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Canonical quer saber: " O que faria você usar os pacotes snap ainda mais?"

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Em post lançado no seu blog, a Canonical, através do Igor Ljubunčić, trouxe alguns números interessantes sobre a adoção do Snap pelos desenvolvedores e usuários.


Canonical quer saber: " O que faria você usar os pacotes snap ainda mais?"





No artigo, Igor menciona que às duas últimas LTS do Ubuntu puderam tornar os Snaps mais robustos e acessíveis, assim trazendo solidez ao sistema de empacotamento e dando tranquilidade para os devs poderem portar os seus apps.

No primeiro gráfico que ele mostra, é dito que os números de dispositivos rodando os snaps teve um aumento de 40% e que também teve um aumento de 59% no número de aplicativos via snap e isso só nos últimos seis meses.


O Ubuntu 18.04 é, segundo Igor, a plataforma mais popular a usar os pacotes snaps com um crescimento de 63%, com a versão 16.04 vindo em segundo lugar. Tudo isso no mesmo período de 6 meses.

Outras distribuições Linux também registraram um aumento na utilização dos Snaps, como o Linux Mint que teve um aumento de 31%, sistemas baseados no Debian de 20% e sistemas baseados no Arch tiveram um crescimento forte na casa dos 14%. No atual momento são mais de 50 distribuições Linux com suporte aos Snaps.

Mais um dado interessante que foi divulgado foi a adoção dos pacotes Snaps pela comunidade. Nos últimos 6 meses foi observado um aumento de 26% dos apps disponibilizados e assim compatibilizando mais de 4000 snaps disponíveis nos repositórios estáveis . Um feito tremendo da comunidade Canonical.

Também nós últimos 6 meses segundo o post, houve um aumento de 60% no número de desenvolvedores interessados nos snaps e suas vantagens.Também foi constatado um aumento de 62% na participação nos fóruns do Snapcraft e no Launchpad - com mais bugs a serem reportados.


Com esses números o Igor faz a seguinte chamada no post:

“Em outras palavras, gostaríamos de perguntar: O que faria você começar a usar os pacotes snap como desenvolvedor ou usuário? Que tipo de funcionalidade você gostaria de ver incluída? Como você imagina isso facilitando sua vida? Para entrar na lista de discussão e dar a sua opinião, entre aqui.”

Muito interessante esses números sobre a adesão do Snap entre as distros e também entre os devs e usuários, isso mostra que é um modelo viável e que tem muito espaço para crescer. Aproveite e participe da lista que eles disponibilizaram.

Espero você até a próxima e um forte abraço.
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Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve

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Desde o anúncio da Valve com a implementação do Proton, uma parceria feita com a CodeWeavers, várias melhorias vem acontecendo em outros projetos como o DXVK, WINE e o próprio VULKAN.

Evoluções dos projetos DXVK, PROTON e WINE depois do apoio da Valve






No começo do ano de 2018 fomos apresentados ao projeto DXVK, que a princípio faria uma camada de conversão entre a API DirectX 11 para o VULKAN, assim possibilitando que alguns jogos pudessem rodar no Linux, como por exemplo o  GTA V. E até meados de Julho o seu progresso era muito bom e vinha trazendo várias melhorias e correções de bugs que essa implementação acarreta.

Na mesma linha víamos o projeto VULKAN, API gráfica que concorre com a API da Microsoft, ganhando mais linhas de código, melhorias e correções de bugs que vinham melhorando a performance dos jogos que utilizam a API de forma nativa ou através do DXVK.

A outra ferramenta que veio ganhando melhorias aceleradas foi o projeto WINE (Wine is not an emulator), que até 2018, tinha implementações sendo “soltas” de forma pragmática e conservadora, sempre apostando no “jogo seguro” para não cometer erros.

Mas tudo isso mudou de forma rápida e positiva em meados de Julho, quando a Valve fez o anúncio bombástico do projeto Proton, que resumidamente, faria com que jogos feitos somente para Windows rodarem no Linux.

Com o anúncio do projeto Proton todos estes projetos cresceram de forma acelerada surpreendendo a cada lançamento. 

Primeiro foi o projeto VULKAN, que dá uma base sólida para todo o projeto Proton, que vem ganhando a cada lançamento mais e mais melhorias e implementações em seu código, chegando na versão 1.1 e marcando presença nas principais Engines do mercado como a CryEngine, idTech, Unity, Source e Unreal Engine. Com isso, as desenvolvedoras de jogos que optarem por usar VULKAN vão poder portar os seus jogos de forma “suave” para Linux e sem maiores transtornos, mesmo usando o projeto Proton.

Já o segundo que veio ganhando um aprimoramento acelerado foi o DXVK. Se no começo do ano ele dependia de uma equipe reduzida, hoje eles contam com o apoio da gigante da indústria dos Games,  Valve. Quando a Valve anunciou a sua ferramenta de compatibilidade, comentou que já vinha dando apoio para o pessoal do DXVK. Por isso que muitos da comunidade Linux viram o rápido crescimento do projeto. A última versão dele já tem suporte para DX10 e DX11, além de terem iniciado os testes para poder incorporar o DX9 ao projeto DXVK.

Por último e não menos importante, temos o WINE, o nosso “velho guerreiro” que sempre nos ajudou a rodar vários jogos e programas no passado e hoje tem um papel fundamental nessa nova era dos games no Linux. Ele tem papel fundamental pois a CodeWeavers (empresa por trás da versão comercial do Wine, o CrossOver) fechou parceria com a Valve e acelerou a versão do WINE para a Steam , e o projeto original que podemos usar gratuitamente vem se beneficiando diretamente por isso, visto que ultimamente tem saído várias versões do WINE e com um monte de melhorias vindo dos reports da Steam, fora os que a comunidade já reporta no site e fóruns do próprio WINE.

Para usar o VULKAN você vai precisar dos drivers mais recentes para a sua GPU, sendo Intel, AMD e NVIDIA.

Para AMD e Intel você precisa usar o Mesa Driver 18.1 ou posterior. Já para NVIDIA você vai precisar usar o Driver Proprietário nas versões mais recentes, as versões Beta. Até o momento está na versão 396.54.09 ou o 410.57.

Para saber mais sobre o projeto VULKAN, basta acessar o site deles. Para acompanhar o projeto DXVK, é só acompanhar eles no GitHub.

É muito legal ver essa evolução das ferramentas que venham a possibilitar os jogos para Linux e trazendo mais opções para os consumidores. Como falei em um Diolinux Friday Show, creio que a próxima a aderir ao projeto Proton é a Battlenet, dona do Overwatch, World of Warcraft e Diablo pois o catálogo dela é pequeno e mais fácil de administrar.

Mas agora conte aí nos comentários, o que você espera dessa evolução do projeto Proton e tudo aquilo que ele “Puxa” junto.

Um forte abraço e até a próxima.
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Mozilla Firefox ESR 60 agora está disponível via Snap no Ubuntu

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O Mozilla Firefox é uns dos mais populares navegadores de internet que existem, sendo muito usado, indo do Android, passando pelo Windows e chegando nas distros Linux. Muitos gostam dele por causa da leveza, robustez e possibilidade de personalização, assim como o Google Chrome.


Mozilla Firefox ESR 60 agora está disponível via Snap no Ubuntu






No mundo Linux, existe uma versão “LTS” do Mozilla Firefox chamada de ESR (Extended Support Release), essa versão recebe as novidades lançadas nas versões “Rapid Release” (Lançamentos ‘rápidos’ ou RR) mas recebendo as correções de bugs, correções de falhas, correções da parte de segurança e de pequenos updates no mesmo tempo que a versão RR.

As versões ERS se destinam para empresas e usuários que prezam pela estabilidade e que tenham implementações sensíveis a mudanças bruscas ou que simplesmente não possam mudar sempre de versão do Mozilla Firefox.

Para ler mais sobre a nota de lançamento, você pode conferir no blog do Ubuntu. E se quiser mais detalhes das diferenças entre a versão Rapid Release e a ESR do Mozilla Firefox, pode conferir no site da Mozilla.

COMO INSTALAR O MOZILLA FIREFOX ESR 60 VIA SNAP


Para instalar o Mozilla Firefox ESR 60 você pode utilizar a Gnome Software e procurar por Firefox. Achando ele você pode clicar na palavra Stable e assim escolhendo a versão ESR do Mozilla.


Feito a escolha é só colocar a sua senha e esperar o processo terminar. Mas se você preferir instalar via terminal o comando para instalar é o seguinte:

snap install –channel=esr/stable firefox

Terminando o procedimento, você já pode usufruir da versão ESR do Firefox na versão 60.

Espero você até a próxima e um forte abraço.
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WPS Office no Linux com tradução, corretor ortográfico e templates

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Você gosta do WPS Office e ficou feliz com a atualização mais recente dele, mas acabou percebendo alguns problemas ao tentar usá-lo em Português? Então confira as nossas dicas para voltar a usar com plenitude esta excelente suíte Office.

WPS Office PTBR - Linux






O WPS Office é uma suíte muito poderosa e amigável para quem está acostumado a usar o Microsoft Office, seja pelo seu visual, seja pela sua boa compatibilidade com o produto da Microsoft. Uma nova versão do WPS Community Edition, voltada ao Linux, foi lançada recentemente com várias melhorias, entretanto, o suporte ativo ao Português, podendo ser alterado diretamente da interface do programa, como funcionava na versão anterior, não está mais funcionando.

Para corrigir este problema, o nosso amigo Henrique, do canal "O Sistemático" produziu um pequeno pacote que é capaz de corrigir todos estes problemas e ainda adicionar algumas funcionalidades extras à suíte.


Fazer a correção é muito simples, mas o primeiro passo é, claro, baixar a nova versão do WPS Office.


Na página de download do WPS Office você consegue ver também as novidades da versão. O próximo passo é aplicar o Patch.

Existem pacotes para as mais populares distros Linux em .deb (Ubuntu, Mint, Deepin, elementary, etc) e .rpm (Fedora, openSUSE, etc), basta escolher a adequada para a sua distro e efetuar o download.


Arquivos deste tipo são facilmente instaláveis dando dois cliques do arquivo em praticamente qualquer um destes sistemas, na dúvida, confira o vídeo acima para entender melhor como funciona. :)

Espero que a dica tenha sido útil, até a próxima!
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Google+ tem vazamento de dados de 500 mil usuários e Google confirma o seu fechamento para uso doméstico

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Na tarde desta segunda-feira (8) a Alphabet (dona do Google) soltou uma nota através do blog do Google sobre o vazamento de dados de mais 500 mil usuários da sua rede social “Google+” e também o fechamento da mesma para usuários “normais”.

Google+ tem vazamento de dados de 500 mil usuários e Google confirma o seu fechamento para uso doméstico






Segundo apuração feita pelo Wall Street Jounal, entre os anos de 2015 e 2018 uma falha no site da rede social do Google, o Google+, possibilitou que desenvolvedores pudessem ter acesso a informações como o nome completo; data de nascimento; sexo; fotos de perfil; lugares onde nascimento; ocupação e status de relacionamento dos usuários. Os dados expostos não incluíram postagens, mensagens, dados da Conta do Google, números de telefone ou conteúdo do G Suite no Google+.

Ainda segundo o comunicado no blog, eles iniciaram no começo do ano o Project Strobe - uma iniciativa que faz uma análise profunda de APIs de terceiros que tenham acesso aos dados da Conta Google e aos dispositivos Android.

Também foi verificado ao longos dos anos, que o engajamento no Google+ não atingiu um nível aceitável para que mantivesse esforços e investimentos na rede social. Foi verificado que 90% das sessões dos usuários do Google+ duram menos de 5 segundos.

O bug que foi relatado foi corrigido em março de 2018 e segundo a  análise do Project Strobe, duas semanas antes da correção foram afetadas até 500 mil contas e até 438 aplicativos que utilizavam o API do Google+ como integração.

Ainda segundo a análise, os desafios para manutenção e a criação de um Google+ bem sucedido e que atenda às expectativas dos usuários não são mais viáveis com o baixo acesso da rede social, então eles decidiram desativar a versão para usuários comuns. 
O Google decidiu que vai manter uma versão empresarial do Google+, visto que nesse segmento tem um engajamento e melhor aceitação nesse meio, a empresa irá implementar o encerramento do Google+ para usuários comuns dentro de 10 meses, planejado para Agosto do próximo ano e também vai disponibilizar nos próximos meses, ferramentas necessárias para que possa baixar ou migrar os dados.

Para maiores informações você pode acessar o blog do Google.

A ideia do Google+ como rede social no começo foi muito boa para concorrer o Facebook, mas a falta de investimento em divulgação a e algumas “trapalhadas” (como forçar o uso no YouTube no passado) ajudou para que o Google+ não fosse para frente.

Mas diz aí se você já usou ou usa o Google+.

Espero até uma próxima e um forte abraço.
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Steam já tem mais de 1 milhão de jogadores no Linux

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No começo do mês a Steam lançou o seu relatório mensal de quais sistemas operacionais, hardwares, softwares os seus usuários estão usando, isso acabou mostrando dados interessantes, como a subida dos usuários Linux e a queda de quem usa Windows dentro da Steam.


Steam já tem mais de 1 milhão de jogadores no Linux






No caso do sistema da Microsoft (juntando desde o Windows XP até o Windows 10) houve uma queda de 0.17% no geral, tendo uma queda mais significativa no Windows 10 64 bits (-0.45%) e um crescimento no uso do Windows 7 64 bits (+0.84%). Mas mantendo ainda o uso da maioria, com 96.29% do mercado.

Já no caso do Linux teve um crescimento de 0.11% no geral, tendo o Ubuntu 18.04 LTS como a versão mais usada dentro do segmento, com 0.23%. E assim subindo para 0.78% do total dos usuários gamers, em um universo de aproximadamente 150 milhões usuários da Steam.

Usando esses dados, o Youtuber norte-americano Gardner do canal “The Linux Gamer”, fez um vídeo em seu canal mensurando o quanto esses números são expressivos e que muita gente não se atenta. Outro site que mencionou sobre isso, foi o pessoal do “Gaming on Linux”, fazendo o cálculo dessa aproximação de 150 milhões de usuários na Steam, usando como base o valor divulgado por ela no começo do ano ( que era em torno de 120 milhões de usuários), usando a proporção aritmética pra isso.

Tendo isso como base, o cálculo dele foi pegar o número total de usuário aproximados de usuários da Steam (150) e multiplicar por 0.78 e assim chegando no montante de 1 milhão e 780 mil usuários na Steam usam Linux.

Como ele mesmo fala no vídeo, esse número não é para ser desprezado (e nem exato) e é uma parcela muito grande de usuários que às desenvolvedoras deveriam dar mais atenção (Concordo com isso.).

Para quem quiser ver o vídeo completo dele, está logo abaixo.

          

Muito legal ver esse crescimento e ver que o Linux em desktop vem tomando “corpo” nos últimos meses e assim chamando a atenção, lembre-se, foi uma mudança desse tamanho em poucas semanas, depois do anúncio do projeto Proton da Valve, que visa compatibilizar a biblioteca de jogos da Steam que apenas rodavam no Windows com o Linux, sendo que cerca de 80% dos títulos já estão “jogáveis”.

O ano de 2018 está sendo muito bom para quem quer jogar no desktop Linux, com o surgimento do DXVK, aprimoramento do WINE e o recente investimento da Valve no projeto Proton, e muito mais.

Espero você na próxima, um forte abraço.
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Microsoft entra para a Open Invention Network e libera 60 mil patentes para Linux

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E esse ano de 2018, hein?!? Surpreendente em vários sentidos, especialmente na relação da Microsoft com a comunidade Open Source. Antes de te contar "a mais nova novidade do bairro", vamos fazer uma breve recapitulação de coisas que aconteceram neste ano.


Microsoft Loves Linux





Ainda hoje, toda movimentação que a Microsoft faz em prol do Open Source (ao menos aparentemente) ainda levanta suspeitas, naturalmente isso vem de décadas passadas onde a empresa se posicionou de forma contrária a esse tipo de iniciativa, não julgo quem pensa dessa forma, e digo mais, entendo perfeitamente.


Na verdade, até mesmo a Microsoft entende essa preocupação de parte da comunidade Open Source, no anúncio recente da adesão à OIN (Open Invention Network)Erich Andersen, Vice-Presidente Corporativo, Conselheiro Geral Adjunto da Microsoft, comenta:


"We know Microsoft’s decision to join OIN may be viewed as surprising to some; it is no secret that there has been friction in the past between Microsoft and the open source community over the issue of patents. For others who have followed our evolution, we hope this announcement will be viewed as the next logical step for a company that is listening to customers and developers and is firmly committed to Linux and other open source programs. "

Vamos voltar no tempo?


O que você estava fazendo no início do ano? Pode não parecer, mas 2018 já está em seu final e muita coisa interessante aconteceu nesse "embolado" da Microsoft com a cultura Open Source.

Skype em Snap

Em 3 de Fevereiro de 2018 nós estávamos anunciando a disponibilidade do Skype em formato Snap, compatível com a nova loja de aplicativos da Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu.

Essa medida iguala o software Skype às versões disponíveis para Windows e macOS, dando aos usuários de Linux basicamente a mesma experiência em qualquer plataforma. Como os pacotes Snap são "universais" e podem ser usados em qualquer distribuição Linux, isso leva  o Skype para qualquer lugar.

Azure Sphere OS - A distro Linux da Microsoft

Pouco tempo depois, em Abril, uma nova notícia surpreendente. Está claro que o principal interesse da Microsoft em usar tecnologias abertas (no momento) é deixar a sua plataforma de infraestrutura e serviços em nuvem mais robusta e segura, no entanto, outro segmento importante para o futuro é o IoT (Internet of Things) e foi assim que nasceu o Sphere OS.

Um sistema operacional da Microsoft, baseado em Linux, para ser usado em "Internet das Coisas".

Compra do GitHub

Em Junho a Microsoft demonstrou o seu interesse,  não só em fazer parte da comunidade Open Source, mas também de ser "a estrutura" para o desenvolvimento dela. 

A compra do GitHub, como era de se esperar, gerou muitos debates sobre a "benevolência" da Microsoft e fez com que muitas pessoas passassem a usar alternativas, como o GitLab. Passando alguns meses, o GitHub continua firme e forte e as pessoas passaram a ter mais opções.

SUSE e Microsoft de "mãos dadas"

Outra grande empresa do mundo Open Source é a SUSE, que agora com maior autonomia, trabalhou, em conjunto com a Microsoft, para oferecer o primeiro Kernel Linux Enterprise otimizado para o Azure.

O que nos leva a última novidade até o momento, a união ao OIN, porém, muitas outras coisas aconteceram, algumas maiores e mais chamativas, outras menores, mas igualmente importantes, ao longo dos últimos dois anos especialmente. Para saber mais das aventuras da Microsoft no mundo Open Source visite essa categoria aqui do blog.

Adesão ao Open Invention Network

OIN - Open Invention Network

Antes de mais nada, do que se trata a OIN?

A OIN, ou "Open Invention Network", é uma organização ou comunidade que agrupa várias empresas do mundo em um acordo de não usar suas patentes em "agressão" ao movimento Open Source, especialmente o Linux.

De forma geral, as empresas que fazem parte da OIN acordam em não viabilizar o famoso "Embrace, Extend and Extinguish", popularizado pela própria Microsoft nos anos 90, onde a utilização de uma tecnologia em conjunto com a de outra empresa acontecia e então uma delas acabava inviabilizando o negócio por conta de patentes.

Esse grupo é formato por milhares de instituições que querem usar as suas tecnologias em conjunto com o Linux, mas não querem que as patentes de suas tecnologias interfiram na adoção das mesmas, fazem parte do grupo empresas como Google, SpaceX, Canonical, Red Hat, Samsung, Canon, Philips, IBM e muitas outras.

A Microsoft, e todas as demais empresas participantes, sabem que ninguém confiará em desenvolver uma tecnologia baseada em Linux com a inclusão de tecnologia alheia caso, ou mesclando coisas, se existir o perigo de haver uma reviravolta legal no futuro, e no mundo de cloud computing, confiança é tudo, afinal, seus serviços e os seus dados (e dos seus clientes) estarão rodando ali.

Outro ponto é que para distribuir software de forma integrada ao Linux não se pode ferir o licenciamento do Kernel, que impede que algo seja redistribuído caso uma de suas patentes entrem em conflito. Ou seja, uma vez aberto o código, fechar não é tão simples.

A entrada da Microsoft e a liberação de 60 mil patentes pertencentes a ela para ION deixa de onerar o desenvolvimento de certas tecnologias, incluindo o próprio Android, para outras empresas que também compartilham desse tipo de tecnologia, como a Samsung e a Google. Esse tipo de medida, permite que outras empresas utilizem tecnologias da Microsoft em conjunto com o Linux sem entrar em conflito com outras licenças, como a própria GPL, garantindo que uma vez algo integrado, a empresa não possa simplesmente "cobrar por isso".

A estratégia de faturamento da Microsoft parece ter mudado drasticamente, abrir mão de tantas patentes que geram bilhões em receitas anuais só vem pela crença de que ao fazer isso, no futuro muitos outros bilhões virão, sem dúvida, e não há problemas com isso do meu ponto de vista.

Diferente de softwares proprietários, onde, geralmente, uma única empresa o detém, um software como o Linux é mantido e usado por inúmeras companhias ao redor do mundo e simplesmente não pode ser fechado ou inviabilizado graças ao Copyleft. A verdade é que a Microsoft chegou atrasada nesse mundo de Cloud, assim como chegou com os Smartphones no "boom" da era mobile, e certamente eles não querem que aconteça o mesmo que aconteceu com o Windows Phone.

A empresa parece ter entendido que conquistar esse mercado está mais ligado a trabalhar de forma colaborativa, aliando tecnologias que as pessoas já conhecem e confiam e desenvolvendo no topo delas, do que tentar forçar os usuários a aceitarem os seus padrões e serviços. 

Um bom exemplo disso é Azure, empurrar o Windows como a única solução para Cloud oferecida por eles simplesmente faria o segmento desmoronar, a tecnologia Open Source sempre esteve ali para ser usada e eles finalmente entenderam que podem usá-la como todos os seus concorrentes e oferecem essas soluções para seus clientes. Basta passear um pouco pelas soluções apresentadas no Azure para ver que muito pouca coisa lá oferecida funcionaria sem tecnologia Open Source.

Sempre haverão as pessoas que olharão com ceticismo, e elas estão no direito delas, é plenamente compreensível como já mencionei anteriormente, mas software livre é para todos, certo? Inclusive a Microsoft.

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