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Headset App - Um player de música que usa o YouTube como fonte

Se você está procurando uma aplicação para ouvir músicas pelo YouTube sem precisar utilizar um navegador, o Headset App pode ser uma ótima opção. A aplicação pode ser uma alternativa para você que não pretende pagar a versão premium do Spotify, claro, com menor qualidade sonora.

HeadSet App Music Player for YouTube




O Headset App é um programa que permite que você pesquise e ouça músicas de todos os tipos no seu computador, como fonte, ele utiliza o YouTube para te fornecer acesso ao conteúdo. O mais interessante, é que os desenvolvedores criaram um modelo de execução de músicas que faz com que não seja ilegal o consumo do conteúdo do YouTube desta forma.

Head Set App

Ao abrir o player pela primeira vez, você verá estas duas janelas, inclusive, as duas deverão permanecer abertas (o programa impede você de fechar uma delas), com a explicação de que o YouTube não permite a reprodução de áudio e vídeo separados, isso significa que os vídeos com as músicas ficarão reproduzindo nesta pequena janela (à direita). O programa também informa que serão utilizados vídeos com menor qualidade para poupar banda, mas que a qualidade sonora continuará sendo boa.

Head Set Player
Mensagem que o Headset informa sobre a forma de distribuição de conteúdo

Depois de você aceitar os termos de licença do Google e do YouTube que o programa te informa, você poderá ouvir as músicas. O player em si é muito simples de entender e tem funções básicas que qualquer player que se preze tem.

HeadSet Player

Você pode pesquisar por músicas, álbuns, playlists e o player ainda te oferece uma opção de "Rádio" para navegar por estilos. Fazendo login no player você pode organizar coleções e dar "likes" em faixas para ter fácil acesso a elas, como no Spotify.

Baixe o Headset para o seu computador


O Headset App está disponível para Linux (em pacote .deb e em código fonte), para Windows e macOS também. Basta acessar a página no GitHub do programa e fazer o download.
O programa tem apenas versões de 64 bits, então fique ligado neste detalhe.

Até a próxima!
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terça-feira, 23 de maio de 2017

4k Slideshow Maker - Faça uma apresentação com fotografias facilmente

Eu sou fã de ferramentas que automatizem a nossa vida e certamente as ferramentas do pessoal da 4K são ótimos exemplos disso. Hoje você vai conhecer o 4K Slideshow Maker.

4k Slideshow Maker




O 4K Slideshow Maker é um programa gratuito que você pode utilizar para criar apresentações de imagens com músicas que estejam no seu computador, ou até mesmo, importar fotos da sua conta no Instagram, o que torna a aplicação ainda mais versátil.

Apesar de muito bacana, o projeto tem algumas limitações também, por exemplo, ele não suporta imagens no formato png, o que pode limitar um pouco as possibilidades, mas ainda assim é interessante. O ideal para a criação da apresentação é que sejam utilizadas imagens em jpg.

Depois de adicionar as suas músicas e fotos, você pode ver um preview de como a apresentação vai ficar, se gostar do resultado, você pode criar o Slideshow clicando no botão "Make Slideshow". Nas preferências do programa você também pode escolher o formato do vídeo e a duração entre as transições de uma foto e outra, além de poder escolher também a qualidade do resultado final.

4K Video downloader

O 4K Slideshow Maker está disponível para Linux, Windows e macOS através de seu site oficial, no caso do Linux, temos um pacote .deb que facilita a instalação em distribuições baseadas em Debian e Ubuntu, como o Linux Mint, Deepin e elementary OS.
Até a próxima!
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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Como instalar o game PokerStars no Linux

O Poker é um dos games de cartas mais populares do mundo, isso não chega a ser novidade, mas um dos principais games online do gênero infelizmente não tem versão para Linux, como alguns usuários pediram, (na verdade foi um amigo meu que disse que só vai testar o Mint se rodar o PokerStars 😂) aqui vai um breve tutorial de como jogar PokerStars através do Wine sem complicação.

PokerStars




Aí está uma coisa que eu quero me dedicar a aprender jogar, já assisti alguns campeonatos e até comprei um Kit com fichas, mas está faltando gente pra me ajudar a praticar ultimamente. O jogo em si veio se popularizando ao longo dos anos e conquistou muitos fãs também, quem não lembra dos casinos de Las Vegas quando pensa em Poker, né?


Com a ascensão da internet, o jogo que já era muito popular, acabou se tornando praticamente um eSport, com milhares de jogadores ao redor do mundo, parece ser um passatempo muito bom para
aqueles dias chuvosos, é um jogo carregado de estratégia e competitividade, pra quem gosta de coisas do gênero é um prato cheio.

Falando do PokerStars


Se você gosta de Poker, saiba que existe um aplicativo do jogo de cartas que pode ser instalado na sua distro Linux. De todo o leque de jogos que o poker oferece, você pode encontrar cada um deles presente na plataforma de pôquer online PokerStars. Com a instalação do game é possível jogar em três modalidades: jogo aberto (você pode entrar e sair da mesa no momento em que quiser), sit and go (torneios curtos) ou torneios em si.

Esse jogo também permite apostas, claro, então é bom ficar atento, os modos de jogo possuem três limites de aposta: fixo, limite da mesa e no limite,que permite que você aposte todas suas fichas em um excitante e inesperado all in.

Como eu tinha comentado, o game em si foi desenvolvido apenas para Windows, mas isso não quer dizer (Felipe), que você não possa rodar ele no Linux! Especialmente porque ele é um aplicativo simples e você pode usar o Wine para rodar a aplicação, então aqui vai um passo a passo para você rodar o PokerStars no Linux.

1 - Precisaremos do Wine ou do PlayOnLinux, se você não sabe utilizar estas ferramentas ou tiver dúvidas, confira o nosso manual de Wine.

Se você não tiver o Wine instalado, você poderá fazer simplesmente procurando pelas aplicações na Central de Aplicativos:

PlayOnLinux


2 - O segundo passo é baixar o game normalmente, acesse o site do PokerStars e faça o download. 

Se preferir, você pode fazer o download também utilizando o comando:

wget -c http://www.pokerstars.com/PokerStarsInstall.exe


3 - Uma vez feito o download, agora vamos fazer a instalação. Abra o PlayOnLinux pelo menu do sistema, com ele aberto, clique no botão "Instalar".

PokerStars Linux Wine

Na janela que se abrir você pode pesquisar pelo PokerStars e instalar ele por ali, entretanto, para garantir que você tenha a versão mais atualizada, vamos usar o arquivo que você baixou no segundo passo. Para isso, ao invés de instalar através do ícone do PokerStars que aparece ali, você deve clicar na parte inferior onde está escrito "Instalar um programa não listado".


Ao clicar na opção, um utilitário será mostrando, basicamente você precisa avançar, haverá apenas uma opção onde você tem que digitar no nome do prefixo que você deseja, pode digitar apenas "PokerStars", sem aspas.

PokerStars Linux Wine

PokerStars Linux Wine

PokerStars Linux Wine

PokerStars Linux Wine

PokerStars Linux Wine

Se você seguir os passos corretamente, você chegará na seguinte tela, onde será necessário encontrar o instalador do game:

PokerStars

Depois de selecionar o instalador basta clicar em "Avançar" mais uma vez, após isso o instalador do PokerStars vai se abrir, então basta seguir o processo de instalação tradicional, como no Windows.

PokerStars

Após o processo de instalação terminar, é possível abrir o game clicando no ícone dentro do PlayOnLinux, na Área de Trabalho ou no menu do sistema.

Se era pelo Poker que você não estava no Linux, agora não é mais! :D

Até a próxima!

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quinta-feira, 18 de maio de 2017

50 ótimos games para Linux que você pode jogar através da Steam

Hoje vamos te mostrar uma pequena (nem tanto, na verdade) lista dos mais de 1000 games disponíveis para Linux na Steam. Muitas pessoas tem receio de experimentar a plataforma por conta disso, então vamos lhe dar algumas sugestões.

Top 50 Linux Games Steam




O nossa grande amigo, Renato Araújo, do canal FastOS, elaborou uma lista com 50 ótimos títulos para quem gosta de jogar e utilizar Linux. Um vídeo como este que você verá serve para mostrar para as pessoas que Linux pode ser sim uma boa plataforma para quem deseja se divertir, tendo vários títulos de peso atualmente, dependendo do game que você goste de jogar, ou estilo que você mais aprecie, certamente Linux é uma boa, e grátis (vale lembrar) alternativa para quem quer uma plataforma de jogos.


Todos os games citados no vídeo podem ser instalados à partir da Steam, a maior parte deles são pagos, mas existem alguns ótimos gratuitos, como o Dota 2 e Team Fortress 2, entre outros.

Se a grana "tá curta" pro seu lado, um artigo bacana para você ler é este:


Agora, se por outro lado, a grana está sobrando e você quer dar uma ostentada, confira este outro artigo:

- Top 10: Games mais caros da Steam Linux

Não esqueça de conhecer e se inscrever no canal do nosso amigo Renato, ele posta muita coisa bacana e faz parte também do canal Oficina do Tux, que também é um grande parceiro aqui do blog.

Até a próxima!
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

GNOME Dash Fix - Agrupe automaticamente os aplicativos do Gnome Shell com este Script

Confesso que eu tenho várias algumas queixas com a organização do Gnome Shell, ele tem vários pontos positivos também, mas com certeza a organização dos aplicativos não é uma delas. Hoje você vai aprender a categorizar os aplicativos do Gnome Shell em qualquer distribuição.

Gnome Dash Fix




Como você pode ver na imagem acima, é basicamente isso que vamos fazer, agrupar os aplicativos em suas devidas categorias, por mais críticas que o Unity recebesse, ele possuía nativamente a opção de filtrar os resultados por categorias, coisas que o Gnome Shell, que será a nova interface padrão do Ubuntu não permite.

Na  minha opinião, a criação destas pastas no Dash do GNOME Shell deveria ser tão simples quanto é no Android, criar pastas com cliques com o botão direito, arrastar um App sobre o outro para criar um agrupamento, ou ao menso possuir esse modo categorizado por padrão e outra versão no modo GRID, assim com faz o Deepin.

Ajustando o Gnome Shell

Baixe o pacote .zip com o Script para corrigir o GNOME Shell daqui. Extraia para uma pasta de sua preferência, dentro da pasta extraída você encontra o arquivo appfixer.sh, clique com o botão direito do mouse sobre ele e vá nas propriedades, lá você encontra a aba de permissões, nela você deve marcar o arquivo para leitura e escrita no seu usuário e também para ser executado como um programa, como na imagem acima.

Appfixer

Clique com botão direito do mouse em um espaço em branco dentro da pasta que você extraiu os arquivos anteriormente e selecione a opção "Abrir em um terminal", agora basta rodar o comando:
./appfixer.sh
Como você pode ver na imagem acima. É só isso, nenhum mensagem aparecerá, mas ao abrir o menu do GNOME Shell novamente você já verá os aplicativos organizados.

Até a próxima!
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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Blender - Como renderizar projetos 3D com GPU NVIDIA (CUDA) no Ubuntu e no Linux Mint

O Blender é um poderoso programa de manipulação 3D, como Maya, 3D Studio Max e Cinema 4D.  O programa traz consigo dois motores de renderização, o Blender Render, mais antigo, e o Cycles Render, mais moderno e com simulação de luz mais realista. Mas renderizar um projeto 3D pode ser algo muito pesado e demorado. O Cycles Render, felizmente, aceita renderização via placa de vídeo, ou seja, via GPU (o Blender Render somente aceita renderização via CPU).

Renderizar via GPU proporcionará uma economia enorme de tempo. A diferença de tempo de renderização entre CPU e GPU pode superar os 50%.

Render GPU - Blender




Antes de continuar com a explicação, alguns avisos: 

-Este tutorial usou o Ubuntu 16.04 (versão LTS) como base, mas deve funcionar em todos os derivados, incluindo o Linux Mint, no qual nós também testamos.

-Você não conseguirá renderizar via GPU se seu projeto requerer mais memória do que sua placa de vídeo possui;

-Se você usou algum recurso 3D que ainda não é suportado via GPU, também não será possível usar sua placa de vídeo. Mas a cada versão nova do Blender o suporte à GPU aumenta.

Passo 1: Instalar do ToolKit


Para trabalhar com renderização utilizando CUDA, você precisa obviamente de uma placa Nvidia e também precisa que os drivers estejam instalados corretamente, use de preferência os drivers mais recentes para o seu sistema.

O primeiro passo para usar a renderização via GPU é instalar o toolkit do CUDA (que é a tecnologia de GPGPU da NVIDIA, cujo objetivo é permitir programação de propósito geral via GPU). Para instalar o toolkit via repositório padrão do Ubuntu ou do Linux Mint, execute o comando:
sudo apt install nvidia-cuda-toolkit nvidia-modprobe
Após, reinicie o sistema operacional.

Passo 1 (Alternativo): Instalação do ToolKit 

Antes de passar ao passo 2, também é possível instalar o toolkit através do site da NVIDIA, se você instalou pelo terminal, não é necessário fazer este passo. Para tanto, acesse o link https://developer.nvidia.com/cuda-downloads. Uma vez no site, siga o roteiro abaixo.

1 - Escolha Linux

Nvidia CUDA Linux

2 - Escolha a arquitetura x86_64 (essa é a arquitetura dos PCs, sejam desktops ou notebooks);

Nvidia CUDA Linux

3 - Escolha sua distribuição (aqui usaremos o Ubuntu);

Nvidia CUDA Linux

4 - Escolha a versão do Ubuntu. As duas opções listadas são LTS. Se seu Ubuntu for mais recente, escolha a versão para Ubuntu 16.04 (Essa seria a opção para o Linux Mint 18.x também);

Nvidia CUDA Linux

5 - Escolha o tipo de instalador. Recomendo usar a versão deb. Há duas variações, local e network. A versão local conterá todos os arquivos, e pesará cerca de 1.9GB. A versão network é apenas um instalador básico, e durante a instalação ele fará o download dos arquivos necessários.

Nvidia CUDA Linux

Nvidia CUDA Linux

Após baixar, instale o pacote deb. Quando a instalação terminar, execute os seguintes comandos:
sudo apt update
sudo apt install cuda
Reinicie seu computador. Após, abra o Blender.

Passo 2: Configurando o Blender para renderizar por GPU


Com o Blender aberto, vá no menu "File > User preferences…", no menu que se abre, clique na aba "System". No canto inferior esquerdo, onde está escrito "Cycles Compute Device", escolha "CUDA". Após, clique em "Save User Settings".

Configurando Blender para usar CUDA

Agora você ativou o uso de GPU no Blender, porém ainda é preciso alterar mais uma opção, no painel Render, para dizer ao Blender se ele deve usar a GPU no projeto corrente ou não. Então vá até o painel Render. Uma vez lá, na opção Device, escolha GPU Compute.

Blender Render

Durante a renderização a imagem é dividida em regiões, que por padrão possuem 64x64 pixels. O tamanho dessas regiões interfere no tempo de renderização. Valores pequenos são ideias para CPU, mas para GPU o valor 256x256 pixels é o mais adequado. Para alterar o tamanho das regiões, ainda no painel Render, expanda a aba Performance. Uma vez lá, na opção Tiles, altere os valores de x e y para 256.

Blender Render

Agora você já pode utilizar o Blender com toda a sua potência para renderizar os seus trabalhos. Esta foi mais uma contribuição do nosso parceiro, amigo e professor do Diolinux EAD, Júlio César, então fica aqui o meu muito obrigado, eu testei todo o processo no Linux Mint 18.1 também, e funciona perfeitamente.

Até a próxima!
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Testando distribuições Linux pelo VirtualBox

Um dos pedidos mais recorrentes nos contatos do blog é algum material sobre a utilização do VirtualBox para testar distribuições Linux, afinal, são tantas opções e você pode "perder" muito tempo até ver como todas, ou boa parte, são em seus aspectos visuais e funcionais. Para este tipo de teste o VirtualBox é excelente.

VirtualBox - Testando distros Linux




O VirtualBox é um software desenvolvido e mantido atualmente pela Oracle, sendo que seu core é licenciado sob licença GNUv2, o que faz dele um software livre, entretanto, existem extensões para implementar funções, como reconhecimento de UBSs independentes do host e drivers pela melhorar o desempenho de vídeo que são obtidos facilmente através do próprio programa ou do site oficial e são de código proprietário.

VirtualBox

O funcionamento do VirtualBox é muito simples, qualquer pessoa consegue utilizar, basta prestar um pouco de atenção nas opções e especialmente ler as instruções que são todas descritas a cada etapa do processo. Preparei um vídeo especial para mostrar como eu utilizo a ferramenta para testar distribuições Linux.



Eu recomendo muito o VirtualBox para os meus alunos praticarem formatação, tanto de Linux, quanto de Windows, é uma ótima forma de repetir o processo e testar as coisas sem colocar em risco a integridade do seu computador ou sistema operacional real.

Dica adicional: Alguns sistemas operacionais vão rodar muito melhor se você ativar os "Adicionais para convidados" do VirtualBox, confira o vídeo:


Agora você já sabe o básico para fazer testes em sistemas operacionais, divirta-se testando as distros Linux ou outros sistemas operacionais.

Até próxima!
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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Edição de vídeo com Blender, uma ferramenta poderosa e pouco explorada!

O Blender 3D é uma ferramenta extremamente poderosa e gratuita que você pode utilizar no Windows, no Linux e no macOS, um de seus vastos recursos é a edição e a composição de vídeo, vamos falar um pouco sobre isso.

Blender para edição de vídeo



O texto à seguir foi escrito pelo nosso professor do Diolinux EAD, Júlio César Fernandes Neto, confira:

Olá. É a primeira vez que escrevo para o blog Diolinux, então agradeço ao Dionatan pela oportunidade de conversar com vocês sobre edição de vídeo com Blender.

Nos segmentos dominados por soluções proprietárias, o uso de pirataria se amonta. Mas o uso de pirataria frequentemente é uma tentativa de se manter na zona de conforto. Não há problema algum se você prefere as soluções proprietárias, cada um possui as próprias necessidades. Mas por que não expandir o espectro de alternativas?

A dominância de mercado não possui relação linear com a qualidade de um produto. Sendo assim, muitas pessoas tardam a buscar alternativas que podem lhes livrar de um custo financeiro, ou das dores de cabeça da pirataria.

Confira também: Blender Velvets para edição de vídeo.

Eu produzo vídeos para o YouTube, a série chamada Cosmos de Carlos Sagaz (uma homenagem em forma de paródia para Cosmos, de Carl Sagan). Eu usava o pacote Adobe, mas estava disposto a substituir todas as minhas soluções por alternativas gratuitas, especialmente após o After Effects ter apresentado uma falha que quase deitou a perder cenas nas quais eu já havia investido muito tempo. 

Para minha imensa surpresa, surgiu o Blender.

Blender é um programa de manipulação 3D, e é muito poderoso. A Blender Foundation de tempos em tempos lança curta-metragens feitos com Blender, claro. Um exemplo muito bacana é o curta Sintel, que está disponível no YouTube. Não apenas no YouTube, pois você pode baixar todo o projeto 3D usado, e estudá-lo. Atualmente está em produção o filme Agent 327, o plano é lançá-lo como um longa-metragem nos cinemas.


Blender não é apenas - como se isso fosse pouco - um manipulador 3D. Ele também possui um compositor de vídeo. Isso significa que ele tem potencial no mínimo parelho ao After Effects. Mas há um detalhe adicional muito relevante. After Effects é um compositor 2D, com alguma capacidade 3D. Blender é nativamente 3D, isso significa que ele faz o que a solução da Adobe não faz.

Além de composição, o Blender também possui um editor de vídeo, que é meu ponto neste artigo. O compositor tem por finalidade a criação de efeitos digitais sofisticados, enquanto a premissa de um editor é simplesmente criar uma sequência temporal para o vídeo (inclusive importando as cenas feitas no compositor), adicionar transições e efeitos que sejam simples o bastante para não exigir um compositor. O editor de vídeo do Blender apresenta RGB parade e outros tipos de gráficos que nos ajudam muito a controlar cor e contraste. Também é possível adicionar máscaras e efeitos animados via keyframes e camadas de ajuste, apenas para exemplificar alguns atributos presentes no Blender que são considerados avançados. Sem falar as meta strips, que possuem fim semelhante às Sequences no Premiere.

Montei acampamento no compositor do Blender por ele ter idiossincrasias que me agradaram muito, como os atalhos nativos e a maleabilidade da linha de tempo. Também fiquei surpreso com a estabilidade do programa, coisa que não senti em minha experiência com Kdenlive.

Há uma série de fatores, subjetivos e objetivos, que nos fazem escolher tal ou qual solução. Deixo então, como palavras finais neste artigo, um convite para que experimentem o Blender como seu editor de vídeo e, quiçá, como seu manipulador 3D.

E se você está pensando: "Poxa, seria bacana um curso sobre isso!" Bom, você não perde por esperar, fique ligado no blog e no canal Diolinux nos próximos dias.

Até a próxima!
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Cerebro - Uma alternativa Open Source ao Spotlight do macOS

Sabe aquelas aplicações que podem facilitar a sua vida e melhorar a sua produtividade? Pois é, o Cerebro é exatamente isso, mas não este que está na sua cabeça! 😁 Estamos falando no aplicativo de código aberto que permite que você consiga encontrar o que procura em poucos segundos.

Cerebro Open Source




A ferramenta não chega a ser uma extrema novidade no mundo Linux, o próprio KRunner do KDE Plasma segue um conceito parecido, sendo tão poderoso quanto, ou talvez até mais, existe também o Synapse, com uma função semelhante, mas seja pelo design, seja por ser multiplataforma ( O Cerebro funciona no Linux, no Windows e no macOS), sejam pelos seus plugins, esta é certamente uma aplicação para se conhecer.

Cerebro Linux

Com o Cerebro, você consegue fazer pesquisas no Google, fazer traduções rápidas através do Google Translate, fazer pesquisa nos aplicativos instalados no seu computador, fazer pesquisas por funções e configurações do sistema, entre outros.

Cerebro Settings

Se você abrir ele (a tecla de atalho padrão é CTRL+BARRA DE ESPAÇO) e procurar por "Cerebro Settings", existem algumas opções que você pode definir, inclusive definir o seu país de origem, para ter resultados específicos, definir outra tecla de talho de sua preferência ou até mesmo mudar o tema. Existem outras funções disponíveis para ele via plugins também.

Você pode fazer o download para Linux, Windows e macOS diretamente pelo site do desenvolvedor, nele você também encontra o link par ao GitHub, para caso você queira ver o código da aplicação.

Para Linux existem versões em .deb e AppImage, veja aqui, todas as versões são compatíveis apenas com sistemas de 64 bits.

Até a próxima!
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Pop Theme - System76 desenvolve tema para Ubuntu que será disponibilizado em seus computadores

Com a mudança de Unity para Gnome, um pouco da identidade visual que o Ubuntu criou ao longo dos últimos 7 anos acabou sendo deixada de lado junto, o que permite que a comunidade de usuários e empresas que trabalham com o Ubuntu profissionalmente possam "opinar" em como deve ser a nova aparência do sistema com Gnome e digamos que a System76 tem algumas boas ideias.

Pop GTK Theme Ubuntu Gnome


A System76 é uma empresa dos EUA que é especializada em vender computadores de alto desempenho com Ubuntu, e sempre personaliza os seus computadores, como qualquer outro fabricante, para dar uma melhor experiência de usuário ao seus consumidores e a aparência é certamente uma ponto crucial do mercado. Como o Linux permite que você vá além de simples implementações de hardware e drivers, a empresa buscou criar um tema que caracterize o seu produto.

Pensando neste tipo de coisa, a System76 criou um tema para o Ubuntu chamado "Pop Theme", que engloba temas de ícones e GTK que são compatíveis com qualquer ambiente, inclusive, não somente GTK, existe uma versão compatível com KDE também, ainda que ele fique efetivamente melhor no Gnome. Usando como base outros temas conhecidos e aplicando um visual próprio o tema chama atenção pela sua beleza e pelos efeitos, que lembram muito o material design do Android.

Pop Theme Gnome
Calendário, Notificações e controle do Player de Mídia (Spotify)

Pop Theme Gnome
Central de Controle

Pop Theme Gnome
Grid de Apps

Para instalar o Pop Theme no seu Ubuntu Gnome ou qualquer outra distro que tenha compatibilidade com arquivos .deb, basta baixar os pacotes contidos neste link e instalar dando dois cliques.

Depois de instalado, para ativar e configurar o seu novo tema vamos precisar do Gnome Tweak Tool, ele provavelmente já vem com o sistema, entretanto, caso não esteja, você encontra ele na Central de Aplicativos:

Gnome Tweak Tool

Quem preferir pode instalar através da linha de comando também:
sudo apt install gnome-tweak-tool
Uma vez instalado, abra ele e procure a sessão de "aparência", que é a primeira coisa que aparece na verdade, e configure os temas para "Pop" ou "Pop-Eta", a versão "Eta" é um pouco mais compacta e eu gostei um pouco mais, pois me parece aproveitar melhor o espaço na tela.

Gnome Tweak Tool

Teste as duas opções e veja de qual você gosta mais, depois me diga qual você escolheu. 

A System76 também trabalha com algumas fontes específicas, então se você quiser deixar o sistema com o "look completo", será necessário configurar isso também. Observe a sessão "Fontes" que fica do lado esquerdo e configure desta forma com estes tamanhos:

Fontes do PopTheme

As fontes seguem a seguinte configuração:

Títulos e Janelas: Fira Sans SemiBold Tamanho: 10 

Interface: Fira Sans Book Tamanho: 10

Documentos: Robot Slab Regular Tamanho: 11

Monoespaçada: Fira Mono Regular Tamanho: 11

Você encontra mais informações sobre esta fonte no GitHub.

Aproveite o seu novo tema e até a próxima!
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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Como testar novos recursos no Firefox antes de todos!

Se você gosta do Mozilla Firefox e gostaria de ficar por dentro de todas as novidades do browser, fazer experimentos e testar funcionalidades que podem entrar para o browser antes de todo mundo, este artigo é pra você!

Como usar Firefox Test Pilot






A Mozilla é uma organização que já está presente na internet a um bom tempo, sempre seguindo seu objetivo de manter a Web “saudável, aberta e acessível para todos”, é uma das empresas com maior ativismo nas questões das liberdades dentro desse âmbito, desde questões como perigo de monopólio do mercado na época do fim do NetScape, como também preocupações com privacidade de dados e criptografia e liberdade.

Uma das coisas mais interessantes sobre o Firefox e que poucos conhecem é o chamado "Test Pilot", que é uma ferramenta que permite que você teste ferramentas que podem ser incorporadas ou não em futuras versões do navegador. Essas ferramentas podem sumir de um dia para o outro, então não se apegue demais, certo? 😂


Firefox e experimentos


Firefox Test Pilot

Querido por muitos, o Firefox é um dos projetos com desenvolvimento ativo mais longos da história, e a Mozilla mantêm um programa chamado Firefox Test Pilot que é um facilitador para usuários testarem e opinarem a respeito de futuros recursos e add-on para o navegador da raposa (ou do panda de fogo, como queira).

Selecionei para este artigo um recurso muito legal que pode vir a entrar nos próximas versões do Firefox: o recurso Container Tabs. Mostrar ele também será uma forma de você conhecer melhor o Test Pilot.

Container Tabs, um novo recurso de usabilidade e privacidade


Os containers lhe permitem criar espaços no Firefox para diferentes atividade que você queira manter separadas, as etiquetas personalizadas e abas destacadas por cores ajudam a manter diferentes atividades — como compras on-line, planejamento de viagens ou verificar e-mails de trabalho — separadas.

Firefox Container Tabs

Como os containers armazenam os cookies separadamente, você pode entrar no mesmo site com uma conta diferente em cada contêiner e os rastreadores on-line não conseguem conectar a sua navegação à um outro contêiner. Assim, você pode manter as suas compras pessoais separadas da sua vida social e do seu trabalho, sem se preocupar em ser monitorado pela Web.

Firefox Container Tab

O processo de abrir uma aba dentro de um contêiner é extremamente simples, apenas aponte para o ícone de “mais”, serão listados os Contêineres que você possui, clique no desejado e pronto, a nova aba ira obter uma etiqueta colorida conforme a cor do Container escolhido.

Container Tab

Ao habilitar os Containers é possível gerenciá-los através do ícone do recurso que ira ficar localizado na barra de ferramentas.

Firefox Container
Nele é possível acessar as principais funcionalidades do novo recurso, dentre elas criar novos contêineres, como por exemplo um chamado “Acadêmico”, para abrir seus e-mails e contas relacionadas a vida acadêmica, sem que isso se cruze com suas outras atividades, basta clicar no ícone de “mais” ao lado de “Edit Containers”.

Firefox Test Pilot

De um nome, escolha a cor e o ícone de seu novo container e clique em “OK”.

Firefox Container Tabs

Você pode usar o mesmo menu para organizar as abas já abertas de um determinado container, bastando abrir o menu, clicar na seta ao lado do nome e ter acesso as opções.

Firefox Container

Firefox Container

Se interessou pelo recurso? Deseja testar e contribuir?

Este recurso assim como os outros recursos do Test Pilot (que mesmo sendo bastante estáveis) são funcionalidades experimentais, similar a um beta e não está totalmente traduzido para o português. Para testar este novo recurso basta acessar o link clicando em Firefox Test Pilot: Container Tabs e clicar em “Habilitar Containers”. Se quiser conhecer outras funções experimentais basta acessar esta página.

Finalizando


Este artigo foi construído de forma colaborativa, em sua maior parte pelo nosso querido leitor Gabriel L. P. Abreu, Técnico e estudante de TI, admirador de projetos OpenSource e Liberdade, assim como um admirador da Mozilla e suas contribuições.

Se você quiser fazer como ele mandar a sua contribuição pra gente, escreva-nos um e-mail com o seu material, vamos adorar recebê-lo!

Até a próxima!
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terça-feira, 25 de abril de 2017