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5 motivos para 2018 ser um ano interessante para jogos no Linux

2018 tem tudo para ser uma ano bacana para os games no Linux

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

/ por Dionatan Simioni
O ano de 2018 está batendo à nossa porta e ele vai trazer ao "mundo Linux" muitas  coisas interessantes. Eis aqui 5 motivos porque 2018 pode ser um ano muito interessante para os gamers de Linux.

2018 e os jogos para Linux






Este foi um belo ano para os jogadores que usam Linux, vários lançamentos, otimizações e muito mais. É claro que a estrada ainda é longa e existem muitas coisas que podem melhorar, mas isso não é necessariamente ruim, no mundo da tecnologia, a melhoria constante é a "lei".

2018 vai nos trazer varias coisas interessantes, deixe-me listar alguns motivos para ficarmos otimistas com o mundo Gamer Linux.

1 - Vulkan sendo mais utilizado


Em 3 de Março de 2015 eu fazia um dos primeiros artigos sobre o Vulkan aqui no blog. Praticamente 3 anos depois dos primeiras investidas no desenvolvimento da nova API gráfica multiplataforma, finalmente ela está começando a ser implementada em jogos.


A nova versão do Android já dá suporte para o Vulkan e nesse ano nós tivemos o primeiro game a ser lançado somente com Vulkan no Linux, o F1 2017.


Em 2018 certamente teremos mais projetos utilizando o Vulkan e quanto mais ele for utilizado, mais ele tende a se desenvolver. Com melhor aproveitamento dos núcleos dos chips de processamentos e sendo uma via de alta qualidade para a produção de jogos para todos os sistemas operacionais, incluindo Linux, Windows, macOS e Android, podemos esperar boas coisas vindas daí no próximo ano.

2 - Novo Mesa Driver e Drivers AMD


Os drivers Nvidia devem continuar recebendo melhorias como sempre. Atualmente as "placas do lado verde" são a preferência do usuários Linux por conta do desempenho em jogos, no entanto, tivemos recentemente uma grande quantidade de código AMD acrescentada ao Kernel Linux, que deve melhorar a qualidade do suporte ao hardware da empresa. 

A entrevista que fizemos com Alfredo Heiss, representante da AMD no Brasil, pode nos dar um vislumbre de que coisas boas estão à caminho:



Quem sabe no próximo ano teremos a possibilidade de usar hardware gráfico AMD sem maiores problemas.

3 - Novo Wine com suporte para DX11, DX12 e Vulkan


Apesar de não ser o ideal, muitas pessoas se utilizam do Wine para jogar games que são nativos de Windows no Linux. Atualmente os games que rodam sobre DX9 e DX10 geralmente rodam tranquilamente no Linux pelo Wine, salvo exceções, no entanto, games mais recentes podem necessitar de versões mais recentes da API da Microsoft.


Com as novas versões do Wine, além do suporte para o DX11, o DX12 também deve ser suportado, mas ao contrário do que acontece atualmente, numa conversão para o OpenGL, o DX12 seria convertido em Vulkan.

Com a chegada de pacotes Snap e Flatpak com maior força, nada impede que as desenvolvedoras criem pacotes fechados com seus games rodando sobre o Wine, eliminando assim a necessidade de portar o game completamente para Linux, alterando binários, arquivos de configuração e disposição de pastas.

4 - Lançamento do Ubuntu 18.04 LTS


Querendo ou não, o Ubuntu é cara do Linux para o mercado mainstream, a chegada da nova versão de longo suporte, trazendo consigo as tecnologias Snap, Flatpak, Wayland e usando GNOME como padrão deverá ser uma boa coisa, podemos esperar uma maior unidade no desenvolvimento para Linux.

GNOME é atualmente o desktop padrão do mundo Linux, eu mesmo não tenho nele a minha preferência, mas sim, ele é. Agora Fedora, Ubuntu, Debian e openSUSE, que são as distros com maior apelo comercial atualmente, usam o GNOME como ambiente, algumas como padrão, outras como uma das principais alternativas.

O SteamOS, sistema da Valve, por baixo dos panos também roda um GNOME, então os desenvolvedores de games que atualmente focam no Ubuntu e no SteamOS na Steam, poderão desenvolver praticamente de forma unitária, o que é bom, pois o mercado precisa de padrões, gostemos ou não.

5 - Mais suporte para as Engines de jogos


Existem a cada dia mais Engines que exportam games multiplataforma, mas algumas são especialmente importantes por fazerem parte do dia a dia de várias pequenas e médias empresas produtoras de games. Por mais que os títulos triplo A chamem muita atenção, a maior parte do mercado é composta de jogos médios e pequenos.

A Unity Engine e a Unreal Engine por exemplo, aumentaram muito o suporte para Linux neste ano, dada a popularidade de ambas, é de se esperar que tenhamos mais jogos feitos com elas para a plataforma do pinguim em 2018

Outros fatores


Além dos itens já comentados, outro fator que pode influenciar nas empresas olhando para o Linux no mundo dos games, é a própria Microsoft.

Com o Windows 10 S, a empresa acabou dando um exemplo do que eles gostariam que ocorresse em seu ecossistema. Até para a segurança do Windows, apenas aplicativos disponíveis na própria Windows Store poderiam ser instalados. Como você talvez saiba, a própria Microsoft tem interesse em vender jogos através de sua plataforma, de uma forma parecida com o que a Google faz através do Android, o problema disso é que empresas que possuem plataformas próprias, para fins de maximizar seus lucros, como Valve (Steam), EA (Origin), UbiSoft (Uplay) e assim por diante, não gostaram muito da ideia, porque desta forma elas teriam que compartilhar os lucros com a Microsoft.

Tim Sweeney, da Epic Games, empresa que desenvolveu jogos como, Unreal Tornament, Fortinite e Gears of War, comentou o quão prejudicial esse tipo de medida poderia acabar sendo para os desenvolvedores, sugerindo que uma plataforma concorrente no PC seria algo muito bem-vindo.

Talvez (e só talvez) as empresas enxerguem esse tipo de manobra da Microsoft como um impulso para a necessidade de colocar os seus games de forma a atender todo o mercado, temos o macOS para isso, mas o Linux tende a ser mais acessível.

Não creio que vá haver uma mudança drástica no mercado, a maior parte dessas empresas certamente entraria em alguns acordos com a Microsoft ao longo do tempo, no entanto, não deixa de ser uma pedra no sapato, caso a Microsoft decida que somente Apps da Windows Store possam ser instalados no Windows, muitos desenvolvedores vão perder um pouco da liberdade de distribuição de seus softwares e causando um certo monopólio também. Como eu sempre digo, concorrência é sempre bem-vinda, até para evitar que coisas assim possam vir a acontecer.

Até a próxima!

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