Janeiro 2019 - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Como resolver o problema da placa de wireless Realtek RTL8723BE no Ubuntu e Linux Mint

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Se você tem um notebook equipado com a placa de wireless da Realtek, o modelo RTL8723BE, e está tendo problemas com conectividade, sinal caindo ou qualquer outro problema, esse post pode lhe ajudar a sanar isso.

 Como resolver o problema da placa de wireless Realtek RTL8723BE no Ubuntu e Linux Mint






O Kernel Linux  ao longo dos anos vem compatibilizando cada vez mais os drivers dos equipamentos, como placas de rede, de vídeo, wireless, bluetooth e afins. Mas alguns modelos podem apresentar um baixo desempenho ou funcionar de uma maneira “selvagem” digamos assim (lol).

Um desses raros dispositivos é a placa de rede wireless da Realtek, modelo RTL8723BE, que segundo relatos dos usuários de Ubuntu desde a versão 15.04, o sinal do Wireless fica fraco ou cai ou fica inconsistente. Situação bem incomum de acontecer com placas da Realtek, que tem boa compatibilidade com o Linux. Vejo essas placas geralmente equipando computadores da Positivo e da Multilaser, em suas linhas de baixo custo. 

Alguns usuários reclamaram nos fóruns, como o Reddit e o askubuntu, e obtiveram uma solução até o momento como “definitiva”. Vamos aí ao passo a passo.

Resolvendo o problema de sinal

Nesse tutorial vamos usar o terminal, que você acessa pressionando a combinação de teclas Ctrl+Alt+T, feito isso vamos para o próximo passo.

O comando abaixo serve para ter certeza que a sua placa de Wi-Fi é o modelo que estamos discutindo neste post. O comando tem que retornar com o nome Realtek e o modelo RTL8723BE.

lspci -knn | grep Net -A2

Agora vamos baixar o driver para resolver isso.

Vamos baixar do GitHub, com o comando git, se você não tem instalado ainda no seu sistema, basta ver esse tutorial no blog (podexa q depois no blogger eu ponho dio hehe)
Escolha uma pasta que você tenha acesso privilegiado, como a pasta Downloads por exemplo. Vai ficar parecido com o print abaixo.



1) Dentro desta pasta você vai fazer o download do pacote com o seguinte comando:

 git clone https://github.com/lwfinger/rtlwifi_new.git

2) Depois você vai acessar a pasta, com o comando:

cd rtlwifi_new

3) Vamos dar um comando para “preparar o terreno” para o driver, com o comando:

make

4) Depois vamos instalar com o comando

sudo make install

5) Agora vamos descarregar o módulo

sudo modprobe -r rtl8723be

6) Agora vamos carregar o módulo novo, com as suas configurações e parâmetros para a antena.

sudo modprobe rtl8723be ant_sel=1

7) Por último vamos verificar os sinais que o Wi-Fi está usando

iwlist scan | egrep -i 'ssid|quality'

Em seguida repita os passos do 5 ao 7, com o ant_sel = 2 no passo 6

8) Quando você escolher a melhor configuração e quiser tornar ela a padrão do sistema, use esse comando:

echo "options rtl8723be ant_sel=N" | sudo tee /etc/modprobe.d/rtl8723be.conf

Obs 1: Substitua a letra “N “ no comando pelos números 1 ou 2, dependendo da opção que você escolheu.

Obs 2: Para cara atualização ou modificação do Kernel, é preciso refazer esses procedimentos.

Se por algum acaso esse procedimento não funcionar ou qualquer coisa do tipo, você pode consultar o Reddit, AskUbuntu 1, 2 e 3 ou o GitHub do lwfinger

Espero você até um próximo post, forte abraço.

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Ubuntu vem de fábrica em novo computador

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Não é de agora que falamos que para o Linux se tornar popular nos desktops não basta apenas uma distribuição fácil, como um Ubuntu ou Linux Mint, mas é necessário marketing voltado ao usuário comum, e máquinas com o sistema pré-instalado.

pc-linux-hardware-ubuntu

E foi isso que uma fabricante do Reino Unido acaba de fazer. Especializada em oferecer sistemas Linux customizados, a Entroware lança no mercado Europeu uma máquina que atrai os olhares, não apenas pelo seu sistema operacional, mas pelo hardware, em corpo único e muito bonito.

Equipado com um monitor fosco de 24 polegadas, resolução full hd, por ser All-In-One, mantém simplicidade e elegância, sem um gabinete separado, tendo alto-falantes embutidos. Perfeito para usuários mais casuais que desejam usá-lo em: escritórios, escolas, uso comercial, etc. 

Além da tela de 24 polegadas, por baixo do capô, esse AIO da linha denominada Ares, conta com:

pc-ubuntu-linux-hardware

Hardware

  • Processador: Intel Core-i3 8100, 3.6GHz
  • Memória RAM: 8GB, clock 2400MHz
  • Armazenamento: SSD 120GB 

Conectividade

  • 1x DisplayPort,
  • 1x HDMI
  • 4x USB Hi-Speed 2.0
  • 2x xUSB SuperSpeed 3.1
  • 2x Entradas de áudio (entrada do microfone, e saída de áudio).
  • 1x Entrada Ethernet RJ-45
  • Intel Wireless-AC
  • Bluetooth.

Seu valor nesta configuração de entrada é de cerca de 829 Euros, podendo ser customizado para ter maior capacidade, se tornando um computador mais high-end, que acompanha um processador intel Core-i7 8700, 4,6GHz, 32GB de RAM e um SSD NVMe de 2TB, mais um SSD adicional de 4TB.

Estão disponíveis duas opções, Ubuntu Mate ou Ubuntu (com Gnome Shell). Com uma garantia oferecida pela empresa de 3 anos.

Gostaria de máquinas assim sendo oferecidas com Linux de fábrica no Brasil? A Dell vem oferecendo ótimas alternativas com Ubuntu instalado. Já pensou se uma empresa distribuir computadores aqui em terras tupiniquins, com distros como: Mint, Manjaro, KDE Neon, Fedora, Deepin, etc? Seria muito interessante, e se o marketing fosse feito da forma correta, usuários enfim poderiam saber, que existe alternativa ao Windows e macOS.

Confesso que fiquei tentado em adquirir uma máquina assim, e você curte All-In-One? Deixe nos comentários se gostaria de ver mais hardwares com Linux sendo comercializados no Brasil (mas não falo de empresas que usam unicamente para baratear os custos hein!).

Te espero no próximo post, e lembre-se, compartilhe o Diolinux, SISTEMATICAMENTE!
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Conheça alternativas Open Source ao Android

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Você sabia que Linux além de dominar o segmento servidores, também domina os sistemas operacionais para dispositivos móveis? Muitos negam que Android é Linux e usam o “argumento” de, “se não utilizar ferramentas GNU, então não é Linux”. 

Se quer saber mais sobre esse tema de Android ser ou não Linux, acesse o post e acabe de uma vez por todas, com essa dúvida cruel. No fim das contas o que define um sistema “ser Linux” ou não é usar o Kernel Linux.

alternativas-opensource-android

Mas quais são as alternativas ao Android? Será ele o único sistema móvel disponível no mercado? Melhor ainda. Quais as alternativas de Código Aberto?

Irei apresentar brevemente 5 alternativas Open Source ao popular robozinho verde, a lista não obedece nenhuma ordem específica. Dada as ressalvas, vamos conhecer as opções.

Tizen


sistema-mobile-tizen

O Tizen é um sistema operacional móvel, também baseado em Linux, como o Android. Tem muito apoio da Linux Foundation, Samsung e Intel. O primeiro smartphone lançado com o sistema de fábrica foi o Samsung Z, na Índia. Infelizmente o Tizen não teve a projeção esperada, muitos afirmam que o sistema não terá futuro. Isso deixo aos especialistas e “Pais/Mães Diná” de plantão.

postmaketOS


sistema-mobile-postmartketos

Também conhecido como pmOS, o postmarketOS está em desenvolvimento inicial. Trata-se da distribuição Alpine Linux configurada para toques.Com pacotes próprios, visa ser instalado em smartphones e obter ótima performance, assim como sua versão desktop.

Librem 5


smartphone-opensource-librem

Com a audaciosa proposta de oferecer um sistema e hardware de código aberto, o Librem 5 é uma iniciativa que visa segurança e privacidade de seus usuários.

Um Smartphone que virá com distribuições Linux adaptadas ao toque como: PureOS, Debian, Ubuntu, SUSE, Fedora e Arch. É um dos projetos mais aguardados pela comunidade, e muitos estão ansiosos de quais serão os rumos do projeto.

Plasma Mobile


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O Plasma Mobile é a versão da interface do KDE para smartphones. Atualmente já pode ser testado em dispositivos como o LG Nexus 5. É interessante ver o conceito de convergência no Projeto KDE, entre sua DE e aplicações. Pois os apps do Plasma Mobile utilizam a framework Kirigami, possibilitando desenvolvimento dos seus softwares tanto para mobile como desktop.

Ubuntu Touch


sistema-mobile-ubuntu-touch

Abandonado pela Canonical em 2017, o Ubuntu Touch teve uma complicada trajetória. Primeiro a campanha de arrecadamento para seu desenvolvimento, não foi tão bem. Com meta de 32 milhões de Dólares, arrecadando 12 Milhões.

Após a campanha de crowndfunding, muitos pensaram que o projeto seria abandonado. Eis que em Fevereiro de 2015 a Canonical firma parceria com a empresa espanhola BQ e lança seu primeiro aparelho. Logo depois, pela fabricante chinesa Meizu, mas não tendo o retorno esperado, o sistema foi abandonado pela Canonical em Abril de 2017.

Então a comunidade entra em ação, abraçando o projeto e não deixando morrer. Novas funcionalidades estão sendo incorporadas, como a possibilidade de execução de apps Android.

Mantido pela UBPorts, é relativamente cedo para falar sobre o destino do Ubuntu Touch, se o mesmo vai vingar ou morrer com sua proposta de conversão.

E você, sabia de tantas alternativas? É muito bom ver que outros sistemas vem crescendo e amadurecendo. Melhor ainda quando são projetos de código aberto, agregando diversas vantagens e fomentando o desenvolvimento de mais boas alternativas.

Deixe nos comentários se conhece mais opções ao popular Android, nos vemos no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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UE vai começar a dar recompensas para quem achar bugs de segurança em projetos Open Source

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Em 2019 uma Comissão Europeia relacionada a segurança cibernética está procurando a ajuda de quem puder para descobrir falhas de seguranças e bugs em 15 projetos Open Source,  o montante pode chegar até €1 Milhão.

 UE vai começar a dar recompensas para quem achar bugs de segurança em projetos Open Source






Anúncio foi feito por Julia Reda, membro do European Pirate Party e co-fundadora do projeto Free Software Open Source Audit (FOSSA), que foi iniciado em 2014 para ajudar a melhorar a segurança geral da Internet.

Em seu blog, ela fez o anúncio em 30 de Dezembro de 2018 e a na última atualização neste ano (10/01/2019) fez o seguinte complemento.

“Em janeiro, a Comissão Europeia está lançando 14 de um total de 15 recompensas para a caça de bugs em projetos de Software Livre que as instituições da UE confiam. Um bug bounty é um prêmio para pessoas que procuram ativamente por problemas de segurança. O montante da recompensa depende da gravidade do problema descoberto e da importância relativa do software. Os projetos de software escolhidos foram previamente identificados como candidatos nos inventários e uma pesquisa pública .”

Alguns programas bem conhecido estão na lista dos “contratos”, como:

- Filezilla, com recompensa €58.000,00, começando em 07/01/19 e terminando em 15/08/19;

- VLC Media Player, com recompensa de €58.000,00, começando em 07/01/19 e terminando em 15/08/19;

- KeePass, com recompensa de €71.000,00, começando em 15/01/2019 e terminando em 31/07/2019;

- PuTTY, com recompensa de €90.000,00 começando em 07/01/2019 e terminando em 15/12/2019;

Outro ponto pertinente levantado pela Julia foi o seguinte:

"A questão fez muitas pessoas perceberem o quão importante é o Software Livre e de Código Aberto para a integridade e confiabilidade da Internet e outras infraestruturas. Como muitas outras organizações, instituições como o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão baseiam-se no Software Livre, tanto em seus sites, quanto muitas outras coisas ".

Bem que nossos legisladores poderiam ter a mesma postura em nossas prefeituras, governos estaduais e federais.

Para saber a lista completa de aplicativos que participam da campanha, além de saber como você pode participar, acesse o link do blog da Julia Reda.

Iniciativas assim são muito bem-vindas, pois trazem benefícios para os usuários dos aplicativos e assim eleva a qualidade dos mesmos, não só para quem promove a caça aos bugs, como para aqueles que ainda irão usar os aplicativos no futuro que já contarão com correções de bugs, vulnerabilidades e implementações de novas tecnologias também. 

Isso é um dos “poderes” que a comunidade open source tem, poder diagnosticar um problema, pensar e desenvolver a solução e aplicar a mesma em tempo “recorde” em relação aos softwares e sistemas operacionais proprietários.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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AppImage, Flatpak ou Snap?

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Qual das 3 novas alternativas de empacotamento de software no Linux é a melhor? Quem já utilizou Linux há alguns anos não reconheceria as distribuições em seu estado atual. A evolução foi intensa e numa velocidade assombrosa, nisso novos formatos de empacotamento apareceram no cenário, são eles: AppImage, Flatpak e Snap.

Não sabe o que é um AppImage, Flatpak ou Snap? Aqui no blog temos diversos artigos, explicando sobre essas novas tecnologias e ensinando como utilizá-las em sua distro Linux.

vencedor-appimage-flatpak-snap-pacote-linux

Se existe algo em que um novo usuário de Linux, quem sabe um antigo que não acompanhou esses anos, vai se deparar, é com as facilidades de se obter programas e instala-los no sistema.

Para especificamente usuários Ubuntu, os PPAs, que antes eram indispensáveis na maioria dos casos, atualmente tornaram-se dispensáveis (em muitos casos). Isso graças a novas formas de distribuição de softwares na plataforma do pinguim.

A dúvida que paira no ar: Qual o melhor entre os 3? Isso é uma questão delicada. Mas traçando um perfil, pode ficar mais fácil qual alternativa indicar, tendo em vista o usuário em questão.

appimage-linux-pacote

AppImage - Vantagens


Se você já utilizou algum software portable no Windows, sabe o quão prático pode ser uma aplicação portátil, sem a necessidade de baixar complementos ou instalar em seu sistema, muitas vezes executando-os direto do seu pendrive. Pois bem, resumidamente essas são algumas vantagens do AppImage.

Outra facilidade é no pós-install, não necessitando o download da aplicação, isso é uma “mão na roda” para quem tem Internet ruim.

AppImage - Contras


Alguns contras são: Não ter downloads automáticos da aplicação, e nem sempre uma maior integração ao sistema, seu tamanho normalmente será maior que um “.DEB/.RPM”.

AppImage - Para quem é:


É uma ótima opção para utilizar softwares, que nem sempre você queira atualizar por algum motivo. No meu caso, uso o Kdenlive neste formato, pois tenho maior controle sobre sua versão, posso testar outras sem impactar meu sistema operacional, além de poder editar algum vídeo caso esteja numa máquina sem acesso a Internet que não tenha o Kdenlive.

flatpak-pacote-linux

Flatpak - Vantagens


Se você quer utilizar os softwares nas versões atuais sem adicionar um repositório instável ao seu sistema, o Flatpak é perfeito nestes casos. 

Com um número relativamente grande de aplicações, o Flatpak tem se tornado o queridinho de projetos Open Source, a comunidade parece estar cada dia abraçando este formato. Por exemplo o Emulador de Nintendo 3DS, Citra. Recentemente adotou o Flatpak como formato de distribuição oficial para o Linux.

Algumas vantagens dos Flatpak são: diversas aplicações neste formato, segurança ao utilizar um app novo, mesmo instável não afetará seu sistema. Não terá problemas com erros de dependências. Melhor integração com o sistema, seja na utilização ou visual. Inclusive é possível instalar diversos temas ao seu sistema em Flatpak.

Flatpak - Contras


Para obter as vantagens de um sistema livre de instabilidades, ou erros de dependências, o Flatpak teve que adotar uma estratégia. Utilizar RUNTIMES, onde as dependências dos softwares são embutidas. Isso evita que cada programa acompanhe bibliotecas junto a eles, como no caso dos AppImage. O “calcanhar de Aquiles” do Flatpak, com o tempo você acaba tendo muitas Runtimes no sistema, pois nem todo app utiliza a mesma, isso depende de sua versão, ou quem e como foi desenvolvido.

Então se você tem uma Internet lenta, ou espaço em disco escasso. Talvez os Flatpaks não sejam a melhor escolha.

Flatpak - Para quem é:


Se você não gosta de ir no site das aplicações procurando por atualizações, quer utilizar aplicativos em versões mais recentes, não ter problemas com dependências quebrando seu sistema, uma integração visual e na utilização do sistema.

Tem espaço suficiente para instalar as aplicações, e uma Internet razoável para efetuar a instalação dos apps. O Flatpak é uma ótima opção.

snap-pacote-linux

Snap - Vantagens


O Snap possui muitas características dos Flatpak, como o fato de ser SANDBOX, e as aplicações não interferirem no seu sistema operativo. Acompanhando todas as vantagens, de poder utilizar o app sem o medo de danificar o sistema, por conta de alguma dependência. E as aplicações em regra não precisarem de bibliotecas adicionais.

Um ponto a se observar, é que o Snap utiliza uma outra forma para suprir as dependências dos programas. Cada aplicação vem com bibliotecas embutidas, e as mais comuns estão no CORE, algo que funciona parecido com as RUNTIMES do Flatpak. Com um diferencial, esse Core será para todas as aplicações.

Snap - Desvantagens


O Snap parece ter uma boa integração com o tema oficial do Ubuntu, já nas diversas distribuições Linux, ele poderá ficar com uma cara de Windows 95. Se você é perfeccionista, isso pode lhe irritar um pouco (risos).

A sua forma de sanar dependências dos programas, pode ser em alguns casos uma vantagem sobre os Flatpaks, e em outras não. Isso dependerá da quantidade, e versão das aplicações que serão utilizadas.

Outra coisa é o arranque inicial das aplicações em Snap, não parecem ser tão ágeis como as demais alternativas, ao menos na versão atual, a Canonical vem trabalhando nessas melhorias e a versão mais recente do snapd, o daemon responsável por lançar os softwares em Snap, está conseguindo lançar as aplicações com maior velocidade e menor tempo de resposta.

Snap - Para quem é:


Se você é perfeccionista, e não suporta a possibilidade de algumas aplicações, com um visual de “Windows 95”. Ou uma Internet ruim, não tem paciência para downloads maiores (isso vale para os Flatpaks também). O Snap não é para você.

Então qual é o melhor?


A real é que não existe o melhor ou pior, cada caso tem um formato, que supre um tipo de demanda, e dependendo do usuário, as 3 formas serão utilizadas. Este é meu caso, utilizo várias aplicações em Flatpak, outras em AppImage e algumas em Snap. Confesso que o arranque um pouco demorado e o visual do Snap, não me deixam utilizar mais aplicações como gostaria.

Mas isso é questão de tempo, pois essas tecnologias estão evoluindo cada vez mais, e daqui algum tempo, essas desvantagens que listei, possam nem existir.

Alguns boatos rondam as comunidades, um deles é que formatos como Flatpak e Snap, são ruins pois quem tem o armazenamento limitado, como um SSD de 120GB, não poderão utilizá-los.

Pois bem, isso é um mito. Por mais que os Flatpaks e Snaps, demandem uma quantia superior a outros pacotes como DEB/RPM, a sua utilização é viável no hardware atual.

Se seu HD tem espaço para o Windows e suas aplicações, não terá dificuldades com os Flatpaks e Snaps...

E aí, qual dos 3 você mais utiliza? Conte-nos nos comentários, o que lhe impede de usar um ou outro, e quais melhorias gostaria de ver nestes novos formatos.

Até a próxima, nos vemos SISTEMATICAMENTE, em outro post.
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Novo Kernel Linux chega com melhorias para GPUs da AMD

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Após a AMD começar a distribuir seu driver diretamente no Kernel Linux, donos de hardware da empresa vem recebendo melhorias de performance e novas implementações a cada versão. É notória a evolução do AMDGPU, driver Open Source, comparado a alternativa proprietária e descontinuada Catalyst/fglrx. Parece que a AMD vem dando maior atenção a plataforma Linux.

amd-gpu-freesync-linux

Previsto para meados de Março deste ano, a versão 4.21 do Kernel Linux está repleta de novidades para usuários AMD. 

Uma delas é o suporte ao FreeSync e Adaptive-Sync, na qual auxilia a remoção de atrasos e variações nos framerates, adaptando dinamicamente a taxa de atualização. Resultando em uma gameplay fluida e sem inconvenientes, como: Tearing e “fantasmas”, os rastros de tela, na gameplay.

O FreeSync foi anunciado em 2014, para competir com seu concorrente G-Sync, tecnologia da Nvidia, que basicamente tem a função de sincronização adaptativa, evitando os “rasgos de tela”.

Já o Adaptive-Sync é uma especificação do DisplayPort e HDMI, desenvolvida pela organização internacional VESA, que tem como objetivo padronizar o funcionamento de periféricos de vídeo em computadores.

O FreeSync usa os protocolos do Adaptive-Sync em conjunto com hardware e software para proporcionar mais fluidez, livre de distorções e com baixa latência, em hardwares que o suportam. 

Outras tecnologias da AMD incorporadas ao Kernel 4.21 são: O Adaptive Backlight Management, que reduz o nível da luz de fundo, para economizar energia, aumentando o contraste e luminosidade do pixel para maior legibilidade e qualidade. E o ROCm, que é incumbido na interação entre CPU e GPU, aumentando o desempenho de tarefas computacionais.

O kernel trará suporte ao ROCm para processadores gráficos de entrada, da arquitetura Polaris, em placas de vídeo da série RX 400, e arquitetura Vega 12.

Com isso podemos esperar melhorias para utilizadores de GPUs AMD no Linux, com funcionalidades que antes não existiam no AMDGPU.

E você possui alguma placa de vídeo AMD? Tem ou gostaria de comprar um monitor com FreeSync? Deixe sua opinião nos comentários, queremos saber sua experiência com a plataforma AMD no Linux.

Até o próximo post, e lembre-se: Compartilhe as postagens do Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Ubuntu pretende facilitar instalação de drivers para Gamers

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

A chegada do Steamplay usando o Proton (DXVK+Wine) e trazendo a possibilidade de se poder jogar uma quantidade de jogos que antes só se tinha no Windows, “forçou” as empresas que mantém os drivers para Linux “ a se mexerem” também, como NVIDIA e AMD, e assim trazer as implementações e melhorias que o VULKAN proporciona.


Ubuntu pretende facilitar instalação de drivers para Gamers





Prezando pela estabilidade das suas versões LTS, o Ubuntu não traz às versões mais recentes dos drivers da NVIDIA, AMD e Intel (e sim os “estáveis”), e algumas funcionalidades e tecnologias podem não estar presentes no sistema, como a implementação completa do VULKAN e entre outras.

Para adicionar os drivers de vídeos mais recentes dessas empresas, precisamos recorrer aos PPAs (Personal Package Archive) r e assim desfrutar dessas tecnologias novas. Adicionar não é nenhuma tarefa difícil, tanto que já fizemos alguns posts aqui no blog explicando como proceder e tudo mais, mas sabemos que ainda tem pessoas que podem encontrar alguma dificuldade para tal procedimento. Sendo via terminal ou não.

Vendo isso, o jornalista da Forbes, Jason Evangelho, fez um questionamento em seu Twitter, perguntando o porque que o Ubuntu não tinha feito ainda uma ferramenta gráfica para adicionar os PPAs dos drivers e assim facilitar a vida dos gamers que estão vindo do Windows.

Eis que alguém da Canonical, empresa essa que mantém o Ubuntu, responde. E não foi “qualquer pessoa” que respondeu e sim alguém de “gabarito”. Quem respondeu ao tweet do Jason foi o Will Cooke, Diretor da Canonical responsável pela área de desenvolvimento do desktop. E a resposta foi positiva.

Segundo Cooke, a Canonical tem planos para o próximo ciclo de desenvolvimento (Ubuntu 19.04/19.10???) adicionar algumas GUI (Interfaces gráficas de interação) para tornar a adição desses PPAs mais fáceis, ou como ele disse “pointy-clicky”.

Jason questionou se seria possível selecionar o PPA apropriado para a sua GPU e a resposta do Cooke foi que sim, que eles facilitariam o acesso aos drivers Betas das empresas. Se quiser ver o Tweet original, basta clicar na imagem abaixo.



Esse tipo de facilidade questionada pelo Jason e prontamente respondida por Cooke, mostrando que a Canonical está atenta na guinada em que se deu nos últimos 6 meses, depois da “bomba” chamada Proton (Valve/Steam) e que deu uma “remexida” das boas, fazendo assim as empresas melhorarem os seus produtos no Linux, desde o pessoal do Lutris até em empresas como Canonical, NVIDIA, AMD e Intel. 

Podemos ter bons frutos ao longo de 2019 e não podemos ficar surpresos se o Linux pegar mais corpo e popularidade nos desktops através dessas iniciativas, que para quem já usa Linux possa ser algo “pequeno”, mas pra quem vem de outra plataforma ou que nunca teve um contato agradável com Linux, pode fazer uma grande diferença e fazer com que a pessoa possa se sentir “em casa”.

Espero você até o próximo post, forte abraço.
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As formas mais práticas de proteger o seu Linux

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Eu não canso de dizer: "Não é porque é Linux que você pode ter descaso com a sua segurança". O que infelizmente acontece muito por conta do famoso mito "Linux não pega vírus" que existe. Vamos um pouco mais a fundo nesse tópico, com algumas dicas para você ficar um pouco mais tranquilo.

Linux-security-tips






O assunto não é nem um pouco novo, para falar a verdade, temos um artigo que é quase um clássico aqui do blog chamado "As verdades sobre o Linux: Afinal por que o sistema não pega vírus?" que fala sobre esse mito. Vale a pena reafirmar o ponto:

Linux, sim, pode pegar vírus, não, não é nada provável que isso aconteça. Não, market share não é o ponto mais importante aqui e sim um conjunto de coisas que cerca os sistemas Linux, as dicas de segurança para qualquer sistema operacional também podem se aplicar ao Linux, especialmente a máxima de que "o usuário é o melhor antivírus".

Problemas que rodeiam o Linux


Sim, popularidade tem a ver diretamente com a quantidade de vírus, porém, Linux é o sistema mais popular nos maiores servidores, armazenando dados de bilhões de usuários. Por que há tão poucas notícias de ataques a servidores Linux? Ainda mais levando em consideração a quantidade de dados que eles armazenam, por que ir atrás de usuários domésticos?

O próprio Android, que roda Linux, tem uma plataforma gigante e, proporcionalmente comparado, poucos vírus realmente o afetam, especialmente se você desconsiderar os que veem por conta do download de APKs na internet e smartphones com Root ativo.

Acho que a resposta é tanto simples: Servidores Linux possuem toda uma estrutura de segurança em seu entorno, não apenas por parte do sistema em si, com ferramentas avançadas como o SELinux e o AppArmor, mas também por conta deles serem gerenciados, geralmente, por profissionais altamente capacitados, o que implica em ser mais complicado ultrapassar as muitas camadas de segurança que existem. Em outras palavras, roubar uma senha da sua tia é mais fácil do que roubar a do "Mr. Robot".

Possuir vírus não quer dizer que o sistema é vulnerável, é como uma pessoa comum, existem milhares de vírus que podem te afetar como ser humano, mas se você tomar os devidos cuidados, como as vacinas por exemplo, e não se expor a determinadas situações, a probabilidade de você pegar alguma doença é bem baixa e assim como na vida real, no mundo dos computadores, remediar o problema rápido é tão ou mais importante do que descobrir a falha.

Por sorte (e competência) podemos dizer que no mundo Open Source esse tipo de coisa é realmente eficiente. Quantas vezes você viu uma notícia sobre falhas de segurança no Linux onde o mesmo artigo que falava da falha, também falava para atualizar o sistema porque a correção já estava disponível. Isso é realmente impressionante.

- Novo vírus afeta o Linux, atualize o sistema para correção.

Outros fatores também contribuem para isso. Geralmente usuários Linux baixam seus softwares de locais confiáveis, como as lojas de aplicativos do próprio sistema e quando os softwares são baixados de fora, provavelmente a fonte é confiável também, como os próprios desenvolvedores dos aplicativos.

Para comentar alguns problemas relativamente comuns que podem afetar distros Linux temos os Trojans, Ransowares e claro, o phishing, que independe de sistema.

Formas de se proteger usando Linux


Faremos uso da máxima de que "o melhor antivírus ainda é você" e usar isso para te dar algumas dicas para que sua pessoa não conseguir fazer a proeza de pegar um vírus no Linux ou vazar alguma informação sua. 😂

Que fique claro aqui que essas são todas sugestões, você não precisa seguir todas elas para estar consideravelmente protegido usando Linux, só o fato de usar uma distro Linux já o deixa mais seguro do que usar Windows, fatalmente, ainda assim, se quiser "colocar alguns arames farpados sobre a sua cerca", você pode usar:

Criptografia


Várias distros oferecem criptografia da pasta home ou até mesmo do sistema por completo, basta selecionar a opção na hora de fazer a instalação do sistema. Ainda assim você também pode armazenar alguns arquivos importantes com uma ferramenta como o VeraCrypt, para quem prefere não criptografar o disco todo.

Firewall


Taí um programa que muita gente tem no sistema, como dizia o meu pai, "só para bonito". E nunca nem sequer ativou. Praticamente todas as distros Linux vem com o Firewall pessoa UFW instalado de fábrica. Ele é simples, mas também poderoso, pode ser operado via linha de comando e através de uma interface gráfica.

Distros como o Ubuntu trazem o UFW instalado por padrão com a função de trabalhar via linha de comando, outras como o Linux Mint trazem o UFW com a sua interface, o GUFW, por padrão. Nas distros que essa interface não é oferecida, você pode instalar facilmente pela loja do seu sistema.

Usar o GUFW é muito simples,  basta ler as informações que ele te entrega. Se você não quiser pensar muito, apenas ative ele nas configurações padrão.

VPN


A VPN (Virtual Private Network, em Português, Rede Virtual Privada) é um servidor com o qual o usuário se conecta para redirecionar suas atividades na Internet. O servidor pode mascarar completamente o IP do usuário.

Tempos atrás as VPNs eram voltadas para empresas. Atualmente, as VPNs são conhecidas por sua capacidade de proteger a identidade e as informações de qualquer usuário, independentemente se for usuário procedente de empresa ou usuário comum individual.

Existem duas razões principais para usar uma VPN:

    • Proteger as informações dos usuários on-line.
    • Visitar sites que podem estar restritos devido à sua localização geográfica.

Uma VPN pode garantir que os dados dos usuários de internet não sejam espionados e roubados. Como por exemplo, dados bancários, senhas e informações de cartões de crédito. Uma boa VPN criptografará seus dados, portanto, mesmo se você se conectar a um Wi-Fi público, seus dados privados terão a proteção garantida.

Existem sites que tem restrições geográficas, e para cada país pode haver uma versão do mesmo site adaptada ao local, com mais ou menos conteúdo. Caso queira acessar o site americano da loja Walmart, Netflix entre outros, só serão mostrados os sites nas versões brasileiras.

A VPN pode te dar acesso a esses sites de outros países,  uma vez que seu endereço IP parece estar alterado, e assim te concederá acesso ao conteúdo local de outro país, afinal você parece estar conectado naquele país ou região. É um serviço que deve ser avaliado com calma e acionado somente quando você confia no serviço.

Tem um amigo meu que diz que VPN quer dizer "Vai pra Nárnia", e de fato, colocar todo o seu tráfego em servidor de alguém pode ser perigoso se não for alguém de confiança.

Estudos


Pode parecer besteira, mas um das coisas que mais pode fazer diferença na hora de você ficar protegido online é você estudar. Ao entender um pouco mais sobre os diversos pontos que podem afetar a sua segurança, desde como armazenar e criar senhas de formas eficientes e seguras, até técnicas mais avançadas de segurança, como o sistema de permissão de acesso a arquivos, você estará mais protegido.

Saber sobre as técnicas comuns de phishing também faz com que você consiga evitar ataques desse tipo, além de ajudar a proteger as pessoas ao seu redor.

Antivírus


Para quem for um pouco mais desconfiado e quiser chegar a extremos, um software antivírus pode ser útil em alguns casos, especialmente para varrer dispositivos que também estão em contato com o Windows ou até mesmo para o seu servidor. Confira aqui algumas ferramentas antivírus para Linux.

Ficam também aqui algumas sugestões de vídeos para você conferir no canal:




Você tem mais dicas para passar? Acrescente a suas através dos comentários, até a próxima!

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Uma carta Open Source: Precisamos de VOCÊ! Saiba onde e por quê.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Atualmente as pessoas sempre estão super ocupadas, sempre correndo, de forma que é até um privilégio escrever para alguém que ainda lê, o que é uma raridade por esses dias. Não quero perder o seu tempo, por isso vamos direto ao assunto. 👊

dionatan-simioni-diolinux






Nós fazemos muita coisa, provavelmente muito mais do que você tenha noção, especialmente se você se limita a acessar um ou dois canais de conteúdo que produzimos. Apesar do trabalho massivo, isso é bom, quanto mais locais diferentes a nossa presença for percebida, melhor para o projeto, melhor para as ideias e informações que divulgamos. Mais pessoas diferentes poderemos alcançar.

Por conta disso, nunca são suficientes os momentos reservados para agradecer as pessoas que nos apoiam financeiramente com R$1,00 por mês através do Padrim e mais recentemente, aos nossos apoiadores que fazem parte do Clube dos canais no YouTube.

Ser pioneiro


Eu sei que falar do seu próprio projeto, enaltecendo-o, soa bizarramente egocêntrico, mas eu vou tentar me conter ao falar da minha paixão, você pode simplesmente olhar os números e ver por si. Se eu passar um pouco do ponto, já peço desculpas adiantado, realmente não é a minha intenção, ainda que seja inevitável ao falar de algo que você tanto ama.

O blog Diolinux está ficando "velhinho", estamos chegando em 2019 ao nosso oitavo ano de existência, uma jornada longa, com altos e baixos como qualquer jornada, mas felizmente com muito mais altos do que baixos.

Olhar para trás hoje é motivo de orgulho, pois podemos dizer que fomos pioneiros em algumas coisas dentro do nosso país, dentro do nicho de pessoas que fala Português nessa "pequena bola azul" que chamamos de "casa".

Uma abordagem mais branda, evitando radicalismos que existiam aos montes da comunidade Linux, atraindo pessoas de bom coração e boa vontade para criar uma comunidade saudável, que ajuda mutuamente a desenvolver-se em prol da simples possibilidade de ter opções viáveis e acessíveis, sem desmerecer quem pensa diferente, sem ofender. 

Nunca existiram perguntas estúpidas, por mais simples que elas fossem, nós sempre procuramos respondê-las, e quando elas se repetiam, nós respondíamos novamente como se fosse a primeira vez. Estúpido, dentro do nosso conceito, sempre foi não responder essas dúvidas.

Através desse perfil de atuação o blog se desenvolveu, depois veio o canal no YouTube, que hoje, salvo engano, pode ser considerado o maior canal do mundo com Linux e Open Source como pauta recorrente, ou ao menos o maior em língua Portuguesa. O canal Diolinux hoje é maior do que canais oficias de grandes empresas e até mesmo da própria Linux Foundation, mesmo falando Português e não Inglês. 


E eis aqui um grande e importante fato que por ventura passa despercebido: 

Você tornou isso realidade! Eu não tenho certeza se você consegue entender o tamanho disso... pra falar a verdade, não sei se eu mesmo consigo.

Um dos maiores veículos de propagação de conteúdo Linux é nosso, é brasileiro, foi criado e incentivado por você!

Depois do canal Diolinux ficar um pouco mais popular, e ao longo desse processo também, vimos vários canais de excelente qualidade serem criados e crescerem no YouTube aqui no Brasil falando de assunto simulares. São tantos que é até difícil listar todos, correndo o risco de deixar alguém de fora, vou me abster da lista. Mas eu percebi que realmente aquela ideia que plantamos lá atrás, em 2011, germinou e deu belos frutos.

Precisamos de você!


Sem você que está lendo este artigo agora, nada disso seria possível! Nada! Eu, Dionatan, humildemente em nome de todas as pessoas que se envolvem com o projeto Diolinux (contando os eventuais, são mais de 10), agradeço a você com toda a sinceridade possível!

Eu quero muito que você, que consome sempre o nosso conteúdo, se sinta parte integrante do nosso time, consumir conteúdo e compartilhar conhecimento está no DNA da nossa empresa e é o nosso jeito de ser, o nosso estilo de vida.

Ok, mas você precisa de mim para quê exatamente?

Na verdade nós precisamos da sua boa vontade apenas. Eu explico. 😊

Precisamos de você


Eu tenho certeza de que você gosta do conteúdo que nós produzimos, ou pelo menos, de parte dele, nós precisamos da sua ajuda para mostrar Linux e softwares de código aberto para mais pessoas aqui no Brasil, pois isso nós nunca conseguiremos fazer sozinhos.

Mas como eu posso ajudar?

Obrigado por perguntar! 😀

Interaja com o nosso conteúdo, no fim das contas é simples assim. 

Uma briga contante que todos os produtores de conteúdo possuem é com os mecanismos de busca, não basta existir, tem de ser encontrado também, certo?

  • Quantas vezes você já deixou um comentário e um artigo como este aqui no blog?
  • Quantas vezes você já assistiu um vídeo, gostou do conteúdo, mas não deu like, compartilhou e comentou o vídeo?
  • Você nos segue no Twitter? Quantas vezes você dá like e retuíta os nossos conteúdos?
  • Já está me seguindo no Instagram?

Essas pequenas ações mostram para os mecanismos de buscas e para as plataformas que o nosso conteúdo é relevante. Duvida que a sua interação pode mudar muito as coisas?

Esse pequeno gráfico abaixo é do nosso canal no YouTube. Em Dezembro de 2018 nós tivemos quase 6 milhões de minutos assistidos, porém, mais da metade (57%) são de pessoas que não estão inscritas no canal! 😲

Ou seja, tem muita gente interessada no assunto, muita gente que assiste o nosso conteúdo regularmente mas não se inscreveu no canal.

Estatísticas de visualizações de Dezembro/2018 canal Diolinux

Fazendo essas coisas você ajuda mais do que você imagina, traga mais pessoas para conhecer o nosso conteúdo, essa pode ser a sua corrente do bem. 😍

Mas isso é tão importante assim?

Provavelmente mais do que você imagina. Uma das coisas que eu sempre tive clareza, é que nós não precisamos mostrar Linux para quem já usa e gosta de Linux, se eu quero que a comunidade cresça, se eu quero que mais pessoas tirem o preconceito com tecnologias abertas de suas mentes, eu preciso buscá-las fora do nosso círculo habitual de amizades e seguidores e por isso você compartilhar e interagir com o nosso conteúdo é tão importante.

Twitter vs Instagram


Redes sociais como o Twitter e o Instagram tem muito valor agregado. O Twitter é muitas vezes o meio mais simples de atingir desenvolvedores, marcas e levar o conteúdo, através de hashtags por exemplo, para pessoas que não fazem parte do nosso núcleo.

O Instagram é a rede social do momento, lá existem muitas pessoas que nunca ouviram falar do nosso trabalho. Ambas também são uma ótima forma de avisar quando novos conteúdos saem do canal, no blog ou qualquer outro projeto.

Por isso, eu lhe convido a seguir os nossos perfis nessas redes:


Por ali você também vai receber muito conteúdo adicional extra. Inclusive, falando do Instagram, quero propor uma campanha:

- Tire uma foto do seu SETUP ou Desktop Linux e me marque por lá, vou criar uma pasta de Stories com os prints mais bonitos da galera para divulgar a utilização desses softwares e o seu perfil pela minha conta pessoal. 😉

Um projeto novo e MUITO importante


Eu resolvi dedicar um parágrafo inteiro para esse assunto, pois ele é muito importante mesmo, uma vez que a indústria dos games influencia tanto o mercado a ponto de até quem não joga sentir os seus impactos, como melhor suporte de hardware e maior disponibilidade de softwares.

O nosso canal na Twitch.tv estreou há alguns meses com uma proposta muito audaciosa, criar conteúdo voltado a games para Linux, usando Linux em tudo. Os últimos anos tem sido fantásticos para o mercado de jogos no Linux por diversos motivos e nós precisamos mostrar isso para as pessoas.

Twitch.tv/Diolinux


Quantas vezes você já ouviu falar de alguém que disse que achava Linux "até legal" mas não testava  a plataforma porque "não rodava jogos", ou algum game mais específico? É exatamente esse tipo de mito que queremos quebrar.

Para conseguir isso nós estamos fazendo lives TODOS OS DIAS, acreditamos no projeto e estamos nos dedicando MUITO a ele.

O que é a Twitch mesmo?

Para você que não conhece muito bem, a Twitch.tv pertence a Amazon e é a líder no mercado de Streaming de jogos (hoje não só jogos até), maior até do que o YouTube, tanto que vários recursos recentes incorporados ao YouTube foram inspirados em recursos que já existiam na Twitch. Lá vários jogadores de todos os estilos compartilham a sua paixão por jogos, incontáveis vezes novas pessoas chegaram ao nosso canal da Twitch e conheceram Linux por lá, pela primeira vez, através de jogos! Pasmem!

"Nossa, não sabia que Linux rodava jogo", "achava que Linux era só para estudo e trabalho", mas "Linux não é ruim?", são frases bem comuns de novatos por lá. Toda vez que acontece eu fico muito feliz em ver a recepção calorosa que os membros do canal dão a estas pessoas, explicando a elas direitinho como as coisas realmente são, quebrando mitos e preconceitos. Temos até um nome e um servidor do Discord dedicado a isso a #L2G (Linux Gamers Generation).

Hoje são quase 3 mil pessoas acompanhando as lives que a gente faz todos os dias, geralmente elas começam um pouco depois do vídeo que sai no YouTube. Os nossos vídeos do YouTube saem todos os dias às 19:00 horas, a live na Twitch.tv começa geralmente às 19:40 horas.

Como é um projeto novo, audacioso, e mais uma vez, um projeto que não faz o conteúdo em inglês, precisamos muito da sua ajuda para crescer o canal lá também. 

Participe das lives diárias, faça desse o nosso encontro ao vivo todos os dias, onde você pode interagir em tempo real com a gente e com o restante da comunidade, onde você pode se divertir, fazer novos amigos e aprender coisas novas! Eu me divirto muito fazendo essas lives e já fiz várias novas amizades por lá, já que várias vezes a galera joga junto! :)

Siga o nosso canal na Twitch e ajude a compartilhar quando as lives estiverem acontecendo, quem sabe podemos nos tornar a maior comunidade gamer de Linux do mundo também, e vou te dizer, não estamos muito longe disso! 😎

Para concluir...


Eu tenho certeza de que você é uma pessoa ocupada, mas eu também tenho certeza que você gostaria de ver, não necessariamente o Diolinux, mas o Linux e o Open Source crescendo e sendo mais divulgado sem um monte de mitos que mal eram verdade há 15 anos, o que dirá nos dias de hoje.

Nos ajude a fazer isso, o seu compartilhamento tem mais poder do que você imagina. Siga-nos nas redes sociais e ajude a espalhar o conhecimento.

Até a próxima!
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Linux ganhará suporte nativo a telas touchscreens no Raspberry Pi

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Linux ganha suporte oficial a telas sensíveis ao toque no Raspberry Pi, na versão 4.21 do Kernel.

touchscreen-raspberrypi-kernel-linux

Atualmente o Linux já oferece suporte nativo a telas touchscreens no Raspberry Pi, por meio da conexão HDMI, limitando o uso do display de 7 polegadas (resolução 800 x 480). 

A conexão desta pequena tela é feita por outra entrada, a DSI, na qual usuários não tinham suporte nativo ao touchscreen, quando utilizavam o Linux.

No dia 2 de Janeiro o então responsável por esta funcionalidade no Raspberry Pi, o engenheiro da Google, Dmitry Torokhov, solicitou a Linus Tourvalds que incorporasse tal suporte ao Kernel Linux, por meio do novo driver de telas sensíveis ao toque do Raspberry Pi.

Com essa nova implementação, será possível criar tablets ou outros projetos no Raspberry Pi, sem necessariamente recorrer a telas conectadas à porta HDMI, dando maior liberdade ao arquitetar soluções com o equipamento.

Mais novidades ao Raspberry Pi e demais plataformas


Com o Kernel Linux 4.21, usuários de telas 4K, enfim poderão ver satisfatoriamente as mensagens do console, durante o boot do sistema. Agora telas HiDPI com densidade alta de pixels, serão melhores suportadas pois o Kernel inclui uma fonte 16x32, visando tais resoluções.

Arquiteturas ARM ganharão melhor gerenciamento de energia, através do Energy Aware Scheduling, que visa controlar o consumo de energia do CPU no Kernel Linux, aumentando a vida útil das baterias.

Você possui ou gostaria de ter um Raspberry Pi? Conte-nos sobre seus projetos ou desejos com essa poderosa “plaquinha”.

Aguardo você no próximo post e compartilhe, SISTEMATICAMENTE, com seus amigos e conhecidos, as postagens do Diolinux. Até mais. 😎

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TOP 7 Games Open Source que você precisa conhecer

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Como fizemos anteriormente, montamos duas listas com games atuais e “clássicos” que rodam via Steamplay, mas nem só de jogos proprietários vive o Linux (quem diria), existem muitos projetos de jogos que tem código aberto e são mantidos por comunidades de desenvolvedores.

 TOP 7 Games Open Source que você precisa conhecer






Essa lista não coloca os games do melhor para o pior ou qualquer coisa do tipo, nela vamos mostrar alguns games open source e vamos nos dar ao “luxo” de excluir os games mais “famosos”, como Dota2, CS:GO, Rocket League, Hitman, Tomb Raider, Dirty Rally, entre muitos, muitos outros.


Se você gosta de jogos baseados em turnos, de estratégia e com temática de fantasia, esse game mantido pela comunidade, esse pode ser uma ótima opção, inclusive, você pode instalá-lo via Steam.

Enredo : Explore o mundo de Wesnoth e participe de suas muitas aventuras! Embarque em uma busca desesperada para recuperar seu legítimo trono ... Fuja para um novo lar através do mar dos Lords Lich ... Mergulhe nas profundezas mais escuras da terra para criar uma jóia do fogo para si ... Defenda seu reino contra a hordas devastadoras de necromantes malucos ... Ou lidere um grupo descontrolado de sobreviventes pelas areias brilhantes para enfrentar um mal invisível.

Para instalar o Wesnotha sua distro favorita, eles tem uma área no site que ensina passo-a-passo como fazer, você pode acessar AQUI. Entretanto, você encontra ele nas lojas de aplicativos das distros Linux também

2 - Alien Arena

Se você gosta dos jogos de tiro no estilo “death match old school” mas quer algo moderno, divertido, colorido e com temática Sci-Fi, o Alien Arena vai lhe proporcionar algumas horas de diversão. O game tem inspirações em um “irmão” famoso, o Quake III. Nele você pode tanto jogar contra os bots, como jogar no modo online com os seus amigos.

 

Para instalar ele você tem 3 formas diferentes. A primeira é através da sua loja de aplicativos, procurando pelo termo “Alienarena” e instalando. A segunda é você baixando o pacote do jogo no site (que tem aproximadamente 900 MB) e compilar,ou então a terceira maneira, que é via Steam, onde o game é pago, o valor fica na casa dos R$ 6,00 aproximadamente, o que é forma legal de você ajudar os desenvolvedores também Para mais detalhes é só consultar o site oficial.

3 - SimuTrans

SimuTrans é um game que simula como seria construir uma companhia de transportes, podendo transportar desde passageiros via trem e chegando até o transporte via avião. O game pode ser jogado tanto singleplayer quanto multiplayer, tem mods, uma comunidade para lhe ajudar, mapa sem limites e os paksets (que são modificações para o jogo). E o melhor de tudo é Open Source 😁.



Para instalar você pode baixar ele direto do site e seguir as orientações para a sua distribuição ou baixar pela Steam. O jogo é Free também.

4 - Assault Cube

Se você estiver procurando um game ao estilo do Counter-Strike, mas não tem um computador forte e quer se divertir, o Assault Cube vai “cair como uma luva” para você. Ele é Free, multiplayer, first-person shooter e é baseado na Engine CUBE. Um game de 2013, mas que vai lhe proporcionar algumas horas de diversão

 

Para instalar ele existem duas formas diferentes. A primeira é através da sua loja de aplicativos, procurando pelo termo “Assaultcube” e instalando. A segunda é você baixando o pacote do jogo no site (que tem aproximadamente 50 MB) e fazer a instalação a partir do código. Para mais detalhes é só consultar o site dele.

5 - Urban Terror

Mais um game que é lembrado pelas pessoas quando pensam em jogos de FPS (First Person Shooter), o Urban Terror é mais um game “filho” do Counter Strike, e é um game muito bom e divertido. Tanto é o sucesso e reconhecimento, que os devs vão dar uma revitalizada nele e portar o game para a Engine da Epic Games, a Unreal Engine 4 (UE4), e pelas primeiras gameplays mostradas o game vai dar um salto e tanto. Você pode conferir essa nova versão nesse vídeo dos devs. Mas por hora a versão atual é a 4.3.4 e ainda não tem a poderosa Engine da Epic Games.



  

Para instalar ele você tem que baixar o pacote do jogo no site e fazer a instalação a partir do código (o game completo tem aproximadamente 1,4GB). Para mais detalhes é só consultar o site dele.

6 - Total Chaos

Se você gosta de jogos na mesma pegada do famoso Doom, o Total Chaos é um mod do Doom 2 e rodando no porte pelo GZDoom. Esse survival horror vai lhe entregar algumas boas horas de aventura, tiros, sustos e adrenalina. Para mais detalhes do game, você confere no site moddb.















Para instalar ele você tem duas formas de baixar o game. A primeira é baixar o pacote do jogo no site e fazer a instalação a partir do código (o game completo tem aproximadamente 1,4GB). E a outra forma é baixar ele via flatpak, se a sua distro já estiver suporte ao formato de pacote é só procurar por “Total Chaos”, mas se a sua distro não tiver, você pode conferir esse artigo onde ensinamos. Feito a instalação do flatpak, basta acessar o site do flathub e clicar em “Install”, bastando esperar o processo de instalação. Se você preferir fazer via terminal, basta rodar esses dois comandos:

Instalação : flatpak install flathub com.moddb.TotalChaos

rodando : flatpak run com.moddb.TotalChaos

7 - 0 A.D.

E não podemos deixar de mencionar o “Age of Empires” de código aberto, o  0 A.D, game que segue a mesma mecânica do seu “irmão” mais famoso mas que não deixa a desejar em nada em relação a ele. O game de estratégia em tempo real (RTS) é mantido atualmente pela Wildfire Games, um conjunto de devs do mundo todo que ajuda o jogo a ficar “nos trinques”.




0.A.D está presente nas lojas de aplicativos de todas as distros, incluindo versões Snap e Flatpak também.

Para instalar na sua distro ; Instalação via Snap e Instalação via Flapak


Lógico que existem muitos e muitos games open source espalhados por aí, pode ser através dos repositórios das distros Linux, bem como em sites também. As possibilidades são muitas e não caberia em um post, então deixe nos comentários qual game faltou e quem sabe ele aparece em uma lista futura aqui no blog. 


Até o próximo post, forte abraço.
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