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Ubuntu Gnome deixará de existir e se fundirá com o Ubuntu

Essa é uma notícia que era de se esperar, eu até sugeri isso no vídeo sobre o fim do Unity, mas como ainda não haviam informações oficiais eu apenas especulei, porém, agora é diferente, sabemos o que vai acontecer com ambos os projetos.

Ubuntu Gnome




Ontem o Ubuntu 17.04 Zesty Zapus foi lançado, entretanto, seu lançamento foi completamente ofuscado pela notícia de descontinuidade do Unity, ainda assim, junto com ele todas as demais flavors da distribuição também foram lançadas simultaneamente, incluindo o que pra mim se torna a mais interessante de prestarmos atenção, o Ubuntu Gnome.

Juntamente com as notas de lançamento do Ubuntu Gnome, nós tivemos um comunicado muito relevante que nos dá a noção de como as coisas vão funcionar daqui pra frente por conta das futuras versões do Ubuntu Desktop voltarem a usar Gnome como interface padrão.

Como era de se esperar, a equipe do Ubuntu Gnome será integrada com a do Ubuntu Desktop (os remanescentes, pelo menos) e o Ubuntu Gnome deixará de existir como flavor oficial e passará a ser "o Ubuntu".

Uma das coisas comentadas por Mark Shuttleworth, criador do Ubuntu e da Canonical, é que o Ubuntu passaria a entregar um desktop "All Gnome", isso, como comentei em outro post, ficou ambíguo, pois será que o Ubuntu iria apenas empacotar o Gnome Shell default, assim como o Fedora faz, ou será que o Ubuntu voltaria a fazer customizações visuais como fazia na época do Gnome 2?

Eis uma grande questão, não? Até porque, identidade visual de um sistema é um ponto crucial para o marketing e branding da marca, certo? Bom, os nossos amigos e desenvolvedores do Ubuntu Gnome deram a entender que haverão sim, pequenas customizações para atribuir ao o Ubuntu, agora com Gnome, uma aparência "Ubuntu", talvez com cores e temas e possivelmente algumas extensões.

Como você acha que o Ubuntu com Gnome deveria ser?

Até a próxima!

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Como será o futuro do Ubuntu SEM o Unity?

Pois é pessoal, essa foi sem sombra de dúvidas as notícias mais "bombástica", por assim dizer, do ano no mundo Linux. Nós falamos e noticiamos o fim do Unity 8 e do Ubuntu Phone nesta semana e muitas pessoas se interessaram pelo assunto, foram mais de 60 mil acessos apenas neste artigo, mas algo que eu percebi na maior parte dos comentários foi uma dualidade entre pessoas que já não gostavam muito do Unity e/ou preferiam o Gnome e pessoas que gostavam do Unity e ficaram chateadas com a notícia.

O futuro do Ubuntu sem o Unity




Eu vou tentar brincar de "olho de Tandera" com você e te dar a "visão além do alcance", pois o fim do Unity (ou quase) pode mudar os rumos do Ubuntu como conhecemos, então, eu quero falar sobre as possíveis consequências desta decisão.



Uma grande surpresa!


Apesar dos mais pessimistas acharem que o Ubuntu Phone nunca teve realmente chance, para mim, a "causa mortis" do projeto foi ver o que a Samsung fez com o novo Galaxy S8 (não que tenha sido isso mesmo, mas o conceito que o envolve), além da necessidade de focar onde dá lucro. Sei que nem todos se encaixam aqui, mas se você já tentou empreender algum negócio sabe que esse tipo decisão difícil é sumariamente fundamental.

Convergência do Galaxy S8
Samsung Galaxy S8 no modo "convergente"

A Samsung trouxe para o Android a dita "interface convergente", uma marca forte, com Android, o sistema operacional mais utilizado do mundo, trouxe para o mercado exatamente o conceito que o Ubuntu Phone estava brigando para trazer, claro, com algumas diferenças, pois o Ubuntu com Unity 8 tinha a intenção de rodar aplicativos convencionais de Desktop nos Smartphones também, mas quando se olha em sentido prático, realmente o Android sai na frente, não há nem sequer competição.

Ainda assim, o anúncio de Mark Shuttleworth, criador da Canonical, pegou todos de surpresa, até então não havia sequer um indício de que o projeto fosse efetivamente acabar, ao menos, não de forma tão drástica.

Particularmente, como eu já tinha falado neste vídeo, a versão 18.04 LTS, que deve ser lançada daqui a um ano aproximadamente, faria o sucesso ou o fracasso do Ubuntu e do Unity 8, parece que Mark resolveu não apostar.

Desde que foi anunciado, o Unity 8 chamou a nossa atenção, o conceito de convergência, a nova aparência, novas funcionalidades, tudo isso despertou um interesse extremo no sistema.

Com o tempo e promessas adiadas, depois de pouco mais de 3 anos de espera, tivemos os primeiros aparelhos com Ubuntu, mas a versão destkop nunca ficou realmente pronta. Ao mesmo tempo que ansiedade pela nova interface aumentava no Desktop e os esforços eram concentrados nela, o Unity 7, versão utilizada no Destkop até então, acabou deixando de receber grandes upgrades como o Ubuntu teve outrora, deixou de incrementar funcionalidades, algo que é quase fatal para um sistema que busca mais e mais usuários, especialmente domésticos.

Paradoxalmente, o Ubuntu neste meio tempo ganhou mais popularidade do que nunca, tornou-se a distro Linux mais utilizada do mundo depois do Android, virou sinônimo de Linux na internet  e para a indústria, abarcou cerca de 40 milhões de usuários ao redor do mundo apenas na versão Desktop, ainda assim, as versões para servidor, cloud e IoT do Ubuntu fizeram ainda mais sucesso, Dustin Kirkland, gerente de produto da Canonical, chegou a afirmar que juntando todas as plataformas em que o Ubuntu estava presente, mas de 1 bilhão de pessoas eram usuários do sistema, de forma direta ou indireta e o Unity era facilmente reconhecido em fotos mundo à fora.

Realmente, fomos pegos de surpresa.

O Unity realmente acabou?


Neste momento eu gostaria de me atentar para um detalhe que pode ser divisivo e acabar com o Ubuntu da forma que o conhecemos, a distro simples e para usuários comuns no Desktop, então você precisa prestar atenção.

Tirando a Canonical, as outras duas principais empresas que mantém distros Linux de forma direta são a SUSE e a Red Hat, e o que ambas tem em comum? O foco empresarial em servidores e suporte. E o que mais elas tem em comum? Não tem um foco no usuário doméstico. Sacou?

Mark comentou em seu anúncio que o Ubuntu 18.04 LTS voltaria a usar Gnome e que o Unity 8 e o Ubuntu para Smartphones, assim como a convergência e o servidor gráfico Mir, tinham acabado, ainda que ele continuasse acreditando que esse é o futuro, a Canonical provavelmente não estaria nele. Aqui é que entram os detalhes das lacunas deixadas por ele.

Voltar a "usar o Gnome" não significa que o Ubuntu 18.04 LTS vá usar o Gnome Shell necessariamente, tecnicamente isso são coisas diferentes, ou ainda, não quer dizer que o Ubuntu vá ter o mesmo Gnome que o Fedora tem, por exemplo.  

Seria possível a Canonical criar uma interface em cima do Gnome Shell que tenha a mesma funcionalidade do Unity? Até porque ele disse que o Unity 8 tinha acabado, mas não falou nada sobre o 7 ou o que iria acontecer com ele.

Ontem eu estava brincando com o Ubuntu Gnome 17.04 Beta, que ainda receberá um vídeo para o canal, e com algumas extensões e temas eu fiz um "Unity" do Gnome, a usabilidade fica bem parecida até, dá uma olhada na aparência:

Ubuntu 18.04 Fake com GUnity?
Ubuntu 18.04 Fake com GUnity?

Não estou dizendo que é isso que vai acontecer, mas seria coerente pensar desta forma para não impactar os usuários de Unity demais e manter a usabilidade do sistema.

Por outro lado, se a Canonical estiver se tornando uma nova Red Hat ou SUSE eu tenho más notícias pros usuários comuns, me incluindo aqui.

Isso significaria que o Ubuntu para Desktops receberia um Gnome Shell "puro", assim como é o Ubuntu Gnome hoje em dia, e a preocupação com os usuários de Desktop diminuiria, de certa forma, desperdiçando o bom nome no mercado consumidor comum que o Ubuntu tem atualmente, coisa que até agora nenhuma outra distro conseguiu.

O Ubuntu para Desktop será o mesmo Ubuntu para Desktop que nós conhecemos? Ou será algo mais parecido com o Fedora que é um "campo de testes" comunitário do Red Hat Enterprise Linux?

Isso realmente só o tempo nos dirá, confesso que torço para que seja a primeira opção, caso contrário, não vejo mais motivos para usar o Ubuntu como sistema de Desktop indicando-o para qualquer tipo de usuário. Ele vai continuar sendo simples, fácil e tudo mais, como é agora, mas ferramentas facilitadoras e a preocupação com a experiência do usuário de Desktop mais básico não seriam mais preocupação, fazendo do Linux Mint, elementary OS, Deepin e do Manjaro (dependendo da evolução) opções mais interessantes para "arrastadores de mouse".

O que sobrará depois do Unity?


Existem muitas coisas importantes que irão se acabar com o final do Unity, isto é, do Unity 7 especialmente. Podemos lamentar pelo Unity 8, Mir e pelos Ubuntu Phones, mas ainda assim é algo que nós nunca realmente tivemos, então a sensação de perda é muito menor, não se pode dizer o mesmo da versão 7.

Como tanto o Unity 7, como o Unity 8, são projetos abertos, não seria de desacreditar uma continuação por uma comunidade interessada, como aparentemente já está acontecendo com o Unity 8, mas sinceramente, certos recursos do Unity 7 não estão presentes em nenhuma outra distro de forma nativa atualmente.

O HUD por exemplo, a ferramenta que permite que você pesquise dentro dos menus das aplicações apenas pressionando a tecla "Alt" é algo que eu não vi em nenhum lugar, o aproveitamento de espaço que o Unity tem é incomparável, afinal, não é somente "esconder as barras" e pronto, com o Unity além de ter todo o campo de visão você ainda tem todas as ferramentas do sistema a sua disposição, as barras das janelas que se integram com a barra superior e os menus globais são coisas muito boas também. Concentrar as ações no lado esquerdo da tela faz com que você precise mexer menos o mouse também.

Tirando isso, que são recursos que podem se implementados em outras interfaces, talvez no próprio Ubuntu mesmo com Gnome, o que se perde mesmo caso do Unity 7 e seu conceito de usabilidade e aparência deixem de existir completamente, é a grande marca que ele criou.

Veja bem, a maior parte das distros utiliza um ambiente gráfico que outras distros também utilizam, o Gnome do Fedora não é muito diferente do Ubuntu Gnome, do Gnome do SUSE ou do Manjaro, visualmente falando, e isso vale para qualquer outra interface, mas o Unity, além de ter um visual peculiar, remetia diretamente ao Ubuntu, do mesmo jeito que quando você vê uma barra em cima com uma dock embaixo você lembra do Mac, ou um painel inferior com um "menu iniciar" você lembra do Windows (ou do KDE), quando você via um sistema com barra na esquerda você associava ao Ubuntu, abandonar isso é ruim pra marca, ruim pro marketing, ruim pro Ubuntu. 

Para você ter uma ideia, tem gente que acha que qualquer Gnome é o Kali Linux, isso é um problema de falta de identidade mercadológica que fará muita falta pra qualquer sistema que queira atingir o usuário comum... a menos que essa não seja mais a intenção.

O meu receio e o meu anseio


Independente do que aconteça, o meu respeito pelo Ubuntu e pela Canonical continuam. Graças a eles (e talvez ao Google) é que eu posso trabalhar com tudo o que trabalho hoje em dia, eu tenho uma relação enorme de gratidão com o Ubuntu pelo que o Diolinux se tornou, foi falando do Ubuntu que as coisas começaram a acontecer na minha vida, foi quase uma retro-alimentação.

Meu receio é que com o abandono deste projeto (Unity) o Ubuntu deixe de receber incrementos de ferramentas para facilitar a vida do usuário comum. Antigamente, quando a Canonical lançou uma Central de Aplicativos no Ubuntu isso foi revolucionário, quando adicionaram uma opção para instalar drivers facilmente, isso foi igualmente revolucionário, criar o HUD e novas formas de interação foram diferenciais, mas nos últimos anos, desde 2014 aproximadamente, isso deixou de acontecer (muito em parte pelos esforços da equipe de engenheiros sobre o Unity 8), será que isso voltará a acontecer?

Meu anseio é para que sim! Além de torcer para que o sistema volte a ser revolucionário como sempre foi no Desktop, é bom ver que algumas coisas tomaram definição. Com o Mir fora da jogada finalmente o Wayland tem apoio de todas as distros mais famosas e quem sabe ele se desenvolva mais rápido, será mais fácil até mesmo para as empresas que desenvolvem drivers, além disso, os Snaps vieram pra ficar, de todos os projetos que iniciaram por conta da convergência, este foi o que deu mais certo.

Os pacotes Snaps são uma forma simples de distribuir softwares para Linux (isso mesmo, qualquer distro) e podem permitir que mais desenvolvedores tenham interesse em liberar programas para o sistema graças a existência deste padrão. Sei que existe o formato FlatPak também, mas particularmente acho que os Snaps, além de um nome melhor (marketing é tudo), possuem maior facilidade de operação e manuseio, além de já possuir um grande repositório se comparado com a iniciativa concorrente.

O fim do Unity pode significar um recomeço ainda mais forte para o Ubuntu nos Desktops ou a sua despedida de vez, deixando o trono para outras distros derivadas provavelmente.

Vale lembrar que o Unity 7 permanecerá ativo com o Ubuntu 16.04 LTS até 2021 pelo menos, que é quando o seu suporte deve terminar, então, caso você queira continuar usando a interface, você ainda tem bastante tempo desde que mantenha esta versão do sistema sempre atualizada.

Eu continuarei a usar o Ubuntu, talvez com menos intensidade no futuro dependendo do que aconteça, mas o Ubuntu sempre será a distro que consegue sacudir o mundo Linux e o Mark Shuttleworth sempre será o cara que não tem medo de sonhar, tentar, arriscar, errar, voltar atrás e fazer tudo de novo. Talvez falte um pouco dessa gana na gente mesmo, não é?

É como se diz, se você nunca falhou em nada, talvez nunca tenha tentado fazer algo realmente grandioso.

O que você acha de tudo isso? Até a próxima!
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Adeus Unity! Canonical abandonará interface e Ubuntu voltará à interface Gnome!

O fim de uma era se encerra meus amigos! Pelas palavras do próprio Mark Shuttleworth, criador do Ubuntu e da Canonical, "é hora de crescer e olhar para o futuro" e aparentemente, o futuro é sem o Unity, tanto o 7, quanto 8. A próxima LTS do Ubuntu que sairá em 2018 já trará a nova "velha" interface no sistema, o Gnome Shell.

Ubuntu 18.04 LTS virá com Gnome




Espera! Espera! Primeiro coloca tocar essa música e depois continua lendo!


O chefão da Canonical, Mark Shuttleworth, publicou no site de Insights do Ubuntu uma notícia que abalou o mundo open source, o fim do Unity, o fim do Mir e o fim do Ubuntu para Smartphones!

Exatamente! Depois de praticamente 7 anos de desenvolvimento, a interface Unity que causou tanta controvérsia está deixando o Ubuntu. A mudança é mais radical e corajosa do que se possa pensar.

Mark informa em seu texto que o Ubuntu é líder em servidores, internet das coisas e é o sinônimo de Linux para o mercado consumidor final, disse que ainda acredita que a convergência seja realmente o futuro, mas que neste campo provavelmente a Canonical não estará atuando. Existiriam vários fatores de mercado que dificultariam essa investida e dinheiro gasto em desenvolvimento que não tratá retorno tão cedo não parece ser uma boa ideia.

Mark Shuttleworth

É preciso muita coragem para parar todos os projetos, respirar e dizer: Vamos deixar quase uma década de trabalho para trás e focar nos resultados. Recentemente eu diz um vídeo comentando os pontos que eu acredito serem os principais responsáveis pela popularidade do Linux (ou a falta dela) no mercado, no vídeo eu comentei que acreditava que a Canonical iria "tomar um rumo" em breve, caso o Unity 8, Ubuntu Phone, etc dessem certo no mercado mobile seria A VITÓRIA, ou simplesmente abandonando o barco e focando onde dá mais lucro, servidores e internet das coisas, resumidamente, assim como Red Hat e SUSE fazem hoje em dia, o que aumenta o meu receio sobre como será o Ubuntu para desktops daqui pra frente. Bom, o "titio" Mark resolveu parar tudo antes que muito dinheiro fosse gasto em algo que levaria anos para ser funcional e perderia completamente o timing do mercado.

E o "Dionatan Diná" estava certo, só não pensei que teríamos a confirmação tão cedo.

Junto com o abandono do projeto Unity, vão embora também o projeto do Ubuntu para dispositivos móveis, o que remove um setor inteiro da empresa praticamente, assim como o servido gráfico Mir, Mark comenta que a próxima LTS do Ubuntu, o Ubuntu 18.04 que sairá em Abril do próximo ano já conterá a interface Gnome Shell como padrão, voltando às raízes.

Coisas que não ficam claras


O motivo da Canonical se voltar para o mercado que lhe dá mais lucro não chega a ser segredo, é um tanto quanto óbvio que essa seria uma manobra esperada de qualquer empresa que preze pelo seu patrimônio, contudo, será que estaremos vendo o Ubuntu para Desktops morrer?

Mark diz que não: O Ubuntu Desktop é parte importante do projeto, entretanto, colocar o Gnome de volta como interface padrão também trará uma menor carga para o desenvolvimento da interface, uma vez que ela é comunitária, deixando a Canonical focar mais onde lhe interessa, a questão para mim é, será que ainda teremos investimentos nesta área por parte da empresa? 

Quando digo "investimentos", quero dizer recursos facilitadores de configuração que tornaram o Ubuntu mais fácil de ser utilizado, ou ele simplesmente "seguirá o fluxo" ficando mais parecido com o projeto Fedora em relação ao Red Hat?

O que acontecerá com o projeto Ubuntu Gnome? Com essa decisão, o projeto parece perder a sua utilidade e membros da equipe poderão integrar a nova equipe de desenvolvedores do Ubuntu Desktop?

O que podemos tirar de bom disso tudo?


Eu sou um otimista, ainda que o Unity tenha sido a minha interface preferida durantes os últimos anos, a volta do Gnome como interface padrão pode resolver alguns "problemas", como por exemplo: Agora todos sabem que o novo servidores gráfico será o Wayland e ponto final, Mir está fora da jogada e os esforços podem ser concentrados em um padrão novamente, o que eu acho ótimo, no entanto so Snaps do Ubuntu continuam e eles me parecem mais funcionais e fáceis de serem manuseados que os pacotes FlatPak do projeto Gnome, poderíamos padronizar aqui novamente, fica mais fácil para todos, certo?

Então, sai Unity, sai Mir, fica Snap, até porque o empacotamento é ótimo para internet das coisas e servidores.

Outro aspecto positivo é que a Canonical voltará a apoiar ativamente um Desktop Enviroment comunitário, fazendo com que ele se desenvolva mais rápido, pelo menos, assim esperamos.

Ubuntu Gnome 17.04


Eu cheguei a testar o beta do Ubuntu Gnome 17.04, inclusive, teremos vídeo em breve no canal sobre os betas, e de certa forma, ali temos um vislumbre do futuro agora mesmo! Gostei do que ví, eu cheguei a ser um usuário ativo do Gnome logo que o Gnome 3 foi lançado até a versão 3.4, depois mudei para o Unity e não saí mais, então me adaptar a interface de volta não seria um grande problema, acredito, entretanto, outras distros como o Linux Mint e o Deepin talvez tomem o posto do Ubuntu de vez como distribuições para "Desktop Medium User", visto a gama de trabalho embarcado nelas para torná-las extremamente amigáveis para o usuário final, só o tempo dirá.

O que você achou das mudanças?

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Crie grupos de aplicativos customizados no Gnome com o Meow

O Meow é um novo editor de menus disponível para distribuições Linux que usem o Gnome Shell, e cá entre nós, ele resolve um dos problemas da interface que eu sempre apontei. Uma das coisas mais interessantes do Gnome na minha opinião é a forma com que ele agrupa programas no menu, lembra muito o Android e o iOS, mas não é possível criar os seus próprios agrupamentos ou modificar os existentes, pelo menos não tão facilmente antes do Meow.

Gnome Apps Groups with Meow




Aplicativos para editar o menu do sistema existem "desde sempre", mas o Meow é novo e possui este diferencial, conseguir ajustar os agrupamentos de programas, permitindo assim, que você organize a sua coleção de aplicativos da forma que achar melhor para tornar o seu dia a dia mais produtivo.

Organize os Apps com o Meow

Através do Meow você pode facilmente criar grupos de aplicações e nomeá-las como quiser, adicionando e removendo os aplicativos que você deseja. O programa ainda conta com uma opção prática de pesquisa para que você encontre rapidamente o programa que você deseja para adicioná-lo em um grupo.

O Meow está no GitHub com instruções para instalação e pacotes para Ubuntu, Debian e Fedora, para que você possa instalar facilmente.

Até a próxima!
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domingo, 6 de novembro de 2016

Conheça as novidades incríveis do novo Gnome 3.22 "Karlsruhe"

O Gnome Shell continua em pleno desenvolvimento e as novidades da versão 3.22 se estendem para muito além do Shell, mas todo o ecossistema de aplicações recebeu correções e novidades, confira o vídeo preparado pela equipe do Gnome para mostrar o Gnome "Karlsruhe".

Gnome 3.22




Eu já fui um usuário mais assíduo do Gnome Shell, mas mesmo não estando em contato direto com ele no meu dia a dia atualmente, o conjunto de aplicações Gnome "faz o meu dia mais feliz", se é que posso dizer assim.

O conjunto de aplicações Gnome foi, e ainda é, o core de aplicações da distro que eu mais gosto de utilizar, o Ubuntu, mesmo a versão com Unity, de modo que as aplicações desenvolvidas pela equipe do Gnome acabam "espirrando" até mesmo em quem não utiliza o Gnome Shell por padrão, mais uma prova de o quão benéfico o desenvolvimento aberto pode ser.

Essa versão nova do Gnome está SENSACIONAL (com caixa alta e tudo), eu já havia escrito algo sobre o novo Nautilus que chegará com essa versão com vários recursos legais, mas acho que agora com um vídeo fica mais fácil de você perceber as mudanças, confira:



Esta versão nova do Gnome deverá chegar em breve às distros que costumam manter pacotes nas últimas versões, como o Fedora, Arch Linux, openSUSE e alguns de seus derivados também, para que usam o Ubuntu Gnome, será necessário utilizar provavelmente um PPA na versão 16.10 que sai no final do próximo mês.

E aí, o que você achou das novidades do Gnome? Ele é demais, não é não? :)

Até a próxima!
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Nautilus 3.22 chegará com novos recursos para o gerenciador de arquivos

O futuro lançamento do Nautilus 3.22 trará algumas novidades interessantes para os usuários do Gnome e outras distribuições que utilizem o gerenciador de arquivos. As principais novidades estão ligadas a possibilidade de renomear arquivos em massa nativamente e criar pacotes compactados em formatos diferenciados.

Nautilus 3.22




Carlos Soriano, desenvolvedor do Gnome, comentou em seu blog sobre algumas das novidades previstas. São duas principais:

1 - Renomeação de arquivos em massa nativamente


Existem alguns programas para esta funcionalidade atualmente, mas eles não são uma função nativa do próprio Nautilus,  os usuários poderão esperar isso da versão 3.22.

Renomear arquivos em em massa

Esta é inclusive uma função que existe há muito tempo em outros gerenciadores de arquivos para Linux, como o Thunar do XFCE.

2 - Compressão de arquivos


Certamente você nunca precisou instalar um programa para compactar um arquivo em formato ZIP, por exemplo, mas isso acontece porque o "File Roller", o programa responsável por gerenciar este tipo de arquivo em ambientes Gnome, costuma acompanhar as distribuições, não porque esta é uma funciona nativa do Nautilus, pelo menos até o momento, agora ela será.

Compressão nativa no Nautilus

Estas são as duas que me chamaram a atenção, abaixo você consegue ver uma imagem de como é mostrada a barra de progresso de compressão.

Modo de compressão do Nautilus

Eu gostaria de destacar um outro item que eu achei interessante, o novo Nautilus também terá apresentação de opções para manipulação de pastas e arquivos que normalmente apareceriam somente em menus de contexto, e vez disso uma barra aparece na parte inferior chamada de "Action bar" ou em simplesmente "barra de ações" em Português, veja:

Barra de ações no Nautilus

Parece que depois de simplificar muito as suas funções, o Nautilus começou a ganhar novas features novamente, não é?

O que você achou das novidades? Até a próxima!
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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Conheça o Flatpak, um formato de empacotamento concorrente ao Snap

Estão surgindo vários projetos interessantes com o intuito de facilitar a vida de quem pretende instalar um simples pacote de software no Linux (distros em geral). Temos o Snap, desenvolvido pela Canonical para o Ubuntu e para outras distribuições, e além do AppImage, temos também o Flatpak, com uma proposta muito interessante.

FlatPak - Um concorrente ao Ubuntu Snap




O modo como os aplicativos para Linux são distribuídos está em pauta neste ano e é muito provável que os anos vindouros nos guardem algumas surpresas nestes sentido. Recentemente eu fiz um vídeo falando sobre o Ubuntu Snap e como ele poderá fazer diferença para todas as distribuições Linux que os adotarem, mas é bom que você saiba que ele não é a única solução neste sentido.

O que é o Flatpak?


O projeto Flatpak em si é antigo, anteriormente ele era conhecido como XDG-Apps, agora ele só está com um nome mais "bonitinho" e comercial. O projeto surgiu através de um dos engenheiros da Red Hat; Alexander Larsson, o criador "dessa brincadeira", almeja com o Flatpak, basicamente o mesmo que a Canonical almeja com o Snap ou seja:

- Segurança
- Estabilidade
- Portabilidade
- Praticidade

Palavras bonitas sim, mas que merecem uma explicação mais detalhada. 

O Flatpak é um modo de empacotar os softwares para Linux com todas as suas dependências inclusas, tal qual o Snap, a única diferença notável que eu percebi entre ambos, é que o Flatpak também consegue compartilhar bibliotecas existentes entre os pacotes para não duplicá-las, ao contrário do Snap, que por sua vez também tem diferenciais, como a capacidade de rodar também em dispositivos móveis e internet das coisas, isso garante que o tamanho dos pacotes Flatpak sejam consideravelmente menores.

Como funciona o Flatpak?


Se você viu o nossos vídeos sobre o Snap, vai ficar "mão com açúcar" de entender o Flatpak, simplesmente porque o conceito é o mesmo. 

Os aplicativos empacotados no formato Flatpak são "multi-distros", assim como a Canonical anunciou recentemente que o Snap também é, isso permite que o mesmo pacote de software seja instalado no Ubuntu, no Fedora, no Manjaro, em fim, qualquer distribuição, o que sem dúvidas, é muito legal!

O Flatpak também tem a capacidade de rodar as aplicações em Sandbox (tal qual o Snap), dessa forma as aplicações rodam isoladas umas das outras e fazem do sistema algo mais seguro e com uma maior facilidade em fazer downgrades, caso seja preciso, muito útil em um servidor e em desktop.

A diferença do Flatpak para o Snap neste ponto, é que o Flatpak tem a capacidade de economizar um pouco de espaço em disco, pois este empacotamento permite que bibliotecas sejam compartilhadas caso elas já existam no sistema, evitando que alguns MB a mais de espaço sejam tomados.

A equipe de desenvolvimento do Gnome por exemplo, que é muito ativa na construção do Flatpak, já disponibilizou alguns de seus softwares no formato, o LibreOffice por exemplo, também já disponibilizou imagens de seus softwares sob este novo modo de empacotamento.

Pegando o LibreOffice como exemplo, temos a versão Snap com 287 MB e a versão Flatpak com 157 MB. Podemos ver, desta forma, a diferença de tamanhos. 

Por enquanto o Flatpak pode ser rodado apenas em ambientes Gnome e KDE, o que pode limitar um pouco as coisas, entretanto isso deve mudar no futuro. O Snap precisa apenas do utilitário Snapd instalado em qualquer distro para rodar e mais alguns ajustes, o que parece ser mais simples em primeira análise.

O Flatpak também roda com maior segurança sob o servidor gráfico Wayland, apesar de rodar com o X11 também, da mesma forma que o Snap roda melhor sobre o Mir e tem compatibilidade com o X11.

E agora? Flatpak ou Snap?


Pergunta difícil, não? Mas ela tem de ser feita... e cá entre nós, do jeito que as coisas no mundo Linux são tratadas, nós não teremos um padrão tão cedo. Mir vs Wayland, Snap vs Flatpak...

Claramente o que vai fazer diferença aqui é a influência que a Canonical ou a Red Hat terão sob os desenvolvedores, é uma "briga" de gigantes e não sou eu quem vai se meter no meio disso.

Eis um fato interessante, independente de quem acabe predominando, quem tem a ganhar somos nós, usuários.

Cada um dos formatos tem suas peculiaridades, mas como projetos open source  que são, cada um pode acabar recebendo as características do outro ao longo do tempo, tornando ambos mais completos.

No momento o Snap parece ser mais portátil, por rodar não só em computadores comuns e servidores, mas em dispositivos móveis e IoT, tendo seu principal contra no tamanho dos pacotes, enquanto o Flatpak aproveita melhor o espaço em disco e possui algumas limitações quanto ao ambiente em que está rodando, vamos ficar de olho para ver qual vai evoluir melhor.

Façam suas apostas. :)

Acesse: flatpak.org
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quinta-feira, 30 de junho de 2016

A evolução do Gnome 3 nos últimos 5 anos

Da mesma forma que outras interfaces modernas, o Gnome 3 foi disponibilizado para os usuários tendo que provar muita coisa, e realmente, as suas primeiras versões eram muito limitadas, porém, como tudo evolui, com o Gnome 3 não seria diferente, e hoje com o Gnome 3.20 e com novas versões já em testes a experiência de usuário é bem diferente do que foi em 2011.

5 anos de Gnome 3





Tobias Mueller, um dos desenvolvedores do Gnome, mostrou na openSUSE Conference 2016 a evolução do projeto nos últimos 5 anos. É interessante observar como o Gnome foi ganhando padrões visuais que tendem a agradar até mesmo os mais exigentes com design e como a funcionalidade do Gnome mudou também, especialmente se comparado ao antigo e ainda muito querido de muitos, Gnome 2. Confira a palestra na íntegra:


Eu lembro de ter usado o Gnome 3.2 por mais de um ano antes de ter mudado de interface, tenho boas recordações do Gnome, e claro, tive também minha cota de experiência com o Gnome 2.

E você, qual a sua história com o Gnome?
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terça-feira, 28 de junho de 2016

Linux é utilizado na Universidade Federal do Ceará #EuViLinux

Voltamos com mais um capítulo na nossa série, #EuViLinux, esta consiste em mostrar para as pessoas os mais diversos locais onde as distribuições Linux são utilizadas, para todas as finalidades. O nosso exemplo de hoje vem do Ceará.

Eu Vi Linux no Ceará




O "flagra" de hoje é uma contribuição do nosso leitor Davi Montenegro, que entrou em contato através do nosso e-mail e disse:

"Eu vi Linux! Na biblioteca do Centro de Humanidades da Universidade Federal do Ceará, o Lubuntu voa nos computadores parrudos! Alguns também com Gnome, mas o desempenho é praticamente o mesmo!"

Linux é utilizado na universidade do Ceará


O Lubuntu é uma distribuição muito leve e pode ser utilizado em computadores com hardwares diversos, incluindo computadores antigos e limitados, se você quiser conhecer mais o Lubuntu, confira a nossa análise em vídeo.

Você também viu Linux em algum lugar diferente? Tire uma foto e mande pra gente! Quem sabe você pode aparecer aqui no quadro #EuViLinux do blog.

Até a próxima!
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Canonical corrige o bug de instalação de pacotes .deb na Ubuntu Software do Ubutnu 16.04 LTS

Finalmente o probleminha irritante de instalação de pacotes .deb no Ubuntu 16.04 LTS foi corrigido e agora é possível instalar pacotes de terceiros dando dois cliques novamente, como em todas as versões passadas, sem maiores problemas.

Ubuntu Software com problema dos Debs corrigido




Essa foi o bug mais chato que eu já tive com o Ubuntu deste sempre, mas neste caso, não fui só eu, aparentemente todas as pessoas tiverem o mesmo problema, não que ele não pudesse ser contornado, como nós mostramos neste post, mas é muito melhor se a função nativa funcionar corretamente.

A atualização vem através de uma atualização simples do sistema, então procure o aplicativo "Atualizador de programas" no menu do sistema, ou se preferir, use o terminal:
sudo apt update
sudo apt dist-upgrade
Com isso a instalação de pacotes .deb volta a funcionar normalmente.

Instalação de pacotes .deb

Instalação de pacotes .deb

Instalação de pacotes .deb

Bacana né, um problema a menos, uma solução a mais. Até a próxima!
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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Nova versão do leitor de PDF Evince tem função de destacar texto

O Evince 3.18, que vem junto com o Ubuntu 16.04 LTS, traz consigo uma nova função "escondida" que me estava passando despercebida. Graças ao nosso leitor Eronides Junior, que me avisou sobre a funcionalidade, eu agora posso compartilhar com vocês a novidade.

Leitor de PDF do Ubuntu com função destaca texto




O Evince é o leitor de documentos (PDFs) padrão do Ubuntu e de boa parte de seus derivados, assim como distribuições que usam o Gnome como ambiente gráfico ou base. O que dizer dele? Ele é simples e funcional, sempre foi. Muitas vezes simples até demais.

Existem muitos leitores de PDF para Linux, o Okular do KDE por exemplo já tinha essa função há muito tempo, o Foxit Reader para Linux também, mas não deixa de ser uma funcionalidade interessante.

Para usar o recurso, abra o seu documento e clique no ícone do que parece ser uma "agendinha" ou algo do tipo, talvez um bloco de notas? (é, acho que faz mais sentido).


Clicando no ícone em questão, vão se abrir mais algumas opções logo abaixo, sendo que a da direita é a função de usar o destaca texto.

Evince com destaca texto

Depois de clicar no local indicado o seu cursor será capaz de destacar o trecho de texto que você desejar, dando dois cliques sobre a área selecionada é possível também adicionar comentários em uma nota.

Evince com a função de destacar texto

Bem legal essa função, agora nativa, não é? Quando você fechar o documento o programa vai pedir se você quer salvar as edições que fez no próprio documento ou se você quer criar uma cópia dele com as suas anotações para não "danificar" o original.

Compartilhe a dica, tenho certeza que vai ser útil pra muita gente. Até a próxima!
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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Como usar o Google Drive nativamente no Ubuntu 16.04 LTS

Desde que o Gnome 3.18 foi lançado é possível integrar o Google Drive ao Nautilus e pouca gente sabe disso. A dica de hoje vai usar o Ubuntu como exemplo mas poderá ser utilizada em qualquer sistema que usa o Gnome Shell como interface (mas não necessariamente) e/ou que seja compatível com esta versão do Gnome ou alguma superior.

Google Drive para Linux




Se a Google não libera uma versão oficial do Google Drive para Linux, felizmente hoje em dia temos boas opções. Hoje eu vou te ensinar a montar o Google Drive diretamente no seu aplicativo de gerenciador de arquivos, ele vai funcionar como se fosse uma simples pasta que você pode acessar para trabalhar, existem algumas limitações, como não pode escolher quais pastas sincronizar, mas a grosso modo ele oferece o que você precisa.

Como instalar no Ubuntu 16.04 LTS?


Acredito que a única versão do Ubuntu que suporta nativamente este recurso é o 16.04 LTS, porém, se você tem o Ubuntu 15.10 e usa um PPA do Gnome para manter o ambiente atualizado na medida do possível, deve funcionar também sem maiores problemas.

O primeiro passo é instalar a Central de Configurações do Gnome (Gnome Control Center), você pode fazer isso facilmente pela Central de Programas do Ubuntu como na imagem abaixo:

Acessando o Google Drive no Linux

Depois de instalado, você vai conseguir acessá-lo através do menu do sistema ou através da barra do Unity, é bom prestar atenção pois apesar dele ser semelhante ao "Unity Control Center", incluindo os ícones presentes, ele é uma aplicação diferente.

Google Drive no Ubuntu

No "Gnome Control Center" que você abriu clique na opção "Contas on-line" como é demonstrado na imagem acima.

Google Drive Linux

Clique no botão "Adicionar uma conta on-line".

Google Drive Linux

Existem vária contas que você pode conectar, mas como estamos falando do Google Drive, clique em "Google".

Google Drive Linux

Entre com a sua conta Google.

Google Drive Linux

Permite o acesso do sistema à sua conta Google. A integração do Gnome com a sua conta Google é muito ampla, e vai muito além do Drive, porém, como eu não necessito de outros recursos eu deixei habilitado apenas o acesso a "Arquivos", como você pode ver na imagem abaixo.

Google Drive no Linux

Ao ativar esta função você verá na barra lateral do Unity e também do lado esquerdo na seção de "locais" do Nautilus o seu Google Drive montado:


Pelos testes que eu fiz, a sincronização entre o Google Drive montado desta forma e o acessado via navegador demora cerca de 2 segundos, ou seja, funciona muito bem, tanto criando arquivos à partir do Google Drive no browser, quanto criando à partir da pasta montada.

Existe uma pequena limitação também com relação a documentos e planilhas criadas através do Google Docs, Google Spreadsheet, etc. Apesar do arquivo ser sincronizado com o Google Drive no seu Nautilus, ele não possui uma extensão e não consegue ser aberto pelo LibreOffice por exemplo, por isso vale a apena adicionar uma extensão ao arquivo caso você queira editar ele facilmente. Se você colocar um arquivo criado em uma destas suítes offline dentro do seu Google Drive no Nautilus você conseguirá editá-lo normalmente.

Outro "contra", é que não existe um ícone que indique a sincronia dos arquivos, ou opções para configuração da conta através de um indicador como possui o Dropbox para Linux por exemplo, mas é uma solução elegante e sem gambiarra, ou sem muita pelo menos, para você ter os arquivos do seu Google Drive no Ubuntu.

Até a próxima!
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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Gnome 3.20 foi lançado, conheça as principais novidades

Os desenvolvedores do Gnome anunciaram a mais nova versão do ambiente gráfico e conjunto de aplicações, o Gnome 3.20 chega para lapidar ainda mais o bom trabalho que as versões anteriores começaram a fazer e trouxe alguns novos e bons recursos para os usuários, confira:

Gnome 3.20




Depois de mais ou menos seis meses de trabalho, o Gnome 3.20 está disponível para os usuários.

Dentre os destaques desta nova release estão o Gnome Software, que agora consegue gerir as atualizações do sistema operacional, o que pode deixar sistemas que são reconhecidamente mais "complicados" como o Arch Linux mais amigáveis para usuários comuns.

Leia também: 5 principais novidades do Ubuntu 16.04 LTS

A maioria dos aplicativos Gnome agora possuem uma tela com os teclas de atalho de cada programa e o Gnome Photos agora permite recortar fotografias e aplicar filtros semelhantes aos do Instagram, no vídeo abaixo você vê o resumo das novas funções.


O Gnome 3.20 deverá chegar aos repositórios oficias das principais distribuições Linux em breve, e aí, o que você achou da nova versão? O que você acha que falta para o Gnome ficar ainda melhor?
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quarta-feira, 23 de março de 2016

Ubuntu 16.04 LTS Beta 1 e seus sabores estão disponíveis para download

Estamos nos aproximando do lançamento do novo Ubuntu 16.04 LTS, assim como as suas vertentes, e para os testadores de plantão, acabam de serem liberadas as ISOs Beta 1 das novas versão do Ubuntu.

Ubuntu 16.04 LTS Flavors download




Quem gosta de testar o betas para acompanhar o desenvolvimento do Ubuntu e ajudar a reportar os bugs acabou de ganhar um novo brinquedo. As primeiras imagens Beta da versão 16.04 do Ubuntu estão disponíveis para download juntamente com as suas versões, LXDE, XFCE, MATE, GNOME e Ubuntu Kylin, a versão do sistema para o mercado Chinês.

As versões com KDE e Unity normal não costumam lançar Betas 1, porém você pode baixar as Daily Builds de ambos e acompanhar o desenvolvimento da mesma forma, é algo equivalente.


Qual delas você quer testar primeiro?
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Gnome Shell aparece em clipe de Justin Bieber

Quem diria hein Gnome?  Agora está fazendo pontas em clips da música Pop. Na indústria de produção audiovisual é comum ter um cuidado especial sobre que marcas são exibidas, afinal, mostrar alguma coisa gratuitamente pode evitar um patrocínio, quando nenhum patrocínio ocorre o negócio é usar algo que não faça referência a empresas, e foi aí mesmo que o Gnome Shell entrou.

Gnome Shell aparece em clipe com Justin Bieber

O clipe em questão é da música "Sorry" do cantor pop, apesar de estar ali no Background, o Gnome não é utilizado de verdade, o clipe consiste em uma troca de mensagens entre os protagonistas, confira.


Quando a gente diz que Linux está em todos os lugares não se espera encontrar uma interface tão popular em um clipe do Justin Bieber... se bem que... você já ouviu falar do Biebean? A distro Linux do Justin Bieber? Clique aqui para conhecer esta e outras distribuições com nomes estranhos.
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Ubuntu 16.04 LTS terá nova opção de atualização de drivers diretamente no sistema operacional

Com a maior integração com o Gnome que está acontecendo no Ubuntu 16.04 poderemos em breve desfrutar de uma possibilidade muito interessante, atualização de drives diretamente no sistema operacional. Tudo bem, isso já acontece hoje em dia, mas o que está por vir é diferente, entenda:



Quem usa o Ubuntu ou algum derivado a mais tempo sabe que o sistema tem um gestor de drivers que normalmente incluem drivers de vídeo, wi-fi (em alguns casos) e nas últimas versões um novo driver para processadores Intel passou aparecer também. É algo realmente prático, você consegue instalar os drivers necessários para o uso do seu computador com poucos cliques ficando a responsabilidade pela maior parte do suporto ao hardware o próprio Kernel sem te dar muitas opções para modificar os drivers facilmente, pelo menos por enquanto.

Sabemos que nas distribuições Linux a necessidade de instalar drivers é algo muito raro, praticamente todas as ferramentas que você conectar ao computador serão reconhecidas pelo Kernel, entretanto, existem alguns dispositivos que podem dar um trabalho extra, alguns leitores de digitais, sistemas de som 7.1 ou 5.1, entre outros pequenos detalhes.

Pensando neste problema a equipe do Gnome criou um recurso para a central de aplicativos da sua interface, o Gnome Software, que tem a funcionalidade de manipular firmwares, como você pode ver na imagem abaixo.

Gnome Software Firmware Management - Diolinux

O problema é que o FWUPD (Firmware Update Daemon) não funciona "por mágica", ele busca em um repositório online chamado Linux Vendor Firmware Service, um site onde os fabricantes de peças podem colocar os drivers mais recentes de seus equipamentos, no entanto, até o momento este repositório não é tão "povoado de drivers" quanto poderia ser, e nessa parte que a Canonical entra.

Sabemos que o Ubuntu 16.04 possivelmente será a última versão do sistema sem a interface convergente, e portanto, a última mais dependente das aplicações Gnome no seu BackEnd, porém, a empresa já demostrou interesse em adaptar o Gnome Software para ser a Central de Aplicativos do Ubuntu na próxima LTS. Junto com a mudança viria o apoio da Canonical e de seus parceiros comerciais para melhorar este repositório de drivers, o que daria aos usuários a possibilidade de instalar e desinstalar versões de drivers independentemente da versão do Kernel, desde que claro, os mesmos sejam compatíveis.

O mais legal de tudo isso é que uma vez o driver colocado lá, qualquer sistema operacional poderá utilizar, não necessariamente sendo baseado no Ubuntu.

Nós estamos acompanhando o desenvolvimento ativo do Ubuntu 16.04, hoje mesmo ele recebeu um upgrade na Central de Programas, porém, ela continua a mesma tradicional, ou seja, essas mudanças ainda não estão disponíveis, mas assim que algo mudar nos lhe avisaremos.
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