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Ubuntu Touch morreu ou não?

Afinal, o Ubuntu Touch morreu ou continua vivo? Saiba um pouco mais sobre a versão do Ubuntu para Smartphones.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

/ por Henrique AD
O Ubuntu Touch foi um sistema que ocasionou diversas opiniões entre os usuários Linux. No dia 5 de Abril de 2017 o fundador e CEO da Canonical, Mark Shuttleworth, anunciou o fim do Ubuntu Phone. Mas, será que o Ubuntu Touch morreu junto? Irei dar meu ponto de vista sobre o assunto, e gostaria de saber o seu também.

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A trajetória do Ubuntu Phone foi bem conturbada, com um aparente fracasso inicial em sua campanha de financiamento coletivo, muitos apostaram no fim imediato da ideia da Canonical. Eis que em Fevereiro de 2015 a dona do Ubuntu firma uma parceria com a empresa espanhola BQ e lança seu primeiro aparelho. Em seguida, outra fabricante, a chinesa Meizu. Parecia que gradualmente o sistema estava começando a agradar as fabricantes e a qualquer momento poderia decolar.

No mundo mobile existem dois grandes competidores e um reina quase que soberanamente nos smartphones das fabricantes. Obviamente que estou falando do Android e iOS. Por conta de sua exclusividade e necessidade de vinculação com aparelhos da Apple, o iOS não faz todo o sucesso que poderia fazer. Claro que estou falando em países com economia mais debilitada ou emergente, como Índia e Brasil. Nos Estados Unidos da América, a dona da maçã é muito popular. Inevitavelmente quando um sistema mobile novo surge, comparações com o Android e iOS são realizadas quase que imediatamente. Os desenvolvedores avaliam o alcance das plataformas e focam nas que mais possam gerar um retorno maior, seja de usuários ou dinheiro (basicamente significa a mesma coisa).

Não importa o tamanho da empresa por trás de um novo projeto (na realidade importa sim, mas você entenderá o que quero dizer), se o seu sistema não segue algumas diretrizes. Na realidade é uma “exigência” a cada novo sistema criado, uma compatibilidade com apps do Android. A base de usuários do robozinho verde é tão grande, que mesmo no surgimento de uma ideia inovadora os desenvolvedores apenas irão pensar em uma coisa. A base estabelecida de usuários. 

A Microsoft tentou entrar no mercado com seu sistema Windows Phone, e possuindo um visual interessante e features úteis para o cotidiano. Não possuir uma base grande e não ser compatível com apps Android, decretou o fim de uma alternativa que se diferenciava dos demais. Uma empresa multimilionária, poderosa e com fortes parcerias (a Nokia mandou um abraço 😁️😁️😁️) o Windows Phone / Mobile teve seu fim.

Perceba que o Ubuntu Phone, por consequência o Ubuntu Touch, sofreu do mesmo mal. Não ser Android. No entanto, a história se diferencia a partir deste ponto.

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“Enquanto existirem pessoas trabalhando, um software open source não morre” 


O Ubuntu Phone chegou ao seu fim, mas a comunidade e muitos que trabalhavam no Ubuntu Touch, mantiveram esperanças no sistema. Mesmo sem o aporte financeiro da Canonical, a comunidade UBports abraçou a ideia do Ubuntu Touch.

Ao decorrer destes anos o Ubuntu Touch manteve-se vivo, recebendo novidades e melhorias. De forma lenta e gradual o sistema vem se tornando mais maduro e com grandes ambições, como a de executar apps Android. Algo planejado a bastante tempo, mas que não “saiu do papel”. 

Infelizmente o Windows Mobile, por ser proprietário, não pode ter essa fagulha de esperança. Não posso afirmar que o Ubuntu Touch irá “dar a volta por cima”, por ser um software de código aberto. Isso não garante o sucesso do sistema em se tornar popular. Apenas permite que pessoas apaixonadas invistam o tempo de suas vidas em um projeto.

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O que significa a morte de um projeto para você? O fim de seu desenvolvimento ou não ser popular. Caso a segunda opção tenha sido a sua resposta, podemos dizer que o Ubuntu Touch é um “walking dead”. Pois, mesmo não sendo popular, ainda continua sendo usado por um pequeno número de pessoas, recebendo novos recursos e em pleno desenvolvimento.

A última grande atualização do sistema, por exemplo, trouxe maior compatibilidade de hardware com alguns smartphones. Denominada de OTA-10, veja alguns aparelhos que trazem melhor suporte ao Ubuntu Touch, como o Fairphone 2, Nexus 4, Nexus 5, Nexus 7, OnePlus One, Meizu PRO 5 entre outros.

Acesse o blog da UBports, e leia as melhorias e observe o trabalho empenhado no sistema. A cada 3 meses a comunidade vem lançando novos updates, alguns com grandes mudanças de performance e outros com novos recursos.

O futuro do Ubuntu Touch é incerto, nem empresas do calibre da Microsoft conseguiram permanecer no mercado. Será que algum dia o Ubuntu Touch vai ser popular entre os usuários, ou conseguirá uma parceria com outra fabricante? Quem sabe a Canonical retome o projeto. Ao que tudo indica, não. Todavia, o Ubuntu Touch não morreu.

Deixe a sua opinião, porém, seja complacente e educado.

Você acredita no retorno do Ubuntu Touch, embarcado de fábrica em smartphones? Ou julga que nem se implementarem o suporte a apps Android, o sistema “não vingue”’?

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Até o próximo post, boa sorte a equipe UBports, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: UBports, Canonical.

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