Como criar uma distro Linux baseada no Ubuntu parte 3: Configurações e opções do Remastersys - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Como criar uma distro Linux baseada no Ubuntu parte 3: Configurações e opções do Remastersys

Tutorial completo para você compreender o Remastersys e fazer a sua própria distro Linux baseada no Ubuntu.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

/ por Dionatan Simioni

Vamos conhecer todas as funções do Remastersys

Olá, hora de continuarmos a nossa série de tutoriais que vai ajudar você a criar uma remasterização do Ubuntu, esta é a terceira parte da nossa série e vamos tratar da configuração e das opções do Remastersys. No artigo passado ensinamos como instalar o programa, caso você tenha perdido pedimos que leia o artigo anterior a este primeiro.

ramastersys-logo-ubuntu

O Remastersys

O Remastersys é basicamente um software de backup com muitas opções e uma delas e criar um liveCD ou liveDVD para que você possa compartilhar com os seus amigos ou com quem você quiser; ele funciona em modo texto, mas como vimos no artigo passado possui um interface gráfica, você pode usar da maneira que quiser, porém o tutorial seguirá mostrando o programa em modo gráfico.

A tela principal

Esta a tela principal do Remastersys quando você abrí-lo através do Menu do seu Ubuntu, ou chamá-lo pelo terminal com o comando:

sudo remastersys-gtk
 Na parte superior vemos as três abas principais e as demais opções enumeradas, vamos comentar cada uma delas:




  1. Aba Actions: Nesta aba é que são exibidas as opções de ações do Remastersys, ou seja, é nessa aba que definimos qual o tipo de backup o Remastersys deve fazer.
  2. Aba Settings: Veremos os detalhes mais à frente, mas nessa aba é que podemos mudar o nome do usuário, nome da ISO, etc.
  3. Aba Output: Como o nome sugere, é a aba de saída de comandos, tudo que é feito pelo Remastersys em tempo real em modelo terminal, falaremos dela mais à frente também.
  4. Opção Backup: Quando selecionamos esta opções, o Remastersys faz um backup completo do sistema, incluindo programas e arquivos do usuário e tudo que contiver dentro da pasta /home/usuario. É uma boa alternativa para quem apenas deseja salvar as suas coisas para instalar posteriormente em caso de problemas com o computador, porém, é bom ter atenção pois essa opção pode gerar uma ISO muito grande devido aos seus arquivos.
  5. Dist: Esta é a melhor opção para quem quer modificar um sistema e distribuir, é com esta opção que fazemos o Ubuntu Diolinux Edition também chamado de Diolinux OS, com ela você um backup completo de todas as configurações do seu computador, exceto os dados pessoais.
  6. Distcdfs: É semelhante à opção acima, porém em vez de gerar uma ISO ela cria um sistema de arquivos para que você possa modificar manualmente ou gravar em um CD/DVD.
  7. Distiso: Esta opção é um função auxiliar da opção anterior, com ela você gera uma ISO do sistema de arquivos criado na sessão anterior.
  8. Limpar (Clean): Esta opção serve para Limpar os arquivos temporários que são criados no diretório /home/resmasterys, quando algo dá errado ou você quer repetir o procedimento sempre limpe este diretório para não misturar os arquivos ou sobrepor algo importante, também é possível simplesmente apagar o conteúdo da pasta com o nautilus ou outro gerenciador de arquivos navegando até ela em modo root: sudo nautilus.
  9. Foto do livecd: Nesta opção você deve selecionar uma imagem com resolução 640x480 para servir de plano de fundo do GRUB no liveCD/DVD.
  10. Imagem para Instalação: Nesta opção selecionamos uma imagem para fazer parte do plano de fundo na hora da instalação, caso contrário será usado o wallpaper padrão do sistema.
  11. Usar dados do usuário: Esta é uma das opções mais importantes, com ela você copia o conteúdo da pasta home para o diretório /etc/skel , é este comando que mantem os temas, configurações e ajustes do seu sistema e leva para o LiveCD/DVD e o melhor, sem salvar o seus dados e senhas de usuário, claro que, se você deixar alguma música, ou qualquer arquivo dentro do /home/usuario ele irá junto, portanto, é altamente recomendável que você faça a customização numa partição separada e não copie arquivos desnecessários para ela. Particularmente prefiro fazer a transferência de informações manualmente usando o gerenciador de arquivos em modo root, não esquecendo ( principalmente ) de copiar o conteúdo oculto da pasta do usuário, pois são estes que guardam as definições do sistema; para exibir os arquivos ocultos no nautilus, nemo e marlin use o Ctrl+H , no KDE use Alt+ . ( ponto).
  12. Plymouth Theme: Nesta opção você adiciona um tema plymouth personalizado, para quem não sabe plymouth é a animação que roda durante a inicialização do sistema, no Ubuntu é o logo do Ubuntu com os pontinhos ( dots) que carregam. É possível fazer a mesma instalação usando o synaptic, Central de Programas ou mesmo pelo terminal, mas falaremos de temas do Plymouth mais adiante.


Na aba Settings ou Configurações podemos definir mais algumas configurações que a nossa ISO terá.
Sabemos que o Remastersys foi feito para o Ubuntu, e quando tiramos algumas libs e pacotes que são essenciais do Ubuntu Desktop ele pode ficar um pouco instável, mas mesmo assim e apesar de algum bug ou outro ele funciona, mesmo mudando o gestor de login e o Ambiente gráfico.

Username: Neste campo você define o nome de usuário do LiveCD, nós colocamos diolinux, a princípio se você não colocar nenhum nome o login deve ser automático, assim como é no Ubuntu normalmente, o que acontece é que muitas vezes por conta do gestor de login que foi alterado, ou outra configuração o login fica impossibilitado, coisa que aconteceu no Diolinux O2, sendo possível testar o sistema apenas no modo conta convidado ( guest), esta parte é opcional, faça o teste.

CDLabel: Este é o nome que o CD/DVD terá ao ser aberto em um sistema operacional, é o nome que aparece para o computador no navegador de arquivos. Coloque o nome da sua distro.

Filename: Este é o nome do arquivo gerado, o padrão é custom.iso, mas você mudar facilmente, só não esqueça de colocar a extensão .iso no final do arquivo, para que ele não gere um arquivo "estranho".

Work Directory: Esta é a pasta onde os arquivos são criados por padrão, não aconselho a mudar esta pasta pois ela fica fora da pasta do seu usuário, ficando imune a alterações feitas por você e não vai dessa forma para a ISO gerada.

Files to exclude: Nesta sessão você pode definir arquivos para excluir durante o backup.

URL for USB Creator: Essa realmente é um mistério para mim, já alterei, deixem sem nada e mudei e nada de muito diferente acontece, o padrão vem com o site do Rematersys, e para exemplificar coloquei o do Diolinux, em fim, essa você não precisa dar tanta importância.

Squashfs Options: Nunca alterei esta opção, e não acho que seja necessário, o squashfs é um sistema de arquivos para carregar os modulos e bibliotecas que forma o livecd, esses modulos são escritos separadamente durante a criação do livecd sob (normalmente ) o sistema de arquivos squashfs, juntados posteriormente na hora da instalação através do AUFS (Advanced multi layered unification filesystem).

Show install icon on backup desktop mode: Marcando esta opção você faz com que o ícone de instalação do Ubiquity aparace na área de trabalho do sistema no modo Backup, pode ser útil para facilitar a instalação do sistema.


Na aba Output, você verá a saída de todos os comando que você der ao Remastersys, cada arquivo que ele estiver copiando e trabalhando, no final, no diretório onde a ISO é formada você encontrará um arquivo de log mostrando todos os dados que passaram na janela output do Remastersys.

Remastersys via terminal:

É possível usar o Remastersys pelo terminal, um bom truque  para dar uma acabamento é deixar a sua ISO sem a parte gráfica do Remastersys, para isso você pode simplesmente usar um editor de menu como o Alacarte e excluir a entrada do Remastersys no Menu.
Você poderá chamar o Remastersys com interface gráfica pelo terminal através do comando:

sudo remastersys-gtk
Porém, existem parâmetros para se usar o Remastersys pelo terminal:
Para usar a opção dist:
sudo remastersys dist  
Para usar a opção backup:
sudo remastersys backup
Para limpar o diretório de trabalho:
sudo remastersys clean

Esses são alguns exemplos, você pode modificar as configurações padrões do remastersys via terminal usando um editor de texto como o nano ou usando em modo gráfico com o Gedit ( ou outro ) editando o arquivo remastersys.conf.
sudo gedit /etc/remastersys.conf
E com isto vamos chegando ao fim do nosso tutorial, aguarde a continuação da série onde ensinaremos a fazer os principais Tweaks da distro em diferentes ambientes gráficos.
Até a próxima!

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