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Como criar e embutir legendas em vídeos usando Linux

Você gostaria de legendar algum vídeo e além de gerar o arquivo da legenda, também gostaria de embutir o arquivo no vídeo final? Então confiras as nossas dicas para você conseguir fazer isso utilizando Linux.

Como criar legendas para vídeos no Linux




Recentemente eu recebi este pedido nos comentários de um dos vídeos no canal, a dúvida consistia em quais ferramentas que poderiam ser utilizadas para criar legendas para vídeos e também como embutir as legendas, depois de finalizadas, em um arquivo final.

Eu tenho certeza que existem muitas outras ferramentas além das que eu vou sugerir aqui, então se você conhece alguma bacana e que não faz parte da minha lista de indicações, fique à vontade para adicionar os nomes através dos comentários do blog.

Programar para redigir legendas no Linux


Primeiro, vamos falar sobre os programas que você pode usar para criar as legendas, neste caso eu tenho 3 sugestões.

1 - Gnome Subtitles

Gnome Subtiles

Todos os editores de legendas que eu pude testar são semelhantes, tanto em aparência, quanto em recursos, então o melhor a se fazer é testar e ver qual você gosta mais.

Este programa está repositório de praticamente todas as distribuições Linux e você encontra mais informações sobre ele, incluindo links para download para todas as distros no seu site oficial.

2  - Gaupol

Gaupol Legendas no Linux

Outra alternativa interessante é um software chamado Gaupol, ele é bem parecido com o Gnome Subtitles, apesar de eu ter achado um pouco mais confuso a adição das legendas, com alguns minutos você se acostuma e depois o trabalho que se segue é quase que automático.

O Gaupol também é encontrado nas centrais de aplicativos e repositórios da maioria das distribuições Linux, mas ao contrário da opção anterior, este programa também tem versão para Windows, então se você gostaria de fazer este trabalho através do sistema da Microsoft, também será possível. Consulte o site oficial para downloads e mais informações.

3 - Aegisub

Aegisub legendas no Linux

A interface é simples também, mas o Aegisub coloca várias coisas interessantes diretamente na frente, como a opções de formatação do texto da legenda, com cores, tamanhos e tipo de fonte bem  à mostra. Se comparado com os outros dois, a sua interface não parece tão simples, mas não se assuste por isso.

O Aegisub também está disponível nos repositórias oficiais da maioria das distribuições Linux, entretanto, caso você use Windows ou macOS, há versões para eles também, basta acessar o site para ter mais informações.

Bônus: Kdenlive

Editando legendas no Kdenlive

Claro, poderia ser qualquer outro editor de vídeo. Diferente dos demais, o Kdenlive não é feito exatamente para legendar, apesar de ser possível. Se a sua intenção é legendar um episódio de uma série, anime ou filme, ou mesmo uma palestra, enfim, vídeos mais longos, certamente o Kdenlive, ou qualquer outro editor não será a opção mais produtiva, porém, para legendar pequenos trechos ele pode ser muito eficaz, especialmente porque você pode renderizar o vídeo com a legenda diretamente dele.

Avidemux - Embutindo legendas em vídeos


Normalmente depois da trabalheira de legendar um vídeo extenso, salvamos o arquivo em formato comum de players de vídeo, comumente .srt, mas podem existir outros também. 

Você, obviamente, pode reproduzir o vídeo em um player e carregar a legenda como um arquivo sem maiores problemas, mas se a sua intenção é disponibilizar o vídeo já com a legenda, por qualquer motivo que seja, você terá de inserir ela no vídeo e renderizá-la junto.

Para fazer isso, o melhor programa que eu conheço é o Avidemux, isso não significa que ele é efetivamente o melhor para fazer o trabalho, é o melhor que EU conheço, mas ele faz muito bem seu trabalho. Se você conhecer outro bacana, fique à vontade para comentar.

Avidemux legendas

O Avidemux é também um editor de vídeos simples, mas tem a função de carregar legendas, o que permite que a gente consiga juntar o texto que produzimos antes no formato .srt com o vídeo em questão.

Provavelmente você vai achar o Avidemux na Central de Programas da sua distribuição, ou no repositório em si, sendo qual seja a sua ferramenta para instalar pacotes, contudo, neste caso eu recomento utilizar a versão disponibilizada no site através do formato AppImage, ele já vem com alguns codecs e possivelmente é uma versão mais atualizada que a do seu repositório.
Leia também: Como usar Apps no formato AppImage
Com o Avidemux aberto, você primeiro deve abrir o vídeo no qual a legenda deverá ser embutida. É importante que seja o mesmo vídeo que você usou como base na hora de criar as legendas com o Gaupol, Gnome Subtitles, Aegisub ou qualquer outro, pois assim os tempos estarão corretos e você não terá tanto trabalho para sincronizar as coisas.

Avidemux - Adicinando legendas

Para abrir o vídeo, basta ir no menu "File>>Open" e escolher o arquivo do vídeo, simples. Você também pode clicar na pastinha logo abaixo de "File".

Para adicionar o seu arquivo de legenda salvo antes, quando você o criou com um dos programas, clique no menu "Video>>Filters", a janela da imagem acima vai se abrir, selecione a opção "Subtitles" no painel da esquerda, no painel central haverá apenas uma opção, dê dois cliques nela e selecione através do gerenciador de arquivos o seu arquivo de legenda .srt (ou outro), se a importação e conversão deu certo, você verá o arquivo no painel da direita.

Só isso! Agora é só exportar o vídeo, vá até o menu "File>>Save", escolha o nome do arquivo final e a pasta de destino, também é possível mudar o formato e usar diversos encoders diferentes.

Agora você já tem o seu vídeo com legenda e tudo mais. 😀

Até a próxima!
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Confira as novidades quentes no Linux Mint 18.2

A nova release do Linux Mint se aproxima e os desenvolvedores tem novidades interessantes para os usuários do sistema do sistema, confira agora as novidades do último boletim de desenvolvimento do Mint.

Linux Mint 18.2




Essa imagem que você está vendo logo acima é o novo MintBox, uma das novidades deste mês para o Linux Mint. O MintBox já foi notícia aqui no blog há muito tempo, o dispositivo é um pequeno e potente computador que é vendido com o Linux Mint pré-instalado.

Tirando esta novidade, existem várias pequenas e interessantes mudanças que serão feitas no Linux Mint, especialmente na interface principal, o Cinnamon.

Xreader Linux Mint

O Linux Mint passou a criar forks de aplicativos Gnome para que pudesse manter por conta própria e integrar perfeitamente em todas as versões do sistema, assim, independente da interface que os usuários escolherem, os aplicativos serão redundantes, o que é uma ideia interessante.

O Xreader por exemplo, fork do leitor de documentos e PDFs, Evince, recebeu atualizações, um design melhorado e melhor integrado com os temas do Mint e melhor suporte para telas sensíveis ao toque.

O gerenciador de atualizações continua a receber refinamentos também, agora ele separará melhor as atualizações por nível de impacto no sistema, indo de 1 á 5, sendo que as maior parte das atualizações serão consideradas de nível 1 e 2. Além disso, agora os usuários poderão gerenciar scripts de inicialização através de uma interface simples e configurá-los de forma gráfica no cron.

LightDm no Linux Mint

Outra novidade poderá ocorrer no gestor de Login, atualmente o Mint usa o MDM, um gestor desenvolvido por eles mesmo que permite uma série de configurações e personalizações, incluindo animações em HTML5, porém, está sendo considerada uma mudança para o LightDM, o mesmo gestor que o Ubuntu utiliza atualmente por questão de beleza e design.

LightDM Linux Mint


Para não tirar dos usuários as opções de personalização que o MDM fornece, os desenvolvedores do Linux Mint criaram um interface para customização simples do LightDM, dando a ele basicamente as mesma funções que o MDM já tem.

Uma notícia que eu gostaria de ler  mas que infelizmente ainda não está perto de se tornar realidade, aparentemente pelo menos, é a construção de uma nova e moderna Central de Apps, mas em fim, a esperança é a última que morre.

Se você quiser ler as notas oficiais do boletim de Março do Linux Mint basta clicar aqui.

Conta pra mim aí nos comentários o que você está esperando no Linux Mint 18.2? Ele deverá sair em Maio se seguir o plano normal.

Até a próxima!
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Black Magic lança Editor de vídeo DaVinci Resolve para Linux, veja como instalar no Ubuntu

Não entenda mal, o DaVinci Resolve, um corretor de cores e editor de vídeos extremamente poderoso e utilizado em diversas produções de Hollywood, já existia para Linux em sua versão completa e paga, o DaVinci Resolve Studio, porém, a versão grátis para usuários domésticos e estudantes só existia para Windows e Mac, pelo menos até hoje, quando a versão para Linux também foi disponibilizada.

DaVinci Resolve para Linux - Ubuntu




A BlackMagic lançou hoje o DaVinci Resolve em sua versão comum e Studio para Linux, a compatibilidade oficial é com o Red Hat 6.8 ou com o CentOS 7.2, praticamente sistemas "clones", é possível que funcione no Fedora também sem maiores problemas, porém, não foi testado. A Black Magic informou que a compatibilidade com o Debian e seus derivados ainda é experimental.

O motivo de dar suporte oficial, ao menos inicialmente, para estes dois sistemas em especial não foi deixado claro, mas eu suponho que os principais clientes da empresa que usam Linux em suas estações de edição utilizem o Red Hat e eventualmente o CentOS, por este ter um valor mais acessível, logo o suporte foi para atender esta demanda inicial que já existia, inclusive, eles comentaram que resolveram liberar a versão para Linux devido a imensa gama de pedidos de seus clientes, o que demonstra o interesse das produções profissionais na plataforma.


Para fazer download do DaVinci Resolve para a sua distro, mesmo que não seja uma derivado do Red Hat, basta ir no site oficial e clicar no botão de download, a versão atual do programa é a 12.5. O arquivo é o mesmo para todas as distros.

No site será necessário fazer um cadastro para poder fazer o download, este por sua vez será um arquivo .zip, que eu recomendo que você extraia para a sua pasta Home, para facilitar na hora da instalação.

Antes de falarmos na instalação, vale ressaltar que o ideal para você usar o DaVinci é possuir placas Nvidia, por conta dos CUDA Cores e bom hardware complementar, como 16 GB de RAM e um processador com 8 ou mais núcleos. Sim, um hardware parrudo, não vou nem falar dos requisitos descritos no manual do DaVinci para não te desanimar, pois lá eles nem falam sobre computadores, e sim estações de trabalho te perguntando quantos "Xeon" a sua placa mãe suporta... então dá pra você ter uma ideia, entretanto, o DaVinci Resolve também roda em computadores mais modestos, obviamente respeitando as suas configurações, contudo, acredito que ele não vá rodar muito bem em computadores com 4 GB de RAM, Core i3 e equivalentes ou inferiores.

Como instalar o DaVinci Resolve no Ubuntu e derivados


Como o blog tem foco principal no Ubuntu e seus derivados, como o Linux Mint, obviamente não vamos deixar vocês na mão para instalar o DaVinci no seu computador. Como o suporte oficial é para a família Red Hat, existem algumas pequenas diferenças que vão impedir a instalação do DaVinci no Ubuntu, no Linux Mint da forma convencional. São problemas de configuração de diretórios mesmo, nada de mais, mas que causarão um erro na instalação caso você simplesmente rode o instalador.

Vamos do passo a passo para ficar fácil, OK? Vamos usar vários comandos no terminal, pois precisaremos criar links simbólicos e instalar algumas dependências, não se assuste, copie e cole no seu terminal cada um dos passos, dando "enter" após cada um e digitando a sua senha quando for necessário, vamos lá?

0 - Abra o Terminal, você encontra ele no menu do seu sistema.

1 - Assumindo que você colocou o arquivo extraído dentro da sua home, vamos garantir que você esteja dentro dela no terminal.
cd /home/$USER/
2 - Criando o primeiro link simbólico para libs de 64 bits:
 sudo ln -s /usr/lib /usr/lib64
3 - Algumas dependências 
sudo apt install libgstreamer-plugins-base0.10-0 liblog4cxx-dev beignet ocl-icd-opencl-dev libssl1.0.0 libssl-dev
4 - Vamos criar mais alguns links, rode um comando após o outro;
cd /lib/x86_64-linux-gnu
sudo ln -s libssl.so.1.0.0 libssl.so.10
sudo ln -s libcrypto.so.1.0.0 libcrypto.so.10
OBS: Na instalação do programa em si, observe o versionamento do DaVinci Resolve que você baixou, no tutorial vou usar a versão atual (destacada em vermelho), caso você esteja vendo este tutorial em um momento onde houve uma atualização e o nome do arquivo é diferente, por favor modifique o nome para que tudo funcione corretamente, observe que você deverá fazer o mesmo em todo momento onde o nome do programa com a sua versão for colocada de acordo com o nome do arquivo que você baixou, à partir de agora em todos os momentos onde uma alteração pontual poderá ser necessária eu vou destacá-la em vermelho.

5 - Vamos mudar as propriedades de execução do arquivo:
cd /home/$USER/

chmod +x DaVinci_Resolve_12.5.5_Linux.sh
6 - Agora vem a instalação em si:
sudo ./DaVinci_Resolve_12.5.5_Linux.sh

DaVinci Resolve Ubuntu

Aguarde o processo de descompressão do arquivo para que a instalação comece.

7 - Assim que o processo no terminal acabar, o DaVinci Resolve deverá estar instalado no seu Ubuntu ou derivado, para rodar o programa e fazer ele abrir para que você possa fazer as suas primeiras configurações e edições rode o seguinte comando:
/opt/resolve/bin/resolve
Uma dica legal para facilitar a abertura do programa para que você não precise digitar o comando toda a vez que quiser abri-lo é, quando abrir ele uma vez pelo terminal, clique com o botão direito nele na barra do Unity e fixe ele ali, assim quando quiser abrir novamente, basta clicar no ícone:

DaVinci Resolve Unity

Dicas adicionais


Ao iniciar o programa, haverá um "tour" explicando as funções e te dando opções para configurações. 

Eu recomendo você mudar a pasta de exportação de projetos para outra à sua escolha, como a pasta "Vídeos" ou qualquer outra que fique dentro da sua Home, pois o padrão do programa é uma pasta do sistema que fica dentro do "/" onde somente como Root você conseguirá operar, o que não é tão prático.

DaVinci Resolve Ubuntu

Outra dica bacana, especialmente para você que é um editor mais experimente em outras ferramentas, é a opção que o DaVinci te dá para usar atalhos de outros editores famosos ou o seu próprio conjunto de atalhos, como dentre as opções disponíveis o que eu tenho maior familiaridade é o Adobe Premiere, selecionei ele para ser a referência nas teclas de atalho, assim qualquer migração já fica mais fácil.


Depois disso você pode criar um projeto para começar a trabalhar:

DaVinci Resolve Ubuntu

E o seu programa já estará rodando no seu Ubuntu ou Linux Mint.

DaVinci Resolve Ubuntu

Como a versão para Linux ainda é novidade é bem possível que existam bugs que devem ser corrigido ao longo do tempo com atualizações, mas é ótimo saber que temos uma ferramenta deste nível par ao desktop Linux.

Outra coisa que deve melhorar no futuro é o processo de instalação, que ainda é muito mais complicado do que poderia ser, formas de fazer com que funcione de forma mais prática não faltam, quem sabe um Snap ou FlatPak, não é? No Red Hat e seus derivados, como o Fedora, o processo de instalação é o mesmo, com a diferença de que os links simbólicos não precisarão ser criados provavelmente.

Aproveite!

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terça-feira, 7 de março de 2017

Os 5 sistemas operacionais que devem surpreender em 2017

Olá meus amigos e amigas, como estão? Estou aqui em meio ao Carnaval brasileiro fazendo o que eu mais gosto de fazer neste época, ignorando o evento completamente! 😀 Brincadeiras à parte, eu tenho avaliado as evoluções de alguns sistemas operacionais que chamam a minha atenção há muito tempo e existem 5 que eu espero ver grandes novidades neste ano.

Top 5 sistemas de 2017




O ano de 2017 ainda está no início, por isso, vou apostar as minhas fichas apontando alguns sistemas que eu acredito que vão se destacar neste ano. São sistema com propostas inovadoras e que estão trazendo novidades interessantíssimas para seus usuários. No final do ano a gente vê se eu realmente acertei, né?

Eu sou o tipo de pessoa que vive testando sistemas operacionais e alguns destes da lista são os que eu mantenho sempre instalados, seja em um computador de teste, sejam e máquinas virtuais, tudo isso para acompanhar as suas evoluções e novidades. Separei aqui então uma lista com 5 sistemas operacionais que eu acredito que vão nos surpreender em 2017. 

"Parênteses no assunto: O mundo Linux sempre foi muito inovador, projetos como Gnome e KDE estão sempre melhorando e trazendo novidades para o ecossistema das comunidades; agora... não sei se é impressão minha, mas a quantidade de distribuições que realmente está fazendo algo a mais do que simplesmente empacotar softwares e configurar suas interfaces personalizadas baseado no que já existe aumentou muito. Como eu gosto de projetos que procuram resolver problemas e criar novas soluções e não somente os que esperam para ver o que fica melhor e depois usam. é que eu tenho me voltando para estes da lista, pelo menos neste início de ano. Não quero desmerecer qualquer outro tipo de trabalho, para sistema tem seu contexto, só estou falando a minha preferência."

1 - elementary OS


elementary OS

Deixe-me explicar porque eu acredito que o elementary OS pode nos surpreender neste ano. Quem já acompanhou as reviews do canal do blog Diolinux sobre a distribuição conhece bem a minha opinião sobre ele, como todo sistema, ele tem pontos fortes e fracos, mas vamos nos ater ao diferencial.

A grande aposta: Desde sempre os desenvolvedores do elementary OS prezaram pelo design, não somente da interface, mas conforme o tempo passou e o desenvolvimento se ampliou, para as aplicações nativas também, entretanto, para que as aplicações sigam certas guidelines de design, assim como ocorre no macOS da Apple, é necessário que os programas já sejam desenvolvidos pensando na distro e isso não pode ser trabalho apenas da equipe do elementary.

Já existem vários aplicativos assim, você encontra aqui uma grande lista, mas mesmo assim a grande massa de aplicações ainda fica "meio alien" do elementary, se compararmos com o restante das aplicações nativas.

Para solucionar esta situação, os desenvolvedores lançaram há pouco tempo uma campanha no IndieGoGo com o intuito de viabilizar o ambiente para a construção de aplicativos com este propósito. A ideia consiste em criar uma Central de Aplicativos (AppCenter) que contenha programas desenvolvidos especialmente para o elementary OS e com um sistema de pagamento igual ao que o elementary OS já tem para o próprio sistema operacional, ou seja, o sistema "pay what you want", ou, "pague o quanto quiser", poderá funcionar para as aplicações também, assim ajudando os desenvolvedores a se manterem.

Para ajudar a quem cria os softwares, a equipe do elementary OS vem desenvolvendo o AppCenter Dashboard, uma página que se assemelha ao launchpad, voltada para os desenvolvedores, onde eles poderão linkar suas contas no GitHub para subir as aplicações para o repositório do elementary OS, vendendo ou não seus aplicativos por lá.

O grande desafio: Na minha opinião, a grande dificuldade do elementary OS neste ano é provar para todos que é um sistema que vai muito além de um design bem feito, ou um "rostinho bonito", como muitos dizem, e que pode ser uma real plataforma para produtividade  e entretenimento, além de ser um local onde os desenvolvedores vão gostar de estar trabalhando em conjunto e publicando seus softwares.

Existem várias pequenas coisas que fizeram o último lançamento do elementary OS ficar, infelizmente, mais complicado para quem estava acostumado a usar a versão anterior. Não temos mais uma central de aplicativos capaz de pesquisar por pacotes que não sejam gráficos, assim como a Gnome Software no Ubuntu, tivemos a ausência da possibilidade de instalar aplicações .deb nativamente e da adição de PPAs, além de outra grande desvantagem, que foi a perda a aplicação para gerenciamento de drivers, algo que é essencial sob a minha óptica.

Claro, todos estes contras poderão ser superados caso o projeto do AppCenter do elementary, mas até lá, o sistema acabou se tornando algo bom para entusiastas ou para pessoas extremamente leigas e que vão receber um sistema configurado e pronto, nada mais. O sistema precisa recuperar funcionalidades de praticidade que ele tinha outrora.

Vamos ver como o elementary OS se desenvolve neste ano.

2 - Remix OS

Remix OS

Para quem ainda não conhece muito bem, o Remix OS é uma distribuição Linux de origem chinesa baseado no Android x86, um projeto que está a cada dia mais lapidado e que busca a experiência de usuário de desktop em um sistema Android.

A grande vantagem do Remix OS é a vasta coleção de aplicativos, já que você pode basicamente explorar toda a Google Play, ou seja, a falta de Apps não é um desafio, a grande questão é que nem todos os Apps são capazes de interagir de forma eficiente com teclado e mouse, para contornar isso, os desenvolvedores do Remix OS criaram várias ferramentas que vão ajustar os Apps para te trazer mais conforto, como simuladores de sensores de gravidade. Confira o nosso vídeo sobre o Remix OS.

A grande aposta: O Remix OS anunciou recentemente uma função extremamente interessante para quem tem aparelhos (smartphones) compatíveis com ele. O Remix Singularity é um recurso semelhante ao Microsoft Continuum e ao modo convergente do Ubuntu, permitindo que desta forma um Smartphone com o Remix OS seja conectado através de um HDMI à um monitor e traga a interface do Remix OS para desktops para o usuário, trazendo uma experiência praticamente definitiva para quem quer um Android para PC e ainda guardar depois o computador no bolso, tendo uma experiência igual a qualquer outro Android sob esta condição.

Remix OS

O grande desafio: O grande desafio do Remix OS é, na minha opinião, facilitar a instalação do sistema de forma definitiva nos HD/SSDs dos computadores, apesar de ser possível fazer atualmente, a instalação está muito aquém do que qualquer outra distribuição Linux famosa, ainda que o Remix OS possa rodar bem à partir de um pen drive, muitas pessoas gostariam de usá-lo desta forma e ainda não podem, ao menos não de uma forma fácil.

Outra grande dificuldade que devemos observar é a falta de drivers proprietários, pois diferente das distros Linux "tradicionais", o Android sempre foi construído para um hardware específico pelas fabricantes, dispensando que o próprio usuário maneje os seus drivers, algo totalmente diferente do público alvo do Remix OS, que são justamente os computadores. Atualmente o Remix OS consegue trabalhar apenas com drivers de código aberto, talvez a adoção da API Vulkan ajude neste aspecto, mas é um ponto a se melhorar com toda a certeza, além disso, a opção de trabalhar com multimonitores e controlar a resolução da tela também deixa a desejar atualmente.

E por último, mas igualmente relevante, temos a questão dos aplicativos que não são projetados para serem usados com um mouse, ou sem sensores. Essa é uma luta muito mais complicada de vencer pois teremos que ter, por parte dos desenvolvedores, a intenção de desenvolver Apps que se adaptem para o desktop também, além do mobile.

3 - Ubuntu

Ubuntu Zesty Unity 8

É difícil fazer uma lista qualquer sobre Linux e não encaixar o Ubuntu em algum segmento, dada a vastidão de atividades que envolvem esta que se tornou a distro sinônimo de Linux para muitas pessoas, especialmente as de fora do "mundo Linux" (curioso, não é?). Mas fato é que o Ubuntu 17.04 vem aí no próximo mês de Abril e vai trazer algumas coisas bem interessantes, contudo, não podemos esquecer que em Outubro teremos outro lançamento, este deve incrementar ainda mais o aguardado Unity 8.

A grande aposta: Temos dois aspectos interessantes para prestarmos atenção para o Ubuntu, talvez até 3. O primeiro deles é a evolução do Unity 8, que ainda não agrada a muita gente, incluindo a mim, mas não deixa de ser algo realmente novo neste mundo Linux, onde teremos a convergência entre dispositivos e interfaces. O segundo ponto são os pacotes Snap que estão atingindo uma boa maturidade e se integrando a outras funcionalidades do sistema, como a Central de Apps que agora poderá instalar Snaps através de links da internet, facilitando a instalação e distribuição deles, além de já possuir várias aplicações empacotadas desta forma, o número continua crescendo, parece realmente que o formato agradou os desenvolvedores.

Por último, outra grande novidade para ficar de olho é o Mir, o servidor gráfico. Ele virá juntamente com o Unity 8, que mais uma vez será a interface gráfica alternativa no Ubuntu 17.04, permitindo que os usuários testem a nova interface sem maiores problemas. Todas as implementações do Wayland que eu vi até o momento não foram de extremo sucesso, mas mesmo assim, já vi mais coisas sobre ele do que sobre o Mir, por isso estou ansioso para ver o novo servidor gráfico do Ubuntu destilar seu desempenho e surpreender a todos, ou... ser uma falha total, vamos ver o que acontece.

O grande desafio: Eu sou um usuário de Ubuntu de longa data e já vi o sistema passar por altos e baixos e no fim acabar encontrando o seu caminho. Hoje o Ubuntu tem renome, tem um dos melhores suportes em relação a conteúdo da internet no que tange as distros Linux, tem versões com todas as interfaces praticamente e versões para várias plataformas diferentes, mas uma coisa que o sistema perdeu ao longo do tempo foi a sua característica de ser a distribuição Linux mais fácil para iniciantes, um título que o Ubuntu ostentou por alguns anos.

Inclusões e exclusões de software e o foco no desenvolvimento do Unity 8 e todo seu ecossistema acabaram tirando a atenção dos desenvolvedores do Ubuntu, fazendo com que distros como o Linux Mint acabassem tomando o lugar do sistema como distro "mais fácil" para iniciantes no Linux. Claro, não que o Ubuntu seja difícil, muito longe disso, mas se comparado com o Mint, claramente podemos ver que o sistema "verdinho" tem características que facilitam a vida de que está experimentando um "sistema do pinguim" pela primeira vez.

Outra coisa precisa de uma repaginada é o tema do sistema, entretanto, com a chegada do Unity 8 o design será alterado e muitas coisas tendem a mudar, então, talvez esse passo já esteja sendo dado.

Recentemente eu fiz um artigo falando especificamente sobre o futuro do Ubuntu, acho que vale a pena dar uma lida.

4 - Linux Mint

Linux Mint

Parece que o Linux Mint passou da sua maior fase de inovação e no momento a distribuição está em processo de lapidação, seguindo a ideia de manter um desktop tradicional e acrescentar funções  que facilitem a vida do usuário final, o sistema acabou se tornando uma das grandes opções para quem vem no Windows especialmente.

O Linux Mint tem tudo praticamente hoje em dia, a ponto de me arriscar a dizer que o maior defeito do sistema é "não ser o Ubuntu". Isso significa que o Linux Mint possui excelência em vários quesitos, porém, o fato de não ser tão popular quanto o irmão mais velho, não possuir uma empresa por trás para criar parcerias comerciais e trazer o sistema embarcado em computadores vendidos nas lojas e especialmente, não ter a mesma marca forte, acaba por "estancar" o Linux Mint em uma certa posição meio complicada de sair.

A grande aposta: Apesar de não ter uma empresa de mesmo porte apoiando-o, como a Canonical com Ubuntu, o Mint tem sim um trabalho seríssimo sendo realizado e a busca por mais dispositivos que já tragam o sistema pré-instalado é algo a ser considerado, mas diferente dos outros sistemas que eu comentei aqui, não vi no Linux Mint (até o momento) nenhuma grande novidade à caminho, porém, a grande aposta aqui é justamente a sedimentação do Linux Mint como uma grandes distros Linux neste ano, para isso eu acredito que algumas providências deveriam ser tomadas, são elas:

O grande desafio: A principal providência, na minha opinião, é não confundir tradicionalismo com falta de inovação. O Linux Mint tem o desafio de manter a sua visão tradicionalista de desktop mas ao mesmo tempo criar e melhorar o seu design ainda mais, indo muito mais além do que a adaptação de um tema de desktop e um tema de ícones, como aconteceu, que apesar de serem bonitos, ainda parece pouco para uma distro com tanto potencial, talvez devem se inspirar no quinto colocado da minha lista.

Outra grande mudança deveria ser feita na Central de Aplicativos, ela está muito defasada visualmente, ainda que plenamente funcional. Obviamente, se você tiver que optar por visual ou funcionalidade, você sempre irá optar pela funcionalidade, mas será que é tão difícil termos os dois?

O grande desafio do Mint (poderiam tirar "Linux" do nome da distro também, iria ficar mais comercial) é tornar-se relevante para os desenvolvedores de software, pois o que temos na maioria dos casos são aplicações desenvolvidas para o Ubuntu que consequentemente funcionam no Linux Mint e não aplicações desenvolvidas pensando nele. Pode parecer algo tolo, mas para um usuário comum chegar na Steam ou no site do Google Chrome para fazer download das aplicações e encontrar indicações de que o sistema compatível é o Ubuntu e não o Linux Mint é um fator importante, inclusive, este é um bom termômetro de relevância para a distro, quando seu nome for citado nos sites de download de software saberemos que o Mint ganhou a relevância que merece. No site do Mega por exemplo, nós temos uma referência a ele.

5 - Deepin

Deepin

O Deepin, eu digo sem medo de errar, é a distribuição Linux, junto com o elementary OS que também fez parte da nossa lista, que tem o melhor acabamento visual do mundo Linux, não tem igual!


A distribuição que tem origem chinesa, assim como o Remix OS que comentei anteriormente, é baseada no Debian e possui uma comunidade crescente de desenvolvedores e usuários, mantida por uma empresa chamada Wuhan Deepin Technology. O Deepin tem apenas duas preocupações, beleza no sistema e facilidade de uso e configuração, tudo é muito intuitivo e fácil de configurar e usar, além do mais, o sistema não tem vergonha de dar para os usuários as aplicações que as pessoas mais gostam, por conta disso a distro já vem com o Google Chome, com Spotify, Skype, WPS Office, etc.


A grande aposta: Para 2017 eu exergo no Deepin o início de uma grande revolução, considero seriamente me tornar usuário do Deepin caso algumas coisas que eu vou comentar à seguir sejam ajustadas. O Deepin aposta em uma interface minimalista que pode mudar de formato e agradar usuários de Windows 10 e de macOS com um acabamento primoroso, animações, ícones, interface e programas próprios e uma Central de Aplicativos muitíssimo completa, acredito até que seja o melhor repositório nativo de todas as distribuições também, ele é uma opção que certamente agrada a maior parte dos usuários.

Uma das melhorias recentes que eu pude perceber na versão Beta atual do Deepin é a melhoria no processo de instalação, ele está ainda mais intuitivo e bonito, novamente, me arrisco a dizer que é o instalador de sistema mais belo do mundo Linux atual.

O grande desafio: Apesar de ter vários pontos positivos, o Deepin ainda tem alguns que depõem contra ele e que precisam ser melhorados. Por conta de não ser tão popular, ainda não existem tantos mirrors dos pacotes do sistema ao redor do mundo, isso faz com que, especialmente aqui no Brasil, nós eventualmente tenhamos uma lentidão para fazer downloads de atualizações e coisas do tipo.

A Central de aplicativos que além de rica em Apps é muito bela, ainda assim possui algumas falhas, certos pacotes não podem ser encontrados, como aplicações provindas do projeto KDE, como o Kdenlive. Como o Deepin tem a base no Debian, adicionar um PPA específico, que poderia contornar o problema, é algo não tão simples, contudo, apesar do Kdenlive não aparecer na Central de Apps, é possível instalá-lo via linha de comando, ou seja, ele está no repositório mas não aparece na loja, um bug curioso que já perdura algumas versões.

Outro problema, talvez por conta da base Debian mais conservadora também, é a dificuldade de instalar as últimas versões de drivers de vídeo no sistema. O Deepin possui um gerenciador gráfico de drivers, o que é ótimo, mas ainda assim as versões dos drivers não são as mais recentes, algo extremamente importante para quem usa o computador para jogar também, aliás, ele já vem com o Steam instalado também. Outra coisa interessante que se poderia ter é uma versão em live DVD para podermos testar antes de instalar, visto que a ISO só tem o modo de instalação.

Estas são as minhas grandes expectativas para este ano...


... e todas elas tem chances de surpreender, não apostaria em uma distro em específico por existem várias boas iniciativas, vou ficar vendo tudo de camarote, e você?

Gostaria de fazer uma menção honrosa aqui também para o Antergos, uma distro derivada do Arch Linux, há alguns anos atrás eu tomei conhecimento de que os desenvolvedores do Antergos estariam desenvolvendo uma Central de Aplicativos para o sistema que seria capaz de gerenciar aplicativos de forma gráfica e intuitiva usando inclusive o repositório AUR, algo ainda faltante no mundo Arch. Não recebi mais informações sobre o projeto, espero que ele não tenha morrido, mas seria uma ótima surpresa para este ano.

E você, concorda com a lista? O que mais você acrescentaria como sistema com potencial inovador para 2017?

Use os comentários abaixo para participar e ate a próxima!
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Safe Eyes - Uma ferramenta para te lembrar que você ainda é humano!

Sabe de uma coisa? Conforme o tempo passa a gente começa a se preocupar um pouco mais com o nosso "hardware", especialmente quando este provém o nosso sustento. Estou falando do nosso corpo, especialmente as mãos e os olhos, muita gente ganha a vida sentando em frente ao computador, mas se você não tomar alguns cuidados, isso pode ter um preço não muito agradável.

Safe Eyes App




É incomum termos aqui no blog uma matéria que pode acabar diminuindo a sua produtividade, mas continue lendo que você vai achar bacana, "te juro-te!"

O Safe Eyes é um aplicativo discreto que fica escondido a maior parte do tempo, mas que às vezes vai te lembrar que mesmo que você seja um cara que simplesmente "senta e trabalha" parecendo um verdadeiro operador da Matrix, você ainda é humano e tem necessidades básicas, como beber água e descansar um pouco o seu corpo e mente.

Como assim?

Então, eu sei que parece meio vago, mas é exatamente isso que o Safe Eyes faz. Ele vai interromper o uso do seu computador por alguns segundos, ou até um minuto, muitas vezes, te lembrando de fazer alguma coisa, como piscar os seus olhos um pouco, girar os olhos, levantar e caminhar por alguns instantes, beber água, recostar na cadeira e ajustar a posição do seu corpo.

De tempos em tempos o Safe Eyes vai escurecer a tela e te mostrar as instruções do exercício que você deve fazer, a tela fica mais ou menos assim:

Safe Eyes

Safe Eyes

A maior parte das interrupções são de 5 e 10 segundos e você pode pulá-las caso não queira fazer a pausa no momento em que ela for sugerida, contudo, existem configurações que você pode fazer para que a opção de "pular" não apareça, te obrigando a esperar o tempo delimitado.

Safe Eyes

Você pode configurar todos os intervalos como você quiser, desde a duração, até a quantidade de interrupções e o aplicativo está todo em português, o que facilita bastante para que qualquer um possa operar.

É bem bacana, não é, não? Especialmente se você for parecido comigo, que incontáveis vezes esquece até de comer enquanto fica focado no trabalho. Se você tem um senso de autocontrole mais alto e não precisa deste tipo de ferramenta, parabéns pra você! Tu és um "serumaninho" abençoado, eu tenho essa dificuldade, confesso.

Como instalar no seu Linux?

O Safe Eyes está disponível no GitHub para quem quiser instalar em outras distros que não sejam derivadas do Ubuntu ou o próprio. Para quem usa o sistema da Canonical, ou algum derivado como o Mint ou o elementary, você pode simplesmente baixar este pacote .deb diretamente do Launchpad, ou utilizar o PPA:

Depois de instalado, você encontra a aplicação no menu do sistema.

Dica adicional


O Safe Eyes ja ajuda muito você a manter o seu lado humano ativo enquanto você tenta conquistar o mundo pelo seu teclado, mas se me permite a ousadia da sugestão, outro programa bacana pra você ter, especialmente se você tem problema com luminosidade e seus olhos são sensíveis, é um corretor de tom de monitor como estes:

- RedShift

- F.lux

Já usei ambos, atualmente uso o mais o F.lux, são ótimos!

Até a próxima e fique de olho na sua saúde!
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

NixNote 2 - Cliente Evernote para Ubuntu e LInux Mint

Quem gosta de utilizar o Evernote para tomar notas e gostar de utilizar ele no Linux, além da versão Web e do App para o Chrome, pode também utilizar o NixNote 2, um excelente cliente para desktop.

NixNote 2 Ubuntu e Linux Mint



O NixNote2 é um cliente Evernote disponível para Linux que permite que você sincronize a sua conta no serviço, acesse e crie notas facilmente, além disso, imprimir as notas, enviar por e-mail, fazer marcações através de cores, organizar cadernos de notas com temas específicos, fixar notas, entre outros.

NixNote2

Para logar na sua conta, basta clicar no botão "Sync" e usar os seus dados cadastrais do Evernote, permitindo o acesso pelo tempo que você desejar. Um dos recursos que não estão disponíveis no NixNote2 é o compartilhamento de notas com outros usuários.

Como instalar o NixNote 2 no Ubuntu e no Linux Mint?


Você encontra pacotes .deb e .rpm do NixNote2 diretamente no site abaixo, basta baixar a versão para o seu sistema e instalar dando dois cliques.

Quem quiser instalar via PPA pode usar estes comandos:
sudo add-apt-repository ppa:nixnote/nixnote2-daily
sudo apt-get update
sudo apt-get install nixnote2
Até a próxima!

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Encryptpad - Um editor de textos com criptografia para você escrever textos secretos

Conforme a preocupação com a segurança cresce entre as pessoas, programas que permitem a criptografia de seus dados acabam se tornando populares e interessantes. Hoje você vai conhecer um editor de textos que tem estas propriedades, o Encryptpad.

Encryptpad




Assim que você ver o Encryptpad pela primeira vez vai entender o quão simples é utilizá-lo. Acima de tudo ele também é um editor de textos, então ele possui ferramentas populares a qualquer editor de textos, mas o que realmente o diferencia é a possibilidade de criptografar o conteúdo do documento que você criar.

EncryptPad


Dentre os principais recursos da aplicação, podemos destacar:

-  Super para Windows, Linux e macOS;
- Suporte para Passphrase e para Key File ou a combinação dos dois;
- Gerador de senhas customizáveis;
- Suporte para encriptação binária;
- Salvar documentos no modo "Apenas leitura";
- Suporte há diversos algoritmos para criação de senhas e criptografia;
- Suporte para compressão em Zlib ou ZIP.

Como instalar o Encryptpad no seu computador?


Como comentado no início do artigo, o Encryptpad suporte os principais sistemas operacionais da atualidade, você encontra instruções para instalação diretamente em sua página no GitHub. Para usuários do Ubuntu e do Linux Mint, assim como seus derivados, basta adicionar este PPA. Apenas copie o comando abaixo e cole no terminal, pressione "enter", digite a sua senha, pressione "enter" novamente e aguarde a instalação:
sudo add-apt-repository ppa:nilarimogard/webupd8 -y && sudo apt update && sudo apt install encryptpad encryptcli -y
Para quem não gosta de usar o Terminal, basta adicionar o PPA: ppa:nilarimogard/webupd8


Os pacotes necessários para se instalar (você pode usar o Synaptic para isso) são os seguintes:

- encryptpad 
- encryptcli

Até a próxima!
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

KMag - Aplicativo de lupa para Linux

Como acessibilidade na tecnologia também é uma preocupação, especialmente de quem é professor, hoje vamos falar sobre o KMag, um aplicativo de lupa para você usar no Linux e te ajudar nas aulas ou ajudar pessoas que tenha problemas físicos.

KMag - Lupa para Linux




O KMag é uma ferramenta do projeto KDE, como o nome sugere, ela permite que você amplifique a tela do seu computador de uma forma muito semelhante que a ferramenta de lupa do Windows faz. Ela pode ser muito útil para você que é professor, afinal, para mostrar detalhes nos programas, dar um zoom assim é importante e obviamente, também é útil para pessoas que tem algum tipo de necessidade especial.

KMag

O programa em questão está disponível no repositório de todas as distribuições praticamente, no Ubuntu e seus derivados você pode instalar usando a Central de Apps, o Synaptic ou o terminal, desta forma:
sudo apt install kmag
Se você não usa o KDE como interface gráfica, a quantidade de pacotes a ser baixada será um pouco maior, mas nada de mais, perto do benefício da aplicação.

Depois de instalada, você vai encontrar o KMag no menu do seu sistema, dentre as principais opções que você pode configurar estão a possibilidade do KMag seguir o seu mouse pela tela para mostrar as coisas com detalhes.

Até a próxima!
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

TuxGuitar - Escreva partituras para guitarra compatíveis com o GuitarPRO no Linux

Quem é músico, ou aspirante a músico, pode encontrar no TuxGuitar uma excelente ferramenta para criar partituras das suas músicas favoritas e quem sabe, compor a próxima "Stairway to Heaven".

TuxGuitar




O TuxGuitar é uma alternativa livre e grátis para criar e editar partituras musicais, incluindo arquivos exportados do GuitarPRO, PowerTab e TablEdit, programas famosos deste segmento.
Leia também: Como instalar o MuseScore no Ubuntu
A interface do programa não deve ser problemática, até para inexperientes, todos os botões informam suas funções quando você repousa o mouse sobre eles,  simples e organizada, na tela inicial é exibida uma página com a visão da partitura e tablatura, onde ambas podem ser editadas.
Leia também: Efeitos de guitarra no Linux com o Guitarix
Algumas ferramentas estão na parte parte superior da tela e abaixo ficam as pistas e o braço da guitarra que exibe as casas e as cordas tocadas. Apesar de ter um foco maior em guitarras, você também pode usar o TuxGuitar para outras coisas. É possível criar partituras para outros instrumentos de cordas e até mesmo bateria. O TuxGuitar permite montar os arranjos de uma música completa com seus principais instrumentos: baixo, guitarra, bateria.
Leia também: Aplicativos para músicos pelo Wine no Linux
O programa é leve e não exige grandes recursos de hardware, como requisito, é preciso ter o Java instalado no computador.

Você pode fazer o download diretamente do site oficial do TuxGuitar ou diretamente do SourceForge.

Dica: Ao baixar e extrair o programa, você encontrará um arquivo SH dentro dele, ele só vai funcionar se você tiver informado ao seu gestor de arquivos para tratar ele como executável e perguntar para você se você quer rodar o programa. No caso do Ubuntu (Nautilus), vá até as configurações do gestor e na aba de comportamento, marque a opção para perguntar para executar arquivos de texto, assim quando você der dois cliques, basta clicar no executar.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Vineyard - Uma alternativa ao PlayOnLinux para trabalhar com o Wine

Você está procurando uma nova forma de trabalhar com o Wine para rodar aplicações do Windows dentro do Linux? Bom, se você não se deu bem com o Wine puro, com o PlayOnLinux, ou com o CrossOver, talvez o Vineyard seja a sua saída.

Vineyard




O Vineyard é uma aplicação que coloca uma camada de abstração em cima do Wine, assim como o PlayOnLinux e o CrossOver, facilitando a instalação e configuração do Wine e de seus complementos.

Uma pergunta inevitável de se fazer é: O Vineyard é melhor que o PlayOnLinux?

A resposta é não. Mas não entenda mal, ele também é não "pior", mas sim diferente, inclusive, você pode usar ambos de forma complementar se achar necessário. O Vineyard consegue ler as suas bottles do CrossOver e os prefixos do POL que você já tiver no seu computador, o que é algo bem legal e muito útil.

O Vineyard é, acima de tudo, simples de entender, todas as opções do programa ficam dispostas em um menu com sessões do lado esquerdo, com tudo o que você vai precisar para configurar as suas aplicações.

Vineyard

A quantidade de complementos disponíveis para instalação não é tão vasta quanto a do PlayOnLinux, mas tem todo o básico para rodar aplicações, sendo que você também pode usar o programa para instalar e configurar DLLs, configurar o registro, entre outras coisas.

Wine configurações

Outra coisa interessante que o Vineyard tem, é a opção de habilitar patches de otimização para o Wine de uma forma bem simples com caixas de marcar, um ponto negativo é que, ao contrário do POL (PlayOnLinux), o Vineyard não permite que você gerencie versões diferentes do Wine através dele, algo pode ser útil para criar prefixos diferentes para cada aplicação.

Como instalar o Vineyard no Ubuntu e no Linux Mint?


Este programa necessita da adição de um PPA para funcionar, e na verdade, temos duas opções, a versão estável, mais antiga, e a versão de testes, com recursos mais recentes, porém, possivelmente instável.

Estável: ppa:cybolic/ppa

Instável: ppa:cybolic/vineyard-testing


Quem prefere fazer pelo terminal, pode fazer assim:

- Versão estável:
sudo add-apt-repository ppa:cybolic/ppa -y && sudo apt update && sudo apt install vineyard -y
- Versão instável:
sudo add-apt-repository ppa:cybolic/vineyard-testing -y && sudo apt update && sudo apt install vineyard -y
Lembrando que o Vineyard depende do Wine para funcionar, então é necessário que o Wine tenha sido instalado previamente, você encontra ele no repositório de qualquer uma das distros, se quiser uma a versão mais recente do Wine, consulte este tutorial.

Até a próxima!
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