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PhotoGIMP 2017.1 está disponível para download!

O blog Diolinux orgulhosamente apresenta a versão 2017.1 do projeto PhotoGIMP, o projeto que procura aproximar usuários do Adobe Photoshop ao GIMP, facilitando a transição entre as duas ferramentas.

PhotoGIMP 2017.1 Diolinux




A migração entre softwares é sempre trabalhosa, especialmente quando este programa é um dos pilares do seu trabalho, como é o caso de muitos profissionais com o Adobe Photoshop.

Eu admito que há casos em que o Photoshop será insubstituível para o usuário, mas francamente, isso depende mais do usuário do que do programa e de seus recursos, visto que existem vários profissionais que trabalham somente com o GIMP há muitos anos, você pode escolher as suas desculpas, mas em "90% dos casos" o motivo está simplesmente no dito workflow e na produtividade.

O costume com atalhos, aparência e localização das ferramentas são fatores eventualmente decisivos para quem não quer usar o GIMP.

O PhotoGIMP é um projeto criado especialmente para quem gostaria de utilizar a ferramenta mas é especialmente acostumado com o Adobe Photoshop, ou pessoas que precisam ou querem transitar entre ambos, sem precisar decorar teclas de atalho muito diferentes entre os dois softwares.

PhotoGIMP 2017.1


O PhotoGIMP não é um novo programa, nem sequer é um "concorrente" do GIMP, muito menos do Photoshop, ele é puramente "o GIMP", mas usando toda a liberdade que o software livre nos proporciona, ele foi modificado intencionalmente para ter um workflow mais parecido com o Photoshop, muitas coisas contidas na versão do ano passado se mantiveram, mas o projeto foi ajustado e simplificado.

PhotoGIMP 2017
PhotoGIMP no Linux Mint Cinnamon

No PhotoGIMP 2017.1 você encontra um novo tema GTK que é capaz de ignorar os outros temas, então, independente de qual tema você use, ao ativar o tema do PhotoGIMP ele se manterá o mesmo, isso garante a compatibilidade perfeita com outras distribuições que não sejam o Ubuntu com o tema Ambiance, como acontecia na versão passada. Esta versão do PhotoGIMP é compatível com todas as distros, independente da interface.

Usuários de Linux Mint comentaram que a versão passada simplesmente não se encaixava no tema do sistema e acabava ficando... bom... muito tosco, para dizer o mínimo, acredito que isso tenha se resolvido, como mostra a imagem acima.

PhotoGIMP 2017.1
PhotoGIMP no Windows 10

A versão para Windows também foi atualizada juntamente e agora suporta o mesmo tema, permitindo exatamente a mesma aparência no Linux e no Windows, o que facilita a migração entre plataformas também. Na verdade, agora não existe mais um PhotoGIMP para Linux e outro para Windows, como era antes, é apenas um que funciona nos dois, ou seja, o projeto foi simplificado.

Os ícones das ferramentas estão maiores também, os principais atalhos do Photoshop fazem parte do PhotoGIMP, assim você não precisa decorar tudo de novo, o tema escurecido garante que você não canse os olhos editando imagens o dia todo e a organização espacial das ferramentas também vai te ajudar a encontrar o que você quiser com maior facilidade. Por exemplo, ferramentas comuns organizadas na barra de ferramentas da esquerda como no Photoshop, camadas na direita em baixo, etc.

PhotoGIMP no Deepin 15.4
O projeto também conta com uma série de brushes novos pré-instalados, ideal para quem gosta de fazer desenho digital também.

Outra correção que foi feita é relacionada a adaptação do tema à resoluções diferentes. Este bug acabava fazendo com que o botão de maximizar "sumisse" do GIMP, agora ele deverá funcionar perfeitamente, independente do tamanho da sua tela e da resolução.


Créditos


Para construir o patch PhotoGIMP nós unimos vários projetos abertos em torno do GIMP condensando em um "produto" final, por isso temos que dar créditos a quem realmente merece, que são os desenvolvedores do GIMP (gimp.org), aos desenvolvedores do tema, este tema (ainda que tenha sido modificado por mim), partiu do tema que será liberado com a futura versão do GIMP (O PhotoGIMP é feito em cima do GIMP 2.8.x), agradecimentos também aos desenvolvedores dos brushes. E por último, mas não menos importante, agradeço a todos que me ajudaram testar a nova versão, especial o Ricardo Venturini Bugim que me ajudou a testar várias etapas do projeto passo a passo.

Como instalar o PhotoGIMP no seu sistema


Vamos aos preparativos: Como eu tinha comentado anteriormente, o PhotoGIMP é um patch, logo, ele necessita do GIMP original instalado previamente, por isso instale no seu sistema da maneira que preferir.

Windows: Faça o download do .exe à partir do site e instale normalmente usando o utilitário de instalação, basicamente você pode avançar nele, não há nenhuma propaganda ou "recurso" extra que será instalado indevidamente.

Linux: Dependendo da distribuição haverão formas diferentes de fazer a instalação, porém, o GIMP está nomeadamente no repositório de todas, basta procurar o pacote "gimp" sem aspas no seu gerenciador de softwares ou central de aplicativos.

GIMP na Central de Apps no Linux Mint


Quem prefere fazer pelo terminal pode usar estes comandos:

Ubuntu/Mint/Debian/Deepin/elementaryOS e derivados:
sudo apt install gimp
Fedora e derivados:
sudo dnf install gimp
Arch/Manjaro/Antergos e derivados:
sudo pacman -S gimp
openSUSE e derivados:
sudo zypper install gimp

Uma vez que o GIMP esteja instalado, agora você só precisa baixar o patch e extrair ele para o local indicado. Os arquivos são os mesmos, tanto para Linux, quanto para Windows.


Com o Patch baixado, você verá que tem "em mãos" um arquivo .zip, dentro dele existem instruções para instalação semelhante ao que você encontra aqui em um arquivo de texto, você pode consultar ele.

O que você deve fazer é substituir a pasta de configurações do GIMP pelo nosso patch PhotoGIMP, no Linux e no Windows ela fica dentro da sua pasta de usuários comuns.

Instalação PhotoGIMP no Linux (distros em geral)


Extraia a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário, ela deverá manter o ponto antes do nome para ficar oculta. (atenção para o ponto!)

Exemplo de local para extrair:

/home/diolinux(nome do usuário)/EXTRAIA AQUI!

Instalação do PhotoGIMP no Windows 7/8/10


Para o Windows o processo é semelhante ao do Linux, basta extrair a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário que fica dentro do disco C.

Por exemplo

C:\Usuários\Diolinux(nome do usuário)\EXTRAIA AQUI!

Depois de extrair, basta abrir o GIMP normalmente.

Caso a modificação não apareça logo de cara, ou ao menos o tema, com o GIMP aberto, verifique se o tema está selecionado e habilitado.

Vá no menu editar>>preferências>>tema e na lista de temas disponíveis procure pelo "PhotoGIMPDiolinux", selecione e clique no botão "OK" e a mudança deverá ser instantânea.

PhotoGIMP Diolinux

Aproveite o PhotoGIMP e divirta-se! Lembre, este projeto não tem qualquer custo, é disponibilizado para você completamente grátis, então compartilhe a matéria como pagamento, indique para amigos que poderão se interessar! :)

Caso você encontre problemas ou tenha sugestões para edições futuras, por favor deixe nos comentários ou nos envie um e-mail contando as suas ideias, quem sabe elas ajudam a forma uma versão futura do projeto.

Até a próxima!
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Agricultores querem "fazer root" em tratores da John Deere

Quem imaginaria que um dia chegaríamos no patamar de ter que desbloquear tratores para trabalhar? Pois esta é a realidade de vários agricultores ucranianos que estão "crackeando" os tratores para evitar gastos extras.

Tratores desbloqueados




Eu vivi toda a minha infância em uma pequena cidade com forte influência rural, de fato, muitos dos meus amigos tinham pais que tiravam o sustento da vida no campo, muitos deles com lavouras. Meu pai trabalha com maquinário agrícola há muitos anos também, então digamos que eu acabei, mesmo que sem querer, conhecendo um pouco deste mundo.

Assim como praticamente qualquer coisa, os tratores que sempre foram "simples", isto é, puramente mecânicos, aos poucos começaram a ganhar computadores de bordo, à ponto de chegar onde estamos agora, onde a máquina praticamente se dirige sozinha. Tempos modernos, hã?

Talvez você se pergunte o por que de estarmos falando de tratores em um blog de tecnologia, na verdade tenho um ótimo motivo, ouça só (ou leia, melhor dizendo)!

Tratores com código fechado


Vocês sabem muito bem que eu não levo a ferro e fogo essa história de programas de código fechado e de código aberto, mas invariavelmente eu acabo me correspondendo melhor a programas que tem desenvolvimento aberto por uma série de motivos já elucidados, tanto aqui no blog, quanto no canal do Diolinux no YouTube, contudo, existem certos casos em que o código ser fechado pode prejudicar as pessoas no sentido prático mesmo, e não apenas filosófico.

computadores de bordo


Alguns agricultores norte americanos, e ouvi relatos de ucranianos também, estão tentando lutar, inclusive na justiça, pelo direito de poder dar manutenção nas suas próprias máquinas.

A história é a seguinte, como os tratores hoje em dia são todos computadorizados, uma mudança de peça precisa ser desbloqueada via software, caso contrário o trator não funciona, é quase como um serial de Windows quando você muda algum componente e tem que reativar.

A briga ficou mais contundente contra a popular produtora de maquinários agrícolas, John Deere, mas também abarca outras marcas. Os agricultores alegam ter que pagar cerca de 230 dólares para uma troca de transmissão, mais 130 dólares por hora para o técnico que irá até o trator, conectará um Notebook e desbloqueará a peça ativando-a no sistema, obviamente o sistema é de código fechado e somente a John Deere, tem autorização legal para mexer nele.

O resultado disso é que existem agricultores que acharam uma forma de "fazer root" no trator para poder desbloquear essas funções, como isso é ilegal (realmente não acredito que estou escrevendo isso 😁), existem pessoas que estão andando com "tratores pirata" ou "crackeados" por aí. Isso aconteceu especialmente na Ucrânia, onde existe, aparentemente, todo um mercado de desbloqueio, nos EUA isso daria cadeia por violação de direitos autorais, por lá nem tanto, ao menos por enquanto.

Pode parecer óbvio de se dizer, mas se o programa que controla os equipamentos fosse open source, provavelmente isso não aconteceria, ou ao menos existiriam (saca só), custom roms para o seu trator, você poderia formatar ele e instalar outro sistema, acrescentar funções etc, mas como isso não é possível, os agricultores que se aventurarem a comprar esse tipo de tecnologia, acabam ficando na mão das empresas ou na mão de "piratas de tratores."

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Lançado Deepin 15.4 para provar que Linux não é difícil de uma vez por todas

A Wuhan Deepin Technology anunciou hoje a disponibilidade da versão 15.4 do Deepin, um sistema operacional baseado em Linux focado na experiência do usuário doméstico e que possui diversas ferramentas para facilitar a sua utilização.

Deepin 15.4 Lançado




O Deepin é uma distribuição que tem me chamado muito a atenção, de fato, é a distro Linux que eu mais tenho utilizado nas últimas semanas, ainda que não seja a única.

Neste dias com ele, passei a ter a sensação que as demais distribuições parecem estar um degrau abaixo pelo menos, quanto o assunto é intuitividade e facilidade de utilização para leigos, mas isso é puramente opinião.

Deepin Software Center


O Deepin é baseado no Debian Unstable, logo tem uma base solida o suficiente para a maior parte dos usuários comuns, possuindo, além de um repositório variado e extenso, também compatibilidade com pacotes Snap, Flatpak, deb e alguns aplicativos Android também, além de integração à diversos WebApps.

Deepin Store Android
Alguns Apps Android que você pode instalar pela Deepin Store


Há algumas semanas eu fiz um vídeo sobre a versão Beta do Deepin 15.4, o qual você pode conferir agora para poder ter uma ideia de como ele funciona:



Desde esse vídeo, eu passei a me envolver um pouco mais com o projeto, então na versão 15.4 você encontrará alguns aplicativos que eu ajudei a traduzir para o nosso Português do Brasil. :)

O Deepin possui uma interface gráfica própria chamada DDE (Deepin Desktop Enviroment) e possui uma série de aplicações próprias também, como um gestor de arquivos, programas para captura de tela, tanto em imagem, quando em vídeo e GIF, programas para conexão de impressoras em rede e até mesmo um programa que facilita a assistência remota entre usuários do Deepin, para que um possa ajudar o outro, o Remote Assistant. 

Outro App curioso que vem com ele, no bom sentido, é o Deepin Feedback, que é um programa que permite que você literalmente escreva um texto para os desenvolvedores informando as dificuldades que você, por ventura, estiver enfrentando ao usar o Deepin.

Ele também carrega o WPS Office por padrão, mas o LibreOffice está na Central de aplicativos à literalmente um clique.

WPS Office

Existem muitos detalhes para se contar sobre o Deepin, que eu vou tentar fazer através de um vídeo novo e mais completo, fazia muito tempo que um sistema não me impressionava desta forma. Seu design não tem medo de copiar e ampliar modelos já conhecidos, através do macOS, do Windows, Android e outras interfaces gráficas.

Outros aplicativos que já vem instalados por padrão nele são:

- Google Chrome
- Spotify
- Skype
- Steam
- Deepin Voice Recorder (Gravador de Voz)
- Deepin Screen Recorder (Gravador de tela em vídeo ou GIF)
- Deepin Screenshot (ferramenta para tirar prints com edição de imagem)
- Deepin Music Player (Player de música)
- Deepin Movie (Player de vídeos)
- Deepin boot Maker (para criar pen drivers bootáveis de qualquer distro)
- CrossOver grátis (App para rodar programas de Windows no Linux de forma grátis para usuários do Deepin em acordo com a CodeWeavers)

Entre outros.

Todas as configurações são concentradas no painel de controle:

Deepin Control Center

Clicando no ícone da engrenagem na barra inferior (que pode ser mudada para qualquer lado da tela), ou batendo com o mouse no canto inferior direito, você tem acesso ao painel de controle através destes ícones, tudo o que for possível configurar no sistema se encontra ali.

Você também tem os controles de brilho e volume e ícones adicionais são colocados na parte inferior conforme o recurso ativado. Por exemplo, na imagem acima você pode ver o ícone de Wi-Fi, que te permite conectar e descontar da internet facilmente por ali. Se você estiver utilizando dois monitores, ali irá aparecer as opções para você configurar as duas telas também de forma rápida, se você estiver utilizando uma VPN também, etc.

Deepin Control Center

Deslizando a tela lateral para o lado você terá a previsão do tempo automática para a sua localização.

Deepin Control Center

Deslizando mais uma vez você tem acesso as notificações do sistema, que ficam armazenadas ali para consulta até que você decida limpá-las, logo acima você vê um exemplo de notificação.

Gerenciador de drivers do Deepin

Instalar drivers também é muito simples, você encontra o gerenciador de drivers no menu do sistema, basta abrir e selecionar o que você quiser instalar.

Download do Deepin 15.4 e mais informações


O Deepin 15.4 está disponível gratuitamente apenas na versão de 64 bits, quem quiser uma versão empresarial de 32 bits poderá pagar o suporte para a equipe da Wuhan Deepin Technology. O download tende a ser um pouco lento, por conta da distância dos servidores, mas existe downloads alternativos através do Source Forge, Google Drive e Mega que são muito mais rápidos.


Caso você já utilize Linux, eu recomendo usar o "wget -c" para fazer o download com maior tranquilidade.

Você pode acessar também a página do Deepin no DistroWatch para saber mais algumas informações sobre o sistema.

Se você tiver problemas com a velocidade de download dos pacotes da central de aplicativos, considere mudar o espelho de download para uma mais próximo de você, no Brasil atualmente existem dois que são rápidos, um fica no Paraná e outro em São Paulo.

A Deepin Store também é muito rica, ainda que vários aplicativos não sejam encontrados por lá, mesmo estando nos repositórios, como o Kdenlive. Para instalá-los você pode usar o Synaptic (Encontrado na Deepin Store) ou se já for mais íntimo, pode usar o terminal mesmo.

Clicando aqui você consegue ter uma ideia das aplicações disponíveis para você através da Deepin Store.

Até a próxima!
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Anbox - O projeto que quer integrar Apps de Android nas distros Linux de Desktop

Todas as pessoas que não analisaram à fundo a questão tem esta dúvida. Se Android é Linux, por que os Apps de Android não rodam nas distros de Desktop, como Debian, Ubuntu, Manjaro, Fedora, etc?

Além de responder esta pergunta, hoje você conhecerá o projeto Anbox, que tem exatamente este objetivo.

Android Anbox - Run Apps on Linux Desktop




Nesta semana eu recebi diversas mensagens sobre o Anbox, seja por e-mail, seja por Facebook, Twitter, no canal e até pessoalmente, acredite se quiser, ou seja, esse software chamou muito a atenção das pessoas pela sua proposta.

Abstraindo o lado técnico, resumidamente, o Anbox permite que você rode aplicativos Android na sua distribuição Linux de desktop de forma "quase" que nativa.

Sinceramente, desde que funcione bem, eu não me importo na definição técnica de nativa ou não, o mesmo vale para  Wine com os Apps de Windows.

Como eu não gosto de simplesmente colocar as coisas "do nada" aqui para vocês, eu resolvi fazer vários testes antes, mas antes de conversamos sobre isso, me deixe responder a questão levantada no início do artigo. Se Android também é Linux, por que a sua distro não roda os Apps do "sistema do robozinho?"

Estrutura de um sistema Android

Vejamos à partir da imagem acima que foi retirada diretamente do site do Android, o que a sua distro de Desktop tem de semelhante com o Android? Se você olhou pro "tijolinho" vermelho, o Kernel, então você acertou.

Se você acompanha o Diolinux no canal do YouTube, nas redes sociais, etc, deve ter percebido que frase mais repetida deve ter sido: "Linux é um Kernel", nada além disso. Pois bem, de fato é isso mesmo, só pra enfatizar.

Distribuições Linux são sistemas operacionais (para desktops, smartphones, servidores, IoT, etc) que usam o Kernel Linux como base de projeto. O chamado "Linux de Desktop" segue um certo padrão que vai além de simplesmente usar o Kernel Linux apenas, mas outras bibliotecas, ferramentas, servidores gráficos, servidores de som, são comuns entre as distros, por isso programas que rodam no Ubuntu costumam rodar no Fedora, programas que rodam no Manjaro costumam rodar no openSUSE e assim por diante. Muitas destas ferramentas são originárias do projeto GNU (e tantas outras também não são), como o próprio Bash, muito popular em várias distros (praticamente todas), incluindo até o macOS da Apple.

O Android é diferente. Ele também usa o Kernel Linux, assim como a sua distro de desktop, mas o que vem acima do Kernel é que é diferente de um sistema de "desktop Linux" comum. São bibliotecas e frameworks diferentes, e como Kernel por si só não roda nada (a função do Kernel é criar uma "ponte" entre aplicativos e hardware), temos esta incompatibilidade. O simples fato de Ubuntu e Android compartilharem o mesmo tipo de Kernel não os faz rodar o mesmo tipo de aplicação. De forma simples, é basicamente isso. O Kernel dos Smartphones também é comumente construído somente com os drivers de dispositivos e recursos que o próprio Smartphone terá, procurando otimizar o sistema e torná-lo mais veloz, é por isso que o Android que a Samsung usa no Galaxy você pode instalar no Moto Z, e vice-e-versa, sendo que esta regra vale para qualquer fabricante praticamente, só estou dando exemplo.

É o mesmo que acontece entre aplicações do macOS e sistemas com Kernel BSD, apesar do Darwin (Kernel do macOS) ter suas raízes no BSD, a "parte que roda" as aplicações do sistema é diferente, gerando a incompatibilidade.

Agora é que vem o Anbox


Anbox é um nome muito inteligente e que exprime de forma compacta o funcionamento do projeto. Anbox, Android in a Box. Sendo que o funcionamento do projeto, consiste em utilizar um container para rodar o sistema.

Quando li pela primeira vez sobre o Anbox, lembrei-me do Shashlik, estão lembrados? Mas lendo um pouco mais sobre o projeto acabei descobrindo que eles funcionam de jeitos bem diferentes.

Enquanto projetos como o Shashlik o outros disponíveis para Linux para rodar Apps de Android, como o Genymotion (Genymobile), onde um sistema Android com Kernel próprio é emulado e as aplicações são rodadas desta forma, no caso do Anbox, ele promove uma camada de abstração diferente, utilizando o próprio Kernel do sistema, o que, segundo os desenvolvedores, garante uma melhor integração com o próprio sistema.

O Anbox não virtualiza o Android, ele simplesmente cria essa compatibilidade com os recursos necessários para fazer os Apps rodarem sobre o próprio Kernel Linux da distribuição.


Este vídeo foi produzido pelos próprios desenvolvedores do Anbox e mostra o que seria o funcionamento do programa na prática.

Não funcionou tão bem... pelo menos para mim


Tudo bem, como está no site mesmo, o Anbox ainda é um alpha, então tem muito trabalho por vir ainda, porém, eu realmente não consegui nem sequer testá-lo direito, instalei ele, mas o programa simplesmente não roda.

Teoricamente, o Anbox foi testado no Ubuntu 16.04 LTS através de pacotes Snap e assim ele deveria funcionar, aliás, esta é a forma de distribuição principal do programa. Sem Shell Script, sem deb ou rpm, sem PPA, sem Flatpak (por enquanto), apenas via Snap.

Felizmente você pode usar os Snaps em qualquer distribuição, ainda que os testes tenham sido apenas no Ubuntu.

Bom, eu tentei... juro!

Usei o Ubuntu 16.04 LTS, usei o Ubuntu 16.10, o Ubuntu 17.04, o Deepin 15.4 RC2 e o Manjaro 17, tentei usar o pacote Snap em todos e tive o mesmo resultado, nada

Como o código do Anbox está no Git, a galera do Arch já "mexeu os pauzinhos" e temos uma versão do AUR do Anbox, procure pelo pacote "anbox-git", porém, nem esse funcionou.

Por isso, convido você a testar, caso você faça funcionar, seria muito bom se você compartilhasse através dos comentários os seus resultados e como você fez para rodar o Anbox também.

Teoricamente, você precisa instalar o snap:
sudo snap install anbox-installer
E depois de instalado, você precisa rodá-lo:
anbox-installer
ou:
snap run anbox-installer
Será necessário digitar o número "1" no Script para escolher a opção de instalar e depois será necessário digitar em caixa alta "I AGREE" para aceitar os termos do programa, se tudo der certo, você terá o Anbox no menu do seu sistema. Até aqui eu sempre cheguei, mas nunca consegui abrir ele. 

De qualquer forma, é um projeto que promete, se conseguirmos esta integração será ótimo, muito mais aplicações  estarão disponíveis para Linux nos destkops também.

Vale a pena ficar de olho, até a próxima!
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Lançado Ubuntu 17.04 Zesty Zapus, confira as novidades faça o download!

O Ubuntu 17.04 Zesty Zapus está disponível para download, incluindo as flavors oficiais: Xubuntu, Lubuntu, Ubuntu MATE, Ubuntu Gnome, Kubuntu e Ubuntu Budgie. 

Veja como fazer o download!

Ubuntu 17.04 Zesty Zapus




O lançamento de Abril de 2017 será para o Ubuntu tão marcante quanto o lançamento de Abril de 2011, quando o Unity apareceu pela primeira vez no sistema, isso porque, dadas as notícias recentes, este será o último lançamento que terá a interface Unity por padrão na versão principal do sistema.

Ubuntu 17.04 Zesty Zapus


A versão 17.04 é uma versão intermediária do Ubuntu, neste ano ainda teremos a 17.10, que são duas das 3 releases que aparecem entre duas LTS. A versão LTS mais recente é o Ubuntu 16.04 Xenial Xerus que tem suporte até 2021, então, tecnicamente, você poderá utilizá-lo até o referido ano com o Unity, o suporte de segurança será mantido, ainda que a interface não seja aprimorada.

Assim como qualquer outro lançamento deste tipo, eu sempre recomendo as pessoas em geral a optarem pelas versões LTS, elas sempre terão pacotes mais estáveis e estarão mais debugadas, contudo, este lançamento novo pode servir para você fazer um "test drive" no Ubuntu Gnome e ver o que você acha da interface que deverá ser padrão do sistema em 2018. Claro, você também pode baixar o Ubuntu Gnome 16.04 LTS, se preferir.

Mediante a tanta coisa acontecendo, existem algumas implementações que virão juntamente com o novo Ubuntu, por exemplo, o arquivo SWAP, no lugar da partição, como noticiamos aqui, que acabaram passando despercebidas.

Os focos voltados para o Ubuntu Gnome


Como era de se esperar, a "grande estrela" do lançamento é o Ubuntu Gnome que nos dá um vislumbre do futuro, apesar de trazer o Shell mais recente, ele ainda terá pacotes mesclados por conta compatibilidade com o Ubuntu Unity, então existirão alguns programas "misturados", com versões 3.20 e 3.22, enquanto a maior parte será 3.24. Esse tipo de coisa deverá deixar de acontecer nos lançamentos futuros e o Ubuntu trará sempre a versão mais recente disponível do Gnome até a época de "freeze" do sistema.

Ubuntu Gnome 17.04

As outras flavors


As demais flavors do Ubuntu, como comentei neste artigo, receberam apenas atualizações dentro dos pacotes já presentes, menos o Ubuntu MATE que está à pleno vapor e criando novas soluções para o ambiente, e claro, temos o Ubuntu Budgie também, como caçula da família "buntu" que chega como uma flavor oficial.

Faça o download do Ubuntu 17.04 Zesty Zapus e também das Flavors


Todos estão disponíveis em 32 e 64 bits por download direto ou torrent, divirta-se!

Ubuntu 17.04


Diz aí! Você vai atualizar para essa versão do sistema? Já está usando? Compartilhe a sua opinião através dos comentários. Uma coisa interessante para se observar, ainda que não tenha relação técnica, é que o "ZZ do Zesty Zapus" encerra também o alfabeto, qual será o nome da próxima versão? 

Até a próxima!
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

SuperTuxKart será lançado oficialmente na Steam

Um dos games mais clássicos e icônicos do mundo Linux finalmente vai chegar ao mainstream, SuperTuxKart será disponibilizado no Steam, a plataforma da Valve com suporte para Windows, Linux e macOS.





O game SuperTuxKart recebeu o "sinal verde" no Steam para poder ser disponibilizado na plataforma, os desenvolvedores mencionaram que o game deverá permanecer grátis como sempre foi, mas estão considerando incluir conteúdos adicionais que poderiam ser pagos, um dinheiro que, além das doações que o projeto continua aceitando, tem o objetivo de servir para melhorar ainda mais o game.

SuperTuxKart é um exemplo de um game comunitário, criado com softwares de código aberto em todos os sentidos possíveis e também disponibilizado para o público da mesma forma. 


Ainda não se sabe exatamente quando o game estará disponível para instalação através do Steam, segundo as informações, os desenvolvedores estão encontrando algumas dificuldades em compatibilizar a GPL, licença na qual o jogo é disponibilizado, com alguns requisitos do Steam e da Valve, mas assim que isso for resolvido você poderá jogá-lo também pela maior plataforma de games do mundo, não só no Linux.

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Comunidade de usuários cria o Yunit, um fork do Unity 8

Agora que a "poeira" causada pela notícia bombástica de encerramento de grandes projetos como o Ubuntu para Smartphones e interface Unity pela Canonical está baixando, como todo bom projeto de código aberto, os projetos iniciados pela Canonical ganham continuidade pela comunidade de usuários.

Yunit Ubuntu




O projeto parece não ter avançado em absolutamente nada ainda, além de forkear o projeto da Canonical e disponibilizar em um repositório próprio no GitHub, mas também não era de se esperar muito mais que isso, dado o fato do abandono por parte da Canonical ser recente.

Ainda assim, além de informar que que o Unity8 continua, ou melhor, o "Yunit", continua, vale ressaltar o poder que um projeto de código aberto tempo. Desde que hajam pessoas capacitadas e com vontade de continuar, projetos de código aberto são praticamente "imortais".

Não posso julgar um trabalho que nem começou ainda, mas espero para ver o que vai acontecer, se esse pessoal vai se focar na convergência também ou vai se focar em criar uma experiência para Smartphones e Tablets apenas ou ainda focar no Desktop.

Querendo ou não, eu fiquei curioso para testar um Unity 8 com desenvolvimento completo no Desktop.

Até a próxima!
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terça-feira, 11 de abril de 2017

elementary OS começa a construir um nova forma de distribuir software

Recentemente o elementary OS fez uma campanha no IndieGOGO para financeira o seu modelo modelo de distribuição de programas na AppCenter no sistema, entenda como vai funcionar.

elementary OS AppCenter




A primeira versão do novo AppCenter do elementary OS foi lançada juntamente com a última versão no sistema, a versão 0.4 Loki, você pode conferir o nosso vídeo sobre o lançamento e conhecer a nova central logo abaixo:



Essa primeira versão é até mais simples do que deveria em alguns aspectos, como você pôde ver no vídeo acima, eu teci algumas críticas à respeito por conta da usabilidade e alguns bugs, além é claro, da gama reduzida de pacotes disponível através dela de forma fácil.

Mas as coisas evoluem...


O objeto do elementary OS com a campanha de crowfunding realizada é criar uma nova forma de distribuir programas no Linux utilizando uma plataforma "pay what you want", assim como é o elementary OS em si hoje em dia.

Você já deve ter reparado que ao acessar o site da distribuição é possível pagar o quanto quiser por ela, inclusive nada, e essa justamente a proposta do AppCenter. Juntamente com o AppCenter que seria justamente o "front-end" do negócio todo, os desenvolvedores do elementary OS estão desenvolvendo do AppCenter Dash, uma página para desenvolvedores do elementary OS onde os mesmos poderão cadastrar seus programas e, quem sabe, ganhar dinheiro com eles.

elementary OS AppCenter


A ideia é que o Dash faça uma ligação direto do AppCenter com o GitHub, assim programas subidos lá e aprovados pela Dash do desenvolvedor automaticamente aparecerão no AppCenter do elementary OS.

Além disso facilitar consideravelmente a inclusão de aplicativos no sistema e ainda poder gerar lucro para os desenvolvedores, isso também permitirá aos desenvolvedores criarem certas diretrizes para a distribuição de softwares de terceiros dentro do AppCenter, como padrões visuais, imitando um pouco o que a Apple faz no macOS, isso garante uma certa consistência visual e integração com o sistema melhorada.

O interessante deste projeto, para quem se interessou em acompanhar a evolução ou até mesmo desenvolver para a distro, é que os criadores do sistema e as pessoas que trabalham na equipe mantém as novidades atualizadas através do blog do elementary OS no Medium, você consegue encontrar um resumo do trabalho deles do novo AppCenter até agora clicando aqui.

Esperam que consigam realizar o sonho deles, seria ótimo para nós, usuários, também.

Até a próxima!
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Endless traz o Steam para o EndlessOS

Quem achou o EndlessOS um sistema operacional interessante vai achar ele ainda mais agora, pois a popular plataforma de distribuição e venda de games da Valve, o Steam, está disponível para o sistema via flatpak na Central de Aplicativos.

EndlessOS Steam




A equipe de desenvolvimento do EndlessOS está sempre procurando aprimorar o sistema e ouvir o feedback dos usuários, por conta disso, agora o sistema suporta o cliente Steam para que você possa jogar os games da plataforma também.

A atualização do Endless OS, versão 3.1.4, trouxe as seguintes mudanças:

- Steam no formato Flatpak: Esse é realmente o grande destaque da atualização, agora você encontra o cliente Steam na Central de Apps do EndlessOS. Os desenvolvedores avisaram que ainda estão testando algumas características que fazem o Steam rodar dentro do Flatpak e pedem para que os usuários que tiverem algum problema avisem para ajudar na correção de eventuais bugs.

Uma coisa que não ficou claro para mim é o suporte para drivers proprietários, pois como sabemos, os drivers de código aberto não são os melhores para jogar, especialmente os Nvidia. Mas em fim, um passo de cada vez.

- Falando em Central de Apps: Esta recebeu uma repaginada visual e um tema mais leve e claro, como você viu na nossa review recente da versão 3 do Endless, ela tinha uma aspecto mais dark e agora está mais agradável aos olhos.

EndlessOS - Novo visual da Central de Apps

- Chromium atualizado: O navegador Chromium recebeu a atualização para a versão 57 e também foram feitas melhorias para tornar a atualização destes pacotes mais raápidas no futuro.

- Firefox ESR: O Firefox ESR é a versão "LTS" do Firefox, nele ainda é possível usar plugins NPAPI, o que garante que os usuários possam utilizar determinados recursos que nas outras versões não são mais possíveis.

Existem algumas mudanças no workflow do sistema, por exemplo, quando você instalar um App qualquer pela loja de aplicativos ele irá parar na tela inicial do sistema, facilitando o processo de encontrar os novos aplicativos adicionados pelo usuário.

Havia também um bug que impedia que o VLC fosse definido com player padrão, este foi corrigido, outro bug corrigido foi o que impedia o compartilhamento de tela, entre outros que procuram melhorar e otimizar o sistema.

Para quem pretende testar o EndlessOS no modo Live através de um pen drive também vai encontrar novidades. Antes não eram possíveis fazer algumas atividades no sistema em modo live pelas mesmas requererem permissões de administrador, solicitando uma senha que não existia, este  bug corrigido torna o uso mais simples, especialmente para quem for testar.

Você pode baixar o EndlessOS gratuitamente à partir do site oficial.

Até a próxima!
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Mark Shuttleworth dá mais detalhes sobre o Gnome no Ubuntu 18.04 LTS e critica os críticos

Logo depois do anúncio feito por Mark Shuttlworth de que o Unity estava sendo descontinuado pela Canonical, tanto o Unity 8, quando o 7, assim como o Ubuntu para Smartphones e Tablets, a comunidade Ubuntu começou a debater o assunto, especialmente sobre a volta do Gnome, em sua conta no Google Plus ele conversou com os usuários do Ubuntu e explicou os motivos que o levaram a isso e o que podemos esperar do Ubuntu 18.04 LTS e versões futuras.

Mark Shuttleworth - Canonical Ubuntu




Um dos pontos que eu tinha levantado em um post recente era se o Ubuntu 18.04 LTS que foi prometido com a interface Gnome realmente iria trazer um Gnome Shell puro, semelhante ao que o Ubuntu Gnome atual nos traz ou se iria implementar novas funcionalidades ou até mesmo entregar um shell diferente para o Gnome.

Eu disse que caso isso acontecesse realmente - entregar o GNome puro - seria uma forma da Canonical dizer que o Desktop ficou em segundo plano e que as implementações para facilidade do usuário comum de desktop ficariam à cargo do Gnome mesmo, isso pra mim significa, mais do que uma troca de interface, a morte de um objetivo, que é um Desktop mais fácil por parte da Canonical, uma vez que este trabalho seria delegado.

Lendo os argumentos e comentários de Mark Shuttleworth eu consegui perceber várias coisas e tirar algumas dúvidas aparentes e é isso que vou compartilhar com você. Já quero adiantar que enquanto eu lia os comentários dele eu pensava: "Realmente concordo com tudo, mas não deixa de ser uma pena."

O fim do Ubuntu como o conhecemos?


O Ubuntu 18.04 LTS voltará ao Gnome, voltará ao Gnome Shell e será exatamente como o Ubuntu Gnome atual, ou seja, a Canonical de certa forma irá prover apenas o "back end" do sistema, sendo que toda a interação com o usuário ficará ao encargo do Gnome Destkop Enviroment, para obem ou para o mal. Como Mark comentou, a futura LTS do Ubuntu será "All Gnome".

Ele comentou que a intenção é apoiar mais fortemente o projeto Ubuntu Gnome e não criar nada que compita com qualquer outro ambiente ou no caso, com o Gnome puro, ele pareceu estar muito cansado de tentar criar algo diferente e ser criticado, e acabou falando mais sob estes temas.

Gnome e KDE poderiam ter participado ativamente do projeto de convergência


Apesar do Gnome voltar a ser o padrão, Mark disse esperar que a equipe de desenvolvimento da DE leve em consideração algumas ideias criadas para o Unity. Ele deu a entender algo que eu nunca tinha ficado sabendo e que nem tinha ouvido falar.

Segundo seus comentários, antes de iniciar o projeto de convergência com o Unity 8, ele teria procurado desenvolvedores do Gnome e KDE para trazer esta ideia de convergência onde poderiam trabalhar juntos, nos dois projetos eles disse que foi "grosseiramente rejeitado", ou seja, ele queria inicialmente trabalhar com uma destas interfaces para trazer o Desktop convergente para as distros GNU/Linux, mas não houve diálogos muito grandes, segundo ele.

No caso do Gnome a Red Hat mesmo deu a entender algo como: "Quem é você para dizer o que o Gnome tem que ser sendo que você não está colaborando com código", Mark comentou que achava até justa a posição, apesar de grosseira, e no caso do KDE, disse que não houve avanço neste sentido por conta do "medo" do líder do projeto na época que não parecia ser uma pessoa segura o suficiente para entender um projeto desta magnitude.  Claro, não sabemos realmente o que aconteceu, mas eu realmente não sabia que havia acontecido essa tentativa, o que me faz pensar no que aconteceria se um deles estivesse à favor, talvez o Ubuntu tivesse abandonado o Unity muito antes e adotado Gnome ou KDE Plasma, mas como isso não aconteceu, a Canonical resolveu bancar e levar o projeto sozinha até onde foi possível.

O que posso dizer? Independente do que aconteceu, admiro pessoas que batem no peito e realizam as coisas, admiro muito mais do que as que só falam e, literalmente, "cagam" regras.

Para aqueles que amam o Unity 7


Com um corte de praticamente metade dos funcionários, o Unity 7 como o conhecemos será mantido no repositório "universe" provavelmente, pelas informações de Mark, a Canonical não iria mais tocar o projeto, mas como qualquer outro projeto de código aberto, as pessoas interessadas estão convidadas a trabalhar sob ele e aprimorá-lo.

Isso significa que se você gosta do Unity 7 poderá utilizá-lo no Ubuntu 18.04 LTS, mas terá de instalá-lo por conta própria pois, pelo menos por enquanto, devido a notícia ser recente também, não existe qualquer iniciativa de criar um flavor oficial do Ubuntu com Unity.

O Mir não será utilizado no ambiente Gnome, mas a empresa pretende manter ele em desenvolvimento discreto, visto que ele já é muito bem utilizado em diversos projetos de Internet das Coisas, onde funciona muito bem, assim como os Snaps, que são uma forma muito simples e funcional de distribuição de software.

Problemas com a comunidade, especialmente os defensores de Software Livre


Essa é uma parte que eu me identifiquei pensando, "você não está sozinho", claro, guardadas as devidas proporções.

O ódio que o Ubuntu gerou dentro da comunidade de Software Livre é algo que ele disse que não entendia. Quando ele tentou criar uma nova interface marcante - que atingiu seu objetivo, diga-se de passagem, para o bem ou para o mal, o Ubuntu foi amplamente reconhecido visualmente por conta do Unity - criou um servidor gráfico novo (Mir), criou novos formatos de pacotes a comunidade ficou furiosa.

"Eu tentei criar coisas novas, coisas boas e as dei para comunidade totalmente de coração e código aberto sem custo algum e fui recebido com crítica imensas!

O conjunto de 'festa do ódio' em relação ao Mir confundia a minha mente, o Mir é um software livre e que faz algo que é invisível para o usuário muito bem. Mas as discussões em torno dele se tornaram tão irracionais quanto brigas políticas ou por mudanças climáticas, onde estar de um lado significaria obrigatoriamente ser contra qualquer outra iniciativa livre fazendo mais parecer que as pessoas tinham que escolher um lado e ser leal a ele sem entender que todos os projetos de código aberto podem trabalhar e aprender juntos.

Existe um grande problema na comunidade de Software Livre quando você percebe que existem membros que preferem odiar outras pessoas que trabalham muitas vezes com as mesmas coisas e objetivos, pessoas que escolhem odiar a amar o que alguém que se importa o suficiente para levar o seu trabalho como o sentido de sua vida e torná-lo disponível gratuitamente no intuito de levar a tecnologia para todos.

Todo esse ódio que aguentamos nos últimos anos, especialmente sobre o Mir, fez com que eu mudasse a minha opinião sobre a comunidade de Software Livre, questionando o que a palavra 'comunidade' significa para essas pessoas.

Eu costumava pensar que era um privilegio poder servir as pessoas que adoravam tanto quanto eu o que era servido, mas agora acho que muitos membros da comunidade de Software Livre são apenas pessoas anti-sociais que amam odiar o que é mainstream. Quando o Windows era mais popular do que qualquer outra distro Linux as pessoas focavam seu ódio nele, racionalmente, o Windows faz muitas coisas bem e merece o respeito por aqueles que o odeiam simplesmente por não estar no lado que eles mais gostam."

Eu mesmo não consegui entender pessoas comemorando o fim de um projeto como o do Ubuntu Phone ou o Unity, comemorando o fracasso de uma empresa que investiu em software livre deste a sua criação como se fosse um inimigo caindo.

Provavelmente são pessoas que nunca tentaram fazer algo desde tamanho devido ao seu pensamento estreito. O código pode ser aberta, mas a mente nem tanto.

Pessoas dizendo que "agora sim poderiam considerar usar o Ubuntu", apenas porque o Gnome voltaria a ser a interface padrão, como se o Ubuntu Gnome não existisse desde 2013 e o Gnome Shell pudesse ser instalado nele desde SEMPRE. Hipocrisia? Me diga você.

Quem precisa se preocupar com Microsoft e Apple quando a própria comunidade consegue ser mais tóxica do que qualquer manobra de mercado de uma das gigantes da tecnologia?

Alguns usuários de Linux (ops, GNU/Linux), gostam realmente de se sentir no clubinho dos especiais, talvez ele até realmente sejam, mas não da forma com que imaginam, if you know what i mean.

"Quando o Ubuntu se tornou Mainstream o foco do ódio mudou um pouco e recaiu sobre nós com muito mais força do que qualquer um gostaria, quando a Canonical se tornou mainstream o  ódio irracional recaiu sobre nossos projetos. Eu vi os mesmos "muppets" que reclamavam da dualidade de mercado que Android e iOS possuíam dizendo que eles precisam de uma concorrência e em seguida dizerem o quão terrível foi a Canonical estar investindo neste mercado (usando software livre!), então foda-se essa merda."

E este foi o desabafo feito por ele, só queria dizer que eu realmente entendo o que se passa. Com toda a modéstia que me cabe e toda a que você conseguir interpretar perante um texto, acredito que a maioria dos queridos leitores e leitoras não consiga imaginar o que significar estar "no mainstream", popularidade tem dois lados, um bom e um ruim e é preciso ter cabeça fria para lidar com críticas estúpidas, mas cansa, ô se cansa, por vezes você se pega perguntando até onde pode chegar a estupidez de julgamento de pessoas que nunca nem se quer te viram pessoalmente.

Pegando carona no depoimento de Mark Shuttleworth, eu sei o que significa tentar empreender sem apoio, sei o que é ver os ditos "líderes das comunidades" simplesmente não entenderem o que você está fazendo e te acusarem de todo o tipo de atrocidades, ainda que em sentido prático, é possível que tenhamos feito mais coisas boas paras as pessoas que eles mesmos.

Esquecem que gostamos e defendemos as mesmas coisas, talvez de formas diferentes, mas para algumas pessoas realmente "pensar diferente" significa inimizade, ódio, ser um adversário a ser combatido, mais do que qualquer outra pessoa que realmente tem ideias contrárias e sabe se lá o que mais. Isso me lembra mais intolerância religiosa do que programas de computador.

Mark deu a entender que o objetivo da Canonical é entregar o melhor software que for possível dentro do mercado onde eles são mais fortes e além disso, com o tempo abrir o capital da empresa para investidores e por isso projetos como o Unity que ainda não deram lucro não poderiam estar presentes e servir de argumento para convencer investidores a trabalhar com eles, por isso do corte de custos e do foco.

O Ubuntu acaba se tornando mais um "Fedora .deb", como eu vi um de vocês comentarem no nosso grupo no Facebook, e com objetivos semelhantes inclusive.

Mark parece estar simplesmente cansado de ter que lidar com pessoas que nunca foram além do seu mundo especial. Assim como um certo alguém que eu conheço.

O texto dele (e o meu) tem muitas generalizações, então certamente não são todos que se encaixam nestes parâmetros, falando por mim pelo menos, posso dizer que me sinto privilegiado de ter construído um público mais tolerante, compreensivo e otimista, que pensa de forma prática e objetiva, que compartilha do meu sentimento de poder levar tecnologia (de qualquer tipo) de forma acessível para quem estiver interessado, se não fosse por vocês eu já teria desistido. Por sorte eu amo o que faço.

Então, para o pesar de alguns "Xaatos", até a próxima! ;)
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domingo, 9 de abril de 2017

Confira as novidades quentes no Linux Mint 18.2

A nova release do Linux Mint se aproxima e os desenvolvedores tem novidades interessantes para os usuários do sistema do sistema, confira agora as novidades do último boletim de desenvolvimento do Mint.

Linux Mint 18.2




Essa imagem que você está vendo logo acima é o novo MintBox, uma das novidades deste mês para o Linux Mint. O MintBox já foi notícia aqui no blog há muito tempo, o dispositivo é um pequeno e potente computador que é vendido com o Linux Mint pré-instalado.

Tirando esta novidade, existem várias pequenas e interessantes mudanças que serão feitas no Linux Mint, especialmente na interface principal, o Cinnamon.

Xreader Linux Mint

O Linux Mint passou a criar forks de aplicativos Gnome para que pudesse manter por conta própria e integrar perfeitamente em todas as versões do sistema, assim, independente da interface que os usuários escolherem, os aplicativos serão redundantes, o que é uma ideia interessante.

O Xreader por exemplo, fork do leitor de documentos e PDFs, Evince, recebeu atualizações, um design melhorado e melhor integrado com os temas do Mint e melhor suporte para telas sensíveis ao toque.

O gerenciador de atualizações continua a receber refinamentos também, agora ele separará melhor as atualizações por nível de impacto no sistema, indo de 1 á 5, sendo que as maior parte das atualizações serão consideradas de nível 1 e 2. Além disso, agora os usuários poderão gerenciar scripts de inicialização através de uma interface simples e configurá-los de forma gráfica no cron.

LightDm no Linux Mint

Outra novidade poderá ocorrer no gestor de Login, atualmente o Mint usa o MDM, um gestor desenvolvido por eles mesmo que permite uma série de configurações e personalizações, incluindo animações em HTML5, porém, está sendo considerada uma mudança para o LightDM, o mesmo gestor que o Ubuntu utiliza atualmente por questão de beleza e design.

LightDM Linux Mint


Para não tirar dos usuários as opções de personalização que o MDM fornece, os desenvolvedores do Linux Mint criaram um interface para customização simples do LightDM, dando a ele basicamente as mesma funções que o MDM já tem.

Uma notícia que eu gostaria de ler  mas que infelizmente ainda não está perto de se tornar realidade, aparentemente pelo menos, é a construção de uma nova e moderna Central de Apps, mas em fim, a esperança é a última que morre.

Se você quiser ler as notas oficiais do boletim de Março do Linux Mint basta clicar aqui.

Conta pra mim aí nos comentários o que você está esperando no Linux Mint 18.2? Ele deverá sair em Maio se seguir o plano normal.

Até a próxima!
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quinta-feira, 6 de abril de 2017