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Corrigindo bug dos flatpaks não iniciando no OpenSUSE Leap 15.1

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Em alguns casos pode ocorrer um bug que faz com que aplicações instaladas em flatpak não iniciem no OpenSUSE. Aprenda agora uma maneira simples e rápida de corrigir esse problema.

flatpak-bug-no-opensuse-leap

Recentemente, após ter feito uma instalação limpa do OpenSUSE Leap 15.1 na minha máquina, e habilitado o suporte à flatpaks, me deparei com um problema um tanto quanto bizarro. As aplicações instaladas através deste método simplesmente não abriam, e via interface gráfica nenhuma mensagem de erro era apresentada.

Com o objetivo de descobrir o que estava ocasionando o problema, tentei iniciar diferentes programas instalados em flatpak diretamente pelo terminal. As aplicações continuaram não abrindo, mas algumas mensagens de erro foram exibidas no terminal, mensagens essas que me proporcionaram mais informações, facilitando a busca pela solução.

Na página de “issues” no Github do projeto Flatpak encontrei relatos de outros usuários que se depararam com o mesmo problema, e foi também lá que encontrei a solução, ou melhor dizendo, uma forma de contorná-lo.

Como resolver?


Este é um bug que parece se apresentar de forma “aleatória”, sendo que nem todos os usuários do OpenSUSE Leap 15.1 tiveram este problema. Mas caso você, assim como eu tenha sido um dos “azarados”, eis a solução.

Para contornar o problema tudo o que você deve fazer é alterar o “hostname” da sua máquina para qualquer nome da sua escolha, e então reiniciar o computador.

Copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

hostnamectl --static set-hostname NORM07

Opcionalmente você pode substituir “NORM07” pelo “hostname” da sua escolha, lembrando de utilizar apenas caracteres alfanuméricos.

Agora tudo o que você precisa fazer é reiniciar o seu computador, e pronto! As aplicações em flatpak já deverão estar iniciando normalmente.

Segundo os meus testes, o problema ocorreu apenas no OpenSUSE Leap 15.1, que está utilizando o Flatpak na versão 1.2.3. No OpenSUSE Tumbleweed, que conta com o Flatpak na versão 1.6.1 o problema não ocorreu. Não encontrei nenhuma menção a esta correção nas notas de lançamentos das novas versões do Flatpak, mas os testes levam a crer que o problema já foi corrigido nas versões posteriores a 1.2.3, o que faz com que este seja um problema com prazo de validade definido.

Por fim, enquanto não for feito um update na versão do flatpak presente no OpenSUSE Leap para uma versão na qual o bug já tenha sido corrigido, o procedimento mostrado neste artigo é uma boa opção para contornar o problema e permitir aos usuários utilizarem aplicações em flatpak normalmente no sistema.

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Gerencie os seus aplicativos flatpaks com o Flatseal

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O flatpak é uma das formas de distribuir aplicativos no mundo Linux, tem gente que gosta tem gente que não, mas não é o foco deste artigo. Nele vamos mostrar uma ferramenta para gerenciar esses aplicativos instalados via flatpak.


Gerencia os seus aplicativos flatpaks com o Flatseal






Se você não tem ideia de como funciona o flatpak, fizemos um artigo muito bem elaborado e detalhado sobre, que você pode conferir aqui. Se precisar de mais algum passo extra, que não foi abordado no nosso tutorial, você pode consultar no guia de instalação do flatpak aqui.



O Flatseal ajuda de uma forma bem simples a gerenciar as permissões de cada aplicativo flatpak instalado no sistema. Por isso é interessante ler o artigo que produzimos de como funciona o básico para entender o que cada permissão afeta.
O utilitário também pode ser utilizado para quem for usuário mais “hardcore” e precisa de mais gerenciamento em seus aplicativos.




Tanto que na página do Flathub, a frase que é “estampada” é: “Flatseal is a graphical utility to review and modify basic permissions from your Flatpak applications.” ou “O Flatseal é um utilitário gráfico para revisar e modificar permissões básicas de seus aplicativos Flatpak.”

Para instalar ele é bem simples. Depois de instalar o suporte ao flatpak no seu sistema (se ele já não vier ativado por padrão), basta abrir o terminal e copiar/colar ou digitar o comando abaixo:

flatpak install flathub com.github.tchx84.Flatseal

Depois é só esperar o processo de instalação terminal e procurar no Menu de aplicativos da sua distro.

Se você quiser dar uma olhada no código do projeto, basta acessá-lo no GitHub.

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Nova versão do ArcMenu traz um novo layout, o Unity Dash

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sábado, 15 de fevereiro de 2020

Uma das extensões mais populares para o Gnome, o ArcMenu, chega agora na sua versão 41, com várias melhorias no código e com um novo layout adicionado, o Unity Dash.


 Nova versão do ArcMenu traz um novo layout, o Unity Dash





Já abordamos aqui no blog, as versões 33 e 38, que dentre os layouts disponíveis, tem alguns como o Windows 10, KRunner e Budgie por exemplo.


Podemos pontuar nessas novidades, três (3) que se sobressaem mais nesta versão 41.


A primeira novidade anunciada, foi a total integração com o Dash to Dock, que segundo eles, foi graças ao Andrew Zaech (Lead Project JS Developer), e a sua dedicação na integração dos dois projetos, que isso foi possível.


A segunda novidade anunciada, foi a possibilidade a partir da versão 41 do ArcMenu, você pode criar atalhos dos programas na área de trabalho (desktop) com o botão direito do mouse. Vale salientar que você precisa da extensão que habilita os ícones na área de trabalho ativada. Depois de criado, você precisa habilitar ele para que ele possa ser “lançado” (allow launching). Como acontece no Ubuntu 19.10.



A terceira e última que podemos pontuar, é o re-design do layout do Ubuntu  Dash e o layout novo, o Raven. O primeiro foi totalmente redesenhado para se adequar a integração na Dash to Dock e o segundo foi inspirado nos layouts dos Chromebooks.

"Unity Dash"

"Raven"

Eles também mostraram um cronograma de quais versões do Gnome vão suportar e quais vão “dropar”. Para usar sem nenhum susto ou algo do tipo, o recomendado por eles é usar a partir da versão 3.34. Na imagem abaixo você pode conferir melhor.

Mas se você estiver utilizando uma versão antiga do Gnome, como a 3.28 ou a 3.32, você pode utilizar a versão 40 do ArcMenu. Até o momento dessa matéria, as versões 40 e 41 ainda estão pendentes no EGO (Extensions Gnome Org), mas provavelmente será lançados em breve.

Para conferir a release completa, você pode acessá-la aqui.

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Governo sul-coreano estuda viabilidade da migração para Linux

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Com o fim do suporte da Microsoft ao Windows 7, algumas situações “inusitadas” foram criadas, como o parque tecnológico de alguns governos, por exemplo o sul-coreano.


 Governo sul-coreano estuda viabilidade da migração para Linux






No começo do ano passado, mais precisamente em maio de 2019, fizemos uma matéria comentando que o governo sul-coreano estava estudando a migração de uma grande parte dos seus computadores com Windows 7 para alguma distribuição Linux, como por exemplo o Ubuntu. Parece que agora finalmente vão por em prática o plano.

Na época o chefe do Ministério de Estratégia e Finanças, Choi Jang-hyuk, comentou que queria reduzir os custos de licenciamento e a dependência do governo com a Microsoft, no caso o Windows. Ainda complementando:

“Resolveremos nossa dependência para uma única empresa enquanto reduzimos o orçamento, assim introduzindo um sistema operacional de código aberto.”

Foi projetado que o update do Windows 7 para o Windows 10 nos computadores governamentais sul coreanos, ficariam em torno de 780 bilhões de won (cerca de US$ 655 milhões ou quase R$2 bilhões e meio na cotação atual). A ideia do governo, é que até 2026 a migração seja feita das suas estações de trabalho com Windows 7 para as distribuições Linux escolhidas esteja concluída.

Em uma primeira “etapa” vamos assim dizer, o Ministério da Defesa Nacional e a Agência Nacional de Polícia já estão usando o Harmonica OS 3.0, que baseado no Ubuntu 18.04.3 LTS com o Cinnamon 4.2 (DE presente no Linux Mint) e alguns apps do Mint.

Já a divisão de serviços postais coreanos (equivalente aos Correios aqui no Brasil), está migrando seus PCs com Windows 7 para a distro TMaxOS, que até onde pude apurar é baseada no Debian.

Outra distro baseada no Debian e que está sendo usada pela Defesa e pelo Ministério da Administração Pública e Segurança, é o Gooroom Cloud OS. Essa distro é mais focada no “desktop na nuvem”, algo que o Chrome OS faz.

O Windows ainda terá um papel importante dentro da infraestrutura do governo sul coreano, como aponta o site de notícias para negócios da Coréia do Sul, o Aju Business Daily. O modelo de uso hoje em dia é que as autoridades do governo tem dois PCs, um com o Windows para atividades de intranet (acesso somente a rede local e não para a internet) e um com uma distro Linux para acessar a Internet.

Até 2026, se pretende usar laptops com Windows para acessos na intranet do governo e um tipo de máquina virtual ou um tipo de DaaS (Desktop-as-a-Service) acessando um tipo de servidor na nuvem, para às outras atividades, como o acesso a internet por exemplo.

Um ponto a ser levantado também, é que a Microsoft pode entrar em algum acordo com o governo sul coreano e tentar viabilizar o update dos PC’s com Windows 7 para o Windows 10, como também pode não acontecer e ter a migração para alguma distro Linux completa. Isso vai depender como as políticas públicas daquela governo vão ser orientadas até 2026, é esperar pra ver.

Informações obtidas pelo pessoal do ZDNet.

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Como utilizar a Plank com zoom nos ícones no Fedora

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Aprenda a instalar no Fedora uma versão da Plank que possua o efeito de zoom ao passar o mouse sobre os ícones, semelhante a como acontece no MacOS.

como-utilizar-a-plank-com-zoom-nos-icones-no-fedora

Por padrão, a versão da dock “Plank” presente nos repositórios oficiais do Fedora não possui a funcionalidade de zoom nos ícones. Tal fato é bem justificado, esse efeito de zoom nos ícones foi desenvolvido e patenteado pela Apple, de forma que incluí-lo nos repositórios oficiais seria potencialmente um grande problema legal para o Fedora.

Já faz algum tempo desde que estamos acompanhando a disputa judicial entre Oracle e Google, e isso nos mostra que realmente não é uma boa ideia brincar com coisas como direitos autorais, propriedade intelectual e patentes.

Mesmo assim a comunidade encontrou uma forma de poder utilizar uma dock com tal funcionalidade no Fedora, utilizando os repositórios COPR. Esses repositórios são mantidos por membros da comunidade, basicamente por quem quiser, e não estão diretamente ligados à Red Hat ou ao Fedora, de forma que a empresa não é responsável pelo conteúdo contido nos mesmos.

Como fazer?


Primeiramente vamos adicionar o COPR “gqman69/plank”, no qual está presente a Plank com a funcionalidade que estamos procurando. Para fazê-lo, simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

sudo dnf copr enable gqman69/plank

Caso você já tenha instalado a Plank do repositório oficial anteriormente, agora é a hora de removê-la, o quê pode ser feito via interface gráfica através do DNFDragora (como já ensinamos neste artigo), ou com o comando abaixo:

sudo dnf remove plank

Caso você precise instalar o DNFDragora, o comando é o seguinte:

sudo dnf install dnfdragora

Se você já removeu, ou nem mesmo havia instalado a Plank anteriormente, vamos ao próximo passo que é instalar a versão do COPR que acabamos de adicionar. Mais uma vez o procedimento pode ser feito via interface gráfica através do DNFDragora.

Para isso, abra o DNFDragora e pesquise por “plank”. Conforme mostrado na imagem abaixo, certifique-se de que você encontrou o pacote “plank” proveniente do repositório COPR. Uma vez encontrado, instale-o.

plank-dnfdragora-fedora-copr

Caso prefira, você também pode instalar a versão “correta” da Plank via terminal. Segue o comando:

sudo dnf install plank-0.11.4-99.fc31.x86_64

Feito isso, tudo o que precisamos fazer agora é adicionar o pacote “plank” à lista dos pacotes que são ignorados durante as atualizações do sistema. Caso isso não seja feito, toda vez ao atualizar o sistema o Plank será automaticamente atualizado para a versão do repositório oficial, que não possui o efeito de zoom nos ícones.

Já publicamos um artigo no qual ensinamos a executar tal procedimento, então basta seguir o tutorial adicionando o pacote “plank” aos que não serão atualizados.

Obs.: Os repositórios copr assim como os PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Tanto nós do Diolinux, quanto a equipe do próprio Fedora não podemos garantir a segurança ou o funcionamento de qualquer copr. Use por sua conta e risco!

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Gostaria de deixar agradecimentos especiais ao Leandro Ramos que contribuiu grandemente com a criação deste conteúdo.

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OpenShot chega a versão 2.5.0 com grandes novidades

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Para quem faz edição de vídeo no Linux, sabe quem temos algumas ferramentas muito boas, como o Kdenlive, Shotcut, DaVinci Resolve e o OpenShot, dentre outras. Essa última recebeu um update grande e que trouxe muitas novidades para o editor.


 OpenShot chega a versão 2.5.0 com grandes novidades










Em anúncio feito no seu blog oficial o criador do OpenShot, Jonathan Thomas, veio com as novidades.




Agora tem o suporte de codificação e decodificação via hardware. A novidade ainda que em fase experimental, foi anunciada com bastante empolgação por Thomas, visto que nos testes dele, ele teve um ganho de 30 ~ 40% na hora de renderizar. Ele ainda agradece ao dev Peter M por lhe ajudar nessa implementação. Agora na hora de exportar o arquivo, você verá novas opções, se assim a sua GPU tiver suporte.




Outra funcionalidade que foi melhorada, foi o keyframe do editor. Ainda segundo a nota, quando algum projeto feito no OpenShot tinha muitos clipes ou clipes longos a performance ficava bem baixa. Mas isso foi mudado, com a reescrita do código e assim possibilitando que o sistema entregue valores dos keyframes interpolados em tempo real, agora pode-se gerar quase 100.000 valores interpolados antes só podia 1 valor.




Uma das coisas mais pedidas para o Thomas, era a possibilidade de exportação e importação de arquivos EDL e XML, formatos esses utilizados pelos editores Adobe Premiere e o Final Cut Pro.




Outras melhorias ou correções foram:

● Suporte ao Blender 2.8 ou posterior e melhoramento na detecção do executável dele;

● Correção e melhoramento ao suporte do formato SVG;

● Métricas desativadas por default;

Para conferir o post detalhadamente com as novidades, você pode acessá-lo aqui.

O OpenShot está disponível via AppImage e que você pode baixar através deste link, assim funcionando praticamente em todas as distros Linux.

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Como impedir um software de ser atualizado no Fedora

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Aprenda como fazer com que um programa fique “congelado” em uma versão, e seja ignorado pelo sistema durante as atualizações no Fedora.

como-nao-atualizar-um-programa-junto-com-o-sistema-no-fedora

A princípio, para alguns, pode parecer um pouco sem sentido. Por que alguém iria querer que um software não fosse atualizado? Mas a verdade é que fazer com que um programa seja ignorado durante as atualizações do sistema pode ser bastante útil em situações específicas para várias pessoas.

Muitas vezes um determinado usuário precisa continuar utilizando uma funcionalidade que está para ser removida nas versões futuras de um determinado programa, ou talvez a versão mais recente desse software esteja apresentando algum bug ou problema de incompatibilidade. Nesses casos, uma solução ao menos temporária seria instalar a versão anterior do software, que ainda funciona muito bem, e sem os tais problemas supostamente apresentados na nova versão.

Todavia, em alguns casos ao atualizar o sistema esses pacotes de versões antigas acabam sendo atualizados, o que acaba sendo inconveniente nessas situações. Para evitar tal comportamento, podemos fazer com que um ou vários pacotes sejam ignorados ao atualizar o sistema, e é este procedimento que aprenderemos a fazer agora.

O Procedimento


Primeiro vamos atualizar o sistema fazendo com que um, ou vários pacotes sejam excluídos apenas durante aquela única atualização, o procedimento deve ser realizado pelo terminal utilizando o comando abaixo.

sudo dnf update --exclude=<pacote>

Lembrando de substituir “<pacote>” pelo nome do pacote que você deseja que seja ignorado. Caso o alvo sejam vários pacotes, apenas escreva os nomes de todos os pacotes separados por uma “,” (vírgula), e sem espaços.

Agora vamos fazer com que um pacote seja permanentemente excluído da lista de atualizações. Para isso, vamos ter que editar um arquivo de texto localizado em um diretório que possui permissões de modificação concedidas apenas ao usuário “root”, por isso precisaremos acessar tal arquivo com um editor de texto aberto em modo “superusuário”.

Este procedimento pode ser feito via interface gráfica utilizando um editor de texto tradicional, como o “Gedit” do GNOME, mas para isso será necessário que você saiba qual é o nome do editor de texto que está usando, e qual o comando para chamá-lo. Se o seu editor de texto for o “Gedit”, tudo o que você precisa fazer é abrir o terminal e rodar o comando abaixo para executá-lo como “root”.

sudo gedit

Substituindo “gedit” pelo comando de inicialização do seu editor de texto, caso seja outro.

Para quem não sabe qual é o seu editor de texto, ou o comando para utilizá-lo, poderá utilizar um editor de texto via terminal chamado “Nano”, que vem pré-instalado em muitas distribuições Linux, e independe de interface gráfica. Mesmo assim, caso o “nano” não esteja instalado no seu Fedora, para instalá-lo é tão simples quanto copiar e colar o comando abaixo.

sudo dnf install nano

Por fim, tudo o que temos que fazer é abrir o terminal e rodar:

sudo nano /etc/dnf/dnf.conf

Na tela que apareceu, conforme a imagem abaixo, adicione uma linha com o conteúdo “exclude=<pacote>” (substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote que você deseja ignorar durante as atualizações).

editor-nano-/etc/dnf/dnf.conf-aberto

Agora simplesmente pressione “Ctrl + O” seguido de "Enter" para salvar as modificações, e então pressione “Ctrl + X” para fechar o editor Nano.

Feito isso, o software escolhido já não será mais atualizado junto com o restante do sistema. Para reverter o processo basta excluir a linha “exclude=<pacote>” do arquivo “dnf.conf” localizado em “/etc/dnf/”.

É importante deixar claro que um procedimento como esse deve ser feito apenas em casos de real necessidade, e com softwares que não estejam relacionados com a segurança ou o funcionamento do sistema. Por exemplo, é provável que não tenha nenhum grande problema ao utilizar um player de música desatualizado, mas a situação é bem diferente quando o assunto é um kernel.

A ideia por trás deste artigo é que você saiba que possui essa opção de funcionalidade, mas a mesma deve ser utilizada com responsabilidade. Em caso de dúvidas, antes de realizar o procedimento acesse o nosso fórum, abra um tópico e peça ajuda de outros usuários sobre o seu caso em específico. Não aconselhamos a sair mantendo pacotes desatualizados “à torto e direito”, então se o fizer, faça por sua conta e risco!

Aliás, já que estamos falando em Fedora, uma boa ideia é você continuar a sua jornada de conhecimento aqui no blog lendo um “super artigo” sobre como gerenciar programas e atualizações no Fedora. 😁

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Aprenda a gerenciar programas e atualizações no Fedora

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Aprenda de uma vez por todas a instalar e remover programas, manter o sistema atualizado, e adicionar e remover repositórios de terceiros no Fedora via interface gráfica e linha de comando.

gerenciamento-de-programas-softwares--atualizacoes-no-fedora

Antes de se aventurar nas informações contidas neste artigo, é extremamente importante que você saiba o que são “repositórios” e os “pacotes” no mundo Linux. Para obter tal informação tudo o que você precisa fazer é assistir ao vídeo logo abaixo, e após isso você certamente estará preparado para tirar o melhor proveito possível do conteúdo a seguir.


Manusear pacotes é uma das coisas que mais temos que fazer após instalar uma distro Linux. Seja através de instalações e remoções de programas ou atualizações do sistema. Isso é uma das coisas que mais “assustam” usuários iniciantes que estão pensando em testar uma distro de uma base diferente, pois poderá levar algum tempo até que essa pessoa se acostume com comandos e softwares diferentes para fazer as mesmas coisas. Eu mesmo já “cansei” de tentar rodar um “sudo apt install” no terminal do Fedora. 😁

Muitas vezes esse usuário acabou de chegar, por exemplo, no Ubuntu, vindo de um sistema operacional de fora da base Linux, como o Windows, e já está tendo que aprender um “punhado” de coisas novas. Então ao decidir testar uma distro de uma base diferente, como por exemplo, o Fedora, essa pessoa descobre que terá que reaprender várias coisas que havia acabado de aprender no Ubuntu.

Já presenciei vários usuários que ficaram um pouco infelizes ao descobrir sobre essas diferenças, mas lhes digo, essa é uma transição muito mais simples e fácil do que pode parecer aos olhos de usuários iniciantes.

E é com o intuito de minimizar ainda mais essa transição que decidi escrever este artigo, no qual abordarei os principais métodos de instalação e remoção de programas e atualização do sistema, via interface gráfica e terminal. E para começar, nada melhor que escrever sobre a distro que estou utilizando no momento, e tenho utilizado como sistema principal há cerca de um ano. O Fedora!

Mãos à obra!


Vamos começar falando sobre dois softwares que serão tudo, ou até mais do que você irá precisar para gerenciar pacotes via interface gráfica em qualquer derivação do Fedora. Trata-se do gerenciador de pacotes chamado DNFDragora, e da conhecida loja de aplicativos que muitos de vocês já devem ter utilizado, a GNOME Software.

Muitos dirão que o Discover do projeto KDE seria uma melhor opção para a Spin com o KDE Plasma do Fedora, e de fato o Discover também é uma excelente opção. Todavia, pretendo fazer com que este artigo possa ser utilizado em qualquer uma das spins (“spins” são variações do Fedora com interfaces gráficas diferentes), e a GNOME Software pode ser utilizada da mesma forma em qualquer variação do Fedora, e para que o artigo não fique demasiado longo e cansativo, hoje falarei apenas sobre ela. O que não me impede de escrever sobre o Discover em uma outra ocasião. 😉

Caso você esteja utilizando a versão padrão do Fedora, que utiliza o GNOME Shell, a GNOME Software já vem pré-instalada no sistema. Mas caso você esteja utilizando uma das Spins, basta procurar pela GNOME Software em qualquer loja de aplicativos, ou através do terminal com o seguinte comando:

sudo dnf install gnome-software

Uma vez instalada, a mesma poderá ser encontrada no seu menu de aplicativos sob o nome de “Programas”, conforme pode ser visto na imagem abaixo. O ícone da aplicação pode variar dependendo do tema de ícones que você está utilizando.

gnome-software-programas-fedora

RPM Fusion


Uma vez instalada a GNOME Software, o próximo passo será adicionar os repositórios RPM Fusion. Já fizemos um artigo sobre o RPM Fusion, no qual explicamos do que se trata, e também ensinamos a como instalá-lo. É recomendável que você leia aquele artigo antes de continuar com este.

Snaps


O próximo passo é habilitar o suporte à instalação de pacotes Snap. Caso você não saiba o que é “Snap”, este artigo irá certamente lhe dar um “norte”.

Para habilitar o suporte a aplicações Snap, apenas rode os comandos abaixo no seu terminal, na seguinte ordem:

sudo dnf install snapd

sudo ln -s /var/lib/snapd/snap /snap

Feito isso você já poderá instalar aplicações Snap no seu sistema. Softwares distribuídos em Snap podem ser encontrados na Snap Store, e o processo de instalação é extremamente simples. Após ter encontrado o aplicativo desejado, conforme mostrado na imagem abaixo, simplesmente clique em “Install”, copie o comando e rode-o no terminal. Reiniciar o sistema pode ser necessário a fim de assegurar que o Snap esteja funcionando corretamente.

Mais informações sobre os Snaps podem ser encontradas neste artigo, que mencionei anteriormente.

Flatpaks


O Fedora já vem com o Flatpak instalado por padrão, sendo que tudo o que é aconselhável que você faça agora é habilitar suporte ao repositório Flathub, que contém um vasto catálogo de softwares disponíveis. Para fazê-lo, simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Pronto, o seu sistema já está preparado para receber pacotes Flatpak do Flathub.

Para mais informações sobre pacotes Flatpak, e sobre como manuseá-los, acesse o artigo que escrevemos sobre o assunto.

Repositórios COPR


Os COPR são repositórios de terceiros nos quais são mantidos softwares que por quaisquer razões não podem estar nos repositórios oficiais do Fedora, algo semelhante ao que os PPAs são para o Ubuntu. Recentemente escrevi um artigo no qual falo sobre o que são os repositórios COPR, e também ensino a utilizá-los, em um artigo que também é um complemento a este.

Pacotes RPM


O “RPM” (extensão: .rpm), inicialmente significando “RedHat Package Manager”, hoje em dia sendo um acrônimo recursivo para “RPM Package Manager”, é o formato de empacotamento utilizado no Fedora.

Para aqueles com maior conhecimento na base Debian/Ubuntu, os “.rpm” estão para o Fedora assim como os “.deb” estão para o Debian, Ubuntu e seus derivados. Um grande número de desenvolvedores disponibilizam seus softwares empacotados em “.rpm”, e um bom exemplo é o Google Chrome, que na sua página oficial encontra-se disponível para download em dois formatos para Linux, sendo eles “.deb” e “.rpm”.

download-google-chrome-rpm-fedora

Pacotes RPM também são encontrados nos repositórios oficiais do Fedora, bem como no RPM Fusion e também nos repositórios COPR. Softwares baixados no formato “.rpm” podem ser instalados via interface gráfica de uma forma extremamente simples, semelhante aos “.deb”. Para fazê-lo basta ter a GNOME Software instalada, dar dois cliques sobre o arquivo, clicar em “Instalar” e digitar a sua senha.

instalacao-google-chrome-rpm-gnome-software

Mas é claro que, como tudo no Linux, a instalação desses pacotes também pode ser feita através do terminal. Para isso, primeiro abra o terminal no diretório em que está localizado o arquivo “.rpm”, e execute o comando abaixo substituindo “<pacote.rpm>” pelo nome do arquivo a ser instalado, incluindo a extensão.

sudo dnf install <pacote.rpm>

GNOME Software


Agora vamos fazer com que todos os softwares em Flatpak, bem como do RPM Fusion apareçam na GNOME Software. Primeiro encerre totalmente a GNOME Software, e então reinicie-a. Isso fará com que a mesma sincronize a lista de softwares disponíveis com os repositórios recém adicionados. Para encerrar a GNOME Software, abra o gerenciador de tarefas/monitor do sistema, encontre o processo “gnome-software”, clique com o botão direito do mouse sobre ele, e então clique em “Matar”. Caso seja da sua preferência, você também pode “matar” o processo da GNOME Software utilizando o comando abaixo:

killall gnome-software

Agora é só abrir a GNOME Software novamente, e aguardar os repositórios serem sincronizados. Feito isso, todos os pacotes do Flathub e RPM Fusion, bem como dos repositórios que já vem pré-ativados no Fedora já estarão disponíveis para serem instalados via interface gráfica através da GNOME Software.

notificacao-atualizacao-do-sistema-gnome-software

Também será possível atualizar o sistema através da GNOME Software, que também mantém atualizadas as aplicações instaladas via Flatpak.

Como pudemos conferir, a GNOME Software é uma “mão na roda”. Através dela podemos gerenciar a instalação e remoção de pacotes dos repositórios oficiais do Fedora, RPM Fusion, Flatpaks, pacotes “.rpm”, e também manter o sistema atualizado. Todavia, a GNOME Software não é capaz de exibir pacotes que não possuam ícones, e é para suprir essa deficiência que utilizaremos o próximo item da nossa lista, o DNF Dragora.

DNF Dragora


O DNF Dragora é um gerenciador de pacotes semelhante ao Synaptic, que funciona totalmente via interface gráfica, porém sem aquele visual moderno e atrativo de uma loja de aplicativos. Possuir um visual mais simplista e menos focado na estética não é necessariamente um defeito, uma vez que muitas pessoas até preferem que seja assim. O DNF Dragora é capaz de exibir pacotes de todos os repositórios oficiais do Fedora, bem como dos COPR e também do RPM Fusion, porém não exibe Snaps e Flatpaks.

dnfdragora

Com o DNF Dragora você pode pesquisar por pacotes utilizando filtros, tais como: “instalados, não instalados e por atualizar”. Além disso, também é possível pesquisar entre apenas nomes ou apenas descrições dos softwares. Na descrição de cada pacote, podemos encontrar uma breve introdução sobre ele, o repositório do qual o mesmo é proveniente, e alguns links relacionados ao software, como por exemplo a sua página no Github.

historico-de-transacoes-do-dnfdragora

O DNF Dragora também exibe um histórico de todas as transações feitas através dele, desde a sua data de instalação. Ao acessar “Preferências do usuário” no menu de “Opções”, e marcar a caixa de diálogo “Mostrar atualizações na próxima inicialização”, toda vez que for aberto o DNF Dragora irá exibir a lista de atualizações disponíveis, que poderão ser aplicadas com literalmente apenas dois cliques.

atualizacao-do-fedora-atraves-do-dnfdragora

Por fim, o DNF Dragora é de longe o meu software preferido para gerenciar pacotes e atualizações via interface gráfica no Fedora. O não suporte a Snaps e Flatpaks acaba não fazendo tanta falta, já que é extremamente fácil pesquisar e instalar apps utilizando tanto a Snap Store quanto o Flathub.

Linha de comando


Depois de ter aprendido a gerenciar pacotes, repositórios e atualizações via interface gráfica, chegou a hora de ligar o modo “hackudão”, para aprendermos a fazer as mesmas coisas via linha de comando.

O software responsável por fazer todo o gerenciamento de pacotes no Fedora é o DNF. Para os recém chegados, o DNF está para o Fedora assim como o APT está para o Ubuntu. Gerenciadores de pacotes via interface gráfica, como o DNF Dragora e a GNOME Software são nada mais que “front ends” para o DNF. Ou seja, ao clicar em “instalar” em um desses softwares, o que está rodando por “debaixo do capô” é na realidade um “dnf install”.

Começando pelo mais básico, o comando abaixo é utilizado para pesquisar por pacotes nos repositórios. Funciona basicamente como os campos de busca do DNF Dragora e GNOME Software, onde você substituirá “<pesquisa>” pelo termo que você deseja pesquisar.

dnf search <pesquisa>

Agora que você já pesquisou pelo pacote que deseja instalar, e já sabe qual é o nome exato do mesmo, para instalá-lo utilize o comando abaixo, substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote desejado.

sudo dnf install <pacote>

Suponhamos que você já não queira mais determinado pacote instalado no seu sistema, é extremamente simples removê-lo pelo DNF, veja:

sudo dnf remove <pacote>

Você já dominou a “arte” de pesquisar, instalar e remover pacotes via terminal no Fedora, então agora chegou a hora de atualizar o sistema! Caso você esteja vindo do Ubuntu, deve se lembrar de que lá existem dois comandos para atualizar o sistema, que são o “apt update” e o “apt upgrade”, que servem para respectivamente sincronizar os repositórios e efetuar a atualização.

No Fedora os repositórios são sincronizados toda vez que o DNF é utilizado. Sempre ao executar comandos para pesquisar, instalar ou remover pacotes, é como se o sistema executasse um “apt update” de forma automática, desta forma você sempre estará com os repositórios atualizados ao efetuar qualquer transação.

Tal característica pode tornar o processo alguns segundos mais lento, dependendo da velocidade da sua conexão, mas também o torna, de certa forma mais simples e eficaz. Assim, para atualizar o sistema no Fedora precisamos utilizar apenas um comando, que é o seguinte:

sudo dnf update

Este que falaremos a seguir é um comando muito útil, que por alguma razão não é conhecido por muita gente. Através dele você poderá obter detalhes sobre pacotes, como versão, descrição, tamanho, se está ou não instalado, página no Github ou site oficial, entre outras coisas.

dnf info <pacote>

Uma curiosidade é que também existe um comando equivalente ao “dnf info” no Ubuntu, o qual também não é conhecido por muitas pessoas. Trata-se do “apt show”. 😄

Quando você instala um software, geralmente são instaladas algumas dependências junto com ele. Ou seja, você instala um programa, mas para que ele possa funcionar corretamente outros softwares precisam ser instalados ao lado. Todavia, ao desinstalar esse mesmo programa, nem todas essas dependências são removidas, e é exatamente por essa razão que utilizamos o próximo comando.

O “autoremove” é responsável por remover todos aqueles que são chamados de pacotes “órfãos”, que são nada menos que dependências que foram instaladas, e já não são mais necessárias. Trocando em miúdos, são softwares que estão instalados por nada na sua máquina, apenas ocupando espaço em disco e nada mais. Para resolver esse “problema”, é recomendado de tempos em tempos executar o comando a seguir.

sudo dnf autoremove

Para fins de informação, um comando semelhante também existe no Ubuntu, que é o “sudo apt autoremove”. E também no Arch Linux, que é o “pacman -R $(pacman -Qdtq)” 😊

O comando seguinte é muito útil após ter sido removido algum repositório de terceiros, como por exemplo um COPR. Ao remover um COPR, muitos dos softwares que você havia instalado a partir do mesmo podem continuar instalados no seu sistema. Dessa forma, o que o comando abaixo faz é sincronizar todos os pacotes instalados no seu sistema com os repositórios atualmente ativos. Assim removendo ou fazendo downgrade de softwares provindos de repositórios já removidos.

sudo dnf distro-sync

Notas finais


E com isso chegamos ao fim do nosso tutorial sobre gerenciamento de pacotes e atualizações do sistema no Fedora. Espero que este conteúdo possa tornar mais fácil a vida daquelas pessoas que estão chegando no Fedora, seja vindas de outra distro Linux, ou até mesmo de outro sistema como Windows e MacOS.

É bem possível que eu venha a fazer mais artigos como este, sobre distros diferentes. Mas é claro que farei isso apenas se for interessante à vocês, leitores. Então digam-me se vocês tem interesse em mais artigos sobre outras distribuições seguindo esta linha. E se a resposta for sim, qual distribuição vocês querem que seja a próxima? Sinta-se a vontade para expressar as suas ideias nos comentários abaixo! 😁

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Manjaro lança página de busca de softwares com design moderno e intuitivo

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Manjaro cria um novo site com um visual moderno e intuitivo, para que usuários com todos os níveis de conhecimento possam consultar quais softwares estão disponíveis nos repositórios da distro.

manjaro-lanca-pagina-de-busca-de-softwares-com-design-moderno-e-intuitivo

Todas as principais distribuições Linux, como Ubuntu, Fedora, OpenSUSE, e várias outras, possuem páginas em seus sites oficiais dedicadas a consulta de pacotes. Estas páginas permitem que os usuários possam consultar nomes e versões de pacotes que estão disponíveis nos repositórios oficiais da distro, sem que seja necessário instalar o sistema.

É uma funcionalidade que ajuda bastante, e poupa muito trabalho em várias situações, como por exemplo, quando estamos pesquisando sobre qual é a distro que poderá melhor nos atender. Todavia, muitas vezes esses sites não possuem um visual bem acabado e atrativo, especialmente a usuários leigos. São páginas criadas para serem funcionais, mas não necessariamente bonitas ou intuitivas.

Podemos perceber que o Manjaro vem cada vez mais investindo em tornar-se um sistema mais viável para o maior número possível de usuários, dos mais variados níveis de conhecimento. A mais recente investida nesse quesito é justamente o Manjaro Application Discovery, que visa entregar aos usuários uma página com um visual moderno e simplificado para que estes possam consultar todos os softwares disponíveis para a distro.



O Manjaro Application Discovery foi recém aberto ao público, ainda está sofrendo algumas modificações, e é provavelmente por este motivo que algumas funcionalidades importantes ainda estão faltando. No dia em que este artigo está sendo escrito (10/02/2020), ainda não há a possibilidade de encontrar pacotes que não possuam ícones, e também não estão disponíveis algumas informações como tamanho e versão dos softwares.

manjaro-application-discovery-start-page-pagina-inicial
Página inicial do Manjaro Application Discovery no dia em que este artigo está sendo escrito.
Até o momento em que este artigo está sendo escrito, o banco de dados do site não conta com os softwares disponíveis em Snap, Flatpak ou no AUR. Os pacotes são exibidos em um layout de grade, com uma breve descrição e o link para o site oficial de cada software.

Já comentamos várias vezes aqui no blog, e até mesmo no nosso canal no YouTube, sobre o quão importante é o marketing para o sucesso de um produto. O novo site que está sendo lançado pelo Manjaro não é exatamente uma propaganda na sua forma mais tradicional, mas não deixa de ser uma forma de atrair a atenção dos usuários menos técnicos. Conforme já pudemos conferir com a adição do suporte a Snaps e Flatpaks no Pamac, o Manjaro sem dúvidas está dando passos importantes na direção de criar todo um ecossistema que facilite o uso, e seja atrativo aos usuários “comuns”.

E você, o quê pensa sobre as novidades apresentadas pelo Manjaro nos últimos dias? Diga-nos a sua opinião nos comentários abaixo!

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Como utilizar o Inkscape em modo Full Dark

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Utilizar programas, sites, ou até mesmo todo o sistema em modo escuro é algo que tem se tornado cada vez mais popular entre os usuários, e pode ser um grande alívio para os olhos de pessoas que passam várias horas trabalhando em frente ao computador. Veja agora como utilizar o Inkscape com um visual “full dark”.

como-utilizar-o-inkscape-em-modo-full-dark

O Inkscape é um editor de imagens e documentos vetoriais que pode ser utilizado desde o usuário mais amador, que utiliza o programa apenas ocasionalmente, até o mais profissional, que passa várias horas por dia utilizando o software. 

Muitos usuários acabam tendo dificuldades em configurar uma interface “full dark”, com os menus e também o “canvas” em tons escuros no Inkscape. Ao acessar a sessão “Tema” na janela de “Preferências” é possível alterarmos os temas da interface e também dos ícones, podendo inclusive selecionar temas escuros. Todavia, nessa janela de personalização não existe opção para alterar a cor do “canvas”, que continua branco mesmo após ter sido selecionado um tema “dark”.

inkscape-dark-mode
Visual do Inkscape após a aplicação do tema escuro, antes da modificação na cor do "canvas".
O quê nem todos sabem é que, sim, o Inkscape possui uma opção que permite ao usuário selecionar qualquer cor para ser utilizada como plano de fundo para o “canvas”. E é isso o quê vamos fazer agora!

O Procedimento


Primeiro vamos selecionar o tema que será aplicado na interface e menus do software. Para isso, no canto superior esquerdo clique em “Editar”, e em seguida em “Preferências”. Na janela que se abriu, na lateral esquerda, clique na seção “Interface” e então na aba “Theme”.

Conforme pode ser visto na imagem abaixo, selecione o tema dark da sua preferência. Caso o tema utilizado no seu sistema seja o mesmo que você quer utilizar no Inkscape, basta deixar a opção “Use system theme” selecionada. O tema de ícones também pode ser alterado, então caso necessário você também pode alterá-lo por aqui.

pagina-de-preferencias-de-temas-no-inkscape
Página de preferências de temas no Inkscape.
Mesmo após ter realizado esses procedimentos, o “canvas” ainda estará branco, porém todo o restante da interface já estará utilizando um tema escuro.

Agora para alterar a cor do plano de fundo do seu “canvas”, no canto superior esquerdo clique em “Arquivo”, e em seguida em “Propriedades do desenho…”. Na janela que se abriu, no canto inferior esquerdo você encontrará a seção “Pano de fundo”. Clique em “Cor de pano de fundo”, selecione uma cor de sua preferência, e lembre-se de setar o canal alfa para “0”, assim evitando que as suas imagens sejam exportadas com um fundo preto (ou de qualquer outra cor que você tenha selecionado).

pagina-de-propriedades-do-desenho-no-inkscape
Página de Propriedades do desenho no Inkscape.
Feito isso, nos resta apenas um passo.

Nesse momento a interface do seu Inkscape já deve estar de acordo com o tema que você selecionou, bem como o “canvas” já deve estar exibindo a cor que você escolheu. Para salvar as modificações como padrão, novamente clique em “Arquivo”, e então em “Salvar como”. Agora salve o arquivo no diretório “/home/<usuário>/.config/inkscape/templates/” com o nome de “default.svg”.

Caso você esteja utilizando o Inkscape na versão Flatpak, o arquivo de mesmo nome deve ser salvo em:

/home/<usuário>/.var/app/org.inkscape.Inkscape/config/inkscape/templates/”.

Pronto! A partir de agora toda vez que você iniciar o Inkscape o mesmo estará apresentando uma interface com um visual “full-dark”. Caso queira reverter o "canvas" para as suas cofigurações originais, basta excluir o arquivo "default.svg" previamente criado. 😀

inkscape-em-modo-full-dark
Inkscape em modo full dark.
Você tem o hábito de utilizar os seus softwares em “dark mode”? Já sabia como realizar esse procedimento no Inkscape? Conte mais nos comentário! 😁

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7 dicas para melhorar o seu Inglês através do seu computador

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Sabemos que o Inglês é a língua mais importante para o mercado de trabalho atualmente, e especialmente na área de tecnologia, entender e falar o idioma deixou de ser uma vantagem para ser uma obrigação. Hoje, iremos sugerir alguns hábitos que você pode mudar, que irão te ajudar a melhorar o seu Inglês.

Como aprender Inglês computador

De forma geral, aprendemos algo quando nos colocamos em constante contato com o nosso objeto de estudo. Se a intenção é aprender Inglês, é importante fazer com que qualquer lugar que você olhe, o idioma esteja presente, ou ao menos, em grande parte do seu dia.

Mudar o idioma do seu smartphone


Pode parecer algo simples, mas mudar o idioma do seu smartphone para Inglês pode trazer muitas vantagens. Primeiramente, estar exposto à língua traz familiaridade e te faz aprender novas palavras. E com a presença do Google Assistente no Android e a Siri no iOS, é possível realizar algumas ações falando apenas em inglês.

O Smartphone está presente na maior parte do dia de muitas pessoas, e se tudo o que você for observar estiver em Inglês (ou grande parte estiver em Inglês), isso vai te ajudar a se habituar.

Para mudar a linguagem do seu dispositivo Android para Inglês é bem simples: basta entrar nas configurações, ir na opção Sistema, selecionar Idiomas e entrada e clicar na opção Idiomas. Feito isso, basta clicar em Adicionar um idioma e na lista procurar por English e depois selecionar a região de sua preferência, como Estados Unidos, Austrália ou Reino Unido.

Deixe seu Smartphone em Inglês

Mudar o idioma do seu desktop


Além de mudar o idioma do smartphone, alterar no desktop aumenta ainda mais a exposição com à língua. Se você não passa tanto tempo assim no Smartphone, mudar o idioma do seu sistema operacional no computador pode trazer maiores resultado. Este processo pode variar conforme o seu sistema operacional ou interface, então busque as informações referentes a isso com o suporte do sistema que você usa.

Idioma do Ubuntu


No Ubuntu, por exemplo, para alterar o idioma, é bem simples: primeiramente no menu superior direito, clique no botão de Configurações . Feito isso, basta selecionar a opção Região & idioma, e na opção Idioma selecionar Inglês de acordo com a região desejada. Simples, não?

Outra forma de fazer isso seria pesquisando no menu por "Idioma", e a opção será exibida.

Praticar conversação


Praticar é a parte mais importante na hora de aprender o idioma, então para isso é muito importante perder a vergonha de falar. A parte complicada, é que, provavelmente você não tem algum fluente em casa para dialogar, e mesmo tenha, ainda assim, você vai acabar se habituando a falar com uma única pessoa, e é importante forçar um pouco mais, afinal, as pessoas falam de forma diferente e é importante entender e conseguir se comunicar com todos e não com apenas algumas pessoas.

Conversar com as pessoas sobre assuntos diversos em Inglês é o que te traz realmente a famosa “fluência”, ao menos quando nos referimos à troca de informações. Você pode usar a tecnologia para te ajudar com isso.

O Cambly é um site e aplicativo que conta com professores nativos de países de língua inglesa para todos os níveis, e muitos deles também falam Português, o que torna o processo ainda mais tranquilo.


Seleção de professores da Cambly
É possível praticar a qualquer hora do dia, já que o Cambly possui professores disponíveis 24 horas. Caso preferir, também é possível reservar um horário específico para a sua aula.

Disponível através da web e de aplicativos para smartphone, você pode treinar a qualquer momento e em qualquer lugar. Baixe o aplicativo para Android ou iOS e experimente.

Realizando um cadastro no Cambly com o código DIOLINUXBLOG você tem direito a uma aula inteiramente grátis para experimentar a plataforma. O Cambly também conta com aulas para crianças a partir de 3 anos através do Cambly Kids, e é possível experimentar uma aula de 30 minutos por apenas R$1,00!

Recentemente publicamos um vídeo no canal sobre essa temática e você pode conferir logo abaixo. Neste vídeo eu comento sobre como aprendi Inglês:


Ao experimentar o Cambly, percebi que existem muitas outras pessoas que estão em situações parecidas da minha, que precisam praticar com maior frequência a conversação. A interface do site é muito simples de utilizar, permitindo a pesquisa por experiências que você queira ter, como praticar conversação, praticar comunicação para apresentações mais formais, estudar hábitos e costumes de algum país ou local em específico.

Conversa dentro do Cambly
Norman and Dionatan - Cambly
Eu, por exemplo, procurei por pessoas da área de tecnologia, que eu sabia que teria mais em comum para conversar, como você pode ver no vídeo acima. As ferramentas disponíveis durante a conversa e também no pós, como a ferramenta de replay/review, são realmente importantes para te ajudar na experiência.

Corre experimentar o Cambly, não perde essa oportunidade!

Consumir conteúdos em inglês


Uma estratégia que vai te ajudar muito a aprender inglês é a de consumir conteúdos neste idioma. Pode parecer uma medida simples (talvez por ser simples muitos subestimem), mas, assistir a séries e filmes com legendas podem te ajudar a aumentar o vocabulário e se acostumar com a pronúncia da língua. Quando estiver mais confiante, mude a legenda para inglês também, até finalmente conseguir consumir sem legenda alguma.

That '70s Show


Tente assistir algo que você gosta muito e não vai se importar de rever algumas vezes, assistindo uma vez com as legendas em Português, depois com as legendas em Inglês e finalmente sem legendas, você acaba se aprendendo a compreender mais facilmente o que está sendo dito, além de aprender novas palavras e a sua grafia.

Ouvir músicas em Inglês


Ouvir músicas em Inglês também é uma ótima estratégia para aprender em casa (ou onde você estiver), o mesmo vale para podcasts. Para a melhor absorção da língua, acompanhe a tradução da música enquanto ouve. Isso vai deixar o seu vocabulário ainda mais rico!

Tradução do início da música "Patience" do Guns n' Roses


Inclusive, músicas em especial costumam ajustar o tom das palavras para que ocorram rimas eventualmente, ou tem algumas “licenças poéticas” e pronunciam as palavras ou conjugam verbos de forma "errada" propositalmente, então é bom ficar atento, no entanto, se você já for capaz de entender as músicas com facilidade, significa que a sua capacidade de ouvir e entender já está ficando aprimorada.

Quando você se sentir mais confiante com a língua, um ótimo exercício é pegar uma música e tentar fazer a tradução dela apenas ouvindo. Após isso, compare com a letra original e a tradução para ver o quanto você acertou.


Mude os seus games para Inglês também


Aposto que muitos de vocês aprenderam suas primeiras palavras em Inglês com games, mesmo na época que nem faziam ideia do que elas significavam realmente, mas aprenderam pelo contexto, por exemplo, que o “Start” começava uma partida, e o “Quit” fechava a aplicação.

Red Dead Redemption 2 com legendas em Inglês


Hoje em dia, especialmente games com história, possuem também legendas em Inglês, e você pode tornar o seu tempo de diversão ainda mais rico se praticar o idioma enquanto joga. Games, diferente de músicas, vão prover, geralmente, um contexto para as palavras, o que te ajuda a entender melhor as coisas.


Uma forma de se comunicar com o mundo


O que torna o Inglês realmente interessante para mim, é que ele é uma forma de você se comunicar com o mundo todo, ou ao menos, a maior parte dele. Através da comunicação você literalmente tem várias portas abertas para oportunidades de trabalho, lazer e educação, que, de outra forma, você não teria acesso pleno.

Apesar das vantagens claras, confesso que uma das coisas que me deixa mais satisfeito é entender o contexto das conversas nos conteúdos que assisto em Inglês, que são a maioria do meu dia, existem expressões e até mesmo piadas que não fazem o menor sentido ou nem tem a menor graça quando traduzidas, e não estou falando somente dos “tiras” nos filmes de ação, que aliás é um desses casos de tradução forçada.

Fica como uma curiosidade para você que nunca se perguntou sobre isso: A palavra Inglesa geralmente usada nestas circunstâncias é “cops”, que significa “policiais”, porém, “cops” é uma palavra muito rápida para ser dita e na hora de fazer a dublagem para o Português brasileiro, falar “Policiais” tiraria muito o “lip sync”, ou seja, a sincronia labial, por isso a palavra “Tiras” foi escolhida, mesmo que ninguém nunca tivesse ouvido ou usado. Felizmente hoje em dia é algo mais histórico do que realmente usado, mas isso é só um exemplo.

Aproveite as oportunidades e faça pequenos ajustes, isso vai te ajudar a ficar melhor no Inglês aos poucos.

See you later, folks!



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