Outubro 2017 - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Instale este tema moderno no seu Ubuntu 17.10!

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Com o lançamento do Ubuntu 17.10 nós tivemos a volta do ambiente GNOME para o Ubuntu de forma completa, entretanto, o tema tradicional do Ubuntu, o Ambiance/Radiance, assim como os ícones Ubuntu Mono Dark/Light, continuam os mesmos de sempre, somado ao tema para o Shell, eles garantem a aparência tradicional do Ubuntu, que convenhamos, já está ultrapassada.

Tema United no Ubuntu






Ouvi falar que o Ubuntu 18.04 LTS virá com uma aparência melhorada, mas até lá, vamos ver o que podemos fazer com o Ubuntu 17.10, certo? Para tentar "corrigir" a aparência do GNOME Shell no Ubuntu, sem perder a identidade visual do sistema, vamos usar o tema United e o tema de ícones Diolinux Paper Orange.

O primeiro passo é adicionar a extensão para o GNOME Shell que permite que você carregue temas do seu diretório pessoal, então clique aqui e adicione o "user themes".

Outra ferramenta que você vai precisar é o GNOME Tweak Tool, ele permite que você faça modificações mais profundas no seu sistema, incluindo o tema. Você encontra esta aplicação na Central de Aplicativos do seu Ubuntu:

GNOME Tweak Tool Ubuntu

Agora que você já tem as ferramentas adequadas para mudar o tema, resta-nos baixar o tema United, acesse a página no GitHub do projeto e baixe os arquivos indicados.

Download do Tema United

O tema United tem algumas variações, inclusive é compatível com outras distros, no entanto, vamos fazer uma mescla entre eles para ter uma bom resultado final. Baixe o "United Latest" e o "United Ubuntu Alt", serão dois arquivos compactados.

Extraindo o tema United

Bastar extrair as pastas contidas dentro dos dois arquivos que você baixou para a pasta oculta .themes, caso ela não exista você pode criá-la, mas não esqueça de colocar o ponto antes do nome "themes", caso contrário ela não fica oculta. Para exibir as pastas ocultas no Nautilus é só pressionar Ctrl+H, para voltar a ocultar é só pressionar a mesma combinação novamente.

Para instalar o tema de ícones Diolinux Paper Orange, temos um tutorial específico para ele aqui.

Uma vez os temas instalados, agora só falta ativá-los, abra o GNOME Tweak Tool (Ajustes) e na sessão aparência deixe assim:

Gnome Tweak Tool Ubuntu

Claro que existem outras combinações que você pode testar, mas esta foi a que eu achei mais bela, lembra um pouco o design que o "falecido" Unity 8 tinha.

Aproveite a nova aparência e até a próxima!

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Gerencie as pastas na Dash do GNOME Shell facilmente com a extensão AppFolders Manager

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Esta é uma das características do GNOME Shell que deveria receber um upgrade em versões futuras, pelo menos na minha opinião. Os aplicativos dispostos no Menu/Dash do GNOME Shell lembram muito a visualização comum de sistemas de Smartphones, como o Android, contudo, o funcionamento é contra intuitivo. Eu já vi várias pessoas tentando arrastar um ícone de App sobre o outro para tentar criar pastas agrupadas de aplicativos, coisa que não funciona no GNOME Shell.

Gnome Shell AppFolder Manager





Apesar de não trazer a funcionalidade ideal, de simplesmente arrastar e soltar, esta extensão ajuda a solucionar o problema, permitindo que você organize os seus Apps de uma forma mais simples, bastando clicar com o botão direito sobre os ícones e categorias, para criar categorias próprias, excluir as existentes, adicionar novos apps a estas pastas, etc.

Configurações de categorias no GNOME Shell

Para passar a utilizar o recurso, basta adicionar a extensão Appfolders Manager, basta ter o GNOME Tweak Tool instalado para ter mais opções de configuração, assim que você ativar a extensão através do site, automaticamente ela já entra em funcionamento.

Aproveite para organizar os seus aplicativos, quem sabe no futuro não vamos precisar desse tipo de coisa.

Até a próxima!
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Iris Mini - Proteja seus olhos enquanto usa o computador

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Eu acabei ficando fã de programas como o Redshift ao longo do tempo, claro que ele não é o único, é notável como este tipo de aplicação acabou ganhando popularidade nos últimos tempos, temos também o f.lux e o próprio GNOME acabou incluindo isso como padrão no Shell, agora o Linux Mint fará algo parecido também, no entanto, hoje vamos conhecer o Iris.


Iris Mini






Assim como os outros softwares comentados, o Iris Mini (ele possui outra versão com mais recursos, porém paga) consegue mudar o tom de luminância da sua tela, fazendo com que seus olhos fiquem menos cansados ao usar o computador por longos períodos.

Iris Mini

Eu acabei descobrindo esta ferramenta na central de aplicativos do Deepin (Deepin Store) e me surpreendi com a qualidade. Ela é uma ferramenta de código fechado e que possui uma versão paga também (ao que me parece), entretanto, a versão grátis já faz tudo o que eu gostaria que fizesse.

Cabe observar também que esta é a ferramenta mais abrangente em termos de plataformas que eu já vi. Possui versão para Linux Desktop, Android, iOS, ChromeOS,  Google Chrome, Windows, macOS e até Windows Phone, possuindo também um Ubuntu customizado com ele pré-instalado, para quem quiser uma ISO que já tenha ele embutido, chamada de "Iris OS".

Apesar disso, existe uma versão Open Source dele, o Iris FLOSS, que você pode acessar no GitHub. Os desenvolvedores parecem ter um carinho especial pelo software em sua versão para Linux.

Quem decidir comprar vai pagar entre 5 e 10 dólares, dependendo da versão, o que não é tanto assim, visto que a licença é vitalícia, além disso, eles aceitam pagamento em Bitcoin também. Faça um teste e veja o que você acha, caso ele não lhe atenda (eu uso o Iris Mini grátis no Deepin), você tem algumas opções, tais as quais eu comentei no início do artigo, entretanto, independente de qual você escolha, eu ainda sugiro que se você realmente está tendo problemas com seus olhos, que use o Safe Eyes também, ele vai te lembrar de fazer exercícios com seus olhos de tempos em tempos, é bem legal.

Acesse o site do Iris aqui, lá você pode fazer o download para o seu sistema operacional, e como comentei, caso você use o Deepin, basta baixar da Store.

Até a próxima!
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Controlando a sua banda de internet com uma Válvula (de verdade)

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Uma das coisas que eu gosto de fazer de vez em quanto é fuçar os sites de financiamento coletivo através de projetos interessantes, eventualmente você se depara com umas coisas meio "loucas" que fazem até algum sentido, é o caso da NetValve.

NetValve - Controle de banda






Um projeto como este não requer tanta explicação, acho que eu poderia simplesmente deixar o vídeo falar por mim, mas se eu pudesse resumir o caso todo, acho que seria: Você abre e fecha uma válvula comum para controlar a banda de internet.


A proposta é bem simples, tornar a regulagem de banda tão simples quanto abrir uma torneira e controlar o fluxo de água. Fiquei imaginando uma sala de servidor com um painel cheio de válvulas...

O projeto está no IndieGoGo, porém, provavelmente não será financiado, visto que faltam dois dias para a finalização da campanha e o valor arrecadado não chegou nem perto da meta. O que você achou da ferramenta? Curioso para dizer o mínimo, não?

Até a próxima!
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System76 explica porque está fazendo o Pop!_OS baseado no Ubuntu

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Há algum tempo atrás eu comentei aqui no blog sobre o Pop!_OS, o sistema operacional baseado no Ubuntu customizado pela System76, um das maiores empresas de venda de hardware com Linux embarcado. No artigo em questão eu comentei sobre as minhas perspectivas à respeito do sucesso do Pop!_OS, hoje vamos falar das razões da System76 para tal.

Pop!_OS System76






Com o lançamento do Ubuntu 17.10 com GNOME e tudo mais, nós também tivemos o lançamento da primeira versão do Pop!_OS da System76, por enquanto são poucos os detalhes que diferenciam o sistema da empresa do Ubuntu da Canonical. Nominalmente podemos colocar o tema GTK e de ícones e o instalador diferenciado, construído em conjunto com a equipe do elementary OS como maiores diferenças. Falando neles, nesta semana eu li no blog do elementary que o pessoal do Pop!_OS vai utilizar a central de aplicativos no elementary OS no seu sistema no lugar da GNOME Software, onde incluirá softwares próprios e repositórios adicionais, como drivers.

Outra modificação que eu percebi é que as ISOs (apenas de 64 bits) que a System76 está liberando já vem com os melhores drivers open source Intel e AMD e ainda proprietários da Nvidia para que você simplesmente instale o sistema e saia utilizando. O que é um toque interessante, sem dúvida. O recurso ainda não funciona em Notebooks com drivers gráficos híbridos, mas em linhas gerais é um passo a menos depois de instalar o sistema.

A existência do Pop!_OS


Em um post em seu blog, a equipe da System76 explica o porque de manter o seu próprio sistema operacional. Eu achei as justificativas plausíveis. Segundo eles, a empresa trabalhava com o Ubuntu com Unity desde 2011, possuindo vários parceiros e clientes. Com a mudança de foco do Ubuntu, deixando Unity de lado e voltando a usar o GNOME, cerca de 91% dos clientes da System76 seriam afetados.

Segundo o artigo, isso os "deixou em choque", pois muita coisa iria mudar e a decisão simplesmente saiu de um dia para o outro, ou seja, a decisão de uma empresa parceira, porém alheia, acabou afetando drasticamente o trabalho da System76. Para evitar que isso aconteça, eles decidiram que era importante deter o seu próprio sistema operacional, usando a base Ubuntu que já é extremamente popular e a qual os desenvolvedores deles também estavam acostumados a trabalhar, porém, sem depender tanto do que a Canonical decidir.

Além disso, a identificação do perfil de usuário e cliente da System76 ser um pouco diferente do que a Canonical vem trabalhando agora, aparentemente ajudou ainda mais a justificar a criação de um novo sistema, que inicialmente é mais uma customização do que qualquer outra coisa, mas que deve ganhar maiores individualidades com o tempo. Vale a pena conferir o post completo aqui.

Até a próxima!
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Ataribox com APU da AMD e Linux como sistema operacional

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Um novo console da Atari deve pintar no mercado em 2018, o Ataribox, como está sendo chamado, procura fazer um redesign dos clássicos Ataris e trazer, além de um retro console (assim como fez a Nintendo), trazer também um sistema de entretenimento baseado em Linux.

Ataribox Linux e AMD






2018 deverá trazer o Ataribox para o mercado, ele usará  uma APU da AMD com um sistema operacional baseado em Linux, na intenção de trazer entretenimento e saudosismo para os consumidores. A ideia é que ele funcione como um TV Box Android, semelhante ao que temos hoje, com um sistema de código aberto para as pessoas possam fazer o que bem entenderem com ele.

Em declaração o general manager da Atari, Feargal Mac Conuladh comentou:

"As pessoas estão habituadas à flexibilidade de um PC, mas a maior parte dos dispositivos que conectamos à TV atualmente possuem sistemas fechados e lojas de conteúdos próprias. O Ataribox é um sistema aberto, e, apesar da nossa interface de usuário ser simples de usar, as pessoas terão a liberdade de personalizar o sistema operativo."

Teoricamente, teremos um chip da AMD feito sob medida para ele, assim como seus drivers para o Linux. O design que lembra um "retrô moderno" deve agradar muitas pessoas que vão querer ele nas suas salas de estar.

Você pode saber mais no site oficial e inclusive, entrar para a lista de espera.

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Adobe usa Ubuntu para mostrar sua nova ferramenta "Scribbler"

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sábado, 28 de outubro de 2017

A Adobe costuma mostrar muitos projetos e tecnologias que eventualmente (mais cedo ou mais tarde) acabam incorporando a Creative Suite, com programas famosos, como o Photoshop. Na Adobe MAX 2017 a empresa mostrou o Scribbler, uma ferramenta incrível que consegue colorir imagens automaticamente usando inteligência artificial.

Adobe Project Scribller





A nova ferramenta da Adobe tem uma funcionalidade incrível e possivelmente integrará em breve o Adobe Photoshop ou talvez saia como um plugin ou ferramenta Standalone, inclusive rodando através do navegador, ainda não sabemos exatamente como ela será implementada, mas um fato curioso no entorno da apresentação é a utilização de Linux como plataforma para a demonstração do Scribller.


Dá para perceber em vários momentos a presença do Ubuntu com a interface Unity, provavelmente o Ubuntu 16.04 LTS, rodando o projeto através do Google Chrome, temos também um terminal aberto. 

Isso me faz supor que o Scribbler é de fato um projeto feito para rodar acessando um servidor, talvez a demonstração estivesse rodando em um servidor local (por isso do terminal aberto e do Linux também), e o conteúdo sendo acessado através do Google Chrome. É só um palpite.

Project Scribbler

O Scribbler faz uma análise à partir de várias fotos pré-selecionadas pelos desenvolvedores para palpitar qual seriam as melhores cores para as imagens. Ele é capaz de color pinturas antigas, fotos em P&B e até mesmo desenhos. Na apresentação também foi-nos informado que a ferramenta ainda vai receber ajustes que permitirão que as pessoas façam também pequenas modificações no resultado final, como a alteração do tom de pele. Outra coisa interessante que vale a pena pontuar é que é possível inserir texturas de amostra para que o software cubra a imagens baseadas na sua sugestão ativa, como foi demonstração com a imagem da bolsa no vídeo anterior.


É interessante ver como o Linux funciona nos bastidores de muitas tecnologias, muitas vezes ficando em segundo plano para o público, mas garantindo a infraestrutura de projetos muito interessantes, tais como o Scribbler. A Red Hat por exemplo é uma das grandes parceiras da Adobe para a manutenção de suas estruturas.

Interessante, não? Claro que é inevitável tocar no assunto da suíte da Adobe nativa para Linux, nos próprios comentários deste vídeo vemos várias pessoas mencionando o assunto e fazendo este pedido. Conforme a forma com que os softwares são distribuídos mudam, trabalhando cada vez mais diretamente com a nuvem, talvez nos aproximemos desta compatibilidade, pacotes Flatpak, Snap e afins também devem ajudar. Nunca se sabe.

Até a próxima!
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Os Apps mobile como conhecemos estão morrendo?

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Quando a Apple lançou seu primeiro smartphone em 2007, eles nem imaginavam o impacto que ele teria na indústria móvel. Além de ser o primeiro Smartphone da companhia, esse lançamento também marcou o nascimento do mercado de Apps de terceiros (que, ironicamente, não eram suportados oficialmente pelo dispositivo). Em 2008, tendo testemunhado o sucesso destes “Apps”, a Apple lança oficialmente a sua AppStore e partir daí começa a construir um dos braços dessa industria milionária que hoje o pessoal de Cupertino divide majoritariamente com a Google e o seu Android.

O futuro dos Apps Mobile







Avançando para 2017, nós temos lojas de aplicativos para todas plataformas, oferecendo inúmeros aplicativos para tudo e mais um pouco. Desde aplicativos de qualidade de vida, até de produtividade,  e coisas realmente inúteis, como um aplicativo de ventilador... 😑

As lojas de “apps” tornaram-se repletas à medida que cada vez mais os desenvolvedores de aplicativos tentam ganhar dinheiro com essa moda que emplacou nos últimos anos, Apps para TUDO.

Apesar dessa crescente, de acordo com a empresa de pesquisa “BI Intelligence”, “o boom dos aplicativos móveis acabou”. Hora vejamos... será mesmo? Se realmente for, então o que isso significa para o mercado dos aplicativos? Estarão os “Apps móveis morrendo?" Vamos observar alguns fatos.

O estudo da “BI Intelligence” declara que o volume médio de downloads dos top 15 desenvolvedores de aplicativos, tanto da plataforma da Apple, quanto na da Google, caiu 20% no último ano. Isso se deve a vários motivos aparentes, apesar de a teoria mais popular é a de as pessoas já não procuram aplicativos especializados e preferem escolher 1 aplicativo apenas que tenha várias funcionalidades, ao invés de 5 aplicativos que podem fazer o mesmo, mas com interfaces diferentes e as empresas (algumas ao menos) já sabem disso, veja o que o Facebook vem fazendo com Instagram, WhatsApp e o Messenger, tirando o Instagram que tem um propósito ligeiramente diferente, todos tem basicamente os mesmos recursos, fazendo com que, pelo menos em tese, você só precise de um deles se estiver em busca apenas de funcionalidades.

Um reflexo disso é que vejo cada vez menos pessoas falando em algo que estava na ponta da língua de todos há algum tempo atrás, o Snapchat. Agora o Instagram tem a cada dia mais recursos semelhantes e alguns até a mais, se compararmos. Tá percebendo? Quando as pessoas tiverem que escolher entre um e outro geralmente vão escolher o que tiver mais funcionalidades.

Para agravar esse problema, a experiência web é cada vez melhor e as pessoas conseguem acessar facilmente ao mesmo tipo de conteúdo em seus browsers, enquanto que antes tinham de usar um aplicativo para ter uma experiência confortável. Podemos até mencionar o próprio Facebook aqui como um dos exemplos, conheço muitas pessoas que passaram a acessar a rede do Smartphone através do Browser e não do App, fazendo com que se economize também um espaço na memória interna do aparelho, que já anda bem lotada na maior parte dos casos.

Esse aspecto é algo que a indústria dos cassinos móveis e websites como Casino.org abraçaram, com uma quantidade de jogos populares no mercado que podem ser acessados a partir do browser do seu celular, ultrapassando a necessidade de download e atualizações sem fim por parte do consumidor.

Adicionalmente, muitos dos aplicativos estão repletos de anúncios e, por isso, não é de admirar que as pessoas utilizem o seu browser quando necessitam de fazer algo rápido e eficientemente.

Curiosamente este aspecto de acessar conteúdo na nuvem também está relacionado com outra vertente, a qual não vou me aprofundar neste artigo, que é a dos Chromebooks. Por fim, o último "prego no caixão do mercado dos aplicativos", segundo a pesquisa, é o surgimento de novas plataformas como a tecnologia “wearable” e sem tela, que são dispositivos vestíveis, como Smartwatches e demais, cujos desenvolvedores se focam em simples e intuitivos (e muitas vezes incorporados) aplicativos com funcionalidades básicas e sem o incômodo de anúncios e notificações sem fim, até pela questão de conforto em lidar com este tipo de coisas em telas mínimas ou inexistentes.

Aplicativos vestíveis

Então é isso? Os aplicativos estão mesmo morrendo? No geral, eu diria que morrer é uma palavra muito forte, mas de fato o mercado está mudando. Faça uma reflexão aqui comigo e veja se você não se encaixa também.

Há alguns anos atrás (quando você comprou o seu primeiro Smartphone talvez) era comum você vasculhar e instalar Apps para simplesmente testar ou estender recursos do próprio software que vinha no aparelho. Quer um exemplo? Programas para fotografia.

Atualmente boa parte dos sistemas operacionais já carrega um App de câmera capaz de fazer pequenas edições nas imagens, aplicar filtros e realizar reparos, em alguns casos, quando o hardware permite, esses Apps te dão inclusive acesso ao ajuste manual para que a foto saia exatamente como você quer. Há não muito tempo atrás você iria precisar de Apps de terceiros para ter estes recursos. Hoje você baixa muito menos Apps, só instala o que você realmente gosta e precisa e costuma ser fiel a uma certa gama de Apps que você se acostumou a usar.

No meu caso, eu diria que o tipo de App que tem mais rodízio no meu Smartphone são games, os demais são os mesmos há muito tempo!

Apesar de o número de downloads ter atenuado no último ano (ou seja, não continuou a moda exponencial em que estava), o lucro dos aplicativos viu um aumento de 40% em 2016, indicando que "nem tudo está perdido" e indicando que a forma com que se ganha dinheiro com os aplicativos vem mudando também. Muitas vezes eles vão se tornar pontos de acesso para um serviço que vai ser a real fonte de lucro, como a Netflix por exemplo, que ganha dinheiro não com o App em si, mas com o serviço para o qual o App serve de ponte de interação.

O mundo dos aplicativos está passando por um renascimento, uma evolução. Entregar conteúdo único e principalmente não atrapalhar o usuário com anúncios e distrações, além de trazer funcionalidades realmente úteis parece ser o caminho mais saudável atualmente, além disso, fornecer uma interface simples e que não dependa tanto de atualizações para melhorias pode ser outro caminho interessante.

O que você acha? Você percebeu essa mudança na forma com que os Apps são tratados? Percebeu a mudança na forma com que você utiliza os aplicativos? Deixe seu comentário.

Até a próxima!

Fonte

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Fórmula 1 2017 será lançado para Linux em 2 de Novembro!

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Boas noticias para quem gosta de games de corrida e para quem gosta de jogar no Linux. A Feral Interactive, principal empresa nesse mundo de portes de jogos para Linux e macOS, anunciou que o título Formula 1 2017 está chegando para o sistema do pinguim no próximo mês.

Formula 1 2017 chega ao Linux





A Feral Interactive anunciou através de sua assessoria de imprensa hoje que F1 ™ 2017, o jogo oficial da FIA FORMULA ONE WORLD CHAMPIONSHIP ™, será lançado para Linux em 2 de Novembro. Desenvolvido e publicado pela Codemasters para Windows e consoles, F1 ™ 2017 é o jogo mais recente da franquia, sendo lançado para Windows em Agosto passado. Confira o trailer o game:


O game chega com várias  melhorias e aprimoramentos, com mais opções dentro e fora das pistas, especialmente para quem gosta de jogar o modo carreira. 

Este não é o primeiro F1 lançado para Linux, tivemos também o 2015, temos um gameplay dele no canal, confira:


Os requisitos mínimos de hardware ainda não foram publicados, segundo os desenvolvedores, essa informação virá em breve, mais perto da data de lançamento. O game está disponível para compra através da Steam e tem um valor um pouco salgado, mas quem sabe role uma promoção de lançamento, não é? Caso isso não aconteça, pode valer a pena esperar alguma das promoções da Valve onde os preços as vezes caem até pela metade ou mais.

Se você pretende comprar o game para jogar no Linux, espere até a versão de Linux sair, assim você ajudará a engordar as estatísticas que são sempre úteis para quem desenvolve.

Mais um game triplo A para Linux, para você pode se divertir :)

Até a próxima!

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Adobe Creative Cloud no Linux - Um Script "Mágico" que automatiza a instalação no PlayOnLinux

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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Para algumas pessoas a migração para a plataforma Linux ainda é complicada pela falta das ferramentas da Adobe nativas, especialmente para aqueles que trabalham já há muitos anos com elas, qualquer mudança é complicada e isso é compreensível, ainda que em linhas gerais existam ferramentas alternativas e eficientes, você ainda assim pode querer utilizar a suíte da Adobe. Neste caso, ou você utiliza um sistema em Dual Boot (Windows ou macOS) ou apela para virtualização e para o Wine.

Adobe Creative Suite






Caso você opte pelo Wine, existem várias possibilidades, porém, antes de prosseguirmos eu gostaria de deixar clara a minha posição quanto ao Wine: Ele é um paliativo, ou seja, não encare ele como a solução padrão para o seu problema, muitos podem o chamar até de "gambiarra", mas eu vejo o Wine como um projeto de grande valor de engenharia, que quando funciona, pode ser utilizado sem problemas, afinal, no fim das contas é isso que importa, certo?

O ideal, é claro, é sempre usar as ferramentas nativas da plataforma que você for usar, mas em muitos casos o Wine se mostra eficiente o suficiente para você trabalhar. Se você ainda tem uma dependência do Photoshop, por exemplo, mas gostaria de utilizar o GIMP, considere conferir o projeto PhotoGIMP que mantemos aqui no Diolinux, eu utilizo ele diariamente e acaba sendo muito confortável para quem aprendeu a editar imagens com o Adobe Photoshop, ele funciona inclusive no Windows, caso você prefira usar o GIMP no sistema da Microsoft.

Falando nele, se você só tem a intenção de instalar o Photoshop pelo Wine (no caso, pelo PlayOnLinux), temos aqui um vídeo só para isso.




Se você quiser ver um pouco mais sobre o assunto da Adobe e o Linux, este outro vídeo também será interessante.

Um script "milagroso"


Vamos ao tópico do artigo em si. No vídeo anterior eu mostrei como instalar somente o Adobe Photoshop, contudo, a suíte da Adobe é composta de vários outros softwares que podem ser úteis para você. Para realizar este experimento nós vamos utilizar um software chamado PlayOnLinux.

Muita gente pensa que o Wine e o PlayOnLinux (e o CrossOver) são coisas diferentes, mas na verdade os dois últimos são apenas interfaces para o primeiro (para o Wine).

O PlayOnLinux é grátis e é encontrado nos repositórios de todas as distros, possuindo até uma versão para macOS, chamada de PlayOnMac, que permite que os usuários "da maçã" possam rodar jogos e aplicações que só existem no Windows em seus sistemas. A intenção do PlayOnLinux (ou PlayOnMac) tem um propósito único: Fornecer ao usuário uma interface repleta de recursos para trabalhar com o Wine, gerenciar suas versões e, o que vem ao caso agora, utilizar scripts prontos para automatizar a instalação de determinados programas.

Se você quer aprender mais sobre o PlayOnLinux é necessário ter um pouco de paciência, ele é um software com muitas opções de configuração, mas para a sua sorte nós temos um vídeo no canal (bem longo) que detalha praticamente tudo o que é necessário saber sobre essa ferramenta, é grátis, então aproveite:


1 - O primeiro passo para usar este Script que instala a Adobe Creative Suite Manager no Linux é baixar o PlayOnLinux, então faça como preferir, geralmente você o encontra na Central de Aplicativos da sua distribuição.

2 - O segundo passo é baixar o Script que instala a Creative Suite, você pode baixar ele daqui. 

Dica: Acesse a página no GitHub onde o Script está hospedado, pressione Ctrl+S e escolha onde você quer salva-lo.

Depois de baixado o Script, basta rodá-lo através do PlayOnLinux. Com o software aberto, vá até o menu "Ferramentas" e selecione a opção "Executar um Script local".

Rodando o Script

Uma janela vai se abrir para você navegar pelos seus arquivos e escolher o Script que você baixou do GitHub, basta selecionar e avançar. Depois disso teremos uma grande sessão de "Next, Next, Finish", como a maior parte dos programas do Windows.

Rodando o Adobe Script no PlayOnLinux

Adobe Creative Suite Linux

Eventualmente o PlayOnLinux vai pedir a sua permissão para baixar algumas coisas, como o Mono, o Gecko e alguns outros componentes que serão úteis para rodar o Manager da suíte da Adobe. Apenas clique em instalar.

Adobe Creative Suite Linux

Ao finalizar a instalação, uma janela com o gerenciador de softwares da Adobe vai se abrir, você deve se logar com a sua conta da Adobe normalmente, assim como faria no Windows ou no macOS, se você já tem as licenças para usar os softwares compradas para a sua conta, eles vão estar disponíveis automaticamente em suas versões completas.

Adobe Creative Suite Linux

Caso você não tenha os programas comprados, é possível usar a "versão de avaliação" de cada um deles por 30 dias.

Gerenciador da Adobe no Linux

Basta selecionar os softwares que você quer instalar, depois do "Adobe Application Manager" baixar os softwares você poderá iniciá-los.


Ao abrir qualquer um deles, você poderá usar a versão trial ou entrar com os seus dados para usar a versão completa também. As atualizações também funcionam corretamente, eu instalei o Photoshop e atualizei ele para uma versão mais recente pelo próprio aplicativo.


Atualização de programas da Adobe


Photoshop no Linux

Photoshop no Linux

Photoshop no Linux

Adobe Photoshop no Linux

Não cheguei a testar todos os programas, mas dentre os que eu testei tive resultados diferentes. O Photoshop funciona perfeitamente, sem tirar e nem pôr. Já o Illustrator abre e funciona também, mas percebo glitches na interface.

Adobe Illustrator

Repare em como as ferramentas ficam distorcidas do lado esquerdo.  Curiosamente, eu já consegui rodar o Adobe Illustrator sem estes problemas usando o mesmo prefixo do Photoshop que eu mostrei no primeiro vídeo deste artigo, então se você precisa dele, usar aquele método pode ser uma alternativa.

Adobe Ilustrator Linux


O Audition, que foi o outro que eu testei, nem abriu, contudo, é muito possível que com ajustes finos no PlayOnLinux você tenha resultados melhores. Depurando o Audition, percebi que ele precisa de uma DLL chamada "AuUI.dll", talvez instalado ela, funcione.

Outro que funciona perfeitamente é o Fireworks. Já vi muitos desenvolvedores Web reclamarem que recebem imagens do feitas no Adobe Fireworks com várias camadas para templates de páginas e terem dificuldade de lidar com isso no Linux eventualmente.

Fireworks no Linux

Outro "queridão" dos fotógrafos que funciona perfeitamente é o Adobe Lightroom:

No Linux, rodando um software de Windows pra editar o wallpaper do macOS xD 

Uma dica legal é criar atalhos para os programas, assim você pode iniciar eles individualmente sem precisar abrir o programa de gerenciar softwares da Adobe.

Você encontra a opção de criar atalhos na guia "Geral" nas configurações do prefixo do PlayOnLinux, em caso de dúvidas, consulte o vídeo manual que eu coloquei anteriormente no artigo.

Criando atalhos

Minha opinião sobre o Script


Como comentei a principio, isto aqui nada mais é do que um paliativo. Caso funcione, ótimo! Use e seja feliz! Mas não ponha todas as suas esperanças aqui, alguns programas como o Photoshop realmente funcionam muito bem, quase como se fossem nativos, não fosse a não integração com o gestor de arquivos original da distro, usando o do Wine, mas isso é um detalhe pouco relevante para o contexto geral.

Falando do Script, ele promete instalar o gerenciador de softwares da Adobe e da fato, isso ele faz, mas os programas que compõem a suíte não utilizam todos os mesmos recursos do seu computador e do sistema, de modo que alguns ou não funcionaram (pra mim pelo menos), ou funcionaram com bugs, caso do Illustrator, entretanto, felizmente alguns dos mais famosos rodaram sem problemas aparentes.

Trabalhando com alternativas mais viáveis


É bom deixar claro que existem ferramentas que são multiplataforma, ou seja, que você pode usar não somente no Linux, mas no Windows e no macOS também, e que são extremamente poderosas. Se você costuma acompanhar os nosso DioCasts, já deve ter visto a quantidade de convidados que nós já trouxemos que usam Linux para trabalhar com artes gráficas e audiovisuais. Vou deixar alguns episódios como sugestão aqui para você conferir, mas se você der uma vasculhada vai encontrar muitos mais:





Estes 4 episódios acima somados dão cerca de 4 horas de conteúdo relacionado ao tema com vários profissionais de cada uma das áreas, vale a pena conferir se você ainda está relutante e tem dúvidas sobre essas profissões utilizando softwares que rodam no Linux. Você pode simplesmente deixar eles rolando no seu navegador enquanto faz outras atividades e curte o conteúdo, tenho certeza que será muito proveitoso.

Eu vou ficando por aqui, espero que o artigo tenha sido útil e que te ajude de alguma forma! :)

Se você achou o conteúdo bacana, uma forma de você pagar este esforço sem gastar nada é compartilhar nas suas redes sociais, marcar os seus amigos e mostrar este conteúdo para eles também, assim você nos incentiva a continuar criando este tipo de material.

Até a próxima!
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Linux Mint 18.3 vem aí com UM MONTE de novidades!

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Com o mês de Outubro chegando ao final nós tivemos report mensal dos desenvolvedores do Linux Mint. Recentemente tivemos o lançamento do Ubuntu 17.10 e comentamos todas as novidades em um outro artigo (e olha que foram muitas), mas a nova atualização do Mint deve ser lançada em breve e estará lotada de novas ferramentas, tanto quanto o Ubuntu, tornando o sistema a cada dia mais completo.

Linux Mint 18.3 Novidades






Temos notícias boas e ruins, dependendo do seu ponto de vista. O novo Linux Mint 18.3 deverá entregar o que será a última versão com KDE Plasma como interface, ainda é possível que a comunidade mantenha uma versão, mas oficialmente falando, o Linux Mint deixará de entregar uma versão com esta interface e ecossistema de aplicações à partir do Linux Mint 19, que sai apenas no ano que vem.

O abandono do KDE Plasma


O motivo para isso, segundo o líder do Linux Mint, é perfeitamente justificável: Foco no trabalho e convergência de aplicações. Talvez a maior parte das pessoas não tenham a real noção de o quão trabalhoso é manter uma uma distribuição e gerar uma ISO. Focar em algo costuma trazer bons resultados, veja o exemplo do Deepin, que só tem uma única versão e interface para cuidar, o quando eles evoluíram nos últimos dois anos.

Agora pense assim: O Linux Mint entrega as duas versões principais, com Cinnamon e MATE, a versão com XFCE e com KDE Plasma e além disso temos a versão LMDE (baseada diretamente no Debian), todas com versões de 32 e 64 bits. É muito trabalho e recursos, inclusive de servidor, para armazenar tudo isso. São no mínimo 10 ISOs a cada lançamento.

Para reduzir custos e manter as coisas sob seu próprio controle, ao longo dos últimos anos o Linux Mint vem desenvolvendo os XApps, que nasceram como forks de aplicações populares do GNOME, como Vídeos (Totem), Evince (Leitor de PDF), etc. Esses aplicativos utilizam GTK e são "cross-interface", o que significa que os mesmo App pode ser utilizando tanto em Cinnamon, quanto em MATE, e como o XFCE usa GTK também, neste ambiente também, reduzindo assim o trabalho de empacotas softwares diferentes para cada interface. O KDE Plasma segue um caminho completamente diferente, o que justifica a decisão.

O Linux Mint Debian Edition


O LMDE (Linux Debian Edition), nas palavras dos próprios desenvolvedores do Linux Mint, é a versão de "backup" do Mint no caso do Ubuntu ter algum problema, deixar de existir ou seja lá o que for. A parcela de usuários que o utiliza não é tão grande assim se comparada ao Linux Mint tradicional e ele não é, definitivamente, o foco do projeto, portanto, a atualização para o LMDE deverá ocorrer apenas no primeiro quarto do próximo ano, baseado-se no Debian Stretch e com o codinome "Cindy".

Adoção de pacotes Flatpak


Pacotes Flatpak e Snap estão ficando a cada dia mais populares, mas curiosamente, o Linux Mint não vai dar uma grande integração ao formato criado pela Canonical, desenvolvedora do Ubuntu, o Snap. 

Apesar do Mint se basear no Ubuntu, o suporte pleno a Flatpak chegará antes e de uma forma muito interessante. Veja só:

O problema que os Snaps e os Flatpaks (e os AppImage) se propõe a resolver é basicamente o mesmo, entregar softwares em versões recentes (ou não) completamente independentes, concentrando todos os arquivos dentro de um único pacote que permite o Sandbox. Isso permite que você rode aplicações mais novas no Linux Mint sem precisar necessariamente de PPAs, pacotes .deb ou qualquer coisa do tipo (No Mint e em qualquer distro, na verdade). O mais bacana é que você poderá utilizar os Snaps também, já que eles também são cross-distro, porém, os Flatpaks receberão um tratamento especial.

Flatpaks na Mint Store

Dentre as novidades que chegarão no Linux Mint, que nós comentamos neste outro artigo, uma das mais importantes é a nova central de aplicativos. Ela receberá uma remodelagem visual, e como você pode ver na imagem acima, ela virá nativamente com os repositórios Flathub e Gnome Apps, ambos Flatpaks, prontos para você instalar os pacotes no novo formato como qualquer outra aplicação.

Aparentemente será possível também adicionar outros repositórios FlatPak se você quiser, tudo em modo gráfico! Palmas para o Linux Mint! No entanto, os pacotes Flatpak tendem a usar o tema GTK Adwaita no lugar no Mint-Y ou Mint-X, isso deverá ser corrigido no futuro, mas os desenvolvedores deixaram claro que possivelmente isso ainda não vai acontecer na versão 18.3, ao menos, não de imediato. Isso significa que a aparência de aplicativos Flatpak e os tradicionais do sistema podem ter alguma diferença.

O novo Cinnamon


Um dos grandes destaques do projeto do Linux Mint é o seu, praticamente filho, Cinnamon Desktop. Na versão 18.3 do sistema teremos o Cinnamon 3.6 como padrão, e ele vem com várias novidades interessantes também, algumas delas nós comentamos neste artigo.

O telado virtual para acessibilidade e telas sensíveis ao toque está refinado, com um design melhorado e mais opções de configuração. Agora ao utilizar uma tela sensível ao toque e selecionar uma entrada de texto o teclado deve aparecer automaticamente sem a necessidade de configurações adicionais.

Teremos integração com as contas online do GNOME. Um recurso muito interessante do GNOME Shell é que você pode logar com a sua conta Google e ter acesso a sua Google Agenda através do calendário e acesso ao seu Google Drive diretamente através do gerenciador de arquivos; o Linux Mint está trazendo exatamente os mesmos recursos para o seu ecossistema.

Gnome Online Accounts no Linux Mint

Essa ferramenta permitirá que você acesse, por exemplo, o seu Google Drive através do gerenciador de arquivos Nemo.

Redshift instalado por padrão


Caso você não conheça, eu já falei sobre esta ferramenta aqui no blog, ela permite que você corrija a cor do monitor automaticamente ao longo do dia para que você não canse os seus olhos. É um recurso semelhante ao de "luz noturna" que agora é nativo do GNOME Shell. O Redshift é muito popular, mas não é o único para essa finalidade. De qualquer forma, ele será peça integrante do novo Linux Mint, tornando o sistema ainda mais completo e out-of-the-box.

Mais melhorias


O próprio Clement Lefebvre, líder do Linux Mint, comenta que são tantos ajustes que é mais fácil olhar a lista no GitHub, alguns são bem técnicos, então, tudo indica que o Linux Mint 18.3 será ainda mais estável que o 18.2 sem deixar de trazer inovações, o que é uma combinação que costuma agradar a maioria.

Linux Mint XApps

Temos melhorias nos XApps também, por exemplo, na imagem acima você vê o editor de texto Xed, que agora tem a função de rolagem na direita, lembrando muito Sublime Text. Temos melhorias também na detecção de touchpads para Notebooks com a Libinput como padrão, no entanto, os desenvolvedores esclarecem que o Mint é capaz de detectar o modelo de Touchpad e utilizar o Synaptics ou a Libinput como driver, dependendo do modelo, suportando ambos.

Linux Mint Report


Teremos também uma bela ferramente para ajudar os desenvolvedores a corrigirem bugs no sistema, o Mint Report, que permite que usuários leigos interessados possam ajudar reportando problemas do sistema para quem o desenvolve, permitindo assim uma melhora mais rápida no sistema.

Teremos também a presença do PIA Manager, uma ferramenta que permite que você configure facilmente VPNs para utilizar no seu computador. Um dos serviços relacionados a esta ferramenta é de um dos patrocinadores do projeto do Linux Mint pelo que me consta.

Com isso resumimos o mês de Outubro do Linux Mint, eu ainda não sei a data exata do lançamento do novo Mint, mas geralmente sai em meados de Dezembro, então aguardemos.

Fique ligado aqui no blog e no canal também para não perder nenhum conteúdo.

Até a próxima!

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