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É o "fim da estrada" para o Desktop?

O mercado de desktop vem declinando cada vez mais. Porém, por que ainda querer o desktop se há rumores dele estar acabando?

sábado, 31 de março de 2018

/ por Gabriel Silveira
Esses dias estive conversando com alguns amigos sobre o formatos Flatpak e Snap, que já foram largamente comentados aqui no blog. Debatemos como esses pacotes beneficiam o Linux no Desktop, porém, por que ainda querer o desktop se há rumores dele estar acabando? Coletei algumas informações e resolvi debater o assunto, confira:

Desktop Linux





Essa não é a primeira vez que declaram o fim do desktop. No livro A cabeça de Steve Jobs relataram  que o ano 2000 foi um ano bem difícil para o desktop com o "bum" da bolha ponto-com que fez com que as vendas dos equipamentos caíssem drasticamente deixando toda a industria preocupada. Nessa ocasião Steve Jobs fez uma apresentação que no slide continha a frase:
AMADO PC, 1976-2000, DESCANSE EM PAZ.
O que Jobs fez foi apresentar as duas primeiras eras do computador, sendo a primeira das planilhas, a segunda da internet e agora estaríamos vivendo a terceira era dos computadores, que seria um estilo de vida digital onde pessoas tinham vários tipos de dispositivos (celular, aparelho de CD/DVD, MP3  etc...) e através do computador, estes dispositivos se comunicavam (como se fosse um hub).

Bill Gates (Microsoft) e Craig Barret (Intel) também disseram coisa parecida sobre o estilo de vida digital na mesma semana (estranha coincidência...). De qualquer forma, essa atitude mostrou que a afirmação que o fim do desktop estava errada. Por fim, o desktop não morreu naquela época e até hoje permanece.

O desktop voltou a apresentar declínio de vendas nos tempos atuais, porém a mesma tática utilizada por Jobs, Gates e Craig naquela época pode de repente não funcionar hoje. De qualquer forma, apresentando outros dados, podemos observar que mais uma vez esta afirmação está errada.

Entrevistando a Endless, em Junho do ano passado, foi-nos apresentado que 5.8 bilhões de habitantes no planeta de mais de 7 bilhões não possuem acesso a computador. Então como o mercado de desktop está em declínio sendo hipoteticamente tão mal explorado?


Não somente dados da Endless Computers, mas ano passado estive em um evento da AMD (via imprensa, como Diolinux) e foi constatado que na verdade o que vem acontecendo é que:

1 - A comercialização de computadores para pessoas físicas declinou sim, mas no mercado de varejo.
2 - A comercialização de equipamento individuais de computadores (como memória, fonte e etc) aumentou. Então as pessoas estão preferindo comprar as peças individuais e montar ou mandar montar seus computadores.

3 - As pessoas passaram a investir mais em peças melhores para permanecerem mais tempo com os computadores (o que eu acho uma ideia interessante).

O que é certo é que o mercado de Smartphones vem crescendo cada vez mais e o Android e o iOS, desbancando o Windows, que reina nos Desktops.

Um dia ele vai morrer?


Pode ser que sim, o desktop venha a morrer, como pode ser que não. Não se sabe ao certo ainda; somente o futuro dirá. Mas por hora o que é certo é que este é um período que já aconteceu e foi revidado e que hoje há ainda muito mercado a ser explorado. Não somente em expansão de área geográfica, mas também em novas tendencias de mercado que podem surgir.

Enquanto existirem tarefas que são realizadas de forma mais prática e eficiente em um desktop, eles continuarão a existir, acho que é tão simples quanto isso.

Até a próxima!
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