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Softwares científicos e sites de estatísticas para conhecer e utilizar no Linux

Assim como outros sistemas operacionais, no Linux é possível utilizar vários softwares para te ajudar no trabalho. No ramo científico e das exatas, muitos desenvolvidos para Windows também são disponibilizados para os usuários do Linux. Além desses softwares, neste post apresentaremos alguns sites que poderão ser úteis para profissionais de diferentes áreas.

Softwares Científicos para Linux




A Ciência possui várias áreas diferentes e é certamente complicado abordar todas em um artigo, mas vou pegar algumas áreas de comum interesse das pessoas e dar alguns exemplos.

Astronomia 



Para quem gosta de se aventurar conhecendo a infinidade do espaço ou trabalha diretamente com astronomia, o software Stellarium é muito recomendado. Ele funciona como um planetário de código aberto, e tem como objetivo deixar o usuário por dentro de muitos aspectos do universo. Um dos recursos é a possibilidade de ver o céu em 3D e também pode ser utilizado em projetores nos planetários.

O download é grátis, e pode ser feito através do próprio site do Stellarium. Além disso, também tem uma versão estável para o Ubuntu via PPA. Outro software disponível nesse ramo é o Celestia. O que diferencia esse software dos demais é o fato de você poder explorar o universo de forma livre, viajando através dos planetas e conhecendo estrelas no meio do caminho. Através do próprio teclado, é possível entrar na imensidão e passar várias horas conhecendo a galáxia.

Química 

Química Linux


No ramo da educação, o Gromacs aparece com evidência. Criado numa universidade em Gronigen, na Holanda, é um software de bioquímica que permite o usuário simular ácidos nucleicos, proteínas e lipídios. Mais um para bioquímica é o Emboss — acrônimo inglês "European Molecular Biology Open Software Suite'. De código aberto, ele tem funções variadas para o usuário lidar com dados no que remete aos aspectos químicos. Apesar da interface do site do software ser bem antiquada, em inglês, nele é possível tirar todas as dúvidas sobre como usar.

Economia, estatística e eletrônica

Estatística e eletrônica Linux


Aos economistas e estatísticos, são vários softwares que se destacam e são muito úteis para os profissionais de lidam diariamente com números. Entre os principais, estão Ngspice, Geda, Electric, Kicad, Oregano e R.

Entre os softwares citados acima, vale a pena chamar atenção para o Electric. Ele é muito utilizado na criação do design de componentes eletrônicos, pois é uma ferramenta de desenho livre que dá a opção do usuário montar diagramas, layouts e muito mais.

Matemática

Matemática no Linux


No âmbito matemático, as opções são grandes. O FreeMat, K3DSurf, Octave e Scilab aparecem entre as principais. Um dos mais complexos é o Scilab, que possibilita o matemático fazer aplicações científicas bem profundas, muito usado em engenharia.

Já o Octave tem muitas ferramentas para resolver problemas comuns de álgebra linear numérica. Com apenas 15 MB de tamanho, o software, desenvolvido por John W. Eaton e outros especialistas no setor, também é mais um livre para download. Esses softwares citados acima, de diversos ramos (astronomia, bioquímica, economia, estatística e matemática) são apenas alguns entre um vasto grupo de opções que o usuário de distribuições Linux pode encontrar para tarefas complexas. Entre os muitos outros disponíveis, no site Linux Links é possível ver mais de 40 — alguns que já citamos aqui — em também áreas distintas das exatas.

Para trabalhos menos complexos mas igualmente útil, especialmente escolas, não podemos esquecer do LibreOffice Math.

Sites úteis e curiosos

Sites úteis


São vários, com línguas e ramos distintos. Ethnologue, por exemplo, é um que se destaca. Para os curiosos para saber os idiomas existentes na Terra, nele é possível pesquisar quais idiomas e dialetos são falados em cada país. No Brasil, consta nesse site que são mais de 200 catalogados, provavelmente muito mais do que você pensava, não?

No âmbito dos esportes, se você gosta de poker, por exemplo, então precisa conhecer a calculadora personalizada que atua nesse esporte e que pode ser muito vantajosa para quem pratica. Já o CiteSeerX é importante para aqueles que produzem artigos científicos. Ele tem um grande acerto de vários assuntos constados em livros e publicações de especialistas, e também serve como referencial para escrita comum ou leitura cotidiana.

O próprio Google Books pode ser uma boa para referências e pesquisas e é um pouco mais conhecido. Obviamente existem muitas outras opções e softwares e sites interessantes para quem gosta de dados, então engradeça o artigo e coloque nos comentários os que você conhece e não foram comentados aqui.

Até a próxima!
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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Veja o Steam funcionando via Flatpak

Flatpak é um dos novos e revolucionários formatos de empacotamento para as distribuições Linux, juntamente com o Snap e com o AppImage, além de multidistro, um pacote Flatpak elimina a necessidade de caçar dependências para instalar os softwares, sejam elas instaladas automaticamente ou manualmente.

Steam Flatpak



Aos poucos mais aplicações são empacotadas no formato Flatpak, existe inclusive uma lista de aplicações já consideradas estáveis no site do projeto, entretanto, outras continuam a surgir. Uma interessante que apareceu recentemente foi o Steam da Valve, a plataforma de venda e gerenciamento de games.

O Flatpak do Steam ainda não é considerado estável e requer correção de bugs e ajustes, no entanto já está funcional para uma parte considerável de jogos.


O meu grande amigo Renato, do canal FastOS, fez um teste do Steam via Flatpak e já podemos ter uma noção de até onde estas primeiras construções podem chegar. 

Toda vez que uma nova forma de trabalho (especialmente na tecnologia) é desenvolvida, é necessário adaptá-la e testá-la, então os problemas esperados de uma situação nunca encontrada anteriormente como esta estão realmente acontecendo e certamente serão corrigidos com o tempo.

Existe uma série de vantagens práticas com baixo custo a se "pagar" ao utilizarmos os Flatpaks (ou Snaps e AppImages), uma delas, no caso do Steam, que ainda necessita de muitas bibliotecas de 32 bits, mesmo em sistemas de 64, é justamente eliminar as bibliotecas cruzadas nas distribuições para rodar a aplicação, colocando tudo em um pacote único, a desvantagem é o tamanho do pacote que tende a ser um pouco maior, mas ainda assim, considero, como comentei, um "preço" baixo a se pagar pela comodidade, visto que armazenamento tende a ficar mais barato com o tempo. Entenda melhor os Flatpaks aqui.

Como instalar o suporte a Flatpak na sua distro?


O projeto Flatpak está disponível para todas as distribuições Linux, ou pelo menos, toda as principais. Temos um artigo especial para te ensinar a habilitar o suporte a Flatpak em todas elas, basta clicar aqui para aprender a usar esta nova tecnologia.

Instalando o Steam via Flatpak


Uma vez o suporte a Flatpak habilitado, a instalação é a mesma em todos os sistemas, então para testar esta versão do Steam neste formato, basta usar o terminal e rodar os seguintes comandos:
sudo flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo
Depois instale: 
sudo flatpak install flathub com.valvesoftware.Steam
Provavelmente o logo da Steam vai aparecer no menu do seu sistema, assim como o Renato mostrou no vídeo.

Os Flatpaks me parecem estar com comandos simplificados para quem for operar via linha de comando, ao menos perto do que tínhamos no início, mas ainda assim tem "muita coisa" para se digitar, por assim dizer, é preciso sempre simplificar, seria bom algo como: sudo flatpak install steam, não? Coisas assim devem ser ajustadas com o tempo, claro, mas em fim, apenas uma observação.

Se você testar o Steam via Flatpak deixe um comentário abaixo informando a sua experiência.

Até a próxima!
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Como instalar e gerenciar pacotes Flatpak nas distribuições Linux

Há algum tempo atrás eu fiz aqui no blog duas matérias relacionados ao Snap, uma delas mostrando como você instala o suporte a eles em qualquer distribuição e outra ensinando a utilizar a ferramenta. Hoje é a vez do Flatpak com um combo! 😊 

Como instalar e utilizar os pacotes Flatpak




Tecnologias revolucionárias como o Flatpak e o Snap são ótimas, mas elas carecem da mesma coisa, justamente por conta de serem novidades, que é documentação coloquial. Por mais que existam manuais oficiais, sempre há algo que foge àquele conteúdo. Hoje eu vou te mostrar como fazer a instalação do Flatpak na maior parte das distribuições Linux e te dar as diretrizes básicas de como se utilizam estes pacotes.

Instalando o Flatpak na sua distribuição Linux


Basicamente o pacote é o mesmo em todas as distros, variando de acordo com o sistema e seu gerenciador de pacote, então vamos para a pequena lista em ordem alfabética:

Alpine Linux

O suporte a Flatpak pode ser instalado desta forma:
sudo apk add flatpak

Arch Linux (Manjaro/Antergos)

O suporte a Flatpak está disponível diretamente dos repositórios oficiais, e também existe a versão do AUR. Você pode instalar desta forma:
sudo pacman -S flatpak
No Arch, para ter as ferramentas de desenvolvimento (Flatpak-Builder) funcionando corretamente é necessário instalar algumas dependências extras, mas isso só serve para você que for desenvolver os pacotes, usuários comuns poderão usar apenas o comando acima.
sudo pacman -S --asdeps --needed elfutils patch
Debian

Com o lançamento da versão 9 do Debian que tivemos na semana passada, o suporte a Flatpak pode ser instalado à partir do repositório oficial também.

su root
(digite sua senha)
apt install flatpak
Para o Debian Jessie será necessário usar o repositório Backports.

Fedora

Do Fedora 23 em diante você habilita o suporte ao Flatpak facilmente com o comando:
sudo dnf install flatpak
Gentoo

Atualmente não existe uma forma oficial de instalar o Flatpak na distribuição, entretanto, existe um método não oficial que pode ser encontrado aqui.

Mageia


Instalar no Mageia é simples também, inclusive existem duas formas de fazer isso, dependendo do gerenciador de pacotes que você preferir utilizar. Lembre-se de executar os comandos como root, como no Debian:
dnf install flatpak
Quase igual do Fedora, não é? Outra opção é caso você prefira utilizar o urpmi como gestor, neste caso seria (também como root):
urpmi flatpak 
openSUSE

No openSUSE também existem duas formas de fazer a instalação, dependendo de qual versão do "Rei lagarto" você use. Se você usa a versão Leap ou Tumbleweed, em ambos os casos você pode usar o método 1-click install através do Yast, ou caso use a versão Tumbleweed em específico, você pode instalar via Zypper também:
sudo zypper install flatpak
Ubuntu (Linux Mint/elementary OS) 


No Ubuntu varia de acordo com a versão, caso você esteja usando a versão 17.10 ou superior, o flatpak já está no repositório e você pode instalar com um simples "sudo apt install flatpak", no entanto, para quem usa o Ubuntu 16.04 LTS ou 17.04 é necessário usar o PPA oficial, o mesmo vale para Linux Mint e elementary OS (ambos baseados na LTS) e as outras derivações oficiais do Ubuntu (Kubuntu, Xubuntu, Ubuntu MATE, etc) respeitando o seu versionamento.
sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak
sudo apt update
sudo apt install flatpak
Isso cobre a maior parte das distribuições, agora vamos aprender a utilizar o Flatpak.

Como usar os pacotes Flatpak 


Vamos fazer agora do gerenciamento de pacotes Flatpak básico para você poder atualizar as aplicações, instalar e remover e fazer consultas sobre informações.
Quer aprender a fazer isso com o apt? Confira este artigo.
Acho que em primeiro lugar é bom que você saiba que pode consultar toda a documentação sobre o Flatpak disponível atualmente aqui,  no site você encontra informações sobre a estrutura dos pacotes, como criá-los, como criar repositórios, etc.

A grande questão que deixa um pouquinho mais complicado o Flatpak em relação ao Snap atualmente é que você precisa adicionar um repositório específico para cada programa em muitos casos, então é importante que o desenvolvedor te informe isso, você pode ver alguns exemplos nesta página na aba "Command Line".

Os pacotes Flatpak possuem os chamados flatpakref, que como o nome sugere, são pacotes quem contém referências para o download das aplicações e servem de intermediário, futuramente esses pacotes serão gerenciados diretamente com as centrais de aplicativos, como o GNOME Software, permitindo que os pacotes sejam instalados com dois cliques como qualquer deb ou rpm (assim como os Snaps), porém, atualmente, ao menos eu meus testes este recurso ainda não está funcional. Quando a integração estiver perfeita, a necessidade da adição manual dos repositórios poderá ser contornada.

O conteúdo de um flatpakref é basicamente este abaixo (LibreOffice), composto do nome do pacote, informações do repositório, como a URL do mesmo, qual é a versão de lançamento dele, chave GPG e link para o Runtime do Flatpak, etc.

[Flatpak Ref] Title=The Document Foundation LibreOffice Name=org.libreoffice.LibreOffice Branch=fresh Url=http://download.documentfoundation.org/libreoffice/flatpak/repository IsRuntime=False GPGKey=mQINBEyzEr0BEADT441wUITsTwDA2nM3kmUhGrzTdxZB5xv/E1ZJCw63qWdmdTdWNZDfNDuLs4r2VjlEoA3xGK6jgnQvyAoNj0yiEbW/JedHHgOiVdXDlkgkY58myafTFXqDLzTXVrsNnay0GS8XrNjptZJPhEPBvNUdkqpA9B7RTkfaXj779Pf/AeFMZVLlUAci5RA0NNF910GHwoXT6SEv2PGoawsphnfmMVdKh9wz7asbtKXEmotCwX3k045xLsIVK5ANOi+BI9C3LkrrFJWw2XHqDW2ulwCJ0L5QNSjOuY/v8REODwIXamvvdZOzXBKSIzDOalJqFCHls3YlGyFw1knr6BAOmVOm32YtNTCLbVA/iK55fZWnUCjD3a4Gxz4qpQYWfpxhOmlHpk5JkraSNHzCc7SB43DwcHF5ecXHttMhO8MoN/bAZBgCuLGFEwNvwFbDwIWo07mlv7wD8i1rtUCvLywJc5YL2PbjCLfB1Q4YzDX1EWnjKdnAsxxKftrx1DFlxzUF+TaHbLTPttUcsWQaL8wITznoWIwdIWlo2woPgWIpUXMOYwYV31OofgmroHa3V4NOvkke09uhaZawg5yZCoRFohhfKPqT1ZrJ9SnRbW/WR3VTVY76ht5kRuV3eb2VWBmPU9zn56Tbe6dvFkBuzHH1JdECAqy1BzFcmQQFBebFzf1XAQARAQABtEhMaWJyZU9mZmljZSBCdWlsZCBUZWFtIChDT0RFIFNJR05JTkcgS0VZKSA8YnVpbGRAZG9jdW1lbnRmb3VuZGF0aW9uLm9yZz6JAjcEEwEKACEFAkyzEr0CGwMFCwkIBwMFFQoJCAsFFgIDAQACHgECF4AACgkQ9DSh76/urqOc4w//X+74QlyRalcuLNw3oJKB1+1z6xxhhpwg1kw5cMMrGu0w0YoPvLDKaiS02DdkIaXDECcQTOoEh7/bYbZq6OtE1WyxqHYYOPK5yul5FRwZ5k5HZ7pDFcKCQ72UgWhz+QznRhgZ0jwEWl5Ln3rwJpSynIvTXHmQogId0xmcrNQPyckzzugGx4qZFinSOmDGwTgG14NU3vat2iek37PhBLh5V8ohlEoccwwPejtKEWQudg0Q8K7uBuqLUhnJoZodEytqpOvtysuPtGxGXnmD7oXtBVEF3X6eFRXDIp81cx2isHK4Krf4z4T9KUimNLHjWRa+ZQtp2pZLHQlblfsnCUf6TYZ0Yi909EhcM/hxAgBZXellOCQ/8U2cJsTUyN5Dp1wbf6X0uK4uaed1/037EGLAO6PP6WQz6jWd1/hhsQ5oAmdjkzlMFEfKNeIIDuKMOjXcTvM8/KRXhufwICvSFBlSIveHfDFWCvOVgq0VjAY7NFMFKRUnRHB58qBamtyhOyscRIvT5QH8HYfUA/YNl9FguczYUIQi3t+H1hoHIywdtmRuhYx5WlIUe8FO9QD5RMPbBjVbkCYgdHdxgnJDKCoRGsoKlLB7UZc4Ak9j6plZbYtFRonm2MjU4zxblCFNuEqVQ0V/y6/OIGpBYF9YaEAtTgEJd9OmmDCM3d8O0zZHYma5Ag0ETLMSvQEQAMDp0HxSDWd+2Od/aJutCMFe8tfw7+nP9gfHOCUqesb88QvRMJgVY6z1aNdMllxTKlsxUiuA6uNcrUAkzDp/qRWR58rWIO642PLifng3urJ1cDbSKC+K4RHpQC+hXllMKLqq8dwNy1LO4fPo9SdtUF4Bev6enKmo4yCiOGv2tvztPh9gMGYoDncaOsS0t2UPr2MMQIVUmmIzfJBkdOxbZiWOdoeNbWsYJHQaO+Ahal6SjPHKzhdjeXhZzHl1vqeDkV4MXHprrOwXNXwPiEpkZe2Odc7yaMkQc0k8WRrfKHApbnwDx6Mi8HYaf+LvRq7P0eMO9osD1q44wQQvVzk199zpMMHS5/kAv7RBNmDOSJQIZ4zT4lzRDODjMf01Ljn02zon12GfJo0WbbpmLulta7ujHgMrUU54by8WPFGW0fljXiDX0EpkHhxUsUsfaNfBsFnE+sRxQjNF/ljvofkyApI21OjtEa9krwvgDqaXsL+a2076OsoFpORlTZ30REb0eRS6rEt8M+7s4xTaA7GFxlY/N+bnaM8m+ItygfFHHW4H0wLbbgajDeooSTgaheVNF5V9HS0EkN4MNVvtJH7J6drdiR1QVhX87n7+JtQzTtCOyfeKjaB+kcbAm/2VOFOeHdig5+BygpXt3IixVq72xmGzh0jhY565MjXrqg5O3pvLABEBAAGJAh8EGAEKAAkFAkyzEr0CGwwACgkQ9DSh76/urqPaeg//avI2/a94XlSYtSZb2hVdW3qa9AEypQurqtVrKJfEKFV+ZQBPXbPRy8Mz5LMEH1sfD6B4SVGIGJ8opSyieJkcKIke+GMekTWvSqDpFOgY2rw7eHNn/33ZJs3OzQOyWz8smE/AIM/5lyiVGuSlU7RjYncf1V9bIBc91q9Edqk4IYUo/7W+yafC0VW/8oHUFYjHNaujiOsEoLiXsh9Y0R/6Jxs6fvE4XbCANV/ecN5UX+9BBrNZNN/9GbNr6CYGZ57M2f1Pgywy/XvOnEPnJ8aWXUyGLqq34KvMPFPSOeAmFbkFEsB4mdDMFaDwrzziiZE/zS8/nKiH4X2JgmLgFsadEihdfYxeDcGbhREK/qA1f3bGnr1j05V07yko2FFZdiOr4OgiT5ymgwVUXQ2Aiz+J/C8URjfpcPxetmuDQT9AYfgmMKPNVXPFWuNQdzN5GZbI+E1/cb5+uLNknvjngw2G4PR/4uPHX1HCSftlNawBqWzyun1k+B7/u3OeFebWXcdqSmZuLQ7l0Pkuz/Nlp6M6cKpceL+9zCgaiR5+v9h94VvtXKd/mw9ZLACcVcOANiwCtsJP3lt7jRSHtkuUe6vUm5tLS582RfXxoI1BlPjNtG9xAQ3JKBHIXbalT18pAFO3t74cxg3h0iI1G51F3oL0DwILP2MBBmardVEp5CMnB/M= RuntimeRepo=https://sdk.gnome.org/gnome.flatpakrepo


Tirando a questão dos repositórios que podem variar de acordo a aplicação, o manuseio é simples de se fazer:

flatpak install nome_do_app - Instala uma aplicação ou um Runtime, por exemplo, flatpak install spotify.

flatpak update - Atualização uma aplicação ou Runtime, pode ser usado para uma aplicação específica também ou para um conjunto, como flatpak update skype.

flatpak uninstall - Como é de se supor, esta opção serve para remover um pacote ou Runtime, por exemplo, flatpak uninstall libreoffice.

Para saber o nome dos pacotes Flatpak que você tem instalado, você vai querer usar o:

flatpak list

Vamos agora para algumas opções um pouco mais avançadas:

flatpak info nome_do_app - Mostra informações sobre a aplicação.

flatpak run nome_do_app - Roda o App com o nome indicado

flatpak override - Este parâmetro serve para sobrescrever os requerimentos da aplicação.

flatpak make-current - Produz uma versão específica do app indicado (develop)

flatpak enter - Entra em uma aplicação

flatpak document-export - Exporta um arquivo para o modo Sandbox

flatpak document-unexport - Para a exportação iniciada com o comando anterior

flatpak docuiment-info - Mostra informações sobre os Apps exportados

flatpak document-list - Lista os arquivos/Apps exportados

flatpak remotes - Lista os repositórios remotos habilitados

flatpak remote-add nome_do_repositório - Adiciona um repositório Flatpak

flatpak remote-modify - Modifica um repositório remoto

flatpak remote-delete - Deleta um repositório remoto

flatpak remote-ls - Mostra as Runtimes e aplicações disponíveis

Estes são os principais, mas existem outros especialmente voltados para desenvolvedores, vale a pena conferir o link que eu passei anteriormente com a documentação, para quem estiver interessado em desenvolver pacotes Flatpak, o site do projeto explica como você pode baixar o SDK e começar a fazer seus primeiros pacotes neste novo formato.

E claro, outra forma de você conhecer mais e entender os parâmetros de manuseio do Flatpak via linha de comando e usar o bom e velho:
flatpak --help
Até a próxima!
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Como criar um Shell Script simples para automatizar a instalação de programas no Linux

Uma das coisas mais legais do Bash é o poder de automatizar tarefas, até mesmo na própria linha de comando. Hoje você vai aprender a criar um simples Shell Script para instalar um programa.

Shell Script




Para você entender o conceito, vamos dar um exemplo com um programa popular e simples, o GIMP. O GIMP é um manipulador de imagens que está no repositório de todas as distros Linux praticamente, como exemplo nos comandos vamos usar o gerenciador de pacotes "apt", comum no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados, apesar disso, entendendo o conceito, você pode aplicar em qualquer distro, basta entender o gerenciador de pacotes dela e os comandos que ele aceita.

Claro, o GIMP pode ser instalado por centrais de apps sem comandos, pode ser também instalado com um simples # apt install gimp mas a intenção é te mostrar como você pode estruturar um script para automatizar a instalação de qualquer programa ou de vários ao mesmo tempo.

Vamos imaginar que você queria instalar o gimp a partir do terminal.

Muito provavelmente os passos que você dará serão:

1) Atualizar os repositórios
$ sudo apt-get update
2) Instalar possíveis atualizações do sistema:
$ sudo apt-get dist-upgrade -y
3) Efetivamente instalar o pacote.
$ sudo apt-get install gimp

O processo manual da instalação de um programa pode levar algum tempo, pois você deverá esperar que o primeiro comando termine sua execução para digitar o próximo.

Nem sempre atualizar repositórios é rápido e portanto é o seu tempo que está sendo gasto esperando algo que poderia facilmente ser automatizado.

O primeiro nível de automatização que poderíamos fazer aqui é criar uma fila de comandos (chamadas de listas) que serão executados pelo Bash em sequência.

Para isso basta separar os comandos com um ponto e vírgula:
sudo apt-get update ; sudo apt-get dist-upgrade -y ; sudo apt-get install gimp -y
Apesar de já automatizar um pouco o processo, não há praticamente nenhuma lógica envolvida.

Você muito provavelmente não deseja executar um "dist-upgrade" se o "update" falhar antes por qualquer motivo. Certo?

Aqui chegamos no nosso segundo nível de automatização. Em vez de usar o ponto e vírgula, podemos separar os comandos com "&&", e desta forma o Bash somente executará o comando seguinte se o anterior finalizar a execução com sucesso.
sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade -y && sudo apt-get install gimp -y
Agora já melhoramos bastante o processo, porém no caso de algum dos comandos retornar falha, esta fila de comandos simplesmente para de ser executada sem qualquer tipo de aviso mais elaborado para o usuário.

É possível em linha de comando adicionar mais lógica para continuar aperfeiçoando este nosso procedimento, porém este é aquele momento em que talvez seja mais proveitoso se criar um script de verdade e deixar o processo legível, em vez de simplesmente criar uma "tripa" de comandos que depois poderá dificultar a sua vida na hora de encontrar e consertar qualquer erro.

Para este nosso exemplo, usaremos o próprio "if" do Bash (que é uma estrutura de condicional explicada brevemente neste vídeo aqui)

Basta criar um arquivo de texto que você pode 'chamar do que quiser .sh", tipo "batatinha_quando_nasce.sh" e inserir os dados que vamos te mostrar. Tá bom, talvez seja melhor criar um arquivo chamado instala-pacote.sh o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash

echo Atualizando repositórios..
if ! apt-get update
then
    echo "Não foi possível atualizar os repositórios. Verifique seu arquivo /etc/apt/sources.list"
    exit 1
fi
echo "Atualização feita com sucesso"

echo "Atualizando pacotes já instalados"
if ! apt-get dist-upgrade -y
then
    echo "Não foi possível atualizar pacotes."
    exit 1
fi
echo "Atualização de pacotes feita com sucesso"

# note que $1 aqui será substituído pelo Bash pelo primeiro argumento passado em linha de comando
if ! apt-get install $1
then
    echo "Não foi possível instalar o pacote $1"
    exit 1
fi
echo "Instalação finalizada"

Veja que utilizamos o operador "!" após o "if" para inverter o resultado do comando seguinte, portanto o conteúdo das condicionais (código que está entre o "then" e o "fi") somente será executado caso os comandos falhem na execução. Também utilizamos o comando "exit 1" para pedir ao Bash que interrompa a execução do script em caso de falha.

Para executar o script basta rodar a seguinte linha:

sudo bash instala-pacote.sh gimp

Desta forma podemos utilizar o mesmo script para qualquer pacote, e o "sudo" só precisa ser invocado uma vez. Basta passar o nome do pacote desejado em linha de comando e ver o Bash fazer o resto sozinho.

É possível melhorar e incrementar o script de diversas maneiras. Podemos imprimir mensagens com cores, suprimir a saída em tela do comando apt-get para facilitar a leitura, dentre outras coisas.

Basta ter criatividade e dominar a linguagem do shell script para poder automatizar praticamente o que você quiser.


Outra coisa que você pode fazer é incluir dentro do Shell Script os comandos para a instalação do pacote em específico, assim você pode rodar apenas o Shell Script e ele se encarrega de fazer a instalação para você.

Você pode por exemplo criar um script de pós formatação para o seu sistema, acrescentando repositórios, pacotes e programas que você normalmente usa, incluindo as opções para fazer a atualização do sistema e apenas rodar um Shell Script depois de instalar a sua distro e ir tomar café enquanto seu sistema é montando automaticamente. É mais do que bacana!

Nós lançamos nesta semana o nosso curso avançado de Shell Script, onde você vai aprender coisas como esta deste post e muitas outras para automatizar a sua vida de usuário Linux, as matrículas estão abertas até Quinta-feira, dia 15 de Junho e tem promoção especial para quem comprar hoje até a meia-noite. Corre lá pra conferir antes que fechem as matrículas.

Até a próxima!
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terça-feira, 13 de junho de 2017

5 motivos para se aprender Shell Script e dominar o Linux

Não dá para negar que o Bash é um dos interpretadores de comando mais utilizados no mundo.
E não é a toa. Às vezes é impossível ver o potencial escondido atrás da linha de comando do Bash a olho nú.

Shell Script



Basta abrir a man page do Bash para ver o mundo de possibilidades (e até se impressionar/amedrontar um pouco).

Se você já fez o nosso curso de terminal, você já teve uma pequena amostra da quantidade de coisas que dá pra fazer na linha de comando (modo interativo).

Porém, muito se engana quem acha que shell scripts só servem para automatizar backups e afins.

Abaixo vamos listar 5 motivos para se aprender a arte do shell scripting.

1 - Inúmeras partes de uma distribuição linux utilizam shell scripts.

Shell Script


- Sistemas de empacotamento (rpm e deb): scripts são usados na hora de criar pacotes, e até na hora de instalar (scripts pós instalação).

- Init systems (upstart, sysvinit): precisam de shell scripts para controlar serviços que rodam aí por debaixo dos panos.

- Grub: Arquivos que geram configurações do boot são shell scripts: /etc/grub.d/

- startx: famoso comando que inicia modo gráfico é um shell script.

- xdg-open: comando para abrir arquivos automaticamente no programa correto, também é um shell script.

Poderíamos passar horas aqui listando lugares e sub-sistemas de uma distribuição linux que usam shell scripts.

2 - Novos conceitos, mas os Shell Scripts estão lá

Shell Scripts em drones?


É impressionante como o tempo passa, as tecnologias evoluem, os conceitos de computação mudam, porém shell scripts sempre aparecem em algum canto.

Talvez você tenha percebido que o que mais se fala hoje em dia é sobre computação em nuvem.
Demanda por novos profissionais que entendam de diversas tecnologias diferentes surgem, como docker e openstack.

E apesar dos conceitos novos, ainda lá na base o shell script continua firme e forte.

- Docker: Dentro do arquivo que define um container docker você pode utilizar shell scripts.

- Openstack: Você pode executar um script no primeiro boot de uma máquina virtual para personalização.

3 - Entender Shell Scripts melhora seu conhecimento no modo interativo

Aprendendo Shell Script


O Bash pode ser executado em basicamente dois modos: interativo (linha de comando) e não interativo (scripts).

Uma das coisas mais fascinantes do mundo dos interpretadores de comandos é o número de formas diferentes para se executar uma mesma tarefa.

Muitas pessoas passam muitos anos com um canivete suíço nas mãos, porém tentam fazer tudo somente utilizando a faca mais simples do canivete, pois é a única que sabem abrir.

Este canivete é o Bash. Quando nos aprofundamos em scripts e entendemos suas estruturas para controle de fluxo, variáveis, etc, conseguimos otimizar muito nosso tempo. Estruturas como o "for", e até mesmo funções, que geralmente são encontradas somente em scripts, podem facilmente
ser utilizadas direto na linha de comando em modo interativo. E é aí que está o pulo do gato.

Tarefas como renomear vários arquivos de um diretório de uma só vez podem facilmente ser feitas com uma linha como a seguinte:

for i in *.txt; do mv $i ${i%%.txt}-old.txt; done # renomeia todos os arquivos .txt para arquivo-old.txt

4 - Melhorar seu currículo

Currículo Shell Script


Qualquer pessoa que deseje trabalhar profissionalmente com Linux, ou seja, fazer do seu hobby uma profissão de verdade, precisa necessariamente dominar shell scripts. Independente da área que você planeje atuar (programação, administração de redes, administração de sistemas) você precisará escrever e ler scripts de outras pessoas.

Há ofertas de emprego que hoje em dia nem mesmo mencionam a exigência de saber shell scripts pois já assumem que o candidato sabe.

5 - Shell script é divertido

Shell Script é divertido


Somente amantes de tecnologia irão entender este motivo. Mas sim, o prazer de automatizar tarefas e ver aquele script que você criou do zero funcionando sozinho e ficar orgulhoso de ver ele fazendo aquilo que antigamente você precisava fazer "na mão"... este sentimento inexplicável já é motivo suficiente para largar tudo o que você está fazendo e ir correndo aprender shell scripts.

Claro que há muito material da internet para você pesquisar, apostilas e tudo mais, mas como vocês pediram diversas vezes, nós vamos lançar um novo curso no EAD.

Se você não tem ideia por onde começar e precisa de um guia, fique ligado que em breve lá no EAD do Diolinux será lançado um curso completo de Shell Script. Mais de 11 horas de vídeo aulas explicando detalhadamente tudo o que você precisa saber para dominar a arte automatizar tarefas
e otimizar a sua vida na linha de comando.

Este artigo foi escrito em parceria com o nosso professor Tiago Salem, ele já possui um curso de Bash (Terminal) lá no Diolinux EAD, esse curso é quase que um pré-requisito para o de Shell que está por vir, vale a pena dar uma olhada.

Até a próxima!
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Os 10 melhores temas para desktop Linux (Ícones e GTK)

Você gosta de personalizar a interface da sua distribuição Linux? Então este artigo foi feito pensando em você! Vamos conhecer e comparar os 10 melhores temas disponíveis atualmente para as distribuições Linux.

Melhores temas de ícones e GTK para Linux




É difícil fazer uma lista de "melhores de qualquer coisa" e agradar a todos, então quero deixar claro que estamos levando aqui vários quesitos em consideração, entre eles, popularidade e constante atualização. Outra coisa que é importante que você saiba é que só escolhemos temas que possuam um "par", ou seja, são projetos que possuem um tema de ícones e GTK ou que combinam muito bem ocm outro, aliás, este é um ponto importante, os temas são GTK e em geral eles costumam funcionar bem em todas as distros que utilizem ele para o desenho dos temas, o que neste caso exclui o KDE Plasma em muitos casos, infelizmente, entretanto, os ícones, mesmo no KDE, deverão funcionar sem problemas.

Dependendo da versão do GTK que a sua distribuição utilize, um tema poderá ser melhor compatível que outro. Em geral, Gnome Shell, Cinnamon, XFCE, LXDE, Pantheon Shell, Budgie Desktop, Unity e MATE costumam responder bem a eles.

Todos os temas terão links para as suas páginas, onde você poderá baixá-los e instalar, nestas páginas normalmente há também instruções para instalar os temas, mas mesmo assim, caso você não saiba como instalar e ativar temas, eu recomendo que você veja este vídeo, ele é um dos mais antigos do canal, mas ainda serve muito bem para estes propósitos. Cada interface tem sua própria forma de fazer a mudança dos temas, então procure entender como a sua distribuição manipula esse tipo de coisa, mas a instalação em si, quando feita de forma manual, é feita da mesma forma em qualquer distro, independente da interface.

- Temas GTK devem ser extraídos para dentro da pasta .themes (pasta oculta dentro da sua home).

- Temas de ícones devem ser extraídos para dentro da pasta .icons (pasta oculta dentro da sua home).

Caso estas pastas não existam, você pode criá-las sem problemas, mas não esqueça do "." (ponto) antes do nome, pois elas devem permanecer ocultas. Normalmente para exibir estas pastas em gerenciadores de arquivos você deve pressionar a combinação de teclas "Ctrl+H", no KDE Plasma temos uma particularidade, a tecla de atalho é "Alt+.".

Os temas aqui listados não estão necessariamente em uma ordem de melhor para pior, "mais feio" para o "mais bonito", ou ao contrário, então sinta-se à vontade para comentar qual é o tema que você mais gosta.

Top 10 temas de ícones e GTK para Linux


Vamos começar a nossa pequena lista com o tema:

1 - Papyrus


Temas de ícone Papyrus

O tema de ícones Papyrus possui algumas variações, inclusive uma versão específica para o elementary OS, e uma versão para temas GTK com interface escura. O tema Papyrus combina muito bem com o tema OSX Arc Darker.

2 - Paper


Paper Theme

O tema Paper é composto por um tema de ícones e um tema GTK, o que garante uma certa harmonia ao conjunto, existe também uma pequena variação de ícones, chamado Paper Dark. Ambos podem ser baixados à partir da página oficial do projeto.

3 - Numix


Numix Theme

Este é um dos temas mais populares do mundo Linux e talvez seja o mais abrangente também. O projeto Numix possui temas de ícones e GTK e ainda possui algumas ótimas variações, como o Numix Circle, que segue o mesmo conceito de design, mas com ícones arredondados. Existem variações de temas escuros também e até mesmo um conjunto de wallpapers e tema plymouth (tela de inicialização do sistema) feito pela equipe do Numix. Tudo isso e muito mais você encontra na página oficial do projeto.

4 - Moka


Moka Theme

O tema Moka é do mesmo desenvolvedor do Paper e também possui um tema GTK e um de ícones, prevalecem as cores claras um tom lilás. Você pode baixar o tema de ícones Moka no site oficial e o tema GTK a partir de um PPA do Noobs On Lab.

5 - Arc Theme


Arc Theme

Assim como o Numix, o tema Arc talvez seja um dos mais populares do mundo Linux atualmente, ele possui variações muito interessantes, como o OSX Arc que eu comentei no primeiro tópico. O projeto também possui um tema de ícones que se encaixa muito bem com a sua proposta. Você pode baixá-lo e obter informações a partir da página no GitHub dedicada a ele juntamente com o tema Arc GTK.

6 - Nitrux/Luv


Nitrux Luv

O tema LUV, provindo do projeto Nitrux, também é um belo conjunto, ele combina muito bem com o tema GTK Adapta, que você verá logo mais aqui na lista. Você pode baixá-lo através de sua página no GitHub.

7 - La Capitaine

La Capitaine

Pra galera que curte o macOS, este é tema que busca várias inspirações no tema de ícones do macOS El Capitan, por isso do nome. Acho este particularmente belo. Ele fica muito bem com o tema GTK Sierra. Você pode baixar o La Capitaine na página do projeto.

8 - Xenlism


Xenlism

Este é um outro belo conjunto de ícones, o Xenlism possui algumas variações de cores também, mas o padrão é este azul que você pode ver na imagem acima. Ele se encaixa muito bem com o GTK Sierra do tópico anterior e com as bordas das janelas do tema ARC, perceba que aqui começam algumas mesclas. Você pode baixar o tema de ícones de sua página oficial também.

9 - Faenza


Faenza Theme

O Faenza é um dos temas clássicos do mundo Linux, ele foi um dos primeiros que eu utilizei ainda no tempo do Gnome 2, e cá entre nós, ele continua muito bonito. O Faenza possui algumas variações para se adaptar aos temas GTK em que está atuando em conjunto, como o Faenza Dark e Darker e adaptações específicas para o temas Ambiance e Radiance, os padrões do Ubuntu até então. Na imagem acima estou combinando ele com o tema Arc Darker. Você pode baixar o Faenza e ter mais informações através de sua página no DeviantArt.

10 - Adapta


Adapta

O tema Adapta tem um visual muito moderno, inspirado no Material Design que a Google usa no Android, uma combinação interessante de se fazer com ele é utilizar o tema Pop, desenvolvido pela System76 para o Ubuntu, que é essa combinação representada na imagem acima. O próprio tema Tema Pop nada mais é do que uma variação do Adapta. Você pode baixar o tema GTK Adapta aqui, ou baixar o tema Pop, com ícones e GTK aqui, a variação não é tão grande.

Finalizando


É claro que existem muitos outros temas de ícones, aqui no blog mesmo você encontra vários temas e vários ícones diferentes para instalar, mas esta é o que eu acredito que seja a seleção principal que temos atualmente. Claro, é interessante observar que você pode fazer uma mescla de todos estes mostrados no post em composição com outros inclusive que não estão aqui neste Top 10.

Sinta-se à vontade para dizer qual é a sua combinação preferida e acrescentar outros que não estejam aqui.

Até a próxima!
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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Headset App - Um player de música que usa o YouTube como fonte

Se você está procurando uma aplicação para ouvir músicas pelo YouTube sem precisar utilizar um navegador, o Headset App pode ser uma ótima opção. A aplicação pode ser uma alternativa para você que não pretende pagar a versão premium do Spotify, claro, com menor qualidade sonora.

HeadSet App Music Player for YouTube




O Headset App é um programa que permite que você pesquise e ouça músicas de todos os tipos no seu computador, como fonte, ele utiliza o YouTube para te fornecer acesso ao conteúdo. O mais interessante, é que os desenvolvedores criaram um modelo de execução de músicas que faz com que não seja ilegal o consumo do conteúdo do YouTube desta forma.

Head Set App

Ao abrir o player pela primeira vez, você verá estas duas janelas, inclusive, as duas deverão permanecer abertas (o programa impede você de fechar uma delas), com a explicação de que o YouTube não permite a reprodução de áudio e vídeo separados, isso significa que os vídeos com as músicas ficarão reproduzindo nesta pequena janela (à direita). O programa também informa que serão utilizados vídeos com menor qualidade para poupar banda, mas que a qualidade sonora continuará sendo boa.

Head Set Player
Mensagem que o Headset informa sobre a forma de distribuição de conteúdo

Depois de você aceitar os termos de licença do Google e do YouTube que o programa te informa, você poderá ouvir as músicas. O player em si é muito simples de entender e tem funções básicas que qualquer player que se preze tem.

HeadSet Player

Você pode pesquisar por músicas, álbuns, playlists e o player ainda te oferece uma opção de "Rádio" para navegar por estilos. Fazendo login no player você pode organizar coleções e dar "likes" em faixas para ter fácil acesso a elas, como no Spotify.

Baixe o Headset para o seu computador


O Headset App está disponível para Linux (em pacote .deb e em código fonte), para Windows e macOS também. Basta acessar a página no GitHub do programa e fazer o download.
O programa tem apenas versões de 64 bits, então fique ligado neste detalhe.

Até a próxima!
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terça-feira, 23 de maio de 2017

4k Slideshow Maker - Faça uma apresentação com fotografias facilmente

Eu sou fã de ferramentas que automatizem a nossa vida e certamente as ferramentas do pessoal da 4K são ótimos exemplos disso. Hoje você vai conhecer o 4K Slideshow Maker.

4k Slideshow Maker




O 4K Slideshow Maker é um programa gratuito que você pode utilizar para criar apresentações de imagens com músicas que estejam no seu computador, ou até mesmo, importar fotos da sua conta no Instagram, o que torna a aplicação ainda mais versátil.

Apesar de muito bacana, o projeto tem algumas limitações também, por exemplo, ele não suporta imagens no formato png, o que pode limitar um pouco as possibilidades, mas ainda assim é interessante. O ideal para a criação da apresentação é que sejam utilizadas imagens em jpg.

Depois de adicionar as suas músicas e fotos, você pode ver um preview de como a apresentação vai ficar, se gostar do resultado, você pode criar o Slideshow clicando no botão "Make Slideshow". Nas preferências do programa você também pode escolher o formato do vídeo e a duração entre as transições de uma foto e outra, além de poder escolher também a qualidade do resultado final.

4K Video downloader

O 4K Slideshow Maker está disponível para Linux, Windows e macOS através de seu site oficial, no caso do Linux, temos um pacote .deb que facilita a instalação em distribuições baseadas em Debian e Ubuntu, como o Linux Mint, Deepin e elementary OS.
Até a próxima!
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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Como instalar o game PokerStars no Linux

O Poker é um dos games de cartas mais populares do mundo, isso não chega a ser novidade, mas um dos principais games online do gênero infelizmente não tem versão para Linux, como alguns usuários pediram, (na verdade foi um amigo meu que disse que só vai testar o Mint se rodar o PokerStars 😂) aqui vai um breve tutorial de como jogar PokerStars através do Wine sem complicação.

PokerStars




Aí está uma coisa que eu quero me dedicar a aprender jogar, já assisti alguns campeonatos e até comprei um Kit com fichas, mas está faltando gente pra me ajudar a praticar ultimamente. O jogo em si veio se popularizando ao longo dos anos e conquistou muitos fãs também, quem não lembra dos casinos de Las Vegas quando pensa em Poker, né?


Com a ascensão da internet, o jogo que já era muito popular, acabou se tornando praticamente um eSport, com milhares de jogadores ao redor do mundo, parece ser um passatempo muito bom para
aqueles dias chuvosos, é um jogo carregado de estratégia e competitividade, pra quem gosta de coisas do gênero é um prato cheio.

Falando do PokerStars


Se você gosta de Poker, saiba que existe um aplicativo do jogo de cartas que pode ser instalado na sua distro Linux. De todo o leque de jogos que o poker oferece, você pode encontrar cada um deles presente na plataforma de pôquer online PokerStars. Com a instalação do game é possível jogar em três modalidades: jogo aberto (você pode entrar e sair da mesa no momento em que quiser), sit and go (torneios curtos) ou torneios em si.

Esse jogo também permite apostas, claro, então é bom ficar atento, os modos de jogo possuem três limites de aposta: fixo, limite da mesa e no limite,que permite que você aposte todas suas fichas em um excitante e inesperado all in.

Como eu tinha comentado, o game em si foi desenvolvido apenas para Windows, mas isso não quer dizer (Felipe), que você não possa rodar ele no Linux! Especialmente porque ele é um aplicativo simples e você pode usar o Wine para rodar a aplicação, então aqui vai um passo a passo para você rodar o PokerStars no Linux.

1 - Precisaremos do Wine ou do PlayOnLinux, se você não sabe utilizar estas ferramentas ou tiver dúvidas, confira o nosso manual de Wine.

Se você não tiver o Wine instalado, você poderá fazer simplesmente procurando pelas aplicações na Central de Aplicativos:

PlayOnLinux


2 - O segundo passo é baixar o game normalmente, acesse o site do PokerStars e faça o download. 

Se preferir, você pode fazer o download também utilizando o comando:

wget -c http://www.pokerstars.com/PokerStarsInstall.exe


3 - Uma vez feito o download, agora vamos fazer a instalação. Abra o PlayOnLinux pelo menu do sistema, com ele aberto, clique no botão "Instalar".

PokerStars Linux Wine

Na janela que se abrir você pode pesquisar pelo PokerStars e instalar ele por ali, entretanto, para garantir que você tenha a versão mais atualizada, vamos usar o arquivo que você baixou no segundo passo. Para isso, ao invés de instalar através do ícone do PokerStars que aparece ali, você deve clicar na parte inferior onde está escrito "Instalar um programa não listado".


Ao clicar na opção, um utilitário será mostrando, basicamente você precisa avançar, haverá apenas uma opção onde você tem que digitar no nome do prefixo que você deseja, pode digitar apenas "PokerStars", sem aspas.

PokerStars Linux Wine

PokerStars Linux Wine

PokerStars Linux Wine

PokerStars Linux Wine

PokerStars Linux Wine

Se você seguir os passos corretamente, você chegará na seguinte tela, onde será necessário encontrar o instalador do game:

PokerStars

Depois de selecionar o instalador basta clicar em "Avançar" mais uma vez, após isso o instalador do PokerStars vai se abrir, então basta seguir o processo de instalação tradicional, como no Windows.

PokerStars

Após o processo de instalação terminar, é possível abrir o game clicando no ícone dentro do PlayOnLinux, na Área de Trabalho ou no menu do sistema.

Se era pelo Poker que você não estava no Linux, agora não é mais! :D

Até a próxima!

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quinta-feira, 18 de maio de 2017