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System76 anuncia novo instalador para Pop!_OS com ajuda de desenvolvedores do elementary OS

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Há algum tempo atrás eu havia comentado sobre o novo sistema operacional remaster/fork do Ubuntu que a System76 estava desenvolvendo. O chamado Pop OS, estilizado como "Pop!_OS", além de um tema GTK, iria começar a criar seus diferenciais, um deles é justamente o instalador.

Pop OS Installer





Quando eu escrevi o artigo "O que podemos esperar o Pop!_OS" eu havia comentado sobre a mudança no instalador. Juntamente com a equipe do elementary OS - se não me engano um dos desenvolvedores do elementary é funcionário da System76 - um novo instalador está chegando ao sistema operacional. Talvez o próprio elementary OS possa tirar vantagem do projeto e usá-lo também, mas isso é só especulação minha, nada neste sentido foi comentado até o momento.

A System76 comentou que eles sabem o quanto "primeiras impressões são importantes", por isso o instalador precisava ser modificado. Particularmente não vejo problemas no Ubiquity do Ubuntu, sempre me pareceu simples e funcional e com um design bom o suficiente, claro que nada se comparado (em beleza) ao do Deepin, mas ainda assim, neste aspecto ainda acho que funcionalidade importa mais; se conseguir unir os dois então, perfeito!

Confira abaixo algumas telas do novo instalador produzido:

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Realmente, pelas imagens, podemos ver que o trabalho realizado almejava uma instalação simples e direto ao ponto, sem necessidade de conhecimento técnico para fazê-la, assim como a do Deepin, porém com o design do Pop Theme.

Ainda existem algumas coisas que fazem falta, mas que a System76 afirmou que serão incluídas, como uma opção avançada para ajudar o particionamento de forma mais detalhada e também a criação de dual boot de forma automática. Tudo isso fará com que o instalador se torne mais completo e, nada verdade, iguale-se aos recursos já disponíveis no instalador padrão do Ubuntu atualmente.

Ele tem código aberto e pode ser aproveitado por outras distribuições que desejarem também, basta acessar esta página no GitHub.

A primeira versão estável do Pop!_OS deverá sair juntamente com o Ubuntu 17.10, mas os próprios desenvolvedores já comentaram que o grande projeto realmente será o Ubuntu 18.04 LTS do próximo ano.

Até a próxima!
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O que podemos esperar do Pop!_OS da System76?

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A System76, uma grande fabricante de hardware que vende computadores com Ubuntu pré-instalado, anunciou há algum tempo atrás que estaria dando início ao seu próprio sistema operacional baseado no Ubuntu, o chamado Pop!_OS. Como até então ele parecia apenas uma simples customização de temas, eu nem sequer havia comentado sobre ele aqui no blog e nem no canal, mas aparentemente eles querem ir um pouco além, então vamos falar sobre isso.

Pop!_OS da System76




Todo projeto começa de algum lugar e para mim, o Pop!_OS (o nome é estilizado assim mesmo), nasceu apenas como um tema para o GNOME Shell em cima do Ubuntu, simples assim. Um tema muito bonito na verdade, que você pode aprender a instalar neste outro post aqui do blog. Mas até aí, muitas distros legais surgiram como apenas customizações de outras e depois seguiram seu próprio caminho e se desenvolveram, Ubuntu e Mint são bons exemplos.

A ideia inicial é criar uma experiência diferenciada para os computadores vendidos pela empresa, existem vários modelos no mercado com ótimo desempenho, incluindo computadores gamers. Como o galagoPRO, "concorrente" do MacBook.

Até aí nada demais, outra coisa que é comumente encontrado nos computadores vendidos com Linux é um repositório especial com drivers e otimizações para o hardware, que é algo que a System76 sempre fez também, porém, o sistema parece estar ganhando significância e a empresa está pensando em expandir um pouco o que seria apenas uma "espécie de remasterização" do Ubuntu para seus clientes, inclusive trabalhando com os desenvolvedores do elementary OS para criar um novo instalador para o sistema, que não vai ser exatamente igual ao Ubiquity, padrão do Ubuntu.

Customizado para os clientes e disponível para todos


Um ponto interessante é que o sistema estará disponível para qualquer um, na verdade, você pode baixá-lo agora se quiser, a ISO tem cerca de 1,6 GB de tamanho e é baseada no Ubuntu 17.04 Zesty Zapus.

Apesar de já estar utilizável, o próprio site da System76 informa que a verdadeira versão final e primeira release oficial será apenas em Outubro, juntamente com o Ubuntu 17.10. É possível que outras coisas sejam alteradas, além do tema e outros detalhes.


Fuçando um pouco no sistema eu acabei encontrando várias coisas legais. A instalação em si é praticamente a mesma do Ubuntu, com apenas uma diferença, criamos o usuário depois da instalação, na primeira inicialização, como quando você compra um computador com o sistema pré-instalado. A tela de boot (o Plymouth) também é diferente e bem bonita, como um "Pop" aparecendo do nada (fazendo "pop"?).

Confira algumas imagens da interface GNOME Shell que ele carrega:

Pop OS System76

Pop OS System76

Pop OS System76

A harmonia do tema GTK com os ícones é ótima, talvez tenhamos um dedo do pessoal do elementary neste design, não sei. Além do tema, temos vários wallpapers que combinam muito bem  com a proposta visual e que vem disponíveis por padrão.

Wallpapers System76

Os temas Pop, como são chamados, possuem variações para quem quer eles de forma mais compacta, com o "Pop Slim". Tanto o tema normal quanto este mais compacto tem o "modo Dark', assim como os temas padrões do GNOME Shell, deixando na mão do usuário escolher se quer continuar com este produzido pela companhia ou se quer usar o padrão do GNOME mesmo, o Adwaita.

PPA System76 PopOS

Além dos temas, como eu tinha comentando antes, o sistema vem com o PPA da empresa. Dentro dele encontramos pacotes básicos, o pop-desktop, gnome-control-center, plymouth, entre outros que são empacotados por eles para poder manter a aparência do sistema e funcionalidades específicas, assim fica mais fácil controlar as atualizações e modificações destes componentes.

Um destes pacotes controla as extensões, existem várias que já vem por padrão no Pop!_OS, mas somente algumas são ativadas, como você pode ver, assim, cabe a você escolher o que preferir.

Pop!_OS

Acho interessante uma outra empresa forte como a System76 oferecer um sistema assim, especialmente baseado no Ubuntu, apesar de muitos feedbacks da comunidade, o momento da Canonical é de transição e as coisas podem não ficar ao agrado de todos. Particularmente encaro projetos como este quase como as várias ROMs do Android em aparelhos de companhias diferentes, cada uma personalizando o que seria o sistema puro para tentar atender melhor o consumidor.

O Pop!_OS tem futuro?


Não sei qual o nível de ambição da System76 com o sistema, mas eles tem algo que a maior parte das distros não tem; eles já são uma empresa que vende computadores com Linux de renome (especialmente internacional, no Brasil nem todos conhecem).

Uma das grandes dificuldades das distros é fazer parcerias empresariais para enviar os sistemas de fábrica junto com as máquinas e com isso a System76 não precisa se preocupar. Pesquisando um pouco eu também encontrei um PPA de desenvolvimento onde temos drivers Nvidia otimizados e outros pacotes sensíveis a desempenho, como o mesa, não sei se eles são destinados apenas aos computadores da empresa ou se podem ser utilizados de forma genérica, mas pode ser um outro diferencial do sistema.

Mesmo sendo um PPA feito para computadores que a System76 vende, como os hardwares não são homologados como a Apple faz, é bem possível que funcione em outras máquinas também.

Potencial o sistema tem, resta saber até onde a System76 pretende ir, vamos continuar acompanhando.

Até a próxima!
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elementary OS completa sua migração para o GitHub

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

O Git vem se tornando a preferência de muitas distribuições Linux e até mesmo "não Linux", lembra do caso da Microsoft migrando 300 GB de código do Windows? E o GitHub, como era de se esperar, acaba fazendo parte de vários projetos de código aberto também, a própria Canonical revelou recentemente a integração do Snapcraft com o GitHub, e agora é a vez do elementary OS.

elementary OS GitHub




Os desenvolvedores do elementary OS anunciaram a integração completa do projeto ao GitHub, migrando do Launchpad da Canonical, agora, assim como o Deepin, o elementary também gerencia o seu desenvolvimento através da ferramenta criada por Linus Torvalds.

A mudança já era esperada, visto que o novo projeto de AppCenter basicamente se baseia na integração com o GitHub, mas agora temos o anúncio oficial. Os desenvolvedores afirmaram que agora com a integração com o GitHub, o processo de desenvolvimento do elementary OS ficará mais ágil e os feedbacks da comunidade poderão ser recebidos com maior rapidez.

Para mais informações sobre os motivos da migração e para ver o que os desenvolvedores tem a dizer sobre a questão, você pode verificar o anúncio oficial.

Você também pode acessar o repositório do elementary OS no GitHub clicando aqui.

Até a próxima!
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elementary OS 0.4.1 Loki recebe polimentos e as minhas reflexões sobre a construção da distro

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Mensalmente os desenvolvedores do elementary OS liberam no blog da distro um relatório de melhorias e polimentos e neste mês não foi diferente. Graças a nova AppCenter o pessoal do elementary precisou lidar com novas demandas, confira os ajustes feitos no sistema:

elementary OS




Sempre em busca de refinamentos, o elementary OS promoveu polimentos visuais na interface, ainda não temos um conjunto novo de ícones ou GTK, mas temos aprimoramentos do trabalho atual.

Battery icons elementary

Temos novos ícones de bateria no sistema, com um design muito mais aprimorado e que lembra os ícones de dispositivos móveis. Outra novidade interessante é relacionada diretamente coma nova central de aplicativos.

Pagamento elementary
O novo AppCenter nos traz a possibilidade e doar uma quantia qualquer para o desenvolvedor do aplicativo. Com essa nova possibilidade, novos ajustes foram feitos na aplicação para ela funcionar de forma mais fluída e foi acrescentado uma nova mensagem de erro para quando o pagamento não é processado, informando com maiores detalhes qual foi o problema, como no exemplo acima, um erro no número de cartão de crédito.

Atendendo aos pedidos dos usuários, agora o gerenciador de energia no painel do sistema possui um controle de brilho para fácil ajuste, não é algo necessariamente novo, em outros ambientes e sistemas ele já existe há muito tempo, mas é algo útil que o elementary não tinha ainda:

elementary OS

Temos algumas outras pequenas correções de bugs que você pode conferir aqui

"Paremos e reflitemos"


Você pode achar que as mudanças foram pequenas, básicas e que até mesmo não impactem tanto a vida dos usuários e eu concordo com você. Uma mudança pequena deste tipo não é algo que normalmente eu escreva aqui no blog, mas desta vez eu fiz de propósito por um motivo.

Já passou do ponto onde a construção de uma distribuição Linux é apenas algo para hobbystas ou pessoas com apenas boa vontade, claro, isso ainda é importante e bons projetos podem começar assim, mas depois de um tempo, se o objetivo for realmente conquistar mercado, não se pode mirar baixo, afinal os seus grandes concorrentes serão empresas de marcas imensas e com décadas de mercado. Como diz o ditado: "O diabo está nos detalhes", e é exatamente nisso que muitas interfaces e distros pecam, por motivos diferentes, mas o erro é o mesmo.

Eu gosto muito da forma com que o elementary OS avança, claro, dentro de suas limitações, pois cada detalhe parece ser importante, dar um feedback a comunidade e aos usuários também é algo muito positivo, todo o mês, assim como o Linux Mint, os desenvolvedores fazem um post contando todo o trabalho que foi desenvolvido no mês em questão e apontando as novidades para o sistema.

Dizem que "no elementary OS até os bugs são bonitos", e querendo ou não, isso é um detalhe tão importante quanto qualquer outro detalhe da interface, o usuário hoje está mais exigente e pequenas coisas assim são notadas, ainda que o ideal seja não ter erro algum, mas visto que isto é inevitável pelo simples "fator humano", então é bacana ter um cuidado até nisso. Outra coisa sobre o projeto que eu acho interessante e que algumas pessoas acham que é "se aproveitar de trabalho alheio", é o elementary ser baseado no Ubuntu.

Em primeiro lugar, software livre é exatamente para isso, modificar, ampliar, redistribuir, se basear e dar os créditos, como você pode ver não somente na documentação da distro, mas na própria sessão "sobre" do sistema. Não sei como será o Ubuntu à partir de agora no quesito interface e apelo ao usuário comum, pois o Gnome, apesar de ser incrivelmente bom e competente, não tem o mesmo apelo no quesito usabilidade, indiscutivelmente, ao menos nos dias de hoje, usar a interface sem extensões é algo altamente improdutivo, precisamos esperar para ver o que a Canonical irá nos entregar, independente disso, se tem algo que eles (Canonical) sempre fizeram muito bem foi manter o sistema coeso, atualizado e seguro em sua base, que para a nossa sorte, é a mesma que o elementary OS utiliza.

A vantagem disso é que você tem a mesma segurança que o Ubuntu tem, com a mesma velocidade na correção de bugs do sistema base, isto é, Kernel, bibliotecas, serviços, etc., isso acaba deixando os desenvolvedores mais tranquilos para focar em outras coisas, como a parte de interação com os usuários, ou seja, a interface e a forma com que ela se apresenta, para quem realmente tem paixão e dom para isso, algo que acho que é indiscutível que a equipe do elementary OS tem. É o exemplo de como o desenvolvimento de código aberto "across projects" pode nos trazer coisas interessantes.

Não que vá acontecer logo, até porque depende muito de como o Ubuntu se comportará nos próximos anos, mas é possível que o Ubuntu acabe se tornando algo mais parecido do Debian em alguns aspectos, especialmente no sentido de que o sistema será a base de outros projetos que procurem atender ao público doméstico em linhas gerais. Do mesmo jeito que o Ubuntu usou (e usa) o Debian como base sólida para desenvolver os seus projetos e criar o seu público, distros como o elementary OS, o Linux Mint, entre outras, poderão fazer o mesmo e se desenvolver da mesma forma, com uma saída de leve do Ubuntu do mercado de desktop, dando menos importância para ele, essas distros tem tudo para preencher uma eventual lacuna.

Até a próxima!
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Gnome Pie - Porque tortas não mentem

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Achou o título curioso? Pois é! Este é o lema do Gnome Pie, uma aplicação que pode agilizar muito a sua vida e te deixar feliz, igualzinho um pedaço de bolo.

Gnome Pie



O Gnome Pie é uma aplicação do tipo "lançador" que você pode usar no seu Desktop Linux. Ele tem um formato circular e cada aplicação é como se fosse "um pedaço da torta ou do bolo". Confira o vídeo à seguir para entender melhor o funcionamento:


O software é muito versátil, você pode utilizá-lo à partir de teclas de atalho de qualquer janela do seu sistema operacional, a qualquer momento. Você pode configurar qual é a combinação de teclas que vai abrir o Gnome Pie.

As funções do Gnome Pie vão desde abrir rapidamente os programas que você selecionar a executar ações e até mesmo comandos que você pode selecionar. Tudo isso pode ser configurado nas opções do programa, essas configurações você pode acessar através de um ícone indicador que fica perto da área de notificações da sua interface.

Confira alguns exemplos de configurações e recursos:



Instalação do Gnome Pie


Se você gostou do que viu e gostaria de utilizar a aplicação na sua distribuição, consulte a página oficial do projeto, nela os desenvolvedores dão as dicas de como utilizar e instalar o Gnome Pie em diferentes sistemas.

Se você curte este tipo de utilitário, acho que você vai gostar também de conhecer o Synapse e o Cerebro, são duas ótimas ferramentas também, com uma proposta um pouco diferentes.

Até a próxima!
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Conheça a nova Central de Aplicativos do elementary OS

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Eu admiro muito a forma com que o projeto elementary OS está evoluindo e acredito que finalmente o que os desenvolvedores chamam de "coração do projeto", a Central de Aplicativos, está começando a mostrar a que veio.

elementary OS AppCenter




O elementary OS recebeu uma nova atualização nesta semana, agora a numeração do sistema ficou em 0.4.1 e traz, além de atualizações de pacotes e correções de bugs, a primeira versão aberta do AppCenter, uma nova proposta de desenvolvimento e autossustentabilidade para o projeto.

Em Abril eu tinha comentado sobre o novo modelo de Central de Aplicativos que o elementary OS estava projetando e tentando realizar através de financiamento coletivo. O projeto realmente foi pra frente, conseguiu o financiamento e agora tivemos o lançamento da primeira versão aberta ao público dela, o pessoal que colaborou através do financiamento coletivo teve acesso antecipado, e agora vamos conhecer um pouco melhor a nova ferramenta.

Um novo modelo de negócio


Acho que o grande "trunfo" da nova Central de Aplicativos é aderir ao mesmo modelo de distribuição do próprio elementary OS, o "pay what you want", o que seja, "pague o que quiser". Este modelo consiste em oferecer os aplicativos para os usuários com a possibilidade de que os mesmos paguem o quanto quiserem por eles, inclusive, nenhum centavo.

Este modelo é interessante por vários motivos. Um deles é que ele pode promover uma forma de manutenção do projeto em si, que precisa de dinheiro para continuar trabalhando, outro que também é relevante, é que uma parte do valor pode ser revertida para os desenvolvedores dos aplicativos. 

Mesmo que você possa simplesmente não pagar nada, só o fato de você ser lembrado de que pode, faz você lembrar que existe uma pessoa (ou muitas) por trás da aplicação que você gosta de utilizar e está o fazendo de gratuitamente.

Usuários de Linux normalmente tem esse pensamento quase que involuntário de que os aplicativos tem que ser gratuitos, muitas vezes até tem essa noção mas ainda assim estranham quando algo tem que ser pago, e esquecem que existe alguém que dispensa várias horas dos seus dias para realizar e disponibilizar aquele projeto gratuitamente ou a um preço acessível, a nova AppCenter do elementary é também uma forma de recompensar estas pessoas. Acho muito justo.

Outra coisa importante, mais para o elementary OS do que para qualquer outra coisa, é que eles estão permitindo que os desenvolvedores submetam aplicações com um certo padrão visual que se encaixa na interface do elementary OS, algo semelhante ao que a Apple faz, o que garante uma certa coesão visual que não há como negar que é muito bem-vinda.

Os desenvolvedores possuem acesso a uma Dash de desenvolvimento do elementary OS e podem submeter aplicações diretamente do Git para o AppCenter do sistema, passando por uma curadoria, eles conseguem colocar os aplicativos rapidamente para os usuários e dar atualizações aos mesmos na mesma velocidade.

Visual e funcionalidades novas


Além do novo visual, que agora inclui um slider que dá destaque a algumas aplicações, a novo AppCenter também inclui outras funcionalidades interessantes.

AppCenter elementary OS

Um dos recursos muito bem-vindos (de volta) é a possibilidade de instalar drivers através da aba "Atualizações" do AppCenter, algo que tinha sido removido (junto com o suporte nativo para PPAs) no lançamento da versão 0.4, Loki, que é a versão atual.

AppCenter elementary OS

A maior parte dos novos aplicativos disponíveis na Central de Aplicativos nova são "provas de conceito", aplicações interessantes e úteis para algumas pessoas e que possuem um visual integrado ao elementary OS mas que já possuem outras alternativas (que não possuem a mesma integração visual) no mercado, muitas vezes até mais famosas.

O app "Bookworm" por exemplo, permite que você organize e leia os seus livros, nele você vê um exemplo do sistema de pagamento do elementary OS. No botão de download do programa você tem o valor sugerido de 1 dólar para baixar a aplicação, clicando nele você pode doar outras quantias também e caso você queira baixar de graça, você simplesmente coloca um "zero" no valor.

AppCenter elementary OS

Uma vez definido o valor que você quer pagar pela aplicação e caso você tenha escolhido algum valor maior do que "zero", abrir-se-a uma pequena janela onde você pode digitar o seu e-mail e os seus dados de cartão de crédito. Pelo que eu soube, o pessoal do elementary OS pretende acrescentar outras formas de pagamento, como Bitcoins e quem sabe outros serviços, como PayPal. 

Temos aqui exemplos de outras aplicações que possuem o mesmo visual integrado ao elementary OS e que podem ser baixados por qualquer valor no AppCenter.

AppCenter elementary OS

AppCenter elementary OS

A nova Central de Aplicativos também interage com o sistema de notificações do elementary OS.

AppCenter elementary OS

Uma vez instalado um aplicativo pela Central de Aplicativos é possível também removê-lo por ali ou abrir a aplicação.

AppCenter elementary OS

O Notes-Up é outro exemplo de nova aplicação disponível que possui um visual integrado com o sistema, como você pode ver nas imagens abaixo.

AppCenter elementary OS

AppCenter elementary OS

Uma outra aplicação que eu gostaria de dar um destaque é o "Eddy", ele é um gerenciador de pacotes .deb, assim como o GDebi, só que com um visual muito mais belo, que permite que você instale pacotes .deb no elementary OS e também os remova depois de instalados.

AppCenter elementary OS

Eddy elementary OS

Em breve vou trazer um vídeo para o canal para mostrar estas e mais algumas aplicações novas disponíveis par ao elementary OS 0.4.1.

Se você se interessou, é possível fazer o download do sistema diretamente no site oficial, recomendo ler também o artigo "7 coisas para fazer depois de instalar o elementary OS 0.4 Loki" para deixar o sistema pronto para qualquer atividade.

Se você for desenvolvedor e gostaria de lançar a sua aplicação para a Central de Aplicativos do elementary OS, acesse a página de desenvolvedores e conecte o seu GitHub.

Até a próxima!
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Como criar e embutir legendas em vídeos usando Linux

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Você gostaria de legendar algum vídeo e além de gerar o arquivo da legenda, também gostaria de embutir o arquivo no vídeo final? Então confiras as nossas dicas para você conseguir fazer isso utilizando Linux.

Como criar legendas para vídeos no Linux




Recentemente eu recebi este pedido nos comentários de um dos vídeos no canal, a dúvida consistia em quais ferramentas que poderiam ser utilizadas para criar legendas para vídeos e também como embutir as legendas, depois de finalizadas, em um arquivo final.

Eu tenho certeza que existem muitas outras ferramentas além das que eu vou sugerir aqui, então se você conhece alguma bacana e que não faz parte da minha lista de indicações, fique à vontade para adicionar os nomes através dos comentários do blog.

Programar para redigir legendas no Linux


Primeiro, vamos falar sobre os programas que você pode usar para criar as legendas, neste caso eu tenho 3 sugestões.

1 - Gnome Subtitles

Gnome Subtiles

Todos os editores de legendas que eu pude testar são semelhantes, tanto em aparência, quanto em recursos, então o melhor a se fazer é testar e ver qual você gosta mais.

Este programa está repositório de praticamente todas as distribuições Linux e você encontra mais informações sobre ele, incluindo links para download para todas as distros no seu site oficial.

2  - Gaupol

Gaupol Legendas no Linux

Outra alternativa interessante é um software chamado Gaupol, ele é bem parecido com o Gnome Subtitles, apesar de eu ter achado um pouco mais confuso a adição das legendas, com alguns minutos você se acostuma e depois o trabalho que se segue é quase que automático.

O Gaupol também é encontrado nas centrais de aplicativos e repositórios da maioria das distribuições Linux, mas ao contrário da opção anterior, este programa também tem versão para Windows, então se você gostaria de fazer este trabalho através do sistema da Microsoft, também será possível. Consulte o site oficial para downloads e mais informações.

3 - Aegisub

Aegisub legendas no Linux

A interface é simples também, mas o Aegisub coloca várias coisas interessantes diretamente na frente, como a opções de formatação do texto da legenda, com cores, tamanhos e tipo de fonte bem  à mostra. Se comparado com os outros dois, a sua interface não parece tão simples, mas não se assuste por isso.

O Aegisub também está disponível nos repositórias oficiais da maioria das distribuições Linux, entretanto, caso você use Windows ou macOS, há versões para eles também, basta acessar o site para ter mais informações.

Bônus: Kdenlive

Editando legendas no Kdenlive

Claro, poderia ser qualquer outro editor de vídeo. Diferente dos demais, o Kdenlive não é feito exatamente para legendar, apesar de ser possível. Se a sua intenção é legendar um episódio de uma série, anime ou filme, ou mesmo uma palestra, enfim, vídeos mais longos, certamente o Kdenlive, ou qualquer outro editor não será a opção mais produtiva, porém, para legendar pequenos trechos ele pode ser muito eficaz, especialmente porque você pode renderizar o vídeo com a legenda diretamente dele.

Avidemux - Embutindo legendas em vídeos


Normalmente depois da trabalheira de legendar um vídeo extenso, salvamos o arquivo em formato comum de players de vídeo, comumente .srt, mas podem existir outros também. 

Você, obviamente, pode reproduzir o vídeo em um player e carregar a legenda como um arquivo sem maiores problemas, mas se a sua intenção é disponibilizar o vídeo já com a legenda, por qualquer motivo que seja, você terá de inserir ela no vídeo e renderizá-la junto.

Para fazer isso, o melhor programa que eu conheço é o Avidemux, isso não significa que ele é efetivamente o melhor para fazer o trabalho, é o melhor que EU conheço, mas ele faz muito bem seu trabalho. Se você conhecer outro bacana, fique à vontade para comentar.

Avidemux legendas

O Avidemux é também um editor de vídeos simples, mas tem a função de carregar legendas, o que permite que a gente consiga juntar o texto que produzimos antes no formato .srt com o vídeo em questão.

Provavelmente você vai achar o Avidemux na Central de Programas da sua distribuição, ou no repositório em si, sendo qual seja a sua ferramenta para instalar pacotes, contudo, neste caso eu recomento utilizar a versão disponibilizada no site através do formato AppImage, ele já vem com alguns codecs e possivelmente é uma versão mais atualizada que a do seu repositório.
Leia também: Como usar Apps no formato AppImage
Com o Avidemux aberto, você primeiro deve abrir o vídeo no qual a legenda deverá ser embutida. É importante que seja o mesmo vídeo que você usou como base na hora de criar as legendas com o Gaupol, Gnome Subtitles, Aegisub ou qualquer outro, pois assim os tempos estarão corretos e você não terá tanto trabalho para sincronizar as coisas.

Avidemux - Adicinando legendas

Para abrir o vídeo, basta ir no menu "File>>Open" e escolher o arquivo do vídeo, simples. Você também pode clicar na pastinha logo abaixo de "File".

Para adicionar o seu arquivo de legenda salvo antes, quando você o criou com um dos programas, clique no menu "Video>>Filters", a janela da imagem acima vai se abrir, selecione a opção "Subtitles" no painel da esquerda, no painel central haverá apenas uma opção, dê dois cliques nela e selecione através do gerenciador de arquivos o seu arquivo de legenda .srt (ou outro), se a importação e conversão deu certo, você verá o arquivo no painel da direita.

Só isso! Agora é só exportar o vídeo, vá até o menu "File>>Save", escolha o nome do arquivo final e a pasta de destino, também é possível mudar o formato e usar diversos encoders diferentes.

Agora você já tem o seu vídeo com legenda e tudo mais. 😀

Até a próxima!
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elementary OS começa a construir um nova forma de distribuir software

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Recentemente o elementary OS fez uma campanha no IndieGOGO para financeira o seu modelo modelo de distribuição de programas na AppCenter no sistema, entenda como vai funcionar.

elementary OS AppCenter




A primeira versão do novo AppCenter do elementary OS foi lançada juntamente com a última versão no sistema, a versão 0.4 Loki, você pode conferir o nosso vídeo sobre o lançamento e conhecer a nova central logo abaixo:



Essa primeira versão é até mais simples do que deveria em alguns aspectos, como você pôde ver no vídeo acima, eu teci algumas críticas à respeito por conta da usabilidade e alguns bugs, além é claro, da gama reduzida de pacotes disponível através dela de forma fácil.

Mas as coisas evoluem...


O objeto do elementary OS com a campanha de crowfunding realizada é criar uma nova forma de distribuir programas no Linux utilizando uma plataforma "pay what you want", assim como é o elementary OS em si hoje em dia.

Você já deve ter reparado que ao acessar o site da distribuição é possível pagar o quanto quiser por ela, inclusive nada, e essa justamente a proposta do AppCenter. Juntamente com o AppCenter que seria justamente o "front-end" do negócio todo, os desenvolvedores do elementary OS estão desenvolvendo do AppCenter Dash, uma página para desenvolvedores do elementary OS onde os mesmos poderão cadastrar seus programas e, quem sabe, ganhar dinheiro com eles.

elementary OS AppCenter


A ideia é que o Dash faça uma ligação direto do AppCenter com o GitHub, assim programas subidos lá e aprovados pela Dash do desenvolvedor automaticamente aparecerão no AppCenter do elementary OS.

Além disso facilitar consideravelmente a inclusão de aplicativos no sistema e ainda poder gerar lucro para os desenvolvedores, isso também permitirá aos desenvolvedores criarem certas diretrizes para a distribuição de softwares de terceiros dentro do AppCenter, como padrões visuais, imitando um pouco o que a Apple faz no macOS, isso garante uma certa consistência visual e integração com o sistema melhorada.

O interessante deste projeto, para quem se interessou em acompanhar a evolução ou até mesmo desenvolver para a distro, é que os criadores do sistema e as pessoas que trabalham na equipe mantém as novidades atualizadas através do blog do elementary OS no Medium, você consegue encontrar um resumo do trabalho deles do novo AppCenter até agora clicando aqui.

Esperam que consigam realizar o sonho deles, seria ótimo para nós, usuários, também.

Até a próxima!
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Os 5 sistemas operacionais que devem surpreender em 2017

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Olá meus amigos e amigas, como estão? Estou aqui em meio ao Carnaval brasileiro fazendo o que eu mais gosto de fazer neste época, ignorando o evento completamente! 😀 Brincadeiras à parte, eu tenho avaliado as evoluções de alguns sistemas operacionais que chamam a minha atenção há muito tempo e existem 5 que eu espero ver grandes novidades neste ano.

Top 5 sistemas de 2017




O ano de 2017 ainda está no início, por isso, vou apostar as minhas fichas apontando alguns sistemas que eu acredito que vão se destacar neste ano. São sistema com propostas inovadoras e que estão trazendo novidades interessantíssimas para seus usuários. No final do ano a gente vê se eu realmente acertei, né?

Eu sou o tipo de pessoa que vive testando sistemas operacionais e alguns destes da lista são os que eu mantenho sempre instalados, seja em um computador de teste, sejam e máquinas virtuais, tudo isso para acompanhar as suas evoluções e novidades. Separei aqui então uma lista com 5 sistemas operacionais que eu acredito que vão nos surpreender em 2017. 

"Parênteses no assunto: O mundo Linux sempre foi muito inovador, projetos como Gnome e KDE estão sempre melhorando e trazendo novidades para o ecossistema das comunidades; agora... não sei se é impressão minha, mas a quantidade de distribuições que realmente está fazendo algo a mais do que simplesmente empacotar softwares e configurar suas interfaces personalizadas baseado no que já existe aumentou muito. Como eu gosto de projetos que procuram resolver problemas e criar novas soluções e não somente os que esperam para ver o que fica melhor e depois usam. é que eu tenho me voltando para estes da lista, pelo menos neste início de ano. Não quero desmerecer qualquer outro tipo de trabalho, para sistema tem seu contexto, só estou falando a minha preferência."

1 - elementary OS


elementary OS

Deixe-me explicar porque eu acredito que o elementary OS pode nos surpreender neste ano. Quem já acompanhou as reviews do canal do blog Diolinux sobre a distribuição conhece bem a minha opinião sobre ele, como todo sistema, ele tem pontos fortes e fracos, mas vamos nos ater ao diferencial.

A grande aposta: Desde sempre os desenvolvedores do elementary OS prezaram pelo design, não somente da interface, mas conforme o tempo passou e o desenvolvimento se ampliou, para as aplicações nativas também, entretanto, para que as aplicações sigam certas guidelines de design, assim como ocorre no macOS da Apple, é necessário que os programas já sejam desenvolvidos pensando na distro e isso não pode ser trabalho apenas da equipe do elementary.

Já existem vários aplicativos assim, você encontra aqui uma grande lista, mas mesmo assim a grande massa de aplicações ainda fica "meio alien" do elementary, se compararmos com o restante das aplicações nativas.

Para solucionar esta situação, os desenvolvedores lançaram há pouco tempo uma campanha no IndieGoGo com o intuito de viabilizar o ambiente para a construção de aplicativos com este propósito. A ideia consiste em criar uma Central de Aplicativos (AppCenter) que contenha programas desenvolvidos especialmente para o elementary OS e com um sistema de pagamento igual ao que o elementary OS já tem para o próprio sistema operacional, ou seja, o sistema "pay what you want", ou, "pague o quanto quiser", poderá funcionar para as aplicações também, assim ajudando os desenvolvedores a se manterem.

Para ajudar a quem cria os softwares, a equipe do elementary OS vem desenvolvendo o AppCenter Dashboard, uma página que se assemelha ao launchpad, voltada para os desenvolvedores, onde eles poderão linkar suas contas no GitHub para subir as aplicações para o repositório do elementary OS, vendendo ou não seus aplicativos por lá.

O grande desafio: Na minha opinião, a grande dificuldade do elementary OS neste ano é provar para todos que é um sistema que vai muito além de um design bem feito, ou um "rostinho bonito", como muitos dizem, e que pode ser uma real plataforma para produtividade  e entretenimento, além de ser um local onde os desenvolvedores vão gostar de estar trabalhando em conjunto e publicando seus softwares.

Existem várias pequenas coisas que fizeram o último lançamento do elementary OS ficar, infelizmente, mais complicado para quem estava acostumado a usar a versão anterior. Não temos mais uma central de aplicativos capaz de pesquisar por pacotes que não sejam gráficos, assim como a Gnome Software no Ubuntu, tivemos a ausência da possibilidade de instalar aplicações .deb nativamente e da adição de PPAs, além de outra grande desvantagem, que foi a perda a aplicação para gerenciamento de drivers, algo que é essencial sob a minha óptica.

Claro, todos estes contras poderão ser superados caso o projeto do AppCenter do elementary, mas até lá, o sistema acabou se tornando algo bom para entusiastas ou para pessoas extremamente leigas e que vão receber um sistema configurado e pronto, nada mais. O sistema precisa recuperar funcionalidades de praticidade que ele tinha outrora.

Vamos ver como o elementary OS se desenvolve neste ano.

2 - Remix OS

Remix OS

Para quem ainda não conhece muito bem, o Remix OS é uma distribuição Linux de origem chinesa baseado no Android x86, um projeto que está a cada dia mais lapidado e que busca a experiência de usuário de desktop em um sistema Android.

A grande vantagem do Remix OS é a vasta coleção de aplicativos, já que você pode basicamente explorar toda a Google Play, ou seja, a falta de Apps não é um desafio, a grande questão é que nem todos os Apps são capazes de interagir de forma eficiente com teclado e mouse, para contornar isso, os desenvolvedores do Remix OS criaram várias ferramentas que vão ajustar os Apps para te trazer mais conforto, como simuladores de sensores de gravidade. Confira o nosso vídeo sobre o Remix OS.

A grande aposta: O Remix OS anunciou recentemente uma função extremamente interessante para quem tem aparelhos (smartphones) compatíveis com ele. O Remix Singularity é um recurso semelhante ao Microsoft Continuum e ao modo convergente do Ubuntu, permitindo que desta forma um Smartphone com o Remix OS seja conectado através de um HDMI à um monitor e traga a interface do Remix OS para desktops para o usuário, trazendo uma experiência praticamente definitiva para quem quer um Android para PC e ainda guardar depois o computador no bolso, tendo uma experiência igual a qualquer outro Android sob esta condição.

Remix OS

O grande desafio: O grande desafio do Remix OS é, na minha opinião, facilitar a instalação do sistema de forma definitiva nos HD/SSDs dos computadores, apesar de ser possível fazer atualmente, a instalação está muito aquém do que qualquer outra distribuição Linux famosa, ainda que o Remix OS possa rodar bem à partir de um pen drive, muitas pessoas gostariam de usá-lo desta forma e ainda não podem, ao menos não de uma forma fácil.

Outra grande dificuldade que devemos observar é a falta de drivers proprietários, pois diferente das distros Linux "tradicionais", o Android sempre foi construído para um hardware específico pelas fabricantes, dispensando que o próprio usuário maneje os seus drivers, algo totalmente diferente do público alvo do Remix OS, que são justamente os computadores. Atualmente o Remix OS consegue trabalhar apenas com drivers de código aberto, talvez a adoção da API Vulkan ajude neste aspecto, mas é um ponto a se melhorar com toda a certeza, além disso, a opção de trabalhar com multimonitores e controlar a resolução da tela também deixa a desejar atualmente.

E por último, mas igualmente relevante, temos a questão dos aplicativos que não são projetados para serem usados com um mouse, ou sem sensores. Essa é uma luta muito mais complicada de vencer pois teremos que ter, por parte dos desenvolvedores, a intenção de desenvolver Apps que se adaptem para o desktop também, além do mobile.

3 - Ubuntu

Ubuntu Zesty Unity 8

É difícil fazer uma lista qualquer sobre Linux e não encaixar o Ubuntu em algum segmento, dada a vastidão de atividades que envolvem esta que se tornou a distro sinônimo de Linux para muitas pessoas, especialmente as de fora do "mundo Linux" (curioso, não é?). Mas fato é que o Ubuntu 17.04 vem aí no próximo mês de Abril e vai trazer algumas coisas bem interessantes, contudo, não podemos esquecer que em Outubro teremos outro lançamento, este deve incrementar ainda mais o aguardado Unity 8.

A grande aposta: Temos dois aspectos interessantes para prestarmos atenção para o Ubuntu, talvez até 3. O primeiro deles é a evolução do Unity 8, que ainda não agrada a muita gente, incluindo a mim, mas não deixa de ser algo realmente novo neste mundo Linux, onde teremos a convergência entre dispositivos e interfaces. O segundo ponto são os pacotes Snap que estão atingindo uma boa maturidade e se integrando a outras funcionalidades do sistema, como a Central de Apps que agora poderá instalar Snaps através de links da internet, facilitando a instalação e distribuição deles, além de já possuir várias aplicações empacotadas desta forma, o número continua crescendo, parece realmente que o formato agradou os desenvolvedores.

Por último, outra grande novidade para ficar de olho é o Mir, o servidor gráfico. Ele virá juntamente com o Unity 8, que mais uma vez será a interface gráfica alternativa no Ubuntu 17.04, permitindo que os usuários testem a nova interface sem maiores problemas. Todas as implementações do Wayland que eu vi até o momento não foram de extremo sucesso, mas mesmo assim, já vi mais coisas sobre ele do que sobre o Mir, por isso estou ansioso para ver o novo servidor gráfico do Ubuntu destilar seu desempenho e surpreender a todos, ou... ser uma falha total, vamos ver o que acontece.

O grande desafio: Eu sou um usuário de Ubuntu de longa data e já vi o sistema passar por altos e baixos e no fim acabar encontrando o seu caminho. Hoje o Ubuntu tem renome, tem um dos melhores suportes em relação a conteúdo da internet no que tange as distros Linux, tem versões com todas as interfaces praticamente e versões para várias plataformas diferentes, mas uma coisa que o sistema perdeu ao longo do tempo foi a sua característica de ser a distribuição Linux mais fácil para iniciantes, um título que o Ubuntu ostentou por alguns anos.

Inclusões e exclusões de software e o foco no desenvolvimento do Unity 8 e todo seu ecossistema acabaram tirando a atenção dos desenvolvedores do Ubuntu, fazendo com que distros como o Linux Mint acabassem tomando o lugar do sistema como distro "mais fácil" para iniciantes no Linux. Claro, não que o Ubuntu seja difícil, muito longe disso, mas se comparado com o Mint, claramente podemos ver que o sistema "verdinho" tem características que facilitam a vida de que está experimentando um "sistema do pinguim" pela primeira vez.

Outra coisa precisa de uma repaginada é o tema do sistema, entretanto, com a chegada do Unity 8 o design será alterado e muitas coisas tendem a mudar, então, talvez esse passo já esteja sendo dado.

Recentemente eu fiz um artigo falando especificamente sobre o futuro do Ubuntu, acho que vale a pena dar uma lida.

4 - Linux Mint

Linux Mint

Parece que o Linux Mint passou da sua maior fase de inovação e no momento a distribuição está em processo de lapidação, seguindo a ideia de manter um desktop tradicional e acrescentar funções  que facilitem a vida do usuário final, o sistema acabou se tornando uma das grandes opções para quem vem no Windows especialmente.

O Linux Mint tem tudo praticamente hoje em dia, a ponto de me arriscar a dizer que o maior defeito do sistema é "não ser o Ubuntu". Isso significa que o Linux Mint possui excelência em vários quesitos, porém, o fato de não ser tão popular quanto o irmão mais velho, não possuir uma empresa por trás para criar parcerias comerciais e trazer o sistema embarcado em computadores vendidos nas lojas e especialmente, não ter a mesma marca forte, acaba por "estancar" o Linux Mint em uma certa posição meio complicada de sair.

A grande aposta: Apesar de não ter uma empresa de mesmo porte apoiando-o, como a Canonical com Ubuntu, o Mint tem sim um trabalho seríssimo sendo realizado e a busca por mais dispositivos que já tragam o sistema pré-instalado é algo a ser considerado, mas diferente dos outros sistemas que eu comentei aqui, não vi no Linux Mint (até o momento) nenhuma grande novidade à caminho, porém, a grande aposta aqui é justamente a sedimentação do Linux Mint como uma grandes distros Linux neste ano, para isso eu acredito que algumas providências deveriam ser tomadas, são elas:

O grande desafio: A principal providência, na minha opinião, é não confundir tradicionalismo com falta de inovação. O Linux Mint tem o desafio de manter a sua visão tradicionalista de desktop mas ao mesmo tempo criar e melhorar o seu design ainda mais, indo muito mais além do que a adaptação de um tema de desktop e um tema de ícones, como aconteceu, que apesar de serem bonitos, ainda parece pouco para uma distro com tanto potencial, talvez devem se inspirar no quinto colocado da minha lista.

Outra grande mudança deveria ser feita na Central de Aplicativos, ela está muito defasada visualmente, ainda que plenamente funcional. Obviamente, se você tiver que optar por visual ou funcionalidade, você sempre irá optar pela funcionalidade, mas será que é tão difícil termos os dois?

O grande desafio do Mint (poderiam tirar "Linux" do nome da distro também, iria ficar mais comercial) é tornar-se relevante para os desenvolvedores de software, pois o que temos na maioria dos casos são aplicações desenvolvidas para o Ubuntu que consequentemente funcionam no Linux Mint e não aplicações desenvolvidas pensando nele. Pode parecer algo tolo, mas para um usuário comum chegar na Steam ou no site do Google Chrome para fazer download das aplicações e encontrar indicações de que o sistema compatível é o Ubuntu e não o Linux Mint é um fator importante, inclusive, este é um bom termômetro de relevância para a distro, quando seu nome for citado nos sites de download de software saberemos que o Mint ganhou a relevância que merece. No site do Mega por exemplo, nós temos uma referência a ele.

5 - Deepin

Deepin

O Deepin, eu digo sem medo de errar, é a distribuição Linux, junto com o elementary OS que também fez parte da nossa lista, que tem o melhor acabamento visual do mundo Linux, não tem igual!


A distribuição que tem origem chinesa, assim como o Remix OS que comentei anteriormente, é baseada no Debian e possui uma comunidade crescente de desenvolvedores e usuários, mantida por uma empresa chamada Wuhan Deepin Technology. O Deepin tem apenas duas preocupações, beleza no sistema e facilidade de uso e configuração, tudo é muito intuitivo e fácil de configurar e usar, além do mais, o sistema não tem vergonha de dar para os usuários as aplicações que as pessoas mais gostam, por conta disso a distro já vem com o Google Chome, com Spotify, Skype, WPS Office, etc.


A grande aposta: Para 2017 eu exergo no Deepin o início de uma grande revolução, considero seriamente me tornar usuário do Deepin caso algumas coisas que eu vou comentar à seguir sejam ajustadas. O Deepin aposta em uma interface minimalista que pode mudar de formato e agradar usuários de Windows 10 e de macOS com um acabamento primoroso, animações, ícones, interface e programas próprios e uma Central de Aplicativos muitíssimo completa, acredito até que seja o melhor repositório nativo de todas as distribuições também, ele é uma opção que certamente agrada a maior parte dos usuários.

Uma das melhorias recentes que eu pude perceber na versão Beta atual do Deepin é a melhoria no processo de instalação, ele está ainda mais intuitivo e bonito, novamente, me arrisco a dizer que é o instalador de sistema mais belo do mundo Linux atual.

O grande desafio: Apesar de ter vários pontos positivos, o Deepin ainda tem alguns que depõem contra ele e que precisam ser melhorados. Por conta de não ser tão popular, ainda não existem tantos mirrors dos pacotes do sistema ao redor do mundo, isso faz com que, especialmente aqui no Brasil, nós eventualmente tenhamos uma lentidão para fazer downloads de atualizações e coisas do tipo.

A Central de aplicativos que além de rica em Apps é muito bela, ainda assim possui algumas falhas, certos pacotes não podem ser encontrados, como aplicações provindas do projeto KDE, como o Kdenlive. Como o Deepin tem a base no Debian, adicionar um PPA específico, que poderia contornar o problema, é algo não tão simples, contudo, apesar do Kdenlive não aparecer na Central de Apps, é possível instalá-lo via linha de comando, ou seja, ele está no repositório mas não aparece na loja, um bug curioso que já perdura algumas versões.

Outro problema, talvez por conta da base Debian mais conservadora também, é a dificuldade de instalar as últimas versões de drivers de vídeo no sistema. O Deepin possui um gerenciador gráfico de drivers, o que é ótimo, mas ainda assim as versões dos drivers não são as mais recentes, algo extremamente importante para quem usa o computador para jogar também, aliás, ele já vem com o Steam instalado também. Outra coisa interessante que se poderia ter é uma versão em live DVD para podermos testar antes de instalar, visto que a ISO só tem o modo de instalação.

Estas são as minhas grandes expectativas para este ano...


... e todas elas tem chances de surpreender, não apostaria em uma distro em específico por existem várias boas iniciativas, vou ficar vendo tudo de camarote, e você?

Gostaria de fazer uma menção honrosa aqui também para o Antergos, uma distro derivada do Arch Linux, há alguns anos atrás eu tomei conhecimento de que os desenvolvedores do Antergos estariam desenvolvendo uma Central de Aplicativos para o sistema que seria capaz de gerenciar aplicativos de forma gráfica e intuitiva usando inclusive o repositório AUR, algo ainda faltante no mundo Arch. Não recebi mais informações sobre o projeto, espero que ele não tenha morrido, mas seria uma ótima surpresa para este ano.

E você, concorda com a lista? O que mais você acrescentaria como sistema com potencial inovador para 2017?

Use os comentários abaixo para participar e ate a próxima!
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