Março 2019 - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Recentemente a Paradox Interactive anunciou a sequência do seu famoso RPG, o Vampire: The Masquerade – Bloodlines que foi lançado em 2004 e fez um sucesso estrondoso na época. O jogo utilizou a mesma engine do Half-Life 2, a Source Engine, que é desenvolvida até hoje pela Valve mas agora sendo a Source Engine 2. Esse primeiro jogo foi feito pela extinta Troika Games e distribuído pela Activision. Você ainda pode comprar ele via Steam. E a sua classificação no ProtonDB está entre Gold e Platinum.


 Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 terá suporte para Linux, segundo SteamDB






A sequência traz o seguinte enredo para o jogo:

“Gerado em um ato de terrorismo vampírico, sua existência alimenta a guerra pelo domínio do comércio de sangue de Seattle. Entre em alianças desconfortáveis com criaturas que controlam a cidade e desmascare a conspiração que mergulhou Seattle em uma sangrenta guerra civil entre facções poderosas de vampiros.
Torne-se um Vampiro Supremo
Mergulhe no Mundo das Trevas e viva sua fantasia vampírica em uma cidade repleta de personagens intrigantes que reagem às suas escolhas. Você e suas disciplinas singulares são uma arma em nosso sistema de combate progressivo, rápido e focado no corpo a corpo. Seu poder crescerá à medida que você avança, mas lembre-se de respeitar a Máscara e proteger sua humanidade... ou encare as consequências.”

E conforme informações do SteamDB (atualizado em 27 deste mês, Março), e também pelo ProtonDB, o jogo vai ter uma versão nativa para Linux, além de ter uma versão para MacOs e Windows. Conforme podemos ver na imagem abaixo.




E no ProtonDB também…




As configurações mínimas e recomendadas ainda não foram disponibilizadas nem pela Hardsuit Labs nem pela Paradox Interactive. O pessoal do site linuxgameconsortium, entrou em contato com as empresas para confirmar o suporte para Linux, mas até o fechamento desta edição não tiveram respostas. 

O game ainda está em pré-venda e por hora só constando para Windows, tudo normal até aí. Ele está custando na média de US$60 ou R$110 na cotação atual. Ele também está previsto para ser lançado em 31 de Março de 2020. Você pode pedir ele via Steam.

              


Agora é esperar e ver se no dia do lançamento, o game vai abranger as 3 plataformas (Linux, MacOs e Windows), além dos consoles, ou se vai ter algum atraso de lançamento em relação ao Windows. Mas isso já é um passo importante para os linux gamers, que já vão ter um grande jogo no lançamento.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Continue a discussão sobre o Vampire: The Masquerade – Bloodlines 2 no nosso fórum

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Proton 4.2 chega ao Steam Play Linux com mais de 2400 problemas corrigidos

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A Valve anunciou nesta semana o lançamento da versão 4.2 do Proton (saindo da versão 3.16), a ferramenta que é capaz de rodar os games de Windows no Linux como se fossem nativos através da Steam.

Proton 4.2 chega ao Linux






Segundo as informações do GitHub da Valve, foram mais de 2400 modificações e problemas corrigidos na versão 4.2, se comparada com a versão 3.16, que era a que estava sendo usada até então, incluindo correções para jogos como Resident Evil 2 e Devil May Cry 5.

Devil May Cry

Foram 166 patches aplicados ao Proton 3.16 que não são mais necessários no na versão mais nova. Entre as novidades temos:

- Atualização do DXVK para versão 1.0.1;
- Atualização do FAudio para a versão 19.03-13-gd07f69f;
- Correções para o comportamento do mouse em Resident Evil 2 e Devil May Cry 5;
- Correções para os games NBA 2K19 e 2k18 e muito mais!

Entre outras coisas, temos também melhorias para Vulkan para games que usam realidade virtual, games que são baseados em GDI e uma série de melhorias de usabilidade, que vai desde fontes, até problemas com alt+tab em jogos.

Com o recente lançamento da versão mais recente do Wine, tivemos uma bela atualização também no CrossOver, que vale a pena conferir.

Está cada vez mais fácil jogar os grandes games no Linux e é bom ver que existe um desenvolvimento constante neste sentido.

Acompanhe-nos em nosso canal de games para conferir as novidades.

Até a próxima!

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DaVinci Resolve sem som no Linux? Veja como corrigir!

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O DaVinci Resolve é um excelente software para produtores de conteúdo multimídia e funciona muito bem. Mas hoje tive um pequeno problema ao montar um Setup com ele e com o Ubuntu, onde o som não era reproduzido no sofware, felizmente, a solução é simples.

DaVinci Resolve sem Áudio






Apesar do DaVinci resolve permitir a configuração de placas de som em seu painel de controle, o problema que enfrentei do Ubuntu 19.04 (No Mint 19.1 funciona normalmente) é que o Resolve não consegue fazer a leitura do Pulse Audio, somente do Alsa Mixer, por isso, precisamos fazer um pequeno ajuste para que o som dos seus áudios saia nas caixas de som ou fones de ouvido.

Como resolver o problema do DaVinci Resolve sem som


Você precisa criar um arquivo que faça esse apontamento entre Alsa Mixer e Pulse Audio chamado "asound.conf" dentro da pasta /etc/ com o seguinte conteúdo:

pcm.!default pulse
ctl.!default pulse

Esse processo pode ser feito de diversas formas, mas vamos usar o gedit e o terminal, por isso abra uma instância e digite:
sudo gedit /etc/asound.conf
Copie e o cole o conteúdo neste arquivo e o salve, você pode fechar o terminal e verificar o seu DaVinci Resolve, o áudio deve estar funcionando perfeitamente.



Até a pŕoxima!
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Lançado o Beta do melhor Ubuntu dos últimos 2 anos!

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Apesar de estar disponível ao longo do tempo através de Daily Builds, ainda existem esses milestones no lançamento do Ubuntu que condensam o sistema de uma forma semelhante ao que veremos no lançamento final. O Ubuntu 19.04 Disco Dingo está disponível para testes em seu estágio Beta.







O novo Beta está disponível para ser testado com um "punhado" de novidades, especialmente se comparado a versão 18.04 LTS.

Novo GNOME, nova performance


Existe uma chance de você achar que o GNOME é "pesado", e não é por menos, algumas versões anteriores do GNOME, além de vir com um problema de consumo de RAM, também exigia mais do seu computador.

Infelizmente este é caso da LTS atual do Ubuntu, porém, houve melhorias significativas neste sentido no Ubuntu 19.04.

Consumo de RAM no Ubuntu 19.04

Apesar do GNOME System Monitor exibir um valor diferente por conta da forma com que a contagem de RAM é feita através dele, o consumo real do Ubuntu em relação a RAM ficou excelente, como você pode ver na imagem acima, fazendo a medição via terminal, temos o excelente resultado de pouco mais de 570 MB.

O Ubuntu 19.04 Beta chega com o GNOME na versão 3.32 e o Kernel Linux 5.0.x, o que garante uma excelente performance e fluidez.

Novamente, se comparado a versão 18.04 LTS, me arrisco a dizer que nem parece o mesmo sistema ou a mesma interface. A mudança é clara ao usar o computador com o novo Ubuntu.

Novo Design


A versão 19.04, Disco Dingo, vem para consolidar o novo tema "Yaru" do Ubuntu, que começou a ser implementado na versão 18.10 do sistema. Temos melhorias nos ícones, que agora possuem um visual mais coeso em todo o sistema, além do tema GTK e do Shell, aliado ao novo conjunto de wallpapers.

Aparência do Ubuntu 19.04

Os usuários da versão 18.10 do Ubuntu notarão que agora, tanto a barra superior, quando a barra lateral são completamente opacas, não possuindo mais aquela função bacana de transparência. Você pode ter essa experiência de volta, se quiser, usando um tema alternativo no sistema, ou extensões, como a Dash to Dock, que permite uma maior customização.

Apesar disso, acho seguro dizer que este é o Ubuntu mais bonito de todos os tempos.

O Nautilus está na última versão neste Ubuntu, o que significa que ele não consegue mais gerenciar a área de trabalho. Para fazer este trabalho, temos uma extensão nova chamada "Desktop Icons" que vem por padrão no Ubuntu 19.04. Ela ainda possui algumas limitações, mas está mais responsiva.



Desempenho em jogos


Apesar de não sentir tanta diferença com a nova versão, foi notável o ganho de alguns FPS com essa nova versão do Ubuntu, muito provavelmente o conjunto de um Kernel mais recente com a versão mais recente do driver da Nvidia.

Percebi cerca de 10 FPS (aproximadamente) a mais jogando Overwatch no Linux através do Lutris. Você pode conferir as gameplays no nosso canal da Twitch.



Mais  Snaps e disponibilidade de software


Conforme Will Cooke nos explicou em uma entrevista exclusiva recente, a Canonical pretende aumentar aos poucos o leque de aplicativos via Snap.

Atualmente temos a calculadora, o aplicativo de caracteres, de logs e o monitor do sistema como Snaps.

Loja de Apps Ubuntu


Dentro da minha experiência, consegui instalar todo o meu conjunto de aplicativos padrão de trabalho, tive alguns problemas de configurações com o DaVinci Resolve, mas consegui resolver com um pouco de análise. Inclusive, em breve postarei uma nova dica sobre ele aqui do blog.

Tanto Snaps, quanto Flatpaks e AppImages estão funcionando perfeitamente nessa nova versão do Ubuntu. Como o Will Cooke comentou na entrevista, explorando a loja através dos Snaps, é possível encontrar vários aplicativos interessantes e novos, é uma jornada de descobertas bem interessante.


É uma pena que...


Para ser sincero, é uma pena que esta não seja uma versão LTS do Ubuntu. Uma versão otimizada como essa faria um trabalho muito melhor em relação a versão LTS atual, sem dúvida alguma. Mas de fato, a 19.04 terá suporte somente até Janeiro de 2020, sendo que a próxima LTS será apenas lançada em Abril de 2020. E claro, não podemos esquecer que haverá um Ubuntu 19.10 em Outubro deste ano ainda, que promete várias mudanças interessantes.

Se você quiser testar o novo Beta do Ubuntu 19.04 Disco Dingo, basta acessar o site oficial e fazer o download da ISO conforme preferir. 

Você pode usar uma ferramenta como o Etcher para criar um pen drive bootável em qualquer sistema operacional que você esteja utilizando.

Lembre-se que se trata de um Beta, por isso, podem ocorrer bugs e problemas, esteja pronto para reportá-los e ajudar o time de desenvolvedores nessa fase final do lançamento da versão.

Até a próxima!
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5 Cursos do Terminal Linux para você!

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quinta-feira, 28 de março de 2019

Agora que você já perdeu o medo do terminal Linux chegou a hora de dar um passo a mais e usar todo o potencial que ele te oferece como uma ferramenta para controle, automação e até diversão, por que não?

Curso de Terminal Linux






O que você vai aprender se fizer o curso?


Absolutamente tudo sobre Shell Script, além de usar o editor Vim com facilidade. Comandos de edição de arquivos via linha de comando com Sed, e também aprender a manipular dados específicos de arquivos com Expressões Regulares.

São mais de 60 vídeos, mais scripts, programas, apostilas PDF e muito mais!
O PayPal disponibilizou alguns descontos pra nós e vamos repassar esses descontos pra você!
Se você ainda não tem uma conta no PayPal crie agora e divida em 10x ou pague no boleto!

E aproveite essa Big Promoção de 5 Cursos para você poder baixar todo conteúdo pro seu computador:
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Valor: R$ 39,90. Mais detalhes em: terminalroot.com.br/bash
  • Curso do Editor Vim - Você aprenderá a customizar o Vim, podendo por exemplo mapear qualquer tecla para responder como deseja.
Valor: R$ 29,90 Mais detalhes em: terminalroot.com.br/vim
  • Curso Extremamente Avançado em Shell Script Bash - Para criação de animações, instaladores de distros, games e muito mais, como já comentado neste artigo:
Valor: R$ 174,90 Mais informações em: terminalroot.com.br/shell
  • Curso Completo de Sed - Editor de Fluxo - Para manipulação de texto via linha de comando> Valor: R$ 29,99 Mais detalhes: terminalroot.com.br/sed
  • Curso Completo de Expressões Regulares - Para selecionar e dados especícificos em diversas linguagens de programação, servidores, editores e processadores de texto, banco de dados etc. Valor: 34,80 Mais informações: terminalroot.com.br/regex/
PORÉM, como aqui não brinca quando o assunto é promoção, agora, em uma parceria entre o Diolinux e o Terminal Root, você pode levar todos os 5 cursos por apenas R$ 99,00!

Como você pode comprar?


Na verdade, de forma muito simples. Todo o material dos cursos será enviado para você por e-mail, então basta fazer a compra através do PayPal: http://bit.ly/5CursosLinux

Depois disso é só aguardar o recebimento do material, se tiver alguma dúvida, entre em contato diretamente com o Marcos em terminalroot.com.br/promo .

Fique ligado no blog e o no canal Diolinux, pois provavelmente sortearemos alguns cursos completos para nossos leitores e inscritos em breve!

Até a próxima!
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Emulador de Nintendo GBA no Linux

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Por muitos anos usar Linux era sinônimo de programação ou algo do gênero, entretanto com a popularização da plataforma, outros tipos de usuários começaram a utilizar o sistema para diferentes tarefas, seja para trabalho, desenho, edição de vídeo, etc. Era natural que os gamers viessem, isso é uma realidade graças a iniciativas como Steam, Proton, Wine, DXVK entre outros. Porém existem gamers que apreciam os “clássicos”, aqueles jogos que movimentaram uma geração, os famosos retro-gamers, para quem curte uma boa jogatina, seja ela em 8-bits, 16-bits, 32-bits, não importa o nível dos gráficos e a quantidade de fps, o que importa é se o game é bom.

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Em 2001 o console de bolso, Nintendo Game Boy Advance, sucessor do Nintendo Game Boy Color, foi lançado. Quem viveu aquela época sabe o quão cobiçado era esse portátil, nesse período possuía um GBC, anos depois viria a jogar no GBA e ver o quão elaborado eram seus novos jogos.

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Revivendo as jogatinas de sua infância


O mGBA é famoso entre os retro-gamers, multiplataforma, esse emulador open source vem a cada dia recebendo novas funcionalidades e crescendo sua base de usuários.

E quais suas vantagens comparado aos demais emuladores de GBA disponíveis? Em constante desenvolvimento o projeto visa ser mais rápido e preciso ao emular títulos do console da Nintendo, além de características e funcionalidades que você pode conferir logo abaixo:

  • Suporte de hardware altamente preciso do Game Boy Advance;
  • Suporte a hardware Game Boy/Game Boy Color;
  • Emulação rápida. Conhecido em rodar em hardwares modestos, como netbooks;
  • Suporte a cabo link local (no mesmo computador);
  • Suporte para dispositivos oficiais Nintendo, como por exemplo Game Boy Camera e Game Boy Printer;
  • BIOS integrada e suporte para arquivos de BIOS externas;
  • Relógio em tempo real, direto do host;
  • Modo turbo pressionando a tecla “Tab”;
  • Frameskip, configurável até 10;
  • Captura de tela;
  • Gravação de vídeo e GIF;
  • 9 slots de save state, que também são visíveis como capturas de telas;
  • Mapeamento de controles;
  • Suporte ao carregamento de ROMS compactadas em ZIP e 7z;
  • Importação e exportação de instâncias GameShark e Action Replay;
  • Core disponível para RetroArch/Libreto e OpenEmu;
  • Entre outras funcionalidades (são várias mesmo).

Sem sombra de dúvidas um dos diferenciais do mGBA, além de sua qualidade de emulação e suporte para GB, GBC e GBA, é seu desenvolvimento acelerado e planos de novos recursos. Algumas destas novas features, que virão num breve futuro são:

  • Suporte de cabo link multiplayer em rede;
  • Suporte para cabo link de barramento Dolphin/JOY;
  • Mixagem de áudio no formato M4A, para maior qualidade sonora;
  • Suporte a scripts Lua, aumentando mais ainda a flexibilidade e proporcionando novos recursos ao emulador;
  • Implementação de um e-Reader;
  • Compatibilidade com adaptador sem fio;
  • Pacote de depuração mais abrangente que o atual.

Baixando o emulador mGBA


O mGBA está presente na maioria dos repositórios das distribuições Linux, no entanto sua versão nem sempre será a mais recente. Outra possibilidade é efetuar a instalação do pacote contido em seu site oficial, nele você poderá perceber que as LTS do Ubuntu em vigência são suportadas, como o Ubuntu 16.04 e 18.04, também existe um pacote para o Ubuntu 18.10 e provavelmente quando novas versões do Ubuntu forem lançadas, esses pacotes DEB também serão atualizados.

Acesse este link e seja redirecionado ao site oficial do mGBA e efetue o download da versão mais recente, atente-se ao pacote referente seu sistema operacional.

Nesta última versão do emulador, sua equipe de desenvolvimento cometeu uma pequena gafe, pois ao empacotar o mGBA para o Ubuntu 18.04, substituíram uma biblioteca do Ubuntu 18.04 por outra do Ubuntu 18.10 (libmagickwand-6.q16-6), ocasionando em um erro de dependência. Tal incômodo foi solucionado por mim, que “reempacotei” com a biblioteca correta (libmagickwand-6.q16-3).

erro-dependencia-emulador-mgba-nintendo-gb-gbc-gba-linux-mint-ubuntu-snap-deb-flatpak

Caso esteja utilizando o Ubuntu 18.04 ou baseados como o Linux Mint 19, baixe os pacotes com a pequena modificação que efetuei, mas antes verifique se você teve o mesmo problema com a oferecida no site oficial.

 Baixe o mGBA para Ubuntu 18.04

São 3 pacotes (“libmgba.deb”, “mgba-qt.deb” e “mgba-sdl.deb”), instale normalmente clicando duas vezes sobre cada arquivo.

Após a instalação dos 3 arquivos, o mGBA aparecerá em seu menu de aplicativos. Vale ressaltar que esse foi outro problema que encontrei nesta versão do pacote DEB oficial (mGBA 0.7.1), dentro do pacote não existia um lançador do mGBA, assim sua execução só era possível via terminal com o seguinte comando:

mgba-qt

No pacote que disponibilizei, esse erro não existe mais. Se o problema persistir na versão que você efetuou o download (caso não utilize Ubuntu 18.04), existe a possibilidade de criar um lançador para o mGBA, com o editor de menu Alacarte, o nome do seu executável é “mgba-qt”, como no comando acima.

mGBA em Snap (pacote unofficial)


Como citado anteriormente, existem outras maneiras de instalar o mGBA, o Flatpak é uma alternativa, e por muito tempo utilizei ele neste formato, todavia o mesmo parece “estar abandonado” e não recebe atualizações há um bom tempo, então não vejo como uma boa alternativa neste caso.

Uma nova opção e que passou a existir a pouco tempo, é sua versão em Snap (aliás o mGBA é empacotado por um dos encabeçadores do Snap, o Alan Pope), mesmo não sendo empacotado pelos desenvolvedores do mGBA, o pacote mantém-se sempre atualizado, e caso não queira instalar a versão em DEB ou esteja utilizando outro sistema como um Fedora por exemplo, considere a versão em Snap.

Usa outra distribuição que não seja o Ubuntu e não tem o Snap habilitado? Então não perca tempo e aprenda como habilitá-lo em seu sistema. Acesse o link e comece a desfrutar deste formato de pacote.

No Ubuntu você poderá pesquisar e instalar o mGBA em Snap direto pela loja.

emulador-mgba-nintendo-gb-gbc-gba-linux-mint-ubuntu-snap-alan-pope

Se preferir, pode efetuar a instalação via terminal, com o comando:

sudo snap install mgba

Sempre quando estou jogando games dos portáteis de minha infância (que infelizmente atualmente são apenas “mostruário”), lembro dos momentos alegres e difíceis que passei, cada jogo tem uma história que me faz ter mistos de nostalgia e superação, jogos que fizeram (e fazem) parte de minha vida. Que depois incentivei meu irmão mais novo a jogá-los, e hoje em dia ele também é apaixonado por retro-games.

E você, também curte jogos de portáteis? Participe de nosso fórum Diolinux Plus, a galera é apaixonada por games.

Espero você até a próxima postagem, aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Dirt Rally 4 vai ser portado para Linux pela Feral Interactive

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quarta-feira, 27 de março de 2019

O game de rally feito pela Codemasters, o Dirty 4, será portado oficialmente pela competente Feral Interactive, que já fez o porte de alguns games de sucesso, como F1 2017, HITMAN -Game of the year , Rise of the Tomb Raider™: 20 Year Celebration, Mad Max e Deus Ex: Mankind Divided™ como exemplos.


 Dirt Rally 4 vai ser portado para Linux pela Feral Interactive










No anúncio, eles deram detalhes de quais requisitos serão necessários para rodar o game. E como já era esperado, vai ser usado a API gráfica Vulkan. Os requisitos mínimos para rodar o game são: 

⏺ SO: Ubuntu 18.04
⏺ Processador: Intel® Core™ i3-3225 3.3ghz
⏺ GPU: Nvidia 680 2GB, AMD R9 285 2GB (GCN 3ª geração e superior) ou superior
⏺ Memória RAM: 4 GB de RAM
⏺ Armazenamento: 39GB

Também foi mencionado que a distro Linux suportada de forma oficial será o Ubuntu, já quem preferir usar outra distro, provavelmente vá funcionar mas que não são apoiadas pela Feral. 

Já em relação aos drivers de vídeo, eles aconselham a usar para NVIDIA a versão 418.43 e para AMD vai precisar utilizar o Mesa Driver 18.3.4 ou superior. Temos artigos explicando como instalar os drivers mais recentes para NVIDIA e AMD (é só clicar nos nomes deles [emoji]). 

O jogo está programado para ser lançado nesta Quinta-Feira (28). Para comprar, você pode ir direto na Loja da Feral, na Humble Store e na Steam.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

Continue a discussão sobre o Jogo lá no nosso fórum

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Coisas que fazemos e que você não sabia!

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Eu ainda não encontrei uma palavra para definir exatamente a sensação que é parar para pensar e perceber que o Diolinux está prestes a chegar a 8 anos de existência! 

De fato, o projeto faz aniversário no dia 22 de Abril, estamos a menos de um mês do dia. Acho que ninguém diria que o projeto chegaria onde chegou, (certamente eu não diria), mas provavelmente ele está muito além do que você está acostumado a ver, então que tal eu te mostrar algumas novidades e coisas que você talvez não saiba que nós fazemos por aqui? Chega mais!

Logo do Diolinux






O Diolinux efetivamente começou com um site, isso, um site, não um blog. 

Lá pelos idos de 2011, enquanto eu estava no meio do meu curso Técnico de Informática, comecei a trabalhar como professo, dando aulas de informática básica e montagem e manutenção de computadores. Para essas aulas eu criei uma página no Google Sites para abrigar os materiais que seriam úteis para os alunos, com slides, apostilas e links, inclusive coisas meio "esquisitas", como serial do Windows XP, entre outras coisas que não são de gerar muito orgulho, mas ali, existia uma categoria interessante...

dio linux

Existiam anterioremente categorias no site "DioDática" (eu sei... seu sei... 😲) que se chamavam: Dio-Downloads, Dio-Windows, Dio-Linux, Dio-Hardware e provavelmente dali saiu o nome "Diolinux". 

Acho que até eu tinha me esquecido. 

Nome esse que acabou virando naturalmente uma palavra nova. "Diolinux" pode até ser a junção de duas outras palavras, mas por si só ela não significa nada, a não ser o projeto da minha vida até o momento! 😁

Acho que o resto é história, mas tem algumas coisas mais recentes que nós estamos fazendo que eu gostaria de deixar você à par para garantir que você não perca conteúdo algum e para garantir também que você conheça um pouco mais do nosso DNA empreendedor e comprometido com a tecnologia, especialmente a open source.

Times


Eu acho que é difícil pensar no Diolinux sem lembrar de todos que passaram por aqui e compartilharam suas energias e boa vontade com o projeto. Eu adoraria agracer a todos fazendo uma lista, mas tenho o privilégio de ter medo de deixar alguém de fora, tamanha a quantidade de ajuda que tivemos ao longo do tempo.

Acho que alguns nomes chave me vem a cabeça, como o Junior Formagini, que começou o blog junto comigo fazendo algumas das artes que usávamos lá em 2011. Não posso esquecer no Elian Medeiros, que falava sobre macOS aqui no blog e me viciou em Minecraft uma vez na vida 😅, ao Gabriel da Costa (Toca do Tux) que trabalhou conosco por vários anos, ao Gabriel Almir (Kewer) que também ajudou e ainda ajuda eventualmente em correções de bugs do site. Entre muitas outras pessoas, um agradecimento especial a minha companheira nessa jornada, a Luana Queiroz.

Nossa equipe - Diolinux

O time atual é composto de pessoas fantásticas, e é um mais doido que o outro, mas acho que essa é receita certa para um produto de sucesso! 

O Ricardo, do canal "O cara do TI" e o Henrique do canal "O Sistemático", são dois dos nossos redadores titulares hoje, além do Flávio que cuida da DioStore, temos a Luana trabalhando a parte legal também. Cada um deles trabalha mais que o Julius do "Everybody hates Chris" para trazer todo o conteúdo para vocês! :D

No meio dessa galera inúmeros amigos e parceiros inenarráveis, sintam-se todos agradecidos por favor! :)

Mudando o paradigma do marketing no mundo open source


Um dos problemas de se falar de Linux apenas em fóruns especializados, sites dedicados e redes sociais open source específicas, além de eventos relacionados, é que você está "pregando para a audiência já convencida".

Se quiséssemos dar alguns passos além e trazer mais pessoas para o Linux, precisaríamos ir um pouco além também na forma de divulgar. Alguém tem que ser o "testa de ferro nessa parada" e levar as "porradas" eventuais que ser pioneiro em algo acarreta, e essa "testa de ferro" fomos nós do Diolinux em muitos casos.

Levamos Linux e softwares livres para muitas pessoas através do nosso canal no YouTube especialmente, um tipo de conteúdo acessível por pessoas de fora dessa "bolha Linux" em um local onde compartilhar esse tipo de material era extremamente fácil, em um momento que conteúdo mais bem produzido em vídeo sobre Linux era mais raro.

Eu fico muito feliz em ver as pessoas dizendo que começar a testar Linux por conta do nosso trabalho, é extremamente recompensador!

Amigos, vamos além!


"Quando eu cheguei ainda era mato", mas hoje o YouTube é uma plataforma ainda mais popular e difundida e mais e mais pessoas estão usando-a para falar sobre Linux, o que é absolutamente maravilhoso!

Mas estamos "abrindo caminho" em outros locais também, em lingua Portuguesa especialmente.

Quem disse que Instagram não é lugar para falar sobre Linux e tecnologias abertas?


Instagram Dionatan Simioni
@dionatan_simioni


Com frequência eu posto no meu Instagram informações valiosas sobre softwares de código aberto e compartilho um pouco do "back stage" da produção do nosso projeto. É um lugar ótimo para você ter conteúdo extra. :)

O Twitter é o lugar ideal para você ficar antenado!


Com a insatisfação com o Facebook, ainda mais pessoas passaram a usar o Twitter como plataforma, e lá estamos nós, compartilhando material valioso todos os dias, conversando com as pessoas, trocando ideias, fazendo enquetes, etc. Participe você também seguindo a nossa conta oficial!

Gosta do Telegram?


Pois é, eu também, apesar de não conseguir responder a todos que mandam mensagens por lá, são muitas todos os dias e a comunicação fica muito pouco acertiva, porém, é no Telegram que nós temos um canal que te notifica sempre que um novo artigo é publicado aqui no blog ou novo vídeo sai no canal, ou quando começamos uma live.

E falando em live...


Sexta-feira é dia de "Diolinux Friday Show" no YouTube! Um programa muito legal que acabou revivendo o DioCast, que agora é um podcast semanal de verdade, que você pode ouvir até no Spotify!

Mas isso não é tudo, agora nós temos um canal na Twitch.tv também, com uma diferença: Na Twitch o Diolinux é um canal de games no Linux, e temos lives lá todos os dias à partir das 20 horas.

A ideia desse projeto é mostrar Linux como uma plataforma viável para diversos gamers, atrair um público "de fora da bolha", e claro, dar boas gargalhadas e fazer novos amigos; cá entre nós, tem sido fantástico! 

O pessoal da Twitch tem um vibe muito boa! 😎

Uma comunidade Gamer de Linux


Não sei se você se deu conta, mas nós somos a primeira geração de "reais gamers de Linux", que tratam disso como uma cultura, por isso também temos o servidor da L2G (Linux Gamers Generation) no Discord, que trata de unir os jogadores em um local onde é fácil organizar gameplays com outros jogadores de Linux.

Diolinux Plus


Provavelmente o projeto mais importante que lançamos nesse ano (até o momento 😉) é o Diolinux Plus, um fórum/rede social que agrupa praticamente todos esses elementos descritos aqui, e finalmente dá um local simples, organizado e sadio para o desnvolvimento de conhecimento, especialmente sobre Linux.

O Diolinux Plus traz novamente o nosso lema original à tona: Liberdade de conhecimento.

Lá é o lugar ideal para você ajudar outras pessoas com tecnologia (Não só Linux), assim como é lugar ideal para você pedir ajuda quando "a coisa aperta pro seu lado", é o local ideal para compartilhar seus projetos pessoais, seus eventos sobre tecnologia, compartilhar e discutir notícias com outras pessoas da comunidade Linux, ele é fantástico!

Se ainda não faz parte, não perca tempo e entre hoje mesmo! (É grátis)

Quem banca o show?


Fazer o que se gosta com dinheiro para tal torna o fardo de manter uma estrutura desse tipo muito menor do que poderia ser. Por isso devo agracer a todos aqueles que assistem o nosso canal no YouTube sem usar bloqueadores de anúncios, participam das campanhas publicitárias eventuais que temos por lá, enviam super chats nas lives e mais recentemente, pessoas que participam do clube dos canais no YouTube, que é uma forma muito legal e simples de apoiar o nosso projeto e ter acesso a conteúdos antecipados e postagens exclusivas como um "mimo" pela ajuda.

Super Chats


Acessar o blog sem bloqueadores de anúncios também é uma forma excelente de colaborar, provavelmente eles não vão te atrapalhar e fazem mais diferença pra gente que eles sejam exibidos do que pra você se eles não forem, se você já faz isso, muito obrigado!

Não posso esquecer da galera do Padrim também, que apoia o projeto com o valor simbólico de R$ 1,00 por mês e tem acesso a um grupo privado de padrinhos no Telegram em troca dessa força, além de participar de sorteios mensais com alguns brindes.

Tudo isso permite que parte da nossa equipe trabalhe exclusivamente para o Diolinux, quem sabe ainda chegaremos no momento que o projeto seŕa autosustentável e manterá todos os colaboradores em tempo integral. 😊

Os valores que voltam para a comunidade


Recentemente começamos a implementar uma prática que eu sempre quis com a DioStore, a nossa loja. Agora, um percentual das compras que você faz por lá, além de te trazer um produto maravilhoso e ajudar o nosso projeto a continuar, ajuda outros projetos! Yeah babe!

Para exemplificar, nesse mês doamos uma pequena quantia para a DebConf, a conferência internacional do Debian, que foi provinda dessas compras:

Diolinux DebConf

A ideia é ir variando os eventos e projetos conforme tivermos vendas na loja, fazendo uma ou algumas doações por mês, conforme o orçamento permitir.

Todo esse valor vindo dessas fontes nos ajuda a pagar os salários dos trabalhadores que nos ajudam a manter as coisas em pé, financiando nossos servidores, produtos que usamos, upgrandes e trocas de equipamento em caso de necessidade, permitem sorteios eventuais, e suma, permitem a nossa melhoria constante. É acho que é seguro dizer que 98% do conteúdo que produzimos está acessível para qualquer pessoa gratuitamente na internet.

Muito obrigado pelo suporte de todos, vocês não fazem ideia de quanta coisa legal ainda está por vir!

O Diolinux acabou se tornando um "case de sucesso" do modelo open source em vários sentidos, seja como empreendimento, seja como case para softwares, como GIMP, Inkscape, Blender, Krita, Kdenlive, etc. pois tudo o que fazemos é feito sobre Linux e softwares que rodam nele, sendo que a imensa maioria é open source também.

A própria existência do Diolinux é uma prova de que é possível usar Linux para virtualmente "tudo" hoje em dia.

Obrigado por fazer parte dessa família de amigos que tem o mero desejo de tornar a tecnologia mais acessível para todos, conversar sobre assuntos que gostam e quem sabe, mudar o mundo para melhor um pouquinho por vez. 😊

Até a próxima!
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O que Will Cooke, da Canonical, tem a nos dizer sobre o futuro do Ubuntu Desktop

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O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais importantes que existem, seu nome, sua fama, e sua facilidade de uso, ao longo dos anos, acabou gerando no projeto um local extremamente amigável para que novos usuários de Linux dessem seus primeiros passos. Me arrisco a dizer que, não fosse o Ubuntu, o Diolinux não existiria, entretanto, o sistema passou por várias mudanças ao longo do tempo,  especialmente nos últimos 2 anos, tivemos uma drástica mudança, não só em sua interface, mas também no foco do projeto Ubuntu e da própria Canonical. Nesta entrevista exclusiva para o blog Diolinux, Will Cooke, diretor de engenharia do Ubuntu Desktop, nos conta os planos da empresa para o futuro da distribuição.

Entrevista Com Will Cooke, Canonical






Antes de mais nada, gostaria de agracer à nossa comunidade no Diolinux Plus, a maior parte das perguntas surgiram de ideias de publicações no tópico que criamos por lá, então, muito obrigado! Agradecemos também pelo tempo e boa vontade do Mr. Will Cooke, que estava engajado no ciclo de lançamento do Ubuntu 19.04, Disco Dingo no momento da entrevista, mas que ainda assim foi paciente e gentil ao nos atender.

Algumas perguntas foram difíceis de fazer, mas provavelmente ainda mais difíceis de responder, vamos lá?

Quem é Will Cooke?


Will nos conta que é Diretor de Engenharia do time do Ubuntu Desktop na Canonical. O time de Desktop é responsável por tudo o que vemos na nossa tela, segundo ele, isso vai desde o Shell em si, até as aplicações que rodam no sistema, incluindo alguns serviços chave, como o PulseAudio, BlueZ e o Network Manager. Essencialmente, tudo o que há de diferente entre a versão de servidores do Ubuntu e a versão de Desktop é de responsabilidade do time dele.

Diolinux: Grande parte das dúvidas que colhemos é sobre o Ubuntu Desktop e a sua relação com o ecossistema GNOME. Claramente, vocês não concordam com a forma tradicional (ou original) do workflow do GNOME padrão (Vanilla), dessa forma, vemos algumas extensões e funcionalidades que são adicionadas pela Canonical ao Ubuntu para que ele funcione mais ou menos como os tempos antigos do Unity. 

Gostaríamos de saber se, no futuro, podemos esperar uma espécie de "Ubuntu Shell", assim como fazem outras distros, como o Zorin OS e o Endless OS, para criar uma experiência única e integrada ao Ubuntu, desde que o ambiente de desktop GNOME acabou adicionando várias funções interessantes, mas também acabou removendo grandes recursos, como os menus globais, o HUD, uma dock mais inteligente e uma otimização no aproveitamento do espaço de trabalho.

Por exemplo: https://goo.gl/FDRsUp

Will Cooke: Nós não temos nenhum plano de criar um fork do GNOME Shell. Quando anunciamos que estaríamos voltando o nosso desktop para o GNOME, perguntamos para a comunidade quais os recursos do Unity que as pessoas mais gostariam que fossem mantidos.

Através dos resultados, nos ficou muito claro que as pessoas usando o Ubuntu em um desktop gostavam do jeito que as coisas funcionavam e tinham uma forte preferência em marter as coisas funcionando o mais próximo possível com o que era no Unity. Isso quer dizer a presença de coisas como o lançador de apps, top icons, a forma com que o alt+tab funciona, etc.

Nós usamos o modelo de design padrão do GNOME, mas onde podemos ver uma forma diferente de fazer algo, nosso time de design cria sugestões. Nós trabalhamos juntos para tentar alcançar um concenso. Em algumas ocasiões nós não concordamos, e nesses casos, estamos livres para criar patches e mudar os comportamentos no Ubuntu. Nossa meta é fazer o GNOME tão bom quanto ele puder ser, ser parceiros ao invés de consumidores. Trabalhando juntos estamos construindo um produto melhor para todos.

Se os membros da comunidade tiverem ideias sobre como o GNOME pode ser melhorado, eu sugiro se engajar com o projeto GNOME. Compartilhe suas ideias, mostre o seu ponto de vista e qualquer pesquisa e/ou relato que você tenha feito para apoiar tal ponto, ajude os outros a entender o que você pensa que deveria ser alterado através de mockups e desenhos. Você encontrará uma comunidade GNOME que é muito aberta a discutir ideias. Se você é um progrador, você também pode criar você mesmo os patches e enviar, mas não deixe de se envolver com o projeto.

D: Outra questão relacionada ao tópico "GNOME" é: Por que a Canonical não escolheu usar a versão padrão do GNOME para o Desktop?

W.: Como eu descrevi na pergunta anterior, nós ouvimos a nossa comunidade e vimos quais recursos as pessoas queriam no desktop. Isso significava que não poderiamos entregar uma versão padrão do GNOME. Entretanto, todos os recursos que disponibilizamos por padrão no Ubuntu Desktop são feitos através de "session Overrides". Isso significa que nós não estamos criando patches para o GNOME para implementar tais recursos, dessa forma é fácil voltar ao padrão GNOME "Vanilla" se alguém desejar.

D: Há algum tempo nós ouvimos falar que a Canonical tinha planos de alterar a GNOME Software (Ubuntu Software) um pouco, com a intenção de tornar ela mais interessante para a descoberta de novos aplicativos. Podemos realmente esperar isso em um futuro próximo?

W: Sim! Nós estivemos trabalhando em ideias para prover mais informações do que "apenas quais apps estão disponíveis" ou "o que você já tem instalado". Ainda estamos refinando isso, esperamos poder trabalhar mais nisso no ciclo do Ubuntu 19.10, dessa forma ele estará pronto para o Ubuntu 20.04 LTS.

D: No Ciclo do Ubuntu Cosmic (18.10), nós podemos ver que houve uma grande melhoria no design do Ubuntu em comparação com as versões anteriores, o que é ótimo, porém, algumas partes do sistema que não repousam sobre a "GNOME Stack" são antigas e precisam de uma renovação visual, como o caso do aplicativo "Software and Updates". Faz um bom tempo desde que o Ubuntu lançou alguma ferramenta para facilitar a vida dos usuários no Desktop, podemos esperar algo novo nessa área?

W: Nós frequentemente revemos o que há de melhor no mundo open source para tomar a decisão do que incluir no Ubuntu. Nós temos a intenção de reanalizar alguns aplicativos antigos que estão no sistema desde os dias do Unity 7 ou até mesmo antes.

Você pode esperar para ver algumas mundanças exatamente no aplicativo "Software and Updates". Nós queremos deixar tudo ajustado para melhorar a integração com o GNOME Desktop Enviroment, então, por exemplo, algumas das configurações que atualmente estão em "Software and Updates" devem migrar para o GNOME Control Center. Estaremos trabalhando nisso para lançar com o Ubuntu 20.04 LTS.

D: Sobre a usabilidade do Ubuntu: Nós sabemos que o GNOME Desktop é personalizável (com um monte de extensões), mas nós, usuários do Ubuntu através de décadas, esperamos mais, e até mesmo o GNOME é ótimo, mas sentimos que, em comparação, o Unity tinha um modo de trabalhar mais eficiente que a versão atual do Shell entregue pelo Ubuntu. Se observamos, atualmente outras grandes distros como Deepin, Linux Mint, Manjaro, elementary OS e muitas outras, estas começaram a incluir ferramentas para funções interessantes, como manuseio de versões do Kernel, uma forma mais rica de gerenciar atualizações (o Ubuntu atualmente tem duas formas de gerir atualizações graficamente, via Ubuntu Software e pelo App "Software Updater", e o primeiro não funciona adequadamente), nós podemos esperar melhorias nessas funcionalidades no futuro?

W: Nós temos planos de trabalhar para trazer mais dos recursos da interface do Unity para o GNOME Shell nas próximas releases. Recentemente estivemos trabalhando da melhora geral da performance do GNOME e em fazer melhorias para monitores High DPI, com uma escala fracionada. Nós também gostariamos de trabalhar em algumas coisas, como melhorar o suporte para multi-monitor, notificações, e os recursos da Dock, a possibilidade de mudar de dispositivos de som diretamente pelo painel, etc.

Não estamos tentando recriar o Unity no GNOME Shell, mas existem alguns aspectos que achamos que podem ser melhorados e estaremos fazendo isso e enviando código para o GNOME sempre que possível. Falaremos sobre o Ubuntu 19.10 em um post no blog do Ubuntu em breve, e acho que será interessante para todos, estamos fazendo melhorias incrementais, fazendo as coisas serem mais rápidas, mais estáveis e mais fáceis de usar.

D: Sobre os Snaps: Eles são uma grande solução, eu realmente adoro a praticidade que eles oferecem. Recentemente eu estive trabalhando em um servidor Nextcloud usando Snap e ele realmente "funciona como mágica", mas nós temos algumas dúvidas sobre o ecossistema Snap. 

A performance dos Snaps (especialmente em HDD) deixa um pouco a desejar, mesmo que tenhamos tido recentemente melhorias nesses sentido. Melhorias de performance estão nos planos para a evolução dos Snaps, ou você acredita que eles atingiram uma performance adequada na sua opinião?

W: Nós andamos fazendo uma profunda análise e resolvendo alguns bugs complexos nos últimos meses. Por exemplo, na primeira vez que alguns dos Snaps era iniciados, era necessário reconstruir o cache das fontes do aplicativo, o que poderia levar alguns segundos. Esse problema foi ajustado e os nossos testes mostram que isso resolveu a maior parte dos problemas na inicialização dos Apps.

Há sempre melhorias que podem ser feitas e o nosso time de controle de qualidade criou uma ferramenta de teste automático que nos permite testar cada Snap cada vez que houver uma mudança (como uma atualizalização) e verificar se a velocidade da inicialização e a aparência visual está adequada, então podemos fazer regreções facilmente em caso de necessidade.

Eu estou confiante de que a maior parte dos usuários não verá nenhuma demora significativa em relação aos Snaps conforme nós formos continuamente melhorando as coisas. Damos um imenso valor a feedback técnico dos usuários e análise do seus  leitores que puderem nos ajudar com isso. Pessoas interesadas podem conferir os detalhes no fórum do Snapcraft, nós adoraríamos conversar com vocês.

D: Desde que os Snaps foram criados para serem um formato de distribuição de software que reduziria a fragmentação e os problemas na própria distribuição de software para o "mundo Linux", por que vocês não se juntaram com o pessoal do Flatpak? O que o Snap pode oferecer para vocês que o Flatpak não consegue?

W: Flatpak e Snap tem diferentes objetivos. Snaps podem almejar desktops, servidores, IoT e o Terminal, enquanto que Flatpak é todo sobre a questão de desktop apps.

Snaps oferecem um bom número de recursos únicos como:

- Fácil descoberta: Nós apresentamos novas aplicações no GNOME Software a cada duas semanas, isto dá a chance dos usuários de encontrarem novos Apps que de outra forma eles não seriam encontrados. Essa é uma grande forma dos desenvolvedores deixarem os usuários saberem da existência de seus aplicativos.

- Instalações paralelas: Você pode instalar duas versões do mesmo Snap. O que é ideal para testes sem perder a produtividade.

- Múltiplos canais: Canais nos Snaps podem ser pensados como "níveis de risco" para o usuário. O canal "Stable" tem baixo risco, onde softwares de alta qualidade são distribuídos para uso majoritário. Do lado completamente oposto temos o canal "Edge", onde as versões mais recentes de um software podem ser distribuídas, e entre esses dois extremos, temos os canais "Candidate" e "Beta". Os usuários podem alterar entre esses canais e "níveis de risco" de uma forma muito fácil e, por exemplo, testar alguma funcionalidade nova que ainda não esteja na versão estável. Caso algo não funcione, com um clique você pode voltar ao normal.

- Snapcraft.io oferece um serviço grátis de construção de software para múltiplas arquiteturas. Apenas link o seu projeto do GitHub e tenha builds automatizadas.

- Os autores dos Snaps podem fazer "roll back" de seus aplicativos para versões anteriores com um clique de um botão. Caso você encontre um bug no seu último lançamento, você pode voltar para a versão anterior e todos os usuários serão atualizados automaticamente para a versão que está funcionando do aplicativo. Além disso, os desenvolvedores ou "Snap Authors", como chamamos, podem ter acesso a métricas de utilização, sobre as instalações ativas, não somente o número de downloads.

- Desenvolvedores verificados: O time do Snapcraft trabalhada com os desenvolvedores dos softwares para garantir que os pacotes lá distribuídos possam ser de absoluta confiança. Por exemplo, nós oferecemos um selo de "Verified Developer", que é um "certinho verde" ao lado da aplicação na loja do Ubuntu, o que legitima aquele Snap como a versão oficial e confiável do desenvolvedor ou companhia.

D: Com os Snaps, poderemos ver o Ubuntu se tornando Rolling Release no futuro?

W: Essa é uma questão muito interessante! Nós haviamos pensando sobre o assunto e sentimos que isso seria melhor servido em outras distros. Nós queremos que o nosso time de QA possa definir um grupo de pacotes juntos e ter certeza de que tudo está funcionando corretamente, da melhor forma possível, e colocar tudo isso junto em um lançamento que as pessoas possam fazer o download e usar por um longo tempo.

Tentar criar um controle de qualidade estrito em uma Rolling Release é como tentar contruir uma casa em areia movediça, com tudo se movendo independentemente, é muito difícil testar tudo de ponta a ponta. Nós procuramos fazer uma distro que não se quebre sozinha e não achamos que isso possa ser feito com uma Rolling Release. 

Nós sabemos que, à partir das métricas de instalação, a maioria dos usuários do Ubuntu prefere a versão LTS do que a intermediária. Issos nos diz que a maior parte das pessoas realmente quer um ambiente de desktop que possam usar todos os dias sem riscos de falhas. Os Snaps dão aos usuários a possibilidade de ter o melhor dos dois mundos. 

Uma fundação sólida com aplicativos novos no topo. 

Através do recursos de "canais", como eu tinha comentado anteriormente, as pessoas podem ir de uma versão do  software para outra e voltar novamente conforme quiserem. Se você tem um Snap em particular e você quer a versão mais recente dele, você pode obter pela versão Beta ou Edge, alterando os canais, deixando o sistema e o núcleo de suas aplicações no canal estável. Nós temos um grande número de apps GNOME que automaticamente são publicados no canal "Edge" a cada commit upstream, você não pode estar mais atualizado do que com eles! 

D: Atualmente nós temos alguns Snaps instalados por padrão no Ubuntu, como o "GNOME System Monitor". Poderemos ver no futuro um aumento de aplicações Snap no Ubuntu padrão?

W: Snaps resolvem reais problems para nós. Por exemplo, pegue o Firefox: Nós precisamos contruir e testar uma versão nova do Firefox  a cada atualização que ele recebe em todas as releases ativas do Ubuntu, assim como as que estão em desenvolvimento. Nesse exato momento, isso significa cinco versões; 14.04 LTS, 16.04 LTS, 18.04 LTS, 18.10 E 19.04, todas rodando versões consideravelmente diferentes de bibliotecas, ferramentas, binários, etc. Se nós fossemos distribuir uma versão atualizada do Firefox apenas via Snap, nós poderíamos construí-lo sobre base Snap Core 16, em breve na Core 18, e ter certeza de que ela rodaria em todas as versões do Ubuntu tão bem quanto em qualquer outro sistema que rode Snap. Essa é uma forma muito mais eficiente de de distribuir aplicações. 

Então nós temos algumas ótimas razões para distribuir mais aplicações Snap por padrão. Estamos trabalhando com este objetivo, então sim, eventualmente distribuiremos mais aplicações como Snap, entretanto, o APT não vai embora. Cada lançamento do Ubuntu ainda é contruído sobre os pacotes .deb, todo o "maquinário" e processos são ainda baseados em .deb e nós não esperamos mudar isso por um longo tempo.

D: Uma grande e recorrente questão na nossa comunidade Linux é sobre Marketing. Nós temos uma sensação sobre o Ubuntu, a sensação de que mesmo ele sendo uma das versões mais populares de sistemas Linux, o mesmo poderia ser ainda mais popular. 

Por que não vemos muito trabalho de marketing sendo feito sobre o Ubuntu para Desktop, focando em games por exemplo? A Valve mostrou o Ubuntu como o sistema preferido da empresa para jogos na página de download do Steam por anos (não mais) e nós nunca vimos a Canonical falar sobre o "Ubuntu para Gamers", e hoje, nós temos um monte de outros títulos rodando no Linux (e o número só aumenta...) com grande parte das pessoas usando Ubuntu ou alguma derivado dele para jogar.

Qual a sua posição sobre isso?

W: Muitos dos nossos usuários são técnicos, então nós geralmente fazemos mais posts técnicos em nosso blog sobre como e porque nós estamos fazendo as coisas, e temos "White Papers" sobre problemas técnicos também. Também fazemos marketing com nossos parceiros OEM para PCs e Laptops. 

Esta é a oportunidade para a comunidade se envolver e  fazer a real diferença. Nós vemos grandes comunidades como a do Diolinux ajudando uns aos outros, advocando para o software livre, espalhando e deixando as pessoas cientes do Ubuntu, Linux e do Open Source. Eu acho que esta é melhor forma de atingir potenciais novos usários.

D: Recentemente nós entrevistamos um dos líderes da Nvidia aqui no Brasil e perguntamos para ele sobre a questão dos Laptops com placas de vídeo híbridas, Intel+Nvidia. Ele nos informou que a implementação dos gráficos permutáveis é feita pelos próprios fabricantes e que, segundo ele, atualmente a Microsoft implementou tal funcionalidade para que os computadores tivessem um comportamento adequado com o Windows. 

Minha questão para você é: A Canonical tem a intenção de melhorar o suporte em drivers para laptops com placas de vídeo híbridas? (Ao menos de forma similar ao que faz a System76 com o Pop!_OS?)

W: Sim, queremos melhorar isso. As soluções existentes são no mínimo "não polidas", mas temos alguns bugs na parte de display para corrigir antes, o que significa que "correções brutas e não polidas" são a única opção neste momento.

Estamos trabalhando para ajustar estes problemas, de forma que os usuários possam trocar entre as placas gráficas sem precisar encerrar a sessão ou fazer o reboot.

D: Recentemente o Ubuntu Budgie 19.04 (Daily Build) chegou com uma solução para uma importante parte da experiência em um desktop, o desktop em si. 

As versões novas do GNOME não oferecem a possibilidade de uma área de trabalho ativa através do Nautilus, por conta disso vemos o Ubuntu 19.04 (Daily Build) com uma extensão (Desktop Icons) para contornar a situação. Apesar de ajudar a contornar o problema, podemos concordar que esta é uma solução muito pobre em relação ao que o Ubuntu já ofereceu no passado. 

A flavor Budgie do Ubuntu (19.04) adicionou o Nemo como gerenciador de arquivos padrão e como gestor de desktop e funciona maravilhosamente. 

Vocês considerariam algo assim para a versão principal do Ubuntu também?

W: Eu acho que é ótimo que exista uma diversa gama de desktop enviroments disponíveis, todos tentando atender melhor uma diferente base de usuários. O Ubuntu sempre deu as boas-vindas para desenvolvedores da comunidade que querem melhorar o sistema e construir algo sobre ele e para os usuários que querem uma experiência diferente do padrão em seus computadores.

É fácil de instalar isso no Ubuntu, e a maior parte das flavors oferece uma imagem live para que possam ser testadas antes de serem instaladas nos computadores.

Quando selecionamos qual desktop será o padrão do Ubuntu, nós olhamos para uma ampla game de critérios, incluindo, mas não se limitando, a quão grande é a comunidade de desenvolvedores do mesmo, o quão rápido são os times de desenvolvimento e as suas respostas para problemas de segurança e o quão grande é a sua comunidade de usuários, por quanto tempo as comunidades existem, se são maduras e auto sustentáveis, qual é o método de desenvolvimento, o quão rápido novas tecnologias são incorporadas ao código base e o quão familiar é o nosso time de desktop com esse código.

Também precisamos estar cientes do tamanho da nossa base de usuários. Nós somos de longe a mais popular distro Linux de Desktop e temos com isso a imensa responsabilidade de sermos cuidadosos e considerar cada decisão que é feita. Ter entendimento de que isso impacta a vida de milhões de pessoas que usam o Ubuntu é essencial.

Toda essa lista de coisas combina com o GNOME e ele é a escolha certa para o Ubuntu agora.

D: Recentemente nos entrevistamos Jason Evangelho, da Forbes, ele comentou que falou com vocês há algum tempo sobre uma nova e mais fácil forma de instalar as versões mais recentes dos drivers de vídeo no Ubuntu. Existe efetivamente alguma implementação disso sendo feita?

W:  Nós estamos trabalhando ativamente nisso. Instalando drivers DKMS num ambiente de Secure Boot é interessante e desafiador. Os drivers precisam ser assinados com a mesma chave do Kernel, mas essas chaves são efêmeras e não estão disponíveis para assinaturas quando a ISO é produzida. Estamos fazendo progressos.

D: A primeira impressão é muito importante, todos nós sabemos disso, então, por que não usar alguma tela de boas-vindas mais completa, como a do Ubuntu Budgie, Ubuntu MATE, Deepin ou Linux Mint, para fazer a introdução do novo usuário ao Ubuntu?

W: Francamente, eu acho que o YouTube é uma plataforma muito melhor para aprender como usar um desktop em particular do que uma tela de boas-vindas. Dito isso, estamos trabalhando para mover a nossa tela de boas-vindas para algo mais próximo do "GNOME Initial Setup", então temos algumas novas opções e aparências que deverão aparecer nos próximos lançamentos.

Nossa meta, é claro, é fazer com que tudo seja intuitivo e fácil de usar, o que significa que essas instruções são necessárias de fato.

D: Você está feliz com o Ubuntu Desktop atualmente?

W: O Ubuntu continua a me surpreender. Nós vimos ele sendo usado em mais e mais lugadores, de robôs em fazendas, até em Switches no coração de Data Centers gigantes, até os servidores rodando nesses Data Centers, provendo serviços para Internet das Coisas em dispositivos nas  casas das pessoas, todos rodando Ubuntu. Eu especialmente adoro quando vemos o "Ubuntu in Wild" em Séries de TV!

A versão 19.04 está tomando forma para ser um grande lançamento. Nós fizemos melhorias de performance, que creio que as pessoas notarão logo de cara ao instalar o Disco Dingo, ele tem um visual incrível e uma grande gama de aplicações de alta qualidade disponíveis por padrão, melhores do que nunca. 

Como você mencionou anteriormente, mais games estão rodando no Ubuntu agora e graças ao trabalhado feito pela Valve, com o as tecnologias envolvendo o Proton e o DXVK se tornando mais maduras, isso significa que uma nova gama de usuários está chegando ao Linux porque eles podem fazer simplesmente tudo o que querem no sistema.

É um ótimo momento para ser um usuário de Linux e estou muito orgulhoso da posição do Ubuntu no mercado, visto que o sistema continua evoluindo como plataforma e nós ainda temos uma grande experiência de usuário para tudo o que for feito. As pessoas continuando amando usar o Ubuntu para conseguir fazer e produzir coisas incríveis.

Muito obrigado.

Concluindo


Agracemos novamente ao Will Cooke pelo seu tempo e paciência para responder as nossas variadas questões. Agora chegou a hora de você participar, o que você achou da entrevista? Quais os pontos que mais te chamaram a atenção?

Até a próxima!
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