Home » opiniao

Deepin - Distros Linux da China e como elas podem se dar bem no ocidente

O mercado chinês é diferente, não há contestação. Ele é diferente para os consumidores, ele é diferente para os empreendedores, para empresas que queiram disponibilizar os seus serviços por lá, é, a China é diferente! Vamos conversar um pouco sobre a "forma chinesa" para criar soluções na tecnologia, especialmente desktop, especialmente baseados em Linux.

Tecnologia Chinesa




Não há como negar que a rigidez política para produtos e empresas estrangeiras, especialmente dos Estados Unidos, acaba por gerar um mercado diferente dentro da China. Empresas como Apple, Microsoft, Google, Facebook e tantos outros gigantes da tecnologia não são impedidos de operar no país, mas uma série de leis e burocracias faz com que a sua operação seja muito mais complicada e sumariamente desestimulada e limitada.

Isso em parte vem da vontade do Governo Chinês de ser independente tecnologicamente, não posso culpa-los por isso, acho até que há um aspecto positivo no meio dos abusos cometidos para que isso ocorra, o grande problema é realmente o motivo pelo qual a China quer deter a sua tecnologia. Mas com a minha intenção não é falar de política e de como o Governo chinês age por lá, então, deixamos isso para outra oportunidade.

O engraçado é que apesar de "não ir com a cara" das empresas do ocidente, fica muito claro ao observar os produtos de fabricação chinesa o quanto eles são inspirados em soluções da Apple, da Microsoft e da Google, claro, com a sua própria pegada.

Apesar da China não ter tanto interesse em importar tecnologia, o contrário não é verdadeiro, muitas empresas gigantes de tecnologia produzem seus componentes lá, especialmente pelo baixo custo que isso gera e também por conta dos grandes centros de tecnologia, além disso, empresas Chinesas como a Xiaomi, Alibaba, Baidu, Huawai, Lenovo, Asus, Acer, etc, marcaram o seu nome do mercado ocidental (para o bem ou para mal) de forma irreversível, tornando-se multinacionais de sucesso. Influenciando também as produtoras de tecnologia do ocidente a ponto de ficar difícil de dizer "quem copia quem" hoje em dia.

Ainda assim, mesmo para as empresas chinesas, apresentar soluções para o público chinês e para o público ocidental é diferente, os produtos tem características, especialmente visuais eu diria, diferentes, e principalmente me parece valer uma regra: "Não precisa revolucionar se for bom, o objetivo não é reinventar a roda, é polir ela e dar aos consumidores o que eles querem."

Aí que entram as distros Linux da China


O próprio governo chinês possui uma distribuição oficial com leves inspirações nas versões mais antigas do macOS da Apple, isso falando visualmente, contudo, ainda que ela seja a "distro oficial do país", estatísticas mostram que tirando órgãos que são controlados diretamente pelo governo, são poucos os usuários que aderiram a ele.

Sabemos que o governo chinês tem um forma muita abrupta de dizer para as pessoas o que elas podem ou não acessar e há vários relatos de que há um monitoramento constante, por isso, sistemas de código aberto, onde é possível observar à partir do código fonte se existem backdoors deixados propositalmente fazem sucesso, especialmente do público especializado ainda que boa parte dos usuários chineses continuem utilizando Windows XP. O rastreamento pode ocorrer de diversas formas diferentes e não precisa estar atrelado ao sistema operacional, mas digamos que seja uma preocupação a menos, caso você possa ver o código.

Além do Linux ser um atrativo, outra característica que as distros chinesas tem são as suas interfaces que agregaram valores de vários sistemas diferentes, sendo eles proprietários ou não, dois ótimos exemplos que podemos comentar são o Ubuntu Kylin com a sua UKUI, lembrando a usabilidade do Windows, e o Deepin, que tem uma interface "que morfa" (igual os Power Rangers), e pode lembrar tanto o macOS, quanto o Windows.



O interessante das distribuições da China, é que você pode até dizer que falta originalidade em algumas coisas, mas se tem uma coisa que elas fazem bem é solucionar problemas. Querendo ou não, a "falta de medo" de criar ou reimaginar algo que já existe acaba lapidando os conceitos à cerca da experiência de usuário.

O Deepin é um ótimo exemplo: 

"- Será que os usuários preferem um visual Windows ou macOS, ou algo completamente diferente?" 
" - Não sei, coloca os dois!"

Você pode observar o comportamento de resolução de problemas sem medo de mudar do Deepin em vários aspectos ao longo da vida da distro, ela já teve várias interfaces diferentes até decidir criar uma própria, já foi baseada no Ubuntu, hoje é no Debian, já teve lançamentos periódicos, hoje é Rolling Release, já usou ícones extremamente coloridos (muito populares na China), hoje dá a opção de ícones flat também, seguindo um design mais "tradicional" dos dias atuais.

Os usuários querem programas de forma fácil?

Que tal pegar todos os pacotes e colocar tudo em um repositório só? Feito. O Repositório do Deepin é tão rico de aplicações úteis como o AUR do Arch e os PPAs do Ubuntu juntos e ainda é compatível com pacotes .deb, tudo isso em uma interface onde você simplesmente tem que clicar, nada mais.

Realmente, eles não tem vergonha de repetir e reimaginar o que já deu certo, o resultado disso é uma empresa crescente na China e um sistema que começa a chamar atenção fora dela.

Longe do Deepin ser perfeito ou o ideal para você, ou mesmo o Ubuntu Kylin, mas o que chama a atenção é que a produção de tecnologia chinesa já está a sua volta e talvez você ainda não tenha percebido, computadores e componentes da Asus, Acer, Lenovo? Todos chineses.

A postura das distribuições da China de atender ao público sem se preocupar com o "olha, eles estão copiando isso ou aquilo", acaba por trazer (talvez) exatamente o que o público (ou a maior parte dele) deseja, facilidade e beleza. O que dizer do WPS Office?

Acho cedo ainda pra dizer que o Deepin é A DISTRO para desktop, mas eles estão no caminho e vale a pena ficar de olho.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quinta-feira, 16 de março de 2017

Os 5 sistemas operacionais que devem surpreender em 2017

Olá meus amigos e amigas, como estão? Estou aqui em meio ao Carnaval brasileiro fazendo o que eu mais gosto de fazer neste época, ignorando o evento completamente! 😀 Brincadeiras à parte, eu tenho avaliado as evoluções de alguns sistemas operacionais que chamam a minha atenção há muito tempo e existem 5 que eu espero ver grandes novidades neste ano.

Top 5 sistemas de 2017




O ano de 2017 ainda está no início, por isso, vou apostar as minhas fichas apontando alguns sistemas que eu acredito que vão se destacar neste ano. São sistema com propostas inovadoras e que estão trazendo novidades interessantíssimas para seus usuários. No final do ano a gente vê se eu realmente acertei, né?

Eu sou o tipo de pessoa que vive testando sistemas operacionais e alguns destes da lista são os que eu mantenho sempre instalados, seja em um computador de teste, sejam e máquinas virtuais, tudo isso para acompanhar as suas evoluções e novidades. Separei aqui então uma lista com 5 sistemas operacionais que eu acredito que vão nos surpreender em 2017. 

"Parênteses no assunto: O mundo Linux sempre foi muito inovador, projetos como Gnome e KDE estão sempre melhorando e trazendo novidades para o ecossistema das comunidades; agora... não sei se é impressão minha, mas a quantidade de distribuições que realmente está fazendo algo a mais do que simplesmente empacotar softwares e configurar suas interfaces personalizadas baseado no que já existe aumentou muito. Como eu gosto de projetos que procuram resolver problemas e criar novas soluções e não somente os que esperam para ver o que fica melhor e depois usam. é que eu tenho me voltando para estes da lista, pelo menos neste início de ano. Não quero desmerecer qualquer outro tipo de trabalho, para sistema tem seu contexto, só estou falando a minha preferência."

1 - elementary OS


elementary OS

Deixe-me explicar porque eu acredito que o elementary OS pode nos surpreender neste ano. Quem já acompanhou as reviews do canal do blog Diolinux sobre a distribuição conhece bem a minha opinião sobre ele, como todo sistema, ele tem pontos fortes e fracos, mas vamos nos ater ao diferencial.

A grande aposta: Desde sempre os desenvolvedores do elementary OS prezaram pelo design, não somente da interface, mas conforme o tempo passou e o desenvolvimento se ampliou, para as aplicações nativas também, entretanto, para que as aplicações sigam certas guidelines de design, assim como ocorre no macOS da Apple, é necessário que os programas já sejam desenvolvidos pensando na distro e isso não pode ser trabalho apenas da equipe do elementary.

Já existem vários aplicativos assim, você encontra aqui uma grande lista, mas mesmo assim a grande massa de aplicações ainda fica "meio alien" do elementary, se compararmos com o restante das aplicações nativas.

Para solucionar esta situação, os desenvolvedores lançaram há pouco tempo uma campanha no IndieGoGo com o intuito de viabilizar o ambiente para a construção de aplicativos com este propósito. A ideia consiste em criar uma Central de Aplicativos (AppCenter) que contenha programas desenvolvidos especialmente para o elementary OS e com um sistema de pagamento igual ao que o elementary OS já tem para o próprio sistema operacional, ou seja, o sistema "pay what you want", ou, "pague o quanto quiser", poderá funcionar para as aplicações também, assim ajudando os desenvolvedores a se manterem.

Para ajudar a quem cria os softwares, a equipe do elementary OS vem desenvolvendo o AppCenter Dashboard, uma página que se assemelha ao launchpad, voltada para os desenvolvedores, onde eles poderão linkar suas contas no GitHub para subir as aplicações para o repositório do elementary OS, vendendo ou não seus aplicativos por lá.

O grande desafio: Na minha opinião, a grande dificuldade do elementary OS neste ano é provar para todos que é um sistema que vai muito além de um design bem feito, ou um "rostinho bonito", como muitos dizem, e que pode ser uma real plataforma para produtividade  e entretenimento, além de ser um local onde os desenvolvedores vão gostar de estar trabalhando em conjunto e publicando seus softwares.

Existem várias pequenas coisas que fizeram o último lançamento do elementary OS ficar, infelizmente, mais complicado para quem estava acostumado a usar a versão anterior. Não temos mais uma central de aplicativos capaz de pesquisar por pacotes que não sejam gráficos, assim como a Gnome Software no Ubuntu, tivemos a ausência da possibilidade de instalar aplicações .deb nativamente e da adição de PPAs, além de outra grande desvantagem, que foi a perda a aplicação para gerenciamento de drivers, algo que é essencial sob a minha óptica.

Claro, todos estes contras poderão ser superados caso o projeto do AppCenter do elementary, mas até lá, o sistema acabou se tornando algo bom para entusiastas ou para pessoas extremamente leigas e que vão receber um sistema configurado e pronto, nada mais. O sistema precisa recuperar funcionalidades de praticidade que ele tinha outrora.

Vamos ver como o elementary OS se desenvolve neste ano.

2 - Remix OS

Remix OS

Para quem ainda não conhece muito bem, o Remix OS é uma distribuição Linux de origem chinesa baseado no Android x86, um projeto que está a cada dia mais lapidado e que busca a experiência de usuário de desktop em um sistema Android.

A grande vantagem do Remix OS é a vasta coleção de aplicativos, já que você pode basicamente explorar toda a Google Play, ou seja, a falta de Apps não é um desafio, a grande questão é que nem todos os Apps são capazes de interagir de forma eficiente com teclado e mouse, para contornar isso, os desenvolvedores do Remix OS criaram várias ferramentas que vão ajustar os Apps para te trazer mais conforto, como simuladores de sensores de gravidade. Confira o nosso vídeo sobre o Remix OS.

A grande aposta: O Remix OS anunciou recentemente uma função extremamente interessante para quem tem aparelhos (smartphones) compatíveis com ele. O Remix Singularity é um recurso semelhante ao Microsoft Continuum e ao modo convergente do Ubuntu, permitindo que desta forma um Smartphone com o Remix OS seja conectado através de um HDMI à um monitor e traga a interface do Remix OS para desktops para o usuário, trazendo uma experiência praticamente definitiva para quem quer um Android para PC e ainda guardar depois o computador no bolso, tendo uma experiência igual a qualquer outro Android sob esta condição.

Remix OS

O grande desafio: O grande desafio do Remix OS é, na minha opinião, facilitar a instalação do sistema de forma definitiva nos HD/SSDs dos computadores, apesar de ser possível fazer atualmente, a instalação está muito aquém do que qualquer outra distribuição Linux famosa, ainda que o Remix OS possa rodar bem à partir de um pen drive, muitas pessoas gostariam de usá-lo desta forma e ainda não podem, ao menos não de uma forma fácil.

Outra grande dificuldade que devemos observar é a falta de drivers proprietários, pois diferente das distros Linux "tradicionais", o Android sempre foi construído para um hardware específico pelas fabricantes, dispensando que o próprio usuário maneje os seus drivers, algo totalmente diferente do público alvo do Remix OS, que são justamente os computadores. Atualmente o Remix OS consegue trabalhar apenas com drivers de código aberto, talvez a adoção da API Vulkan ajude neste aspecto, mas é um ponto a se melhorar com toda a certeza, além disso, a opção de trabalhar com multimonitores e controlar a resolução da tela também deixa a desejar atualmente.

E por último, mas igualmente relevante, temos a questão dos aplicativos que não são projetados para serem usados com um mouse, ou sem sensores. Essa é uma luta muito mais complicada de vencer pois teremos que ter, por parte dos desenvolvedores, a intenção de desenvolver Apps que se adaptem para o desktop também, além do mobile.

3 - Ubuntu

Ubuntu Zesty Unity 8

É difícil fazer uma lista qualquer sobre Linux e não encaixar o Ubuntu em algum segmento, dada a vastidão de atividades que envolvem esta que se tornou a distro sinônimo de Linux para muitas pessoas, especialmente as de fora do "mundo Linux" (curioso, não é?). Mas fato é que o Ubuntu 17.04 vem aí no próximo mês de Abril e vai trazer algumas coisas bem interessantes, contudo, não podemos esquecer que em Outubro teremos outro lançamento, este deve incrementar ainda mais o aguardado Unity 8.

A grande aposta: Temos dois aspectos interessantes para prestarmos atenção para o Ubuntu, talvez até 3. O primeiro deles é a evolução do Unity 8, que ainda não agrada a muita gente, incluindo a mim, mas não deixa de ser algo realmente novo neste mundo Linux, onde teremos a convergência entre dispositivos e interfaces. O segundo ponto são os pacotes Snap que estão atingindo uma boa maturidade e se integrando a outras funcionalidades do sistema, como a Central de Apps que agora poderá instalar Snaps através de links da internet, facilitando a instalação e distribuição deles, além de já possuir várias aplicações empacotadas desta forma, o número continua crescendo, parece realmente que o formato agradou os desenvolvedores.

Por último, outra grande novidade para ficar de olho é o Mir, o servidor gráfico. Ele virá juntamente com o Unity 8, que mais uma vez será a interface gráfica alternativa no Ubuntu 17.04, permitindo que os usuários testem a nova interface sem maiores problemas. Todas as implementações do Wayland que eu vi até o momento não foram de extremo sucesso, mas mesmo assim, já vi mais coisas sobre ele do que sobre o Mir, por isso estou ansioso para ver o novo servidor gráfico do Ubuntu destilar seu desempenho e surpreender a todos, ou... ser uma falha total, vamos ver o que acontece.

O grande desafio: Eu sou um usuário de Ubuntu de longa data e já vi o sistema passar por altos e baixos e no fim acabar encontrando o seu caminho. Hoje o Ubuntu tem renome, tem um dos melhores suportes em relação a conteúdo da internet no que tange as distros Linux, tem versões com todas as interfaces praticamente e versões para várias plataformas diferentes, mas uma coisa que o sistema perdeu ao longo do tempo foi a sua característica de ser a distribuição Linux mais fácil para iniciantes, um título que o Ubuntu ostentou por alguns anos.

Inclusões e exclusões de software e o foco no desenvolvimento do Unity 8 e todo seu ecossistema acabaram tirando a atenção dos desenvolvedores do Ubuntu, fazendo com que distros como o Linux Mint acabassem tomando o lugar do sistema como distro "mais fácil" para iniciantes no Linux. Claro, não que o Ubuntu seja difícil, muito longe disso, mas se comparado com o Mint, claramente podemos ver que o sistema "verdinho" tem características que facilitam a vida de que está experimentando um "sistema do pinguim" pela primeira vez.

Outra coisa precisa de uma repaginada é o tema do sistema, entretanto, com a chegada do Unity 8 o design será alterado e muitas coisas tendem a mudar, então, talvez esse passo já esteja sendo dado.

Recentemente eu fiz um artigo falando especificamente sobre o futuro do Ubuntu, acho que vale a pena dar uma lida.

4 - Linux Mint

Linux Mint

Parece que o Linux Mint passou da sua maior fase de inovação e no momento a distribuição está em processo de lapidação, seguindo a ideia de manter um desktop tradicional e acrescentar funções  que facilitem a vida do usuário final, o sistema acabou se tornando uma das grandes opções para quem vem no Windows especialmente.

O Linux Mint tem tudo praticamente hoje em dia, a ponto de me arriscar a dizer que o maior defeito do sistema é "não ser o Ubuntu". Isso significa que o Linux Mint possui excelência em vários quesitos, porém, o fato de não ser tão popular quanto o irmão mais velho, não possuir uma empresa por trás para criar parcerias comerciais e trazer o sistema embarcado em computadores vendidos nas lojas e especialmente, não ter a mesma marca forte, acaba por "estancar" o Linux Mint em uma certa posição meio complicada de sair.

A grande aposta: Apesar de não ter uma empresa de mesmo porte apoiando-o, como a Canonical com Ubuntu, o Mint tem sim um trabalho seríssimo sendo realizado e a busca por mais dispositivos que já tragam o sistema pré-instalado é algo a ser considerado, mas diferente dos outros sistemas que eu comentei aqui, não vi no Linux Mint (até o momento) nenhuma grande novidade à caminho, porém, a grande aposta aqui é justamente a sedimentação do Linux Mint como uma grandes distros Linux neste ano, para isso eu acredito que algumas providências deveriam ser tomadas, são elas:

O grande desafio: A principal providência, na minha opinião, é não confundir tradicionalismo com falta de inovação. O Linux Mint tem o desafio de manter a sua visão tradicionalista de desktop mas ao mesmo tempo criar e melhorar o seu design ainda mais, indo muito mais além do que a adaptação de um tema de desktop e um tema de ícones, como aconteceu, que apesar de serem bonitos, ainda parece pouco para uma distro com tanto potencial, talvez devem se inspirar no quinto colocado da minha lista.

Outra grande mudança deveria ser feita na Central de Aplicativos, ela está muito defasada visualmente, ainda que plenamente funcional. Obviamente, se você tiver que optar por visual ou funcionalidade, você sempre irá optar pela funcionalidade, mas será que é tão difícil termos os dois?

O grande desafio do Mint (poderiam tirar "Linux" do nome da distro também, iria ficar mais comercial) é tornar-se relevante para os desenvolvedores de software, pois o que temos na maioria dos casos são aplicações desenvolvidas para o Ubuntu que consequentemente funcionam no Linux Mint e não aplicações desenvolvidas pensando nele. Pode parecer algo tolo, mas para um usuário comum chegar na Steam ou no site do Google Chrome para fazer download das aplicações e encontrar indicações de que o sistema compatível é o Ubuntu e não o Linux Mint é um fator importante, inclusive, este é um bom termômetro de relevância para a distro, quando seu nome for citado nos sites de download de software saberemos que o Mint ganhou a relevância que merece. No site do Mega por exemplo, nós temos uma referência a ele.

5 - Deepin

Deepin

O Deepin, eu digo sem medo de errar, é a distribuição Linux, junto com o elementary OS que também fez parte da nossa lista, que tem o melhor acabamento visual do mundo Linux, não tem igual!


A distribuição que tem origem chinesa, assim como o Remix OS que comentei anteriormente, é baseada no Debian e possui uma comunidade crescente de desenvolvedores e usuários, mantida por uma empresa chamada Wuhan Deepin Technology. O Deepin tem apenas duas preocupações, beleza no sistema e facilidade de uso e configuração, tudo é muito intuitivo e fácil de configurar e usar, além do mais, o sistema não tem vergonha de dar para os usuários as aplicações que as pessoas mais gostam, por conta disso a distro já vem com o Google Chome, com Spotify, Skype, WPS Office, etc.


A grande aposta: Para 2017 eu exergo no Deepin o início de uma grande revolução, considero seriamente me tornar usuário do Deepin caso algumas coisas que eu vou comentar à seguir sejam ajustadas. O Deepin aposta em uma interface minimalista que pode mudar de formato e agradar usuários de Windows 10 e de macOS com um acabamento primoroso, animações, ícones, interface e programas próprios e uma Central de Aplicativos muitíssimo completa, acredito até que seja o melhor repositório nativo de todas as distribuições também, ele é uma opção que certamente agrada a maior parte dos usuários.

Uma das melhorias recentes que eu pude perceber na versão Beta atual do Deepin é a melhoria no processo de instalação, ele está ainda mais intuitivo e bonito, novamente, me arrisco a dizer que é o instalador de sistema mais belo do mundo Linux atual.

O grande desafio: Apesar de ter vários pontos positivos, o Deepin ainda tem alguns que depõem contra ele e que precisam ser melhorados. Por conta de não ser tão popular, ainda não existem tantos mirrors dos pacotes do sistema ao redor do mundo, isso faz com que, especialmente aqui no Brasil, nós eventualmente tenhamos uma lentidão para fazer downloads de atualizações e coisas do tipo.

A Central de aplicativos que além de rica em Apps é muito bela, ainda assim possui algumas falhas, certos pacotes não podem ser encontrados, como aplicações provindas do projeto KDE, como o Kdenlive. Como o Deepin tem a base no Debian, adicionar um PPA específico, que poderia contornar o problema, é algo não tão simples, contudo, apesar do Kdenlive não aparecer na Central de Apps, é possível instalá-lo via linha de comando, ou seja, ele está no repositório mas não aparece na loja, um bug curioso que já perdura algumas versões.

Outro problema, talvez por conta da base Debian mais conservadora também, é a dificuldade de instalar as últimas versões de drivers de vídeo no sistema. O Deepin possui um gerenciador gráfico de drivers, o que é ótimo, mas ainda assim as versões dos drivers não são as mais recentes, algo extremamente importante para quem usa o computador para jogar também, aliás, ele já vem com o Steam instalado também. Outra coisa interessante que se poderia ter é uma versão em live DVD para podermos testar antes de instalar, visto que a ISO só tem o modo de instalação.

Estas são as minhas grandes expectativas para este ano...


... e todas elas tem chances de surpreender, não apostaria em uma distro em específico por existem várias boas iniciativas, vou ficar vendo tudo de camarote, e você?

Gostaria de fazer uma menção honrosa aqui também para o Antergos, uma distro derivada do Arch Linux, há alguns anos atrás eu tomei conhecimento de que os desenvolvedores do Antergos estariam desenvolvendo uma Central de Aplicativos para o sistema que seria capaz de gerenciar aplicativos de forma gráfica e intuitiva usando inclusive o repositório AUR, algo ainda faltante no mundo Arch. Não recebi mais informações sobre o projeto, espero que ele não tenha morrido, mas seria uma ótima surpresa para este ano.

E você, concorda com a lista? O que mais você acrescentaria como sistema com potencial inovador para 2017?

Use os comentários abaixo para participar e ate a próxima!
__________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A evolução do Unity 8 para Desktops e onde o Ubuntu vai parar

A chegada do Ubuntu 17.04 em Abril nós teremos uma versão muito mais lapidada do Unity 8 para desktops, entretanto, o caminho ainda parece ser longo para compatibilizar, ajustar e polir tudo que é preciso.

Ubuntu Unity 8




A Canonical, quando decidiu trazer o projeto do Unity 8 à vida, assumiu um grande compromisso, uma missão consideravelmente arriscada de desenvolver uma interface convergente entre aplicativos, e dispositivos, e não só isso, ajudar a desenvolver um ecossistema de aplicações que funcionem desta forma também.

O risco de algo dar errado é grande, e sinceramente, até eu que sou um grande fã do Ubuntu receio que o passo foi um pouco maior do que a perna, com consequências desagradáveis, espero estar errado.

O projeto é sim, muito audacioso, e com toda a certeza, só erra quem tenta fazer algo diferente e revolucionário. Se tudo funcionar como o planejado, ótimo! Se não... bom, teremos uma interface não completamente adaptada de um lado e do outro lado, o Unity 7, com alguns anos de falta de inovação. Situação complicada.

Atualmente no Ubuntu as coisas são plenamente funcionais, mas para um sistema que sempre almejou usuários de qualquer nível de conhecimento, trazendo ferramentas tanto para quem é profissional da tecnologia de forma fácil, quanto ferramentas de configuração básica para quem nunca usou um computador, acabar deixando para trás algumas minuciosidades e facilidades e ser ultrapassado em ferramentas para configurações simples pelo seu primo-irmão, Linux Mint, é algo que chama a atenção.

Felizmente para a Canonical, no passado o Ubuntu havia conseguido abrir uma grande dianteira neste sentido para as outras distros, criando um nome e uma marca forte, especialmente para quem desenvolve software (você encontra citações e recomendações do Ubuntu em vários sites, como o do Google Chrome, Steam, etc), isso faz com que a distância de facilidade entre o Mint e o Ubuntu não seja tão grande assim. Reflexo da popularidade, de seus milhões de usuários... bom, e aí vem o tal do Unity 8.

Como o Unity 8 evoluiu ao longo do tempo


Na época que o Unity 8 foi anunciando para os computadores, como o Ubuntu 14.10, era muito claro o quanto aquela interface parecia "alienígena" para se usar em computadores. Hoje ela está com uma funcionalidade mais semelhante ao Unity 7 tradicional.


Esse vídeo aí de cima é de 2014, uma das primeiras versões do Unity 8 que eu pude testar, muito limitada, como você pode ver no vídeo, ela foi uma decepção tremenda para a maior parte das pessoas, incluindo a mim, mesmo que eu entenda que era só o início do projeto.

Talvez o maior problema seja a Canonical ter feito duas coisas que acabaram deixando os usuários chateados.

1 - Anunciar o Unity 8 muito antes dele estar razoavelmente pronto para o Desktop (como está agora com o Ubuntu 17.04, praticamente depois de 3 anos), gerando assim ansiedade dos usuários que em algum momento, cansaram de esperar e mudaram de interface ou de sistema, ou que ainda vão cansar.

2 - Parar de incrementar funcionalidades úteis no Unity 7, a interface remanescente que ficou segurando a bronca enquanto a maior parte dos esforços da empresa foram colocados no desenvolvimento do Unity 8.

Faltou um certo equilíbrio na minha opinião, mas pelo desta vez, o mesmo erro de 2011 não foi cometido, quando a interface Unity apareceu do nada de uma versão para a outra, ainda muito longe de estar funcional, como é atualmente.

De novo eu digo, só faz algo marcante quem se arrisca, mas ser conservador em alguns aspectos também acho que não faria mal.

Pelo lado bom, os Smartphones com Ubuntu trouxeram novas possibilidades para o universo Linux, neste aspecto a Canonical sempre foi inovadora mesmo. Hoje vemos os pacotes Snap com um ecossistema muito mais completo e com maior facilidade de utilização que o FlatPak, isso pode mudar no futuro? Certamente, é até importante que ambos os projetos cresçam, mas manipular Snaps é muito mais simples hoje em dia.


Além disso, ainda temos o Mir, o servidor gráfico, que ainda não apareceu o suficiente para eu poder dizer o que é bom e o que é ruim, assim como o Wayland. Ambos ainda não parecem se integrar tão bem quando o X para usuários em geral.

Apesar de tudo isso o Ubuntu ainda é a distro que abre o mercado para as demais, é o testa de ferro, é a distro que recebe elogios e críticas de quem é de fora (e as vezes de quem é de dentro também), fazer o que, não é? A fama cobra o seu preço. "O Ubuntu é o Neymar do mundo Linux, o Android é o Messi." O Ubuntu é a distro que as fabricantes que vendem computadores com Linux procuram para embarcar em seus dispositivos, ainda é líder em servidores open stack e abrange diversos segmentos, temos Ubuntu para todos os gostos, literalmente.


Quando falamos dos Smartphones a conversa muda um pouco. O Linux continua dominando o setor com MUITA folga com os Androids, porém, falando de Ubuntu Phone a conversa muda drasticamente.

O setor mobile parece ser muito mais complicado de entrar do que o de desktops, que a essa altura já nem importa tanto quanto já importou para muitas empresas, pois tudo se resume a uma palavra: "Apps".

É engraçado observar esse tipo de coisa acontecendo, pois até mesmo onde o dinheiro não é um grande problema, como na Microsoft, emplacar um sistema mobile que carrega o mesmo nome de peso que o sistema operacional mais utilizado do mundo em desktops não foi o suficiente e não deu lá muito certo. Motivo? Em resumo, falta de alguns Apps famosos e a falta de parcerias para distribuir os aparelhos.

Nesta hora é inevitável pensar: Se a Microsoft não conseguiu nem arranhar a Apple e a Google, a Canonical vai conseguir?

Pois é, difícil ser otimista mas para essa pergunta, o próprio Mark Shuttleworth, fundador da Canonical e do Ubuntu te uma boa resposta:

"Se você desistir de fazer algo só porque alguém foi e falhou ou porque alguém já fez melhor, você não deveria fazer mais nada."

Não posso deixar de pensar que ele está certo neste aspecto.

O grande trunfo do Unity 8 neste caso dos aplicativos é que ele poderá rodar todos os programas que já rodam no Linux para desktop, o que automaticamente já deixa ele um pouco mais confortável. Mas "poder rodar" e "rodar de uma forma produtiva e integrada" são duas coisas bem diferentes, vamos ter de aguardar pra ver.

Com a chegada do Ubuntu 16.10, eu também mostrei a evolução do Unity 8 até então, ele realmente se mostrou melhor para o uso no Desktop:


Mas mesmo com estas evoluções, o que temos aqui ainda é uma interface inadequada para produtividade com o computador tradicional.

Mais alguns passos foram dados na direção correta (ao meu ver) com o Ubuntu 17.04 que ainda nem saiu, abaixo você pode conferir um vídeo que mostra toda a evolução do Unity 8 até o seu estado mais recente, ainda pretendo trazer uma atualização sobre ele no canal em breve.


O problema de desenvolver uma interface convergente e escrita do zero praticamente, é que você vai ter que pensar em soluções para problemas que não existiam antes, pois serão particulares de uma interface que trabalha desta forma.

O Ubuntu se encontra em duas fases simultâneas, sob o meu ponto de vista:

Consolidação como distro mais popular em geral, abrangendo vários setores de mercado. Desktop, Servidores, Smartphones, Tablets, Internet das Coisas, Cloud, versões com praticamente todas as interfaces gráficas, um formato de pacotes próprio, um servidor gráfico próprio, uma interface gráfica própria também, um local para que os desenvolvedores possam hospedar e gerenciar seus programas gratuitamente (launchpad), ótima compatibilidade de hardware, marca forte no mercado e parcerias com fabricantes de hardware.

A outra fase é a da inovação/insegurança, onde sabemos o futuro ideal, mas não sabemos se isso será possível. Um grande passo em falso e um fracasso nesta área pode fazer com que a Canonical foque-se muito mais nos servidores e soluções para nuvem, fazendo com que ela se pareça muito mais com uma Red Hat do que com a própria Canonical que criou o Ubuntu.

Acho que só o Ubuntu, dentre as distros, consegue essas duas coisas ao mesmo tempo.

Claro, todo este artigo está cheio de opiniões minhas e especulações, não existem confirmações das coisas que foram ditas de forma geral e eu nem sequer sei o que se passa da cabeça do "tio Mark". 

Falo isso com um tom de preocupação de quem se importa com o Ubuntu, um sistema que mudou a minha vida completamente e que me permitiu trabalhar com o que eu trabalho hoje.

Um sistema que carrega em seu próprio nome uma mensagem que no âmbito da tecnologia pode ser traduzida como acessibilidade para tecnologia.

Ubuntu, do Bantu: "Eu sou porque nós somos".




Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Como reparar o seu sistema sem ser V1D4L0K4!

No artigo de hoje vamos falar sobre algumas práticas que eu considero extremamente válidas para qualquer pessoa que se julga um usuário de computador médio ou avançado, se você for leigo, este é o trabalho do técnico e não seu, e francamente, não há nada de errado com isso.

Formata, formata, formata!



Há alguns anos atrás eu iniciava a minha carreira no ramo da tecnologia, como a maior parte das pessoas, eu iniciei minhas experiências com o computador pessoal com o Windows, especificamente com o XP, para ser mais exato. Podemos dizer que comparado a algumas pessoas que eu conheço, eu comecei até tarde.

Naquela época eu era o tipo mais básico de usuário de computador. Usava o Notebook para jogar GTA San Andreas, FIFA e Need For Speed: Carbon e não ia muito além disso, via algum filme, ouvia mp3 e fazia trabalhos para escola no Word.

Desde aquela época, customizar e configurar o computador era algo que me atraia. Eu não sabia formatar, não fazia ideia de como isso funcionava, então costumava ser receoso sobre o que exatamente mudar, pois, por conta de onde eu morava, se precisasse levar o computador para a assistência, além de caro, era um pouco distante, apenas na cidade vizinha tinha algum serviço do tipo disponível.

Essa pequena história reflete o início da minha vida com a informática e com a tecnologia de forma geral, tirando os consoles que eu tive contato mais cedo.

Quando você se torna o mestre das computarias


Tem uma fase da vida de toda pessoa que gosta de tecnologia em que ela começa a ler, estudar, ver vídeos, em suma, consumir conteúdo relacionado ao tema. Quando isso acontece, é mais do que natural que a confiança aumente para começar a fazer testes mais avançados no computador, testar programas e sistemas operacionais diferentes.

Houveram duas épocas em que cheguei a formatar o computador mais de um dúzia de vezes por dia.

Por vezes não era necessário, outras, eram puro treinamento. Esses momentos foram quando a Microsoft lançou o Windows 7, e eu passei do XP para ele e quando eu comecei a testar Linux com o Debian e com o Sabayon.

É exatamente sobre essa fase que eu quero conversar com você, dependendo da sua postura para resolver problemas, o seu aproveitamento pode ser muito melhor.

Formata que eu gosto!


Houve um momento em que eu estava aprendendo a formatar o computador, eu tinha um DVD de Windows e eu tinha um DVD do Sabayon Linux. Como eu não tinha acesso pleno à internet e francamente, mesmo que tivesse eu não sabia pesquisar, desconhecia até mesmo a existência da palavra "fórum", a maneira que eu encontrei de treinar formatação foi formatando o meu computador diariamente. Nessa época meu backup cabia em um pen drive, então, nunca foi problema.

Depois que formatar se tornou algo simples pra mim, eu deixei de formatar tantas vezes diariamente, porém, quando tinha um problema no computador eu não pensava duas vezes e formatava. Uma vez eu exclui as barras do KDE Plasma e como eu não sabia pôr elas de volta, eu formatei o computador para ter os recursos no sistema de novo.

Acho que você acabou de perceber o problema disso, não?

Independente do sistema operacional, formatar nem sempre é a solução. Pode resolver? Pode. Existem circunstâncias em que vai resolver? Sim, diversas. Mas se a sua intenção é aprofundar seus conhecimentos, formatar deve ser o seu último recurso, especialmente no Linux, onde praticamente tudo é "arrumável".



Seguidamente eu vejo pessoas com problemas que podem ser contornados de diversas formas e  outras pessoas sugerindo que mudar de sistema é a melhor solução. Isso é um equívoco tremendo!

As distribuições Linux em geral não tem tanta diferença assim entre elas e dependendo do problema, simplesmente trocar de sistema não servirá para nada e pior, eventualmente vai trazer mais dúvidas  e problemas para o usuário por se tratar de algo novo.

Dicas para resolver problemas e ainda tirar conhecimento das situações


Se a sua intenção é, além de ajudar a resolver o problema de alguém, trazer conhecimento para você e para a pessoa que você está tentando ajudar, considere identificar exatamente qual o causador do problema.

Sempre há um motivo específico!

- Ah! Meu Windows está dando tela azul!

- Ah! Meu Ubuntu está travando!

- Ah! Meu Fedora não instala um programa!

As respostas que eu costumo ver são mais ou menos assim:

- Esse (encaixe o sistema que preferir aqui) não funciona mesmo, é todo bugado. Melhor instalar o (encaixe o sistema que preferir aqui), eu uso há (encaixe o tempo que você usa o sistema) e nunca deu problema.

Eu já perdi as contas de contas vezes eu vi situações semelhantes a esta.

Identifique o problema, sempre há um agente causador.

Se você conseguir identificar o que causa o comportamento anômalo, além de acrescentar conhecimento para você ou para quem precisa de ajuda (ou ambos), você provavelmente conseguirá evitar que o problema ocorra novamente e dar uma solução eficaz e permanente.

Entenda que um mesmo sistema vai se comportar de forma diferente em computadores diferentes e quanto mais pessoas o utilizarem, mais sujeito a provações diferentes ele vai estar e problemas mais diversos tendem a aparecer. Qual sistema tem mais bugs? Um em que a cada 10 usuários, 3 tem problemas ou um que a cada 100 usuários, 20 tem problemas?

Não é porque você não teve problemas, que o mesmo vai se repetir com um terceiro, e não é porque você teve problemas, que os demais não vão ter. O nível de complexidade para estas coisas é muito alto para você achar que simplesmente trocar de sistema resolve qualquer parada.

Não seja radical, não formate por conta de qualquer problema (obviamente respeitando a urgência da ocasião), procure reparar o seu computador de uma forma mais específica, isso vai te tornar um usuário muito mais técnico. Se o problema é a interface, troque a interface, se o problema é o Kernel, troque o Kernel, se o problema é o Driver, troque o driver, se o problema for você... bom, estude um pouco mais, conhecimento nunca é demais, não é, não? 😀

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Por que a Microsoft foi acolhida de braços abertos pelo Linux?

Hoje eu li um texto muito bem redigido que abordava este assunto curioso, depois de tantos anos em que a Microsoft via o Linux como concorrente, nos últimos tempos a forma com que a empresa trabalha com o sistema é completamente diferente, mas talvez o que chame mais a nossa atenção é como as empresas e até mesmo a "The Linux Foundation" encaram o assunto.

Microsoft  e Linux de mãos dadas




O texto e as reflexões foram feitos pelo site Datamation e levantam alguns pontos interessantes, assim como alguns números também. Além de mostrar um pouco do que eles escreveram, eu quero colocar a minha opinião pessoal (não necessariamente de todas as pessoas que trabalham no Diolinux) sobre o assunto.

A Microsoft vem ajudando o desenvolvimento da comunidade Open Source de forma mais ativa desde 2005; enviando funcionários à eventos de tecnologia aberta, patrocinando muitos eventos também, ajudando no desenvolvimento do Kernel Linux, abrindo o código de algumas aplicações que outrora eram fechadas como o .NET e o Chakra Javascript, trabalhando com a Canonical para levar o Ubuntu e o Bash para dentro do Windows 10, lançando o Power Shell, o Visual Studio Code e SQL Server para Linux  e trabalhando com Red Hat, SUSE e novamente com a Canonical para oferecer as distribuições no Microsoft Azure, e claro, declarando amor ao Linux.

Tudo isso e muito mais na verdade, incluindo estudar a possibilidade de transformar o Windows em uma plataforma open source e até mesmo lançar uma certificação Linux para o Microsoft Azure.


Porém, para algumas pessoas, não importa o que a empresa faça, nunca será o suficiente, nunca será "sem uma segunda intenção", a Microsoft continua a ser o inimigo e aparentemente isso não faz tanto sentido para a Linux Foundation e outras empresas que trabalham com Linux atualmente.

O texto do Datamation faz uma análise justamente sob este aspecto. Os usuários de Linux não precisam  mais ver a Microsoft como uma "vilã", segundo eles, simplesmente porque ela é uma empresa como qualquer outra que usa o Linux para desenvolver os seus projetos, com a diferença que ela é uma das maiores e mais ricas empresas, não só do mundo da tecnologia, mas do mundo em geral.

Eu vou até um pouco mais afundo neste assunto. Acho perfeitamente natural quem veste a camiseta do software livre e open source de uma forma mais rigorosa, até mesmo ríspida em alguns casos, não ir muito com a cara da Microsoft, justamente pela história com softwares proprietários e as manobras de mercado para fazer as pessoas fidelizarem-se, especialmente ao Windows e ao Office, mas eu me coloco fora desse grupo.

Você não vai me ver gritando "GNU! GNU! GNU!" ou qualquer coisa do tipo. Sabe por quê?

Simplesmente porque eu não consigo odiar a Microsoft. Eu não consigo odiar ninguém, pra falar a verdade. Não considero a empresa inovadora, mas ela certamente é uma das grandes popularizadoras da tecnologia, se dependesse da Apple por exemplo, nem todo mundo teria um computador em casa com tanta facilidade, ao menos pelo que a história nos mostra.

Eu quero convidar você a fazer uma reflexão e é mais do que óbvio que você não precisa concordar comigo, você não precisa pensar igual a mim, você apenas precisa pensar sobre...

O comportamento das pessoas segue certos moldes


Psicologicamente falando, toda a vez que nos inserimos em um grupo no qual nos identificamos, é natural buscarmos afirmações ou "fatos" que reforcem a nossa posição, indicando que estamos corretos em estamos ali.



Imagine alguém que se descobriu gostando muito de uma banda punk e passa a frequentar locais e andar com pessoas que tenham o mesmo gosto (nada mais natural, não é verdade?) e que tenham coisas em comum (de preferência muitas). Isso é um exemplo genérico, mas talvez (quem sabe?) exista uma possibilidade de você se sentir assim a respeito do Linux.

Depois que você passou a utilizar o sistema e se envolver com "assuntos da comunidade", a probabilidade de você buscar textos, vídeos e conteúdo de forma geral que reafirmem que você está no "lugar certo", e que os demais estão errados (isso vale também para a briga entre distros), ou que no mínimo não estão tão certos quanto você, é bem grande. Não se sinta mal por isso, este é um efeito de comportamento comum que nós nos prostramos todos os dias sem nos darmos conta com praticamente todas as nossas opiniões sobre tudo. Mas depois de você ter ciência deste tipo de coisa, cabe a você fazer algo para combater, pois fazer isso sob qualquer aspecto do conhecimento é fechar os olhos para todos os outros. Se você não olhar as outras opções da mesma forma com que olha para o gosta, de uma forma aberta, dando-se direito a mudar de ideia caso seja necessário, você corre o risco de ter um conhecimento seletivo.

Dificilmente você que agora é alguém que adora punk vai gastar tempo da sua vida ouvindo um ritmo diferente que você "sabe" que é ruim, como Jazz por exemplo. E como você sabe que é ruim? Ora, não é punk! É óbvio que é ruim, ou no mínimo, não é tão bom. Muita gente pensa assim.

Conhece alguém que faz isso?

Esse tipo de coisa acontece de forma praticamente inconsciente, é natural do ser humano. Quando você menos percebe a maior parte das coisas que aparecem no seu Facebook são coisas relacionadas ao Linux e a quanto ele é legal, os seus sites favoritos são sites que falam sobre o assunto e endossam a "causa" e você acaba se fechando numa "bolha" onde você acaba tendo a impressão de que todos ao seu redor (ou a maior parte ao menos) usam/conhecem/gostam de Linux, fazendo com que ele ganhe uma proporção que não existe exatamente se pudermos olhar do "Big Picture."

Se quiser ver como o efeito da informação seletiva acaba regrando as nossas vidas, troque "Linux" por qualquer outro assunto que você goste muito, pode ser opinião política, time de futebol, religião, economia, música. Meu amigo... a lista é longa. Faça o teste.

O ideal para você construir uma opinião é usar uma das mazelas do método científico. Se você gosta muito de algo e acredita que aquela é a forma certa de ver as coisas, procure algo totalmente oposto e com argumentos convincentes contrários. Depois disso você vai passar a reforçar ainda mais o seu ideal ou vai descobrir o que normalmente é a realidade, duas pessoas podem ter opiniões completamente diferentes e ainda assim não estarem completamente erradas. É a chamada falácia da falsa dicotomia, acontece muito no Brasil em vários campos diferentes.

Muito bem, onde eu quero chegar com tudo isso?


Bom, existem duas coisas que eu conheço que são capazes de unir as pessoas rapidamente:

1 -  Gostos e objetivos em comum.
2 - Inimigos em comum (ou alguém ou algo para lutar contra).

E olha que eu acho que ter inimigos em comum é um fator de ligação muitas vezes até mais forte do que gostos e objetivos em comum. É só você parar para pensar no ditado "inimigo do meu inimigo é meu amigo". 

No mundo Linux seria assim com várias aspas!!!

"Vamos todos lutar contra a Microsoft e depois que ela acabar a gente se mata para definir qual a melhor distribuição, mas como está demorando para acabar com a Microsoft vamos nos matar um pouco aqui para ver qual a melhor distribuição porque do contrário a vida fica muito monótona."


Acontece que o inimigo para muitas pessoas do mundo Linux sempre foi a Microsoft e agora que a Microsoft parece muito mais uma Google da vida, mesclando tecnologias próprias fechadas com abertas em seus negócios, essas pessoas estão confusas, porque o sentimento de repulsa quanto à empresa não faz tanto sentido mais, porém, tirar isso delas é quase que tirar um dos sentidos da vida que foram colocados e estão sendo utilizados há anos!

Eu já falei diversas vezes: eu não gosto da ideia de ter inimigos. Tenho certeza que muita gente não vai com a minha casa nesse mundo Linux, talvez justamente por eu não defender as suas causas como muitos gostariam que eu defendesse, mas alguém ser meu inimigo não significa que a minha recíproca seja verdadeira e de mesma intensidade, muito pelo contrário. Até que ponto ter um inimigo a combater dessa forma faz algum sentido?

Certamente, ter um objetivo, um lugar para chegar, por assim dizer, é um fator motivacional e tanto, mas cá entre nós, eu não curto muito essa ideia, não. Ao menos não desta forma.

No Datamation eles fazem uma constatação interessante relacionando a forma com que as empresas Open Source; Red Hat, Canonical e SUSE abraçaram a Microsoft com ar de festa. Fazer uma associação com a Microsoft é um quase um selo de qualidade.

Uma parceria com a Google teria o mesmo efeito, mas talvez por não ser a Microsoft, alguns usuários Linux e defensores do SL não ficariam tão indignados, não é verdade? Pare para pensar. Se ao invés de Ubuntu on Windows fosse Ubuntu on Mac o barulho seria menor, pode ter certeza.

Como o Datamation observa, a Microsoft tem um faturamento anual muito perto dos 100 bilhões de dólares e mais de 100 mil funcionários ao redor do mundo, a maior empresa open source do mundo com capital aberto é a Red Hat, que tem faturamento de 2 Bilhões em média (e crescendo) e cerca de 8 mil funcionários, uma empresa grande sem  sobra de dúvidas, mas nada perto da Microsoft.

Canonical e SUSE não tem capital aberto ainda, apesar de isso ser cogitado pela desenvolvedora do Ubuntu, mas a quantidade de funcionário mal chega a mil pessoas para cada.

Às vezes é bom dar uma olhada nesses número para ter uma real proporção das coisas. Mas eu não vejo isso como "pequenez" para as distros como o Ubuntu, Red Hat e SUSE, eu olho estes números e vejo o quanto esses sistemas conseguiram avançar sem ter todo esse capital que a "Gigante de Redmond" tem, esses 3 sistemas e seus derivados dominam praticamente toda a nossa tecnologia, exceto os desktops. É tipo aquele mosquito no olho que faz alguém bater o carro.

Estar associado com a Microsoft abre uma brecha para essas empresas à longo prazo, onde as marcas se fortalecem. A verdade é que fora do mundo Linux e dos profissionais de T.I., são raras as pessoas que já ouviram falar de Canonical, SUSE e Red Hat e qualquer tipo de publicidade que faça com que essas marcas cheguem até o público consumidor é valido.

O curioso é quando nós fazemos parte deste mundo de pessoas que estão mais envolvidas com tecnologia, especialmente com Linux, a gente esquece essa proporção. Mas deixa eu te lembrar que a MAIOR E ESMAGADORA parte das pessoas que usam o computador no mundo não se importam com nada disso, elas só querem atingir seus objetivos através do computador, o computador é a ferramenta, e não o objetivo. Pense nisso toda vez que você achar que compilar alguma coisa é uma solução boa para usuários comuns.

Na minha opinião, tomar a Microsoft  como inimiga do Linux ou do Software Livre é algo inútil, não resolve o "problema" e nem sequer dá uma direção para onde os seguidores do Stallman precisam ir, isso simplesmente é uma forma de concentrar a consternação acumulada em uma empresa que nunca será atingida simplesmente por filosofia. Isso não quer dizer que a filosofia não deve existir, mas quer dizer que para haver mudança de verdade é necessário ser estratégico, é necessário agir, é necessário abrir mão de ter liberdade (em termos de software) em tudo para ganhar terreno e avançar até um ponto onde isso não fará mais tanta diferença pois será natural.

Meu objetivo com o blog Diolinux e o canal é falar sobre tecnologia de todos os tipos, eu já fui muito mais "radical" nessa questão de ser contra a Microsoft, mas com o passar do tempo eu realmente encontrei o meu objetivo na vida, e não, ele não é odiar ninguém ou alguma coisa.

Eu olho ao meu redor e vejo pessoas que precisam da tecnologia para facilitar as suas vidas e o modus operandi do movimento open source pode trazer algumas vantagens claras para quem for utilizar, mas longe de mim dizer que é a melhor solução para todo mundo. Eu não sou todo mundo, eu não conheço todo mundo e muito menos a forma de pensar de todo mundo, como posso dizer para alguém que existe uma forma certa de ver determinado assunto? Acho que isso não vale só para Linux.

Mostrar coisas que facilitem o seu dia a dia, independente da licença, sistema ou condição de uso é algo que me importa mais. Eu quero que você seja feliz em utilizar o seu computador e as coisas ao seu redor.

Ah! E quero aproveitar para citar Belchior, se me perguntarem:



Curtiu a música? Veja a letra aqui.  Ilusão de Ótica também uma boa forma de explicar (musicalmente) a coisa toda.

"Meu delírio é a experiência com coisas reais."

"Encare a ilusão da sua ótica... ...Na visão da macrostória toda guerra é igual
A visão do microscópio é o ópio do trivial... ...Será que você me entende?"

Pra mim a Microsoft é só uma empresa como todas as outras que visam lucro e utilizam o que tem de melhor a sua disposição em um determinado momento da história para encontrar um equilíbrio que naturalmente muda ao longo do tempo para um lado ou para outro, com a finalidade de continuar crescendo economicamente e ainda assim ajudar as pessoas, você pode discordar dos métodos, mas lembre que do lado do seu "inimigo" sempre existem pessoas que também são bem intencionadas e acham que estão fazendo o seu melhor para mudar o mundo, no meio de mais de 100 mil funcionários, certamente haverão vários assim, e quer saber, eles podem discordar de você, mas talvez eles não estejam errados, e nem você! Cada um fazendo sua parte para tornar o mundo melhor sob algum aspecto.

Um final musical para um post hein! Isso fazia tempo que não acontecia, música muitas vezes explica algo que nós levamos muitas palavras para explicar. Quer mudar o mundo? Comece por você.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ubuntu Phone: ZTE diz que consumidores não querem comprar aparelhos que não sejam Android

Más notícias vindas da ZTE, a empresa declarou em nota que não está aberta a desenvolver aparelhos com Ubuntu Phone por conta do público que dificilmente quer aparelhos que não venham com Android.

Ubuntu Phone




A pauta do Ubuntu Phone volta ao foco aqui no blog, não com boas notícias, mas na verdade para conversar sobre a incerteza sobre o projeto Ubuntu Phone, que neste momento tem aumentado. 

Apesar do Unity 8, que roda nos Smartphones e em breve nos PCs também estar chamando muito a nossa atenção, o mercado é muito mais complicado de dobrar, infelizmente ter um produto de qualidade e ter sucesso são coisas distintas, especialmente no segmento de Smartphones.

Segundo o pessoal do OMG Ubuntu,  o fabricante de Smartphones, ZTE, disse que não pretende lançar aparelhos não-Android porque os consumidores não tem interesse neste tipo de coisa, segundo as informações a ZTE já teria tentando em outros tempos abraçar vários sistemas operacionais diferentes para dar opções aos seus clientes, porém, os consumidores sempre preferiram os Androids.

Foi apontado, no caso, a falta de aplicativos que os "sistemas alternativos" sobrem, podemos incluir até mesmo o Windows Phone aqui, caso de Pokémon GO por exemplo, que não roda em outros sistemas (que eles possam usar) que não seja o Android.

Ao que parece, a BQ, desenvolvedora espanhola que deu vida ao primeiro Ubuntu Phone, está um pouco desanimada em fazer novas versões de aparelhos com o sistema operacional por conta vendas serem baixas.

Na minha opinião, dado o tamanho do mercado de Smartphones e da predominância de Android e iOS, a única forma do Ubuntu Phone decolar é ser compatível com Apps Android para já ter uma base grande aplicativos disponíveis para aí então trabalhar o marketing dos aparelhos e depois com muitos usuários, ou uma gama considerável pelo menos, tentar atrair desenvolvedores para criarem Apps para o seu próprio ecossistema, caso contrário, a menos que algo muito extraordinário aconteça, dificilmente o Ubuntu Phone vai deixar de ser uma aparelho para nichos pequenos de entusiastas em Linux e no Ubuntu, ainda que o projeto venha a ter qualidade técnica superior à concorrência.

Este não seria o "caminho dos sonhos" e nem o ideal, disso eu não discordo, mas as vezes é necessário adaptar o produto para o consumidor para depois dar vida aos sonhos outrora pensados.

O que você acha de tudo isso? Deixe a sua opinião nos comentários e até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O que é melhor? Um PC de US$ 10k ou um Mac de US$ 10k?

Uma coisa que me perguntam muito é sobre a minha opinião quanto aos produtos da Apple, especialmente os Macs e o iPhone, bom, vou tentar dar a minha opinião aqui sobre assunto aliada a uma curiosidade interessante, um comparativo entre máquinas de uma valor estimado semelhante.

PC e Mac de 10k




Eu sou um admirador das construções de hardware da Apple, a integração hardware e software sempre gera algo interessante. Mas como já mostramos aqui, curiosamente, nem sempre o Mac OSX para ser o melhor sistema para o Mac, ou pelo menos não em todos os casos. Quem lembra do teste do Ubuntu em um Macbook onde o Linux teve um desempenho superior?

Que os aparelhos da Apple são de qualidade não me resta a menor dúvida, mas isso não quer dizer que eles sempre sejam superiores como muita gente diz. Vamos ver agora um vídeo comparativo, são duas workstations para produção audiovisual, ambos os computadores custam em torno de 10 mil dólares, observando as configurações de cada máquina (no final do vídeo) podemos até ver que tecnicamente falando algumas peças do PC são superiores, bom, confira o vídeo e depois continuamos :)


Como você pode ver, o PC saiu-se melhor no fim das contas. Podemos ver que o mesmo poder aquisitivo pode trazer resultados diferentes neste caso. Isso quer dizer que este Mac é ruim? É claro que não! Quer dizer que ele é menos bom, especialmente em seu custo benefício.

Custo/Benefício


É aqui onde a coisa pesa contra a Apple, especialmente no mercado brasileiro onde um Macbook pode custar facilmente mais de 10 mil reais em modelos nem tão extremos. O mesmo vale para os iPhones, são aparelhos bons, de fato, mas que não valem o que custam.

Se você tiver a oportunidade de comprar um Mac, ele será um bom computador, independe do sistema operacional que você vá usar nele, mas se você não é do tipo que tem dinheiro sobrando ele realmente não será uma boa opção, e cá entre nós, mesmo que eu tivesse dinheiro sobrando eu não pagaria 12 mil reais em um Macbook PRO, acredite, dá para fazer muita coisa com esse valor em um PC.

Como ter uma máquina veloz gastando menos?


Oh! Eis a mágica que todos querem. Quando você utiliza Linux existem várias otimizações de sistemas e interfaces que podem ser feitas com a intenção de reduzir consumo de memória, de processador e melhorar a agilidade do sistema, porém, supondo que você não queira usar Linux (ou queira, neste caso tanto faz), invista o seu dinheiro em um SSD.

Sem dúvida ter um bom conjunto de hardware, um processador bom, uma boa quantidade de memória, uma placa de vídeo decente, tudo isso fará diferente, mas realmente o maior "gargalo" das máquinas atuais e a taxa de transferência de dados dos HDs, reserve uma pequena parcela do que você gastaria em um Mac e coloque um SSD no seu computador, sinta a diferença.

E aí, você prefere PC ou Mac? Deixe a sua opinião nos comentários.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Depoimento de um novo usuário do Ubuntu 14.04 LTS

Existem muitas histórias de migração de sistemas Linux por aí, sempre que eu posso procuro compartilhar com as pessoas isso, desta vez vamos conhecer a migração do nosso leitor Jhones Sales.

Migração para Linux

Migrar para o Linux sempre rende boas histórias


Antes de dar-mos entrada ao depoimento do nosso leitor eu gostaria de sugerir a leitura do "Guia completo da migração para o Linux" que nós produzimos para todos os iniciantes, confira.



Minha experiência com o Ubuntu 14.04 LTS, por Jhones Sales


Bom, eu já ouvia falar sobre Linux a muito tempo e sempre tive curiosidade de testá-lo. Até que um certo dia essa curiosidade sobre o sistema bateu forte e fui pesquisar na internet sobre o assunto, até então não sabia o que era um kernel ou um distro... achei que Linux fosse o próprio sistema. 

Pesquisei durante 2 semanas sobre o assunto e ví muita gente falando mau, ví comentários que falavam que Linux só servia para olhar o face e pessoas dizendo que as alternativas para programas do Windows no Linux não chegavam nem aos pés dos programas como Photoshop, Corel e Office... 

Resolvi ver um vídeo no YouTube de como instalar Ubuntu, depois entrei no site oficial e baixei a iso. Meu primeiro problema foi para gravar o dvd... O primeiro que gravei dava erro durante a instalação, como se o dvd estivesse corrompido. Não desisti e gravei outro cd, dessa vez em velocidade mais baixa 4x. Também não obtive êxito, dessa vez ele não passava da tela de carregamento com o nome Ubuntu... mas o primeiro cd gravado rodava o sistema perfeitamente, o erro era apenas na hora de instalar. Então baixei a iso novamente e gravei pela terceira e ultima vez, por sinal foi dessa que deu certo. 

Achei a instalação super simples e bem mais fácil que a do Windows, vou dividir o restante do texto por tópicos, para facilitar. 

Coisas que me impressionaram ao primeiro uso.


Logo que instalei o Ubuntu fiquei de boca aberta, impressionado quando vi a tela perfeitamente ajustada ao meu monitor, caramba eu sempre tinha que instalar o driver de vídeo no Windows. 

Primeiros Minutos com o sistema


Algo que sempre tive que fazer no meu notebook logo depois de instalar Windows foi ter que ligar um pen drive com os drivers para que tudo funcionasse perfeitamente. O primeiro driver que pensei em instalar foi o do wifi para facilitar o restante, mas foi ai que quando olhei para o teclado vi a luz branca indicando que o wifi já estava ligado, eu não me aguentei e soltei um grito “PUTA QUE PARIU” o Ubuntu havia reconhecido a minha placa de rede sem precisar instalar nem um driver. Coloquei o pen drive no note e a pasta abriu super rápido (isso também me impressionou) ai eu vi os arquivos rar e zip e pensei “vishhhh....... e agora como faço pra descompactar?” cliquei em cima de um deles com o botão direito e novamente um grande “PUTA QUE PARIU” o sistema já vinha com um descompactador... 

Depois disso pensei que teria que baixar algum navegador de vergonha para poder baixar o restante dos drivers, foi ai que vi o ícone do mozila na lateral e pensei, caramba não acredito nisso. No Windows eu sempre tinha que entrar em uma luta com IE e baixar logo de cara o chrome. 

Quando abri o navegador e entrei no site da hp para baixar os primeiros drivers, adivinha só. O flash já estava instalado no navegador e reproduziu som, nessa hora eu disse PORRA essa porra reconheceu meu hardware de áudio, quando instalava Windows no meu note sempre tinha que instalar o driver de áudio, nessa hora eu pensei “bom se ele reconheceu meu monitor, minha placa de rede e meu áudio sem drivers... o que mais ele pode reconhecer?”. 

Abri a dash e vi alguns aplicativos e coisas, de cara fiquei perdido, ai vi a barra de pesquisa. A primeira coisa que digitei foi “webcam” afinal eu sempre tive problemas com webcam no Windows, tendo que baixar não só drivers mas também algum programa capaz de usar a minha webcam. Foi ai que vi o aplicative Cheese, eu abri ele e caramba, ele reconheceu a minha webcam sem ter que instalar nem um driver. Até então eu já avia economizado mais ou menos umas hora de pesquisas e instalação de drivers. 

Depois eu fui ver que ícones eram aqueles naquela barra lateral e vi alguns bem parecidos com os programas do Office, passei a seta em cima e vi LibreOffice e lembrei dos comentários e coisas que vi falando mau sobre ele na internet, dai eu abri primeiro o calc e meu Deus... em menos de 3 segundos a planilha estava aberta na minha frente, não deu tempo nem de prestar atenção na tela de carregamento. Eu pensei nessa hora “Realmente esse programa deve ser muito inferior ao Excel, não tem como ele abrir a essa velocidade e ter as mesmas funções e recursos do Excel.” Pois é meus amigos... eu me enganei feio, e o calc tinha todas as ferramentas que uma pessoa poderia precisar e algumas bem avançadas. Fui testando depois os outros aplicativos do LibreOffice e cai na real que aquelas pessoas na internet não faziam ideia do que estavam falando a respeito dele. 

Aplicativos usados que cumprem com seu dever.


Algo que me chamou atenção foi aquela pastinha laranja com um A no meio, passei a seta e tinha escrito “Central de programas do Ubuntu” achei interessante e inovador e abri. Nossa como aquilo me impressionou, programas para tudo que eu precisasse com poucos clicks. Como já havia pesquisado um pouco sobre programas alternativos eu digitei gimp e me apareceu o gimp com um simples botão escrito “instalar”, eu realmente não acreditei que fosse apenas clicar ali, afinal estava acostumado a passar horas no Google pesquisando programas e em 90% das vezes um serial ou crack para instalá-los. Quando vi o gimp na barrinha lateral eu demorei a creditar. 

O chamado do dever
Ainda bem que os games não tem seus títulos traduzidos também


Depois foi o inkscape, Kdenlive, blender, banshee... todos esses foram programas que eu NUNCA havia ouvindo falar, não conhecia e não fazia a menor idéia de por onde começar a mexer neles. 

Testei todos e todos cumpriram com os seus deveres, muitíssimo bem por sinal. 

Obtive resultados melhores com o Blender que usando o 3DMax (pirata por sinal) sem falar no desempenho. 

A primeira vez que precisei usar o inkscape para criar um cartão de visitas eu fiquei completamente perdido, estranhei a interface e as ferramentas, achei o programa inferior ao Corel Draw a primeira vista. Fui pesquisando as barras de ferramentas aos poucos e descobrindo como se trabalhar com o programa, depois de uns 40 minutos o meu cartão de visitas saiu. Mas ai veio outra complicação, como levar a arte para a gráfica? Afinal eles lá usam Corel e não vão conseguir abrir o SVG. Contornei isso salvando a arte em PDF, me gerou alguns problemas quanto as cores que não saíram as mesmas, o Corel por padrão usa cores CMYK que são usadas para impressão... se você não sabe o que é isso ou acha que não precisar desse padrão de cores para imprimir, vou deixar ao final um tópico explicando melhor sobre isso... 

De forma mais resumida o inkscape hoje me satisfaz tão bem quanto o Corel, mas tem suas vantagens e desvantagens... as vantagens são maiores. 

Vantagens do inkscape


O sistema de vetorização do inkscape é de longe melhor que o Corel e Adobe, não há dúvidas quanto a isso, nunca vi em minha vida um sistema para vetorizar de forma tão perfeita quanto ele, sem falar na velocidade que absurdamente rápida se comparado com Corel e Adobe. 

Função de desfoque, isso não existe no Corel e permite criar efeitos de sombras ótimas. 

É gratuito e não me da o trabalho de ter que piratear... 

Arquivos SVG (padrão do inkscape) são extraordinariamente, absurdamente, inacreditavelmente mais leves que os do Corel e do Adobe, sem falar que os dados são armazenados com qualidade. 

Desvantagens do inkscape


Horrivelmente difícil ajustar um texto ao caminho com ele, se você quiser um texto em uma parte muito específica vai ter que criar uma forma separada como molde, para depois usar a ferramenta, converter o texto em curvas e deletar a “fôrma” que precisou criar, tudo isso não existe no corel, basta selecionar o texto clicar na ferramenta e sair arrastando a seta do mouse, o texto vai seguindo e você posiciona ele onde bem entender... e pode editá-lo depois sem problemas... 

Ele NÃO possui sistema de cores CMYK... isso pode gerar uma mudança drástica de cores na hora da impressão. 

Essas foram as que encontrei até agora... espero que não encontre mais nem uma, o programa tem me suprido de uma forma que realmente não esperava. 

Desvantagens do GIMP


O GIMP é sem dúvidas um ótimo programa e forte alternativa ao Photoshop, mas as vezes uma ferramenta específica nos faz falta, é o caso do laço magnético do Photoshop. O preenchimento automático do GIMP também é muito inferior ao do Photoshop, já precisei inclusive ter que abrir o photoshop (pirata) com o wine só para ter que usar essa ferramenta... 

O tema branco cansa muito rápido a vista, mas vi na internet que isso pode ser alterado e deixar ele com um tema escuro como o do Photoshop. 

Blender


Quanto ao Blender, meu Deus que aplicativo, não tenho absolutamente nada de ruim a falar dele, apenas coisas boas e posso afirmar por ter usado o 3DMAX durante 5 anos que o Blender é superior a ele. 

OpenGL


Sempre ouvi falar que OpenGL não prestava e confesso que eu também cheguei a falar mal dele sem ao menos pesquisar sobre ou saber direito o que ele era... Descobri que o utilizava sem nem ao menos saber. Sempre ouvi falar que o DirectX era melhor, isso e aquilo outro, essa baboseira toda de gamers que querem bancar de entendidos do assunto sem saber nem do que estão falando, escutam alguém comentar sobre o assunto, decoram o texto e saem dizendo por ai. 

O OpenGL é usado em consoles como PS3, WII e muitos outros, a Valve divulgou resultados com OpenGL no Linux (Ubuntu) que fizeram o DirectX parecer projeto de amador... Eu baixei WoW abri ele pelo WINE e ele rodou a princípio de boa, até que olhei pros lados e vi que os personagens estavam todos pretos e sem texturas, dei uma pesquisada no fórum do wow e descobrir que era apenas abrir um simples arquivo na pasta do jogo e acrescentar uma linha no final para o jogo abrir adivinha com o quê? Isso mesmo, o OpenGL e meus problemas resolvidos, mas o que me impressionou mesmo foi ver o jogo rodando a um fps maior que no Windows....... quando digo maior quero dizer 95 fps no Windows e 170 no Linux. 

Padrão de cores CMYK


O padrão de cores CMYK (sigla em inglês para as cores cião, magenta, amarelo e preto) é usado por TODAS as impressoras, você pode dizer “a mais eu sempre crio artes e desenhos em RGB e quando vou imprimir eles saem ok” acontece que as impressoras domésticas principalmente, contém dentro delas um software que converte as cores RGB para CMYK antes de imprimir, e isso pode ocasionar uma mudança nas cores se colocar pra rodar em gráficas. Me espanta que o inkscape não tenha suporte ao CMYK ainda, logo ele que é algo essencial para quem trabalha com gráficos e artes. 

Coisas que eu sempre fazia ao instalar o Windows em sua devida cronologia. 


-Instalar o Windows 7 

-Colocar um pendrive com o driver da minha placa de rede 

-Também no pendrive instalar o driver do teclado para poder ligar a placa da rede, sem ele a tecla f12 não funciona. 

-Abrir o IE e baixar o Chrome. 

-Entrar no site da HP e baixar o restante dos drivers que eram, 

--áudio 

--resolução da tela 

--touchpad 

--leitor de dvd 

--complemento do teclado para mostrar funções na tela 

--webcam 

--microfone 

--driver da impressora 

--driver do celular 

--driver do projetor 

Depois de tudo isso, que durava em média 40 minutos, eu ia instalar os softwares essenciais. 

-Avast 

-Winrar 

-Cyberlink (para a webcam) 

-Software da HP para poder fazer scans 

Em sequência eu instalava softwares adicionais. 

-Camtasia (pirata) 

-Photoshop CS6 (Também pirata) 

-Corel Draw X6 (Mais um pirata) 

-3D Max (esse é que era pirateado mesmo) 

-Nero (Nem precisar dizer que era pirata) 

-Framework 

-Java 8 

-DirectX e Direct3D 

-Flash player para o navegador 

-algumas dll para alguns programas 

-netbeans 

-emulador de ps1 

-emulador de ps2 

-emulador de snes 

-emulador de gba 

-emulador de n64 

-steam 

-Office... uma das piores partes, crackear o office 2013 

Foram 37 etapas

E lembrando que tudo isso era pesquisando na internet e baixando, ou seja era um processo que durava em média 4 a 5 horas, isso me tirava uma tarde inteira. Hoje depois de minha família ver e conhecer o sistema, pediram para que eu instalasse Ubuntu nos computadores deles também, e eu fiz. 

Coisas que eu precisei fazer ao instalar o Ubuntu. 

-colocar o cd na bandeja clicar umas 3 vezes em avançar e esperar alguns minutos para terminar, bom, não é querendo engrandecer o sistema, mas para a minha família que são usuários comuns até aqui já bastava, coloquei alguns aplicativos a mais em alguns casos 

-banshee, precisei apenas abrir a central de programas e com dois clicks estava instalado. 

-shotwell, como o de cima bastou apenas dois clicks. 

Bom pessoal como podem ver, para usuários comuns eu precisei de apenas 3 etapas. 

No meu note por outro lado eu precisei de um pouco mais, foram elas. 

-GIMP (bastou apenas abrir a central de programas e instalar, simples, rápido e fácil) 

-Inkscape (também pela central de programas, bem simples) 

-Blender (já falei que da pra instalar ele pela central de programas? Rápido e fácil.) 

-Kdenlive (caramba, ainda não precisei abrir a internet para pesquisar ou baixar nada!!!) 

-PlayonLinux (mais uma vez pela central de programas... já deu pra sentir o drama?) 


E acabou... foram 8 etapas... não da pra comparar, no Windows eram pelo menos 37, são 29 etapas a menos meu amigo... nos computadores da minha família que usam apenas para trabalho, ou seja Office e internet esse processo já desceu pra apenas 3 etapas... 

Estou sendo o mais sincero possível, não quero diminuir o Windows e nem engrandecer o Linux, mas ele facilitou minha vida de forma sublime. Quando voltei a programar bastou apenas entrar na central de programas e instalar o netbeans 8, pronto. Depois que passei a usar Ubuntu nunca mais precisei entrar no Google atrás de algum programa ou perder horas procurando cracks e seriais para programas pirateados, nunca mais precisei procurar drivers para as minhas coisas, uso Ubuntu a alguns meses e ainda não encontrei NADA que eu conectasse que ele não reconhecesse... tudo pega! 

Se você é gamer escuta essa, eu jogo League of Legends e World of Warcraft no Ubuntu. O Warcraft inclusive roda com perfeição e melhor que no Windows, é espantoso. Sem falar no steam... Jogos maravilhosos lá. 

No começo tive muito medo de migrar de sistema, de encontrar dificuldades e etc... diziam que era um sistema de servidores e que não prestava para desktop e muito menos para jogos. Bom, não sei de qual sistema estavam se referindo, mas posso garantir que estou demasiadamente satisfeito com o Ubuntu. 

Tive minhas dificuldades no primeiro mês, è claro, afinal são sistemas diferentes. Logo no começo estranhei o uso do terminal e aqueles comandos, eu pensei que seria complicado e acabei percebendo que aquilo ajuda e muito. As atualizações do sistema meu Deus, são super rápidas e fáceis, basta apenas abrir o terminal e com 2 linhas de comando eu atualizei meu sistema completo, atualizo na hora que quero, quando bem entender. Diferente do Windows que te obriga a instalar as atualizações lembrando a cada 10 minutos e ainda pede pra reiniciar depois... 

Minha família toda amou sair do Windows, meu pai quando viu depois da instalação o LibreOffice e viu que não precisava piratear nada, perder tempo com nada, ele ficou maravilhado. 

Minha mãe mandou logo colocar no computador da loja dela e eu como programador fiz questão de implementar o software que desenvolvi para ela para ajudar na gestão da loja, de modo que se integrasse com o LibreOffice. 

Minha irmã e meu cunhado também amaram, principalmente minha irmã que gosta de ser independente, quando ela viu que não precisa de mim para piratear nada, e que bastava abrir a central de aplicativos e escolher o que baixar, ela ficou super feliz. 

Para terminar o depoimento quero dizer, não me arrependo de ter saído do Windows e faço questão de divulgar o Linux, mais especificamente o Ubuntu 14.04 LTS que é a distro que uso.

Agradecimentos do blog Diolinux e Dicas


Agradeço ao nosso querido leitor Jhones Sales pelo depoimento, o texto foi muito divertido e motivador sem dúvidas.

Encontrei alguns links que podem ajudar tanto ao nosso amigo e leitor quanto a você que por ventura tenha os mesmos problemas, no caso do CMYK no Inkscape dê uma olhada neste link.

Sobre o GIMP para habilitar o CMYK nós temos aqui no blog um tutorial dedicado a isso, para o caso do tema realmente o tema claro faz os olhos doerem depois de ficar muito tempo trabalhando nele por isso nós desenvolvemos uma adaptação que chamamos de GimpShop e você pode baixar ela aqui, além de permitir ícones escuros, o tema ainda configura as teclas de atalho e organização do Photoshop, é muito prático!

Sobre o laço magnético a ferramenta equivalente do GIMP chama-se "Seleção com Tesoura", ela não é tão ágil quanto o laço magnético do Photoshop mas ela permite pós edição ponto a ponto na seleção, coisa que a ferramenta do Photoshop não permite.

Se você tiver também um história ou dica bacana para compartilhar conosco não perca tempo, mande um e-mail para o blog Diolinux, até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.




terça-feira, 14 de julho de 2015