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Como reparar o seu sistema sem ser V1D4L0K4!

No artigo de hoje vamos falar sobre algumas práticas que eu considero extremamente válidas para qualquer pessoa que se julga um usuário de computador médio ou avançado, se você for leigo, este é o trabalho do técnico e não seu, e francamente, não há nada de errado com isso.

Formata, formata, formata!



Há alguns anos atrás eu iniciava a minha carreira no ramo da tecnologia, como a maior parte das pessoas, eu iniciei minhas experiências com o computador pessoal com o Windows, especificamente com o XP, para ser mais exato. Podemos dizer que comparado a algumas pessoas que eu conheço, eu comecei até tarde.

Naquela época eu era o tipo mais básico de usuário de computador. Usava o Notebook para jogar GTA San Andreas, FIFA e Need For Speed: Carbon e não ia muito além disso, via algum filme, ouvia mp3 e fazia trabalhos para escola no Word.

Desde aquela época, customizar e configurar o computador era algo que me atraia. Eu não sabia formatar, não fazia ideia de como isso funcionava, então costumava ser receoso sobre o que exatamente mudar, pois, por conta de onde eu morava, se precisasse levar o computador para a assistência, além de caro, era um pouco distante, apenas na cidade vizinha tinha algum serviço do tipo disponível.

Essa pequena história reflete o início da minha vida com a informática e com a tecnologia de forma geral, tirando os consoles que eu tive contato mais cedo.

Quando você se torna o mestre das computarias


Tem uma fase da vida de toda pessoa que gosta de tecnologia em que ela começa a ler, estudar, ver vídeos, em suma, consumir conteúdo relacionado ao tema. Quando isso acontece, é mais do que natural que a confiança aumente para começar a fazer testes mais avançados no computador, testar programas e sistemas operacionais diferentes.

Houveram duas épocas em que cheguei a formatar o computador mais de um dúzia de vezes por dia.

Por vezes não era necessário, outras, eram puro treinamento. Esses momentos foram quando a Microsoft lançou o Windows 7, e eu passei do XP para ele e quando eu comecei a testar Linux com o Debian e com o Sabayon.

É exatamente sobre essa fase que eu quero conversar com você, dependendo da sua postura para resolver problemas, o seu aproveitamento pode ser muito melhor.

Formata que eu gosto!


Houve um momento em que eu estava aprendendo a formatar o computador, eu tinha um DVD de Windows e eu tinha um DVD do Sabayon Linux. Como eu não tinha acesso pleno à internet e francamente, mesmo que tivesse eu não sabia pesquisar, desconhecia até mesmo a existência da palavra "fórum", a maneira que eu encontrei de treinar formatação foi formatando o meu computador diariamente. Nessa época meu backup cabia em um pen drive, então, nunca foi problema.

Depois que formatar se tornou algo simples pra mim, eu deixei de formatar tantas vezes diariamente, porém, quando tinha um problema no computador eu não pensava duas vezes e formatava. Uma vez eu exclui as barras do KDE Plasma e como eu não sabia pôr elas de volta, eu formatei o computador para ter os recursos no sistema de novo.

Acho que você acabou de perceber o problema disso, não?

Independente do sistema operacional, formatar nem sempre é a solução. Pode resolver? Pode. Existem circunstâncias em que vai resolver? Sim, diversas. Mas se a sua intenção é aprofundar seus conhecimentos, formatar deve ser o seu último recurso, especialmente no Linux, onde praticamente tudo é "arrumável".



Seguidamente eu vejo pessoas com problemas que podem ser contornados de diversas formas e  outras pessoas sugerindo que mudar de sistema é a melhor solução. Isso é um equívoco tremendo!

As distribuições Linux em geral não tem tanta diferença assim entre elas e dependendo do problema, simplesmente trocar de sistema não servirá para nada e pior, eventualmente vai trazer mais dúvidas  e problemas para o usuário por se tratar de algo novo.

Dicas para resolver problemas e ainda tirar conhecimento das situações


Se a sua intenção é, além de ajudar a resolver o problema de alguém, trazer conhecimento para você e para a pessoa que você está tentando ajudar, considere identificar exatamente qual o causador do problema.

Sempre há um motivo específico!

- Ah! Meu Windows está dando tela azul!

- Ah! Meu Ubuntu está travando!

- Ah! Meu Fedora não instala um programa!

As respostas que eu costuma ver são mais ou menos assim:

- Esse (encaixe o sistema que preferir aqui) não funciona mesmo, é todo bugado. Melhor instalar o (encaixe o sistema que preferir aqui), eu uso há (encaixe o tempo que você usa o sistema) e nunca deu problema.

Eu já perdi as contas de contas vezes eu vi situações semelhantes a esta.

Identifique o problema, sempre há um agente causador.

Se você conseguir identificar o que causa o comportamento anômalo, além de acrescentar conhecimento para você ou para quem precisa de ajuda (ou ambos), você provavelmente conseguirá evitar que o problema ocorra novamente e dar uma solução eficaz e permanente.

Entenda que um mesmo sistema vai se comportar de forma diferente em computadores diferentes e quanto mais pessoas o utilizarem, mais sujeito a provações diferentes ele vai estar e problemas mais diversos tendem a aparecer. Qual sistema tem mais bugs? Um em que a cada 10 usuários, 3 tem problemas ou um que a cada 100 usuários, 20 tem problemas?

Não é porque você não teve problemas, que o mesmo vai se repetir com um terceiro, e não é porque você teve problemas, que os demais não vão ter. O nível de complexidade para estas coisas é muito alto para você achar que simplesmente trocar de sistema resolve qualquer parada.

Não seja radical, não formate por conta de qualquer problema (obviamente respeitando a urgência da ocasião), procure reparar o seu computador de uma forma mais específica, isso vai te tornar um usuário muito mais técnico. Se o problema é a interface, troque a interface, se o problema é o Kernel, troque o Kernel, se o problema é o Driver, troque o driver, se o problema for você... bom, estudo um pouco mais, conhecimento nunca é demais, não é, não? 😀

Até a próxima!
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Por que a Microsoft foi acolhida de braços abertos pelo Linux?

Hoje eu li um texto muito bem redigido que abordava este assunto curioso, depois de tantos anos em que a Microsoft via o Linux como concorrente, nos últimos tempos a forma com que a empresa trabalha com o sistema é completamente diferente, mas talvez o que chame mais a nossa atenção é como as empresas e até mesmo a "The Linux Foundation" encaram o assunto.

Microsoft  e Linux de mãos dadas




O texto e as reflexões foram feitos pelo site Datamation e levantam alguns pontos interessantes, assim como alguns números também. Além de mostrar um pouco do que eles escreveram, eu quero colocar a minha opinião pessoal (não necessariamente de todas as pessoas que trabalham no Diolinux) sobre o assunto.

A Microsoft vem ajudando o desenvolvimento da comunidade Open Source de forma mais ativa desde 2005; enviando funcionários à eventos de tecnologia aberta, patrocinando muitos eventos também, ajudando no desenvolvimento do Kernel Linux, abrindo o código de algumas aplicações que outrora eram fechadas como o .NET e o Chakra Javascript, trabalhando com a Canonical para levar o Ubuntu e o Bash para dentro do Windows 10, lançando o Power Shell, o Visual Studio Code e SQL Server para Linux  e trabalhando com Red Hat, SUSE e novamente com a Canonical para oferecer as distribuições no Microsoft Azure, e claro, declarando amor ao Linux.

Tudo isso e muito mais na verdade, incluindo estudar a possibilidade de transformar o Windows em uma plataforma open source e até mesmo lançar uma certificação Linux para o Microsoft Azure.


Porém, para algumas pessoas, não importa o que a empresa faça, nunca será o suficiente, nunca será "sem uma segunda intenção", a Microsoft continua a ser o inimigo e aparentemente isso não faz tanto sentido para a Linux Foundation e outras empresas que trabalham com Linux atualmente.

O texto do Datamation faz uma análise justamente sob este aspecto. Os usuários de Linux não precisam  mais ver a Microsoft como uma "vilã", segundo eles, simplesmente porque ela é uma empresa como qualquer outra que usa o Linux para desenvolver os seus projetos, com a diferença que ela é uma das maiores e mais ricas empresas, não só do mundo da tecnologia, mas do mundo em geral.

Eu vou até um pouco mais afundo neste assunto. Acho perfeitamente natural quem veste a camiseta do software livre e open source de uma forma mais rigorosa, até mesmo ríspida em alguns casos, não ir muito com a cara da Microsoft, justamente pela história com softwares proprietários e as manobras de mercado para fazer as pessoas fidelizarem-se, especialmente ao Windows e ao Office, mas eu me coloco fora desse grupo.

Você não vai me ver gritando "GNU! GNU! GNU!" ou qualquer coisa do tipo. Sabe por quê?

Simplesmente porque eu não consigo odiar a Microsoft. Eu não consigo odiar ninguém, pra falar a verdade. Não considero a empresa inovadora, mas ela certamente é uma das grandes popularizadoras da tecnologia, se dependesse da Apple por exemplo, nem todo mundo teria um computador em casa com tanta facilidade, ao menos pelo que a história nos mostra.

Eu quero convidar você a fazer uma reflexão e é mais do que óbvio que você não precisa concordar comigo, você não precisa pensar igual a mim, você apenas precisa pensar sobre...

O comportamento das pessoas segue certos moldes


Psicologicamente falando, toda a vez que nos inserimos em um grupo no qual nos identificamos, é natural buscarmos afirmações ou "fatos" que reforcem a nossa posição, indicando que estamos corretos em estamos ali.



Imagine alguém que se descobriu gostando muito de uma banda punk e passa a frequentar locais e andar com pessoas que tenham o mesmo gosto (nada mais natural, não é verdade?) e que tenham coisas em comum (de preferência muitas). Isso é um exemplo genérico, mas talvez (quem sabe?) exista uma possibilidade de você se sentir assim a respeito do Linux.

Depois que você passou a utilizar o sistema e se envolver com "assuntos da comunidade", a probabilidade de você buscar textos, vídeos e conteúdo de forma geral que reafirmem que você está no "lugar certo", e que os demais estão errados (isso vale também para a briga entre distros), ou que no mínimo não estão tão certos quanto você, é bem grande. Não se sinta mal por isso, este é um efeito de comportamento comum que nós nos prostramos todos os dias sem nos darmos conta com praticamente todas as nossas opiniões sobre tudo. Mas depois de você ter ciência deste tipo de coisa, cabe a você fazer algo para combater, pois fazer isso sob qualquer aspecto do conhecimento é fechar os olhos para todos os outros. Se você não olhar as outras opções da mesma forma com que olha para o gosta, de uma forma aberta, dando-se direito a mudar de ideia caso seja necessário, você corre o risco de ter um conhecimento seletivo.

Dificilmente você que agora é alguém que adora punk vai gastar tempo da sua vida ouvindo um ritmo diferente que você "sabe" que é ruim, como Jazz por exemplo. E como você sabe que é ruim? Ora, não é punk! É óbvio que é ruim, ou no mínimo, não é tão bom. Muita gente pensa assim.

Conhece alguém que faz isso?

Esse tipo de coisa acontece de forma praticamente inconsciente, é natural do ser humano. Quando você menos percebe a maior parte das coisas que aparecem no seu Facebook são coisas relacionadas ao Linux e a quanto ele é legal, os seus sites favoritos são sites que falam sobre o assunto e endossam a "causa" e você acaba se fechando numa "bolha" onde você acaba tendo a impressão de que todos ao seu redor (ou a maior parte ao menos) usam/conhecem/gostam de Linux, fazendo com que ele ganhe uma proporção que não existe exatamente se pudermos olhar do "Big Picture."

Se quiser ver como o efeito da informação seletiva acaba regrando as nossas vidas, troque "Linux" por qualquer outro assunto que você goste muito, pode ser opinião política, time de futebol, religião, economia, música. Meu amigo... a lista é longa. Faça o teste.

O ideal para você construir uma opinião é usar uma das mazelas do método científico. Se você gosta muito de algo e acredita que aquela é a forma certa de ver as coisas, procure algo totalmente oposto e com argumentos convincentes contrários. Depois disso você vai passar a reforçar ainda mais o seu ideal ou vai descobrir o que normalmente é a realidade, duas pessoas podem ter opiniões completamente diferentes e ainda assim não estarem completamente erradas. É a chamada falácia da falsa dicotomia, acontece muito no Brasil em vários campos diferentes.

Muito bem, onde eu quero chegar com tudo isso?


Bom, existem duas coisas que eu conheço que são capazes de unir as pessoas rapidamente:

1 -  Gostos e objetivos em comum.
2 - Inimigos em comum (ou alguém ou algo para lutar contra).

E olha que eu acho que ter inimigos em comum é um fator de ligação muitas vezes até mais forte do que gostos e objetivos em comum. É só você parar para pensar no ditado "inimigo do meu inimigo é meu amigo". 

No mundo Linux seria assim com várias aspas!!!

"Vamos todos lutar contra a Microsoft e depois que ela acabar a gente se mata para definir qual a melhor distribuição, mas como está demorando para acabar com a Microsoft vamos nos matar um pouco aqui para ver qual a melhor distribuição porque do contrário a vida fica muito monótona."


Acontece que o inimigo para muitas pessoas do mundo Linux sempre foi a Microsoft e agora que a Microsoft parece muito mais uma Google da vida, mesclando tecnologias próprias fechadas com abertas em seus negócios, essas pessoas estão confusas, porque o sentimento de repulsa quanto à empresa não faz tanto sentido mais, porém, tirar isso delas é quase que tirar um dos sentidos da vida que foram colocados e estão sendo utilizados há anos!

Eu já falei diversas vezes: eu não gosto da ideia de ter inimigos. Tenho certeza que muita gente não vai com a minha casa nesse mundo Linux, talvez justamente por eu não defender as suas causas como muitos gostariam que eu defendesse, mas alguém ser meu inimigo não significa que a minha recíproca seja verdadeira e de mesma intensidade, muito pelo contrário. Até que ponto ter um inimigo a combater dessa forma faz algum sentido?

Certamente, ter um objetivo, um lugar para chegar, por assim dizer, é um fator motivacional e tanto, mas cá entre nós, eu não curto muito essa ideia, não. Ao menos não desta forma.

No Datamation eles fazem uma constatação interessante relacionando a forma com que as empresas Open Source; Red Hat, Canonical e SUSE abraçaram a Microsoft com ar de festa. Fazer uma associação com a Microsoft é um quase um selo de qualidade.

Uma parceria com a Google teria o mesmo efeito, mas talvez por não ser a Microsoft, alguns usuários Linux e defensores do SL não ficariam tão indignados, não é verdade? Pare para pensar. Se ao invés de Ubuntu on Windows fosse Ubuntu on Mac o barulho seria menor, pode ter certeza.

Como o Datamation observa, a Microsoft tem um faturamento anual muito perto dos 100 bilhões de dólares e mais de 100 mil funcionários ao redor do mundo, a maior empresa open source do mundo com capital aberto é a Red Hat, que tem faturamento de 2 Bilhões em média (e crescendo) e cerca de 8 mil funcionários, uma empresa grande sem  sobra de dúvidas, mas nada perto da Microsoft.

Canonical e SUSE não tem capital aberto ainda, apesar de isso ser cogitado pela desenvolvedora do Ubuntu, mas a quantidade de funcionário mal chega a mil pessoas para cada.

Às vezes é bom dar uma olhada nesses número para ter uma real proporção das coisas. Mas eu não vejo isso como "pequenez" para as distros como o Ubuntu, Red Hat e SUSE, eu olho estes números e vejo o quanto esses sistemas conseguiram avançar sem ter todo esse capital que a "Gigante de Redmond" tem, esses 3 sistemas e seus derivados dominam praticamente toda a nossa tecnologia, exceto os desktops. É tipo aquele mosquito no olho que faz alguém bater o carro.

Estar associado com a Microsoft abre uma brecha para essas empresas à longo prazo, onde as marcas se fortalecem. A verdade é que fora do mundo Linux e dos profissionais de T.I., são raras as pessoas que já ouviram falar de Canonical, SUSE e Red Hat e qualquer tipo de publicidade que faça com que essas marcas cheguem até o público consumidor é valido.

O curioso é quando nós fazemos parte deste mundo de pessoas que estão mais envolvidas com tecnologia, especialmente com Linux, a gente esquece essa proporção. Mas deixa eu te lembrar que a MAIOR E ESMAGADORA parte das pessoas que usam o computador no mundo não se importam com nada disso, elas só querem atingir seus objetivos através do computador, o computador é a ferramenta, e não o objetivo. Pense nisso toda vez que você achar que compilar alguma coisa é uma solução boa para usuários comuns.

Na minha opinião, tomar a Microsoft  como inimiga do Linux ou do Software Livre é algo inútil, não resolve o "problema" e nem sequer dá uma direção para onde os seguidores do Stallman precisam ir, isso simplesmente é uma forma de concentrar a consternação acumulada em uma empresa que nunca será atingida simplesmente por filosofia. Isso não quer dizer que a filosofia não deve existir, mas quer dizer que para haver mudança de verdade é necessário ser estratégico, é necessário agir, é necessário abrir mão de ter liberdade (em termos de software) em tudo para ganhar terreno e avançar até um ponto onde isso não fará mais tanta diferença pois será natural.

Meu objetivo com o blog Diolinux e o canal é falar sobre tecnologia de todos os tipos, eu já fui muito mais "radical" nessa questão de ser contra a Microsoft, mas com o passar do tempo eu realmente encontrei o meu objetivo na vida, e não, ele não é odiar ninguém ou alguma coisa.

Eu olho ao meu redor e vejo pessoas que precisam da tecnologia para facilitar as suas vidas e o modus operandi do movimento open source pode trazer algumas vantagens claras para quem for utilizar, mas longe de mim dizer que é a melhor solução para todo mundo. Eu não sou todo mundo, eu não conheço todo mundo e muito menos a forma de pensar de todo mundo, como posso dizer para alguém que existe uma forma certa de ver determinado assunto? Acho que isso não vale só para Linux.

Mostrar coisas que facilitem o seu dia a dia, independente da licença, sistema ou condição de uso é algo que me importa mais. Eu quero que você seja feliz em utilizar o seu computador e as coisas ao seu redor.

Ah! E quero aproveitar para citar Belchior, se me perguntarem:



Curtiu a música? Veja a letra aqui.  Ilusão de Ótica também uma boa forma de explicar (musicalmente) a coisa toda.

"Meu delírio é a experiência com coisas reais."

"Encare a ilusão da sua ótica... ...Na visão da macrostória toda guerra é igual
A visão do microscópio é o ópio do trivial... ...Será que você me entende?"

Pra mim a Microsoft é só uma empresa como todas as outras que visam lucro e utilizam o que tem de melhor a sua disposição em um determinado momento da história para encontrar um equilíbrio que naturalmente muda ao longo do tempo para um lado ou para outro, com a finalidade de continuar crescendo economicamente e ainda assim ajudar as pessoas, você pode discordar dos métodos, mas lembre que do lado do seu "inimigo" sempre existem pessoas que também são bem intencionadas e acham que estão fazendo o seu melhor para mudar o mundo, no meio de mais de 100 mil funcionários, certamente haverão vários assim, e quer saber, eles podem discordar de você, mas talvez eles não estejam errados, e nem você! Cada um fazendo sua parte para tornar o mundo melhor sob algum aspecto.

Um final musical para um post hein! Isso fazia tempo que não acontecia, música muitas vezes explica algo que nós levamos muitas palavras para explicar. Quer mudar o mundo? Comece por você.

Até a próxima!
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ubuntu Phone: ZTE diz que consumidores não querem comprar aparelhos que não sejam Android

Más notícias vindas da ZTE, a empresa declarou em nota que não está aberta a desenvolver aparelhos com Ubuntu Phone por conta do público que dificilmente quer aparelhos que não venham com Android.

Ubuntu Phone




A pauta do Ubuntu Phone volta ao foco aqui no blog, não com boas notícias, mas na verdade para conversar sobre a incerteza sobre o projeto Ubuntu Phone, que neste momento tem aumentado. 

Apesar do Unity 8, que roda nos Smartphones e em breve nos PCs também estar chamando muito a nossa atenção, o mercado é muito mais complicado de dobrar, infelizmente ter um produto de qualidade e ter sucesso são coisas distintas, especialmente no segmento de Smartphones.

Segundo o pessoal do OMG Ubuntu,  o fabricante de Smartphones, ZTE, disse que não pretende lançar aparelhos não-Android porque os consumidores não tem interesse neste tipo de coisa, segundo as informações a ZTE já teria tentando em outros tempos abraçar vários sistemas operacionais diferentes para dar opções aos seus clientes, porém, os consumidores sempre preferiram os Androids.

Foi apontado, no caso, a falta de aplicativos que os "sistemas alternativos" sobrem, podemos incluir até mesmo o Windows Phone aqui, caso de Pokémon GO por exemplo, que não roda em outros sistemas (que eles possam usar) que não seja o Android.

Ao que parece, a BQ, desenvolvedora espanhola que deu vida ao primeiro Ubuntu Phone, está um pouco desanimada em fazer novas versões de aparelhos com o sistema operacional por conta vendas serem baixas.

Na minha opinião, dado o tamanho do mercado de Smartphones e da predominância de Android e iOS, a única forma do Ubuntu Phone decolar é ser compatível com Apps Android para já ter uma base grande aplicativos disponíveis para aí então trabalhar o marketing dos aparelhos e depois com muitos usuários, ou uma gama considerável pelo menos, tentar atrair desenvolvedores para criarem Apps para o seu próprio ecossistema, caso contrário, a menos que algo muito extraordinário aconteça, dificilmente o Ubuntu Phone vai deixar de ser uma aparelho para nichos pequenos de entusiastas em Linux e no Ubuntu, ainda que o projeto venha a ter qualidade técnica superior à concorrência.

Este não seria o "caminho dos sonhos" e nem o ideal, disso eu não discordo, mas as vezes é necessário adaptar o produto para o consumidor para depois dar vida aos sonhos outrora pensados.

O que você acha de tudo isso? Deixe a sua opinião nos comentários e até a próxima!
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O que é melhor? Um PC de US$ 10k ou um Mac de US$ 10k?

Uma coisa que me perguntam muito é sobre a minha opinião quanto aos produtos da Apple, especialmente os Macs e o iPhone, bom, vou tentar dar a minha opinião aqui sobre assunto aliada a uma curiosidade interessante, um comparativo entre máquinas de uma valor estimado semelhante.

PC e Mac de 10k




Eu sou um admirador das construções de hardware da Apple, a integração hardware e software sempre gera algo interessante. Mas como já mostramos aqui, curiosamente, nem sempre o Mac OSX para ser o melhor sistema para o Mac, ou pelo menos não em todos os casos. Quem lembra do teste do Ubuntu em um Macbook onde o Linux teve um desempenho superior?

Que os aparelhos da Apple são de qualidade não me resta a menor dúvida, mas isso não quer dizer que eles sempre sejam superiores como muita gente diz. Vamos ver agora um vídeo comparativo, são duas workstations para produção audiovisual, ambos os computadores custam em torno de 10 mil dólares, observando as configurações de cada máquina (no final do vídeo) podemos até ver que tecnicamente falando algumas peças do PC são superiores, bom, confira o vídeo e depois continuamos :)


Como você pode ver, o PC saiu-se melhor no fim das contas. Podemos ver que o mesmo poder aquisitivo pode trazer resultados diferentes neste caso. Isso quer dizer que este Mac é ruim? É claro que não! Quer dizer que ele é menos bom, especialmente em seu custo benefício.

Custo/Benefício


É aqui onde a coisa pesa contra a Apple, especialmente no mercado brasileiro onde um Macbook pode custar facilmente mais de 10 mil reais em modelos nem tão extremos. O mesmo vale para os iPhones, são aparelhos bons, de fato, mas que não valem o que custam.

Se você tiver a oportunidade de comprar um Mac, ele será um bom computador, independe do sistema operacional que você vá usar nele, mas se você não é do tipo que tem dinheiro sobrando ele realmente não será uma boa opção, e cá entre nós, mesmo que eu tivesse dinheiro sobrando eu não pagaria 12 mil reais em um Macbook PRO, acredite, dá para fazer muita coisa com esse valor em um PC.

Como ter uma máquina veloz gastando menos?


Oh! Eis a mágica que todos querem. Quando você utiliza Linux existem várias otimizações de sistemas e interfaces que podem ser feitas com a intenção de reduzir consumo de memória, de processador e melhorar a agilidade do sistema, porém, supondo que você não queira usar Linux (ou queira, neste caso tanto faz), invista o seu dinheiro em um SSD.

Sem dúvida ter um bom conjunto de hardware, um processador bom, uma boa quantidade de memória, uma placa de vídeo decente, tudo isso fará diferente, mas realmente o maior "gargalo" das máquinas atuais e a taxa de transferência de dados dos HDs, reserve uma pequena parcela do que você gastaria em um Mac e coloque um SSD no seu computador, sinta a diferença.

E aí, você prefere PC ou Mac? Deixe a sua opinião nos comentários.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Depoimento de um novo usuário do Ubuntu 14.04 LTS

Existem muitas histórias de migração de sistemas Linux por aí, sempre que eu posso procuro compartilhar com as pessoas isso, desta vez vamos conhecer a migração do nosso leitor Jhones Sales.

Migração para Linux

Migrar para o Linux sempre rende boas histórias


Antes de dar-mos entrada ao depoimento do nosso leitor eu gostaria de sugerir a leitura do "Guia completo da migração para o Linux" que nós produzimos para todos os iniciantes, confira.



Minha experiência com o Ubuntu 14.04 LTS, por Jhones Sales


Bom, eu já ouvia falar sobre Linux a muito tempo e sempre tive curiosidade de testá-lo. Até que um certo dia essa curiosidade sobre o sistema bateu forte e fui pesquisar na internet sobre o assunto, até então não sabia o que era um kernel ou um distro... achei que Linux fosse o próprio sistema. 

Pesquisei durante 2 semanas sobre o assunto e ví muita gente falando mau, ví comentários que falavam que Linux só servia para olhar o face e pessoas dizendo que as alternativas para programas do Windows no Linux não chegavam nem aos pés dos programas como Photoshop, Corel e Office... 

Resolvi ver um vídeo no YouTube de como instalar Ubuntu, depois entrei no site oficial e baixei a iso. Meu primeiro problema foi para gravar o dvd... O primeiro que gravei dava erro durante a instalação, como se o dvd estivesse corrompido. Não desisti e gravei outro cd, dessa vez em velocidade mais baixa 4x. Também não obtive êxito, dessa vez ele não passava da tela de carregamento com o nome Ubuntu... mas o primeiro cd gravado rodava o sistema perfeitamente, o erro era apenas na hora de instalar. Então baixei a iso novamente e gravei pela terceira e ultima vez, por sinal foi dessa que deu certo. 

Achei a instalação super simples e bem mais fácil que a do Windows, vou dividir o restante do texto por tópicos, para facilitar. 

Coisas que me impressionaram ao primeiro uso.


Logo que instalei o Ubuntu fiquei de boca aberta, impressionado quando vi a tela perfeitamente ajustada ao meu monitor, caramba eu sempre tinha que instalar o driver de vídeo no Windows. 

Primeiros Minutos com o sistema


Algo que sempre tive que fazer no meu notebook logo depois de instalar Windows foi ter que ligar um pen drive com os drivers para que tudo funcionasse perfeitamente. O primeiro driver que pensei em instalar foi o do wifi para facilitar o restante, mas foi ai que quando olhei para o teclado vi a luz branca indicando que o wifi já estava ligado, eu não me aguentei e soltei um grito “PUTA QUE PARIU” o Ubuntu havia reconhecido a minha placa de rede sem precisar instalar nem um driver. Coloquei o pen drive no note e a pasta abriu super rápido (isso também me impressionou) ai eu vi os arquivos rar e zip e pensei “vishhhh....... e agora como faço pra descompactar?” cliquei em cima de um deles com o botão direito e novamente um grande “PUTA QUE PARIU” o sistema já vinha com um descompactador... 

Depois disso pensei que teria que baixar algum navegador de vergonha para poder baixar o restante dos drivers, foi ai que vi o ícone do mozila na lateral e pensei, caramba não acredito nisso. No Windows eu sempre tinha que entrar em uma luta com IE e baixar logo de cara o chrome. 

Quando abri o navegador e entrei no site da hp para baixar os primeiros drivers, adivinha só. O flash já estava instalado no navegador e reproduziu som, nessa hora eu disse PORRA essa porra reconheceu meu hardware de áudio, quando instalava Windows no meu note sempre tinha que instalar o driver de áudio, nessa hora eu pensei “bom se ele reconheceu meu monitor, minha placa de rede e meu áudio sem drivers... o que mais ele pode reconhecer?”. 

Abri a dash e vi alguns aplicativos e coisas, de cara fiquei perdido, ai vi a barra de pesquisa. A primeira coisa que digitei foi “webcam” afinal eu sempre tive problemas com webcam no Windows, tendo que baixar não só drivers mas também algum programa capaz de usar a minha webcam. Foi ai que vi o aplicative Cheese, eu abri ele e caramba, ele reconheceu a minha webcam sem ter que instalar nem um driver. Até então eu já avia economizado mais ou menos umas hora de pesquisas e instalação de drivers. 

Depois eu fui ver que ícones eram aqueles naquela barra lateral e vi alguns bem parecidos com os programas do Office, passei a seta em cima e vi LibreOffice e lembrei dos comentários e coisas que vi falando mau sobre ele na internet, dai eu abri primeiro o calc e meu Deus... em menos de 3 segundos a planilha estava aberta na minha frente, não deu tempo nem de prestar atenção na tela de carregamento. Eu pensei nessa hora “Realmente esse programa deve ser muito inferior ao Excel, não tem como ele abrir a essa velocidade e ter as mesmas funções e recursos do Excel.” Pois é meus amigos... eu me enganei feio, e o calc tinha todas as ferramentas que uma pessoa poderia precisar e algumas bem avançadas. Fui testando depois os outros aplicativos do LibreOffice e cai na real que aquelas pessoas na internet não faziam ideia do que estavam falando a respeito dele. 

Aplicativos usados que cumprem com seu dever.


Algo que me chamou atenção foi aquela pastinha laranja com um A no meio, passei a seta e tinha escrito “Central de programas do Ubuntu” achei interessante e inovador e abri. Nossa como aquilo me impressionou, programas para tudo que eu precisasse com poucos clicks. Como já havia pesquisado um pouco sobre programas alternativos eu digitei gimp e me apareceu o gimp com um simples botão escrito “instalar”, eu realmente não acreditei que fosse apenas clicar ali, afinal estava acostumado a passar horas no Google pesquisando programas e em 90% das vezes um serial ou crack para instalá-los. Quando vi o gimp na barrinha lateral eu demorei a creditar. 

O chamado do dever
Ainda bem que os games não tem seus títulos traduzidos também


Depois foi o inkscape, Kdenlive, blender, banshee... todos esses foram programas que eu NUNCA havia ouvindo falar, não conhecia e não fazia a menor idéia de por onde começar a mexer neles. 

Testei todos e todos cumpriram com os seus deveres, muitíssimo bem por sinal. 

Obtive resultados melhores com o Blender que usando o 3DMax (pirata por sinal) sem falar no desempenho. 

A primeira vez que precisei usar o inkscape para criar um cartão de visitas eu fiquei completamente perdido, estranhei a interface e as ferramentas, achei o programa inferior ao Corel Draw a primeira vista. Fui pesquisando as barras de ferramentas aos poucos e descobrindo como se trabalhar com o programa, depois de uns 40 minutos o meu cartão de visitas saiu. Mas ai veio outra complicação, como levar a arte para a gráfica? Afinal eles lá usam Corel e não vão conseguir abrir o SVG. Contornei isso salvando a arte em PDF, me gerou alguns problemas quanto as cores que não saíram as mesmas, o Corel por padrão usa cores CMYK que são usadas para impressão... se você não sabe o que é isso ou acha que não precisar desse padrão de cores para imprimir, vou deixar ao final um tópico explicando melhor sobre isso... 

De forma mais resumida o inkscape hoje me satisfaz tão bem quanto o Corel, mas tem suas vantagens e desvantagens... as vantagens são maiores. 

Vantagens do inkscape


O sistema de vetorização do inkscape é de longe melhor que o Corel e Adobe, não há dúvidas quanto a isso, nunca vi em minha vida um sistema para vetorizar de forma tão perfeita quanto ele, sem falar na velocidade que absurdamente rápida se comparado com Corel e Adobe. 

Função de desfoque, isso não existe no Corel e permite criar efeitos de sombras ótimas. 

É gratuito e não me da o trabalho de ter que piratear... 

Arquivos SVG (padrão do inkscape) são extraordinariamente, absurdamente, inacreditavelmente mais leves que os do Corel e do Adobe, sem falar que os dados são armazenados com qualidade. 

Desvantagens do inkscape


Horrivelmente difícil ajustar um texto ao caminho com ele, se você quiser um texto em uma parte muito específica vai ter que criar uma forma separada como molde, para depois usar a ferramenta, converter o texto em curvas e deletar a “fôrma” que precisou criar, tudo isso não existe no corel, basta selecionar o texto clicar na ferramenta e sair arrastando a seta do mouse, o texto vai seguindo e você posiciona ele onde bem entender... e pode editá-lo depois sem problemas... 

Ele NÃO possui sistema de cores CMYK... isso pode gerar uma mudança drástica de cores na hora da impressão. 

Essas foram as que encontrei até agora... espero que não encontre mais nem uma, o programa tem me suprido de uma forma que realmente não esperava. 

Desvantagens do GIMP


O GIMP é sem dúvidas um ótimo programa e forte alternativa ao Photoshop, mas as vezes uma ferramenta específica nos faz falta, é o caso do laço magnético do Photoshop. O preenchimento automático do GIMP também é muito inferior ao do Photoshop, já precisei inclusive ter que abrir o photoshop (pirata) com o wine só para ter que usar essa ferramenta... 

O tema branco cansa muito rápido a vista, mas vi na internet que isso pode ser alterado e deixar ele com um tema escuro como o do Photoshop. 

Blender


Quanto ao Blender, meu Deus que aplicativo, não tenho absolutamente nada de ruim a falar dele, apenas coisas boas e posso afirmar por ter usado o 3DMAX durante 5 anos que o Blender é superior a ele. 

OpenGL


Sempre ouvi falar que OpenGL não prestava e confesso que eu também cheguei a falar mal dele sem ao menos pesquisar sobre ou saber direito o que ele era... Descobri que o utilizava sem nem ao menos saber. Sempre ouvi falar que o DirectX era melhor, isso e aquilo outro, essa baboseira toda de gamers que querem bancar de entendidos do assunto sem saber nem do que estão falando, escutam alguém comentar sobre o assunto, decoram o texto e saem dizendo por ai. 

O OpenGL é usado em consoles como PS3, WII e muitos outros, a Valve divulgou resultados com OpenGL no Linux (Ubuntu) que fizeram o DirectX parecer projeto de amador... Eu baixei WoW abri ele pelo WINE e ele rodou a princípio de boa, até que olhei pros lados e vi que os personagens estavam todos pretos e sem texturas, dei uma pesquisada no fórum do wow e descobrir que era apenas abrir um simples arquivo na pasta do jogo e acrescentar uma linha no final para o jogo abrir adivinha com o quê? Isso mesmo, o OpenGL e meus problemas resolvidos, mas o que me impressionou mesmo foi ver o jogo rodando a um fps maior que no Windows....... quando digo maior quero dizer 95 fps no Windows e 170 no Linux. 

Padrão de cores CMYK


O padrão de cores CMYK (sigla em inglês para as cores cião, magenta, amarelo e preto) é usado por TODAS as impressoras, você pode dizer “a mais eu sempre crio artes e desenhos em RGB e quando vou imprimir eles saem ok” acontece que as impressoras domésticas principalmente, contém dentro delas um software que converte as cores RGB para CMYK antes de imprimir, e isso pode ocasionar uma mudança nas cores se colocar pra rodar em gráficas. Me espanta que o inkscape não tenha suporte ao CMYK ainda, logo ele que é algo essencial para quem trabalha com gráficos e artes. 

Coisas que eu sempre fazia ao instalar o Windows em sua devida cronologia. 


-Instalar o Windows 7 

-Colocar um pendrive com o driver da minha placa de rede 

-Também no pendrive instalar o driver do teclado para poder ligar a placa da rede, sem ele a tecla f12 não funciona. 

-Abrir o IE e baixar o Chrome. 

-Entrar no site da HP e baixar o restante dos drivers que eram, 

--áudio 

--resolução da tela 

--touchpad 

--leitor de dvd 

--complemento do teclado para mostrar funções na tela 

--webcam 

--microfone 

--driver da impressora 

--driver do celular 

--driver do projetor 

Depois de tudo isso, que durava em média 40 minutos, eu ia instalar os softwares essenciais. 

-Avast 

-Winrar 

-Cyberlink (para a webcam) 

-Software da HP para poder fazer scans 

Em sequência eu instalava softwares adicionais. 

-Camtasia (pirata) 

-Photoshop CS6 (Também pirata) 

-Corel Draw X6 (Mais um pirata) 

-3D Max (esse é que era pirateado mesmo) 

-Nero (Nem precisar dizer que era pirata) 

-Framework 

-Java 8 

-DirectX e Direct3D 

-Flash player para o navegador 

-algumas dll para alguns programas 

-netbeans 

-emulador de ps1 

-emulador de ps2 

-emulador de snes 

-emulador de gba 

-emulador de n64 

-steam 

-Office... uma das piores partes, crackear o office 2013 

Foram 37 etapas

E lembrando que tudo isso era pesquisando na internet e baixando, ou seja era um processo que durava em média 4 a 5 horas, isso me tirava uma tarde inteira. Hoje depois de minha família ver e conhecer o sistema, pediram para que eu instalasse Ubuntu nos computadores deles também, e eu fiz. 

Coisas que eu precisei fazer ao instalar o Ubuntu. 

-colocar o cd na bandeja clicar umas 3 vezes em avançar e esperar alguns minutos para terminar, bom, não é querendo engrandecer o sistema, mas para a minha família que são usuários comuns até aqui já bastava, coloquei alguns aplicativos a mais em alguns casos 

-banshee, precisei apenas abrir a central de programas e com dois clicks estava instalado. 

-shotwell, como o de cima bastou apenas dois clicks. 

Bom pessoal como podem ver, para usuários comuns eu precisei de apenas 3 etapas. 

No meu note por outro lado eu precisei de um pouco mais, foram elas. 

-GIMP (bastou apenas abrir a central de programas e instalar, simples, rápido e fácil) 

-Inkscape (também pela central de programas, bem simples) 

-Blender (já falei que da pra instalar ele pela central de programas? Rápido e fácil.) 

-Kdenlive (caramba, ainda não precisei abrir a internet para pesquisar ou baixar nada!!!) 

-PlayonLinux (mais uma vez pela central de programas... já deu pra sentir o drama?) 


E acabou... foram 8 etapas... não da pra comparar, no Windows eram pelo menos 37, são 29 etapas a menos meu amigo... nos computadores da minha família que usam apenas para trabalho, ou seja Office e internet esse processo já desceu pra apenas 3 etapas... 

Estou sendo o mais sincero possível, não quero diminuir o Windows e nem engrandecer o Linux, mas ele facilitou minha vida de forma sublime. Quando voltei a programar bastou apenas entrar na central de programas e instalar o netbeans 8, pronto. Depois que passei a usar Ubuntu nunca mais precisei entrar no Google atrás de algum programa ou perder horas procurando cracks e seriais para programas pirateados, nunca mais precisei procurar drivers para as minhas coisas, uso Ubuntu a alguns meses e ainda não encontrei NADA que eu conectasse que ele não reconhecesse... tudo pega! 

Se você é gamer escuta essa, eu jogo League of Legends e World of Warcraft no Ubuntu. O Warcraft inclusive roda com perfeição e melhor que no Windows, é espantoso. Sem falar no steam... Jogos maravilhosos lá. 

No começo tive muito medo de migrar de sistema, de encontrar dificuldades e etc... diziam que era um sistema de servidores e que não prestava para desktop e muito menos para jogos. Bom, não sei de qual sistema estavam se referindo, mas posso garantir que estou demasiadamente satisfeito com o Ubuntu. 

Tive minhas dificuldades no primeiro mês, è claro, afinal são sistemas diferentes. Logo no começo estranhei o uso do terminal e aqueles comandos, eu pensei que seria complicado e acabei percebendo que aquilo ajuda e muito. As atualizações do sistema meu Deus, são super rápidas e fáceis, basta apenas abrir o terminal e com 2 linhas de comando eu atualizei meu sistema completo, atualizo na hora que quero, quando bem entender. Diferente do Windows que te obriga a instalar as atualizações lembrando a cada 10 minutos e ainda pede pra reiniciar depois... 

Minha família toda amou sair do Windows, meu pai quando viu depois da instalação o LibreOffice e viu que não precisava piratear nada, perder tempo com nada, ele ficou maravilhado. 

Minha mãe mandou logo colocar no computador da loja dela e eu como programador fiz questão de implementar o software que desenvolvi para ela para ajudar na gestão da loja, de modo que se integrasse com o LibreOffice. 

Minha irmã e meu cunhado também amaram, principalmente minha irmã que gosta de ser independente, quando ela viu que não precisa de mim para piratear nada, e que bastava abrir a central de aplicativos e escolher o que baixar, ela ficou super feliz. 

Para terminar o depoimento quero dizer, não me arrependo de ter saído do Windows e faço questão de divulgar o Linux, mais especificamente o Ubuntu 14.04 LTS que é a distro que uso.

Agradecimentos do blog Diolinux e Dicas


Agradeço ao nosso querido leitor Jhones Sales pelo depoimento, o texto foi muito divertido e motivador sem dúvidas.

Encontrei alguns links que podem ajudar tanto ao nosso amigo e leitor quanto a você que por ventura tenha os mesmos problemas, no caso do CMYK no Inkscape dê uma olhada neste link.

Sobre o GIMP para habilitar o CMYK nós temos aqui no blog um tutorial dedicado a isso, para o caso do tema realmente o tema claro faz os olhos doerem depois de ficar muito tempo trabalhando nele por isso nós desenvolvemos uma adaptação que chamamos de GimpShop e você pode baixar ela aqui, além de permitir ícones escuros, o tema ainda configura as teclas de atalho e organização do Photoshop, é muito prático!

Sobre o laço magnético a ferramenta equivalente do GIMP chama-se "Seleção com Tesoura", ela não é tão ágil quanto o laço magnético do Photoshop mas ela permite pós edição ponto a ponto na seleção, coisa que a ferramenta do Photoshop não permite.

Se você tiver também um história ou dica bacana para compartilhar conosco não perca tempo, mande um e-mail para o blog Diolinux, até a próxima!
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terça-feira, 14 de julho de 2015

5 Motivos que fazem o Linux ser "ruim"

Hoje vamos falar de um assunto espinhento, vamos colocar o dedo na ferida e expor as coisas como elas são.


Os contras de se usar o sistema do Pinguim


Quero tratar de um assunto que pode até gerar polêmica mas que acho muito importante ser exposto e debatido. Como um artigo recente onde escrevi "3 coisas que o Linux faz que o Windows não faz" gerou debates acalorados nos comentários por muita gente ser intolerante com a opinião alheia eu resolvi lhe dar um "choque de realidade" escrevendo este artigo aqui.

Eu diria que uma das melhores qualidades que podemos ter é reconhecer onde a concorrência é melhor justamente para observar os fatos com calma de o porque destas vantagens em determinados setores e o que pode ser feito para corrigir isso, afinal, espernear nunca funciona.

Para usuários de Linux e Windows


Windows vs Linux

Este é um artigo para tentar dialogar com ambas as comunidades, afinal de contas eu não entendo o porque de tanto ódio de um com o outro, como se odiar resolvesse qualquer problema...

Apesar do nome do blog tem uma conotação direta com o Linux, acredite, nós gostamos é de tecnologia, por isso tentarei ser imparcial nas minhas observações de agora em diante.

Os pontos onde o Linux pode deixar a desejar


Eu já ouvi milhões de vezes usuários de plataformas alheias criticarem o Linux pelos seguintes pontos:

- Programas da Adobe (Photoshop, After Effects, Illustrator, etc) não rodam no Linux
- Games de peso não rodam do Linux
- Microsoft Office não roda no Linux
- Suporte a drivers de dispositivos variados
- Facilidade de uso

Agora pretendo fazer as minhas observações sobre o assunto de maneira sincera reconhecendo os pontos fortes do sistema da Microsoft e fazendo ponderações quanto a minha experiência usando Linux. Se você não usa Linux por algum outro motivo pode ser interessante colocar a sua opinião depois nos na sessão de comentários, assim poderemos discutir o assunto de maneira mais abrangente.

Obviamente pode existir outros motivos para que uma pessoa decida que o Linux não é a melhor escolha, porém, estes são os principais e mais recorrentes fatores.

1 - Programas da Adobe no Linux


Adobe Creative Cloud


Uma consideração inicial


As vezes acho que o Linux é visto, até mesmo por seus usuários, como algo além de um Kernel... , a maioria das pessoas pensa que o Linux é algo como o Windows ou Mac, um pacote fechado, um sistema operacional final... amigos, Linux é apenas o Kernel! Quando você diz "Linux não roda isso, Linux não roda aquilo" você está dizendo que o Kernel "não roda o Photoshop", e isso é lógico, o Kernel do Windows também não roda o Photoshop, pelo menos não só o Kernel.

Caso você deseje reclamar, reclame direito.

Edição de imagem


Eu acho importantíssimo admitir a superioridade comercial que o Photoshop tem sobre o GIMP, repito, COMERCIAL, não TÉCNICA. O nome "Photoshop" é algo extremamente popular e entrou até em alguns dicionárioS populares onde "photoshopar" é sinônimo para modificar ou alterar uma imagem.

Há algo que não podemos esquecer, quem faz os programas é a Adobe e se não existe Photoshop ou demais aplicações da Creative Cloud no Linux é por culpa da Adobe, não é porque o Linux é ruim e não roda, é porque a "dona do programa" não achou viável fazer uma versão para o sistema.

Então pare de dizer que "Linux é ruim porque não tem Photoshop" porque isso não é culpa do Linux, porém, é perfeitamente aceitável que você que "depende" do Photoshop diga que o Windows é uma solução mais interessante, que é melhor para você, porque ele consegue rodar o Photoshop, graças a Adobe mais uma vez que fez uma versão para ele.

GIMP vs Adobe

Quando o assunto GIMP vs Photoshop vem à tona sempre existem discussões sem sentido sobre qual é melhor, há um certo tempo atrás eu fiz um vídeo abordando um pouco disso.

Sempre achei que em programas deste tipo, editor de imagens e trabalhos artísticos, o resultado final é o mais importante e não maneira que se usou para atingi-lo. Quem faz o trabalho é o artista, porém, tenho de concordar que uma ferramenta adequada ajuda no trabalho.

É muito mais fácil martelar um prego com um martelo do que com uma chave de boca, mas isso não quer dizer que bater com um martelo seja a única maneira de fazer o trabalho bem feito (bater o prego), isso se aplica a GIMP e Photoshop.

Existem trabalhos excelentes que são feitos usando o GIMP, e claro, que existem trabalhos excelentes feitos com o Photoshop. Um não desmerece o outro, você pode usar ambos para fazer a mesma coisa, e quem diz o contrário com toda a certeza não conhece ambos da mesma forma. No final das contas influencia mais o seu gosto do que o programa em si.

Existem discussões imagens de usuários de um defendendo o seu uso contra o uso do outro e vice-e-versa, quando na verdade a única coisa que eles querem provar (eu acho) é que estão "do lado certo", ou seja, "não é possível que eu tenha cometido um engano". Poderiam usar todo este tempo para falar de Design de uma maneira geral mostrando onde um pode complementar o outro, mas acho que isso já seria pedir demais.

O Mercado também influencia bastante, você vê vagas de emprego requisitando Photoshop, raríssimas vezes o GIMP é mencionado, ou você vê vagas de emprego pedindo Photoshop ao invés de pedir "conhecimentos em edição de imagem", isso certamente influencia nas escolhas de aprender um programa ou outro. Existem muito mais cursos de Photoshop porque de GIMP, procura gera demanda e demanda gera procura, é uma bola de neve.

Edição de vídeo


Programas para edição de vídeo também não faltam, Blender, Kdenlive, Nuke, Natron, Lightworks são programas que rodam no Linux nativamente e possuem capacidade de desenvolver trabalhos tão honrosos quanto os feitos com o a suíte Adobe, o Nuke por exemplo foi usado para fazer os efeitos especiais do filme "Gravity" com a Sandra Bullock (grande filme!).

Lightworks
Lightworks

O que muda é que provavelmente a acessibilidade a cursos e a conteúdo para aprender estes conteúdos, estes programas, é muito menor do que a presença de cursos envolvendo AE e Premiere.

Mais uma vez quero deixar claro, é inegável a qualidade destes softwares, eu adoraria poder utilizá-los também no Linux, a interface do After Effects é muito mais intuitiva do que a do Natron por exemplo,  mas o fato de você usar Linux vai apenas fazer com que você tenha que fazer as mesmas coisas de um jeito diferente, implica em conhecer e aprender algo novo e não em não conseguir fazer, é sutil mas é diferente.

Não é uma questão de melhor e pior, é uma questão de saber mexer com a aplicação ou não, mais trabalho e menos trabalho e isso pode pesar para você na hora de escolher uma ou outra plataforma, este empasse é perfeitamente compreensível.

2 - Games de Peso Linux


O mundo dos games está sofrendo mudanças drásticas, o Mobile vem invadindo este segmento a cada dia mais, isso porque o mundo é feito por muito mais jogadores casuais do que jogadores hardcores. E quando se fala em Linux (Linux é o Kernel, só para você não esquecer) você abre margem para qualquer coisa que rode Linux, incluindo os antigos PlayStations e o Android, então se for reclamar reclama certo pelo menos.

Eu sei muito bem que quando falam que "Linux não tem games" a referência é ao Desktop e isso vem mudando drasticamente, de praticamente nenhum game em dois anos à 1/3 da Steam já em 2015, e isso tende a crescer, desta forma, as queixas passaram a ser em outros fatores, como títulos específicos e desempenho.

Títulos de peso


Mais uma vez, se você não consegue jogar GTA V no Linux não é porque o Linux é "ruim" ou porque ele "não consegue rodar", é porque a RockStar não fez o jogo para o sistema, simples assim, por motivos que devemos confiar que foram muito bem ponderados.

GTA V PC


Se você curte muito uma franquia específica que ainda não tem porte para Linux e você gostaria de pode jogar ele no Pinguim a melhor coisa que você pode fazer é pressionar os desenvolvedores a olharem para o sistema e liberarem uma versão nativa para o Linux.

Apesar disso, boa parte das pessoas que dizem que Linux não roda BF4 não conseguem rodar o game nos seus Windows também por conta do hardware mais parrudo que o game exige (óbvio que não todo mundo) mas já vi mais um falar isso.

Pense também que existem pessoas que gostam de um ou dois games apenas, se eles estiverem disponíveis para Linux (Desktop) ele se torna sim uma plataforma gamer, sem "mimimi".

Desempenho


Outra queixa que eventualmente ocorre é que games rodando sob o OpenGL tem menos desempenho gráfico do que games rodando através do DirectX e isso é uma meia verdade.

Se a pergunta for, " O OpenGL é melhor que o DirectX?" a resposta é "depende". Depende de onde a API vai ser utilizada e de como ela será utilizada, games que foram otimizados com OpenGL conseguem ter o mesmo desempenho ou às vezes até mais do que os games rodando sob o DX.

GTX 780 ti


Um bom exemplo disso é o Left 4 Dead 2, a própria Valve mostrou que ele roda com maior velocidade no Linux. Dessa forma vemos como a otimização de um game para a biblioteca gráfica do Linux pode influenciar vigorosamente do desempenho e é justamente por isso que alguns games ainda rodam com maior velocidade no Windows, isso é um fato!

As desenvolvedoras de games não estavam acostumadas a fazer games para Linux utilizando o OpenGL e por isso pode demorar um pouco até que todo mundo "acerte a mão" para deixar os games "redondos" e se formos ver, falhas de programação que deixam os jogos "lagados" acontecem no Windows também; só que existem muito mais games otimizados para o DirectX do que para o OpenGL.

O game "The Witcher 2" que foi lançado para Linux no ano passado fez um porte tão mal feito que a mesma versão do game rodando pelo Wine conseguia ser mais rápida (Wine é um programa para rodar aplicativos do Windows no Linux) isso mostra que o desenvolvimento foi todo otimizado para o DX e depois eles pensaram no porte, o caminho é pensar em desenvolvimento paralelo agora, como foi feito com o Dying Light, fazendo o jogo desde o início com compatibilidade com o Linux.

The Witcher


Outra parte da culpa por baixo rendimento gráfico é dos próprios fabricantes de Hardware; Nvidia e principalmente a AMD simplesmente ignoravam a possibilidade de dar um suporte descente ao Linux até pouco tempo, felizmente isso mudou, em 2012 começaram a sair melhores drivers e à partir de 2015 tivemos grandes melhorias neste setor.

Querendo ou não, Linux ainda não é plataforma gamer Desktop ideal, não adianta discutir, simplesmente não é, assim como Mac também não (apesar de poucos falarem dele), quem gosta de lançamentos para PC e é um verdadeiro gamer que joga todos os jogos novos que saem tem que usar o Windows, pelo menos em dual boot, e cá entre nós, mesmo eu não utilizando, não vejo nada de errado nisso.

3 - Office da Microsoft não roda no Linux


Sempre que eu tenho que tocar neste assunto eu recomendo que o leitor ouça o nosso podcast feito com a Eliane Domingos sobre o Libre Office, ele vai quebrar muitos mitos, clique aqui.

Eu particularmente gosto do Microsoft Office, na empresa onde trabalho dou aula com ele todo o dia praticamente, mas para minhas tarefas pessoias, inclusive para o gerenciamento da turma eu utilizo o Libre Office, por que? Ora, porque funciona.

A dependência do MS Office está mais ligada aos formatos que ele abre, se você criou uma super planilha cheia de Macros no Excel ele não vai abrir no Calc por nada neste mundo, e é exatamente isso que a Microsoft quer, que você tenha que usar o produto deles.

MS Office vs Libre Office

Você pode fazer o mesmo trabalho usando o Libre Office Calc, ou pode fazer usando o Excel mesmo mas salvando em um formato aberto, no caso seria ODS, assim você garante a compatibilidade com qualquer plataforma.

Muita gente fala da interface amigável, porém, isso é extremamente relativo ao utilizadores, eu me arrisco a dizer que 90% das pessoas que usam um computador não sabem realmente usar uma suíte office com toda a sua potencialidade. O Libre Office é grátis, roda no Linux, no Mac e no Windows e pode SIM substituir o MS Office na sua empresa.

Em casos de migração (já tive a oportunidade de trabalhar em alguns) o que mais ocorre são dúvidas em relação a como fazer coisas que se faziam de uma determinada forma na suíte antiga e na nova é diferente (não mais difícil, mas diferente) e também problemas em abrir arquivos antigos, por isso a minha observação é que se uma empresa pretende fazer esta migração que a faça com calma e não trocando um pelo outro do nada. Assim vai dar problema.

Comece a criar os seus documentos em formatos abertos e a migração será tranquila. Mais uma vez, o Office da Microsoft é ótimo, mas não é insubstituível, afinal tantas pessoas usam outras soluções, acho que elas não são "masoquistas tecnológicas".

4 - Hardwares que não funcionam no Linux


Eu uso Linux há cerca de 5 anos, 3 deles usando apenas o Ubuntu como sistema, e tenho que forçar muito a memória para lembrar de algum problema de reconhecimento de hardware no sistema, entretanto, sei que eles podem ocorrer.

Como comentei, EU não tive problemas, porém, tive a oportunidade de acompanhar alguns problemas deste gênero com alguns amigos, no caso especialmente era um JoyStick daqueles modelos com volante, o rapaz queria-o para jogar o game "EuroTruck Simulator 2", que tem versão nativa para Linux.

Teclado Razer


A marca do dispositivo era um pouco desconhecida e o modelo era bem antigo, lá pelos idos de 2006, tenho certeza que isso contribuiu para o caso, testei um modelo mais recente e não tive problemas. 

Outro pequeno problema que pode-se encontrar é a falta de um programa específico para alguns hardwares, como os periféricos da Razer por exemplo, que são muito apreciados pelo público gamer.

Já tive a oportunidade de usar mouses e teclados da empresa no Ubuntu, ambos funcionam sem problemas, é ligar e usar, mas esses produtos possuem softwares disponibilizados pela fabricante que permitem alguns ajustes mais avançados, existe uma ferramenta para fazer estes ajustes no Linux chamada "Razer Device Configuration Tool", mas ela não é oficial, mais uma vez a culpa disso é de quem produz o software.

O motivo da Razer não produzir um softwares destes compatíveis com Linux talvez seja a participação de mercado do sistema, é compreensível, mas a mudança para isso está nas mãos dela.

É uma "sinuca de bico", a Razer pode não fazer software para Linux porque a maior parte de seus clientes não o utilizam, mas também ela não vai aumentar a base de clientes Linux se não fizer o software para o sistema. Complicado.

Lembro que em uma outra ocasião tive problemas com um leitor de impressões digitais, não que eu o usasse mas queria ver se funcionava ou não, nativamente o Kernel Linux não o reconheceu, mas bastou instalar o Fingerprint que as coisas funcionaram sem problemas.

Notebook com leitor de digital

Tirando estas situações bem específicas que puderam ser contornadas, realmente nunca tive problema de reconhecimento de hardware e falo sem medo de errar que os drivers "genéricos" do Linux são muito mais eficazes que os do próprio Windows. Acredito que em 95% (estatística chutada) dos casos você não terá problemas, WebCams funcionam sem instalar nada, conecte uma e abra o Cheese e pronto, placas de vídeo com driver genérico conseguem até rodar alguns games mais leves, impressoras também estão a cada dia mais fáceis de instalar, conectar e usar, simples assim.

Ouvi falar de algumas pessoas que tiveram um problema para configurar alguns modelos de impressora, avaliando bem o caso é mais por conta de não saber como fazer do que problema de reconhecimento, existem também dois outros tipos de hardwares que podem não ser reconhecidos, Smartphones da Microsoft e da Apple, (por que será né?), mas até isso é possível contornar, instalando um driver do repositório ou usando outros programas para sincronizá-los.

5 - Facilidade de uso 


Eu nunca entendi o porque das pessoas dizerem que "Linux é difícil", mas sinceramente, eu tenho uma suspeita. Minha suspeita é baseada em dois fatores, contato com uma distro mal feita (existem várias) e muita dificuldade em aprender ou querer aprender algo novo.

Tenha em mente que "facilidade" é uma coisa relativa, afinal, o que pode ser fácil para mim, pode ser difícil para você. O Windows "é fácil", mas não é fácil pela sua organização, é fácil porque você aprendeu a mexer num computador usando ele.

Aprender um novo idioma é algo parecido, falar inglês pode parecer complicado para algumas pessoas, mas não seria se a pessoa tivesse sido criada falando inglês, segue a mesma lógica.

Facilidade de uso

Então por mais complicado e bagunçado tecnicamente que o Windows seja (há quem discorde e eu respeito a sua opinião), ele ainda tende a ser "fácil" para as pessoas que estão acostumadas com ele.

Um outro "mal" que existe é que o nome "Linux" é associado por muita gente como algo difícil, inútil e complicado, do tipo que "só os nerds mexem" e as vezes o cara escreve isso digitando de um Android... "sabe de nada inocente".

As distros Linux atuais (para desktop), especialmente Ubuntu e Linux Mint permitem uma utilização tranquila por parte do usuário sem digitar nenhum dos "temidos comandos no terminal", porém, se você procurar na internet vai encontrar vários tutoriais ensinando a fazer as coisas pelo terminal e isso tem um motivo.

Linux no Desktop até 2010 para mim era algo underground, só agora que ele está sendo considerado algo acessível para todos, até então ele era usado apenas por entusiastas e estas pessoas tem, normalmente, uma habilidade a mais em informática. Fazer as coisas pelo terminal é muito pratico para QUEM CONHECE, e boa parte das pessoas que cria blogs sobre Linux entende do assunto e na maioria das vezes não pensa no público leigo, isso é uma coisa que temos que mudar.

O preconceito quanto ao Linux fica claro quando uma pessoa muda do Windows para Mac, a dificuldade de adaptação é muito parecida, no entanto, por se tratar DA APPLE as pessoas tendem a aceitar as novidades de bom grado, ou ao menos com menor repúdio.

Quando o Linux não é a melhor opção? 


Os casos são raros mas realmente existem, tudo bem que não é culpa do Linux em si mas isso faz com que ele seja ineficaz na tarefa. Por exemplo, se você deseja trabalhar com o Tecnometal, precisa ser Windows (ponto), não tem o que fazer, lógico que seria bom que existisse uma versão do programa para o Linux (ou uma alternativa), mas não existe. A melhor saída neste caso é o dual boot, ele não é um crime.

Tecnometal

Sugestões de leitura e erros comuns


Entendam que não estou clamando por um sistema, estou sendo factual, o Linux ainda não é a melhor solução para TODOS os casos, mas pode ser a solução na MAIORIA DELES.


O Linux é o que dá base a praticamente toda a tecnologia que usamos hoje em dia, seja em algum momento do processo do desenvolvimento de qualquer serviço online, "Internet of Things", Smartphones, Tablets, produção de chips, roteadores, SmartTVs, consoles de video game, servidores dos grandes sites da internet, exploração espacial, super computação, química, física... lá está o Linux! Então não venha me dizer que Linux é ruim, ou que é inútil, você não sabe o tamanho da besteira que está falando.

Pequenos enganos


Em contrapartida peço que os mais fervorosos defensores do Linux aceitem e entendam quando uma pessoa chega a um conclusão sadia que o Linux não é a melhor opção para o que ela precisa fazer, não vai ser dizendo que o Windows é ruim que você vai fazer o Linux ser melhor.

Num mundo ideal todos os programas rodariam em todas as plataformas ficando à cargo do usuário escolher qual a sua opção por motivos de afeição e usabilidade e não por disponibilidade de software, infelizmente o mundo não é assim, então vamos tentar ser o mais coerentes possível.

Aprendam a reconhecer as boas qualidades do "adversário" (isso vale para os dois lados) e vocês serão pessoas melhores e mais sábias no âmbito tecnológico. E por favor, saibam diferenciar brincadeira e piadas de uma frase escrita de maneira séria, isso é essencial. Seria ótimo ter a sua participação através dos comentários logo abaixo, mas lembre de ser cordial sempre com pessoas quem tenham uma opinião diferente da sua.

Até a próxima!

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terça-feira, 30 de junho de 2015