interessantes também, das quais eu posso destacar:

- O indicador de som agora consegue controlar vários players simultaneamente e alternar entre eles;

- O menu agora tem suporte completo para navegação por teclado e também teve melhorias de performance.

- Usuários de placas Nvidia e de Bumblebee agora pode rodar aplicações específicas com o Optirun apenas clicando com o botão direito e mandando rodar com a GPU sem precisar fazer logoff no sistema.

- O gerenciar de arquivos Nemo agora tem uma função que pode ser ativada que permite que você volte para a pasta home dando dois cliques em qualquer lugar sem nada dentro de uma pasta.

Além disso, temos vários bugs corrigidos, você pode consultar a lista completa aqui.

Quer testar o novo Linux Mint 18.1 Serena?


Se você quiser testar a nova versão, basta acessar o site oficial e escolher um mirror para download, se preferir baixar por torrent, clique aqui.

Lembrando que será possível atualizar do Linux Mint 18 para o 18.1 sem maiores problemas, se você pretende fazer isso aguarde o lançamento da versão final do 18.1 e logo essa opção aparecerá no seu gerenciador de atualizações no Mint 18. Se você optar por baixar a versão beta agora, basta ir atualizando o seu sistema e você terá a versão final quando ela for lançada.

Até a próxima!
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Como usar os pacotes Snap do Ubuntu em outras distribuições Linux

Eu vejo nos pacotes Snap do Ubuntu uma grande possibilidade para uma mudança de paradigma na forma de distribuição de software para Linux e uma das coisas importantes neste sentido é a compatibilidade com outras distros, assim como os pacotes FlatPak, veja agora como usar os Snaps em outras distros que não sejam o Ubuntu.

Ubuntu Snap em outras distros



O Snapd é o nome do utilitário que um sistema operacional precisa ter para poder utilizar os pacotes Snap, hoje ele está disponível para uma série de distribuições e futuramente estará em mais! Se bem que a lista já é grande o suficiente para abranger a maior parte dos sistemas baseados no Kernel Linux se incluirmos os derivados de cada distro, que também são compatíveis.

Veja agora como instalar o Snapd para ter acesso aos pacotes Snap em algumas distribuições Linux populares. Em todos os casos será necessário utilizar o Terminal, tudo bem? Mas fique tranquilo, independente do caso, o processo é simples, basta prestar atenção.

Pacotes Snap no Arch Linux

sudo pacman -S snapd
Depois de instalar você precisa habilitar o processo para inicialização do sistema se você quiser:
sudo systemctl enable --now snapd.socket


Pacotes Snap no Debian 


No caso do Debian só funciona atualmente no Debian Sid, a versão estável ainda não tem suporte, quem sabe na próxima versão do Debian, né? Mas se você usa o Debian Sid, basta usar este comando:
sudo apt install snapd
Caso você não tenha o sudo habilitado, rode o comando como administrador no terminal.

Pacotes Snap no Fedora

sudo dnf copr enable zyga/snapcore
sudo dnf install snapd
sudo systemctl enable --now snapd.service
 O Fedora usa o SELinux que pode causar alguns conflitos atualmente, então será preciso rodar este comando:
sudo setenforce 0
Se mesmo assim o problema persistir pode pode tentar editar o seguinte arquivo: etc/selinux/config e o configure esta linha desta forma:  SELINUX=permissive

Pacotes Snap no Gentoo


Para o Gentoo o processo é um pouco mais complicado, visite o projeto Gentoo Snappy Overlay no GitHub e siga os passos descritos por lá.

Pacotes Snap no openSUSE


Para o openSUSE o processo é simples também:
sudo zypper addrepo http://download.opensuse.org/repositories/system:/snappy/openSUSE_Leap_42.2/ snappy
sudo zypper install snapd 


Pacotes Snap no Linux Mint e outras distros derivadas do Ubuntu


Qualquer distribuição que use como base o Ubuntu 16.04 LTS ou superior já tem a possibilidade de usar os Snaps, o Snapd já está no repositório, isso vale para o Linux Mint, Xubuntu, Kubuntu, Lubuntu, Ubuntu Gnome, etc.
sudo apt install snapd
Depois de tudo instalado você vai poder usar o comando:
sudo snap install nome_do_pacote_snap  
Assim você instala qualquer pacote que esteja no repositório Stable do Ubuntu Core.

Bacana não é? Uma tecnologia facilmente acessível para todos.

Até a próxima!
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domingo, 13 de novembro de 2016

Oranchelo - Tema de ícones Flat para Ubuntu e Linux Mint

Vamos conhecer um novo set de ícones para você usar no seu sistema operacional, o Oranchelo fica especialmente bonito no Linux Mint com seu tema esverdeado, confira:

Oranchelo




Ícones Flat são moda hoje em dia e o desafio é escolher entre as várias opções qual seria a mais bela, uma nova opção que você pode testar é o conjunto de ícones Oranchelo, para instalar no Ubuntu ou no Linux basta baixar o pacote .deb logo abaixo e instalar dando dois cliques.

Se preferir usar comandos no terminal e instalar via PPA:
sudo add-apt-repository ppa:oranchelo/oranchelo-icon-theme
sudo apt-get update && sudo apt-get install oranchelo-icon-theme

Para ativar os ícones no seu sistema procure a opção "Temas" no painel de controle do Linux Mint ou utilize o Unity Tweak, se você usa o Ubuntu.

Até a próxima!
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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Manipule o Kernel Linux de maneira gráfica com o DuZeru Kernel Install

Hoje você vai conhecer uma ferramenta muito legal para manipular versões do Kernel Linux de uma maneira simples com uma aplicação gráfica. O DuZeru Kernel Install é proveniente do projeto brasileiro DuZeru e é compatível com o Debian, Ubuntu, Linux Mint e seus derivados, confira:

Kernel Upgrade




Um dos recursos interessantes da nova versão da distribuição Linux brasileira DuZeru 2.2 é uma ferramenta para manipulação do Kernel Linux de maneira simples. Essa ferramenta agora poderá ser utiliza poder outros usuários que usem um sistema de base Debian, isso inclui além do próprio DuZeru e do Debian, o Ubuntu, o Linux Mint, o elementary OS e tantos outros que usam a mesma base.

Como baixar o DuZeru Kernel Install?


DuZeru Kernel

Os pacotes .deb estão disponíveis para download no site oficial do DuZeru na sessão de aplicações personalizadas, assim como seus códigos fontes.

Com esta aplicação você consegue instalar e remover versões do Kernel, incluindo as versões de baixa latência.

Segundo os desenvolvedores do DuZeru, o "DuZeru Kernel" funciona da seguinte forma:

"As principais linguagens usadas são: python, HTML, CSS, ShellScrip a interface que você vê é do HTML e CSS mas o que faz abrir numa janela de programa e não em um navegador é o python. 

Quando executamos o comando duzeru-kernel ele chama o python que chama o HTML aí os dois ficam interligados.

Quando clicamos no botão para instalar um Kernel (dentro do HTML) este botão tem uma função de chamar um código no python que chama um ShellScript. O ShellScript faz o serviço automaticamente de baixar o kernel, descompactar, instalar e reiniciar o sistema.

Já em outro botão  por exemplo de informação (no HTML), ele tem uma função que vai no arquivo python e o comando no python chama uma URL.

Resumo, criação de novos botões e personalizar a interface ficam dentro do arquivo HTML: usr/share/duzerukernel/index.html

Para linkar os comandos dos botões (do arquivo em HTML) para um ShellScript ou URL para um navegador fica em: /bin/duzeru-kernel"

O funcionamento é demonstrado neste vídeo: 


Eu testei ele no Ubuntu e funciona perfeitamente, porém, cabe observar que o instalador de Kernel ainda não está no mesmo ritmo do desenvolvimento do Kernel Linux, normalmente o instalador está trazendo uma versão anterior a mais recente.

Existem outras formas de fazer uma instalação automática do Kernel confira:



Até a próxima!
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Linux Mint releva novos temas e configurações do Cinnamon 3.0

Os desenvolvedores do Linux fazem boletins mensais sobre a evolução do projeto e uma das coisas que tinham sido prometidas para a versão 18 do Linux Mint, que deve sair até o final do próximo mês, são novos temas para o Cinnamon, dando assim uma repaginada no visual da distro, vamos ver um pouco das novidades?

Linux Mint 18 novos recursos e temas




Através de um post no blog do Linux Mint nós ficamos sabendo de algumas novidades que estão por vir na futura versão do sistema. Eu particularmente gosto muito do Linux Mint, foi graças a ele que eu entrei para o mundo Linux e tirando o Ubuntu, ele é uma das minhas principais alternativas para mim, especialmente por não se distanciar tanto do ecossistema do Ubuntu e desta forma, altamente recomendado para inciantes no Linux.

O Linux Mint tem o objetivo de ser um ambiente excelente para desktops, sem a aspiração de ser uma opção para o mobile também, que é o caminho que o Ubuntu está seguindo. Da mesma forma que o Ubuntu, seu visual estava começando a ficar antiquado com o Cinnamon 2.XX series e necessitando de uma repaginada.

Os desenvolvedores do Mint anunciaram algumas das novidades que estarão presentes na futura versão do sistema, dando uma ênfase no gerenciador de atualizações.

Linux Mint 18

Linux Mint 18

Linux Mint 18

Através das imagens acima nós podemos reparar várias coisas novas. Eu dou um destaque especial para a última imagem, esta logo acima deste parágrafo. 

Os desenvolvedores do Linux Mint pensam muito em moldar o sistema para usuários leigos. Como atualizações envolvendo o Kernel, drivers de vídeo ou outros pontos críticos podem, eventualmente, criar instabilidade no sistema, eles criaram uma tela de seleção simples e autoexplicativa para que as pessoas possam escolher o perfil de atualização que a distro terá, com 3 opções. Uma onde haverão apenas atualizações de componentes que não implicarão em mudanças mais profundas no sistema, uma segunda que pode ser considerada como um intermediário entre a primeira e a terceira, esta que por sua vez consiste em atualizar sempre para as últimas versões, dando um claro alerta que se caso aconteça algum bug você provavelmente deverá corrigir manualmente.

O mais interessante é que apesar de possuir um sistema de atualização conservador o Mint deixa na mão do usuário a opção de tornar o sistema mais ousado, inclusive, como você pode ver na segunda imagem logo acima, o Mint possui um gerenciador de versões do Kernel que permite que você instale e remova versões diferentes do Kernel Linux podendo consultar o changelog de cada versão através do próprio gerenciador, algo definitivamente interessante, o MintUpdate (primeira imagem) também mostrar o nível de "profundidade" das atualizações, sendo que quanto maior o número, maior o impacto dela no sistema.

Linux Mint 18

Outra imagem interessante do anúncio do Mint é esta do controle de volume, podemos ver claramente como fica simples a escolha de saída de áudio padrão, assim como controles de volume, mas além disso, algo que podemos ver claramente nesta última imagem (nas outras também, mas nessa ficou mais claro) é o novo design que o sistema deverá ter.

Segundo os desenvolvedores o novo tema GTK do Cinnamon 3.0 está sendo baseado no popular tema ARC e seus ícones estão se baseando no também popular conjunto Moka, ambos que particularmente considero muito bonitos.

O anúncio ainda afirma que este não é o tema definitivo, ainda estão acertando algumas texturas e cores, mas é possível ter uma ideia de como está ficando.

Para finalizar, o anúncio também afirma que muitas aplicações do sistema foram reescritas em Python em detrimento da linguagem C, caso do gestor de som logo acima. Segundo as informações, o usuário final não verá diferença visual nas aplicações por conta disso mas as aplicações serão mais leves pela forma com que foram escritas.

O Linux Mint 18 ainda não tem data de lançamento definida, porém, normalmente o sistema "dá as caras" mais ou menos um mês após o lançamento do Ubuntu, o que me leva a crer que teremos o novo Mint perto do final do próximo mês.

Vendo algumas destas imagens eu fiquei ansioso pra ver o Mint de perto, se ficar tão bom quanto parece que está ficando quem sabe o Ubuntu (que eu uso há mais de 4 anos ininterruptos) possa dar lugar para ele.

O que você achou das novidades? Conte pra gente através dos comentários e até a próxima!

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Avast ajudou o Linux Mint a se recuperar dos ataques

Depois de praticamente um mês à partir da data do ataque ao site do Linux Mint e a troca da ISO do sistema por uma que continha o backdoor as coisas estão ficando mais calmas. O criador do Linux Mint, Clement Lefebvre, postou no blog da distro o resumo da situação do Mint.

Linux Mint




Agora que a poeira esta mais baixa e o problema foi resolvido você já pode baixar o Linux Mint sem maiores preocupações. O criador do sistema fez um post no blog oficial do Linux Mint informando as decisão que foram tomadas, e ainda estão sendo, e fazendo uma série de agradecimentos aos que ajudaram o Mint a se recuperar.



Clement informou que assim que o problema foi detectado a equipe do Avast entrou em contato para ajudar a solucionar o problema pedindo uma cópia da ISO infectada para fazer uma análise, graças a análise feita pelo Avast o problema foi identificado e corrigido com maior velocidade, a Kaspersky também ajudou a bloquear o servidor que estava sugando as informações dos usuários. Clement Lefevbre enfatizou que os servidores do Linux Mint, site, fórum e blog estão sob uma nova e mais poderosa proteção e fez uma agradecimento a todos os usuários e patrocinadores que doaram para ajudar na correção dos problemas.

Leia também: Linux Mint é alvo de ataques

Pensando além do site do sistema, Lefevbre comentou que estão pensando em inserir algumas modificações no Linux Mint, como a adição do Gufw como programa gráfico para configuração de firewall.

Você pode ler mais sobre o assunto no blog do Mint.

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sexta-feira, 11 de março de 2016

Fórum do Linux MInt foi hackeado a um mês atrás e ninguém sabia!

Mais uma capítulo para a novela do Linux Mint. Um golpe difícil de absorver para a reputação do sistema, mas efetivamente, o fórum do Linux Mint foi comprometido há muito mais tempo do que as pessoas imaginavam.

Linux Mint Hack




Se você acompanhou os posts do blog Diolinux nesta semana deve ter ficado sabendo destes infelizes acontecimentos. O site do Linux Mint foi invadido, assim como seu fórum, o ataque consistiu em trocar as ISOs originais do sistema operacional por versões com um backdoor incluso, o que afetou algumas centenas de pessoas que fizeram o download do sistema no dia 20. Igualmente preocupante foi a invasão ao fórum da distro onde mais de 70 mil contas foram afetadas.

Ontem publicamos aqui uma matéria a respeito do hacker responsável pelo acontecido que identificou-se através do nick name "Peace", ele informou na entrevista feita pelo ZDNET que havia invadido no fórum do Linux Mint ainda Janeiro.

Aparentemente, em 16 de Janeiro o fórum do Linux Mint já estava sendo vendido na internet por algumas bitcoins. Isso agrava um pouco a situação pois isso significa que o fórum estava vulnerável há mais de um mês sem que ninguém do Mint percebesse, ou pelo menos se pronunciasse à respeito do assunto.

Deixando claro...


Essa falha de segurança no site do Linux Mint fez com que muitas pessoas colocassem em dúvida a segurança do Linux, especialmente o Mint (obviamente). Vale ressaltar que o sistema não foi infectado e o sistema operacional Linux Mint continua tão seguro quanto sempre foi.

O problema foi no servidor do site, que segundo o Netcraft rodava Debian até então e à partir do dia 23 roda Ubuntu. E isso não quer dizer que Debian/Ubuntu ou mesmo Mint são inseguros, isso simplesmente quer dizer que a pessoa responsável por instalar/configurar/manter o servidor do site não foi competente o suficiente para executar as suas tarefas com maestria.

Ainda vou fazer um vídeo para falarmos sobre o assunto, mas acredito ainda na integridade do sistema, erros acontecem e infelizmente as vezes eles tem consequências maiores, o que aconteceu com o Mint poderia ter acontecido com qualquer outro site que tenha vulnerabilidades a serem exploradas. 

O que você pensa sobre o assunto?
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Hacker explica como adulterou as ISOs do Linux Mint

Um hacker conhecido por "Peace" foi o responsável pela invasão ao site do Linux Mint e ao fórum da distribuição também, ele contou a ZDNET quais foram as suas intenções com o feito e explicou superficialmente como fez para distribuir algumas centenas de ISOs com um backdoor incluso.

Hacker explica como invadiu site do Linux Mint




Através de alguns tweets o hacker que foi responsável pela invasão ao site do Linux Mint comentou sobre o seu feito, chamado pelo nome de "Peace", ele não informou mais detalhes sobre si mesmo (algo esperado, naturalmente), mas comentou sobre como explorou a vulnerabilidade no site da distro.

Se você não está por dentro do acontecido, leia a nossa matéria sobre o assunto.  A notícia pegou os usuários e fãs do Linux Mint de surpresa e nem poderia ser diferente. Por conta disso o site do Linux Mint está offline para manutenção.

Segundo as informações o hacker responsável revelou que conseguiu controlar algumas centenas de instalações do Linux Mint por conta da modificação das ISOs. Além das imagens de instalação do Mint, "Peace" disse que roubou uma cópia inteira do Fórum do Linux Mint duas vezes, uma no dia 28 de Janeiro e outra no dia 18 de Fevereiro, dois dias antes do pessoal do Mint anunciar o problema.

Juntamente com as informações do fórum, estão identificações pessoais dos usuários, como e-mails, senhas utilizadas no fórum, links para redes sociais que as pessoas tenham associadas ao seus perfis, etc. Peace estava vendendo o fórum do Linux Mint por 0,197 bitcoins, algo em torno de US$ 85,00. 

Estima-se que cerca de 71 mil contas foram hackeadas com a ação no site.

Como dissemos anteriormente, Peace não quis revelar mais informações sobre si mesmo, mas informou que trabalha sozinho(a) e que viveu na Europa, não tendo nenhuma filiação com algum grupo hacker.

Através da entrevista feita pelo ZDNET, Peace explicou como conseguiu acesso ao site do Mint, "fui apenas bisbilhotando", comentou, quando em Janeiro encontrou uma vulnerabilidade que concedia o acesso não autorizado, "eu tinha as credenciais para fazer login no painel de administração do site como Lefebvre (criador do Mint)", Peace negou-se a dar mais informações sobre o processo que o fez ter este acesso.

No sábado passado Peace decidiu substituir as ISOs do Linux Mint Cinnamon de 64 bits por uma versão modificada no sistema que incluía o backdoor "Tsunami". Pelo que o hacker comentou ele não tinha nenhum objetivo específico para ação, mas a principal motivação da inserção do backdoor era a de construir uma botnet. O malware "Tsunami" utilizado funciona da seguinte forma; depois de implantado, através do backdoor ele conecta-se silenciosamente a um servidor IRC onde ele  aguarda por comandos.

O "Tsunami" é comumente utilizado para criar uma rede de computadores zumbis para derrubar algum site enviando "um tsunami" de acessos ao mesmo (daí o nome). O "Tsunami" é um bot simples  que pode ser configurado manualmente e que conversa com um servidor de IRC por um canal definido, com uma senha definida pelo seu criador. Apesar de ser utilizado normalmente para derrubar sites com máquinas escravas ele pode permitir também que o atacante execute comandos que permitiriam o download de outros malwares para serem utilizados de outra forma.

Como foi comentado, o ataque não teve um motivo específico, pelo que Peace comentou foi algo como"eu acessei porque podia", mas disse que não descartava a hipótese de usar os botnets para "mineração de bitcoins ou outras coisas."

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016