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Escritor da Forbes, Jason Evangelho, nos conta como começou a divulgar Linux

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Enquanto nós tentamos levar até você as principais informações sobre o mundo open source, tornando o público lusófono ciente das novidades, facilidades e particularidades do mundo Linux e de software livre, outras pessoas fora do Brasil estão fazendo isso também, um desses "defensores do Linux" é Jason Evangelho, escritor da famosa Forbes, que nos cedeu gentilmente uma entrevista.


Jason Evangelho






Se você acompanha-nos no Twitter, é bem possível que tenha visto as nossas interações com o Jason Evangelho, ele acabou se tornando um grande divulgador dos sistemas operacionais open source e de suas ferramentas, especialmente potencializado pelo nome, fama e reconhecimento, da Forbes

Conforme o tempo passou, os artigos relacionados ao mundo Linux do Jason acabaram alcançando grandes empresas, que com a ajuda da divulgação proferida por ele, começaram a pelo menos repensar os seus caminhos em relação ao Linux, como a Adobe. Temos um vídeo sobre essa questão no nosso canal no YouTube, você pode conferir aqui.

Jason Evangelho também é criador do "Linux Challenge", uma "brincadeira" muito construtiva onde ele pede para seus leitores testarem junto com ele alguma distro, unindo-se em um grupo muito saudável no Telegram, que foi onde eu consegui um contato ainda mais direto com ele do que no Twitter. Ele se mostra uma pessoa muito amigável, disposta, e com "a cara" da nova geração de usuários Linux, por isso, eu lhe fiz algumas perguntas, estas vão ajudá-lo a conhecer "o homem por detrás do mito" e, segundo ele mesmo, algumas dessas perguntas possuem respostas que ele nunca deu em nenhum outro lugar, então aproveite.

Obs: A entrevista foi feita em Inglês, porém, eu postarei aqui a versão traduzida, caso queira ler as respostas de Jason na Íntegra em Inglês, basta acessar este arquivo.

Entrevista com Jason Evangelho


D: Apresente-se. Provavelmente as pessoas lhe conhecem como escritor da Forbes, mas as pessoas sempre são muito mais do que seu trabalhos. Quem é Jason Evangelho?

J: Jason Evangelho sempre foi um escritor, seja de letras de músicas ou de pequenas histórias, ou ainda de longas de reviews de GPUs. Mas uma coisa que percebo que corre pelas minhas veias desde pequeno é a música. Sempre foi algo que me definiu como pessoa. É a trilha sonora da minha vida, uma companhia constante que me dá energia, que eleva minhas emoções, que me acalma e que traz lembranças de décadas atrás.

De toda forma, eu vejo tentando finalizar um álbum e escrever um livro há alguns anos. Tenho me aproximado cada vez mais a cada dia!

Eu também adoro "Transformers", o movimento Grunge dos anos 90 e de passar meus dias em praias croatas, mas agora isso está começando a soar como um daqueles anúncios de acompanhantes e eu sou felizmente casado! :D

D: Quando você começou a trabalhar com tecnologia?

J: Minha fascinação por computadores começou quando eu era apenas uma criança, provavelmente aos meus 12 anos de idade. Meu padrasto tinha uma empresa de negócios relacionados a tecnologia e nossa casa inteira era repleta de "torres" da IBM. Frequentemente eu me metia em confusão por bootar os computadores secretamente e começar a "fuçar" a linha de comando do DOS para tentar encontrar algum game para jogar!

Mais ou menos em 2003 eu finalmente tive dinheiro para comprar o meu próprio PC (No quesito games, eu sempre fui um cara dos consoles enquanto crescia e na vida adulta), e claro, isso despertou em mim o constante desejo te conseguir melhor desempenho e qualidade gráfica. O que me levou a ficar obcecado pela leitura de reviews de GPUs em lugares como o Tom's Hardware.

Em 2004 tudo isso pode se juntar  com a introdução aos podcasts. Eu tive sorte o suficiente para ser um dos primeiros 30 podcasters no mundo quando  lancei a "Insomnia Radio", um programa focado em bandas indies e desconhecidas. Como uma nota adicional, este é o motivo da minha conta no Twitter ter o nome de "KillYourFM".

Eu estava sendo autodidata em edição de áudio, criando arquivos RSS do zero e isso iniciou uma nova fascinação por computadores e a tecnologia contida neles. Um ano antes eu queria que os meus games tivessem um visual melhor, agora eu queria que tudo rodasse muito rápido!

E aqui vai uma curiosidade que poucos sabem, no final dos anos 2000 eu comecei minha própria empresa de computadores, focando em reparar problemas de outras pessoas com computadores Windows. 


Jason Evangelho
Jason Evangelho


D: Como você descobriu o Linux? A decisão de falar sobre Linux na Forbes veio da própria empresa ou foi uma ideia sua?

J: Eu descobri o Linux duas vezes. A primeira foi no meio dos anos 2000 com o openSUSE e o Red Hat. A experiência com ambos foi desastrosa. Eu acabei ficando frustrado e com uma sensação de que era uma tecnologia muito acima das minhas capacidades de entendimento. Infelizmente a minha primeira impressão com Linux foi ruim e eu acabei me afastando por anos.

Então em Julho de 2018 eu finalmente cheguei ao ponto de me cansar de ver tantas reinicializações forçadas no Windows 10, muitos problemas, muitas falhas de atualização e até a perda de alguns dados. Algumas semanas antes de chegar à "última gota d'água" com o Windows eu estava conversando com meu cunhado, que estava me visitando vindo da Suiça, sobre o Debian, porque ele estava rodando a distro em um Thinkpad antigo já fazia alguns anos.

Tópicos como privacidade e controle do usuário vieram à tona, e eu simplesmente adorei a forma com que funcionava. Olhando ele usar o sistema, o Debian parecia ridiculamente rápido para um computador com hardware antigo como o que ele tinha. Então, com isso em mente, eu decidi dar uma nova chance ao Linux e colocar o Windows de lado.

Vale a pena mencionar que nada que foi feito aqui foi um decisão fácil. Era mais um risco profissional do que eu risco pessoal. Eu frequentemente fazia reviews de placas de vídeo e de PCs customizados para a Forbes, esse tipo de conteúdo era o meu "ganha pão".

Para responder a sua segunda pergunta, eu me tornei tão fascinado pelo Linux que tomei a decisão de fazer uma maior cobertura sobre o assunto na Forbes. Os primeiros artigos que eu publiquei tiveram uma boa repercussão com a nossa audiência tradicional e com as novas pessoas. O feedback que eu recebi fazendo a cobertura do Linux foi positivo, pessoas dizendo que eu estava mostrando as coisas que uma forma mais simples de entender e acessível.

Eu também percebi que ao invés de começar a cobrir "notícias quentes" simplesmente para receber o meu salário, eu poderia acordar pela manhã e dizer "o que eu quero explorar no mundo Linux hoje?" e escrever sobre isso. Pessoas apareceram e leram o conteúdo, e de fato, eu estive analisando o tráfego de meus artigos no site, e mais pessoas estavam aparecendo para ler os artigos sobre Linux do que o meu material anterior. Isso vou muito encorajador.

Não bastasse isso, a comunidade realmente demonstrou seu apoio nessa nova direção que tomei, apoiando, ajudando e constantemente se engajando comigo. Eu nunca tinha visto uma comunidade como esta antes e todos esses fatores me fizeram começar a fazer a cobertura sobre Linux na Forbes em tempo integral. A Forbes não teve nenhum problema com isso.

D: Como foi o seu primeiro contado com as distros Linux nessa volta? O que você encontrou que achou mais simples e mais complicado de fazer no Linux?

J: A primeira vez que eu testei Linux no ano passado foi com o Linux Mint no meu  Dell XPS 13. O instalador falhou ao enxergar a minha unidade NVMe, então eu mudei diretamente para o Ubuntu porque eu sabia que a Dell estava fazendo um grande trabalho ao fazer com que a distro rodasse perfeitamente "out of the box", e de fato, foi o que aconteceu.

Eu tive muito menos problemas com o Ubuntu 18.04 LTS do que eu tive com o Windows 10 e acabei instalando ele em várias máquinas. Cada instalação correu sem problemas e simplesmente detectou o hardware das minhas máquinas perfeitamente. 

O Ubuntu se tornou a meu sistema principal por meses, ou ao menos até eu começar o "Linux Distro Challenges".

jason-evangelho-office
Escritório Jason Evangelho (Ubuntu no monitor principal)


D: Você tem alguma distro favorita? Qual?

J: Neste exato momento, me pedir para escolher uma distro favorita é quase como me fazer escolher a minha música preferida. É impossível. Por conta de eu estar  ainda testando as principais distros por um tempo, provavelmente qualquer afirmação aqui não seria justa.

O Ubuntu foi o meu sistema principal, mas eu estou também muito impressionado com o elementary OS e o openSUSE, mas ainda me pego pensando o quão interessante algo como um Manjaro Deepin pode ser... A questão de ficar viciado em "distro-hopping" é real! (Distro-Hopping é ficar pulando de distro em distro e testando).

D - Você está desenvolvendo novos projetos paralelos à Forbes em relação ao Linux, incluindo os "desafios", convidando pessoas para testar uma distro específica juntos. Conte-nos um pouco mais sobre estes projetos e como eles tem sido recebidos pelo público.

J: Os "desafios" começaram como uma forma de me forçar a a sair da "zona de conforto Ubuntu", e como objetivo secundário, eu estava me forçando a experienciar diferentes distros Linux e gerar algum conteúdo único baseado nessa jornada. Eu sabia que estar me envolvendo diretamente com a comunidade apenas aumentaria a minha experiência e permitiria que todos os participantes descobrissem coisas novas juntos, resolvessem problemas juntos e talvez até pudessem fazer alguns novos amigos.

Apenas 3 dias depois de começar o primeiro desafio, que era com o elementary OS, eu tive mais de 200 participantes no nosso grupo no Telegram, e tanto Cassidy Bleade, quanto Daniel Foré, desenvolvedores da distro, apareceram para ajudar as pessoas; depois o mundo de podcasts sobre Linux acabou começando a falar sobre os "desafios" e eu vi que realmente "deu certo".

Dessa forma eu percebi que isso poderia se tornar uma espécie de "série", algo recorrente que nós poderíamos fazer todos juntos e eu espero que o feedback acumulado usando essas distros ajude também as próprias distros a melhorarem, especialmente porque parece que os desenvolvedores estão prestando atenção. Além disso, um objetivo secundário era convencer as pessoas a mudarem de Windows ou macOS para Linux.

D: O que você acha que está faltando ainda nas distribuições Linux atuais para serem melhor reconhecidas entre os usuários domésticos?

J: Eu dediquei algum tempo no marketing para as AMD Radeon, então, do meu ponto de vista, eu diria que o maior desafio a ser superado é: Linux no desktop tem um problema de marketing.

Os princípios de FOSS são louváveis, mas é fato que Linux dá para as pessoas praticamente possibilidades de escolhas infinitas, e isso é bom e ruim. Duas coisas precisam acontecer para que o Linux seja grandemente adotado por usuários domésticos:

     1 - Mais empresas precisam começar a vender seus computadores com Linux pré-instalado. A Dell faz um trabalho fantástico com isso, mas eles não são muito bons em divulgar esse tipo de coisa. A verdade é a maioria dos consumidores domésticos irão aceitar o sistema que é entregue junto com o computador na frente deles... (E a maioria das pessoas NÃO SÃO usuárias de Adobe ou fazem parte do segmento mais "hardcore" de jogos).

    2 -  O mundo Linux precisa adotar "a distro para Desktop" e permanecer com ela. Colocá-la para o mainstream, mesmo que não seja a sua distro favorita. Há apenas um Windows 10, há apenas um macOS. Para ser mais claro, EU AMO como há uma distro perfeita para cada necessidade e para todo mundo, mas a fragmentação de opções para iniciantes é prejudicial. De fato, há muitos sites que advocam por uma distro em específico e isso mostra parte do problema.

D: Deixe uma mensagem para os seus leitores brasileiros.

J: Obrigado pelo apoio Diolinux! Leva muito tempo e trabalho duro para organizar o conteúdo, então tome alguns minutos do seu dia para apreciá-lo. Como escritor também, posso dizer que esse é o nosso combustível. :D

Gostaria de agradecer a todos que estão sempre encorajando a minha jornada no mundo Linux no Twitter e no Facebook. Eu espero que você tenha gostado desta entrevista e se precisar de algo mais não hesite em me contactar.

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OneDrive da Microsoft pode chegar ao Linux pelo Insync

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A empresa por de trás do app responsável por termos o Google Drive no Linux, com um cliente tão bom quanto ou até melhor que o da Google, agora está planejando trazer mais um “peso-pesado” para o mundo do pinguim, o OneDrive.


 OneDrive da Microsoft pode chegar ao Linux pelo Insync






Eles lançaram uma nova sessão no site deles, onde você pode se cadastrar e entrar na fila para a versão beta com o suporte, você pode acessar o link aqui.

Antes dessa novidade vinda do pessoal do Insync, o pessoal que usa Linux e queria utilizar o OneDrive tinha algumas soluções, mas nem sempre do seu agrado. Como usar via linha de comando ou usando via navegador, ou ainda, através de um cliente como o SME, mas sabemos o quanto um App de sincronização assim pode ser útil, ainda que o SME faça isso também,mas de outra forma.





Com esse suporte do OneDrive vindo para o Insync, teremos as mesmas facilidades que temos ao utilizar com contas Google, como:

- Selecionar quais arquivos você vai sincronizar;
- Sincronizar dos arquivos em várias plataformas (Linux, Windows e macOS);
- Gerenciar os arquivos com uma interface amigável e fácil;
- Sincronizar bilateralmente, localmente para nuvem e vice-versa;
- Sincronizar múltiplas contas em um mesmo lugar.

Com essa chegada, mais uma lacuna será preenchida, um cliente do OneDrive para Linux, mesmo que não seja da Microsoft, é bem-vindo e acontecerá em breve.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Jogos e os anti-cheats no Linux

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Há 6 anos a Valve lançou seu cliente Steam para Linux, desde então a plataforma veio ganhando notoriedade no quesito games, e aos poucos várias distribuidoras começaram a portar ou lançar jogos nativos para o sistema do pinguim, porém é visível a diferença de títulos disponíveis no Linux, comparado ao Windows, que tem anos e anos no mercado de jogos. E a ausência de outras plataformas de games como a Origin da EA Games, alvo de críticas de diversos players, quando o assunto é “Linux + Games”.

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Em 2018 a Valve surpreendeu os gamers Linux, com seu projeto Steam Play, utilizando uma solução conhecida pela comunidade Linux, o Wine. A Valve criou um fork do Wine criando o Proton, que não faz o papel de um emulador (muitos acreditam que o Wine emula jogos do Windows, e isso não é verdade), o Proton é uma ferramenta implementada no cliente Steam Linux, que dá a oportunidade de executar games nativos do Windows em sistemas operacionais baseados em Linux, ele age como uma camada que traduz para o sistema a instrução que foi projetada para o Windows, adaptando a realidade e comportamento do Linux. 

O Proton faz uso do Vulkan para rodar os games Windows, que valem-se do DirectX 11 e 12 para funcionar, possuindo diversos parâmetros para forçar a utilização inclusive do OpenGL, caso o jogo utilize o DirectX 9. Saiba mais sobre  neste post que fizemos, detalhando o uso de tais opções. É interessante ressaltar que já existem projetos para fazer com que games que usam nativamente o DX9 também possam usar o Vulkan no Linux.

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“O maior vilão do Proton”


Com a facilidade de instalar jogos voltados ao Windows no Linux, o Steam Play rapidamente caiu nas graças dos usuários, e a lista de jogos em sistemas baseados em Linux, teve um crescimento exponencial do dia para a noite, literalmente, porém um vilão já conhecido por utilizadores de programas como: PlayOnLinux, Lutris etc; vem atrapalhando o funcionamento de diversos títulos famosos como: Fortnite e PUBG, são os softwares conhecidos como: “anti-trapaças”, os famosos anti-cheats, que normalmente reconhecem o Wine e agora o Proton, como programas maliciosos, com a intenção de obter vantagens, e trapacear nas partidas. 

Sempre especulei (HenriqueAD) que a Valve não lançaria um projeto tão importante e audacioso como o Steam Play, sem uma pesquisa de mercado ou um método para os anti-cheats reconhecessem o Proton não como um trapaceador, e sim como um recurso.

E como isso seria possível? Firmando parcerias com empresas especializadas em anti-trapaças, e parece que isso está se tornando realidade, pois um usuário do Reddit conseguiu entrar em contato com a equipe de desenvolvimento de um dos maiores e mais utilizados anti-cheats da atualidades, o Easy Anti-Cheat, e segundo ele, a Valve e a EAC estariam trabalhando para o suporte do Proton, possibilitando o funcionamento em jogos que usam essa solução.

Um fato curioso é que a Valve está contratando novos engenheiros de software para trabalhar com o SteamOS, será que tais desenvolvedores serão aplicados nos esforços desta parceria entre EAC e Valve?

OK, tem Steam para Linux, mas e a Origin?


Nem só de Steam viverá o gamer Linux”, e isso é uma realidade, mesmo não possuindo no momento um cliente nativo Origin, alternativas como o já citado Lutris, possibilitam em alguns casos a execução de títulos da EA, porém o anti-cheat persegue até nestes momentos e pode “acabar com a festa”.

Uma das vantagens de um software ser Open Source, é a possibilidade de sua utilização em outros projetos, e isso não é diferente com o Proton, que além de funcionar no Steam Play, pode ser utilizado no Lutris, recebendo todas as vantagens, e caso a parceria em desenvolvimento mútuo da Valve e EAC vá adiante, até mesmos títulos da EA Games poderão se beneficiar de tal implementação.

origin-ea-games-linux

E se a EA Games estivesse trabalhando em uma versão nativa de seu cliente Origin para Linux? Essa é outra possibilidade, recentemente uma discussão no Reddit entre usuários do site, levantou indícios que algo assim possa se concretizar em um futuro não tão distante.

Alguns usuários postaram suas experiências ao entrar em contato com o suporte da EA, questionando se existiria a possibilidade de uma versão Linux da Origin, e em meio a tantas respostas algumas foram positivas e outras negativas, houve um compartilhamento de um print, dessas supostas afirmações por parte dos atendentes.

Quando questionado sobre uma possível versão Origin para Linux, o suposto atendente da EA diz que tal projeto é uma prioridade e está em fase final de testes, podendo em qualquer momento ser liberado ao público. 

“So as i have checked the work in progress list that we are currently working on. This is on the priority, so you can expect it anytime very soon, As of now the work is being done on it to enhance the experience and its is almost completing stage.”

O usuário questiona se existiria uma data prevista para o lançamento, porém a única resposta foi que por não participar da equipe de desenvolvimento uma data não poderia ser repassada, mas que existia a garantia de estar nos estágios finais do desenvolvimento.

“As I am not in the developer team, I won’t be giving a estimate time but I can tell you that its almost in completing stage.”


Se tais informações forem reais, a comunidade de gamers Linux, receberá mais títulos e facilidades ao desfrutar de games na plataforma, e possivelmente novos players poderão jogar com maior comodidade e com a segurança de um suporte oficial pelas empresas.

E você, também joga no Linux? Deixe nos comentários suas experiências durante suas jogatinas no sistema do pinguim.

Até o próximo post, te aguardo, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Ubuntu 18.04.2 LTS está no meio de nós, baixe agora mesmo!!!

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A primeira atualização grande no Ubuntu 18.04 LTS, veio em 26 de Julho  do ano passado (2018), trazendo correções de bugs, melhorias, novidades e aperfeiçoamentos na interface do sistema. Como noticiamos semana passada, a segunda grande atualização chegaria no dia 14 de Fevereiro. Confira.








Essa atualização trouxe algumas mudanças no sistema, e as principais foram:
● Nautilus 3.26.4
● GNOME Shell 3.28.3
● Kernel Linux 4.18.0-15

Podemos ver que algumas mudanças que achamos que iriam vir, realmente vieram, como uma versão nova do Kernel e uma versão atualizada do GNOME, não sendo a 3.30 como esperávamos, mas nada que updates futuros não façam isso.

Outras melhorias foram:

● Correções dos erros de instalação;
● Correções de bugs;
● Correções referentes ao Desktop, como Xorg, GNOME, Nautilus e etc;
● Melhorias de suporte do Kernel a Hardwares mais recentes;
● Fim do suporte a arquitetura de 32 bits.

Se você quiser ver todas as melhorias implementadas no Ubuntu 18.04.2 LTS, você pode acessar esse link e conferir.

Baixar a ISO do novo Ubuntu, basta clicar na imagem abaixo


Espero você no próximo post, forte abraço.

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Adicione temas oficiais ao seu Google Chrome

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Se tem uma coisa que a maioria dos usuários Linux gostam, é de customizar o sistema, talvez esse seja o primeiro encanto ao instalar uma distro, sair trocando os temas e personalizando com cores prediletas, pois bem, basicamente essa é a novidade para usuários de Google Chrome.

temas-google-chrome-personalizar

A possibilidade de trocar o tema do browser da Google não é nada novo, porém, nesta semana a gigante das buscas lançou um plugin com diversas opções de cores para o Chrome. A coleção de temas visa agradar a todos os públicos, seja quem curte uma interface mais clara e colorida, ou pessoas como eu, que dão preferência a interfaces mais escuras. Inclusive um dos temas, o “Just Black”, simula um visual mais noturno, ideal para quem passa as noites e madrugadas utilizando o computador.

tema-preto-escuro-google-chrome-

Num total são 14 temas compatíveis com todas as versões do navegador, para aplicar ao seu navegador basta ir até a Chrome Web Store, selecionar o tema favorito e clicar no botão “Usar no Chrome”, Simples e prático.

temas-google-chrome-oficial

Até o momento o tema agraciado por quem sabe da novidade é o “Classic Blue” com 75 usuários.

tema-azul-oficial-classico-google-chrome

Você utiliza o Google Chrome? Curtiu a novidade? Com os temas oficiais da Google a segurança de algo padronizado é maior. Deixe nos comentários o que achou da novidade.

Aguardo você no próximo post, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Nova extensão do Google Chrome visa proteger suas contas

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O Google anunciou em seu blog de segurança, no dia 5 deste mês e que foi comemorado do “Dia Internacional da Internet Segura”, o lançamento  da extensão Google Password Checkup, que visa lhe ajudar para saber se alguma senha sua foi exposta na internet.

Nova extensão do Google Chrome visa proteger suas contas






Segundo o Google, o Password Checkup utiliza tecnologias que se baseiam na privacidade, isso quer dizer que a empresa não terá acesso às informações pessoais sensíveis dos usuários. As credenciais de login vão ser tratadas de forma criptografadas,tanto no site, quanto no navegador.

Esse novo serviço fará uma consulta a um banco de dados com mais de 4 bilhões de logins se senhas vazados, então, se o ícone do mesmo ficar vermelho, é melhor trocar a senha. A checagem do Google Password Checkup vai ser utilizada em uma gama bem grande de sites, não somente nos sites com vinculação com a conta Google.

O Google diz ainda que o serviço foi desenvolvido para não revelar usuários e senhas com pouca seguranças para os invasores e que também não gera alertas de senhas inseguras ou fracas, como “123456”. O alerta da extensão vai acontecer quando ela for consultar o banco de dados,  assim retornando se o login foi comprometido ou não.






A gigante de Moutain View ainda disse que o Password Checkup fará medições para fins estatísticos, mas com os dados sendo tratados de forma anônima. Isso indica que o Google vai ter acesso de quantas checagens foram feitas em logins vazados e qual proporção de usuários que logo após ver o alerta, mudaram a senha.



Para baixar o Google Password Check para o Google Chrome, basta acessar esse link.

A postagem completa e com maiores detalhes, você pode conferir no blog oficial de segurança do Google.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Como instalar o VirtualBox 6.0 no Linux

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Hoje você aprenderá a instalar a ferramenta de virtualização de sistemas, Virtualbox, confira o passo a passo e aprenda a usar o recurso para o seu trabalho ou estudo.

oracle-virtualbox-vbox-linux-ubuntu-mint

O VirtualBox é uma ótima ferramenta para estudos ou até mesmo testes, é comum profissionais de TI e entusiastas utilizarem softwares de virtualização para simular um comportamento, aprender algo novo, ou simplesmente conferir um SO.

Veja o vídeo a seguir e entenda um pouco sobre virtualização de sistemas.


Antes de partir propriamente para instalação, e pôr as “mãos na massa”, confira um pouco das novidades contidas a partir da versão 6.0 do VirtualBox.


  • Exportação de máquinas virtuais para Oracle Cloud Infrastructure;
  • Suporte a gráficos 3D para VMs do Windows;
  • Introdução de um novo gerenciador de arquivos, que permite copiar arquivos entre VM e host;
  • Suporte a resoluções HiDPI aprimorada;
  • Suporte ao acesso de discos convidados pelo host em sistemas macOS;
  • Nova interface da aplicação;
  • E muito mais…

Pré-requisitos para instalação do VirtualBox 6.0 


Em primeiro lugar vamos instalar alguns pacotes, caso ainda não estejam instalados em seu sistema. O procedimento pode ser feito via terminal ou via Synaptic, para adicionar tais softwares a sua distro.

Os seguintes pacotes serão instalados: gcc, make, linux-headers-generic e o dkms

Você poderá instalar cada pacote com o Synaptic, conforme a imagem abaixo, ou utilizar os referentes comandos no terminal:

sudo apt update 

sudo apt-get install gcc make linux-headers-$(uname -r) dkms

synaptic-virtualbox-vbox

Outro passo importante é remover a versão anterior ao VirtualBox 6.0, se por algum motivo a tenha instalado no sistema, podendo ser feito por interface gráfica ou via comando.

sudo apt remove virtualbox virtualbox-5.2

Baixando e instalando o VirtualBox 6.0


Neste ponto cabe uma observação. Existem duas maneiras de se instalar o VirtualBox direto do site em seu sistema, adicionando o repositório oficial ou efetuando o download do arquivo “.deb”, irei demonstrar ambas.

Adicionando o repositório do VirtualBox em seu Ubuntu, Linux Mint e derivados


Execute o comando para adicionar a chave do repositório ao seu sistema.

wget -q https://www.virtualbox.org/download/oracle_vbox_2016.asc -O- | sudo apt-key add -

wget -q https://www.virtualbox.org/download/oracle_vbox.asc -O- | sudo apt-key add -

Adicione o repositório com os pacotes do VirtualBox.

sudo sh -c 'echo "deb http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian $(lsb_release -sc) contrib" >> /etc/apt/sources.list.d/virtualbox.list'

Agora instale o VirtualBox na sua distribuição.

sudo apt update && sudo apt install virtualbox-6.0

Baixando o VirtualBox do site e instalando no sistema


A segunda forma é efetuando o download diretamente da página oficial, e baixando o pacote “.deb” referente a sua versão do sistema.

download-virtualbox-linux-mint-ubuntu

Logo após, dê 2 cliques no pacote “.deb” e instale normalmente.

Tenha em mente que desta maneira as atualizações deverão ser feitas manualmente, baixando a cada nova versão e instalando-a outra vez. Este método é interessante caso queira atualizar apenas quando desejado.

Adicionando o pacote de extensões do VirtualBox


No site do VirtualBox, efetue o download do pacote de extensões com ele você terá algumas funcionalidades a mais no programa, como suporte à devices via USB entre outras coisas.

(procure algo como: “VirtualBox Extension Pack”, entretanto observe e baixe conforme a versão do Virtualbox instalado em seu sistema).

Para o download da versão 6.0, basta clicar no botão “download” a seguir.

 Baixe o pacote de extensões  do  VB.

Vá até o local que baixou o arquivo, clique com o botão direito do mouse e abra com o VirtualBox.

extension-virtualbox-adicional

Instale o pacote de extensões e aceite os termos de licença.

instalar-vbox-adicional

E pronto! Agora você poderá criar suas VMs e efetuar diversos testes, sem medo de comprometer seu sistema real.

interface-nova-virtualbox

Aprenda a trabalhar com o software e domine o VirtualBox, vídeo super completo sobre o tema.


Até a próxima pessoal, espero vocês aqui no blog Diolinux, e façam seus inúmeros testes no VirtualBox, SISTEMATICAMENTE! 😎

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