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GNOME 3.28 vai "extinguir" com a área de trabalho

O Nautilus do GNOME 3.28 não será mais capaz de manipular o seu Desktop

sábado, 6 de janeiro de 2018

/ por Dionatan Simioni
Uma notícia controversa surgiu à partir dos desenvolvedores GNOME, a ideia é acabar com a possibilidade de colocar ícones na área de trabalho no GNOME Shell.

GNOME Shell sem Área de trabalho






O GNOME Shell causou controvérsia desde o seu lançamento, lá pelos idos de 2011, e de uma forma ou de outra, continua fazendo.  Desta vez o que chamou a atenção foi a remoção do "desktop" para a atualização 3.28 do GNOME.

De certa forma, isso já existia


Geralmente as distribuições que incluem o GNOME Shell como interface fazem várias modificações que, em tese, podem auxiliar na usabilidade do ambiente, como o Manjaro e mais recentemente o Ubuntu também.

O GNOME Shell puro, como é entregado em algumas distros como o Fedora, já vem sem a área de trabalho ativa, para poder colocar qualquer ícone ou criar pastas ali é necessário fazer um pequeno ajuste através do GNOME Tweak Tool geralmente.

Não mais


Apesar do desktop já vir desabilitado por padrão, como mencionado, ainda era possível ativá-lo via configuração e algumas distros já te entregavam essa funcionalidade ativa, no entanto, a versão 3.28 do GNOME desabilitará essa possibilidade.

No GNOME (assim como em outros ambientes) a aplicação que faz o gerenciamento da área de trabalho é o próprio gestor de arquivos (no caso, o Nautilus) e como o GNOME Vanilla (Padrão) não possui o Desktop habilitado, melhorias para a área de trabalho não foram trabalhadas com ênfase nos últimos anos, proporcionando uma experiência não tão satisfatória quanto em outros gestores, como o Nemo do Cinnamon ou o Dolphin do KDE Plasma.

Uma tendência?


Eu "tô" começando a me sentir "velho" nesse mundo de tecnologia. Serei um usuário que vai sentir muita falta do Desktop, sou do tipo que usa a área de trabalho, pasmem, para trabalho.

Eventualmente eu coloco arquivos transitórios ali, como uma localização "neutra", onde depois eles serão apagados, ou ainda arquivos dos quais eu preciso me lembrar de observar. Recentemente, utilizando o Linux Mint e o Cinnamon, eu acabei "entrando na onda" da proposta deste desktop e acabei colocando os atalhos dos programas ali também para fins de experimento, eu sei, bem antiquado, quase nostálgico, mas funciona muito bem.

Linux Mint

Apesar das minhas "velhices", a noção de um desktop sem ícones não chega a ser nova, temos o elementary OS que sempre foi assim, o Chrome OS também é assim e o KDE Plasma era assim (na última versão os devs colocaram os ícones), se formos parar para pensar, até o Android e o iOS funcionam de forma parecida, no entanto, não posso deixar de pensar que é um desperdício de espaço útil, usar o Desktop apenas para o Wallpaper.

Felizmente no KDE Plasma existem os Widgets e até no elementary OS nós temos algo parecido atualmente, talvez no GNOME isso possa acontecer também no futuro.

Os desenvolvedores mencionaram que quem precisar de um área de trabalho ativa no GNOME Shell poderá utilizar o Nemo, fork no Nautilus e gestor do Cinnamon, em seu lugar; outra alternativa que está sendo pensada é uma extensão que simule a área de trabalho.

O que você acha disso? Você gosta de usar a área de trabalho ou para você não fará diferença?

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