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Linux Mint 19.2 “Tina” Beta está disponível com muitas novidades!

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Nesta Terça-feira (16),  Clement Lefebvre (líder do projeto Linux Mint), soltou uma release do BETA do Linux Mint 19.2,  mostrando o que estará presente na versão final do sistema. Algumas novidades presentes são muito bem vindas, vamos a elas.

Linux Mint 19.2 “Tina” Beta está disponível com muitas novidades!






Demos uma “palinha” na cobertura do relatório mensal  do Mint, onde eles informaram que “dariam uma olhada com mais carinho” para o design e algumas correções importantes, como no SAMBA (para compartilhamento) e o update para o WINE 4 (“puxado” do Wine HQ). Outras melhorias também foram apresentadas, como:

⏺ O protetor de tela agora tem suporte para o teclado onboard, sendo útil para acessibilidade e computadores com touchscreen.

⏺ O Cinnamon agora tem um applet para impressora, quando uma impressora for adicionada ao sistema ele deve aparecer para dar acesso a configurações diretamente do painel.
⏺ Documentos recentes estão agora habilitados por padrão no Menu do Cinnamon.

⏺ A opção de escolher seu leitor de PDF favorito foi adicionada ao "Aplicativos preferidos" no painel de controle.

⏺ O applet para apresentação que permite usar wallpapers em slides, agora pode mostrar o nome do arquivo atual.

⏺ O gerenciador de sessões foi portado para o gdbus.

⏺ Aplicativos que podem inibir o encerramento de sessão, não mais exercem sua autoridade sobre logouts forçados

⏺ O scrolling natural pode ser configurado para mouses (ele só podia ser configurado para touchpads antigamente).

⏺ O efeito de “fade out” quando o protetor de tela aparece foi removido

⏺ Uma nova opção foi adicionada nas Configurações de privacidade para alterar a verificação de conectividade com a Internet.

Agora o Nemo tem condições para executar ações, como um script ou comando externo quando o usuário clica com o botão direito do mouse sobre um arquivo, dando maiores possibilidades para ele, como comentamos no artigo sobre o report mensal.

Mais uma novidade que estará presente na ISO do Linux Mint 19.2, é a ferramenta de reparo de boot (Boot-Repair). Essa ferramenta já salvou a minha pele muitas vezes ao fazer uma instalação de sistema operacional, onde o boot era perdido, como por exemplo, fazer um dual boot com duas distros Linux, usando a segunda em modo BIOS e a primeira estando instalada em modo UEFI. É uma ferramenta de manutenção excelente, é muito interessante que ela esteja presente.


Outra novidade que podemos pontuar, é o esforço da equipe do Mint em ajudar às pessoas que têm dificuldade na instalação do sistema. Há algum tempo eles já fornecem vídeos explicando, como usar parâmetro "nomodeset" na hora do boot, e nessa versão não poderia ser diferente, eles continuam lá, tanto com o modo Legacy quanto no modo UEFI (EFI).

Suporte para placas de vídeo  híbridas no Linux


O ponto que mais me chamou  atenção, foi em relação ao suporte para GPUs da NVIDIA (que é o meu caso e  de muitos) em notebooks híbridos ou Optimus Card. A equipe do Mint demonstra alguns parâmetros se o método do "nomodeset"  não funcionar. Antes de tentar esses parâmetros, eles recomendam que na hora da instalação do sistema, você instale o driver proprietário da NVIDIA e que no reboot, informando que não será necessário se preocupar com “mais nada”. Depois do reboot, um ícone aparecerá na barra de tarefas (muito parecido com o método que o Ubuntu 19.04 MATE fez), podendo assim trocar de GPU ali mesmo.

Se você não conseguir “subir” o sistema, os parâmetros que eles recomendam são:

"nouveau.noaccel=1" no lugar do "nomodeset".

ou  "noapic noacpi nosplash irqpoll" no lugar do "quiet splash".

Outra possibilidade é usar o  "Compatibility mode" (modo de compatibilidade na hora de dar o boot e instalar o Mint).

Depois da instalação, usar o "Advanced Options" -> "Recovery mode"  no menu de boot e escolher a opção de “resume”

Kernel e Drivers


Agora o gerenciador de atualizações do Linux Mint está ainda mais completo, sendo provavelmente a solução mais completa disponível no mundo Linux atualmente.

O gestor de atualizações permite que você configure atualizações automáticas, caso essa opção esteja ativa, agora o sistema impede o desligamento do computador caso alguma atualização esteja em andamento. Além disso, a sessão de mudança de Kernel, agora conta com variações que vão até o kernel 5.x, permitindo que você tenha um Linux Mint super atualizado neste sentido se você quiser.

Recentemente a Canonical anunciou que o Ubuntu 18.04 LTS estaria recebendo em seu repositório os drivers mais recentes da Nvidia, isso se reflete no Linux Mint também, permitindo que todas essas versões estejam disponíveis no gestor de drivers do Linux Mint 19.2.

O Linux Mint 19.2 BETA vai continuar na base  Ubuntu 18.04, entregando por “default” o Kernel 4.15 e as interfaces gráficas nas seguintes versões: Cinnamon 4.2, XFCE na 4.12 e MATE na 1.22. Essa versão terá suporte até 2023.

Os requisitos mínimos para rodar o Linux Mint Beta 19.2 são:

-1GB de memória ram ou 2GB para uma experiência mais confortável;

-15GB de espaço em disco ou 20GB para ter uma “folga”;

-Resolução mínima da tela de 1024x768

Para baixar o BETA, basta clicar neste link e escolher a interface da sua escolha. Ainda não temos informações sobre o lançamento da versão final, mas por experiência, considerando os lançamentos anteriores, geralmente o Linux Mint fica de duas a três semanas em Beta, antes do lançamento final.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Instale o emulador de Mega Drive no Ubuntu, Mint e Deepin

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Na década de 90 “só se falava em dois consoles”, sendo o próprio Mega Drive e seu concorrente o Super Nintendo. Sempre fui mais do “lado Nintendo”, por possuir diversos consoles da marca, entretanto, o Mega Drive tem um lugar exclusivo no meu peito. Afinal, o primeiro jogo que tenho recordações é o Sonic. Isso já faz muito tempo, quando era apenas uma garotinho de 3 anos (👶👶👶).

mega-drive-mednafen-mednaffe-linux-emulador-ubuntu-deepin-mint-debian

As distribuições Linux são uma ótima escolha para os retro-gamers. Durante este ano, venho demonstrando diversas alternativas que farão sua memória recordar os bons tempos de jogatina. Hoje apresento-lhes o emulador Mednafen (Mednaffe). Obviamente que existem outras opções (sempre tem os que falam: “Uso RetroArch”, falando nele, acesse este post com as últimas novidades do projeto).

Instalando o Emulador de Mega Drive no Linux


O Mednafen é um emulador via linha de comando, mas calma! Existe uma interface gráfica, chamada Mednaffe. Basta procurar na sua distribuição pelo emulador, você pode acessar a loja de seu sistema e pesquisar diretamente pela interface do emulador: “Mednaffe”.

mega-drive-mednafen-mednaffe-linux-emulador-ubuntu-deepin-mint-debian-loja

Assim poderá desfrutar de seus clássicos do Mega Drive. Outra possibilidade é instalar via um gerenciador de pacotes, como o Synaptic ou terminal. Caso considere mais prático instalar da última forma, eis os comandos:

Instala o emulador Mednafen:

sudo apt install mednafen

Instala a interface gráfica do emulador:

sudo apt install mednaffe

Se preferir em único comando:

sudo apt install mednafen mednaffe -y

Os comandos acima são para distribuições baseadas em Debian e Ubuntu/Mint. Vale mencionar que além de Mega Drive o Mednafen emula outros consoles. Particularmente só uso para emular jogos do “Mega”, mas você pode jogar títulos de Playstation One, diretamente do programa.

Solucionando erro no áudio, caso ocorra


Dependendo da distribuição, pode ocorrer do áudio dos games emulados não ficarem perfeitos. A correção do erro é muito simples e se foi afetado pelo problema, aqui está a possível solução:

No seu gestor de arquivos navegue até as configurações do emulador. Sua localização está oculta, sendo necessário visualizar os arquivos neste estado. No Nautilus, por exemplo (gestor de arquivos do Ubuntu). Utilize as combinações de teclas Ctrl “+” H. Isso vale para o Nemo do Mint e o gestor de arquivos do Deepin.

Vá até o seguinte diretório:

SUA-PASTA-PESSOAL/.mednafen

Abra o arquivo de configuração do emulador com um editor de texto, no meu caso “mednafeen-09x.cfg”, e pesquise por “sound.device”. No editor de texto do Ubuntu, basta pressionar a combinação de teclas Ctrl “+” F. O mesmo vale para o Mint e Deepin.

Substitua o parâmetro default por este (é aconselhável manter o emulador fechado durante o procedimento):

sexyal-literal-default

Salve e feche o arquivo. Pronto! Agora provavelmente o áudio estará ok.

mega-drive-mednafen-mednaffe-linux-emulador-ubuntu-deepin-mint-debian-sonic

Para maiores detalhes da utilização do emulador, instalação, resolução do bug no áudio. Demonstro todo passo-a-passo em meu canal OSistemático.


Espero que possa desfrutar de toda sua biblioteca de clássicos do Mega Drive, participe de nosso fórum Diolinux Plus, e compartilhe com seus amigos.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Veja como instalar a Uplay no Linux de forma fácil

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terça-feira, 16 de julho de 2019

Hoje em dia, quando se fala em jogos, temos várias lojas como Origin, da EA Games, Battle.net da Blizzard, GOG Galaxy (GOG), Steam, a Epic Games a Epic Games Store e a Uplay da Ubisoft. Nesse tutorial de hoje vamos te ensinar a instalar ela no Linux.

Veja como instalar a Uplay no Linux de forma fácil





Vamos para a instalação da UPLAY


Para “começo de conversa”, vamos preparar o Linux para rodar jogos, para não nos estendermos demais, recomendo que siga o guia que criamos para isso. Tá bem explicadinho e detalhado.

Depois de preparado o Linux e instalado o Lutris, como ensinado em nosso artigo, você pode instalar a Uplay de duas formas. A primeira é buscar dentro do próprio Lutris por ela, como mostra a Figura abaixo. Depois é só clicar em “Install” (Na imagem abaixo, o botão de instalar apareceria onde está escrito “Play”)



A segundo forma, é utilizando o site do Lutris. Na barra de buscas (Search), procure por “Uplay”, e depois clique no ícone da loja.







Clique em “Install”, o Lutris ou um pop-up irá abrir.

Aguarde a instalação e usufrua dela. Vale lembrar que alguns jogos podem não funcionar, como o Rainbow Six Siege (R6), que por causa do Anti-cheat do jogo, barra o Wine/DXVK. Dos 7 jogos que tenho lá, tirando o R6, alguns rodaram de forma satisfatória. Os jogos que peguei lá foram os oferecidos de graça, como o UNO Demo, Rayman Legends Demo, World in Conflict, e alguns Assassin’s Creed, como o Black Flag, o Unity e o Chronicles China. Já o Watch_Dogs 1, funciona quase que 100%, mas o som não funciona na gameplay, já nos menus sim. 

Pode ser que isso acontece em alguns títulos ( seja necessário alguma configuração extra), mas isso não quer dizer que seja “pra sempre” essa situação.

Se você estava precisando daquela ajudinha para rodar a Uplay, espero que esse tutorial lhe ajude. 😁

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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RetroArch está chegando de forma oficial na Steam

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Se você é fã dos games “retros” e sempre está procurando uma forma de emular os seus games favoritos de uma forma fácil, o RetroArch na Steam pode facilitar a sua vida.

RetroArch está chegando de forma oficial na Steam






Para quem não está muito acostumado com o termo “RetroArch”, ele é uma GUI para que os usuários possam manipular a API Libretro e assim poderem emular os seus games “Retro”.

Em anúncio feito no blog oficial, por Daniel De Matteis (uns dos principais devs do projeto), comunicou que o RetroArch estaria chegando na Steam e será a princípio no dia 30. Segundo ele, a entrada do RetroArch na Steam, vai ajudar muitos usuários e projetos que executam os jogos, ou via mídias físicas ou emuladores, e que usam os “núcleos Libretro” de alguma forma.



De início, será lançada a versão para Windows em uma primeira fase e as versões de Linux e MacOS posteriormente. Eles escolheram oferecer para Windows primeiramente, para testar se a infraestrutura do projeto está preparada para uma demanda grande e assim garantir que vão conseguir suportar as outras mais tarde. Nada mais lógico “né não”.

Também comentaram que não terá diferença entre as versões do site deles com a disponibilizada na Steam, e que nesse primeiro momento, não terá implementações do Steamworks SDK, mas que não descartam em um futuro próximo.

Vale mencionar que você pode instalar o RetroArch na sua distro sem precisar esperar pela versão da Steam, tem versões oficiais em Flatpak e Snap também. Para conferir o método para a sua distro, basta acessar este link.

Para conferir o post no blog do projeto, basta acessá-lo aqui. E para acessar a página do RetroArch na Steam, você pode conferir clicando aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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SofMaker Office quer fazer você esquecer o MS Office, e tem versão pra Linux!

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segunda-feira, 15 de julho de 2019

A empresa alemã, SoftMaker, acaba de comemorar os seus 30 anos de idade lançando uma nova atualização para o SoftMaker FreeOffice. Uma suite de escritório com visual e funcionalidades extremamente interessantes para quem vem do Microsoft Office.

SoftMaker Office para Linux






O SoftMaker Office está disponível para Windows, macOS e Linux (Android também), e possui versões grátis e premium, a atualização promete trazer plena compatibilidade com arquivos do Microsoft Office 2019, permitindo que sejam abertos, criados e salvos arquivos nos formatos DOCX, XLSX e PPTX, mantendo a compatibilidade de versões antigas do Office, desde a 2007.

SoftMaker Office

O software recebeu melhorias para usabilidade, com atalhos e posicionamento dos ícones na interface para facilitar a migração de pessoas acostumadas com o Office da Microsoft, especialmente pela interface "Ribbon" já estar presente.


Faça o download e teste a versão grátis no site oficial.

Continue a discussão no nosso fórum, Diolinux Plus.

Até a próxima!
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Veja como instalar a EPIC Games Store no Linux de forma simples e fácil

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Hoje em dia, quando se fala em jogos, temos várias lojas como Origin, da EA Games, Uplay da Ubisoft, Battle.net da Blizzard, GOG Galaxy (GOG), Steam e a da Epic Games a Epic Games Store (nome bem criativo, não? 😅). Nesse tutorial de hoje vamos te ensinar a instalar ela no Linux.


 Veja como instalar a EPIC Games Store no Linux de forma simples e fácil






Para dar uma “refrescada” na memória, há uns 3 meses noticiamos que o pessoal do Lutris recebeu um “incentivo” do manda chuva da Epic Games, Tim Sweeney, em ingressar no programa de financiamento da Epic Games, o Epic MegaGrants. O artigo completo você pode conferir aqui.

Agora vamos para a instalação da Epic Games Store


Para “começo de conversa”, vamos preparar o Linux para rodar jogos, para não nos estendermos demais, recomendo que siga o guia que criamos para isso Tá bem explicadinho e detalhado.

Depois de preparado o Linux e instalado o Lutris, como ensinado no nosso artigo, você pode instalar a Epic Games Store de duas formas. A primeira é buscar dentro do próprio Lutris por ela, como mostra a Figura abaixo. Depois é só clicar em “Install” (Na imagem abaixo, o botão de instalar apareceria onde está escrito “Play”)



Aguarde a instalação e usufrua dela. Vale lembrar que alguns jogos podem não funcionar, como o Fortnite, que por causa do Anti-cheat do jogo, barra o Wine/DXVK. Dos 17 jogos que tenho lá, só o Fortnite não rodou, já os outros rodaram de forma muito boa. Os jogos que peguei lá foram os oferecidos de graça, como o Subnautica,  Slime Rancher e o Super MeatBoy.

A segunda forma, é só procurar no site do Lutris, no campo Search, por Epic Games Store e mandar instalar. Assim vai abrir o Lutris e começar a instalação.

Se você estava precisando daquela ajudinha para rodar a Epic Games Store, espero que esse tutorial lhe ajude. 😀

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Lutris agora consta nos repositórios do Clear Linux da Intel

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O Clear Linux é a distribuição Linux desenvolvida pelo pessoal da Intel, pensando na otimização para os developers, computação na Nuvem, IoT, desenvolvimento em geral, além de poder ser usada como um desktop “normal”. Além é claro, de ter um sistema otimizado para os seus processadores e também nas suas futuras GPU’s dedicadas.

Lutris agora consta nos repositórios do Clear Linux da Intel





Agora, de forma oficial, o Lutris está incluso nos repositórios oficiais do Clear Linux, juntamente com o pacote WINE.

No Clear Linux, você utiliza o swupd, que em linhas gerais é como se fosse o APT, YUM ou DNF, para saber mais sobre o funcionamento dele de forma profunda, veja o guia. Ele também utiliza para a instalação, o bundle, para facilitar o gerenciamento.

Primeiramente, vamos instalar WINE,  que você pode fazer de duas formas. Como o Clear Linux OS usa o GNOME, você tem a GNOME Software nele, e nela você pode procurar pelo bundle WINE e instalar, ou via terminal, com o seguinte comando:



sudo swupd bundle-add wine

Feito isso, basta esperar a instalação terminar.

Para instalar o Lutris podemos também utilizar a mesma forma de procurar na GNOME Software, mas agora vamos procurar pelo bundle “Games”, ou senão via terminal com o seguinte comando:

sudo swupd bundle-add games

Aí, é só esperar terminar a instalação. No site do Lutris também tem a menção do Clear Linux.

Agora você já tem o conjunto para jogar os games que não são da Steam, visto a mesma pode ser instalada via Flatpak, que já vem instalado no Clear Linux. Se você precisar instalar a Steam, é só seguir esse tutorial.

Vale uma menção aqui. É importante você verificar se a sua GPU da Intel tem suporte ao Vulkan, essa informação pode ser encontrada no site deles. Se ela tiver o suporte incompleto, os games podem rodar de forma instável. Para instalar o Vulkan no Clear Linux, é bem simples, basta instalar o seguinte bundle:

sudo swupd bundle-add developer-gpu

Se você estiver pensando em instalar o Clear Linux  em um PC com GPUs da NVIDIA, você pode tentar seguir a documentação sobre isso, mas a cada update do sistema, será necessário atualizar o driver de  forma manual, ao menos por enquanto.

Muito gratificante ver que um grande projeto como esse do Clear Linux, dando assim mais uma opção de distro Linux para jogos.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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4 Alternativas de navegadores open source que vale a pena utilizar

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Navegador web é quase como um time de futebol, cada um tem sua torcida organizada (😁😁😁). O intuito dessa postagem não é inflamar os comentários, ou dizer que um é superior ao outro. Apenas irei demonstrar que existem ótimas alternativas de código aberto, ficando ao seu encargo testar e ver qual melhor se adapta ao seu cotidiano. Sem mais delongas vamos para “listinha”:

navegador-web-browser-open-source-linux

Alguns browsers contidos nesta lista são de conhecimento da maioria dos usuários, estou falando de você Firefox! (😋😋😋) No entanto, alguns usuários poderão se surpreender e conhecer novos navegadores. O intuito é justamente esse, estimular sua curiosidade a testar algo desconhecido. Alguns navegadores estarão disponíveis no formato Snap. Assim sendo, caso queira instalar algum app que faça uso dessa tecnologia, existe a necessidade de ter o Snap configurado em seu sistema. Acesse essa postagem, se ainda não o fez. Lembrando que o Snap no Ubuntu já vem por default. 

Mozilla Firefox


Começo a lista com o tão amado Firefox, a raposa de fogo companheira de muitos que estão lendo essa postagem. Não poderia fazer uma seleção com meus 4 navegadores open source favoritos, sem ao menos mencionar ou listar o Firefox. Inclusive, recentemente sua versão 68 veio repleto de novidades. Acesse a postagem escrita pelo Ricardo (O Cara do TI) e saiba mais. O Mozilla Firefox é distribuído sob a licença MPL 2.0, e você pode acessar o Github da Mozilla e ver todas as tecnologias empregadas no navegador.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-firefox

Você pode instalar o Mozilla Firefox facilmente em sua distribuição pesquisando na loja de sua distro, ou instalando via terminal. No Ubuntu, por exemplo:

sudo apt install firefox

Se usa alguma distribuição que não disponha as últimas versões do Firefox, você pode instalar sua versão em Snap.

sudo snap install firefox

Chromium


Outro conhecido é o Chromium, infelizmente, alguns usuários espalham erroneamente que ele é um vírus. O cúmulo dessa “estória” foi ouvir isso da boca de “técnicos” e diversos tutoriais na internet, ensinando como remover o navegador do Windows. Mal eles sabem que o Chromium é a base do Google Chrome, e diversos outros navegadores, inclusive, o novo Microsoft Edge. O Chromium é distribuído sob a licença BSD (3-Clause). Você pode acessar seu mirror oficial no Github por este link

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-chromium

O Chromium está na maioria das distribuições, no Ubuntu você pode instalar pela loja ou via terminal:

sudo apt install chromium-browser

Também existe a possibilidade de instalar o navegador via Snap em sua distribuição.

sudo snap install chromium

Brave


O Brave ganhou popularidade por conta de suas features oferecidas por padrão. Visando uma maior privacidade, o navegador traz embarcado ferramentas que visam bloquear o rastreio indesejado de sites e anúncios. O Brave é distribuído sob a licença MPL 2.0, acesse seu Github por este link. Temos um tutorial demonstrando como instalar o navegador, você pode aprender com essa postagem.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-brave

Você pode instalar o Brave via Snap, no link anterior existem outras maneiras.

sudo snap install brave

Falkon


Incubado pelo Projeto KDE, o Falkon é um navegador desenvolvido em Qt. No passado alguns poderiam conhecer o projeto por outro nome, QupZilla, após apoio da comunidade KDE, o navegador recebeu um novo nome e redesign. Quem sabe num futuro ele se torne o navegador padrão do Plasma, isso só o tempo dirá (😁😁😁). Temos uma postagem falando sobre o Falkon, caso esteja interessado, acesse e saiba mais sobre o navegador. O Falkon é distribuído sob a licença GPL 3.0, caso queira, este é o link para seu Github.

navegador-web-browser-open-source-linux-snap-ubuntu-kde-falkon

O Falkon está na maioria das distribuições, basta pesquisar em sua loja ou instalar via terminal, no Ubuntu basta utilizar esse comando:

sudo apt install falkon

Sua versão em Snap pode ser utilizada em sua distro, e sempre está nas últimas versões.

sudo snap install falkon

Recomendo fortemente o teste das aplicações aqui sugeridas, e caso conheça outras soluções de código aberto que sejam interessantes, não deixe de compartilhar.

Participe de nosso fórum Diolinux Plus, e crie uma postagem com o navegador open source que você conhece. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Dropbox lança o serviço de compartilhamento Transfer

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Nesta terça-feira (9), o Dropbox apresentou a sua nova ferramenta de compartilhamento de arquivos de forma parecida com o Firefox Send. O serviço é o Dropbox Transfer.


Dropbox lança o serviço de compartilhamento Transfer






O novo serviço do Dropbox é diferente do serviço em nuvem oferecido pela empresa há anos. A ideia dele é enviar arquivos ou um “monte” deles apenas com um link “simples”, de forma clara e objetiva.

Com esse novo serviço, você poderá anexar nele até 100GB simplesmente arrastando e soltando os arquivos dentro dele ou fazendo o upload direto do seu PC. Se equiparado com o serviço do Firefox Send, chega a ter 40x mais de capacidade. Você pode adicionar arquivos do seu Dropbox.


Como no serviço da Mozilla, o Dropbox Transfer lhe dá a possibilidade de “personalizar” o link de compartilhamento, como adicionar, editar e remover senhas; colocar uma data de expiração daquele link, podendo alterar a mesma, mesmo que o link tenha sido enviado. Você pode configurar notificações de recebimento dos arquivos, além de ver quantas vezes o link foi acessado com estatísticas.



Ainda na parte de customização, você pode alterar o wallpaper da página de download, podendo escolher as opções pré escolhidas ou fazer o upload da imagem salva do seu PC. Para empresas isso dá um toque um pouco mais profissional.

O serviço ainda não está disponibilizado para o grande público, mas você pode entrar na lista de espera e ser uns dos primeiros a testar o Dropbox Transfer quando eles liberarem os convites.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Editando Apps no menu da sua distro Linux manualmente

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Como já diz o velho ditado: "Tudo no Linux são arquivos", e por esse motivo, tudo pode ser mudado, tudo pode ser configurado, e com o menu do seu sistema não seria diferente.

Configuração de menus do Linux






Hoje vamos tratar de um tipo de arquivo de configuração responsável por mudar a forma com que os aplicativos aparecem no menu da sua distro Linux. Apesar de usarmos GNOME como referência, as dicas realmente servem para, virtualmente, qualquer interface.

Arquivos .desktop


Temos um vídeo preparado para te ajudar a entender como esse processo todo funciona, você pode conferir no nosso canal, ou logo abaixo:


Os arquivos .desktop são responsáveis por "iconificar" os programas que você encontra no menu, mas mais do que isso, eles são responsáveis pela categorização do programa na sua distribuição e por quais palavras chaves o aplicativo será encontrado quando o usuário fizer uma busca.

Existem, de forma geral, dois locais onde você encontra estes arquivos:

/usr/share/applications

/home/user/.local/share/applications

Este tipo de arquivo possui uma série de informações e pode ser aberto com qualquer editor de texto. 

Os arquivos que estão dentro da sua home acabam sobrescrevendo as preferências contidas na pasta "applications" em "/usr/share" para o seu usuário. Pensando dessa forma, se você quiser que alguma alteração seja válida para todos os usuários do sistema, altere direto na raiz, caso queira apenas para seu usuário, você pode alterar somente na home. É o típico caso preferencial.

* Para editar arquivos dentro da raiz e salvar as alterações, é necessário rodar o editor de textos em modo root.

Configurações de arquivos .desktop

Existem muitos tipos de parâmetros que pode ser aplicados aqui, como por exemplo:

Name: Altera o nome da aplicação
Comment: Altera a descrição da aplicação
Exec: Onde está o executável
Terminal: Se a aplicação pode rodar pelo terminal
Categories: Em qual categoria do menu ele vai se encaixar
Keywords: Palavras chave que podem ser digitadas para encontrar a aplicação
Icon: Diz o nome do ícone que deve ser exibido

Entre muitos outras, um parâmetro interessante permite que você oculte um ícone do menu e da pesquisa em caso de necessidade é o "NoDiplay":

NoDisplay=true

NoDisplay=false

A primeira opção oculta a aplicação, a segunda exibe. A ausência  do parâmetro exibe automaticamente a aplicação.

Configurando estes arquivos você pode alterar o comportamento de qualquer aplicação que aparece no menu do seu sistema, confira o vídeo acima para vários exemplos.

Você pode ver a documentação de como o arquivo .desktop deve ser escrito aqui.

Deixe nos comentários sua opinião, e participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades e encontra um lugar amistoso para tirar as suas dúvidas.

Até a próxima!
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Plugin do Snap será desabilitado no Fedora 31, e agora?

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Hoje (11) Quinta-feira, Richard Hughes, um dos principais engenheiros de software da Red Hat, anunciou na lista de discussão de desenvolvedores do projeto Fedora que o plugin que integra os pacotes Snap com a Gnome Software, será “desativado” no Fedora 31. Atualmente o mesmo vem desabilitado, podendo ser ativado pelo usuário.

fedora-31-gnome-software-loja-plugin-snap-store-canonical-snapcraft-snapd-

A notícia pode aparentar como assustadora, mas calma! O Fedora continuará a manter suporte ao Snap e usuários que utilizam essa solução, não precisam se preocupar. Outro ponto, é que a Canonical vem desenvolvendo uma nova aplicação (loja) voltada aos Snaps. Caso até o lançamento da próxima versão do Fedora, tal solução não esteja disponível. Existe a possibilidade de utilizar a aplicação em Snap, chamada de Snap Store e instalar graficamente apps neste formato no Fedora e demais distribuições. Lembre-se que o snap continuará nos repositórios do Fedora 31, talvez apenas a primeira instalação de um Snap seja necessário utilizar o terminal, no caso a Snap Store.

A decisão não foi arbitrária, o próprio Richard Hughes explica o motivo:

“O plugin snap existente não está muito bem testado e eu não quero ser o responsável quando ele quebrar. No momento, ativar o plugin snap faz com que a UX (experiência do usuário) do gnome-software seja degradada, já que todas as consultas de pesquisa também são roteadas por meio do snapd, em vez de serem manipuladas no mesmo processo”.

Hughes também descreve que o snapd é o responsável por atualizar as aplicações, e não propriamente a Gnome Software. Em seu texto outros motivos técnicos são abordados. Resumidamente, não existe uma real integração entre o snapd e a loja do Gnome.

“Palma, palma, não priemos cânico”


Com uma nova Snap Store em mente, a Canonical vem empregando esforços para entregar uma melhorada experiência de uso com os Snaps. Hughes revela que: “… os desenvolvedores atualmente designados para trabalhar na Gnome Software foram reatribuídos para trabalhar no Snap Store”. Mesmo com um impacto inicial por não permitir a possibilidade de instalar programas em Snap diretamente de sua loja, impactando um pouco a experiência de alguns usuários que fazem uso do formato da Canonical, o Fedora presa em garantir a integridade de seu projeto, não atribuindo sobre si responsabilidades de terceiros. Do ponto de vista do projeto, tal decisão faz muito sentido, no entanto, é inegável que possa haver um pequeno desconforto por parte de uma parcela de seus usuários, mas nada que mude drasticamente a rotina de um usuário Fedora, afinal, o pacote “gnome-software-plugin-snap” não vinha habilitado por padrão.

O que achou dessa situação? Deixe nos comentários sua opinião, e participe de nosso fórum Diolinux Plus. Assim você sempre fica por dentro das novidades.

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Fedora.
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O que leva um novo usuário desistir do Linux?

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Novos usuários que por algum motivo se aventuram em terras desconhecidas, ou para os mais íntimos, “o mundo do pinguim,”, acabam passando por situações nem sempre agradáveis. Uma parte acaba desistindo e passam a repudiar a plataforma, seja por uma desilusão ou não conseguirem moldar o sistema, como o que usava anteriormente. Hoje irei abordar alguns motivos que levam novos usuários a desistirem do Linux.


Em 2015 o Dionatan Simioni, simplesmente o “mandachuva do Diolinux” (😇😇😇), escreveu uma postagem com tema semelhante. Aconselho que leiam, e de fato algumas coisas também estarão presentes neste. No entanto, irei abordar conforme minha visão dos fatos e espero que você também enriqueça essa postagem comentando e dando seu ponto de vista.

“O início do fim”


O ser humano gosta de conforto e rotina, qualquer coisa que mude esse “modus operandi” irá nos causar aversão. Usar algo novo nos proporcionará um misto de sensações, como: medo, anseio, impotência, alegria, raiva, surpresa, fascínio, recordação, frustração entre outros sentimentos. A forma que canalizamos esses momentos ao descobrir um mundo novo, será um dos aspectos que ditará o fim ou início. Não é difícil identificar usuários que se tornarão amargurados com a experiência de utilizar Linux. Quantas vezes você já não viu alguém procurando uma distribuição Linux igual ao Windows? Não estou dizendo em uma interface que tenha a lógica de funcionamento semelhante, mas sim pessoas que querem um Linux como o Windows. Seja na instalação e seleção de softwares, atualizações, interface, atalhos, comportamento, sistema de arquivos e tudo mais. Usuários que não mudam essa mentalidade, estão fadados a abandonarem o Linux. A premissa é muito simples: “Por que usar Linux, se o que na realidade você quer é utilizar outro sistema?”, no caso o Windows. Talvez por características e vantagens que o Linux possua, porém, nada é só vantagens ou só defeitos. Aventurar-se ao novo requer uma mudança de paradigmas, e isso não é para qualquer um.

Instalação do sistema 


Ao contrário do Windows e macOS o Linux não está presente pré-instalado no ato da compra de um hardware geralmente, claro que existem exceções, mas isso, querendo ou não, acaba dificultando parte do processo. “Obrigatoriamente” um novo usuário, ou terá que solicitar a instalação por meio de terceiros, ou fazer por conta própria. Essa já é uma primeira barreira, instalar uma distribuição “na cara e na coragem”. 

Vejo muitos usuários de Windows usarem isso como o “xeque-mate”, mas lembre-se que o mesmo ocorre com o Windows. A diferença é que qualquer “técnico de esquina” instala uma cópia pirata do sistema da Microsoft, enquanto, outros nem ao menos sabem o que é Ubuntu. Atualmente instalar uma distro como Ubuntu, Linux Mint, Deepin, etc; não é uma tarefa complicada, isso no modo automático. Lembrando que estamos falando de um novato, que não conhece nada de Linux. Procedimentos, como: criar pendrive bootável, desativar secure boot, verificar se está em modo UEFI ou Bios LEGACY, são coisas que exigirão pesquisas e alguns tutorias no Youtube.

Opções, muitas opções, qual sistema escolher?


Uma das características que mais gosto no Linux, é tido como defeito e qualidade: ter muitas opções. Isso possibilita utilizar a distribuição que mais se aproxime ao seu perfil ou confundir os novatos (“uma via de mão dupla”). Um usuário despercebido e que não “manje nada de Linux” pode até ficar confuso com tantas distribuições, todavia, uma se sobressai entre as outras. Claro, que não digo que ela é a melhor, simplesmente é a que quase todo novo usuário inicia. Estou falando do Ubuntu. Seja por sua vasta documentação, blogs, tutoriais, canais no Youtube e tudo mais. O Ubuntu aparecerá logo ao pesquisar por alguma solução para Linux, e provavelmente ele será o primeiro sistema em que os novos usuários ouvirão ou irão se aventurar. No entanto, é inegável que a quantidade assombrosa de sistemas Linux podem tornar a escolha bem difícil para alguns usuários.

Incompatibilidade com hardwares 


Nesses anos que utilizo Linux, não me recordo de ter passado por este problema, mesmo no início em que sempre estive preocupado com incompatibilidades, “nunca fui agraciado” com esse tipo de situação (sempre pesquiso bastante antes de adquirir algum hardware, isso pode contribuir). Talvez um device ou hardware muito datado, ou uma placa wifi muito específica, acabem tirando o sono de algumas pessoas ao tentar instalar uma distro. Diversos fóruns estão com tópicos do tipo: “minha placa wifi não funciona em distro tal”, “impressora y não funciona no Linux”, “não consigo jogar com o driver proprietário de placa x” e por aí vai…

Catálogo de programas indisponíveis para Linux


Outra barreira que acaba desestimulando o uso de Linux, são alguns softwares inexistentes na plataforma. Esse assunto é bem delicado, pois, a “culpa” não é do Linux em si (se é que existem culpados). Algumas empresas julgam sem necessidade um porte ou desenvolvimento de seus programas para outros sistemas. Um exemplo bem expressivo é a Adobe, com sua suite de criação. 

Quando o assunto é Adobe, logo aparecem usuários dizendo: “Você pode utilizar o Gimp” ou “Existe o Kdenlive, Blender, DaVinci Resolve”. Digamos que não é tão simples assim, e dependendo do caso, nem sempre o usuário pode migrar de programa.

Gamers e suas dificuldades no Linux 


Jogar no Linux não é “um bicho de 7 cabeças”. Houve uma tremenda evolução nestes últimos anos, e muitos títulos se fazem presentes no sistema do pinguim. Se há alguns anos era impossível jogar games, como: GTA V, The Witcher 3, Overwatch, Dota 2, Counter Strike entre outros. Atualmente não é mais assim, porém, mesmo com inúmeros games nativos, SteamPlay (que permite executar games do Windows no Linux), nem sempre a tarefa será das mais amigáveis. Alguns jogos não irão funcionar de primeira, sendo preciso alguns ajustes. Sites, como o ProtonDB e tutoriais ensinando alguns parâmetros, podem facilitar o processo, mas isso vai exigir algumas tentativas e erros. 

Para jogos que façam uso de Wine, Proton (SteamPlay), dependendo do hardware a performance pode ser prejudicada e visivelmente afetando a gameplay. Anteriormente abordei o caso de programas que não funcionam no Linux, e com jogos não é diferente. Dependendo do game em questão, a única solução será manter um dualboot, abandonar o jogo ou desistir do Linux (ao menos momentaneamente). O que mais me impressiona nesta história, é a capacidade do Linux rodar jogos do Windows de maneira que parece algo nativo. Obviamente que isso dependerá do seu hardware e do jogo. Um aspecto que atrapalha o funcionamento destes games no Linux são os anti-cheats, na qual já abordamos em outra postagem.

Tipos de pacotes, particularidades do sistema e nomenclaturas 


Talvez esse seja o ponto em que os novatos mais se atrapalham. O que é um Flatpak, Snap, AppImage, apt, dnf, tray, repositório, etc, etc, etc. São tantas novidades que ou das duas uma: “o cara fica doido e sai correndo” (😜😜😜) ou começa a refletir do porquê disso e começa a aprender. Para usuários que querem um Linux igual ao Windows, a jornada acaba aqui. Para quem entende que é algo novo e aceita a realidade, que “não sabemos de tudo”, a jornada apenas começou. Esse passo exige muita humildade, pois, é de nossa natureza, querer ser o melhor. Aceitar que novas situações, experiências, tecnologias nem sempre estarão em nossos plenos domínios, evita frustrações, nos condicionando para o aprendizado. Tudo isso irá depender do usuário, e não do novo sistema. Algo que quero salientar é: que usuário é diferente de administrador de sistema. Não é obrigado a aprender tecnicamente como as coisas funcionam, apenas tirar proveito da tecnologia e utilizar em seu dia-a-dia. Uma coisa que nem sempre acaba acontecendo, os usuários de Linux acabam criando um apreço e mesclando entre serem “usuários e administradores”. Gosto de chamar esse grupo de “usuário intermediário”, que é aquele cara que não chega a ser um administrador pleno, mas que sabe muito e por vezes administra sozinho seu sistema. Se você chegou a este ponto, dificilmente desistirá do Linux.

Comunidade áspera 


Por muito tempo a comunidade Linux recebeu este rótulo, uma comunidade ácida e que espantava os iniciantes e suas “perguntas burras”. O motivo da existência de vários blogs, sites e canais do Youtube, em parte, foi devido a essa conduta repugnante. Sendo sincero, felizmente nunca passei por uma situação humilhante em algum fórum ou grupo. O motivo? Não participava de nenhum, e sempre quando me permitia a navegar por essas águas, observava tais atrocidades. Sempre fui um lobo solitário, buscando resolver meus próprios problemas. Por conta disso, perdi oportunidades de conhecer pessoas que realmente se importavam com os outros. Sei que a acidez de algumas comunidades já afastaram muitos usuários, algumas pessoas não compreendem que começamos do início, por mais estranho que isso possa soar. Enfim, pessoas sensatas estão levantando grupos que realmente fazem a diferença, fóruns que não menosprezam os iniciantes e que na possibilidade de algum “sem noção” ofender alguém, logo ignoram esse indivíduo, e é claro que, isso não se restringe a grupos que falam sobre Linux ou Software Livre e Open Source, é possível ver comportamentos similares em qualquer grupo “rival”, sobretudo no mundo da tecnologia, Intel e AMD, Nvidia e AMD, Xbox e Play Station, Samsung e Apple, etc; etc.

Ideias radicais


Você já ouviu pessoas dizerem a palavra “Ruindows”? Algumas falam em tom de gozação e em círculos com amigos, assim como sempre brinco e falo “Linûx” ou “que Linux não tem jogos”. O problema que algumas realmente pensam assim. Na realidade não tiro o direito de pensarem nesse tipo de coisa, vejo como reprovável quando querem empurrar esse pensamento “goela abaixo”. Muitos usuários nem sequer experimentam Linux, por acreditar que seus usuários são assim. Esse tipo de comportamento também ocorre em outros usuários de sistemas distintos. Não é raro ver alguns usuários do Windows espalhando lorotas de que: “Não tem como ser gamer e usar Linux” ou “Linux é coisa de comunista/fascista”. Muita desinformação ronda a internet.

Minha singela conclusão


Linux é um ecossistema que proporciona muitas vantagens e facilidades de uso, entretanto, “nem tudo são flores”. Existem defeitos, dificuldades e uma provável obrigatoriedade na mudança de sua rotina ou algumas ideias e pensamentos. Longe de ser algo ruim, apenas diferente, não existe certo ou errado nisso. Caso o programa no qual você “ganha seu suado pão” não esteja presente, não é crime algum não migrar ou deixar de utilizar o Windows, por exemplo. Aquele jogo que você mais gosta não está no Linux, ou não existe a possibilidade de jogá-lo. Não há problema em não fazer um dualboot. Sim, existem nomenclaturas e conceitos um pouco confusos, mas é absolutamente comum sentir-se desorientado ao iniciar em algo novo. Aprenda o essencial, minha esposa, por exemplo utiliza Linux e não sabe o que é um Flatpak. Ela simplesmente abre a loja do Linux Mint e instala o que quer. Minha mãe nem sabe o que é Linux, Windows, ou seja lá o que for e usava Ubuntu (😂😂😂). Mesmo criança meu irmãozinho utilizava, agora adolescente passou a vasculhar e fazer coisas sem ao menos me pedir ajuda. Recentemente ele resolveu um problema de um jogo via SteamPlay, descobriu sozinho alguns comandos do winetricks que solucionaram o bug no game e fez algo que tentei por algumas semanas sem resultado.

Os motivos abordados neste post, são os que julgo serem os principais a desmotivarem o uso do Linux para novos usuários. Fique a vontade para expor suas ideias, claro, sendo complacente com a opinião alheia. Não ofenda ou empurre seu ponto de vista, isso só gera brigas e não uma verdadeira e saudável discussão.

Para quem precisa de uma comunidade “mente aberta”, considere participar de nosso fórum Diolinux Plus. Não importa se usa Windows, macOS, iOS, Android, Linux seja o que for. O intuito do Diolinux Plus é auxiliar os usuários e promover debates de ideias de alto nível, sem picuinhas ou brigas de ego.

Até o próximo post, que hoje o assunto rendeu (😁😁😁), compartilhe esta postagem, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Slack, o poderoso gerenciador de equipes e projetos

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Muitos nos perguntam em nossas lives na Twitch, se você ainda não segue o canal “agora é a hora”, qual aplicativo ou site usamos para gerenciar a equipe do Diolinux e assim organizar as pautas das postagens. Bom, agora respondendo: usamos o Slack.

Slack, o poderoso gerenciador de equipes e projetos





Antes de decidirmos usar o Slack, consideramos usar alguns outros serviços, como o Trello, Telegram, Discord e entre outros serviços. Mas o Slack se encaixou quase que uma “luva” pra gente, que passada a fase de adaptação, agora está “tinindo de bão”. 

A interface pode parecer “confusa” à primeira vista, mas nada que alguns minutinhos para se ambientar nela não resolvam. Depois de pegar o jeito, fica muito fácil de usar.

Como ele funciona?




Primeiro, você cria um workspace (espaço de trabalho), que vai abrigar o projeto e suas equipes, que você pode separar por “Canais”.

Na opção “Canais”, você pode dividir os “afazeres” de cada equipe  no projeto, assim não misturando “alhos com bugalhos”, evitando eventuais dores de cabeça.

Você pode também mandar mensagens diretas para cada membro que estiver no Workspace.

Para tornar o Slack mais completo, você pode adicionar Apps dentro dele, como Dropbox, Google Drive, One Drive e assim tornar o compartilhamento de arquivos mais fácil.

Falando em arquivos, você pode fazer upload de arquivos de até 1GB, nos formatos para imagem, é suportado JPEG, PNG e GIF. Já para arquivos os formatos suportados são ODT, ODS, Doc, Docx, Xls, Xlsx e PDF. Opções é que não vão faltar.

Uma outra funcionalidade legal, é a possibilidade de mandar mensagens para você mesmo, podendo “salvar” dessa forma aquele rascunho ou arquivo que você vai precisar depois.

O Slack está disponível no Linux de forma oficial nos formatos .deb, .rpm e snap (se você não tem o snap instalado no seu sistema, veja esse tutorial nosso de como habilitar). Vale lembrar que existe também a versão Web do serviço, que dispensa a necessidade de qualquer instalação, além de Apps para Smartphones.


Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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