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Como resetar o Ubuntu (com GNOME Shell) para o "padrão de fábrica"

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

As distros Linux costumam nos dar muita liberdade para personalizar o sistema operacional, com o Ubuntu não seria diferente, e agora que ele usa GNOME Shell como interface padrão, existem muitas modificações disponíveis através de extensões e temas, afinal, o GNOME é uma das maiores comunidades open source que existem e naturalmente existe muito material sobre customização para ele. Hoje você vai aprender a deixar o seu Ubuntu com a aparência de recém instalado em caso de você alterar muitas coisas e não saber mais como voltar.

Como resetar o Ubuntu






Graças a centralização de configurações do GNOME Shell, nós podemos usar uma função de um utilitário chamado dconf para poder restaurar o sistema e voltar para as configurações padrão.

Para fazer uma demonstração para você eu personalizei completamente os temas do Ubuntu (para um jeito não tão bonito), assim você pode ter uma noção da mudança:

Ubuntu modificado para ser resetado

Para voltar todo o GNOME para as configurações padrões, não só o tema, mas os aplicativos como Evince, Rhytmbox, Nautilus (deixando a área de trabalho sem ícones), extensões e "tudo mais", rode o seguinte comando no terminal:
dconf reset -f /
Depois de alguns segundos apenas (e algumas piscadas na tela)  o seu desktop volta a exatamente o seu padrão, incluindo os ícones dos apps que estão fixados na sua barra lateral:

Ubuntu de volta ao padrão

Existe também uma outra forma de fazer "resets" em aplicativos específicos, eu expliquei como fazer isso neste vídeo:



Simples assim! :)
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gLinux - Google lança distro Linux para uso interno baseada no Debian Testing

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A Google anunciou uma nova distribuição Linux para uso em desenvolvimento interno chamada gLinux, que será baseada no Debian, essa distro vai substituir o Goobuntu, que é usado atualmente e é baseado no Ubuntu, como o nome sugere.

gLinux distro do Google






A Google vem usando o Goobuntu por mais de cinco anos, uma distribuição Linux baseada no Ubuntu 14.04 LTS e modificada pelo empresa para se adaptar melhor às suas necessidades de desenvolvimento, no entanto, isso deverá mudar pois a empresa decidiu substituir o Goobuntu pelo que está sendo chamado de gLinux, uma nova distro baseada no Debian Testing. 

Essa notícia havia sido anunciada no Debconf17, em Agosto do ano passado, no entanto, só agora a mudança realmente chamou a atenção. Inclusive, você pode conferir a apresentação logo abaixo:


A transição de base do Ubuntu 14.04 LTS para o Debian Testing será gerenciada completamente pela Google graças a uma ferramenta criada pela empresa pra que seja possível "transformar um sistema no outro", sem precisar ficar reinstalando todas as estações do zero.

A Google não vai colocar o gLinux para download, mas prometeu contribuir fortemente com o projeto Debian, enviando todas as mudanças e código de melhorias que forem feitas diretamente para o projeto, para que assim ele seja distribuído para todos, evitando assim que as ferramentas proprietárias que serão incluídas na distro para uso interno sejam vazadas ou alguma informação sigilosa seja compartilhada "por engano".

Você pode ver as informações sobre o projeto gLinux direto da conferência do Debian por volta dos 12 minutos no vídeo acima. Margarita Monterola comenta que a escolha pelo Debian se deve ao formato Rolling Release da versão Testing especialmente, apesar do projeto ainda estar sendo testado, a funcionária da Google mencionou que eles só pretendem lançar o sistema para todos os funcionários da empresa quando ele estiver "pronto."

Até a próxima!

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Barcelona vai passar a usar Linux e softwares Open Source

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A cidade de Barcelona vai adotar o Ubuntu e vários softwares livres como padrão em toda a sua infraestrutura governamental. De acordo com a reportagem do El País a migração será feita em partes e com calma para que não ocorram erros.

Barcelona Open Source






Segundo as informações, a mudança completa deverá ocorrer na Primavera de 2019 em Barcelona, até lá, todas as aplicações serão substituídas aos poucos por aplicativos que são compatíveis com Linux, como o LibreOffice em detrimento ao Microsoft Office, até que reste finalmente só o Windows como software proprietário nas estações, tornando uma migração para o Linux muito mais simples, já que todos os funcionários já saberão utilizar as ferramentas.

Os objetivos da cidade com o Linux e os softwares abertos


Segundo a comissária de Tecnologia e Inovação da Câmara Municipal de Barcelona, Francesca Bria, a cidade tem planos de usar 70% do seu orçamento para T.I. com a estrutura de softwares Open Source. Dentre os objetivos com essa migração estão o apoio a talentos locais no setor de T.I, o suporte poderá ser feito por várias empresas pequenas e médias que existem nos arredores da cidade, aliado a isso, a cidade quer incentivar a criação de empregos para novos desenvolvedores, serão 65 cargos para desenvolvedores locais que ajudaram a criar, adaptar e dar suporte a softwares que precisem atender necessidades específicas.

Para conseguir isso, um dos objetivos do projeto de migração inclui uma espécie de plataforma online, através do qual as pequenas empresas vão poder participar de concursos públicos para atender a cidade com Linux, ampliando e diversificado o mercado de trabalho, incentivando o desenvolvimento de softwares abertos.

Como base para o projeto, a distro escolhida por Barcelona é o Ubuntu. No momento já existem mil máquinas em execução como parte de um projeto piloto, a reportagem também revela que o cliente de E-mail Outlook e o Exchange Server serão substituídos por Open-Xchange e Thunderbird; Firefox e LibreOffice serão usados no lugar do Internet Explorer e do Microsoft Office.

"Dinheiro público, software público"


Este é o lema que está sendo colocando junto com a proposta. A linha de raciocínio é simples: já que a estrutura de softwares que controla e move a cidade é custeada através de dinheiro público, nada mais justo do que fazer com que essa tecnologia seja acessível e volte para os próprios catalães. Essa iniciativa faz parte de um projeto que pretende levar esse lema para a maior parte da Europa.

Outro fator considerado, é claro, é o dinheiro. A mudança do Windows para softwares abertos endossa a ideia de que os programas desenvolvidos podem ser utilizados em outros lugares da Espanha, quanto mais cidades adaptarem o Linux e softwares de código aberto, mais barato se torna o desenvolvimento e manutenção de qualquer coisa, além disso, apesar do número não ser revelado, Bria comenta que essa troca ajudará a economizar muito dinheiro em licenças em softwares que pertencem a uma empresa terceira  que não podem ser modificado de acordo com a necessidade da cidade por conta das limitações de Copyright.

No início do ano tivemos a notícia da cidade de Munique, na Alemanha, voltando para o Windows depois de praticamente 10 anos usando Linux. Houve muita crítica quanto a isso, inclusive dos Alemães, que também gostavam mais da ideia do "dinheiro público, software público" e existem muitas controvérsias quanto ao assunto, fique com o vídeo que eu fiz sobre o tema na ocasião:


O que você acha sobre o assunto? Deixe a sua opinião nos comentários e até a próxima!
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Canonical lança o Ubuntu 17.10.1

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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Esta é uma das raras vezes que a Canonical lança uma atualização na numeração do Ubuntu em versões intermediárias as LTS. Para evitar problemas com os Notebooks da Lenovo, como mencionamos neste artigo, agora existe o Ubuntu 17.10.1.

Ubuntu 17.10.1 é lançado






Por conta do problema com as BIOS dos Notebooks Lenovo (principalmente), a Canonical acabou tirando do ar o link para download do Ubuntu 17.10 Artful Aardvark. Agora que o problema foi corrigido, ele voltou sob uma nova numeração, 17.10.1.

O problema parecia estar relacionado ao "Intel Serial Peripheral Interface (SPI)"; - pois é, muitos problemas relacionadas a Intel neste início de ano - que foi completamente ajustado, evitando o problema de BIOS corrompidas. No entanto, a correção lançada pela Canonical para Meltdown e Spectre não está incluída na ISO, sendo assim, você ainda terá atualizações a fazer assim que instalar o Ubuntu 17.10.1.

Existem novas imagens para o Ubuntu 17.10.1 para Desktop, Servidores e certamente você encontrará novas ISOs para os derivados do Ubuntu que se baseiam nesta versão, clique aqui para baixar as novas imagens.

Até a próxima!
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Atualização para correção de Meltdown e Spectre no Ubuntu está causando problemas

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Nesta semana estamos falando muito sobre as famosas falhas nos processadores, especialmente os da Intel, e a esta altura do campeonato você já deve estar sabendo de todo o ocorrido, se você está por fora da situação, recomendo que leia este artigo.

Ubuntu Spectre e Meltdown






Conforme as correções foram sendo disponibilizadas, as empresas começaram a atualizar os seus sistemas. Apesar da correção para Linux ser sido feita no "day 1", as distros vão adaptando as  suas correções aos poucos, pois existem ajustes que devem ser feitos para evitar problemas.

Curiosamente, a correção para estes dois problemas parece estar afetando algumas máquinas com Ubuntu 16.04 LTS. Eu mesmo identifiquei esse problema em um dos computadores do Diolinux que tem um Core i5 3330. No entanto, computadores e Notebooks tanto com Intel e AMD, com Ubuntu 18.04 Dev Branch, e Linux Mint 18.3 (que compartilha a mesma base do 16.04) não tiveram este problema.

A Canonical liberou as notas de correção para o Ubuntu que afetam versões específicas do Kernel:

ꔷ Ubuntu 17.10 (Artful) — Linux 4.13 HWE
ꔷ Ubuntu 16.04 LTS (Xenial) — Linux 4.4 (and 4.4 HWE)
ꔷ Ubuntu 14.04 LTS (Trusty) — Linux 3.13
ꔷ Ubuntu 12.04 ESM** (Precise) — Linux 3.2

A versão do Kernel que parece estar dando problema é a 4.4 e o problema consiste em uma falha na inicialização do Ubuntu depois de fazer a atualização, inclusive, um dos leitores do blog/inscritos do canal entrou em contato informando o problema.

Bug Ubuntu
Imagem enviada pelo leitor vinkiador HG

Até que a Canonical corrija esse problema, a minha recomendação (tanto para Ubuntu, quanto para derivados do 16.04 LTS) é atualizar o Kernel para a versão 4.13 (para ter o patch) ou para qualquer outra que não possua o patch de correção para o Meltdown e Spectre (o que obviamente, volta a tornar o seu sistema vulnerável), mas deixa o computador plenamente funcional.

Outra alternativa que não envolve mexer diretamente com o Kernel, é simplesmente voltar a usar a versão antiga no seu Ubuntu, a mesma que você utilizava antes da atualizações.

Para isso, basta entrar no modo de recuperação do GRUB e escolher a versão antiga do Kernel, para fins de informação, recomendo que veja este vídeo para entender como essa sessão funciona:


Claro que essa é um solução temporária, até que a Canonical corrija o problema (se você foi afetado por ele, claro), você terá de iniciar o seu sistema dessa forma, no entanto, caso você queira mudar a entrada do GRUB para que ele já inicie com a versão do Kernel que você deseja, aprenda a instalar o GRUB Customizer, com essa ferramenta você consegue ajustar isso facilmente.


Bugs tão profundos nos CPU como estes parecem estar dando muita dor de cabeça para os desenvolvedores, nem a Microsoft conseguiu evitar isso, segundo os nossos amigos de portugueses do PPLWare, a correção para processadores Intel no Windows acabou gerando bugs em alguns usuários de AMD.

Leia também: Este script te ajuda a identificar as falhas Spectre e Meltdown no Linux

Independente do sistema que você use (ou distro) fique ligado nos mantenedores para saber quais as atualizações propostas por eles, as vezes esperar para colocar uma atualização mais estável pode ser viável, dependendo do seu ambiente.

Mais informações sobre esses problemas você encontra na sessão do time de segurança do Ubuntu no site oficial.

Até a próxima!
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GNOME 3.28 vai "extinguir" com a área de trabalho

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sábado, 6 de janeiro de 2018

Uma notícia controversa surgiu à partir dos desenvolvedores GNOME, a ideia é acabar com a possibilidade de colocar ícones na área de trabalho no GNOME Shell.

GNOME Shell sem Área de trabalho






O GNOME Shell causou controvérsia desde o seu lançamento, lá pelos idos de 2011, e de uma forma ou de outra, continua fazendo.  Desta vez o que chamou a atenção foi a remoção do "desktop" para a atualização 3.28 do GNOME.

De certa forma, isso já existia


Geralmente as distribuições que incluem o GNOME Shell como interface fazem várias modificações que, em tese, podem auxiliar na usabilidade do ambiente, como o Manjaro e mais recentemente o Ubuntu também.

O GNOME Shell puro, como é entregado em algumas distros como o Fedora, já vem sem a área de trabalho ativa, para poder colocar qualquer ícone ou criar pastas ali é necessário fazer um pequeno ajuste através do GNOME Tweak Tool geralmente.

Não mais


Apesar do desktop já vir desabilitado por padrão, como mencionado, ainda era possível ativá-lo via configuração e algumas distros já te entregavam essa funcionalidade ativa, no entanto, a versão 3.28 do GNOME desabilitará essa possibilidade.

No GNOME (assim como em outros ambientes) a aplicação que faz o gerenciamento da área de trabalho é o próprio gestor de arquivos (no caso, o Nautilus) e como o GNOME Vanilla (Padrão) não possui o Desktop habilitado, melhorias para a área de trabalho não foram trabalhadas com ênfase nos últimos anos, proporcionando uma experiência não tão satisfatória quanto em outros gestores, como o Nemo do Cinnamon ou o Dolphin do KDE Plasma.

Uma tendência?


Eu "tô" começando a me sentir "velho" nesse mundo de tecnologia. Serei um usuário que vai sentir muita falta do Desktop, sou do tipo que usa a área de trabalho, pasmem, para trabalho.

Eventualmente eu coloco arquivos transitórios ali, como uma localização "neutra", onde depois eles serão apagados, ou ainda arquivos dos quais eu preciso me lembrar de observar. Recentemente, utilizando o Linux Mint e o Cinnamon, eu acabei "entrando na onda" da proposta deste desktop e acabei colocando os atalhos dos programas ali também para fins de experimento, eu sei, bem antiquado, quase nostálgico, mas funciona muito bem.

Linux Mint

Apesar das minhas "velhices", a noção de um desktop sem ícones não chega a ser nova, temos o elementary OS que sempre foi assim, o Chrome OS também é assim e o KDE Plasma era assim (na última versão os devs colocaram os ícones), se formos parar para pensar, até o Android e o iOS funcionam de forma parecida, no entanto, não posso deixar de pensar que é um desperdício de espaço útil, usar o Desktop apenas para o Wallpaper.

Felizmente no KDE Plasma existem os Widgets e até no elementary OS nós temos algo parecido atualmente, talvez no GNOME isso possa acontecer também no futuro.

Os desenvolvedores mencionaram que quem precisar de um área de trabalho ativa no GNOME Shell poderá utilizar o Nemo, fork no Nautilus e gestor do Cinnamon, em seu lugar; outra alternativa que está sendo pensada é uma extensão que simule a área de trabalho.

O que você acha disso? Você gosta de usar a área de trabalho ou para você não fará diferença?

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Como ativar o "Minimize on Click" no barra lateral do Ubuntu 17.10

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Quando eu fiz a review do Ubuntu 17.10 Artful Aardvark, um dos pontos  negativos mencionados era relacionado ao comportamento da barra lateral de aplicativos, a Ubuntu Dock, um fork da extensão Dash To Dock. Veja agora como melhorar a sua produtividade com uma dica simples.

Minimizar ao Clicar no Ubuntu






Tudo bem que o "ideal" do GNOME Shell é que para alternar entre as janelas você sempre use a tecla "super", assim as janelas se espalham e você clica na que quiser, mas muitas vezes é tão mais simples clicar no ícone do app para minimiza-lo, não? Se for ver é até um gesto a menos.

Como no mundo Linux "tudo se ajusta e se arruma", o comportamento padrão da Ubuntu Dock também pode ser alterado de forma simples, assim, quando você clicar em um ícone na barra ele vai minimizar e maximizar a aplicação, um comportamento parecido com que tínhamos no Unity.

Abra a Dash (ou menu) e pesquise por "dconf", se você já tiver ele instalado, basta abrir a aplicação, caso não tenha, a Dash deve te mostrar uma opção para instalar via loja de Apps:

Instale o DConf Editor

O dconf editor é um utilitário de configurações avançadas do GNOME, ele é "sensível" por assim dizer, então só altere o que você realmente precisa alterar, brincar com ele sem saber o que está fazendo pode causar instabilidade no seu sistema.

Instale o dconf editor

Uma vez instalado, abra a aplicação e na "lupa" de pesquisa, digite: dash-to-dock

Dconf Editor

Clique na opção que aparecer e deslize as informações até encontrar a opção "Click Action", clique em "Previews".

Dconf editor

Na janela que se abrir, deslize o interruptor de "Usar o valor padrão" para "desligado" e em "valor personalizado" selecione "minimize-or-overview", na parte inferior da janela, clique no ícone de confirmação.

Configurando o minimize on click no Ubuntu

Depois desse confirmação o recurso já está funcionando:

Configurações de minimize on click

Se quiser desfazer a ação, bastar ir até o mesmo menu de configuração e ativar a chave de "Valor padrão".

Até a próxima!
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Revelado o nome da versão 19 do Linux Mint!

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Como primeira mensagem de 2018 no blog do Linux Mint, tivemos o anúncio do novo codinome da versão 19 da distro. O Linux Mint 19 vai se chamar "Tara" e já temos ideia de quando ele será lançado.

Linux Mint 19 Tara






Os desenvolvedores do Linux Mint anunciaram que estão "começando os trabalhos" para a versão 19 do sistema, essa versão receberá o nome de "Tara", segundo eles, é um nome muito popular lá na Irlanda e também é nome de "alguém" que eles gostam muito, como forma de fazer uma homenagem.

Segundo eles, ainda não existem muitas informações sobre novidades que virão com o Linux Mint 19 Tara, mas eles já tem ideia de algumas coisas:

  ꔷ O Linux Mint 19 deverá ser lançado perto do meio do ano (Maio ou Junho)
  ꔷ O sistema será baseado no Ubuntu 18.04 LTS e terá suporte até 2023
  ꔷ O Linux Mint 19 terá suporte para o GTK 3.22

A escolha do GTK 3.22 se deve pelo fato de ser um lançamento considerado estável para o GTK 3, essa também será a mesma versão do GTK para o Linux Mint Debian Edition 3, o que vai reduzir o trabalho dos desenvolvedores.

- Confira outras novidades a respeito dos novos projetos do Linux Mint aqui.

Fique ligado aqui no blog para ficar por dentro das novidades sobre o Linux Mint.

Até a próxima!


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Ubuntu Touch rodará aplicativos de Android

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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Apesar da Canonical ter desistido de seu sonho de levar o Ubuntu para Smartphones o projeto não morreu, depois do Unity 8 ter seu anúncio descontinuidade juntamente com o projeto do Ubuntu Phone, a comunidade UBPorts, que já tentava fazer portes do Ubuntu para diversos Smartphones, resolveu dar continuidade ao projeto e o próximo passo é muito interessante.

Ubuntu Touch UBPorts Apps Android






A comunidade UBPorts, que mantém o projeto do Ubuntu Touch em desenvolvimento, anunciou nesta semana que o sistema rodará aplicativos Android através da incorporação do projeto Anbox. O Anbox, por sua vez, é um projeto que permite que aplicativos Android sejam conteinerizados, dessa forma, podendo rodar em qualquer distro Linux de Desktop. Confira o nosso vídeo demonstrando a tecnologia.

Leia também: Como funciona o Anbox?


Para alguns, a necessidade de rodar aplicativos de Android no Ubuntu Touch era mais do que óbvia, conheço pessoas que falam isso há anos, no entanto, a Canonical sempre quis criar seu próprio ecossistema de aplicativos convergentes, o que acabou , aliado a outras coisas, por afundar o projeto ao longo do tempo.

A comunidade UBPorts no entanto, vê as coisas de um jeito que me agrada muito, a filosofia de pensamento aplicada na divulgação dessa compatibilidade vai de encontro com o que eu acredito em relação ao software livre nos desktops:

"As pessoas dependem de certas aplicação que não estão disponíveis do Ubuntu Touch, para se tornar um sistema operacional completo e convencional, o Ubuntu Touch precisa oferecer aos seus usuários os serviços proprietários dos quais eles dependem, pelo menos até que alternativas de código aberto que sejam viáveis surjam. Como resultado de entrar 'no jogo' do mercado mobile de forma tardia, não temos a força necessária para mover o mercado em nossa direção de forma direta, ter aplicativos para Android é uma solução lógica que vai nos ajudar a preencher a lacuna que existe entre as duas plataformas dominantes atuais."

Os desenvolvedores afirmam também que a utilização do Anbox será opcional, permitindo que quem precise, possa utilizar os Apps de Android. Como se sabe, atualmente o Anbox não consegue rodar todos os aplicativos que estão disponíveis, mas com a ajuda da comunidade Ubuntu, talvez o seu desenvolvimento se agilize.

Saiba mais aqui.
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5 motivos para 2018 ser um ano interessante para jogos no Linux

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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O ano de 2018 está batendo à nossa porta e ele vai trazer ao "mundo Linux" muitas  coisas interessantes. Eis aqui 5 motivos porque 2018 pode ser um ano muito interessante para os gamers de Linux.

2018 e os jogos para Linux






Este foi um belo ano para os jogadores que usam Linux, vários lançamentos, otimizações e muito mais. É claro que a estrada ainda é longa e existem muitas coisas que podem melhorar, mas isso não é necessariamente ruim, no mundo da tecnologia, a melhoria constante é a "lei".

2018 vai nos trazer varias coisas interessantes, deixe-me listar alguns motivos para ficarmos otimistas com o mundo Gamer Linux.

1 - Vulkan sendo mais utilizado


Em 3 de Março de 2015 eu fazia um dos primeiros artigos sobre o Vulkan aqui no blog. Praticamente 3 anos depois dos primeiras investidas no desenvolvimento da nova API gráfica multiplataforma, finalmente ela está começando a ser implementada em jogos.


A nova versão do Android já dá suporte para o Vulkan e nesse ano nós tivemos o primeiro game a ser lançado somente com Vulkan no Linux, o F1 2017.


Em 2018 certamente teremos mais projetos utilizando o Vulkan e quanto mais ele for utilizado, mais ele tende a se desenvolver. Com melhor aproveitamento dos núcleos dos chips de processamentos e sendo uma via de alta qualidade para a produção de jogos para todos os sistemas operacionais, incluindo Linux, Windows, macOS e Android, podemos esperar boas coisas vindas daí no próximo ano.

2 - Novo Mesa Driver e Drivers AMD


Os drivers Nvidia devem continuar recebendo melhorias como sempre. Atualmente as "placas do lado verde" são a preferência do usuários Linux por conta do desempenho em jogos, no entanto, tivemos recentemente uma grande quantidade de código AMD acrescentada ao Kernel Linux, que deve melhorar a qualidade do suporte ao hardware da empresa. 

A entrevista que fizemos com Alfredo Heiss, representante da AMD no Brasil, pode nos dar um vislumbre de que coisas boas estão à caminho:



Quem sabe no próximo ano teremos a possibilidade de usar hardware gráfico AMD sem maiores problemas.

3 - Novo Wine com suporte para DX11, DX12 e Vulkan


Apesar de não ser o ideal, muitas pessoas se utilizam do Wine para jogar games que são nativos de Windows no Linux. Atualmente os games que rodam sobre DX9 e DX10 geralmente rodam tranquilamente no Linux pelo Wine, salvo exceções, no entanto, games mais recentes podem necessitar de versões mais recentes da API da Microsoft.


Com as novas versões do Wine, além do suporte para o DX11, o DX12 também deve ser suportado, mas ao contrário do que acontece atualmente, numa conversão para o OpenGL, o DX12 seria convertido em Vulkan.

Com a chegada de pacotes Snap e Flatpak com maior força, nada impede que as desenvolvedoras criem pacotes fechados com seus games rodando sobre o Wine, eliminando assim a necessidade de portar o game completamente para Linux, alterando binários, arquivos de configuração e disposição de pastas.

4 - Lançamento do Ubuntu 18.04 LTS


Querendo ou não, o Ubuntu é cara do Linux para o mercado mainstream, a chegada da nova versão de longo suporte, trazendo consigo as tecnologias Snap, Flatpak, Wayland e usando GNOME como padrão deverá ser uma boa coisa, podemos esperar uma maior unidade no desenvolvimento para Linux.

GNOME é atualmente o desktop padrão do mundo Linux, eu mesmo não tenho nele a minha preferência, mas sim, ele é. Agora Fedora, Ubuntu, Debian e openSUSE, que são as distros com maior apelo comercial atualmente, usam o GNOME como ambiente, algumas como padrão, outras como uma das principais alternativas.

O SteamOS, sistema da Valve, por baixo dos panos também roda um GNOME, então os desenvolvedores de games que atualmente focam no Ubuntu e no SteamOS na Steam, poderão desenvolver praticamente de forma unitária, o que é bom, pois o mercado precisa de padrões, gostemos ou não.

5 - Mais suporte para as Engines de jogos


Existem a cada dia mais Engines que exportam games multiplataforma, mas algumas são especialmente importantes por fazerem parte do dia a dia de várias pequenas e médias empresas produtoras de games. Por mais que os títulos triplo A chamem muita atenção, a maior parte do mercado é composta de jogos médios e pequenos.

A Unity Engine e a Unreal Engine por exemplo, aumentaram muito o suporte para Linux neste ano, dada a popularidade de ambas, é de se esperar que tenhamos mais jogos feitos com elas para a plataforma do pinguim em 2018

Outros fatores


Além dos itens já comentados, outro fator que pode influenciar nas empresas olhando para o Linux no mundo dos games, é a própria Microsoft.

Com o Windows 10 S, a empresa acabou dando um exemplo do que eles gostariam que ocorresse em seu ecossistema. Até para a segurança do Windows, apenas aplicativos disponíveis na própria Windows Store poderiam ser instalados. Como você talvez saiba, a própria Microsoft tem interesse em vender jogos através de sua plataforma, de uma forma parecida com o que a Google faz através do Android, o problema disso é que empresas que possuem plataformas próprias, para fins de maximizar seus lucros, como Valve (Steam), EA (Origin), UbiSoft (Uplay) e assim por diante, não gostaram muito da ideia, porque desta forma elas teriam que compartilhar os lucros com a Microsoft.

Tim Sweeney, da Epic Games, empresa que desenvolveu jogos como, Unreal Tornament, Fortinite e Gears of War, comentou o quão prejudicial esse tipo de medida poderia acabar sendo para os desenvolvedores, sugerindo que uma plataforma concorrente no PC seria algo muito bem-vindo.

Talvez (e só talvez) as empresas enxerguem esse tipo de manobra da Microsoft como um impulso para a necessidade de colocar os seus games de forma a atender todo o mercado, temos o macOS para isso, mas o Linux tende a ser mais acessível.

Não creio que vá haver uma mudança drástica no mercado, a maior parte dessas empresas certamente entraria em alguns acordos com a Microsoft ao longo do tempo, no entanto, não deixa de ser uma pedra no sapato, caso a Microsoft decida que somente Apps da Windows Store possam ser instalados no Windows, muitos desenvolvedores vão perder um pouco da liberdade de distribuição de seus softwares e causando um certo monopólio também. Como eu sempre digo, concorrência é sempre bem-vinda, até para evitar que coisas assim possam vir a acontecer.

Até a próxima!

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Ubuntu Server deixará de dar suporte para arquiteturas 32 bits

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Não haverão novas imagens de instalação do Ubuntu Server para 32 bits em um futuro próximo. Seguindo o movimento realizado com a edição principal do Ubuntu, a imagem para servidores também diz adeus à arquitetura antiga.

Ubuntu Server não usará mais 32 bits








O próximo Ubuntu 18.04 LTS, esperado em Abril de 2018, será a primeira versão puramente de 64 bits, com exceção dos meios de instalação em rede através dos quais será possível continuar a construir um sistema quase do zero, incluindo a possibilidade de instalar um sistema completo de 32 bits (i386), para os usuários "comuns", a plataforma será a única com suporte. Essa prática deve acontecer com outras distros também ao longo do tempo.



Apesar do sistema em si não ser mais distribuído em 32 bits, o repositório ainda possuirá pacotes que suportarão a arquitetura para que Também deixaram algumas versões de manutenção do Ubuntu 16.04 LTS, das quais nada foi comentado e, portanto, pode-se esperar que ofereça imagens de 32 bits; mas o que se refere a novos lançamentos, adeus é dado.os usuários possam manipulá-los em caso de necessidade, no entanto, essa disponibilidade deve durar apenas pelo ciclo de vida do Ubuntu 18.04 LTS, ou seja, cinco anos.

Agradecimentos ao VaGNaroK, pelas informações compartilhadas.

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Ubuntu 17.10 está corrompendo BIOS de Notebooks Lenovo

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Alguns usuários estão relatando problemas ao utilizar o Ubuntu 17.10 com Notebooks Lenovo, alguns desses problemas acabaram danificando a BIOS dos equipamentos.

Lenovo e Ubuntu 17.10





Hoje alguns usuários relataram que a BIOS de seus computadores foi corrompida depois da instalação do Ubuntu 17.10. Aparentemente, a maior parte dos computadores afetados é da Lenovo, mas surgiram alguns relados de modelos da Acer, Toshiba e Dell. O problema não é generalizado e parece afetar somente modelos específicos, no entanto, o problema é grave demais para ser ignorado.

A Canonical até removeu temporariamente os links para download do Ubuntu 17.10 para evitar esses problemas até que o problema fosse resolvido, felizmente, ele já foi, e o Ubuntu 17.10 já está disponível novamente.


Aparentemente o componente do sistema que estava corrompendo as BIOS é o Driver Intel SPI incorporado ao Kernel Linux 4.13 que o Ubuntu utiliza, por questão de segurança a Canonical desabilitou este recurso.

Apesar de os relatos terem surgido com o Ubuntu 17.10, não está descartado este tipo de problema com outras distros que usem a mesma versão do Kernel, incluindo distribuições derivadas do Ubuntu, muitas vezes a quantidade de relatos está diretamente relacionada a quantidade de usuários que o Ubuntu tem, talvez tenha acontecido em outras distros, porém, não ganharam a mesma repercussão, vale a pena ficar de olho.

Eu mesmo tenho um Notebook Lenovo e felizmente não sofri com este problema com o Ubuntu, para o bem ou para o mal, o desenvolvimento open source foi ágil novamente e corrigiu o problema em poucas horas.

Os computadores que foram afetados, segundo os relatos, são estes modelos:

- Lenovo B40-70
- Lenovo B50-70
- Lenovo B50-80
- Lenovo Flex-3
- Lenovo Flex-10
- Lenovo G40-30
- Lenovo G50-70
- Lenovo G50-80
- Lenovo S20-30
- Lenovo U31-70
- Lenovo Y50-70
- Lenovo Y70-70
- Lenovo Yoga Thinkpad (20C0)
- Lenovo Yoga 2 11 "- 20332
- Lenovo Z50-70
- Lenovo Z51-70
- Lenovo Ideapad 100-15IBY
- Acer Aspire E5-771G.

Até a próxima!

Fonte
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Pacotes Snap estão chegando para ser o padrão do Ubuntu 18.04 LTS

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sábado, 2 de dezembro de 2017

Em Abril do próximo ano teremos o lançamento do Ubuntu 18.04 LTS, a próxima versão com longo tempo de suporte fornecido pela Canonical. Os desenvolvedores do Ubuntu estão pensando em trazer todo o "Core" de aplicativos GNOME para o sistema no formato Snap.

Ubuntu 18.04 LTS Snap






O interessante dos pacotes Snap é que eles não dependem de dependências (é redundante, mas é assim mesmo), desta forma o Ubuntu 18.04 LTS poderá usar as aplicações GNOME sempre nas últimas versões, ou nas versões que a Canonical quiser, sem se preocupar com compatibilidade.


É claro, com aplicativos Snap, qualquer aplicativo se encaixa nessa descrição poderá ser utilizado da mesma forma, sem necessidade de se preocupar com versões de bibliotecas e compatibilidade. A intenção dos desenvolvedores é que todos os aplicativos que compõem o núcleo GNOME (que agora é o padrão do Ubuntu) sejam distribuídos em Snap, futuramente até mesmo o Kernel Linux do Ubuntu poderá ser distribuído dessa forma.

Distribuições como o Kubuntu, KDE Neon e Ubuntu MATE também se mostraram favoráveis para usar este tipo de tecnologia em seus programas, o Ubuntu MATE 17.10, inclusive, já está usando um pacote no formato Snap, o servidor de áudio Pulse Audio.

No ano que vem provavelmente teremos as primeiras distros a lançarem softwares no formato Snap e Flatpak, algo que eu acredito que tem o poder de revolucionar a forma que os programas para Linux, de uma forma geral, são distribuídos.

Até a próxima!
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Como assim? O renascimento do Ubuntu Unity?

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terça-feira, 28 de novembro de 2017


Com o lançamento que tivemos por parte da Canonical no último mês de Outubro, tivemos a primeira versão do Ubuntu a carregar um desktop "full GNOME", incluindo o Shell, deixando de lado pela primeira vez em quase 7 anos a interface Unity que se tornou uma marca registrada do sistema.


Ubuntu com Unity continua vivo






Antes de contar para você sobre o Ubuntu Unity será (ou poderá ser) eu gostaria de fazer uma breve reflexão sobre o tópico; na verdade, eu até já fiz essa reflexão na minha palestra "Dossiê Diolinux" que você pode assistir no YouTube. Eu lembro como se fosse hoje o quanto os membros da "comunidade" Linux criticavam o Unity (não que ele não merecesse críticas para algumas coisas, mas passou muito do ponto em alguns casos) e agora se vê um movimento contrário, cheio de "órfãos" da interface. Percebeu isso também ou foi só nas minhas timetines?

Na palestra eu falei sobre a questão do "só dá valor quando perde" e no fundo, acho que a comunidade Linux ainda critica demais iniciativas de dentro da própria comunidade, pessoas que tentam fazer pequenos ou grandes gestos dentro delas que de uma forma ou de outra vai levar software livre e a cultura de tecnologia adiante, como o eventual "massacre" de críticas que acontece em projetos nacionais. Talvez esteja na hora de pensarmos em somar e não subtrair, não acha? 

OK. Pulando a parte da minha "meia reclamação" de hoje, vamos falar sobre o Ubuntu Unity. Pois é, realmente o projeto parece estar de volta.

O Ubuntu Unity Remix


Quando a Canonical anunciou o GNOME Shell como interface dos futuros Ubuntus eu lembro que nos comentários as pessoas pediram se não poderíamos ter um "sabor" (a.k.a. flavor) do sistema com o Unity, o "UUbuntu" ou algo do tipo, assim como existe Xubuntu (XFCE+Ubuntu), Kubuntu (KDE+Ubuntu) e por aí vai.

Eu lembro que eu sugeri justamente este nome "Ubuntu Unity Remix", pensando melhor, acho que só "Ubuntu Unity" seria uma escolha mais "marketeira", mas nomes à parte, toda vez que alguém me perguntava sobre a volta do Unity eu dizia algo (que na minha cabeça faz sentido) que contrariava algumas pessoas.

O Unity é um plugin do Compiz, um compositor de janelas que já fora muito mais popular do que é hoje, especialmente na época do GNOME.

Mas qual o problema disso?


Não é exatamente um problema, no entanto, a questão é que manter o Unity do jeito que ele é atualmente não é apenas manter a interface, pura e simplesmente, é manter o Compiz também. 

Por sua vez, o Compiz é um software que não recebe tanta atenção da comunidade (Acho que o pessoal do MATE costuma dar uma força até), dentro do Launchpad a última informação que se tem de atuação dos desenvolvedores de alguma forma data de 2015, como se não bastasse, ainda tem todo o trabalho de aplicar Patches em softwares do GNOME para que eles encaixem-se na interface à partir do Ubuntu 18.04 LTS, como no Nautilus por exemplo, GNOME Agenda, entre outros que acompanhariam e que não acompanhariam o sistema. Afinal, o sistema não é feito apenas de softwares que acompanham a distro, mas também dos aplicativos de terceiros que tem que manter uma coesão visual com o restante do sistema.

Não considero impossível, mas os voluntários/desenvolvedores vão precisar de ajuda, sem dúvida, então se você curtir o projeto e cute o Unity, aí está uma forma de você colaborar com a comunidade Linux.

Ainda está no começo


Apesar de eu ter visto vários veículos de comunicação falando sobre a "volta do Ubuntu Unity" a verdade é que o projeto está apenas no início, com pessoas fazendo pequenos experimentos para ver como as coisas funcionam. Na minha opinião, o "Unity novo" poderia ser apenas um Shell para o GNOME, até certo ponto parecido com o que a própria Canonical está fazendo, seria melhor do que manter softwares que estão com pouco suporte, como o Compiz, ainda mais depois da Canonical deixá-lo de lado.

O resultado provavelmente seria algo parecido com o Zorin Shell do Zorin OS, o Endless Shell, do Endless OS, entre outros.

O Unity ainda está disponível no repositório do Ubuntu e estará no futuro, mas simplesmente instalar o "Unity Session" não vai garantir uma experiência sólida por vários fatores, inclusive visuais e se não houver um desenvolvimento ativo, com o tempo talvez ele nem fique mais completamente compatível com as novas gerações do GNOME por conta do GTK atualizado e outros fatores.

Os desenvolvedores que estão tentando trazer o Ubuntu Unity de volta criaram uma ISO com o gestor de arquivos Caja (o gestor do MATE Desktop Enviroment) no lugar do Nautilus, talvez para justamente evitar o que eu dizia de ter que aplicar patches no gestor do GNOME.

Um fator de colabora para isso é que o "Munity", que é um Tweak da interface MATE que existe no Ubuntu MATE nativamente e transforma a interface "GNOME 2 Like" tradicionalista em algo muito parecido do Unity em usabilidade, já mostra um pouco de como o caminho pode ser. Tirando o comportamento da Dash, o restante já está bem parecido e funcional.

Quer testar o Ubuntu Unity?


Quer testar o novo Ubuntu Unity Remix (Ubuntu 17.10)? Então basta acessar esse link com informações e o link para download, os desenvolvedores estão buscando por feedback dos interessados sobre essas primeiras builds.

Inclusive, parece que já entraram em contato para poder transformar esta em uma flavor oficial do Ubuntu, assim como Ubuntu MATE, Xubuntu, Lubuntu, etc. A Canonical parece estar favorável com o projeto.

Eu sempre gostei muito do Unity e acho que foi a melhor interface de todos os sistemas, independente de plataforma (Windows, macOS, Linux), no quesito "aproveitamento" de espaço na tela, algo muito bom de se usar com computadores com telas menores. Sempre pensei que para o usuário, seria melhor se ao invés de abandonar o Unity 8 e o 7, a Canonical tivesse ficado com o desenvolvimento do 7, ou criado um shell que replicasse a experiência no GNOME (talvez isso até aconteça).

Nos resta torcer e ajudar o projeto, quem sabe saium bons frutos dali, se você for lá e simplesmente dizer que está acompanhando e torcendo, tenho certeza de que será um grande incentivo para que está fazendo.

Se você quiser saber mais sobre o "lado desenvolvedor" no mundo Linux, sugiro a entrevista com o Georges Basile Stavracas que eu postei no canal recentemente, lá você vai entender como pequenos gestos de apoio fazem diferença, passe lá e assista (ou ouça).  O Georges trabalha no Endless OS e no GNOME, foi muito interessante pegar a perspectiva que ele passou.

Até a próxima!

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Como instalar o Kernel do Ubuntu no Deepin Linux

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O interessante de distribuições derivadas do Debian é que em linhas gerais elas são compatíveis entre si, com algumas pequenas exceções. Hoje você vai aprender a instalar o Kernel do Ubuntu no Deepin, a distro chinesa que chama tanto a atenção das pessoas pelo seu design aprimorado e usabilidade simples.

Ubuntu Kernel no Deepin






Usar o Kernel do Ubuntu no Deepin pode ter algumas utilidades. Apesar do Deepin ser Rolling Release, ele não é Bleeding Edge, ou seja, nem tudo está nas últimas versões em seu repositório, o Kernel inclusive. 

O Kernel Linux é a parte do sistema operacional que contém os drivers e por isso, versões mais recentes podem ser vantajosas em alguns aspectos, podendo trazer versões mais recentes de componentes que vão influenciar no desempenho do sistema, como os de drivers de vídeo, drivers de rede também, o que pode até mesmo melhorar o seu sinal de Wi-Fi.

Eu não vejo o Kernel do Deepin como algo suspeito, simplesmente pela distro ser chinesa, isso é um tanto quanto falacioso na minha opinião, no entanto, se isso te incomoda de alguma forma, usar o Kernel do Ubuntu pode deixar você mais tranquilo.

Como instalar o Kernel do Ubuntu no Deepin


Vamos fazer da forma mais simples possível. O primeiro passo é acessar o repositório de Kernels do Ubuntu.



Kernel do Ubuntu

No repositório você encontra as pastas com a versão do Kernel, você pode escolher a versão que você quiser para instalar. No meu caso vou usar a versão 4.14 (já existem até algumas versões mais recentes 4.14.1 e 4.14.2), esta é a versão mais atual no momento deste tutorial.

Escolha a versão desejada e e clique na pasta.

Baixando o Kernel

Dentro do diretório você encontrará varias sessões diferentes, observe para qual arquitetura são os pacotes. Para sistemas de 64 bits nós vamos baixar os pacotes contidos abaixo de "Build for amd64 suceeded".

Dentro de cada sessão haverão também pacotes para o Kernel de baixa latência, a menos que você precise dele, você deve baixar apenas os outros pacotes.




Você só precisa baixar 3 pacotes, o que termina com "all deb", o "linux headers" e o "linux image". Caso queira baixar o Kernel de baixa latência, você deverá baixar o "all deb" também e os outros dois que contém "lowlatency" no nome.

Neste exemplo vou baixar os pacotes assinalados na imagem acima. São 3 pacotes .deb:

Kernel Ubuntu no Deepin

Basta instalar eles em ordem dando dois cliques:

Instalar o Kernel

Depois de instalar os 3 pacotes, para o novo Kernel ser reconhecido no GRUB na inicialização do sistema é necessário atualizar o GRUB. Caso você não se importe de usar o terminal, basta digitar o seguinte comando nele:
sudo update-grub

Sudo update Grub

Claro, é possível fazer essa atualização sem usar o terminal também, mas para isso vamos precisar de uma ferramenta chamada GRUB Customizer.

Para o Deepin basta baixar o pacote .deb daqui e fazer a instalação dando dois cliques.

GRUB Customizer

Basta atualizar a lista e reinstalar o GRUB, você pode também ordenar as entradas livremente como você bem entender.

Até a próxima!

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