Janeiro 2018 - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Deepin lança ferramenta para solução de problemas do sistema

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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Você pode gostar ou não, usar o Deepin ou não, mas não há como negar que os desenvolvedores vem se empenhando e criar um ecossistema amigável para usuários leigos. Uma nova ferramenta chamada "Deepin Repair" foi lançada para a distro hoje e promete ajudar os usuários mais leigos a corrigir problemas pontuais que podem surgir no sistema.

Deepin Repair é lançado pela Wuhan






O Deepin Rapair é um utilitário do sistema Deepin que permite que os usuários corrijam problemas corriqueiros do sistema operacional, não só de forma gráfica, como apenas a (literalmente) um clique.

A nova ferramenta pode ser encontrada na loja de aplicativos da distro e possui as seguintes ferramentas:

Deepin Repair Collage

ꔷ Limpeza de disco: Para limpar arquivos de cache e liberar espaço de forma segura;

ꔷ Reparar DPKG: Para quando o gestor de pacotes estiver com problemas para lidar com pacotes quebrados;

ꔷ Reparo de inicializa: Basicamente reinstala o GRUB em caso de problemas para 
encontra as entradas de inicialização;

ꔷ Reparo de privilégios: Para evitar que o usuário não consiga se logar no sistema por algum bug que retire os privilégios do usuário;

ꔷ Redefinição de senha: Para caso o usuário esqueça o seu login.

Todas as ferramentas podem ser acessadas via Live também com um pen drive com a distro e desta forma podem ser usadas para reparar o sistema.

Essa ferramentas agora "fazem par" com o Deepin Recovery, que basicamente habilita um "modo de recuperação" ao sistema, carregando apenas drivers básicos e com baixa necessidade de desempenho gráfico, semelhante ao modo de recuperação do Windows e ao Deepin Clone, a ferramenta de backup, deixando o sistema ainda mais completo.

Para saber mais sobre a ferramenta, acesse a nota de lançamento no site oficial do Deepin.

Até a próxima!
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Mudanças para o Linux Mint 19 foram anunciadas

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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Os desenvolvedores do Linux Mint fizeram um ótimo post em seu blog oficial para falar sobre as futuras implementações do sistema. Muito se espera do Linux Mint, já que nos últimos anos ele virou sinônimo de equilíbrio entre estabilidade e facilidade de uso. Confira agora as novidades que nos aguardam:

Linux Mint 19






Os desenvolvedores do Linux Mint iniciaram o ano agradecendo a colaboração dos patrocinadores do projeto e dos doadores. segundo eles, o último mês teve um record de novos contribuidores e um record de arrecadação, o que é bom para todos nós, pois dá um "gás" a mais para que o time trabalhe.

Grande parte do foco do Linux Mint, inicialmente, é melhorar o processo de desenvolvimento da distro, tornando-o mais eficiente, com ferramentas que automatizam o processo da caça de bugs em implementações novas de código.

Mudanças no Linux Mint 19


Eu sei que todos estão esperando as grandes atualizações que saltam aos olhos, especialmente uma revitalizada no visual da distro, mas até o momento nada sobre isso foi comentado. Tudo bem o ciclo está apenas no início e o novo Mint, que sairá somente perto da metade de ano sob o codinome de Tara, ainda deve trazer muitas coisas interessantes.

Dentre as coisas que já sabemos que vão começar a fazer parte da nova edição do Linux Mint e estão sendo testadas em imagens alpha que apenas a equipe de desenvolvimento acessa nessa etapa do projeto estão a migração para o GTK 3.22, que é uma versão "antiga" mas muito estável.

Outras novidades impactam diretamente a interface Cinnamon, padrão da distro. 

Agora o ambiente gráfico migrará em definitivo e completamente do Python 2.x para o 3.x, migrará do mozjs38 para o mozjs52 e incluirá também a possibilidade de configurar data e hora via rede através do Systemd.

Caça a bugs no Linux Mint


Outro ponto importante comentado foi a postura de mitigação de bugs no sistema. Segundo os devs, são milhares de problemas relatados e quanto mais o sistema se populariza, mais pessoas utilizam o Mint em circunstâncias diversas e em hardwares diversos também, e maior fica a quantidade de problemas relatados.

No último ciclo, 18.x, do Linux Mint, os desenvolveres teriam coletado cerca de 7.500 bugs, a maior parte reportados pelos próprios usuários, somando GitHub e Launchpad.

Boa parte desses bugs foram considerados "simples de resolver" e a ideia é não deixar nenhum passar, observando, claro, uma hierarquia de urgência.

Para ajudar os usuários a entenderem melhor o sistema, inclusive nas formas possíveis de envolvimento com o projeto, muito esforço está sendo aplicado para melhorar a documentação do Linux Mint, atualizá-la e traduzi-la para outros idiomas, facilitando assim o acesso a uma fonte confiável e completa de informações sobre a distro.


O time do Linux Mint


Sabemos que o Linux Mint passou de um desenvolvimento puramente comunitário para o perfil de uma pequena empresa e uma das parte mais interessantes foi a cotação de quantas pessoas participam de alguns segmentos do projeto.

O time de desenvolvimento do Cinnamon possui 11 pessoas aplicadas, o time dos X-Apps, que são os aplicativos Cross-Interface do Linux Mint (Xapp, Xplayer, Pix, Xed, Xreader, Xviewer, etc) possui 4 desenvolvedores, o restante do time de desenvolvimento que lida com todo o restante tem 6 pessoas envolvidas.

Usando tecnologias quanto estiverem estáveis


Um trecho final da declaração me chamou a atenção, pois nele é revelada um pouco da filosofia de trabalho do Linux Mint, algo que é facilmente deduzível mas que eu nunca tinha visto eles comentarem abertamente, que é: Só usar tecnologias quando elas estiverem prontas.

Claro, neste caso eles estavam falando sobre tecnologias de desenvolvimento, como o Git, ReadTheDocs e outras, mas isso pode ser aplicado ao perfil da distro como resultado final também.

Por exemplo, o Linux Mint nem sequer testou o Wayland ainda como servidor gráfico por não acreditar que ele está pronto para usuários finais, a implementação de Flatpaks no Mint Install ainda é opcional, assim como o versionamento de diversos programas menos críticos e até mesmo o temas GTK.

Aliando isso a base sólida das LTS do Ubuntu com um plano de lançamento que não muda a base de software de forma drástica e a constante caça a bugs, isso garante um Linux Mint mais estável ao longo do tempo.

Dentre os planos futuros, estão também o desenvolvimento de guias e documentação de segurança para o sistema e também um para os desenvolvedores poderem criar aplicações plenamente compatíveis com o Linux Mint.

Essas são as principais novidades sobre o Linux Mint 19 "Tara" até o momento, fique ligado aqui no blog para acompanhar as novidade assim que elas forem sendo lançadas.

Até a próxima!

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Cetus Play - Um dos melhores Apps para você controlar o seu Android TV Box

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Controles remotos de Android TV Box, de forma geral, não te trazem a melhor experiência possível. É claro, existem alguns modelos que vão entregar experiências muito boas, mas os de valor mais acessível costumam ter um controle "meia boca". Para isso existe o Cetus Play, vamos conhecer ele melhor?

Cetus Play






Eu sempre converso com os leitores do blog e do canal das redes sociais e muitas vezes através do comentários surgem ótimos debates, pelo menos, sempre que possível eu dou uma passada para trocar algumas ideias com vocês.

Um dos assuntos que eu estava conversando com a galera lá do grupo do Diolinux no Facebook eram formas mais práticas para operar os TV Box.

Quando se trata de experiência e usabilidade, alguns modelos como este da Xiaomi são simplesmente "perfeitos":


No entanto, existem muitos outros que te entregam um controle genérico que nem de perto te traz essas facilidades, o que é uma pena, já que muitas vezes estes TV Boxes tem hardwares excelentes e preços baixos, especialmente nessas marcas menos populares, como este aqui:


Felizmente no mundo Android existem muitos aplicativos que podem nos ajudar a melhorar isso, até o troca do Launcher pode ser uma opção, mas pesquisando um pouco eu descobri o Cetus Play, um App que transforma o seu Smartphone em um controle remoto para o seu TV Box e é bem menos drástico do que alterar o launcher, especialmente para quem é leigo no assunto.

Entrando em contato com os Devs eu pude testar o App no modo Premium, mas no fim das contas acabei percebendo que não tem diferença alguma usar o App grátis ou o Premium. Tirando os anúncios que aparecem, a funcionalidade é exatamente a mesma.

O Cetus Play


Para você entender melhor como o App funciona eu fiz um vídeo especial, confira agora e veja só que bacana e prática a usabilidade:


Você pode baixar o App gratuitamente direto da Google Play Store, basta clicar aqui.

Para usar o Cetus Play no seu Android TV Box você precisa instalar o App tanto no seu Smartphone, quanto no TV Box, assim você terá uma melhor integração. 

Deixe ambos na mesma rede Wi-Fi para que tudo funcione corretamente e siga a instruções que eu mostrei no vídeo.

Como demonstrado no vídeo, lembre de ativar o teclado Cetus Play no seu TV Box, assim você pode usar o Smartphone para digitar e pesquisar.

Cetus Play

Dentre os vários layouts de controle disponíveis, o padrão já deve te servir sem maiores problemas, para os Apps que não são otimizados para controle, você pode usar o modo "AirMouse", que transforma o seu Smartphone em uma espécie de touchpad e exibe um cursor na tela da sua TV, assim fica fácil manipular certos Apps, como a Netflix, quando este App não for otimizado para o seu TV Box, como acontece no Mi Box, claro.

E aí, curtiu a dica? Quais os seus Apps preferidos para rodar em um Android TV Box?

Até a próxima!
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PDFelement - Uma ótima solução para manipular PDF no Android

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Atualmente é muito comum encontrar pessoas que trabalham diretamente pelo Smartphone, o nível dos aplicativos e recursos disponíveis é muito alto, inclusive no ramo de escritório. Além de editores de texto, planilhas, apresentações, etc, os editores de PDF são igualmente importantes e hoje você vai conhecer o PDFelement.

PDFelement






Quem precisa de edição de PDFs no Android pode utilizar o PDFelement para essa finalidade, ele é um aplicativo gratuito desenvolvido pela Wondershare que você encontra na Google Play.

Uma vez que você baixe, é importante criar uma conta e fazer login no aplicativo para poder desbloquear todas as funções por completo, caso contrário, você poderá somente visualizar os documentos.

Particularmente eu gosto de ler livros, especialmente os técnicos, fazendo anotações e lembretes para aprimorar os estudos e este é um ótimo App pra isso.

Recursos do PDFelement


O PDFelement tem vários recursos interessantes para quem gosta de fazer revisões nos documentos ou gosta de utilizar os aplicativos para fazer leituras de projetos ou livros, fazendo anotações, lembretes e alterações nas páginas.


Ao abrir qualquer documento você verá na parte inferior um botão para edita-lo, na parte de seleção de texto, você pode aplicar o "highlight", sublinhar as linhas ou parágrafos ou riscar palavras e frases.

Você também pode "desenhar à mão livre", para circular, anotar ou escrever.

Recursos do PDF element
Recursos do PDFelement

Você também pode desenhar retângulos, círculos, linhas e setas para marcar regiões do texto, assim como é possível fazer anotações em regiões ou palavras. Vale mencionar que na região superior do App você também tem recursos legais, como manipular o seu catálogo de PDFs, pesquisar por documentos, adicionar documentos aos favoritos para fácil acesso.

Todas as edições que você fizer em PDFs usando o PDFelement, incluindo o as anotações funcionam normalmente em outros softwares de leitura de PDF, como o Evince por exemplo:

PDF editado com PDFelement
Documento editado no PDFelement aberto no Evince (Deepin Linux)

É possível também editar as páginas presentes do arquivo, excluindo e exportando páginas individuais através do software:

PDFelement
Recursos do PDFelement

Definitivamente é uma boa opção para os seus trabalhos, a galera que usa Windows pode baixar a versão de desktop também através do site oficial, ele também é grátis. 
As pessoas que usam Linux pode usar o Master PDF Editor para funções simulares.

Espero que o App seja útil para você, até a próxima!
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Ubuntu 18.04 LTS vai manter a Área de Trabalho ativa!

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

No dia 6 de Janeiro nós noticiamos aqui no blog sobre a decisão do projeto GNOME em extinguir a pasta de Área de Trabalho com o lançamento do GNOME 3.28, por consequência, os ícones no Desktop deixarão de existir, sem a possibilidade de ativar essa função nativamente. 

Como o Ubuntu agora usa GNOME Shell, teoricamente isso seria passado para a próxima LTS da Canonical, que deverá ser lançada com essa versão do ambiente, mas aparentemente a decisão não agradou a todos e isso será diferente no novo Ubuntu que deve sair em Abril.

Desktop Ubuntu






Com essa mudança proposta pelos desenvolvedores GNOME muitas "caretas" surgiram entre os usuários que gostam de uma Área de Trabalho ativa, ou que acham que isso deveria ser opcional pelo menos, incluindo o pessoal da Canonical, que desenvolve o Ubuntu.

O desenvolvedor do Ubuntu, Didier Roche, comentou sobre o assunto informando as opções disponíveis. Basicamente são duas, enviar o Ubuntu 18.04 LTS com o Nautilis 3.28, sem suporte para o Desktop, ou procurar uma alternativa para manter os ícones.

Conversando com os outros devs e pegando o feedback da comunidade (e observando o histórico do Ubuntu 16.04 LTS, que é a versão de longo suporte atual),  a conclusão que foi chegada é que a presença dos ícones é importante, a mudança dos usuários do 16.04, com Unity, para o 18.04 com GNOME Shell já é grande o suficiente e quebrar mais uma característica inerente ao Desktop tradicional do Ubuntu não seria benefício.

Dito isso, quais são as opções? Bom, são basicamente três:

1 - Usar o Nautilus 3.26 (versão do 17.10 atual) que tem suporte ao Desktop;

2 - Usar o Nautilus 3.28 mas também incluir o Nemo (gestor do Cinnamon, Linux Mint, etc) com o único objetivo de desenhar os ícones na Área de Trabalho;

3 - Usar uma extensão para o GNOME Shell que faça essa função de tornar o Desktop utilizável novamente, o que seria algo parecido com a solução que é possível no elementary OS.

Dentre essas opções a que exigiria menos "gambiarra" é a primeira e ela que será adotada pelo time de desenvolvimento do Ubuntu, ou seja, o Ubuntu 18.04 LTS usará GNOME 3.28 em todas as aplicações, menos no Nautilus, que se manterá na versão 3.26, mantendo assim a Área de Trabalho ativa.

Entrando em contradição?


Não que eu discorde da inclusão de uma Área de Trabalho ativa, não. Mas que eu lembre, quando a mudança para o GNOME Shell foi feita, uma das justificativas era "não precisar adaptar demais" os pacotes da interface em si, lembram?

Tudo bem, é só o Nautilus (por enquanto pelo menos), mas isso vai um pouco contra a ideia original, fazendo aquela mesclagem de versões dos aplicativos, que era justamente o que estava querendo ser evitado.

Talvez seja um "mal" necessário, afinal, é compreensível a preocupação com as pessoas que vem do Ubuntu 16.04 LTS, no entanto, eu não posso deixar de me perguntar: E depois?

Tudo bem, a versão que sai em Abril é uma nova LTS, isso significa que ela terá 5 anos de suporte a atualizações e eles vão poder manter as suas características para os consumidores por um bom tempo. Ainda assim é bom lembrar que, se as coisas manterem-se como tradicionalmente são, em Outubro teremos o Ubuntu 18.10, que por sua vez incluirá novamente o que há de mais recente na tecnologia GNOME, logo, ou teremos mais cedo ou mais tarde um abandono da Área de Trabalho, ou teremos um fork do Nautilus 3.26 que possa manter a área de Trabalho ou ainda a adição de uma extensão que faça esse tipo de trabalho.

Francamente, nenhuma das opções me parece super interessante. Devido a postura atual da empresa por trás do Ubuntu, criar um Fork parece estar fora de cogitação neste momento e mais uma vez iria contra a ideia inicial da migração para o ambiente GNOME. Apesar de que, se a preocupação fosse realmente o usuário de Desktop, isso seria algo a ser considerado.

Talvez no futuro tenhamos uma extensão que traga este recurso, quem sabe?

O que você acha da medida da Canonical e o que você acha do GNOME sem o Desktop? Deixe a sua opinião nos comentários, até a próxima!

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Kernel Linux vai incluir o VirtualBox Guest Additions por padrão

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O VirtualBox é uma das principais ferramentas na hora de testar sistemas operacionais diferentes sem precisar formatar os discos propriamente ditos, e agora a eficiência dele dentro das distros Linux aumentará ainda mais com a chegada do Kernel 4.16.

VirtualBox Additions fará parte do Kernel Linux






Usar o VirtualBox é muito simples, existem configurações avançadas também, claro, mas de forma geral, com poucos cliques qualquer um consegue utilizar a ferramenta para experimentar um sistema operacional.



Apesar de ser simples de configurar, no entanto existe um recurso que precisa ser instalado para que o desempenho da sua máquina virtual seja aprimorado, caso contrário, a aceleração gráfica fica prejudicada e muitas vezes a resolução da tela fica errada também, além de outros detalhes, esse recurso é o VirtualBox Guest Additions.

A boa notícia  é que você não precisará mais instalar esse recurso na sua distribuição pra ter as mesmas funcionalidades no seu VB à partir do Kernel Linux 4.16, tornando as coisas mais automáticas e práticas.

Por que isso é importante?


O VB Guest Additions já é um software livre, então nada de código proprietário precisará ser incorporado ao Kernel, mas sobretudo, isso facilitará a vida das próprias distros que ao rodarem em caráter de testes dentro de um VB (inclusive no Windows) não precisarão de maiores modificações para funcionar perfeitamente e ter os recursos avançados já ativados "by default".

Algumas distros como o Ubuntu e o Linux Mint já incluem esse recurso em seu Kernel, garantindo uma melhor experiência, no entanto, o recurso agora se estenderá para todas as distros que adorarem a versão 4.16 do Linux e superiores.

Esse projeto está sendo liderado e desenvolvido pela galera da Red Hat, uma das maiores empresas que trabalham com Linux no mundo, nós temos uma série de entrevistas no canal Diolinux no YouTube com eles, confira aqui.


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Computação Gráfica 3D com Software Livre Aplicada às Ciências da Saúde

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Hoje eu vou compartilhar com vocês um conteúdo extremamente rico produzido pelo meu grande amigo Cícero Moraes, um dos maiores referências mundiais em reconstrução facial utilizando softwares 3D de código aberto, como o Blender. Confira agora a história que o Cícero tem pra te contar:

OrtogOnBlender






Sempre gostei de aprender coisas novas e também de compartilhar os conhecimentos adquiridos. Desde 1996 quando fiz meu primeiro curso envolvendo informática (operador de microcomputador) eu sabia que a computação gráfica iria revolucionar com as suas inúmeras possibilidades.


No final dos anos da década de 1990 não haviam muitas possibilidades didáticas. A internet não era tão ampla como agora, ainda mais na cidade em que eu vivo, então sites como o Youtube e outros que ajudam na compreensão de qualquer tema estavam fora de cogitação. Era necessário aprender pelos manuais, estes escritos em inglês, um idioma que eu não compreendia e claro, a outra opção era por tentativa e erro.

Neste cenário, os programas que se destacavam eram os mais acessíveis e fáceis. Me lembro que conheci um tal de Floorplan Plus 3D, que cabia em um disquete e permitia que modelássemos uma casa em 2D e ao mesmo tempo ela era convertida em uma cena tridimensional. Era fantástico, mas as pessoas queriam mais, não bastava um 3D com aspecto de desenho, a clientela desejava sombras, brilhos e reflexões.

Diante disso estendi os estudos e cheguei até o Corel Dream 3D. Com ele eu pude criar cenas com sombra e textura, o que causou grande espanto na época e me proporcionou os primeiros ganhos com computação gráfica 3D.

Depois disto estudei o 3D Studio Max e outras ferramentas, mas conforme o tempo ia passando, mais claro ficava o fato de que eu não poderia participar de tudo aquilo, ao menos da forma que eu desejava.

No início dos anos 2000 tomei conhecimento do Linux e fiquei maravilhado. A minha primeira experiência não foi das melhores, posto que mal consegui mexer no sistema, mas não desisti e em 2005 passei a usar apenas ele nos meus computadores.

Sou muito grato a área de arquitetura, afinal foi o meu ganha pão durante muitos anos. No entanto eu queria mais desafios, passei para a área de publicidade e finalmente em 2011, depois de um episódio traumático onde reagi a um assalto e tomei um tiro de raspão na cabeça, decidi me dedicar ao campo de reconstrução facial forense, este me abriu muitas portas em projetos ligados a arqueologia e pavimentou a estrada rumo às ciências da saúde.

Em 2014 conheci o Dr. Everton da Rosa, um cirurgião bucomaxilo que me procurou para aprender a trabalhar com o Blender e utilizá-lo no planejamento de cirurgias ortognáticas, procedimentos que corrigem deformações faciais em adultos.

Essa parceria foi evoluindo e conforme postavamos os nossos progressos, muitos colegas do Dr. Everton começaram a pedir por cursos. Assim o fizemos e criamos o primeiro Curso Prático de Computação Gráfica Aplicada às Ciências da Saúde.

Os problemas


Tudo correu muito bem com o curso, mas percebemos que o pessoal da área da saúde sofria um pouco para absorver o conteúdo. Não que lhes faltasse capacidade, pelo contrário, o problema estava muito mais atrelado a falta de tempo. Todo mundo que já estudou computação gráfica, sabe que dedicação e convivência com os programas são necessários para o seu domínio.

O que vemos, ao menos no Brasil, é um quadro onde os especialistas da área da saúde precisam trabalhar em vários empregos e também cuidar dos seus consultórios. Sobra pouco tempo para se dedicarem a uma ferramenta nova e diga-se de passagem, o mercado de tecnologia muda muito rapidamente e é impossível acompanhar todas as possibilidades que ele apresenta.

Para resolver essa questão comecei a criar uma série de arquivos pré configurados para o curso. Isso eu fazia desde 2001, quando comecei a ministrar cursos de informática. Mas apenas fornecer esses arquivos não resolvia o problema da absorção de conhecimento.

Vou explanar melhor. Imagine que um especialista pretenda fazer um planejamento de cirurgia facial. Ele vai precisar primeiramente, converter uma tomografia computadorizada em uma superfície 3D correspondente a anatomia desejada, por exemplo, pele e ossos.

A maioria das tomografias digitais são arquivos DICOM, uma sequência de imagens em escala de cinza que contém fatias de áreas determinadas do corpo. Neste caso, o especialista recebe a tomo (tomografia) da cabeça do seu paciente. Essa tomo nada mais é do que uma matriz tridimensional composta por uma série de imagens “empilhadas” conhecida como voxel data. Grosso modo, as partes mais duras como os ossos são claras, as partes mais vazias ou menos duras tendem a ser mais escuras. Então, escolhendo uma área de interesse, levando em conta essa intensidade, é possível filtrar uma parte específica da anatomia.

A primeira coisa que o especialista precisará fazer é abrir essa tomo em um software de visualização e reconstrução 3D. Em seguida ele seleciona a área de interesse, segmenta esta área e finalmente gera o 3D dela. Depois ele precisa exportar este arquivo e importar dentro do Blender para proceder com as osteotomias, que nada mais são do que cortes nos ossos.

Até aí tudo bem, difícil mas não impossível. O problema é que estamos falando de malhas 3D orgânicas advindas de reconstrução tomográfica… elas são pesadíssimas e os cálculos de corte que são efetuados através de booleanas não funcionam com as ferramentas nativas do Blender, que foram projetadas para gráficos menos complexos.

Como resolver isso? Simples, buscando uma alternativa externa. Neste caso através do programa standalone de cálculos booleanos chamado Cork. Trata-se de um programa acessado por linha de comando que procede com booleanas complexas e realmente dá conta do recado. O problema mora justamente na parte da linha de comando, ensinar isto a profissionais da saúde que nunca haviam trabalhado com 3D é desgastante tanto para eles quando para o professor.

Você, caro leitor, está compreendendo o tamanho do problema? Pois é, nós não apenas compreendemos ele, mas o vivemos na pele.

Uma atividade que era para ser rápida, como importar uma tomo e começar a trabalhar com ela se convertia em uma atividade sem fim e olha que isto não se tratava nem do começo do procedimento total, que ainda envolvia a movimentação destas partes e a gravação da dinâmica para o estudo da abordagem cirúrgica, bem como a criação de guias que auxiliariam os profissionais a saberem exatamente onde deveriam cortar nos ossos.

O primeiro addon a gente nunca esquece


Eu sempre gostei de programação. Nunca havia me envolvido seriamente com ela, mas não deixava de ler acerca desta tecnologia, familiarizando-me com os conceitos abordados.

Um belo dia, depois do nosso primeiro curso de 3D voltado às ciências da saúde, resolvi tentar empilhar os comandos mais utilizados em um canto da interface do Blender. Após anos e anos ministrando cursos eu sabia muito bem das dificuldades do alunos e o objetivo era colocar em um espaço quase tudo o que eles precisavam.

Assisti a uma série de vídeo tutoriais, li bastante sobre o assunto e fui montando aos trancos e barrancos essa pequena interface. Os dias foram passando e percebi que poderia estender as capacidades do nosso humilde addon. Mais do que simplesmentes empilhar botões, comecei a agrupar funções em um único botão.

Por exemplo, a maioria dos profissionais de saúde pretender imprimir o resultado dos seus trabalhos para estudá-los melhor. Muita gente acha que basta pegar qualquer volume 3D e enviá-lo para uma impressora e esta o materializará diretamente, mas as coisas não funcionam assim. O arquivo precisa passar por um tratamento que basicamente limpa qualquer incongruência da superfície a “fecha todos os buracos” para então sim, seguir para a impressão.

No Blender é possível limpar uma malha por via de um modificador chamado Remesh. Com ele a superfície é convertida em uma série de planos de 4 lados, as partes que estão separadas podem ser apagadas e o objeto fica pronto para ser impresso.

O que fiz no addon foi criar um botão que atribui ao objeto selecionado o comando Remesh já com todas as configurações necessárias para permitir uma boa impressão.

Agora, vamos imaginar a solução para o problema proposto mais acima, quando discutimos as dificuldades de se importar uma tomo e se proceder com as osteotomias. Além de podermos agrupar uma série de comandos em um botão, também podemos criar sequências de comandos que inclusive, chamam programas externos.

Isso é possível por que o Python, que é a linguagem de scripts do Blender, conta com uma série de bibliotecas para os mais diversos fins. Um deles é a possibilidade de executar aplicativos externos já com os argumentos necessários, como se fosse diretamente pela linha de comando, ou seja, podemos criar um botão que “faz coisas que o Blender não faz” como importar arquivos DICOM diretamente em 3D e também proceder com cortes complexos utilizando um algoritmo robusto de boolean!

Foi justamente o que fizemos no addon OrtogOnBlender.

O OrtogOnBlender


O OrtogOnBlender funciona como uma lista composta com a sequência de passos a ser seguida pelo especialista. Ele está em constante evolução e por conta disto, decidimos focar a documentação em arquivos editáveis e centralizados, de modo que o usuário sempre terá ao seu alcance informações atualizadas acerca do addon.



Para baixá-lo, acesse esse link: https://github.com/cogitas3d/OrtogOnBlender

Para instalar no Windows, há um passo a passo que também pode ser seguido pelos usuários do Linux: https://goo.gl/hZvakD

Abaixo, segue uma descrição inédita acerca das seções do addon.

Importa Tomo


Como abordado acima, antes de iniciarmos o planejamento cirúrgico é necessários reconstruirmos as peças de interesse a partir de uma tomografia computadorizada.

Há tempos atrás essa tarefa era composta de muitas etapas, o que se mostrava bastante cansativo para aqueles que estavam iniciando com os estudos. Depois de muita pesquisas e testes, encontramos o Dicom2Mesh, uma aplicação que reconstrói um STL (formato de arquivo 3D) a partir de uma sequência de arquivos DICOM. Parece mágica! Mas claro, é pura tecnologia. Com uma linha de comando você informa onde está o diretório dos arquivos DICOM, qual a área de interesse desejada e qual será o arquivo de saída.
Importa Tomo

ꔷ Reconstrução da Tomografia
   ꖴ O que fizemos foi criar uma sequência de comandos que geram o 3D a partir do Dicom2Mesh, importam para o Blender e ainda parenteiam a pele ao ossos, assim, quando o usuário move o crânio a pele o acompanha, ainda que esta seja um objeto independente.

ꔷ Referências Gráficas
  ꖴ Trata-se de um conjunto de linhas que, apesar de parecer simples para um usuário contumaz de programas de modelagem 3D, é complicado de se configurar por parte de um iniciante, ao passo que se torna indispensável para o mesmo no tocante a alinhar o crânio a um plano conhecido.

Importa Tomo 3D/Moldes


Há casos em que o usuário do addon ou prefere reconstruir a malha em um programa externo como o Slicer 3D a afins, ou já conta com esta malha reconstruída. Ele pode então importar o arquivo que quase sempre se trata de um STL.


Mais do que isso, esta seção também serve para importar moldes das arcadas superior e inferior. No planejamento de Ortognática isto muitas vezes é necessário, posto que os dentes reconstruídos através da tomografia podem apresentar distorções causadas por restaurações ou aparelhos dentários.

Zoom Cena


Uma das primeiras coisas que um usuário de programas de modelagem 3D aprendem é justamente as ferramentas de zoom a visualização de cena.


No entanto, nem sempre os sistemas operacionais permitem o uso do mouse ou teclas de atalho como deveriam. Soma-se isso ao fato de alguns teclados não contarem com o teclado numérico lateral, que é essencial para os comandos de zoom e visualização.

A interface do Blender permite que movamos as seções para cima e para baixo, isso possibilita ao usuário manter as ferramentas de visualização sempre próximas a etapa de trabalho atual.

Cria Fotogrametria


Trata-se de outro destaque do OrtogOnBlender. Basta setar o diretório onde se encontram as fotografias da face e clicar no algoritmo desejado que a digitalização por fotogrametria acontece automaticamente.

O addon então importa o arquivo resultante e ainda centraliza o zoom na peça escaneada.


ꔷ Iniciar Fotogrametria
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o OpenMVG e o OpenMVS.

ꔷSMVS+ Meshlab
   ꖴ Ao clicar neste botão os cálculos de fotogrametria são feitos por uma solução conjunta entre o MVE/SMVS e o Meshlab.

Por que oferecer estas duas opções e não apenas uma?

Por que nem sempre uma ferramenta funciona em todas as situações. Oferecer duas opções permite ao usuário um número maior de chance de sucesso. Por exemplo, para digitalizar faces o SMVS oferece melhores resultados na maioria das vezes. Quando falamos em digitalização de objetos como moldes e crânios, o OpenMVG+OpenMVS tem se saído melhor.

Para ilustrar melhor seguem dois experimentos envolvendo as ferramentas fornecidas pelo addon comparadas a aplicações fechadas.

ꔷ Protocolo Geral para Digitalização de Faces Voltado ao Planejamento de Cirurgia Ortognática e Rinoplastia - Comparação entre Ferramentas


ꔷ Poderia a fotogrametria aberta ser uma alternativa para a Ortodontia 3D?

Alinha Faces


As ferramentas de fotogrametria livre fornecem excelentes resultados, no entanto elas são deficientes no quesito alinhamento e redimensionamento. Pensando justamente em como resolver o problema é que essa seção foi criada.




ꔷ Alinhamento e Redimensionamento
           ꔷ É dividido em três passos. O usuário entra em modo de edição e seleciona três pontos da face. Os dois primeiros são de uma medida conhecida, como a distância entre os limites dos olhos, por exemplo.
                   ꔷ Alinha com a câmera: Ao clicar no botão o triângulo criado pelos três pontos é alinhado com a câmera, então sabemos que esse objeto é o parâmetro de alinhamento.
                   ꔷ Medida Real: Aqui o usuário coloca a medida real da distância em mm.
                ꔷ  Alinha e redimensiona: Sabendo o parâmetro de alinhamento e o de escala, o objeto é finalmente alinhado em relação a origem global (0,0,0) e redimensionado para a escala real.
ꔷ Alinha por Pontos
       ꔷ Aqui o usuário alinha a face escaneada por fotogrametria com a face reconstruída da tomografia computadorizada.

Por que alinhar uma estrutura que já existe? Simples, a estrutura advinda da tomografia não contém textura. Já o modelo digitalizado por fotogrametria contém a textura da face do paciente. Mesmo que se trate do mesmo rosto, a ausência de textura causa estranheza posto que faltam informações acerca da estrutura facial do paciente. É como comparar um rosto real com uma estátua monocromática. Em outros programas o usuário pode projetar uma foto na tomografia, mas isso implica em possíveis problemas, o principal deles é que uma foto frontal não contém informações da laterais e algumas regiões podem “escorrer” causando estranheza também. Além do mais, a fotogrametria é tão simples e a textura fica tão boa, que torna a projeção de imagens algo desnecessário.

Importar Fotogrametria


O addon oferece a opção do usuário importar uma fotogrametria, ou mesmo digitalização efetuada em software externo.


Além disso, depois de gerada ou importada a digitalização, é necessário selecionar a região de interesse. A forma mais fácil é criar um círculo lateral que servirá de parâmetro para um corte.

O addon não apenas secciona a malha facial, como automaticamente apaga os excessos e o círculo criado.

Importar Cefalometria



No planejamento de cirurgia ortognática não há um consenso sobre o melhor método de alinhamento da cabeça. Em face disto, colocamos à disposição do usuário a possibilidade deste importar uma imagem da cefalometria digital, de modo que a utilize como parâmetro de alinhamento.

Osteotomia


Esta seção contém as ferramentas de osteotomias ou cortes nos ossos. É através destes cortes que os especialistas poderão reconfigurar a face do paciente de modo a solucionar problemas respiratórios e estruturais.


A primeira parte agrupa uma série de botões que criam planos de cortes pré-definidos. O usuário também poderá proceder com os cálculos booleanos e ainda separar as osteotomias automaticamente.

A segunda parte é composta pelas ferramentas de configuração das osteotomias. O usuário não apenas nomeia e pigmenta cada uma delas, mas já as atrela a dinâmica do mole.

Dinâmica do Mole


Esta é uma das menores seções, mas que curiosamente contém o maior trecho de código.


Isto se explica por que botão “Configura Dinâmica Mole” agrupa uma sequência complexa de comandos que criam áreas de influência e deformação na face tomando como referência o volume das osteotomias.

É fascinante atestar que anos de estudo puderam se resumir em apenas um clique.

Criação do Splint


A referência que o cirurgião tem para fazer os cortes e fixar as osteotomias no mundo real são os chamados splints. Eles funcionam como guias cirúrgicos tendo como parâmetro de encaixe a ponta dos dentes.




O OrtogOnBlender permite que o especialista controle o tempo e os deslocamento das osteotomias. Ao trabalhar estes conceitos o especialista pode criar um splint baseado tanto na movimentação da maxila quando da mandíbula.

Os desafios na implementação do OrtogOnBlender


Apesar de todo o trabalho dedicado ao addon ele apresenta uma série de desafios e pontos que precisam ser melhorados.

ꔷ Instalação

- Problema: Mesmo com todas as facilidades presentes, é um árduo trabalho para um usuário iniciantes instalar o OrtogOnBlender. As implementações completas estão disponíveis para o Linux e o Windows já compiladas, no entanto ainda não portadas para o MacOSX forçando os usuários deste sistema a compilarem uma série de aplicativos através do Homebrew.

- Solução: O interessado no uso do OrtogOnBlender poderá baixar ou adquirir o Linux 3DCS, uma distribuição instalada diretamente em um pendrive bootável.

ꔷ Dinâmica do mole atrelada aos bones

- Problema: A movimentação das osteotomias são feitas através de bones. Isso pode ser um desafio para usuários iniciantes.

- Solução: Já estamos implementando um sistema baseado na movimentação direta das osteotomias. Veja o funcionamento prévio aqui: https://youtu.be/rFCZL0xeOI4

ꔷ Alinhamento automático das osteotomias e captura de pontos conhecidos

- Desafio: Alguns aplicativos de planejamento de cirurgia ortognática oferecem a possibilidade de alinhar automaticamente as osteotomias, bem como capturam uma série de pontos (colocados pelo usuários), informando qual foi o deslocamento destes objetos.

- Solução: Ainda que o Blender ofereça os dados de movimentação e rotação de um objeto, estamos implementando um sistema que captura estes dados em pontos específicos. Esta implementação também funcionará para alinhar ou pré-alinhar algumas peças se assim for necessário. Veja o funcionamento prévio no seguinte link: https://youtu.be/an5XXhqu8Xw


Linux 3DCS, uma solução simples e robusta


Como abordado logo acima, um dos grandes problemas relacionados a instalação do OrtogOnBlender mora na necessidade de configurar outros addons e instalar ou mesmo compilar uma série de aplicativos.

Instalar o que está disponível é uma tarefa aceitável até para um usuário iniciantes, mas pedir para este usuário compilar um programa já é um pouco demais. Então, como podemos resolver a vida daqueles que gostariam apenas de testar o addon, sem ter que perder uma tarde inteira configurando-o? Muito simples.

Uso o Blender desde 2005, com já comentei aqui. Uma das grandes vantagens deste sistema é a sua flexibilidade. Isso implica dizer que podemos adaptá-lo a muitas e inusitadas situações. É possível, por exemplo, instalar o Linux em um pendrive como se esse fosse um HD e isso abre as portas para muitas possibilidades.

O projeto Linux 3DCS nasceu da necessidade dos nossos alunos terem em suas mãos um sistema completo e a disposição, baseado em software livre, sem que para isso tivessem que baixar uma série de programas.

Começamos o projeto como um teste e agora estamos distribuindo aos novos alunos, pendrives com o sistema instalado. Basta configurar a BIOS rapidamente que eles podem começar a usufruir de um workflow totalmente configurado, com todos os programas necessários e contentes pelo fato de não terem que investir o seu precioso tempo na configuração de tudo aquilo.

Mas, e os usuários que não são nossos alunos e que desejarem usar o Linux 3DCS? Bem, eles podem:

ꔷ Baixar uma imagem disponível para download e clonar em um pendrive;

ꔷ Baixar a imagem e rodar em uma máquina virtual;

ꔷ Pedir para a nossa equipe gravar um pendrive e pagar pelo serviço;

ꔷ Fazer um dos nossos cursos presenciais :)

Para aqueles que se interessaram neste projeto, o link para mais informações e download está aqui: https://github.com/cogitas3d/Linux3DCS

Conclusão


Ainda estamos engatinhando nesta onda de desenvolvimento de software e distro Linux, as nossas alternativas não são aquelas padronizadas pelo mercado ou menos pela comunidade, mas acima de tudo, estamos entregando duas coisas:

1) Projetos que são abertos e disponíveis para download;

2) Documentação necessária para a instalação e compreensão das ferramentas envolvidas.

Esperamos manter essa animação e o foco necessário para resolvermos os problemas um a um e poder fornecer ferramentas que sejam úteis para a sociedade e que realmente façam a diferença.

Grato pela leitura.

Cicero Moraes 3D Designer

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Como resetar o Ubuntu (com GNOME Shell) para o "padrão de fábrica"

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

As distros Linux costumam nos dar muita liberdade para personalizar o sistema operacional, com o Ubuntu não seria diferente, e agora que ele usa GNOME Shell como interface padrão, existem muitas modificações disponíveis através de extensões e temas, afinal, o GNOME é uma das maiores comunidades open source que existem e naturalmente existe muito material sobre customização para ele. Hoje você vai aprender a deixar o seu Ubuntu com a aparência de recém instalado em caso de você alterar muitas coisas e não saber mais como voltar.

Como resetar o Ubuntu






Graças a centralização de configurações do GNOME Shell, nós podemos usar uma função de um utilitário chamado dconf para poder restaurar o sistema e voltar para as configurações padrão.

Para fazer uma demonstração para você eu personalizei completamente os temas do Ubuntu (para um jeito não tão bonito), assim você pode ter uma noção da mudança:

Ubuntu modificado para ser resetado

Para voltar todo o GNOME para as configurações padrões, não só o tema, mas os aplicativos como Evince, Rhytmbox, Nautilus (deixando a área de trabalho sem ícones), extensões e "tudo mais", rode o seguinte comando no terminal:
dconf reset -f /
Depois de alguns segundos apenas (e algumas piscadas na tela)  o seu desktop volta a exatamente o seu padrão, incluindo os ícones dos apps que estão fixados na sua barra lateral:

Ubuntu de volta ao padrão

Existe também uma outra forma de fazer "resets" em aplicativos específicos, eu expliquei como fazer isso neste vídeo:



Simples assim! :)
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gLinux - Google lança distro Linux para uso interno baseada no Debian Testing

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A Google anunciou uma nova distribuição Linux para uso em desenvolvimento interno chamada gLinux, que será baseada no Debian, essa distro vai substituir o Goobuntu, que é usado atualmente e é baseado no Ubuntu, como o nome sugere.

gLinux distro do Google






A Google vem usando o Goobuntu por mais de cinco anos, uma distribuição Linux baseada no Ubuntu 14.04 LTS e modificada pelo empresa para se adaptar melhor às suas necessidades de desenvolvimento, no entanto, isso deverá mudar pois a empresa decidiu substituir o Goobuntu pelo que está sendo chamado de gLinux, uma nova distro baseada no Debian Testing. 

Essa notícia havia sido anunciada no Debconf17, em Agosto do ano passado, no entanto, só agora a mudança realmente chamou a atenção. Inclusive, você pode conferir a apresentação logo abaixo:


A transição de base do Ubuntu 14.04 LTS para o Debian Testing será gerenciada completamente pela Google graças a uma ferramenta criada pela empresa pra que seja possível "transformar um sistema no outro", sem precisar ficar reinstalando todas as estações do zero.

A Google não vai colocar o gLinux para download, mas prometeu contribuir fortemente com o projeto Debian, enviando todas as mudanças e código de melhorias que forem feitas diretamente para o projeto, para que assim ele seja distribuído para todos, evitando assim que as ferramentas proprietárias que serão incluídas na distro para uso interno sejam vazadas ou alguma informação sigilosa seja compartilhada "por engano".

Você pode ver as informações sobre o projeto gLinux direto da conferência do Debian por volta dos 12 minutos no vídeo acima. Margarita Monterola comenta que a escolha pelo Debian se deve ao formato Rolling Release da versão Testing especialmente, apesar do projeto ainda estar sendo testado, a funcionária da Google mencionou que eles só pretendem lançar o sistema para todos os funcionários da empresa quando ele estiver "pronto."

Até a próxima!

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Conheça o Adobe Photoshop via Streaming com suporte para Chrome OS

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Há muito tempo eu comentei no blog e no canal sobre o trabalho da Adobe em conjunto com o Google para trazer o Photoshop para o Chrome OS, e em consequência para as distros Linux também, muito provavelmente via Google Chrome. Fiquei curioso para ver o avanço desse projeto, pesquisei um pouco sobre ele e é isso que você vai conferir agora.

Photoshop Project Linux






O "Project Photoshop Streaming" começou há pelo menos 4 anos e até o momento não está disponível para o grande público. As únicas pessoas que tem acesso ao produto atualmente precisam obrigatoriamente morar na América do Norte, ter uma conta ativa no Creative Cloud e ainda ser parte do programa " Adobe Education Exchange", além de outros detalhes.

Como você deve ter percebido, o acesso ainda é muito restrito e infelizmente eu não tenho como mostrar para vocês o funcionamento dele pessoalmente, no entanto, eu encontrei no YouTube uma demo rodando em um Chrome OS:


Curiosamente, não ouvi nem Google e nem Adobe mencionarem novamente sobre este projeto que basicamente rodava o Photoshop via Streaming diretamente pelo navegador.  Mas, por quê?

Bom, minha suspeita é que como com o passar do tempo os Chromebooks passaram a aceitar uma gama de aplicativos Android, incluindo o Photoshop para dispositivos móveis (que em nada se assemelha a versão de desktop e é muito mais limitado), essa pode ter passado a ser a forma de levar o software para o sistema, esse pode ser um caminho interessante para o futuro, talvez a Adobe pense em lançar uma versão mais completa que possa ser usada em "Desktops" com Android e, consequentemente, Chrome OS.

A era do Streaming


Se quando eu era criança e adolescente eu comprava fitas e CDs para ouvir música, agora com o Spotify e afins eu simplesmente ouço elas sem precisar me preocupar com espaço em disco ou com hardware específico para isso. O mesmo acontece com filmes e séries através de Netflix, Amazon Prime, Google Play Movies, entre outros, mas o grande passo na era do streaming ainda não foi dado, ou pelo menos, não completamente.

Apesar de existirem muitos produtos e serviços que rodam em nuvem que são ótimos e práticos, como o Google Docs e o Office online da Microsoft, a execução de tarefas pesadas, como edição de vídeos, edição de imagens em alta resolução e até mesmo games ainda é um sonho para um futuro mais distante. 

Existem problemas de infraestrutura (especialmente para nós brasileiros), que geram problemas com a eficiência destes produtos, imagine o drama para fazer upload de um vídeo em 4K para depois editá-lo em um "Premiere online", seria algo extremamente "fora de mão".

Projetos como o RollApp, que visa rodar aplicativos open source de desktop via streaming, são um exemplo desse ideal sendo posto em prática, graças a ele você pode usar o GIMP no Chrome OS inclusive, mas basta fazer alguns testes para você ver que a coisa simplesmente não funciona tão bem quanto a versão instalada localmente.

O que você acha que nos espera no futuro? Apps via Streaming se tornarão mais comuns?

Até a próxima!

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