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Como criar um Shell Script simples para automatizar a instalação de programas no Linux

Uma das coisas mais legais do Bash é o poder de automatizar tarefas, até mesmo na própria linha de comando. Hoje você vai aprender a criar um simples Shell Script para instalar um programa.

Shell Script




Para você entender o conceito, vamos dar um exemplo com um programa popular e simples, o GIMP. O GIMP é um manipulador de imagens que está no repositório de todas as distros Linux praticamente, como exemplo nos comandos vamos usar o gerenciador de pacotes "apt", comum no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados, apesar disso, entendendo o conceito, você pode aplicar em qualquer distro, basta entender o gerenciador de pacotes dela e os comandos que ele aceita.

Claro, o GIMP pode ser instalado por centrais de apps sem comandos, pode ser também instalado com um simples # apt install gimp mas a intenção é te mostrar como você pode estruturar um script para automatizar a instalação de qualquer programa ou de vários ao mesmo tempo.

Vamos imaginar que você queria instalar o gimp a partir do terminal.

Muito provavelmente os passos que você dará serão:

1) Atualizar os repositórios
$ sudo apt-get update
2) Instalar possíveis atualizações do sistema:
$ sudo apt-get dist-upgrade -y
3) Efetivamente instalar o pacote.
$ sudo apt-get install gimp

O processo manual da instalação de um programa pode levar algum tempo, pois você deverá esperar que o primeiro comando termine sua execução para digitar o próximo.

Nem sempre atualizar repositórios é rápido e portanto é o seu tempo que está sendo gasto esperando algo que poderia facilmente ser automatizado.

O primeiro nível de automatização que poderíamos fazer aqui é criar uma fila de comandos (chamadas de listas) que serão executados pelo Bash em sequência.

Para isso basta separar os comandos com um ponto e vírgula:
sudo apt-get update ; sudo apt-get dist-upgrade -y ; sudo apt-get install gimp -y
Apesar de já automatizar um pouco o processo, não há praticamente nenhuma lógica envolvida.

Você muito provavelmente não deseja executar um "dist-upgrade" se o "update" falhar antes por qualquer motivo. Certo?

Aqui chegamos no nosso segundo nível de automatização. Em vez de usar o ponto e vírgula, podemos separar os comandos com "&&", e desta forma o Bash somente executará o comando seguinte se o anterior finalizar a execução com sucesso.
sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade -y && sudo apt-get install gimp -y
Agora já melhoramos bastante o processo, porém no caso de algum dos comandos retornar falha, esta fila de comandos simplesmente para de ser executada sem qualquer tipo de aviso mais elaborado para o usuário.

É possível em linha de comando adicionar mais lógica para continuar aperfeiçoando este nosso procedimento, porém este é aquele momento em que talvez seja mais proveitoso se criar um script de verdade e deixar o processo legível, em vez de simplesmente criar uma "tripa" de comandos que depois poderá dificultar a sua vida na hora de encontrar e consertar qualquer erro.

Para este nosso exemplo, usaremos o próprio "if" do Bash (que é uma estrutura de condicional explicada brevemente neste vídeo aqui)

Basta criar um arquivo de texto que você pode 'chamar do que quiser .sh", tipo "batatinha_quando_nasce.sh" e inserir os dados que vamos te mostrar. Tá bom, talvez seja melhor criar um arquivo chamado instala-pacote.sh o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash

echo Atualizando repositórios..
if ! apt-get update
then
    echo "Não foi possível atualizar os repositórios. Verifique seu arquivo /etc/apt/sources.list"
    exit 1
fi
echo "Atualização feita com sucesso"

echo "Atualizando pacotes já instalados"
if ! apt-get dist-upgrade -y
then
    echo "Não foi possível atualizar pacotes."
    exit 1
fi
echo "Atualização de pacotes feita com sucesso"

# note que $1 aqui será substituído pelo Bash pelo primeiro argumento passado em linha de comando
if ! apt-get install $1
then
    echo "Não foi possível instalar o pacote $1"
    exit 1
fi
echo "Instalação finalizada"

Veja que utilizamos o operador "!" após o "if" para inverter o resultado do comando seguinte, portanto o conteúdo das condicionais (código que está entre o "then" e o "fi") somente será executado caso os comandos falhem na execução. Também utilizamos o comando "exit 1" para pedir ao Bash que interrompa a execução do script em caso de falha.

Para executar o script basta rodar a seguinte linha:

sudo bash instala-pacote.sh gimp

Desta forma podemos utilizar o mesmo script para qualquer pacote, e o "sudo" só precisa ser invocado uma vez. Basta passar o nome do pacote desejado em linha de comando e ver o Bash fazer o resto sozinho.

É possível melhorar e incrementar o script de diversas maneiras. Podemos imprimir mensagens com cores, suprimir a saída em tela do comando apt-get para facilitar a leitura, dentre outras coisas.

Basta ter criatividade e dominar a linguagem do shell script para poder automatizar praticamente o que você quiser.


Outra coisa que você pode fazer é incluir dentro do Shell Script os comandos para a instalação do pacote em específico, assim você pode rodar apenas o Shell Script e ele se encarrega de fazer a instalação para você.

Você pode por exemplo criar um script de pós formatação para o seu sistema, acrescentando repositórios, pacotes e programas que você normalmente usa, incluindo as opções para fazer a atualização do sistema e apenas rodar um Shell Script depois de instalar a sua distro e ir tomar café enquanto seu sistema é montando automaticamente. É mais do que bacana!

Nós lançamos nesta semana o nosso curso avançado de Shell Script, onde você vai aprender coisas como esta deste post e muitas outras para automatizar a sua vida de usuário Linux, as matrículas estão abertas até Quinta-feira, dia 15 de Junho e tem promoção especial para quem comprar hoje até a meia-noite. Corre lá pra conferir antes que fechem as matrículas.

Até a próxima!
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terça-feira, 13 de junho de 2017

Gnome Pie - Porque tortas não mentem

Achou o título curioso? Pois é! Este é o lema do Gnome Pie, uma aplicação que pode agilizar muito a sua vida e te deixar feliz, igualzinho um pedaço de bolo.

Gnome Pie



O Gnome Pie é uma aplicação do tipo "lançador" que você pode usar no seu Desktop Linux. Ele tem um formato circular e cada aplicação é como se fosse "um pedaço da torta ou do bolo". Confira o vídeo à seguir para entender melhor o funcionamento:


O software é muito versátil, você pode utilizá-lo à partir de teclas de atalho de qualquer janela do seu sistema operacional, a qualquer momento. Você pode configurar qual é a combinação de teclas que vai abrir o Gnome Pie.

As funções do Gnome Pie vão desde abrir rapidamente os programas que você selecionar a executar ações e até mesmo comandos que você pode selecionar. Tudo isso pode ser configurado nas opções do programa, essas configurações você pode acessar através de um ícone indicador que fica perto da área de notificações da sua interface.

Confira alguns exemplos de configurações e recursos:



Instalação do Gnome Pie


Se você gostou do que viu e gostaria de utilizar a aplicação na sua distribuição, consulte a página oficial do projeto, nela os desenvolvedores dão as dicas de como utilizar e instalar o Gnome Pie em diferentes sistemas.

Se você curte este tipo de utilitário, acho que você vai gostar também de conhecer o Synapse e o Cerebro, são duas ótimas ferramentas também, com uma proposta um pouco diferentes.

Até a próxima!
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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Gravit Designer - Uma nova ferramenta para trabalhar com gráficos vetoriais gratuitamente

Está procurando uma ferramenta alternativa ao Adobe Illustrator, Corel Draw e Inkscape? Então o Gravit Designer pode ser a sua melhor opção gratuita.

Gravit Designer




O Gravit Designer é uma aplicação muito versátil e intuitiva para criar imagens vetoriais e até pequenas montagens que não envolvam manipulação de imagens muito densa. Ele é completamente grátis e está disponível para Windows, macOS e Linux (através de AppImage), além de uma versão Web que roda através do Google Chrome, isso o faz compatível também com o ChromeOS.

Gravit Designer

Na verdade, não é a primeira vez que o Gravit aparece aqui no blog, nós temos um post sobre ele que data de Novembro de 2014. De lá para cá o software recebeu vários upgrades, tanto nos aspecto visual, quanto no ferramental disponível.

Gravit Designer

Sem muita prática já da pra dar uma brincada por conta da organização da interface, não há nada escondido nos menus, tudo está disposto em frente aos seus olhos. Na verdade, existem algumas opções nos menus, mas nada de muito complexo e que não possa ser acessado pela própria interface. O único empecilho é para quem não gosta de usar ferramentas que não tenham tradução para o português.

Aplicar sombrar, criar formas, instalar novas fontes; tudo isso é muito simples. O Gravit tem suporte para camadas também e alguns efeitos prontos. O programa pode ser interessante para quem precisar criar imagens para o Facebook, sites e até mesmo para quem faz design para Web ou ícones para Apps Mobile.

Gravit Designer Presets

Existem alguns presets que você pode usar ao criar um arquivo novo com tamanhos e resoluções prontas; falando nisso, o Gravit utiliza o formato aberto SVG para salvar os seus arquivos, assim como o Inkscape, isso garante que qualquer programa com suporte ao formato padrão aberto de gráficos vetoriais possa trabalhar com o material que você produzir no Gravit. Além do SVG, você poderá exportar os seus trabalhos em PDF, PNG e JPG o que facilita muito as coisas, o Gravit Designer também possui um formato próprio para salvar os arquivos caso você deseje utilizar.

Se você está pensando que vai complicado se adaptar a um novo programa, aqui vai mais uma dica.

Eu sei muito bem o quanto adaptação a uma nova ferramenta ou plataforma pode ser algo complicado, algo que pode te ajudar com o Gravit é o canal no YouTube da ferramenta que te ensina a utilizar os principais recursos do software.

Se quiser fazer um teste e ver até onde o Gravit pode ser útil para você, basta acessar o site e fazer o download, ou acessar a versão Web dele.

Até a próxima!
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Os 10 melhores temas para desktop Linux (Ícones e GTK)

Você gosta de personalizar a interface da sua distribuição Linux? Então este artigo foi feito pensando em você! Vamos conhecer e comparar os 10 melhores temas disponíveis atualmente para as distribuições Linux.

Melhores temas de ícones e GTK para Linux




É difícil fazer uma lista de "melhores de qualquer coisa" e agradar a todos, então quero deixar claro que estamos levando aqui vários quesitos em consideração, entre eles, popularidade e constante atualização. Outra coisa que é importante que você saiba é que só escolhemos temas que possuam um "par", ou seja, são projetos que possuem um tema de ícones e GTK ou que combinam muito bem ocm outro, aliás, este é um ponto importante, os temas são GTK e em geral eles costumam funcionar bem em todas as distros que utilizem ele para o desenho dos temas, o que neste caso exclui o KDE Plasma em muitos casos, infelizmente, entretanto, os ícones, mesmo no KDE, deverão funcionar sem problemas.

Dependendo da versão do GTK que a sua distribuição utilize, um tema poderá ser melhor compatível que outro. Em geral, Gnome Shell, Cinnamon, XFCE, LXDE, Pantheon Shell, Budgie Desktop, Unity e MATE costumam responder bem a eles.

Todos os temas terão links para as suas páginas, onde você poderá baixá-los e instalar, nestas páginas normalmente há também instruções para instalar os temas, mas mesmo assim, caso você não saiba como instalar e ativar temas, eu recomendo que você veja este vídeo, ele é um dos mais antigos do canal, mas ainda serve muito bem para estes propósitos. Cada interface tem sua própria forma de fazer a mudança dos temas, então procure entender como a sua distribuição manipula esse tipo de coisa, mas a instalação em si, quando feita de forma manual, é feita da mesma forma em qualquer distro, independente da interface.

- Temas GTK devem ser extraídos para dentro da pasta .themes (pasta oculta dentro da sua home).

- Temas de ícones devem ser extraídos para dentro da pasta .icons (pasta oculta dentro da sua home).

Caso estas pastas não existam, você pode criá-las sem problemas, mas não esqueça do "." (ponto) antes do nome, pois elas devem permanecer ocultas. Normalmente para exibir estas pastas em gerenciadores de arquivos você deve pressionar a combinação de teclas "Ctrl+H", no KDE Plasma temos uma particularidade, a tecla de atalho é "Alt+.".

Os temas aqui listados não estão necessariamente em uma ordem de melhor para pior, "mais feio" para o "mais bonito", ou ao contrário, então sinta-se à vontade para comentar qual é o tema que você mais gosta.

Top 10 temas de ícones e GTK para Linux


Vamos começar a nossa pequena lista com o tema:

1 - Papyrus


Temas de ícone Papyrus

O tema de ícones Papyrus possui algumas variações, inclusive uma versão específica para o elementary OS, e uma versão para temas GTK com interface escura. O tema Papyrus combina muito bem com o tema OSX Arc Darker.

2 - Paper


Paper Theme

O tema Paper é composto por um tema de ícones e um tema GTK, o que garante uma certa harmonia ao conjunto, existe também uma pequena variação de ícones, chamado Paper Dark. Ambos podem ser baixados à partir da página oficial do projeto.

3 - Numix


Numix Theme

Este é um dos temas mais populares do mundo Linux e talvez seja o mais abrangente também. O projeto Numix possui temas de ícones e GTK e ainda possui algumas ótimas variações, como o Numix Circle, que segue o mesmo conceito de design, mas com ícones arredondados. Existem variações de temas escuros também e até mesmo um conjunto de wallpapers e tema plymouth (tela de inicialização do sistema) feito pela equipe do Numix. Tudo isso e muito mais você encontra na página oficial do projeto.

4 - Moka


Moka Theme

O tema Moka é do mesmo desenvolvedor do Paper e também possui um tema GTK e um de ícones, prevalecem as cores claras um tom lilás. Você pode baixar o tema de ícones Moka no site oficial e o tema GTK a partir de um PPA do Noobs On Lab.

5 - Arc Theme


Arc Theme

Assim como o Numix, o tema Arc talvez seja um dos mais populares do mundo Linux atualmente, ele possui variações muito interessantes, como o OSX Arc que eu comentei no primeiro tópico. O projeto também possui um tema de ícones que se encaixa muito bem com a sua proposta. Você pode baixá-lo e obter informações a partir da página no GitHub dedicada a ele juntamente com o tema Arc GTK.

6 - Nitrux/Luv


Nitrux Luv

O tema LUV, provindo do projeto Nitrux, também é um belo conjunto, ele combina muito bem com o tema GTK Adapta, que você verá logo mais aqui na lista. Você pode baixá-lo através de sua página no GitHub.

7 - La Capitaine

La Capitaine

Pra galera que curte o macOS, este é tema que busca várias inspirações no tema de ícones do macOS El Capitan, por isso do nome. Acho este particularmente belo. Ele fica muito bem com o tema GTK Sierra. Você pode baixar o La Capitaine na página do projeto.

8 - Xenlism


Xenlism

Este é um outro belo conjunto de ícones, o Xenlism possui algumas variações de cores também, mas o padrão é este azul que você pode ver na imagem acima. Ele se encaixa muito bem com o GTK Sierra do tópico anterior e com as bordas das janelas do tema ARC, perceba que aqui começam algumas mesclas. Você pode baixar o tema de ícones de sua página oficial também.

9 - Faenza


Faenza Theme

O Faenza é um dos temas clássicos do mundo Linux, ele foi um dos primeiros que eu utilizei ainda no tempo do Gnome 2, e cá entre nós, ele continua muito bonito. O Faenza possui algumas variações para se adaptar aos temas GTK em que está atuando em conjunto, como o Faenza Dark e Darker e adaptações específicas para o temas Ambiance e Radiance, os padrões do Ubuntu até então. Na imagem acima estou combinando ele com o tema Arc Darker. Você pode baixar o Faenza e ter mais informações através de sua página no DeviantArt.

10 - Adapta


Adapta

O tema Adapta tem um visual muito moderno, inspirado no Material Design que a Google usa no Android, uma combinação interessante de se fazer com ele é utilizar o tema Pop, desenvolvido pela System76 para o Ubuntu, que é essa combinação representada na imagem acima. O próprio tema Tema Pop nada mais é do que uma variação do Adapta. Você pode baixar o tema GTK Adapta aqui, ou baixar o tema Pop, com ícones e GTK aqui, a variação não é tão grande.

Finalizando


É claro que existem muitos outros temas de ícones, aqui no blog mesmo você encontra vários temas e vários ícones diferentes para instalar, mas esta é o que eu acredito que seja a seleção principal que temos atualmente. Claro, é interessante observar que você pode fazer uma mescla de todos estes mostrados no post em composição com outros inclusive que não estão aqui neste Top 10.

Sinta-se à vontade para dizer qual é a sua combinação preferida e acrescentar outros que não estejam aqui.

Até a próxima!
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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Distros Linux poderão incluir o Codec MP3 por padrão sem complicações legais

Finalmente as empresas e usuários poderão distribuir softwares compatíveis nativamente com o MP3 sem precisar pagar royalties para os criadores do formato, isso aconteceu por conta da expiração da última patente que repousava sobre o MP3, um dos formatos de áudio mais populares do mundo.

MP3 agora é grátis



A empresa Fraunhofer, principal responsável pelo desenvolvimento do popular formato MP3, divulgou uma nota recentemente onde comentava que a última patente referente ao formato em questão teria expirado no último dia 23 de Abril, permitindo que agora as empresas e usuários possam distribuir recursos (softwares e hardwares) que tenham suporte ao MP3 sem precisar pagar.

A distribuição de formatos como o MP3 em distribuições Linux sempre variou de distribuição para distribuição, a maior parte delas acabou procurando criar uma forma simples de instalar o codec, muitas vezes junto a outros tantos em um pacote, de forma a não precisar embutir ele no sistema, pois isso limitaria a distribuição legal do sistema operacional em alguns países, como os EUA. Este é o caso do Ubuntu por exemplo, que criou o meta pacote "ubuntu-restricted-extras" justamente para instalar um pacote de codecs que não poderia ser incluído da ISO do sistema por padrão por conta de patentes.

Outras distros que nunca foram vendidas na América do Norte no entanto, como o Linux Mint, incluíram por muitos anos os codecs nativamente, algo que mudou recentemente, devido ao Mint ter se focado em se tornar uma distro que pudesse ser vendida em computadores de varejo também, como o Ubuntu. Neste caso em específico, a distro optou por remover os codecs, não somente por conta do MP3, claro, entretanto, agora que o MP3 está livre parar utilização, todas as distros que quiserem poderão incluir o codec no próprio sistema, sem a necessidade de que o usuário instale de outra forma e sem precisar pagar nada.

O MP3 é um formato muito popular e querido até hoje, ele costuma ser pequeno e ter uma boa qualidade de áudio, o que o torna ideal para carregar em dispositivos móveis, mesmo assim é bom que você não confunda, o formato MP3 agora ser grátis não significa que baixar músicas neste formato passou a ser legal, são patentes diferentes, a do codec MP3 e o conteúdo armazenado neste formato.

Até a próxima!
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terça-feira, 16 de maio de 2017

Conheça o Linux Mint com interface XFCE

O Linux Mint possui quatro versões com interfaces diferentes oficialmente suportadas, hoje você vai conhecer um pouco melhor a versão com interface XFCE, uma versão leve, que assim como a versão MATE do Mint, pode ser utilizada em computadores com recursos mais limitados.

Linux Mint XFCE




O Linux Mint XFCE possui um conceito visual, e até mesmo de desktop no que tange as aplicações disponíveis pré-instaladas, que rementem às outras versões do Linux Mint, como as principais, com Cinnamon e MATE.



Para os interessados em testar esta versão específica do Mint, basta acessar o site oficial e selecionar a opção com a interface XFCE. Baixe o sistema preferencialmente por torrent.

Até a próxima!
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Como instalar a última versão do VLC no Ubuntu e no Linux Mint

O VLC Media Player é pra mim o melhor programa da categoria do mercado, sendo uma aplicação que possui versões para todas as plataformas que você puder imaginar (talvez até as que você não consiga) e tem se mantido em meu computador como uma das ferramentas mais úteis ao longo dos últimos anos.

VLC Media Player




O VLC disponibiliza uma versão Nightly para os usuários, essa é a última versão do player e normalmente traz recursos interessantes, ainda que experimentais, como a compatibilidade com o Google Chromecast. 

Usuários do Ubuntu e do Linux Mint podem utilizar um PPA para ter a última versão disponível do VLC Media Player:
sudo add-apt-repository ppa:videolan/master-daily
sudo apt update 
sudo apt install vlc
Se você preferir instalar sem utilizar o terminal, confira este artigo que te mostra como usar PPA em modo gráfico. 
VLC em sua última versão

Até a próxima!
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Instale o tema GTK e ícones do Deepin em outras distros Linux

O Deepin é uma distribuição Linux sem par quando se fala em design e conceitos elegantes de interface, ainda que isso não seja tudo em um sistema operacional, certamente é uma parte importante, por isso vamos aprender a transportar um pouco deste "charme" para outras distros.

Deepin Linux Theme para Ubuntu e Linux Mint
Linux Mint Cinnamon com o Tema



Os temas do Linux Deepin estão disponíveis da página do projeto GitHub, assim como o código fonte de todas as demais aplicações próprias. Então os interessados em usar o tema GTK do Deepin e os temas de ícones do sistema, podem fazê-lo sem maiores problemas.

Pelos testes que eu fiz, somente o tema GTK não ficou muito bem adaptado ao Ubuntu 16.04 LTS e ao Linux Mint 18.1, mas em distros que usarem uma versão do GTK mais recente ele funcionará bem. Ainda assim, com alguns ajustes os temas ficarão muito bem.



Quem se interessar em baixar os fontes pode fazê-lo dali, mas para facilitar um pouco a instalação, eu criei um pacote .zip para você simplesmente extrair para a sua home e instalar automaticamente os ícones.
Baixando o pacote .zip de 14 MB aproximadamente, basta extrair as pastas ".themes" e ".icons" para a sua pasta pessoal, elas serão pastas ocultas, depois disso, vá até a ferramenta de ajustes de temas e configure os temas conforme desejar. Dando o exemplo do ambiente Cinnamon, eu o configurei desta forma para ficar com o visual harmonioso que você vê na primeira imagem deste artigo.

Configuração de tema

Além dos temas GTK e de ícones, também ficará disponível para você o tema de cursores do Deepin, que também é muito belo.

Se quiser levar um pouco mais do design do Deepin para o seu sistema, você pode baixar também os papeis de parede da distribuição, é uma bela seleção de imagens, sem dúvida.

Até a próxima!
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Blender - Como renderizar projetos 3D com GPU NVIDIA (CUDA) no Ubuntu e no Linux Mint

O Blender é um poderoso programa de manipulação 3D, como Maya, 3D Studio Max e Cinema 4D.  O programa traz consigo dois motores de renderização, o Blender Render, mais antigo, e o Cycles Render, mais moderno e com simulação de luz mais realista. Mas renderizar um projeto 3D pode ser algo muito pesado e demorado. O Cycles Render, felizmente, aceita renderização via placa de vídeo, ou seja, via GPU (o Blender Render somente aceita renderização via CPU).

Renderizar via GPU proporcionará uma economia enorme de tempo. A diferença de tempo de renderização entre CPU e GPU pode superar os 50%.

Render GPU - Blender




Antes de continuar com a explicação, alguns avisos: 

-Este tutorial usou o Ubuntu 16.04 (versão LTS) como base, mas deve funcionar em todos os derivados, incluindo o Linux Mint, no qual nós também testamos.

-Você não conseguirá renderizar via GPU se seu projeto requerer mais memória do que sua placa de vídeo possui;

-Se você usou algum recurso 3D que ainda não é suportado via GPU, também não será possível usar sua placa de vídeo. Mas a cada versão nova do Blender o suporte à GPU aumenta.

Passo 1: Instalar do ToolKit


Para trabalhar com renderização utilizando CUDA, você precisa obviamente de uma placa Nvidia e também precisa que os drivers estejam instalados corretamente, use de preferência os drivers mais recentes para o seu sistema.

O primeiro passo para usar a renderização via GPU é instalar o toolkit do CUDA (que é a tecnologia de GPGPU da NVIDIA, cujo objetivo é permitir programação de propósito geral via GPU). Para instalar o toolkit via repositório padrão do Ubuntu ou do Linux Mint, execute o comando:
sudo apt install nvidia-cuda-toolkit nvidia-modprobe
Após, reinicie o sistema operacional.

Passo 1 (Alternativo): Instalação do ToolKit 

Antes de passar ao passo 2, também é possível instalar o toolkit através do site da NVIDIA, se você instalou pelo terminal, não é necessário fazer este passo. Para tanto, acesse o link https://developer.nvidia.com/cuda-downloads. Uma vez no site, siga o roteiro abaixo.

1 - Escolha Linux

Nvidia CUDA Linux

2 - Escolha a arquitetura x86_64 (essa é a arquitetura dos PCs, sejam desktops ou notebooks);

Nvidia CUDA Linux

3 - Escolha sua distribuição (aqui usaremos o Ubuntu);

Nvidia CUDA Linux

4 - Escolha a versão do Ubuntu. As duas opções listadas são LTS. Se seu Ubuntu for mais recente, escolha a versão para Ubuntu 16.04 (Essa seria a opção para o Linux Mint 18.x também);

Nvidia CUDA Linux

5 - Escolha o tipo de instalador. Recomendo usar a versão deb. Há duas variações, local e network. A versão local conterá todos os arquivos, e pesará cerca de 1.9GB. A versão network é apenas um instalador básico, e durante a instalação ele fará o download dos arquivos necessários.

Nvidia CUDA Linux

Nvidia CUDA Linux

Após baixar, instale o pacote deb. Quando a instalação terminar, execute os seguintes comandos:
sudo apt update
sudo apt install cuda
Reinicie seu computador. Após, abra o Blender.

Passo 2: Configurando o Blender para renderizar por GPU


Com o Blender aberto, vá no menu "File > User preferences…", no menu que se abre, clique na aba "System". No canto inferior esquerdo, onde está escrito "Cycles Compute Device", escolha "CUDA". Após, clique em "Save User Settings".

Configurando Blender para usar CUDA

Agora você ativou o uso de GPU no Blender, porém ainda é preciso alterar mais uma opção, no painel Render, para dizer ao Blender se ele deve usar a GPU no projeto corrente ou não. Então vá até o painel Render. Uma vez lá, na opção Device, escolha GPU Compute.

Blender Render

Durante a renderização a imagem é dividida em regiões, que por padrão possuem 64x64 pixels. O tamanho dessas regiões interfere no tempo de renderização. Valores pequenos são ideias para CPU, mas para GPU o valor 256x256 pixels é o mais adequado. Para alterar o tamanho das regiões, ainda no painel Render, expanda a aba Performance. Uma vez lá, na opção Tiles, altere os valores de x e y para 256.

Blender Render

Agora você já pode utilizar o Blender com toda a sua potência para renderizar os seus trabalhos. Esta foi mais uma contribuição do nosso parceiro, amigo e professor do Diolinux EAD, Júlio César, então fica aqui o meu muito obrigado, eu testei todo o processo no Linux Mint 18.1 também, e funciona perfeitamente.

Até a próxima!
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Linux Mint 18.2 "Sonya" vem aí! Confira as novidades!

Como é tradicional, entre os dois meses após um lançamento do Ubuntu, o Linux Mint prepara uma atualização para o sistema, a série 18 do Mint chega à sua segunda release baseando-se novamente no Ubuntu 16.04 LTS, trazendo várias novidades interessantes para o projeto e para o sistema em si.





Os desenvolvedores do Linux Mint liberaram o boletim mensal sobre as novidades à respeito da distribuição. A versão 18.2 se aproxima e temos várias coisas interessantes relacionadas a ela. 

Começando pelo nome, "Sonya" será o codinome da nova versão, entretanto, o nome, além de fazer alusão a personagem do Mortal Kombat (associação minha mesmo), carrega consigo uma história triste. Ele foi dado em homenagem a esposa de um dos desenvolvedores do Linux Mint que acabou falecendo, então ficam aqui as condolências do blog Diolinux com o ocorrido, desejamos todo o melhor para Michael Webster neste momento difícil.

Bom, vamos às novidades... mudando um pouco o clima.

- Uma das primeiras coisas importantes que você deve saber é que o Linux Mint 13, de codinome Maya, está encerrando o seu ciclo de vida, ele era uma LTS baseada no Ubuntu 12.04, que também está encerrando o seu ciclo, portanto, recomenda-se que usuários desta versão atualizem seus sistemas para a versão mais recente.

- O Linux Mint Debian Edition, conhecido como LMDE, receberá o MATE na versão 1.18, com compatibilidade completa com o GTK3.

- O Cinnamon chegará à vesão 3.4, principal ambiente gráfico trabalhado pela equipe, ele receberá uma modificação muito interessante "por baixo do capô". Ao invés de ter apenas um daemon para o cinnamon-settings, que é o "painel de controle" do ambiente, respondendo por todos os aplicativos que rodam sob ele, como a opção de configurar wallpapers, configuração de rede, monitores, enfim, qualquer um dos ícones que você vê no painel de configurações, cada um deles passará a ser tratado como um processo em separado.

Isso vai permitir que os desenvolvedores do Linux Mint consigam isolar mais facilmente eventuais bugs e identificar com maior facilidade qual processo está consumindo mais memória que o devido ou usando mais processador, tudo isso deverá ajudar a otimizar o sistema ao longo do tempo. O funcionamento será parecido com o que o Chrome faz com as abas, onde cada uma responde como um processo, agora o Cinnamon também trabalhará desta forma. O Nemo, gestor de arquivos do Cinnamon, também será dividido em dois processos, um responsável pelos ícones na Área de trabalho e outro responsável pelas janelas. Os usuários não precisam se preocupar, o consumo de RAM não vai mudar em nada, a diferença será em como o sistema vai interpretar os processos apenas, se você não é o tipo de usuário que fica contando processos e observando quanto cada um está consumindo, é muito provável que você não note diferença nenhuma, inclusive, há promessas de que o sistema economizará ainda mais RAM graças a uma otimização no interpretador de Java Script do Cinnamon.

- O novo site, Cinnamon Spices, onde você pode encontrar complementos, extensões, desklets, temas e outras coisas para incrementar o Cinnamon, agora está com o novo visual completamente ajustado e pronto para ser utilizado, vale uma passada por lá.

Linux Mint 18.2 Sonya LightDM
Linux Mint 18.2 LightDM

- Confirmando as suspeitas que nós levantamos no post do mês passado sobre as novidades do Linux Mint 18.2, que aliás, traz outras informações interessantes que você vai gostar de saber, o LightDM tomará o lugar do MDM como gestor de login, isso dará ao Linux Mint uma aparência muito mais agradável e uma transição da tela de login para o desktop muito mais suave. Como comentado no artigo do mês passado, as opções de configurações e ajustes que atualmente estão presentes no MDM deverão ser transportadas para o LightDM, que não usará o Unity-Greeter, por questão de compatibilidade, no lugar será utilizado o Slick-Greeter que é "mais cross-distribuition", como foi comentado, permitindo que o Cinnamon também possa usar este gestor em sistemas que não são derivados do Ubuntu.

No anúncio oficial de Abril também tivemos duas informações muito... don't know, curiosas, talvez?

A primeira é que poderemos em breve ter no mercado uma espécie de "MintBook", uma laptop nos modelos do Macbook com Linux Mint de fábrica e a segunda é "intrigante", Clement Lefebvre, criador e líder do Linux Mint, disse para ficarmos de olho do sistema operacional do computador de Elliot na terceira temporada de "Mr. Robot", será que vamos ter o Mint no computador do hacker mais famoso no mundo das séries? Se vamos eu não sei, mas seria muito legal para o marketing do sistema, isso sem dúvidas.

Essas são as novidades por hora, a data de lançamento não foi mencionada, fique ligado no blog para não perder nada e nos conte o que achou de tudo isso através dos comentários,  até a próxima!
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Como criar e embutir legendas em vídeos usando Linux

Você gostaria de legendar algum vídeo e além de gerar o arquivo da legenda, também gostaria de embutir o arquivo no vídeo final? Então confiras as nossas dicas para você conseguir fazer isso utilizando Linux.

Como criar legendas para vídeos no Linux




Recentemente eu recebi este pedido nos comentários de um dos vídeos no canal, a dúvida consistia em quais ferramentas que poderiam ser utilizadas para criar legendas para vídeos e também como embutir as legendas, depois de finalizadas, em um arquivo final.

Eu tenho certeza que existem muitas outras ferramentas além das que eu vou sugerir aqui, então se você conhece alguma bacana e que não faz parte da minha lista de indicações, fique à vontade para adicionar os nomes através dos comentários do blog.

Programar para redigir legendas no Linux


Primeiro, vamos falar sobre os programas que você pode usar para criar as legendas, neste caso eu tenho 3 sugestões.

1 - Gnome Subtitles

Gnome Subtiles

Todos os editores de legendas que eu pude testar são semelhantes, tanto em aparência, quanto em recursos, então o melhor a se fazer é testar e ver qual você gosta mais.

Este programa está repositório de praticamente todas as distribuições Linux e você encontra mais informações sobre ele, incluindo links para download para todas as distros no seu site oficial.

2  - Gaupol

Gaupol Legendas no Linux

Outra alternativa interessante é um software chamado Gaupol, ele é bem parecido com o Gnome Subtitles, apesar de eu ter achado um pouco mais confuso a adição das legendas, com alguns minutos você se acostuma e depois o trabalho que se segue é quase que automático.

O Gaupol também é encontrado nas centrais de aplicativos e repositórios da maioria das distribuições Linux, mas ao contrário da opção anterior, este programa também tem versão para Windows, então se você gostaria de fazer este trabalho através do sistema da Microsoft, também será possível. Consulte o site oficial para downloads e mais informações.

3 - Aegisub

Aegisub legendas no Linux

A interface é simples também, mas o Aegisub coloca várias coisas interessantes diretamente na frente, como a opções de formatação do texto da legenda, com cores, tamanhos e tipo de fonte bem  à mostra. Se comparado com os outros dois, a sua interface não parece tão simples, mas não se assuste por isso.

O Aegisub também está disponível nos repositórias oficiais da maioria das distribuições Linux, entretanto, caso você use Windows ou macOS, há versões para eles também, basta acessar o site para ter mais informações.

Bônus: Kdenlive

Editando legendas no Kdenlive

Claro, poderia ser qualquer outro editor de vídeo. Diferente dos demais, o Kdenlive não é feito exatamente para legendar, apesar de ser possível. Se a sua intenção é legendar um episódio de uma série, anime ou filme, ou mesmo uma palestra, enfim, vídeos mais longos, certamente o Kdenlive, ou qualquer outro editor não será a opção mais produtiva, porém, para legendar pequenos trechos ele pode ser muito eficaz, especialmente porque você pode renderizar o vídeo com a legenda diretamente dele.

Avidemux - Embutindo legendas em vídeos


Normalmente depois da trabalheira de legendar um vídeo extenso, salvamos o arquivo em formato comum de players de vídeo, comumente .srt, mas podem existir outros também. 

Você, obviamente, pode reproduzir o vídeo em um player e carregar a legenda como um arquivo sem maiores problemas, mas se a sua intenção é disponibilizar o vídeo já com a legenda, por qualquer motivo que seja, você terá de inserir ela no vídeo e renderizá-la junto.

Para fazer isso, o melhor programa que eu conheço é o Avidemux, isso não significa que ele é efetivamente o melhor para fazer o trabalho, é o melhor que EU conheço, mas ele faz muito bem seu trabalho. Se você conhecer outro bacana, fique à vontade para comentar.

Avidemux legendas

O Avidemux é também um editor de vídeos simples, mas tem a função de carregar legendas, o que permite que a gente consiga juntar o texto que produzimos antes no formato .srt com o vídeo em questão.

Provavelmente você vai achar o Avidemux na Central de Programas da sua distribuição, ou no repositório em si, sendo qual seja a sua ferramenta para instalar pacotes, contudo, neste caso eu recomento utilizar a versão disponibilizada no site através do formato AppImage, ele já vem com alguns codecs e possivelmente é uma versão mais atualizada que a do seu repositório.
Leia também: Como usar Apps no formato AppImage
Com o Avidemux aberto, você primeiro deve abrir o vídeo no qual a legenda deverá ser embutida. É importante que seja o mesmo vídeo que você usou como base na hora de criar as legendas com o Gaupol, Gnome Subtitles, Aegisub ou qualquer outro, pois assim os tempos estarão corretos e você não terá tanto trabalho para sincronizar as coisas.

Avidemux - Adicinando legendas

Para abrir o vídeo, basta ir no menu "File>>Open" e escolher o arquivo do vídeo, simples. Você também pode clicar na pastinha logo abaixo de "File".

Para adicionar o seu arquivo de legenda salvo antes, quando você o criou com um dos programas, clique no menu "Video>>Filters", a janela da imagem acima vai se abrir, selecione a opção "Subtitles" no painel da esquerda, no painel central haverá apenas uma opção, dê dois cliques nela e selecione através do gerenciador de arquivos o seu arquivo de legenda .srt (ou outro), se a importação e conversão deu certo, você verá o arquivo no painel da direita.

Só isso! Agora é só exportar o vídeo, vá até o menu "File>>Save", escolha o nome do arquivo final e a pasta de destino, também é possível mudar o formato e usar diversos encoders diferentes.

Agora você já tem o seu vídeo com legenda e tudo mais. 😀

Até a próxima!
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Confira as novidades quentes no Linux Mint 18.2

A nova release do Linux Mint se aproxima e os desenvolvedores tem novidades interessantes para os usuários do sistema do sistema, confira agora as novidades do último boletim de desenvolvimento do Mint.

Linux Mint 18.2




Essa imagem que você está vendo logo acima é o novo MintBox, uma das novidades deste mês para o Linux Mint. O MintBox já foi notícia aqui no blog há muito tempo, o dispositivo é um pequeno e potente computador que é vendido com o Linux Mint pré-instalado.

Tirando esta novidade, existem várias pequenas e interessantes mudanças que serão feitas no Linux Mint, especialmente na interface principal, o Cinnamon.

Xreader Linux Mint

O Linux Mint passou a criar forks de aplicativos Gnome para que pudesse manter por conta própria e integrar perfeitamente em todas as versões do sistema, assim, independente da interface que os usuários escolherem, os aplicativos serão redundantes, o que é uma ideia interessante.

O Xreader por exemplo, fork do leitor de documentos e PDFs, Evince, recebeu atualizações, um design melhorado e melhor integrado com os temas do Mint e melhor suporte para telas sensíveis ao toque.

O gerenciador de atualizações continua a receber refinamentos também, agora ele separará melhor as atualizações por nível de impacto no sistema, indo de 1 á 5, sendo que as maior parte das atualizações serão consideradas de nível 1 e 2. Além disso, agora os usuários poderão gerenciar scripts de inicialização através de uma interface simples e configurá-los de forma gráfica no cron.

LightDm no Linux Mint

Outra novidade poderá ocorrer no gestor de Login, atualmente o Mint usa o MDM, um gestor desenvolvido por eles mesmo que permite uma série de configurações e personalizações, incluindo animações em HTML5, porém, está sendo considerada uma mudança para o LightDM, o mesmo gestor que o Ubuntu utiliza atualmente por questão de beleza e design.

LightDM Linux Mint


Para não tirar dos usuários as opções de personalização que o MDM fornece, os desenvolvedores do Linux Mint criaram um interface para customização simples do LightDM, dando a ele basicamente as mesma funções que o MDM já tem.

Uma notícia que eu gostaria de ler  mas que infelizmente ainda não está perto de se tornar realidade, aparentemente pelo menos, é a construção de uma nova e moderna Central de Apps, mas em fim, a esperança é a última que morre.

Se você quiser ler as notas oficiais do boletim de Março do Linux Mint basta clicar aqui.

Conta pra mim aí nos comentários o que você está esperando no Linux Mint 18.2? Ele deverá sair em Maio se seguir o plano normal.

Até a próxima!
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quinta-feira, 6 de abril de 2017