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GNOME e sua estratégia de UX Design

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Recentemente postei aqui no blog Diolinux minha visão quanto ao tema “design no Linux”, seja nas distros ou aplicativos. Hoje trago um resumo e considerações de uma série de postagens de um dos principais designers do time de desenvolvimento GNOME.

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Saber onde almeja chegar é um passo importante para qualquer projeto. Afinal, se você não sabe onde é seu destino, qualquer lugar serve. Isso pode ser bom em alguns casos, porém na maioria esmagadora o resultado não é dos melhores. Design é passível de interpretação e pode ser considerado como arte. Obra-prima para uns, lixo para outros. Todavia, não podemos negar que exista uma lógica e um design por trás de projetos, como GNOME, KDE, Deepin, Elementary OS, entre outros. Não falo apenas de beleza, mas da experiência em que a pessoa terá ao interagir com o ambiente gráfico e seus programas. Simplificando grosseiramente, isso é UX Design. Não basta ser bonito, tem que ser o mais intuitivo e funcional possível. Se um software é mal construído, seus usuários irão ter uma péssima experiência de uso. Você gostando ou não, o GNOME possui uma lógica de funcionamento.

Membro da equipe de designers para desktop da Red Hat, um dos principais designers do GNOME, Allan Day, fez uma série de artigos informando os rumos e diretrizes de design em que a equipe do projeto quer tomar. Após a GUADEC (Conferência Europeia do Usuário e Desenvolvedor do GNOME) na Grécia, Allan decidiu criar as postagens explicando mais algumas experiências adquiridas e caminhos almejados pelo GNOME. Recomendo a leitura da primeira postagem, abordando seu aprendizado com a troca de experiências com outras pessoas na conferência.

Estratégia de UX para o GNOME


O contato com os mais diversos usuários e membros do GNOME possibilitou a criação de estratégias que potencialmente farão parte do GNOME UX. Esses objetivos são uma resposta a pesquisa analisada e que pode apontar o caminho do sucesso no mercado de desktops. Tudo isso subdividido em metas:

Sempre entregar qualidade 


Essa é a meta número 1, oferecer qualidade em todo ecossistema GNOME, incluindo a aparência e design do software e sem esquecer sua usabilidade e experiência do usuário. Melhor desempenho e solução de bugs, também são considerados como aspectos da UX. 

GNOME e a Nuvem


Aplicações em nuvem, a exemplos de apps em Electron e Progressive Web Apps. Poderão ser incluídos no sistema, junto a funcionalidades que integrem, quando possível, o GNOME com serviços já existentes.

Crescimento do ecossistema de apps GNOME


Um dos principais objetivos de uma plataforma como o GNOME é executar aplicativos, portanto, é lógico que o número e a qualidade dos apps oferecidos é crucial. O Flatpak permitiu a distribuição facilitada de muitos softwares, contudo há muito trabalho a ser feito em torno da plataforma de desenvolvimento de programas do GNOME.

Suporte a hardware moderno


Atualmente grande parte deste trabalho é feito pelas distribuições, entretanto outros aspectos, como suporte a alta definição, telas sensíveis ao toque, e muito mais estão sob responsabilidade do GNOME. Este trabalho é importante, pois segundo Allan em sua pesquisa, a escolha entre SO e hardware normalmente estão entrelaçados. Assim o GNOME precisa sempre suportar os mais recentes hardwares do mercado.

Priorizar e obter maior impacto 


Os recursos do GNOME são limitados, então priorizar e saber direcionar os recursos para seus devidos lugares é essencial para potencializar e impactar o máximo possível. Priorizar recursos utilizados em maior escala pelos usuários, em detrimento de funções pouco utilizadas, é a forma mais inteligente de aprimorar as features mais importantes para os usuários. Investimento no kit de ferramentas é uma questão que pode beneficiar todo um conjunto de apps que valem do GTK. Ao mesmo tempo, existe a necessidade de conversas e decisões que impactem um menor número possível de pessoas, dando maior atenção aos mais usados e em alguns casos, diminuindo a quantidade de software em detrimento da primeira meta, manter sempre a qualidade. Obviamente, que esse tipo de assunto deve ser tratado com delicadeza. Afinal, os recursos não são substituíveis em um projeto upstream como o GNOME, e os colaboradores podem e devem ser livres para trabalhar no que desejam.

Podemos observar que priorizar os recursos utilizados, na maior parte do tempo pelos usuários, e visar a qualidade é uma das diretrizes mais consolidadas nessa estratégia. Mas o que especificamente isso quer dizer? A seguir irei demonstrar alguns conceitos em que Allan disponibilizou, acreditando que o polimento de recursos básicos e essenciais é a chave para potencializar a melhora de experiência do usuário final.

Desbloquear e fazer login


Começando pela tela de desbloqueio/login que é no caso de muitos, o primeiro contato com o sistema. Muitas pessoas utilizam esse recurso o tempo todo, então podemos dizer que ele é o exemplo perfeito de feature a receber enorme atenção pelos designers do GNOME. A equipe vem desenvolvendo o UX, veja abaixo um mockup do recurso.

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Notificações


Outro ponto importantíssimo é a área de notificações do sistema, diariamente interajo com os diversos programas em meu sistema e receber e poder visualizar facilmente/intuitivamente as notificações, potencializa a utilização no dia a dia.

Segundo Allan Day, “A equipe de design tem revisado sistematicamente quase todas as partes do sistema principal do GNOME, com o objetivo de polir e refiná-las. Parte deste trabalho já chegou ao GNOME 3.34, onde você verá uma coleção de melhorias no estilo visual”.

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Menu e elementos da interface


Com projetos de um menu do sistema atualizado, que se destina e resolver problemas conhecidos de longa data. A equipe vem trabalhando em vários aspectos, por exemplo, as caixas de diálogo do sistema e muito mais. O menu do sistema também receberá novidades e melhorias de UX, “já fizemos algum trabalho experimental nessa área e estamos planejando desenvolver o trabalho de arrastar e soltar que Georges Stavracas realizou no GNOME 3.34”, diz Allan Day. Inclusive fizemos recentemente uma postagem com algumas novidades da versão 3.34 do GNOME.

Apps


Atualmente a equipe de design já dedica muito tempo em aplicativos essenciais, como Configurações, GNOME Software e o Nautilus. Seguindo este conceito de priorização, outros apps de uso básico, também foram analisados. Dois exemplos que Allan menciona, são: o visualizador de documentos e imagens. 

Segundo ele, “hoje, os visualizadores de documentos e imagens fazem seu trabalho razoavelmente bem, mas eles não têm refinamento em algumas áreas e nem sempre aparentam pertencer ao restante do sistema. Eles também carecem de alguns recursos críticos.”

Veja abaixo o mockup do visualizador de documentos.

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E um mockup do visualizador de imagens.

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Por este motivo foram criados designs atualizados usando os mesmos padrões visuais para esses softwares, para que pareçam pertencer um ao outro. Alguns recursos foram adicionados, a edição simples de imagem é um deles, algo que os usuários mencionaram. Existe a intenção de estender os planos para outros aplicativos básicos mais utilizados do GNOME, o editor de texto Gedit e o reprodutor de vídeos podem ser aprimorados.

Muitos outros aplicativos e partes do sistema estão sendo reestruturados, quando o assunto é UX Design, todavia Allan Day deixou claro que o foco da equipe são os mais utilizados e não faz sentido ele compartilhar outros sem esse nível de prioridade.

Plataforma de desenvolvimento 


Facilitar a vida do desenvolvedor GNOME é um ponto importante. Priorizar a plataforma de desenvolvimento faz com que cada aplicativo pareça ter uma melhor consistência visual, portanto, pode ser uma maneira extremamente eficaz de melhorar o GNOME UX. 

Novamente, essa é uma área em que a equipe de design vem realizando um grande esforço nos últimos tempos, principalmente em torno dos ícones do sistema. Além dos ícones outros aspectos do GTK estão sendo trabalhados, pois nem todos os widgets respeitam um mesmo padrão de design, dificultando em muitos casos a implementação de projetos de aplicativos GNOME, resultando em uma qualidade em que os designers não gostariam. Por tal motivo os designs do GNOME estão revisando cada um dos padrões de design do projeto, de modo a manter a melhor qualidade possível e que seja totalmente suportado.

“Queremos que cada padrão tenha uma ótima aparência, funcione muito bem e seja fácil para os desenvolvedores de aplicativos usarem. Até o momento, temos novos designs de menus, listas suspensas, caixas de listagem e notificações no aplicativo, e há mais por vir. Essa iniciativa está em andamento e precisamos da ajuda de desenvolvedores de plataformas e kits de ferramentas para concluí-la”, diz Allan Day.

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Recomendo a leitura da série de postagens do Allan Day, muita coisa esclarecedora pode ser obtida nessas matérias. Algumas declarações do mesmo em que gostaria de destacar são:

“O UX é mais que a interface do usuário: é tudo o que compõe a experiência do usuário. Como tal, o que apresentei aqui representa apenas uma fração do que seria necessário incluir em uma estratégia abrangente de UX”.

“Como um projeto aberto e upstream, o GNOME não tem controle direto sobre quem trabalha em quê. No entanto, é capaz de influenciar informalmente onde os recursos vão, seja por prioridades de publicidade, incentivando contribuições em áreas específicas ou acompanhando o progresso em direção às metas”.

Você pode ler a parte 1, parte 2 e parte 3 diretamente no blog do GNOME, caso queira maiores detalhes.

Gosto de ver toda essa movimentação e vai bem ao encontro da postagem que escrevi recentemente, toda essa estratégia só tende a beneficiar os usuários e aumentar a competitividade do desktop Linux no mercado. Obviamente que nem tudo são flores, e alguns encalços podem aparecer em meio ao caminho. Algo que poderia ser melhorado é a interação entre os usuários e desenvolvedores do GNOME, dando mais ouvidos aos utilizadores e quem sabe incorporando as extensões mais utilizadas no Shell nativamente.

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Fonte: GNOME.
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GNOME 3.34 lançado, confira as novidades

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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Depois de muito empenho ao desenvolver o GNOME 3.34, cerca de 6 meses, a nova versão de codinome “Thessaloniki” é anunciada. Para quem achou estranho o codinome, saiba que a cidade foi sede do evento GUADEC (Conferência Europeia do Usuário e Desenvolvedor do GNOME). Também conhecida por “Tessalônica”, é a segunda maior cidade da Grécia, sendo homenageada neste lançamento.

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Novos recursos, melhorias de performance, atualizações visuais para vários aplicativos e correções de bugs, são as novidades do GNOME 3.34, alguns destaques são:

Novo design nas configurações de “Plano de Fundo”, facilitando a seleção de wallpapers personalizados.

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O recurso tão aguardado e já abordado por nós, com um post detalhando tudo, é a possibilidade de criar pastas nativamente no menu do GNOME Shell. Agora basta arrastar o ícone de um aplicativo e soltar em cima de outro, para criar uma pasta. 

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Houve um aprimoramento na navegação web, o navegador do GNOME passa a manter processos em sandbox, com a capacidade de fixar guias e um recurso que permite bloquear anúncios através de filtros de conteúdo do WebKit. 

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O GNOME Boxes passa a suportar a inicialização de VMs a partir de imagens de CD/DVD anexadas. 

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Já o GNOME Jogos recebeu suporte para salvar múltiplos save states dos jogos. 

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Sua aplicação de música, o GNOME Músicas, enfim atualiza automaticamente a biblioteca de músicas. Além de receber o recurso Gapless playback (reprodução sem intervalos), compatível com um número massivo de formatos.

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Os programas GNOME Photos (Fotos), GNOME To Do (Tarefas) e Totem (Vídeos), receberam um redesign em seus ícones. O gerenciador de arquivos do GNOME, Nautilus (Arquivos), agora avisa ao usuário quando o mesmo tentar mover algum arquivo em um diretório protegido contra gravação. Quem não curte o atalho atividades, pode desativá-lo sem o auxílio de uma extensão de terceiros.

Essa versão está recheada de novidades, seja para o usuário comum ou desenvolvedor. Por exemplo, o Mutter passa a ter integração com o Sysprof. Mais fontes de dados foram adicionadas, facilitando a criação de perfis de desempenho em um aplicativo e diversas melhorias no Builder, incluindo um inspetor D-Bus integrado. Um prato cheio para desenvolvedores GNOME.

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Pessoalmente fiquei animado com várias coisas nessa versão 3.34 (algumas dispensarão o uso de extensões que sempre adiciono 😁️😁️😁️) e nosso querido desenvolvedor brasileiro do GNOME, Georges Stavracas, pontuou o que mais gostou com esse lançamento.

“Como usuário GNOME, o que está me deixando mais animado é o gapless playback no GNOME Músicas. Seguido do GNOME Jogos.

Como desenvolvedor, o que me deixa mais maluco é a integração do Mutter com o Sysprof. Está abrindo portas para todo tipo de melhoria, e isso porque só começamos”.

Veja abaixo o vídeo de lançamento do GNOME 3.34, um trabalho primoroso e muito bonito. Detalhe, feito com software livre, segundo informado pelo Georges em uma de suas lives desenvolvendo o GNOME em seu canal pessoal no Youtube.


A versão 3.34 pode ser obtida diretamente nos repositórios das distros (isso depende do sistema, nem todos irão receber essa versão), se preferir os programas podem ser instalados via Flatpak, basta pesquisar no Flathub. Outra alternativa é compilar o GNOME direto do repositório oficial do projeto, nada recomendado para novos usuários.


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Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: GNOME.
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PureOS tem versão estável lançada!

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Responsável pelo Librem 5, smartphone com Linux embarcado e laptops com o pinguim, a Purism anunciou o lançamento de seu sistema operacional. o PureOS é baseado em Debian e você já pode testá-lo.

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Com o lançamento próximo de seu smartphone Librem 5, que começa a ser enviado aos clientes a partir de 24 de Setembro, a empresa decidiu disponibilizar seu sistema operacional. Anteriormente apenas a versão rolling release estava disponível, enquanto a versão estável passava por diversos testes, até que a Purism tivesse a certeza que o PureOS tinha ficado maduro o suficiente. Com planos de entregar um sistema contínuo, em que você instala uma vez e vai recebendo atualizações indefinidamente e outro estável, o PureOS quer passar solidez e praticidade. Fica ao critério utilizar o PureOS estável ou rolling release. 

“Estamos fazendo o lançamento da versão estável do PureOS e criando uma nova versão rolling release. Além dessa versão estável, estamos adicionando dois pacotes complementares - amber-security e amber-updates - que trabalham juntos para criar uma versão sólida”, diz Jeremiah Foster, diretor do PureOS.

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Já fizemos algumas postagens sobre o PureOS e seu conceito que se assemelha muito a convergência, proposta pela Canonical (isso na versão mobile do SO). Acesse este link e saiba mais, também abordamos sobre o “PureBoot”, para maior proteção de computadores com Linux. Caso queira mais informações, acesse essa postagem.

Por se tratar de um sistema rolling release, a Purism informou que o PureOS continuará recebendo as atualizações, mesmo com a release estável. Todavia, a versão rolling release é recomendada para entusiastas e usuários avançados que desejem as últimas versões dos programas pré-instalados no sistema. Ao que tudo indica a versão estável será o foco para usuários finais.

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Além de ser baseado no Debian, o PureOS conta com o ecossistema GNOME em sua concepção.

Faça o download da versão estável por meio deste link, os mais “moderninhos” podem adquirir o contêiner do Docker, por aqui.

Lembrando que o PureOS não funciona em hardwares 32bits, para mais informações acesse seu site oficial.

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Purism, Softpedia.
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Unite - Extensão “Pixel Saver” compatível com Ubuntu 19.04

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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Pixel Saver é uma das extensões que sempre utilizei no GNOME Shell, para quem não conhece, ela é responsável por adicionar os botões das janelas (minimizar, maximizar/restaurar e fechar) na barra superior da interface. Convenhamos, ter duas barras e ocupando espaço em um monitor com baixa resolução é péssimo.

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Nas últimas versões do GNOME a extensão perdeu suporte e deixou de funcionar. No entanto, a dica de hoje é sobre um substituto de peso, que chega ser superior ao Pixel Saver. Estou falando a extensão “Unite”.

Caso esteja achando familiar essa palavra, saiba que justamente este é o intuito da extensão, tornar o comportamento das janelas ao maximizar semelhante à interface gráfica Unity 7. Veja abaixo o GIMP aberto, na esquerda sem a extensão habilitada e na direita com a extensão Unite.

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Algumas aplicações não funcionam perfeitamente em resoluções menores que Full HD, no caso do GIMP, preste atenção na barra de ferramentas. Sem a extensão ela é bem maior, pois se deixar na mesma espessura de quando o Unite está habilitado o programa perde a opção de maximizar.

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O ganho de espaço é nítida na minha resolução de 1366x766, ficar sem um complemento desses é inconcebível (em meu cotidiano). Obviamente, que as aplicações GNOME ou a maioria em GTK, são pensadas para possuir os botões das janelas na mesma barra, assim ao maximizar, não existe uma perda de espaço. Todavia apps que não foram concebidos com esse planejamento, ocuparão mais espaço em tela (ocasionando em duas barras, e quem não tem um monitor Full HD sofre).

Além de sua funcionalidade principal o Unite agrega outros recursos, dispensando outras extensões. Alterar o posicionamento das notificações do sistema e do relógio na barra superior. O comportamento dos botões das janelas na barra superior, como diversos temas para combinar com o que está utilizando nas suas aplicações (destaque ao Yaru, Arc, tema do Pop entre outros). A extensão é muito eficiente e se no passado sofria de eventuais bugs, atualmente não notei nenhum.

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A instalação é da extensão Unite é simples, e ela é totalmente compatível com o Ubuntu 18.04 e 19.04 (que são as versões do Ubuntu disponíveis na data deste post). Segue postagens para auxiliar os novatos, na instalação de extensões no GNOME.




Você pode instalar tanto pelo site ou loja do Ubuntu, conforme o primeiro link demonstra. O gerenciamento pode ser feito pela aplicação GNOME Tweaks (Ajustes), abordado no segundo link, e também pela loja do Ubuntu. No site GNOME Extensions, você pode averiguar a compatibilidade com a versão do GNOME Shell.

Mesmo sendo totalmente estável em meu uso diário, tenho que esclarecer que toda e qualquer extensão adicionada no sistema pelo usuário é de sua responsabilidade. Seja consciente e evite adicionar um “rio de extensões” em seu sistema (😉️😉️😉️).

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GNOME 3.34 e o refinamento do XWayland

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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

O GNOME 3.34, ao que tudo indica, será uma das melhores versões do GNOME desde muito tempo. Com diversas melhorias em sua performance e possíveis novidades em seu Shell. Mas, não acaba por aí…

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Além do refinamento na performance do GNOME Shell, a equipe responsável pelo GNOME vem implementando aprimoramentos a cada lançamento. Desta vez os usuários do Wayland receberão uma adição interessante.

Neste ano o suporte ao Mutter do GNOME para gerenciar um arquivo Xauth e delegar a requisição ao XWayland foi adicionado. Essa contribuição da gigante Red Hat, tinha como objetivo permitir que aplicações X.org/X11 fossem executados no XWayland com privilégios de super usuário. Até o momento, executar programas como “sudo” não era uma tarefa tão simples, porém, com essa adição de código para o GNOME 3.34 esse comportamento foi corrigido.

Assim o gerenciador de janelas do GNOME, o Mutter, recebe uma mudança significativa em seu código ao trabalhar com XWayland. Permitindo que um mesmo usuário local seja adicionado ao xhost e rode aplicações do Xclient como sudo no XWayland. As mudanças foram de autoria de Olivier Fourdan, atual Engenheiro de Software Sênior da Red Hat e criador do ambiente desktop XFCE.

A API gráfica Clutter, recebeu uma otimização em seu desempenho no Mutter. O Clutter é o responsável por acelerar as interfaces do usuário criadas com ela, por hardware, aproveitando de tecnologias como o OpenGL entre outros. A título de curiosidade o próprio GNOME Shell faz uso da API e outras aplicações. Essa foi uma contribuição de Niels De Graef, um dos desenvolvedores do GNOME.

O GNOME 3.34 está sendo desenvolvido com muito empenho e promete ser uma ótima versão, seja para usuários do Wayland, como de sessões Xorg. Seu lançamento está previsto para 11 de Setembro.

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Fonte: Phoronix, GNOME.
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GNOME está planejando trazer uma função que você sempre quis!

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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Uma das grandes verdades do mundo Open Source é que nada, nunca, está realmente pronto, mas não veja isso como algo ruim, isso simplesmente significa algo comum da própria vida, há sempre constante movimento para frente, modificações, melhorias, e isso é excelente! Com projeto GNOME, autor do GNOME Shell, interface utilizada na maioria das grandes distros Linux, não seria diferente, e o desenvolvedor brasileiro, Georges Stavracas Neto, nos conta em seu blog uma das novidades que pode estar chegando ao GNOME Shell, um App Grid com funções novas e mais ricas.

Drag n' Drop






A Dash, ou menu do GNOME, como muitos conhecem, é onde você encontra o grid de aplicativos instalados no seu sistema, é onde você pode explorar através dos ícones as aplicações, lança-las, ou adicioná-las à dock.

Como a maioria de nós, você está acostumado a usar um grid de apps semelhante ao do GNOME Shell no seu Smartphone, e em algum momento você pensou em arrastar um ícone sobre o outro nesse grid para criar pastas, ou simplesmente reorganizar conforme você gostaria, assim como você faz no seu Smartphone, e acabou percebendo que o GNOME Shell Vanilla não tem este recurso.

Nos temos um artigo aqui no blog sobre uma extensão chamada "AppFolders" que criava um recurso semelhante.

Ideias que vem de anos anteriores


Durante o "London UX Hackfest", ainda em 2017, os desenvolvedores e designers do GNOME estavam pensando em formas diferentes de organizar os elementos da interface do GNOME Shell.

Segundo Georges, "é muito interessante deixar os designers criarem conceitos sem considerarem limitações que as ferramentas do momento eventualmente possuam ou os tempos para a realização de algo, pois essa liberdade acaba gerando resultados maravilhosos!".

Dentre as sugestões da época, houve uma que acabou sendo implementa no Endless OS, mais ou menos da forma com que foi imaginada, que é justamente esse gerenciamento do grid de aplicativos.



O que temos agora não é exatamente a implementação que ocorre no EndlessOS, mas funciona de forma semelhante.

Georges comenta que passou as últimas semanas trabalhando um novo recurso de organização dos ícones das aplicações do menu do GNOME Shell, e os resultados iniciais me parecem animadores.

Neste primeiro exemplo, podemos ver que agora é possível criar pastas para agrupar os ícones dos programas, simplesmente arrastando um ícone sobre outro:



Repare que o nome da pasta recebe o nome da categoria em comum que as aplicações jogadas nela possuem. Ainda nos resta saber se será possível renomear as pastas livremente, o que deve ajudar na organização de forma geral. Como ainda é algo recente, as coisas podem mudar ao longo do tempo, até o lançamento, como o próprio desenvolvedor comenta no artigo.

O próximo exemplo nos mostra que é possível também mover os aplicativos para fora das pastas criadas, um comportamento esperado dentro deste tipo de situação, mas que assim como qualquer coisa que você use no seu computador, precisa ser programado e desenvolvido:



Quando uma pasta fica vazia ela é automaticamente apagada, para que você não fique cheio de pastas sem aplicativos presentes, um recurso muito inteligente.

No vídeo seguinte temos a demonstração do reposicionamento de ícones, permitindo que o usuário organize as aplicações como achar melhor:



A última demonstração, nos mostra que também é possível arrastar os ícones através das múltiplas páginas de aplicações que eventualmente você tenha.


Quando chegará ao GNOME Shell de forma oficial?


Você pode ler o artigo completo do Georges aqui, nele o desenvolvedor nos informa que podemos ver essa novidade no GNOME Shell entre a versão 3.34 (a próxima versão estável) e a 3.36, que é a versão estável seguinte. 

Se for possível adicionar o código antes do momento de freezing do GNOME Shell para o lançamento da versão 3.34, teremos o recurso em poucos meses nas principais distros, caso contrário, teremos de esperar um pouco mais. Stavacras finaliza agradecendo a empresa Endless Computers, que desenvolve o Endless OS, por apoia-lo na realização deste trabalho.

O que você achou da novidade? Ficou empolgado para testar? Comente no nosso fórum.

Até a próxima!
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Dash to Panel recebe update com melhorias e correções

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

A customização no mundo Linux é uma das coisas que mais atrai a galera que prefere ter o sistema com a “sua cara”, assim dando toques que podem torná-lo único. Para quem usa o Gnome-Shell, isso não seria diferente. 


Dash to Panel recebe update com melhorias e correções







Muitos não gostam da proposta do GNOME “puro” (Vanilla) ou das distros que modificam ele, como Ubuntu, ZorinOS, Pop!_OS entre outras. Umas das extensões que é mais usada para tal modificação, é a dash to panel. Extensão essa que unifica outras duas, a GNOME Shell Dash e o GNOME Top Bar, assim entregando todos os recursos dessas extensões em uma única barra.





As melhorias apresentadas na versão 20 do dash to panel, são:

● Fornecida uma variedade de estilos para as janelas de prévisualização, como o tamanho, preenchimento, opacidade, localização de botão, visibilidade do cabeçalho e estilo da fonte;

● Possibilidade de adicionar atalhos ao menu de contexto no botão de Mostrar Aplicativos;

● O Windows Preview tem a escala e tamanha de forma dinâmica nas thumbnails em vez de ter um tamanho fixo nelas.

● Opção para ocultar as opções dos aplicativos em execução

● Melhor compatibilidade com o Gnome 3.32

Para mais detalhes, você pode consultar a release deles aqui.

Por hora, a versão 20 ainda não foi liberada no Gnome Extensions, mas quando for, e se você estiver com a extensão instalada, vai receber o aviso de update.

Mas se você quiser testar antes, basta baixar o ZIP e extrair nesse caminho:

/home/user/.local/share/gnome-shell/extensions

Onde está o user, você coloca o nome do seu usuário do sistema. Depois, para gerenciar a extensão instalada, basta utilizar o “Ajustes”, caso não o tenha instalado, basta procurar na loja (Gnome Software ou Ubuntu Software).

Se você quiser instalar a versão 19, basta acessar a page da dash to dock no Gnome Extensions, e habilitar. 

Para instalar as extensões via navegador, você vai precisar do complemento para isso, possuindo versões para o  Chrome e Firefox. Se precisar de mais formas de instalação, basta acessar esse guia deles.

Temos um tutorial bem bacana feito pelo meu amigo Henrique, do canal OSistemático, de como personalizar o dash to panel.
Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Arc Menu ganha melhorias de desempenho e novas funções

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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Muitos que chegam no mundo Linux, em  grande parte estão utilizando alguma versão do Gnome, podendo ser a versão “Pura” (Vanilla) ou alguma modificação, como é feita pelo Pop!_OS, Ubuntu, ZorinOS e dentre outras distros. Uma das extensões usadas nessas modificações é o Arc-Menu, e na nova versão recebeu um update.

Arc Menu ganha melhorias no desempenho e novas funções





Na versão 30 do Arc-Menu, os desenvolvedores falaram que teve melhorias substanciais, como atualizações e alterações na base do código, assim melhorando a sua performance no sistema. Foi mencionado que houve uma melhora também na integração com o Gnome-Shell e o dash to panel.

Agora a pesquisa do Arc-Menu está com uma integração melhorada ao do sistema, com algumas bem interessantes, como:

- Integração com os aplicativos instalados;

- Com o gerenciador de arquivos (Files);

Teve adição do suporte para o dimensionamento em 4k, como também uma melhora no suporte para Wayland e x11.




Agora nas configurações do Arc-Menu, você pode habilitar o suporte para Dispositivos Externos e Favoritos. 



Habilitando essa opção, você terá acesso ao seu HD externo, Leitor de DVD/CD, HD secundário e aos FTP e SFTP por exemplo. Uma verdadeira mão na roda.

Como dito antes, agora tem uma melhor integração ao dash to panel, assim trazendo uma harmonização para quem usa as duas extensões juntas.


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Outra novidade, dentro ainda da parte de pesquisa, é a integração do Arc-Menu com as opções configuradas no sistema, que você acessa em Configurações > Pesquisa. Assim aparecendo tudo em um único lugar.


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Você pode conferir todas às melhorias com mais detalhes técnicos, acessando o GitLab do projeto.

Para ter acesso às essas novas funções e melhorias, precisa ter o Gnome 3.32. Tendo isso, basta acessar a página do Arc-Menu no Gnome Extensions e habilitar ele.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Novidades no GNOME 3.33.4

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O lançamento da próxima versão do Ubuntu está bem perto, o Ubuntu 19.10 está programado para 17 de Outubro e acompanhará o GNOME 3.34. No entanto, antes de sabermos as novidades da nova versão, o GNOME 3.33.4 é lançado. 

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A versão 3.33.4 não é um grande lançamento, como sugere seu número de versionamento, entretanto, as novidades e melhorias contidas nela, também estarão presentes na próxima versão 3.34.

Algumas novidades do GNOME 3.33.4


  • Melhorias no sistema de compilação de softwares, o Meson, para EOG e outros componentes;
  • GTK+ 3.24.10 compativél com o protocolo XDG-Output e várias correções.
  • Muitas melhorias no Gnome-Shell e seu compositor de janelas Mutter;
  • Mudanças no modo clássico do GNOME, desabilitando a visão geral do GNOME 3 e diversas modificações;
  • Agora o GMD mata a sessão do usuário ao parar o gerenciador de janelas;
  • O GNOME Boxes adicionou a opção de aceleração 3D em seu diálogo de propriedades. Incluindo suporte para o VirtIO-GPU;
  • Foi repaginada a caixa de diálogo do gerenciamento de calendários do aplicativo GNOME Calendar;
  • Grande parte do código do GNOME Music foi reescrito. A equipe de desenvolvimento do app vem trabalhando nas listas, no MPRIS e na capacidade de reproduzir músicas sem espaços;

Você pode acessar o código das mudanças desta versão por este link. Lembrando que esta versão é o último lançamento até o beta do GNOME 3.34.

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Fonte: Phoronix, GNOME.
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Integre seu smartphone Android com o Ubuntu via KDE Connect

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terça-feira, 23 de julho de 2019

O KDE Connect é muito popular entre os usuários Linux, seja no Plasma ou em outros ambientes gráficos, a ferramenta é indispensável para quem possui um smartphone Android.

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Antes de demonstrar o processo de instalação do KDE Connect, irei abordar algumas de suas principais features:


  • Indicador no painel que mostra seus dispositivos sendo, nome, status e bateria
  • Acessar os arquivos do smartphone via SFTP;
  • Enviar arquivos, URLs e SMS ao Android;
  • Encontrar o smartphone, mediante efeito sonoro;
  • Notificações no desktop Linux;
  • Apresentação de Slides remota;
  • Controle multimídia;
  • Executar comandos no Linux via app do KDE Connect no Android;
  • Controlar remotamente o cursor do mouse, com navegação a gestos (estilo touchpad de um laptop);
  • E muito mais…

Para o funcionamento do KDE Connect são exigidas alguns requisitos:


  • Possuir o KDE Connect instalado em seu sistema (instalado por padrão no Plasma);
  • Ter instalado o indicador do KDE Connect em outros ambientes gráficos que não seja o Plasma;
  • Possuir o app Android em seu smartphone;
  • Estar na mesma rede wi-fi (smartphone e pc);
  • Ter as devidas permissões e estar pareado (smartphone e pc).

Instalando o KDE Connect em sua distribuição Linux


O primeiro passo é baixar o app Android diretamente da Google Play, você pode pesquisar diretamente na loja, quanto acessar por este link.

Como mencionei anteriormente, o KDE Connect já vem por padrão no ambiente KDE Plasma, assim basta baixar a aplicação Android.

Para usuários da interface padrão do Ubuntu, o Gnome-Shell, existe uma extensão chamada GSCconnect. Pesquise por ela na loja e instale normalmente, com esse complemento o KDE Connect é instalado sem a necessidade de dependências em Qt.

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Caso utilize outra interface gráfica, que não seja o KDE Plasma ou Gnome-Shell, será necessário instalar o KDE Connect e o Indicador do KDE Connect. O último foi desenvolvido para integrar o KDE Connect com outras interfaces que não sejam o Plasma. O procedimento é igualmente simples, pesquise na loja por: “kdeconnect” e instale o KDE Connect. Seu indicador será instalado automaticamente como dependência do primeiro pacote. Antigamente era necessário adicionar um PPA (que o próprio desenvolvedor do KDE Connect afirma não estar atualizado e a procura de um novo mantenedor) ou via DEB. Atualmente nada disso é preciso.

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Configurando o KDE Connect


Após instalar o KDE Connect em ambos os devices, smartphone e PC, você terá que emparelhar os dispositivos. Abra o Indicador do KDE Connect (GSConnect inicia junto ao sistema) e no app do Android acesse o “menu hambúrguer” e clique em “Emparelhar novo dispositivo”. Se ambos estiverem na mesma rede wi-fi uma mensagem solicitando o emparelhamento aparecerá.

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KDE Connect e GSConnect possuem a mesma lógica de funcionamento e suas interfaces com opções semelhantes por exemplo, em comandos costumo adicionar 2 para gerenciar o volume do meu computador diretamente do smartphone (a imagem a seguir é do GSConnect).

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No app do Android você encontrará diversas opções, como: Enviar arquivos, Apresentação de slides remota, Controle multimídia (caso esteja reproduzindo um filme com o vlc, por exemplo), Executar comando (que você tenha configurado no PC) e Introdução de dados remota (um “mouse virtual”).

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Caso queira ver o KDE Connect em funcionamento, fiz um vídeo há algum tempo em meu canal OSistemático, atualmente utilizo o GSConnect, porém, a lógica é idêntica. Afinal, ele nada mais é que uma implementação gráfica para a interface Gnome-Shell. (No vídeo abordo como adicionar o Indicador do KDE Connect para iniciar junto ao sistema, no caso do GSConnect não existe essa necessidade).


Sem sombras de dúvidas o KDE Connect é uma aplicação que todo usuário de Android e PC deveriam ter, aliás, quem nunca quis ficar deitado e controlando o computador à distância (😁😁😁), mas claro que sua utilização pode ser bem mais interessante. Integrar as notificações do Android, responder as mensagens diretamente pelo computador, são detalhes que tornam a experiência bem prática.

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Grid de apps do Gnome pode receber novidades

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terça-feira, 9 de julho de 2019

Recentemente abordei uma funcionalidade que está sendo implementada no grid de apps do Gnome-Shell, na qual possibilita “arrastar e soltar” as aplicações nas pastas e melhorar a organização da interface. Parece que mais novidades possam aparecer, deixando mais rico a experiência de utilização do usuário.

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O time de designers do Gnome vem discutindo alguns refinamentos no grid de aplicações da interface, “aquele menu que lembra muito um menu de smartphone”, mesmo sendo um mockup a ideia é muito interessante. Alguns elementos seriam adicionados ao menu do Gnome-Shell, com opções para ver os aplicativos usados recentemente, com mais frequência, organizados alfabeticamente ou “custom”.

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Isso permitiria um nível maior de categorização das aplicações no shell, que além das pastas (poderemos criar nativamente num futuro, como no post em que mencionamos o recurso “arrastar e soltar”), e agora a possibilidade escolher entre um modo personalizado ou continuar na organização por alfabeto. Tornar a livre movimentação dos apps e pastas no menu, poderia deixar “mais com a sua cara”. Claro, que para os bagunceiros, essa possibilidade só deixaria tudo mais desorganizado (“os males da liberdade” 😁😁😁). você pode acompanhar tudo isso diretamente do gitlab do Gnome. Se a novidade sair “do papel” e virar realidade, creio que muitos usuários vão gostar.

Você utiliza Gnome-Shell? Está curtindo essas possíveis mudanças? Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

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"Arrastar e Soltar" apps para pastas, pode estar chegando ao Gnome-Shell

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terça-feira, 2 de julho de 2019

O Gnome-Shell não é conhecido por embarcar incontáveis recursos em seu ambiente, essa fama fica com o Plasma do KDE, muitas vezes sua simplicidade demasiada pode não agradar todo tipo de usuário. Seu menu de aplicativos é composto por uma grade de apps, e alguns estão em pastas, porém, o usuário não tem a liberdade de criar novas pastas ou adicionar apps as existentes (ao menos não por padrão).

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Parece bobagem dar foco a algo tão “trivial”. Afinal, são apenas pastas na grade de aplicativos. Por mais absurdo que isso pareça, o recurso é esperado há muito tempo. Será que agora vai? Aparentemente graças ao desenvolvedor brasileiro do GNOME, Georges Stavracas, o recurso “Arrastar e Soltar” de apps para pastas já existentes em outras interface, está chegando ao Gnome-Shell. Até o momento o que podemos ver no gitlab do Gnome são algumas funcionalidades planejadas, e outras “funcionando razoavelmente bem”. Veja logo abaixo uma demonstração, do canal baby WOGUE do recurso.


Arrastar e soltar apps em pastas


  • Mover aplicativos da grade para pastas (implementado);
  • Mover aplicativos de pastas para a grade de ícones (implementado);
  • Crie uma nova pasta ao passar o mouse no ícone de um aplicativo (em desenvolvimento).

Animações adicionadas


  • Escala nos ícones movidos para pastas (implementado);
  • Escala e ícone de posição ao passar o mouse (em desenvolvimento).

Infelizmente não é possível criar as pastas nativamente, apenas mover os apps. Provavelmente o recurso chegará ao Gnome-Shell 3.34 de forma oficial. 

Extensão para os “apressadinhos” (utilizo há tempos) 


O recurso ainda não chegou oficialmente ao Gnome-Shell, na real ele “até existe”, mas está bem “escondidinho” e nativamente ainda é bem complicado utilizá-lo. Como no Gnome-Shell as extensões podem “quebrar aquele galho” e caso você queira utilizar essa função, pode instalar a extensão Appfoldes management extension.

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Com ela você poderá criar pastas, adicionar e remover aplicativos de forma bem prática (como deveria ser por padrão 😉😉😉). Não sabe como adicionar extensões ao seu Gnome-Shell? Essa postagem é perfeita para você, um ótimo passo-a-passo.

Aprendi a gostar do GNOME, mas confesso que algumas opções seriam válidas. Compreendo a filosofia de minimalismo do projeto, no entanto, algumas coisas deveriam ser reavaliadas. Felizmente o Georges Stavracas vem fazendo um ótimo trabalho dentro da comunidade, e o GNOME aparenta estar mais aberto.

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