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Como programar em C/C++ no Ubuntu

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Olá você! Vamos continuando a nossa série de dicas para quem quer começar a programar utilizando Linux, especialmente o Ubuntu. Esta série está sendo coescrita com o nosso leitor Tiago Funk, que já falou sobre a criação de um ambiente básico para programar em Java e em Python.

Como programar em C++ no Ubuntu





Por mais estranho que pareça, programar nessa linguagem no Ubuntu é relativamente simples, você vai perder mais tempo escolhendo a ferramenta aonde será escrito o código do que instalando o básico para compilar o seu código fonte.
Neste artigo C e C++ serão tratados como sinônimos, ou seja, a instalação das ferramentas de um é igual ao que é necessário à outra, apenas na hora de escrever os códigos que é diferente.

Requisitos:

- Computador com Ubuntu.
- Internet para downloads.
- Paciência (para escolher a ferramenta correta para a edição do código fonte e depois para aprender a linguagem)


Entendendo o C/C++


Esta nova linguagem que você esta prestes a aprender é uma das mais utilizadas no mundo atualmente, ela esta nos sistemas operacionais, drivers, compiladores de várias linguagens, etc. Ela é de baixo nível, assim, você pode mexer em recursos avançados no sistema que o seu programa for rodar, isso que pode ser um grande problema para alguns e uma coisa muito boa para outros.

Como o Kernel Linux (o qual o Ubuntu utiliza) tem partes escritas em C/C++, ele já possui um compilador no sistema, por isso não precisamos instalar nada para rodar códigos dessa linguagem, além dela rodar em linguagem de máquina diretamente (o Java por exemplo é executado dentro de uma máquina virtual).

Escolhendo uma ferramenta de Edição de código


Aqui vamos listar algumas alternativas aonde você pode editar o seu código:

Terminal

É comum que os programadores dessa linguagem utilizarem um editor de texto qualquer para escrevê-la (gedit, vi, nano, bloco de notas, etc) e depois compilarem pelo terminal.  Vou ensinar essa alternativa, porque pode ser que um dia ela seja útil para você trabalhar.
Abra um editor de texto qualquer e digite os seguintes comandos:

#include <iostream>

using namespace std;

int main(){
cout << “Olá mundo” << endl;
return 0;
}

Depois salve como main.cpp (a extensão .cpp é muito importante)

Vai pelo terminal até a pasta que você salvou e digite para compilar:
g++ main.cpp -o meuPrograma
Para executar:
./meuPrograma
No terminal deve haver a seguinte saída:

Compilando programa em C++

Como vimos, qualquer editor de texto pode ser utilizado para a edição, mas existe alguma ferramenta que otimize o trabalho, compilando os arquivos para min? Sim.


Atom

O Atom é uma delas, um editor leve, que suporta outras linguagens também, compila e executa e ainda tem uma interface que eu achei muito bonita.

Atom no Ubuntu

Acesse: https://atom.io/ 

E baixei o pacote .deb

Vai na pasta do download pelo terminal e digíte:
sudo dpkg -i nomePacote.deb
Por enquanto, ele ainda é apenas um editor de texto simples, vamos adicionar uma extensão para executar os códigos C++. Você encontra ele no formato Snap também na própria central de aplicativos do Ubuntu.
Vá na barra superior e clique no menu em packages >> setting views >> open, na janela que se abrir, clique em install e busque por "gpp-compiler", instale essa extensão para poder compilar arquivos.

Atom editor

Digíte o seu código e aperte o F5 para compilar e executar (ele vai abrir um “Terminal” para mostrar a saída para você).

Code::Blocks

Outra alternativa é code::blocks, talvez quem programou em C/C++ no Windows conheça, bastante parecido com o Atom. Única coisa diferente é poder criar um projeto com o código, e não apenas separar em pastas.

No terminal:
sudo add-apt-repository ppa:damien-moore/codeblocks-stable
sudo apt-get update
sudo apt-get install codeblocks codeblocks-contrib
Code Blocks

 Para criar um projeto, clique no primeiro ícone à esquerda no menu (olhar imagens).

Code Blocks Ubuntu

Em categoria, selecione Console, e avance, pode deixar tudo no padrão na próxima, selecione C ou C++ depois, E coloque um nome para o seu projeto, e coloque o projeto em uma pasta. 


O programa já vai ter criado um um arquivo main.cpp para você e já pode executa-lo.

Netbeans

Minha última sugestão é o Netbeans, eu vou recomenda-la porque ela é mais completa (por exemplo, as duas anteriores não mostram erros em sintaxe, se você escreveu um comando errado, o Netbeans mostra), ela permite integrar várias linguagens em um único projeto e tenho bastante experiência com ela.
Atenção: o Netbeans é um software que consome bastante recursos do computador, por conta disso é aconselhável ter um processador da geração mais nova e ter pelo menos 4 GB de RAM, não que você não consiga utilizar o Netbeans em uma máquina que não possua este hardware, mas compromete bastante (experiência própria).
Na página você pode ver várias opções:

Download do NetBeans

Selecione a quinta opção se você for programar apenas C/C++.
Com o download finalizado, vá na pasta que foi feito o download pelo terminal e digite:
sudo sh NomedoArquivo.sh
Quando abrir a janela apenas clique “próximo”, em todas as janelas, além de aceitar o termo de utilização, pode deixar tudo no padrão.
Ah, não se assuste com a demora para a instalação. Bem comum. Além disso, não cancele a instalação, senão a instalação ficara comprometida e arrumar tudo depois vai dar muita dor de cabeça.
Para abrir o Netbeans, basta pesquisar no seu computador (Aperte a tecla do Windows) e abra-o, ele costuma demorar um pouco para abrir pela primeira vez. Clique no segundo ícone e escolha “C/C++” e “Aplicação C/C++”, depois de um nome para o projeto.


Repare que o Netbeans já criou o arquivo e muito do código para fazermos o teste. Basta deixar o código igual à imagem e clicar na flecha verde.

NetBeans Ubuntu

Finalizando

Se ficou com alguma dúvida em como instalar ou utilizar, busque tutoriais na internet, aprenda a pesquisar também, vai ser muito útil para você na sua vida de programador.

That’s all folks, por hoje seria apenas isto. Até mais.

Nota do editor: Gostaríamos de agradecer ao Tiago Funk pela colaboração com o artigo.
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Lançado Ubuntu 17.10 Artful Aardvark, faça o download agora!

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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A versão mais "diferente" do Ubuntu nos últimos anos acabou de sair. Depois de aproximadamente 6 meses de desenvolvimento, o Ubuntu 17.10 Artful Aarvark está disponível para download gratuito, confira as novidades:

Ubuntu 17.10 Download





Essa certamente é uma edição marcante do Ubuntu, assim como foi a 11.04 (uma das primeiras que usei), que trouxe o ambiente Unity pela primeira vez para o sistema, a versão 17.10 marca a volta do ambiente GNOME para o Ubuntu.

Se você acompanha o canal e o blog com frequência deve ter visto que cobrimos as principais novidades da versão, se você não viu e vai baixar o sistema pela primeira vez depois de usar por dois anos o Ubuntu 16.04 LTS, amigo...  (ou amiga), você terá uma grande "surpresa"!


A nova aparência


O GNOME Shell é o mesmo que você encontra em outras distros, como Fedora, Manjaro, Debian, etc., no entanto ele tem um visual um pouco diferente por conta da temática e de algumas extensões.

Ubuntu 17.10

Não entenda mal, continua sendo o GNOME Shell, mas ele tem um "feel" de Unity ainda. Isso deve acontecido devido a pesquisas que a Canonical fez com os usuários para que os mesmos se manifestassem quanto a extensões para o GNOME Shell e características que gostariam de ver no novo Ubuntu.

O resultado disso foi um GNOME Shell que tem uma barra translúcida na esquerda da tela (que pode ser mudada para baixo ou para a direita), que lembra um pouco a aparência do Unity, mas com o lançador na parte inferior, ao invés de em cima, como era na antiga interface padrão. Falando ainda desta barra, ela contém contadores e barras de progresso sob os ícones que indicam que alguma tarefa está em andamento, como uma atualização, um download ou uma movimentação de arquivos.

Na parte superior do painel nós temos um adaptação para que sejam exibidos os indicadores na barra superior, o GNOME Shell por padrão os mostrava no canto esquerdo inferior (lugar estranho!), fazendo com a experiência de uso seja, novamente, mais semelhante ao que tínhamos com o Unity.


Os temas "Ambiance" e "Radiance" foram adaptados para o GNOME Shell (que agora está na versão mais recente atualmente, a 3.26). Entretanto, apesar de ter "ficado com cara de Ubuntu", eu percebi que estes temas não possuem aquela variação escura que o tema Adawaita, padrão do GNOME, possui, o que impede que determinadas aplicações mudem o seu visual. Fora isso, bem, a crítica de muitos anos, o tema precisa ser atualizado. Quer um exemplo que nem precisa de tanto esforço para compreenção?

-  Este é o Ubuntu 17.10 original com o tema GTK "Ambiance" e ícones "Ubuntu Mono Dark".


-  Este é o Ubuntu 17.10 com o tema GTK alternativo de cores mais claras, "Radiance" e ícones "Ubuntu Mono Light".


E que tal se fosse assim?

Tema Ubuntu

Eu sei, bem melhor, né? Este é o tema "United Darker" em conjunto com o tema de ícones "Diolinux Paper Orange", que eu modifiquei à partir do tema Paper. Aliás, se você adicionar a extensão ao GNOME Shell que permite que você carregue temas para o Shell do seu diretório pessoal e colocar o United nele também, ele fica bem parecido com o visual do Unity 8 para tablets, se liga só:

Ubuntu 17.10 tema United

Confira no vídeo mais detalhes sobre o tema do Ubuntu, incluindo a tela de Login:



Mas agora chega de falar dos temas, o Ubuntu 17.10 traz muitas coisas novas também no sistema operacional em si.

Um novo GNOME, com novos recursos


Agora que o Ubuntu voltou a usar um GNOME "mais puro", se comparado ao Unity, os desenvolvedores do Ubuntu GNOME e os da Canonical se juntaram ao time de desenvolvimento do próprio GNOME, criando uma comunidade maior, de modo que os benefícios, modificações e novidades que o projeto GNOME Shell introduzir no GNOME padrão, o que podemos chamar de "GNOME Vanilla", em tese, o Ubuntu deve aproveitar também (assim como todas as distros). 

Antigamente os patches que eram aplicados nos softwares GNOME que rodam no Unity inviabilizavam o sistema de ter as últimas versões desses aplicativos, com um desktop "full GNOME", esse problema não existe mais e o Ubuntu deve se manter sempre atualizado em relação a isso. Uma das novidades que chegaram no GNOME 3.26 (que acompanha a distro) é o novo painel de configurações, confira:


Esse novo visual dividiu opiniões, mas no fim das contas, até o novo KDE Plasma 5.11 aderiu a ele, então... paciência.

Tivemos novas implementações da GNOME Software, ou simplesmente "Programas", como é traduzido em português do Brasil, ou ainda, loja de aplicativos, como todo mundo chama. Nela você encontra os pacotes Snap, que crescem em variedade e qualidade a cada mês, para poder instalar à um clique de distância (literalmente) e que agora não exigem mais login na Snap Store. Ativar suporte aos pacotes FlatkPak é igualmente simples, basta ativar um plugin na própria GNOME Software.

- Saiba mais sobre os Snaps e como eles podem mudar a vida de todas as distros.

- Talvez você se interesse também em ler sobre os pacotes flatpak.

Dentro da GNOME Software eu gostaria de chamar a atenção para uma categoria específica que já existe há algum tempo, mas raramente vejo alguém comentado, a sessão "complementos".

Ubuntu Gnome Software 17.10

Clicando nessa opção você tem uma série de coisas interessantes:

1 - Um local para instalar codecs de áudio e vídeo de forma simples, basta clicar neles e clicar no botão "instalar".


2 - Um gerenciador de drivers (Yeah baby!) que, by the way, me mostrou um driver Intel que eu poderia instalar no meu Ultrabook que nunca tinha mostrado antes. Bacana.


Aqui vale observar também que apesar de ser possível instalar drivers por aqui (aparentemente), o aplicativo tradicional do Ubuntu de gerenciamento de drivers, repositórios, e PPAs em modo gráfico continua no sistema, basta procurar no Dash por "Programas e atualizações", ou clicar em "Programas" na barra superior quando a central de aplicativos estiver aberta e ir para a mesma opção.

3 - Temos também um local para você configurar as extensões do GNOME sem precisar o GNOME Tweak Tool. Esse modo te dá muito menos opções de configurações, então caso você queira "fazer um estrago", é melhor utilizar o GNOME Tweak Tool ainda.

Desta três extensões abaixo, as primeiras duas são nativas do Ubuntu e criam o comportamento da Dock que originalmente fica do lado esquerdo e os ícones indicadores que eu comentei mais acima no artigo.


4 - Você também pode gerenciar fontes por aqui, instalar algumas, remover outras. É um recurso bacana, sem dúvida. Ainda não muito completo, mas é um começo.


Vale mencionar que o aplicativo "fontes" continua vindo com o sistema, então você pode instalar fontes que você baixar da internet por ele como sempre fez.

Aplicativo de fontes do Ubuntu

5 - Temos também uma forma simples de instalar novos métodos de entrada de teclado. Algo que raramente mechemos no dia a dia, pois o sistema tente a ajustar estas funções na própria instalação, mas, aqui está caso você queira brincar com isso.


Debaixo do capô


Depois disso, podemos descer mais ao nível "molecular da coisa". O novo Ubuntu vem com Kernel Linux 4.13.x, Mesa 17.2.x, driver Nvidia 384.x (com outros para placas diferentes, como o 375), Snapd 2.28.x, AMDGPU 1.4 (que acompanha o X.org), driver Intel 1.8.3.x para placas HD Graphics e versão 2:2.99.x para chips mais antigos.

Apesar do driver Nvidia ser relativamente novo, eu utilizo e recomendo o PPA de drivers Nvidia para quem quiser ter sempre acesso a última versão assim que ela for lançada e até mesmo a drivers beta para fazer testes. Minha GTX 1060 agradece.

Outra coisa importante para você saber é que essa versão do Ubuntu já não terá mais suporte para arquiteturas de processadores de 32 bits, ou seja, se você pretende usar o Ubuntu em processadores antigos, o Ubuntu 16.04 LTS continua sendo a sua opção até 2021. No entanto, alguns flavors oficiais do Ubuntu ainda continuarão lançando ISOs de 32 bits, como o Lubuntu, Xubuntu, Kubuntu, Ubuntu MATE e Ubuntu Budgie, o Ubuntu Server já é só 64 bits, mas possui também suporte para arquiteturas ARM64 e PPC64el. 

Esse tipo de mudança é natural, conforme o tempo passa até mesmo os computadores "antigos" serão 64 bits, contudo, algumas distribuições que tem foco em rodar em computadores "realmente antigos" deverão manter o suporte, o Lubuntu, entre outras, é uma forte candidato a isso, e nós sabemos o quão milagroso o Lubuntu pode ser.

Outro demonstrativo legal pra você ver é este da utilização em telas touch screen. Isso mostra o quanto o Kernel do Ubuntu (e o GNOME Shell) estão consideravelmente bem em suportar hardware que não foi especificamente desenvolvido para eles:


Por último, mas não menos importante, agora nós temos o servidor gráfico Wayland no lugar do X.org como padrão, exatamente, como padrão! Mas não se incomode, como mostrei nos vídeos anteriores, você pode facilmente mudar de um para o outro diretamente na tela de login do Ubuntu através de um ícone de engrenagem. 

E por que você mudaria?

 Bom, a verdade é que o Wayland ainda não é maduro o suficiente para lidar com algumas aplicações, que podem simplesmente não abrir, mas acima de tudo, se você precisa de drivers proprietários, como os da Nvidia, há uma grande chance do Wayland não funcionar ainda, pra isso o bom e velho X.org está lá. Aliás, se você instalar um destes drivers o próprio Ubuntu vai remover a sessão Wayland da tela de login para evitar que você tenha problemas.

Outra pergunta inevitável é: Se o Wayland ainda não está plenamente funcional, por que colocar ele na distro? Ainda mais como padrão!

Eu te explico: O Ubuntu 17.10 faz parte do que a gente pode chamar de versões transicionais entre as versões de longo suporte, também conhecidas pelo termo de LTS (Long Term Support), essas versões intermediárias tem suporte reduzido (8 meses) se comparado com as LTS (que tem 5 fucking anos!), nestas versões são normalmente testadas novas tecnologias que podem (ou não) ser implementadas nas futuras LTS.

A próxima LTS do Ubuntu sai em Abril de 2018, o Ubuntu 18.04 LTS ainda não tem um nome, mas ele será a primeira LTS que virá com GNOME Shell e como as mudanças foram muito drásticas, é melhor testar muito. Se  você quer uma LTS mais sólida, ajude a testar o Ubuntu 17.10 e reporte bugs. Pode ser que essa fase intensiva de testes onde muitas pessoas vão tentar utilizar o Wayland ajude ele a evoluir mais rápido, o que é bom para todas as distros, não somente o Ubuntu.

E o Unity?


Ele foi deixado parcialmente de lado. O Unity funciona de uma forma diferente do GNOME Shell, usa outro compositor de janelas, o Compiz, e depende de uma série de ajustes (que não serão feitos provavelmente) para adaptar a interface ao novo GTK do GNOME que a versão padrão agora usa. Isso permite que quem quiser possa instalar o Unity através do repositório, mas também indica que experiência não vai ser tão polida.

Não vejo muito interesse em torno disso, mas daqui a pouco pode ser que exista uma versão "Remix" do Ubuntu com Unity, assim como temos com outras interfaces, como o XFCE, KDE Plasma, etc.

Será que seria o nascimento do "UUbuntu" (bizarro)? :D Provavelmente se tiver vai ser Ubuntu Unity, ou Ubuntu Unity Remix.

Apesar dos pesares, a árvore do projeto Unity tem dois galhos. Um se refere ao Unity 7 que utiliza o Compiz, o outro é o Unity 8, feito pensado na convergência entre dispositivos e praticamente escrito todo com Qt, ao invés de GTK, esse ganhou um apoio mais forte da comunidade por ser utilizável em Smartphones e segue através de um fork/continuação chamado Yunit, então se você tem interesse do Unity 8, fique ligado neste projeto.

Download


Agora que você já sabe tudo que é preciso saber sobre essa nova versão, é hora de baixar o novo Ubuntu 17.10 Artful Aarvark. O download do sistema está disponível apenas para máquinas de 64 bits em download direto ou torrent com todas as novidades comentadas. Aproveite:

Baixe também (32 e 64 bits, download direto e torrent):

- Ubuntu Server 17.10
- ISOs com código fonte do Ubuntu

Mais downloads aqui (incluindo torrent).

Agora é a sua vez de participar!

Se não for pedir muito, compartilhe este artigo (que deu uma trabalheira para produzir) com os seus amigos e interessados, teste o novo Ubuntu e nos diga o que achou nos comentários abaixo.

Quais as características que você mais gostou? Quais você não curtiu? Participe!

Até a próxima e bons downloads.

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Instalando o básico para programar em Python no Linux (Ubuntu, Mint e Debian)

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dando continuidade a uma pequena série de artigos que vai te ensinar a criar ambientes básicos de programação em linguagens variadas que começou com este artigo falando de Java, hoje vamos mostrar como criar um ambiente bacana para você desenvolver Python no Ubuntu, Linux Mint, Debian e seus derivados, o que inclui Deepin, elementary OS, entre outros.

Montando ambiente para programar em Python





Este artigo foi desenvolvido em parceria com Tiago Funk, ele vai te ajudar a entender melhor como criar uma ambiente ideal para começar a programar em Python em algumas das distribuições Linux mais famosas.

Começando


Se você está com dúvidas sobre o que é necessário para poder programar em Python na sua distro Linux, este artigo tem a pretensão de lhe instruir em seus primeiros passos. Antes de tudo, é importante dizer que o Python é uma linguagem interpretada, ou seja, todas as instruções que você for programar nela são, na verdade, instruções que um outro software seguirá.

O mais legal nessa história é que distros Linux utilizam Python para muitas coisas, assim esse interpretador já vem instalado na sua distribuição, mas há um porém, em geral as distros utilizam uma versão antiga do Python, a 2.7, enquanto que hoje existe a 3.5 (Essa versão também já vem instalada em alguns casos). Para ver testar o Python, abra o terminal e digite python3.5 e note que o cursor do terminal vai mudar.

Testando Python

Nesse console que se abriu podemos digitar comandos em Python para que ele os execute. Ao digitar  apenas python  o terminal, ele vai usar a versão 2.7 ai invés da mais recente.

É importante definir qual a versão do Python que você quer trabalhar, pois existem diferenças na sintaxe entre as versões, ou seja, para fazer a mesma ação, existem comandos diferentes em cada versão.

Instalando uma IDE


Para poder programar em Python, em teoria, você já teria o suficiente só com o que vem pré-instalado, entretanto, para ganharmos tempo, vamos instalar um IDE, que é um software que vai automatizar muito dos processos que você teria que fazer para poder executar o programa que você acabou de escrever.

Talvez a melhor opção para Python seja o PyCharm, é muito completo, leve, e bastante bonito. 


No site de download escolha a versão da comunidade, que é gratuita, porém mais básica, para o nosso propósito, vai servir perfeitamente. Se não me engano há um pacote Snap para Ubuntu (e qualquer distro) dele, se você usa o Deepin, ele está na Deepin AppStore.

Site do PyCharm

Após o finalizado o download, você terá uma arquivo .tar.gz, descompacte-o, entre na pasta que foi criada e entre na pasta bin.

Instalando o PyCharm

Dentro dessa pasta existe um arquivo chamado pycharm.sh, esse arquivo é o instalador, para executa-lo, abra o terminal, navegue até a  pasta do arquivo e digite ./pycharm.sh, e a instalação vai iniciar.

Instalando o PyCharm

A primeira janela que vai se abrir é a janela que pergunta se você vai querer restaurar dados de instalações passadas, no nosso caso não vamos fazer isso, depois aceitamos o termos de utilização e por último, uma janela aonde podemos personalizar a interface vai se abrir, podemos deixa-la no padrão.

O próximo passo é criar um projeto, escolhendo o local onde serão guardados os nossos arquivos Python.

Configuração do PyCharm

Não esqueça de escolher a versão do Python com que você quer trabalhar. Agora, vamos criar um novo arquivo.
Novo arquivo no PyCharm

Clique em file (no menu superior) e depois em new…, vai-se abrir uma pequena janela, selecione Python file, nomeie-o e escreva o seguinte:
print(“Olá para todos !!”)

PyCharm Indexando

Talvez você tenha que esperar um pouco se esta for a sua primeira vez abrindo o PyCharm, é necessário esperar um pouco. Como na imagem acima, o Pycharm estará indexando alguns arquivos, assim, é bom esperar um pouco e deixar que isso ocorra.

Para executar o seu código, vá até o menu Run e clique em Run novamente, a execução será semelhante a isso:

Rodando o programa no PyCharm

Finalizando


Basicamente está tudo pronto e funcionando, mas temos mais duas dicas para você:

1 - Para escolher a versão do Python do seu projeto vá em: File (no menu superior), default settings, e na janela que se abrir selecione project interpreter e  então selecione a versão desejada.

Configurando o Interpretador no PyCharm

2 - Se você é do tipo que gosta de usar atalhos, vá em help (menu superior), keymap references e vai se abrir um PDF como todos os atalhos da IDE. Dê uma estudada nele, pois eles podem ajudar a agilizar o seu trabalho.

Agradecemos ao Tiago pela contribuição, agora você já tem o básico para começar os seus trabalhos e estudos.


Até a próxima!


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Microsoft e Canonical criam Kernel Linux customizado para o Azure

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terça-feira, 26 de setembro de 2017

As imagens do Ubuntu que rodam dentro do Microsoft Azure agora poderão rodar um Kernel especial projetado por desenvolvedores de ambas as companhias para obter recursos especiais de otimização.

Ubuntu no Microsoft Azure





O Kernel Linux personalizado é plenamente compatível com o Ubuntu 16.04 LTS, que é a versão mais utilizada dentro do Azure atualmente. O novo Kernel receberá o mesmo nível de atenção da equipe da Canonical quanto a manutenção e suporte, porém, ainda não está compatível com o "Canonical Livepatch Service".

Este Kernel especial tem a capacidade de oferecer um desempenho otimizado no Azure A8, A9, série H e NC24r, com suporte total para o "Accelerated Networking" da Microsoft, o que garante uma maior velocidade na rede por conta do acesso direto aos dispositivos PCI. O Kernel do Ubuntu para o Azure também é mais enxuto, com 18% menos de tamanho e ainda assim mantendo um suporte excelente para Hyper-V.

Este será o Kernel padrão de toda as instalações do Ubuntu no Azure de agora em diante, entretanto, ainda será possível usar o Kernel padrão, caso o usuário deseje.

Até a próxima!

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Novo pack de Wallpapers do Ubuntu 17.10 é liberado e agora "acertaram" no design

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Eu sei que existem pessoas que não dão a mínima para estes detalhes, afinal, basta trocar o papel de parede que vem por padrão se não gostar, certo? Certo. Entretanto, eu acredito que o "diabo está no detalhes" e um simples wallpaper bem feito ajuda a compor a identidade visual do sistema, vide as "sierras" no macOS, ou a "Window" cheia de luz no Windows 10.

Wallpaper Ubuntu 17.10






Nos últimos anos tivemos uma "enxurrada de falta de criatividade com padronização", na maior parte das vezes tivemos figuras geométrica que lembravam origamis, com aquele tradicional degradê de cores. Querendo ou não, a cor acabou criando uma identidade visual, assim quando você via um computador por aí com um papel de parede daquela forma você sabia que era o Ubuntu rodando ali, eu digo e repito, identidade visual é importante, ajuda no marketing.

O problema é que ao mesmo tempo que essa identidade foi construída, a falta de mudanças, tanto no Unity, quanto no design do sistema, com ícones e tema GTK, quanto nos próprios papéis de parede acabaram deixando o design do Ubuntu um tanto quanto "chato", criando um verdadeiro ecossistema de temas de todos os tipos para personalizar a distro.

O novo Wallpaper


O novo Wallpaper do Ubuntu



O novo design mescla algumas características das versões (bem) antigas do Ubuntu e mantém um pouco do design atual, dando um toque de rejuvenescimento também, explico:

1 - Você pode ver que existe uma silhueta no wallpaper, ela representa o "Artful Aardvark", o mascote da nova versão do Ubuntu (17.10). Antigamente os wallpapers do Ubuntu vinham também com algo semelhante.

2 - O design com as linhas marcando o wallpaper continua, mantendo o que já havia sendo feito nas últimas versões.

3 - A suavidade no degrade de uma cor para outra, assim como o tom com cores intermediárias, tem o apelo visual dos atuais designs de interface, que tendem a usar cores mais suaves.

Se eu fosse do time do marketing da Canonical explicaria assim: O novo Ubuntu volta às raízes com o GNOME (1), mas continua sendo o mesmo Ubuntu confiável que você já estava acostumado a utilizar (2), só que mais moderno e condizente com os padrões atuais(3).

Ótima explicação, não? É uma pena que os ícones continuem a mesma coisa antiga "de sempre", talvez esse seja um outro setor a ser alterado para a próxima LTS.

Junto com a atualização que trouxe este novo wallpaper padrão, outros mais vieram, não sei se provindos do GNOME mesmo ou se por curadoria própria, mas é fato que desta vez (ao contrário dos últimos 5 anos), temos wallpapers bonitos, pelo menos dentro do meu gosto pessoal:

Novos Wallpapers do Ubuntu

Novos Wallpapers do Ubuntu

Novos Wallpapers do Ubuntu

Essas são as minhas considerações à respeito do assunto, sei que quem não é muito ligado em design e não curte tanto esta área não se importa tanto com esses detalhes, mas particularmente eu acho importante.


Agora, é só eu ou o "Arful Aardvark" parece uma menina super poderosa? 😂
Você pode baixar o novo Wallpaper do Ubuntu aqui.

Deixe a sua opinião logo abaixo e até a próxima!
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Conheça todas as novidades do GNOME 3.26 "Manchester"

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Nesta semana tivemos o lançamento da nova versão estável do GNOME, em todo seu ecossistema, incluindo o Shell e várias aplicações que o acompanham. Confira agora todas as novidades na versão 3.26.

GNOME 3.26





Com a chegada da nova versão do GNOME nós teremos várias aplicações remodeladas no Desktop Enviroment, incluindo o novo painel de controle, novas funções para a Dash de pesquisa, aplicativos de escaneamento e fotos remodelados, entre muitas outras novidades. 

Para conhecer todas as novidades, confira o vídeo abaixo produzido pelos desenvolvedores do GNOME:


Qual nova funcionalmente do GNOME 3.26 você gostou mais? Não gostou de alguma coisa? Deixe a sua opinião nos comentários abaixo.

Até a próxima!

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Vídeo conta a história do GNOME Shell (PT-BR)

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sabe de uma coisa? É muito bom poder chegar aqui e apresentar este tipo de material produzido por brasileiros. Vejo a comunidade Linux brasileira no YouTube em crescimento e se profissionalizando com o tempo, o que é muito bom! Hoje você vai conhecer a história de uma das mais populares interfaces gráficas do mundo da tecnologia, o GNOME Shell.

A história do GNOME Shell





Os nossos amigos do canal Oficina do Tux criaram um vídeo para explicar para você um pouco da trajetória do GNOME Shell, interface preferida de várias distribuições Linux famosas, como o Fedora e agora, o Ubuntu também.

Confira:


Eles estão realizando uma enquete também para saber qual ambiente gráfico deve ser o próximo a ter a sua história contada, então você pode deixar a sua sugestão nos comentários ou no card no vídeo.

Até a próxima!
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System76 anuncia novo instalador para Pop!_OS com ajuda de desenvolvedores do elementary OS

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Há algum tempo atrás eu havia comentado sobre o novo sistema operacional remaster/fork do Ubuntu que a System76 estava desenvolvendo. O chamado Pop OS, estilizado como "Pop!_OS", além de um tema GTK, iria começar a criar seus diferenciais, um deles é justamente o instalador.

Pop OS Installer





Quando eu escrevi o artigo "O que podemos esperar o Pop!_OS" eu havia comentado sobre a mudança no instalador. Juntamente com a equipe do elementary OS - se não me engano um dos desenvolvedores do elementary é funcionário da System76 - um novo instalador está chegando ao sistema operacional. Talvez o próprio elementary OS possa tirar vantagem do projeto e usá-lo também, mas isso é só especulação minha, nada neste sentido foi comentado até o momento.

A System76 comentou que eles sabem o quanto "primeiras impressões são importantes", por isso o instalador precisava ser modificado. Particularmente não vejo problemas no Ubiquity do Ubuntu, sempre me pareceu simples e funcional e com um design bom o suficiente, claro que nada se comparado (em beleza) ao do Deepin, mas ainda assim, neste aspecto ainda acho que funcionalidade importa mais; se conseguir unir os dois então, perfeito!

Confira abaixo algumas telas do novo instalador produzido:

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Realmente, pelas imagens, podemos ver que o trabalho realizado almejava uma instalação simples e direto ao ponto, sem necessidade de conhecimento técnico para fazê-la, assim como a do Deepin, porém com o design do Pop Theme.

Ainda existem algumas coisas que fazem falta, mas que a System76 afirmou que serão incluídas, como uma opção avançada para ajudar o particionamento de forma mais detalhada e também a criação de dual boot de forma automática. Tudo isso fará com que o instalador se torne mais completo e, nada verdade, iguale-se aos recursos já disponíveis no instalador padrão do Ubuntu atualmente.

Ele tem código aberto e pode ser aproveitado por outras distribuições que desejarem também, basta acessar esta página no GitHub.

A primeira versão estável do Pop!_OS deverá sair juntamente com o Ubuntu 17.10, mas os próprios desenvolvedores já comentaram que o grande projeto realmente será o Ubuntu 18.04 LTS do próximo ano.

Até a próxima!
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Pacotes Snap do Ubuntu agora tem suporte para o Android

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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Os pacotes Snap que a Canonical desenvolveu e já são acessíveis a todas as distros Linux de Desktop devem chegar ao "sabor" do Linux mais popular no mundo mobile, o Android.

SnapCraft Ubuntu no Android





Nesta semana a Canonical lançou a nova versão do Snapd, o utilitário que permite a manipulação dos pacotes Snap nas distribuições Linux e dentre as várias novidades, uma se destaca, a compatibilidade com o Android, permitindo que o sistema da Google também possa rodar aplicações empacotadas em Snap.

A perspectiva que isso abre é muito interessante. Em primeiro lugar, aplicativos Snap são cross-platform, então programas de desktop poderiam (em tese) ser jogados para o Android, respeitando as devidas adaptações necessárias, mas além disso, os próprios Apps Android podem ser distribuídos dessa forma.

Uma vez que exista uma demanda de entrega de aplicativos em Snap para Android, a loja Snap Store da Canonical pode ganhar maior relevância, pelo simples fato de "já estar funcionando", mas é claro, nada impede que desenvolvedores criem as suas próprias "Snaps Store".

Existem outras novidades interessantes, você pode conferir todas as alterações que o Snapd 2.27 trouxe consultando as informações oficiais dos desenvolvedores da Canonical do timo do SnapCraft.

Até a próxima!
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