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Petya - O novo Ransomware que está deixando os usuários preocupados

Vivemos a era dos ataques de ransomware e infelizmente temos mais uma ocorrência que está prejudicando várias pessoas ao redor do mundo. Um ransomware conhecido como "Petya", está infectando e criptografando alguns milhares de máquinas por todo o globo.





Recentemente tivemos os casos envolvendo o WannaCry, que afetava primariamente o Windows, e o Erebus, que infectou mais de uma centena de computadores com Linux dentro de uma empresa na Coreia do Sul.

Como este tipo de malware está "na moda", nós elaboramos alguns conteúdos bem completos para que você entenda melhor como eles funcionam, então, recomendo que você veja também:



O caso Petya


Segundo as nossas informações, o ataque teria se originado na Ucrânia, espalhando-se à partir do país para o restante do mundo, incluindo o Brasil. Ele afeta os computadores com Windows apenas (ao menos até o momento) e se espalha através do SMB de forma semelhante ao WannaCry, aproveitando a falta de atualização de muitos computadores, afinal, a Microsoft já corrigiu essa falha.

A Kaspersky comentou que o Petya tem alguns recursos a mais em relação ao WCry. O Petya pode se espalhar em computadores já atualizados também se eles estiverem na mesma rede de um PC vulnerável, o ransomware é capaz de coletar senhas e credenciais dos outros computadores e usá-las para fazer login e se proliferar.

O analista de T.I. escocês, Colin Scott, comentou em seu blog que que “se um único PC estiver infectado e o ransomware conseguir acesso às credenciais do administrador de domínio, então você já está ferrado”. Mesmo com a maioria dos computadores atualizados em sua empresa, ele diz: “perdemos muitos servidores e clientes”.

O Petya ataca de forma composta, criptografando o sistema de arquivos do Windows e roubando informações de nomes de usuário e senha, enviando os dados ao servidor controlado pelos criminosos, com essas informações ele é capaz de infectar outras máquinas, mesmo as atualizadas.

O pesquisador de segurança, Amit Serpe, comentou sobre uma solução paliativa para evitar infecções, ele detalhou essas informações aqui. E você pode utilizar-se das soluções propostas para tentar evitar uma infecção, já que uma vez infectado, não há muito o que fazer.

Depois da infecção, o Petya tem um delay de até 1 hora para reiniciar o computador, depois disso exibe uma falsa mensagem de checkdisk em preto e branco, informando ao usuário que o ocorreu um "erro" no sistema e dizendo que o falso utilitário estaria verificando a integridade do disco, quando na verdade ele está criptografando as suas unidades, incluindo a MBR. Depois da criptografia ele exibe a seguinte mensagem:

Petya Ransomware

O resgate pedido em Bitcoins é no valor de 300 dólares, não bastando "apenas" pagar, é necessário comprovar aos criminosos que o pagamento foi feito, atualmente o e-mail de contato está desativado, ainda assim, a carteira de Bitcoins do Petya já está acumulando mais de 10 mil dólares.

Estima-se que o ransomware já conseguiu infectar mais de 12 mil máquinas em 65 países, segundo a Microsoft. No Brasil, o ransomware afetou hospitais de câncer no interior de São Paulo, em cidades como Barretos, Jales e Fernandópolis. O atendimento aos pacientes foi parcialmente restaurado desde então.

Olhos abertos e mantenha o seu sistema sempre atualizado para evitar problemas.

Até a próxima!

Fonte 1 - Fonte 2 - Fonte 3
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quarta-feira, 28 de junho de 2017

React OS - Um sistema operacional clone do Windows de código aberto

O React OS é um dos projetos mais interessantes que eu já vi, ainda que por enquanto o sistema não funcione tão bem quanto gostaríamos, a sua premissa é excelente e se o objetivo do projeto for atingido, teremos uma ótima opção para os usuários.

React OS review




O React OS é um projeto que procura criar absolutamente do zero um clone do Windows NT compatível com aplicações Windows atuais, isso significa que programas que são distribuídos no formato .exe por exemplo, podem ser executados no React OS.

O nível de compatibilidade já é muito interessante atualmente, mas ainda assim, programas mais complexos, como jogos muito recentes, certamente terão problemas no sistema. Temos um vídeo aqui para você conhecer melhor o projeto e ver o sistema funcionando para que você entenda melhor.



Se você achou o projeto do React OS e gostaria de testar o sistema, basta acessar o site oficial e fazer o download. Como foi comentado no vídeo, você terá acesso a duas ISOs, uma de boot e a outra no modo live, a de boot serve para você instalar o sistema no seu computador, enquanto que a versão live serve para você testar sem fazer a instalação.
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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Microsoft migra 300 GB de código fonte do Windows para o Git

A Microsoft aderiu mais uma vez ao Open Source, desta vez para controlar o código e as versões do Windows, migrando mais de 300 GB em informações e código fonte para o Git, a ferramenta criada por Linus Torvalds, criador do Kernel Linux.

Microsoft adota o Git




A Microsoft decidiu migrar de ferramenta de versionamento de código para o Git há cerca de três meses e nesta semana tivemos acesso ao anúncio do blog da empresa que informou que finalmente a migração foi concluída.

Brian Harry, vice-presidente corporativo da Microsoft, declarou que esta foi uma das maiores, se não a maior, migração de código da Microsoft. São mais de 300 GB de código fonte e cerca de 3,5 milhões de arquivos que são utilizados diariamente por 4 mil engenheiros diferentes e que geram cerca de 1700 builds todos os dias ao longo de 440 ramificações do projeto.

Não somente o Windows de PC em si agora é versionado pelo Git, mas praticamente todos os principais projetos da Microsoft, como a versão mobile do Windows, o Windows Server, o Microsoft HoloLens, o Xbox e os projetos de "internet das coisas" da empresa.

Antes do Git, a Microsoft  utilizava um sistema de gerenciamento chamado Source Depot, que é proprietário; a nova solução é hospedada com virtualização através do VSTS (Visual Studio Team Services), para alcançar a escalabilidade necessária para um projeto como este a Microsoft desenvolveu o Git Virtual File System, ou simplesmente GVFS, e disponibilizou o código fonte no GitHub.

Acredito que esta seja mais uma amostra de como o modo de desenvolvimento open source pode ser eficiente para resolver problemas dos mais variados. Se quiser ler mais sobre a migração, desafios e um pouco da história por trás da decisão, basta acessar os site da Microsoft.

Até a próxima!
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terça-feira, 30 de maio de 2017

Gravit Designer - Uma nova ferramenta para trabalhar com gráficos vetoriais gratuitamente

Está procurando uma ferramenta alternativa ao Adobe Illustrator, Corel Draw e Inkscape? Então o Gravit Designer pode ser a sua melhor opção gratuita.

Gravit Designer




O Gravit Designer é uma aplicação muito versátil e intuitiva para criar imagens vetoriais e até pequenas montagens que não envolvam manipulação de imagens muito densa. Ele é completamente grátis e está disponível para Windows, macOS e Linux (através de AppImage), além de uma versão Web que roda através do Google Chrome, isso o faz compatível também com o ChromeOS.

Gravit Designer

Na verdade, não é a primeira vez que o Gravit aparece aqui no blog, nós temos um post sobre ele que data de Novembro de 2014. De lá para cá o software recebeu vários upgrades, tanto nos aspecto visual, quanto no ferramental disponível.

Gravit Designer

Sem muita prática já da pra dar uma brincada por conta da organização da interface, não há nada escondido nos menus, tudo está disposto em frente aos seus olhos. Na verdade, existem algumas opções nos menus, mas nada de muito complexo e que não possa ser acessado pela própria interface. O único empecilho é para quem não gosta de usar ferramentas que não tenham tradução para o português.

Aplicar sombrar, criar formas, instalar novas fontes; tudo isso é muito simples. O Gravit tem suporte para camadas também e alguns efeitos prontos. O programa pode ser interessante para quem precisar criar imagens para o Facebook, sites e até mesmo para quem faz design para Web ou ícones para Apps Mobile.

Gravit Designer Presets

Existem alguns presets que você pode usar ao criar um arquivo novo com tamanhos e resoluções prontas; falando nisso, o Gravit utiliza o formato aberto SVG para salvar os seus arquivos, assim como o Inkscape, isso garante que qualquer programa com suporte ao formato padrão aberto de gráficos vetoriais possa trabalhar com o material que você produzir no Gravit. Além do SVG, você poderá exportar os seus trabalhos em PDF, PNG e JPG o que facilita muito as coisas, o Gravit Designer também possui um formato próprio para salvar os arquivos caso você deseje utilizar.

Se você está pensando que vai complicado se adaptar a um novo programa, aqui vai mais uma dica.

Eu sei muito bem o quanto adaptação a uma nova ferramenta ou plataforma pode ser algo complicado, algo que pode te ajudar com o Gravit é o canal no YouTube da ferramenta que te ensina a utilizar os principais recursos do software.

Se quiser fazer um teste e ver até onde o Gravit pode ser útil para você, basta acessar o site e fazer o download, ou acessar a versão Web dele.

Até a próxima!
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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Interface convergente da Microsoft é batizada de "Projeto Neon"

A Microsoft anunciou que a atualização do Windows 10 chamada atualmente de "Fall Creators Update", que sairá provavelmente em Setembro ou Outubro desde ano, trará para os usuários a chamada interface "Fluent Design System", batizado de projeto Neon.

Microsoft Projeto Neon




Lembra da convergência do Unity 8 no Ubuntu? Pois é, apesar da Canonical não ter conseguido implementar o projeto, ela não parece ser a única empresa que estava olhando para este lado. Recentemente vimos algumas imagens do Fuchsia da Google que tem este conceito e a agora a Microsoft também revela seus planos para o futuro do Windows.

A Microsoft já falava sobre esta questão de convergência de aplicativos e da interface do sistema em si há um bom tempo, mas até agora tudo que os usuários puderam experimentar era um Windows que tinha um modo Tablet e um modo Desktop, designado obviamente para sistemas que tem essas duas capacidades de interação (mouse e touchscreen) e algumas aplicações, a maior parte de autoria da própria Microsoft, que funcionam muito bem em ambos os ambientes, adaptando-se de acordo com o dispositivo em que são rodados, utilizando a ideia dos "Apps universais". A ideia agora é ir além e transformar todo o ecossistema Windows em algo convergente, ou como a empresa chama, algo "Fluente", daí o nome da interface que se adapta ao dispositivo em que está rodando, "Fluent Design System".

Até então o projeto que traria essa interface para os usuários pouco antes do final do ano não tinha nome, mas agora foi batizado de "Neon", confira abaixo um vídeo mostrando as ideias por trás deste conceito:


Não pude deixar de correlacionar o nome "Neon" ao "KDE Neon", um projeto feito pela comunidade responsável pelo KDE Plasma, que claramente serve de inspiração para o design do Windows 10 e foi anunciado em Fevereiro do ano passado.

O KDE Neon, é uma distro Linux baseada no Ubuntu LTS com a última versão do Plasma como interface gráfica, nós temos um vídeo no canal sobre ele. Para quem acha que a Microsoft copia o KDE há muitos anos, o nome do novo projeto parece ser só mais um.

Nomes a parte, a Microsoft enxerga um futuro com dispositivos únicos, provavelmente menores e mais portáteis e quer garantir que o Windows esteja presente no segmento, ou seja, nada mais natural. 

Para a questão do Ubuntu e do Unity 8 que já tinha este conceito há muito tempo, mas que acabou sendo deixado de lado recentemente, fica a lição de que não bastam boas ideias, mas é necessário uma forma de colocá-las em prática.

Vendo a Microsoft e a Google dando seus primeiros passos nestes aspecto e a Samsung já tendo criado um modo convergente para o no Galaxy S8, só falta a Apple mostrar um novo produto que siga estes moldes, ou será que "a maçã" vai seguir o seu próprio caminho?

Até a próxima!
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terça-feira, 23 de maio de 2017

Microsoft anuncia iTunes, Ubuntu, SUSE e Fedora para a Windows Store

A Microsoft está realizando uma conferência para desenvolvedores chamada MSBuild, essa conferência tem como objetivo dar aos desenvolvedores que utilizam o Windows como plataforma um vislumbre nas novidades e ferramentas que estarão ou que já estão disponíveis no Windows.

MSBuild 2017




A Microsoft anunciou algumas coisas que chamaram muito a atenção da imprensa, uma delas é que a Apple está trazendo o iTunes para a Windows Store, algo que pareceria inimaginável até então, a Apple distribuir software fora de "seus domínios" e a outra, igualmente interessante e surpreendente, é a inclusão de mais distribuições Linux na plataforma.

Ubuntu na Windows Store

Quando a Canonical anunciou o Ubuntu on Windows, muitas pessoas falaram muito mal, na minha opinião por pura desinformação e um orgulho que não faz muito sentido, agora o SUSE Linux e o Fedora também rodarão da mesma forma que o Ubuntu no Windows, com isso os desenvolvedores tem basicamente o Shell dos principais sistemas Linux utilizados no Azure e em desenvolvimento, ou quase isso, temos o Ubuntu, que é até certo ponto equivalente ao Debian, o SUSE e o Fedora, que se assemelha ao CentOS e ao Red Hat.

Utilizar o recurso do Bash dentro do Windows já era possível há alguns meses, mas era um recurso experimental e que necessitava de certos ajustes técnicos para rodar, com a presença do Ubuntu dentro da Windows Store, a utilização fica muito mais simples, bastando instalar como qualquer outra aplicação.

Será que a galera vai fazer campanha de boicote ao SUSE e ao Fedora também como fizeram com o Ubuntu na época? Se a linha de raciocínio mercadológica evoluiu um pouco de lá pra cá, acredito que não. Do meu ponto vista, seja usando diretamente uma distro, ou ela (ou partes dela) dentro do Windows, as pessoas ainda estarão utilizando Linux e tirando do projeto o melhor que a tecnologia poderá lhes prover em situações específicas.

Quem vai achar essa novidade interessante são especialmente os desenvolvedores que usavam Linux por obrigação para trabalhar com determinadas ferramentas, ou os que nunca quiseram utilizar Linux e agora terão essa oportunidade dentro do próprio Windows.

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dell começa a vender computadores All in One de alto desempenho com Ubuntu e Red Hat EL

A Dell é uma das maiores fabricantes de hardware do mundo e também uma das maiores apoiadoras do Linux quando se fala em venda para o consumidor final, entretanto, agora a empresa está apostando em um modelo All in One de alto desempenho para quem precisa de uma máquina potente para trabalhar com edição de vídeo que está sendo vendida com Windows 10, Windows 7, Ubuntu 16.04 LTS e Red Hat Enterprise Linux 7.3.

Linux Dell All in One


Não é comum ver este tipo de máquina no mercado com Linux, na verdade, nem com Windows, este tipo de segmento é muito povoado pelos Mac PRO, mas a Dell parece querer competir à altura.

O nome da "brincadeira" é Dell Precision Workstation AIO 5720, o modelo vem com uma tela 4K de 27 polegadas, o processador você pode escolher, variando de um Core i5-7500 de 3.4 Ghz e 6 MB de cache, até um Xeon E3-1200 v6 de 4.2 Ghz, o que deve atender praticamente qualquer profissional.

Dell


A seleção de memória vai de 8 GB de RAM e você pode expandir até 64 GB, o computador também vem com SSD de até 256 GB, mas você pode customizar isso também, pois há espaço para armazenamento convencional com HD, então não temos realmente um "limite" aqui, você pode colocar o que quiser.

Quando falamos de placas de vídeo, também temos opções variadas, tanto com AMD, quanto com Nvidia. Apesar de ser um All in One, o computador tem muitas portas e conexões, são 3 portas USB e uma com PowerShare, temos também uma DisplayPort 1.2 e duas Thunderbolt 3, leitor de cartão SD, conexão Ethernet, Wi-Fi e Bluetooh 4.1.

Dell

Nas opções de sistemas operacionais, como comentado, além do Windows, temos o Ubuntu, que dá um desconto de pouco mais de 100 dólares, ou a versão com Red Hat que, dependendo da versão, pode onerar o valor em pouco mais de 600 dólares.

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

PhotoGIMP 2017.1 está disponível para download!

O blog Diolinux orgulhosamente apresenta a versão 2017.1 do projeto PhotoGIMP, o projeto que procura aproximar usuários do Adobe Photoshop ao GIMP, facilitando a transição entre as duas ferramentas.

PhotoGIMP 2017.1 Diolinux




A migração entre softwares é sempre trabalhosa, especialmente quando este programa é um dos pilares do seu trabalho, como é o caso de muitos profissionais com o Adobe Photoshop.

Eu admito que há casos em que o Photoshop será insubstituível para o usuário, mas francamente, isso depende mais do usuário do que do programa e de seus recursos, visto que existem vários profissionais que trabalham somente com o GIMP há muitos anos, você pode escolher as suas desculpas, mas em "90% dos casos" o motivo está simplesmente no dito workflow e na produtividade.

O costume com atalhos, aparência e localização das ferramentas são fatores eventualmente decisivos para quem não quer usar o GIMP.

O PhotoGIMP é um projeto criado especialmente para quem gostaria de utilizar a ferramenta mas é especialmente acostumado com o Adobe Photoshop, ou pessoas que precisam ou querem transitar entre ambos, sem precisar decorar teclas de atalho muito diferentes entre os dois softwares.

PhotoGIMP 2017.1


O PhotoGIMP não é um novo programa, nem sequer é um "concorrente" do GIMP, muito menos do Photoshop, ele é puramente "o GIMP", mas usando toda a liberdade que o software livre nos proporciona, ele foi modificado intencionalmente para ter um workflow mais parecido com o Photoshop, muitas coisas contidas na versão do ano passado se mantiveram, mas o projeto foi ajustado e simplificado.

PhotoGIMP 2017
PhotoGIMP no Linux Mint Cinnamon

No PhotoGIMP 2017.1 você encontra um novo tema GTK que é capaz de ignorar os outros temas, então, independente de qual tema você use, ao ativar o tema do PhotoGIMP ele se manterá o mesmo, isso garante a compatibilidade perfeita com outras distribuições que não sejam o Ubuntu com o tema Ambiance, como acontecia na versão passada. Esta versão do PhotoGIMP é compatível com todas as distros, independente da interface.

Usuários de Linux Mint comentaram que a versão passada simplesmente não se encaixava no tema do sistema e acabava ficando... bom... muito tosco, para dizer o mínimo, acredito que isso tenha se resolvido, como mostra a imagem acima.

PhotoGIMP 2017.1
PhotoGIMP no Windows 10

A versão para Windows também foi atualizada juntamente e agora suporta o mesmo tema, permitindo exatamente a mesma aparência no Linux e no Windows, o que facilita a migração entre plataformas também. Na verdade, agora não existe mais um PhotoGIMP para Linux e outro para Windows, como era antes, é apenas um que funciona nos dois, ou seja, o projeto foi simplificado.

Os ícones das ferramentas estão maiores também, os principais atalhos do Photoshop fazem parte do PhotoGIMP, assim você não precisa decorar tudo de novo, o tema escurecido garante que você não canse os olhos editando imagens o dia todo e a organização espacial das ferramentas também vai te ajudar a encontrar o que você quiser com maior facilidade. Por exemplo, ferramentas comuns organizadas na barra de ferramentas da esquerda como no Photoshop, camadas na direita em baixo, etc.

PhotoGIMP no Deepin 15.4
O projeto também conta com uma série de brushes novos pré-instalados, ideal para quem gosta de fazer desenho digital também.

Outra correção que foi feita é relacionada a adaptação do tema à resoluções diferentes. Este bug acabava fazendo com que o botão de maximizar "sumisse" do GIMP, agora ele deverá funcionar perfeitamente, independente do tamanho da sua tela e da resolução.


Créditos


Para construir o patch PhotoGIMP nós unimos vários projetos abertos em torno do GIMP condensando em um "produto" final, por isso temos que dar créditos a quem realmente merece, que são os desenvolvedores do GIMP (gimp.org), aos desenvolvedores do tema, este tema (ainda que tenha sido modificado por mim), partiu do tema que será liberado com a futura versão do GIMP (O PhotoGIMP é feito em cima do GIMP 2.8.x), agradecimentos também aos desenvolvedores dos brushes. E por último, mas não menos importante, agradeço a todos que me ajudaram testar a nova versão, especial o Ricardo Venturini Bugim que me ajudou a testar várias etapas do projeto passo a passo.

Como instalar o PhotoGIMP no seu sistema


Vamos aos preparativos: Como eu tinha comentado anteriormente, o PhotoGIMP é um patch, logo, ele necessita do GIMP original instalado previamente, por isso instale no seu sistema da maneira que preferir.

Windows: Faça o download do .exe à partir do site e instale normalmente usando o utilitário de instalação, basicamente você pode avançar nele, não há nenhuma propaganda ou "recurso" extra que será instalado indevidamente.

Linux: Dependendo da distribuição haverão formas diferentes de fazer a instalação, porém, o GIMP está nomeadamente no repositório de todas, basta procurar o pacote "gimp" sem aspas no seu gerenciador de softwares ou central de aplicativos.

GIMP na Central de Apps no Linux Mint


Quem prefere fazer pelo terminal pode usar estes comandos:

Ubuntu/Mint/Debian/Deepin/elementaryOS e derivados:
sudo apt install gimp
Fedora e derivados:
sudo dnf install gimp
Arch/Manjaro/Antergos e derivados:
sudo pacman -S gimp
openSUSE e derivados:
sudo zypper install gimp

Uma vez que o GIMP esteja instalado, agora você só precisa baixar o patch e extrair ele para o local indicado. Os arquivos são os mesmos, tanto para Linux, quanto para Windows.


Com o Patch baixado, você verá que tem "em mãos" um arquivo .zip, dentro dele existem instruções para instalação semelhante ao que você encontra aqui em um arquivo de texto, você pode consultar ele.

O que você deve fazer é substituir a pasta de configurações do GIMP pelo nosso patch PhotoGIMP, no Linux e no Windows ela fica dentro da sua pasta de usuários comuns.

Instalação PhotoGIMP no Linux (distros em geral)


Extraia a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário, ela deverá manter o ponto antes do nome para ficar oculta. (atenção para o ponto!)

Exemplo de local para extrair:

/home/diolinux(nome do usuário)/EXTRAIA AQUI!

Instalação do PhotoGIMP no Windows 7/8/10


Para o Windows o processo é semelhante ao do Linux, basta extrair a pasta .gimp-2.8 contida dentro do arquivo ZIP para a pasta do seu usuário que fica dentro do disco C.

Por exemplo

C:\Usuários\Diolinux(nome do usuário)\EXTRAIA AQUI!

Depois de extrair, basta abrir o GIMP normalmente.

Caso a modificação não apareça logo de cara, ou ao menos o tema, com o GIMP aberto, verifique se o tema está selecionado e habilitado.

Vá no menu editar>>preferências>>tema e na lista de temas disponíveis procure pelo "PhotoGIMPDiolinux", selecione e clique no botão "OK" e a mudança deverá ser instantânea.

PhotoGIMP Diolinux

Aproveite o PhotoGIMP e divirta-se! Lembre, este projeto não tem qualquer custo, é disponibilizado para você completamente grátis, então compartilhe a matéria como pagamento, indique para amigos que poderão se interessar! :)

Caso você encontre problemas ou tenha sugestões para edições futuras, por favor deixe nos comentários ou nos envie um e-mail contando as suas ideias, quem sabe elas ajudam a forma uma versão futura do projeto.

Até a próxima!
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Microsoft Edge é o navegador menos seguro do concurso Hacker Pwn2Own de 2017

Parece que o ano não começou tão bem para o novo Internet Explorer navegador da Microsoft, o Edge. Ele tomou o lugar do famigerado IE no Windows 10, apesar de todo o marketing de segurança que a empresa fez, o browser se mostrou na competição Pwn2Own de 2017 o navegador menos seguro.

Microsoft Edge Hackeado


O site Tom's Hardware pulicou uma matéria comentando sobre o último Pwn2Own, uma maratona hacker que visa testar a segurança dos navegadores de internet e de uma série de outros softwares, os hackers que conseguirem explorar falhas de segurança nos navegadores são recompensados com prêmios em dinheiro.

Cada equipe pode escolher qual será o seu alvo, normalmente as escolhas são baseadas em estudos prévios para saber em qual software o ataque será direcionado, normalmente as equipes escolhem aqueles que eles acreditam que tem uma maior chance de atingir o objetivo e receber o prêmio, os valores também variam de acordo com o impacto que o hack tem no sistema ou no browser.

O grande "vencedor" do evento de 2017 foi o Microsoft Edge, o navegador foi hackeado 5 vezes na maratona e de formas diferentes, sendo que uma delas foi capaz de afetar até mesmo o Kernel do Windows, podendo comprometer o sistema como um todo, a equipe 360 Security, que descobriu essa falha, recebeu o prêmio de 105 mil dólares.

O segundo colocado ficou com o Safari, navegador dos sistemas da Apple, ele foi hackeado 4 vezes, porém, uma das falhas que foram utilizadas para invasão já estão corrigidas na nova versão beta do browser que a Apple deverá liberar em breve para os usuários. Então podemos considerar 3 para ele.

Logo após tivemos o Mozilla Firefox, com apenas uma invasão confirmada, no ano passado o Firefox nem foi testado no evento porque os competidores julgaram que seria muito fácil de invadi-lo. Na melhor posição, no caso a última, ficou o Google Chrome/Chromium, que não foi hackeado nenhuma vez.

Neste tipo de evento, os softwares normalmente recebem uma quantidade diferente de tentativas de invasão, o Firefox por exemplo, recebeu duas e foi hackeado em uma, o Chrome recebeu apenas uma que falhou, e assim por diante, como o site Tom's Hardware explica, os alvos mais visados pelos hackers normalmente provém de estudo prévios que são feitos, fazendo com que os especialistas escolham os que é provável que tenham sucesso, como o Chrome tem se mostrado seguro nos últimos tempos, menos pessoas estão tendo interesse, pois fica mais difícil ganhar o prêmio.

Apesar de eu achar que esse tipo de atividade pode ser influenciada por patrocínio, como por exemplo a Google pagar para as pessoas procurarem hackear o Edge, não podemos esquecer que o contrário também poderia ser verdadeiro, afinal, dinheiro não é problema lá pelos lados de Redmond. 

Independente do que cause o resultado, ele é importante, o ideal é que você que usa o Windows 10 com o Edge procure uma alternativa. Como o projeto do Chrome e o Firefox são projetos abertos, fica mais fácil de torná-los mais seguros por conta do modo de desenvolvimento, ou seja independendo do motivo, o Edge foi efetivamente hackeado e forma agressiva, ainda que simplesmente ter código aberto não signifique qualidade, como podemos ver no ano passado a situação do Firefox.

Curiosamente, este tipo de informação chega aos usuários ao mesmo tempo que a Microsoft começou a investir em publicidade dentro do Windows 10, muitas vezes anunciando seus próprios produtos através da interface do sistema, eu mesmo me deparei nesta semana com um Pop-Up que diz "O Microsoft Edge é mais rápido e seguro que o Google Chrome, mude agora para ele!", esse tipo de marketing acaba confundindo os usuários mais leigos, o que me parece ser prejudicial.

O que podemos fazer como usuários, é cobrar que todos os softwares, especialmente os que tem acesso á internet, não somente navegadores, independe de quem os desenvolva, tenham suas falhas de segurança corrigidas o mais rápido possível, afinal, não é porque Firefox e Chrome tiveram notas melhores neste evento que eles não  podem possuir falhas, não é mesmo? O Edge, bom, por  mais que a Microsoft se esforce e até force um pouco a utilização dele, ele continua vivendo o estigma do Internet Explorer.

Até a próxima!
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Procurando uma alternativa mais simples para o Photoshop e o GIMP? Conheça o Pixeluvo!

Como eu sempre procuro resolver os problemas dos leitores, ao menos na medida do possível, hoje eu vou apresentar para vocês um editor de imagens que pode ser exatamente o que você estava procurando para realizar os seus trabalhos.

Pixeluvo editor de imagens




Há algum tempo atrás no nosso grupo no Facebook, alguns leitores estavam debatendo sobre a procura por um software que fosse capaz de realizar edições de imagens com um certo nível de complexidade (não tão alto), porém que foi mais simples de utilizar que o GIMP e o Photoshop que tem vários recursos que muitas vezes acabam tornando o uso mais complexo.

Pesquisando por alguma solução que se encaixasse com com este tipo de usuário que prefere não utilizar o GIMP, ainda que ele seja grátis, e também não vê sentido e comprar ou assinar o Photoshop, é que eu acabei encontra o Pixeluvo, comprei uma cópia para mim, sim ele é pago, mas tem um valor relativamente acessível, se compararmos com o produto da Adobe.

Fiz um vídeo bacana para você entender como ele funciona e conhecer as principais ferramentas.



Como você viu no vídeo, eu entrei em contato com os desenvolvedores do Pixeluvo e consegui 5 chaves de ativação para sortear para vocês, para participar do sorteio basta enviar um Tweet pra gente dizendo porque você merece receber a key com a #pixeluvo.

Como essa galera que já está participando:

Pixeluvo Diolinux Twitter

Os vencedores da promoção serão anunciados no canal do Diolinux no Domingo que vem, dia 26 de Março de 2017, então fica ligado! Na Segunda-feira eu faço um post aqui no blog também comentando os vencedores.

Se você quiser comprar o Pixeluvo por sua conta, você pode fazer acessando o site oficial ou através da Steam.

Até a próxima!
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Syncthing - Sincronize arquivos entre computadores em uma nuvem pessoal

Hoje vou mostrar para você uma forma muito fácil de você criar uma forma simples de compartilhamento de arquivos e ao mesmo tempo um backup de dados usando Syncthing, tudo isso, dentro da sua própria casa! 😄

Syncthing sincronizando arquivos em nuvem caseira



O Syncthing é uma plataforma de código aberto que permite a criação de uma rede de compartilhamento de arquivos de forma descentralizada, isso tem aplicações muito interessantes dentro de uma empresa, especialmente negócios pequenos, e dentro da sua casa.

Se você costuma usar os mesmos arquivos para trabalhar em mais um computador, e usa serviços como o popular Dropbox para sincronizar os mesmos, fica fácil de entender como o Syncthing funciona.

Imagine que você tem  um Notebook e um Desktop em casa, imagine que você use o Dropbox em ambos com a mesma conta, desta forma, os arquivos são sincronizados entre as duas máquinas. Os arquivos vão do seu Notebook para o servidor do Dropbox e do servidor do Dropbox para o seu Desktop, ou ao contrário, dependendo de onde você colocar o arquivo antes.

O funcionamento é ótimo, isso inclusive permite que você acesse os arquivos de qualquer dispositivo, incluindo o seu Smartphone, basta ter internet, contudo, para determinadas informações sigilosas, pode ser interessante ter um sistema de compartilhamento privado e é aí que o Syncthing entra.

No Syncthing...


... não existe um servidor central como no Dropbox, o compartilhamento é feito de uma máquina para a outra e você escolhe em qual disco rígido seus arquivos ficarão, em alguns casos, por fazer parte da sua rede local, a transferência de arquivos será muito mais rápida do que através do Dropbox ou qualquer outro.

Como você instala o Syncthing no seu computador?


O Synchting é um utilitário em linha de texto e funciona como um servidor de arquivos local, você poderia criar um servidor Samba também para o caso, mas o Syncthing além de ter uma bela interface, não requer muita experiência para ser configurado e ainda espelha os arquivos para que você tenha cópias de backup.

Apesar do Syncthing ser descentralizado, nada impede que você use uma máquina antiga para usar de servidor de arquivos, essa é uma escolha só sua. Eu ainda vou fazer um vídeo sobre o FreeNAS para soluções domésticas, mas por hora vamos ficar com o Syncthing.

Através do site oficial você pode baixar os instaladores para Windows, Linux, macOS e dispositivos móveis, para o Ubuntu e seus derivados, existem várias formas diferentes de instalar. 


1 - Você pode usar o próprio arquivo para "Linux" disponibilizado no site, que é um arquivo "genérico", basta extrair e dar dois cliques e uma interface Web dentro do seu navegador padrão vai se abrir.

Syncthing

2 - Usando o Software Boutique.

Syncthing Ubuntu Software Boutique

3 - Através de um pacote Snap, você pode achar ele tanto pelo terminal, quanto através do Ubuntu Software.

snap install syncthing

Syncthing Snap

Syncthing no Ubuntu Software

Independente da forma que você escolha para instalar, é bom que você saiba que existe uma interface gráfica em GTK para as distros Linux e um outro cliente para Windows:

SyncthingGTK (Linux e Windows)

- SyncTrayzor (Windows)

E existem outros criados pela comunidade de desenvolvedores para diversos sistemas.


Para dar sequência as explicações, você utilizará a forma simples de trabalhar, usando o arquivo disponibilizado no site para "Linux 64 bits" e utilizando o Ubuntu para exemplificar, não sendo necessário instalar pacotes adicionais, nem nada disso.

Ao baixar o arquivo do Syncthing, você terá um pacote compactado em tar.gz, basta extrair para uma pasta de sua preferência, eu recomendo que você extraia para dentro da sua Home por questão de organização, depois, para facilitar, mude o nome da pasta para syncthing.

Dentro da pasta, basta dar dois cliques no arquivo syncthing.

Syncthing

Alguns instantes depois de você dar dois cliques no arquivo, o seu navegador padrão deverá se abrir mostrando a interface do Syncthing, observe o endereço de IP e a porta dele, sendo que o IP será normalmente o próprio localhost.

Syncthing interface

Recomendo que você favorite o endereço para acessar ele através do navegador facilmente, sem precisar decorar IP/Porta, claro, se você não optou por baixar a interface em GTK ou alguma outra, eu achei mais interessante gerenciar pelo próprio browser, mas a escolha é sua.

Para que Syncthing inicie junto com sistema assim que você fizer login, basta adicionar o caminho para o executável dele (se você seguiu o meu exemplo ele está dentro da sua Home) ao "Aplicativos de sessão" do Ubuntu.

Syncthing inicializando junto com o Ubuntu

Ao adicionar somente o endereço do executável, assim que você fizer login um browser vai se abrir com a interface do Syncthing, se você quiser que apenas o processo inicie sem que um navegador seja aberto toda a vez, adicione um parâmetro ao final do comando assim: " -no-browser", sem as aspas.

No meu exemplo seria:

/home/dionatan/syncthing/syncthing (para abrir o navegador no login).

/home/dionatan/syncthing/syncthing -no-browser (sem abrir o navegador no login).

Você sempre pode ver se os processos do Syncthing estão em execução observando o "Monitor do Sistema".

Syncthing no monitor do sistema

Como sincronizar e compartilhar arquivos


Toda a configuração do Syncthing pode ser feita pela interface Web, a pasta padrão que o Syncthing compartilha é a "/home/seu_usuario/Sync/", mas você pode adicionar e remover as pastas ao seu gosto.

Pasta compartilhada no Syncthing

Toda a interface do Syncthing é em Português, então leia com calma para escolher todos os detalhes que você deseja.

Para compartilhar esta pasta com outro computador dentro da sua rede e fazer elas sincronizarem você precisa instalar o Syncthing na outra máquina que será sincronizada. Depois é necessário criar uma identificação através de ambas. 

No meu caso, estou compartilhando a pasta "Sync" do meu Notebook com o meu Desktop, então vou me referir a eles desta forma para você entender melhor.

No meu Notebook ao abrir a interface Web do Syncthing vou clicar no botão "Adicionar dispositivo remoto".

Syncthing
Na janela que se abre no Notebook eu devo informar os dados do dispositivo remoto que vai se conectar a ele, no caso, o meu Desktop.

Configurando Syncthing

Na tela acima, existem várias opções que podem ser configuradas, então, leia as opções com atenção, mas quero destacar 3 mais importantes e essenciais.

1 - O ID do dispositivo que vai se conectar (no caso o PC), logo adiante eu mostro como você consegue ele.

2 - Um nome de identificação para o dispositivo conectado.

3 - Marque para compartilhar a pasta padrão do Syncthing, no caso a pasta "Sync" dentro da Home, se você adicionar mais pastas elas vão aparecer aqui, marque todas as que você deseja que este dispositivo remoto possa acessar.

Agora no Desktop, vamos precisar pegar o ID do Syncthing dele para adicionar às configurações (da imagem anterior) do Notebook.

No Desktop, clicamos no menu "Ações" e depois em "Mostrar ID".

Configurações do Syncthing

Uma tela como esta abaixo vai se abrir com um código, este código nós devemos digitar no "ID do dispositivo", destacado como "item 1" na imagem anterior no Notebook. Isso fará com que o Syncthing do Notebook reconheça o do Desktop.

Syncthing ID

Você deve repetir o processo ao inverso, indo no Notebook, pegando o ID dele e adicionando o dispositivo no Desktop, assim haverá sincronia entre ambos. O código QR que aparece serve para você adicionar o cliente no seu Android, caso você queira usar o Syncthing por ele, como comentei no início do artigo, existe também uma versão para dispositivos móveis disponível no site oficial, Google Play e F-Droid.

Para que o Syncthing inicie automaticamente no Desktop, você precisa também adicioná-lo aos "Aplicativos de sessão", ou equivalente, dependendo do sistema que você esteja utilizando.

O Synthing funciona de modo cross-plataform, assim você pode sincronizar dados entre Windows, Linux, Mac, BSD, Android, etc, de forma privada e usando apenas uma ferramenta.

Existem muitas possibilidades para o Syncthing, ele tem tantas funções que fica difícil até resumir em um artigo como este (que já está um pouco longo), por isso, eu incetivo você a ler a documentação dele, você a encontra no rodapé da Web Interface do Syncthing, além disso, você pode explorar também as configurações do menu, lá é possível criar usuários inclusive, definir senhas de acesso e mais um monte de opções que vão desde coisas avançadas, como configuração de Firewall e Proxy, até uma simples mudança de tema da interface para um tons mais escuros.

Espero que a dica seja útil para você manter os seus arquivos exatamente onde você deseja, até a próxima!
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terça-feira, 14 de março de 2017

Nova atualização para o Windows 10 bloqueará a instalação de aplicativos de fora da Windows Store

A nova atualização do Windows 10 vai trazer uma série de novidades que já é conhecida pelo público, especialmente pelo programa de beta testers da empresa, mas parece que resta uma última modificação que será implementada que está causando controvérsia.

Windows 10 bloqueio de instalação de Apps




A próxima atualização do Windows está sendo chamada de "Creators Update" e trará uma funcionalidade que já é bem conhecida dos usuários de Android, o bloqueio, por padrão, de instalações de aplicações que estejam fora da Windows Store.

A ideia por traz disso é fazer com que o sistema tenha uma camada a mais de segurança e ao mesmo tempo tentar atrair mais desenvolvedores para a loja de aplicativos do Windows, a mudança deve afetar absolutamente todas as versões do Windows, desde a destinada para usuários domésticos até a Enterprise.

Os usuários que ficaram preocupados com essa questão por não poderem instalar aplicações por fora da loja podem ficar tranquilos, pelo menos por hora, pois assim como o Android, o Windows também permitirá que os Apps sejam instalados de "fontes desconhecidas".

Windows instalando aplicações de fora da Windows Store

É engraçado pensar em um Windows que não instala aplicativos .exe dando dois cliques, não é? Apesar de aparentar ser uma mudança interessante em prol da segurança, alguns usuários empresariais não gostaram tanto da ideia.

De qualquer forma, já funciona assim no macOS também, no Android e de certa forma, nas distros Linux também (caindo mais sobre o usuário a decisão), me parece ser um passo acertado, entretanto, isso levanta também a questão do controle de qualidade para aplicações da Windows Store, pois esta será a fonte segura para a maior parte das pessoas.

Inclusive, estive pensando que se por algum motivo a Microsoft decidisse combater a pirataria, permitir apenas instalações à partir da loja seria uma forma de reduzir drasticamente, ainda que não totalmente, essa prática.

O que você acha da novidade?
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quarta-feira, 1 de março de 2017