Maio 2019 - Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

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Casas Conectadas: o futuro das residências

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sexta-feira, 31 de maio de 2019

É o que chamamos hoje de “Casa Conectada”. Com o aumento da velocidade da internet e a sofisticação da automação, os dispositivos conectados nas casas do futuro (cada vez mais presente) facilitam a vida dos moradores.

Casas Conectadas: o futuro das residências





Por intermédio de sistemas avançados de automação, é possível controlar e monitorar diversas funções, como acender e apagar as luzes, ligar a televisão, acionar a máquina de lavar roupas ou até mesmo dar um comando para a cafeteira preparar sozinha o café.

Essa tendência vem acompanhando o conceito de IoT (Internet of Things), que é a interconexão digital de objetos do dia a dia com a internet, o que possibilita que os dispositivos sejam controlados remotamente através de outro aparelho digital, como
smartphones ou assistentes de voz. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada em dezembro de 2018, revelou que 69,8% dos cidadãos do Brasil têm conexão com a internet, o que corresponde a quase dois terços da população. Na hora de se conectar, o smartphone já é o principal meio de acesso para 97% dos usuários, de acordo com a mesma pesquisa.

Levando isso em conta, a tendência então é que todos os dispositivos que ajudam na gestão da casa conectada apresentem a opção de controle em tempo real por meio do celular. Esse já é o caso de câmeras de gravação em nuvem, com as quais é possível monitorar o ambiente ao vivo e visualizar as imagens pelo smartphone. Dessa forma, a residência recebe um monitoramento 24h, o que permite ao usuário saber em tempo real o que acontece no interior de sua casa. Isso tudo sem a necessidade de redes internas de segurança que pesam no bolso.


Observe quantas coisas interessantes os dispositivos domésticos inteligentes podem proporcionar: moradores das casas inteligentes podem solicitar um motorista por meio de um aplicativo de locomoção, fazer um pedido de delivery em um restaurante ou até mesmo fazer com que as portas se abram sozinhas, tudo sendo feito por comando de voz, enquanto o usuário realiza outras atividades, possibilitando uma postura multitasking.


A praticidade não é o único foco das casas conectadas: a economia também faz parte dos objetivos, uma vez que por meio dos controles e monitoramentos é possível realizar ainda a gestão do gasto de energia e de água na residência. Por conta de todos esses benefícios, a estimativa, segundo o Google Brasil, é que até 2021 cerca de 327 milhões de casas ao redor do mundo tenham ao menos um aparelho conectado, dando início à consolidação das casas inteligentes. Viu como o futuro já está chegando? Em breve, a sua casa pode ser igual à do George Jetson!

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá  no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Canonical quer saber quais aplicativos você quer na Snap Store

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Muitos sabem que a Canonical vem investindo “pesado” em seu formato de empacotamento Snap, para que se possa distribuir programas no Linux independente da distribuição que você escolher. O esforço trouxe algum fruto até o momento.


Canonical quer saber quais aplicativos você quer na Snap Store





Alguns aplicativos possuem  versão oficial para o formato Snap, como o Skype, Visual Studio Code da Microsoft, Telegram, Krita, LibreOffice, Spotify, Inkscape, Slack, Opera, OnlyOffice, VLC Player. Esses são só alguns exemplos.

Para aumentar ainda mais essa gama de aplicativos oferecidos, o perfil oficial do Snacraft no Twitter perguntou quais apps gostaríamos de ver na Snap Store, solicitando que sugestões fossem enviados  lá no fórum deles.






E foi exatamente isso que eu fiz (😁). Entrei no fórum (fiz uma conta rapidinho lá) e deixei a minha lista de sugestão de apps que julgo ser interessante ter na Snap Store e que ajudaria a trazer mais público para o Linux “de quebra”. A minha lista foi:

- Google Chrome;

- Telegram (com a correção da parte de acentuação);

- Lutris;

- Gimp (suportado oficialmente pelos devs);

- FreeOffice (SoftMaker);

- App of WhatsApp (não baseado na versão web);

- OBS Studio (suportado oficialmente pelos devs);

- Steam (suportado oficialmente pelos devs);

- Audacity (suportado oficialmente pelos devs);

- Kdenlive (suportado oficialmente pelos devs);

- Krita (suportado oficialmente pelos devs);

- App of Google Drive (não baseado na versão web) ;(suportado oficialmente pelos devs);

- App of Netflix (não baseado na versão web) ;(suportado oficialmente pelos devs);

Para a minha surpresa, eis que o responsável pela parte dos Snaps, Alan Pope, me responde. Primeiramente sendo muito cordial e depois falando que os aplicativos listados, também são identificados como importantes pela Canonical. Que já estão em contato com os devs upstream deles, dizendo também que alguns devs ainda não estão prontos para distribuírem suas aplicações em Snap. Ele finalizou dizendo que estão trabalhando para isso acontecer.



Recomendo que a todos que puderem, que passem lá no fórum deles e deixem sugestões (de forma cordial e educada) de apps que gostariam na Snap Store. Pode até comentar que os temas ficam feios nos snaps (😁). Para acessar o fórum da Canonical, basta acessar este link.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Teste a velocidade da sua internet via terminal

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O terminal Linux é uma ferramenta muito poderosa e prática, pena que alguns usuários não compreenderam essa praticidade e outros chegam a temer a “telinha preta”. Uma das muitas possibilidades é com apenas 1 comando, poder efetuar testes em nossa conexão de internet, isso é o que demonstrarei neste post. Caso queira uma solução gráfica e que abarque outros sistemas operacionais, veja a dica contida neste post.

speedtest-cli-internet-terminal-linux-conexão-download-upload-ubuntu-mint-elementary-kde-neon

Existem diversas maneiras de verificar essa informação, porém, irei demonstrar utilizando o bom e velho terminal. Afinal, terminal é legal (✌).

SpeedTest CLI


O site SpeedTest é famoso entre os usuários brasileiros, não obstante, existe uma forma de efetuar testes de conexão sem ao menos abrir seu navegador. Podemos instalar o utilitário “speedtest-cli”, uma ferramenta de fácil manuseio e muito prática (Github oficial do software). Para instalar o programa em sua distribuição utilize o seguinte comando (Para Ubuntu, Linux Mint, Elementary OS, KDE Neon e derivados):

sudo apt install speedtest-cli

Para executar basta utilizar o comando de mesmo nome do app:

speedtest-cli

Em seguida é aguardar o processo e comparar os valores do Download e Upload com a velocidade contratada.

speedtest-cli-internet-terminal-linux-conexão-download-upload-ubuntu-mint-elementary-kde-neon

Caso queira desinstalar o speedtest-cli, utilize o comando:

sudo apt remove speedtest-cli

Para mais detalhes de uso da ferramenta, veja o vídeo a seguir:


Uso diariamente este e mais alguns comandos do terminal, uma forma rápida e cômoda de obter certas informações ou determinadas ações.

Acesse nosso fórum Diolinux Plus e participe desta comunidade. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Insync 3 agora traz suporte do OneDrive para o Linux

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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Como noticiamos em um post no começo deste ano (2019), a empresa por de trás do Insync (nome que ela leva também), tinha anunciado que estaria lançando um Beta do seu aplicativo e que o mesmo estaria trazendo o suporte ao OneDrive (serviço de armazenamento na nuvem da Microsoft). Eis que o dia chegou. 😀

Insync 3  agora trás suporte do OneDrive para o Linux






Para quem se inscreveu em Fevereiro (2019) para participar do Beta, recebeu um e-mail no dia 22 (quarta-feira), podendo assim começar os testes antes. Mas agora o beta está aberto para o público em geral.

O Insync 3 foi todo “remodelado” e agora está usando o Pynthon 3 no seu core engine para a sincronização, que assim foi apelidado de “Core 3”. Nessa fase beta, a parte  do OneDrive teve essas novidades por hora:

-OneDrive e OneDrive para Negócios (Business);
-Sharepoint;
-Sincronizações mais rápidas;
-Interface do Usuário de Sincronização corrigida;
-Pastas de sincronização separadas para My Drive e Shared with me
-64 bits para Linux e Mac

E algumas funcionalidades ainda estão ausentes ou no processo de correção, que são:

-Reutilizar pastas de sincronização do Insync 1.5 (para usuários já existentes);
-Sincronizar qualquer pasta; 
-Barra de progresso;
-Mover Pastas Base (localização de sincronização padrão);
-Integração do gerenciador de arquivos: menu de contexto;
-Pausar e retomar a sincronização;
-Ignorar Regras (anterior. Lista de Ignorados);
-Conversão de documentos;
-Compartilhar e visualizar caixas de diálogo;
-Links simbólicos;
-Atalhos da nuvem (abrir, renomear, excluir);
-Configurações de rede: suporte para proxy; 
-Feed e Ações


Eles ainda fazem o alerta para os usuários da versão 1.5 do Insync, para não reutilizar as pastas desta versão, pois será adicionado posteriormente. 

Para baixar a versão 3 beta do Insync, você pode acessar esse link e escolher entre Ubuntu (16.04 e 18.04), Linux Mint (18.x e 19.x), Debian (8 e 9) e Fedora (27 e 28), além do plugin para o Nautilus. Outros gerenciadores de arquivos serão suportados em breve. Nos meus testes no Ubuntu 19.04 ele também funcionou e talvez também funcione no Fedora 30, mas é algo sem “garantia” pelos devs.

Vale lembrar que o Insync na fase Beta não será cobrado, mas depois do término do mesmo, será cobrado o preço normal. Para conferir todas as novidades, basta acessar este post no site deles. Para baixar a versão 1.5, basta acessar este link.

Isso é muito bom e importante, ter uma ferramenta tão boa e poderosa suportando dois serviços populares, como Google Drive e agora o OneDrive, pois quem está no processo de migração para o Linux, pode sentir falta desses serviços. Agora não mais.

Comente aí nos comentários o que você achou dessa novidade, se usa ou se já usou o Insync.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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MX Linux 18.3 é lançado!

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O MX Linux é uma distribuição que utiliza os componentes da distribuição antiX e softwares adicionais e empacotados pela comunidade MX, havendo cooperação entre as comunidades do antiX e ex-MEPIS. Mas recentemente, dia 26 de Maio, a distribuição recebeu uma nova atualização.

mx-linux-18.3-linux-debian-stable-distro-xfce

Com um visual “controverso”, creio que esse seja o melhor termo a ser empregado, o MX Linux visa embarcar softwares que facilitem a vida do usuário, entretanto, peca em alguns aspectos muito importantes. Baseado no Debian Stable, a distribuição utiliza como interface principal o bom e velho XFCE, mas com “toques de design” questionáveis. Com uma barra lateral, um tanto quanto “diferente”, o MX Linux parece não obter um visual consistente, a julgar que a primeira questão do seu FAQ é justamente como modificar esse comportamento padrão (Não estou dizendo que a distribuição é ruim, apenas demonstrando um debilidade do projeto, com tais observações a comunidade MX poderá avaliar e refinar o uso de sua distribuição para seus usuários).

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Novidades do MX Linux 18.3 


A nova versão da distro trouxe algumas atualizações que envolvem mais ajustes “por debaixo dos panos” do que mudanças bruscas. 

  • Agora sua base é o Debian 9.9;
  • Possui o kernel Linux 4.19.37-2 (usuários do sistema podem ter acesso ao atual kernel via a ferramenta MX-PackageInstaller, contida na distro);
  • Patches de segurança para a vulnerabilidade “Zombieland” de processadores Intel;
  • Configuração do sistema, durante a cópia dos arquivos de instalação (no ato da instalação do MX Linux);
  • Aprimoramentos na rotina de inicialização do UEFI;
  • Manual da distribuição atualizado e revisado com imagens e informações atuais do MX;
  • E correções corriqueiras de bugs.

Para maiores detalhes sobre a distribuição, você pode assistir o vídeo logo abaixo com nossa review sobre o MX Linux.


Efetue o download do MX Linux 18.03. Caso utilize a distribuição na versão 18, basta atualizar normalmente que você receberá a nova versão.

Utiliza o MX Linux? Continue esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus, e deixe sua experiência com a distro.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: MX Linux
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Krita 4.2 é lançado com mais de 1000 bugs corrigidos e novos recursos

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Krita é uma ferramenta de pintura para cartunistas, ilustradores e artistas conceituais em geral. Ao longo dos últimos anos vem ganhando notoriedade e espaço nesse nicho. Nessa última versão, o pessoal do Krita, anunciou a correção de mais de 1000 bugs.


Krita 4.2 é lançado com mais de 1000 bugs corrigidos e novos recursos






Na nova versão do Krita, foi finalmente reunido o código que eles desenvolveram para dar suporte às mesas digitalizadoras no Windows (tanto no Wintab quanto no Windows Ink), macOS e Linux. Código esse existente na plataforma que eles utilizam para desenvolver o programa, o Qt.

Uma funcionalidade adicionada, foi o suporte a monitores HDR, graças ao trabalho colaborativo com a Intel. Por hora, tal funcionalidade só está presente na versão para Windows 10.

Agora você também pode desfazer “movimentos” feitos pela ferramenta “Mover”, quantas vezes precisar, como pode ver na gif abaixo.




Outras melhorias foram:

-Melhor desempenho da velocidade do pincel;

-Docker da paleta de cores aprimorado;

-Nova API de animação em Python;

-Configuração dos arquivos de backup;

-Entre outras.

Para conferir todas as novidades, basta acessar o site do Krita através deste link.

Se você quiser baixar o Krita, ele está disponível em alguns formatos, como Snap, Flatpak, AppImage e via PPA para as distros base Ubuntu.





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Teste a velocidade da sua internet com a ferramenta oficial da Netflix

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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Tem dias que a nossa internet parece uma carroça, e muitos não sabem como verificar a velocidade atual da conexão. Para essa tarefa irei demonstrar uma ferramenta muito interessante, desenvolvida pela Netflix. Outra possibilidade é utilizar o terminal Linux para efetuar tais testes, mas não vou abordar esse método neste post, para isso acesse essa outra matéria e verá o quão prático é o terminal. Famosa por seus filmes e seriados a Netflix é uma das gigantes da web, e sua ferramenta é muito útil.

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O legal nesta dica é a possibilidade de efetuar o teste indiferente de seu sistema operacional, seja Windows, macOS, Linux, Android ou o que for. Baseado na web, basta abrir seu navegador de internet e efetuar o teste direto do site da ferramenta “Fast”. Seu uso é simples e intuitivo, sem dificuldade alguma no teste. Aliás, ao abrir o site “fast.com” o teste ocorre automaticamente, sem a necessidade de clicar em algum botão. 

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Caso queira reiniciar o teste, clique no botão “reiniciar” (uma seta circular). Já no botão “Mostrar mais informações”, detalhes estarão visíveis como: Latência, velocidade do upload, tamanho dos arquivos do teste e mais.

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Em “Configurações” outros ajustes do teste poderão ser refinados, como: O mínimo e máximo de conexões paralelas, duração do teste, medir a latência carregada durante o upload, mostrar as métricas etc.

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O Fast ainda conta com a possibilidade de postar o teste da velocidade de sua conexão em redes sociais, Facebook e Twitter.

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Agora ao efetuar testes em sua velocidade de conexão, experimente a ferramenta da Netflix, por não conter inúmeras propagandas atreladas ao site, o teste poderá ser bem mais preciso, afinal, nenhuma banda estará em utilização com a publicidade destes banners.

Gostou da ferramenta da gigante do streaming de vídeos? Para acessar e efetuar seu teste basta clicar neste link ou digitar na barra de endereço de seu navegador “fast.com”. Só um adendo, o Fast possui uma aplicação em Snap que pode ser utilizada via terminal, entretanto, seu funcionamento só possui a opção de verificar a velocidade do download. Algo simples demais e que não “justifica” a instalação de uma Snap, porém, se deseja conferir o app, acesse este link.

Conhecia o Fast? (Não estou falando do FastOS hein! 😁😁😁). Continue esse bate-papo em nosso fórum Diolinux Plus.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Microsoft revela o futuro do Windows

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O Windows 10 é um “tabu” para diversos usuários, devido a sua atual política de atualizações com diversos erros e outros por menores. Entre alguns amigos técnicos em informática, há quem ame e quem odeie o sistema. Particularmente não estou entre os “odiadores”, entretanto como todo sistema operacional existem aspectos “que não curto”.

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Em uma publicação no blog oficial da Microsoft, o vice presidente corporativo de vendas para consumidores e dispositivos, Nick Parker discute a visão da empresa de um sistema operacional moderno e robusto. Ao apresentar os novos PCs com Windows que compunham a Computex 2019, diversas declarações foram feitas de um sistema operacional moderno, na qual pressupunha-se que seja o futuro do Windows. Afinal, não faz sentido a empresa enaltecer recursos e características, dizendo ser um sistema moderno, se esse não é o próprio Windows (mesmo que em uma visão do futuro).

Esses novos PCs modernos e dispositivos inovadores que o ecossistema continuará a construir e levar ao mercado no futuro exigirão um sistema operacional moderno”, diz Nick Parker. Nas palavras de Parker podemos observar que o tal ”sistema moderno” ainda não existe, ou está em constante desenvolvimento. Algo que encaixa-se perfeitamente com o Windows no cenário atual e suas atualizações, desculpem as palavras, desastrosas.

Nick Parker continua, "Atualizações modernas do sistema operacional são feitas de forma invisível em segundo plano; a experiência de atualização é determinística, confiável e instantânea, sem interrupções! Um sistema operacional moderno, também é seguro por padrão, o estado é separado do sistema operacional; o cálculo é separado dos aplicativos; isso protege o usuário de ataques mal-intencionados durante todo o ciclo de vida do dispositivo“. Estaria a Microsoft planejando um Windows com abstração total de suas aplicações e o sistema? Um tipo de “sandbox” em apps Windows. Como as palavras de Parker sugerem, as aplicações serão separadas do “core” do sistema, um conceito que já conhecemos no Linux com tecnologias como o Flatpak e Snap por exemplo. Outro ponto é sobre a segurança das atualizações, e quem conhece um pouco sobre atualizações atômicas e OSTree, sabe que tais métodos asseguram a integridade do sistema. Tudo indica que o Windows no futuro utilizará métodos semelhantes. Com uma tecnologia dessa por trás, o usuário teria a total segurança de uma atualização em background, mesmo caso fosse interrompida. Por conta da forma que tais procedimentos ocorrem o sistema não seria afetado. Tudo isso me faz pensar no Endless OS e o Fedora SilverBlue, o sistema inquebrável. Recomendo que assistam o vídeo do canal Oficina do Tux e entenda um pouco sobre essa tecnologia.




Com todos os problemas que o Windows 10 vem passando com seus updates, não é de se estranhar que a Microsoft esteja pensando em uma forma de contornar tais erros e tornar seu sistema “mais moderno”. Nick Parker também sugere que por meio da nuvem e inteligências artificiais, o tal sistema moderno poderá identificar os padrões de uso do usuário e efetuar as atualizações conforme o perfil de cada um. “Essas experiências são alimentadas por AI , então um sistema operacional moderno está ciente do que um usuário está fazendo amanhã e ajudando-o a fazê-lo, e aprimorando os aplicativos tornando-os mais inteligentes”.

Um sistema operacional moderno também é multi-senso. As pessoas podem usar a caneta, a voz, o toque e até o olhar”, diz Nick Parker. Indicando que acessibilidade é um ponto importante.

Outro ponto observado é a constante interação com a internet, algo que o tão citado sistema moderno deve possuir, possibilitando que o usuário esteja sempre conectado. Um conceito que a Microsoft adotou com o Windows 10 baseado em ARM. 

Segundo Nick Parker “A Microsoft está investindo para habilitar essas modernas experiências de SO e para oferecer novas que aproveitem os avanços do silício”. Lembrando que durante todas essas palavras em nenhum momento o Windows foi citado, todavia como já mencionei, a MS não falaria de algo que não almeja-se ao seu sistema. Caso contrário, o inúmeras vezes citado “sistema moderno” não seria o Windows e particularmente não creio que a empresa esteja falando de outro SO.

Mais funcionalidades foram ditas para o futuro do Windows como:


  • Serviços de reconhecimento cognitivo (para auxílio em marcação de fotografias do telefone);
  • Projeção da tela do Android no PC;
  • Usar o mouse e teclado na interação de aplicativos Android no PC;
  • Conteúdo do telefone no PC, utilizando Wi-fi ou LTE.

Outros assuntos foram abordados na postagem no site da Microsoft, IoT, Office 365, Hardwares etc. Caso queira maiores detalhes acesse o seguinte link.

A Microsoft vem demonstrando que está pensando em um futuro sólido para sua plataforma. Primeiro anunciaram seu novo formato de empacotamento, inclusive compatível com Linux, MSIX. Depois o WLS 2, incluindo o Kernel Linux dentro do Windows. E agora especula características comuns em algumas distribuições Linux, como o Fedora SilverBlue e Endless OS. Parece que a plataforma tende a evoluir e “pegar” o que tem de melhor em outros sistemas. Quem sabe assim usuários não sofrerão com atualizações do Windows 10 que infelizmente estão sendo verdadeiras “roletas russas”.

O que você acha sobre o futuro do Windows? Concorda com o “sistema moderno” tanto dito pela Microsoft? Que tal acessar o nosso fórum Diolinux Plus e continuar esse assunto.

Até o próximo post, sejam educados e complacentes nos comentários. Compartilhe e indique o blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Ubuntu 19.10 vai trazer driver da Nvidia embutidos na ISO

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Houve um tempo em que instalar drivers de vídeo no Linux era uma verdadeira batalha “homérica”, digna dos “12 trabalhos de Hércules”. Hoje em dia essa tarefa é bem mais simples, visto que a AMD e Intel já disponibilizam os seus drivers no próprio Kernel, só ficando de fora a NVIDIA. Mas isso tende a mudar.

 Ubuntu 19.10 vai trazer driver da Nvidia embutidos na ISO






Em uma thread do Ubuntu no Launchpad, foi reportado um "relatório de erro" com a seguinte descrição:

"No desktop do Ubuntu, sem uma conexão de rede, o usuário pode optar por instalar os drivers de terceiros (que afirma que ele instalará o driver gráfico), mas mesmo que ele selecione essa opção, os drivers proprietários da NVIDIA não serão instalados porque não estão no pool da ISO."

Com isso, a equipe da Canonical (Ubuntu) resolveu acrescentar os drivers 390 e 418 na ISO do Ubuntu, um acréscimo de 114 MB. Deixando a ISO com 2,1 GB. Tal mudança teve o aval da Nvidia.

Tal facilidade em instalar o driver da NVIDIA no Ubuntu tende a melhorar "da água para o vinho" e potencialmente podendo trazer mais usuários novos para o Linux, através do Ubuntu. Isso também inclui o pessoal que gosta de jogar.


O driver proprietário da NVIDIA, por padrão vem desabilitado, mas com essa mudança, eles poderão ser ativados sem a necessidade de conexão com a internet, como ocorre na versão 19.04. O driver de código aberto "nouveau" ainda vai ser o padrão para novas instalações ou no modo "live".


Essa mudança de mentalidade da Canonical, em colocar essa facilidade para quem usa NVIDIA e precisa dos recursos que o driver open source não disponibiliza é muito bem-vinda pois, isso trás o usuário "comum" para perto do Linux e também de "quebra" começa a "consertar", em parte, o problema com as GPUs híbridas, dando o primeiro passo no Ubuntu 19.04. Até a versão 18.04.2 LTS e 18.10, você precisava editar o grub no boot para possibilitar a instalação em notebooks híbridos com placas mais recentes, mas com o Ubuntu 19.04 isso mudou, bastando marcar a opção de instalação dos drivers proprietários, assim começando o download e instalação do driver 418 da NVIDIA.

Com a possibilidade de não precisar de uma conexão com a internet, é mais um passo da Canonical, com o Ubuntu, para se tornar de novo a referência no mercado de desktops domésticos e assim angariar novos usuários.

Falando nas GPUs Híbridas…


A NVIDIA vem trabalhando para aperfeiçoar o PRIME, através do dev Kyle Brenneman, para melhorar o suporte aos múltiplos drivers de GPU, nesse caso Intel+NVIDIA. Isso seria através de uma extensão GLX que controlaria o GLXVND. De uma forma "beeemmm" resumida, seria a possibilidade de usar a GPU integrada ao processador da Intel para as funções mais corriqueiras, e quando precisasse de "mais potência" acionaria a GPU da NVIDIA, sem precisar fazendo logoff ou reiniciar o computador ao invés de escolher entre uma ou outra GPU, como é hoje em dia. Essa implementação está sendo planejada para o Server Xorg 1.21, mas ele não tem data de lançamento, uma pena. Mas já é um grande progresso. Para ver as listas de discussões sobre essa funcionalidade, você pode ver aqui e aqui.

Arrisco a dizer que a versão 20.04 LTS do Ubuntu, teremos tais melhorias, sobretudo, mais na parte de notebooks, e talvez vejamos enfim o fim “do calvário” de usuários, que como eu, poderão usar o seu equipamento em plenas capacidades com menos dor de cabeça para configurações extras.

Deixe a sua opinião aí nos comentários, para sabermos o que você achou da novidade.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Configure o seu mouse Logitech no Linux com o Piper

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Recentemente comprei um mouse Logitech G203, em breve devo fazer uma review dele no nosso canal do YouTube, mas posso dizer que, à primeira vista, parece um ótimo custo benefício. Você também pode ver algumas fotos dele no meu Instagram.

Logitech e Linux








O mouse por si só permite as configurações de DPI através de um botão na região central, algo bem tradicional até em modelos desse tipo, mas ele tem algumas funções que podem ser melhor configuradas via software, como a função dos botões e as cores do RGB, além do DPI e o Polling Rate.

No Windows essas configurações são feitas através do Logitech Software e este mesmo software ainda não tem versões para Linux, ainda que o mouse funcione perfeitamente, não sendo, por tanto, o mesmo caso do meu mouse Razer.



Existe um driver chamado "Libratbag" que suporta dispositivos Logitech, Etekcity, GSkill, Roccat e Steelseries, que possui uma interface chamada "Piper" que funciona perfeitamente com o meu novo G203.

Instalando o Piper e o Libratbag


Driver e Interface não são a mesma coisa, como o hábito com o Windows nos força a pensar, prova disso é que podemos usar várias interfaces diferentes para o mesmo driver Razer (openRazer), então, vamos primeiro instalar o nosso driver "libratbag".

As distros oficialmente suportadas são o Ubuntu, Fedora, Arch Linux, openSUSE e Debian (versão 10 em diante) e o procedimento de instalação pode ser visto no github.

No Ubuntu, você pode instalar o driver diretamente do repositório, usando um Software como o Synaptic, procurando pelo pacote: ratbagd

Se preferir usar o terminal, o comando é este:
sudo apt install ratbagd
Depois disso é só instalar a interface Piper, o que pode ser feito via Flatpak, através do Flathub, ou através de um repositório PPA.

- Veja como instalar um PPA no Ubuntu sem usar o terminal

Se preferir fazer pelo terminal, você pode usar estes comandos:
sudo apt-add-repository ppa:libratbag-piper/piper-libratbag-git
sudo apt install piper 
O interessante de usar o PPA é que você também recebe a versão mais recente do driver "libratbag" assim que ele sair.

Funções e configurações do Piper 


As funções disponíveis obviamente aparecem de acordo com o modelo do mouse, no meu caso, temos as seguintes opções:

Controle RGB Mouse Logitech

Podemos configurar o LED RGB que o mouse possui, usando cores sólidas, onde você pode escolher a cor que deseja, você também pode usar o padrão, que é o "Cycle", onde as cores ficam trocando. No App você pode mudar a intensidade da iluminação e o intervalo das trocas, também há a opção "Breathing", que faz com que as cores acendam e apaguem como se o mouse estivesse "respirando", daí o nome, inclusive; também há a opção de desligar as luzes.

Controle de teclas Logitech Linux

Os botões do mouse também podem ser configurados individualmente para fazer coisas diferentes, incluindo alguns macros prontos, ou modelos que você pode criar.

Controle de DPI Linux Mouse

A página inicial permite que você altere o polling rate do mouse, nesse caso entre 500 e 1000 Hz, e também faça modificações no DPI do mouse, que neste caso vai até 8000, podendo fazer ajustes intermediários em cada valor com uma barra deslizante, permitindo qualquer  valor desejado dentro do intervalo, até o máximo.

Não deixa nada a desejar


Você pode até dizer que o Piper não tem a interface mais linda de todas, mas definitivamente ela não é nada ruim e em termos de funcionalidades, não deixa nada a desejar em relação ao aplicativo da própria Logitech, o que o torna uma excelente alternativa de mouse para se usar com Linux. 

Antes de sair instalando o "libratbag" e o Piper para configurar o seu mouse, vale a pena consultar a lista de dispositivos suportados pelos desenvolvedores do driver, você pode fazer isso consultando o GitHub do projeto.

Será que a minha mira vai melhorar agora? Para descobrir, acesse o nosso canal na Twitch, tem live jogando no Linux todo dia por lá! 

Até a próxima!
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Wonder OS o novo hub de jogos Android e PC

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A enigmática startup de tecnologia Wonder, vem desenvolvendo há a cerca de 2 anos um sistema focado em oferecer uma experiência de alto nível nos jogos, e isso tudo através do smartphone.

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A ideia inicial da empresa era desenvolver seu próprio hardware e embarcar seu sistema operacional Wonder OS, entretanto, ao que parece a mesma mudou de posicionamento, ao menos por hora, agora o alvo é englobar smartphones de diversas fabricantes. O Wonder OS é basicamente uma “skin” do Android, porém, refinado para agregar e ter como foco os jogos. Se inicialmente os planos eram embutir o sistema em smartphones da própria Wonder, agora o mesmo será distribuído como software para os demais devices.

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Indo além, não um simples launcher Android, um hub de jogos! 


A Wonder tem pensamentos ambiciosos quanto ao seu produto, propondo uma forma inusitada de experimentar os jogos no smartphone. Seu sistema Wonder OS possibilitará agregar jogos para Android e games para pc. No caso dos jogos de pc, o Wonder OS utilizará o sistema de stream de jogos, denominado WonderClound (Humm! Acho que já vi algo assim com um tal de Google Stadia 😁😁😁). Além da possibilidade dos títulos de pc e Android, haverá integração com a Twitch e serviços para streaming de suas jogatinas, toda uma comunidade, com grupos e amigos (como um “Discord + Steam”). Existirá a possibilidade de adquirir títulos diretamente do Wonder OS. Quanto aos emuladores, nada foi informado. 

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“Wonder OS estilo Nintendo Switch”


Outra característica interessante do Wonder OS é a capacidade de utilizar outras telas durante a gameplay. Com um conceito semelhante ao console híbrido da Nintendo, a Wonder desenvolveu acessórios que podem agregar ao uso de seu software. Embora pareça que a Wonder no momento não esteja interessada em vender seus próprios smartphones, ela venderá hardwares que possam ser conectados a telefones com o Wonder OS instalado. Isso inclui o Wonder Dock, possibilitando o uso em telas maiores como TVs, aproximando-se a experiência de um console tradicional. Há também o Wonder Gamepad, fazendo o papel de um “pro controller”, mais uma vez tornando o uso comparado ao de um console de mesa.

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Claramente podemos observar o quão ambicioso é o projeto da Wonder, sendo uma empresa principiante e relativamente pequena no mundo dos jogos, é de se temer quanto ao destino do Wonder OS. A concorrência está acirrada neste espaço, o Google e a Microsoft, por exemplo pretendem lançar seus serviços de streaming de jogos (Stadia e Xcloud, respectivamente). Existe o Nintendo Switch com uma experiência que une os 2 conceitos (portabilidade e “console de mesa”). Quem sabe na E3 2019 a empresa apresente mais informações sobre o Wonder OS, estamos na expectativa e torcendo para mais uma boa opção no mercado, afinal, quem sai ganhando somos nós consumidores.

Se interessou pelo Wonder OS? Você poderá tornar-se um beta tester gratuitamente, quer saber mais sobre, acesse o FAQ da Wonder.

E você o que achou do Wonder OS? Acesse nosso fórum Diolinux Plus e continue esse bate-papo bacana.

Te espero no próximo post do blog, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Como foi utilizar Ubuntu (Linux) em viagens?

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Quem costuma viajar com intenção de trabalhar, geralmente se preocupa com o chamado “computador de viagem”, o que sem dúvida é importante. Você precisa se preocupar com um bom hardware, bateria, peso, etc; mas o sistema operacional também é importante, afinal, é com ele que você vai trabalhar no fim das contas.

Como foi usar Linux para viajar





Eu já fiz alguns vídeos no canal sobre "Como comprar um bom laptop" que vale bastante a pena você conferir, um deles é sobre “como comprar um com notebook para estudos”, o outro é tem um propósito mais geral e tem a intenção de evitar que você caia no chamado “combo da desgraça”, mas como mencionei, a ideia aqui é comentar sobre o comportamento do sistema operacional para viagens, por isso, vamos a algumas informações importantes.

Como o computador foi usado? 


Recentemente eu fiz um viagem relativamente longa, fiquei cerca de 10 dias fora, peguei alguns voos, tive algumas boas horas de espera em aeroportos e tempos de descanso em quartos de hotel e coisas do tipo, tentei trabalhar com o computador sempre que a “internet” me favorecia.

O computador era potente o suficiente para fazer até mesmo edições de vídeo mais básicas, porém, meu uso primário realmente foi navegação na internet, com checagem de e-mails e redes sociais, aplicativos de comunicação como Slack, Messenger e Telegram, além de redação de texto e edição de imagens leve (com o GIMP).

Hardware e sistema operacional 


Para fazer a viagem, eu fiz uma formatação zerada com o Ubuntu 19.04 Disco Dingo, com ambiente gráfico GNOME (versão 3.32), rodando de maneira bem funcional em um laptop Lenovo Yoga 12, o qual já apareceu diversas vezes no canal.

Lenovo Yoga 12


O Ubuntu 19.04 tem uma versão do GNOME extremamente lapidada em relação a versão 18.04 LTS, e roda muito melhor com um Core i5 5200U, que possui uma Intel® HD Graphics 5500 (Broadwell GT2), um SSD de 240GB e 4GB de Memória RAM, além de uma SWAP de 2GB, que raramente é usada. 

O computador tem uma resolução relativamente baixa para os padrões atuais, porém, é o suficiente para fazer o trabalho que espero fazer com ele, 1366x768, em uma tela de 12 polegadas, sensível ao toque.

Modificações no Ubuntu e no GNOME


Apesar de eu testar utilizando o Ubuntu por simplesmente ser a distro mais popular em desktops e ser uma das minhas preferidas também, essas dicas provavelmente se aplicam a qualquer outro sistema que use a mesma versão do GNOME, como o Fedora 30 e o mais recente Manjaro.

Por padrão o Ubuntu 19.04 roda com o X.org, ele é o clássico servidor gráfico das distros Linux, é estável e funciona muito bem, mas, para quem usa drivers open source (caso de placas Intel e AMD especialmente), o Wayland já pode funcionar perfeitamente, salvo um ou outro aplicativo específico que, com sorte, você não precisará utilizar.
Na tela de “login” do Ubuntu é possível selecionar qual deles você prefere utilizar e sugiro que você utilize o Wayland (observe as suas necessidades, preferências e Apps que você utilize), ele consegue ser mais eficiente e deixar o GNOME mais fluido no Ubuntu em muitos casos, ao menos foi o que senti usando um computador como o que descrevi.

Tirando esta questão de uso do Wayland, eu praticamente não fiz modificações no Ubuntu, porém, fiz um ajuste e adicionei uma aplicação.

Aprendendo com quem hoje dá exemplo


Confesso que fiquei na dúvida sobre levar o Ubuntu ou o Pop!_OS como sistema operacional do meu computador de viagem e, apesar de ter ouvido falar muito bem do projeto da System76 e eu mesmo ter comprovado a sua qualidade, a verdade é que eu não tenho muito tempo de uso com ele para confiar 100% (sorry, quem sabe na próxima), então, coloquei o Ubuntu, que sei que nunca tenho problemas e se, eventualmente algo aparecesse (o que não aconteceu), eu saberia resolver facilmente.

Ubuntu vs Pop_OS


Apesar de não ter levado o Pop!_OS para a viagem, uma das características dele é, na verdade, muito interessante para essas circunstâncias. 

Se você viu a review da versão 19.04 do Pop!_OS no nosso canal, talvez lembre que mencionamos sobre um tal “gerenciador de bateria”, pois bem, como era de se esperar, a “vida” do computador fora da tomada é um ponto importante em uma viagem, por isso, achei interessante adicionar um software que mostramos aqui no blog recentemente chamado “Slimbook Battery Manager”, um software que faz a mesma coisa que as configurações do Pop!_OS, porém, é um App à parte e desenvolvido pela empresa Slimbook, responsável pela venda de Laptops com esta marca, especialmente na Europa.

Não vou explicar demasiadamente este App, pois temos um artigo completo sobre ele aqui no blog, como já mencionei, mas para você ter uma idéia, ele atribui perfis de bateria, como “Energy Saving”, “Balanced” e “Maximium Performance”, além de ter um modo avançado bem legal onde você pode configurar alguns detalhes. Colocando o computador no modo de economia de energia com esse software, ele reduz o brilho da sua tela também, o que por si só já ajuda.

Configuração de bateria Ubuntu


Recomendo desligar o brilho automático de tela que o GNOME tem no Ubuntu, você consegue fazer isso facilmente pelo painel de controle. Meu conselho, para poupar bateria neste aspecto é deixar o brilho com o nivel mais baixo possível que seja o suficiente para visualizar as atividades.

Essa configuração me deu mais de 6 horas de bateria, o que é uma coisa muito boa, porém, ela também reduz um pouco o desempenho do computador, por conta do aplicativo de controle de energia, que reduz o clock do CPU e pode desligar algumas outras coisas, como o Bluetooth e o Wi-Fi. Você também pode fazer configurações finas do perfil de energia se quiser, para escolher ligar e desligar o que bem entender.

Coisas de Wi-Fi Público


Um dos problemas de se acessar a internet em aeroportos é justamente o Wi-Fi público. Recomendo fortemente que você use o seu Smartphone para criar um “hotspot” privado com a sua internet móvel, com uma boa senha para acessar a internet. Não podemos esquecer que é bem simples configurar uma VPN no Ubuntu/GNOME, como uma OpenVPN que você tenha, mas penso que esse é um assunto para outro momento.

Internet Wi-Fi Grátis no Aeroporto


Quando você conectar a um Wi-Fi público usando Linux, de forma geral, você já está mais seguro, no entanto, não há Linux que segure um bom ataque de “phishing”. Engenharia social é feita para enganar você, usuário, e não adianta nada um sistema seguro se você mesmo se expor.

Não é tão difícil criar uma página de autenticação falsa com o nome de “Airport free Wi-Fi” ou algo assim como um AP e capturar alguns dados, por isso, preste atenção! 

Essas páginas de autenticação são bem comuns, porém, lembro que uma  fiz viagens com um Linux Mint e com um KDE Neon e a janela que normalmente se abre para que você possa ler os termos de conexão e conectar não aparecia. Lembro que na oportunidade fiquei rastreando o endereço do roteador que me dava esse acesso para poder digitar o IP dele navegador para acessar essa página e autenticar.
 
Tal problema nunca aconteceu comigo em distros GNOME e também no elementary OS, ao conectar em uma rede no tipo, uma janela que puxa o endereço http://nmcheck.gnome.org é aberta, caso você não veja nada na janela, mesmo depois de dar um "F5", é bem provável que você consiga acessar de qualquer navegador o endereço, como um Firefox ou um Google Chrome da vida, assim permitindo que você faça tal “login”.

Uma experiência tranquila


Não posso dizer que tive qualquer problema por estar usando o Ubuntu na viagem em qualquer situação. Levei comigo um sistema que roda todos os Apps dos quais eu preciso, ainda que tenha um hardware mais limitado, uma bateria que vem perdurando muito (até de forma surpreendente), com conexão tranquila com a internet, seja via Hotspot ou via Wi-Fi público. Não da pra dizer que não seja interessante abrir um laptop cheio de adesivos Linux em meio a um monte de macbooks e gerar alguns olhares eventualmente. 😀

Estou finalizando este texto do portão 211, Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, antes de embarcar para a minha volta para casa, nesse exato laptop e com as configurações que descrevi.

Até a próxima!
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Nova plataforma do Google com foco em viagens

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segunda-feira, 27 de maio de 2019

O Google é sem sombra de dúvidas um dos maiores gigantes da tecnologia, a empresa que ganhou o mundo com seu buscador de sites, agora é responsável por inúmeros serviços, indo de email até viagens.

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A nova plataforma do Google agrega todas as suas ferramentas voltadas para viagens em um único serviço, o “Google Travel” (Google Viagens). Agora o usuário poderá encontrar funções que já existem no Google Voos, na busca por hotéis e no Google Trips em um único site. O objetivo da nova plataforma é como sempre tornar mais cômodo a busca por destinos e facilitar todo o processo para o viajante, e o próprio Google deixa isso claro ao declarar: 

Todas essas novidades têm o objetivo de simplificar o planejamento, te ajudando a encontrar rapidamente as informações mais úteis e retomar a pesquisa do ponto onde parou, em qualquer dispositivo. Vamos continuar facilitando a organização e as viagens graças a ferramentas como o Google Maps, a Busca e o Google Viagens. Depois, é só sair e aproveitar o mundo”.

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No Google Viagens você poderá pesquisar por destinos, explorar os principais pontos turísticos, ver reservas em hotéis e até mesmo programar-se comparando passagens e companhias aéreas, além de maior comodidade.

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O Google informou que pretende adicionar novas funções a plataforma conforme seu amadurecimento. Creio que o Google Viagens será mais um case de sucesso da empresa, essa comodidade e facilidade de uso é umas das marcas da empresa. Caso queira experimentar o Google Viagens (que é totalmente gratuito), acesse este link.

E você gostou da nova plataforma? Continue esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus, quem sabe pessoas possam lhe indicar lugares incríveis para viajar.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

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