Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador KDE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador KDE. Mostrar todas as postagens

O desenvolvimento do Plasma Mobile está avançando, e cheio de novidades

Nenhum comentário

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Nas últimas semanas, os desenvolvedores que estão trabalhando no Plasma Mobile fizeram vários posts no blog oficial do projeto divulgando os aprimoramentos mais importantes que estão sendo feitos no software. Neste artigo faremos um apanhado geral sobre os avanços do Plasma Mobile nessas últimas semanas.

o-desenvolvimento-do-plasma-mobile-esta-avancando-e-cheio-de-novidades

O Plasma Mobile, como o próprio nome sugere, é um sistema operacional para dispositivos móveis, que encontra-se em desenvolvimento pela comunidade KDE. O objetivo do projeto é criar um sistema mobile que seja completo, seguro, e que devolva aos usuários o controle sobre a sua privacidade.

A ideia do Plasma Mobile, é assim como o Ubuntu Touch (sobre o qual já falamos neste artigo), de ser um sistema convergente. Que pode ser utilizado tanto no smartphone quanto no computador. Dito isso, vamos à primeira novidade.

Viabilizando a convergência


Vamos começar falando sobre o projeto “Kirigami”, que proporciona o desenvolvimento de interfaces gráficas tanto no mobile quanto no desktop, podendo possuir comportamentos variados conforme o propósito da aplicação. A ideia é criar um menu lateral que permitirá ao usuário abrir as diferentes páginas existentes dentro de cada aplicativo. No desktop será uma barra lateral, na esquerda, na qual estarão listadas as páginas disponíveis para o aplicativo que está aberto no momento. No smartphone o funcionamento será praticamente o mesmo, porém, ao invés de uma barra lateral, será um menu deslizável.

O vídeo abaixo é uma prévia de como será o comportamento desta funcionalidade.


Tornar o sistema convergente entre smartphone e desktop é um dos principais desafios do Plasma Mobile, e é algo que pode tornar o código do software extremamente extenso e complexo. Grande parte dos esforços estão focados em desenvolver essa convergência com linhas de código mais simples, tornando o sistema menos complexo, e assim economizando tempo e recursos.

Mudanças simples, que geralmente não terão impacto nenhum para os usuários, podem eliminar redundâncias desnecessárias. Uma dessas mudanças foi remover o sistema de configuração de contas de dentro do aplicativo de configurações, para o app “KAccounts”. O que permitirá que o gerenciamento de contas de usuário seja feito através da mesma aplicação, tanto no smartphone quanto no desktop.

Outra mudança que foi feita seguindo essa linha de raciocínio, foi incluir a página de informações do dispositivo no aplicativo de configurações, ao invés de mantê-la como uma aplicação à parte.

O gerenciador de notificações também sofreu mudanças, para que o mesmo software possa ser utilizado tanto no mobile quanto no computador. Apesar de ser exatamente o mesmo software, o mesmo é capaz de detectar quando está sendo executado em um smartphone, para que assim possua um comportamento condizente com dispositivos móveis.

Página de informações do dispositivo.

Melhorias nas aplicações


• O app “Peruse” (Leitor de comic books), sofreu modificações para torná-lo utilizável em monitores HiDPI;
• Modificações foram feitas no Plasma Angelfish (Navegador web) para que o mesmo possua uma melhor integração com o Kirigami;
• Agora o gerenciador de arquivos é capaz de selecionar arquivos múltiplos em vários diretórios diferentes;
• Uma nova funcionalidade permitirá ao usuário obter uma preview com informações básicas de arquivos de texto, imagens, áudio e vídeo, dentro do próprio gerenciador de arquivos;
• O editor de texto “Nota” agora possui a funcionalidade de abrir múltiplos arquivos de texto em abas diferentes;
• O aplicativo de músicas “vvave” sofreu várias melhorias. A barra lateral da playlist principal agora não se sobrepõe a menus e caixas de diálogo, como costumava acontecer anteriormente. Além disso, a aplicação também ganhou um novo visual de grade para exibir os álbuns disponíveis na sua biblioteca. Ainda sobre o player de músicas, agora ao tocar em uma faixa, a mesma é reproduzida imediatamente. Antes dessa modificação, ao tocar em uma faixa, ela era apenas adicionada à fila de reprodução.

Preview de arquivos, editor de texto com várias abas e gerenciador de arquivos com várias seleções.
Capturas de tela to player de música "vvave".

Melhorias no Shell


O “shell” é basicamente a interface com a qual o usuário interage enquanto está utilizando um sistema. O vídeo a seguir lhe dará uma visão mais clara sobre o que é o shell, e como ele funciona.


Continuando com as melhorias no shell, modificações foram feitas na “grade” de aplicativos, fazendo com que os nomes dos mesmos sejam exibidos em linha única, e com uma fonte menor. O painel superior também sofreu um “redesign”, e algumas correções de bugs. Ao redesenhar o painel superior, os desenvolvedores também alteraram o esquema de cores para a versão clara, ao invés do tom escuro utilizado inicialmente.

Grade de aplicativos e painel superior.
Citamos aqui várias melhorias, e muitas outras mais técnicas podem ser encontradas nos posts originais (em inglês), feitos pela equipe de desenvolvimento do Plasma Mobile.

Fico realmente feliz em ver todo o empenho que está sendo posto no desenvolvimento do Plasma Mobile, e também todos os excelentes resultados que estão sendo obtidos. Todavia, assim como no caso do Ubuntu Touch, penso que as possibilidades do Plasma Mobile ser utilizado em grande escala são mínimas. As razões para isso são várias, como por exemplo, a baixa disponibilidade de apps quando comparado com o Android. Também existe o medo da mudança por parte dos usuários, e todo um esforço para reaprendizagem, que acredito ser uma característica da maioria das pessoas.

Mesmo assim torço pelo progresso e desenvolvimento do sistema, e assim que tiver um smartphone sobressalente, irei testar o software.

Você já conhecia o projeto do Plasma Mobile? O que você pensa sobre o futuro de projetos como este, e também o Ubuntu Touch? Conte-nos a sua opinião nos comentários.😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus!

Isso é tudo pessoal!😉


Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Os trilhos que guiarão o desenvolvimento do KDE nos próximos anos

Nenhum comentário

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

É difícil acontecer de ficarmos muitos dias sem postar algo sobre o projeto KDE. Felizmente para todos nós, este é um projeto muito grande e consolidado, utilizado por muitos, e em constante desenvolvimento. Recentemente a equipe divulgou em seu site oficial quais são os três principais objetivos nos quais se baseará o desenvolvimento do projeto nos próximos anos.


Ter objetivos estabelecidos é algo essencial para se manter um desenvolvimento constante e bem direcionado. O trabalho simplesmente não funciona se não for de forma organizada, e focada. As áreas nas quais a comunidade KDE gostaria de se aprimorar, e as novidades que gostaria de implementar são muitas, mas o pessoal e os recursos são limitados. Sendo assim, a melhor forma de manter o projeto evoluindo é direcionar os esforços para pontos específicos, e concentrar-se em aperfeiçoar apenas algumas coisas de cada vez.

Se você for um usuário recém chegado ao mundo Linux, e ao KDE, talvez você não saiba que o projeto KDE vai muito além da sua interface gráfica, o Plasma Desktop. A comunidade KDE mantém centenas de projetos diferentes, indo desde “simples” plugins e widgets de hora e data para o painel, até programas de conversão de áudio, edição de vídeo, e toda a complexidade do Plasma Desktop.


Manter todo esse trabalho avançando de forma organizada com certeza não é tarefa fácil, e é justamente por isso que durante os próximos dois anos todo o trabalho da equipe será feito tendo em mente os seguintes objetivos:

KDE Apps


Conforme mencionado anteriormente, o projeto KDE mantém uma ampla gama de aplicativos. Um dos principais objetivos para os desenvolvedores nos próximos anos é aprimorar o “look and feel” desses apps. A equipe do KDE destacou no post oficial que o design de muitos desses aplicativos serão retrabalhados à fim de deixá-los com uma interface mais organizada, o quê deve tornar o uso destes aplicativos mais fácil para novos usuários. 

Talvez essas mudanças melhorem um aspecto que tem sido alvo de críticas por parte dos usuários há muito tempo, que é o fato de os aplicativos KDE exibirem uma quantidade “exagerada” de opções e funções, tornando as coisas um pouco, ou bastante confusas para os usuários. Também será trabalhado na aparência e no comportamento de aplicativos que utilizem abas, menus de hambúrguer, e barras laterais.


Outro objetivo é eliminar, ou ao menos diminuir a fragmentação de aplicativos. Ou seja, se atualmente o projeto mantém dois ou mais players multimídia, passará a manter apenas um. Dessa forma os desenvolvedores poderão concentrar seus esforços em apenas um ou dois softwares em cada segmento, dependendo da necessidade, e assim torná-los melhores e mais completos.

Mas é claro que não serão apenas melhorias visuais, certamente também podemos esperar por aprimoramentos “debaixo do capô”. Como melhorias no empacotamento, correções de bugs e ajustes de performance.

Falando em KDE Apps, vocês sabiam que uma das melhores ferramentas existentes para conectar o seu smartphone ao seu computador é mantida pelo projeto KDE? Se você não conhece o KDE Connect, com certeza deveria! 😁

Suporte ao Wayland


Aprimorar o suporte ao Wayland é um dos principais objetivos da comunidade KDE. Segundo a equipe, o Wayland se encaixa perfeitamente na filosofia do projeto de criar um produto funcional, leve e bonito, sempre com as tecnologias mais recentes e que ofereçam a melhor performance possível.

Se você não sabe o que “raios” é Wayland, o vídeo abaixo com certeza irá te dar uma luz.



Embora seja uma prioridade, os desenvolvedores dizem que a total implementação do Wayland não é algo que ocorrerá do dia para a noite. Muitas coisas podem “simplesmente” ser modificadas e compatibilizadas para que funcionem com o substituto do X.org, porém, outras precisam ser reescritas do zero. O que demanda muito trabalho e recursos.

Nesse quesito, os esforços estarão focados primariamente em compatibilizar o Kwin, Plasma, e KDE apps, mas a comunidade KDE também pretende colaborar diretamente com o desenvolvimento do próprio Wayland o máximo possível.

Consistência


Trata-se de criar novos apps com interfaces gráficas semelhantes, que façam parte de um todo. Bem como modificar o layout das interfaces dos aplicativos já existentes para que todos fiquem com um aspecto visual coerente. Algo muito semelhante ao que, por exemplo, o projeto GNOME, e a equipe do Elementary OS já vem fazendo há bastante tempo.

A ideia é tornar os sistemas que utilizam o KDE Plasma e os KDE apps mais fáceis de usar. Ao aprender a utilizar um software, o usuário já saberá, ou ao menos terá uma boa noção sobre o funcionamento dos outros. Já que todos eles compartilharão dos mesmos padrões de design, assim tornando-os mais fáceis de se aprender e dominar.

Além disso, manter um padrão visual entre as aplicações KDE também fortalecerá a marca. Já que os aplicativos poderão ser reconhecidos como provindos do projeto KDE apenas com um olhar.

Todavia, essas mudanças trazem benefícios além do visual ou de UX Design. Aplicativos com aspectos visuais seguindo um mesmo padrão diminuem a quantidade de códigos e desenhos redundantes, assim mantê-los torna-se mais fácil e menos trabalhoso. Por exemplo, se antes era desenhado um botão de salvar para cada aplicativo, agora o desenho de um único botão de salvar poderá ser utilizado em vários aplicativos diferentes.

Com isso, também será reduzida a dificuldade e carga de trabalho ao desenvolver novos softwares. Já que muitas linhas de código e designs de interfaces poderão ser reaproveitados de uma aplicação para a outra.

Já faz algum tempo que tenho utilizado apenas o GNOME Shell como minha interface principal, mas sempre fui, e continuo sendo um admirador do projeto KDE. Aliás, esse é o lado bom desse mundo do software open source, existem tantos produtos excelentes, que geralmente não somos capazes de utilizar todos. 😅

Aliás, se você é usuário do KDE e gosta de deixar o sistema com a “sua cara”. Temos um vídeo realmente completo que vai te deixar muito bem encaminhado, quando o assunto é personalização no KDE Plasma.


Você curte o ecossistema KDE? O que pensa sobre as orientações que o projeto está tomando para seu desenvolvimento futuro? Conte-nos a sua opinião nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉

________________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

KDE Plasma 5.17 lançado! Muito mais rápido e responsivo

Nenhum comentário

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

O Plasma é o ambiente desktop do projeto KDE, cheio de recursos e cada vez mais personalizável. Sua equipe de desenvolvimento sempre está implementando novas funcionalidades e otimizando a DE, e eis que sua nova versão tem data de lançamento marcada.

kde-plasma-5.17-linux-de-ambiente-interface-gráfico-qt-software-livre-open-source

Recentemente falamos sobre o desenvolvimento da versão 5.17 do Plasma, você pode acessar por este link, entretanto as novidades não acabam por aí. 

Além de recursos, como a chegada do Night Color no X11 (projetado para reduzir distúrbios causados pela exposição excessiva à telas brilhantes), redesenho de várias partes do ambiente desktop, ajustes no Discover, entre outros já apresentados na postagem no link acima. Mais correções e refinamentos foram empregados nesta nova versão.

O KDE Plasma é considerado por muitos como uma das mais rápidas DEs, disponíveis atualmente no mercado, e que sabe dosar entre utilização do hardware features. Agora o sistema passa a ser ainda mais veloz, pois a equipe converteu os scripts de inicialização do Bash para o C++, possibilitando uma execução simultânea.

A compatibilidade com o Wayland vem sendo trabalhada, aprimorando o gerenciamento de configurações de vários monitores e introduzindo o redimensionamento fracionário. Com isso as dimensões de todos os elementos em tela serão adaptados, e tendo melhor aparecia em monitores de altíssima resolução (HiDPI). 

O vídeo a seguir mostra uma breve apresentação das novas funcionalidades da versão.


O Plasma 5.17.0 foi lançado no dia 15 (terça-feira), mas já tem data prevista para os próximos lançamentos. 

• Data de lançamento: 22 de outubro — Plasma 5.17.1;
• Data de lançamento: 29 de outubro — Plasma 5.17.2;
• Data de lançamento: 12 de novembro — Plasma 5.17.3;
• Data de lançamento: 3 de dezembro — Plasma 5.17.4;
• Data de lançamento: 7 de janeiro — Plasma 5.17.5.

Lembrando que essa versão é de curto prazo, portanto apenas 5 atualizações de manutenção serão lançadas.

Para mais informações acesse a postagem do desenvolvedor do projeto KDE, Nate Graham.

Você utiliza KDE Plasma? Sem sombra de dúvidas é uma das DEs mais poderosas, seja no mundo Linux ou fora dele.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎



Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Novidades previstas para o Dolphin e outros KDE Apps

Nenhum comentário

terça-feira, 8 de outubro de 2019


O Dolphin é provavelmente o gerenciador de arquivos mais completo do mundo Linux. E parece que para os desenvolvedores do KDE, ainda não é o suficiente. Recentemente foi divulgada uma lista com aprimoramentos e novas funcionalidades a serem implementadas no Dolphin, bem como algumas correções em outras aplicações na versão 5.18 do KDE.


As novidades no Dolphin


Agora ao clicar e segurar nos botões de avançar e retroceder, será exibida uma lista dos diretórios acessados. Algo semelhante ao que acontece nos navegadores.
O painel “Locais”, localizado na lateral esquerda do Dolphin, agora substituirá o antigo painel “Salvo recentemente”. Que, ironicamente, não exibia arquivos salvos a um período muito curto de tempo.
Nas configurações do Dolphin será possível escolher entre todas as opções possíveis para se trabalhar com arquivos executáveis.

Implementações em outros KDE apps


Os softwares Kate e Okular, incluindo as suas versões da Windows Store (sobre as quais já falamos neste artigo), acabaram de receber a correção de um bug que fazia com que os mesmos exibissem linhas horizontais na tela ao serem executados em monitores com resolução em escala fracionada.
Corrigido erro ao utilizar os paineis integrados do Konsole (emulador de terminal do KDE) no Kate e em outros apps, ao utilizar dois monitores em Hi-DPI.
A página de configurações do sistema agora possui uma interface escalável mais fracionada
O visualizador de documentos Okular agora memoriza configurações de zoom, barra lateral e visualização, individualmente para cada documento.
Gwenview e Spectacle agora possuem barras deslizantes para ajustar a qualidade de salvamento de imagens em JPEG.

A versão 5.18 do Plasma será lançada apenas em fevereiro. Porém, algumas das implementações para os KDE Apps já estarão disponíveis aos usuários em dezembro. O dia exato ainda não foi revelado.

Você está ansioso por alguma dessas funcionalidades no KDE? Ou está esperando por alguma que ainda não foi anunciada? Conte-nos nos comentários.


Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! :)

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Kate e Okular na Windows Store, e portabilidade de softwares

Nenhum comentário

quinta-feira, 3 de outubro de 2019


Um dos temas mais recorrentes entre usuários e criadores de conteúdo do mundo Linux, é a portabilidade de softwares nativos de Windows para o sistema do Pinguim. Hoje abordaremos o mesmo assunto, só que ao contrário.

kde-kade-okular-windows-store-portabilidade-de-softwares

O editor de texto Kate, e o leitor de documentos Okular, ambos provindos do projeto KDE, foram disponibilizados na Windows Store. Respectivamente nos dias 12/09 e 20/09 deste ano (2019). Uma ótima notícia para pessoas que gostam dos softwares, mas preferem ou precisam utilizar Windows.

Muitas vezes uma pessoa utiliza um sistema operacional, não por gostar do sistema em si, mas por que precisa utilizar ferramentas que estão disponíveis somente para aquele único sistema. Isso realmente acaba sendo um problema, pois tira, ou dificulta muito a possibilidade de escolha.

Muitas vezes, quando um software de Windows ou MacOS não possui versão para Linux, existe outro software equivalente disponível de forma nativa no sistema do Pinguim. Porém, em um caso no qual a pessoa depende daquele software proprietário, disponível apenas em uma plataforma para trabalhar, produzir e ganhar a vida, fica realmente muito complicado substituí-lo por outro equivalente, e ter que reaprender a fazer o mesmo trabalho de maneira diferente.

Mais complicado ainda é quando essa mudança precisa ser feita em uma empresa, não com uma pessoa apenas, mas sim com várias. É claro que esse tipo de mudança é possível, tanto que já foi feita muitas vezes, por muitas pessoas, empresas e até órgãos públicos. Todavia, enquanto uma mudança desse nível é feita, é muito comum ocorrer queda na produção da empresa ou da pessoa que está se adaptando a aquela nova ferramenta. Como todos nós sabemos, queda na produção é sinônimo de prejuízo. Por isso, ao praticar uma mudança dessas, cabe aos responsáveis decidirem se os prós serão maiores que os contras.

É por isso que portes como os do Kate e Okular são muito importantes para que o usuário realmente tenha uma liberdade de escolha. Imagine que bom seria se uma pessoa pudesse escolher qual sistema operacional utilizar, sem ter que se preocupar com compatibilidade de ferramentas. Baseando a sua escolha apenas nos sistemas em si.

Nós, usuários Linux, frequentemente abordamos o assunto de portabilidade de outras plataformas para a que utilizamos. O que é perfeitamente normal, já que estamos visando o crescimento dos sistemas que utilizamos. Mas nem sempre discutimos sobre portar os nossos softwares para outras plataformas.

Na minha opinião, liberdade, e o melhor para todos, seria se pudéssemos utilizar o computador para lazer, ou fazer o nosso trabalho utilizando a ferramenta que quisermos, no sistema que quisermos. Mas isso é, provavelmente, apenas um pensamento utópico da minha parte.

E você, o quê acha sobre tudo isso? Para você, deveríamos manter os “nossos” softwares compatíveis apenas com Linux? Ou você concorda que quanto mais softwares multiplataforma existirem, independente do seu sistema de origem, melhor para todos? Diga-nos a sua opinião nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉


_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

Projeto KDE migra para o GitLab

Nenhum comentário

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O KDE é uma das maiores comunidades e projeto de código aberto da atualidade, contando com mais de 2600 colaboradores ativos. Com o intuito de oferecer um ambiente gráfico completo, seja com as inúmeras features do KDE Plasma ou as dezenas de aplicações e suas configurações disponíveis. O KDE parece seguir uma linha de pensamento em sempre ouvir seus desenvolvedores e usuários, talvez, daí tenha partido o intuito da migração para o GitLab.

kde-plasma-qt-gitlab-deveops-developer-desenvolvedor-linux-interface-apps-open-source-software-livre

Alguns aspectos foram analisados antes da decisão, aliás mudar uma gigantesca base de código para outro serviço não deve ser uma tarefa fácil. A mudança não seria ao acaso também, alguns objetivos estavam em mente, este seriam:

  • Infra-estrutura mais acessível para a contribuição ao projeto;
  • Integração com o Git, para revisão do código e demais afazeres;
  • Infraestrutura e ferramentas sólidas e descomplicadas;
  • Um bom canal de comunicação e relacionamento aberto com os responsáveis do GitLab.

Inclusive o próprio GitLab se prontificou à auxiliar o KDE com os principais objetivos e metas para a migração, contudo a decisão passaria antes pela comunidade e o conselho do projeto. Finalmente às duas partes chegaram a um acordo, e durante o mês de setembro o GitLab anunciou a decisão do KDE:

“Hoje, o GitLab, a plataforma DevOps entregue em um único aplicativo, anunciou que o KDE, uma comunidade internacional de tecnologia que cria software de código aberto e gratuito para desktops e laptops, está adotando o GitLab para que seus desenvolvedores aprimorem ainda mais a acessibilidade de infraestrutura e incentivem contribuições”.

“O KDE é uma comunidade de software livre e de código aberto, dedicada a criar uma experiência em informática de forma fácil de usar. Oferece um gráfico avançado em desktop , uma ampla variedade de aplicativos para comunicação, trabalho, educação e entretenimento, além de criar facilmente uma plataforma para novos aplicativos”.

Comentando um pouco mais sobre o ocorrido, David Planella, gerente de relações com a comunidade do GitLab, disse:

“Estamos muito satisfeitos que o GitLab tenha sido escolhido pela comunidade KDE, assim fornecendo aos seus desenvolvedores as ferramentas e recursos adicionais necessários, para a criação de aplicativos mais avançados”.

Acrescentando a sua fala, Planella continua:

“O KDE coloca uma forte ênfase em encontrar soluções inovadoras para problemas antigos e novos em uma atmosfera aberta para experimentos. Esse pensamento está alinhado ao objetivo do GitLab de ajudar as equipes a colaborar melhor no desenvolvimento do software, e esperamos apoiar o KDE enquanto eles continuam criando um ótimo software para milhões de usuários em todo o mundo”.

Lydia Pintscher, então presidente do KDE e.V., conclui:

“Para uma comunidade aberta como o KDE, é essencial ter uma infraestrutura amigável e fácil de usar. Passamos os últimos dois anos reduzindo significativamente as barreiras de entrada em todo o KDE. A mudança para o GitLab é um passo importante nesse processo”.

Por meio deste link você poderá ver com mais detalhes as ferramentas anteriormente utilizadas pelo KDE, e quais o projeto passa a adotar com essa mudança. Se antes o processo era dividido em diversos passos e inúmeras etapas, o GitLab trouxe uma simplicidade que poderá facilitar ainda mais o trabalho dos colaboradores. 

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Lançada a nova versão do Nitrux, a distro Linux focada em AppImage

Nenhum comentário

terça-feira, 1 de outubro de 2019

O Nitrux é um sistema baseado em Linux que faz uso de tecnologias do KDE e Qt. A distribuição traz diversas peculiaridades, a começar por sua escolha em focar no formato de empacotamento para software AppImage. Mesmo sendo baseado no Ubuntu, não espere encontrar o APT nessa distribuição e em seu lugar existirá o AppImage CLI Tool para gerenciar os AppImages.

nitrux-linux-appimage-ubuntu-distro--qt-kde-vmetal-virtualização-windows

Seu Desktop environment é o KDE Plasma 5, mas com algumas modificações. Não chega a ser um novo ambiente gráfico, mas dá uma identidade própria para distro. Essa customização é denominada pelo projeto de NX Desktop, contudo eles reforçam que não se trata de um fork, uma nova DE ou algo do tipo, apenas o bom e velho KDE Plasma. Adiante um vídeo da versão 1.0.16 feito pelo pessoal do Linux Scoop.


Muitas outras características interessantes, como: o znx, MauiKit e VMetal estão presentes. Falando do VMetal, especificamente, fiquei atraído por sua performance durante a execução do Windows 10 em paralelo com o Nitrux. O projeto promete, e quem sabe a execução de softwares do Windows, digamos que programas da família Adobe, possam ser realidade. Obviamente, sem o auxílio de tecnologias como Wine, Proton, etc. Veja abaixo um vídeo demonstrando o Windows sendo executado sob o Nitrux.


Caso tenha se interessado pelo VMetal, acesse a postagem da equipe do Nitrux detalhando os testes e o desenvolvimento do projeto. Vale ressaltar que algumas interfaces de suas aplicações são desenvolvidas pelo Nitrux utilizando a framework MauiKit, a loja é um exemplo.

Nova versão lançada!


O anúncio do lançamento do Nitrux 1.2.1 foi realizado diretamente em seu perfil oficial do Twitter, indicando a disponibilidade do sistema e seu suporte e FAQ. Além de incentivar o download.

Acesse o site oficial do Nitrux para obter mais informações sobre o projeto, adianto que as versões estáveis só podem ser baixadas mediante uma contribuição e as versões em desenvolvimento podem ser experimentadas sem nenhuma restrição.

Site oficial do Nitrux, FAQ em espanhol para esclarecimento de dúvidas.

Já conhecia o Nitrux? É incomum ver uma distribuição utilizando AppImages no lugar de um gerenciador de pacotes ou quem sabe um Flatpak da vida. 

Particularmente o que me atrai é o VMetal, esse me chama muito atenção. Quando um dos responsáveis pelo Nitrux, o Uri Herrera, fez a postagem no Medium fiquei impressionado.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Nitrux.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Chrome solicitando senha ao iniciar, como resolver?

Nenhum comentário

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Os gerenciadores de chaveiros do sistema, como o GNOME Keyring e o KDE Wallet. São aplicações responsáveis por gerenciar e armazenar credenciais de segurança, como nomes de usuário, senhas e chaves. Estes gerenciadores, geralmente são softwares muito bons e seguros, porém, em certas situações a forma com que funcionam pode ser um tanto irritante.

como-resolver-chrome-solicitando-senha-ao-iniciar

Em várias distribuições Linux, já presenciei um comportamento um tanto intrigante quanto ao funcionamento dos gerenciadores de chaveiros do sistema. Ao iniciarmos o sistema operacional, quando digitamos a senha na tela de login, também estamos autorizando o desbloqueio do chaveiro do sistema. Permitindo assim ao usuário acessar programas por ele protegidos, como por exemplo, o Google Chrome.

Porém, com a função “autologin” ativada, não precisamos digitar a senha para inicializar o sistema. Logo, em alguns casos, o chaveiro não é desbloqueado na inicialização. Desta forma, toda vez após o sistema ter sido inicializado, na primeira vez que formos iniciar um desses aplicativos protegidos, será necessário digitar a senha para desbloqueio do chaveiro. Que, para o chaveiro padrão, é a mesma senha de usuário que você criou durante a instalação do sistema.

Por esse motivo, em vários sistemas e interfaces gráficas diferentes, precisamos digitar a senha toda vez que iniciarmos o Google Chrome pela primeira vez, após a inicialização do sistema. Esse comportamento pode ser o mesmo para o Chromium, e outros aplicativos que estiverem sendo protegidos pelo chaveiro do sistema.

Todavia, esse não é um comportamento que ocorre em todos os casos. Algumas distribuições, como por exemplo, o OpenSUSE. Não tem esse “problema”. Nem todas as distros utilizam os mesmos gerenciadores de chaveiros, ou vem configuradas da mesma forma. Sendo assim, esse comportamento acontece apenas em alguns casos.

Após alguma pesquisa, consegui encontrar uma maneira de contornar esse funcionamento “chato”, e fazer com que, mesmo com o “autologin” ativado, o sistema não solicite mais que o usuário digite a senha ao iniciar estes aplicativos pela primeira vez após o boot.

Procedimento em distros que utilizem o GNOME Keyring


Na maioria das distros com interface GTK, como GNOME Shell, XFCE, e Cinnamon. O gerenciador de chaveiros utilizado é o GNOME Keyring. Nestas distros realizaremos o procedimento através de um utilitário chamado Seahorse.

• O Seahorse pode ser instalado via interface gráfica através da loja de aplicativos da maioria das distros.

gnome-software-fedora

Se preferir instalar via terminal, rode o comando abaixo de acordo com a sua distro:

Fedora:

sudo dnf install seahorse

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo apt install seahorse

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo pacman -S seahorse

OpenSUSE:

sudo zypper install seahorse

Após a instalação, o ícone do Seahorse estará disponível no seu menu de aplicativos. Abra-o. No canto superior esquerdo, na sessão “senhas”, você verá um “chaveiro” chamado “Login”.

Clicando sobre ele, à direita você verá quais são os programas que estão sendo protegidos por este chaveiro. Clique com o botão direito do mouse sobre o chaveiro, selecione “Alterar senha”. 

senha-do-chaveiro-seahorse

• Digite a senha atual, e quando for solicitado a nova senha, apenas deixe ambos os campos em branco.

caixas-de-dialogo-alteracao-senhas-seahorse


• Pressione “Continuar”, e pronto! A senha do seu sistema continua sendo a mesma, porém a senha do chaveiro não mais existe. Desta forma, este será aberto automaticamente durante a inicialização.

Realizando o procedimento no KDE Plasma


Abra o menu e pesquise por “Wallet”. Clique em “Carteira do KDE”.

busca-wallet-menu-kde-plasma

Na janela que abrir, desmarque a caixa de seleção “Habilitar o subsistema de carteiras do KDE”, e clique em “OK”.

configuracoes-carteira-kde

Se você estiver logado no sistema de sync do Chrome/Chromium com a sua conta Google, a alteração que você acabou de fazer fará com que o login fique pausado. Para resolver esse problema: abra o Chrome/Chromium. Na barra de endereços cole a linha abaixo e pressione “Enter”.

chrome://flags/

No campo de busca, dentro da página que você acabou de abrir, cole a linha abaixo e pressione “Enter”.

Identity consistency between browser and cookie jar

configuracoes-recursos-experimentais-chrome-chromium

Conforme indicado na imagem acima, selecione “Disabled”, depois clique em “Relaunch Now”.

Pronto! A sua senha de usuário continua sendo a mesma, e ela jamais será solicitada ao iniciar o navegador novamente.

Você já teve esse problema e conseguiu solucionar com este método? Ou talvez você conheça uma solução melhor? Dê o seu feedback nos comentários.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Quem vê cara não vê coração - Design nas distros Linux

Nenhum comentário

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

O post de hoje é um daqueles em que dou minha opinião ou determinado ponto de vista sobre um assunto em específico. Estava criando uma capa para uma matéria aqui do blog, e o fatídico ditado popular veio em minha mente. “Quem vê cara não vê coração”. Mas será que isso pode ser aplicado no Linux e suas diversas distribuições?

design-ux-visual-app-programa-sfotware-livre-open-source-linux-ubuntu-mint-deepin-fedora-endless-manjaro-cinnamon-kde-gnome-dde-xfce-mate-mx

Inevitavelmente o que atrai o peixe para o anzol é a isca, contudo a "pobre vitima" vislumbra de longe a suculenta refeição, e “morre pela boca”. Digamos que, de certa forma o mesmo ocorre com o usuário comum. Sei que Linux tem diversas utilidades e domina setores, como servidores, IoT, etc. Irei focar no uso doméstico, no usuário comum e seu desktop/laptop.

“Buniteza e só isso” (eu sei que a palavra está errada)


Não é de hoje que projetos, como o Diolinux, O Cara do TI e até mesmo OSistemático, pontuam que falta mais marketing no Linux, focado no usuário doméstico. Outro ponto é o cuidado com os detalhes e apelo visual. Atualmente as distribuições Linux mantém uma consistência de design razoável, e algumas encantam à primeira vista. Contudo, outras afastam com seu visual retrógrado e com cara de “Windows 95”. Não me levem a mal, mas sinto muito por quem acha isso bonito.

Sistemas com um visual atraente, mesmo que muitos não sejam de meu agrado, são em primeiro momento a porta de entrada para usuários. Windows 10, macOS, Fedora, Elementary OS, Deepin, Endless OS, entre outros. Possuem características e uma lógica em sua composição visual, coisa que nem todo sistema que pretende ser uma opção viável ao usuário comum tem. No entanto, o aspecto da aparência é importante. Afinal, ele é o que atrai as massas.

Não sei você, mas já passei por situações em que um sistema ou programa era apenas “bonito”, enquanto um “feinho” supria de melhor maneira o que era proposto a fazer. Mesmo no presente, existem muitas distros e programas feios, horrorosos, mas que cumprem sua função. Alguns não são nada intuitivos, entretanto com perseverança “são domáveis”. 

Ser atraente conquista maiores números inicialmente, todavia manter esse público não é garantido. Enquanto, sistemas e programas feios, podem ser subestimados e nunca experimentados pelas massas. Geralmente quem usa uma solução assim, ou já conhecia (quem sabe recebeu uma indicação), ou foi um dos poucos que “topou o desafio”.

“Sou feio, mas entrego o combinado”


Conforme mencionei anteriormente, ser atraente não garante ou fideliza um usuário em questão. Obviamente, que muitos continuarão apenas pelas aparências, confesso que já fiz isso inúmeras vezes (ter TOC não é fácil 😁️😁️😁️), mas até quando?

A um tempo atrás apresentei algumas distribuições para clientes, enfatizei algumas que não tinham um design tão atrativo, porém o visual fala mais alto. Só que sou teimoso, persistia um pouco mais e eles acabavam topando testar o que indiquei fervorosamente. Alguns permaneciam, outros voltavam e testavam a opção mais atraente, entretanto pude perceber que mesmo o “mais feio” entregando o combinado, o bonito na maioria das vezes ganhava.

Inúmeras vezes as soluções eram mais eficazes, mas o design fala mais alto. É curioso acompanhar a reação e ver que de fato, somos uma espécie atraída pelo visual. Utilizar softwares e sistemas “desprovidos de beleza” e um bom conceito de design, não é uma regra, e quanto menos conhecimento ou expertise possui uma pessoa em determinada área, a beleza irá se sobressair, pois “quem vê cara não vê coração”.

Conclusão 


A comunidade é composta por mais programadores do que designers, ótimos softwares existem aos montes, apesar disso seu visual ou planejamento não é pensado na utilização de um completo leigo. Isso diminui o alcance, limitando a um perfil específico, conquanto muitas pessoas poderiam ser atraídas, mas por não chamar essa atenção (seja numa simples logo, ícone ou visual mesmo) perdem a chance de crescerem ainda mais. 

Precisamos de mais designers, mais marketing, mais desenvolvedores focados na simplicidade e eficiência. Fico feliz que vários projetos pensam assim, e criam soluções bonitas e extremamente funcionais. O mundo Linux, depois de muitos anos, enfim tem distribuições e profissionais que além de doar seu tempo e esforço, despertaram que “saber se vender” atrai mais olhares.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e fique ligado nas novidades.

Diga nos comentários se já passou por alguma experiência semelhante a essa, ou se ficou surpreso com um software, ou sistema (mesmo que ele não seja atraente). Também fale sobre experiências positivas, pois sei que tem muito software bonito e eficiente.

Até o próximo post, que estou feliz da vida por utilizar apps bonitos e funcionais, SISTEMATICAMENTE! 😎
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Kdenlive 19.08.1 está disponível em flatpak com muitas correções pontuais

Nenhum comentário

sábado, 21 de setembro de 2019

Recentemente fizemos uma matéria cobrindo as principais novidades do projeto KDE e o que isso iria impactar nos outros projetos sob o “guarda-chuva”.


Kdenlive 19.08.1 está disponível em flatpak com muitas correções pontuais





Um “produto” famoso do “leque” KDE é o Kdenlive, um editor de vídeo não-linear muito usado por mim, pelo Henrique (OSistemático) e por muito anos pelo Dio no canal do Diolinux. Ele é um editor muito bom e bem completo. 

Com o lançamento do KDE 19.08 várias melhorias foram feitas, com o Kdenlive as recebendo também. Porém, recentemente houve um novo update, o KDE Applications 19.08.1, com várias melhorias e correções de bugs, lançado no dia 5 de setembro e só agora chegando ao Kdenlive. As correções e melhorias no editor foram:



● Corrigido a desativação no clipe, quando desabilita uma parte do áudio;
● Corrigido a quebra do redimensionamento da linha do tempo;
● Corrigida a desativação do autoscroll; 
● Efeitos antigos customizados serão convertidos em uma novo, com o seu nome customizado também; 
● Ao usar o efeito de redimensionar (Ctrl+)  em um clipe, a imagem sempre será mantida centralizada na tela; 

Para ver mais detalhes, você pode acessar aqui.

Se você quiser usar essa nova versão do Kdenlive, você pode acessar aqui e escolher o melhor método para a sua distro. Se você escolher instalar via Flatpak, vale a pena conferir o nosso tutorial de como ativar essa funcionalidade na sua distro, caso ela não tenha.

Feito isso, você pode instalar o Kdenlive via Flatpak de duas formas. A primeira, buscando na sua “lojinha de apps” por Kdenlive e instalando por lá. Ou via terminal, com o seguinte comando:

flatpak install flathub org.kde.kdenlive

Aí é só seguir as instruções na tela e esperar a instalação. Depois é só procurar pelo Kdenlive no “Menu” da sua distro.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.

KDE Plasma 5.12.9 LTS lançado

Nenhum comentário

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Usuários da versão 5.12 LTS (Long Term Support) do KDE Plasma tiveram uma boa notícia no último dia 10 de setembro, com o lançamento da nona versão de manutenção do desktop environment. Com um total de 24 correções de erros e atualizações de tradução, a versão 5.12.9 deve ser o último update antes do lançamento da próxima LTS.

kde-plasma-5.12.9-lancado

Lançada em fevereiro de 2018, a versão 5.12 é a atual versão de longo suporte do KDE Plasma. A versão recém lançada, a 5.12.9, deve ser a última atualização de manutenção agendada para a atual LTS. Segundo os mantenedores do projeto KDE, novas versões de correção deverão ser lançadas apenas se houver a necessidade de corrigir vulnerabilidades críticas de segurança ou erros que possam causar instabilidade no uso do Plasma Desktop.

Essa nova versão conta com seis meses de correções de erros e traduções da comunidade KDE. As correções são consideradas relativamente pequenas, mas importantes. Entre elas, podemos destacar as seguintes:

Mudança no ‘applet’ da Lixeira para que utilize as mesmas configurações de sombras dos ícones da área de trabalho.

applet-lixeira-kde-plasma

Melhoria na nitidez dos nomes de pastas e arquivos.

modificação-nomes-pastas-arquivos kde-plasma

Correção na tradução dos controles multimídia na tela de bloqueio.

Correção de um bug no dicionário do ‘Krunner’ que fazia com que o mesmo não mostrasse nenhuma definição para a palavra pesquisada.

Se você quiser ver a lista completa com todas as correções, acesse o registro de mudanças da versão.

A próxima LTS do KDE Plasma deverá ser a versão 5.18, e está agendada para meados de fevereiro de 2020.

Se você estiver utilizando o KDE Plasma na versão 5.12.8, é recomendado que fique atento às atualizações da sua distro, para que assim que esteja disponível você o atualize para a atual 5.12.9.

À mim parece que os ‘desktop environments’ do mundo Linux vem crescendo em um ritmo bastante acelerado nos últimos tempos, o que acho ótimo. As melhorias no KDE Plasma nos últimos lançamentos foram incríveis, o que você pode ver por este, e este posts. Já no “lado GTK da força”, a versão 3.32 do GNOME veio “com tudo”, e a 3.34 já chegou com muitas melhorias. O XFCE, além das melhorias excelentes na versão 4.14 também prometeu um intervalo de tempo mais curto até o lançamento da próxima versão.

Na verdade, todo o “mundo Linux” para desktop vem crescendo de forma cada vez mais rápida, e há muito para se falar sobre isso. Mas isso já é assunto para outro post. 😁

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Por hoje é tudo pessoal! 😉

_____________________________________________________________________________

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Nova versão do plugin Mate Optimus ganha suporte ao driver 435

Nenhum comentário

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Muitos dos leitores do blog Diolinux, vem acompanhando a “saga” do Linux em notebooks híbridos (Intel+NVIDIA), onde já produzimos artigos de como instalar o Ubuntu/Mint até a notícia mais esperada, a compatibilização completa no Linux, que finalmente saiu e você pode conferir aqui.

Nova versão do plugin Mate Optimus ganha suporte ao driver 435






Dentro desses artigos, teve também artigos falando que a NVIDIA estava disposta a trabalhar o Optimus no Linux, como também os anúncios da Canonical, através do Ubuntu, incluindo os drivers da NVIDIA já na ISO.

Por incrível que pareça, a primeira flavour do Ubuntu a se movimentar e começar o processo de suporte, foi o Ubuntu MATE, através do desenvolvedor principal, Martin Wimpress. Tanto que tem um artigo falando sobre o Ubuntu MATE 19.04 e as suas facilidades com as híbridas.

E como não seria surpresa para ninguém, eis que o Ubuntu MATE surge novamente como “pioneiro”  no mundo das híbridas, vamos assim dizer 😁.

Em seu Twitter, Martin fez um anúncio muito positivo e gerou uma expectativa muito boa na comunidade. Ele anunciou uma nova versão do plugin mate-optimus para a versão 19.10 (a mesma do Ubuntu 19.10) e assim compatibilizando-o com as novidades trazidas pela NVIDIA no driver 435, em especial para as híbridas (Nvidia Optimus).



Como demonstra a imagem, agora podemos escolher qual modo utilizar (Power Saving, Performance Mode ou On-Demand).

É ali na opção On-Demand, que “reside a mágica” da Nvidia para as híbridas. No primeiro anúncio, Martin tinha informado que ainda seria necessário fazer o logoff para a troca. Aí perguntei a ele se pretendia compatibilizar a "não necessidade" dessa etapa, e ele disse que ia arrumar. E assim fez.

Também perguntei se essa ferramenta poderia ser usada em outras interfaces ou se ele teria alguma informação sobre. Ele confirmou que sim, e que as interfaces suportadas serão: MATE, XFCE, Budgie, Cinnamon, GNOME, KDE e LXQt. Para conferir a thread completa, acesse o link.

Ele também me falou, que se a pessoa quiser testar fora do Ubuntu 19.10, bastasse clonar o repositório do GitHub e rodar os binários em usr/bin. Se você quiser testar, o GitHub dele é esse aqui.

Isso era questão de tempo, das distros e interfaces gráficas a compatibilizar a solução da NVIDIA e assim ir “quebrando” esse tabu no Linux, que na minha visão, será totalmente derrubado no Ubuntu 20.04 LTS, assim fazendo com que as outras distros e flavours também irão seguir.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo