Fevereiro 2018 - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Projeto GNOME lança nova forma de visualizar consumo do sistema - GNOME Usage

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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

De tempos em tempos os softwares recebem re-designs, isso garante que os programas mantenham um visual condizente com os padrões atuais e recebam novos recursos e melhorias. Eventualmente o simples redesenho não é o suficiente e uma nova aplicação é lançada. Hoje você vai conhecer o "GNOME Usage", ou simplesmente "Uso".

GNOME Usage no Ubuntu 18.04 LTS






O "GNOME Usage" tem uma funcionalidade que parece concorrer com o "GNOME System Monitor". Eu não sei se ele foi criado com a finalidade de substituí-lo, mas ele tem potencial para isso. Veja só:

GNOME Usage


O visual e a funcionalidade atualmente é muito simples. Uma mistura de conceitos do gerenciador de tarefas Windows, Deepin e macOS, que permite que você veja o consumo do processador em gráficos e através de percentual, assim como o consumo de memória RAM. 

Você consegue finalizar tarefas pertencentes ao seu usuário que não modifiquem o funcionamento do sistema. É possível fechar um navegador por exemplo, mas não é possível finalizar o Xorg ou o processo do GNOME-Shell.

GNOME Usage - Armazenamento

Existe uma outra aba focada em mostrar o uso do armazenamento, semelhante ao Baobab, ou "Analisador de uso de Disco", uma ferramenta comum que acompanha praticamente todas as distros GNOME e até mesmo outras que não usam o GNOME diretamente, como o Linux Mint com interface Cinnamon.

Analisar de uso de Disco

O funcionamento é parecido, mas o "Usage" parece mostrar as informações de uma forma mais clara para usuários domésticos, semelhante ao painel que é exibido em "Meu mac" no macOS da Apple.

Armazenamento no macOS


Essa sessão permite que você exclua os conteúdos das pastas facilmente para liberar espaço no computador e permite também que você visualize com clareza qual o percentual do seu disco que está sendo ocupado pelo sistema operacional em si, assim como as pastas individualmente, semelhante ao modo do Android exibir os conteúdos também.

Em uma eventual migração para os pacotes Snap ou Flatpak, será fácil mostrar também o quando os Apps estão ocupando de espaço.

O "GNOME Usage" ou "Uso do GNOME" (ou simplesmente "Uso") está disponível no repositório do Ubuntu 18.04 LTS Daily Build (essa versão ainda está nos alphas e não deve ser usada em produção) e pode ser encontrar na GNOME Software:

GNOME Usage na GNOME Software

Distros Rolling Release como o Arch Linux, Manjaro, openSUSE Tumbleweed e outros sistemas que costumam trazer novidades com frequência também devem ter a aplicação disponível.

Quem está usando o Ubuntu 18 em suas daily Builds também pode instalar via terminal:
sudo apt install gnome-usage
Comparando ao "GNOME System Monitor", o "Usage" ainda tem algumas funcionalidades a menos. Como mostrar o uso de rede e a visualização de consumo do processador dividida por núcleos, no entanto, essa é a primeira vez que a ferramenta aparece, melhorias devem ser feitas.

GNOME System Monitor
GNOME System Monitor

Será que ele vai tomar o lugar do "GNOME System Monitor"? Será que os recursos serão incorporados ao próprio GNOME? Só o tempo nos dirá. 

O que você acha? Gostou na ferramenta?

Até a próxima!
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Os BSD estão morrendo?

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

As versões Open Source da Berkeley Software Distribution (BSD) do UNIX sofrem com a falta de monitoria em seu código, e isso prejudica sua segurança, disse Ilja Van Sprundel, diretor de testes de invasão no IOActive no final de dezembro.

Os BSD estão morrendo?






O artigo à seguir foi enviado por Marcos Oliveira, do site e canal "Terminal Root" e foi traduzido da fonte: CSO. Ele não reflete a opinião do blog ou do Marcos necessariamente em todos os pontos.

Admirado pelo pequeno número de vulnerabilidades do kernel BSD em comparação com o Linux, Van Sprundel analisou o código fonte do BSD em seu tempo livre. "Por que há pouquíssimos avisos de segurança de kernel de segurança BSD publicados todos os anos ?" Ele queria saber. É porque os BSDs são muito mais seguros ? Ou é porque ninguém está olhando?

Van Sprundel diz que ele encontrou facilmente cerca de 115 erros no kernel dos três BSDs, incluindo 30 para o FreeBSD, 25 para o OpenBSD e 60 para o NetBSD. Muitos dessas falhas ele chamou de "fruta quase madura". Ele informou prontamente todos as falhas de segurança, mas seis meses depois, no momento de sua palestra, muitos permaneceram sem correção. "De um modo geral, a maioria das falhas de segurança no kernel do Linux não tem uma vida longa. Eles são encontrados muito rápido", diz Van Sprundel. "Já no BSD, isso nem sempre é verdade. Achei diversos erros que
ainda não foram corrigidos".

OpenBSD, o mais seguro!


"O OpenBSD, de longe, tem os desenvolvedores mais conhecedores quando se trata de segurança", disse van Sprundel ao público. Por um lado, o OpenBSD tem um código muito menor, cerca de 2,9 milhões de linhas de código, em comparação com os 7 milhões do FreeBSD e os 7,3 milhões do NetBSD. "Obviamente, isso faz parte", diz van Sprundel. "Você não pode ter um erro no código que você não possui".

Em termos de qualidade do código, Van Sprundel também elogiou o código OpenBSD, no entanto, disse que "A qualidade é proporcional aos problemas". No entanto, a relativa falta de popularidade do OpenBSD prejudica a segurança do sistema operacional, ele sugeriu. "Os erros ainda são fáceis de encontrar. Se houvesse mais pessoas olhando para o OpenBSD, haveriam mais erros".

Theo De Raadt, fundador da OpenBSD, concordou com a van Sprundel que mais analistas no OpenBSD tornariam o sistema operacional mais seguro. "Eu lembro de ler seus primeiros slides, que foram principalmente sobre o impacto de pequenos abusos da API", disse De Raadt por e-mail. "Infelizmente, este é um problema do volume de código relativo à mão de obra. Garantir que todo o código seja 100% livre de erros é muito difícil". Van Sprundel também elogiou a resposta do OpenBSD às descobertas dos erros, dizendo que De Raadt respondeu dentro de uma semana, e o OpenBSD corrigiu as falhas dentro de alguns dias.

"Comuniquei-me com Ilja desde o início e consegui que toda nossa equipe trabalhasse em suas descobertas", escreveu De Raadt. "Nós resolvemos todos os bugs dentro de uma semana ou mais e disponibilizamos patches para aqueles que eram importantes. Na minha experiência, a única maneira de ser proativo e responsivo em um projeto de software dirigido por voluntários é nunca permitir aferição de um problema para mais tarde. Os problemas devem ser tratados o mais rápido possível para manter o interesse neles ".

NetBSD, o mais estável!


O foco do NetBSD por muitos anos foi suportar a mais ampla gama de hardware possível. Com este objetivo, no entanto, vem a necessidade de incluir uma grande quantidade de código de compatibilidade binária, e destacou-se que o NetBSD parece ser menos estável em relação a segurança.

A resposta do NetBSD aos relatórios de bugs de van Sprundel foi surpreendentemente boa e ruim. 

Por um lado, disseram que: "Eles corrigiram praticamente todos os erros submetidos, e praticamente durante a mesma noite!". Por outro lado, esses remendos ainda não foram enviados aos usuários seis meses depois. "Se você não instalar por conta própria as novas versões, seu NetBSD ainda estará vulnerável".

"Muitas das descobertas foram nas camadas de compatibilidade binária, e essas não são coisas que vão causar uma vulnerabilidade remota de qualquer maneira", diz Taylor R Campbell, membro do conselho de administração da NetBSD Foundation. "Alguém precisaria de acesso ao sistema de qualquer maneira para executar esse código".

Embora o NetBSD seja um projeto de código aberto voluntário sem desenvolvedores em tempo integral, Campbell e David Maxwell, um ex-membro do conselho de fundação do NetBSD, são ambos confiantes, o pessimismo de Agryroudis é infundado. "Nosso principal objetivo é ter um sistema central com uma arquitetura limpa, então torna-se muito fácil acessar novas plataformas", diz Maxwell. "Nós provavelmente continuaremos a ser fortes no lugar que temos sido historicamente". "Também somos notoriamente ruins no marketing", acrescenta Campbell.

FreeBSD, o mais avançado!


O FreeBSD é o mais popular dos três grandes BSDs e é usado pela Netflix, WhatsApp, entre outros . "Atualmente, o FreeBSD está a par com Linux ou superando um pouco", diz van Sprundel. "Em qualquer lugar onde você possa implantar o Linux, pode-se dizer que você provavelmente consegue também implantar o FreeBSD. Eles são implantados massivamente em muitos lugares".

O FreeBSD respondeu aos 30 erros do kernel em cerca de uma semana e corrigiu alguns no seu repositório de código-fonte. No entanto, o projeto de software lançou apenas alguns avisos, e "não se sabe dos demais", de acordo com Van Sprundel.

Ed Maste, diretor de desenvolvimento de projetos da Fundação FreeBSD e membro do time eleito do FreeBSD , diz:

"Começamos a tratar alguns destes como apenas erros e não como problemas de segurança".

A falta de desenvolvedores prejudica a segurança da FreeBSD, não só na capacidade de responder aos relatórios de erros, mas também para implementar novos recursos de segurança padrão do setor, o Argyroudis sugere. "O BSD mais popular, o mais tecnicamente avançado, é o FreeBSD, mas eles não têm tantos desenvolvedores,como Linux, e isso basicamente significa que estão um pouco atrasados em termos de recursos de segurança". "Somos capazes de fazer uma enorme quantidade de trabalho com uma base de desenvolvedores muito menor, fenomenal em termos de quantidade e qualidade de trabalho em comparação com o Linux", diz Maste. 

"A sugestão de que nosso futuro é de alguma forma prejudicado pela falta de desenvolvedores é absolutamente falso".

As vulnerabilidades do kernel do FreeBSD afetam o macOS ?


Há muito código FreeBSD no Mac e a equipe de segurança do FreeBSD coordena a divulgação com a Apple, diz van Sprundel. Ainda não está claro se essas vulnerabilidades relatadas afetam os laptops da Apple. O kernel Darwin divergiu fortemente do FreeBSD há 15 anos, e o macOS recebeu muito mais dedicação dos pesquisadores de segurança ao longo dos anos.

"Quando eu enviei os erros que eu tinha para 'Os Caras' do FreeBSD, eles perguntaram:" Você se importa se enviarmos isso para os caras da Apple? ", Disse van Sprundel. "Então, a equipe de segurança da Apple tem essa lista de erros. Não tenho ideia do quanto isso se aplica a eles. Provavelmente há alguns erros que se aplicam lá". A Apple não respondeu ao nosso pedido de comentário, e Maste recusou-se a especular, apontando que apenas a Apple saberia a resposta dessa pergunta. Maxwell da NetBSD é rápido em apontar que o macOS inclui código de não apenas o FreeBSD, mas também o NetBSD e o OpenBSD.

Os BSD estão morrendo ?


Os BSDs perderam a batalha para o Linux, e isso pode muito bem deixar de suportar a futura sustentabilidade dos BSDs como sistemas operacionais viáveis e seguros. "Fale o que quiser do kernel Linux, mas a verdade é que ele possui mais magnitude.", conclui Van Sprundel. "Com base no meu resultado, a qualidade do código por si só não pode explicar a discrepância entre os números de erro (BSD versus Linux)".

O OpenBSD pode ser o mais provável de sobreviver, apesar de ser muito menos popular que o FreeBSD no momento, sugere Argyroudis. "Vejo uma maior chance de o OpenBSD sobreviver porque tem um caso de uso mais focado e segmenta coisas específicas. FreeBSD, acho muito mais difícil para ele sobreviver do que o OpenBSD".

Medir a popularidade dos BSDs é difícil, argumenta Maste. "Um dos desafios com a tentativa de medir ou quantificar a popularidade do FreeBSD ou dos outros BSDs é que, em muitos casos, é usado em aplicativos ou implementações que não são particularmente visíveis", diz ele, como aparelhos ou produtos que se desenvolvem derivados do FreeBSD.

A licença BSD permissiva torna ainda mais difícil quantificar a popularidade dos BSDs. "Para os usuários finais, coisas como a licença no código podem não importar muito", diz Maxwell da NetBSD, "mas para as pessoas que compõem sistemas incorporados, para as pessoas que estão construindo produtos, o licenciamento do código é muito importante".

Argyroudis continua a ser pessimista sobre o futuro dos BSDs. "Eu adoro a base do código BSD", diz ele, "e eu adoraria poder contar-lhe coisas diferentes, principalmente sobre o FreeBSD, o maior rival do Linux. Infelizmente, eu não acho que esse é o caso, eu acho que isso se resume a uma falta de desenvolvedores".

Você pode apoiar a BSD Foundation através de doações no site oficial e reportando bugs.

Até a próxima!
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Aprenda os segredos de construir um negócio com software Open Source com John Mark Walker

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Se você estiver construindo um novo produto ou serviço, certamente os softwares Open Source desempenharão uma papel na sua empresa em algum momento, seja com menor ou maior envolvimento. Muitos empresários e gerentes de produto ainda lutam e debatem sobre a forma de se construir um negócio bem sucedido usando software Open Source.

Open Source Business





Segundo John Mark Walker (Open Source Ecosystems Manager on the Open Source and Standards team at Red Hat), o grande segredo de um negócio Open Source bem-sucedido é "ir muito além do código". "Para conseguir um produto certificado, previsível e gerenciável que 'apenas funciona' é preciso de muito mais esforço do que apenas escrever um bom código", comenta.

Criar um negócio Open Source exige uma sólida compreensão dos modelos de negócios de código aberto e das habilidades de gerenciamento, aliada a expertise para aproveitar o desenvolvimento dos produtos de forma aberta.

Em um e-book chamado "Building a Business on Open Souce", lançado pela Linux Foundation em associação com Walker, você poderá aprender o que é necessário para aprender a criar e gerenciar um produto ou serviço baseado em Linux ou softwares de código aberto.

O valor do modelo Open Source


À medida que o modelo Open Source se tornou mais prevalente, ele mudou a forma com que os produtos são desenvolvidos. Walker descreve os desafios únicos que existem ao desenvolver um produto assim, levantando questões importantes a serem consideradas na adoção de software Open Source, incluindo questões de sustentabilidade, responsabilidade e monetização.

Walker comenta que a Red Hat continua a ser a única empresa que tem sido bem-sucedida com um modelo comercial baseado puramente em software Open Source. Muitas empresas atualmente trabalham e perseguem um modelo similar onde o software Open Source se torna o meio comercial, mas existem outros modelos em torno "do Open Source", incluindo um modelo onde o núcleo do serviço é de código aberto, mas as ferramentas satélites não são. Esse é o chamado modelo de serviço  híbrido (e obviamente sustentável) que mistura o código fonte aberto com componentes proprietários, incluindo o suporte.

Mesmo com várias iniciativas potencialmente "dando certo", ainda pode-se discutir a diferença entre os modelos de negócios  abertos e híbridos, no entanto, segundo Walker, ambos ainda  possui um problema em comum: Muitas vezes (em ambos os casos) as empresas assumem que não há valor intrínseco na própria plataforma, quando há.

"Se você começar com a premissa de que as plataformas de código aberto têm um ótimo valor e você vende esse valor sob a forma de um produto de software certificado, isso é apenas um ponto de partida. A chave é que você está vendendo uma versão certificada de uma plataforma de código aberto e, a partir daí, depende de você como estruturar sua abordagem de produto ", comenta Walker.

O que está emergindo agora é um "novo modelo de plataforma aberta", no qual a própria plataforma de código aberto é vendida sob a forma de um produto certificado. Pode-se incluir complementos proprietários, mas deriva a maior parte do seu valor a partir da plataforma original.

É preciso pensar o processo de venda de forma diferente


Criar um negócio puramente em torno de uma plataforma Open Source requer um novo pensando e um novo processo de venda. É difícil transformar o código que está disponível para todos (geralmente gratuitamente) em um produto que funciona e pode ser usado em escala de negócio.

Sistema baseados em Linux e softwares Open Source são distribuídos gratuitamente normalmente, o que faz com as empresas melhorem seus serviços e ofereçam ecossistemas mais completos e complexos para conseguir clientes, melhorando os produtos por consequência. "Pelo mesmo preço da maçã, você pode ganhar uma maçã e uma faca para descascar a maçã".



Pode parecer fácil pegar algum código fonte gratuito, empacotá-lo e criar um produto à partir dele. Mas, na realidade, é um trabalho muito desafiador, no entanto, se você fizer isso direito, uma abordagem de código aberto oferece imensos benefícios incomparáveis.

Recomendo baixar o e-book da Linux Foundation e do Walker. as metodologias e processos detalhados ajudarão empresas, gerentes de negócio e desenvolvedores a adotar melhores práticas para criar valiosos produtos de código aberto.

Até a próxima!

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Canonical acrescentará uma nova forma de você instalar o Ubuntu 18.04 LTS

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sábado, 17 de fevereiro de 2018

O Ubuntu é um projeto amplo e existem várias formas diferentes de se utilizar o sistema. Dentre as chamadas "flavors", ou "sabores", temos as versões com interfaces diferentes, como o Xubuntu (Ubuntu+XFCE), Kubuntu (Ubuntu+KDE) e assim por diante, mas existe uma variável que agora fará parte do instalador padrão do Ubuntu 18.04 LTS que se chama "Ubuntu Minimal".

Ubuntu 18.04 LTS - Minimal Installation






Com a aproximação do lançamento da nova LTS do Ubuntu (em Abril) a cada dia mais novidades são publicadas. Ontem tivemos o anúncio de coleta de informações de hardware e pacotes dos usuários com a finalidade de melhorar o processo de desenvolvimento do sistema, semelhante ao que o Debian já faz há alguns anos, e que você pode ler mais neste artigo. Hoje temos mais uma novidade interessante e que a aproxima mais uma vez o Ubuntu do "jeito Debian de ser".

Ubuntu Minimal


O Ubuntu Minimal é uma ISO menor com o sistema base do Ubuntu sem nenhum pacote praticamente, semelhante ao Debian Net Install ou até mesmo ao Arch Linux, guardadas as devidas pontualidades diferenciais. Com ele você pode construir o seu Ubuntu à partir do download de pacotes da internet durante a instalação e colocar somente os pacotes de software que você deseja, personalizando assim a instalação do sistema para a sua necessidade e garantindo um sistema enxuto.

Nós já mostramos para você como fazer essa instalação no canal, confira:



Se você quiser saber mais sobre o Ubuntu Minimal pode consultar este outro artigo aqui do blog onde nós falamos exclusivamente sobre ele.

A opção de instalação Mínima no instalador do Ubuntu


Apesar do nome ser o mesmo, a opção que o instalador (Ubiquity) do Ubuntu vai te oferecer durante a instalação não faz exatamente a mesma coisa que a imagem mínima. Ela simplesmente vai instalar um Ubuntu com menos pacotes (cerca de 80 e suas dependências), garantindo uma instalação um pouco mais enxuta, sem players de música, gerenciador de e-mail, de fotos, etc.

Apesar de 80 pacotes serem removidos, a diferença no resultado final da instalação do Ubuntu 18.04 LTS será de apenas 500 MB em relação a versão completa do sistema. De aproximadamente 4 GB para 3,5 GB.

A ideia de acrescentar essa opção é para que as pessoas que usam o Ubuntu para algo que não seja o desktop doméstico tradicional não precisem gastar tempo desinstalando ferramentas para deixar o sistema menor. Interessante para empresas por exemplo. Menos pacotes, menos download de atualizações também.

Mas é claro, nada impede que você que usa o Ubuntu em casa possa também usar essa opção, caso você não se importe de ter alguns pacotes a menos.

Essa opção deverá estar perto da opção de "instalar codecs multimídia" do instalador e será desmarcada por padrão, quem quiser fazer a instalação dessa forma precisará marca a opção desejada.

Os usuários que querem personalizar a instalação do Ubuntu completamente ainda devem utilizar a ISO Minimal ao invés desta nova opção. Mesmo assim, não deixa de ser uma opção interessante para os usuários.


Até a próxima!
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Confira o vídeo do projeto KDE para mostrar o novo Plasma 5.12.x

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O KDE Plasma é de longe um dos mais robustos Desktop Enviroments que existem, seja pela variedade de recursos disponíveis, seja pela personalização da interface e do comportamento. Há alguns dias tivemos o lançamento do Plasma 5.12 LTS e agora você vai conferir o vídeo oficial com as novidades implementadas.

KDE Plasma 5.12 - Diolinux






A nova versão do KDE Plasma, a 5.12.x, é a nova versão LTS (Long Term Support) do Desktop Enviroment. Como sempre, muitas novidades surgiram, alguns destaques são:

ꔷ Melhorias na performance do Plasma;
ꔷ Função Night Color para proteger os seus olhos;
ꔷ Melhoria para os Menus Globais;
ꔷ O KRunner agora funciona também com ferramentas de acessibilidade, como o leitor de tela Orca;
ꔷ O texto das notificações agora pode selecionados e copiados;
ꔷ O Applet de previsão do tempo agora mostra a temperatura ao lado de ícone de status da previsão do tempo no painel;
ꔷ Melhoria nos redimensionamentos dos Widgets de relógio na área de trabalho;
ꔷ O lançador Kickoff recebeu melhorias no Design.

Entre muitas outras coisas que você pode conferir no anúncio oficial e no vídeo abaixo feito pela comunidade KDE, confira:


Curiosamente o Plasma 5.12 acabou sendo lançado com um bug realmente chato e perigoso para a segurança. Quando um pen drive era aberto pela janela de notificação e o nome do pen drive era um comando, o sistema operacional executava ele. Por conta disso, algumas horas/dias depois, nesta mesma semana, tivemos o lançamento do Plasma 5.12.1 corrigindo este e outros bugs pontuais, garantindo mais estabilidade ao sistema.

As principais distros KDE, como o KDE Neon e o Manjaro já estão entregando os updates aos usuários.

Você usa o KDE Plasma no seu dia a dia? Qual a novidade que você mais gostou?

Até a próxima!
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Você não poderá mais fazer sistemas operacionais baseados em Linux através do SUSE Studio

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A liberdade de usar o software para qualquer finalidade, juntamente com a liberdade de redistribuir as suas modificações formam alguns dos pilares do software livre e a SUSE soube como oferecer ao público essas possibilidades da forma mais simples possível através do SUSE Studio, uma ferramenta que agora está com os dias contados.

SUSE Studio - Diolinux






Para que não está familiarizado, o SUSE Studio é (ou era) um projeto da SUSE, uma das maiores empresas do mundo a trabalhar diretamente com Linux como cerne dos projetos, assim como Red Hat e Canonical, que permitia que qualquer um com mínimo conhecimento técnico pudesse gerar um sistema Linux personalizado (ou distribuição) baseada no SUSE ou openSUSE.

"Como eu nunca ouvi falar disso?", você se pergunta.

Talvez seja porque você não acompanha o nosso trabalho, e o nosso canal no YouTube, a tempo suficiente. Em 2015 eu fiz um vídeo mostrando como usar a ferramenta para criar o seu próprio sistema operacional baseado no SUSE usando o SUSE Studio.



Você que gostava no SUSE Studio não vai ficar órfão


O caso é que SUSE anunciou que está fechando o SUSE Studio, mas ao contrário do que muitos pensavam, a empresa na verdade vai convergir o serviço com o sistema Open Build Service, criando algo melhor e aprimorado, ideal para quem precisa criar appliances do SUSE para uso corporativo ou qualquer outra atividade.


O OBS (Open Build Service) era usado até então apenas para gerar softwares que rodavam nos sistemas Linux, mas não para criar o sistema operacional em si. 

Agora quem usava ou gostaria de utilizar o SUSE Studio precisa ir para este endereço, a partir dali será possível criar os novos projetos.

A empresa informou que a partir do dia 15 de Fevereiro (ou seja, ontem) os projetos começaram a ser desligados e as pessoas interessadas que possuam projetos lá devem fazer a migração de plataforma através de um tutorial disponibilizado no site oficial.

Até a próxima!
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Canonical pretende coletar dados dos computadores dos usuários com o Ubuntu 18.04 LTS

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Will Cooke, um dos engenheiros da Canonical, comentou através das listas de e-mail do Ubuntu que o sistema da empresa deverá passar a coletar dados dos computadores dos usuários para fins de melhorar o processo de engenharia e correção de bugs, além de gerar informações valiosas para o mercado Linux.

Ubuntu 18.04 Coletando dados






O anúncio de Cooke nos traz as seguintes informações:

"Olá estimados,

Nós queremos poder focar os nossos esforços de engenharia em coisas que realmente importam para os usuários, para poder fazer isso nos precisamos de mais informações sobre em que hardware o Ubuntu está rodando e quais são as condições de uso do sistema.

Nós gostaríamos de adicionar um 'checkbox' no instalador do sistema explicitando esta função (e permitindo que os usuários a desliguem) ao lado de linhas que digam algo como "enviar informações de diagnóstico para ajudar a melhorar o Ubuntu'.

Essa função deverá estar marcada como ativa por padrão.

O resultado de ter esta caixa marcada será:

- A informação da instalação será enviada através de HTTPS para um serviço rodado pelo time Canonical IS. A informação será salva no disco e enviada no primeiro boot, uma vez que haja conexão com internet. O arquivo conterá a seguinte informação e estará disponível para avaliação do usuário antes de ser enviado:

ꔷ Versão do Ubuntu (flavor);
ꔷ Versão do Ubuntu (16.04, 17.10, 18.04, etc);
ꔷ Conexão com internet ou não;
ꔷ CPU utilizado;
ꔷ RAM;
ꔷ Tamanho das unidades de armazenamento;
ꔷ Resolução da tela;
ꔷ Modelo da GPU;
ꔷ OEM (empresas que vendem o Ubuntu pré-instalado);
ꔷ Localização (baseada na seleção que o usuário fizer no instalador, nenhum IP será enviado);
ꔷ Tempo que a instalação demorar;
ꔷ Se o login automático está habilitado ou não;
ꔷ Qual o layout de partições selecionado (dual boot ou não por exemplo);
ꔷ Se os softwares de terceiros estão habilitados ou não na instalação (codecs, etc.);
ꔷ Se a opção de 'baixar atualizações enquanto instala' está ativada;
ꔷ Se o LivePatch do Kernel está habilitado ou não.

O Popcon será instalado. Ele permite que os engenheiros possam entender quais são os pacotes do Ubuntu que os usuários mais gostam, fazendo com que seja mais fácil identificar em quais pacotes os esforços de correções de bugs devem ser mais fortes.

O famoso e incômodo "error apport" será configurado para enviar os dados do erro automaticamente sem interromper mais o usuário.

Todo esse material será disponibilizado de forma pública como forma de transparência e isso nos permitirá mostrar para todos o percentual de usuários que usa o Ubuntu em computadores Dell por exemplo, em um determinado ano ou mês.

O documento 'Ubuntu privacy policy' será atualizado para refletir essa mudança. Qualquer usuário pode simplesmente optar por desativar esse envio de informação apenas desmarcando o "checkbox", o qual apenas modificará um parâmetro simples que pode ser verificado em código: 'diagnostics=false'. 

Haverá uma caixa para desativar essa funcionalidade do próprio painel de controle do GNOME que acompanhará o Ubuntu 18.04 LTS.

E para reiterar, o serviço de coleta de informações NUNCA armazenará informações pessoais, como o seu IP, nome dos seus arquivos, ou relacionados.

Nós esperamos o seu feedback valoroso nos comentários."

OK. Um anúncio muito importante, interessante e que certamente merece um debate. Sinta-se a vontade para expressar a sua opinião através dos comentários, mas não sem antes ler esta segunda parte do artigo. 

Para eliminar as dúvidas...

Mas o Ubuntu já não coletava dados?


Então, sim. Mas não. Pelo menos não como o Stallman comentava. Vamos lá, temos dois tópicos neste aspecto. A lente da Amazon no Unity (que agora não é mais o ambiente padrão) e o "error apport".

A lente da Amazon

Acho que até hoje muita gente não entendeu qual era o propósito da Dash do Unity, e veja bem, até a Microsoft entendeu, porque o menu de pesquisa do Windows 10 faz extamente o que o Unity fazia, só que de forma diferente.

A ideia era você jogar um termo da Dash, como "Pink Floyd" e ela te trazer resultados locais e na internet.

Em "resultados locais" a lente te traria arquivos que estão no seu disco que continham os meta dados "Pink Floyd".

Como resultado das buscas online, a Dash também te sugeriria resultados na internet para o termo pesquisado. Logo você encontraria artigos na Wikipedia sobre "Pink Floyd", fotos no Flicker, etc. (se estas lentes estivessem ativadas, claro). Por conta da parceria da Amazon com a Canonical, a lente da Amazon (que também sempre pôde ser desligada) já vinha ativada por padrão e como a Amazon é uma loja, ao pesquisar por "Pink Floyd" você recebia sugestões de produtos relacionados ao tema dentro da Amazon.

Os seus dados pessoais nunca foram utilizados (acho que poucos leram a documentação) dessa forma. Essa lente simplesmente funcionava como um "sistema de afiliados", dando alguma renda para a Canonical caso o usuário comprasse algo por ali.

Ou seja, a Dash funcionava como um buscador da internet qualquer, como o Google, só que mostrava um resultado considerando apenas sites específicos que você poderia habilitar e desabilitar. Particularmente eu sempre achei muito legal a ideia, até achava que poderiam haver outras lentes para serviços mais interessantes, como o próprio Google mesmo. Lembro que tinha uma que permitia que você pesquisasse no Yahoo direto da Dash. Curiosamente, este conceito é hoje em dia aplicado no menu de pesquisa do EndlessOS e é muito legal (e pesquisa no Google inclusive! 😃)

O error apport

Esse "cara" extremamente chato é aquela janela de erro que aparecia volta e meia mesmo sem ter acontecido nada de relevante para você. Ele importunava tando a galera que a gente fez até um post ensinando a desabilitar/remover ele do Ubuntu.

O error apport (apesar de invasivo) é eficaz ao mostrar bugs eventuais que o próprio sistema detecte, no entanto, era necessário uma ação prática do usuário para enviar as informações do erro pra Canonical e muitas vezes as pessoas acabavam fechando ele sem fazer o envio, coisa que poderia ajudar a empresa a melhorar o sistema.

O Ubuntu tem muitos usuários não técnicos e você sabe muito bem o que quem não entende de informática faz quando vê uma janela de erro, né? 

Essa função também podia ser desabilitada dentro da aba "privacidade" do Unity Control Center.

Coleta de dados é sempre controverso


Eu mesmo já critiquei a prática algumas vezes, mas tudo depende de como as coisas são feitas. Se você é desenvolvedor, sabe o quando um feedback de qualidade pode ajudar a melhorar o seu projeto ou produto, com um sistema operacional não seria diferente.

Uma coisa é você coletar dados em um sistema fechado onde você não tem como ter (tecnicamente) certeza de quais são os dados coletados, de que forma e para onde eles vão, incluindo informações pessoas muitas vezes. Outra totalmente diferente é ter uma plataforma completamente transparente e Open Source que só coleta informações de hardware e software, respeitando a privacidade individual, não é?

Windows, macOS, Android, iOS, etc, já fazem uso da coleta de dados para melhorar o sistema (e talvez pra outras coisas também) há muito tempo. A grande diferença aqui está na transparência, em um sistema de código aberto você realmente pode ver o que está sendo coletado e de que forma. O senhor Cooke inclusive foi bem enfático nisso em seu anúncio na lista de e-mails.

Que malefício isso pode trazer?

Bom, quem não gosta de rastreamento de nenhum tipo tá bem ferrado poderá sempre escolher um outro sistema para usar. A Canonical fazer isso pode abrir precedentes para que outros façam, talvez de forma não tão transparente? Talvez. Mas como todo "talvez", é melhor ver o que pode acontecer antes de condenar e conspirar. Ainda assim, ter um botão de "desligar" é uma liberdade importante.

As pessoas que não gostam de ser rastreadas por nada... bom, provavelmente elas não estão nem lendo este artigo. Afinal, Facebook, Google, YouTube, etc fazem a sua parte nessa máquina de indexação muito bem.

O que essa mudança pode trazer de positivo?

Na verdade, muito mais coisa do que parece. Eu sempre fui favorável a isso, especialmente por um aspecto que eu vou comentar mais abaixo.

Continua lendo aí! 😎

Eu ainda utilizo o Ubuntu com uma certa frequência, mas confesso que depois da mudança do Unity e abandono do projeto para Smartphones, abdicando em parte do Desktop, eu perdi um pouco do interesse nele diretamente. Ainda assim, eu utilizo para a produção dos vídeos do canal (nos últimos tempos pelo menos) um derivado direto, o Linux Mint. Estou com o Ubuntu 18.04 pre-alpha instalado em máquina virtual e em máquina real justamente para ajudar a reportar bugs para o desenvolvimento do sistema, no entanto, esse é um comportamento de uma parcela mínima de usuários do Ubuntu e certamente não é o suficiente para ter uma noção geral de onde o Ubuntu roda.

Uma das coisas que eu gostei no anúncio foi a transparência, deixando mais do que claro tudo o que vai acontecer, como e através de que. Isso é um ótimo sinal.
Talvez eles tenham aprendido a lição com a lente do Unity, que apesar de não fazer nenhum mal na prática, foi introduzida de forma controversa e sem todas as explicações que a comunidade Linux gosta.

Outra coisa boa é que cada ponto comentado para coleta de informação, além de ignorar a identidade do usuário, me parece justificável, vocês não acharam? Todas me parecem ter um função clara, levando dados importantes aos desenvolvedores, que ajudarão os mesmos a tomar decisões e focar em coisas importantes.

Destaques da utilidade dos dados coletados


Pelo que foi descrito, a opção (que pode ser desmarcada) simplesmente coleta informações que o instalador do Ubuntu tem acesso, ou seja, a configuração que você fez para instalar o sistema e em qual hardware.

Sei que pode ser difícil de imaginar, mas a Canonical estima que possua de 25 a 40 milhões de usuários somente no Desktop com o Ubuntu e diferente de distros que "focam em" ou tem um público menor, a variedade de hardware que o Kernel Linux do Ubuntu tem que lidar, assim como seus programas, somadas as condições de uso e interfaces diferentes (temos flavors do Ubuntu com praticamente todas as interfaces populares) é inimaginável. A combinação de variáveis diferentes e que podem eventualmente dar problemas é monstruosa!

Como diagnosticar problemas dessa forma em uma plataforma tão ampla?

A coleta de informações sobre o hardware, além de ajudar os desenvolvedores a entender qual o perfil geral de máquinas em que os usuários estão rodando o Ubuntu, tem um efeito colateral que eu considero extremamente interessante e valioso para o mercado Linux em geral e para nós.

Nós finalmente poderemos saber QUANTAS INSTALAÇÕES ATIVAS DO UBUNTU EXISTEM, em outras palavras, poderemos saber quantas pessoas usam Ubuntu no mundo, ou um valor aproximado disso com uma margem de erro muito mais baixa do que qualquer estatística gerada por mecanismos de pesquisa "super confiáveis". E o melhor, como os dados serão públicos para que qualquer usuário possa consultar, nós mesmos poderemos contar e ver se as pessoas que usam Ubuntu usam mais Intel ou AMD, Nvidia, AMD ou Intel para vídeo, etc.

O Ubuntu sempre foi o "ponta de lança" do mundo Linux para o mercado tradicional, juntamente com o Kali Linux para o "mundo hacker", os dois formam "a cara do Linux" para quem não é do meio, goste você ou não. Se o Ubuntu atrair desenvolvedores interessados a lançar softwares para Linux, todos ganham! Ainda mais agora com os Snaps e Flatpaks que rodam em qualquer sistema, assim como os AppImage.

Eu não sei se você entende as implicações disso, mas um dos maiores problemas para as distros Linux abarcarem parte do mercado Desktop é provar que realmente existe uma quantidade grande o suficiente de usuários que justifique o desenvolvimento de uma ferramenta qualquer.

O único jeito de contar usuários sem coletar dados pessoais (na minha opinião) é coletar o número de instalações do sistema. Assim uma desenvolvedora de jogos ou de um software (como o Evernote que diz até hoje que não tem usuários Linux o suficiente para lançar um cliente nativo) poderá usar estes dados para estimar o mercado. 

Como o Ubuntu é uma distro comercial, os parceiros OEM, como a Dell, que vendem as máquinas com Ubuntu, também tem interesse em saber se os usuários continuam usando o sistema depois da compra e essa é uma das formas de provar este conceito, além de facilitar em caso de suporte.

O próprio Linux Mint possui uma ferramenta para a coleta de informações também, só que o processo é manual, não automático. Ao carregar os dados do sistema dentro do Aplicativo "Informações do sistema", o Linux Mint joga de forma anônima um relatório público de dados do sistema, repositório e hardware do computador para o Git, resultado que pode ser acesso e compartilhado por qualquer um. Aqui você ver o report da minha máquina atual por exemplo. O que Canonical pretende fazer é semelhante, só que automatizado.

Fato curioso: Dentro do mundo Linux o Ubuntu não é a primeira distro a fazer isso. A Red Hat faz isso também (de outra forma, mas faz) e a Endless faz isso com o EndlessOS. Tudo isso serve para mostrar para os seus clientes o quanto popular você é.

Outro ponto que eu achei interessante é o monitoramento dos pacotes mais instalados. Assim você pode criar um ranking de downloads dos programas preferidos (é uma coisa interessante para os Softwares Centers), assim como faz o Linux Deepin atualmente que possui uma categoria de "Aplicativos preferidos" que é baseado simplesmente em quantas vezes um pacote é baixado na Store, mas além desse fator "estético" existe também a motivação para foco em correção de bugs de pacotes que afetam muitos usuários.

Exemplo: Digamos que existam 100 downloads do GIMP e 10 downloads do editor de imagens Pinta. Ambos possuem um bug. Pergunta: Em qual os desenvolvedores devem focar primeiro?

A dedução lógica é "no que tem mais usuários", no bug que afeta mais pessoas. 

O único jeito de saber isso é sabendo quais pacotes são mais usados.

Eu usei o exemplo de dois softwares gráficos correlatos, mas expanda essa visão para outras coisas, como bibliotecas, drivers e até mesmo o Kernel.

Outro exemplo: Usuários que usam o "Cheese" (programa para Webcam do GNOME) estão tendo problemas com uma Webcam que não funciona. Com a coleta de dados é possível que os desenvolvedores saibam qual o Kernel que está rodando na máquina e em qual hardware. Muitas vezes o usuário não está com o sistema atualizado e é isso que está causando o problema. Sabendo que o problema está na atualização, não há necessidade de dedicar esforços para corrigir um bug que já foi corrigido, tudo isso de forma automatizada, graças a mineração de dados.

Atualmente, além do usuário ter enviar deliberadamente  o bug para o Launchpad (o que requer um esforço extra e em alguns casos conhecimento técnico), alguém tem que verificar se este bug é realmente um bug do sistema ou se é algo causado pelo usuário e com ajuda das métricas de desenvolvimento ranquear este bug em uma lista de prioridades, considerando quantidade de impacto, gravidade (se afeta a segurança ou não), se o problema é no Ubuntu, na Câmera, no App de Câmera, do Driver, etc. São muitas variáveis.

Além de coletar dados é importante conseguir organizá-los de uma forma que seja prático e ágil a identificação destes problemas.

Pra finalizar...


Eu até já tinha comentado sobre isso durante o texto, mas algo que eu achei muito legal é que eles vão disponibilizar os dados coletados para consulta, assim eu posso ir lá e ver o que é mais usado, quase do mesmo modo que o "Steam Survey" nos mostra os hardwares e softwares mais utilizados dentro da Steam.

Até o momento as declarações me agradaram. Eu nunca deixei ou deixaria de usar o Ubuntu por conta de coleta de informações, e para quem se importa, sempre haverão outras opções, só não vale reclamar muito disso usando o Facebook, né? Por que não faria o menor sentido essa picuinha seletiva.

Para além disso, as promessas são boas, mas vamos ver a implementação deste plano na prática. Coleta de informações pode ser realmente muito benéfica, mas precisa ser feita com total transparência para que mantenham a confiança dos usuários e dos clientes da Canonical. Felizmente eles parecem estar no caminho certo, esperamos que não desviem.

P.S.: A ideia de fazer o "error apport" não ser invasivo é uma das melhores que eu já ouvi nos últimos anos de desenvolvimento do Ubuntu, ele só dava a impressão de "Ubuntu bugado" mesmo ele tendo os mesmos bugs que outros sistemas Linux que simplesmente não possuem um sistema para exibir os erros. 

Duas palavras pra vocês: "para béns". 😂

Deixe-me saber o que você pensa à respeito do assunto? :)

Até a próxima!

Fonte
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INXI - Um comando simples e completo para obter informações da sua distro Linux

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

O terminal Linux pode ser muito poderoso e útil para inúmeras coisas, uma delas é obter informações sobre o seu próprio hardware e sistema operacional, existem vários comandos que você pode utilizar para obter informações específicas, assim como existem programas gráficos, como o CPU-X, mas hoje, você vai conhecer uma excelente ferramenta para obter informações de uma forma muito organizada chamada "INXI".

Inxi - Linux Comandos






Saber informações a respeito do nosso computador e sistema operacional pode ser útil em diversas circunstâncias. Há um bom tempo, no início do canal Diolinux, eu fiz um vídeo mostrando como ver informações semelhantes através de alguns softwares gráficos, você pode conferir aqui se quiser:


Você pode usar uma lista imensa de comandos para obter informações, ou usar algum utilitário, que além de ser prático, muitas vezes traz as informações de forma mais clara. Como o Screenfatch por exemplo (comandos para Debian, Ubuntu, Mint, Deepin, elementary OS e derivados):
sudo apt install screenfetch
screenfetch
Linux Mint Screenfetch

Apesar do Screenfetch mostrar as informações de forma organizada (e até mostrar uma "imagem" com o logo da distro) você pode querer um pouco mais e é justamente aí que entra o INXI.

O primeiro passo é instalar a ferramenta, acredito que o "inxi" esteja disponível no repositório padrão de todas as distros mais comuns, então consulte a documentação e o repositório do seu sistema para instalar. Mais uma vez, distros como Debian, Ubuntu, Linux Mint, elementaryOS, Deepin e derivados podem usar este comando:
sudo apt install inxi
Uma vez instalado, você pode rodar o comando:
inxi
 Ele vai te dar uma saída básica, mas rica em informações:

Comando Inxi

Mas é claro que você pode também obter informações de forma ainda mais organizada e precisa usando alguns parâmetros. Um dos meus favoritos é:
inxi -b
Linux Command Inxi -b

Veja como essa saída consegue ser detalhada. Podemos ver o nome do computador, modelo, ID do produto, modelo da placa-mãe, modelo e data da BIOS, resolução da tela, taxa de atualização, processador, memória, drivers de rede, drivers de vídeo, chip gráfico e muitas outras coisas.

Existem muitos outros parâmetros para verificar coisas específicas, se você rodar o comando:
inxi -h
Você consegue ver todos eles:

Linux Inxi Help Command

Dentre toda as opções disponíveis, aqui vão os meus destaques (mas sinta-se à vontade para explorar):

inxi -A (para ver informações das placas de som/áudio do computador);
inxi -C (para ver informações gerais apenas do CPU);
inxi -f (para ver informações básicas do CPU e das flags que ele suporta);
inxi -D (para ver informações completas de armazenamento dos SSDs/HDDs, etc);
inxi -n (para ver informações sobre a placa de rede, incluindo o mac);
inxi -G (para ver informações sobre a placa de vídeo);
inxi -l (para ver informações sobre a tabela de partições).

E estes são apenas alguns exemplos. Preste atenção na "caixa alta" que alguns parâmetros tem, colocá-los em letras maiúsculas e minúsculas faz diferença no resultado. Reforçando, consulte o inxi -h em caso de dúvidas.

ꔷ Quer aprender a dominar o terminal Linux? Conheça o nosso cursos completo!

Uma outra documentação interessante sobre o INXI que você pode consultar está na Manpage do Ubuntu no site da Canonical, confira aqui.

Espero que a dica tenha sido útil para você, até a próxima! :)

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"Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration" será lançado para Linux e macOS

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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Boas novas para os gamers de Linux, um novo e importante título "triplo A" está prestes a ser lançado, trata-se do título mais recente da franquia da Lara Croft publicado pela Square Enix, desenvolvido em parceria com a Crystal Dynamics e agora portado para Linux e macOS pela Feral Interactive, "Rise of the Tom Raider" em sua edição especial de vigésimo aniversário.







A assessoria de imprensa da Feral Interactive nos informou que eles estão trabalhando em um porte do game "Rise of the Tomb Raider" para Linux e para macOS, ainda sem uma data para lançamento definida.

Confira o trailer oficial de "Rise of the Tomb Raider" para Linux e macOS:



"Rise of the Tomb Raider" é um game de ação e aventura jogado em terceira pessoa e incrementa vários elementos encontrados em "Tomb Raider (2013)" (que também está disponível para Linux e macOS) e marcou o "reboot" da série de sucesso:



Novos elementos e contexto



Nós controlamos mais uma vez a bela e corajosa Lara Croft através de vários ambientes, lutando contra inimigos e completando puzzles enquanto usamos armas improvisadas e criatividade para evoluir na história, sendo que as áreas de exploração do game chegam a ser quase 3 vezes maiores do que o título anterior.


O ambiente do jogo foi muito melhorado (em comparação com o título anterior), com um ciclo dia-noite e com um novo sistema climático que influencia tanto nos personagens humanos, quanto nos animais. 

Um exemplo legal disso é que para criar um casaco de inverno mais forte, Lara tem de caçar um lobo, que é um animal que só aparece durante uma determinada hora do dia e quando as condições de tempo são favoráveis. 

O combate foi redesenhado e apresenta agora um maior numero de opções de infiltração e de ataques rápidos e furtivos. Quando estamos em combate ou quando queremos evitar o inimigo pode fazer a Lara subir nas árvores e se esconder, ou nadar por baixo da água para evitar de sermos vistos. A neve também influencia a jogabilidade: os animais deixam pegadas que vão desaparecendo ao longo do tempo e Lara pode escavar trincheiras para fazer um abrigo. Os jogadores também estão suscetíveis a problemas causados por tempestades de neve e avalanches

E essas são só algumas das muitas melhorias.

O lançamento da Feral Interactive de "Rise of the Tomb Raider"


Como eu já havia mencionado, ainda não temos informações de quando o jogo estará disponível, a informação é vaga e nos diz que será "na primavera do hemisfério norte". Eu certamente postarei um gameplay no canal para mostrar a vocês como está o desempenho e a aparência do jogo assim que eu puder ter acesso a ele.

Atualmente o game está custando R$ 129,99 na Steam e foi um dos melhores títulos lançados nos últimos anos, sendo usado até hoje como referência em vários testes de benchmark e desempenho. Eerá interessante ver como ele se comportará no Linux.

O game é todo traduzido para o Português, incluindo a dublagem, o que é algo sempre bom para os jogadores do Brasil. Os desenvolvedores confirmaram para a nossa redação que o game rodará Vulkan, assim como foi usado no título F1 2017 para Linux (que teve um bom desempenho), mas seria muito bom ver mais um título usando a nova API.


Fique ligado aqui no blog e no canal para acompanhar as novidades, até a próxima!
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