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Linux e suas dificuldades para migrar!

Vamos falar um pouco sobre as principais dificuldades na migração para o Linux e passar algumas dicas para quem deseja apresentar o sistema para outras pessoas ou migrar por conta própria.

terça-feira, 10 de julho de 2018

/ por Luana Cristina Queiroz
A questão de migração pode ser interpretada de diversas formas, tem pessoas que migram para alguma distribuição Linux por que querem, tem pessoas que usam o Linux e nem sabem (temos o Android por exemplo), assim como existem pessoas que migram para o Linux por conta de trabalho, não necessariamente por uma escolha pessoal. Apesar de hoje em dia o Linux ser a base de diversos projetos, ainda existem muitas dificuldades encontradas pelo usuário final, que prejudicam a migração para esse universo.






Para que o usuário final possa usar tranquilamente Linux, é preciso que saiba como o sistema operacional que está utilizando funciona. Quando falamos em “como funciona”, não é necessariamente saber quais são os processos que estão por trás do sistema operacional, como o kernel controla o acesso a memória, como o sistema operacional é estruturado. O usuário precisa conseguir realizar todas as atividades que são necessárias para ele, como coisas simples do dia a dia e se sentir confortável com isso.

Se você sente a necessidade de conhecer tudo sobre o sistema, como ele realmente funciona, e todas as suas funcionalidades, ótimo! Porém, não podemos negar que muitos usuários não tem o interesse de saber como tudo funciona, desde que possa fazer suas atividades está tudo “OK”, e não há problema nisso. Eu mesma, quando iniciei nesse universo só queria saber se o resultado pretendido, que era fazer as minhas atividades sem problemas, seria satisfeito e aos poucos fui me interessando mais sobre o assunto. 

Nem todas as interfaces são intuitivas ao extremo, especialmente se a pessoa utilizou Windows por muitos anos. No canal já foi abordado algumas vezes o assunto de "a melhor distribuição para quem está começando", e apesar de existirem algumas que são facilmente recomendáveis, não há como negar que existe algo muito interessante na exploração das opções até você encontrar a que mais se adequa às suas necessidades ou ao seu perfil de usuário.



Quando comecei a usar Linux, fui apresentada ao Ubuntu com Unity e gostava muito , pois era muito prático e com um visual que me agravada, tanto que foi difícil me convencer a trocar de interface. Depois comecei a usar Linux Mint, o qual o visual não me agradou muito, mas a experiência acabou sendo tão boa que convenci meu chefe a rodar em vários computadores da empresa em que trabalho.

Nesse processo podemos dizer que algumas coisas acabam afastando os usuários ou prejudicando a sua adaptação. Uma das coisas mais difíceis da migração, na minha opinião, é saber onde as coisas estão posicionadas, como instalar as coisas, onde procurá-las e como procurá-las. Se você é criador de conteúdo, procure sempre pensar em formas de fazer tutoriais e explicar que possam ser utilizados por usuários iniciantes também, ou sinalize caso seu tutorial seja para um usuário intermediário ou avançado para que as pessoas que acessem não vejam aquilo como algo difícil, ou impossível de fazer, e usem isso como uma desculpa para parar de tentar.

Outra dificuldade encontrada são os programas utilizados, às vezes achamos que o que precisamos é exatamente “daquele” programa, mas na verdade o que precisamos é da sua funcionalidade. Levei um tempinho para me acostumar a essa ideia. Mantive dual boot por um ano simplesmente para usar o pacote Office da Microsoft, até me dar conta de que o que procurava eram simplesmente as funcionalidades que encontrava nesses programas. 

Busque as coisas não pelo nome do programa e sim pelas suas funcionalidades, como “editor de texto” ao invés de “Word” por exemplo. Isso com certeza vai de abrir um leque muito maior de oportunidades de encontrar aquilo que você procura, muitas vezes encontrando soluções até melhores do que a que você estava acostumado.

Apesar de ter citados alguns pontos relacionados ao conteúdo produzido e um pouco da minha experiência de usuária, acredito que, grande parte da desistência ocorre pela falta de interesse do usuário em esforçar-se para adquirir um novo conhecimento e optar falar que o produto “não é bom”, do que revelar que não tinha vontade de conhecer e se adaptar há algo novo no momento. Isso também já aconteceu comigo, mas acabei revendo meus conceitos. 

Veja que não há problema em você não estar interessado em aprender algo novo no momento, desde que não justifique essa falta de interesse colocando empecilhos negativos no conteúdo, e isso vale para qualquer coisa na vida que se propor a aprender em sua vida. Enfim, no vídeo abaixo você encontra a opinião do Dionatan sobre os desafios da migração e o que se pode fazer para facilitá-la.





Até a próxima!
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