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T-UI - Uma forma simples de dar comandos no Terminal do Android

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A maior parte dos usuários de Android nem sequer se questiona sobre a possibilidade de dar comandos de texto para o sistema do Smartphone, mas quem gosta de tecnologia sabe muito bem que o Android é um sistema operacional como qualquer outro e baseado no Linux como é, certamente existe uma forma de operá-lo desta forma.

Usando o terminal Linux no Android




Eu gosto muito de testar coisas que mudam a forma com que interagimos com a tecnologia, acho que gostar de Linux é um reflexo disso de certa forma, e por isso estou sempre disposto um App interessante.

Há algum tempo atrás um dos inscritos do canal comentou sobre este aplicativo chamado "T-UI", ou "Terminal User Interface", que nada mais é do que um launcher para o seu Android que modifica a forma principal de interação com o aparelho. 

Nada de ícones!


Launcher T-UI Android

Ao contrário dos launchers tradicionais que costumam mudar o tema da home do seu Android e até acrescentar algumas funcionalidades e atalhos, o que o T-UI faz é completamente diferente, ele deixa apenas um terminal aberto na sua tela onde você pode digitar comandos.

Como fazer absolutamente tudo via linha de comando pode ser problemático, o T-UI também possui vários comandos de reconhecimento interno que facilitam na hora de você chamar aplicações instaladas no sistema ou na hora de habilitar e desabilitar recursos, como o Wi-Fi.

Confira o vídeo abaixo eu demonstrei como ele funciona:


Este tipo de coisa não é pra todo mundo com toda a certeza, mas tem uma "funcionalidade" para o T-UI que não está descrita em nenhum lugar: Quando você quiser evitar que aquela pessoa chata mecha no seu Smartphone, basta emprestar ou mostrar o aparelho para ela com a T-UI, pode ter certeza que vai enganar a maior parte dos seus amigos, pode fazer um teste!
Baixe o T-UI na Google Play
Se você ainda não conhece o nosso canal do YouTube passa lá para conferir, tem muita coisa bacana rolando sempre e temos no mínimo 4 vídeos toda semana.

Se o T-UI não for "Linux o bastante" para você, outro App bacana para você testar com uma proposta mais parecida com um emulador de terminal Linux (Bash ou ZSH) é o Termux, que vale apena conferir também.

Até a próxima!
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Tirando o Xiaomi Mi Max 2 da caixa e descobrindo se ele tem ou não SHOP ROM

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Hoje vamos mergulhar de cabeça na gigante marca chinesa Xiaomi, conhecida por trazer uma excelente experiência em seus aparelhos através da MIUI, a interface personalizada do Android que roda nos aparelhos da empresa, e também por oferecer um hardware parrudo por um preço abaixo da média.





Para quem ficou curioso, uma review deve sair em breve, eu pretendo usar mais alguns dias e fazer mais alguns testes também para poder colocar no vídeo final que vai para o canal e se tornará um post aqui no blog também. Outra coisa que pretendo mostrar em breve é um vídeo dando enfoque na MIUI, pois ela é muito diferente do Android mais puro que eu estava acostumado nos aparelhos da Motorola, que utilizei nos últimos 3 ou 4 anos, então, este é outro conteúdo que vocês certamente podem aguardar para ver.

Vamos ver o aparelho fora da caixa?


Particularmente eu dou importância para a experiência de unboxing, ou seja, a experiência de tirar o produto da caixa. Acho que é um momento interessante para passar para o cliente a qualidade do produto e do tratamento que ele estará recebendo ao longo da sua utilização.

Claro que tudo isso é muito subjetivo, e até lúdico, mas eu não consigo deixar de dar importância.

Então, bora ver esse monstrinho com 4GB de RAM?



Se preferir ver no YouTube clique aqui.

Depois do unboxing houveram vários comentários sobre a MIUI que o aparelho carrega, o assunto das SHOP ROM veio a tona e eu preparei um vídeo muito bacana para explicar para você do que se trata e como identificar caso o seu aparelho venha com uma delas. Infelizmente, muitos aparelhos importados da China vem com este "defeito" chamado de "Shop ROM", que é uma ROM modificada intencionalmente pelos logistas, confira o vídeo para entender melhor:




Se preferir ver no YouTube clique aqui.

As Shop ROMs


Depois de ter feito o vídeo, eu acabei descobrindo outra forma de identificar de onde vieram os downloads de atualização da MIUI que eu recebi, inclusive, ontem tive mais um, contabilizando dois desde o recebimento do Smartphone. Não estava acostumado a receber upgrades deste tipo com frequência no Moto X.

Utilizando um App chamado Network Monitor Mini, você consegue rastrear todas as conexões que o Smartphone faz quando cada App é aberto. Observando o App que busca atualizações eu consegui identificar o endereço do servidor onde a atualização era buscada e com um pouco de pesquisa descobri que era o endereço correto da Xiaomi.

Gostaria de saber qual a sua opinião sobre os aparelhos da empresa e se você já tem, teve ou pretende ter um Smartphone Xiaomi, o que você acha?

Até a próxima!
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Remix OS - O Android para computadores é descontinuado

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terça-feira, 18 de julho de 2017

Uma notícia ruim para as pessoas que gostaram da proposta do Remix OS, um sistema operacional baseado no Android que trazia uma interface amigável para ser utilizada em computadores tradicionais, assim como um Kernel Linux modificado para tornar o Android compatível com processadores de arquitetura x86. O sistema foi declarado como descontinuado pelos desenvolvedores.

RemixOS é descontinuado




O Remix OS não é a única proposta do tipo, mas sob a minha concepção era uma das mais interessantes e mais bem acabadas. 

Eu inclusive fiz um vídeo sobre ele, assim você pode conhecer como o Remix OS funciona (ou funcionava):


A Jide Technology é a empresa responsável pela criação do Remix OS, ela é uma empresa chinesa fundada por ex-engenheiros da Google. O Remix OS até veio pré-instalado em alguns dispositivos, mas nunca atingiu um grande sucesso, no entanto, a empresa que o mantém não faliu, nem nada do tipo, pois assim como a Canonical, que parou o desenvolvimento do Unity para se focar em outros mercados, a Jide também está focando em um mercado diferente agora e deixará de lado o desenvolvimento do sistema.

A Jide possuía vários projetos relacionados ao Remix OS, desde mini computadores, até um Tablet concorrente ao Surface da Microsoft que trazia o sistema por padrão. Recentemente a empresa tinha feito uma campanha no KickStarter para criar um produto que seria uma espécie de "console Android" com suporte a resolução 4K, segundo a empresa, os 600 mil arrecadados no projeto serão devolvidos aos colaboradores.

O Remix OS é um projeto baseado no Android x86 e este continua operando normalmente, porém, não tem essa interface do Remix OS, para quem busca algo assim, uma alternativa seria o Phoenix OS, um projeto chinês também, assim como o Remix OS.

Seria bom que a interface do Remix OS fosse disponibilizada para instalação como um Launcher qualquer, assim poderíamos replicar a funcionalidade em outros aparelhos, não é?

Todos os produtores relacionados ao Remix OS serão descontinuados e o suporte aos já vendidos também será encerrado. A empresa vai se focar no mercado corporativo, de modo que corporações que usem o sistema operacional ainda poderão manter o suporte mediante a pagamento, como sempre fizeram.

Até a próxima!
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Vale a pena usar otimizadores de Android?

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Este é certamente um dos temas mais polêmicos do mundo dos dispositivos móveis que usam Android como sistema operacional. É polêmico porque  você vai encontrar pessoas que juram que eles funcionam (ou que um em específico funciona) e outros que vão dizer que todos estes Apps são aplicativos para enganar os mais leigos. Verdade ou não, acabou-se criando um verdadeiro mercado em torno deste tipo de aplicativo.

Otimizadores para Android




Por conta de toda polêmica que envolve o assunto, eu vou tentar abordar ele da forma mais imparcial que eu puder, dando exemplos e mostrando dados.

Como existem muitos Apps para manutenção no Android, é complicado falar de todos, mas generalizando, o que eles costumam prometer são estas 4 coisas:

- Limpar processos que ficam em segundo plano (liberando memória)

- Fechar programas que estão usando muito o processadores

- Liberar espaço removendo arquivos obsoletos

- Prometer aumentar a durabilidade da bateria

Pra mim o maior problema da maior parte dos Apps neste aspecto não é a questão deles fazerem o que prometem ou não, mas sim o a forma com que eles tentam atingir estes objetivos. Tirando os Apps de limpeza de dados e cache que tem foco na liberação de espaço, que na minha opinião são mais justificáveis, os demais acabam limpando a memória do Android, o que pode acabar tendo o resultado oposto do esperado.

Eu explico.

Talvez se você entender como o Android foi projetado para funcionar, você entenda o quanto estes aplicativos de limpeza são eventualmente inúteis e podem até prejudicar o seu aparelho ao logo do tempo.

O primeiro passo é entender um pouco mais sobre o gerenciamento de memória do Linux, pois o Android utiliza ele como Kernel.


A Google projetou o Android para trabalhar assim, não existe um App milagroso que vai transformar um aparelho com hardware modesto em algo surpreendente, tire isso da sua cabeça.

No vídeo abaixo eu explico todos os detalhes sobre o funcionamento destes Apps e mostro alguns exemplos de alguns que eu acredito que realmente sejam úteis para você ter no seu aparelho.



Apesar de eu ter a minha opinião sobre o assunto baseada em alguns fatos que eu considero relevantes não vou dar a discussão por encerrada, afinal, sempre podem surgir coisas novas. Eu adoraria saber a sua opinião sobre o assunto.

Use os comentários abaixo para participar! Até a próxima!
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Privacidade extrema! Mozilla lança Firefox Focus para Android e iOS

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

A Mozilla lançou uma nova versão do Firefox chamada de "Focus" com o objetivo em trazer privacidade online para os usuários. Muitos navegadores prometem esse tipo de coisa, mas a Mozilla elevou o Focus a um nível que eu ainda não tinha visto.

Privacidade online



A ideia por trás do Firefox Focus é muito simples: "Navegue como se ninguém estivesse olhando"

O conceito é simples de fato, mas tornar isso possível é uma história completamente diferente. Para atingir essa finalidade o Focus é capaz de bloquear os ditos "rastreadores" online, além disso ele traz ferramentas simples e intuitivas que permitem que você limpe o seu histórico, senhas e cookies, além de bloquear automaticamente propagandas nos sites.

O Focus não é um substituto ao Firefox tradicional, tanto que dentro dele mesmo você tem uma opção para abrir a página no navegador tradicional, você pode ver ele quase como um complemento para o seu navegador principal.

A remoção de componentes rastreadores tem prós e contras, dependendo do que você deseje, ao mesmo tempo que pode deixar a sua navegação mais rápida por carregar menos elementos na página, também pode causar uma aparência quebrada nos sites que necessitam de determinados complementos para a sua estrutura ou funcionalidade. Bloquear anúncios também pode ter uma prerrogativa negativa do ponto de vista do sustento dos sites que você gosta, mas, exatamente pensando nisso, o próprio Focus possui um botão em suas configurações que permite que você habilite os elementos em páginas específicas.

A minha surpresa


Eu instalei ele no meu Android e pensei em tirar alguns prints para mostrar as funções dele por aqui, acontece que o Focus bloqueia qualquer rastreio no aparelho, inclusive os prints. A função simplesmente não funciona com ele aberto. Tentei espelhar ele através do AirDroid para capturar as telas e o resultado foi esse:

Focus Firefox

Mais uma tela preta. Ok, legal essa função! Me surpreendeu de verdade. Mas será que ele evita gravações de vídeo também?

Usei o programa que eu sempre uso para fazer os vídeos sobre Android do canal, o AZ ScreenRecorder, e para minha surpresa, ao abrir o Focus eu consegui navegar normalmente, mas ao consultar a gravação em vídeo tive a mesma tela preta enquanto navegava por ele.

Olha Mozilla, duas palavras: "para béns."

O único jeito de te mostrar alguma coisa é tirando uma foto do celular. (ele possui versão para iOS também)

Firefox Focus
Reprodução: TechCrunch
O design do App é muito belo e com uma paleta de cores agradável, me lembrou a do "Suicide Squad" um pouco até. Simples e direto ao ponto, você abre o App, digita o site que você quer, habilita ou desabilita os rastreadores e ao sair, há um botão de lixeira que permite que você limpe tudo de uma vez. Muito prático.
Vale o teste com certeza, até a próxima!

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Projeto Halium quer unificar o desenvolvimento de uma solução Linux para o mercado Mobile

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Um projeto chamado "Halium" está com um objetivo audacioso, criar um "core" para o desenvolvimento de distribuições Linux para o mercado de dispositivos móveis.

Halium Project




Um projeto chamado Halium pretende unificar a forma com que as distribuições Linux poderão ser distribuídas para dispositivos móveis, criando uma camada base que qualquer distro poderia utilizar para criar uma versão mobile do sistema.

Helium Project

Aparentemente, o projeto Halium seria responsável pelas três partes básicas do sistema, o kernel Linux, a abstração de hardware do Android e a libhybris. A ideia é tentar reduzir a fragmentação neste aspecto. Você pode saber mais sobre o projeto através da página oficial.

Até a próxima!
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Samsung lança Tizen 4.0 com Kernel Linux para "Internet das Coisas"

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Tizen é o sistema operacional baseado em Linux da Samsung que visa ser o substituto do Android para a companhia, com o novo laçamento, além de poder rodar em Smartphones e Tablets, o recém anunciado Tizen 4.0 poderá também rodar na sua geladeira.

Tizen 4.0




O Tizen 4.0 é a versão mais recente do sistema operacional da Samsung, apesar dele ainda estar longe de vencer o Android no mercado, até mesmo em aparelhos na própria Samsung, quando o assunto é "Internet das Coisas", o mercado ainda está aberto, buscando por líderes de mercado e padrões, e dentro deste cenário o Tizen tem uma chance muito maior.

O ramo de Smart Home da Samsung com chips Artik conta com a parceria da Canonical também e pretende controlar a sua casa e os seus eletrodomésticos no futuro. Durante a conferência que anunciou o novo Tizen, a empresa se referiu a ele como "o sistema operacional baseado em Linux mais bem sucedido do mundo", exageros à parte, é bom ver outra gigante da tecnologia apostando em sistemas de código aberto, assim como o próprio Tizen é. Em breve os frameworks Xamarin e .NET deverão se integrar ao sistema, graças a uma parceria com a Microsoft.

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Fuchsia - Confira as primeiras imagens do novo sistema operacional do Google

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

O Google vem trabalhando "secretamente" em um novo sistema operacional há algum tempo, mas até então ninguém tinha visto a aparência dele, se seria parecido com o Android, que conceito visual ele aplicaria, se seria mais parecido com o ChromeOS, em fim. Agora a curiosidade vai abacar!

Fuchsia OS Google Interface




Agora nós já temos mais informações sobre o novo sistema operacional que poderá ser o futuro da Google, há algum tempo atrás eu tinha feito um vídeo para falar sobre ele:



Sabemos atualmente que o "Fuchsia", como é conhecido agora, é provavelmente apenas o codinome do projeto, é possível que quando ele chegar ao mercado ele receba outro nome. O Fuchsia não é baseado em Linux como o Android e o ChromeOS, ele usa um Kernel baseado no LK chamado Magenta, que também é de código aberto.

Não somente a base do sistema será diferente do Android atual, como a interface também, confira algumas imagens da "Armadillo", a nova interface da Google:

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

O Google parece estar utilizando o Flutter SDK para desenvolver a nova interface, um SDK que permite que sejam criados Apps para Android e iOS usando o mesmo código fonte, graças a isso, o pessoal do ARS Technica conseguiu criar um APK para testar o Armadillo Shell no Android, particularmente não consegui fazer ele funcionar.

Teclado do Armadillo


A interface tem um ótimo suporte para telas de tamanhos e resoluções diferentes, o que aponta a sua objetividade de convergência, usar o Flutter pode fazer o Fuchsia compatível com Aplicativos Android também, mediante a uma "simples" nova compilação.

Fique ligado aqui no blog, assim que tivermos mais novidades sobre o sistema você ficará sabendo.

Até a próxima!

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Anbox - O projeto que quer integrar Apps de Android nas distros Linux de Desktop

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Todas as pessoas que não analisaram à fundo a questão tem esta dúvida. Se Android é Linux, por que os Apps de Android não rodam nas distros de Desktop, como Debian, Ubuntu, Manjaro, Fedora, etc?

Além de responder esta pergunta, hoje você conhecerá o projeto Anbox, que tem exatamente este objetivo.

Android Anbox - Run Apps on Linux Desktop




Nesta semana eu recebi diversas mensagens sobre o Anbox, seja por e-mail, seja por Facebook, Twitter, no canal e até pessoalmente, acredite se quiser, ou seja, esse software chamou muito a atenção das pessoas pela sua proposta.

Abstraindo o lado técnico, resumidamente, o Anbox permite que você rode aplicativos Android na sua distribuição Linux de desktop de forma "quase" que nativa.

Sinceramente, desde que funcione bem, eu não me importo na definição técnica de nativa ou não, o mesmo vale para  Wine com os Apps de Windows.

Como eu não gosto de simplesmente colocar as coisas "do nada" aqui para vocês, eu resolvi fazer vários testes antes, mas antes de conversamos sobre isso, me deixe responder a questão levantada no início do artigo. Se Android também é Linux, por que a sua distro não roda os Apps do "sistema do robozinho?"

Estrutura de um sistema Android

Vejamos à partir da imagem acima que foi retirada diretamente do site do Android, o que a sua distro de Desktop tem de semelhante com o Android? Se você olhou pro "tijolinho" vermelho, o Kernel, então você acertou.

Se você acompanha o Diolinux no canal do YouTube, nas redes sociais, etc, deve ter percebido que frase mais repetida deve ter sido: "Linux é um Kernel", nada além disso. Pois bem, de fato é isso mesmo, só pra enfatizar.

Distribuições Linux são sistemas operacionais (para desktops, smartphones, servidores, IoT, etc) que usam o Kernel Linux como base de projeto. O chamado "Linux de Desktop" segue um certo padrão que vai além de simplesmente usar o Kernel Linux apenas, mas outras bibliotecas, ferramentas, servidores gráficos, servidores de som, são comuns entre as distros, por isso programas que rodam no Ubuntu costumam rodar no Fedora, programas que rodam no Manjaro costumam rodar no openSUSE e assim por diante. Muitas destas ferramentas são originárias do projeto GNU (e tantas outras também não são), como o próprio Bash, muito popular em várias distros (praticamente todas), incluindo até o macOS da Apple.

O Android é diferente. Ele também usa o Kernel Linux, assim como a sua distro de desktop, mas o que vem acima do Kernel é que é diferente de um sistema de "desktop Linux" comum. São bibliotecas e frameworks diferentes, e como Kernel por si só não roda nada (a função do Kernel é criar uma "ponte" entre aplicativos e hardware), temos esta incompatibilidade. O simples fato de Ubuntu e Android compartilharem o mesmo tipo de Kernel não os faz rodar o mesmo tipo de aplicação. De forma simples, é basicamente isso. O Kernel dos Smartphones também é comumente construído somente com os drivers de dispositivos e recursos que o próprio Smartphone terá, procurando otimizar o sistema e torná-lo mais veloz, é por isso que o Android que a Samsung usa no Galaxy você pode instalar no Moto Z, e vice-e-versa, sendo que esta regra vale para qualquer fabricante praticamente, só estou dando exemplo.

É o mesmo que acontece entre aplicações do macOS e sistemas com Kernel BSD, apesar do Darwin (Kernel do macOS) ter suas raízes no BSD, a "parte que roda" as aplicações do sistema é diferente, gerando a incompatibilidade.

Agora é que vem o Anbox


Anbox é um nome muito inteligente e que exprime de forma compacta o funcionamento do projeto. Anbox, Android in a Box. Sendo que o funcionamento do projeto, consiste em utilizar um container para rodar o sistema.

Quando li pela primeira vez sobre o Anbox, lembrei-me do Shashlik, estão lembrados? Mas lendo um pouco mais sobre o projeto acabei descobrindo que eles funcionam de jeitos bem diferentes.

Enquanto projetos como o Shashlik o outros disponíveis para Linux para rodar Apps de Android, como o Genymotion (Genymobile), onde um sistema Android com Kernel próprio é emulado e as aplicações são rodadas desta forma, no caso do Anbox, ele promove uma camada de abstração diferente, utilizando o próprio Kernel do sistema, o que, segundo os desenvolvedores, garante uma melhor integração com o próprio sistema.

O Anbox não virtualiza o Android, ele simplesmente cria essa compatibilidade com os recursos necessários para fazer os Apps rodarem sobre o próprio Kernel Linux da distribuição.


Este vídeo foi produzido pelos próprios desenvolvedores do Anbox e mostra o que seria o funcionamento do programa na prática.

Não funcionou tão bem... pelo menos para mim


Tudo bem, como está no site mesmo, o Anbox ainda é um alpha, então tem muito trabalho por vir ainda, porém, eu realmente não consegui nem sequer testá-lo direito, instalei ele, mas o programa simplesmente não roda.

Teoricamente, o Anbox foi testado no Ubuntu 16.04 LTS através de pacotes Snap e assim ele deveria funcionar, aliás, esta é a forma de distribuição principal do programa. Sem Shell Script, sem deb ou rpm, sem PPA, sem Flatpak (por enquanto), apenas via Snap.

Felizmente você pode usar os Snaps em qualquer distribuição, ainda que os testes tenham sido apenas no Ubuntu.

Bom, eu tentei... juro!

Usei o Ubuntu 16.04 LTS, usei o Ubuntu 16.10, o Ubuntu 17.04, o Deepin 15.4 RC2 e o Manjaro 17, tentei usar o pacote Snap em todos e tive o mesmo resultado, nada

Como o código do Anbox está no Git, a galera do Arch já "mexeu os pauzinhos" e temos uma versão do AUR do Anbox, procure pelo pacote "anbox-git", porém, nem esse funcionou.

Por isso, convido você a testar, caso você faça funcionar, seria muito bom se você compartilhasse através dos comentários os seus resultados e como você fez para rodar o Anbox também.

Teoricamente, você precisa instalar o snap:
sudo snap install anbox-installer
E depois de instalado, você precisa rodá-lo:
anbox-installer
ou:
snap run anbox-installer
Será necessário digitar o número "1" no Script para escolher a opção de instalar e depois será necessário digitar em caixa alta "I AGREE" para aceitar os termos do programa, se tudo der certo, você terá o Anbox no menu do seu sistema. Até aqui eu sempre cheguei, mas nunca consegui abrir ele. 

De qualquer forma, é um projeto que promete, se conseguirmos esta integração será ótimo, muito mais aplicações  estarão disponíveis para Linux nos destkops também.

Vale a pena ficar de olho, até a próxima!
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Adeus consoles? - A evolução dos games no Android

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Vislumbrar o futuro é uma brincadeira que eu gosto de fazer, mas quanto se trata de "até onde os Smartphones irão chegar" é complicado até imaginar. Há alguns anos atrás você estava jogando o Snake no seu Nokia, hoje você está pegando Pokémons em realidade aumentada, o salto foi grande!

Android Gaming




Quando os primeiros celulares com Android chegaram a indústria de desenvolvimento de games concentrou seus esforços em pequenos jogos, eu ainda lembro do meu bom e velho Samsung Galaxy Ace Plus, meu primeiro Smartphone, onde eu joguei o primeiro Temple Run que saiu, um verdadeiro clássico dessa plataforma. Mesmo que eu não percebesse, nesta época já tínhamos uma amostra de como os games para a plataforma mobile seriam.

Temple Run Android

O Temple Run mesmo utilizava algo "irreverente" para a época, que são os sensores do Smartphone para você pode controlar o personagem, algo realmente muito bacana e que se tornou comum e muito mais aprimorado nos games atuais, muito da capacidade dos games de Android, ou de dispositivos móveis em geral, se limitava ao próprio hardware dos aparelhos, que não permitiam que os desenvolvedores fossem muito longe.

Com o lançamento de novos aparelhos com melhores hardwares os games começaram a ficar mais complexos e com gráficos melhorados, ainda que muitos deles sejam "simples", como Flappy Bird, mas capazes de te prender por horas.

Pokémon GO


Os desenvolvedores começaram a aprender como o mercado de games para Android funciona e em pouco tempo tivemos grandes sucessos como Fruit Ninja, Candy Crush, Angry Birds e muitos outros, talvez o exemplo mais recente ainda seja o Pokémon GO, que foi baixado mais de 500 milhões de vezes. 

Apesar de ser uma comparação injusta, o popularíssimo GTA 5 vendeu "apenas" 75 milhões de cópias, o que dá para se ter uma ideia da popularidade, mais uma vez, esta é uma comparação injusta, mas que ajuda a ter uma noção da popularidade.

Eu mesmo tenho jogado muito o novo Yu-Gi-Oh!  Duel Links, game que foi baixado mais de 50 milhões de vezes também, apenas na Play Store.

Os games novos começam a explorar os novos recursos tecnológicos que os Smartphones possuem, como uma boa conexão com a internet para trabalhar com arquivos remotos, assim, vários games rodam em servidores e não diretamente no celular, câmeras com boa resolução e outros sensores mais, como o giroscópio, que permitem utilizar o aparelho com óculos de realidade virtual como este.

Muitos dos jogos disponíveis para Android deixam você se conectar com seus amigos através da Google Play Games ou através do Facebook de forma a poder, quase que instantaneamente, desafiar os seus amigos nesses jogos não importando a distância através da "mágica" da internet, criando assim uma experiência de jogo bem diversificada e de forma simples para o consumidor final.

Clash of Clans
Clash of Clans
Com o crescimento do mercado, uma variedade que se tornou muito popular durante os últimos anos, são, por exemplo, os jogos de guerra medieval e aqueles games onde você é dono de um hospital, de um restaurante ou de uma cidade, basicamente, jogos em que você manda nesse mundo todo e desenvolveram sistemas de micro transações dentro deles mesmo para manter o jogo funcionando e pagar o seu desenvolvimento, e ainda, quando a estratégia é bem feita, gerar lucro.

Pense que se Pokémon foi baixado 500 milhões de vezes, coloque, digamos, 1 real para cada usuário e você já tem um ótimo  montante inicial, pelos dados que se tem, a Niantic faturou 200 milhões de dólares só no primeiro mês de lançamento.

Concorrência: Android no lugar de PlayStation e XBox?


Consoles Android
Reprodução: Android Authority
Você pode pensar que eu estou meio louco em sugerir isso. Mas "paremos e reflitemos". Será que você não seria um consumidor deste tipo de produto?

Se você tivesse um celular que faz tudo o que você faz hoje com o seu Smartphone e ainda rodasse GTA 5 com ótimos gráficos, só pra citar um título, com a mesma qualidade que o PS4 de hoje tem e pelo mesmo valor dos Smartphones top de linha da atualidade, você ainda compraria um console?

Talvez você possa pensar na jogabilidade comprometida por conta da tela sensível ao toque. E neste aspecto eu concordo com você, mas imagine que o Smartphone seja projetado para jogar e você possa ligar joysticks nele como você já pode fazer hoje com vários modelos, como por exemplo o GameSir G4S que nós mostramos no canal, a coisa fica mais interessante, não é?

Se o problema é a tela pequena, ainda que você tenha um Galaxy Note (que não exploda de preferência), que tal usar o conceito do Nintendo Switch, o novo console da Nintendo, e utilizar ele tanto como portátil, como "de mesa", utilizando um dock para isso? Ligando o Smartphone na sua TV  e com um controle na mão você teria a mesma experiência que um console comum, certo?

E vamos além! Talvez você tenha visto o novo recurso do Galaxy S8 com uma dock que transforma o Smartphone em um computador Android com interface convergente, isso nos faz supor que esse tipo de coisa é possível!

- Ah, mas nunca que os celulares terão a mesma potência de um console ou PC!

Smartphones, consoles e computadores de mesa vão uma variação da "mesma coisa", computadores. Quando o assunto é desktop, realmente acho que não há possibilidade de competição em potência, pois o espaço e o propósito, assim como a arquitetura dos chips, tem essa questão de escalabilidade levada a um extremo ainda impossível para os Smartphones, mas para os consoles a distância não é tão grande ao que parece, veja os chips Tegra da Nvidia por exemplo.

Claro, a grande questão seriam os games, e você pode observar que hoje, que ainda não existe um mercado formado em torno deste conceito, já existem versões mobile de clássicos de PC/Console como FIFA, PES, Borderlands, The Walking Dead, Batman, entre outros. Imagine em um mercado desenvolvido!

Lembre que há 20 anos atrás você estava jogando Snake no seu Nokia usando apenas duas cores e botões, o que será que teremos daqui há 20 anos? Se APIs multiplataforma como o Vulkan realmente decolarem, o que impede que tenhamos lançamentos cross plataform também? Depende muito da evolução dos chips gráficos para dispositivos móveis, mas eu não sou louco de duvidar.

O que você acha?
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Android passa Windows e é o sistema operacional mais utilizado do mundo

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Não faz muito tempo que eu publiquei uma matéria, pra falar a verdade, mal faz duas semanas, onde estávamos especulando e indicando que o Android iria passar por cima do Windows como sistema operacional mais utilizado do mundo quando se fala em acesso à internet, pois é, aconteceu!





Na verdade aconteceu há alguns dias, eu que não tinha tido tempo de escrever sobre, inclusive, com a notícia repentina do encerramento do projeto Unity pela Canonical as coisas ficaram agitadas e o meu tempo de escrever sobre este assunto, que também é muito interessante e importante, foi para as "pícaras", como diriam as pessoas nos anos 70.

Fato é que o sistema baseado em Linux da Google, o Android, que alimenta a maior parte dos Smartphones acabou passando o Windows da Microsoft e se tornando o principal sistema operacional do mundo para acesso à internet.

A vitória era esperada dadas as condições, veja bem, a maior parte das pessoas tem ao menos um Smartphone, quando não tem mais de um, e os computadores são dispositivos compartilhados entre a família muitas vezes. Sendo assim é natural de se supor que os Smartphones em algum momento se tornassem o centro da internet para usuários domésticos e o sistema que está acompanhando essa evolução na maior parte dos aparelhos é o Android, então é uma "vitória" esperada.

As pesquisas de Março passado apontam que todas as versões somadas do Windows, incluindo as Mobile, Desktop, etc, representam cerca de 37,91% dos dispositivos conectados à internet, enquanto o Android, que já se expande para alguns computadores, TV Boxes, Consoles e claro, Smartphones e Tablets, agora representa 37,93%.

A diferença é mínima, claro, não chega a 1%, mas como o próprio StatCounter enfatiza, é a primeira vez na história que o Windows é deixado para trás neste aspecto, a Microsoft ainda lidera com folga o ramo Desktop, e provavelmente isso não vá mudar tão cedo, mas a "batalha" parece estar se movendo para outro campo onde a Microsoft ainda não conseguiu se estabelecer completamente.

Ainda que a Microsoft não lidere o mercado com o Windows para Smartphones, financeiramente falando, a empresa é uma das que mais ganha com a venda de dispositivos Android devido a uma série de patentes que são de sua propriedade, talvez isso explique o fato da Google estar buscando uma forma de  mudar do Android para outro sistema para parar de enriquecer outras empresas simplesmente por questões legais.

De qualquer forma, não deixa de ser uma notícia incrível e uma quebra de paradigma histórico.

Até a próxima!
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Chrome OS tem maior participação de mercado do que outras distribuições Linux

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Em Maio do ano passado eu publiquei aqui no blog uma matéria interessante que falava sobre a adesão dos Chromebooks nos EUA, na época os dados mostravam que eles tinham vendido, em unidades, mais do que os MacBooks, que são um equipamento de preferência de boa parte dos norte-americanos. Hoje tenho um outro dado interessante para compartilhar.

Chrome OS é o Linux mais usado em desktops




É a segunda vez que vou falar do StatCounter nesta semana, a primeira foi quando comentei sobre o Android tornar-se o principal sistema do mundo quando o assunto é acesso à internet. Mas agora vamos falar de outro sistema da Gooogle, o ChromeOS.

Para quem não conhece muito bem, o ChromeOS é um sistema operacional que abastece os Chromebooks, que são notebooks dedicados ao acesso à internet e aplicações em nuvem, no EUA eles acabaram se tornando uma opção viável para muitas pessoas que usam apenas o computador para navegar ou que trabalham diretamente através de um browser, que é o meu caso inclusive, em 90% do tempo.

O StatCounter costuma liberar boletins parciais de tempos em tempos e desta vez um dado chamou a atenção, o ChromeOS tem mais market share do que as outras distros Linux somadas aparentemente.

Chrome OS na frente de Linux

Como podemos ver na imagem, a pesquisa foi levantada no período de um ano, entre Fevereiro de 2016 e Fevereiro de 2017, levando em consideração uma certa gama de acessos em sites, ou seja, ele não representa a realidade absoluta, mas possui um bom teor amostral, ainda que o restante deixado de fora pudesse mudar este valores drasticamente.

Nos EUA, assim como praticamente em todo o mundo, o Windows da Microsoft lidera com uma boa folga com seus 74,1%, em segundo lugar temos o macOS da Apple com pouco mais de 20% e depois temos o ChromeOS com quase 3,5%, o Linux vem depois com 1,47%...

Mas "pera" aí um minutinho....


Castiel

Eu gostaria de entender o porque esses sites que fazem a contagem de sistemas operacionais não entendem Linux como o que ele é: Um Kernel.

O ChromeOS é um sistema baseado em Linux também que usa uma versão modificada do Gentoo como base, então... por que não contar tudo o que tem Kernel Linux como "Linux"?

- Ah! Mas Linux não é um sistema operacional completo, é só um Kernel!

Pois é, concordo, então podemos seguir a lógica aplicada e separar por sistemas (distros), Ubuntu, Mint, Debian, Fedora, Red Hat, ChromeOS, Android e assim por diante, "Linux", por assim dizer, também é o ChromeOS neste caso, assim como Linux é o Kernel do Android e em toda a lista o pessoal conta separado não sei por qual motivo, sinceramente, Linux como Kernel, não deveria nem fazer parte das listas, as distros sim, o que as pessoas usam não é O LINUX (não apenas ele), é o sistema operacional que carrega este núcleo, seja ele o ChromeOS, o Ubuntu, Android ou qualquer outro.

... voltando


Apesar do ChromeOS ter conquistando um público interessante nos EUA, ele não conseguiu fazer muito sucesso fora de lá e fora de países desenvolvidos, o motivo? Simples, qual cidade brasileira tem sinal de Wi-Fi aberto ou por um preço acessível em todo local? Pois é, não tem.

Não que isso seja uma regra nos EUA, mas digamos que seja muito melhor que aqui neste aspecto (talvez, não só neste), mas em fim, não somente o Brasil cabe nesta deficiência de internet, como muitos outros países e como o ChromeOS fica muito limitado sem conexão, ainda que hoje em dia muitas coisas funcionem offline, ele perde um pouco de seu propósito.

Esse tipo de coisa parece estar fazendo a Google remodelar o ChromeOS, ou pelo menos o espaço de de mercado que ele ocupa, para algo novo, maior e melhor, até o momento sem muitas informações mas o projeto Andromeda dá alguns indícios.

E no Brasil, como é?


Como eu fiquei curioso com os dados, ainda que eu não concorde 100% com eles, resolvi descobrir quais as estatísticas do StatCounter para o Brasil, vamos olhar primeiro a plataforma Desktop:

Sistemas operacionais no Brasil

Aqui no Brasil a vantagem do Windows é descomunal, levando-se em consideração os dados do StatCounter ao menos. 

Com quase 92% de utilizadores, ele é o sistema predominante, a Apple continua em segundo mas com praticamente 1/4 de usuários, se compararmos com os dados dos EUA, muito se deve aos preços brasileiros dos Macs, sem dúvida.

No gráfico brasileiro "o Linux" ocupa a terceira posição com 1,22% dos utiilizadores e o ChromeOS não chega a atingir 1%, por motivos fáceis de entender, os Chromebooks em alguns casos custam o mesmo que os outros Notebooks e ainda tem a questão da internet, que eu já tinha comentado e tem um 1% desconhecido ali também que pode ser Linux, BSD, ou qualquer outra coisa, até mesmo o Windows, talvez sejam pessoas que navegam usando o TOR ou algo do tipo, sinceramente, não sei.

Agora o gráfico dos dispositivos móveis, especificamente os Smartphones:

Ranking de sistemas operacionais móveis no Brasil

Quando o assunto é Mobile, o Android é o Bayern de Munique dos sistemas operacionais, com quase 84%, ele domina amplamente o mercado (engraçado que aqui eles não contam como Linux, ainda que ele use o Kernel também, ainda não entendi por quê disso...), em segundo temos o iOS, como já era esperado com praticamente 10% dos utilizadores, o restante dos usuários se diluem entre usuários de Windows e outras plataformas menores que não fica claro exatamente qual sistema seria, sendo que o Windows tem pouco mais de 2,5% de utilizados.

Dispositivos móveis também são Tablets, então vamos dar uma olhada nesta categoria:

Market Share de Tablets no Brasil

Aqui eu confesso que tive uma surpresa! Quer dizer que metade das pessoas que tem Tablet no Brasil, tem iPad? Tá bom então...

Segundo os dados da StatCounter Android e iOS estão praticamente empatados e o Windows não tem 1% neste segmento, agora... não me pergunte "o que ser" este Linux ali na lista, se não é o Android, não faço ideia do que seja. Que outro sistema baseado em Linux é vendido no mercado móvel brasileiro além do Android? Se souber comenta aí, fiquei curioso. E mais uma vez, eles separando Android de Linux, quando eles são a mesma coisa. 

Nos EUA o iPad domina o mercado completamente com cerca de 70%, com o Android com apenas 21% e o Windows chegando a quase 0,5%.

E aí, conta pra mim que conclusão você tira destes dados! :)

Até a próxima!

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Android deverá se tornar o sistema principal do mundo para acesso a internet

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quarta-feira, 22 de março de 2017

O sistema operacional mantido pela gigante de tecnologia, Google, está prestes a se tornar o sistema operacional dominante quanto o assunto é acesso à internet, você pode pensar que não há nada de muito surpreendente na informação, mas isso quer dizer muito mais coisas do que você imagina, quer ver?

Android Rules


Segundo o site Smart Counter, o Android deve passar a ser neste ano o sistema operacional mais utilizado do mundo quando se refere a acessos à internet. Apesar de eu achar que esse tipo de contagem nunca se aproxima com grande precisão da realidade, o dado é interessante e é fácil de se supor que Smartphones e Tablets sejam a forma principal de conexão das pessoas hoje em dia.

Acho interessante o case de sucesso do Android usando o Kernel Linux, talvez a lição que a Google deu sobre como conduzir um sistema operacional para o mercado com base no Kernel mais utilizado do mundo sirva de inspiração para outros projetos também. Além da perspectiva que nos dá do potencial do Kernel Linux, uma informação como esta também ratifica as tendências tecnológicas que vivemos, onde colocar um computador no bolso é a primeira opção para diversas pessoas.

Aposto com você, com baixíssimo risco de perder, que você tem um Smartphone, seja ele Android ou não e todos os seus amigos próximos possivelmente também tenham, a maior parte deles um Android, mas onde mais o Android pode ir? Como será a nossa forma de trabalhar daqui há alguns anos? Será que o Android continuará avançado também para modelos de desktop?

Qual a sua opinião?

Até a próxima!
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Syncthing - Sincronize arquivos entre computadores em uma nuvem pessoal

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terça-feira, 14 de março de 2017

Hoje vou mostrar para você uma forma muito fácil de você criar uma forma simples de compartilhamento de arquivos e ao mesmo tempo um backup de dados usando Syncthing, tudo isso, dentro da sua própria casa! 😄

Syncthing sincronizando arquivos em nuvem caseira



O Syncthing é uma plataforma de código aberto que permite a criação de uma rede de compartilhamento de arquivos de forma descentralizada, isso tem aplicações muito interessantes dentro de uma empresa, especialmente negócios pequenos, e dentro da sua casa.

Se você costuma usar os mesmos arquivos para trabalhar em mais um computador, e usa serviços como o popular Dropbox para sincronizar os mesmos, fica fácil de entender como o Syncthing funciona.

Imagine que você tem  um Notebook e um Desktop em casa, imagine que você use o Dropbox em ambos com a mesma conta, desta forma, os arquivos são sincronizados entre as duas máquinas. Os arquivos vão do seu Notebook para o servidor do Dropbox e do servidor do Dropbox para o seu Desktop, ou ao contrário, dependendo de onde você colocar o arquivo antes.

O funcionamento é ótimo, isso inclusive permite que você acesse os arquivos de qualquer dispositivo, incluindo o seu Smartphone, basta ter internet, contudo, para determinadas informações sigilosas, pode ser interessante ter um sistema de compartilhamento privado e é aí que o Syncthing entra.

No Syncthing...


... não existe um servidor central como no Dropbox, o compartilhamento é feito de uma máquina para a outra e você escolhe em qual disco rígido seus arquivos ficarão, em alguns casos, por fazer parte da sua rede local, a transferência de arquivos será muito mais rápida do que através do Dropbox ou qualquer outro.

Como você instala o Syncthing no seu computador?


O Synchting é um utilitário em linha de texto e funciona como um servidor de arquivos local, você poderia criar um servidor Samba também para o caso, mas o Syncthing além de ter uma bela interface, não requer muita experiência para ser configurado e ainda espelha os arquivos para que você tenha cópias de backup.

Apesar do Syncthing ser descentralizado, nada impede que você use uma máquina antiga para usar de servidor de arquivos, essa é uma escolha só sua. Eu ainda vou fazer um vídeo sobre o FreeNAS para soluções domésticas, mas por hora vamos ficar com o Syncthing.

Através do site oficial você pode baixar os instaladores para Windows, Linux, macOS e dispositivos móveis, para o Ubuntu e seus derivados, existem várias formas diferentes de instalar. 


1 - Você pode usar o próprio arquivo para "Linux" disponibilizado no site, que é um arquivo "genérico", basta extrair e dar dois cliques e uma interface Web dentro do seu navegador padrão vai se abrir.

Syncthing

2 - Usando o Software Boutique.

Syncthing Ubuntu Software Boutique

3 - Através de um pacote Snap, você pode achar ele tanto pelo terminal, quanto através do Ubuntu Software.

snap install syncthing

Syncthing Snap

Syncthing no Ubuntu Software

Independente da forma que você escolha para instalar, é bom que você saiba que existe uma interface gráfica em GTK para as distros Linux e um outro cliente para Windows:

SyncthingGTK (Linux e Windows)

- SyncTrayzor (Windows)

E existem outros criados pela comunidade de desenvolvedores para diversos sistemas.


Para dar sequência as explicações, você utilizará a forma simples de trabalhar, usando o arquivo disponibilizado no site para "Linux 64 bits" e utilizando o Ubuntu para exemplificar, não sendo necessário instalar pacotes adicionais, nem nada disso.

Ao baixar o arquivo do Syncthing, você terá um pacote compactado em tar.gz, basta extrair para uma pasta de sua preferência, eu recomendo que você extraia para dentro da sua Home por questão de organização, depois, para facilitar, mude o nome da pasta para syncthing.

Dentro da pasta, basta dar dois cliques no arquivo syncthing.

Syncthing

Alguns instantes depois de você dar dois cliques no arquivo, o seu navegador padrão deverá se abrir mostrando a interface do Syncthing, observe o endereço de IP e a porta dele, sendo que o IP será normalmente o próprio localhost.

Syncthing interface

Recomendo que você favorite o endereço para acessar ele através do navegador facilmente, sem precisar decorar IP/Porta, claro, se você não optou por baixar a interface em GTK ou alguma outra, eu achei mais interessante gerenciar pelo próprio browser, mas a escolha é sua.

Para que Syncthing inicie junto com sistema assim que você fizer login, basta adicionar o caminho para o executável dele (se você seguiu o meu exemplo ele está dentro da sua Home) ao "Aplicativos de sessão" do Ubuntu.

Syncthing inicializando junto com o Ubuntu

Ao adicionar somente o endereço do executável, assim que você fizer login um browser vai se abrir com a interface do Syncthing, se você quiser que apenas o processo inicie sem que um navegador seja aberto toda a vez, adicione um parâmetro ao final do comando assim: " -no-browser", sem as aspas.

No meu exemplo seria:

/home/dionatan/syncthing/syncthing (para abrir o navegador no login).

/home/dionatan/syncthing/syncthing -no-browser (sem abrir o navegador no login).

Você sempre pode ver se os processos do Syncthing estão em execução observando o "Monitor do Sistema".

Syncthing no monitor do sistema

Como sincronizar e compartilhar arquivos


Toda a configuração do Syncthing pode ser feita pela interface Web, a pasta padrão que o Syncthing compartilha é a "/home/seu_usuario/Sync/", mas você pode adicionar e remover as pastas ao seu gosto.

Pasta compartilhada no Syncthing

Toda a interface do Syncthing é em Português, então leia com calma para escolher todos os detalhes que você deseja.

Para compartilhar esta pasta com outro computador dentro da sua rede e fazer elas sincronizarem você precisa instalar o Syncthing na outra máquina que será sincronizada. Depois é necessário criar uma identificação através de ambas. 

No meu caso, estou compartilhando a pasta "Sync" do meu Notebook com o meu Desktop, então vou me referir a eles desta forma para você entender melhor.

No meu Notebook ao abrir a interface Web do Syncthing vou clicar no botão "Adicionar dispositivo remoto".

Syncthing
Na janela que se abre no Notebook eu devo informar os dados do dispositivo remoto que vai se conectar a ele, no caso, o meu Desktop.

Configurando Syncthing

Na tela acima, existem várias opções que podem ser configuradas, então, leia as opções com atenção, mas quero destacar 3 mais importantes e essenciais.

1 - O ID do dispositivo que vai se conectar (no caso o PC), logo adiante eu mostro como você consegue ele.

2 - Um nome de identificação para o dispositivo conectado.

3 - Marque para compartilhar a pasta padrão do Syncthing, no caso a pasta "Sync" dentro da Home, se você adicionar mais pastas elas vão aparecer aqui, marque todas as que você deseja que este dispositivo remoto possa acessar.

Agora no Desktop, vamos precisar pegar o ID do Syncthing dele para adicionar às configurações (da imagem anterior) do Notebook.

No Desktop, clicamos no menu "Ações" e depois em "Mostrar ID".

Configurações do Syncthing

Uma tela como esta abaixo vai se abrir com um código, este código nós devemos digitar no "ID do dispositivo", destacado como "item 1" na imagem anterior no Notebook. Isso fará com que o Syncthing do Notebook reconheça o do Desktop.

Syncthing ID

Você deve repetir o processo ao inverso, indo no Notebook, pegando o ID dele e adicionando o dispositivo no Desktop, assim haverá sincronia entre ambos. O código QR que aparece serve para você adicionar o cliente no seu Android, caso você queira usar o Syncthing por ele, como comentei no início do artigo, existe também uma versão para dispositivos móveis disponível no site oficial, Google Play e F-Droid.

Para que o Syncthing inicie automaticamente no Desktop, você precisa também adicioná-lo aos "Aplicativos de sessão", ou equivalente, dependendo do sistema que você esteja utilizando.

O Synthing funciona de modo cross-plataform, assim você pode sincronizar dados entre Windows, Linux, Mac, BSD, Android, etc, de forma privada e usando apenas uma ferramenta.

Existem muitas possibilidades para o Syncthing, ele tem tantas funções que fica difícil até resumir em um artigo como este (que já está um pouco longo), por isso, eu incetivo você a ler a documentação dele, você a encontra no rodapé da Web Interface do Syncthing, além disso, você pode explorar também as configurações do menu, lá é possível criar usuários inclusive, definir senhas de acesso e mais um monte de opções que vão desde coisas avançadas, como configuração de Firewall e Proxy, até uma simples mudança de tema da interface para um tons mais escuros.

Espero que a dica seja útil para você manter os seus arquivos exatamente onde você deseja, até a próxima!
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