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SUSE fecha parceria com Microsoft para Linux Enterprise

Com o objetivo de simplificar o processo de instalação do Linux pelo Windows 10, a Microsoft fechou uma parceria com a SUSE, pioneira em software de open source. Utilizar os aplicativos Linux vai se tornar mais fácil, uma vez que desenvolvedores poderão instalar softwares com as mesmas tarefas auxiliares de pacotes completos.

Microsoft fecha parceria com SUSE








O engajamento e o interesse da comunidade fizeram com que as equipes da SUSE e do openSUSE trabalhassem em conjunto com a Microsoft para trazer esta facilidade ao Windows Store. Pela primeira vez, os usuários poderão baixar e instalar uma imagem de contêiner de SUSE Linux direto da loja do Windows 10 e executá-la de forma nativa, graças ao subsistema do Windows para Linux.

O subsistema Windows para Linux (WSL) permite aos usuários executar binários Linux nativos diretamente no Windows. A acessibilidade faz com que milhões de desenvolvedores que executam o Windows 10 baixem uma imagem pronta para ser utilizada do SUSE Linux Enterprise Server 12SP2 ou openSUSE Leap 42.2 através da Loja do Windows. O funcionamento é basicamente o mesmo que o Ubuntu on Windows tem.

“Com esse novo processo, acredito que a inovação em software empresarial acontecerá de forma cada vez mais rápida e disruptiva”, destaca Ricardo Bimbo, diretor da Suse no Brasil. Para o executivo, o produto, fruto da colaboração entre a área de engenharia da Microsoft e da SUSE, é um exemplo de flexibilidade para desenvolvedores, criando um sistema híbrido de fácil implementação e gestão.

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

KDE Neon Developer Edition traz suporte ao Wayland

O KDE Neon é uma das distribuições que carregam todo o ecossistema do projeto KDE de maior renome nos últimos tempos, tanto como forma de demonstração, como para utilização das tecnologias por usuários comuns e desenvolvedores. Apesar do projeto KDE não dizer que o Neon é "a distro oficial do projeto", é essa a sensação que nós acabamos tendo por ser o sistema gerado pela comunidade KDE e gerido por todas as diretrizes e projetos dele. No fim das contas, isso não é o mais importante, o importante é que o projeto KDE sempre está procurando melhorar e agora a integração com o "novo" servidor gráfico Wayland promete ser o futuro.

KDE Neon Wayland




O KDE Neon possui duas versões, uma para usuários comuns e outra para desenvolvedores do KDE, sendo que a versão para desenvolvedores é a que costuma trazer as maiores novidades em tecnologias para o Plasma e tudo que o envolve. Nem tudo que entra na versão para desenvolvedores acaba indo para a versão de usuário, é parecido com o que acontece com o Firefox.

A versão mais recente do KDE Neon Developer Edition traz o Wayland instalado por padrão, agora que o Mir está fora de questão para desktops (a Canonical ainda o utiliza em IoT), o Wayland se tornou de fato o sucessor oficial do X (x.org), os desenvolvedores do KDE estão testando o servidor para integrá-lo ao Plasma no futuro.

KDE Neon com Wayland


Isso ajuda os próprios desenvolvedores do Wayland a melhorar o servidor e corrigir bugs, já que existe um sistema no qual os usuários de KDE Plasma já podem utilizá-lo e dar feedbacks.

Ao contrário do Ubuntu 17.10 que planeja utilizar o Wayland por padrão, o KDE Neon está apenas fazendo testes sem promessas, como explicou o líder do projeto, Jonathan Riddell:

"O Wayland está praticamente pronto para usar, mas a razão pela qual não podemos mudar ainda para ele por completo é que algumas placas gráficas ainda tem dificuldade de trabalhar com ele, até mesmo as fontes do sistema podem ter uma diferença por conta da forma com que o Wayland detecta os pixels por polegada. Este é o motivo dos nossos testes, as pessoas que quiserem testar o KDE Neon Developer Edition (na versão instável) poderão selecionar a sessão Wayland na tela de login."

Quem quiser testar estes novos recursos pode baixar a ISO do KDE Neon na versão de desenvolvedores diretamente do site oficial.

Até a próxima!

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

elementary OS completa sua migração para o GitHub

O Git vem se tornando a preferência de muitas distribuições Linux e até mesmo "não Linux", lembra do caso da Microsoft migrando 300 GB de código do Windows? E o GitHub, como era de se esperar, acaba fazendo parte de vários projetos de código aberto também, a própria Canonical revelou recentemente a integração do Snapcraft com o GitHub, e agora é a vez do elementary OS.

elementary OS GitHub




Os desenvolvedores do elementary OS anunciaram a integração completa do projeto ao GitHub, migrando do Launchpad da Canonical, agora, assim como o Deepin, o elementary também gerencia o seu desenvolvimento através da ferramenta criada por Linus Torvalds.

A mudança já era esperada, visto que o novo projeto de AppCenter basicamente se baseia na integração com o GitHub, mas agora temos o anúncio oficial. Os desenvolvedores afirmaram que agora com a integração com o GitHub, o processo de desenvolvimento do elementary OS ficará mais ágil e os feedbacks da comunidade poderão ser recebidos com maior rapidez.

Para mais informações sobre os motivos da migração e para ver o que os desenvolvedores tem a dizer sobre a questão, você pode verificar o anúncio oficial.

Você também pode acessar o repositório do elementary OS no GitHub clicando aqui.

Até a próxima!
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WPS Office para Linux recebe atualização, faça o Download

A suíte Office mais querida pelas pessoas que gostam do design do Microsoft Office mas não podem ou não quer utilizar o programa da "Gigante de Redmond" recebeu uma nova atualização em sua versão para Linux.

WPS Office Linux




Ainda que os updates tenham sidos pequenas correções de bugs, a atualização do software chamou a minha atenção pois recentemente nós comentamos aqui no blog sobre as declarações dos desenvolvedores de que o WPS para Linux estava em um hiato de desenvolvimento, e agora, cerca de 20 dias depois, recebemos esta atualização. Surpresa, hein? :)

Se você baixar a versão nova disponível no site oficial vai perceber que não existem grandes mudanças visuais (praticamente nenhuma), contudo, as correções de bugs listadas de maior destaque incluem: 

- Reconstrução das funcionalidades de reprodução de áudio e vídeo incluíveis em documentos para uma melhor reprodução;

- O WPS para Linux agora tem a funcionalidade de compartilhamento de arquivos remotos;

- Otimização para abertura de arquivos;

- Corrigido problema eventual de textura das fontes em exportação de PDF;

- Corrigido problema de preview nas thumbnails do Presentention;

Entre outros que você encontra descritos na própria página de download.

Apesar do lançamento e das melhorias eu acabei percebendo um pequeno problema para os usuários do WPS que gostam de ver ele em português, a função de tradução ainda não está funcionando na nova versão corretamente.

Talvez apenas instalando os pacotes manualmente
, já que a ferramenta de tradução não está conseguindo acessar o repositório de tradução, alegando erro de conexão.

Além da versão para Linux, o WPS também tem versão para Windows para quem desejar utilizar.

Até a próxima!
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Endless fecha parceria com HP para vender Endless OS em Notebooks no Brasil

A Endless é uma empresa que trabalha com Linux muito interessante e que eu aprendi a respeitar ao longo do tempo. Desta vez, para os fãs da distro Endless OS, a novidade é especial, pois a empresa fechou uma ótima parceria com a HP para levar o sistema operacional para mais pessoas através de uma marca popular.

Endless OS faz parceria com HP








A Endless e a HP anunciam o lançamento do notebook HP 240 com o sistema operacional Endless OS, desenvolvido com foco na inclusão de novos usuários na era digital. O HP 240 é um modelo ideal para as aplicações mais comuns e, com a parceria, oferecerá uma opção ainda mais acessível para novos usuários, pois combina a performance da HP com a usabilidade e o vasto conteúdo pré-instalado do Endless, acessível mesmo offline. 



O sistema operacional foi desenvolvido com base em pesquisas em regiões onde a população tem acesso restrito à internet e grande familiaridade com smartphones. Ele vem com mais de cem aplicativos e ferramentas de trabalho e produtividade, incluindo uma enciclopédia com mais de 80 mil artigos, jogos educacionais, ferramentas para redigir documentos, planilhas e apresentações, e programas para editar vídeos e fotos, criar protótipos em 3D e ouvir música.

Para a HP, o produto representa uma oportunidade de oferecer soluções cada vez mais personalizadas de acordo com a necessidade de seus usuários. Segundo Bruno Ortolani, Gerente de Produtos da HP Inc., o foco da empresa é a experiência do usuário. “Oferecer um produto que promove inclusão digital e permite que a HP alcance um número cada vez maior de pessoas que, mesmo sem conhecimento prévio, terão oportunidade de adquirir seu primeiro notebook e usá-lo sem dificuldade ou limitações devido à conexão”, afirma Ortolani.

Para a diretora geral da Endless no Brasil, Roberta Antunes, "ao simplificar a experiência de uso do computador, que passa a ter valor para o usuário com ou sem internet, o sistema pode abrir as portas para um novo mercado: um vasto universo de usuários que sonha com o primeiro computador".

O cenário brasileiro evidencia uma grande oportunidade. De acordo com uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) encomendada pela Anatel, 6 milhões de residências brasileiras ainda não possuem acesso à internet por falta de cobertura e, de acordo com o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 68% dos domicílios ainda não têm computador portátil.

Com o produto, a HP pretende expandir o mercado consumidor criando um novo conceito de computador que já vem pronto para família, sem necessidade de compra de pacotes adicionais. Além disso, a empresa enxerga outro público que será beneficiado pela parceria. “Empresas que buscam soluções educacionais por meio de uma plataforma acessível e que permite a adição de pacotes desenhados para fins de educação também poderão se beneficiar do novo produto”, conclui Ortolani.

Para as pessoas que estão interessadas em conhecer melhor o desenvolvimento, objetivos e o pessoal que trabalha na Endless, recomendo ouvir o nosso DioCast com os membros da empresa:


O notebook HP 240 com Endless está disponível a partir de R$1499, com a seguinte configuração: Processador Intel Core i3, memória de 4GB, disco de 500GB, tela de 14’ HD, webcam integrada e gravador de DVDRW, no entanto, o produto só estará disponível para compra no início do próximo mês através da loja oficia da HP: www.lojahp.com.br

Até a próxima!

Fonte: Assessoria de Impressa da Endless.
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Ransomware infectou 153 servidores Linux na Coreia do Sul

Neste ano os Ransomwares viraram moda, muita gente que nunca tinha sequer ouvido falar neste tipo de malware passou a tomá-los quase como corriqueiros. O WCry acabou ficando famoso em Maio deste ano ao afetar diversas empresas ao redor do mundo, afetando principalmente máquinas com Windows desatualizado, mas ele não é o único que existe e desta vez o Linux foi vítima também.

Ransomware Linux




É um caso muito específico mas chama a nossa atenção mais uma vez para este tipo de exploração, vamos ao caso.

Um ransomware de nome "Erebus", desenvolvido originalmente para Windows, mas modificado para rodar no Linux, fez uma empresa de hospedagem da Coreia do Sul, chamada Nayana, de vítima ao sequestrar 153 servidores Linux, o que acarretou em mais de 3 mil sites clientes da empresa fora do ar.

Ransonware

Apesar da quantidade de vítimas ser muito menor do que o Wanna Cry, muito possivelmente o Erebus vai conseguir lucrar muito mais do que o "concorrente". Apesar de não ter sido epidêmico como o WannaCry, pois aparentemente o método de infecção foi através da exploração nas versões antigas de PHP (5.1.4) que rodavam nos servidores da Nayana (lançado ainda em 2006!), possivelmente utilizando a falha Dirty Cow, que foi corrigida no Linux ainda no ano passado, o Erebus e as pessoas que utilizaram ele para atacar a empresa irão conseguir um resgate gordo pelos dados.

O pedido de resgate para a Nayana exigia uma quantia equivalente a 14,5 milhões de reais em Bitcoins, depois de negociar com os criminosos a empresa baixou o valor para cerca de 3,5 milhões de reais.

Ao contrário da recomendação, a empresa resolveu pagar aos criminosos em parcelas, sendo que cada uma só é paga a cada descriptografia feita, já foram pagas duas parcelas de três. Em comparação, estima-se que o Wanna Cry, mesmo com todo o alvoroço,  tenha conseguido lucrar "apenas" 200 mil reais.

Uma ataque praticamente local como este nos mostra mais uma vez a importância de manter os sistemas operacionais atualizados, assim como os softwares principais, sobretudo os que acessam a internet diretamente. Possivelmente se estas medidas estivessem em prática, tanto nos casos do Wanna Cry com Windows, quanto neste caso da Nayana com Linux, a infecção por ransomware não teria acontecido, ou os estragos teriam muito menos impacto.

Lembro que quando o WCry chamou a atenção, muitos usuários Linux exaltaram a questão do Windows ser afetado, hoje eu vi a situação contrária, com usuários de Windows comentando coisas semelhantes, no melhor estilo "briga de futebol", quando na verdade em ambos os casos o problema foi na implementação e manutenção dos softwares por quem montou as estações e servidores.

Para ajudar você a entender melhor como funcionam os Ransomwares e falar sobre malwares em geral, nós fizemos um DioCast com os especialista em segurança da UFSC e professor de ciência da computação, Jean Martina. Falamos muito sobre o Wanna Cry e demos várias dicas de segurança e privacidade.



Outro vídeo bacana do canal pra você ver sobre o assunto é este:


Manter os sistemas atualizados não é necessariamente a prioridade das empresas, gastar menos, sim.


Agora vou comentar algo que me veio a mente nestas situações, pelo visto se encaixa provavelmente no caso da Nayana... talvez.

Ao ver este tipo de coisa nós temos o reflexo natural de culpar a falta de atualização. Em sentidosprático não tem como negar, de fato. Mas o "sentido financeiro", dependendo do caso, fala muito mais alto.

Atualizar uma ambiente corporativo completo pode não ser tão simples, não é tão simples quanto atualizar uma distro Linux ou manter o Windows com os últimos patches de segurança no seu computador. Eventuais ferramentas, recursos disponíveis e até mesmo documentos e arquivos de todos os tipos podem justificar a manutenção de versões antigas de softwares. Quem lembra do Windows 3.1 que controla os vôos na França?

Dependendo da condição, ao subir uma versão nova para trabalho, é necessário que a tal da retro-compatibilidade funcione corretamente, o que todos nós sabemos que não é 100%. Eu dei o exemplo do Windows no aeroporto, mas com Linux acontece o mesmo, quantas vezes você já viu um terminal de atendimento em loja de departamento usando o KDE 3 e o Firefox 3 também?

Tem uma galera que roda ainda versões antigas de softwares e sistemas operacionais, como o Windows XP (que foi afetado no WCry) porque certos softwares de código fechado que são essenciais para o trabalho só rodam nestas versões do sistema, o código fonte ou a empresa que o provinham talvez nem existam mais e dá muito mais trabalho e especialmente custo refazer ele para plataformas novas, aí fica no melhor estilo do "se está funcionando, não mexe". 

Dependendo do tamanho da coisa, atualizar toda uma infraestrutura é custosamente inviável, a ponto de ser mais barato estar sujeito ao Ransonware e até mesmo pagar o resgate do que fazer toda uma migração e eventualmente ficar alguns dias sem funcionar.

É claro que um bom planejamento faz toda a diferença, se você conseguir criar um fluxo de atualizações que permita manter não só o sistema, mas o ecossistema computacional da sua empresa, totalmente atualizando sempre, este será o ideal, mas ainda está longe do que acontece. O ideal é criar toda a estrutura já pensando neste tipo de coisa, tentando prever o crescimento e a adição de novos recursos, o que a maior parte das empresas não faz infelizmente.

Quando falamos em empresas afetadas, outra coisa que costuma vir à menta são aqueles lindos servidores do Google, da Amazon, do Facebook, até da NASA, empresas grandes em geral, mas empresas de todos os tamanhos usam tecnologias semelhantes e nem todas tem necessariamente profissionais capacitados para isso. O que é curioso no caso da Nayana é que a empresa é especializada em servidores e hospedagem e deixou se deixou passar justamente nos softwares que são, em tese, a base da companhia, é estranho, convenhamos.

Acho completamente inútil a discussão entre usuários de Linux e Windows quanto a isso, especialmente neste caso da Coreia do Sul, pois apesar dos indícios, ainda não sabemos exatamente o que causou a invasão, não existem fatos, apenas suspeitas, ao menos até onde eu pude pesquisar.

O "mal" do brasileiro


Só vou compartilhar uma devaneio para finalizar. Como brasileiro, eu acabo enxergando as possibilidades de corrupção corporativa e e estadual até mesmo nisso. Posso estar vendo notícias demais, mas vendos os políticos que temos, você acharia muito estranho se um Ransomware atacasse os servidores de uma repartição pública e o governo pagasse o resgate (com o nosso dinheiro) "porque não pode ficar sem os dados", em uma situação arranjada? É o Caixa 2 dos bits.

Fica aí o exercício de imaginação, espero não estar dando ideia! 😅 Usuários de *Linux que mantém seus sistemas completamente atualizados não estão sujeitos a esta falha, aparentemente ela ficou só lá na Coreia e só nesta empresa, sobretudo por ela atacar os servidores que rodam LAMP desatualizado apenas. Não há motivos para pânico até o momento.

Até a próxima!

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terça-feira, 20 de junho de 2017

5 Mitos mais comuns sobre Qt e um Convite

Se você usa tecnologias da comunidade KDE, VLC, Virtualbox ou até mesmo o Skype, você já usa Qt aí por debaixo dos panos e talvez nem saiba. Qt é um framework de desenvolvimento completo para C++ e é bastante utilizado mundo afora e hoje iremos desmistificar alguns mitos que o envolvem.

QtCon.jpg



Desde algumas marcas de SmartTVs, Blackberrys e até mesmo o sistema de bordo dos carros da BMW utilizam Qt.

Mesmo com toda essa galera "de peso" usando Qt profissionalmente, ao longo do tempo muitos mitos foram criados com relação ao Qt e seu uso, e alguns deles persistem até hoje. Separamos alguns deles para desmistificar neste post e ao final temos um convite bacana pra você que deseja saber mais sobre este incrível framework.


1 - Qt só serve para programas gráficos


Qt Design de interfaces

Pelo fato de também permitir desenvolvimento de programas gráficos, muita gente associa Qt somente com este tipo de software, o que não é verdade. É possível ter programas em Qt somente em modo texto também, o que facilita muito a vida de um programador que deseja desenvolver alguma ferramenta que não necessite de modo gráfico.

Desde fazer seu programa "conversar" TCP/IP, quanto fazer parsing de código XML. Tudo pode ser feito importando algum módulo do Qt no seu programa e utilizando as classes certas.


2 - Não existe uma boa IDE para Qt (como o netbeans, ou visual studio)


Qt Creator

Quem é programador "das antigas" talvez lembre que antes do Qt 4 não existia uma boa IDE. E muita gente ainda evita usar Qt hoje em dia por causa de memórias daquela época.

O que existia era somente o Qt Designer, que permitia "desenhar" as janelas e gerar um arquivo com extensão .ui que continha toda a especificação da interface, e podia ser utilizado no seu programa (utilizando QWidget's).

A IDE oficial hoje chama-se Qt Creator. Ela começou a ser desenvolvida em 2007, mas foi só em 2009 que ela foi integrada e distribuída junto com o Qt 4.

O Qt Creator hoje, além de integrar o Qt Designer, também fornece uma ferramenta para desenvolver a parte gráfica do seu programa em QML, que é uma das tecnologias mais modernas para se programar interfaces gráficas e que tem uma sintaxe muito parecida com o CSS.

Para quem está acostumado com programação web, QML é uma mão na roda. Além da citada similaridade com CSS, é possível adicionar uma certa lógica no QML através de javascript. E enquanto o lado gráfico pode ser todo "desenhado" em QML, é possível fazer ele interagir com código C++ para efetuar tarefas mais complexas, como acessar um banco de dados ou efetuar uma conexão TCP/IP.

Para você ter uma ideia do que é possível de se fazer, o finado Unity 8 e seus aplicativos foram todos feitos com Qt/QML.

Para quem gosta de ter um depurador integrado, pode ficar tranquilo, pois o Qt Creator permite que você depure seus programas diretamente na interface, assim como em qualquer outra IDE. Há plugins para diversos depuradores, como o GDB, LLDB, etc.


3 - Qt só roda em Linux


Qt Linux

Este é um mito bem fácil de desmistificar, sendo que boa parte dos programas que foram citados no começo do artigo funcionam tanto em Linux, quanto OSX e Windows. As empresas por trás destes aplicativos não optaram pela Qt à toa: Qt é multiplataforma.

Desenvolver o mesmo programa para 3 plataformas diferentes é bastante complicado e nem um pouco barato. Manter o mesmo código para plataformas diferentes resolve inúmeros problemas no desenvolvimento de qualquer projeto.

O próprio framework se encarrega de abstrair o máximo possível as peculiaridades de cada plataforma, de forma que o programador se concentre no que é mais importante: desenvolver o software. Além disso, o Qt garante que seu programa tenha a mesma aparência e integração que aplicações nativas do ambiente.


4 - Qt é pago


Qt Pago

Este é parcialmente um mito e precisa ser esclarecido, pois é uma preocupação de muita gente ao utilizar Qt em seus projetos.

Se você estiver desenvolvendo uma aplicação proprietária, talvez deva prestar atenção que você não pode simplesmente fechar o código se o seu programa estiver utilizando Qt.

O Qt tem algumas modalidades de licenças. Se você tem dúvidas sobre o licenciamento, basta olhar os links oficiais:



Como você deve imaginar, se seu objetivo é desenvolver software livre, e ele respeitar as 4 liberdades da GPL, muito provavelmente você pode utilizar Qt no seu software sem nenhum custo.


5 - Não há uma comunidade Qt no Brasil.


Comunidade Qt no Brasil

As comunidades KDE e Qt do Brasil sempre andaram meio que juntas por motivos óbvios: O KDE tem uma história muito ligada ao Qt desde seu surgimento há 20 anos atrás. Até hoje isto ainda é verdade, e esta "parceria" ainda persiste. Grande parte do sucesso do KDE deve-se ao Qt, e vice-versa.

Talvez por este motivo muita gente acredita que não existe uma comunidade Qt no Brasil. Muito do que acontece sobre Qt no Brasil pode ser visto na página da prória comunidade KDE Brasil.

Apesar desta ligação quase familiar, o Qt é um framework independente do KDE, e como você percebeu, já vem por muitos anos sendo utilizada em vários outros projetos de grandes empresas (Blackberry, Nokia, Canonical, BMW, etc).

Em 2016, juntamente com a Akademy em Berlim (evento internacional do KDE) aconteceu a QtCon, reunindo diversas palestras especificamente sobre Qt, e pelo naipe dos patrocinadores, dá pra notar que tem muito mais gente interessada no Qt do que somente o projeto KDE.

A má notícia é que para quem se interessa por este tipo de evento e mora do lado de cá do mapa, não é tão simples se deslocar até a Europa. A boa notícia é que o pessoal do KDE Brasil esteve no evento ano passado e resolveu trazer a QtCon aqui para o nosso lado do globo, e a sua primeira edição brasileira acontecerá dias 18, 19 e 20 de Agosto de 2017 em São Paulo. Há varias palestras interessantes para quem gosta de programação, tecnologia, e claro: Qt.

No momento os treinamentos já estão totalmente esgotados, mas ainda há algumas vagas para as palestras. Se correr ainda dá tempo de garantir seu ingresso aos dois dias de palestras.

Você pode acessar o site oficial do evento para maiores informações: https://br.qtcon.org/

Esta é uma excelente oportunidade para poder aprender mais sobre o projeto, ver softwares reais que utilizam o framework, e até quem sabe ajudar a crescer a comunidade brasileira de Qt.

Este artigo foi escrito em parceria com o nosso professor do Diolinux EAD, Tiago Salem Herrmann.

Até a próxima!
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Lançado o novo Debian 9 "Stretch" - Confira as novidades e faça o Download

Uma das principais e mais importantes distribuições Linux, o Debian, acaba de ganhar uma nova versão. Depois de um bom tempo de espera, finalmente temos o Debian 9 disponível para download em sua versão estável. Saiba mais:

Debian Stretch 9 - Download




Os desenvolvedores do Debian anunciaram a nova versão do "Sistema Universal", como é chamado, a versão 9 de codinome "Stretch", o polvo de Toy Story, é lançada depois de 26 meses de desenvolvimento e terá suporte a atualizações de segurança pelos próximos 5 anos.

O Debian 9 Stretch é, como os desenvolvedores informaram, uma homenagem ao criador original do projeto, Ian Murdock, que infelizmente faleceu no final de 2015.

Novidades no novo Debian


É difícil relembrar de Ian neste lançamento, foi uma grande perda para a comunidade Linux, não somente a do Debian, mas como imagino que ele gostaria que acontecesse, vamos falar de coisas boas e das novidades do "Stretch".


No novo Debian temos o MariaDB 10.1 como padrão em substituição dos pacotes do MySQL 5.5 ou 5.6 que acontecerá automaticamente na atualização.

Pacotes Debian


O Firefox e o Thunderbird também retornam ao Debian com seus nomes corretos, anteriormente, por mais de 10 anos, por conta de licenças, o Debian incluía os softwares reempacotados com outros nomes, Iceweasel e Icedove, agora temos o Firefox na versão ESR.

Graças ao projeto Reproducible Builds, mais de 90% dos pacotes fonte incluídos no Debian 9 construirão pacotes binários idênticos bit-a-bit. Essa é uma funcionalidade de verificação importante que protege os usuários contra tentativas maliciosas de adulterar compiladores e redes de construção. Versões futuras do Debian incluirão ferramentas e metadados para que usuários finais possam validar a procedência de pacotes dentro do repositório.

Outra coisa interessante no quesito segurança é que o X.org não exige mais privilégio de root para executar, contornando um problema em potencial, além de outras modificações que garantem a segurança do sistema.

O suporte para UEFI também foi melhorado na nova versão. Ele havia sido introduzido ainda na versão Wheezy, mas vem recebendo melhorias a cada versão, fazendo com que o Debian tenha suporte para instalação em firmware UEFI de 32 bits com um Kernel de 64 bits, as novas ISOs já incluem o suporte a inicialização EUFI também.

Vários pacotes foram atualizados, temos o Kernel Linux na versão 4.9 e o Plasma 5 em sua versão LTS, para quem gosta do KDE (como eu). Segue uma lista com alguns dos principais pacotes e suas versões no Debian:
- Apache 2.4.25
- Asterisk 13.14.1
- Chromium 59.0.3071.86
- Firefox 45.9 (no pacote firefox-esr)
- GIMP 2.8.18
- GNOME 3.22
- Coleção de Compiladores GNU 6.3
- GnuPG 2.1
- Golang 1.7
- LibreOffice 5.2
- MariaDB 10.1
- MATE 1.16
- OpenJDK 8
- Perl 5.24
- PHP 7.0
- PostgreSQL 9.6
- Python 2.7.13 e 3.5.3
- Ruby 2.3
- Samba 4.5
- Thunderbird 45.8
- Tomcat 8.5
- Xen Hypervisor
- Xfce 4.12

Além destes, mais de 51.000 outros pacotes de software prontos para uso, construídos a partir de pouco mais de 25.000 pacotes fonte.

Com essa ampla seleção de pacotes e seu tradicional amplo suporte de arquiteturas, o Debian mais uma vez se mantém fiel ao seu objetivo de ser o sistema operacional universal. Ele é apropriado para muitos casos diferentes de uso: de sistemas desktop a netbooks; de servidores de desenvolvimento a sistemas de cluster; e para servidores de bancos de dados, web ou armazenamento. Ao mesmo tempo, esforços adicionais para garantia de qualidade, como instalação automática e testes de atualização para todos os pacotes do repositório do Debian asseguram que a Stretch satisfaz as altas expectativas que os usuários têm de uma versão estável do Debian.

Saiba mais nas notas de lançamento da distribuição.

Eu testei aqui a versão com Plasma 5.8 LTS e está realmente muito bom e fluído, para as pessoas que tem um hardware mais rebuscado e precisam de drivers proprietários, recomendo baixar a ISO Non-Free do Debian, quem quiser baixar a versão tradicional, pode fazer isso diretamente do site oficial.

Se tiver dúvidas sobre como baixar o Debian, confira o nosso vídeo tutorial, se tiver dificuldades para instalar, nós também temos um vídeo para te ajudar a instalar o sistema universal no seu computador.

Até a próxima!
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domingo, 18 de junho de 2017

Desenvolvedores revelam quais extensões devem acompanhar Ubuntu com GNOME

Mais uma notícia bacana para quem está acompanhando o desenvolvimento do novo Ubuntu conosco, como a versão 17.10 que sai em Outubro será a primeira a trazer o GNOME Shell como interface padrão, existem ainda algumas dúvidas sobre como será "o GNOME do Ubuntu", agora temos mais alguns indicativos.

Ubuntu Gnome Extensions




O site de Insights do Ubuntu liberou o resultado da enquete onde a comunidade de usuários votou sobre as extensões que gostariam que viessem no sistema por padrão. A enquete foi feita em parceria com o site "OMG!Ubuntu" e relevou algumas das preferências gerais dos usuários.

Com mais de 18 mil respostas, os desenvolvedores comentaram que agora sabem, além das preferências dos usuários, algumas tendências de comportamento da interface e que estão trabalhando com os desenvolvedores do GNOME Shell para que futuramente certas funcionalidades sejam incorporadas ao Shell nativo.

Extensões GNOME no Ubuntu

Acima você vê o resultado da enquete com as principais extensões votadas, interprete o gráfico da seguinte forma: Os usuários deveriam marcar de 1 a 5 o quanto a extensão seria útil para o Ubuntu, sendo que 1 seria pouco útil, e 5, muito útil.

Extensões como o "Dash to Dock" mostraram-se muito requeridas, os desenvolvedores comentaram que a grande popularidade dessa extensão também mostra o quanto os usuários gostam de uma barra que mostre os aplicativos ao lado, semelhante ao Unity.

Outro dado que foi obtido através da enquete determina de que lado da janela os botões de controle (minimizar, maximizar, fechar) devem ficar, por uma diferença não tão grande (53,8% a 46,2%), venceu o lado direito.

Os desenvolvedores comentaram que agora, com todos esses dados, eles poderão discutir juntamente com a equipe de design do GNOME quais serão as modificações a implementadas, o que nos sugere também um possível novo tema para o GNOME Shell no Ubuntu, o que faria muito sentido para dar uma personalidade específica para o ambiente no sistema da Canonical, assim como outras distros que usam GNOME Shell costumam fazer, pode ser uma boa oportunidade para mudar o visual dos ícones do sistema, que já estão há muito defasados, ainda que eu não ache eles necessariamente "feios".

Fazia um certo tempo que eu não via a Canonical ouvir de forma tão direta os seus usuários, não posso achar isso ruim, pois me pareceu que nos últimos anos essa abertura fora muito menor, vamos ver como o futuro que se aproxima para a distro se desenvolve. Continue acompanhando o blog para saber as novidades.

Se você gosta de enquetes, eu gostaria de te convidar a responder esta aqui, queremos conhecer melhor o nosso público e fizemos algumas perguntas que depois farão parte de um vídeo no canal, onde vamos apresentar os dados comparados com os que colhemos no ano passado.

Até a próxima!
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terça-feira, 13 de junho de 2017

Curso de Shell Script - Dominando o Linux uma linha por vez!

Depois do sucesso do nosso curso de Bash, finalmente chegou o momento de lançarmos a continuação dos estudos de quem está aprendendo a dominar o Linux através do terminal.

Curso de Shell Script




O curso de Shell Script, assim como o de Terminal Bash, vai ser ministrado pelo Tiago Salem Herrmann dentro do Diolinux EAD, o nosso sistema de ensino à distância.

Nesta semana nós tivemos um DioCast sobre Shell Script com a presença do Tiago onde explicamos todos os detalhes sobre o curso e ainda demos algumas dicas e apontamos alguns erros comuns de quem está aprendendo.


O quanto você manja do Terminal Linux?


Quer tirar essa dúvida? Faça o nosso QUIZ para saber em que nível você está.

Domine o Linux uma linha por vez!


Para você que já é nosso aluno

Se você está ansioso(a) para começar o curso, espere um pouquinho, pois eu vou te dar alguns presentes. O primeiro deles é diretamente direcionado para quem já fez o curso de Bash com a gente, essas pessoas receberam e-mails com cupons de desconto para o curso de Shell Script no valor de 50%.

Para você que vai ser nosso aluno

Antes de mais nada, seja bem-vindo(a), vamos começar com o pé direito? Nós estamos com um promoção de lançamento muito bacana. Até Terça-feira (13/06/17) à meia-noite você poderá comprar o curso com 38% de desconto!

As matrículas estarão abertas até Quinta-feira (15/06/17) apenas, depois disso fecharemos o curso para que o professor Tiago possa melhor atender os alunos, como explicamos no final do DioCast que você pode ver ali em cima, as matrículas serão abertas novamente somente conforme os alunos forem terminando.

Conheça o curso, o conteúdo programático e mais informações sobre ele clicando no botão abaixo.

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segunda-feira, 12 de junho de 2017

GNOME Shell 3.26 receberá um update visual

O GNOME Shell continua o seu avanço para tornar-se cada vez mais um ambiente moderno e bonito, para isso, algumas novidades interessantes serão incluídas na versão 3.26.

GNOME Shell 3.26




Dentre as novidades visuais incluídas estão as animações das janelas, efeitos de minimizar e maximizar, além de ajustar ao lado da tela. Outra modificação bacana é a transparência do painel superior de forma automática, exatamente igual ao que o elementary OS implementou há alguns anos.


O GNOME Shell 3.26 está em desenvolvimento e em breve deve chegar a todas as distribuições Linux e agora ao Ubuntu também.

Até a próxima!
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domingo, 11 de junho de 2017

Toyota lança carro com Linux

Recentemente eu publiquei um artigo e um vídeo tentando explicar melhor o que é exatamente o Linux como Kernel e qual é o seu potencial e quais são as suas responsabilidades. Um ótimo exemplo da aplicabilidade do Kernel Linux é o que você vai conhecer agora através do novo lançamento da Toyota.

Linux na Toyota




A Toyota anunciou o lançamento  de seu novo sistema de "infoentretenimento 2018" para o Camry, um luxuoso sedã da marca que é muito popular nos EUA, ele agora contará com o Kernel Linux como base através do projeto AGL, que nós já comentamos aqui.

Apesar do sistema ser novo, a função dele permanece a mesma do antigo, mostrar as informações que são pertinentes ao carro para o motorista, como as funções de telefone e multimídia, navegação e até mesmo outros aplicativos. A central baseada em Linux poupará a Toyota de construir um sistema base do zero, fazendo com que mais tempo esteja disponível para criar personalizações para ela e entregar para os consumidores uma experiência única. Seria algo parecido com o que acontece com o Android atualmente com os vários fabricantes de dispositivos móveis, cada um partindo de uma mesma base, mas criando experiências diferentes para os consumidores através de customizações.

O Toyota Camry custa mais de 200 mil reais aqui no Brasil.

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Imagem diária do Ubuntu 17.10 já pode ser baixada com GNOME como interface padrão

Como a versão do Ubuntu que sai em Abril de 2018 é uma LTS (Long Term Support) a Canonical decidiu fazer os primeiros testes com a nova (velha) interface do Ubuntu, o GNOME Shell, já no Ubuntu 17.10 que sai agora em Outubro próximo, os interessados em saber como o sistema está evoluindo já podem baixar as compilações diárias com a interface por padrão, a ideia, é claro, é poder fazer os testes necessários e estabilizar as coisas para o lançamento do ano que vem.

Ubuntu 17.10 GNOME




O Ubuntu 17.10 Artful Aardvark ainda está um pouco distante de seu lançamento final, que será apenas em Outubro, mas tradicionalmente a equipe de desenvolvimento do Ubuntu cria compilações diárias do processo de desenvolvimento do sistema, permitindo que os interessados possam acompanhar o desenvolvimento e a inclusão das novidades.

Bom, eu sou um destes enxeridos que fica baixando as daily builds e acompanhando tudo o que acontece nessas etapas e posso dizer que já temos uma boas novas, por assim dizer. Desde o anúncio da adoção do GNOME pelo Ubuntu novamente eu tenho ficado curioso para saber como a Canonical vai tratar a interface, eles chegaram a fazer um concurso de extensões e configurações para que os usuários pudessem dizer o que eles gostariam de ver no sistema e aos poucos as implementações estão sendo feitas.

Até ontem o Unity ainda era o padrão nas isos do 17.10, mas depois da última atualização o Unity deu lugar a interface que veio para ficar à partir de agora, o GNOME. Diretamente na tela de login nós já podemos ver o "pézinho do GNOME" que nos da a entender que temos a nova interface disponível. Falando em tela de login, o LightDM continua, ao menos por enquanto, e sinceramente eu espero que ele permaneça, acho ele muito mais belo do que o GDM, que apesar da minha pequena crítica, também é bonito.

Gnome Ubuntu

Como você pode ver, outra novidade é que agora temos uma sessão Wayland no Ubuntu, o que só nos lembra que realmente o Mir ficou para trás definitivamente nos desktops, o padrão é ainda a utilização do X.org, mas aos poucos a migração deve ir acontecendo, não somente no Ubuntu, mas em todas as distribuições praticamente.

Ubuntu 17.10 GNOME

Na interface podemos ver que os temas Ambiance e Radiance foram adaptados para o GTK mais recente, aliás, a versão do GNOME utilizada nesta compilação do Ubuntu é a 3.24 no momento, o tema de ícones é o mesmo de sempre, os ícones de controle da janela foram movidos para a esquerda com a presença dos tradicionais 3 botões, ao contrário do GNOME Padrão que tem apenas o botão de fechar na direita das janelas, os aplicativos que acompanham a distro continuam os mesmos do Ubuntu tradicional, mas reparei que agora não existe mais o "Atualizador de programas", o que indica que essa função agora será desempenhada pelo GNOME Software Center, ou como a galera costuma chamar, a Central de Aplicativos.

O tema do GNOME Shell no entanto não foi alterado, continua o tradicional com detalhes em azul, o que não combinada em nada com o tema alaranjado do Ubuntu, de fato, mas isso deverá ser alterado em breve também. Não somente no tema em si, mas no desenho da interface existem alguns bugs para serem corrigidos, como a própria barra da Central de Aplicativos.

Novo tema do Ubuntu

O Kernel utilizado no momento é o 4.11, mas ele deverá ir acompanhando os lançamentos até a época de freezing que acontece um pouco antes do lançamento da versão final em Outubro.

Gnome no Ubuntu 17.10

O aplicativo da Amazon continua no sistema, porém, ao contrário do que muita gente espalhou por aí, ele tem um comportamento complemente diferente do que tínhamos no Unity. No Unity além do App da Amazon que levava diretamente para o site através do navegador do Unity 8 do Ubuntu no formato de um WebApp e que fazia com que as pesquisas do Dash trouxessem resultados dentro da loja da Amazon também, no GNOME o aplicativo serve apenas para abrir o Firefox no site da empresa, ou seja, é apenas um atalho, nada demais, funcionando mais como um "sistema de afiliados" para que caso alguém compre algum produto na Amazon pelo atalho do Ubuntu algum dinheiro seja revertido para a distro, acredito eu.

Amazon no Ubuntu

Para os paranoicos de plantão, é possível remover a aplicação através da própria Central de Aplicativos, ele ocupa apenas 44 kB de tamanho no sistema e tem código aberto.

Fique ligado aqui no blog para acompanhar as novidades, em breve teremos vídeos no canal sobre essa nova versão do Ubuntu.

Até a próxima!
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

5 motivos para se aprender Shell Script e dominar o Linux

Não dá para negar que o Bash é um dos interpretadores de comando mais utilizados no mundo.
E não é a toa. Às vezes é impossível ver o potencial escondido atrás da linha de comando do Bash a olho nú.

Shell Script



Basta abrir a man page do Bash para ver o mundo de possibilidades (e até se impressionar/amedrontar um pouco).

Se você já fez o nosso curso de terminal, você já teve uma pequena amostra da quantidade de coisas que dá pra fazer na linha de comando (modo interativo).

Porém, muito se engana quem acha que shell scripts só servem para automatizar backups e afins.

Abaixo vamos listar 5 motivos para se aprender a arte do shell scripting.

1 - Inúmeras partes de uma distribuição linux utilizam shell scripts.

Shell Script


- Sistemas de empacotamento (rpm e deb): scripts são usados na hora de criar pacotes, e até na hora de instalar (scripts pós instalação).

- Init systems (upstart, sysvinit): precisam de shell scripts para controlar serviços que rodam aí por debaixo dos panos.

- Grub: Arquivos que geram configurações do boot são shell scripts: /etc/grub.d/

- startx: famoso comando que inicia modo gráfico é um shell script.

- xdg-open: comando para abrir arquivos automaticamente no programa correto, também é um shell script.

Poderíamos passar horas aqui listando lugares e sub-sistemas de uma distribuição linux que usam shell scripts.

2 - Novos conceitos, mas os Shell Scripts estão lá

Shell Scripts em drones?


É impressionante como o tempo passa, as tecnologias evoluem, os conceitos de computação mudam, porém shell scripts sempre aparecem em algum canto.

Talvez você tenha percebido que o que mais se fala hoje em dia é sobre computação em nuvem.
Demanda por novos profissionais que entendam de diversas tecnologias diferentes surgem, como docker e openstack.

E apesar dos conceitos novos, ainda lá na base o shell script continua firme e forte.

- Docker: Dentro do arquivo que define um container docker você pode utilizar shell scripts.

- Openstack: Você pode executar um script no primeiro boot de uma máquina virtual para personalização.

3 - Entender Shell Scripts melhora seu conhecimento no modo interativo

Aprendendo Shell Script


O Bash pode ser executado em basicamente dois modos: interativo (linha de comando) e não interativo (scripts).

Uma das coisas mais fascinantes do mundo dos interpretadores de comandos é o número de formas diferentes para se executar uma mesma tarefa.

Muitas pessoas passam muitos anos com um canivete suíço nas mãos, porém tentam fazer tudo somente utilizando a faca mais simples do canivete, pois é a única que sabem abrir.

Este canivete é o Bash. Quando nos aprofundamos em scripts e entendemos suas estruturas para controle de fluxo, variáveis, etc, conseguimos otimizar muito nosso tempo. Estruturas como o "for", e até mesmo funções, que geralmente são encontradas somente em scripts, podem facilmente
ser utilizadas direto na linha de comando em modo interativo. E é aí que está o pulo do gato.

Tarefas como renomear vários arquivos de um diretório de uma só vez podem facilmente ser feitas com uma linha como a seguinte:

for i in *.txt; do mv $i ${i%%.txt}-old.txt; done # renomeia todos os arquivos .txt para arquivo-old.txt

4 - Melhorar seu currículo

Currículo Shell Script


Qualquer pessoa que deseje trabalhar profissionalmente com Linux, ou seja, fazer do seu hobby uma profissão de verdade, precisa necessariamente dominar shell scripts. Independente da área que você planeje atuar (programação, administração de redes, administração de sistemas) você precisará escrever e ler scripts de outras pessoas.

Há ofertas de emprego que hoje em dia nem mesmo mencionam a exigência de saber shell scripts pois já assumem que o candidato sabe.

5 - Shell script é divertido

Shell Script é divertido


Somente amantes de tecnologia irão entender este motivo. Mas sim, o prazer de automatizar tarefas e ver aquele script que você criou do zero funcionando sozinho e ficar orgulhoso de ver ele fazendo aquilo que antigamente você precisava fazer "na mão"... este sentimento inexplicável já é motivo suficiente para largar tudo o que você está fazendo e ir correndo aprender shell scripts.

Claro que há muito material da internet para você pesquisar, apostilas e tudo mais, mas como vocês pediram diversas vezes, nós vamos lançar um novo curso no EAD.

Se você não tem ideia por onde começar e precisa de um guia, fique ligado que em breve lá no EAD do Diolinux será lançado um curso completo de Shell Script. Mais de 11 horas de vídeo aulas explicando detalhadamente tudo o que você precisa saber para dominar a arte automatizar tarefas
e otimizar a sua vida na linha de comando.

Este artigo foi escrito em parceria com o nosso professor Tiago Salem, ele já possui um curso de Bash (Terminal) lá no Diolinux EAD, esse curso é quase que um pré-requisito para o de Shell que está por vir, vale a pena dar uma olhada.

Até a próxima!
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