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Ubuntu 17.10 terá uma dock visível do lado esquerdo, mas não será a Dash to Dock

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Os  desenvolvedores do Ubuntu confirmaram a presença de um Dock visível o GNOME Shell no Ubuntu 17.10 que sai no próximo mês de Outubro, porém, ela não será a popular "Dash to Dock".

Nova Dock do Ubuntu






A "Dash to Dock" é uma das extensões mais populares do GNOME Shell e é utilizada por boa parte dos usuários do ambiente e até mesmo vem pré-instalada em várias distribuições.

Por conta das pesquisas realizadas pela Canonical com os usuários do Ubuntu, ficou clara a necessidade do sistema possuir uma Dock visível, semelhante ao que temos na interface Unity, que será deixada de lado na versão 17.10.

Apesar de usar a "Dash to Dock" ter sido algo considerado, os desenvolvedores do Ubuntu optaram por criar um fork dela que será chamado simplesmente de "Ubuntu Dock". O motivo para isso se deve ao fato de que os desenvolvedores queriam que uma função tão importante para a "experiência Desktop do Ubuntu" ficasse sob o controle direto deles. Uma vez que a "Dash to Dock" recebe muitas modificações e acréscimos de funcionalidades, ela poderia acabar desestabilizando a interface, por conta disso a dock da Canonical será mais simples e até mesmo com menos opções de personalização, garantindo uma maior estabilidade.

O interessante é que a "Ubuntu Dock" foi desenvolvida em conjunto com as pessoas que trabalham na "Dash do Dock" e como qualquer outra extensão, ela pode ser desabilitada, inclusive, caso o usuário instale a "Dash to Dock", a "Ubuntu Dock" é desabilitada automaticamente.

Mais alguns detalhes devem ser ajustados no "sprint final" que ocorrera no final do mês de Agosto.

A ideia por trás dessa Dock é diminuir o impacto de quem for migrar do Ubuntu com Unity para o Ubuntu com GNOME Shell, o que sem dúvida vai ajudar, ou pelo menos será muito melhor do que deixar o GNOME puro, sem esta modificação.

Até a próxima!
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Canonical organizará evento para comunidade ajudar na finalização do ambiente Desktop do Ubuntu 17.10

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Em todos estes anos em que eu utilizo o Ubuntu, não me lembro de ter visto algo parecido. A Canonical está literalmente chamando a comunidade do Ubuntu para dentro da empresa e... ainda oferecendo pizzas e bebidas. 🍕🍕🍕

Ubuntu Desktop 17.10






Os desenvolvedores da Canonical estão se envolvendo muito mais com a comunidade de usuários para este lançamento de Outubro. O Ubuntu 17.10, Arful Aardvark, que agora contará com o GNOME Shell como interface gráfica padrão, ainda precisa receber vários ajustes e como quanto mais pessoas estiverem observando a distro, mais provável que os eventuais problemas sejam detectados e corrigidos, os desenvolvedores estão chamando os usuários interessados para um evento que acontecerá na sede da empresa, em Londres.

O acontecimento está sendo chamado de "Desktop Fit & Finish Sprint" e acontecerá por volta dos dias 24 e 25 de Agosto, sendo aberto para todos que desejarem participar, no entanto, os desenvolvedores pedem que as pessoas que se candidatarem a participar tenham um certo conhecimento avançado, especialmente em CSS e GTK, pois esses dias serão destinados a ajustar a experiência desktop no novo Ubuntu.

Não existem vagas ilimitadas, por isso, as pessoas interessadas precisam inscrever-se para isso. Visto que existe todo um esquema de organização e segurança a ser estruturado para o evento.

Dentre as coisas que devem ser finalizadas nestes dias estão tema GTK do Ubuntu, o tema do GDM e a correção de bugs gráficos que apareçam, além de otimizações para velocidade. Mesmo que você não participe, este evento nos dá uma ideia de que em breve teremos coisas novas para testar no Ubuntu.

Até a próxima!

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Como instalar o tema de ícones do Zorin OS no Ubuntu e no Linux Mint

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domingo, 13 de agosto de 2017

Recentemente eu fiz uma review do canal Diolinux no YouTube sobre o Zorin OS 12.1, uma distribuição da Irlanda, a mesma terra do popular Linux Mint. Um sistema que tem a proposta de ser uma distribuição Linux fácil e intuitiva para quem vem do Windows e que até mesmo possui uma versão paga.

Zorins OS icon theme download






Recentemente eu visitei novamente o Zorin OS em uma review no canal, e como comentei, a distro tem a proposta de ser amigável para usuários iniciantes, especialmente os vindos do Windows. Parte do ambiente que compõe essa experiência a qual o Zorin se propõem é o tema do sistema, ícones e tema GTK.

Os ícones do Zorin OS especialmente me chamaram a atenção pelo simples fato de derivarem do tema Paper, que é outro que eu gosto muito, mas com uma coloração azulada, que encaixa muito bom, não só com o tema do Zorin, mas com outros também, como o popular Arc.


Como instalar o tema do Zorin OS no Ubuntu ou Linux Mint


A instalação é muito simples, basta baixar os pacotes .deb e instalar dando dois cliques.


Depois de instalado, basta usar um ferramenta como o GNOME Tweak Tool, Unity Tweak ou mesmo as configurações de tema do Cinnamon, no caso do Linux Mint.

Para o caso do tema GTK do Zorin, também é possível instalar via pacotes .deb, porém, o tema tem uma série de dependências que precisam ser instaladas em uma certa ordem. Baixe os pacotes abaixo e instale na ordem em que são apresentados:






Depois de instalado o tema, você pode ativá-lo da mesma forma que faz com os ícones, a diferença que este tema GTK do Zorin possui várias cores diferentes, o que pode torná-lo interessante para utilizar com outros temas de ícone, não somente com o do Zorin.

Exemplos de temas com ícones Zorin OS

Vale a pena testar algumas combinações diferentes até encontrar alguma que você goste mais.

Até a próxima!
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Ubuntu ganha compilação do Kernel para placas de vídeo AMD com driver AMDGPU DC embutido

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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Os proprietários de placas de vídeo da AMD de arquiteturas mais recentes poderão utilizar um Kernel específico com driver AMDGPU embarcado no Ubuntu ou no Linux Mint.

AMDGPU Ubuntu Kernel






Fiquei sabendo hoje de algo muito interessante através do site Phoronix, agora temos um kernel Linux para o Ubuntu com suporte para o driver AMDGPU DC pré-instalado, o pacote parece ter sido feito pelos próprios mantenedores do site.

Este driver AMDGPU DC tem suporte a várias tecnologias novas da AMD e está entrando no Kernel 4.12.x, que ainda não está no Ubuntu por padrão. O "DC display code" provê suporte para áudio HDMI/Display Port para placas modernas da empresa, assim como suporte para HDMI 2.0, suporte para a Radeon Vega, atomic mode-setting e mais algumas coisas.  Este é um pacote experimental que você pode testar por conta e risco, basta fazer o download do .deb aqui.

Se você não se sente seguro em fazer ajustes mais avançados como este, sabemos que muitos leitores do blog são iniciantes, evolvendo o Kernel do sistema, simplesmente NÃO FAÇA! Estes ajustes feitos neste pacote experimental deverão entrar no Kernel do Ubuntu no futuro naturalmente. Se você não está com pressa para usá-los, pode cruzar os braços e clicar no próximo artigo.


Até a próxima!
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Como habilitar o suporte para Streamlabs no OBS no Linux

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

O site Streamlabs ajuda a dar uma dinâmica maior com o público para todos os streamears, sejam aqueles quem fazem isso via YouTube ou TwitchTV. O Open Broadcaster Studio (OBS) é um dos principais softwares para fazer este tipo de atividade, possuindo versões para todas as plataformas, incluindo Linux. Hoje você vai aprender a instalar suporte ao recurso das Streamlabs no seu OBS.

StreamLabs Linux OBS Tutorial






Existem sobreposições que podemos adicionar aos nossos streamings que são provindos de informações vindas de alguns sites, especialmente o Streamlabs. Esses componentes são adicionados nas cenas do OBS (Open Broadcaster Studio) através de um plugin para embedar conteúdo da internet, algo que infelizmente não está disponível nativamente na versão para Linux do OBS.

Apesar disso, é possível habilitar este plugin de uma forma muito simples e é isso que você vai aprender agora.

Como adicionar o suporte para conteúdo de navegador no OBS Linux


Quero agradecer ao NiltonOS, nosso professor do Diolinux EAD, que me ajudou a encontrar a solução para este problema e também a ele que criou a versão compilada com o codec NVENC do OBS para Linux, o que facilita a vida de todos nós que criamos conteúdo em vídeo para a internet.

Para adicionar o suporte para conteúdo Web no seu Open Broadcaster Studio no Linux, incluindo o Streamlabs, você primeiro precisa instalar o OBS:


Uma vez que você tenha o seu OBS já instalado e funcionando, basta rodar estes três comandos no terminal para criar o suporte a conteúdo Web nele:
mkdir -p $HOME/.config/obs-studio/plugins
wget https://github.com/bazukas/obs-linuxbrowser/releases/download/0.2.0/linuxbrowser0.2.0-obs18.0.1-64bit.tgz
tar xfvz linuxbrowser0.2.0-obs18.0.1-64bit.tgz -C $HOME/.config/obs-studio/plugins
Funciona em qualquer distribuição. Depois de feito isso, ao abrir o seu OBS você encontrará uma opção chamada Linux Browser.

Até a próxima!
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Ubunsys - Uma ferramenta gráfica para fazer ajustes avançados no Ubuntu

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O Ubunsys é um utilitário para o Ubuntu que permite aos usuários a possibilidade de fazer ajustes avançados no sistema de forma gráfica e simples, incluindo a adição e manuseio de repositórios, tweaks no sistema e até mesmo correções. Veja agora o que a ferramenta pode fazer por você.

Ubuntsys






O Ubunsys é uma ferramenta que ainda está em desenvolvimento, mas que já oferece uma boa usabilidade e se mostra um software interessante para fazer ajustes mais complexos no Ubuntu. A aplicação está disponível no GitHub em formato .deb para você baixar e instalar dando dois cliques.

Confira agora as telas com opções que o programa dispõe:

Ubunsys

Existem vários scripts que te permitem instalar uma grande gama de aplicações através de seus repositórios oficiais.

Ubunsys

Gerenciamento de repositórios e várias funções avançadas, como importar a sources.list, fazer backup, alterar o arquivo sudoers, entre outras funcionalidades.

Ubunsys

Ubunsys

Ubunsys

Existem também atalhos para rotinas do sistema, como atualização de repositório, atualização de pacotes, limpeza de resíduos e muito mais.

Ubunsys

Ubunsys

Ubunsys

Além das funções administrativas já comentadas, também temos umas sessão só com comandos de reparo para o sistema, todos detalhados, fazendo com que você não precise digitar os comandos comentados, basta apenas pressionar os botões.

Ubunsys

Ubunsys

Uma ferramenta poderosa como o Ubunsys deve ser usada com extrema responsabilidade, apesar de ser uma ferramenta simples de operar, ela pode alterar profundamente o comportamento do sistema e é destinada para usuários avançados, ainda que não seja necessário usar comandos para operá-la.

Se você é um usuário comum de computador, uma ferramenta como esta pode não ser tão interessante, até pela questão de você manter a integridade do seu sistema, afinal, não é recomendo você clicar em qualquer opção que o Ubunsys oferece sem antes saber o que ela faz. Vale sempre uma pesquisa na internet antes de fazer qualquer coisa.

Quem quer um programa mais simples e perfeitamente seguro para se utilizar e fazer pequenas manutenções no Ubuntu pode utilizar o Stacer.

Até a próxima!
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Canonical cria um PPA para atualizar o Kernel do Ubuntu para últimas versões

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Os desenvolvedores do Ubuntu agora possuem um repositório PPA dedicado aos Kernels que o sistema utiliza em diversas plataformas, apesar de ser destinado aos desenvolvedores, ele é um repositório público e pode ser utilizado também por qualquer usuário mais avançado do sistema.

Atualização para Ubuntu Kernel







Uma das coisas que alguns usuários de Ubuntu talvez sintam falta em relação a atualizações do sistema, é realmente o acesso a versões recentes do Kernel Linux que o sistema carrega. Particularmente, acredito que ter sempre a última versão do Kernel instalada não faz necessariamente muita diferença, dependendo da proposta do computador, usar um Kernel mais "antigo" e estável por ser mais negócio, porém, acho válido ter a opção de fazer isso caso o usuário queira.


Para fazer este manuseio no Kernel do Ubuntu existem várias opções, temos o utilitário gráfico Ukuu (Ubuntu Kernel update utility), temos o Shell Script simples e também o modo manual, além é claro da opção mais "hardcore" que é compilar o Kernel, contudo, agora existe mais uma forma "oficial".

Os desenvolvedores criaram o repositório PPA: ppa:canonical-kernel-team/ppa

Este repositório contém versões experimentais do Kernel do Ubuntu que a Canonical testa em vários projetos, além do próprio desktop, temos os Kernels utilizados no AWS, no AZURE, Kernel para o Raspberry Pi, entre outros. O PPA suporta todas as versões ativas do Ubuntu e até mesmo as em desenvolvimento.

Os desenvolvedores não recomendam que usuários comuns utilizem este PPA, pois o mesmo é focado em desenvolvedores e usuários avançados, que sabem corrigir eventuais problemas de Kernels experimentais.

Saiba mais na Wiki do Ubuntu.

Acesse o PPA no Launchpad aqui.

Até a próxima!
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Erro ao compartilhar pastas no Linux Mint Cinnamon? Veja como corrigir.

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Eu tenho o hábito de compartilhar pastas em rede para levar pequenos arquivos de forma simples de um computador para outro. O processo em todas as distribuições é o mesmo praticamente, mudando pequenos detalhes, mas o Linux Mint me deu uma dor de cabeça um pouco maior.

Linux Mint com pastas compartilhadas




Eu tenho usado o Linux Mint no meu computador de trabalho nos últimos meses, tudo funciona muito bem, tudo muito estável e funcional, mas acabei esbarrando em um bug atípico no sistema, já que em todos os outros que testei é a primeira vez que este tipo de coisa gera problema.

Compartilhamento de pastas do Linux Mint Cinnamon

Como você ver, ao tentar compartilhar uma pasta em rede aparece este erro. Felizmente a correção é muito simples.

No Ubuntu quando você vai tentar compartilhar uma pasta o sistema avisa que faltam determinados pacotes do samba e te permite uma instalação a partir de um clique para funcionar, no Linux Mint isto não acontece, no entanto basta rodar este comano no terminal para corrigir o problema:
sudo apt install samba --install-recommends
Depois de instalar este comando, você pode tentar compartilhar a pasta da mesma forma e tudo deverá funcionar perfeitamente. É algo que deve ser corrigido no sistema ao longo do tempo.

Linux Mint compartilhamento

Como você pode ver, o ícone de compartilhamento apareceu na pasta normalmente depois da instalação do pacote que fizemos.

Se você tem dúvidas de como funciona o compartilhamento de pastas em uma rede doméstica no Ubuntu/Linux Mint ou qualquer outra distribuição e interface, confira o vídeo abaixo onde eu te explico como você pode fazer este tipo de coisa de forma simples:



Até a próxima!
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O que podemos esperar do Pop!_OS da System76?

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A System76, uma grande fabricante de hardware que vende computadores com Ubuntu pré-instalado, anunciou há algum tempo atrás que estaria dando início ao seu próprio sistema operacional baseado no Ubuntu, o chamado Pop!_OS. Como até então ele parecia apenas uma simples customização de temas, eu nem sequer havia comentado sobre ele aqui no blog e nem no canal, mas aparentemente eles querem ir um pouco além, então vamos falar sobre isso.

Pop!_OS da System76




Todo projeto começa de algum lugar e para mim, o Pop!_OS (o nome é estilizado assim mesmo), nasceu apenas como um tema para o GNOME Shell em cima do Ubuntu, simples assim. Um tema muito bonito na verdade, que você pode aprender a instalar neste outro post aqui do blog. Mas até aí, muitas distros legais surgiram como apenas customizações de outras e depois seguiram seu próprio caminho e se desenvolveram, Ubuntu e Mint são bons exemplos.

A ideia inicial é criar uma experiência diferenciada para os computadores vendidos pela empresa, existem vários modelos no mercado com ótimo desempenho, incluindo computadores gamers. Como o galagoPRO, "concorrente" do MacBook.

Até aí nada demais, outra coisa que é comumente encontrado nos computadores vendidos com Linux é um repositório especial com drivers e otimizações para o hardware, que é algo que a System76 sempre fez também, porém, o sistema parece estar ganhando significância e a empresa está pensando em expandir um pouco o que seria apenas uma "espécie de remasterização" do Ubuntu para seus clientes, inclusive trabalhando com os desenvolvedores do elementary OS para criar um novo instalador para o sistema, que não vai ser exatamente igual ao Ubiquity, padrão do Ubuntu.

Customizado para os clientes e disponível para todos


Um ponto interessante é que o sistema estará disponível para qualquer um, na verdade, você pode baixá-lo agora se quiser, a ISO tem cerca de 1,6 GB de tamanho e é baseada no Ubuntu 17.04 Zesty Zapus.

Apesar de já estar utilizável, o próprio site da System76 informa que a verdadeira versão final e primeira release oficial será apenas em Outubro, juntamente com o Ubuntu 17.10. É possível que outras coisas sejam alteradas, além do tema e outros detalhes.


Fuçando um pouco no sistema eu acabei encontrando várias coisas legais. A instalação em si é praticamente a mesma do Ubuntu, com apenas uma diferença, criamos o usuário depois da instalação, na primeira inicialização, como quando você compra um computador com o sistema pré-instalado. A tela de boot (o Plymouth) também é diferente e bem bonita, como um "Pop" aparecendo do nada (fazendo "pop"?).

Confira algumas imagens da interface GNOME Shell que ele carrega:

Pop OS System76

Pop OS System76

Pop OS System76

A harmonia do tema GTK com os ícones é ótima, talvez tenhamos um dedo do pessoal do elementary neste design, não sei. Além do tema, temos vários wallpapers que combinam muito bem  com a proposta visual e que vem disponíveis por padrão.

Wallpapers System76

Os temas Pop, como são chamados, possuem variações para quem quer eles de forma mais compacta, com o "Pop Slim". Tanto o tema normal quanto este mais compacto tem o "modo Dark', assim como os temas padrões do GNOME Shell, deixando na mão do usuário escolher se quer continuar com este produzido pela companhia ou se quer usar o padrão do GNOME mesmo, o Adwaita.

PPA System76 PopOS

Além dos temas, como eu tinha comentando antes, o sistema vem com o PPA da empresa. Dentro dele encontramos pacotes básicos, o pop-desktop, gnome-control-center, plymouth, entre outros que são empacotados por eles para poder manter a aparência do sistema e funcionalidades específicas, assim fica mais fácil controlar as atualizações e modificações destes componentes.

Um destes pacotes controla as extensões, existem várias que já vem por padrão no Pop!_OS, mas somente algumas são ativadas, como você pode ver, assim, cabe a você escolher o que preferir.

Pop!_OS

Acho interessante uma outra empresa forte como a System76 oferecer um sistema assim, especialmente baseado no Ubuntu, apesar de muitos feedbacks da comunidade, o momento da Canonical é de transição e as coisas podem não ficar ao agrado de todos. Particularmente encaro projetos como este quase como as várias ROMs do Android em aparelhos de companhias diferentes, cada uma personalizando o que seria o sistema puro para tentar atender melhor o consumidor.

O Pop!_OS tem futuro?


Não sei qual o nível de ambição da System76 com o sistema, mas eles tem algo que a maior parte das distros não tem; eles já são uma empresa que vende computadores com Linux de renome (especialmente internacional, no Brasil nem todos conhecem).

Uma das grandes dificuldades das distros é fazer parcerias empresariais para enviar os sistemas de fábrica junto com as máquinas e com isso a System76 não precisa se preocupar. Pesquisando um pouco eu também encontrei um PPA de desenvolvimento onde temos drivers Nvidia otimizados e outros pacotes sensíveis a desempenho, como o mesa, não sei se eles são destinados apenas aos computadores da empresa ou se podem ser utilizados de forma genérica, mas pode ser um outro diferencial do sistema.

Mesmo sendo um PPA feito para computadores que a System76 vende, como os hardwares não são homologados como a Apple faz, é bem possível que funcione em outras máquinas também.

Potencial o sistema tem, resta saber até onde a System76 pretende ir, vamos continuar acompanhando.

Até a próxima!
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Canonical confirma: Ubuntu 17.10 virá COM Wayland como servidor gráfico padrão

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Por um momento eu pensei estar lendo o anúncio errado... pois há 20 dias atrás, mais ou menos, os desenvolvedores publicaram um artigo dizendo que estavam em dúvida sobre isso porque o Wayland não estava "funcional o suficiente" ainda, dizendo que iriam optar por deixá-lo como uma sessão alternativa que o usuário pudesse escolher testar no Ubuntu. Bom, eles mudaram de ideia.

Ubuntu 17.10 Wayland




Os desenvolvedores do Ubuntu anunciaram a decisão final sobre o Wayland fazer parte ou não do Ubuntu 17.10 como padrão. E o que foi decidido é que sim, o Wayland será o padrão e o X será a sessão alternativa.

O motivo da mudança


O objetivo da Canonical é usar o Wayland na futura LTS de 2018, as versões LTS do Ubuntu são largamento utilizadas pelos clientes da empresa, além é claro, dos usuários comuns, e isso significa que por ser esta uma versão de longo prazo de suporte, ela deve estar o mais debugada possível.

Por conta disso, os desenvolvedores surpreenderam o público dizendo que vão utilizar o Wayland como padrão justamente para ter um maior feedback para o Ubuntu 18.04 LTS.

Deixa eu ver se entendi...

Certo, deixa eu ver se entendi...

As versões intermediárias do Ubuntu nunca foram sinônimo de estabilidade, afinal, são as ISOs onde a Canonical costuma testar as novas tecnologias que vão vir nas LTS do sistema, então é natural esperar este tipo de medida, onde "coisas experimentais aparecem", porém, o Wayland é algo que as pessoas sabem que ainda não está plenamente funcional, ele não se dá bem com placas Nvidia e vários programas apresentam problemas ao serem executados junto a ele.

A medida, de fato, é interessante para colher dados para a versão LTS, e entender onde o Wayland ainda não funciona direito, fazendo com que o desenvolvimento e evolução dele também seja mais rápido, o que é uma coisa boa.

Podemos chamar o Ubuntu 17.10 de (quase que literalmente) uma versão "beta" do 18.04 que sai em Abril do próximo ano. Bugs acontecem em todos os sistemas, isso nós sabemos, mas essa é a primeira vez que eu vejo o que seria uma "release final" do Ubuntu ser lançada "bugada" de propósito para os desenvolvedores medirem o tamanho no problema.

É engraçado, mas faz sentido. É claro que quem tiver placas Nvidia ou enfrentar problemas com o Wayland poderá mudar para o tradicional (senhor idoso) X.org diretamente da tela de login, fazendo do sistema algo mais estável em alguns aspectos.

Teremos muitas novidades na versão de Outubro do Ubuntu e será uma versão para testadores, claramente. Ao menos, com todas as mudanças que ocorreram neste ano, os desenvolvedores estão preocupados em fazer uma LTS mais aprimorada. Pessoas que dependem do sistema para trabalho e precisam de algo funcional, estável e testado, devem manter-se no Ubuntu 16.04 LTS.

Apesar de controverso, não há como negar que é uma forma eficiente de conseguir novos testadores, só fico preocupado com os usuários que vão testar o Ubuntu pela primeira vez e vão encontrar um sistema com vários problemas a serem corrigidos. A primeira impressão é a que fica, como dizem.

Ainda não formei por completo a minha opinião sobre o assunto, mas eu gostaria de ouvir a sua, então por favor comente o que você acha da decisão através da sessão de comentários logo mais abaixo.

Até a próxima!

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Conheça o UbuntuQt (Ubuntu+LXQt)

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O Ubuntu, além de ter várias opções de interface oficiais, possui também projetos que são derivados e criados pelas pessoas que estão exercendo a sua liberdade com o software livre, criando soluções próprias, por isso, alguns projetos de testes interessantes acabam surgindo, hoje você conhecerá o projeto UbuntuQt.

UbuntuQt




Recentemente eu publiquei no canal do Diolinux no YouTube um vídeo mostrando o Lubuntu com a interface LXQt, o que deve ser a próxima interface oficial do sistema. Alguns usuários que gostam do LXQt e do Ubuntu mas acham que ele precisa de um "trato" extra, criaram um projeto não oficial chamado UbuntuQt, que é o Ubuntu com esta interface gráfica e com temas e aplicações customizados para melhorar o design do sistema.

UbuntuQt

O projeto visa oferecer agora o ambiente LXQt para os usuários do Ubuntu, visto que o Lubuntu ainda está testando a interface, a ISO possui apenas versão de 64 bits e quem precisar de suporte para o sistema pode acessar esta página.

Se você achou a ideia interessante e gostaria de baixar, testar ou se envolver com o projeto, os links para download direto e torrent estão disponíveis aqui, juntamente com informações extras.

Até a próxima!
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Novidades no Ubuntu 17.10 e pesquisa da Canonical por aplicações padrão

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terça-feira, 25 de julho de 2017

Como eu comentei em um "Diolinux Responde" recente, a Canonical está muito mais envolvida com a comunidade nesta release, pegando diversos feedbacks e ouvindo a comunidade (tô até estranhando!), além disso, temos várias novidades e otimizações para o Ubuntu que vai sair em Outubro e algumas previsões para o 18.04 LTS do próximo ano.

Ubuntu 17.10 novidades


Os desenvolvedores do Ubuntu estão trabalhando para deixar a ISO do sistema mais enxuta e movendo arquivos obsoletos provenientes do Unity para fora da ISO e para dentro do repositório Universe

Dentre as novidades publicadas recentemente, nós temos alguns destaques:

GNOME: Sem comentar ainda em temas, que é algo muito esperado pelos usuários, os desenvolvedores estão preocupados no momento em criar um opção de configuração de privacidade para o sistema de conexão captive portal, inclusive submetendo esse recurso de correção no projeto GNOME em si, podendo ser estendido para outras distros. Se for aprovado, ele será aplicado via patch.

ISOs: O processo de limpeza de componentes que não serão utilizados na nova ISO com GNOME continua, sendo que estes componentes continuarão disponíveis via repositório, incluindo o Unity em si. Nesta semana a lista de pacotes limpos incluem o sistema de indicadores.

Snaps: Novos pacotes Snap estão disponíveis, agora incluindo também aplicações GNOME, como: gedit, gnome-sudoku, gnome-dictionary, gnome-cloks, quadrapassel e gnome-calculator. Todos eles estão no canal Edge da SnapStore, todos utilizando o GNOME 3.24 como base.

Muitos Snaps novos estão sendo feitos também com a intenção de facilitar a vida dos usuários, aplicativos como Spotify e Office 365 Web deverão ganhar uma versão Snap em breve.

GDM e Conexões: GDM é o gestor de login do GNOME Shell. Os desenvolvedores do Ubuntu estão trabalhando para consertar um bug que bloqueia o A2DP, que é um perfil bluetooth da alta qualidade, quando ativado dentro da sessão do usuário.

Atualizações: O LibreOffice está chegando ao Ubuntu com a versão 5.3.4, GStreamer 1.12.2, Evolution 3.24.2 e melhorias no network-manager, que deve chegar na versão 1.8. O GNOME Software também está recebendo atualizações para dar suporte pleno aos pacotes Snap.
  
Unity 7: Curiosamente, ainda estão sendo lançadas melhorias para o Unity 7. Isso porque o Ubuntu 16.04 LTS que carrega ele tem suporte até 2021. As melhorias não são grandes, mas deverão agradar a um público específico. As modificações são para deixar o Unity Low Graphics ainda mais leve para computadores modestos e torná-lo mais funcional em máquinas virtuais.

Mais melhorias para o Ubuntu 17.10 Artful Aardvark


Aqui podemos incluir algumas outras melhorias pontuais para o Ubuntu 17.10. O GNOME será o padrão no lugar do Unity, como nós já sabemos, teremos melhorias no BlueZ, o aplicativo de Bluetooth, haverá a mudança do Synaptics para o Libinput no controle de dispositivos apontadores (mouse especialmente), melhorias para suportar monitores 4K e de alta de definição, novidades no instalador do Ubuntu para servidores e imagens mínimas (Ubuntu minimal) 18% menores, com apenas 36 MB.

Outra mudança que me chamou a atenção é que haverá a remoção de Kernels antigos da pasta /boot de forma automática, não sei exatamente como o recurso vai funcionar e qual é o quesito para se considerar um Kernel como "antigo", mas particularmente eu sempre gostei de ter mais de 1 disponível em caso de "merdas da vida." Vamos ver como será o comportamento.

Outra coisa interessante é que agora as partições em Ext4 poderão ser encriptadas via fscrypt. O suporte para GPU/CUDA (placas Nvidia) será melhorado também, apesar de eu não saber o quanto isso vai impactar o desktop, visto que os detalhes da integração falavam mais da utilização de clusters com Kubernetes e Docker, então vou ter que esperar mais informações para pode falar melhor sobre isso.

Quais são os aplicativos que devem ser padrão no Ubuntu?


Outra coisa bacana que aconteceu recentemente é que a Canonical criou um "Ubuntu 18.04 LTS Desktop Default Application Survey", para que todos possam votar em quais aplicações devem ser as padrões no Ubuntu 18.04 LTS, que sairá em Abril do próximo ano. Enquanto a versão 17.10 deverá seguir "o estilo" dos Ubuntu anteriores, pelo menos no quesito de programas padrões, o Ubuntu 18.04 LTS pretende ser ainda mais influenciado pelo gosto dos usuários.

Para que isso aconteça os desenvolvedores criaram uma série de tópicos em sites diferentes onde você pode votar também nos seus aplicativos preferidos, são eles:

Reddit

Você também pode participar se quiser, mas lembre-se de dar as suas sugestões em inglês. Basta copiar e colar esta lista abaixo em um dos tópicos com as suas aplicações preferidas e mais utilizadas. Os desenvolvedores alertam para que caso você queira algum aplicativo que seja proprietário, que uma menção a isso seja feita, por exemplo no player de musica: Spotify Client non-free.

Web Browser: ???
Email Client: ???
Terminal: ???
IDE: ???
File manager: ???
Basic Text Editor: ???
IRC/Messaging Client: ???
PDF Reader: ???
Office Suite: ???
Calendar: ???
Video Player: ???
Music Player: ???
Photo Viewer: ???
Screen recording: ???

Apesar de algumas coisas poderem mudar drasticamente, certas aplicações não devem mudar, como o gerenciador de arquivos. Por mais que eles peçam a opinião dos usuários, se a interface for GNOME Shell (e provavelmente será), dificilmente teremos algo diferente do Nautilus presente, mas vale a tentativa, se você gostar de outro. 

Inclusive, você pode sugerir outra interface também, não custa tentar.

Essas são as últimas novidades publicadas, fique ligado aqui no blog para saber (nem sempre em primeira mão mas muitas vezes sim 😁) com maiores detalhes essas informações.

Até a próxima!
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Desenvolvedores do Ubuntu estão em dúvida sobre o Wayland

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Até pouco tempo os desenvolvedores do Ubuntu estavam dando a entender que o Wayland seria o servidor gráfico padrão da distro, que agora carregará o GNOME Shell como interface padrão, da mesma forma que o Fedora, mas agora eles não estão mais tão seguros disso.

Wayland no Ubuntu




A pretensão inicial era trazer o Wayland como padrão já no Ubuntu 17.10 que sai em Outubro deste ano, esta seria a única forma de poder ir trabalhando em cima dele para poder colocá-lo no lugar no X na próxima LTS de 2018, o Ubuntu 18.04.

É possível que o Ubuntu 17.10 ainda venha com o Wayland como uma sessão alternativa que poderá ser escolhida na tela de login, entretanto, o padrão deverá ser mesmo o tradicional X.org.

Os desenvolvedores Will Cooke e Didier Roche comentaram sobre o caso, dizendo que acreditam que de fato o Wayland ainda não está pronto e que eles não poderiam simplesmente colocar a tecnologia como padrão e "cruzar os braços". O Ubuntu tem uma margem de usuários que varia de 25 a 40 milhões de pessoas somente no Desktop, o que traz uma preocupação extra, sem sombra de dúvidas. São muitas pessoas para deixar na mão e isso certamente tem um peso na escolha.

O Wayland ainda não funciona plenamente em todas as placas de vídeo, especialmente as que precisam de drivers proprietários e ainda pode gerar problemas para o Ubiquity (que é o instalador do sistema) e o Apport, o aplicativo para reportar erros.

Pensando na estabilidade do Ubuntu 18.04 LTS do ano que vem a utilização do X.org me parece mais do que óbvia, mas ao mesmo tempo é bom as pessoas irem testando o Wayland para que ele fique maduro com maior velocidade.

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Como compilar um Kernel Linux passo a passo [TUTORIAL COMPLETO]

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

A compilação do Kernel é algo cheio de místicas no mundo da tecnologia, mas na verdade ela não chega a ser um processo "super" complicado, requer um pouco de atenção, sim, mas nada que algumas tentativas e alguns Kernel Panic não deixem você "manjador". Hoje vamos aprender como compilar um Kernel para a sua distribuição.

Como compilar Kernel Linux




Vamos falar um pouco sobre compilação de Kernel e se você deve ou precisa fazer esse tipo de coisa. 

Como comentei antes, a compilação do Kernel está envolta em uma mística muito grande onde "apenas os entendidos" conseguem fazê-lo, de fato, é necessário um pouco de conhecimento avançado no seu hardware para otimizar o Kernel, mas não para compilá-lo necessariamente.

Encare este tutorial de forma didática, acredito que os maiores beneficiados serão os que querem aprender um pouco mais sobre Linux e sobre informática, a maior parte dos usuários (comuns e avançados) não realmente necessitam de um Kernel compilado, digamos que este seja um "luxo" que você pode se dar ou não.

As distribuições Linux fazem um grande esforço para entregar para você um Kernel genérico que consiga lidar com praticamente qualquer hardware e ainda extraia um bom desempenho do seu computador. Se você conhecer direito o seu processador, sua placa mãe, memórias, etc, em fim, se conhecer bem o seu Hardware, é possível ajustar alguns módulos para deixar o Kernel mais enxuto e otimizado. Em minha experiência a diferença não chega a ser gritante mas pode ajudar. Eu mesmo costumo utilizar o Kernel oferecido pela distribuição que eu estiver utilizando, só vou pensar em mudar caso algo não esteja funcionando adequadamente e isso pode ser feito de diversas formas, compilando é apenas uma delas.

Você também pode querer usar um Kernel mais antigo em uma máquina mais velha também por questão de melhor suporte ao hardware, se a sua distro não oferece este kernel, compilar ele pode ser a única solução para trazer à vida o seu "dinossauro de estimação". 😁

Veja também: Atualizar ou não atualizar o Kernel?

Já está ganhando coragem?

Compilando o seu Kernel Linux


Linus Torvalds liberou no kernel.org recentemente o Kernel 4.12 que traz várias melhorias e pelo que me consta, melhores drivers de vídeo para placas da AMD é o principal destaque. Se você usa Arch, Fedora, Manjaro, openSUSE Tumbleweed, versões instáveis do Debian, entre outras distros que costumam manter pacotes recentes, provavelmente você receberá esse Kernel muito em breve (isso se já não recebeu), no entanto, outras distros tendem a usar o Kernel LTS para melhor estabilidade, o Debian Stable, Ubuntu, Mint, entre outras. Estas mantém um Kernel em uma versão mais "antiga" e muitas vezes uma versão modificada também, com inclusão de drivers extras e outras otimizações e perfis que dizem respeito à distro em específico.

Leia também: Conheça o gestor de Kernel gráfico para Ubuntu

Caso você se sinta inseguro ao fazer este tipo de coisa, ou se for a primeira vez que você vai fazer isso, eu recomendo que você se foque em quatro pontos.

1º - Leia todo o material antes de começar a fazer qualquer coisa.

Acredite, se você não tiver paciência para ler este artigo por completo, provavelmente você não vai ter paciência para compilar o kernel. Não tenha medo de aprender, este artigo não vai fugir de você, então leia com calma mais de uma vez e use-o como guia no seu processo.

2º - Faça o processo no VirtualBox uma vez ao menos para você entender como tudo funciona.

Aprenda a fazer testes antes de colocar as coisas em produção, aprenda a errar e tirar conhecimento dos seus erros. Fazer a compilação no VirtualBox pode levar mais tempo por conta da potencia do seu computador ficar dividida, mas permite que você teste várias coisas diferentes. Outra boa opção é você testar em um computador de reserva que você tenha, assim você pode tentar otimizar o kernel para ele.

3º - Não tenha medo, mas seja responsável.

Algumas pessoas acham que para compilar o kernel você precisar ser o "Chuck Norris" no Linux, mas a verdade é que "qualquer um com o toddy em um quarto escuro" faz isso, basta prestar atenção.

Se você estiver fazendo em uma máquina virtual ou de testes, não há com o que se preocupar. Na verdade, mesmo fazendo na sua máquina de trabalho, sabendo voltar ao "normal", não tem muito com o que se preocupar também.

Uma vez o kernel compilado, entenda que tudo o que funciona e não funciona no seu sistema no que diz respeito ao gerenciamento de hardware é "culpa" sua, os patches de segurança, atualizações e coisas do tipo serão aplicados somente se você o fizer. Provavelmente a sua distro continuará a prover atualizações no Kernel que ela traz por padrão através do repositório, mas no que diz respeito ao kernel que você compilar, bom, ele depende só de você.

4º - Pegue o seu café. Sempre tenha um café! ☕

Pode ser chá também.

Começando a compilar o Kernel Linux


O primeiro passo é, sem dúvida, baixar o Kernel que você quer instalar. Observe sempre a versão, pois essa informação será importante no futuro. Neste exemplo vamos usar o mais recente (no momento), o Kernel 4.12. Acesse o kernel.org e baixe a versão mais recente disponível:

Kernel Linux Download

Clique no botãozão  amarelo e faça o download para o diretório que você quiser, por exemplo, a sua pasta Downloads. Para fins de organização (afinal você pode ter muitas pastas e arquivos ali), sugiro que crie uma pasta com qualquer nome e coloque o arquivo que você baixou dentro, vou usar o nome "kernel" neste exemplo, conforme a imagem abaixo:

Compilação de Kernel Linux
Veja o exemplo acima da pasta "kernel" dentro de "Downloads"
Depois disso, abra o seu terminal e agora vamos começar a "brincadeira". Já pegou um café aí (ou chá, se você estiver em processo de descafeinação)?

Este processo pode demorar um pouco, seja paciente, leia com atenção e tudo deverá ocorrer bem.

Antes de mais nada, vamos instalar alguns pacotes que serão úteis para a nossa compilação. No exemplo eu estou utilizando o Linux Mint, mas os comandos servirão para todas as distros baseadas em Debian, incluindo o Ubuntu, lembrando que você tem que fazer o processo como root ou utilizando "sudo" onde for possível. Neste caso, podemos usar o "sudo" sem problemas:

Compilando Kernel Linux

Comando:
sudo apt install build-essential libncurses5-dev
Os pacotes tem o mesmo nome em praticamente todas as distros, então basta você usar o gerenciador de pacotes da sua. Alguns comandos que vamos utilizar são coisas básicas do Bash, como o "ls" para listar os arquivos e pastas nos diretórios e o "clear" para limpar a tela (ou CTRL+L), então, fique à vontade para utilizá-los, como agora, você deve estar com o seu terminal cheio de informações, apenas limpe a tela digitando: clear.


O nosso próximo passo é extrair o conteúdo do arquivo compactado do Kernel que você baixou para uma pasta específica.

Mude para a pasta de download

Lembra que eu tinha comentado para colocarmos o arquivo dentro de uma pasta chamada "kernel", que por sua vez estava dentro da pasta "Downloads"? Vamos precisar ir até ela com o comando:
cd ~/Downloads/kernel/
Uma vez dentro dela, rode o "ls" para ver se o arquivo está ali. No nosso exemplo o arquivo se chama linux-4.12.tar.xz, este tipo de arquivo é um arquivo compactado como qualquer outro .rar ou .zip, porém, ele usa a compactação tar.xz, vamos precisar extrair os arquivos dele e vamos fazer pelo terminal, assim já podemos direcioná-lo diretamente para a pasta /usr/src/ que é onde ele deve ficar para continuarmos. À partir de agora, vamos entrar em modo root e fazer tudo desta forma, então rode o comando:
su root
Digite a sua senha e você já deve estar como root, se você estiver usando o Bash, o indicativo para isso é que você terá um "#" no lugar do "$" no terminal:

Compilando Kernel

Agora vamos extrair o conteúdo do arquivo e direcioná-lo para o diretório desejado:

Dica: use o tab para autocompletar os comandos, por exemplo, ao invés de digitar linux-4.12.tar.xz, apenas digite "li" e pressione tab. Funciona em vários outros momentos também.


Compilando Kernel

Comando:
tar -xvf linux-4.12.tar.xz -C /usr/src/
Se tiver dúvidas sobre o comando tar, você pode verificar a sua página de ajuda digitando: tar --help. A extração deverá demorar alguns segundos, então aguarde o processo terminar, quando isso acontecer você deverá ver uma tela semelhante a esta:

Compilando Kernel

Agora vamos conferir se realmente os arquivos foram parar no lugar certo. Até agora você poderia ter feito tudo em modo gráfico, mas metade da graça de compilar o Kernel está em usar comandos até pra descompactar arquivos, certo? 😂

Arquivos para compilação do Kernel

Comandos:
cd /usr/src/
ls
Você deverá ver um diretório com o nome de "linux-4.12".

Aqui vai uma dica que pode facilitar um pouco, e se ao invés de ficar digitando toda a vez "linux-4.12" você chamasse ele apenas de "linux" ou de "kernel", ou ainda de "meganfox"? Vamos criar um link símbolo pra ele, assim você não precisa digitar mais de uma palavra ou perder tempo digitando mais caracteres:

Criando link simbólico

Comando:
ln -s linux-4.12 linux
Olha que beleza? Agora quando você acessar o diretório "linux" ele vai entrar dentro de linux-4.12. Se você der um novo "ls" vai perceber a existência de um diretório chamado "linux". Vamos entrar nele também:

Dica: O Linux é "Case sentivive", isso significa que o seu sistema operacional diferencia letras maiúsculas de minúsculas, um diretório chamado 'Linux" é diferente de outro chamado "linux", que por sua vez é diferente de outro chamado "LInux" e por aí vai. Então preste atenção para digitar os comandos e diretórios exatamente como são os seus nomes.

compilando Kernel Linux

Comandos:
ls
E observe a presença do link "linux".
cd linux
Para mudarmos para dentro do diretório "linux"
ls
Novamente para listar os arquivos contidos dentro da pasta.

Agora é que começa a compilação propriamente dita. O próximo passo é um dos mais importantes e determinantes da hora de compilar um Kernel Linux:

Configuração do Kernel

Comando:
make menuconfig
Esse comando irá rodar e carregar uma espécie de interface onde você poderá fazer vários ajustes, se você quiser, é claro:

Dica: Nesta opção, você pode escolher copiar o arquivo de configuração do seu kernel atual também, bastando confirmar quando o utilitário lhe pedir, entretanto, neste artigo nós vamos dar uma explorada a mais nele.

Compilando Kernel

Aqui, para mim, vale o mesmo conceito do overlock. Você pode ir testando opções até encontrar alguma que fique realmente estável e otimizada para você. Fica difícil eu dizer qualquer coisa aqui para você configurar porque eu não sei exatamente qual o hardware você possui, quais dispositivos você conecta no seu computador, não sei o modelo da sua placa mãe, etc, etc. 

Vale muito à pena você fazer este processo várias vezes e conhecer o seu harware para fazer modificações e testar como tudo vai funcionar. Aqui você pode habilitar e desabilitar drivers por exemplo. Um exemplo que eu posso dar é que você pode, na sessão de drivers, desabilitar o suporte para blobs de drivers proprietários no Kernel, desmarcando a opção, isso talvez agrade quem gosta apenas de software livre.

Compilando Kernel

Cabe a você explorar todas as essas opções (que são muitas), mas atenção, minha recomendação é:

Pesquise tudo o que você deseja alterar para entender o que a opção faz e entender a consequência da sua ação, evite fazer esse tipo de coisa em máquinas de trabalho que não podem ficar paradas e sempre mantenha um kernel extra que você sabe que funciona, como o que veio junto com a sua distro, não o remova, assim você pode voltar pra ele caso tenha algum problema. Estude o seu hardware e veja que recursos você pode habilitar e desabilitar. 

Otimizar um Kernel para você e tê-lo estável por levar algum tempo e algumas tentativas de compilações.

✅ Dica: Leia com atenção a legenda que aparece nesta tela, ela te informa como você navega pelos menus e como marcar e desmarcar as opções.

Como eu não sei qual o seu hardware e nós queremos continuar a nossa experiência com a compilação, vamos apenas usar todas as opções que são padrão. Para isso, sem fazer nenhuma alteração, vamos até a opção "Save" e pressionamos a tecla "Enter".

Compilando Kernel Linux

Ao salvar uma nova tela aparecerá onde você pode escolher o nome do seu arquivo de configuração (esse que você estava editando, ou não, no passo anterior), você pode deixar o padrão mais uma vez ".config" e pressionar "enter" para confirmar:

Compilando Kernel

Depois da configuração estar pronta, uma nova tela vai se abrir com uma única opção para sair, apenas confirme pressionando "enter" mais uma vez.

compilando kernel

Isso vai te levar para a primeira tela do menu de configuração, agora é só você sair, selecionando a opção "Exit":

compilando kernel

Voltamos ao nosso terminal mais uma vez, você pode dar um "clear" para deixar ele limpo novamente. O que vamos fazer agora é puramente para informação e praticidade. 

Vamos alterar um pouco o nome do Kernel, nada demais, de "leve na neve", só pra gente saber que essa é a nossa versão compilada.

Uma informação importante que você pode inserir aqui é qual a versão da compilação que você está fazendo, assim dá pra ir testando várias formas diferentes e iniciar pelo Kernel que você quiser depois pelo GRUB.

Você pode usar aqui qualquer editar de texto (em modo texto ou gráfico), eu estava na intenção de usar o VIM, porém, ele não vem instalado no Linux Mint (talvez na sua distro ele venha), em compensação eu tenho pré instalado o nano e o vim.tiny (versão mais enxuta do dito cujo), que vai servir também, afinal, eu só quero mudar uma linha no arquivo de configuração. Se você quiser pode instalar o VIM ou qualquer outro.

Escolha o que você preferir e vamos editar o arquivo:

compilando Kernel

Comando:
vim.tiny /usr/src/linux/Makefile
O que eu quero mudar neste arquivo é a descrição em EXTRAVERSION:

Configurando Makefile

Navegue com o seu teclado até lá e coloque a informação que desejar, eu vou colocar diocomp1, que para mim significa "Diolinux Compilação 1", afinal, como eu disse, eu posso fazer várias compilações do mesmo kernel e ir testando, assim na próxima vez que fizer poderei colocar diocomp2 e assim por diante, ficando mais simples para identificar cada uma.

Para salvar e sair no VIM você deve pressionar a tecla "ESC" até que a palavra "INSERT" suma ali de baixo, e digitar:
:wq
Não esqueça dos dois pontos, o W serve para salvar a sua edição e o Q para sair. Se você quiser aprender mais sobre o VIM e sobre o terminal, confira o nosso curso de Bash no Diolinux EAD, ele tem um módulo bônus somente sobre o VIM.

Próximo passo, gerando a imagem bzImage:

gerando imagem

Comando:
make bzImage
Se liga aí no "I" maiúsculo. Nesta parte eu tive esse problema, como você pode ver, só ocorreu no Linux Mint/Ubuntu, no Debian foi de boa. Isso era a falta de um pacote no sistema que você resolve com:
apt install libssl-dev
Essa parte demora meu jovem, então vá dar uma caminhada ou tomar aquele seu café, deixe apenas o terminal trabalhando, procure fechar as outras aplicações pois a compilação consome recursos da máquina, memória e processador especialmente, e quanto mais livre ela estiver, mais rápido tende a ser. Sugestão, aproveita e assiste um episódio de Bates Motel na Netflix, a série é muito legal. 

Ao terminar o processo, você deve ver uma tela semelhante a esta:

Compilação do Kernel Linux

Se tudo deu certo, você deverá ter uma imagem dentro do diretório de boot, que é um subpasta dentro da sua pasta "linux", para verificar isso rode o seguinte comando:
ls /usr/src/linux/arch/x86_64/boot/
A arquitetura ali no meio do comando (x86_64) depende do tipo do kernel que você está compilando, de 32 ou 64 bits. Você deverá ver algo como isto:

Compilando Kernel

O próximo passo vai compilar os módulos do seu Kernel, o que inclui os drivers que você selecionou lá no menu de configuração:

make modules

Comando: 
make modules
Dependendo da quantidade de módulos habilitados esse processo também pode demorar pra caralho um bocado, espere pacientemente. (Ou fique louco, mas acho que isso não vai ajudar em nada). No meu caso demorou pouco mais de 1 hora e meia, mas isso depende da potência do seu hardware. Ao término você deverá ver uma tela como esta:

Compilando Kernel

 É bom você deixar um bom espaço livre também na sua partição / ou na /usr, dependendo de como você particionou, essa compilação genérica gerou quase 14 GB de dados.

Agora com os modulos compilados, vamos precisar instalá-los:

Make modules_install

Depois do processo terminar, você verá uma tela semelhante a esta:

Compilação do Kernel

Agora vamos instalar o Kernel que você acabou de compilar:

Instalando o kernel compilado

Comando:
make install
Ao terminar de executar esta tarefa, você deverá ver uma imagem semelhante a esta:

instalando o novo kernel
Alguns erros que aparecem nessa tela ocorrem por conta do VirtualBox
Agora precisamos mudar de diretório para rodar mais um comando que vai criar a nossa imagem de inicialização do Kernel:

configurando imagem de inicialização

Comando:
cd /boot
Uma vez dentro deste diretório, rodaremos os seguintes comando:

nome do kernel

Comandos:
ls /lib/modules/
Esse comando vai servir pra termos certeza do nome do nosso kernel, como você pode ver na segunda linha da  imagem acima, o kernel que compilamos tem o nome de "4.12.0diocomp1", vamos precisar deste nome no comando a seguir, que é:
mkinitramfs -o initrd.img-4.12(use o tab para completar) (nome do kernel) 
No meu exemplo ficou como na imagem acima:
mkinitramfs -o initrd.img-4.12.0diocomp1 4.12.0diocomp1 
Preste atenção, pois este comando deve ser rodado dentro do diretório /boot.

Este comando não deve te retornar nada no terminal, ele apenas vai "rodar", por assim dizer.

Estamos chegando perto do final, precisamos fazer com que o GRUB reconheça o nosso novo kernel para que possamos reiniciar a máquina utilizando ele, para que isso aconteça é necessário atualizar a lista de sistemas/kernels que estão listadas no menu do GRUB (Aquele carinha que aparece na inicialização do computador). 

Esse passo pode variar um pouco de acordo com o sistema que você estiver utilizando, Debian, Ubuntu, Mint, etc tem uma shell script nativo do sistema que faz essa atualização através do comando:

Compilando Kernel

Comando:
update-grub
Eventualmente a sua distro pode ter outro método de fazer este mesmo passo, então vale a pena consultar a documentação do sistema caso o comando não funcione. 

Repare na imagem acima, nós já temos a imagem do kernel e do initrd encontradas com a nossa compilação, esse comando não demora muito e ao terminar, nós já temos tudo pronto para começar a utilizar e testar o nosso kernel compilado.

Agora você pode reiniciar o computador para testar o novo Kernel compilado por você mesmo, se funcionar eu sei que você vai estar se sentindo um Elliot da vida, mas vamos para o teste definitivo. 

Reinicie como você preferir, se quiser fazer pelo terminal, apenas digite:
reboot
Se o seu computador tem apenas um sistema operacional instalado, ele deve carregar automaticamente o seu kernel, caso ele seja o mais recente instalado, caso você tenha mais de um sistema, você verá o GRUB, onde fica fácil de você identificar se o seu novo kernel está listado para iniciar.

GRUB com kernel compilado

Caso o GRUB não apareça para você, basta ficar pressionando a tecla "Shift" na inicialização do computador, depois selecione o modo avançado e você verá uma imagem semelhante a esta, com o seu kernel como opção para inicializar.

Bastar pressionar "enter" para inicializar pelo Kernel desejado.

Se tudo deu certo, seu computador vai funcionar normalmente, uma vez na área de trabalho você pode conferir se você está usando o Kernel correto rodando o seguinte comando:

verificando o novo kernel compilado

Comando:
uname -romi
ou
uname -r 
Pronto meu amigo ou minha amiga, você acabou de compilar o Kernel Linux! Não foi tão difícil foi? 

É só preciso de um pouco de atenção e paciência. 😎

Como eu quero deixar as coisas mais completas, eu vou te ensinar a voltar para o kernel da sua distro e remover o seu kernel compilado, caso você queira. Existem várias formas de editar o GRUB para você escolher com qualquer kernel ou sistema você quer inicializar por padrão, mas vamos tomar de exemplo que por qualquer motivo você não queira mais o seu kernel compilado e você queira usar o a sua distro te oferece.

Removendo o seu kernel compilado

Reinicie o seu computador mais uma vez e na tela do GRUB selecione outra versão do Kernel que não seja a sua compilação, dê preferência pela mais recente, fora a sua.

grub customizer

No meu caso seria a versão "4.8.0-53-generic", que é a entrada que está marcada logo acima no meu GRUB, selecione a opção e dê "enter", assim você vai inicializar por este kernel. Essa dica é bacana em vários casos, existem opções de recuperação do sistema que aparecem ali que nem todos conhecem. Eu recomendo que você veja este vídeo onde eu expliquei como funcionam estas opções, vale a pena.

Seu sistema deve iniciar normalmente e está pronto para fazermos a remoção. Como nós fizemos a compilação "na unha", como se diz, a remoção vai ter que ser também, existem alguns arquivos e diretórios que você precisa apagar, que são os arquivos do seu kernel compilado, são eles:

/boot/vmlinuzNOME-DO-SEU-KERNEL 
/boot/initrdNOME-DO-SEU-KERNEL
/boot/System-mapNOME-DO-SEU-KERNEL
/boot/config-NOME-DO-SEU-KERNEL
/lib/modules/NOME-DO-SEU-KERNEL/
/var/lib/initramfs-tools/NOME-DO-SEU-KERNEL/ ou /var/lib/initramfs/NOME-DO-SEU-KERNEL/

Entre como root novamente, como você fez para compilar e rode os seguintes comandos:

removendo kernel compilado

Comandos (como root):
cd /boot
Vamos entrar em /boot para limpar os arquivos ali primeiro, depois use o "ls" para listar os arquivos e diretórios dentro desta pasta, assim você pode ver o nome do kernel que você compilou, fica fácil de reconhecer por conta da modificação que fizemos no nome "lá atrás", quanto editamos o arquivo de configuração. Todos os arquivos tem a versão do nosso kernel compilado (4.12 no nosso exemplo) e as informações que colocamos em EXTRAVERSION, no exemplo eu coloquei diocomp1. 

Para remover vamos usar o comando ''rm", como está na imagem acima, sendo assim, o comando ficaria:
rm vmlinuz-4-12.0diocomp1 inird.img-4.12.0diocomp1 System.map-4.12.0diocomp1 config-4.12.0-diocomp1
Lembre de colocar a SUA VERSÃO do kernel, com o nome que você deu pra ele.

Rodando o comando e dando um novo "ls" você verá que os arquivos foram apagados:

removendo kernel compilado

Precisamos remover mais algumas coisas ainda antes de atualizamos o GRUB novamente. 

Precisamos mudar de diretório primeiro:

removendo kernel antigo

Comandos:
cd /lib/modules/
Primeiro mudamos para o diretório dos módulos, uma vez dentro dele, rodando o "ls" para vermos o conteúdo novamente. Certamente você encontrará outro diretório com o nome da sua compilação do kernel, no exemplo temos "4.12.0diocomp1", temos de removê-lo também:
rm -rf NOME_DO_SEU_KERNEL 
No meu exemplo ficou:
rm -rf 4.12.0diocomp1/ 
Repare que diferente de quanto apagamos os arquivos no diretório /boot, aqui usamos um parâmetro para o "rm", o "-rf", ele serve para apagar pastas e arquivos de forma recursiva, se você usar apenas o "rm", o comando não consiguirá apagar a pasta porque ela não está vazia.

Se você der um novo "ls" depois de apagar a sua pasta, você verá que ela não existe mais.

Agora só falta pagar mais um arquivo.

removendo kernel compilado

Comandos:
cd /var/lib/initramfs/
ou
cd /var/lib/initramfs-tools/
Aqui eu tive uma "surpresa", da última vez que eu tinha compilado um kernel o diretório se chamava apenas de "initramfs", mas acabei descobrindo que ele ganhou um sufixo extra "initramfs-tools", não sei dizer quando isso mudou, mas pesquisando eu encontrei referências de 2014/2015, também não sei dizer se isso é uma particularidade do Linux Mint, que eu estou usando neste tutorial, de qualquer forma achei o diretório e você também o achará.

Dentro dele você pode dar mais um "ls" para ver o há por ali, mais uma vez você deve encontrar o seu kernel compilado, basta remover o arquivo como você fez com os arquivos em /boot.
rm NOME_DO_SEU_KERNEL
No meu exemplo:
rm 4.12.0diocomp1 
Depois, precisamos atualizar o GRUB novamente para que ele remova a entrada do kernel compilado, caso contrário ao tentar iniciar o computador por ele você terá uma bela tela de erro.
 update-grub

Como atualizar o grub

Ao fazer a atualização do GRUB, repare que o kernel compilado sumiu das entradas.  Ao reiniciar você pode até olhar no GRUB para conferir que o kernel compilado não existe mais.

grub sem kernel compilado

Se tiver ainda dúvidas, ao chegar na sua área de trabalho consulte novamente via terminal:

uname -r

Como você pode ver, voltamos ao kernel generic.

Finalizando


Este é provavelmente um dos maiores tutoriais que eu já pude escrever aqui no blog e também um dos assuntos mais "complexos" abordados. A maior parte das vezes que vi tutoriais à respeito do assunto eles não eram tão "passo a passo" e raramente ensinavam a remover o kernel compilado, espero que eu tenha conseguido cumprir o meu objetivo de desmistificar um pouco essa questão e mostrar que não é tão complicado quanto a maior parte das pessoas pensa.

Não precisa ser nenhum gênio para compilar um kernel, como você pôde ver, entretanto, a parte diferencial pode ser a otimização para o seu hardware e neste caso você terá de fazer um estudo particular sobre a sua situação e entender o que você pode alterar que poderá te dar algum benefício.

Eu escrevi este artigo com muita dedicação e carinho, porém, ele não está isento de erros, mesmo que eu tenha conferido algumas vezes todo o processo (em mais de uma distro), caso você encontre erros de português, erros no processo da compilação ou tenha sugestões, use os comentários para colaborar e engrandecer o material, certamente será de grande ajuda.

Compartilhe para os seus amigos como forma de pagamento pelo conteúdo e até a próxima! :)

Matamos mais um leão, hein? 😁

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