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O Xiaomi Amazfit pode ser o seu futuro Smartwatch!

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Smartwatchs são produtos ainda controversos no mercado, o público se divide muito em relação a real vantagem de se ter um device deste tipo. Hoje você vai conhecer melhor um dos produtos da Xiaomi para este segmento, o AMAZFIT.

Xiaomi Amazfit





Antes de mais nada, eu gostaria de agradecer à loja TOMTOP por ter cedido o Smartwatch para este review, sem eles este conteúdo não seria possível.

Eu estive utilizando o AMAZFIT por cerca de uma semana e meia antes de fazer o roteiro final para a análise do produto. Conforme os dias foram passando eu consegui identificar pontos fortes e fracos que serão comentados mais à frente no texto, porém, antes de tocarmos nestes pontos, vamos a uma apresentação geral do produto.

Conheça o Xiaomi Huami AMAZFIT


Xiami HUAMI AMAZFIT


HARDWARE: Falando um pouco do relógio em si, ele certamente tem uma das melhores construções que eu já pude utilizar, tudo bem que eu não tive muitos Smartwatchs até hoje, mas já pude brincar um pouco com alguns modelos, quando você comprar um AMAZFIT você terá:

- Um relógio com corpo de cerâmica;
- Tela touch de 1,34";
- 512 MB de memória RAM;
- 4GB de armazenamento interno;
- Bateria de 280 mAh;
- Carregador acoplável USB
- BlueTooh 4.0;
- Wifi;
- Monitor cardíaco;
- Pulseira emborrachada e resistente.

Xiaomi Amazfit


Adicionado a isso, o AMAZFIT pesa apenas 55 gramas e tem um ótimo visor, que permite ângulos de visão bem abertos, permitindo que você visualize o conteúdo na tela mesmo sob uma forte luz ou em lugares escuros.

SOFTWARE: Temos aqui um diferencial também (e o maior fator de pontos positivos e negativos), ele possui um sistema operacional próprio, pelo que vi através de comentários na internet, seria um Android modificado, mas de qualquer forma, ele é diferente da experiência que você costuma ter em Smartwatchs Android, visto que você não tem acesso à Google Play Store e outros recursos comuns do Android. Por outro lado, este sistema mais enxuto dá ao AMAZFIT uma vida longa em sua bateria.

Xiaomi Amazfit Review


O sistema também carrega vários aplicativos úteis pré-instalados, especialmente para as pessoas que querem criar e regular com precisão seu exercícios físicos, além disso, é possível instalar um aplicativo no celular, onde você pode parear o seu Smartphone com o Smartwatch e ter acesso a funções extras de análise e personalização.

Antes de seguirmos para os prós e contras, fique com a review completa em vídeo:



Pontos Positivos:

Pontos positivos

A coisa que mais me impressionou no AMAZFIT foi a bateria. Na minha utilização tradicional a bateria durou exatamente uma semana em uma recarga completa, na segunda semana (a qual não mencionei no vídeo acima), a carga durou uma semana e meia praticamente, fazendo menor utilização dele. Então posso dizer que estou muito satisfeito neste quesito.

Segundo a Xiaomi, pessoas que utilizarem o AMAZFIT com maior intensidade deverão conseguir por volta de 5 dias de carga, o que é ótimo, visto que muitos Smartwatchs mal conseguem aguentar um dia inteiro.

Muito dessa conservação de bateria vem do sistema operacional ajustado especificamente para o AMAZFIT. Ele é simples, é compacto e faz o que tem que fazer. A interface é intuitiva e simples de se utilizar. Possui uma capacidade razoável de personalização, trocar as Watchfaces é algo realmente bem simples, tanto pelo Smartwatch, quanto pelo aplicativo no Smartphone.

Acompanhando o sistema operacional, temos uma grande variedade de apps de treinamento para regular os seus exercícios físicos. O medidor cardíaco possui a funcionalidade de avaliar se o seu batimento está adequado de acordo com padrões de saúde e o seu estado atual, incluindo perguntas sobre o seu humor no momento da medição para ajudar na apuração dos dados.

O brilho da tela é autoajustável, porém, você pode alterá-lo para o modo manual. O sensor de luminosidade funciona incrivelmente bem, como eu disse anteriormente, não há um momento em que você olhe para a tela não consiga ver perfeitamente as horas ou informações, como as notificações do seu Smartphone. Outra coisa bacana é que o sistema te avisa quando você deve fazer uma pausa de suas atividades e esticar um pouco as pernas por ter ficado muito tempo sentado; como eu trabalho muito nesta posição, achei o recurso muito útil.

Falando do corpo do Smartwatch, dentre os pontos positivos podemos apontar um design clean, esteticamente bem acertado, um acabamento impecável, uma tela com ângulos de visão excelentes (como já comentado) e uma pulseira bela e resistente, que também pode ser substituída por outra de seu gosto sem muitos problemas.

Pontos Negativos:

Pontos negativos do Amazfit

Todo produto tem seus contras. Para algumas pessoas os detalhes que eu vou comentar aqui nem podem ser considerados um contra necessariamente, mas vamos lá.

Apesar do sistema operacional ser muito funcional, ele peca em um detalhe para o público brasileiro, sendo completamente em inglês, tanto o App, quanto os sistema do Smartwatch em si. Ouvi falar que a comunidade brasileira da Xiaomi já criou ROMs e Apps alternativas traduzidas para o AMAZFIT, mas como tenho que avaliar o que vem dentro da caixa, é isso que temos. Fora que nem todo usuário final vai se dar ao trabalho de fazer isso, isso se tiver conhecimento e paciência para tal.

Outro ponto que recai sobre o sistema operacional é ele não ser Android, ou melhor, ser, mas não ser um "Android tradicional". Sem a Google Play Store você não consegue adicionar aplicativos para que você possa estender as funções que o relógio tem, limitando você ao que ele te entrega out of the box. Mais uma vez, a comunidade brasileira da Xiaomi já deu um jeito de mostrar como você pode instalar APKs nele (os pacotes de Apps do Android), aparentemente usando o ADB, um recurso comum entre os desenvolvedores, mas mais uma vez, é algo que foge da alçada do usuário comum, logo, um contra sob o meu ponto de vista.

O sistema operacional é mesmo o meu maior alvo de críticas aqui, sobre o aparelho, não tenho realmente nada a acrescentar nos contras, talvez 1 GB de RAM não fosse má ideia, mas como você (teoricamente) não vai instalar Apps, isso se torna desnecessário. Entre as coisas que você não conseguirá fazer nele nativamente sem dar aquela "hackeada" básica estão:

- Impossibilidade de interagir com as notificações, você pode apenas pré-visualizar as mensagens;
- Sem a possibilidade de adicionar novos Apps nativamente, você não terá coisas como um calendário completo, um aplicativo para controlar a ingestão de água (ainda que com criatividade você possa contornar isso sem problemas, usando um App no Smartphone ou programando o despertador que vem no AMAZFIT);
- Sem lanterna;
- Impossibilidade de controlar as músicas do Smartphone por ele.

Nesta última cabe uma ressalva. A ideia é que você coloque as músicas dentro do armazenamento interno dele e use fones de ouvido Bluetooth, assim você pode sair para dar a sua caminha sem levar o celular, certo? Certo. No entanto eu ainda acharia útil poder parear ele com o Smartphone e controlar as músicas nele, visto que não tenho acesso ao Spotify pelo Smartwatch ou ainda, controlar o som de casa via Bluetooth também, isso seria muito legal, mas ele não permite. 

O armazenamento interno, que tem 4GB é parcialmente preenchido com o sistema operacional, sobrando cerca de 2,56GB disponíveis para você colocar músicas, o que deve ser o suficiente para colocar mais de 150 músicas de alta qualidade.

Conclusão


Especialmente na parte dos "contras", eu observo que os pontos que eu apontei variam muito de acordo com o que cada consumidor espera de um Smartwatch, ou do AMAZFIT, mais especificamente. Então fique à vontade para colocar o seu ponto de vista nos comentários, OK?

No mais, é um ótimo Smartwatch. Eu que nunca fui um grande adepto desse tipo de tecnologia não tirei mais ele do pulso e estou gostando bastante, aprendi a lidar com as limitações que ele me oferece também e agora já estou habituado.

Você pode conferir o preço atual dele (com desconto especial) diretamente no site da TOMTOP, muito obrigado e até a próxima! :)
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Como ler mensagens no WhatsApp sem que apareçam os dois risquinhos azuis para quem enviou a mensagem

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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Hoje você vai aprender aquela famosa e antiga "técnica ninja" de ignorar as pessoas que você quiser sem se preocupar com as convenções sociais. Eu sei "é horrível", mas se você está lendo isso aqui é porque tem algum interesse no assunto, certo? Querendo ou não, o "double blue check" do WhatsApp já causou problemas por aí...

Riscos azuis no WhatsApp







Na era digital, passamos muito tempo com nossos celulares em mãos e os levamos para todos os lugares. Neste universo, uma das aplicações mais utilizadas é o WhatsApp. O App mantido pelo Facebook acabou se tornando uma das formas centrais de comunicação, seja para simples usuários comuns, seja para empresas, porém, junto com as informações enviadas de forma praticamente instantânea, a "necessidade" de resposta instantânea veio junto e isso nem sempre é possível, ou, nem sempre é o que você deseja fazer.

Até aí, tudo bem, certo? É... quase. Acontece que o recurso do WhatsApp para avisar que a mensagem foi entregue e visualizada acabou gerando um certo problema em algumas comunicações, como eu não conheço outra forma de explicar, o que costuma se passar na cabeça das pessoas, especialmente as mais ansiosas, é algo como:"ele(a) viu a minha mensagem e não respondeu? WTH!", ou algo muito próximo disso, com certeza.

No próprio WhatsApp você tem uma configuração possível para alterar um pouco este comportamento. O recurso pode ser parcialmente desativado simplesmente indo no ícone dos 3 pontos alinhados na parte superior direita, depois em configurações, conta, privacidade e no final "Confirmação de Leitura", com o recurso você não pode ver quem leu a sua mensagem.

Configuração de privacidade no WhatsApp

Mas essa funcionalidade não faz exatamente o que você gostaria que acontecesse (a menos que a pessoa que te enviou a mensagem tenha feito algo do tipo também), essa funcionalidade apenas esconde a confirmação quando você envia a mensagem e não quando você recebe, que é o ponto aqui. Além disso, a função não funciona para grupos e você pode querer ela ativada, afinal, em última análise ela pode ser útil, então, como criar uma solução que atenda a todos esses detalhes?

Conheça o: Shh - Hi Blue Double  Check



Você baixar este aplicativo diretamente na Google Play:
Em sua primeira inicialização o aplicativo vai pedir-lhe o "Acesso a Notificações do seu Android", aceite-as para que quando alguém lhe enviar uma mensagem no WhatsApp, o "Shh" possa te notificar também, nas configurações do App você também pode escolher ocultar o "Double Check" em conversas Individuais, Grupos ou em ambos.

Configurações do Shh

Você deve usá-lo assim: Quando você receber uma mensagem no WhatsApp, o seu WhatsApp vai continuar lhe notificando como sempre fez, porém, o "Shh" vai fazer o mesmo, se você quiser ler a mensagem sem que a pessoa que lhe enviou a mensagem saiba que você a leu, basta fazer isso através do aplicativo.

Com ele você não consegue responder as mensagens diretamente, mas ao tocar em uma mensagem e clicar em "Reply" (responder), ele lhe direcionará para o WhatsApp, onde o "Double Check" vai aparecer para o seu contato.

Funciona de um jeito muito simples, não é? 

Este material foi co-produzido com o nosso leitor Anderson Carvalho, autor do blog "Baixar jogos para Android".
Até a próxima!
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Pacotes Snap do Ubuntu agora tem suporte para o Android

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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Os pacotes Snap que a Canonical desenvolveu e já são acessíveis a todas as distros Linux de Desktop devem chegar ao "sabor" do Linux mais popular no mundo mobile, o Android.

SnapCraft Ubuntu no Android





Nesta semana a Canonical lançou a nova versão do Snapd, o utilitário que permite a manipulação dos pacotes Snap nas distribuições Linux e dentre as várias novidades, uma se destaca, a compatibilidade com o Android, permitindo que o sistema da Google também possa rodar aplicações empacotadas em Snap.

A perspectiva que isso abre é muito interessante. Em primeiro lugar, aplicativos Snap são cross-platform, então programas de desktop poderiam (em tese) ser jogados para o Android, respeitando as devidas adaptações necessárias, mas além disso, os próprios Apps Android podem ser distribuídos dessa forma.

Uma vez que exista uma demanda de entrega de aplicativos em Snap para Android, a loja Snap Store da Canonical pode ganhar maior relevância, pelo simples fato de "já estar funcionando", mas é claro, nada impede que desenvolvedores criem as suas próprias "Snaps Store".

Existem outras novidades interessantes, você pode conferir todas as alterações que o Snapd 2.27 trouxe consultando as informações oficiais dos desenvolvedores da Canonical do timo do SnapCraft.

Até a próxima!
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Nova atualização do Google Maps vai te ajudar a estacionar

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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Eu lembro que há algum tempo atrás houve uma grande "febre" de GPSs para carros, só que estes aparelhos acabaram se tornando inviáveis para alguns ao longo do tempo pela necessidade de atualização e pela nem sempre boa funcionalidade, especialmente os mais baratos. Não bastasse isso, depois que a Google permitiu que o Google Maps baixasse os mapas atualizadas das regiões e rotas para que as pessoas possam se localizar mesmo sem conexão com a internet a coisa piorou ainda mais par ao lado deles. Qual seria o próximo passo?

Google Maps vai te ajudar a estacionar





A Google está disponibilizando em alguns países uma nova funcionalidade que vai cair no gosto de muita gente. Atualmente o Maps pode ser utilizado perfeitamente como GPS - com algumas vantagens ao meu ver até - para quem quer viajar com uma certa tranquilidade.

A nova funcionalidade consiste em um indicador de locais difíceis para se estacionar, algo que faz parte da preocupação de qualquer um que se desloque com frequência, especialmente em grandes centros urbanos.

Google Maps Parking

Atualmente 25 cidades dos EUA estão utilizando a função, que deverá chegar a outros países também em breve. No Brasil as primeiras cidades que deverão receber a funcionalidade são Rio de Janeiro e São Paulo. 

Utilizar a funcionalidade não vai requerer maior conhecimento do que as pessoas já tem para utilizar o Google Maps. Basta digitar o seu endereço de destino, como você faria habitualmente ao usar o App, o o Google Maps passará a te mostrar ícones "P" (Parking) para indicar regiões de estacionamento - talvez no Brasil a letra mude - indicando ainda a dificuldade de estacionar em determinada região através do registro de histórico de quem já estacionou por ali, com frases como Fácil”, “Médio” ou “Limitado”.

Particularmente achei a funcionalidade ótima e vai ajudar muita gente, o que você achou da novidade? Você também sofre para encontrar estacionamento?

Até a próxima!

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Conheça agora as principais novidades do Android 8 "Oreo"

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terça-feira, 22 de agosto de 2017

A Google anunciou ontem o lançamento da oitava versão do Android. O nome desta nova versão é "Oreo", seguindo os nomes de doces e guloseimas em ordem alfabética.

Lançado o Android 8







Desde o anúncio das primeiras imagens de teste em 21 de Março deste ano, o sistema recebeu vários incrementos. Vamos conhecer agora as principais novidades do novo Android.

Novidades

Existem muitas coisas novas chegando e aqui vamos dar destaque as principais e mais relevantes. É curioso apontar que muita destas funcionalidades já estavam presentes em versões customizadas por fabricantes de Smartphones e Tablets e agora incorporam o chamado “Android puro” também.

Podemos dividir as novas funções em:

1 - Interação direta com o usuário

- Função Picture in Picture nativa: Agora você pode usar Apps em janelas sobrepostas e lado a lado;

- Pontos de notificação na tela: A ideia com isso é que você possa acessar as notificações dos aplicativos apenas segurando o ícone do App sem necessariamente abri-lo, além de acessar atalhos dentro do próprio App sem abrí-lo;

- Função de auto preenchimento: Esta deve agilizar no login e acesso a senhas em vários serviços;

- Nova seleção inteligente de texto: Especialmente para quem utilizar teclados físicos para trabalhar com o Android.

2 - Atualizações de performance e segurança:

- Otimizações de performance (bateria e Runtime): Com isso nós teremos uma limitação automática maior daquilo que os aplicativos, serviços e atualizações de localização poderão acessar quando estiverem rodando em background, isso deve trazer um impacto positivo da durabilidade da bateria dos aparelhos;

- Google Play Protect: A cada dia mais transações são feitas no serviço, então é um ponto realmente importante a se melhorar sempre;

- O Play Console, que é o painel para desenvolvedores Android, também recebeu alguns upgrades.

Uma terceira divisão que podemos fazer são as:

3 - Mudanças da interoperabilidade da interface

- Mudanças visuais da interface do Android padrão;

- Novos Canais de notificação: Você terá mais liberdade em controlar notificações de Apps individualmente;

- Novo pacote de Emojis;

- Ícones Adaptativos: Novos ícones que são capazes de se adaptar melhor a telas diferentes e aplicativos diferentes;

- Suporte para Wi-Fi Aware, que permite que dois aparelhos geograficamente perto possam trocar informações mesmo sem internet;

- Mudança da API de áudio para a PRO Audio, que permite maior qualidade e menor latência. Hoje em dia muitas pessoas estão utilizando os aparelhos para trabalhar com música e isso pode ser uma mão na roda;

- Novos efeitos e transições de áudio;

- Possibilidade de ativar o Wi-Fi automaticamente com uma opção simples que pode ser ativida e desativada nas configurações

- E foi colocado em andamento o Project Treble, que vai procurar diminuir a fragmentação do Android, mais informações neste link. Ele deve ajudar os fabricantes a atualizarem para versões mais recentes do sistema.

Mais algumas considerações sobre o Android 8


A aparência em si não mudou tanto, temos alguns tons um pouco diferentes nas cores no launcher, mas nada de mais. Segundo a Google, a máquina virtual Java do Android está 2 vezes mais rápida, o que deve deixar o sistema ainda melhor, como eu ainda não vi benchmarks, não sei dizer se a informação realmente se confirma.

Até o momento somente aparelhos Pixel e Nexus devem receber a atualização, mas como sempre, as demais marcas devem trazer o sistema para seus dispositivos aos poucos, vale a pena consultar o cronograma do fabricante do seu aparelho.

Essas são as principais novidades do novo Android, o que você achou? Qual a função que mais gostou? 

Até a próxima!
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T-UI - Uma forma simples de dar comandos no Terminal do Android

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A maior parte dos usuários de Android nem sequer se questiona sobre a possibilidade de dar comandos de texto para o sistema do Smartphone, mas quem gosta de tecnologia sabe muito bem que o Android é um sistema operacional como qualquer outro e baseado no Linux como é, certamente existe uma forma de operá-lo desta forma.

Usando o terminal Linux no Android




Eu gosto muito de testar coisas que mudam a forma com que interagimos com a tecnologia, acho que gostar de Linux é um reflexo disso de certa forma, e por isso estou sempre disposto um App interessante.

Há algum tempo atrás um dos inscritos do canal comentou sobre este aplicativo chamado "T-UI", ou "Terminal User Interface", que nada mais é do que um launcher para o seu Android que modifica a forma principal de interação com o aparelho. 

Nada de ícones!


Launcher T-UI Android

Ao contrário dos launchers tradicionais que costumam mudar o tema da home do seu Android e até acrescentar algumas funcionalidades e atalhos, o que o T-UI faz é completamente diferente, ele deixa apenas um terminal aberto na sua tela onde você pode digitar comandos.

Como fazer absolutamente tudo via linha de comando pode ser problemático, o T-UI também possui vários comandos de reconhecimento interno que facilitam na hora de você chamar aplicações instaladas no sistema ou na hora de habilitar e desabilitar recursos, como o Wi-Fi.

Confira o vídeo abaixo eu demonstrei como ele funciona:


Este tipo de coisa não é pra todo mundo com toda a certeza, mas tem uma "funcionalidade" para o T-UI que não está descrita em nenhum lugar: Quando você quiser evitar que aquela pessoa chata mecha no seu Smartphone, basta emprestar ou mostrar o aparelho para ela com a T-UI, pode ter certeza que vai enganar a maior parte dos seus amigos, pode fazer um teste!
Baixe o T-UI na Google Play
Se você ainda não conhece o nosso canal do YouTube passa lá para conferir, tem muita coisa bacana rolando sempre e temos no mínimo 4 vídeos toda semana.

Se o T-UI não for "Linux o bastante" para você, outro App bacana para você testar com uma proposta mais parecida com um emulador de terminal Linux (Bash ou ZSH) é o Termux, que vale apena conferir também.

Até a próxima!
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Tirando o Xiaomi Mi Max 2 da caixa e descobrindo se ele tem ou não SHOP ROM

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Hoje vamos mergulhar de cabeça na gigante marca chinesa Xiaomi, conhecida por trazer uma excelente experiência em seus aparelhos através da MIUI, a interface personalizada do Android que roda nos aparelhos da empresa, e também por oferecer um hardware parrudo por um preço abaixo da média.





Para quem ficou curioso, uma review deve sair em breve, eu pretendo usar mais alguns dias e fazer mais alguns testes também para poder colocar no vídeo final que vai para o canal e se tornará um post aqui no blog também. Outra coisa que pretendo mostrar em breve é um vídeo dando enfoque na MIUI, pois ela é muito diferente do Android mais puro que eu estava acostumado nos aparelhos da Motorola, que utilizei nos últimos 3 ou 4 anos, então, este é outro conteúdo que vocês certamente podem aguardar para ver.

Vamos ver o aparelho fora da caixa?


Particularmente eu dou importância para a experiência de unboxing, ou seja, a experiência de tirar o produto da caixa. Acho que é um momento interessante para passar para o cliente a qualidade do produto e do tratamento que ele estará recebendo ao longo da sua utilização.

Claro que tudo isso é muito subjetivo, e até lúdico, mas eu não consigo deixar de dar importância.

Então, bora ver esse monstrinho com 4GB de RAM?



Se preferir ver no YouTube clique aqui.

Depois do unboxing houveram vários comentários sobre a MIUI que o aparelho carrega, o assunto das SHOP ROM veio a tona e eu preparei um vídeo muito bacana para explicar para você do que se trata e como identificar caso o seu aparelho venha com uma delas. Infelizmente, muitos aparelhos importados da China vem com este "defeito" chamado de "Shop ROM", que é uma ROM modificada intencionalmente pelos logistas, confira o vídeo para entender melhor:




Se preferir ver no YouTube clique aqui.

As Shop ROMs


Depois de ter feito o vídeo, eu acabei descobrindo outra forma de identificar de onde vieram os downloads de atualização da MIUI que eu recebi, inclusive, ontem tive mais um, contabilizando dois desde o recebimento do Smartphone. Não estava acostumado a receber upgrades deste tipo com frequência no Moto X.

Utilizando um App chamado Network Monitor Mini, você consegue rastrear todas as conexões que o Smartphone faz quando cada App é aberto. Observando o App que busca atualizações eu consegui identificar o endereço do servidor onde a atualização era buscada e com um pouco de pesquisa descobri que era o endereço correto da Xiaomi.

Gostaria de saber qual a sua opinião sobre os aparelhos da empresa e se você já tem, teve ou pretende ter um Smartphone Xiaomi, o que você acha?

Até a próxima!
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Remix OS - O Android para computadores é descontinuado

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terça-feira, 18 de julho de 2017

Uma notícia ruim para as pessoas que gostaram da proposta do Remix OS, um sistema operacional baseado no Android que trazia uma interface amigável para ser utilizada em computadores tradicionais, assim como um Kernel Linux modificado para tornar o Android compatível com processadores de arquitetura x86. O sistema foi declarado como descontinuado pelos desenvolvedores.

RemixOS é descontinuado




O Remix OS não é a única proposta do tipo, mas sob a minha concepção era uma das mais interessantes e mais bem acabadas. 

Eu inclusive fiz um vídeo sobre ele, assim você pode conhecer como o Remix OS funciona (ou funcionava):


A Jide Technology é a empresa responsável pela criação do Remix OS, ela é uma empresa chinesa fundada por ex-engenheiros da Google. O Remix OS até veio pré-instalado em alguns dispositivos, mas nunca atingiu um grande sucesso, no entanto, a empresa que o mantém não faliu, nem nada do tipo, pois assim como a Canonical, que parou o desenvolvimento do Unity para se focar em outros mercados, a Jide também está focando em um mercado diferente agora e deixará de lado o desenvolvimento do sistema.

A Jide possuía vários projetos relacionados ao Remix OS, desde mini computadores, até um Tablet concorrente ao Surface da Microsoft que trazia o sistema por padrão. Recentemente a empresa tinha feito uma campanha no KickStarter para criar um produto que seria uma espécie de "console Android" com suporte a resolução 4K, segundo a empresa, os 600 mil arrecadados no projeto serão devolvidos aos colaboradores.

O Remix OS é um projeto baseado no Android x86 e este continua operando normalmente, porém, não tem essa interface do Remix OS, para quem busca algo assim, uma alternativa seria o Phoenix OS, um projeto chinês também, assim como o Remix OS.

Seria bom que a interface do Remix OS fosse disponibilizada para instalação como um Launcher qualquer, assim poderíamos replicar a funcionalidade em outros aparelhos, não é?

Todos os produtores relacionados ao Remix OS serão descontinuados e o suporte aos já vendidos também será encerrado. A empresa vai se focar no mercado corporativo, de modo que corporações que usem o sistema operacional ainda poderão manter o suporte mediante a pagamento, como sempre fizeram.

Até a próxima!
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Vale a pena usar otimizadores de Android?

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Este é certamente um dos temas mais polêmicos do mundo dos dispositivos móveis que usam Android como sistema operacional. É polêmico porque  você vai encontrar pessoas que juram que eles funcionam (ou que um em específico funciona) e outros que vão dizer que todos estes Apps são aplicativos para enganar os mais leigos. Verdade ou não, acabou-se criando um verdadeiro mercado em torno deste tipo de aplicativo.

Otimizadores para Android




Por conta de toda polêmica que envolve o assunto, eu vou tentar abordar ele da forma mais imparcial que eu puder, dando exemplos e mostrando dados.

Como existem muitos Apps para manutenção no Android, é complicado falar de todos, mas generalizando, o que eles costumam prometer são estas 4 coisas:

- Limpar processos que ficam em segundo plano (liberando memória)

- Fechar programas que estão usando muito o processadores

- Liberar espaço removendo arquivos obsoletos

- Prometer aumentar a durabilidade da bateria

Pra mim o maior problema da maior parte dos Apps neste aspecto não é a questão deles fazerem o que prometem ou não, mas sim o a forma com que eles tentam atingir estes objetivos. Tirando os Apps de limpeza de dados e cache que tem foco na liberação de espaço, que na minha opinião são mais justificáveis, os demais acabam limpando a memória do Android, o que pode acabar tendo o resultado oposto do esperado.

Eu explico.

Talvez se você entender como o Android foi projetado para funcionar, você entenda o quanto estes aplicativos de limpeza são eventualmente inúteis e podem até prejudicar o seu aparelho ao logo do tempo.

O primeiro passo é entender um pouco mais sobre o gerenciamento de memória do Linux, pois o Android utiliza ele como Kernel.


A Google projetou o Android para trabalhar assim, não existe um App milagroso que vai transformar um aparelho com hardware modesto em algo surpreendente, tire isso da sua cabeça.

No vídeo abaixo eu explico todos os detalhes sobre o funcionamento destes Apps e mostro alguns exemplos de alguns que eu acredito que realmente sejam úteis para você ter no seu aparelho.



Apesar de eu ter a minha opinião sobre o assunto baseada em alguns fatos que eu considero relevantes não vou dar a discussão por encerrada, afinal, sempre podem surgir coisas novas. Eu adoraria saber a sua opinião sobre o assunto.

Use os comentários abaixo para participar! Até a próxima!
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Privacidade extrema! Mozilla lança Firefox Focus para Android e iOS

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

A Mozilla lançou uma nova versão do Firefox chamada de "Focus" com o objetivo em trazer privacidade online para os usuários. Muitos navegadores prometem esse tipo de coisa, mas a Mozilla elevou o Focus a um nível que eu ainda não tinha visto.

Privacidade online



A ideia por trás do Firefox Focus é muito simples: "Navegue como se ninguém estivesse olhando"

O conceito é simples de fato, mas tornar isso possível é uma história completamente diferente. Para atingir essa finalidade o Focus é capaz de bloquear os ditos "rastreadores" online, além disso ele traz ferramentas simples e intuitivas que permitem que você limpe o seu histórico, senhas e cookies, além de bloquear automaticamente propagandas nos sites.

O Focus não é um substituto ao Firefox tradicional, tanto que dentro dele mesmo você tem uma opção para abrir a página no navegador tradicional, você pode ver ele quase como um complemento para o seu navegador principal.

A remoção de componentes rastreadores tem prós e contras, dependendo do que você deseje, ao mesmo tempo que pode deixar a sua navegação mais rápida por carregar menos elementos na página, também pode causar uma aparência quebrada nos sites que necessitam de determinados complementos para a sua estrutura ou funcionalidade. Bloquear anúncios também pode ter uma prerrogativa negativa do ponto de vista do sustento dos sites que você gosta, mas, exatamente pensando nisso, o próprio Focus possui um botão em suas configurações que permite que você habilite os elementos em páginas específicas.

A minha surpresa


Eu instalei ele no meu Android e pensei em tirar alguns prints para mostrar as funções dele por aqui, acontece que o Focus bloqueia qualquer rastreio no aparelho, inclusive os prints. A função simplesmente não funciona com ele aberto. Tentei espelhar ele através do AirDroid para capturar as telas e o resultado foi esse:

Focus Firefox

Mais uma tela preta. Ok, legal essa função! Me surpreendeu de verdade. Mas será que ele evita gravações de vídeo também?

Usei o programa que eu sempre uso para fazer os vídeos sobre Android do canal, o AZ ScreenRecorder, e para minha surpresa, ao abrir o Focus eu consegui navegar normalmente, mas ao consultar a gravação em vídeo tive a mesma tela preta enquanto navegava por ele.

Olha Mozilla, duas palavras: "para béns."

O único jeito de te mostrar alguma coisa é tirando uma foto do celular. (ele possui versão para iOS também)

Firefox Focus
Reprodução: TechCrunch
O design do App é muito belo e com uma paleta de cores agradável, me lembrou a do "Suicide Squad" um pouco até. Simples e direto ao ponto, você abre o App, digita o site que você quer, habilita ou desabilita os rastreadores e ao sair, há um botão de lixeira que permite que você limpe tudo de uma vez. Muito prático.
Vale o teste com certeza, até a próxima!

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Projeto Halium quer unificar o desenvolvimento de uma solução Linux para o mercado Mobile

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Um projeto chamado "Halium" está com um objetivo audacioso, criar um "core" para o desenvolvimento de distribuições Linux para o mercado de dispositivos móveis.

Halium Project




Um projeto chamado Halium pretende unificar a forma com que as distribuições Linux poderão ser distribuídas para dispositivos móveis, criando uma camada base que qualquer distro poderia utilizar para criar uma versão mobile do sistema.

Helium Project

Aparentemente, o projeto Halium seria responsável pelas três partes básicas do sistema, o kernel Linux, a abstração de hardware do Android e a libhybris. A ideia é tentar reduzir a fragmentação neste aspecto. Você pode saber mais sobre o projeto através da página oficial.

Até a próxima!
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Samsung lança Tizen 4.0 com Kernel Linux para "Internet das Coisas"

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

O Tizen é o sistema operacional baseado em Linux da Samsung que visa ser o substituto do Android para a companhia, com o novo laçamento, além de poder rodar em Smartphones e Tablets, o recém anunciado Tizen 4.0 poderá também rodar na sua geladeira.

Tizen 4.0




O Tizen 4.0 é a versão mais recente do sistema operacional da Samsung, apesar dele ainda estar longe de vencer o Android no mercado, até mesmo em aparelhos na própria Samsung, quando o assunto é "Internet das Coisas", o mercado ainda está aberto, buscando por líderes de mercado e padrões, e dentro deste cenário o Tizen tem uma chance muito maior.

O ramo de Smart Home da Samsung com chips Artik conta com a parceria da Canonical também e pretende controlar a sua casa e os seus eletrodomésticos no futuro. Durante a conferência que anunciou o novo Tizen, a empresa se referiu a ele como "o sistema operacional baseado em Linux mais bem sucedido do mundo", exageros à parte, é bom ver outra gigante da tecnologia apostando em sistemas de código aberto, assim como o próprio Tizen é. Em breve os frameworks Xamarin e .NET deverão se integrar ao sistema, graças a uma parceria com a Microsoft.

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Fuchsia - Confira as primeiras imagens do novo sistema operacional do Google

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

O Google vem trabalhando "secretamente" em um novo sistema operacional há algum tempo, mas até então ninguém tinha visto a aparência dele, se seria parecido com o Android, que conceito visual ele aplicaria, se seria mais parecido com o ChromeOS, em fim. Agora a curiosidade vai abacar!

Fuchsia OS Google Interface




Agora nós já temos mais informações sobre o novo sistema operacional que poderá ser o futuro da Google, há algum tempo atrás eu tinha feito um vídeo para falar sobre ele:



Sabemos atualmente que o "Fuchsia", como é conhecido agora, é provavelmente apenas o codinome do projeto, é possível que quando ele chegar ao mercado ele receba outro nome. O Fuchsia não é baseado em Linux como o Android e o ChromeOS, ele usa um Kernel baseado no LK chamado Magenta, que também é de código aberto.

Não somente a base do sistema será diferente do Android atual, como a interface também, confira algumas imagens da "Armadillo", a nova interface da Google:

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

Armadillo UI Fuchsia

O Google parece estar utilizando o Flutter SDK para desenvolver a nova interface, um SDK que permite que sejam criados Apps para Android e iOS usando o mesmo código fonte, graças a isso, o pessoal do ARS Technica conseguiu criar um APK para testar o Armadillo Shell no Android, particularmente não consegui fazer ele funcionar.

Teclado do Armadillo


A interface tem um ótimo suporte para telas de tamanhos e resoluções diferentes, o que aponta a sua objetividade de convergência, usar o Flutter pode fazer o Fuchsia compatível com Aplicativos Android também, mediante a uma "simples" nova compilação.

Fique ligado aqui no blog, assim que tivermos mais novidades sobre o sistema você ficará sabendo.

Até a próxima!

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Anbox - O projeto que quer integrar Apps de Android nas distros Linux de Desktop

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Todas as pessoas que não analisaram à fundo a questão tem esta dúvida. Se Android é Linux, por que os Apps de Android não rodam nas distros de Desktop, como Debian, Ubuntu, Manjaro, Fedora, etc?

Além de responder esta pergunta, hoje você conhecerá o projeto Anbox, que tem exatamente este objetivo.

Android Anbox - Run Apps on Linux Desktop




Nesta semana eu recebi diversas mensagens sobre o Anbox, seja por e-mail, seja por Facebook, Twitter, no canal e até pessoalmente, acredite se quiser, ou seja, esse software chamou muito a atenção das pessoas pela sua proposta.

Abstraindo o lado técnico, resumidamente, o Anbox permite que você rode aplicativos Android na sua distribuição Linux de desktop de forma "quase" que nativa.

Sinceramente, desde que funcione bem, eu não me importo na definição técnica de nativa ou não, o mesmo vale para  Wine com os Apps de Windows.

Como eu não gosto de simplesmente colocar as coisas "do nada" aqui para vocês, eu resolvi fazer vários testes antes, mas antes de conversamos sobre isso, me deixe responder a questão levantada no início do artigo. Se Android também é Linux, por que a sua distro não roda os Apps do "sistema do robozinho?"

Estrutura de um sistema Android

Vejamos à partir da imagem acima que foi retirada diretamente do site do Android, o que a sua distro de Desktop tem de semelhante com o Android? Se você olhou pro "tijolinho" vermelho, o Kernel, então você acertou.

Se você acompanha o Diolinux no canal do YouTube, nas redes sociais, etc, deve ter percebido que frase mais repetida deve ter sido: "Linux é um Kernel", nada além disso. Pois bem, de fato é isso mesmo, só pra enfatizar.

Distribuições Linux são sistemas operacionais (para desktops, smartphones, servidores, IoT, etc) que usam o Kernel Linux como base de projeto. O chamado "Linux de Desktop" segue um certo padrão que vai além de simplesmente usar o Kernel Linux apenas, mas outras bibliotecas, ferramentas, servidores gráficos, servidores de som, são comuns entre as distros, por isso programas que rodam no Ubuntu costumam rodar no Fedora, programas que rodam no Manjaro costumam rodar no openSUSE e assim por diante. Muitas destas ferramentas são originárias do projeto GNU (e tantas outras também não são), como o próprio Bash, muito popular em várias distros (praticamente todas), incluindo até o macOS da Apple.

O Android é diferente. Ele também usa o Kernel Linux, assim como a sua distro de desktop, mas o que vem acima do Kernel é que é diferente de um sistema de "desktop Linux" comum. São bibliotecas e frameworks diferentes, e como Kernel por si só não roda nada (a função do Kernel é criar uma "ponte" entre aplicativos e hardware), temos esta incompatibilidade. O simples fato de Ubuntu e Android compartilharem o mesmo tipo de Kernel não os faz rodar o mesmo tipo de aplicação. De forma simples, é basicamente isso. O Kernel dos Smartphones também é comumente construído somente com os drivers de dispositivos e recursos que o próprio Smartphone terá, procurando otimizar o sistema e torná-lo mais veloz, é por isso que o Android que a Samsung usa no Galaxy você pode instalar no Moto Z, e vice-e-versa, sendo que esta regra vale para qualquer fabricante praticamente, só estou dando exemplo.

É o mesmo que acontece entre aplicações do macOS e sistemas com Kernel BSD, apesar do Darwin (Kernel do macOS) ter suas raízes no BSD, a "parte que roda" as aplicações do sistema é diferente, gerando a incompatibilidade.

Agora é que vem o Anbox


Anbox é um nome muito inteligente e que exprime de forma compacta o funcionamento do projeto. Anbox, Android in a Box. Sendo que o funcionamento do projeto, consiste em utilizar um container para rodar o sistema.

Quando li pela primeira vez sobre o Anbox, lembrei-me do Shashlik, estão lembrados? Mas lendo um pouco mais sobre o projeto acabei descobrindo que eles funcionam de jeitos bem diferentes.

Enquanto projetos como o Shashlik o outros disponíveis para Linux para rodar Apps de Android, como o Genymotion (Genymobile), onde um sistema Android com Kernel próprio é emulado e as aplicações são rodadas desta forma, no caso do Anbox, ele promove uma camada de abstração diferente, utilizando o próprio Kernel do sistema, o que, segundo os desenvolvedores, garante uma melhor integração com o próprio sistema.

O Anbox não virtualiza o Android, ele simplesmente cria essa compatibilidade com os recursos necessários para fazer os Apps rodarem sobre o próprio Kernel Linux da distribuição.


Este vídeo foi produzido pelos próprios desenvolvedores do Anbox e mostra o que seria o funcionamento do programa na prática.

Não funcionou tão bem... pelo menos para mim


Tudo bem, como está no site mesmo, o Anbox ainda é um alpha, então tem muito trabalho por vir ainda, porém, eu realmente não consegui nem sequer testá-lo direito, instalei ele, mas o programa simplesmente não roda.

Teoricamente, o Anbox foi testado no Ubuntu 16.04 LTS através de pacotes Snap e assim ele deveria funcionar, aliás, esta é a forma de distribuição principal do programa. Sem Shell Script, sem deb ou rpm, sem PPA, sem Flatpak (por enquanto), apenas via Snap.

Felizmente você pode usar os Snaps em qualquer distribuição, ainda que os testes tenham sido apenas no Ubuntu.

Bom, eu tentei... juro!

Usei o Ubuntu 16.04 LTS, usei o Ubuntu 16.10, o Ubuntu 17.04, o Deepin 15.4 RC2 e o Manjaro 17, tentei usar o pacote Snap em todos e tive o mesmo resultado, nada

Como o código do Anbox está no Git, a galera do Arch já "mexeu os pauzinhos" e temos uma versão do AUR do Anbox, procure pelo pacote "anbox-git", porém, nem esse funcionou.

Por isso, convido você a testar, caso você faça funcionar, seria muito bom se você compartilhasse através dos comentários os seus resultados e como você fez para rodar o Anbox também.

Teoricamente, você precisa instalar o snap:
sudo snap install anbox-installer
E depois de instalado, você precisa rodá-lo:
anbox-installer
ou:
snap run anbox-installer
Será necessário digitar o número "1" no Script para escolher a opção de instalar e depois será necessário digitar em caixa alta "I AGREE" para aceitar os termos do programa, se tudo der certo, você terá o Anbox no menu do seu sistema. Até aqui eu sempre cheguei, mas nunca consegui abrir ele. 

De qualquer forma, é um projeto que promete, se conseguirmos esta integração será ótimo, muito mais aplicações  estarão disponíveis para Linux nos destkops também.

Vale a pena ficar de olho, até a próxima!
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