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Corrigindo a aparência do LibreOffice no Deepin

Eu estou usando o Deepin com uma certa regularidade nos últimos dias, o sistema vem com o WPS Office por padrão, o que é ótimo, mas o WPS tem uma falha, ele não consegue abrir arquivos em formatos livres como o LibreOffice faz, além disso, eu gosto de trabalhar com o LibreOffice para algumas coisas, por isso eu acabei instalando ele no sistema.

Aparência do LibreOffice no Deepin




Instalar o LibreOffice no Deepin não é um problema, você encontra ele facilmente na central de aplicativos da distro, porém, aparência fica parecendo o Windows 98, nada legal para que se importa com design. Isso acontece por conta de um pacote que a central de apps do Deepin não instala junto com o pacote do LibreOffice. Então basta instalarmos este pacote de aparências para evitar que os programas fiquem assim:

LibreOffice Writer no Deepin

LibreOffice Calc no Deepin

LibreOffice Impress no Deepin

Os pacotes responsáveis pela aparência são dois, o libreoffice-style-breeze, que te traz os ícones Breeze, como no Ubuntu.

Você pode instalar via Synaptic facilmente (Você também encontra o Synaptic na Central de Apps), ou usar o comando:
sudo apt install libreoffice-style-breeze
Synaptic Theme LibreOffice

 O outro pacote é o que vai mudar a aparência das "texturas" em si, o que na verdade é o tema GTK do LibreOffice, você pode instalar o pacote libreoffice-dde para isso, ou até mesmo o libreoffice-gtk.

LibreOffice GTK Theme

Você também pode instalar os pacotes através do Synaptic, ou usar os comandos:
sudo apt install libreoffice-dde
Ao abrir o LibreOffice novamente você verá a diferença logo de cara:

LibreOffice Deepin

Caso você queira, para mudar os ícones do LibreOffice basta ir até o menu Ferramentas>>Opções>>Exibir e mudar os ícones para o Breeze.

Agora vai ficar mais confortável de você utilizar a suíte Office, até a próxima!
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terça-feira, 28 de março de 2017

Deepin - Distros Linux da China e como elas podem se dar bem no ocidente

O mercado chinês é diferente, não há contestação. Ele é diferente para os consumidores, ele é diferente para os empreendedores, para empresas que queiram disponibilizar os seus serviços por lá, é, a China é diferente! Vamos conversar um pouco sobre a "forma chinesa" para criar soluções na tecnologia, especialmente desktop, especialmente baseados em Linux.

Tecnologia Chinesa




Não há como negar que a rigidez política para produtos e empresas estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos, acaba por gerar um mercado diferente dentro da China. Empresas como Apple, Microsoft, Google, Facebook e tantos outros gigantes da tecnologia não são impedidos de operar no país, mas uma série de leis e burocracias faz com que a sua operação seja muito mais complicada e sumariamente desestimulada e limitada.

Isso em parte vem da vontade do Governo Chinês de ser independente tecnologicamente, não posso culpa-los por isso, acho até que há um aspecto positivo no meio dos abusos cometidos para que isso ocorra, o grande problema é realmente o motivo pelo qual a China quer deter a sua tecnologia. Mas com a minha intenção não é falar de política e de como o Governo chinês age por lá, então, deixamos isso para outra oportunidade.

O engraçado é que apesar de "não ir com a cara" das empresas do ocidente, fica muito claro ao observar os produtos de fabricação chinesa o quanto eles são inspirados em soluções da Apple, da Microsoft e da Google, claro, com a sua própria pegada.

Apesar da China não ter tanto interesse em importar tecnologia, o contrário não é verdadeiro, muitas empresas gigantes de tecnologia produzem seus componentes lá, especialmente pelo baixo custo que isso gera e também por conta dos grandes centros de tecnologia, além disso, empresas Chinesas como a Xiaomi, Alibaba, Baidu, Huawai, Lenovo, Asus, Acer, etc, marcaram o seu nome do mercado ocidental (para o bem ou para mal) de forma irreversível, tornando-se multinacionais de sucesso. Influenciando também as produtoras de tecnologia do ocidente a ponto de ficar difícil de dizer "quem copia quem" hoje em dia.

Ainda assim, mesmo para as empresas chinesas, apresentar soluções para o público chinês e para o público ocidental é diferente, os produtos tem características, especialmente visuais eu diria, diferentes, e principalmente me parece valer uma regra: "Não precisa revolucionar se for bom, o objetivo não é reinventar a roda, é polir ela e dar aos consumidores o que eles querem."

Aí que entram as distros Linux da China


O próprio governo chinês possui uma distribuição oficial com leves inspirações nas versões mais antigas do macOS da Apple, isso falando visualmente, contudo, ainda que ela seja a "distro oficial do país", estatísticas mostram que tirando órgãos que são controlados diretamente pelo governo, são poucos os usuários que aderiram a ele.

Sabemos que o governo chinês tem um forma muita abrupta de dizer para as pessoas o que elas podem ou não acessar e há vários relatos de que há um monitoramento constante, por isso, sistemas de código aberto, onde é possível observar à partir do código fonte se existem backdoors deixados propositalmente fazem sucesso, especialmente do público especializado ainda que boa parte dos usuários chineses continuem utilizando Windows XP. O rastreamento pode ocorrer de diversas formas diferentes e não precisa estar atrelado ao sistema operacional, mas digamos que seja uma preocupação a menos, caso você possa ver o código.

Além do Linux ser um atrativo, outra característica que as distros chinesas tem são as suas interfaces que agregaram valores de vários sistemas diferentes, sendo eles proprietários ou não, dois ótimos exemplos que podemos comentar são o Ubuntu Kylin com a sua UKUI, lembrando a usabilidade do Windows, e o Deepin, que tem uma interface "que morfa" (igual os Power Rangers), e pode lembrar tanto o macOS, quanto o Windows.



O interessante das distribuições da China, é que você pode até dizer que falta originalidade em algumas coisas, mas se tem uma coisa que elas fazem bem é solucionar problemas. Querendo ou não, a "falta de medo" de criar ou reimaginar algo que já existe acaba lapidando os conceitos à cerca da experiência de usuário.

O Deepin é um ótimo exemplo: 

"- Será que os usuários preferem um visual Windows ou macOS, ou algo completamente diferente?" 
" - Não sei, coloca os dois!"

Você pode observar o comportamento de resolução de problemas sem medo de mudar do Deepin em vários aspectos ao longo da vida da distro, ela já teve várias interfaces diferentes até decidir criar uma própria, já foi baseada no Ubuntu, hoje é no Debian, já teve lançamentos periódicos, hoje é Rolling Release, já usou ícones extremamente coloridos (muito populares na China), hoje dá a opção de ícones flat também, seguindo um design mais "tradicional" dos dias atuais.

Os usuários querem programas de forma fácil?

Que tal pegar todos os pacotes e colocar tudo em um repositório só? Feito. O Repositório do Deepin é tão rico de aplicações úteis como o AUR do Arch e os PPAs do Ubuntu juntos e ainda é compatível com pacotes .deb, tudo isso em uma interface onde você simplesmente tem que clicar, nada mais.

Realmente, eles não tem vergonha de repetir e reimaginar o que já deu certo, o resultado disso é uma empresa crescente na China e um sistema que começa a chamar atenção fora dela.

Longe do Deepin ser perfeito ou o ideal para você, ou mesmo o Ubuntu Kylin, mas o que chama a atenção é que a produção de tecnologia chinesa já está a sua volta e talvez você ainda não tenha percebido, computadores e componentes da Asus, Acer, Lenovo? Todos chineses.

A postura das distribuições da China de atender ao público sem se preocupar com o "olha, eles estão copiando isso ou aquilo", acaba por trazer (talvez) exatamente o que o público (ou a maior parte dele) deseja, facilidade e beleza. O que dizer do WPS Office?

Acho cedo ainda pra dizer que o Deepin é A DISTRO para desktop, mas eles estão no caminho e vale a pena ficar de olho.
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quinta-feira, 16 de março de 2017

Os 5 sistemas operacionais que devem surpreender em 2017

Olá meus amigos e amigas, como estão? Estou aqui em meio ao Carnaval brasileiro fazendo o que eu mais gosto de fazer neste época, ignorando o evento completamente! 😀 Brincadeiras à parte, eu tenho avaliado as evoluções de alguns sistemas operacionais que chamam a minha atenção há muito tempo e existem 5 que eu espero ver grandes novidades neste ano.

Top 5 sistemas de 2017




O ano de 2017 ainda está no início, por isso, vou apostar as minhas fichas apontando alguns sistemas que eu acredito que vão se destacar neste ano. São sistema com propostas inovadoras e que estão trazendo novidades interessantíssimas para seus usuários. No final do ano a gente vê se eu realmente acertei, né?

Eu sou o tipo de pessoa que vive testando sistemas operacionais e alguns destes da lista são os que eu mantenho sempre instalados, seja em um computador de teste, sejam e máquinas virtuais, tudo isso para acompanhar as suas evoluções e novidades. Separei aqui então uma lista com 5 sistemas operacionais que eu acredito que vão nos surpreender em 2017. 

"Parênteses no assunto: O mundo Linux sempre foi muito inovador, projetos como Gnome e KDE estão sempre melhorando e trazendo novidades para o ecossistema das comunidades; agora... não sei se é impressão minha, mas a quantidade de distribuições que realmente está fazendo algo a mais do que simplesmente empacotar softwares e configurar suas interfaces personalizadas baseado no que já existe aumentou muito. Como eu gosto de projetos que procuram resolver problemas e criar novas soluções e não somente os que esperam para ver o que fica melhor e depois usam. é que eu tenho me voltando para estes da lista, pelo menos neste início de ano. Não quero desmerecer qualquer outro tipo de trabalho, para sistema tem seu contexto, só estou falando a minha preferência."

1 - elementary OS


elementary OS

Deixe-me explicar porque eu acredito que o elementary OS pode nos surpreender neste ano. Quem já acompanhou as reviews do canal do blog Diolinux sobre a distribuição conhece bem a minha opinião sobre ele, como todo sistema, ele tem pontos fortes e fracos, mas vamos nos ater ao diferencial.

A grande aposta: Desde sempre os desenvolvedores do elementary OS prezaram pelo design, não somente da interface, mas conforme o tempo passou e o desenvolvimento se ampliou, para as aplicações nativas também, entretanto, para que as aplicações sigam certas guidelines de design, assim como ocorre no macOS da Apple, é necessário que os programas já sejam desenvolvidos pensando na distro e isso não pode ser trabalho apenas da equipe do elementary.

Já existem vários aplicativos assim, você encontra aqui uma grande lista, mas mesmo assim a grande massa de aplicações ainda fica "meio alien" do elementary, se compararmos com o restante das aplicações nativas.

Para solucionar esta situação, os desenvolvedores lançaram há pouco tempo uma campanha no IndieGoGo com o intuito de viabilizar o ambiente para a construção de aplicativos com este propósito. A ideia consiste em criar uma Central de Aplicativos (AppCenter) que contenha programas desenvolvidos especialmente para o elementary OS e com um sistema de pagamento igual ao que o elementary OS já tem para o próprio sistema operacional, ou seja, o sistema "pay what you want", ou, "pague o quanto quiser", poderá funcionar para as aplicações também, assim ajudando os desenvolvedores a se manterem.

Para ajudar a quem cria os softwares, a equipe do elementary OS vem desenvolvendo o AppCenter Dashboard, uma página que se assemelha ao launchpad, voltada para os desenvolvedores, onde eles poderão linkar suas contas no GitHub para subir as aplicações para o repositório do elementary OS, vendendo ou não seus aplicativos por lá.

O grande desafio: Na minha opinião, a grande dificuldade do elementary OS neste ano é provar para todos que é um sistema que vai muito além de um design bem feito, ou um "rostinho bonito", como muitos dizem, e que pode ser uma real plataforma para produtividade  e entretenimento, além de ser um local onde os desenvolvedores vão gostar de estar trabalhando em conjunto e publicando seus softwares.

Existem várias pequenas coisas que fizeram o último lançamento do elementary OS ficar, infelizmente, mais complicado para quem estava acostumado a usar a versão anterior. Não temos mais uma central de aplicativos capaz de pesquisar por pacotes que não sejam gráficos, assim como a Gnome Software no Ubuntu, tivemos a ausência da possibilidade de instalar aplicações .deb nativamente e da adição de PPAs, além de outra grande desvantagem, que foi a perda a aplicação para gerenciamento de drivers, algo que é essencial sob a minha óptica.

Claro, todos estes contras poderão ser superados caso o projeto do AppCenter do elementary, mas até lá, o sistema acabou se tornando algo bom para entusiastas ou para pessoas extremamente leigas e que vão receber um sistema configurado e pronto, nada mais. O sistema precisa recuperar funcionalidades de praticidade que ele tinha outrora.

Vamos ver como o elementary OS se desenvolve neste ano.

2 - Remix OS

Remix OS

Para quem ainda não conhece muito bem, o Remix OS é uma distribuição Linux de origem chinesa baseado no Android x86, um projeto que está a cada dia mais lapidado e que busca a experiência de usuário de desktop em um sistema Android.

A grande vantagem do Remix OS é a vasta coleção de aplicativos, já que você pode basicamente explorar toda a Google Play, ou seja, a falta de Apps não é um desafio, a grande questão é que nem todos os Apps são capazes de interagir de forma eficiente com teclado e mouse, para contornar isso, os desenvolvedores do Remix OS criaram várias ferramentas que vão ajustar os Apps para te trazer mais conforto, como simuladores de sensores de gravidade. Confira o nosso vídeo sobre o Remix OS.

A grande aposta: O Remix OS anunciou recentemente uma função extremamente interessante para quem tem aparelhos (smartphones) compatíveis com ele. O Remix Singularity é um recurso semelhante ao Microsoft Continuum e ao modo convergente do Ubuntu, permitindo que desta forma um Smartphone com o Remix OS seja conectado através de um HDMI à um monitor e traga a interface do Remix OS para desktops para o usuário, trazendo uma experiência praticamente definitiva para quem quer um Android para PC e ainda guardar depois o computador no bolso, tendo uma experiência igual a qualquer outro Android sob esta condição.

Remix OS

O grande desafio: O grande desafio do Remix OS é, na minha opinião, facilitar a instalação do sistema de forma definitiva nos HD/SSDs dos computadores, apesar de ser possível fazer atualmente, a instalação está muito aquém do que qualquer outra distribuição Linux famosa, ainda que o Remix OS possa rodar bem à partir de um pen drive, muitas pessoas gostariam de usá-lo desta forma e ainda não podem, ao menos não de uma forma fácil.

Outra grande dificuldade que devemos observar é a falta de drivers proprietários, pois diferente das distros Linux "tradicionais", o Android sempre foi construído para um hardware específico pelas fabricantes, dispensando que o próprio usuário maneje os seus drivers, algo totalmente diferente do público alvo do Remix OS, que são justamente os computadores. Atualmente o Remix OS consegue trabalhar apenas com drivers de código aberto, talvez a adoção da API Vulkan ajude neste aspecto, mas é um ponto a se melhorar com toda a certeza, além disso, a opção de trabalhar com multimonitores e controlar a resolução da tela também deixa a desejar atualmente.

E por último, mas igualmente relevante, temos a questão dos aplicativos que não são projetados para serem usados com um mouse, ou sem sensores. Essa é uma luta muito mais complicada de vencer pois teremos que ter, por parte dos desenvolvedores, a intenção de desenvolver Apps que se adaptem para o desktop também, além do mobile.

3 - Ubuntu

Ubuntu Zesty Unity 8

É difícil fazer uma lista qualquer sobre Linux e não encaixar o Ubuntu em algum segmento, dada a vastidão de atividades que envolvem esta que se tornou a distro sinônimo de Linux para muitas pessoas, especialmente as de fora do "mundo Linux" (curioso, não é?). Mas fato é que o Ubuntu 17.04 vem aí no próximo mês de Abril e vai trazer algumas coisas bem interessantes, contudo, não podemos esquecer que em Outubro teremos outro lançamento, este deve incrementar ainda mais o aguardado Unity 8.

A grande aposta: Temos dois aspectos interessantes para prestarmos atenção para o Ubuntu, talvez até 3. O primeiro deles é a evolução do Unity 8, que ainda não agrada a muita gente, incluindo a mim, mas não deixa de ser algo realmente novo neste mundo Linux, onde teremos a convergência entre dispositivos e interfaces. O segundo ponto são os pacotes Snap que estão atingindo uma boa maturidade e se integrando a outras funcionalidades do sistema, como a Central de Apps que agora poderá instalar Snaps através de links da internet, facilitando a instalação e distribuição deles, além de já possuir várias aplicações empacotadas desta forma, o número continua crescendo, parece realmente que o formato agradou os desenvolvedores.

Por último, outra grande novidade para ficar de olho é o Mir, o servidor gráfico. Ele virá juntamente com o Unity 8, que mais uma vez será a interface gráfica alternativa no Ubuntu 17.04, permitindo que os usuários testem a nova interface sem maiores problemas. Todas as implementações do Wayland que eu vi até o momento não foram de extremo sucesso, mas mesmo assim, já vi mais coisas sobre ele do que sobre o Mir, por isso estou ansioso para ver o novo servidor gráfico do Ubuntu destilar seu desempenho e surpreender a todos, ou... ser uma falha total, vamos ver o que acontece.

O grande desafio: Eu sou um usuário de Ubuntu de longa data e já vi o sistema passar por altos e baixos e no fim acabar encontrando o seu caminho. Hoje o Ubuntu tem renome, tem um dos melhores suportes em relação a conteúdo da internet no que tange as distros Linux, tem versões com todas as interfaces praticamente e versões para várias plataformas diferentes, mas uma coisa que o sistema perdeu ao longo do tempo foi a sua característica de ser a distribuição Linux mais fácil para iniciantes, um título que o Ubuntu ostentou por alguns anos.

Inclusões e exclusões de software e o foco no desenvolvimento do Unity 8 e todo seu ecossistema acabaram tirando a atenção dos desenvolvedores do Ubuntu, fazendo com que distros como o Linux Mint acabassem tomando o lugar do sistema como distro "mais fácil" para iniciantes no Linux. Claro, não que o Ubuntu seja difícil, muito longe disso, mas se comparado com o Mint, claramente podemos ver que o sistema "verdinho" tem características que facilitam a vida de que está experimentando um "sistema do pinguim" pela primeira vez.

Outra coisa precisa de uma repaginada é o tema do sistema, entretanto, com a chegada do Unity 8 o design será alterado e muitas coisas tendem a mudar, então, talvez esse passo já esteja sendo dado.

Recentemente eu fiz um artigo falando especificamente sobre o futuro do Ubuntu, acho que vale a pena dar uma lida.

4 - Linux Mint

Linux Mint

Parece que o Linux Mint passou da sua maior fase de inovação e no momento a distribuição está em processo de lapidação, seguindo a ideia de manter um desktop tradicional e acrescentar funções  que facilitem a vida do usuário final, o sistema acabou se tornando uma das grandes opções para quem vem no Windows especialmente.

O Linux Mint tem tudo praticamente hoje em dia, a ponto de me arriscar a dizer que o maior defeito do sistema é "não ser o Ubuntu". Isso significa que o Linux Mint possui excelência em vários quesitos, porém, o fato de não ser tão popular quanto o irmão mais velho, não possuir uma empresa por trás para criar parcerias comerciais e trazer o sistema embarcado em computadores vendidos nas lojas e especialmente, não ter a mesma marca forte, acaba por "estancar" o Linux Mint em uma certa posição meio complicada de sair.

A grande aposta: Apesar de não ter uma empresa de mesmo porte apoiando-o, como a Canonical com Ubuntu, o Mint tem sim um trabalho seríssimo sendo realizado e a busca por mais dispositivos que já tragam o sistema pré-instalado é algo a ser considerado, mas diferente dos outros sistemas que eu comentei aqui, não vi no Linux Mint (até o momento) nenhuma grande novidade à caminho, porém, a grande aposta aqui é justamente a sedimentação do Linux Mint como uma grandes distros Linux neste ano, para isso eu acredito que algumas providências deveriam ser tomadas, são elas:

O grande desafio: A principal providência, na minha opinião, é não confundir tradicionalismo com falta de inovação. O Linux Mint tem o desafio de manter a sua visão tradicionalista de desktop mas ao mesmo tempo criar e melhorar o seu design ainda mais, indo muito mais além do que a adaptação de um tema de desktop e um tema de ícones, como aconteceu, que apesar de serem bonitos, ainda parece pouco para uma distro com tanto potencial, talvez devem se inspirar no quinto colocado da minha lista.

Outra grande mudança deveria ser feita na Central de Aplicativos, ela está muito defasada visualmente, ainda que plenamente funcional. Obviamente, se você tiver que optar por visual ou funcionalidade, você sempre irá optar pela funcionalidade, mas será que é tão difícil termos os dois?

O grande desafio do Mint (poderiam tirar "Linux" do nome da distro também, iria ficar mais comercial) é tornar-se relevante para os desenvolvedores de software, pois o que temos na maioria dos casos são aplicações desenvolvidas para o Ubuntu que consequentemente funcionam no Linux Mint e não aplicações desenvolvidas pensando nele. Pode parecer algo tolo, mas para um usuário comum chegar na Steam ou no site do Google Chrome para fazer download das aplicações e encontrar indicações de que o sistema compatível é o Ubuntu e não o Linux Mint é um fator importante, inclusive, este é um bom termômetro de relevância para a distro, quando seu nome for citado nos sites de download de software saberemos que o Mint ganhou a relevância que merece. No site do Mega por exemplo, nós temos uma referência a ele.

5 - Deepin

Deepin

O Deepin, eu digo sem medo de errar, é a distribuição Linux, junto com o elementary OS que também fez parte da nossa lista, que tem o melhor acabamento visual do mundo Linux, não tem igual!


A distribuição que tem origem chinesa, assim como o Remix OS que comentei anteriormente, é baseada no Debian e possui uma comunidade crescente de desenvolvedores e usuários, mantida por uma empresa chamada Wuhan Deepin Technology. O Deepin tem apenas duas preocupações, beleza no sistema e facilidade de uso e configuração, tudo é muito intuitivo e fácil de configurar e usar, além do mais, o sistema não tem vergonha de dar para os usuários as aplicações que as pessoas mais gostam, por conta disso a distro já vem com o Google Chome, com Spotify, Skype, WPS Office, etc.


A grande aposta: Para 2017 eu exergo no Deepin o início de uma grande revolução, considero seriamente me tornar usuário do Deepin caso algumas coisas que eu vou comentar à seguir sejam ajustadas. O Deepin aposta em uma interface minimalista que pode mudar de formato e agradar usuários de Windows 10 e de macOS com um acabamento primoroso, animações, ícones, interface e programas próprios e uma Central de Aplicativos muitíssimo completa, acredito até que seja o melhor repositório nativo de todas as distribuições também, ele é uma opção que certamente agrada a maior parte dos usuários.

Uma das melhorias recentes que eu pude perceber na versão Beta atual do Deepin é a melhoria no processo de instalação, ele está ainda mais intuitivo e bonito, novamente, me arrisco a dizer que é o instalador de sistema mais belo do mundo Linux atual.

O grande desafio: Apesar de ter vários pontos positivos, o Deepin ainda tem alguns que depõem contra ele e que precisam ser melhorados. Por conta de não ser tão popular, ainda não existem tantos mirrors dos pacotes do sistema ao redor do mundo, isso faz com que, especialmente aqui no Brasil, nós eventualmente tenhamos uma lentidão para fazer downloads de atualizações e coisas do tipo.

A Central de aplicativos que além de rica em Apps é muito bela, ainda assim possui algumas falhas, certos pacotes não podem ser encontrados, como aplicações provindas do projeto KDE, como o Kdenlive. Como o Deepin tem a base no Debian, adicionar um PPA específico, que poderia contornar o problema, é algo não tão simples, contudo, apesar do Kdenlive não aparecer na Central de Apps, é possível instalá-lo via linha de comando, ou seja, ele está no repositório mas não aparece na loja, um bug curioso que já perdura algumas versões.

Outro problema, talvez por conta da base Debian mais conservadora também, é a dificuldade de instalar as últimas versões de drivers de vídeo no sistema. O Deepin possui um gerenciador gráfico de drivers, o que é ótimo, mas ainda assim as versões dos drivers não são as mais recentes, algo extremamente importante para quem usa o computador para jogar também, aliás, ele já vem com o Steam instalado também. Outra coisa interessante que se poderia ter é uma versão em live DVD para podermos testar antes de instalar, visto que a ISO só tem o modo de instalação.

Estas são as minhas grandes expectativas para este ano...


... e todas elas tem chances de surpreender, não apostaria em uma distro em específico por existem várias boas iniciativas, vou ficar vendo tudo de camarote, e você?

Gostaria de fazer uma menção honrosa aqui também para o Antergos, uma distro derivada do Arch Linux, há alguns anos atrás eu tomei conhecimento de que os desenvolvedores do Antergos estariam desenvolvendo uma Central de Aplicativos para o sistema que seria capaz de gerenciar aplicativos de forma gráfica e intuitiva usando inclusive o repositório AUR, algo ainda faltante no mundo Arch. Não recebi mais informações sobre o projeto, espero que ele não tenha morrido, mas seria uma ótima surpresa para este ano.

E você, concorda com a lista? O que mais você acrescentaria como sistema com potencial inovador para 2017?

Use os comentários abaixo para participar e ate a próxima!
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Como melhorar a velocidade de download de pacotes do Linux Deepin

O Deepin é uma distribuição Linux chinesa com base no Debian que eu gosto muito, ela tem vários diferenciais interessantes e sob o meu ponto de vista, está muito próxima de se tornar a melhor opção para usuários novatos, tanto para quem vem do Windows, quanto para quem vem do Mac, mas ela tem um problema, seus mirrors de download ainda são muito lentos, entretanto, há uma forma de corrigir isso, confira:

Linux Deepin




O Deepin tem um repositório incrivelmente vasto, a maior parte das aplicações você encontra através da Central de aplicativos do sistema, porém, você que é brasileiro, deve ter percebido como os downloads de aplicações do repositório são lentos. Infelizmente o Deepin ainda não tem muitos mirrors ao redor do mundo e a ferramenta de detecção de melhor espelho que o sistema possui não parecer ser muito eficiente.


O que vamos fazer para contornar o problema e fazer o Deepin baixar os pacotes com maior velocidade é mudar o servidor para um que existe no Brasil.

Obs: Meus comprimentos ao Bruno Gonçalves que me ajudou com este problema e todos os demais que fazem parte do nosso grupo no Telegram.

Temos que mudar o arquivo de repositórios e configurá-lo para o melhor mirror brasileiro do Deepin na atualidade.

Abra o terminal e digite o seguinte comando:
sudo gedit /etc/apt/sources.list

Terminal Deepin

O arquivo que vai se abrir é este abaixo, o que precisamos fazer é comentar a linha do repositório oficial do Deepin e adicionar no final do arquivo a seguinte linha:

deb [by-hash=force] http://linuxdeepin.c3sl.ufpr.br/deepin/ unstable main contrib non-free


Com o ajuste o arquivo ficará assim:


Salve e atualize o repositório com:
sudo apt-get update
Tente instalar um programa qualquer pelo terminal ou pela Central de aplicativos e você verá a diferença.

Até a próxima!
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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Analisamos a última versão do Linux Deepin

O Linux Deepin é uma distribuição Linux chinesa que chama muita a nossa atenção pelo seu visual e proposta. Mas será que ele é tudo isso mesmo? Confira a nossa análise.

Linux Deepin

Sem dúvida o sistema tem um visual chamativo e a sua interface única traz para a distro um grande diferencial, como se não bastasse a interface é muito customizável e adaptável, conseguindo proporcionar aos usuários experiências parecidas com o Windows e o Mac OS X. Confira o nosso vídeo review logo abaixo.


A mudança para a base Debian do sistema trouxe vantagens e desvantagens para o sistema, mas a principal desvantagem que eu pude perceber é a falta de alguns programas no repositório oficial da distro, como o Kdenlive, como foi demonstrado no vídeo, em complemento a isso os usuários que até então estavam acostumados com os repositórios PPA, pela distro ser baseada no Ubuntu, agora vão ter que procurar métodos alternativos para isso.

Na sua opinião, o Deepin é uma distribuição com futuro? Você usa ou usuária a distro como o sistema operacional principal do seu computador?

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Linux Deepin 15 chega baseado no Debian e com um visual de dar inveja para qualquer sistema concorrente

Eis aqui meus amigos um dos mais belos desktops que vocês irão ver no ano de 2016, o Linux Deepin 15 vem com uma série de aprimoramentos e uma mudança de base de software que vão te deixar impressionado.

Linux Deepin 15 Diolinux

O Debian Unstable agora é a base do Linux Deepin, a versão 15 da distribuição Linux Chinesa traz uma série de polimentos gráficos para fazer do seu uso algo ainda mais confortável. Para quem não conhece o conceito do DDE (Deepin Destkop Enviroment) ele consegue se moldar as suas preferências sendo possível utilizá-lo de maneiras diferentes, algumas lembrando o Windows e outras lembrando o Mac OSX.
Veja também: Como instalar os aplicativos do Linux Deepin no Ubuntu
Dentre as coisas que merecem destaque nesta versão está a possibilidade de remover programas a partir do lançador, sua central de aplicativos está a cada dia mais bela também, confira agora algumas imagens do Linux Deepin na sua versão 15.

Linux Deepin 15
Loja de aplicativos do Deepin

Linux Deepin 15
Múltiplas áreas de trabalho

Linux Deepin 15
Deepin Desktop


Linux Deepin 15
Painel de configurações do Deepin
Se você tiver curiosidade sobre o sistema, recomendo que você veja a nossa review da versão 14 do Linux Deepin, a review da versão 15 deverá sair em breve no nosso canal.


Você deve ter reparado que ele está um pouco diferente no vídeo em relação às imagens, porém, a lógica de funcionamento e conceito de desktop permanece a mesma.

Se você quiser testar o Linux Deepin ele pode ser encontrado na página oficial do sistema em forma de download gratuito em 32 ou 64 bits.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Como instalar os programas do Linux Deepin no Ubuntu

O Linux Deepin é uma distribuição chinesa que chama a atenção pela a sua aparência e pela qualidade de suas aplicações nativas, hoje você vai aprender a instalar os programas padrões do Linux Deepin no seu Ubuntu ou sistema operacional derivado.

Linux Deepin Apps para Ubuntu

Instalando os Apps do Linux Deepin no Ubuntu


O Linux Deepin é uma distribuição Linux baseada no Ubuntu, por isso suas aplicações podem ser instaladas no sistema da Canonical, nós já fizemos uma análise dele, no vídeo abaixo você pode ter uma ideia de como ele funciona e qual é a sua aparência:


Como você deve ter reparado, a maioria das ferramentas desenvolvidas pelo Deepin tem um visual muito particular e alguns são muito interessantes como a sua Central de Programas, agora você vai aprender a instalar os programas do Linux Deepin no Ubuntu.

Instalação


Para fazer a instalação você precisa adicionar o seguinte repositório: ppa:noobslab/deepin-sc

Clique no menu do sistema, pesquise pelo aplicativo "Programas e Atualizações", dentro dele clique no botão "Adicionar", na janela que aparecer coloque o PPA acima, como no exemplo abaixo, posteriormente clique em "Adicionar Fonte", clique em "Fechar", agora é necessário fazer a atualização dos repositórios, se quando você fechar aparecer uma janela pedindo a atualização você pode fazer essa atualização apenas confirmando a ação, caso contrário, procure no menu do sistema pelo aplicativo "Atualizador de Programas" e deixe ele fazer uma atualização.

Instalando os programas do Linux Deepin no Ubuntu
Clique na imagem para Ampliar

Depois do repositórios instalado você encontrar as aplicações na Central de Programas do Ubuntu basta clicar nos links abaixo para instalar a aplicação que você quiser:


Fazendo a instalação via terminal (opcional)


Se você já fez o procedimento acima você não precisa repetir usando o terminal, isto é apenas para aqueles que preferem fazer a instalação desta forma. 

Basta copiar todo este código abaixo e colocar no seu terminal, depois de colar pressione a tecla "enter", digite a sua senha e pressione "enter" novamente, aguarde a instalação, ele estará disponível no menu do sistema depois que ela terminar.
sudo apt-add-repository ppa:noobslab/deepin-sc -y && sudo apt-get update
Para instalar as aplicações:
sudo apt-get install deepin-music
sudo apt-get install deepin-terminal
sudo apt-get install deepin-movie
sudo apt-get install deepin-software-center

Aproveite as aplicações!
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Lançado Linux Deepin 2014.2 mais colorido do que nunca

Mais um lançamento de janeiro, agora o Linux Deepin lançou a segunda atualização de suporte extenso, algumas novidades aparecerem nas versão, confira.

Linux Deepin 2014.2

Linux Deepin recebe aprimoramentos


Segundo as notas de lançamento da versão vários pequenos ajustes foram feitos, dentre eles podemos destacar um melhor acabamento no sistema e até mesmo ícones novos e alguns temas opcionais modificados.

Linux Deepin

Dentre todas as modificações no sistema a que me chamou mais atenção foi a parceria que o Deepin fez com a Codeweavers para trazer o CrossOver de maneira nativa no sistema, uma versão modificada e grátis para os usuários do Linux Deepin, para quem ainda não conhece, o CrossOver é, podemos dizer assim, a versão paga e com suporte do Wine, aplicativo destinado a rodar aplicações de Windows dentro do Linux.

Além disso tivemos também atualizações no WPS Office, o clone do Microsoft Office, e também uma atualização do aplicativo System Deepin Installer, que é equivalente ao Wubi que o Ubuntu trazia, compatibilizando com as versões mais atuais do Windows.


Você pode baixar a nova versão diretamente do site oficial.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Vale a pena usar o Linux Deepin?

Veja agora uma análise detalhada sobre esta distribuição Linux chinesa que chamou tanto a atenção das pessoas, especialmente por conta de sua interface gráfica.

Linux Deepin 2014 Review

Review do Linux Deepin 2014


Uma distribuição muito bonita e com ótimos detalhes de acabamento, numa mistura de Mac OSX, Windows 8 e Gnome é que o Linux Deepin, made in china, se apresenta aos usuários de computador.

Pontos Fortes (síntese)


O Deepin conseguiu construir um ambiente amigável para a maioria dos usuários, especialmente os novatos, o sistema tem um certa intuitividade e suas peculiaridades, possui vários programas de desenvolvimento próprio, incluindo a interface chamada de DDE (Deepin Desktop Enviroment), traz uma seleção de softwares completa e inteligente capaz de satisfazer as necessidades básicas de qualquer um que sente em frente ao computador.

Por ser baseado no Ubuntu 14.04 LTS o Deepin se torna compatível com todos os softwares disponíveis para Ubuntu, assim como os repositórios PPA.


Pontos Fracos (síntese)


Apesar de muito intuitivo na maioria das vezes, os ícones de desenho próprio carregam a "marca chinesa" de padrão de aparência, eles são muito coloridos e desenhados, alguns me lembram animes inclusive, isso pode ser visto como um ponto fraco ou forte dependendo do seu gosto e ponto de vista, mas para o mercado internacional não é algo comercial, mas em fim...

Fora isso tive alguns problemas de congelamento de interface no meu Notebook após algumas atualizações, por momentos o barra inferior sumiu, basicamente estes foram os pontos fracos.


Confira a análise detalhada em vídeo


Como "palavras são apenas palavras" nada melhor do que conferir a análise de maneira mais detalhada em vídeo, o vídeo abaixo foi produzido pelo Diolinux e está postado no nosso canal, caso ainda não conheça convido-o a conhecer, sem mais:



Download do Linux Deepin 2014


O Linux Deepin é uma distribuição que evoluiu muito durante estes últimos anos e hoje tem um ambiente próprio é muito bem trabalhado e como a maioria dos sistemas Linux ele esta disponível para download gratuitamente através de sua página oficial.

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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Instalando o DDE no Ubuntu - O ambiente gráfico do Linux Deepin

Cansado dos ambientes tradicionais, que tal radicalizar um pouco!

Ambientes gráficos para Linux é o que não falta, no caso do Ubuntu a maioria está no repositório, até mesmo o Cinnamon agora pode ser instalado diretamente pela Central de Programas sem precisar adicionar nenhum PPA.

Linux Deepin


Mas se mesmo assim os ambientes gráficos disponíveis não te agradam hoje vamos mostrar mais uma opção para você, o DDE ( Deepin Desktop Enviroment ).

Linux Deepin

O Linux Deepin é uma distro Chinesa baseada no Ubuntu com um desktop e aplicações desenvolvidas pelo próprio projeto com foco no usuário normal do computador, a última versão do Deepin combina elementos do Windows 8, Mac OS e do próprio Gnome e Unity para tentar tornar a experiência desktop a melhor possível, muito se elogia também a Central de Programas que a distro carrega, alguns apontam a assim chamada, Deepin Software Center, como a melhor Central de Programas dos sistemas Linux. Você pode ver como instalar ela neste e link ( se você usa o Ubuntu 13.04 instalando usando o PPA que vamos mostrar daqui a pouco)  e você consegue mais informações inclusive os links para download da distro por aqui.

Deepin Desktop


Como instalar o ambiente gráfico do Linux Deepin no Ubuntu

Mãos a obra, o processo de instalação não é muito difícil mas requer atenção, então vamos lá, abra o terminal e cole os seguintes comandos:
sudo gedit /etc/apt/sources.list
No final do arquivo que se abrir cole as duas linhas logo abaixo:
deb http://packages.linuxdeepin.com/deepin raring main non-free universe
deb-src http://packages.linuxdeepin.com/deepin raring main non-free universe
Agora vamos importar a chaves do repositório:
wget http://packages.linuxdeepin.com/deepin/project/deepin-keyring.gpg
gpg --import deepin-keyring.gpg
sudo gpg --export --armor 209088E7 | sudo apt-key add -
sudo apt-get update
E agora finalmente instale o ambiente gráfico:
sudo apt-get install dde-meta-core
A partir de então a instalação do Ambiente gráfico se dará, você irá baixar por volta de 440 MB de dados para instalar esse ambiente. Depois que terminar basta fazer logoff e na tela de login selecionar a opção "Deepin".

Interface do Linux Deepin no Ubuntu


Com o mesmo repositório você será capaz de instalar outros softwares da distro:
Para instalar uma Central de Configurações do Ambiente DDE ( recomendado )
sudo apt-get install python-deepin-gsettings 
Para instalar o Player de música desenvolvido pela equipe do Deepin Linux ( Opcional ) 
sudo apt-get install deepin-music-player 
Para instalar a nova Central de Programas do sistema ( Opcional )
sudo apt-get install deepin-software-center
A interface é feito com base no Gnome Shell, mas em muito pouco lembra ele, acho até que ficou mais bonita. Vale também lembrar da vantagem de instalar o ambiente gráfico sobre o Ubuntu, dessa forma você pode ter o sistema em qualquer idioma (português inclusive ), baixando a distro Deepin você terá ela apenas em inglês ou chinês, as únicas aplicações que devem continuar em inglês mesmo que instaladas no Ubuntu são as que provem do repositório do Deepin.

É isso aí pessoal, bom divertimento!

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quarta-feira, 3 de julho de 2013