2017 - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo.

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Equipe do Linux Mint já se prepara para trabalhar no Linux Mint 19 e no LMDE 3

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O líder do projeto Linux Mint, Clement Lefebvre, revelou no último boletim mensal do projeto para 2017 que a equipe de desenvolvimento em breve começará a trabalhar nas próximas versões principais do Linux Mint e LMDE.

Linux Mint 19






Com todas as edições do Linux Mint 18.3 lançadas, é hora da equipe do Linux Mint concentrar seus esforços no Linux Mint 19 e no Linux Mint Debian Edition (LMDE) 3. Enquanto o LMDE 3 terá apenas a sua imagem de instalação atualizada, trazendo todas as últimas atualizações de segurança Debian, o Linux Mint 19 será baseado no próximo  Ubuntu 18.04 LTS (Bionic Beaver).

"Feliz Natal e feliz ano novo a todos! O ano está quase acabado, o nosso último lançamento foi lançado, todo o trabalho que fizemos foi entregue e esta temporada de férias é uma oportunidade para dar uma pequena pausa para contemplar e desfrutar onde estamos e o que temos, antes de 2018 começa com um novo ciclo de desenvolvimento, novas ambições e dois alvos importantes no horizonte: Linux Mint 19 e LMDE 3 ", escreve Clement Lefebvre no boletim mensal.

O Guia oficial de instalação do Linux Mint está disponível em novos idiomas


Sendo baseado no Ubuntu 18.04 LTS (Bionic Beaver), que a Canonical suportará por cinco anos, até abril de 2023, o Linux Mint 19 também será suportado com lançamentos pontuais. Como você sabe, o suporte para a edição oficial do Linux Mint KDE foi descartado, então haverão apenas os sabores Cinnamon, MATE e XFCE lançados com Linux Mint 19 no ano que vem.

O líder do projeto agradeceu em nome do time a todos os que contribuíram com o "Guia de instalação oficial do Linux Mint", este agora possui versões em inglês, português brasileiro, búlgaro, francês, alemão, italiano e turco, no entanto, como a comunidade de tradução é muito ativa, em breve teremos também a versão completa em língua croata, holandesa, grega, coreana, lituana, espanhola e sueca.

Ainda não temos informações sobre novidades que farão parte do Linux Mint 19, mas assim que elas forem divulgadas nós informaremos aqui no blog, então fique ligado.

Obrigado ao Vagnarok pela contribuição.

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Ubuntu Touch rodará aplicativos de Android

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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Apesar da Canonical ter desistido de seu sonho de levar o Ubuntu para Smartphones o projeto não morreu, depois do Unity 8 ter seu anúncio descontinuidade juntamente com o projeto do Ubuntu Phone, a comunidade UBPorts, que já tentava fazer portes do Ubuntu para diversos Smartphones, resolveu dar continuidade ao projeto e o próximo passo é muito interessante.

Ubuntu Touch UBPorts Apps Android






A comunidade UBPorts, que mantém o projeto do Ubuntu Touch em desenvolvimento, anunciou nesta semana que o sistema rodará aplicativos Android através da incorporação do projeto Anbox. O Anbox, por sua vez, é um projeto que permite que aplicativos Android sejam conteinerizados, dessa forma, podendo rodar em qualquer distro Linux de Desktop. Confira o nosso vídeo demonstrando a tecnologia.

Leia também: Como funciona o Anbox?


Para alguns, a necessidade de rodar aplicativos de Android no Ubuntu Touch era mais do que óbvia, conheço pessoas que falam isso há anos, no entanto, a Canonical sempre quis criar seu próprio ecossistema de aplicativos convergentes, o que acabou , aliado a outras coisas, por afundar o projeto ao longo do tempo.

A comunidade UBPorts no entanto, vê as coisas de um jeito que me agrada muito, a filosofia de pensamento aplicada na divulgação dessa compatibilidade vai de encontro com o que eu acredito em relação ao software livre nos desktops:

"As pessoas dependem de certas aplicação que não estão disponíveis do Ubuntu Touch, para se tornar um sistema operacional completo e convencional, o Ubuntu Touch precisa oferecer aos seus usuários os serviços proprietários dos quais eles dependem, pelo menos até que alternativas de código aberto que sejam viáveis surjam. Como resultado de entrar 'no jogo' do mercado mobile de forma tardia, não temos a força necessária para mover o mercado em nossa direção de forma direta, ter aplicativos para Android é uma solução lógica que vai nos ajudar a preencher a lacuna que existe entre as duas plataformas dominantes atuais."

Os desenvolvedores afirmam também que a utilização do Anbox será opcional, permitindo que quem precise, possa utilizar os Apps de Android. Como se sabe, atualmente o Anbox não consegue rodar todos os aplicativos que estão disponíveis, mas com a ajuda da comunidade Ubuntu, talvez o seu desenvolvimento se agilize.

Saiba mais aqui.
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5 motivos para 2018 ser um ano interessante para jogos no Linux

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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O ano de 2018 está batendo à nossa porta e ele vai trazer ao "mundo Linux" muitas  coisas interessantes. Eis aqui 5 motivos porque 2018 pode ser um ano muito interessante para os gamers de Linux.

2018 e os jogos para Linux






Este foi um belo ano para os jogadores que usam Linux, vários lançamentos, otimizações e muito mais. É claro que a estrada ainda é longa e existem muitas coisas que podem melhorar, mas isso não é necessariamente ruim, no mundo da tecnologia, a melhoria constante é a "lei".

2018 vai nos trazer varias coisas interessantes, deixe-me listar alguns motivos para ficarmos otimistas com o mundo Gamer Linux.

1 - Vulkan sendo mais utilizado


Em 3 de Março de 2015 eu fazia um dos primeiros artigos sobre o Vulkan aqui no blog. Praticamente 3 anos depois dos primeiras investidas no desenvolvimento da nova API gráfica multiplataforma, finalmente ela está começando a ser implementada em jogos.


A nova versão do Android já dá suporte para o Vulkan e nesse ano nós tivemos o primeiro game a ser lançado somente com Vulkan no Linux, o F1 2017.


Em 2018 certamente teremos mais projetos utilizando o Vulkan e quanto mais ele for utilizado, mais ele tende a se desenvolver. Com melhor aproveitamento dos núcleos dos chips de processamentos e sendo uma via de alta qualidade para a produção de jogos para todos os sistemas operacionais, incluindo Linux, Windows, macOS e Android, podemos esperar boas coisas vindas daí no próximo ano.

2 - Novo Mesa Driver e Drivers AMD


Os drivers Nvidia devem continuar recebendo melhorias como sempre. Atualmente as "placas do lado verde" são a preferência do usuários Linux por conta do desempenho em jogos, no entanto, tivemos recentemente uma grande quantidade de código AMD acrescentada ao Kernel Linux, que deve melhorar a qualidade do suporte ao hardware da empresa. 

A entrevista que fizemos com Alfredo Heiss, representante da AMD no Brasil, pode nos dar um vislumbre de que coisas boas estão à caminho:



Quem sabe no próximo ano teremos a possibilidade de usar hardware gráfico AMD sem maiores problemas.

3 - Novo Wine com suporte para DX11, DX12 e Vulkan


Apesar de não ser o ideal, muitas pessoas se utilizam do Wine para jogar games que são nativos de Windows no Linux. Atualmente os games que rodam sobre DX9 e DX10 geralmente rodam tranquilamente no Linux pelo Wine, salvo exceções, no entanto, games mais recentes podem necessitar de versões mais recentes da API da Microsoft.


Com as novas versões do Wine, além do suporte para o DX11, o DX12 também deve ser suportado, mas ao contrário do que acontece atualmente, numa conversão para o OpenGL, o DX12 seria convertido em Vulkan.

Com a chegada de pacotes Snap e Flatpak com maior força, nada impede que as desenvolvedoras criem pacotes fechados com seus games rodando sobre o Wine, eliminando assim a necessidade de portar o game completamente para Linux, alterando binários, arquivos de configuração e disposição de pastas.

4 - Lançamento do Ubuntu 18.04 LTS


Querendo ou não, o Ubuntu é cara do Linux para o mercado mainstream, a chegada da nova versão de longo suporte, trazendo consigo as tecnologias Snap, Flatpak, Wayland e usando GNOME como padrão deverá ser uma boa coisa, podemos esperar uma maior unidade no desenvolvimento para Linux.

GNOME é atualmente o desktop padrão do mundo Linux, eu mesmo não tenho nele a minha preferência, mas sim, ele é. Agora Fedora, Ubuntu, Debian e openSUSE, que são as distros com maior apelo comercial atualmente, usam o GNOME como ambiente, algumas como padrão, outras como uma das principais alternativas.

O SteamOS, sistema da Valve, por baixo dos panos também roda um GNOME, então os desenvolvedores de games que atualmente focam no Ubuntu e no SteamOS na Steam, poderão desenvolver praticamente de forma unitária, o que é bom, pois o mercado precisa de padrões, gostemos ou não.

5 - Mais suporte para as Engines de jogos


Existem a cada dia mais Engines que exportam games multiplataforma, mas algumas são especialmente importantes por fazerem parte do dia a dia de várias pequenas e médias empresas produtoras de games. Por mais que os títulos triplo A chamem muita atenção, a maior parte do mercado é composta de jogos médios e pequenos.

A Unity Engine e a Unreal Engine por exemplo, aumentaram muito o suporte para Linux neste ano, dada a popularidade de ambas, é de se esperar que tenhamos mais jogos feitos com elas para a plataforma do pinguim em 2018

Outros fatores


Além dos itens já comentados, outro fator que pode influenciar nas empresas olhando para o Linux no mundo dos games, é a própria Microsoft.

Com o Windows 10 S, a empresa acabou dando um exemplo do que eles gostariam que ocorresse em seu ecossistema. Até para a segurança do Windows, apenas aplicativos disponíveis na própria Windows Store poderiam ser instalados. Como você talvez saiba, a própria Microsoft tem interesse em vender jogos através de sua plataforma, de uma forma parecida com o que a Google faz através do Android, o problema disso é que empresas que possuem plataformas próprias, para fins de maximizar seus lucros, como Valve (Steam), EA (Origin), UbiSoft (Uplay) e assim por diante, não gostaram muito da ideia, porque desta forma elas teriam que compartilhar os lucros com a Microsoft.

Tim Sweeney, da Epic Games, empresa que desenvolveu jogos como, Unreal Tornament, Fortinite e Gears of War, comentou o quão prejudicial esse tipo de medida poderia acabar sendo para os desenvolvedores, sugerindo que uma plataforma concorrente no PC seria algo muito bem-vindo.

Talvez (e só talvez) as empresas enxerguem esse tipo de manobra da Microsoft como um impulso para a necessidade de colocar os seus games de forma a atender todo o mercado, temos o macOS para isso, mas o Linux tende a ser mais acessível.

Não creio que vá haver uma mudança drástica no mercado, a maior parte dessas empresas certamente entraria em alguns acordos com a Microsoft ao longo do tempo, no entanto, não deixa de ser uma pedra no sapato, caso a Microsoft decida que somente Apps da Windows Store possam ser instalados no Windows, muitos desenvolvedores vão perder um pouco da liberdade de distribuição de seus softwares e causando um certo monopólio também. Como eu sempre digo, concorrência é sempre bem-vinda, até para evitar que coisas assim possam vir a acontecer.

Até a próxima!

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Nvidia entra na onda e também vai deixar de dar suporte a sistemas de 32 bits

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Estamos vivendo a fase de transição de plataformas, o sistemas de 32 bits estão sendo descontinuados por várias empresas e comunidades de desenvolvedores, Ubuntu, Debian, Arch Linux e outras já anunciaram seus planos de deixar de suportar a arquitetura lendária, agora a Nvidia também se posiciona sobre isso.

Nvidia vai deixar de suportar sistemas de 32 bits






Uma das maiores fabricantes de chips do mundo, a Nvidia, anunciou que estará deixando de dar suporte a sistemas operacionais de 32 bits à partir do lançamento do Driver 390. Com isso, todas as versões do Windows, Linux e BSD de 32 bits deixarão de ter suporta a esta versão do driver Nvidia e versões superiores.

Depois do driver 390 a empresa deixará de fornecer drivers de 32 bits para todas as suas arquiteturas, no entanto, se comprometeu em dar upgrades de segurança para placas que usem ainda drivers de 32 bits até o final de 2019, melhorias feitas em versões mais recentes do driver não serão mais incluídas nas versões antigas de 32 bits.

A empresa anunciou também que os produtos NVS 310 e NVS 315 terão seu suporte descontinuado; a atualização de drivers deve chegar neste final/início de ano, ou seja, nos próximos dias ou semanas.

Até a próxima!

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Ubuntu Server deixará de dar suporte para arquiteturas 32 bits

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sábado, 23 de dezembro de 2017

Não haverão novas imagens de instalação do Ubuntu Server para 32 bits em um futuro próximo. Seguindo o movimento realizado com a edição principal do Ubuntu, a imagem para servidores também diz adeus à arquitetura antiga.

Ubuntu Server não usará mais 32 bits








O próximo Ubuntu 18.04 LTS, esperado em Abril de 2018, será a primeira versão puramente de 64 bits, com exceção dos meios de instalação em rede através dos quais será possível continuar a construir um sistema quase do zero, incluindo a possibilidade de instalar um sistema completo de 32 bits (i386), para os usuários "comuns", a plataforma será a única com suporte. Essa prática deve acontecer com outras distros também ao longo do tempo.



Apesar do sistema em si não ser mais distribuído em 32 bits, o repositório ainda possuirá pacotes que suportarão a arquitetura para que Também deixaram algumas versões de manutenção do Ubuntu 16.04 LTS, das quais nada foi comentado e, portanto, pode-se esperar que ofereça imagens de 32 bits; mas o que se refere a novos lançamentos, adeus é dado.os usuários possam manipulá-los em caso de necessidade, no entanto, essa disponibilidade deve durar apenas pelo ciclo de vida do Ubuntu 18.04 LTS, ou seja, cinco anos.

Agradecimentos ao VaGNaroK, pelas informações compartilhadas.

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Ubuntu 17.10 está corrompendo BIOS de Notebooks Lenovo

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Alguns usuários estão relatando problemas ao utilizar o Ubuntu 17.10 com Notebooks Lenovo, alguns desses problemas acabaram danificando a BIOS dos equipamentos.

Lenovo e Ubuntu 17.10





Hoje alguns usuários relataram que a BIOS de seus computadores foi corrompida depois da instalação do Ubuntu 17.10. Aparentemente, a maior parte dos computadores afetados é da Lenovo, mas surgiram alguns relados de modelos da Acer, Toshiba e Dell. O problema não é generalizado e parece afetar somente modelos específicos, no entanto, o problema é grave demais para ser ignorado.

A Canonical até removeu temporariamente os links para download do Ubuntu 17.10 para evitar esses problemas até que o problema fosse resolvido, felizmente, ele já foi, e o Ubuntu 17.10 já está disponível novamente.


Aparentemente o componente do sistema que estava corrompendo as BIOS é o Driver Intel SPI incorporado ao Kernel Linux 4.13 que o Ubuntu utiliza, por questão de segurança a Canonical desabilitou este recurso.

Apesar de os relatos terem surgido com o Ubuntu 17.10, não está descartado este tipo de problema com outras distros que usem a mesma versão do Kernel, incluindo distribuições derivadas do Ubuntu, muitas vezes a quantidade de relatos está diretamente relacionada a quantidade de usuários que o Ubuntu tem, talvez tenha acontecido em outras distros, porém, não ganharam a mesma repercussão, vale a pena ficar de olho.

Eu mesmo tenho um Notebook Lenovo e felizmente não sofri com este problema com o Ubuntu, para o bem ou para o mal, o desenvolvimento open source foi ágil novamente e corrigiu o problema em poucas horas.

Os computadores que foram afetados, segundo os relatos, são estes modelos:

- Lenovo B40-70
- Lenovo B50-70
- Lenovo B50-80
- Lenovo Flex-3
- Lenovo Flex-10
- Lenovo G40-30
- Lenovo G50-70
- Lenovo G50-80
- Lenovo S20-30
- Lenovo U31-70
- Lenovo Y50-70
- Lenovo Y70-70
- Lenovo Yoga Thinkpad (20C0)
- Lenovo Yoga 2 11 "- 20332
- Lenovo Z50-70
- Lenovo Z51-70
- Lenovo Ideapad 100-15IBY
- Acer Aspire E5-771G.

Até a próxima!

Fonte
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Google pretende bloquear anúncios no Google Chrome nativamente

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A empresa dona do navegador mais popular da atualidade, o Google Chrome, anunciou que pretende bloquear anúncios nativamente pelo navegador à partir de Fevereiro de 2018.

Google Chrome bloqueará anúncios nativamente






A Google anunciou que está trabalhando em um atualização para o Chrome para o próximo ano que pode impactar a forma com que os anúncios serão exibidos.

Existe um problema sério na questão de exibição de anúncios (geralmente falando) na internet, os chamados "anúncios ruins", não somente pelo conteúdo (pois isso é debatível), mas especialmente pela forma como são exibidos, como pop-ups, e outros anúncios intrusivos são comumente utilizados em vários sites par fins de geração de receita e isso acaba atrapalhando a usabilidade de qualquer site.

O grande problema em se "bloquear anúncios deliberadamente" é que é basicamente através deles e de suas "várias variáveis" (para citar Engenheiros do Hawaii) que "a internet" se mantém. Simplesmente cortá-los é quebrar uma grande economia, inclusive para Google e seu AdSense e AdWords. Por conta disso, a empresa se reuniu com outras grandes companhias como Facebook, Twitter, Washington Post, entre outras, para discutir o chamado "Better Ads Standards", uma iniciativa de contornar esse problema.

O Chrome como agente mediador


A ideia não é acabar com os anúncios, afinal isso seria ruim em vários sentidos; melhor conteúdo com anúncio do que sem conteúdo, certo? No entanto não se pode negligenciar o fato de que existem vários anúncios que podem ser prejudiciais para a experiência dos usuários na internet.

Como o Google Chrome é atualmente o navegador mais popular de forma disparada, a Google pretende implementar nele um bloqueador de anúncios nativo que bloqueará todos os anúncios que forem considerados invasivos, obrigando os anunciantes e as empresas que criam anúncios a criar modelos mais adequados e que respeitem o consumidor.

O problema dentro do Google


Apesar de terem comentado sobre isso, o Google precisa tomar cuidado com seus próprios anúncios. Eu sou usuário do AdSense há alguns anos e procuro colocar aqui no blog apenas anúncios com tamanhos e locais que se mesclem com o conteúdo e não atrapalhem a sua experiência enquanto você está lendo, mas mesmo que eu delimite tamanho, como os blocos são dinâmicos, as vezes um anunciante tem um banner que extrapola os padrões de layout do blog e acaba zoando muito as coisas. Sinceramente espero que você nunca tenha flagrado isso aqui, mas as vezes acontece.

Será que o Chrome vai bloquear estes anúncios também? Boa pergunta.

Entrando pra Blacklist


Apesar de termos que esperar para ver o sistema funcionando na prática, algumas informações interessantes sobre o "workflow do negócio" já foram comentadas.

Ao identificar um anúncio inadequado, além de bloquear a exibição, o Chrome levará o ID desse anúncio para uma blacklist e este ficará por lá por no mínimo 30 dias, talvez com isso seja possível forçar os anunciantes a criarem anúncios menos invasivos.

Atualização na surdina


O funcionamento desse bloqueador de anúncios ainda não está bem claro, mas ele não deve ser como as extensões que bloqueiam anúncios atualmente, não sabemos se você poderá bloquear anúncios manualmente nele ou não, caso contrário ele será mais uma ferramenta de controle de qualidade da Google mesmo, visando melhorar a experiência de navegação de seus usuários, do que qualquer outra coisa.

A ferramenta deve chegar como um atualização no navegador sem maiores alardes.

Eficaz no Android?


Uma das grandes preocupações é utilizar esse mesmo recurso no Android para evitar anúncios que estraguem a navegação do usuário, no entanto, apesar de ser uma medida boa, isso deve se limitar ao Google Chrome e não parece afetar diretamente os Apps.

Na minha opinião esse tipo de medida contra propagandas invasivas ou em excesso nos Apps também deveria ocorrer, existem vários Apps que são simplesmente impossíveis de se utilizar por conta de tantos anúncios, eu entendo perfeitamente a necessidade de rentabilizar os projetos e não sou contra a existência de anúncios em Apps, mas as pessoas passaram a privilegiar aplicativos que as atendem melhorar sem as incomodarem com esse tipo de coisa, boa senso por parte de quem desenvolve é importante também.


Seria muito bom se a Google tomasse alguma atitude sobre o controle de qualidade de anúncios em aplicativos também. Não custa sonhar.

Você conhece os 3 pilares dos anúncios na internet? Confira esses dois vídeos do nosso canal:



Até a próxima!

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5 mitos sobre Linux que afastam novos usuários

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Todas as coisas que fogem um pouco do público "maistream" comumente são cercadas de mitos, com o Linux nos Desktops não seria diferente. Vamos falar agora de 5 deles que por vezes os novos usuários acabam "ouvindo de alguém" e que eventualmente os afastam dos sistemas baseados neste Kernel.

Mitos sobre Linux






Com 2017 chegando ao final, 2018 vem aí para comemorar nada mais, nada menos, do que o sétimo aniversário do blog Diolinux, quem diria, hein!? Depois de 7 anos, o cenário do Linux nos Desktops mudou muito, talvez até mais do que eu consiga lembrar, mas alguns mitos ainda persistem na cabeça de muitos, vamos falar sobre cinco deles.

1 - Linux é difícil de se utilizar


Esse é sem dúvida um dos maiores mitos, mas vamos por partes.

Acho que com um pouco reflexão você pode ser dar conta que uma afirmação como esta não faz muito sentido. Veja bem, defina para mim o que é "fácil" e o que é "difícil".

Tocar guitarra é fácil ou difícil? Acredito que a resposta seja: depende. Depende do seu conhecimento prévio, se você já sabe tocar violão fica mais simples, se você nasceu com "o dom pra música", provavelmente será mais simples também, ter o hábito também ajuda.

Tenha em mente que "fácil e difícil" são duas coisas complemente relativas e variam de pessoa para pessoa.

O que geralmente acontece para que alguns cheguem a essa conclusão é a falta de instrução prévia, um dos motivos da criação do blog Diolinux (e do canal também) foi justamente este, com isso, o caminho fica mais tranquilo.


A maior parte das pessoas que teve alguma frustração usando Linux são geralmente pessoas que já entendem um pouco de Windows e se sentem perdidas neste novo universo.

Essa sensação de ser bom e de repente ser jogado em um universo onde os seus conhecimentos já não tantos, ainda mais para coisas rotineiras como usar o computador, nunca é boa, é algo natural do ser humano. Uma vez que isso seja identificado, você fica mais apto a superar novos desafios.

Mudanças são complicadas sempre, mas podem valer muito a pena. Conheço várias pessoas leigas em tecnologia (não em Linux exatamente) que usam distros como o Linux Mint em seus computadores diariamente para fazer tarefas comuns, não há como chamar Linux de "difícil" observando-os. No entanto, vale a pena observar a distribuição, existem distros Linux mais adequadas para usuários novatos do que outras, isso pode trazer uma experiência bem diferente, aliada as várias interfaces que o Linux proporciona, certamente algumas são mais intuitivas do que outras.

2 - É preciso usar comandos para fazer tudo no Linux


Não, não é preciso. Mas acho que podemos falar mais sobre isso.

Antes de mais nada, não devemos encarar a possibilidade de operar o sistema operacional via comandos como algo ruim, distros Linux, Windows, macOS, BSDs e outros sistemas, possuem, invariavelmente, a possibilidade de operação via terminal.

Existem milhares de tutoriais pela internet sobre macOS e Windows onde são utilizados comandos, no suporte oficial das empresas muitas vezes são informados comandos, então não se assuste. No Linux você pode realmente fazer de tudo pelo terminal, mas isso não quer dizer que tudo PRECISE ser feito através dele.

Acredito que as vezes essa impressão vem de antigos manuais e artigos espalhados por blogs, internet à fora, e a forma generalista de tratar as distros. Um exemplo: Digamos que eu queira mostrar como instalar o editor de imagens GIMP em distros baseadas no Ubuntu, todas elas pelo terminal terão o mesmo comando, algo como: sudo apt install gimp, no entanto, mostrar um tutorial via interface vai depender da interface, fazer isso no KDE Plasmas, no GNOME, no Cinnamon, no Pantheon, no XFCE, todos tem pequenas diferenças, o que faz com que o processo de fazer um tutorial abrangente seja excessivamente trabalhoso.

Talvez a falta de uma "distro padrão" cause isso, por conta disso, quando um sistema se destaca ou tem foco no desktop, nós geralmente damos mais atenção, e por "nós", eu digo a mídia. Talvez seja importante os blogs e sites populares de Linux começarem a se preocupar em colocar tutoriais que envolvam o ambiente gráfico também, isso vai começar a passar a impressão correta sobre o Linux, onde só se usa o terminal quando se quer. 

Em pleno 2017, mesmo no Linux, usar comandos é para quem quer. Basta escolher uma distro com foco no Desktop e você não terá esse "problema".


Eu realmente não sei de onde vem esse mito, ou melhor, não sei porque ele persiste; de onde vem eu até tenho uma ideia.

Logo no início do desenvolvimento do Linux e de sua evolução, entre 92 e 2004 aproximadamente, a necessidade da utilização do terminal era maior, de fato. Nestes primeiros 10 anos de existência as pessoas que utilizavam Linux geralmente eram entusiastas ou profissionais, como no mundo do servidores o Linux sempre foi uma ótima alternativa e em servidores geralmente não usam ferramentas gráficas (não da mesma forma que em desktops), então as distros acabavam tendo estes traços também.

Os ambientes gráficos ainda estavam começando a se desenvolver também. Mas como tudo, a distros Linux também evoluíram, é um erro tremendo pensar que tudo continua assim, isso seria o mesmo que pensar que o Windows possui as mesmas características dos seus primeiros 10 ou 15 anos de desenvolvimento.

Pra ser sincero, as distros com apelo ao Desktop real começaram a chegar em um ponto interessante em 2010, com o Ubuntu 10.04 e 10.10, Linux Mint 9 e 10, entre outras, com um belo salto de qualidade em 2012, em 2017, ainda há coisas para serem melhoradas (e sempre haverá), mas o ponto atual já pode ser considerado simples para o uso doméstico.

O Kernel Linux está com 26 anos praticamente hoje e muita água já rolou por debaixo dessa ponte, então vamos parar com isso e acabar com esse mito de uma vez por todas.

3 - Linux não tem programas o suficiente


Existem pessoas que vivem de criar barreiras e não pontes, fato. Essas sempre vão procurar algum problema para evitar recomendações, enquanto seria muito simples mostrar as várias opções que existem e quase com certeza, estas iriam atender ao público, ou a maior parte dele.


É complicado listar softwares porque uma lista assim seria quase infinita, mas certamente você encontra muitos aplicativos populares no mundo Linux que são multiplataforma e famosos no mundo Windows também. No mais, eu sempre digo para as pessoas se prenderem à funcionalidade do programa, não ao nome necessariamente.

Exemplo, você não precisa do WinRAR para abrir arquivos .rar, você precisa de um software que faça isso, você não precisa do PowerPoint, você precisa fazer apresentações, e existe uma infinidade de formas para resolver qualquer problema desses, um pesquisa básica no Google vai te revelar as opções (veja o vídeo acima, ele vai ajudar também).

Cada usuário tem necessidade diferentes, então, cabe a você e somente a você, a missão de avaliar se os softwares ou recursos que você quer estão no Linux. Nem sempre ter "um milhão" de opções para um mesmo software é sinal de qualidade, existem dezenas de navegadores de internet, mas a maior parte das pessoas só usa Chrome e Firefox, para citar apenas um exemplo, e ambos estão disponíveis para Linux (assim como Opera, Vivaldi, Chromium, Yandex, e muitos outros).


4 - Linux não tem jogos bons


E mais uma vez caímos no mérito de "bom e ruim", assim como já comentado, isso vai depender mais uma vez do seu gosto e dos games que você curte jogar. Eu conheço muitas pessoas apaixonadas por jogos, mas curiosamente, a maior parte delas lê, assiste e consume conteúdo sobre todos os lançamentos, mas dificilmente joga todos eles, seja pelo preço, ou pelo gosto mesmo, por preferir títulos específicos. Eu sou assim, gosto de ver reviews de todos os lançamentos praticamente, mas raramente jogo todos eles.

Linux possui atualmente uma ampla gama de títulos disponíveis, essa biblioteca é de fato inferior à do Windows, não há como negar, mas dependendo do que você curta jogar, pode ser um sistema para você, sem dúvidas.


Eu jogo muito no Linux (e no Windows também) e posso afirmar que biblioteca é muito bacana já e só tende a crescer, visto que games para Linux começaram a ser lançados em maior massa apenas em 2014 e o primeiro ano, ainda que frutífero, não se compara aos seguintes.

Sempre haverá aquele que vai dizer: "Ah, mas não tem tal jogo", e isso nunca vai ter fim, pois sempre haverá um game que não estará na plataforma, mesmo que Linux venha a ter 90% dos títulos que existem no Windows, ainda dirão que falta aquele ou aquele outro, acho que é tipo de coisa que não poderemos mudar, no entanto, uma nova plataforma para PC concorrente para o Windows faria bem para os consumidores em vários sentidos, concorrência desperta qualidade e seria ótimo poder economizar o dinheiro da licença do sistema operacional e gastar este valor em jogos, não é? É importante que incentivemos este mercado para o nosso próprio bem.

5 - Linux é apenas para servidores, não para Desktops


Quando alguém afirma isso devem escorrer muitas lágrimas dos milhares de desenvolvedores de KDE, GNOME, XFCE, MATE, Cinnamon, Deepin, Pantheon e tantas outras interfaces feitas justamente para operabilidade do sistema no Desktop.

Acho que existe ainda uma grande confusão de "qual é o propósito do Linux", pessoas dizem que o sistema serve para isso ou para aquilo. 

O grande ponto aqui é: Linux não tem um propósito, quem dá o propósito é quem o utiliza para alguma coisa. O Kernel Linux é simplesmente feito para trabalhar com hardware, o que cada projeto que usa o Linux como base fará, dará a utilidade e o foco para ele.

A Google usa para o Android, a Canonical para fazer o Ubuntu, a Amazon usa em servidores, a Microsoft usa para virtualização, a Tesla usa em carros inteligentes e a minha mãe usa pra acessar o Facebook, então dizer que Linux "só" serve para algo em específico seria subestimar a criatividade de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Existem muitas pessoas que utilizam Linux em seus desktop corriqueiramente, eu mesmo estou escrevendo este artigo de uma distro agora mesmo.

Alguns outros mitos


Existem mais alguns mitos interessantes para abordarmos aqui, mas como eu já falei deles amplamente em outras oportunidades, vou deixar apenas as referências, espero que você possa conferir.


Atenção ao "ter vírus", isso não significa ser vulnerável equivalentemente, vide o Android, e atenção também para o fato de que popularidade não está relacionada a qualidade de segurança do sistema e o sim ao quanto ele é visado.

- Linux tem problema de suporte a hardware

 Eu participei de um bate-papo bem bacana no canal Peperaio Harware há algumas semanas para falar justamente disso, confira aqui.



Mesmo com todas essas informações, ainda haverão pessoas que não considerarão o Linux para o seu uso doméstico, empresarial ou pessoal e francamente, por mim tudo bem, não vejo problema algum em quem gosta de usar Windows, mas eu realmente acredito que esses mitos não sejam mais bons motivos para tal, simplesmente dizer "eu gosto mais de outro sistema" é melhor do que apontar esses "problemas", o que seria perfeitamente concebível.

Como plataforma, distros Linux geralmente grátis, mais seguras e com várias opções de customização, aparência e usabilidade, ou seja, testar ao menos é só uma questão de curiosidade e internet para fazer o download, praticamente não existem barreiras.

Até a próxima!

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Top 7 sites/lojas para encontrar games para Linux além da Steam

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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Geralmente quando falamos de games de computador a plataforma Steam, da Valve, é a mais lembrada, tanto em Linux, quanto Windows, no entanto, existem outras. Origin e UPlay ainda não possuem versões nativas para Linux, apesar de rodarem pelo Wine, mas existem ainda mais opções que você você talvez não conheça, vamos lá?

Onde encontrar jogos para Linux






Ainda que a plataforma Linux nos Desktops não seja ainda o principal alvo das desenvolvedoras, existem vários títulos triplo A para a plataforma e uma infinidade de games Indie e jogos competitivos populares, como Dota 2, CS:GO, Rocket League, entre outros que você já pode jogar no Linux. Muitos deles estão disponíveis no Steam, como comentei, mas a plataforma não é a única para a qual você precisa olhar na hora de encontrar games para se divertir no Linux.

Os sites listados à seguir contém jogos de código aberto, fechado, grátis e pagos, demos e jogos em desenvolvimento, para quem curte testar as novidades., ou seja, tem de tudo um pouco... tem jogos! :)

Geralmente nesses sites você também encontra games para Windows e macOS, então, independente do seu sistema de preferência, aproveite! :)

1 - Humble Bundle



O Humble Bundle é relativamente conhecido, nele você pode comprar games para Linux e no casos dos Bundles, onde você compra vários games em um pacote só (com chaves para Steam geralmente), você pode escolher o quanto quer pagar, à partir de um valor base, e escolher quanto vai para cada desenvolvedor, é bem interessante. Vale sempre a pena consultar estes sites para comparar preços, eventualmente alguns games que você encontra na Steam também estão mais baratos no Humble Bundle, assim como nos outros sites que eu vou listar.

Eventualmente você vai encontrar games sendo distribuídos gratuitamente em promoções que duram algumas horas ou dias, neste exato momento em que escrevo, o site está dando o game de terror Layers of Fear com a Soundtrack incluída, game que possui versão para Linux inclusive e está disponível na Steam também.

2 - Fanatical


Fanatical Linux Games

Esse é outro site bacana que eu achei, a maior parte dos títulos também está na Steam, mas observe que as vendas são feitas em dólar, então é bom fazer as contas na hora de comprar para não se surpreender com os valores, no entanto, existem muitos games com desconto para gosta de sempre fazer o melhor negócio, vale a pena pesquisar no Fanatical antes de comprar.

3 - GameJolt


GameJolt Games para Linuxa

Quem curte games Indie com propostas bem diferentes para se divertir vai encontrar no GameJolt um imenso repositório de opções para jogar. O GameJolt possui um cliente Desktop para te ajudar a instalar os jogos com um simples clique, basta criar uma conta e sincronizar a biblioteca. O cliente possui versão nativa para Linux também, basta baixar e dar dois cliques para executar.

A maior parte dos games é grátis e você pode jogá-los pelo próprio site por alguns minutos para fins de experimentação, para ver se vale a pena baixar o game completo ou comprar, se for caso de ser um game pago.

4 - GamersGate


GamersGate games for Linux

Assim como (e agora vai uma dica Extra) a Nuuvem, que também vende games para Linux, o site GamersGate também vende. O interessante é que os jogos são vendidos em reais e muitos deles possuem grandes descontos, é mais um site que vale a pena conferir.

5 - LGDB - Linux Games DataBase


Linux Games DataBase

Este é um site um pouco diferente dos outros. Ele não é uma loja ou algo assim, mas é um banco de dados gigantesco com vários títulos para Linux, talvez o mais completo que exista, que aborda desde os lançamentos das grandes produtoras, até "o game mais Indie de 2 horas atrás". Exageros à parte, o site mantém realmente um banco de dados de jogos para Linux enorme que pode ser filtrado por gêneros e subgêneros, preços e muitos mais. Todos os games possuem links para lojas ou locais onde podem ser comprados ou baixados, quando forem gratuitos.

6 -  itch.io


Itchio games for Linux

Assim como o GameJolt, citado no item 3, o "itch.io" é um site onde você encontra vários games Indie de vários estilos diferentes, nem todos são grátis, mas existe uma grande quantidade assim. Você pode jogar alguns títulos pelo próprio navegador mesmo.

Assim como o Humble Bundle, que também foi comentado, o itch.io também vende "bundles", ou seja, pacotes com vários games por um preço mais baixo. Games que possuem algum valor são vendidos em dólar. Outro fator interessante é que se você for desenvolvedor, o site tem pouca burocracia para que você envie o seu game para lá também, vale a pena dar uma olhada.

O itch.io também possui um software para desktop que permite que você gerencie a sua biblioteca de games e os instale facilmente, essa ferramenta é compatível com Linux perfeitamente.

7 - IndieDB


IndieDB Games para Linux

O IndieDB possui um nome auto-explicativo, é um grande banco de jogos Indie para todas as plataformas, não só computador. Como era de se esperar, existem muitíssimos jogos para Linux por lá de todos os gêneros.

Os games no IndieDB geralmente são grátis, mas o site também é um local onde desenvolvedores expõem seus projetos não finalizados, permitindo que você teste games antes mesmo deles serem lançados. Existem games pagos também no arsenal do IndieDB, mas estes geralmente apontam para outros gateways de pagamento, como a própria Steam.

Vale a pena mencionar o site "par" do IndieDB, o ModDB, que como o nome também sugere, é um grande banco de Mods para uma infinidade de jogos. Para aqueles que não gostam tanto de aplicar Mods nos games (meu caso inclusive), vale observar os Mods Standalone que existem, como o excelente Silent Hill Alchemilla, que é grátis e compatível com Linux, feito sobre o HL2.

Menções honrosas

Certamente existem muitos outros lugares, se eu esquecer de algum, sinta-se à vontade para usar os comentários logo abaixo e adicionar as suas sugestões.

Esta não seria uma lista completa sem o GOG (Good Old Games), um projeto da CD Project Red, onde você pode comprar games que geralmente não são mais comercializados, mas que são muito bons (daí o nome do site), lá existem também títulos mais recentes e jogos Triplo A para Linux, eventualmente com desconto também. Muitos deles tem ativação na Steam.

GOG Linux Games

Vale a pena ficar de olho na GOG para promoções, muitas vezes você encontra games grátis também por um tempo limitado, assim como outros sites anteriormente citados. Não incluí o GOG na lista em si, pois acredito que dentre os comentados, ele já seja muito conhecido, tanto quanto UPlay e Origin.

Quem quer baixar jogos para Linux, levar em um pen drive e usar em qualquer distro sem precisar instalar, vai gostar do site "Portable Games for Linux", lá você encontra mais de 500 jogos grátis e geralmente open source também, para baixar jogar onde quiser.


Acho que vale a pena comentar sobre o Lutris também. Neste vídeo acima eu mostrei como ele funciona. Para quem não conhecia, o Lutris é uma espécie de agregador de serviços e formas de se jogar no Linux, incluindo emuladores. No software esses recursos são chamados de "Runners", e é bem fácil instalar qualquer um deles com somente um clique.

Além de jogos nativos, existem emulador e até jogos pelo Wine no Lutris. Para você ter uma ideia, recentemente eu mostrei como rodar League of Legends por ele.

Se formos contar a possibilidade de jogar pelo Wine, além do Lutris, o PlayOnLinux também pode ser um grande aliado. Confira abaixo a PlayList de games de Windows jogados no Linux pelo Wine do canal:

Dica: Clique no ícone de "lista" do lado esquerdo do Player para ver os outros jogos.



Além de todos estes sites, você ainda pode contar com o repositório de software da sua distribuição. Distros voltadas para Desktops e usuários finais possuem geralmente vários games grátis para você jogar e se divertir. Como o popular Minecraft, que você encontra do gerenciador de software do Linux Mint, Deepin, Ubuntu, etc.

Repositório de games

Outra forma de se divertir com games no Linux é através de emuladores, a plataforma do pinguim tem emuladores para praticamente todos os consoles, acredito que os únicos que não possuam emuladores que rodem no Linux atualmente sejam o Play Station 4, Xbox 360 e One e o Nintendo Switch, os demais, desde os arcades até o PS3 possuem alternativas, mas vamos deixar isso para um outro artigo.

Qual a sua plataforma preferida? Conte pra gente nos comentários e se eu esqueci de alguma que você conhece, sinta-se livre para adicionar também via comentários, como eu já tinha mencionado. 

Temos que lembrar que "Linux", genericamente falando, não é apenas um sistema para desktops, se formos considerar tudo o que roda Linux, poderíamos incluir a infinidade de games para Android que existem, que você pode jogar no PC inclusive com emuladores também, como o Genymotion (apesar dele não ser exatamente pra isso), por fim, para quem usa Linux no desktop, acho que temos aqui várias sugestões boas para você acabar com a sua produtividade. :D

Até a próxima!
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Kernel Linux 5.0 vem chegando em 2018!

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No recente Open Source Summit Europe, Linus Torvalds comentou sobre o futuro do Kernel Linux e a necessidade de novos colaboradores experientes. 

Linux 5.0 em 2018






Na conferencia que aconteceu em Praga, na República Tcheca, Linus Torvalds falou à respeito do Kernel Linux 5.0 que deve chegar em 2018 e as novidades que deverão ser incluídas nele.

Ao contrário do que alguns possam imaginar, o Kernel Linux 5.0 não deverá trazer nenhuma novidade "super radical", ele será um lançamento "comum". 

Atualmente estamos na versão 4.14.x do Kernel, na iminência do Kernel 4.15 que vem com muito código da AMD para os seus novos hardwares, no entanto, o Kernel 5.0, que deverá chegar no verão Europeu (mais ou menos na metade do ano pra gente, aqui no Brasil), sairá logo depois do Kernel 4.19.

Linus comentou que não gosta da ideia de deixar números muito altos para o controle de versão do Kernel, então sempre que o 19, 20, mais ou menos, se aproximam, a versão deve ser mudada, assim fica mais fácil entender do que se trata, ou seja, é apenas um número, ao invés de 4.20, será 5.0.

Os mantenedores do Linux


Aproveitando a ocasião, Linus Torvalds comentou sobre os mantenedores do Kernel Linux e como existe a necessidade da entrada de novos membros para o seleto "hall" que contribuidores.

Linus Torvalds


O Kernel Linux já tem 26 anos de idade e os atuais mantenedores tem muito mais idade do que isso, segundo Torvalds, isso cria um problema (não necessariamente urgente, mas não deixa de ser um problema), porque embora existam novos colaboradores sempre chegando, as pessoas realmente responsáveis pela revisão do código e comprometidas com o projeto já estão com mais de 40 ou 50 anos de idade. Torvalds admite que parte desse problema é a complexidade da manutenção do Linux e da responsabilidade em lidar com um projeto que afeta grande parte do mundo da tecnologia.

Torvalds complementa, para explicar melhor, que é natural que os mantenedores tenham um pouco mais de idade, pois para entender os patches e a quantidade insana de entrada de informações leva um pouco de tempo, "isso vem com a experiência", diz ele. Aliado a isso, para ser considerado "confiável" como um desenvolvedor do Linux, também leva tempo, então mais uma vez, é natural que o time tenha um pouco mais de idade.

É justamente daí que vem o problema na hora de fazer alguma reposição. Não é fácil encontrar pessoas para preencher a lacuna de um desenvolvedor ativo do Kernel Linux que muitas vezes está nessa posição há décadas. Segundo Linus Torvalds, é complicado entrar logo de cara do fluxo do desenvolvimento da forma com que ele hoje, "não é como lidar com as tarefas de qualquer outro projeto de software regular", diz. Atualmente o Linux é projeto Open Source que possui a maior quantidade de contribuidores da história, entre simples usuários, à empresas gigantes, como Google, Samsung, AMD, Intel, Microsoft, Linaro, IBM e muitas outras.

Apesar de mostrar que existem dificuldades, Linus enfatizou que isso não deve ser um impeditivo para quem quer realmente trabalhar com o Kernel Linux, "você não precisa ficar necessariamente 'velho' para isso", segundo Torvalds, "se você se mostrar confiável, for capaz de lidar com vários commits e você não for sensível ao debater assuntos (para perguntas feitas por e-mail), você está convidado a ser um mantenedor do Kernel."

Aguardo pelo Kernel 5.0 em 2018


Apesar de (por enquanto), não existirem grandes novidades chegando, ainda tem muita coisa para acontecer em mais de 6 meses de desenvolvimento do Kernel Linux. Particularmente não estou ansioso por ele, me parece uma evolução natural, de fato, aliado a isso, não me deram muitos motivos para desejá-lo também. Então espero um bom trabalho com melhorias de desempenho e correções de eventuais bugs, ou seja, o de sempre.

E aí, vai virar um mantenedor do Kernel?

Até a próxima!

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Idosos, exclusão digital e o "Linux com isso"

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sábado, 16 de dezembro de 2017

Nós costumamos falar aqui no blog de muita tecnologia de ponta, são reviews, dicas, tutoriais e muito mais para aqueles que querem uma vida mais fácil em frente ao computador, agilizando assim as suas tarefas diárias; mas acontece que existe uma parcela da população que as vezes passa despercebida.


Inclusão digital para idosos





Engraçado usar este termo, "exclusão digital", quando se fala normalmente no oposto. Esse tema acabou surgindo por acaso em uma conversa com um amigo meu. Ambos somos (ou já fomos) professores de informática básica para pessoas com mais idade e isso acabou dos permitindo ter um percepção muito diferente sobre o mundo da tecnologia.

O idoso sempre teve problemas para se encaixar na "sociedade jovem", mas conforme o tempo passou e a tecnologia se tornou parte intrínseca da nossa vida, as pessoas que nasceram muito tempo antes de computadores serem comuns nos lares acabaram tendo dificuldade para lidar com esse tipo de coisa. Sendo essa uma parcela da sociedade cada vez mais crescente, será que não devemos olhar com mais carinho para ela?

Talvez você já tenha flagrado alguém com "uns carnavais" a mais com dificuldades para utilizar um Smartphone, ou simplesmente não entendendo "o que é o Google", "o Facebook" e ainda achando "mágico" como você pode fazer vídeo chamadas e falar com os entes queridos que moram muito longe. Aos olhos de algumas pessoas que não cresceram com esse mundo, todo esse aparato tecnológico que é comum para maior parte do público deste blog, parece magia, literalmente.

Abaixo você tem um vídeo do canal "Linus TechTips", onde Linus apresenta "o mundo Google" para o seu avô de 91 anos e o resultado é muito tocante, eu realmente fiquei sensibilizado e emocionado com o vídeo, confira:


Como podemos ajudar a incluir essas pessoas em um mundo que muda tão rapidamente? Linux pode ajudar.


A grande questão aqui é a independência. Exato, independência. Essas pessoas muitas vezes acabaram se afastando um pouco da tecnologia, por mais que a achem fascinante, porque tinham dificuldade de entender certos termos e interfaces para se usar alguma coisa, como um e-mail por exemplo.

Isso é algo que eu aprendi tendo contato direto com pessoas dessa idade que buscaram aprender em uma escola de treinamentos (imagina como são as que não tiveram esse ímpeto). Essas pessoas não querem ter "o neto" ao lado o tempo todo para poder realizar tarefas simples, como enviar uma mensagem para alguém, elas querem ser independentes e fazer o que precisam fazer sem precisar do "suporte", ao contrário do que muita gente acha.

Pensar sobre segurança de seus dados, atualizações do sistema e aplicativos, instalar aplicativos, tudo isso não deve ser preocupação de quem é leigo e só quer usar a tecnologia, alguém que só quer se sentir mais integrado com a sociedade. O lado técnico de se usar um computador por exemplo, precisa ser completamente abstraído, ou o máximo possível ao menos.

Neste aspecto, acredite você se quiser, existe uma distro Linux capaz de realizar esse tipo de trabalho (tirando o Android em Smartphones) em computadores, que é o Endless OS.

Endless OS

Ele possui uma interface semelhante a um Smartphone Android, que é algo que provavelmente a maior parte das pessoas está minimamente habituada, baseando-se em Linux o nível de segurança para leigos tende a ser um pouco maior, ele é gratuito e possui muito conteúdo offline, ideal para as pessoas que não tem um acesso pleno à internet, além de possuir os aplicativos tradicionais para comunicação e navegação.

Paciência e inovação


Ao contrário das pessoas que nasceram nas últimas duas décadas, geralmente pessoas com mais idade costumam aprender e apreciar as coisas com mais calma, por conta disso, paciência é um ponto chave.

Várias vezes eu já vi pessoas dizerem que só assistem vídeos no YouTube com a velocidade alterada, 1,5, as vezes 2x a velocidade, nessa horas eu confesso que sinto-me mais velho, ainda sou do tipo que gosta de consumir as coisas como elas foram produzidas, que não tem pressa para aprender, sou aquele tipo que gosta de ouvir álbuns inteiros e não singles. Talvez a gente precise desacelerar um pouco. Se você quiser saber se você tem esse "problema" de mente acelerada, use um método nada científico que eu criei, tente assistir o clássico "2001, uma odisseia no espaço", se você ficar entediado muito rápido, talvez seja o seu caso.

Desacelerar é, inclusive, a principal ferramenta que você tem na hora de tentar ajudar alguém que viveu muito mais do que você a se inteirar nesse mundo "high tech", eu sei que não é pra todo mundo, mas você precisa entender que o simples fato de conseguir enviar uma mensagem a um filho querido pelo WhatsApp pode ser uma grande vitória para que cresceu de forma analógica.

A tecnologia tem a função de facilitar a nossa vida, é natural que ela vá procurar atender quem está no ápice dessa inovação, mas é importante que não esqueçamos de quem nos deu base para tudo o que temos hoje, tornando-a mais simples e acessível em todos os níveis possíveis.

A sensação que se tem é que vivemos num momento de "quebra" da sociedade, que já ocorreu em outros momentos na história, onde podemos separar os que realmente entendem a tecnologia, sabem usar e sabem como funciona, dos que apenas usam e os que ainda estão tentando entender como utilizar em 3 grupos facilmente distintos, quem sabe com paciência, trabalho e inovação, possamos tornar a sociedade mais hegemônica neste sentido.

Esse tipo de uma coisa vai acontecer invariavelmente (algum dia, quem sabe...), afinal, crianças que nasceram depois de 2010 já estão crescendo na era do Streaming e dos Smartphones, logo, os idosos de um futuro próximo serão possivelmente um pouco mais integrados a tecnologia do que os de outrora, no entanto, esse ciclo deve se repetir ainda, mesmo que com um "fade" maior.

E aí, você anda fazendo a sua parte para melhorar esse cenário? Já dizia o Chaves:


Reflita.

Até a próxima!
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