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Linux Mint 18.3 "Sylvia" foi lançado com novidades interessantes!

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Para os que estavam aguardando, finalmente chegou a mais recente versão do Linux Mint. A série 18 continua sendo baseada no Ubuntu 16.04 LTS e possui uma base sólida e estável chegando agora à terceira e última release do ciclo, a 18.3. Confira as novidades e faça o download.

Essa nova versão do Linux Mint traz, o que é pra mim, a distribuição Linux mais funcional da atualidade, não mais bela, mas a mais funcional. São ferramentas e mais ferramentas interessantes disponíveis para finalidades diferentes que permitem que qualquer usuário leigo utilize a distribuição sem maiores problemas. Agradando tanto aqueles que só usam o computador para navegar na internet, quanto aqueles que esperam um pouco mais do computador.

Eu mostrei todas as principais novidades do Linux Mint em um vídeo, confira:



Hoje foram anunciadas as duas versões principais do Linux Mint 18.3, a versão com Cinnamon e a versão com a interface MATE. Ambas vem carregadas de novidades que você pode conferir nas notas de lançamento diretamente no blog oficial do Linux Mint.

Meus destaques


O Linux Mint é a primeira das distribuições Linux "populares" a trazer suporte nativo a pacotes Flatpak via Flathub em sua remodelada Central de Aplicativos. Sim, temos o Endless OS que já atende dessa forma há algum tempo, mas são sistemas de segmentos ligeiramente diferentes, temos suporte via GNOME Software também, mas não exatamente da mesma forma.

Esse novo repositório garante o acesso a vários softwares novos de forma independente, com todas as vantagens que o Flatpak pode trazer. A nova Loja de Apps trás uma categoria específica para eles, no entanto, a utilização deles, a integração com o sistema, instalação e remoção é exatamente a mesma de outros pacotes.

O único defeito que eu percebi é que algumas aplicações Flatpak não respeitam o tema GTK do Linux Mint, utilizando o padrão Adwaita do GNOME Shell.

Central de aplicativos do Linux MInt


Além da nova Central de aplicativos, outras coisas interessantes que foram adicionadas foram softwares novos. Como o TimeShift e o RedShift, o primeiro pode ser utilizado para Backup e o segundo, para deixar os seus "olhinhos de noite serena" mais confortáveis com o passar do dia.

Personalização do Cinnamon


O Cinnamon, que vem com a versão principal do Linux MInt, é uma interface muito mais personalizável do que parece. Recomendo que você confira este vídeo sobre a customização da interface:


Uma das novidades incluídas na atualização que acabou de sair é o suporte para barras de progresso no Painel inferior, algo que é extremamente comum no mundo Windows, mas não deixa de ser uma perfumaria bacana. Eu detalhei melhor essas novidades neste outro artigo, sinta-se livre para conferir.

Linux Mint 18.3 "Sylvia" Download


Você pode baixar o Linux Mint 18.3, codinome "Sylvia" em ISOs de 32 e 64 bits, sendo que as de 64 bits tem suporte para UEFI e são recomendadas para máquinas mais recentes (na verdade, de 2007 em diante geralmente).

Quem estava utilizando a versão 18.3 Beta pode simplesmente abrir o gestor de atualizações e aplicar as atualizações sugeridas, estando assim rodando a versão mais recente.

Para aqueles que desejam atualizar da versão 18.2 ou 18.1 para esta versão nós vamos postar um tutorial em breve aqui no blog, então fique ligado.

Faça o download via Torrent dos seguintes link:





Se preferir fazer downloads diretos da ISO, consulte esta página. Se precisar conferir a sua ISO para saber se ela foi baixada sem problemas e de forma íntegra, veja o nosso tutorial de como verificar a soma da ISOs (baixar por torrent praticamente anula este problema):


O próximo lançamento do Linux Mint ainda não tem nome, mas só deve acontecer em meados de Maio de 2018, sendo a primeira versão da série 19 do sistema e já baseado no Ubuntu 18.04 LTS que sairá em Abril.

E você, já testou essa nova versão do Linux Mint? Gostou das novidades? Conte pra gente as suas impressões sobre a versão 18.3 através da sessão de comentários, até a próxima!

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Linux Mint 18.3 vem aí com UM MONTE de novidades!

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Com o mês de Outubro chegando ao final nós tivemos report mensal dos desenvolvedores do Linux Mint. Recentemente tivemos o lançamento do Ubuntu 17.10 e comentamos todas as novidades em um outro artigo (e olha que foram muitas), mas a nova atualização do Mint deve ser lançada em breve e estará lotada de novas ferramentas, tanto quanto o Ubuntu, tornando o sistema a cada dia mais completo.

Linux Mint 18.3 Novidades






Temos notícias boas e ruins, dependendo do seu ponto de vista. O novo Linux Mint 18.3 deverá entregar o que será a última versão com KDE Plasma como interface, ainda é possível que a comunidade mantenha uma versão, mas oficialmente falando, o Linux Mint deixará de entregar uma versão com esta interface e ecossistema de aplicações à partir do Linux Mint 19, que sai apenas no ano que vem.

O abandono do KDE Plasma


O motivo para isso, segundo o líder do Linux Mint, é perfeitamente justificável: Foco no trabalho e convergência de aplicações. Talvez a maior parte das pessoas não tenham a real noção de o quão trabalhoso é manter uma uma distribuição e gerar uma ISO. Focar em algo costuma trazer bons resultados, veja o exemplo do Deepin, que só tem uma única versão e interface para cuidar, o quando eles evoluíram nos últimos dois anos.

Agora pense assim: O Linux Mint entrega as duas versões principais, com Cinnamon e MATE, a versão com XFCE e com KDE Plasma e além disso temos a versão LMDE (baseada diretamente no Debian), todas com versões de 32 e 64 bits. É muito trabalho e recursos, inclusive de servidor, para armazenar tudo isso. São no mínimo 10 ISOs a cada lançamento.

Para reduzir custos e manter as coisas sob seu próprio controle, ao longo dos últimos anos o Linux Mint vem desenvolvendo os XApps, que nasceram como forks de aplicações populares do GNOME, como Vídeos (Totem), Evince (Leitor de PDF), etc. Esses aplicativos utilizam GTK e são "cross-interface", o que significa que os mesmo App pode ser utilizando tanto em Cinnamon, quanto em MATE, e como o XFCE usa GTK também, neste ambiente também, reduzindo assim o trabalho de empacotas softwares diferentes para cada interface. O KDE Plasma segue um caminho completamente diferente, o que justifica a decisão.

O Linux Mint Debian Edition


O LMDE (Linux Debian Edition), nas palavras dos próprios desenvolvedores do Linux Mint, é a versão de "backup" do Mint no caso do Ubuntu ter algum problema, deixar de existir ou seja lá o que for. A parcela de usuários que o utiliza não é tão grande assim se comparada ao Linux Mint tradicional e ele não é, definitivamente, o foco do projeto, portanto, a atualização para o LMDE deverá ocorrer apenas no primeiro quarto do próximo ano, baseado-se no Debian Stretch e com o codinome "Cindy".

Adoção de pacotes Flatpak


Pacotes Flatpak e Snap estão ficando a cada dia mais populares, mas curiosamente, o Linux Mint não vai dar uma grande integração ao formato criado pela Canonical, desenvolvedora do Ubuntu, o Snap. 

Apesar do Mint se basear no Ubuntu, o suporte pleno a Flatpak chegará antes e de uma forma muito interessante. Veja só:

O problema que os Snaps e os Flatpaks (e os AppImage) se propõe a resolver é basicamente o mesmo, entregar softwares em versões recentes (ou não) completamente independentes, concentrando todos os arquivos dentro de um único pacote que permite o Sandbox. Isso permite que você rode aplicações mais novas no Linux Mint sem precisar necessariamente de PPAs, pacotes .deb ou qualquer coisa do tipo (No Mint e em qualquer distro, na verdade). O mais bacana é que você poderá utilizar os Snaps também, já que eles também são cross-distro, porém, os Flatpaks receberão um tratamento especial.

Flatpaks na Mint Store

Dentre as novidades que chegarão no Linux Mint, que nós comentamos neste outro artigo, uma das mais importantes é a nova central de aplicativos. Ela receberá uma remodelagem visual, e como você pode ver na imagem acima, ela virá nativamente com os repositórios Flathub e Gnome Apps, ambos Flatpaks, prontos para você instalar os pacotes no novo formato como qualquer outra aplicação.

Aparentemente será possível também adicionar outros repositórios FlatPak se você quiser, tudo em modo gráfico! Palmas para o Linux Mint! No entanto, os pacotes Flatpak tendem a usar o tema GTK Adwaita no lugar no Mint-Y ou Mint-X, isso deverá ser corrigido no futuro, mas os desenvolvedores deixaram claro que possivelmente isso ainda não vai acontecer na versão 18.3, ao menos, não de imediato. Isso significa que a aparência de aplicativos Flatpak e os tradicionais do sistema podem ter alguma diferença.

O novo Cinnamon


Um dos grandes destaques do projeto do Linux Mint é o seu, praticamente filho, Cinnamon Desktop. Na versão 18.3 do sistema teremos o Cinnamon 3.6 como padrão, e ele vem com várias novidades interessantes também, algumas delas nós comentamos neste artigo.

O telado virtual para acessibilidade e telas sensíveis ao toque está refinado, com um design melhorado e mais opções de configuração. Agora ao utilizar uma tela sensível ao toque e selecionar uma entrada de texto o teclado deve aparecer automaticamente sem a necessidade de configurações adicionais.

Teremos integração com as contas online do GNOME. Um recurso muito interessante do GNOME Shell é que você pode logar com a sua conta Google e ter acesso a sua Google Agenda através do calendário e acesso ao seu Google Drive diretamente através do gerenciador de arquivos; o Linux Mint está trazendo exatamente os mesmos recursos para o seu ecossistema.

Gnome Online Accounts no Linux Mint

Essa ferramenta permitirá que você acesse, por exemplo, o seu Google Drive através do gerenciador de arquivos Nemo.

Redshift instalado por padrão


Caso você não conheça, eu já falei sobre esta ferramenta aqui no blog, ela permite que você corrija a cor do monitor automaticamente ao longo do dia para que você não canse os seus olhos. É um recurso semelhante ao de "luz noturna" que agora é nativo do GNOME Shell. O Redshift é muito popular, mas não é o único para essa finalidade. De qualquer forma, ele será peça integrante do novo Linux Mint, tornando o sistema ainda mais completo e out-of-the-box.

Mais melhorias


O próprio Clement Lefebvre, líder do Linux Mint, comenta que são tantos ajustes que é mais fácil olhar a lista no GitHub, alguns são bem técnicos, então, tudo indica que o Linux Mint 18.3 será ainda mais estável que o 18.2 sem deixar de trazer inovações, o que é uma combinação que costuma agradar a maioria.

Linux Mint XApps

Temos melhorias nos XApps também, por exemplo, na imagem acima você vê o editor de texto Xed, que agora tem a função de rolagem na direita, lembrando muito Sublime Text. Temos melhorias também na detecção de touchpads para Notebooks com a Libinput como padrão, no entanto, os desenvolvedores esclarecem que o Mint é capaz de detectar o modelo de Touchpad e utilizar o Synaptics ou a Libinput como driver, dependendo do modelo, suportando ambos.

Linux Mint Report


Teremos também uma bela ferramente para ajudar os desenvolvedores a corrigirem bugs no sistema, o Mint Report, que permite que usuários leigos interessados possam ajudar reportando problemas do sistema para quem o desenvolve, permitindo assim uma melhora mais rápida no sistema.

Teremos também a presença do PIA Manager, uma ferramenta que permite que você configure facilmente VPNs para utilizar no seu computador. Um dos serviços relacionados a esta ferramenta é de um dos patrocinadores do projeto do Linux Mint pelo que me consta.

Com isso resumimos o mês de Outubro do Linux Mint, eu ainda não sei a data exata do lançamento do novo Mint, mas geralmente sai em meados de Dezembro, então aguardemos.

Fique ligado aqui no blog e no canal também para não perder nenhum conteúdo.

Até a próxima!

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Como instalar o KDE Connect Indicator no Ubuntu e no Linux Mint

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

O KDE Connect é uma ferramenta desenvolvida pelo projeto KDE que permite a integração entre o seu computador e o seu Smartphone Android. Distribuições Linux que utilizam o ambiente gráfico KDE Plasma costumam trazer a integração nativa a este recursos, no entanto, outras distros que usam outras interfaces, como GNOME e Cinnamon, não possuem essa mesma facilidade.

KDE Connect Indicator Ubuntu e Linux Mint





Para utilizar o KDE Connect de forma integrada ao nosso sistema operacional que não usa KDE Plasma vamos utilizar uma ferramenta chamada KDE Connect Indicator, essa ferramenta vai trazer as opções de configurações que você precisa para utilizar o KDE Connect e ainda vai colocar um ícone indicador (geralmente na barra de tarefas) no seu sistema, facilitando a sua vida.

Você encontra a aplicação KDE Connect no repositório oficial do Linux Mint e do Ubuntu, entretanto, o que falta nestes casos é justamente a integração que o KDE Connect Indicator permite. Com ele você consegue enviar arquivos do celular para o computador, do computador para o celular, receber as suas notificações no seu desktop e uma série de outras funcionalidades que você pode encontrar descritas na documentação do software.

Download  instalação


Via de regra, existem duas formas para você instalar o KDE Connect Indicator no Ubuntu e no Linux Mint. Uma das opções é você adicionar o seguinte repositório PPA: ppa:webupd8team/indicator-kdeconnect


A outra forma (talvez mais simples) é instalar um pacote .deb dando dois cliques, você consegue baixar os pacotes .deb diretamente do Launchpad que armazena os PPAs.

Repare que existem versões de 32 e 64 bits, então escolha a adequada para o seu sistema, outra coisa que você pode observar é a versão do Ubuntu/Mint para a qual você vai baixar o aplicativo


Depois de baixar o pacote é só instalar dando dois cliques:

KDE Connect Indicator

Depois de instalado, você encontra as aplicações no menu do sistema:

KDE Connect Indicator Ubuntu

Para poder sincronizar o seu Smartphone com o computador através do KDE Connect você também vai precisar do aplicativo, este pode ser obtido gratuitamente através da Google Play Store.

Até a próxima!
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Desenvolvedores informam mais duas novidades que virão no Linux Mint 18.3

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domingo, 10 de setembro de 2017

Com previsão de lançamento para o final do ano, em meados de Dezembro, o projeto Linux Mint continua lapidando seus recursos e especialmente a interface Cinnamon. Os desenvolvedores comentaram sobre mais dois detalhes que deverão mudar para a versão 18.3, que deve ser a última antes da versão 19.

Linux Mint 18.3






Os desenvolvedores do Linux Mint fizeram o seu report do mês de Agosto informando as novidades trabalhadas no sistema para a próxima atualização, o Linux Mint 18.3.

Nova ferramenta de Backup


O Linux Mint já traz consigo uma ferramenta de Backup há muitos anos, no entanto, a mesma deve receber uma repaginada. Abaixo você vê um print da versão que temos atualmente no Linux Mint 18.2:

Ferramenta de BackUp do Linux MInt

A versão nova deve ficar mais ou menos assim:

Nova ferramenta de Backup do Linux Mint

O funcionamento deve se manter o mesmo, apenas o design e a tecnologia utilizada será atualizada, como a versão do GTK utilizada por exemplo. 

Eu acho "backup" algo extremamente importante! Dificilmente eu vá encontrar alguém que discorde mim sobre isso, mas particularmente desconheço alguém que realmente utilize ferramentas deste tipo para fazer as suas cópias de segurança, se houvesse algum tipo de sincronia com a nuvem ou algo do tipo, faria mais sentido na minha opinião. É sempre bom ver o sistema evoluindo e se lapidando, afinal, detalhes são importantes, mas espero que o tempo dispensado em ajustar essa ferramenta não faça falta na hora de trabalhar em outras características mais cruciais e de utilidade muito mais comuns, como por exemplo, a configuração dos formatos de data e hora no Cinnamon, que ainda requer um ajuste manual quando se quer alterar o formato de uma forma específica.

Novas barras de progresso


A outra novidade vem de - nas palavras dos próprios desenvolvedores - uma inspiração no Windows 7. As tradicionais barras de progresso que a Microsoft implementou na interface do Windows 7 e que mostram a evolução de alguma atividade, como a cópia de um arquivo no Windows Explorer, servirá de modelo para este novo recurso no Linux Mint 18.3 Cinnamon.

Linux MInt Barra de progresso

Essa feature só estará disponível (de momento) para algumas aplicações, como atividades com arquivos no Nemo (copiar, colar, mover, etc.), na formatação de pen drives, no criador de discos de inicialização, na Central de Aplicativos, no Gerenciador de Drivers e na ferramenta de Backup, comentada no tópico anterior.

"Na minha opinião poderia copiar também a forma com que o Windows gerencia as janelas abertas. Só tô dizendo..."

Estas não são as únicas novidades!


É claro que isso não é tudo, muita coisa ainda deve chegar ao longo do tempo, temos alguns meses ainda até Dezembro chegar. 

Dentre as coisas que já sabemos que vão mudar, algumas foram anunciadas ainda no mês passado. Os desenvolvedores já haviam informado que haverá uma renovação no visual da Central de Aplicativos no Linux Mint, além disso, a quantidade de programas pré-instalados ficará um pouco menor, com a saída de dois aplicativos que atualmente são padrões (e o são há vários anos), o Mint Upload, uma ferramenta para conexão FTP (nunca vi ninguém utilizando) e o Mint Nanny, este um pouco mais útil sob a minha ótica, que permite o bloqueio de domínios para que eles não sejam acessados. Mesmo fora da instalação padrão, ambos poderão ser instalados pela Central de Aplicativos, pois continuarão nos repositórios da distro.

Estas são as novidades do Linux Mint 18.3 por hora, para ficar sempre por dentro das novidades fique de olho aqui no blog e também no canal, especialmente nos DROPS.

Até a próxima!

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Skype Preview - Nova versão remodelada do Skype está disponível para Linux

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A Microsoft disponibilizou a nova versão do Skype (Preview) para Linux e os interessados já estão convidados a testar a aplicação, que agora tem uma visual diferente, mais moderno e agradável.

Skype Preview Linux




Esta nova versão do Skype para Linux é exatamente a mesma que existe para macOS e Windows, pois ela é construída com Electron, não criando mais uma diferenciação técnica entre as aplicações em diferentes plataformas.

Skype Linux novas opções de configuração

Logo na tela de login podemos perceber o redesenho da interface, além disso, nos menus superiores (já em português), você pode encontrar informações de suporte e configurar o comportamento do Skype, inclusive, fazer ele iniciar junto com o sistema, sendo minimizado ou não.

Configurações do novo Skype

A tela de login permite acessar o serviço com várias contas Microsoft, depois de logado, o Skype iniciará 4 estágios simples de configuração, onde você escolherá os temas para a aplicação, foto para perfil (caso já tenha uma atrelada à sua conta, ela será puxada, mas é possível alterá-la também) e ainda você fará a configuração de microfone e câmera para utilização.

Sim, é possível fazer chamadas de áudio e vídeo sem maiores problemas pelo que testei. Mas em alguns casos, a chamada de vídeo acabou caindo, no entanto isso pode ocorrer por esta ainda ser uma versão preview do programa.

Nova interface do Skype

A nova interface está mais clean e organizada, particularmente gostei da mudança. Abaixo você vê um exemplo de tela de chamada de áudio. Temos animações novas também nas transições de uma tela para outra e enquanto uma conexão é feita.

testando o novo Skype

Temos uma barra lateral nos chats agora que é chamada de "Galeria", esta região deve agrupar todo o conteúdo enviado através do chat, sejam links, áudios, vídeos ou documentos, tudo isso para facilitar o acesso posterior.

Galeria do Skype

Compartilhar os arquivos é simples também, basta arrastá-los para o chat e automaticamente eles aparecem na conversa, ficando armazenados na galeria.

Galeria do Skype

Eu não sou um usuário assíduo do Skype, então talvez essa seja uma novidade para mim e não seja para você, mas reparei que esta versão nova tem suporte para bots também, além dos grupos que já existiam, fazendo com que ele fique mais parecido com o WhatsApp ou o Telegram (mais com o Telegram, até).

Skype Telegram

Me lembra tanto o Telegram que até uma função parecida dos Stickes ou do Gifs do Facebook agora ele possui, além dos tradicionais emojis.

Skype Telegram

A nova interface pode ser colapsada para a esquerda também para aumentar o espaço, deixando apenas os ícones arredondados dos contatos em uma coluna.

Baixando essa nova versão do Skype


A versão Preview do Skype deve mudar até que a release final saia, de modo que novas funções podem ser adicionadas, algumas podem ser retiradas e eventuais bugs devem ser corrigidos, no entanto, você já pode usar o Skype Preview para fazer os seus testes, e quem sabe até usar no dia a dia (não vi grandes problemas nele até o momento). A versão para Linux está disponível em um pacote .deb de 64 bits compatível com Ubuntu, Linux Mint e seus derivados, basta clicar aqui para baixar o instalador, e dar dois cliques para instalar.

Até a próxima!
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Como instalar o tema de ícones do Zorin OS no Ubuntu e no Linux Mint

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domingo, 13 de agosto de 2017

Recentemente eu fiz uma review do canal Diolinux no YouTube sobre o Zorin OS 12.1, uma distribuição da Irlanda, a mesma terra do popular Linux Mint. Um sistema que tem a proposta de ser uma distribuição Linux fácil e intuitiva para quem vem do Windows e que até mesmo possui uma versão paga.

Zorins OS icon theme download






Recentemente eu visitei novamente o Zorin OS em uma review no canal, e como comentei, a distro tem a proposta de ser amigável para usuários iniciantes, especialmente os vindos do Windows. Parte do ambiente que compõe essa experiência a qual o Zorin se propõem é o tema do sistema, ícones e tema GTK.

Os ícones do Zorin OS especialmente me chamaram a atenção pelo simples fato de derivarem do tema Paper, que é outro que eu gosto muito, mas com uma coloração azulada, que encaixa muito bom, não só com o tema do Zorin, mas com outros também, como o popular Arc.


Como instalar o tema do Zorin OS no Ubuntu ou Linux Mint


A instalação é muito simples, basta baixar os pacotes .deb e instalar dando dois cliques.


Depois de instalado, basta usar um ferramenta como o GNOME Tweak Tool, Unity Tweak ou mesmo as configurações de tema do Cinnamon, no caso do Linux Mint.

Para o caso do tema GTK do Zorin, também é possível instalar via pacotes .deb, porém, o tema tem uma série de dependências que precisam ser instaladas em uma certa ordem. Baixe os pacotes abaixo e instale na ordem em que são apresentados:






Depois de instalado o tema, você pode ativá-lo da mesma forma que faz com os ícones, a diferença que este tema GTK do Zorin possui várias cores diferentes, o que pode torná-lo interessante para utilizar com outros temas de ícone, não somente com o do Zorin.

Exemplos de temas com ícones Zorin OS

Vale a pena testar algumas combinações diferentes até encontrar alguma que você goste mais.

Até a próxima!
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Como habilitar a edição no Shutter no Linux Mint

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domingo, 16 de julho de 2017

O Shutter é uma aplicação fantástica para fazer captura de tela nas distribuições Linux. O programa está disponível nos repositórios de todas as distros e é uma das melhores aplicações para quem faz tutoriais para blogs e sites. Um dos motivos para isso é que o Shutter tem um editor de imagens embutido nele mesmo, que permite fazer pequenas modificações nos seus prints, como colocar sites, números, escrever coisas, esconder coisas, é realmente muito útil; menos no Linux Mint, onde essa função vem desabilitada por padrão.

Linux Mint Shutter Editor




Você consegue instalar o Shutter no Linux Mint tanto via comando de texto (sudo apt install shutter), quando pelo MintInstall, como você pode ver na imagem abaixo:

Linux Mint Shutter

Mas tanto instalando de uma forma, quanto de outra, você terá um ótimo programa funcional, entretanto, sem a função de editar, como você pode ver na imagem abaixo, essa função aparece no programa mas não é clicável, simplesmente.

Shutter função editar no Linux Mint

Isso acontece devido a falta de algumas dependências para o programa que habilitam essa função. Para resolver o problema você precisa instalar os seguintes pacotes:

- libgoo-canvas-perl

- gnome-web-photo 

Você pode instalá-los facilmente usando o gerenciador de aplicativos do Mint (Mint Install), ou simplesmente rodar o seguinte comando:
sudo apt install libgoo-canvas-perl gnome-web-photo
Assim o Shutter vai passar a funcionar com a função de edição, como você pode ver:

Shutter Linux Mint com suporte para edição

Agora você já pode usar o Shutter em sua plenitude!

Até a próxima!
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Como compilar um Kernel Linux passo a passo [TUTORIAL COMPLETO]

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

A compilação do Kernel é algo cheio de místicas no mundo da tecnologia, mas na verdade ela não chega a ser um processo "super" complicado, requer um pouco de atenção, sim, mas nada que algumas tentativas e alguns Kernel Panic não deixem você "manjador". Hoje vamos aprender como compilar um Kernel para a sua distribuição.

Como compilar Kernel Linux




Vamos falar um pouco sobre compilação de Kernel e se você deve ou precisa fazer esse tipo de coisa. 

Como comentei antes, a compilação do Kernel está envolta em uma mística muito grande onde "apenas os entendidos" conseguem fazê-lo, de fato, é necessário um pouco de conhecimento avançado no seu hardware para otimizar o Kernel, mas não para compilá-lo necessariamente.

Encare este tutorial de forma didática, acredito que os maiores beneficiados serão os que querem aprender um pouco mais sobre Linux e sobre informática, a maior parte dos usuários (comuns e avançados) não realmente necessitam de um Kernel compilado, digamos que este seja um "luxo" que você pode se dar ou não.

As distribuições Linux fazem um grande esforço para entregar para você um Kernel genérico que consiga lidar com praticamente qualquer hardware e ainda extraia um bom desempenho do seu computador. Se você conhecer direito o seu processador, sua placa mãe, memórias, etc, em fim, se conhecer bem o seu Hardware, é possível ajustar alguns módulos para deixar o Kernel mais enxuto e otimizado. Em minha experiência a diferença não chega a ser gritante mas pode ajudar. Eu mesmo costumo utilizar o Kernel oferecido pela distribuição que eu estiver utilizando, só vou pensar em mudar caso algo não esteja funcionando adequadamente e isso pode ser feito de diversas formas, compilando é apenas uma delas.

Você também pode querer usar um Kernel mais antigo em uma máquina mais velha também por questão de melhor suporte ao hardware, se a sua distro não oferece este kernel, compilar ele pode ser a única solução para trazer à vida o seu "dinossauro de estimação". 😁

Veja também: Atualizar ou não atualizar o Kernel?

Já está ganhando coragem?

Compilando o seu Kernel Linux


Linus Torvalds liberou no kernel.org recentemente o Kernel 4.12 que traz várias melhorias e pelo que me consta, melhores drivers de vídeo para placas da AMD é o principal destaque. Se você usa Arch, Fedora, Manjaro, openSUSE Tumbleweed, versões instáveis do Debian, entre outras distros que costumam manter pacotes recentes, provavelmente você receberá esse Kernel muito em breve (isso se já não recebeu), no entanto, outras distros tendem a usar o Kernel LTS para melhor estabilidade, o Debian Stable, Ubuntu, Mint, entre outras. Estas mantém um Kernel em uma versão mais "antiga" e muitas vezes uma versão modificada também, com inclusão de drivers extras e outras otimizações e perfis que dizem respeito à distro em específico.

Leia também: Conheça o gestor de Kernel gráfico para Ubuntu

Caso você se sinta inseguro ao fazer este tipo de coisa, ou se for a primeira vez que você vai fazer isso, eu recomendo que você se foque em quatro pontos.

1º - Leia todo o material antes de começar a fazer qualquer coisa.

Acredite, se você não tiver paciência para ler este artigo por completo, provavelmente você não vai ter paciência para compilar o kernel. Não tenha medo de aprender, este artigo não vai fugir de você, então leia com calma mais de uma vez e use-o como guia no seu processo.

2º - Faça o processo no VirtualBox uma vez ao menos para você entender como tudo funciona.

Aprenda a fazer testes antes de colocar as coisas em produção, aprenda a errar e tirar conhecimento dos seus erros. Fazer a compilação no VirtualBox pode levar mais tempo por conta da potencia do seu computador ficar dividida, mas permite que você teste várias coisas diferentes. Outra boa opção é você testar em um computador de reserva que você tenha, assim você pode tentar otimizar o kernel para ele.

3º - Não tenha medo, mas seja responsável.

Algumas pessoas acham que para compilar o kernel você precisar ser o "Chuck Norris" no Linux, mas a verdade é que "qualquer um com o toddy em um quarto escuro" faz isso, basta prestar atenção.

Se você estiver fazendo em uma máquina virtual ou de testes, não há com o que se preocupar. Na verdade, mesmo fazendo na sua máquina de trabalho, sabendo voltar ao "normal", não tem muito com o que se preocupar também.

Uma vez o kernel compilado, entenda que tudo o que funciona e não funciona no seu sistema no que diz respeito ao gerenciamento de hardware é "culpa" sua, os patches de segurança, atualizações e coisas do tipo serão aplicados somente se você o fizer. Provavelmente a sua distro continuará a prover atualizações no Kernel que ela traz por padrão através do repositório, mas no que diz respeito ao kernel que você compilar, bom, ele depende só de você.

4º - Pegue o seu café. Sempre tenha um café! ☕

Pode ser chá também.

Começando a compilar o Kernel Linux


O primeiro passo é, sem dúvida, baixar o Kernel que você quer instalar. Observe sempre a versão, pois essa informação será importante no futuro. Neste exemplo vamos usar o mais recente (no momento), o Kernel 4.12. Acesse o kernel.org e baixe a versão mais recente disponível:

Kernel Linux Download

Clique no botãozão  amarelo e faça o download para o diretório que você quiser, por exemplo, a sua pasta Downloads. Para fins de organização (afinal você pode ter muitas pastas e arquivos ali), sugiro que crie uma pasta com qualquer nome e coloque o arquivo que você baixou dentro, vou usar o nome "kernel" neste exemplo, conforme a imagem abaixo:

Compilação de Kernel Linux
Veja o exemplo acima da pasta "kernel" dentro de "Downloads"
Depois disso, abra o seu terminal e agora vamos começar a "brincadeira". Já pegou um café aí (ou chá, se você estiver em processo de descafeinação)?

Este processo pode demorar um pouco, seja paciente, leia com atenção e tudo deverá ocorrer bem.

Antes de mais nada, vamos instalar alguns pacotes que serão úteis para a nossa compilação. No exemplo eu estou utilizando o Linux Mint, mas os comandos servirão para todas as distros baseadas em Debian, incluindo o Ubuntu, lembrando que você tem que fazer o processo como root ou utilizando "sudo" onde for possível. Neste caso, podemos usar o "sudo" sem problemas:

Compilando Kernel Linux

Comando:
sudo apt install build-essential libncurses5-dev
Os pacotes tem o mesmo nome em praticamente todas as distros, então basta você usar o gerenciador de pacotes da sua. Alguns comandos que vamos utilizar são coisas básicas do Bash, como o "ls" para listar os arquivos e pastas nos diretórios e o "clear" para limpar a tela (ou CTRL+L), então, fique à vontade para utilizá-los, como agora, você deve estar com o seu terminal cheio de informações, apenas limpe a tela digitando: clear.


O nosso próximo passo é extrair o conteúdo do arquivo compactado do Kernel que você baixou para uma pasta específica.

Mude para a pasta de download

Lembra que eu tinha comentado para colocarmos o arquivo dentro de uma pasta chamada "kernel", que por sua vez estava dentro da pasta "Downloads"? Vamos precisar ir até ela com o comando:
cd ~/Downloads/kernel/
Uma vez dentro dela, rode o "ls" para ver se o arquivo está ali. No nosso exemplo o arquivo se chama linux-4.12.tar.xz, este tipo de arquivo é um arquivo compactado como qualquer outro .rar ou .zip, porém, ele usa a compactação tar.xz, vamos precisar extrair os arquivos dele e vamos fazer pelo terminal, assim já podemos direcioná-lo diretamente para a pasta /usr/src/ que é onde ele deve ficar para continuarmos. À partir de agora, vamos entrar em modo root e fazer tudo desta forma, então rode o comando:
su root
Digite a sua senha e você já deve estar como root, se você estiver usando o Bash, o indicativo para isso é que você terá um "#" no lugar do "$" no terminal:

Compilando Kernel

Agora vamos extrair o conteúdo do arquivo e direcioná-lo para o diretório desejado:

Dica: use o tab para autocompletar os comandos, por exemplo, ao invés de digitar linux-4.12.tar.xz, apenas digite "li" e pressione tab. Funciona em vários outros momentos também.


Compilando Kernel

Comando:
tar -xvf linux-4.12.tar.xz -C /usr/src/
Se tiver dúvidas sobre o comando tar, você pode verificar a sua página de ajuda digitando: tar --help. A extração deverá demorar alguns segundos, então aguarde o processo terminar, quando isso acontecer você deverá ver uma tela semelhante a esta:

Compilando Kernel

Agora vamos conferir se realmente os arquivos foram parar no lugar certo. Até agora você poderia ter feito tudo em modo gráfico, mas metade da graça de compilar o Kernel está em usar comandos até pra descompactar arquivos, certo? 😂

Arquivos para compilação do Kernel

Comandos:
cd /usr/src/
ls
Você deverá ver um diretório com o nome de "linux-4.12".

Aqui vai uma dica que pode facilitar um pouco, e se ao invés de ficar digitando toda a vez "linux-4.12" você chamasse ele apenas de "linux" ou de "kernel", ou ainda de "meganfox"? Vamos criar um link símbolo pra ele, assim você não precisa digitar mais de uma palavra ou perder tempo digitando mais caracteres:

Criando link simbólico

Comando:
ln -s linux-4.12 linux
Olha que beleza? Agora quando você acessar o diretório "linux" ele vai entrar dentro de linux-4.12. Se você der um novo "ls" vai perceber a existência de um diretório chamado "linux". Vamos entrar nele também:

Dica: O Linux é "Case sentivive", isso significa que o seu sistema operacional diferencia letras maiúsculas de minúsculas, um diretório chamado 'Linux" é diferente de outro chamado "linux", que por sua vez é diferente de outro chamado "LInux" e por aí vai. Então preste atenção para digitar os comandos e diretórios exatamente como são os seus nomes.

compilando Kernel Linux

Comandos:
ls
E observe a presença do link "linux".
cd linux
Para mudarmos para dentro do diretório "linux"
ls
Novamente para listar os arquivos contidos dentro da pasta.

Agora é que começa a compilação propriamente dita. O próximo passo é um dos mais importantes e determinantes da hora de compilar um Kernel Linux:

Configuração do Kernel

Comando:
make menuconfig
Esse comando irá rodar e carregar uma espécie de interface onde você poderá fazer vários ajustes, se você quiser, é claro:

Dica: Nesta opção, você pode escolher copiar o arquivo de configuração do seu kernel atual também, bastando confirmar quando o utilitário lhe pedir, entretanto, neste artigo nós vamos dar uma explorada a mais nele.

Compilando Kernel

Aqui, para mim, vale o mesmo conceito do overlock. Você pode ir testando opções até encontrar alguma que fique realmente estável e otimizada para você. Fica difícil eu dizer qualquer coisa aqui para você configurar porque eu não sei exatamente qual o hardware você possui, quais dispositivos você conecta no seu computador, não sei o modelo da sua placa mãe, etc, etc. 

Vale muito à pena você fazer este processo várias vezes e conhecer o seu harware para fazer modificações e testar como tudo vai funcionar. Aqui você pode habilitar e desabilitar drivers por exemplo. Um exemplo que eu posso dar é que você pode, na sessão de drivers, desabilitar o suporte para blobs de drivers proprietários no Kernel, desmarcando a opção, isso talvez agrade quem gosta apenas de software livre.

Compilando Kernel

Cabe a você explorar todas as essas opções (que são muitas), mas atenção, minha recomendação é:

Pesquise tudo o que você deseja alterar para entender o que a opção faz e entender a consequência da sua ação, evite fazer esse tipo de coisa em máquinas de trabalho que não podem ficar paradas e sempre mantenha um kernel extra que você sabe que funciona, como o que veio junto com a sua distro, não o remova, assim você pode voltar pra ele caso tenha algum problema. Estude o seu hardware e veja que recursos você pode habilitar e desabilitar. 

Otimizar um Kernel para você e tê-lo estável por levar algum tempo e algumas tentativas de compilações.

✅ Dica: Leia com atenção a legenda que aparece nesta tela, ela te informa como você navega pelos menus e como marcar e desmarcar as opções.

Como eu não sei qual o seu hardware e nós queremos continuar a nossa experiência com a compilação, vamos apenas usar todas as opções que são padrão. Para isso, sem fazer nenhuma alteração, vamos até a opção "Save" e pressionamos a tecla "Enter".

Compilando Kernel Linux

Ao salvar uma nova tela aparecerá onde você pode escolher o nome do seu arquivo de configuração (esse que você estava editando, ou não, no passo anterior), você pode deixar o padrão mais uma vez ".config" e pressionar "enter" para confirmar:

Compilando Kernel

Depois da configuração estar pronta, uma nova tela vai se abrir com uma única opção para sair, apenas confirme pressionando "enter" mais uma vez.

compilando kernel

Isso vai te levar para a primeira tela do menu de configuração, agora é só você sair, selecionando a opção "Exit":

compilando kernel

Voltamos ao nosso terminal mais uma vez, você pode dar um "clear" para deixar ele limpo novamente. O que vamos fazer agora é puramente para informação e praticidade. 

Vamos alterar um pouco o nome do Kernel, nada demais, de "leve na neve", só pra gente saber que essa é a nossa versão compilada.

Uma informação importante que você pode inserir aqui é qual a versão da compilação que você está fazendo, assim dá pra ir testando várias formas diferentes e iniciar pelo Kernel que você quiser depois pelo GRUB.

Você pode usar aqui qualquer editar de texto (em modo texto ou gráfico), eu estava na intenção de usar o VIM, porém, ele não vem instalado no Linux Mint (talvez na sua distro ele venha), em compensação eu tenho pré instalado o nano e o vim.tiny (versão mais enxuta do dito cujo), que vai servir também, afinal, eu só quero mudar uma linha no arquivo de configuração. Se você quiser pode instalar o VIM ou qualquer outro.

Escolha o que você preferir e vamos editar o arquivo:

compilando Kernel

Comando:
vim.tiny /usr/src/linux/Makefile
O que eu quero mudar neste arquivo é a descrição em EXTRAVERSION:

Configurando Makefile

Navegue com o seu teclado até lá e coloque a informação que desejar, eu vou colocar diocomp1, que para mim significa "Diolinux Compilação 1", afinal, como eu disse, eu posso fazer várias compilações do mesmo kernel e ir testando, assim na próxima vez que fizer poderei colocar diocomp2 e assim por diante, ficando mais simples para identificar cada uma.

Para salvar e sair no VIM você deve pressionar a tecla "ESC" até que a palavra "INSERT" suma ali de baixo, e digitar:
:wq
Não esqueça dos dois pontos, o W serve para salvar a sua edição e o Q para sair. Se você quiser aprender mais sobre o VIM e sobre o terminal, confira o nosso curso de Bash no Diolinux EAD, ele tem um módulo bônus somente sobre o VIM.

Próximo passo, gerando a imagem bzImage:

gerando imagem

Comando:
make bzImage
Se liga aí no "I" maiúsculo. Nesta parte eu tive esse problema, como você pode ver, só ocorreu no Linux Mint/Ubuntu, no Debian foi de boa. Isso era a falta de um pacote no sistema que você resolve com:
apt install libssl-dev
Essa parte demora meu jovem, então vá dar uma caminhada ou tomar aquele seu café, deixe apenas o terminal trabalhando, procure fechar as outras aplicações pois a compilação consome recursos da máquina, memória e processador especialmente, e quanto mais livre ela estiver, mais rápido tende a ser. Sugestão, aproveita e assiste um episódio de Bates Motel na Netflix, a série é muito legal. 

Ao terminar o processo, você deve ver uma tela semelhante a esta:

Compilação do Kernel Linux

Se tudo deu certo, você deverá ter uma imagem dentro do diretório de boot, que é um subpasta dentro da sua pasta "linux", para verificar isso rode o seguinte comando:
ls /usr/src/linux/arch/x86_64/boot/
A arquitetura ali no meio do comando (x86_64) depende do tipo do kernel que você está compilando, de 32 ou 64 bits. Você deverá ver algo como isto:

Compilando Kernel

O próximo passo vai compilar os módulos do seu Kernel, o que inclui os drivers que você selecionou lá no menu de configuração:

make modules

Comando: 
make modules
Dependendo da quantidade de módulos habilitados esse processo também pode demorar pra caralho um bocado, espere pacientemente. (Ou fique louco, mas acho que isso não vai ajudar em nada). No meu caso demorou pouco mais de 1 hora e meia, mas isso depende da potência do seu hardware. Ao término você deverá ver uma tela como esta:

Compilando Kernel

 É bom você deixar um bom espaço livre também na sua partição / ou na /usr, dependendo de como você particionou, essa compilação genérica gerou quase 14 GB de dados.

Agora com os modulos compilados, vamos precisar instalá-los:

Make modules_install

Depois do processo terminar, você verá uma tela semelhante a esta:

Compilação do Kernel

Agora vamos instalar o Kernel que você acabou de compilar:

Instalando o kernel compilado

Comando:
make install
Ao terminar de executar esta tarefa, você deverá ver uma imagem semelhante a esta:

instalando o novo kernel
Alguns erros que aparecem nessa tela ocorrem por conta do VirtualBox
Agora precisamos mudar de diretório para rodar mais um comando que vai criar a nossa imagem de inicialização do Kernel:

configurando imagem de inicialização

Comando:
cd /boot
Uma vez dentro deste diretório, rodaremos os seguintes comando:

nome do kernel

Comandos:
ls /lib/modules/
Esse comando vai servir pra termos certeza do nome do nosso kernel, como você pode ver na segunda linha da  imagem acima, o kernel que compilamos tem o nome de "4.12.0diocomp1", vamos precisar deste nome no comando a seguir, que é:
mkinitramfs -o initrd.img-4.12(use o tab para completar) (nome do kernel) 
No meu exemplo ficou como na imagem acima:
mkinitramfs -o initrd.img-4.12.0diocomp1 4.12.0diocomp1 
Preste atenção, pois este comando deve ser rodado dentro do diretório /boot.

Este comando não deve te retornar nada no terminal, ele apenas vai "rodar", por assim dizer.

Estamos chegando perto do final, precisamos fazer com que o GRUB reconheça o nosso novo kernel para que possamos reiniciar a máquina utilizando ele, para que isso aconteça é necessário atualizar a lista de sistemas/kernels que estão listadas no menu do GRUB (Aquele carinha que aparece na inicialização do computador). 

Esse passo pode variar um pouco de acordo com o sistema que você estiver utilizando, Debian, Ubuntu, Mint, etc tem uma shell script nativo do sistema que faz essa atualização através do comando:

Compilando Kernel

Comando:
update-grub
Eventualmente a sua distro pode ter outro método de fazer este mesmo passo, então vale a pena consultar a documentação do sistema caso o comando não funcione. 

Repare na imagem acima, nós já temos a imagem do kernel e do initrd encontradas com a nossa compilação, esse comando não demora muito e ao terminar, nós já temos tudo pronto para começar a utilizar e testar o nosso kernel compilado.

Agora você pode reiniciar o computador para testar o novo Kernel compilado por você mesmo, se funcionar eu sei que você vai estar se sentindo um Elliot da vida, mas vamos para o teste definitivo. 

Reinicie como você preferir, se quiser fazer pelo terminal, apenas digite:
reboot
Se o seu computador tem apenas um sistema operacional instalado, ele deve carregar automaticamente o seu kernel, caso ele seja o mais recente instalado, caso você tenha mais de um sistema, você verá o GRUB, onde fica fácil de você identificar se o seu novo kernel está listado para iniciar.

GRUB com kernel compilado

Caso o GRUB não apareça para você, basta ficar pressionando a tecla "Shift" na inicialização do computador, depois selecione o modo avançado e você verá uma imagem semelhante a esta, com o seu kernel como opção para inicializar.

Bastar pressionar "enter" para inicializar pelo Kernel desejado.

Se tudo deu certo, seu computador vai funcionar normalmente, uma vez na área de trabalho você pode conferir se você está usando o Kernel correto rodando o seguinte comando:

verificando o novo kernel compilado

Comando:
uname -romi
ou
uname -r 
Pronto meu amigo ou minha amiga, você acabou de compilar o Kernel Linux! Não foi tão difícil foi? 

É só preciso de um pouco de atenção e paciência. 😎

Como eu quero deixar as coisas mais completas, eu vou te ensinar a voltar para o kernel da sua distro e remover o seu kernel compilado, caso você queira. Existem várias formas de editar o GRUB para você escolher com qualquer kernel ou sistema você quer inicializar por padrão, mas vamos tomar de exemplo que por qualquer motivo você não queira mais o seu kernel compilado e você queira usar o a sua distro te oferece.

Removendo o seu kernel compilado

Reinicie o seu computador mais uma vez e na tela do GRUB selecione outra versão do Kernel que não seja a sua compilação, dê preferência pela mais recente, fora a sua.

grub customizer

No meu caso seria a versão "4.8.0-53-generic", que é a entrada que está marcada logo acima no meu GRUB, selecione a opção e dê "enter", assim você vai inicializar por este kernel. Essa dica é bacana em vários casos, existem opções de recuperação do sistema que aparecem ali que nem todos conhecem. Eu recomendo que você veja este vídeo onde eu expliquei como funcionam estas opções, vale a pena.

Seu sistema deve iniciar normalmente e está pronto para fazermos a remoção. Como nós fizemos a compilação "na unha", como se diz, a remoção vai ter que ser também, existem alguns arquivos e diretórios que você precisa apagar, que são os arquivos do seu kernel compilado, são eles:

/boot/vmlinuzNOME-DO-SEU-KERNEL 
/boot/initrdNOME-DO-SEU-KERNEL
/boot/System-mapNOME-DO-SEU-KERNEL
/boot/config-NOME-DO-SEU-KERNEL
/lib/modules/NOME-DO-SEU-KERNEL/
/var/lib/initramfs-tools/NOME-DO-SEU-KERNEL/ ou /var/lib/initramfs/NOME-DO-SEU-KERNEL/

Entre como root novamente, como você fez para compilar e rode os seguintes comandos:

removendo kernel compilado

Comandos (como root):
cd /boot
Vamos entrar em /boot para limpar os arquivos ali primeiro, depois use o "ls" para listar os arquivos e diretórios dentro desta pasta, assim você pode ver o nome do kernel que você compilou, fica fácil de reconhecer por conta da modificação que fizemos no nome "lá atrás", quanto editamos o arquivo de configuração. Todos os arquivos tem a versão do nosso kernel compilado (4.12 no nosso exemplo) e as informações que colocamos em EXTRAVERSION, no exemplo eu coloquei diocomp1. 

Para remover vamos usar o comando ''rm", como está na imagem acima, sendo assim, o comando ficaria:
rm vmlinuz-4-12.0diocomp1 inird.img-4.12.0diocomp1 System.map-4.12.0diocomp1 config-4.12.0-diocomp1
Lembre de colocar a SUA VERSÃO do kernel, com o nome que você deu pra ele.

Rodando o comando e dando um novo "ls" você verá que os arquivos foram apagados:

removendo kernel compilado

Precisamos remover mais algumas coisas ainda antes de atualizamos o GRUB novamente. 

Precisamos mudar de diretório primeiro:

removendo kernel antigo

Comandos:
cd /lib/modules/
Primeiro mudamos para o diretório dos módulos, uma vez dentro dele, rodando o "ls" para vermos o conteúdo novamente. Certamente você encontrará outro diretório com o nome da sua compilação do kernel, no exemplo temos "4.12.0diocomp1", temos de removê-lo também:
rm -rf NOME_DO_SEU_KERNEL 
No meu exemplo ficou:
rm -rf 4.12.0diocomp1/ 
Repare que diferente de quanto apagamos os arquivos no diretório /boot, aqui usamos um parâmetro para o "rm", o "-rf", ele serve para apagar pastas e arquivos de forma recursiva, se você usar apenas o "rm", o comando não consiguirá apagar a pasta porque ela não está vazia.

Se você der um novo "ls" depois de apagar a sua pasta, você verá que ela não existe mais.

Agora só falta pagar mais um arquivo.

removendo kernel compilado

Comandos:
cd /var/lib/initramfs/
ou
cd /var/lib/initramfs-tools/
Aqui eu tive uma "surpresa", da última vez que eu tinha compilado um kernel o diretório se chamava apenas de "initramfs", mas acabei descobrindo que ele ganhou um sufixo extra "initramfs-tools", não sei dizer quando isso mudou, mas pesquisando eu encontrei referências de 2014/2015, também não sei dizer se isso é uma particularidade do Linux Mint, que eu estou usando neste tutorial, de qualquer forma achei o diretório e você também o achará.

Dentro dele você pode dar mais um "ls" para ver o há por ali, mais uma vez você deve encontrar o seu kernel compilado, basta remover o arquivo como você fez com os arquivos em /boot.
rm NOME_DO_SEU_KERNEL
No meu exemplo:
rm 4.12.0diocomp1 
Depois, precisamos atualizar o GRUB novamente para que ele remova a entrada do kernel compilado, caso contrário ao tentar iniciar o computador por ele você terá uma bela tela de erro.
 update-grub

Como atualizar o grub

Ao fazer a atualização do GRUB, repare que o kernel compilado sumiu das entradas.  Ao reiniciar você pode até olhar no GRUB para conferir que o kernel compilado não existe mais.

grub sem kernel compilado

Se tiver ainda dúvidas, ao chegar na sua área de trabalho consulte novamente via terminal:

uname -r

Como você pode ver, voltamos ao kernel generic.

Finalizando


Este é provavelmente um dos maiores tutoriais que eu já pude escrever aqui no blog e também um dos assuntos mais "complexos" abordados. A maior parte das vezes que vi tutoriais à respeito do assunto eles não eram tão "passo a passo" e raramente ensinavam a remover o kernel compilado, espero que eu tenha conseguido cumprir o meu objetivo de desmistificar um pouco essa questão e mostrar que não é tão complicado quanto a maior parte das pessoas pensa.

Não precisa ser nenhum gênio para compilar um kernel, como você pôde ver, entretanto, a parte diferencial pode ser a otimização para o seu hardware e neste caso você terá de fazer um estudo particular sobre a sua situação e entender o que você pode alterar que poderá te dar algum benefício.

Eu escrevi este artigo com muita dedicação e carinho, porém, ele não está isento de erros, mesmo que eu tenha conferido algumas vezes todo o processo (em mais de uma distro), caso você encontre erros de português, erros no processo da compilação ou tenha sugestões, use os comentários para colaborar e engrandecer o material, certamente será de grande ajuda.

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Matamos mais um leão, hein? 😁

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