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Como habilitar o suporte para Streamlabs no OBS no Linux

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

O site Streamlabs ajuda a dar uma dinâmica maior com o público para todos os streamears, sejam aqueles quem fazem isso via YouTube ou TwitchTV. O Open Broadcaster Studio (OBS) é um dos principais softwares para fazer este tipo de atividade, possuindo versões para todas as plataformas, incluindo Linux. Hoje você vai aprender a instalar suporte ao recurso das Streamlabs no seu OBS.

StreamLabs Linux OBS Tutorial






Existem sobreposições que podemos adicionar aos nossos streamings que são provindos de informações vindas de alguns sites, especialmente o Streamlabs. Esses componentes são adicionados nas cenas do OBS (Open Broadcaster Studio) através de um plugin para embedar conteúdo da internet, algo que infelizmente não está disponível nativamente na versão para Linux do OBS.

Apesar disso, é possível habilitar este plugin de uma forma muito simples e é isso que você vai aprender agora.

Como adicionar o suporte para conteúdo de navegador no OBS Linux


Quero agradecer ao NiltonOS, nosso professor do Diolinux EAD, que me ajudou a encontrar a solução para este problema e também a ele que criou a versão compilada com o codec NVENC do OBS para Linux, o que facilita a vida de todos nós que criamos conteúdo em vídeo para a internet.

Para adicionar o suporte para conteúdo Web no seu Open Broadcaster Studio no Linux, incluindo o Streamlabs, você primeiro precisa instalar o OBS:


Uma vez que você tenha o seu OBS já instalado e funcionando, basta rodar estes três comandos no terminal para criar o suporte a conteúdo Web nele:
mkdir -p $HOME/.config/obs-studio/plugins
wget https://github.com/bazukas/obs-linuxbrowser/releases/download/0.2.0/linuxbrowser0.2.0-obs18.0.1-64bit.tgz
tar xfvz linuxbrowser0.2.0-obs18.0.1-64bit.tgz -C $HOME/.config/obs-studio/plugins
Funciona em qualquer distribuição. Depois de feito isso, ao abrir o seu OBS você encontrará uma opção chamada Linux Browser.

Até a próxima!
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Como atualizar o openSUSE Leap 42.2 para o 42.3

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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A terceira edição do openSUSE da série 42 Leap está disponível para os usuários, hoje você que utiliza a versão 42.2 vai aprender a atualizar o sistema para a versão mais recente.

openSUSE Leap







Uma das maiores distribuições Linux do mundo, o openSUSE, recebeu recentemente uma atualização em sua versão estável, a Leap, chegando agora à versão 42.3. O nosso parceiro "Oficina do Tux", produziu um vídeo para explicar para você como fazer a atualização passo a passo sem quebrar o sistema.


A versão 42.3 do openSUSE usa o mesmo núcleo de pacotes que o SUSE Linux Enterprise 12, Service Pack 3. A versão oferece suporte de longo prazo juntamente com o os ambientes KDE 5.8 e o GNOME 3.20, que são os mesmos oferecidos pelo SLE, além deles, existem outros desktops disponíveis para download ou para a utilização na hora da instalação. Lembrando que as pessoas que preferirem, podem usar a versão Rolling Release do openSUSE, o chamado Tumbleweed.

Para ler sobre todas as novidades da nova versão, basta acessar este link.

Até a próxima!
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Erro ao compartilhar pastas no Linux Mint Cinnamon? Veja como corrigir.

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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Eu tenho o hábito de compartilhar pastas em rede para levar pequenos arquivos de forma simples de um computador para outro. O processo em todas as distribuições é o mesmo praticamente, mudando pequenos detalhes, mas o Linux Mint me deu uma dor de cabeça um pouco maior.

Linux Mint com pastas compartilhadas




Eu tenho usado o Linux Mint no meu computador de trabalho nos últimos meses, tudo funciona muito bem, tudo muito estável e funcional, mas acabei esbarrando em um bug atípico no sistema, já que em todos os outros que testei é a primeira vez que este tipo de coisa gera problema.

Compartilhamento de pastas do Linux Mint Cinnamon

Como você ver, ao tentar compartilhar uma pasta em rede aparece este erro. Felizmente a correção é muito simples.

No Ubuntu quando você vai tentar compartilhar uma pasta o sistema avisa que faltam determinados pacotes do samba e te permite uma instalação a partir de um clique para funcionar, no Linux Mint isto não acontece, no entanto basta rodar este comano no terminal para corrigir o problema:
sudo apt install samba --install-recommends
Depois de instalar este comando, você pode tentar compartilhar a pasta da mesma forma e tudo deverá funcionar perfeitamente. É algo que deve ser corrigido no sistema ao longo do tempo.

Linux Mint compartilhamento

Como você pode ver, o ícone de compartilhamento apareceu na pasta normalmente depois da instalação do pacote que fizemos.

Se você tem dúvidas de como funciona o compartilhamento de pastas em uma rede doméstica no Ubuntu/Linux Mint ou qualquer outra distribuição e interface, confira o vídeo abaixo onde eu te explico como você pode fazer este tipo de coisa de forma simples:



Até a próxima!
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Aprenda a INSTALAR e CONFIGURAR o GENTOO Linux

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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Se você estava procurando por um material completo à respeito do Gentoo, uma das distribuições Linux com maiores místicas em seu entorno, agora você terá algo para colocar nos seus favoritos com detalhes importantes da instalação do Gentoo, compilação do Kernel no Gentoo e um guia de pós-instalação, para deixar o sistema funcionamento de forma perfeita para você.

Instalação e configuração do Gentoo Linux




O Gentoo é o que podemos chamar de distribuição Linux "Source Based", isto é, a ideia é que você baixe o código fonte das aplicações e compile elas no próprio sistema para utilizar. Não somente as aplicações, mas o sistema como um todo pode trabalhar desta forma.

Distribuições como o Gentoo são tidas como "difíceis" e destinadas a usuários avançados. O "difíceis" está entre aspas porque "fácil e difícil" são conceitos altamente relativos ao seu conhecimento e interesse em "desvendar os segredos" de uma distro como o Gentoo.

Quem sou eu para dizer o que você vai fazer com o Gentoo, mas em geral essas distros tem um público, falei sobre isso neste vídeo:


Agora que você já conhece um pouco mais sobre o objetivo de distros com estas características, chegou a hora de conhecer mais a fundo o Gentoo; o primeiro passo é conhecer a sua história, recomendo que você veja este outro artigo aqui no blog, leia depois volte para este:


Depois destas informações, você já realmente sabe onde está se metendo. Vou te dizer, na minha opinião o Gentoo não chega a ser difícil (conceito relativo, como falei), mas requer paciência para fazer todas as coisas e deixar o sistema funcionando corretamente.

Para facilitar o seu entendimento nós vamos contar com a ajuda do Marcos, do canal Terminal Root, e vamos aprender a instalar e configurar o Gentoo em 3 vídeos diferentes, são vídeos longos mas que abrangem detalhadamente tudo o que você precisa saber sobre o sistema.

Nas palavras do Marcos:

O Gentoo é uma distribuição veloz e moderna com um projeto limpo e flexível. O Gentoo é construído em torno de um ecossistema de software livre e não esconde de seus usuários o que está “sob o capô do motor”. O Portage, o sistema de gerenciamento de pacotes utilizado pelo Gentoo, é escrito em Python, o que significa que o usuário pode facilmente ver e modificar o código fonte. O sistema de pacotes do Gentoo usa código fonte (mas o suporte para pacotes pré-compilados também é incluído) e a configuração do Gentoo é feita através de arquivos texto comuns. Em outras palavras, tudo acontece de forma muito clara e aberta.

Como instalar o Gentoo


O primeiro passo é a instalação, então preste atenção nas explicações para você estar pronto para os próximos passos:


O segundo passo (que na verdade é um extra do primeiro), é um episódio inteiro sobre a compilação do Kernel no Gentoo. O processo não chega a ser muito diferente do que eu ensinei neste artigo, utilizando o Linux Mint, mas como é algo importante, vamos para essa aula também:



O terceiro e último vídeo é o que você vai utilizar para aprender a deixar o Gentoo pronto para o seu uso diário:



Edit: Recentemente o Marcos acrescentou mais uma vídeo para a série onde ele mostra os retoques finais na distribuição.


Com estas informações você certamente tem um caminho muito mais simples para utilizar o Gentoo, não é? Não esqueça de passar no canal do Marcos e se inscrever para acompanhar vídeos futuros dele.

Até a próxima!
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Minhas 7 extensões favoritas para o GNOME Shell

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

É como diz o ditado: "GNOME sem extensões é igual a Branca de Neve sem os 7 anões", simplesmente não é a mesma coisa. Brincadeiras à parte, de fato as extensões do GNOME são praticamente essenciais para melhorar a produtividade da interface, é claro que a necessidade de uma ou outra extensão vai variar de acordo com o seu gosto pessoal e principalmente, vai variar de acordo com a forma com que você gosta de interagir com a interface. Hoje eu vou te mostrar as minhas 7 extensões preferidas.

Top 7 GNOME Shell Extensions




Você pode entender as extensões do GNOME Shell da mesma forma que você entende as extensões do seu navegador. Elas servem para estender as funções nativas do ambiente gráfico, mudar o seu comportamento, adicionar recursos e até remover em alguns casos.

As extensões do GNOME não são exclusivas de uma distribuição Linux em específico, elas funcionam em todas as que usam a interface, então essas dicas vão servir para você, independente do sistema.

Confira também:



* Vale a pena conferir os dois vídeos, assim você vai aprender muito mais sobre a customização do GNOME.

Como adicionar extensões no GNOME Shell


O projeto GNOME possui um site: extensions.gnome.orgonde você pode baixar todas as extensões para o seu sistema. Para instalar uma extensão à partir do site, basta deslizar o interruptor de ON/OFF que existe em cada uma delas e aceitar a instalação.

Instalando extensões no GNOME

Depois de instaladas as extensões, você pode manusear elas através de uma aplicação chamada "GNOME Tweak Tool", que serve para muitas outras coisas também quando o assunto é "customização do GNOME Shell".

Normalmente as distros trazem essa ferramenta já instalada por padrão, em português a ferramenta recebe o nome de "Ferramenta de ajustes", porém, caso não esteja instalado, você encontra ela facilmente na central de aplicativos, o GNOME Software.

Gnome Tweak Tool

Uma vez instalado você encontra o "GNOME Tweak Tool" no menu do sistema, dentro dela há uma sessão onde você pode ativar, desativar e remover extensões.

Agora vamos a lista com as minhas 7 extensões favoritas!


Eu preparei um vídeo bacana para você conhecer as extensões que eu mais gosto, cada uma tem suas particularidades e funcionalidades, confira e não esqueça de conhecer o canal, caso ainda não conheça, o botão de se inscrever está logo abaixo:



Dica: Para acessar o site e baixar a extensão para o seu GNOME Shell basta clicar no nome delas.


Essa extensão cria um pequeno ícone da barra superior do GNOME Shell que te permite acessar de forma mais rápida  pastas específicas do sistema, o que garante uma maior produtividade no seu dia a dia, evitando a necessidade de abrir o Nautilus (gestor de arquivos) para isso.

Places Status Indicator




Acho esta essencial. Eu simplesmente não consigo usar uma área de notificações ou tray escondida da forma padrão do GNOME. Essa extensão coloca a área de notificações e indicadores no local tradicional.

Topicons Plus




A barra de favoritos do GNOME, também conhecida como Dash, não é nada mais do que contraprodutiva em sua forma original, eu preciso de uma dock mais funcional, que esteja ali mesmo quando eu não quero ver as atividades. Esta é uma das extensões mais baixadas e melhor avaliadas do site de extensões do GNOME, então acredito que muitos compartilham da minha opinião.

Dash to Dock Gnome Shell



Esta é uma extensão realmente simples, ela coloca um ícone de lixeira na barra superior do GNOME Shell, facilitando o acesso a exclusão e recuperação de arquivos.

GNOME Trash



Essa talvez não seja para todo mundo, mas todos que precisam lidar com mais de uma saída ou entrada de áudio acabam tendo um certo trabalho no GNOME, sem essa extensão você precisa ir até o app de configuração e  mudar as entradas por lá, com a extensão fica bem mais prático.

Sound Device Chooser Gnome



Essa é outra herança do Unity do meu GNOME, com esta extensão você consegue abrir os dispositivos removíveis de forma muito acessível sem precisar ir até o gerenciador de arquivos.

Removable Drive Menu


A extensão Pixel Saver é extremamente útil para quem tem uma tela pequena, eu por exemplo acho essencial para usar no meu Lenovo Yoga de 12 polegadas, em telas assim, qualquer pixel a mais é uma grande vantagem. O Pixel Saver elimina a barra de título das janelas no GNOME Shell em algumas aplicações onde ela é desnecessária, como no Firefox.

Pixel Saver
Repare na quantidade de espaço vertical que ganhamos


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Estas são as extensões para o GNOME Shell que eu mais gosto, mas o artigo não acaba por aqui, agora é a sua vez! Deixe nos comentários a sua opinião sobre a minha lista e acrescente as que você mais gosta e não fazem parte dela, até a próxima!
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Como habilitar a edição no Shutter no Linux Mint

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domingo, 16 de julho de 2017

O Shutter é uma aplicação fantástica para fazer captura de tela nas distribuições Linux. O programa está disponível nos repositórios de todas as distros e é uma das melhores aplicações para quem faz tutoriais para blogs e sites. Um dos motivos para isso é que o Shutter tem um editor de imagens embutido nele mesmo, que permite fazer pequenas modificações nos seus prints, como colocar sites, números, escrever coisas, esconder coisas, é realmente muito útil; menos no Linux Mint, onde essa função vem desabilitada por padrão.

Linux Mint Shutter Editor




Você consegue instalar o Shutter no Linux Mint tanto via comando de texto (sudo apt install shutter), quando pelo MintInstall, como você pode ver na imagem abaixo:

Linux Mint Shutter

Mas tanto instalando de uma forma, quanto de outra, você terá um ótimo programa funcional, entretanto, sem a função de editar, como você pode ver na imagem abaixo, essa função aparece no programa mas não é clicável, simplesmente.

Shutter função editar no Linux Mint

Isso acontece devido a falta de algumas dependências para o programa que habilitam essa função. Para resolver o problema você precisa instalar os seguintes pacotes:

- libgoo-canvas-perl

- gnome-web-photo 

Você pode instalá-los facilmente usando o gerenciador de aplicativos do Mint (Mint Install), ou simplesmente rodar o seguinte comando:
sudo apt install libgoo-canvas-perl gnome-web-photo
Assim o Shutter vai passar a funcionar com a função de edição, como você pode ver:

Shutter Linux Mint com suporte para edição

Agora você já pode usar o Shutter em sua plenitude!

Até a próxima!
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Como compilar um Kernel Linux passo a passo [TUTORIAL COMPLETO]

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

A compilação do Kernel é algo cheio de místicas no mundo da tecnologia, mas na verdade ela não chega a ser um processo "super" complicado, requer um pouco de atenção, sim, mas nada que algumas tentativas e alguns Kernel Panic não deixem você "manjador". Hoje vamos aprender como compilar um Kernel para a sua distribuição.

Como compilar Kernel Linux




Vamos falar um pouco sobre compilação de Kernel e se você deve ou precisa fazer esse tipo de coisa. 

Como comentei antes, a compilação do Kernel está envolta em uma mística muito grande onde "apenas os entendidos" conseguem fazê-lo, de fato, é necessário um pouco de conhecimento avançado no seu hardware para otimizar o Kernel, mas não para compilá-lo necessariamente.

Encare este tutorial de forma didática, acredito que os maiores beneficiados serão os que querem aprender um pouco mais sobre Linux e sobre informática, a maior parte dos usuários (comuns e avançados) não realmente necessitam de um Kernel compilado, digamos que este seja um "luxo" que você pode se dar ou não.

As distribuições Linux fazem um grande esforço para entregar para você um Kernel genérico que consiga lidar com praticamente qualquer hardware e ainda extraia um bom desempenho do seu computador. Se você conhecer direito o seu processador, sua placa mãe, memórias, etc, em fim, se conhecer bem o seu Hardware, é possível ajustar alguns módulos para deixar o Kernel mais enxuto e otimizado. Em minha experiência a diferença não chega a ser gritante mas pode ajudar. Eu mesmo costumo utilizar o Kernel oferecido pela distribuição que eu estiver utilizando, só vou pensar em mudar caso algo não esteja funcionando adequadamente e isso pode ser feito de diversas formas, compilando é apenas uma delas.

Você também pode querer usar um Kernel mais antigo em uma máquina mais velha também por questão de melhor suporte ao hardware, se a sua distro não oferece este kernel, compilar ele pode ser a única solução para trazer à vida o seu "dinossauro de estimação". 😁

Veja também: Atualizar ou não atualizar o Kernel?

Já está ganhando coragem?

Compilando o seu Kernel Linux


Linus Torvalds liberou no kernel.org recentemente o Kernel 4.12 que traz várias melhorias e pelo que me consta, melhores drivers de vídeo para placas da AMD é o principal destaque. Se você usa Arch, Fedora, Manjaro, openSUSE Tumbleweed, versões instáveis do Debian, entre outras distros que costumam manter pacotes recentes, provavelmente você receberá esse Kernel muito em breve (isso se já não recebeu), no entanto, outras distros tendem a usar o Kernel LTS para melhor estabilidade, o Debian Stable, Ubuntu, Mint, entre outras. Estas mantém um Kernel em uma versão mais "antiga" e muitas vezes uma versão modificada também, com inclusão de drivers extras e outras otimizações e perfis que dizem respeito à distro em específico.

Leia também: Conheça o gestor de Kernel gráfico para Ubuntu

Caso você se sinta inseguro ao fazer este tipo de coisa, ou se for a primeira vez que você vai fazer isso, eu recomendo que você se foque em quatro pontos.

1º - Leia todo o material antes de começar a fazer qualquer coisa.

Acredite, se você não tiver paciência para ler este artigo por completo, provavelmente você não vai ter paciência para compilar o kernel. Não tenha medo de aprender, este artigo não vai fugir de você, então leia com calma mais de uma vez e use-o como guia no seu processo.

2º - Faça o processo no VirtualBox uma vez ao menos para você entender como tudo funciona.

Aprenda a fazer testes antes de colocar as coisas em produção, aprenda a errar e tirar conhecimento dos seus erros. Fazer a compilação no VirtualBox pode levar mais tempo por conta da potencia do seu computador ficar dividida, mas permite que você teste várias coisas diferentes. Outra boa opção é você testar em um computador de reserva que você tenha, assim você pode tentar otimizar o kernel para ele.

3º - Não tenha medo, mas seja responsável.

Algumas pessoas acham que para compilar o kernel você precisar ser o "Chuck Norris" no Linux, mas a verdade é que "qualquer um com o toddy em um quarto escuro" faz isso, basta prestar atenção.

Se você estiver fazendo em uma máquina virtual ou de testes, não há com o que se preocupar. Na verdade, mesmo fazendo na sua máquina de trabalho, sabendo voltar ao "normal", não tem muito com o que se preocupar também.

Uma vez o kernel compilado, entenda que tudo o que funciona e não funciona no seu sistema no que diz respeito ao gerenciamento de hardware é "culpa" sua, os patches de segurança, atualizações e coisas do tipo serão aplicados somente se você o fizer. Provavelmente a sua distro continuará a prover atualizações no Kernel que ela traz por padrão através do repositório, mas no que diz respeito ao kernel que você compilar, bom, ele depende só de você.

4º - Pegue o seu café. Sempre tenha um café! ☕

Pode ser chá também.

Começando a compilar o Kernel Linux


O primeiro passo é, sem dúvida, baixar o Kernel que você quer instalar. Observe sempre a versão, pois essa informação será importante no futuro. Neste exemplo vamos usar o mais recente (no momento), o Kernel 4.12. Acesse o kernel.org e baixe a versão mais recente disponível:

Kernel Linux Download

Clique no botãozão  amarelo e faça o download para o diretório que você quiser, por exemplo, a sua pasta Downloads. Para fins de organização (afinal você pode ter muitas pastas e arquivos ali), sugiro que crie uma pasta com qualquer nome e coloque o arquivo que você baixou dentro, vou usar o nome "kernel" neste exemplo, conforme a imagem abaixo:

Compilação de Kernel Linux
Veja o exemplo acima da pasta "kernel" dentro de "Downloads"
Depois disso, abra o seu terminal e agora vamos começar a "brincadeira". Já pegou um café aí (ou chá, se você estiver em processo de descafeinação)?

Este processo pode demorar um pouco, seja paciente, leia com atenção e tudo deverá ocorrer bem.

Antes de mais nada, vamos instalar alguns pacotes que serão úteis para a nossa compilação. No exemplo eu estou utilizando o Linux Mint, mas os comandos servirão para todas as distros baseadas em Debian, incluindo o Ubuntu, lembrando que você tem que fazer o processo como root ou utilizando "sudo" onde for possível. Neste caso, podemos usar o "sudo" sem problemas:

Compilando Kernel Linux

Comando:
sudo apt install build-essential libncurses5-dev
Os pacotes tem o mesmo nome em praticamente todas as distros, então basta você usar o gerenciador de pacotes da sua. Alguns comandos que vamos utilizar são coisas básicas do Bash, como o "ls" para listar os arquivos e pastas nos diretórios e o "clear" para limpar a tela (ou CTRL+L), então, fique à vontade para utilizá-los, como agora, você deve estar com o seu terminal cheio de informações, apenas limpe a tela digitando: clear.


O nosso próximo passo é extrair o conteúdo do arquivo compactado do Kernel que você baixou para uma pasta específica.

Mude para a pasta de download

Lembra que eu tinha comentado para colocarmos o arquivo dentro de uma pasta chamada "kernel", que por sua vez estava dentro da pasta "Downloads"? Vamos precisar ir até ela com o comando:
cd ~/Downloads/kernel/
Uma vez dentro dela, rode o "ls" para ver se o arquivo está ali. No nosso exemplo o arquivo se chama linux-4.12.tar.xz, este tipo de arquivo é um arquivo compactado como qualquer outro .rar ou .zip, porém, ele usa a compactação tar.xz, vamos precisar extrair os arquivos dele e vamos fazer pelo terminal, assim já podemos direcioná-lo diretamente para a pasta /usr/src/ que é onde ele deve ficar para continuarmos. À partir de agora, vamos entrar em modo root e fazer tudo desta forma, então rode o comando:
su root
Digite a sua senha e você já deve estar como root, se você estiver usando o Bash, o indicativo para isso é que você terá um "#" no lugar do "$" no terminal:

Compilando Kernel

Agora vamos extrair o conteúdo do arquivo e direcioná-lo para o diretório desejado:

Dica: use o tab para autocompletar os comandos, por exemplo, ao invés de digitar linux-4.12.tar.xz, apenas digite "li" e pressione tab. Funciona em vários outros momentos também.


Compilando Kernel

Comando:
tar -xvf linux-4.12.tar.xz -C /usr/src/
Se tiver dúvidas sobre o comando tar, você pode verificar a sua página de ajuda digitando: tar --help. A extração deverá demorar alguns segundos, então aguarde o processo terminar, quando isso acontecer você deverá ver uma tela semelhante a esta:

Compilando Kernel

Agora vamos conferir se realmente os arquivos foram parar no lugar certo. Até agora você poderia ter feito tudo em modo gráfico, mas metade da graça de compilar o Kernel está em usar comandos até pra descompactar arquivos, certo? 😂

Arquivos para compilação do Kernel

Comandos:
cd /usr/src/
ls
Você deverá ver um diretório com o nome de "linux-4.12".

Aqui vai uma dica que pode facilitar um pouco, e se ao invés de ficar digitando toda a vez "linux-4.12" você chamasse ele apenas de "linux" ou de "kernel", ou ainda de "meganfox"? Vamos criar um link símbolo pra ele, assim você não precisa digitar mais de uma palavra ou perder tempo digitando mais caracteres:

Criando link simbólico

Comando:
ln -s linux-4.12 linux
Olha que beleza? Agora quando você acessar o diretório "linux" ele vai entrar dentro de linux-4.12. Se você der um novo "ls" vai perceber a existência de um diretório chamado "linux". Vamos entrar nele também:

Dica: O Linux é "Case sentivive", isso significa que o seu sistema operacional diferencia letras maiúsculas de minúsculas, um diretório chamado 'Linux" é diferente de outro chamado "linux", que por sua vez é diferente de outro chamado "LInux" e por aí vai. Então preste atenção para digitar os comandos e diretórios exatamente como são os seus nomes.

compilando Kernel Linux

Comandos:
ls
E observe a presença do link "linux".
cd linux
Para mudarmos para dentro do diretório "linux"
ls
Novamente para listar os arquivos contidos dentro da pasta.

Agora é que começa a compilação propriamente dita. O próximo passo é um dos mais importantes e determinantes da hora de compilar um Kernel Linux:

Configuração do Kernel

Comando:
make menuconfig
Esse comando irá rodar e carregar uma espécie de interface onde você poderá fazer vários ajustes, se você quiser, é claro:

Dica: Nesta opção, você pode escolher copiar o arquivo de configuração do seu kernel atual também, bastando confirmar quando o utilitário lhe pedir, entretanto, neste artigo nós vamos dar uma explorada a mais nele.

Compilando Kernel

Aqui, para mim, vale o mesmo conceito do overlock. Você pode ir testando opções até encontrar alguma que fique realmente estável e otimizada para você. Fica difícil eu dizer qualquer coisa aqui para você configurar porque eu não sei exatamente qual o hardware você possui, quais dispositivos você conecta no seu computador, não sei o modelo da sua placa mãe, etc, etc. 

Vale muito à pena você fazer este processo várias vezes e conhecer o seu harware para fazer modificações e testar como tudo vai funcionar. Aqui você pode habilitar e desabilitar drivers por exemplo. Um exemplo que eu posso dar é que você pode, na sessão de drivers, desabilitar o suporte para blobs de drivers proprietários no Kernel, desmarcando a opção, isso talvez agrade quem gosta apenas de software livre.

Compilando Kernel

Cabe a você explorar todas as essas opções (que são muitas), mas atenção, minha recomendação é:

Pesquise tudo o que você deseja alterar para entender o que a opção faz e entender a consequência da sua ação, evite fazer esse tipo de coisa em máquinas de trabalho que não podem ficar paradas e sempre mantenha um kernel extra que você sabe que funciona, como o que veio junto com a sua distro, não o remova, assim você pode voltar pra ele caso tenha algum problema. Estude o seu hardware e veja que recursos você pode habilitar e desabilitar. 

Otimizar um Kernel para você e tê-lo estável por levar algum tempo e algumas tentativas de compilações.

✅ Dica: Leia com atenção a legenda que aparece nesta tela, ela te informa como você navega pelos menus e como marcar e desmarcar as opções.

Como eu não sei qual o seu hardware e nós queremos continuar a nossa experiência com a compilação, vamos apenas usar todas as opções que são padrão. Para isso, sem fazer nenhuma alteração, vamos até a opção "Save" e pressionamos a tecla "Enter".

Compilando Kernel Linux

Ao salvar uma nova tela aparecerá onde você pode escolher o nome do seu arquivo de configuração (esse que você estava editando, ou não, no passo anterior), você pode deixar o padrão mais uma vez ".config" e pressionar "enter" para confirmar:

Compilando Kernel

Depois da configuração estar pronta, uma nova tela vai se abrir com uma única opção para sair, apenas confirme pressionando "enter" mais uma vez.

compilando kernel

Isso vai te levar para a primeira tela do menu de configuração, agora é só você sair, selecionando a opção "Exit":

compilando kernel

Voltamos ao nosso terminal mais uma vez, você pode dar um "clear" para deixar ele limpo novamente. O que vamos fazer agora é puramente para informação e praticidade. 

Vamos alterar um pouco o nome do Kernel, nada demais, de "leve na neve", só pra gente saber que essa é a nossa versão compilada.

Uma informação importante que você pode inserir aqui é qual a versão da compilação que você está fazendo, assim dá pra ir testando várias formas diferentes e iniciar pelo Kernel que você quiser depois pelo GRUB.

Você pode usar aqui qualquer editar de texto (em modo texto ou gráfico), eu estava na intenção de usar o VIM, porém, ele não vem instalado no Linux Mint (talvez na sua distro ele venha), em compensação eu tenho pré instalado o nano e o vim.tiny (versão mais enxuta do dito cujo), que vai servir também, afinal, eu só quero mudar uma linha no arquivo de configuração. Se você quiser pode instalar o VIM ou qualquer outro.

Escolha o que você preferir e vamos editar o arquivo:

compilando Kernel

Comando:
vim.tiny /usr/src/linux/Makefile
O que eu quero mudar neste arquivo é a descrição em EXTRAVERSION:

Configurando Makefile

Navegue com o seu teclado até lá e coloque a informação que desejar, eu vou colocar diocomp1, que para mim significa "Diolinux Compilação 1", afinal, como eu disse, eu posso fazer várias compilações do mesmo kernel e ir testando, assim na próxima vez que fizer poderei colocar diocomp2 e assim por diante, ficando mais simples para identificar cada uma.

Para salvar e sair no VIM você deve pressionar a tecla "ESC" até que a palavra "INSERT" suma ali de baixo, e digitar:
:wq
Não esqueça dos dois pontos, o W serve para salvar a sua edição e o Q para sair. Se você quiser aprender mais sobre o VIM e sobre o terminal, confira o nosso curso de Bash no Diolinux EAD, ele tem um módulo bônus somente sobre o VIM.

Próximo passo, gerando a imagem bzImage:

gerando imagem

Comando:
make bzImage
Se liga aí no "I" maiúsculo. Nesta parte eu tive esse problema, como você pode ver, só ocorreu no Linux Mint/Ubuntu, no Debian foi de boa. Isso era a falta de um pacote no sistema que você resolve com:
apt install libssl-dev
Essa parte demora meu jovem, então vá dar uma caminhada ou tomar aquele seu café, deixe apenas o terminal trabalhando, procure fechar as outras aplicações pois a compilação consome recursos da máquina, memória e processador especialmente, e quanto mais livre ela estiver, mais rápido tende a ser. Sugestão, aproveita e assiste um episódio de Bates Motel na Netflix, a série é muito legal. 

Ao terminar o processo, você deve ver uma tela semelhante a esta:

Compilação do Kernel Linux

Se tudo deu certo, você deverá ter uma imagem dentro do diretório de boot, que é um subpasta dentro da sua pasta "linux", para verificar isso rode o seguinte comando:
ls /usr/src/linux/arch/x86_64/boot/
A arquitetura ali no meio do comando (x86_64) depende do tipo do kernel que você está compilando, de 32 ou 64 bits. Você deverá ver algo como isto:

Compilando Kernel

O próximo passo vai compilar os módulos do seu Kernel, o que inclui os drivers que você selecionou lá no menu de configuração:

make modules

Comando: 
make modules
Dependendo da quantidade de módulos habilitados esse processo também pode demorar pra caralho um bocado, espere pacientemente. (Ou fique louco, mas acho que isso não vai ajudar em nada). No meu caso demorou pouco mais de 1 hora e meia, mas isso depende da potência do seu hardware. Ao término você deverá ver uma tela como esta:

Compilando Kernel

 É bom você deixar um bom espaço livre também na sua partição / ou na /usr, dependendo de como você particionou, essa compilação genérica gerou quase 14 GB de dados.

Agora com os modulos compilados, vamos precisar instalá-los:

Make modules_install

Depois do processo terminar, você verá uma tela semelhante a esta:

Compilação do Kernel

Agora vamos instalar o Kernel que você acabou de compilar:

Instalando o kernel compilado

Comando:
make install
Ao terminar de executar esta tarefa, você deverá ver uma imagem semelhante a esta:

instalando o novo kernel
Alguns erros que aparecem nessa tela ocorrem por conta do VirtualBox
Agora precisamos mudar de diretório para rodar mais um comando que vai criar a nossa imagem de inicialização do Kernel:

configurando imagem de inicialização

Comando:
cd /boot
Uma vez dentro deste diretório, rodaremos os seguintes comando:

nome do kernel

Comandos:
ls /lib/modules/
Esse comando vai servir pra termos certeza do nome do nosso kernel, como você pode ver na segunda linha da  imagem acima, o kernel que compilamos tem o nome de "4.12.0diocomp1", vamos precisar deste nome no comando a seguir, que é:
mkinitramfs -o initrd.img-4.12(use o tab para completar) (nome do kernel) 
No meu exemplo ficou como na imagem acima:
mkinitramfs -o initrd.img-4.12.0diocomp1 4.12.0diocomp1 
Preste atenção, pois este comando deve ser rodado dentro do diretório /boot.

Este comando não deve te retornar nada no terminal, ele apenas vai "rodar", por assim dizer.

Estamos chegando perto do final, precisamos fazer com que o GRUB reconheça o nosso novo kernel para que possamos reiniciar a máquina utilizando ele, para que isso aconteça é necessário atualizar a lista de sistemas/kernels que estão listadas no menu do GRUB (Aquele carinha que aparece na inicialização do computador). 

Esse passo pode variar um pouco de acordo com o sistema que você estiver utilizando, Debian, Ubuntu, Mint, etc tem uma shell script nativo do sistema que faz essa atualização através do comando:

Compilando Kernel

Comando:
update-grub
Eventualmente a sua distro pode ter outro método de fazer este mesmo passo, então vale a pena consultar a documentação do sistema caso o comando não funcione. 

Repare na imagem acima, nós já temos a imagem do kernel e do initrd encontradas com a nossa compilação, esse comando não demora muito e ao terminar, nós já temos tudo pronto para começar a utilizar e testar o nosso kernel compilado.

Agora você pode reiniciar o computador para testar o novo Kernel compilado por você mesmo, se funcionar eu sei que você vai estar se sentindo um Elliot da vida, mas vamos para o teste definitivo. 

Reinicie como você preferir, se quiser fazer pelo terminal, apenas digite:
reboot
Se o seu computador tem apenas um sistema operacional instalado, ele deve carregar automaticamente o seu kernel, caso ele seja o mais recente instalado, caso você tenha mais de um sistema, você verá o GRUB, onde fica fácil de você identificar se o seu novo kernel está listado para iniciar.

GRUB com kernel compilado

Caso o GRUB não apareça para você, basta ficar pressionando a tecla "Shift" na inicialização do computador, depois selecione o modo avançado e você verá uma imagem semelhante a esta, com o seu kernel como opção para inicializar.

Bastar pressionar "enter" para inicializar pelo Kernel desejado.

Se tudo deu certo, seu computador vai funcionar normalmente, uma vez na área de trabalho você pode conferir se você está usando o Kernel correto rodando o seguinte comando:

verificando o novo kernel compilado

Comando:
uname -romi
ou
uname -r 
Pronto meu amigo ou minha amiga, você acabou de compilar o Kernel Linux! Não foi tão difícil foi? 

É só preciso de um pouco de atenção e paciência. 😎

Como eu quero deixar as coisas mais completas, eu vou te ensinar a voltar para o kernel da sua distro e remover o seu kernel compilado, caso você queira. Existem várias formas de editar o GRUB para você escolher com qualquer kernel ou sistema você quer inicializar por padrão, mas vamos tomar de exemplo que por qualquer motivo você não queira mais o seu kernel compilado e você queira usar o a sua distro te oferece.

Removendo o seu kernel compilado

Reinicie o seu computador mais uma vez e na tela do GRUB selecione outra versão do Kernel que não seja a sua compilação, dê preferência pela mais recente, fora a sua.

grub customizer

No meu caso seria a versão "4.8.0-53-generic", que é a entrada que está marcada logo acima no meu GRUB, selecione a opção e dê "enter", assim você vai inicializar por este kernel. Essa dica é bacana em vários casos, existem opções de recuperação do sistema que aparecem ali que nem todos conhecem. Eu recomendo que você veja este vídeo onde eu expliquei como funcionam estas opções, vale a pena.

Seu sistema deve iniciar normalmente e está pronto para fazermos a remoção. Como nós fizemos a compilação "na unha", como se diz, a remoção vai ter que ser também, existem alguns arquivos e diretórios que você precisa apagar, que são os arquivos do seu kernel compilado, são eles:

/boot/vmlinuzNOME-DO-SEU-KERNEL 
/boot/initrdNOME-DO-SEU-KERNEL
/boot/System-mapNOME-DO-SEU-KERNEL
/boot/config-NOME-DO-SEU-KERNEL
/lib/modules/NOME-DO-SEU-KERNEL/
/var/lib/initramfs-tools/NOME-DO-SEU-KERNEL/ ou /var/lib/initramfs/NOME-DO-SEU-KERNEL/

Entre como root novamente, como você fez para compilar e rode os seguintes comandos:

removendo kernel compilado

Comandos (como root):
cd /boot
Vamos entrar em /boot para limpar os arquivos ali primeiro, depois use o "ls" para listar os arquivos e diretórios dentro desta pasta, assim você pode ver o nome do kernel que você compilou, fica fácil de reconhecer por conta da modificação que fizemos no nome "lá atrás", quanto editamos o arquivo de configuração. Todos os arquivos tem a versão do nosso kernel compilado (4.12 no nosso exemplo) e as informações que colocamos em EXTRAVERSION, no exemplo eu coloquei diocomp1. 

Para remover vamos usar o comando ''rm", como está na imagem acima, sendo assim, o comando ficaria:
rm vmlinuz-4-12.0diocomp1 inird.img-4.12.0diocomp1 System.map-4.12.0diocomp1 config-4.12.0-diocomp1
Lembre de colocar a SUA VERSÃO do kernel, com o nome que você deu pra ele.

Rodando o comando e dando um novo "ls" você verá que os arquivos foram apagados:

removendo kernel compilado

Precisamos remover mais algumas coisas ainda antes de atualizamos o GRUB novamente. 

Precisamos mudar de diretório primeiro:

removendo kernel antigo

Comandos:
cd /lib/modules/
Primeiro mudamos para o diretório dos módulos, uma vez dentro dele, rodando o "ls" para vermos o conteúdo novamente. Certamente você encontrará outro diretório com o nome da sua compilação do kernel, no exemplo temos "4.12.0diocomp1", temos de removê-lo também:
rm -rf NOME_DO_SEU_KERNEL 
No meu exemplo ficou:
rm -rf 4.12.0diocomp1/ 
Repare que diferente de quanto apagamos os arquivos no diretório /boot, aqui usamos um parâmetro para o "rm", o "-rf", ele serve para apagar pastas e arquivos de forma recursiva, se você usar apenas o "rm", o comando não consiguirá apagar a pasta porque ela não está vazia.

Se você der um novo "ls" depois de apagar a sua pasta, você verá que ela não existe mais.

Agora só falta pagar mais um arquivo.

removendo kernel compilado

Comandos:
cd /var/lib/initramfs/
ou
cd /var/lib/initramfs-tools/
Aqui eu tive uma "surpresa", da última vez que eu tinha compilado um kernel o diretório se chamava apenas de "initramfs", mas acabei descobrindo que ele ganhou um sufixo extra "initramfs-tools", não sei dizer quando isso mudou, mas pesquisando eu encontrei referências de 2014/2015, também não sei dizer se isso é uma particularidade do Linux Mint, que eu estou usando neste tutorial, de qualquer forma achei o diretório e você também o achará.

Dentro dele você pode dar mais um "ls" para ver o há por ali, mais uma vez você deve encontrar o seu kernel compilado, basta remover o arquivo como você fez com os arquivos em /boot.
rm NOME_DO_SEU_KERNEL
No meu exemplo:
rm 4.12.0diocomp1 
Depois, precisamos atualizar o GRUB novamente para que ele remova a entrada do kernel compilado, caso contrário ao tentar iniciar o computador por ele você terá uma bela tela de erro.
 update-grub

Como atualizar o grub

Ao fazer a atualização do GRUB, repare que o kernel compilado sumiu das entradas.  Ao reiniciar você pode até olhar no GRUB para conferir que o kernel compilado não existe mais.

grub sem kernel compilado

Se tiver ainda dúvidas, ao chegar na sua área de trabalho consulte novamente via terminal:

uname -r

Como você pode ver, voltamos ao kernel generic.

Finalizando


Este é provavelmente um dos maiores tutoriais que eu já pude escrever aqui no blog e também um dos assuntos mais "complexos" abordados. A maior parte das vezes que vi tutoriais à respeito do assunto eles não eram tão "passo a passo" e raramente ensinavam a remover o kernel compilado, espero que eu tenha conseguido cumprir o meu objetivo de desmistificar um pouco essa questão e mostrar que não é tão complicado quanto a maior parte das pessoas pensa.

Não precisa ser nenhum gênio para compilar um kernel, como você pôde ver, entretanto, a parte diferencial pode ser a otimização para o seu hardware e neste caso você terá de fazer um estudo particular sobre a sua situação e entender o que você pode alterar que poderá te dar algum benefício.

Eu escrevi este artigo com muita dedicação e carinho, porém, ele não está isento de erros, mesmo que eu tenha conferido algumas vezes todo o processo (em mais de uma distro), caso você encontre erros de português, erros no processo da compilação ou tenha sugestões, use os comentários para colaborar e engrandecer o material, certamente será de grande ajuda.

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Matamos mais um leão, hein? 😁

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