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Como criar um Shell Script simples para automatizar a instalação de programas no Linux

Uma das coisas mais legais do Bash é o poder de automatizar tarefas, até mesmo na própria linha de comando. Hoje você vai aprender a criar um simples Shell Script para instalar um programa.

Shell Script




Para você entender o conceito, vamos dar um exemplo com um programa popular e simples, o GIMP. O GIMP é um manipulador de imagens que está no repositório de todas as distros Linux praticamente, como exemplo nos comandos vamos usar o gerenciador de pacotes "apt", comum no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados, apesar disso, entendendo o conceito, você pode aplicar em qualquer distro, basta entender o gerenciador de pacotes dela e os comandos que ele aceita.

Claro, o GIMP pode ser instalado por centrais de apps sem comandos, pode ser também instalado com um simples # apt install gimp mas a intenção é te mostrar como você pode estruturar um script para automatizar a instalação de qualquer programa ou de vários ao mesmo tempo.

Vamos imaginar que você queria instalar o gimp a partir do terminal.

Muito provavelmente os passos que você dará serão:

1) Atualizar os repositórios
$ sudo apt-get update
2) Instalar possíveis atualizações do sistema:
$ sudo apt-get dist-upgrade -y
3) Efetivamente instalar o pacote.
$ sudo apt-get install gimp

O processo manual da instalação de um programa pode levar algum tempo, pois você deverá esperar que o primeiro comando termine sua execução para digitar o próximo.

Nem sempre atualizar repositórios é rápido e portanto é o seu tempo que está sendo gasto esperando algo que poderia facilmente ser automatizado.

O primeiro nível de automatização que poderíamos fazer aqui é criar uma fila de comandos (chamadas de listas) que serão executados pelo Bash em sequência.

Para isso basta separar os comandos com um ponto e vírgula:
sudo apt-get update ; sudo apt-get dist-upgrade -y ; sudo apt-get install gimp -y
Apesar de já automatizar um pouco o processo, não há praticamente nenhuma lógica envolvida.

Você muito provavelmente não deseja executar um "dist-upgrade" se o "update" falhar antes por qualquer motivo. Certo?

Aqui chegamos no nosso segundo nível de automatização. Em vez de usar o ponto e vírgula, podemos separar os comandos com "&&", e desta forma o Bash somente executará o comando seguinte se o anterior finalizar a execução com sucesso.
sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade -y && sudo apt-get install gimp -y
Agora já melhoramos bastante o processo, porém no caso de algum dos comandos retornar falha, esta fila de comandos simplesmente para de ser executada sem qualquer tipo de aviso mais elaborado para o usuário.

É possível em linha de comando adicionar mais lógica para continuar aperfeiçoando este nosso procedimento, porém este é aquele momento em que talvez seja mais proveitoso se criar um script de verdade e deixar o processo legível, em vez de simplesmente criar uma "tripa" de comandos que depois poderá dificultar a sua vida na hora de encontrar e consertar qualquer erro.

Para este nosso exemplo, usaremos o próprio "if" do Bash (que é uma estrutura de condicional explicada brevemente neste vídeo aqui)

Basta criar um arquivo de texto que você pode 'chamar do que quiser .sh", tipo "batatinha_quando_nasce.sh" e inserir os dados que vamos te mostrar. Tá bom, talvez seja melhor criar um arquivo chamado instala-pacote.sh o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash

echo Atualizando repositórios..
if ! apt-get update
then
    echo "Não foi possível atualizar os repositórios. Verifique seu arquivo /etc/apt/sources.list"
    exit 1
fi
echo "Atualização feita com sucesso"

echo "Atualizando pacotes já instalados"
if ! apt-get dist-upgrade -y
then
    echo "Não foi possível atualizar pacotes."
    exit 1
fi
echo "Atualização de pacotes feita com sucesso"

# note que $1 aqui será substituído pelo Bash pelo primeiro argumento passado em linha de comando
if ! apt-get install $1
then
    echo "Não foi possível instalar o pacote $1"
    exit 1
fi
echo "Instalação finalizada"

Veja que utilizamos o operador "!" após o "if" para inverter o resultado do comando seguinte, portanto o conteúdo das condicionais (código que está entre o "then" e o "fi") somente será executado caso os comandos falhem na execução. Também utilizamos o comando "exit 1" para pedir ao Bash que interrompa a execução do script em caso de falha.

Para executar o script basta rodar a seguinte linha:

sudo bash instala-pacote.sh gimp

Desta forma podemos utilizar o mesmo script para qualquer pacote, e o "sudo" só precisa ser invocado uma vez. Basta passar o nome do pacote desejado em linha de comando e ver o Bash fazer o resto sozinho.

É possível melhorar e incrementar o script de diversas maneiras. Podemos imprimir mensagens com cores, suprimir a saída em tela do comando apt-get para facilitar a leitura, dentre outras coisas.

Basta ter criatividade e dominar a linguagem do shell script para poder automatizar praticamente o que você quiser.


Outra coisa que você pode fazer é incluir dentro do Shell Script os comandos para a instalação do pacote em específico, assim você pode rodar apenas o Shell Script e ele se encarrega de fazer a instalação para você.

Você pode por exemplo criar um script de pós formatação para o seu sistema, acrescentando repositórios, pacotes e programas que você normalmente usa, incluindo as opções para fazer a atualização do sistema e apenas rodar um Shell Script depois de instalar a sua distro e ir tomar café enquanto seu sistema é montando automaticamente. É mais do que bacana!

Nós lançamos nesta semana o nosso curso avançado de Shell Script, onde você vai aprender coisas como esta deste post e muitas outras para automatizar a sua vida de usuário Linux, as matrículas estão abertas até Quinta-feira, dia 15 de Junho e tem promoção especial para quem comprar hoje até a meia-noite. Corre lá pra conferir antes que fechem as matrículas.

Até a próxima!
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terça-feira, 13 de junho de 2017

Desenvolvedores revelam quais extensões devem acompanhar Ubuntu com GNOME

Mais uma notícia bacana para quem está acompanhando o desenvolvimento do novo Ubuntu conosco, como a versão 17.10 que sai em Outubro será a primeira a trazer o GNOME Shell como interface padrão, existem ainda algumas dúvidas sobre como será "o GNOME do Ubuntu", agora temos mais alguns indicativos.

Ubuntu Gnome Extensions




O site de Insights do Ubuntu liberou o resultado da enquete onde a comunidade de usuários votou sobre as extensões que gostariam que viessem no sistema por padrão. A enquete foi feita em parceria com o site "OMG!Ubuntu" e relevou algumas das preferências gerais dos usuários.

Com mais de 18 mil respostas, os desenvolvedores comentaram que agora sabem, além das preferências dos usuários, algumas tendências de comportamento da interface e que estão trabalhando com os desenvolvedores do GNOME Shell para que futuramente certas funcionalidades sejam incorporadas ao Shell nativo.

Extensões GNOME no Ubuntu

Acima você vê o resultado da enquete com as principais extensões votadas, interprete o gráfico da seguinte forma: Os usuários deveriam marcar de 1 a 5 o quanto a extensão seria útil para o Ubuntu, sendo que 1 seria pouco útil, e 5, muito útil.

Extensões como o "Dash to Dock" mostraram-se muito requeridas, os desenvolvedores comentaram que a grande popularidade dessa extensão também mostra o quanto os usuários gostam de uma barra que mostre os aplicativos ao lado, semelhante ao Unity.

Outro dado que foi obtido através da enquete determina de que lado da janela os botões de controle (minimizar, maximizar, fechar) devem ficar, por uma diferença não tão grande (53,8% a 46,2%), venceu o lado direito.

Os desenvolvedores comentaram que agora, com todos esses dados, eles poderão discutir juntamente com a equipe de design do GNOME quais serão as modificações a implementadas, o que nos sugere também um possível novo tema para o GNOME Shell no Ubuntu, o que faria muito sentido para dar uma personalidade específica para o ambiente no sistema da Canonical, assim como outras distros que usam GNOME Shell costumam fazer, pode ser uma boa oportunidade para mudar o visual dos ícones do sistema, que já estão há muito defasados, ainda que eu não ache eles necessariamente "feios".

Fazia um certo tempo que eu não via a Canonical ouvir de forma tão direta os seus usuários, não posso achar isso ruim, pois me pareceu que nos últimos anos essa abertura fora muito menor, vamos ver como o futuro que se aproxima para a distro se desenvolve. Continue acompanhando o blog para saber as novidades.

Se você gosta de enquetes, eu gostaria de te convidar a responder esta aqui, queremos conhecer melhor o nosso público e fizemos algumas perguntas que depois farão parte de um vídeo no canal, onde vamos apresentar os dados comparados com os que colhemos no ano passado.

Até a próxima!
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Ubuntu 17.10 adotará o GDM no lugar do LightDM como gestor de login

Temos mais algumas novidades para o futuro lançamento do Ubuntu, a versão 17.10 que sai no próximo mês de Outubro.

GDM Ubuntu 17.10 Arful
GMD - Gestor de login do GNOME




A equipe de desenvolvimento do Ubuntu anunciou a sua decisão para a implementação do gestor de login para o Ubuntu 17.10.  Nesta semana eu publiquei uma matéria aqui no blog que abordava justamente as novidades contidas no Ubuntu até então, inclusive, comentei justamente sobre a presença do LightDM como gestor de login, que é um remanescente do projeto Unity, e que não sabia se ele iria ser o padrão no Ubuntu 17.10 Artful Aardvark. Bom, agora eu sei.

A Canonical divulgou através de seu blog que o GDM, o gestor de login do GNOME, será também o padrão do Ubuntu 17.10. Como a distro agora vai adotar o GNOME Shell como interface também, isso era algo até esperado, ainda que eu ache o LightDM mais belo.

LightDM
LightDM - Atual gestor de login do Ubuntu

Os desenvolvedores alegaram que o LightDM havia sido considerado como primeira opção, mas nos testes de implementação e compatibilidade eles tiveram alguns problemas e encontraram-se em uma situação onde trabalhar em cima do LightDM para compatibilizá-lo plenamente com o GNOME levaria muito tempo, tempo este que eles alegaram não disporem, por isso, GDM na parada!

A adoção do GDM pelo Ubuntu 17.10 tem alguns outros reflexos importantes a serem considerados, em primeiro lugar isso nos sugere que o Ubuntu 18.04 LTS que sai no próximo mês de Abril também trará ele por questão de solidez de desenvolvimento, isso inclusive foi "sugerido" no artigo do blog da Canonical. Outra coisa que temos de levar em consideração é que outras distros usam o LightDM como gestor de login, como o Xubuntu, Linux Mint (na versão 18.2 que vai sair), entre outras aproximações. Para essas distros, os desenvolvedores do Ubuntu comentaram que ainda haverão correções de bugs, de modo que funções novas não serão implementadas, o gestor será apenas mantido, por assim dizer, muito provavelmente para quem decidir instalar o Unity no Ubuntu 17.10.

Não temos novidades ainda sobre o tema que o Ubuntu terá, que é algo que eu sei que vocês estão curiosos, ou qualquer outra modificação mais profunda, o único detalhe mais técnico liberado foi que teremos uma melhor integração dos pacotes Snap com os softwares do GNOME, incluindo uma correção de temas, pois alguns Snaps ficavam um tema muito antiquado, lembrando o Windows 98.

Até a próxima!
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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Imagem diária do Ubuntu 17.10 já pode ser baixada com GNOME como interface padrão

Como a versão do Ubuntu que sai em Abril de 2018 é uma LTS (Long Term Support) a Canonical decidiu fazer os primeiros testes com a nova (velha) interface do Ubuntu, o GNOME Shell, já no Ubuntu 17.10 que sai agora em Outubro próximo, os interessados em saber como o sistema está evoluindo já podem baixar as compilações diárias com a interface por padrão, a ideia, é claro, é poder fazer os testes necessários e estabilizar as coisas para o lançamento do ano que vem.

Ubuntu 17.10 GNOME




O Ubuntu 17.10 Artful Aardvark ainda está um pouco distante de seu lançamento final, que será apenas em Outubro, mas tradicionalmente a equipe de desenvolvimento do Ubuntu cria compilações diárias do processo de desenvolvimento do sistema, permitindo que os interessados possam acompanhar o desenvolvimento e a inclusão das novidades.

Bom, eu sou um destes enxeridos que fica baixando as daily builds e acompanhando tudo o que acontece nessas etapas e posso dizer que já temos uma boas novas, por assim dizer. Desde o anúncio da adoção do GNOME pelo Ubuntu novamente eu tenho ficado curioso para saber como a Canonical vai tratar a interface, eles chegaram a fazer um concurso de extensões e configurações para que os usuários pudessem dizer o que eles gostariam de ver no sistema e aos poucos as implementações estão sendo feitas.

Até ontem o Unity ainda era o padrão nas isos do 17.10, mas depois da última atualização o Unity deu lugar a interface que veio para ficar à partir de agora, o GNOME. Diretamente na tela de login nós já podemos ver o "pézinho do GNOME" que nos da a entender que temos a nova interface disponível. Falando em tela de login, o LightDM continua, ao menos por enquanto, e sinceramente eu espero que ele permaneça, acho ele muito mais belo do que o GDM, que apesar da minha pequena crítica, também é bonito.

Gnome Ubuntu

Como você pode ver, outra novidade é que agora temos uma sessão Wayland no Ubuntu, o que só nos lembra que realmente o Mir ficou para trás definitivamente nos desktops, o padrão é ainda a utilização do X.org, mas aos poucos a migração deve ir acontecendo, não somente no Ubuntu, mas em todas as distribuições praticamente.

Ubuntu 17.10 GNOME

Na interface podemos ver que os temas Ambiance e Radiance foram adaptados para o GTK mais recente, aliás, a versão do GNOME utilizada nesta compilação do Ubuntu é a 3.24 no momento, o tema de ícones é o mesmo de sempre, os ícones de controle da janela foram movidos para a esquerda com a presença dos tradicionais 3 botões, ao contrário do GNOME Padrão que tem apenas o botão de fechar na direita das janelas, os aplicativos que acompanham a distro continuam os mesmos do Ubuntu tradicional, mas reparei que agora não existe mais o "Atualizador de programas", o que indica que essa função agora será desempenhada pelo GNOME Software Center, ou como a galera costuma chamar, a Central de Aplicativos.

O tema do GNOME Shell no entanto não foi alterado, continua o tradicional com detalhes em azul, o que não combinada em nada com o tema alaranjado do Ubuntu, de fato, mas isso deverá ser alterado em breve também. Não somente no tema em si, mas no desenho da interface existem alguns bugs para serem corrigidos, como a própria barra da Central de Aplicativos.

Novo tema do Ubuntu

O Kernel utilizado no momento é o 4.11, mas ele deverá ir acompanhando os lançamentos até a época de freezing que acontece um pouco antes do lançamento da versão final em Outubro.

Gnome no Ubuntu 17.10

O aplicativo da Amazon continua no sistema, porém, ao contrário do que muita gente espalhou por aí, ele tem um comportamento complemente diferente do que tínhamos no Unity. No Unity além do App da Amazon que levava diretamente para o site através do navegador do Unity 8 do Ubuntu no formato de um WebApp e que fazia com que as pesquisas do Dash trouxessem resultados dentro da loja da Amazon também, no GNOME o aplicativo serve apenas para abrir o Firefox no site da empresa, ou seja, é apenas um atalho, nada demais, funcionando mais como um "sistema de afiliados" para que caso alguém compre algum produto na Amazon pelo atalho do Ubuntu algum dinheiro seja revertido para a distro, acredito eu.

Amazon no Ubuntu

Para os paranoicos de plantão, é possível remover a aplicação através da própria Central de Aplicativos, ele ocupa apenas 44 kB de tamanho no sistema e tem código aberto.

Fique ligado aqui no blog para acompanhar as novidades, em breve teremos vídeos no canal sobre essa nova versão do Ubuntu.

Até a próxima!
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Canonical cria integração dos pacotes Snap com o GitHub para facilitar a inclusão de softwares na SnapStore

Acho que o tempo em que distribuir softwares para Linux ser considerado algo mercadologicamente complicado por conta da variação entre as distribuições está deixando de existir, tudo isso graças a iniciativas como o Snap, Flatpak e AppImage.

Snapcraft Ubuntu




A Canonical liberou hoje uma nova ferramenta para facilitar a vida dos desenvolvedores na distribuição de softwares para Linux através dos pacotes Snap.

A novidade pode ser acessada através do site build.snapcraft.io e permite algo muito interessante, na verdade, acabei lembrando da nova AppCenter do elementary, até certo ponto a proposta é parecida. A semelhança se deve ao fato de ser possível fazer uma "ligação direta" com o repositório do desenvolvedor do GitHub.

Sabe aqueles momentos em que uma imagem explica melhor do que qualquer palavra, bom, segue o fluxograma do "treco":

Fluxograma de publicações Snap
Basicamente funciona assim: O desenvolvedor conecta a sua conta no GitHub com o Snapcraft e automaticamente o Snapcraft converte o código testado e enviado para o canal master do GitHub para um pacote Snap do software, ainda automaticamente o seu pacote vai para a SnapStore para poder ser instalado via Snap em qualquer distribuição Linux, sendo que o único trabalho após fazer o software em si, seria escolher para qual canal de atualização Snap o novo pacote será colocado, versão Beta, Candidato a lançamento ou versão estável.

Isso se repete automaticamente cada vez que o desenvolvedor lançar uma nova versão, a atualização chegará também aos usuários, caso algum erro aconteça, o desenvolvedor poderá voltar a versão anterior facilmente e consequentemente os usuários terão o downgrade no sistema operacional, mantendo a software utilizável.

Entenda melhor a ferramenta e começa a construir softwares em Snap através das instruções da Canonical.

Até a próxima!
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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Gnome Pie - Porque tortas não mentem

Achou o título curioso? Pois é! Este é o lema do Gnome Pie, uma aplicação que pode agilizar muito a sua vida e te deixar feliz, igualzinho um pedaço de bolo.

Gnome Pie



O Gnome Pie é uma aplicação do tipo "lançador" que você pode usar no seu Desktop Linux. Ele tem um formato circular e cada aplicação é como se fosse "um pedaço da torta ou do bolo". Confira o vídeo à seguir para entender melhor o funcionamento:


O software é muito versátil, você pode utilizá-lo à partir de teclas de atalho de qualquer janela do seu sistema operacional, a qualquer momento. Você pode configurar qual é a combinação de teclas que vai abrir o Gnome Pie.

As funções do Gnome Pie vão desde abrir rapidamente os programas que você selecionar a executar ações e até mesmo comandos que você pode selecionar. Tudo isso pode ser configurado nas opções do programa, essas configurações você pode acessar através de um ícone indicador que fica perto da área de notificações da sua interface.

Confira alguns exemplos de configurações e recursos:



Instalação do Gnome Pie


Se você gostou do que viu e gostaria de utilizar a aplicação na sua distribuição, consulte a página oficial do projeto, nela os desenvolvedores dão as dicas de como utilizar e instalar o Gnome Pie em diferentes sistemas.

Se você curte este tipo de utilitário, acho que você vai gostar também de conhecer o Synapse e o Cerebro, são duas ótimas ferramentas também, com uma proposta um pouco diferentes.

Até a próxima!
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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Gravit Designer - Uma nova ferramenta para trabalhar com gráficos vetoriais gratuitamente

Está procurando uma ferramenta alternativa ao Adobe Illustrator, Corel Draw e Inkscape? Então o Gravit Designer pode ser a sua melhor opção gratuita.

Gravit Designer




O Gravit Designer é uma aplicação muito versátil e intuitiva para criar imagens vetoriais e até pequenas montagens que não envolvam manipulação de imagens muito densa. Ele é completamente grátis e está disponível para Windows, macOS e Linux (através de AppImage), além de uma versão Web que roda através do Google Chrome, isso o faz compatível também com o ChromeOS.

Gravit Designer

Na verdade, não é a primeira vez que o Gravit aparece aqui no blog, nós temos um post sobre ele que data de Novembro de 2014. De lá para cá o software recebeu vários upgrades, tanto nos aspecto visual, quanto no ferramental disponível.

Gravit Designer

Sem muita prática já da pra dar uma brincada por conta da organização da interface, não há nada escondido nos menus, tudo está disposto em frente aos seus olhos. Na verdade, existem algumas opções nos menus, mas nada de muito complexo e que não possa ser acessado pela própria interface. O único empecilho é para quem não gosta de usar ferramentas que não tenham tradução para o português.

Aplicar sombrar, criar formas, instalar novas fontes; tudo isso é muito simples. O Gravit tem suporte para camadas também e alguns efeitos prontos. O programa pode ser interessante para quem precisar criar imagens para o Facebook, sites e até mesmo para quem faz design para Web ou ícones para Apps Mobile.

Gravit Designer Presets

Existem alguns presets que você pode usar ao criar um arquivo novo com tamanhos e resoluções prontas; falando nisso, o Gravit utiliza o formato aberto SVG para salvar os seus arquivos, assim como o Inkscape, isso garante que qualquer programa com suporte ao formato padrão aberto de gráficos vetoriais possa trabalhar com o material que você produzir no Gravit. Além do SVG, você poderá exportar os seus trabalhos em PDF, PNG e JPG o que facilita muito as coisas, o Gravit Designer também possui um formato próprio para salvar os arquivos caso você deseje utilizar.

Se você está pensando que vai complicado se adaptar a um novo programa, aqui vai mais uma dica.

Eu sei muito bem o quanto adaptação a uma nova ferramenta ou plataforma pode ser algo complicado, algo que pode te ajudar com o Gravit é o canal no YouTube da ferramenta que te ensina a utilizar os principais recursos do software.

Se quiser fazer um teste e ver até onde o Gravit pode ser útil para você, basta acessar o site e fazer o download, ou acessar a versão Web dele.

Até a próxima!
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Os 10 melhores temas para desktop Linux (Ícones e GTK)

Você gosta de personalizar a interface da sua distribuição Linux? Então este artigo foi feito pensando em você! Vamos conhecer e comparar os 10 melhores temas disponíveis atualmente para as distribuições Linux.

Melhores temas de ícones e GTK para Linux




É difícil fazer uma lista de "melhores de qualquer coisa" e agradar a todos, então quero deixar claro que estamos levando aqui vários quesitos em consideração, entre eles, popularidade e constante atualização. Outra coisa que é importante que você saiba é que só escolhemos temas que possuam um "par", ou seja, são projetos que possuem um tema de ícones e GTK ou que combinam muito bem ocm outro, aliás, este é um ponto importante, os temas são GTK e em geral eles costumam funcionar bem em todas as distros que utilizem ele para o desenho dos temas, o que neste caso exclui o KDE Plasma em muitos casos, infelizmente, entretanto, os ícones, mesmo no KDE, deverão funcionar sem problemas.

Dependendo da versão do GTK que a sua distribuição utilize, um tema poderá ser melhor compatível que outro. Em geral, Gnome Shell, Cinnamon, XFCE, LXDE, Pantheon Shell, Budgie Desktop, Unity e MATE costumam responder bem a eles.

Todos os temas terão links para as suas páginas, onde você poderá baixá-los e instalar, nestas páginas normalmente há também instruções para instalar os temas, mas mesmo assim, caso você não saiba como instalar e ativar temas, eu recomendo que você veja este vídeo, ele é um dos mais antigos do canal, mas ainda serve muito bem para estes propósitos. Cada interface tem sua própria forma de fazer a mudança dos temas, então procure entender como a sua distribuição manipula esse tipo de coisa, mas a instalação em si, quando feita de forma manual, é feita da mesma forma em qualquer distro, independente da interface.

- Temas GTK devem ser extraídos para dentro da pasta .themes (pasta oculta dentro da sua home).

- Temas de ícones devem ser extraídos para dentro da pasta .icons (pasta oculta dentro da sua home).

Caso estas pastas não existam, você pode criá-las sem problemas, mas não esqueça do "." (ponto) antes do nome, pois elas devem permanecer ocultas. Normalmente para exibir estas pastas em gerenciadores de arquivos você deve pressionar a combinação de teclas "Ctrl+H", no KDE Plasma temos uma particularidade, a tecla de atalho é "Alt+.".

Os temas aqui listados não estão necessariamente em uma ordem de melhor para pior, "mais feio" para o "mais bonito", ou ao contrário, então sinta-se à vontade para comentar qual é o tema que você mais gosta.

Top 10 temas de ícones e GTK para Linux


Vamos começar a nossa pequena lista com o tema:

1 - Papyrus


Temas de ícone Papyrus

O tema de ícones Papyrus possui algumas variações, inclusive uma versão específica para o elementary OS, e uma versão para temas GTK com interface escura. O tema Papyrus combina muito bem com o tema OSX Arc Darker.

2 - Paper


Paper Theme

O tema Paper é composto por um tema de ícones e um tema GTK, o que garante uma certa harmonia ao conjunto, existe também uma pequena variação de ícones, chamado Paper Dark. Ambos podem ser baixados à partir da página oficial do projeto.

3 - Numix


Numix Theme

Este é um dos temas mais populares do mundo Linux e talvez seja o mais abrangente também. O projeto Numix possui temas de ícones e GTK e ainda possui algumas ótimas variações, como o Numix Circle, que segue o mesmo conceito de design, mas com ícones arredondados. Existem variações de temas escuros também e até mesmo um conjunto de wallpapers e tema plymouth (tela de inicialização do sistema) feito pela equipe do Numix. Tudo isso e muito mais você encontra na página oficial do projeto.

4 - Moka


Moka Theme

O tema Moka é do mesmo desenvolvedor do Paper e também possui um tema GTK e um de ícones, prevalecem as cores claras um tom lilás. Você pode baixar o tema de ícones Moka no site oficial e o tema GTK a partir de um PPA do Noobs On Lab.

5 - Arc Theme


Arc Theme

Assim como o Numix, o tema Arc talvez seja um dos mais populares do mundo Linux atualmente, ele possui variações muito interessantes, como o OSX Arc que eu comentei no primeiro tópico. O projeto também possui um tema de ícones que se encaixa muito bem com a sua proposta. Você pode baixá-lo e obter informações a partir da página no GitHub dedicada a ele juntamente com o tema Arc GTK.

6 - Nitrux/Luv


Nitrux Luv

O tema LUV, provindo do projeto Nitrux, também é um belo conjunto, ele combina muito bem com o tema GTK Adapta, que você verá logo mais aqui na lista. Você pode baixá-lo através de sua página no GitHub.

7 - La Capitaine

La Capitaine

Pra galera que curte o macOS, este é tema que busca várias inspirações no tema de ícones do macOS El Capitan, por isso do nome. Acho este particularmente belo. Ele fica muito bem com o tema GTK Sierra. Você pode baixar o La Capitaine na página do projeto.

8 - Xenlism


Xenlism

Este é um outro belo conjunto de ícones, o Xenlism possui algumas variações de cores também, mas o padrão é este azul que você pode ver na imagem acima. Ele se encaixa muito bem com o GTK Sierra do tópico anterior e com as bordas das janelas do tema ARC, perceba que aqui começam algumas mesclas. Você pode baixar o tema de ícones de sua página oficial também.

9 - Faenza


Faenza Theme

O Faenza é um dos temas clássicos do mundo Linux, ele foi um dos primeiros que eu utilizei ainda no tempo do Gnome 2, e cá entre nós, ele continua muito bonito. O Faenza possui algumas variações para se adaptar aos temas GTK em que está atuando em conjunto, como o Faenza Dark e Darker e adaptações específicas para o temas Ambiance e Radiance, os padrões do Ubuntu até então. Na imagem acima estou combinando ele com o tema Arc Darker. Você pode baixar o Faenza e ter mais informações através de sua página no DeviantArt.

10 - Adapta


Adapta

O tema Adapta tem um visual muito moderno, inspirado no Material Design que a Google usa no Android, uma combinação interessante de se fazer com ele é utilizar o tema Pop, desenvolvido pela System76 para o Ubuntu, que é essa combinação representada na imagem acima. O próprio tema Tema Pop nada mais é do que uma variação do Adapta. Você pode baixar o tema GTK Adapta aqui, ou baixar o tema Pop, com ícones e GTK aqui, a variação não é tão grande.

Finalizando


É claro que existem muitos outros temas de ícones, aqui no blog mesmo você encontra vários temas e vários ícones diferentes para instalar, mas esta é o que eu acredito que seja a seleção principal que temos atualmente. Claro, é interessante observar que você pode fazer uma mescla de todos estes mostrados no post em composição com outros inclusive que não estão aqui neste Top 10.

Sinta-se à vontade para dizer qual é a sua combinação preferida e acrescentar outros que não estejam aqui.

Até a próxima!
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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Distros Linux poderão incluir o Codec MP3 por padrão sem complicações legais

Finalmente as empresas e usuários poderão distribuir softwares compatíveis nativamente com o MP3 sem precisar pagar royalties para os criadores do formato, isso aconteceu por conta da expiração da última patente que repousava sobre o MP3, um dos formatos de áudio mais populares do mundo.

MP3 agora é grátis



A empresa Fraunhofer, principal responsável pelo desenvolvimento do popular formato MP3, divulgou uma nota recentemente onde comentava que a última patente referente ao formato em questão teria expirado no último dia 23 de Abril, permitindo que agora as empresas e usuários possam distribuir recursos (softwares e hardwares) que tenham suporte ao MP3 sem precisar pagar.

A distribuição de formatos como o MP3 em distribuições Linux sempre variou de distribuição para distribuição, a maior parte delas acabou procurando criar uma forma simples de instalar o codec, muitas vezes junto a outros tantos em um pacote, de forma a não precisar embutir ele no sistema, pois isso limitaria a distribuição legal do sistema operacional em alguns países, como os EUA. Este é o caso do Ubuntu por exemplo, que criou o meta pacote "ubuntu-restricted-extras" justamente para instalar um pacote de codecs que não poderia ser incluído da ISO do sistema por padrão por conta de patentes.

Outras distros que nunca foram vendidas na América do Norte no entanto, como o Linux Mint, incluíram por muitos anos os codecs nativamente, algo que mudou recentemente, devido ao Mint ter se focado em se tornar uma distro que pudesse ser vendida em computadores de varejo também, como o Ubuntu. Neste caso em específico, a distro optou por remover os codecs, não somente por conta do MP3, claro, entretanto, agora que o MP3 está livre parar utilização, todas as distros que quiserem poderão incluir o codec no próprio sistema, sem a necessidade de que o usuário instale de outra forma e sem precisar pagar nada.

O MP3 é um formato muito popular e querido até hoje, ele costuma ser pequeno e ter uma boa qualidade de áudio, o que o torna ideal para carregar em dispositivos móveis, mesmo assim é bom que você não confunda, o formato MP3 agora ser grátis não significa que baixar músicas neste formato passou a ser legal, são patentes diferentes, a do codec MP3 e o conteúdo armazenado neste formato.

Até a próxima!
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terça-feira, 16 de maio de 2017

NHSbuntu - O Ubuntu para hospitais

Uma das coisas mais interessantes sobre o mundo Linux é como os sistemas podem ser moldados para finalidades específicas, provendo inclusão digital, economia e autossustentação ao longo dos anos. Hoje você conhecerá um projeto feito para ser utilizado em hospitais chamado NHSbuntu.

NHSbuntu - Ubuntu para hospitais




Eu gosto muito da Inglaterra, é de lá que saíram a maioria das coisas que eu gosto, especialmente em sentido cultural, até mesmo no futebol, que não é algo que eu acompanho tanto hoje em dia, onde a Premiere League é o meu campeonato nacional preferido. Pink Floyd, Black Sabbath, Iron Maiden, Led Zeppelin, a lista é grande, a Inglaterra é um local ótimo para o nascimento de boas ideias, e é de lá que está chegando um novo e interessante projeto baseado em Linux.
Um grupo de desenvolvedores britânicos criou o NHSbuntu, uma distro baseada no sistema da Canonical, que também é do Reino Unido (veja só), com o objetivo de ser o sistema ideal para ser utilizado no serviço nacional de saúde britânico, o "National Health Service", daí o nome "NHS". A ideia é construir uma customização do Ubuntu 16.04 LTS já com GNOME Shell como interface e com várias aplicações utilizadas neste segmento. 

NHSbuntu

Faz parte da customização um conjunto que ícones que lembra os do Windows 10, os desenvolvedores acreditam que familiaridade com ícones de pastas e do Microsoft Office vai facilitar a adoção pelos usuários dos Hospitais. Com isso é esperado que haja uma um economia de recursos em um setor tão vital, literalmente, quanto este da saúde.

Os desenvolvedores  também prepararam um vídeo para mostrar as principais características e recursos do sistema:


Se você gostou do sistema, gostaria de testar ou indicar para o sistema de saúde da sua cidade, é possível fazer o download gratuitamente através do site oficial.

Até a próxima!
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Microsoft anuncia iTunes, Ubuntu, SUSE e Fedora para a Windows Store

A Microsoft está realizando uma conferência para desenvolvedores chamada MSBuild, essa conferência tem como objetivo dar aos desenvolvedores que utilizam o Windows como plataforma um vislumbre nas novidades e ferramentas que estarão ou que já estão disponíveis no Windows.

MSBuild 2017




A Microsoft anunciou algumas coisas que chamaram muito a atenção da imprensa, uma delas é que a Apple está trazendo o iTunes para a Windows Store, algo que pareceria inimaginável até então, a Apple distribuir software fora de "seus domínios" e a outra, igualmente interessante e surpreendente, é a inclusão de mais distribuições Linux na plataforma.

Ubuntu na Windows Store

Quando a Canonical anunciou o Ubuntu on Windows, muitas pessoas falaram muito mal, na minha opinião por pura desinformação e um orgulho que não faz muito sentido, agora o SUSE Linux e o Fedora também rodarão da mesma forma que o Ubuntu no Windows, com isso os desenvolvedores tem basicamente o Shell dos principais sistemas Linux utilizados no Azure e em desenvolvimento, ou quase isso, temos o Ubuntu, que é até certo ponto equivalente ao Debian, o SUSE e o Fedora, que se assemelha ao CentOS e ao Red Hat.

Utilizar o recurso do Bash dentro do Windows já era possível há alguns meses, mas era um recurso experimental e que necessitava de certos ajustes técnicos para rodar, com a presença do Ubuntu dentro da Windows Store, a utilização fica muito mais simples, bastando instalar como qualquer outra aplicação.

Será que a galera vai fazer campanha de boicote ao SUSE e ao Fedora também como fizeram com o Ubuntu na época? Se a linha de raciocínio mercadológica evoluiu um pouco de lá pra cá, acredito que não. Do meu ponto vista, seja usando diretamente uma distro, ou ela (ou partes dela) dentro do Windows, as pessoas ainda estarão utilizando Linux e tirando do projeto o melhor que a tecnologia poderá lhes prover em situações específicas.

Quem vai achar essa novidade interessante são especialmente os desenvolvedores que usavam Linux por obrigação para trabalhar com determinadas ferramentas, ou os que nunca quiseram utilizar Linux e agora terão essa oportunidade dentro do próprio Windows.

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Como instalar a última versão do VLC no Ubuntu e no Linux Mint

O VLC Media Player é pra mim o melhor programa da categoria do mercado, sendo uma aplicação que possui versões para todas as plataformas que você puder imaginar (talvez até as que você não consiga) e tem se mantido em meu computador como uma das ferramentas mais úteis ao longo dos últimos anos.

VLC Media Player




O VLC disponibiliza uma versão Nightly para os usuários, essa é a última versão do player e normalmente traz recursos interessantes, ainda que experimentais, como a compatibilidade com o Google Chromecast. 

Usuários do Ubuntu e do Linux Mint podem utilizar um PPA para ter a última versão disponível do VLC Media Player:
sudo add-apt-repository ppa:videolan/master-daily
sudo apt update 
sudo apt install vlc
Se você preferir instalar sem utilizar o terminal, confira este artigo que te mostra como usar PPA em modo gráfico. 
VLC em sua última versão

Até a próxima!
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Blender - Como renderizar projetos 3D com GPU NVIDIA (CUDA) no Ubuntu e no Linux Mint

O Blender é um poderoso programa de manipulação 3D, como Maya, 3D Studio Max e Cinema 4D.  O programa traz consigo dois motores de renderização, o Blender Render, mais antigo, e o Cycles Render, mais moderno e com simulação de luz mais realista. Mas renderizar um projeto 3D pode ser algo muito pesado e demorado. O Cycles Render, felizmente, aceita renderização via placa de vídeo, ou seja, via GPU (o Blender Render somente aceita renderização via CPU).

Renderizar via GPU proporcionará uma economia enorme de tempo. A diferença de tempo de renderização entre CPU e GPU pode superar os 50%.

Render GPU - Blender




Antes de continuar com a explicação, alguns avisos: 

-Este tutorial usou o Ubuntu 16.04 (versão LTS) como base, mas deve funcionar em todos os derivados, incluindo o Linux Mint, no qual nós também testamos.

-Você não conseguirá renderizar via GPU se seu projeto requerer mais memória do que sua placa de vídeo possui;

-Se você usou algum recurso 3D que ainda não é suportado via GPU, também não será possível usar sua placa de vídeo. Mas a cada versão nova do Blender o suporte à GPU aumenta.

Passo 1: Instalar do ToolKit


Para trabalhar com renderização utilizando CUDA, você precisa obviamente de uma placa Nvidia e também precisa que os drivers estejam instalados corretamente, use de preferência os drivers mais recentes para o seu sistema.

O primeiro passo para usar a renderização via GPU é instalar o toolkit do CUDA (que é a tecnologia de GPGPU da NVIDIA, cujo objetivo é permitir programação de propósito geral via GPU). Para instalar o toolkit via repositório padrão do Ubuntu ou do Linux Mint, execute o comando:
sudo apt install nvidia-cuda-toolkit nvidia-modprobe
Após, reinicie o sistema operacional.

Passo 1 (Alternativo): Instalação do ToolKit 

Antes de passar ao passo 2, também é possível instalar o toolkit através do site da NVIDIA, se você instalou pelo terminal, não é necessário fazer este passo. Para tanto, acesse o link https://developer.nvidia.com/cuda-downloads. Uma vez no site, siga o roteiro abaixo.

1 - Escolha Linux

Nvidia CUDA Linux

2 - Escolha a arquitetura x86_64 (essa é a arquitetura dos PCs, sejam desktops ou notebooks);

Nvidia CUDA Linux

3 - Escolha sua distribuição (aqui usaremos o Ubuntu);

Nvidia CUDA Linux

4 - Escolha a versão do Ubuntu. As duas opções listadas são LTS. Se seu Ubuntu for mais recente, escolha a versão para Ubuntu 16.04 (Essa seria a opção para o Linux Mint 18.x também);

Nvidia CUDA Linux

5 - Escolha o tipo de instalador. Recomendo usar a versão deb. Há duas variações, local e network. A versão local conterá todos os arquivos, e pesará cerca de 1.9GB. A versão network é apenas um instalador básico, e durante a instalação ele fará o download dos arquivos necessários.

Nvidia CUDA Linux

Nvidia CUDA Linux

Após baixar, instale o pacote deb. Quando a instalação terminar, execute os seguintes comandos:
sudo apt update
sudo apt install cuda
Reinicie seu computador. Após, abra o Blender.

Passo 2: Configurando o Blender para renderizar por GPU


Com o Blender aberto, vá no menu "File > User preferences…", no menu que se abre, clique na aba "System". No canto inferior esquerdo, onde está escrito "Cycles Compute Device", escolha "CUDA". Após, clique em "Save User Settings".

Configurando Blender para usar CUDA

Agora você ativou o uso de GPU no Blender, porém ainda é preciso alterar mais uma opção, no painel Render, para dizer ao Blender se ele deve usar a GPU no projeto corrente ou não. Então vá até o painel Render. Uma vez lá, na opção Device, escolha GPU Compute.

Blender Render

Durante a renderização a imagem é dividida em regiões, que por padrão possuem 64x64 pixels. O tamanho dessas regiões interfere no tempo de renderização. Valores pequenos são ideias para CPU, mas para GPU o valor 256x256 pixels é o mais adequado. Para alterar o tamanho das regiões, ainda no painel Render, expanda a aba Performance. Uma vez lá, na opção Tiles, altere os valores de x e y para 256.

Blender Render

Agora você já pode utilizar o Blender com toda a sua potência para renderizar os seus trabalhos. Esta foi mais uma contribuição do nosso parceiro, amigo e professor do Diolinux EAD, Júlio César, então fica aqui o meu muito obrigado, eu testei todo o processo no Linux Mint 18.1 também, e funciona perfeitamente.

Até a próxima!
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sexta-feira, 5 de maio de 2017