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Canonical pretende eliminar suporte para arquitetura 32 bits no Ubuntu 18.04 LTS

O Ubuntu deverá deixar de dar suporte para 32 bits em um futuro próximo.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

/ por Dionatan Simioni
A discussão de manter o suporte ativo hardware de 32 bits continua viva e na verdade voltou à tona com um plano de ação para o seu extermínio incluído. Se você usa o Ubuntu de 32 bits essa pode não ser uma boa nova.

Ubuntu de 32 bits deverá ser descontinuado




Mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer, o que a Canonical discute atualmente é: Como fazer isso sem causar impacto negativo nos usuários?

A aposta é ir fazendo essa mudança com calma e aos poucos. Temos atualmente uma LTS (Ubuntu 16.04 LTS) que tem suporte até 2021 para a arquitetura de 32 bits, o que permite que os futuros lançamentos cortem o suporte para esta arquitetura gradualmente.

A versão 16.10 que sai em Outubro deste ano, a versão 17.04 que sairá em Abril do ano que vem e a versão 17.10, que sairá em Outubro de 2017, deverão ter ainda suporte para arquitetura 32 bits, porém, de forma reduzida.

A versão Desktop e a Server deverão ter apenas versões de 64 bits, entretanto, o Ubuntu Mininal (ou Net Install), assim como a versão Cloud, terão construções de 32 bits, permitindo que qualquer um que deseje possa montar o seu sistema para plataformas de 32 bits.

A versão 18.04 LTS ainda permitirá a execução de binários de 32 bits na plataforma, mas não terá mais ISOs instaláveis com esta arquitetura, na versão 18.10 a intenção é que não tenhamos mais suporte para a arquitetura de 32 bits definitivamente.

Snaps serão úteis


Numa situação com esta, os pacotes Snap serão úteis, através deles será possível rodar aplicações de 32 bits em um sistema de 64 bits sem maiores problemas, segundo a Canonical, esta será uma alternativa simples para pessoas que tem necessidade específicas.

Motivos para a Canonical abandonar o Ubuntu 32 bits


Os motivos apontados pela empresa para deixar de trabalhar com o Ubuntu de 32 bits são contundentes. A versão de 32 bits não tem muitos usuários e gera muito trabalho para a geração das ISOs, seus testes, além de consumir recursos de banda e armazenamento nos servidores, inclui-se aqui também o trabalho da equipe de manutenção do Ubuntu, que tem que atualizar e corrigir problemas em todas as ISOs de 32 e 64 bits, sem a existência da plataforma, o trabalho seria cortado pela metade.

Algumas pessoas ainda usam 32 bits, mesmo tendo processador de 64 bits, já que o Kernel PAE do Linux permite que se use um sistema de arquitetura mais antiga sem abrir mão de mais de 4GB de RAM, que computadores um pouco mais parrudos costumam possuir.

O Ubuntu não deve ser a única distribuição a fazer isso, além de seus derivados, ao longo do tempo mais sistemas deverão "entrar na onda", afinal, as tecnologias são substituídas ao longo do tempo, isso é absolutamente normal.

O que você acha da decisão? A versão de 32 bits do Ubuntu iria fazer falta para você depois de 2018? Conte pra gente através dos comentários.

Até a próxima!
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