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Debian 10 poderá vir com Wayland por padrão

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terça-feira, 14 de maio de 2019

O Debian é sem dúvidas uma das distribuições Linux mais famosas e adoradas pela comunidade. Seja por sua estabilidade monstruosa ou por ser a "mãe" de uma infinidade de distribuições. Conhecido por "ir com calma", o Debian é cauteloso na incorporação de novas tecnologias ao projeto. Entretanto parece que com o Wayland será diferente.

debian-10-buster-wayland-xorg-gnome-shell

Wayland é um compositor de janelas, digamos que graças a ele você consegue ver a interface gráfica. Seu antecessor, Xorg, é amplamente utilizado na maioria das distribuições Linux (Android e Chrome OS estão fora dessa lista), mas parece que o Wayland vem ganhando seu espaço.

Wayland no Debian 10


Ao contrário do sistema de inicialização systemd, o Wayland será adotado "quase que imediatamente" se levarmos em consideração o quão conservador o Debian é. O anúncio foi dado pelo engenheiro de software da Red Hat, Jonathan Michael Thomas, reportado no site JMTD.

A decisão final não foi arbitrária, e sim pautadas em duas questões.

O Debian Buster optou por trazer o Gnome-Shell como ambiente de desktop padrão (estão até reavaliando essa questão na versão Jessie do Debian);

A equipe do Gnome optou oferecer por default o Wayland, assim sendo, a equipe do Debian decidiu ir ao encontro com o posicionamento do Gnome. 

Outro motivo é devido a recursos da tecnologia e código de maior compreensão (e facilidade de manutenção).

Wayland maduro o suficiente?


Muitos afirmam que o Wayland não é estável o suficiente, e lotado de bugs. É evidente que o mesmo possui alguns problemas com softwares como o Synaptic e OBS Studio. Temos que considerar que com o Wayland muita coisa mudou, comparado ao Xorg, e é esperado algumas incompatibilidades. No entanto parece que estão trabalhando para compatibilizar o Wayland, ao invés de impossibilitaram o uso ou até mesmo retirarem dos repositórios (as aplicações incompatíveis que lá estão).

Como toda e qualquer nova tecnologia é necessário um "empurrãozinho" para sua adoção, quem sabe agora que mais sistemas Linux estão trazendo a sessão Wayland como padrão (o Fedora quem o diga 😜), a tecnologia evolua. Ou empresas como a Nvidia, comecem a dar atenção e compatibilizar seus drivers (No momento apenas o Nouveau funciona com Wayland, significando resumidamente: “Nadica de gameplays hardcores”).

E você o que achou sobre o Wayland vindo como padrão do Debian 10?

Que tal continuar esse assunto em nosso fórum Diolinux Plus?

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Linux ou GNU/Linux, um debate que não parece ter fim

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quinta-feira, 29 de março de 2018

Neste artigo eu não trato de ideais filosóficos para defender se o nome é Linux ou GNU/Linux. Na verdade eu nem estou aqui para defender nada; aqui trato de conceitos práticos, tanto tecnológicos quanto legislativos do porque não existe o minimo motivo para a obrigatoriedade do nome "GNU/Linux" como muitos amantes de Linux acreditam existir.

Linux ou GNU/Linux

Há uma briga enorme sem fim e desnecessária por parte da Fundação do Software Livre pela o direito de reconhecimento do nome GNU no Linux vindo a chamá-lo "GNU/Linux". Há até mesmo os que defendem que o nome é somente GNU (o que é menos logico ainda e pode ser conferido no vídeo). Mas o nome "GNU/Linux" é correto? De acordo com a lei, não.

Para começar o termo "Gnu/Linux" se torna errado uma vez que o nome "Linux" é uma marca registrada de Linus Torvalds (sim, Linux é um nome proprietário vindo Linus Torvalds a deter os seus direitos) e para utilizar o nome Linux em "GNU/Linux", a FSF teria que pedir a autorização expressa a Linus Torvalds para esse uso assim como fizeram e fazem a Red Hat, a SuSE, a IBM, o Debian, o Gentoo, o Funtoo, o Arch, o Ubuntu e todos. Não havendo autorização por parte de Linus Torvalds, há então o descumprimento da lei.

A maior alegação da FSF é o uso dos seus programas no Linux (o que as licenças criadas pela FSF não preveem a obrigatoriedade de anexar o nome GNU em todo e/ou qualquer programa desenvolvido por instituições ou empresas que fazem uso de sua pilha de software em seus projetos privados ou públicos). Além da lei, a alegação do uso dos programas do GNU não se torna um argumento relevante uma vez que não existe somente programas GNU no Linux (assim como a maioria dos que defendem GNU a ferro e fogo acreditam ser). 

A maioria dos programas presentes no Linux são do próprio Linux (como mostrei nos vídeos e artigos quatro pacotes que possuem conjunto de comandos que não são do GNU, procps, netkit e iputils; que são todos comandos do Linux e não do GNU. E se escavarmos mais o sistema, vamos encontrar bem mais coisas que não são do GNU). Sem o uso desses pacotes se torna impossível até mesmo instalar o sistema operacional ou até mesmo conectar-se à internet. Esses programas mencionados, se não são do próprio Linux, são desenvolvidos para serem usados no Linux (não no GNU); o que os tornam próprios para Linux (não para o GNU).

O que devemos ter noção também é que programas do GNU são passíveis de serem substituídos se a comunidade Linux achar interessante. Não existe vinculo obrigatório entre os dois projetos. E convenhamos, como mencionei no inicio do artigo, o nome "GNU/Linux" é complicado demais para uma marca e se torna confuso demais para os usuários novos de Linux. Faz com que eles percam tempo demais aprendendo coisas que se tornam desnecessárias e inúteis. Já se tornaram confusas no passado e continuam sendo até hoje.

Creio que o maior problema ao fazer referência ao nome é ignorar que para os padrões atuais do que é considerado um sistema operacional nem mesmo a junção do Kernel Linux e suas ferramentas em um sistema com ferramentas GNU, como o Bash ou outras, é abstrair o trabalho outros milhares de pessoas que produzem softwares que fazem parte do que chamamos de distribuição, como por exemplo as interfaces e softwares que o usuário comum realmente tem contato, como o KDE Plasma e as tecnologias necessárias para desenvolvê-lo.

O que agrupa sistemas como Chrome OS, Android, Ubuntu, Debian, Arch, Gentoo, SUSE, Slackware e tantos outros, assim como dispositivos de internet das coisas, relógios, e outros sob a mesma família de sistemas é o Kernel Linux e suas ferramentas intrínsecas, e não os softwares GNU que muitas vezes nem sequer estão presentes, ao contrário do Linux.

Há quem diga inclusive que até simplificar os sistemas chamando eles de "Linux" seja um equívoco também, visto que o nome do sistema é Chrome OS, Ubuntu, Linux Mint e por aí vai, fazendo jus ao agrupamento de software que engloba ferramentas que vão muito além do Kernel Linux e ferramentas GNU, que se formos observar, representam um percentual muito pequeno do tamanho das imagens dos sistemas. Lembre-se, ser licenciado em GPL não torna nada "do GNU", isso seria o mesmo que todo software que use a licença da Mozilla fosse , efetivamente, da Mozilla, o que não faz o menor sentido.

O que chamamos de distribuição é a junção de muitíssimos softwares, geralmente livres, e que em quantidade não são nem GNU, nem Linux, mas que juntos formam um sistema que as pessoas de hoje realmente podem usar, como o Debian por exemplo, que é distribuído geralmente com Kernel Linux e ferramentas GNU pelo sistema (assim como tantas outras) e que é tão modular que pode usar até outros Kernels, que não o Linux, e pode usar outras ferramentas de Shell, compiladores e outros mais, que não GNU, ou seja, não é GNU/Linux Debian, é Debian. Tanto que o nome foi alterado há alguns anos para evitar esse equívoco e não limitar o Debian somente a Linux e somente a GNU.

Isso pode ser considerado também um problema na ordem de importância. Use um pouco da sua imaginação.

Imagine que você você, em um lado do mundo desenvolve um novo motor para um carro, juntamente com os comentes básicos de funcionamento do mesmo. Do outro lado do mundo tem alguém que estava querendo fazer um carro completo, mas só tem tinhas algumas ferramentas básicas para o sistema, como volante, câmbio, portas, bancos, etc.

Seria correto essa pessoa utilizar o nome dela na marca de todos os carros que saírem com o seu motor e usarem o volante, bancos e câmbio dela? Em um primeiro impulso você pode até ficar na dúvida, a questão é que para fazer o carro do jeito que nos vemos hoje, ainda são necessários muitos outros componentes, faróis, rodas, estofamento, airbag, som, etc. Sendo assim, não seria tão justo quanto dar crédito a todas as pessoas criaram estes outros itens? No entanto você não vê carros que mostrar em seu nome as marcas dos fabricantes de cada componente ou da tecnologia que foi usada para fazê-los.

Purism lança campanha para criar um Smartphone GNU/Linux

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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Atualmente nós temos o Android, que é um dos maiores cases de sucesso do Linux em toda a história, porém, diferente do que convencionalmente se vê nos desktops, o Android é "apenas Linux" e não "GNU/Linux", por não utilizar o ferramental do projeto iniciado por R. Stallman, além é claro, de não se importar com a privacidade plena dos usuários, como o pessoal da Purism se propõem a fazer.

Librem Phone





O grande desafio da empresa Purism, que já é conhecida por criar computadores que rodam apenas software livre, é criar um aparelho funcional com um distribuição que não seja o Android, e sim um verdadeiro GNU/Linux, no caso, o próprio sistema deles, o PureOS.

Para realizar este projeto a Purism está tentando juntar 1,5 milhão de dólares através de um crowdfunding, sendo que caso o projeto realmente decole, teremos os primeiros aparelhos em 2019, custando a quantia estimada de 599 dólares.


A ideia é uma aparelho é trazer um bom hardware para os consumidores, porém, ele ainda não está fechado e pode sofrer alterações ao longo do tempo, a ideia inicial é um hardware mais ou menos assim:

- Tela de 5 polegadas
- CPU i.MX6 ou i.MX8
- GPU Vivante
- 3GB de RAM
- Slot para MicroSD
- Duas câmeras (frontal e traseira)
- Entrada para fone de ouvido p2
- 32 GB de armazenamento
- PureOS como sistema operacional

Até o momento não temos muita informação sobre qual será o mecanismos de funcionamento das aplicações e disponibilidade de aplicativos, porém, imagino que quem almeja um Smartphone deste tipo não pretende usar os Apps populares de hoje em dia.

Outra coisa importante é que o Smartphone terá criptografia ponta-a-ponta em ligações e mensagens, você pode saber mais sobre isso na página do financiamento coletivo.

Até a próxima!
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Um novo GNUGraf vem aí!

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segunda-feira, 27 de março de 2017

Quem mora do Rio de Janeiro e arredores, ou está disposto à viajar,  e adora fazer arte com Software Livre pode colocar no calendário algumas datas no próximo mês de Abril para participar do GNUGraf.





Neste ano o evento vai acontecer nos dias 21 e 22 de Abril na Puc-Rio – R. Marquês de São Vicente, 225 – Gávea, Rio de Janeiro. Neste evento são discutidos e mostradas as ferramentas livres para a criação de conteúdo gráfico digital.

Você poderá participar no evento de várias palestras sobre GIMP, Inkscape e vários outros softwares abertos e aprender ainda mais sobre eles ou ter o seu primeiro contato. Ainda temos alguns dias para o evento, então alguns informações ainda não estão no site, mas você poderá acompanhar todas as novidades e tirar as suas dúvidas acessando: gnugraf.org

Até a próxima!
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GNUGRAF - O evento para designers livres

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Existem várias iniciativas interessantes para a divulgação do Software Livre no Brasil, um dos mais interessantes é o GNUGRAF, um evento com foco em programas para design.






Segundo a página do projetoo GNUGRAF, é um evento de computação gráfica com Software Livre, sendo este o primeiro evento do tipo no Brasil. O evento é totalmente direcionado para profissionais da área de Áudio, Animação, Vídeo, Produção Gráfica e Design de Jogos.

Uma das filosofias do GNUGRAF é dar a oportunidade aos profissionais dessas áreas, demostrarem seus trabalhos, interagir com o público e trocar experiências com outros profissionais.

No site você encontra vários informações do evento, locais, palestras, palestrantes e até mesmo fotografias dos eventos passados. Em breve um novo evento estará acontecendo, acesse o site e fique ligado.
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13 frases épicas de Richard Stallman

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terça-feira, 31 de maio de 2016

Atendendo a pedidos no artigo "13 frases épicas de Linus Torvalds", estamos chegando a segunda edição desta série com o pai do projeto GNU e pioneiro do movimento do software livre, Richard M. Stallman, com uma seleção de frases feitas pela nossa equipe, que mostram de alguma forma o pensamento deste hacker excêntrico.





Richard Matthew Stallman, ou simplesmente RMS, é autor de opiniões e frases que causam polêmica na sociedade e no mundo da tecnologia, selecionamos aqui 13 de suas frases famosas:

1 - Liberdade não é escolher quem amar. É não amar ninguém.
2 - Livre não significa grátis. (Desambiguação da palavra "free" em Inglês).
3 - GNU é um único sistema operacional, Linux é apenas um dos seus núcleos.
4 - Se você vê alguém se afogando e sabe como para nadar, você tem o dever moral de salvá-lo, a menos que um deles seja o George Bush ou Aznar.
5 - Steve Jobs, o pioneiro em transformar computadores em prisões.
6 - Os governos (estados) devem investir em software livre para recuperar sua soberania.
7 - Por que você acha que a Microsoft dá cópias quase grátis do sistema operacional Windows para escolas e crianças? É como dar drogas que causam dependência, a primeira dose é grátis, depois de se tornar dependente, você tem que pagar.
8 - No momento acreditamos que ajudar (dando o código) um amigo é moralmente equivalente a atacar um navio. Eles nós chamam pirata.
9 - Qualquer decisão que conduz uma pessoa vem de valores e objetivos. As pessoas podem ter muitos objetivos e valores diferentes: fama, lucro, amor, sobrevivência, diversão e liberdade são apenas algumas das metas que uma boa pessoa pode ter. Quando o objetivo é para ajudar os outros tão  bem como a si mesmo, chamamos isso de idealismo.
10 - A prostituição, adultério, necrofilia, zoofilia, posse de pornografia infantil e até mesmo o incesto e a pedofilia ... deve ser legal, enquanto não forçar ninguém. Eles são apenas ilegais por causa do preconceito e mentes estreitas.
11 - Receber o Linus Torvalds Award como Free Software Foundation na LinuxWorld99  é quase como dar o prêmio Han Solo Award à Aliança Rebelde.
12 - Se valorizamos a nossa liberdade, podemos mantê-la e defendê-la.
13 - O futuro depende da nossa filosofia.
E você já conhecia essas frases de Stallman? O próximo capítulo será com frases de John McAfee, como vocês pediram, mas você ainda pode deixar a sua opinião. De qual outra personalidade da tecnologia você gostaria de ver um compilado de frases épicas? Deixe a sua sugestão e até a próxima!

Fontes das frases deste artigo: Magarciaguerra, es.wikiquote.org, tuxpepino, akifrases e stallman.org
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