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Chrome OS suportará Apps de Linux e o impacto dessa mudança no mercado

Chromebooks agoram rodarão softwares nativos de Linux

domingo, 13 de maio de 2018

/ por Dionatan Simioni
A Google anunciou uma atualização que pode ajudar ainda mais a popularizar o Chrome OS, os Chromebooks e por consequência o Linux. Agora os equipamentos serão capazes de rodar aplicações Web, Apps de Android e aplicativos offline comuns do universo Linux, como o GIMP.

Chrome OS rodando aplicativos Linux







A confusão é comum, muitas vezes não entendemos "Linux" como a plataforma para as tecnologias e chamamos de "Linux" um tipo de sistema operacional com um certo padrão de funcionamento e que usa este Kernel como base.

As chamadas "distros" mais comuns realmente tem muitas semelhanças., inclusiove podemos dizer que, respeitando suas particularidades, Ubuntu, Fedora, SUSE e Arch são sistemas "primos" neste exemplo, no entanto, existem muitos outros projetos e sistemas que usam o Linux como base, o Android é um ótimo exemplo e o Chrome OS também.


Apesar do Chrome OS ser um sistema baseado em Linux, a sua forma de funcionamento sempre impediu que os softwares que as pessoas geralmente usam nas distribuições voltadas ao uso doméstico e profissional, como Debian e Red Hat, Ubuntu e Fedora, Linux Mint e Manjaro, e tantas outras, fossem instalados diretamente no Chrome OS.

Os Chromebooks nasceram com a ideia de serem computadores 100% focados em serviços em nuvem, mas a ideia de ter de estar sempre conectado à internet para o Chrome OS "ser útil" nunca agradou a todo mundo, tanto que a Google, conforme o tempo passou, começou a implementar mais e mais recursos que funcionam sem a necessidade de conexão.
Podemos dizer com segurança que o Chrome OS é um sistema em constante adaptação e com crescente público.

Muitos ainda reclamavam que faltavam alguns aplicativos para o sistema e a resposta da Google foi compatibilizar e permitir a instalação de aplicativos Android diretamente nos Chromebooks, ampliando as possibilidades em games e produtividade, no entanto, ainda assim há reclamação de que não existem programas para trabalho pesado, como edição de fotografias, edição de vídeo,  tarefas envolvendo programação também deixavam a desejar em alguns aspectos... ao menos até agora.

Um Linux não compatível


O Chrome OS é uma distro Linux por usar o Kernel Linux e um monte de softwares Open Source relacionados, mas a verdade  é que talvez esta realmente seja a maior semelhança entre o sistema dos Chromebooks e uma distro como o Ubuntu, justamente o uso do Kernel Linux.

As aplicações rodam no Chrome OS de forma diferente do que rodam em uma distro "convencional" como o Ubuntu, impedindo que os softwares que a galera geralmente usa fossem utilizados no sistema da Google, porém, para contornar o problema a "Gigante de Montain View" liberou uma atualização, disponível atualmente apenas para o Pixelbook, que roda uma distro Linux dentro do Chrome OS em uma espécie de "máquina virtual" (um Debian para ser mais específico), o que acaba permitindo a instalação de softwares nativos das distros mais tradicionais no Chrome OS.

O recurso vem para suprir uma lacuna e uma demanda por softwares mais parrudos, agora as pessoas poderão editar imagens no GIMP, instalar a Steam (talvez), instalar o Kdenlive, entre outras ferramentas no Chrome OS, tornando-o mais versátil e mais completo.

Os aplicativos instalados dessa forma seriam adicionados ao launcher do Chrome OS e abririam como se fossem aplicativos nativos.

Não é para todo mundo


A atualização deve chegar em breve a outros dispositivos que rodem o sistema e apesar da notícia ser ótima, a Google comenta que a utilização de softwares mais pesados pode não ser uma boa ideia para todos os usuários de Chromebook, pois existem muitos modelos que possuem um hardware básico, que ainda que sejam perfeitos para a utilização do Chrome OS, não vão conseguir lidar com softwares que exijam muito da máquina.

Muitos Chromebooks tem apenas 2GB de RAM e um processador Celeron por exemplo, e estes seriam modelos que não lidariam bem com o novo recurso, no entanto, computadores com este hardware não lidariam com softwares equivalentes independente do sistema operacional, então basta usar a cabeça e não reclamar por coisas deste tipo, que são óbvias.

Um leque de possibilidades


Há algum tempo eu mostrei no canal uma forma de instalar um sistema operacional "Chrome OS Like" chamado "CloudReady":


A Neverware, empresa por trás do sistema, vem investindo pesado para torná-lo uma plataforma competitiva. Recentemente a empresa adquiriu outro projeto de sistema baseado no Chromium OS chamado "Flint OS", uma das novidades que surgiram logo após isso é o suporte experimental para aplicativos em Flatpak

Se você acompanha o blog ou o canal com frequência sabe o quanto eu já falei sobre eles e o quanto eles quebram um paradigma de distribuição de softwares entre as muitas distros Linux, se o Chrome OS também começar a aceitar este tipo de pacote teremos uma aceitação ainda maior do formato.


Claro que é cedo para dizer até onde a compatibilidade de Apps nativos das distros Linux tradicionais pode chegar no Chrome OS, mas se realmente funcionar bem, imagine coisas como:

- Steam no Chrome OS e mais um motivo para desenvolvedoras fazerem jogos para Linux;
- GIMP, Kdenlive, DaVinci Resolve, Lightworks, Blender, Krita e tantas outras aplicações profissionais podendo ser usadas na plataforma que tem como grande divulgadora a Google;
- Instalar o Firefox no Chrome OS (essa é só pra provar o quanto louco que o negócio é);
- Mais impacto ainda no Linux para desktop;

Melhor que isso só se houver a possibilidade de baixarmos e instalarmos o Chrome OS em qualquer computador. Isso atualmente ocorre com alguns "Chrome OS Like" apenas, como o já mencionado CloudReady, mas o Chrome OS em si, possui apenas o código fonte aberto, ainda que existam algumas comunidades que gerem imagens constantemente, eles foram criados inicialmente para funcionar como os Androids nos celulares e tablets, otimizados para os aparelhos, mas tanta coisa já mudou que talvez isso possa mudar também.

O que você achou da novidade?

Até a próxima!

Fonte
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