Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

GNOME 3.36 vai trazer melhoras na trocas de GPUs em notebooks híbridos

Nenhum comentário
2019 foi realmente um ano bem positivo para os usuários de notebooks híbridos, equipamentos esses que possuem duas placas de vídeo, uma do processador (iGPU) geralmente sendo da Intel e uma dedicada (dGPU) que em sua maioria é da NVIDIA.

GNOME 3.36 vai trazer melhoras na trocas de GPUs em notebooks híbridos






Primeiro começou com a notícia de que o Ubuntu 19.04 lhe daria a possibilidade de instalar o driver da NVIDIA já na formatação, baixando o driver e instalando ele. Depois veio que o Ubuntu 19.10 viria com o driver já incluso na ISO, assim facilitando a instalação offline. Por último, foi o Ubuntu 18.04.3 LTS incluindo os drivers também.

Depois, vimos a NVIDIA disponibilizar uma gama muito grande da sua documentação e assim facilitando a vida dos desenvolvedores do driver open source Nouveau. A matéria completa sobre esse marco, você pode conferir aqui.

Logo em seguida os desenvolvedores da NVIDIA trabalharam em cima do PRIME, tecnologia essa que permite o usuário usar a dGPU NVIDIA somente em alguns casos, como nos jogos, programas de renderização, no OBS Studio e por aí vai. Também fizemos uma cobertura “chuchu beleza” e você pode conferir através deste link.

Há 5 dias, segunda-feira dia 9 de dezembro de 2019, a NVIDIA lançou em seu site, que na GPU Technology Conference 2020 ela vai participar de uma palestra sobre “Open Source, Linux Kernel, and NVIDIA”, apresentada pelo principal engenheiro de software da NVIDIA, John Hubbard. A matéria completa você pode conferir aqui.

Agora, nos 40 minutos do 2º Tempo, mais uma ótima notícia vem para os usuários de notebooks híbridos, e vem do pessoal do Gnome. O desenvolvedor Bastien Nocera fez um post em seu blog, sobre as melhorias e novidades que virão no Gnome 3.36 e no Linux Fedora, para quem precisa fazer o “switching” (troca) entre as GPUs. 

Ele comenta que a possibilidade de clicar com o botão direito em cima de algum programa e mandar rodar com a dGPU já existia mas não funcionava com o driver proprietário da NVIDIA. Isso está prestes a mudar. Segundo Bastien, a solução que existia e feita por ele, tinha muitos erros no código de detecção, o switcheroo-control.




Segundo ele, o erro se dava porque para fazer essa troca, era necessário usar o vga_switcheroo no kernel, e o driver da NVIDIA não tinha. Além disso, o Gnome Shell esperava o conjunto do Mesa OpenGL, aí não conseguia dar certo.

Mas agora ele atualizou o código e vai ser possível usar a dGPU com os drivers proprietários da NVIDIA com todas as variáveis necessárias para que se possa abrir o app com a GPU dedicada.

Para o pessoal do KDE, ele recomenda que usem a API D-Bus para fazer a implementação. O post você pode conferir aqui.

Isso me deixa extremamente animado para o ano de 2020, pois pelos indícios que estamos acompanhando, será um ano muito bom para o pessoal das híbridas (eu estou incluso nisso 😁✌) em que finalmente poderemos sair do calvário 😁😂, e também será interessante para quem quiser jogar, porque além dos drivers, o Ubuntu e mais algumas distros vão começar a entregar o gamemode da Feral Interactive já embutido, vide o caso do ZorinOS 15.1. Isso é muito animador. 

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


ZorinOS 15.1 é lançado com novidades

Nenhum comentário
Nesta quinta-feira (12), a empresa Irlandesa Zorin Group mantenedora do ZorinOS, soltou uma point release da nova versão do seu sistema operacional.

 ZorinOS 15.1 é lançado com novidades






O ZorinOS 15.1 chegou um pouco depois de 6 meses após o lançamento da versão 15. Muitas novidades são relacionadas a melhorias em ferramentas, updates em apps e a adição do Gamemode da Feral Interactive no sistema. Segundo anúncio feito no blog oficial da empresa, eles leram atentamente os feedbacks dos usuários sobre o sistema.

Um detalhe bem curioso que eles comentam, é que o ZorinOS foi baixado “nada mais nada menos” 550 mil vezes nos últimos 6 meses, e o mais surpreendente é que 65% desses downloads vieram de PCs com Windows e de macOS.

A primeira coisa que foi apresentada, é o update no Zorin Connect, que agora conta com a função “ Apresentação de slides”, fazendo assim com que o ponteiro responde conforme o telefone é movimentado.



O segundo ponto abordado, foi que agora o ZorinOS vai trazer o LibreOffice 6.3, e segundo eles abre 97% mais rápido que antes.



O ponto mais curioso, para não dizer surpreendente, foi a adição do Gamemode da Feral Interactive. Como noticiamos recentemente, o Ubuntu também está planejando em adicionar o gamemode no sistema. Agora, os games compatíveis com o gamemode usufruirão dessa melhoria e, se você quiser usar nos jogos da Steam, basta digitar (ou copiar e colar) o seguinte comando na inicialização do jogo: gamemoderun %command% . Eles ainda agradeceram o pessoal da Feral Interactive, então provavelmente teve algum “collab” entre as equipes.

Uma das coisas mais legais que o ZorinOS trouxe, foi a possibilidade de ter um tema da área de trabalho (desktop) conforme a hora do dia. Agora você pode escolher manualmente qual horário o tema dark ou light é acionado. Eu achei muito legal esse recurso 😁👍.




Também foi adicionado ao Zorin Appearance do Zorin OS Lite, o Gerenciador de Janelas (Window Manager).

Agora o ponto mais curioso dessa release foi a adição de uma fonte que lhe ajuda a lembrar das coisas de forma melhor. A fonte em si é a Sans Forgetica, que segundo o pessoal do ZorinOS, foi desenvolvido para esse fim, conforme nessa parte do texto:

“Foi desenvolvida usando os princípios da psicologia cognitiva para ajudá-lo a se lembrar melhor do texto. Suas letras incomuns e interrompidas sugerem sutilmente aos leitores que aumentem o processamento cognitivo do texto, aumentando a retenção de memória. É a fonte perfeita para usar ao destacar pontos importantes em suas anotações de estudo.”


O artigo da RMIT University sobre o estudo da fonte, você pode encontrar aqui.

“Por debaixo do capô”, o sistema agora é baseado no Ubuntu 18.04.3 LTS, agora com a versão 5.0 do kernel e mantendo o HWE para atualizações futuras. Também continua trazendo o driver da NVIDIA na ISO do sistema.

Para quem estiver usando o ZorinOS 15, pode fazer o update através do Software Update. Mas agora se você preferir fazer o download, basta clicar nas versões abaixo. Lembrando que a versão Ultimate é paga, saindo por US$39 (mais ou menos R$160). Para ver as vantagens da versão Ultimate, clique neste link.



Se você quiser ver a review da versão 15, você pode conferir ela logo abaixo:

         

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Microsoft Teams é lançado oficialmente para Linux

Nenhum comentário
Sem que ninguém esperasse, a Microsoft lançou o Microsoft Teams de forma oficial para Linux, confirmando assim alguns rumores sobre a chegada.

 Microsoft Teams é lançado oficialmente para Linux





Para quem não conhece, o Microsoft Teams é um concorrente direto do Slack, software esse que serve basicamente para gerenciamento de projetos, equipes, comunicação e afins. Fizemos uma cobertura bem completa sobre a possibilidade do MS Teams no Linux, que você pode conferir aqui e aqui.

Então, na tarde desta terça-feira (10), a Microsoft fez o anúncio em seu blog oficial (TechCommunity). O anúncio foi feito pela Marissa Salazar, Product Marketing Manager do Microsoft Teams.


No post, ela fala que o MS Teams é o “primeiro aplicativo do Office a chegar aos desktops Linux” e com ele, trazendo todas as funcionalidades nele presentes na versão de Windows, como chat, chamadas de vídeo, chamadas e colaboração nos documentos feitos no Office 365.

Também foi comentando, que vários clientes estavam rodando em seus “devices” uma variedade de sistemas, sendo Windows 10, Linux e entre outros. Por isso precisam ter um suporte para essas plataformas também.


Quem deu uma declaração positiva da chegada do MS Teams, foi o Diretor Executivo da (The) Linux Foundation, Jim Zemlin:

“2019 foi outro ano incrível para o código aberto, e o Linux continua no centro de todo o crescimento e inovação. Estou realmente empolgado com a disponibilidade do Microsoft Teams para Linux. Com este anúncio, a Microsoft está trazendo seu hub do teamwork para o Linux. Estou emocionado ao ver o reconhecimento da Microsoft de como as empresas e instituições educacionais estão usando o Linux para transformar sua cultura de trabalho.”

Outro que “comemorou” a chegada do app para Linux, foi o Personal Products da Volvo Cars, Jimmy Beckman:

“Na Volvo Cars, o Linux está sendo usado por muitos usuários em vários departamentos. Até agora, nossos usuários de Linux estavam em grande parte presos em uma ilha de colaboração com diferentes clientes não oficiais e não suportados do Skype for Business e, mais recentemente, do Microsoft Teams. Com o Teams for Linux da Microsoft, conseguimos sair dessa ilha e colaborar em nossas diferentes plataformas com a funcionalidade completa de um cliente rico. Se devo salientar uma coisa, ser capaz de participar do compartilhamento de tela é uma grande melhoria para os usuários de Linux da Volvo Cars.”

Atualmente o Microsoft Teams está em Public Preview e você pode baixá-lo através deste link.

Dois pontos chamaram a atenção nesse anúncio, que foram: “The Microsoft Teams client is the first Office app that is coming to Linux desktops..” (O cliente do Microsoft Teams é o primeiro app Office a chegar no Desktop Linux) e “..and collaboration on Office 365 documents..” (e colaboração em documentos do Office 365), isso pode indicar que mais ferramentas podem chegar, como o Onedrive (que você pode votar e pedir através deste link) e o Office pode finalmente ter uma versão nativa para o Desktop Linux.  O MS Teams ficou muito bem integrado aqui no meu PC, que atualmente está rodando o RegataOS com KDE, e se forem na mesma “Linhagem”, creio que o tema escolhido ficará bem em qualquer DE. O print abaixo é da minha instalação.



Creio que será questão de tempo a vinda das versões para Linux do OneDrive e do MS Office, assim deixando completo o “pack business” , contendo o Skype, Teams, Edge, OneDrive e o Office.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Ubuntu Cinnamon Remix quer ser o concorrente do Linux Mint

Nenhum comentário
Recentemente tivemos o anúncio do Ubuntu Cinnamon Remix, uma distribuição que usa o Ubuntu como base (19.10), mas traz o ambiente gráfico Cinnamon (o mesmo do Linux Mint) para os usuários, vamos conhecer um pouco melhor o projeto?

ubuntu-cinnamon-remix-logo

A distribuição/remasterização é origem de um projeto de ItzSwirlz, que realmente não é uma pessoa muito fácil de achar informações na internet. Posso estar enganado, mas pela pesquisa que pude fazer, me parece ser um jovem entusiasta de tecnologia.

O Ubuntu Cinnamon Remix


Esta é uma versão NÃO OFICIAL do Ubuntu, e não faz parte, atualmente, do conjunto de flavors apoiadas diretamente pela Canonical, se trata de um projeto comunitário, com algumas poucas pessoas envolvidas até o momento.

Ubuntu Cinnamon Remix Menu

A distribuição é construída com uma série de ferramentas e recursos desenvolvidos por terceiros, caracterizando "a clássica" remasterização. Temos como base o Ubuntu 19.10 Eon Ermine, que traz consigo o Kernel 5.3, e utilizando o repositório backports ativo (o que não é a melhor das ideias), a distro nos traz o Cinnamon Desktop 4.0.x. O problema de usar o backports em prol de um pacote, é que durante as atualizações, outros pacotes também podem receber upgrades instáveis.

A versão mais recente do Cinnamon é a 4.4.x, e será disponibilizada juntamente com o Linux Mint 19.3, o Linux Mint 19.2, ainda usa o 4.2, que mesmo assim é mais recente.

Várias aplicações desenvolvidas pela equipe do Linux Mint para o Cinnamon não fazem parte do Ubuntu Cinnamon Remix, como os XApps, o gerenciador de atualizações, gerenciador de drivers, gerenciadores de repositórios, loja de aplicativos, entre outros, sendo substituídos por contrapartes equivalentes, como o "Atril" para documentos e o "Pluma", para arquivos de texto, (que curiosamente também são desenvolvidos em parte pela equipe do Mint, para o ambiente MATE), com a GNOME Software como loja de aplicativos e o software "Programas e atualizações", tradicional do Ubuntu, fazendo o papel de gerenciador de repositórios e drivers.

Confira o vídeo do canal com mais detalhes sobre a distro:


Poucos elementos do Ubuntu Cinnamon Remix são empacotados pelo(s) desenvolvedor(es), o sistema possui um repositório PPA próprio, onde podemos encontrar os seguintes pacotes:

- blueberry
- calamares-settings-ubuntu
- kimmo-gtk-theme
- kimmo-icon-theme
- ubuntucinnamon-environment
- ubuntucinnamon-meta
- ubuntucinnamon-wallpapers


A maior parte do tempo ciclo parece ter sido gasto na mudança do tema e adição de papéis de parede (eu sei o que você está pensando 😎), no entanto existem promessas para a versão 20.04 LTS, que não me parecem tão promissoras, nesta nota de lançamento no Google Docs.

Atualmente o site da distro ainda está sob construção, possuindo apenas um grupo no Telegram para discussões.

Será que é um projeto com futuro?


Quem me conhece sabe que eu não gosto de desdenhar de projetos de código aberto, só porque eles não são como EU imagino que deveriam ser, especialmente quando as pessoas estão apenas começando e aprendendo a fazer muitas coisas, criando boas práticas. Dito isso, é possível que essa distribuição evolua e se torne uma flavor oficial do Ubuntu, assim como aconteceu com o "Ubuntu Budgie Remix", outrora uma derivação não oficial, que agora se tornou canônica, sendo chamada apenas de "Ubuntu Budgie", no entanto, a primeira impressão que tive com o sistema não foi positiva.

Sinta-se à vontade para compartilhar os seus pensamentos. Do meu ponto de vista, é basicamente uma montagem de um ambiente gráfico sobre uma base, com um gosto duvidoso para design,  ícones diferentes e papéis de parede, entretanto, de forma geral, as principais distros baseadas no Ubuntu, acabam tendo esse viés, elas são o Ubuntu, com uma interface gráfica diferente por cima, então, por que não um Ubuntu Cinnamon?

De fato, esse é um bom ponto, mas o Linux Mint não é exatamente isso? Os desenvolvedores do Linux Mint são os principais responsáveis pelo desenvolvimento do Cinnamon, a integração com outras ferramentas, em muitos casos superiores do que as contrapartes do Ubuntu, não o tornaria mais atrativo do que o Cinnamon Remix?

Ao contrário do Ubuntu Budgie, que não tinha nenhuma outra distro com o Budgie Desktop base Ubuntu como concorrente, o Ubuntu Cinnamon Remix tem uma das mais populares distribuições Linux da atualidade (Linux Mint) como seu comparativo direto inevitável. 

Reparei que alguns nomes conhecidos da Canonical se aproximaram do projeto, como o líder atual da divisão Desktop, Martin Wimpress, e Alan Pope, reconhecido pelos Snaps especialmente, na intenção de dar dicas e apontar algumas direções para tornar o sistema digno de fazer parte das flavors oficiais em algum momento no futuro, o que deve levar ainda alguns ciclos ao menos, creio eu.

Atualmente você pode "fabricar" o seu Ubuntu Cinnamon Remix facilmente, abra o terminal do seu Ubuntu 19.10 GNOME e rode estes comandos:
sudo apt install cinnamon-desktop nemo
Na tela de login, no ícone de engrenagem, você pode trocar a sua interface. O Ubuntu Cinnamon Remix vem também com uma seleção de software ligeiramente diferente do Ubuntu com GNOME, então pode pode instalar os softwares que desejar, e remover os indesejados, se quiser usar o tema do Cinnamon Remix, basta baixar aqui.

Existem alguns outros pequenos ajustes que poderiam ser feitos, como instalar o LightDM, mas a grosso modo, o Ubuntu Cinnamon Remix é apenas isso.

Eu usaria o Ubuntu Cinnamon Remix?


No momento de desenvolvimento atual, eu não vejo o menor sentido em usar esta distribuição, ela não entregada nada que o Linux Mint não entregue, e na minha opinião, ainda fica devendo coisas. 

Apesar dessa posição, confesso que acho interessante que exista uma flavor do Ubuntu com Cinnamon, talvez dessa forma mais pessoas se envolvam com o projeto e tenhamos mais apoio ao desenvolvimento dessa interface que eu acho tão bacana.  Neste momento, aliás, eu acho que as únicas pessoas que deveriam utilizar de fato a distro são os que querem ajudar ativamente em seu desenvolvimento, reportar bugs e coisas do tipo; não é uma distro recomendada para ser usada em produção.

O Cinnamon tem esse potencial de ser fácil de utilizar para pessoas que vem do Windows, o que é uma coisa sempre interessante, e no mundo open source não tem muito essa de "não é útil para muita gente, então não faça", porque no fim das contas, basta ser útil, divertido ou interessante, para quem está fazendo, e mais ninguém. 

Lembra quando o seu computador servia para fazer o que você queria? Então... :)

Ainda assim, a menos que algo super interessante e revolucionário seja apresentado, não vejo as pessoas deixando o Linux Mint pelo Ubuntu Cinnamon Remix, especialmente sem ele se tornar uma flavor oficial, talvez com o tempo e amadurecimento do projeto, e dos desenvolvedores, as coisas mudem. Possivelmente existam pessoas que queiram usar o Cinnamon com base Ubuntu, sem ser no Linux Mint, e serão estes os possíveis usuários desta distro, só não creio que seja uma grande massa de usuários.

Quais são as suas apostas?


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical lança pesquisa para saber o que você quer ver no Ubuntu 20.04 LTS

Nenhum comentário
Estamos há 4 meses do lançamento da próxima LTS do Ubuntu, e muita expectativa é criada em torno dessa versão, pois pelo “andar da carruagem”, vem para ser um grande marco nessa distro Linux.


Canonical lança pesquisa para saber o que você quer ver no Ubuntu 20.04 LTS





Em um anúncio feito no blog oficial do Ubuntu, o gerente de produtos para robótica Rhys Davies, fez um post pedindo o feedback da comunidade do Ubuntu, para saber o que eles podem melhorar, incluir, o que você pensa do sistema, as suas frustrações e também o que faria você a usar o Ubuntu caso não use. Em um trecho do anúncio, uma frase me chamou a atenção, que foi:

“Durante todo o processo de desenvolvimento, as nossas equipes estão presentes nos mais variados fóruns e tópicos, ouvindo seus comentários para ajudar a informar nossa tomada de decisão. Nossos próprios engenheiros são incrivelmente apaixonados pelo Linux e pela comunidade Ubuntu em geral, e nosso processo de tomada de decisão sempre gira em torno desse fato.”

Outra parte foi:

“Antes do nosso último lançamento da LTS, enviamos uma “call to action” para os desenvolvedores, para que nos dissessem como podemos melhorar o Ubuntu. Hoje, gostaríamos de pedir à nossa comunidade mais ampla comentários semelhantes. Com nosso próximo lançamento no horizonte, ainda há tempo para influenciar a imagem final e o futuro roadmap do Ubuntu.”

Isso, para mim, mostra uma mudança de postura da Canonical em relação a qual público ela quer atingir, pois durante a gestão do Will Cooke, me dava a impressão de que o Ubuntu só estava se “focando” para o público dev e sysadmins, e que o usuário doméstico estava meio “de escanteio”. Mas parece que na gestão do Martin Wimpress isso tende a ser diferente, assim eu espero.

Se você quiser contribuir com a pesquisa, pode acessá-la através deste link.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

NVIDIA pode vir com algumas novidades para o driver Open Source em 2020

Nenhum comentário
O ano de 2019 foi realmente bastante interessante para quem usa o driver da NVIDIA no Linux. Foram algumas novidades que não estávamos esperando tão cedo.

NVIDIA pode vir com algumas novidades para o driver Open Source em 2020





No mês de agosto, tivemos duas notícias bem importantes, para não dizer bombásticas, para quem usa drivers da NVIDIA. A primeira notícia foi que a empresa do “lado verde da força” liberou no Github uma documentação bem ampla e que ajudou o pessoal que desenvolve o driver open source Nouveau, assim melhorando o mesmo. Mas ainda assim, não o drive open source não trabalhava bem com as GPUs mais novas, principalmente nas séries acima das GTX 900. Abordamos melhor neste artigo.

Outra novidade em 2019, foi a “corrida contra o tempo” que a NVIDIA fez nas arquiteturas híbridas em notebooks, onde você tem duas GPUs, geralmente uma integrada (Intel) e a outra sendo dedicada (NVIDIA ou denominada como dGPU). Até então, para usar Linux nesses equipamentos, era necessário utilizar a tecnologia Bumblebee, por exemplo, mas ela não tinha suporte às tecnologias mais recentes, como o VULKAN. Mas isso mudou com o pessoal do departamento de Linux da NVIDIA investindo esforços para corrigir isso e trazer toda a tecnologia da empresa para quem usa o Linux. Abordamos em um artigo bem bacana que você confere aqui.

Mas 2019 ainda não acabou né 😁, e ainda pode reservar uma última “emoção” para quem utiliza NVIDIA no Linux. O site de tecnologia Phoronix, foi informado por um leitor, que no site da NVIDIA, na parte de eventos, uma palestra na GPU Technology Conference 2020 terá o seguinte tema: “Open Source, Linux Kernel, and NVIDIA”, apresentada pelo principal engenheiro de software da NVIDIA, John Hubbard. O que tem de curioso, é o conteúdo que será abordado, que é:

“Vamos relatar o status e atividades de desenvolvimento da NVIDIA até o último momento, e possivelmente alguns futuros planos e direções (dependendo das últimas atualizações), sobre as nossas contribuições para o Kernel Linux; suporte ao Nouveau (o driver de código aberto para GPUs no Linux), incluindo signed firmware, documentação e patches dos drivers da NVIDIA para o Kernel.

Vale lembrar que a AMD (lado vermelho da força) e a Intel (lado azul da força), já tem os seus drivers em código aberto e os devs trabalhando neles e sendo pagos.

Minha reação foi “WOW isso está acontecendo mesmo??”. Será que a NVIDIA realmente “acordou” e agora vai começar a investir no modelo open source, como as suas rivais fazem, e assim podendo se beneficiar como elas? Pois eu acredito que se a NVIDIA ir pelo mesmo caminho e começar a caminhar lado a lado com o pessoal do Nouveau, poderemos ter várias melhorias sendo implementadas mais rapidamente, como no caso das híbridas por exemplo. Até mesmo o suporte ao Wayland pode se tornar viável. Espero que ela tome esse “rumo”, pois todos saem ganhando.

Tanto que além do Phoronix, o Jason Evangelho comentou sobre e o pessoal do GamingOnLinux também.

Mas e você, acha que ela vai vir mesmo ou só está dando uma falsa “esperança”? Nós diga aí nos comentários.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Veja algumas das novidades que podem chegar ao Ubuntu 20.04

Nenhum comentário
Cerca de 2 meses atrás, em outubro deste ano (2019), foi anunciado a data, o codinome e alguns detalhes do Ubuntu 20.04 LTS Focal Fossa, que você pode conferir a nossa cobertura neste post.

Veja algumas das novidades que podem chegar ao Ubuntu 20.04





Desde o anúncio, ficamos especulando o que poderia vir nessa nova versão LTS do Ubuntu e o que poderíamos esperar dela. Bom, se formos nos basear no Trello do projeto, podemos esperar muitas novidades vindo por aí.

Algumas coisas são bem interessantes, e se vierem mesmo, vai ser um salto gigantesco em relação ao suporte em vários aspectos. Alguns pontos que podemos destacar são:

● Contínua melhora da performance do Gnome Shell, em relação aos stutterings e perdas de frames;

● Inclusão do GameMode da Feral Interactive junto na ISO do Ubuntu, possibilitando assim otimizações do sistema para jogos;

● Melhorar o driver para impressão digital (fingerprint), esse a pedido de uma empresa OEM que não foi divulgada;

● Reativar o suporte ao NVENC no Ubuntu dentro do binário do FFmpeg, que estava desativado desde a versão 18.10 por causa de compatibilidades de licenças. O NVENC é essencial para quem tem GPUs da NVIDIA.

● A versão nova do Plymouth tem um novo binário incluso do  plymouth-theme-spinner, habilitando assim a possibilidade de usar o logo na hora do boot, como outras distros já fazem, como por exemplo o Fedora;

● Continuação do trabalho no suporte do ZFS/Zsys no sistema.

Para conferir todas as opções que podem vir ou estão no roadmap, você pode conferir no Trello deles.

Creio que se todas essas novidades vierem para a versão 20.04 do Ubuntu, realmente será uma das melhoras já feita. Pois vai dar um enfoque a mais em quem precisa de processamento gráfico, principalmente para quem usa NVIDIA, além de incluir o gamemode da Feral. Outro ponto importante, especialmente para o pessoal das híbridas (Intel+NVIDIA), o Ubuntu 20.04 LTS muito provavelmente virá com o Xorg 1.20.6, que conta com as modificações feitas pela NVIDIA para que as GPUs híbridas funcionem de forma satisfatória no Linux.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo