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O elementary OS para 2018 - Novidades

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Eu gosto muito do projeto elementary OS, a distribuição, além de um visual atrativo, vem criando várias coisas que beneficiam o mundo open source de forma geral, para mim, a Central de Aplicativos "pague o quanto quiser" foi um dos melhores projetos deste ano. Mas com 2017 chegando ao fim, está na hora de pensar no futuro.

elementary OS novidades para 2018






Existem várias implementações que devem ocorrer no próximo ano. Com o lançamento do Ubuntu 18.04 LTS, a base do elementary OS 0.5, codinome "Juno", deverá mudar, juntamente com as versões de praticamente todos os outros pacotes.

Teremos a chegada de um novo instalador para substituir o Ubiquity (atualmente provindo do Ubuntu), esse instalador é o mesmo utilizado atualmente pelo Pop OS da System76, que foi desenvolvido justamente com o apoio da equipe do elementary.

Instalador do elementary OS

Teremos melhorias em vários aplicativos do sistema e alguns também talvez deixem de receber suporte, como o aplicativo de música, visto que atualmente poucas pessoas precisam de um software desse tipo, especialmente por conta de serviços de streaming como Spotify e Deezer.

Existem uma possibilidade de implementação do Wayland como servidor gráfico, no entanto, algumas aplicações ainda precisam ser compatibilizadas. O X.org ainda deve ficar no mundo Linux por um bom tempo, mas a migração é importante. Talvez no próximo ano teremos os primeiros testes.

Outra aplicação que continuará recebemos atualizações e melhorias é o AppCenter, coração do projeto elementary OS. Uma das mudanças previstas está no comportamento de sugestão de pagamento para os desenvolvedores, que deve acontecer também quando as aplicações forem atualizadas.

A paleta de cores dos ícones do sistema também receberá uma atenção extra, assim como os ícones em si, alguns deles podem receber animações, como o ícone de notificações, onde o sininho vai "soar" quase que literalmente:

Notificação elementary OS


Você pode encontrar mais informações sobre o elementary OS e os projetos que estão nos planos da distro no blog oficial.
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Desktop Folder - Tornando a área de trabalho do elementary OS útil novamente

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Uma das maiores críticas ao Desktop no elementary OS é que a área de trabalho serve apenas para comportar o papel de parede, o que na minha opinião é um desperdício de espaço, afinal, quem não quer não itens na área de trabalho, simplesmente não coloca eles ali, ou o Desktop poderia ser habilitado e desabilitado, semelhante ao que é possível de fazer no GNOME Shell. Infelizmente não é isso que acontece, mas agora você tem uma alternativa.

elementary OS Desktop






Juntamente com o lançamento da nova Central de aplicativos Indie do elementary OS onde os desenvolvedores podem cobrar pelos aplicativos e os usuários podem pagar o quanto quiserem, vários projetos feitos exclusivamente para o elementary com integração ao sistema passaram a existir.





Um dos aplicativos feitos sob medida para o elementary OS é o Desktop Folder que você encontra a loja de Apps:

elementary OS Desktop Folder

Baixe o aplicativo na loja e abra ele pelo menu "Aplicativos.

Os recursos do Desktop Folder


Esse aplicativo não ativa o Desktop do elementary OS propriamente dito, mas funciona como os Widgets do projeto KDE Plasma, dando uma funcionalidade muito parecida.

Atrvés dele você consegue criar painéis no Desktop e dentro destes painéis (que você pode modificar livremente) você poderá criar pastas, atalhos, arquivos de texto, etc.

Configurações da área de trabalho do elementary OS

Se você não gostar dessa película que aparece sobre o papel de parede, você pode tirar a cor dele,  assim ele fica transparente, ou ainda usar outra cor. Você pode esticar o painel para o tamanho de todo o Destkop para você poder aproveitar todos os espaços.

Você também pode criar vários Desktop Folders também para armazenar arquivos de forma separada.

Configuração do elementary OS

Os arquivos que você colocar dentro dessa pasta na Área de Trabalho ficam dentro da sua Home, dentro da pasta Desktop, dentro da pasta com o nome do Painel que você criou, as suas notas ficam dentro da mesma pasta.

Caso você queira a experiência Desktop "limpa", como eu comentei, basta tirar a cor e os arquivos vão ficar como ficariam no Desktop tradicional:

elementary OS

Espero que você tenha gostado da dica, ela deixa o elementary OS muito mais produtivo, sem sombra de dúvidas.

Até a próxima!

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System76 anuncia novo instalador para Pop!_OS com ajuda de desenvolvedores do elementary OS

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Há algum tempo atrás eu havia comentado sobre o novo sistema operacional remaster/fork do Ubuntu que a System76 estava desenvolvendo. O chamado Pop OS, estilizado como "Pop!_OS", além de um tema GTK, iria começar a criar seus diferenciais, um deles é justamente o instalador.

Pop OS Installer





Quando eu escrevi o artigo "O que podemos esperar o Pop!_OS" eu havia comentado sobre a mudança no instalador. Juntamente com a equipe do elementary OS - se não me engano um dos desenvolvedores do elementary é funcionário da System76 - um novo instalador está chegando ao sistema operacional. Talvez o próprio elementary OS possa tirar vantagem do projeto e usá-lo também, mas isso é só especulação minha, nada neste sentido foi comentado até o momento.

A System76 comentou que eles sabem o quanto "primeiras impressões são importantes", por isso o instalador precisava ser modificado. Particularmente não vejo problemas no Ubiquity do Ubuntu, sempre me pareceu simples e funcional e com um design bom o suficiente, claro que nada se comparado (em beleza) ao do Deepin, mas ainda assim, neste aspecto ainda acho que funcionalidade importa mais; se conseguir unir os dois então, perfeito!

Confira abaixo algumas telas do novo instalador produzido:

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Pop OS Installer

Realmente, pelas imagens, podemos ver que o trabalho realizado almejava uma instalação simples e direto ao ponto, sem necessidade de conhecimento técnico para fazê-la, assim como a do Deepin, porém com o design do Pop Theme.

Ainda existem algumas coisas que fazem falta, mas que a System76 afirmou que serão incluídas, como uma opção avançada para ajudar o particionamento de forma mais detalhada e também a criação de dual boot de forma automática. Tudo isso fará com que o instalador se torne mais completo e, nada verdade, iguale-se aos recursos já disponíveis no instalador padrão do Ubuntu atualmente.

Ele tem código aberto e pode ser aproveitado por outras distribuições que desejarem também, basta acessar esta página no GitHub.

A primeira versão estável do Pop!_OS deverá sair juntamente com o Ubuntu 17.10, mas os próprios desenvolvedores já comentaram que o grande projeto realmente será o Ubuntu 18.04 LTS do próximo ano.

Até a próxima!
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O que podemos esperar do Pop!_OS da System76?

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A System76, uma grande fabricante de hardware que vende computadores com Ubuntu pré-instalado, anunciou há algum tempo atrás que estaria dando início ao seu próprio sistema operacional baseado no Ubuntu, o chamado Pop!_OS. Como até então ele parecia apenas uma simples customização de temas, eu nem sequer havia comentado sobre ele aqui no blog e nem no canal, mas aparentemente eles querem ir um pouco além, então vamos falar sobre isso.

Pop!_OS da System76




Todo projeto começa de algum lugar e para mim, o Pop!_OS (o nome é estilizado assim mesmo), nasceu apenas como um tema para o GNOME Shell em cima do Ubuntu, simples assim. Um tema muito bonito na verdade, que você pode aprender a instalar neste outro post aqui do blog. Mas até aí, muitas distros legais surgiram como apenas customizações de outras e depois seguiram seu próprio caminho e se desenvolveram, Ubuntu e Mint são bons exemplos.

A ideia inicial é criar uma experiência diferenciada para os computadores vendidos pela empresa, existem vários modelos no mercado com ótimo desempenho, incluindo computadores gamers. Como o galagoPRO, "concorrente" do MacBook.

Até aí nada demais, outra coisa que é comumente encontrado nos computadores vendidos com Linux é um repositório especial com drivers e otimizações para o hardware, que é algo que a System76 sempre fez também, porém, o sistema parece estar ganhando significância e a empresa está pensando em expandir um pouco o que seria apenas uma "espécie de remasterização" do Ubuntu para seus clientes, inclusive trabalhando com os desenvolvedores do elementary OS para criar um novo instalador para o sistema, que não vai ser exatamente igual ao Ubiquity, padrão do Ubuntu.

Customizado para os clientes e disponível para todos


Um ponto interessante é que o sistema estará disponível para qualquer um, na verdade, você pode baixá-lo agora se quiser, a ISO tem cerca de 1,6 GB de tamanho e é baseada no Ubuntu 17.04 Zesty Zapus.

Apesar de já estar utilizável, o próprio site da System76 informa que a verdadeira versão final e primeira release oficial será apenas em Outubro, juntamente com o Ubuntu 17.10. É possível que outras coisas sejam alteradas, além do tema e outros detalhes.


Fuçando um pouco no sistema eu acabei encontrando várias coisas legais. A instalação em si é praticamente a mesma do Ubuntu, com apenas uma diferença, criamos o usuário depois da instalação, na primeira inicialização, como quando você compra um computador com o sistema pré-instalado. A tela de boot (o Plymouth) também é diferente e bem bonita, como um "Pop" aparecendo do nada (fazendo "pop"?).

Confira algumas imagens da interface GNOME Shell que ele carrega:

Pop OS System76

Pop OS System76

Pop OS System76

A harmonia do tema GTK com os ícones é ótima, talvez tenhamos um dedo do pessoal do elementary neste design, não sei. Além do tema, temos vários wallpapers que combinam muito bem  com a proposta visual e que vem disponíveis por padrão.

Wallpapers System76

Os temas Pop, como são chamados, possuem variações para quem quer eles de forma mais compacta, com o "Pop Slim". Tanto o tema normal quanto este mais compacto tem o "modo Dark', assim como os temas padrões do GNOME Shell, deixando na mão do usuário escolher se quer continuar com este produzido pela companhia ou se quer usar o padrão do GNOME mesmo, o Adwaita.

PPA System76 PopOS

Além dos temas, como eu tinha comentando antes, o sistema vem com o PPA da empresa. Dentro dele encontramos pacotes básicos, o pop-desktop, gnome-control-center, plymouth, entre outros que são empacotados por eles para poder manter a aparência do sistema e funcionalidades específicas, assim fica mais fácil controlar as atualizações e modificações destes componentes.

Um destes pacotes controla as extensões, existem várias que já vem por padrão no Pop!_OS, mas somente algumas são ativadas, como você pode ver, assim, cabe a você escolher o que preferir.

Pop!_OS

Acho interessante uma outra empresa forte como a System76 oferecer um sistema assim, especialmente baseado no Ubuntu, apesar de muitos feedbacks da comunidade, o momento da Canonical é de transição e as coisas podem não ficar ao agrado de todos. Particularmente encaro projetos como este quase como as várias ROMs do Android em aparelhos de companhias diferentes, cada uma personalizando o que seria o sistema puro para tentar atender melhor o consumidor.

O Pop!_OS tem futuro?


Não sei qual o nível de ambição da System76 com o sistema, mas eles tem algo que a maior parte das distros não tem; eles já são uma empresa que vende computadores com Linux de renome (especialmente internacional, no Brasil nem todos conhecem).

Uma das grandes dificuldades das distros é fazer parcerias empresariais para enviar os sistemas de fábrica junto com as máquinas e com isso a System76 não precisa se preocupar. Pesquisando um pouco eu também encontrei um PPA de desenvolvimento onde temos drivers Nvidia otimizados e outros pacotes sensíveis a desempenho, como o mesa, não sei se eles são destinados apenas aos computadores da empresa ou se podem ser utilizados de forma genérica, mas pode ser um outro diferencial do sistema.

Mesmo sendo um PPA feito para computadores que a System76 vende, como os hardwares não são homologados como a Apple faz, é bem possível que funcione em outras máquinas também.

Potencial o sistema tem, resta saber até onde a System76 pretende ir, vamos continuar acompanhando.

Até a próxima!
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elementary OS completa sua migração para o GitHub

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

O Git vem se tornando a preferência de muitas distribuições Linux e até mesmo "não Linux", lembra do caso da Microsoft migrando 300 GB de código do Windows? E o GitHub, como era de se esperar, acaba fazendo parte de vários projetos de código aberto também, a própria Canonical revelou recentemente a integração do Snapcraft com o GitHub, e agora é a vez do elementary OS.

elementary OS GitHub




Os desenvolvedores do elementary OS anunciaram a integração completa do projeto ao GitHub, migrando do Launchpad da Canonical, agora, assim como o Deepin, o elementary também gerencia o seu desenvolvimento através da ferramenta criada por Linus Torvalds.

A mudança já era esperada, visto que o novo projeto de AppCenter basicamente se baseia na integração com o GitHub, mas agora temos o anúncio oficial. Os desenvolvedores afirmaram que agora com a integração com o GitHub, o processo de desenvolvimento do elementary OS ficará mais ágil e os feedbacks da comunidade poderão ser recebidos com maior rapidez.

Para mais informações sobre os motivos da migração e para ver o que os desenvolvedores tem a dizer sobre a questão, você pode verificar o anúncio oficial.

Você também pode acessar o repositório do elementary OS no GitHub clicando aqui.

Até a próxima!
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elementary OS 0.4.1 Loki recebe polimentos e as minhas reflexões sobre a construção da distro

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Mensalmente os desenvolvedores do elementary OS liberam no blog da distro um relatório de melhorias e polimentos e neste mês não foi diferente. Graças a nova AppCenter o pessoal do elementary precisou lidar com novas demandas, confira os ajustes feitos no sistema:

elementary OS




Sempre em busca de refinamentos, o elementary OS promoveu polimentos visuais na interface, ainda não temos um conjunto novo de ícones ou GTK, mas temos aprimoramentos do trabalho atual.

Battery icons elementary

Temos novos ícones de bateria no sistema, com um design muito mais aprimorado e que lembra os ícones de dispositivos móveis. Outra novidade interessante é relacionada diretamente coma nova central de aplicativos.

Pagamento elementary
O novo AppCenter nos traz a possibilidade e doar uma quantia qualquer para o desenvolvedor do aplicativo. Com essa nova possibilidade, novos ajustes foram feitos na aplicação para ela funcionar de forma mais fluída e foi acrescentado uma nova mensagem de erro para quando o pagamento não é processado, informando com maiores detalhes qual foi o problema, como no exemplo acima, um erro no número de cartão de crédito.

Atendendo aos pedidos dos usuários, agora o gerenciador de energia no painel do sistema possui um controle de brilho para fácil ajuste, não é algo necessariamente novo, em outros ambientes e sistemas ele já existe há muito tempo, mas é algo útil que o elementary não tinha ainda:

elementary OS

Temos algumas outras pequenas correções de bugs que você pode conferir aqui

"Paremos e reflitemos"


Você pode achar que as mudanças foram pequenas, básicas e que até mesmo não impactem tanto a vida dos usuários e eu concordo com você. Uma mudança pequena deste tipo não é algo que normalmente eu escreva aqui no blog, mas desta vez eu fiz de propósito por um motivo.

Já passou do ponto onde a construção de uma distribuição Linux é apenas algo para hobbystas ou pessoas com apenas boa vontade, claro, isso ainda é importante e bons projetos podem começar assim, mas depois de um tempo, se o objetivo for realmente conquistar mercado, não se pode mirar baixo, afinal os seus grandes concorrentes serão empresas de marcas imensas e com décadas de mercado. Como diz o ditado: "O diabo está nos detalhes", e é exatamente nisso que muitas interfaces e distros pecam, por motivos diferentes, mas o erro é o mesmo.

Eu gosto muito da forma com que o elementary OS avança, claro, dentro de suas limitações, pois cada detalhe parece ser importante, dar um feedback a comunidade e aos usuários também é algo muito positivo, todo o mês, assim como o Linux Mint, os desenvolvedores fazem um post contando todo o trabalho que foi desenvolvido no mês em questão e apontando as novidades para o sistema.

Dizem que "no elementary OS até os bugs são bonitos", e querendo ou não, isso é um detalhe tão importante quanto qualquer outro detalhe da interface, o usuário hoje está mais exigente e pequenas coisas assim são notadas, ainda que o ideal seja não ter erro algum, mas visto que isto é inevitável pelo simples "fator humano", então é bacana ter um cuidado até nisso. Outra coisa sobre o projeto que eu acho interessante e que algumas pessoas acham que é "se aproveitar de trabalho alheio", é o elementary ser baseado no Ubuntu.

Em primeiro lugar, software livre é exatamente para isso, modificar, ampliar, redistribuir, se basear e dar os créditos, como você pode ver não somente na documentação da distro, mas na própria sessão "sobre" do sistema. Não sei como será o Ubuntu à partir de agora no quesito interface e apelo ao usuário comum, pois o Gnome, apesar de ser incrivelmente bom e competente, não tem o mesmo apelo no quesito usabilidade, indiscutivelmente, ao menos nos dias de hoje, usar a interface sem extensões é algo altamente improdutivo, precisamos esperar para ver o que a Canonical irá nos entregar, independente disso, se tem algo que eles (Canonical) sempre fizeram muito bem foi manter o sistema coeso, atualizado e seguro em sua base, que para a nossa sorte, é a mesma que o elementary OS utiliza.

A vantagem disso é que você tem a mesma segurança que o Ubuntu tem, com a mesma velocidade na correção de bugs do sistema base, isto é, Kernel, bibliotecas, serviços, etc., isso acaba deixando os desenvolvedores mais tranquilos para focar em outras coisas, como a parte de interação com os usuários, ou seja, a interface e a forma com que ela se apresenta, para quem realmente tem paixão e dom para isso, algo que acho que é indiscutível que a equipe do elementary OS tem. É o exemplo de como o desenvolvimento de código aberto "across projects" pode nos trazer coisas interessantes.

Não que vá acontecer logo, até porque depende muito de como o Ubuntu se comportará nos próximos anos, mas é possível que o Ubuntu acabe se tornando algo mais parecido do Debian em alguns aspectos, especialmente no sentido de que o sistema será a base de outros projetos que procurem atender ao público doméstico em linhas gerais. Do mesmo jeito que o Ubuntu usou (e usa) o Debian como base sólida para desenvolver os seus projetos e criar o seu público, distros como o elementary OS, o Linux Mint, entre outras, poderão fazer o mesmo e se desenvolver da mesma forma, com uma saída de leve do Ubuntu do mercado de desktop, dando menos importância para ele, essas distros tem tudo para preencher uma eventual lacuna.

Até a próxima!
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Gnome Pie - Porque tortas não mentem

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Achou o título curioso? Pois é! Este é o lema do Gnome Pie, uma aplicação que pode agilizar muito a sua vida e te deixar feliz, igualzinho um pedaço de bolo.

Gnome Pie



O Gnome Pie é uma aplicação do tipo "lançador" que você pode usar no seu Desktop Linux. Ele tem um formato circular e cada aplicação é como se fosse "um pedaço da torta ou do bolo". Confira o vídeo à seguir para entender melhor o funcionamento:


O software é muito versátil, você pode utilizá-lo à partir de teclas de atalho de qualquer janela do seu sistema operacional, a qualquer momento. Você pode configurar qual é a combinação de teclas que vai abrir o Gnome Pie.

As funções do Gnome Pie vão desde abrir rapidamente os programas que você selecionar a executar ações e até mesmo comandos que você pode selecionar. Tudo isso pode ser configurado nas opções do programa, essas configurações você pode acessar através de um ícone indicador que fica perto da área de notificações da sua interface.

Confira alguns exemplos de configurações e recursos:



Instalação do Gnome Pie


Se você gostou do que viu e gostaria de utilizar a aplicação na sua distribuição, consulte a página oficial do projeto, nela os desenvolvedores dão as dicas de como utilizar e instalar o Gnome Pie em diferentes sistemas.

Se você curte este tipo de utilitário, acho que você vai gostar também de conhecer o Synapse e o Cerebro, são duas ótimas ferramentas também, com uma proposta um pouco diferentes.

Até a próxima!
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Conheça a nova Central de Aplicativos do elementary OS

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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Eu admiro muito a forma com que o projeto elementary OS está evoluindo e acredito que finalmente o que os desenvolvedores chamam de "coração do projeto", a Central de Aplicativos, está começando a mostrar a que veio.

elementary OS AppCenter




O elementary OS recebeu uma nova atualização nesta semana, agora a numeração do sistema ficou em 0.4.1 e traz, além de atualizações de pacotes e correções de bugs, a primeira versão aberta do AppCenter, uma nova proposta de desenvolvimento e autossustentabilidade para o projeto.

Em Abril eu tinha comentado sobre o novo modelo de Central de Aplicativos que o elementary OS estava projetando e tentando realizar através de financiamento coletivo. O projeto realmente foi pra frente, conseguiu o financiamento e agora tivemos o lançamento da primeira versão aberta ao público dela, o pessoal que colaborou através do financiamento coletivo teve acesso antecipado, e agora vamos conhecer um pouco melhor a nova ferramenta.

Um novo modelo de negócio


Acho que o grande "trunfo" da nova Central de Aplicativos é aderir ao mesmo modelo de distribuição do próprio elementary OS, o "pay what you want", o que seja, "pague o que quiser". Este modelo consiste em oferecer os aplicativos para os usuários com a possibilidade de que os mesmos paguem o quanto quiserem por eles, inclusive, nenhum centavo.

Este modelo é interessante por vários motivos. Um deles é que ele pode promover uma forma de manutenção do projeto em si, que precisa de dinheiro para continuar trabalhando, outro que também é relevante, é que uma parte do valor pode ser revertida para os desenvolvedores dos aplicativos. 

Mesmo que você possa simplesmente não pagar nada, só o fato de você ser lembrado de que pode, faz você lembrar que existe uma pessoa (ou muitas) por trás da aplicação que você gosta de utilizar e está o fazendo de gratuitamente.

Usuários de Linux normalmente tem esse pensamento quase que involuntário de que os aplicativos tem que ser gratuitos, muitas vezes até tem essa noção mas ainda assim estranham quando algo tem que ser pago, e esquecem que existe alguém que dispensa várias horas dos seus dias para realizar e disponibilizar aquele projeto gratuitamente ou a um preço acessível, a nova AppCenter do elementary é também uma forma de recompensar estas pessoas. Acho muito justo.

Outra coisa importante, mais para o elementary OS do que para qualquer outra coisa, é que eles estão permitindo que os desenvolvedores submetam aplicações com um certo padrão visual que se encaixa na interface do elementary OS, algo semelhante ao que a Apple faz, o que garante uma certa coesão visual que não há como negar que é muito bem-vinda.

Os desenvolvedores possuem acesso a uma Dash de desenvolvimento do elementary OS e podem submeter aplicações diretamente do Git para o AppCenter do sistema, passando por uma curadoria, eles conseguem colocar os aplicativos rapidamente para os usuários e dar atualizações aos mesmos na mesma velocidade.

Visual e funcionalidades novas


Além do novo visual, que agora inclui um slider que dá destaque a algumas aplicações, a novo AppCenter também inclui outras funcionalidades interessantes.

AppCenter elementary OS

Um dos recursos muito bem-vindos (de volta) é a possibilidade de instalar drivers através da aba "Atualizações" do AppCenter, algo que tinha sido removido (junto com o suporte nativo para PPAs) no lançamento da versão 0.4, Loki, que é a versão atual.

AppCenter elementary OS

A maior parte dos novos aplicativos disponíveis na Central de Aplicativos nova são "provas de conceito", aplicações interessantes e úteis para algumas pessoas e que possuem um visual integrado ao elementary OS mas que já possuem outras alternativas (que não possuem a mesma integração visual) no mercado, muitas vezes até mais famosas.

O app "Bookworm" por exemplo, permite que você organize e leia os seus livros, nele você vê um exemplo do sistema de pagamento do elementary OS. No botão de download do programa você tem o valor sugerido de 1 dólar para baixar a aplicação, clicando nele você pode doar outras quantias também e caso você queira baixar de graça, você simplesmente coloca um "zero" no valor.

AppCenter elementary OS

Uma vez definido o valor que você quer pagar pela aplicação e caso você tenha escolhido algum valor maior do que "zero", abrir-se-a uma pequena janela onde você pode digitar o seu e-mail e os seus dados de cartão de crédito. Pelo que eu soube, o pessoal do elementary OS pretende acrescentar outras formas de pagamento, como Bitcoins e quem sabe outros serviços, como PayPal. 

Temos aqui exemplos de outras aplicações que possuem o mesmo visual integrado ao elementary OS e que podem ser baixados por qualquer valor no AppCenter.

AppCenter elementary OS

AppCenter elementary OS

A nova Central de Aplicativos também interage com o sistema de notificações do elementary OS.

AppCenter elementary OS

Uma vez instalado um aplicativo pela Central de Aplicativos é possível também removê-lo por ali ou abrir a aplicação.

AppCenter elementary OS

O Notes-Up é outro exemplo de nova aplicação disponível que possui um visual integrado com o sistema, como você pode ver nas imagens abaixo.

AppCenter elementary OS

AppCenter elementary OS

Uma outra aplicação que eu gostaria de dar um destaque é o "Eddy", ele é um gerenciador de pacotes .deb, assim como o GDebi, só que com um visual muito mais belo, que permite que você instale pacotes .deb no elementary OS e também os remova depois de instalados.

AppCenter elementary OS

Eddy elementary OS

Em breve vou trazer um vídeo para o canal para mostrar estas e mais algumas aplicações novas disponíveis par ao elementary OS 0.4.1.

Se você se interessou, é possível fazer o download do sistema diretamente no site oficial, recomendo ler também o artigo "7 coisas para fazer depois de instalar o elementary OS 0.4 Loki" para deixar o sistema pronto para qualquer atividade.

Se você for desenvolvedor e gostaria de lançar a sua aplicação para a Central de Aplicativos do elementary OS, acesse a página de desenvolvedores e conecte o seu GitHub.

Até a próxima!
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Como criar e embutir legendas em vídeos usando Linux

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Você gostaria de legendar algum vídeo e além de gerar o arquivo da legenda, também gostaria de embutir o arquivo no vídeo final? Então confiras as nossas dicas para você conseguir fazer isso utilizando Linux.

Como criar legendas para vídeos no Linux




Recentemente eu recebi este pedido nos comentários de um dos vídeos no canal, a dúvida consistia em quais ferramentas que poderiam ser utilizadas para criar legendas para vídeos e também como embutir as legendas, depois de finalizadas, em um arquivo final.

Eu tenho certeza que existem muitas outras ferramentas além das que eu vou sugerir aqui, então se você conhece alguma bacana e que não faz parte da minha lista de indicações, fique à vontade para adicionar os nomes através dos comentários do blog.

Programar para redigir legendas no Linux


Primeiro, vamos falar sobre os programas que você pode usar para criar as legendas, neste caso eu tenho 3 sugestões.

1 - Gnome Subtitles

Gnome Subtiles

Todos os editores de legendas que eu pude testar são semelhantes, tanto em aparência, quanto em recursos, então o melhor a se fazer é testar e ver qual você gosta mais.

Este programa está repositório de praticamente todas as distribuições Linux e você encontra mais informações sobre ele, incluindo links para download para todas as distros no seu site oficial.

2  - Gaupol

Gaupol Legendas no Linux

Outra alternativa interessante é um software chamado Gaupol, ele é bem parecido com o Gnome Subtitles, apesar de eu ter achado um pouco mais confuso a adição das legendas, com alguns minutos você se acostuma e depois o trabalho que se segue é quase que automático.

O Gaupol também é encontrado nas centrais de aplicativos e repositórios da maioria das distribuições Linux, mas ao contrário da opção anterior, este programa também tem versão para Windows, então se você gostaria de fazer este trabalho através do sistema da Microsoft, também será possível. Consulte o site oficial para downloads e mais informações.

3 - Aegisub

Aegisub legendas no Linux

A interface é simples também, mas o Aegisub coloca várias coisas interessantes diretamente na frente, como a opções de formatação do texto da legenda, com cores, tamanhos e tipo de fonte bem  à mostra. Se comparado com os outros dois, a sua interface não parece tão simples, mas não se assuste por isso.

O Aegisub também está disponível nos repositórias oficiais da maioria das distribuições Linux, entretanto, caso você use Windows ou macOS, há versões para eles também, basta acessar o site para ter mais informações.

Bônus: Kdenlive

Editando legendas no Kdenlive

Claro, poderia ser qualquer outro editor de vídeo. Diferente dos demais, o Kdenlive não é feito exatamente para legendar, apesar de ser possível. Se a sua intenção é legendar um episódio de uma série, anime ou filme, ou mesmo uma palestra, enfim, vídeos mais longos, certamente o Kdenlive, ou qualquer outro editor não será a opção mais produtiva, porém, para legendar pequenos trechos ele pode ser muito eficaz, especialmente porque você pode renderizar o vídeo com a legenda diretamente dele.

Avidemux - Embutindo legendas em vídeos


Normalmente depois da trabalheira de legendar um vídeo extenso, salvamos o arquivo em formato comum de players de vídeo, comumente .srt, mas podem existir outros também. 

Você, obviamente, pode reproduzir o vídeo em um player e carregar a legenda como um arquivo sem maiores problemas, mas se a sua intenção é disponibilizar o vídeo já com a legenda, por qualquer motivo que seja, você terá de inserir ela no vídeo e renderizá-la junto.

Para fazer isso, o melhor programa que eu conheço é o Avidemux, isso não significa que ele é efetivamente o melhor para fazer o trabalho, é o melhor que EU conheço, mas ele faz muito bem seu trabalho. Se você conhecer outro bacana, fique à vontade para comentar.

Avidemux legendas

O Avidemux é também um editor de vídeos simples, mas tem a função de carregar legendas, o que permite que a gente consiga juntar o texto que produzimos antes no formato .srt com o vídeo em questão.

Provavelmente você vai achar o Avidemux na Central de Programas da sua distribuição, ou no repositório em si, sendo qual seja a sua ferramenta para instalar pacotes, contudo, neste caso eu recomento utilizar a versão disponibilizada no site através do formato AppImage, ele já vem com alguns codecs e possivelmente é uma versão mais atualizada que a do seu repositório.
Leia também: Como usar Apps no formato AppImage
Com o Avidemux aberto, você primeiro deve abrir o vídeo no qual a legenda deverá ser embutida. É importante que seja o mesmo vídeo que você usou como base na hora de criar as legendas com o Gaupol, Gnome Subtitles, Aegisub ou qualquer outro, pois assim os tempos estarão corretos e você não terá tanto trabalho para sincronizar as coisas.

Avidemux - Adicinando legendas

Para abrir o vídeo, basta ir no menu "File>>Open" e escolher o arquivo do vídeo, simples. Você também pode clicar na pastinha logo abaixo de "File".

Para adicionar o seu arquivo de legenda salvo antes, quando você o criou com um dos programas, clique no menu "Video>>Filters", a janela da imagem acima vai se abrir, selecione a opção "Subtitles" no painel da esquerda, no painel central haverá apenas uma opção, dê dois cliques nela e selecione através do gerenciador de arquivos o seu arquivo de legenda .srt (ou outro), se a importação e conversão deu certo, você verá o arquivo no painel da direita.

Só isso! Agora é só exportar o vídeo, vá até o menu "File>>Save", escolha o nome do arquivo final e a pasta de destino, também é possível mudar o formato e usar diversos encoders diferentes.

Agora você já tem o seu vídeo com legenda e tudo mais. 😀

Até a próxima!
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elementary OS começa a construir um nova forma de distribuir software

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Recentemente o elementary OS fez uma campanha no IndieGOGO para financeira o seu modelo modelo de distribuição de programas na AppCenter no sistema, entenda como vai funcionar.

elementary OS AppCenter




A primeira versão do novo AppCenter do elementary OS foi lançada juntamente com a última versão no sistema, a versão 0.4 Loki, você pode conferir o nosso vídeo sobre o lançamento e conhecer a nova central logo abaixo:



Essa primeira versão é até mais simples do que deveria em alguns aspectos, como você pôde ver no vídeo acima, eu teci algumas críticas à respeito por conta da usabilidade e alguns bugs, além é claro, da gama reduzida de pacotes disponível através dela de forma fácil.

Mas as coisas evoluem...


O objeto do elementary OS com a campanha de crowfunding realizada é criar uma nova forma de distribuir programas no Linux utilizando uma plataforma "pay what you want", assim como é o elementary OS em si hoje em dia.

Você já deve ter reparado que ao acessar o site da distribuição é possível pagar o quanto quiser por ela, inclusive nada, e essa justamente a proposta do AppCenter. Juntamente com o AppCenter que seria justamente o "front-end" do negócio todo, os desenvolvedores do elementary OS estão desenvolvendo do AppCenter Dash, uma página para desenvolvedores do elementary OS onde os mesmos poderão cadastrar seus programas e, quem sabe, ganhar dinheiro com eles.

elementary OS AppCenter


A ideia é que o Dash faça uma ligação direto do AppCenter com o GitHub, assim programas subidos lá e aprovados pela Dash do desenvolvedor automaticamente aparecerão no AppCenter do elementary OS.

Além disso facilitar consideravelmente a inclusão de aplicativos no sistema e ainda poder gerar lucro para os desenvolvedores, isso também permitirá aos desenvolvedores criarem certas diretrizes para a distribuição de softwares de terceiros dentro do AppCenter, como padrões visuais, imitando um pouco o que a Apple faz no macOS, isso garante uma certa consistência visual e integração com o sistema melhorada.

O interessante deste projeto, para quem se interessou em acompanhar a evolução ou até mesmo desenvolver para a distro, é que os criadores do sistema e as pessoas que trabalham na equipe mantém as novidades atualizadas através do blog do elementary OS no Medium, você consegue encontrar um resumo do trabalho deles do novo AppCenter até agora clicando aqui.

Esperam que consigam realizar o sonho deles, seria ótimo para nós, usuários, também.

Até a próxima!
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