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Jogue TrackMania Nations Forever no Linux via SNAP

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quinta-feira, 14 de junho de 2018

O jogo de corrida gratuito TrackMania Nations Forever desenvolvido pela Nadeo, que faz os jogos Shootmania Storm, Virtual Skipper 5 e a séria de corrida TrackMania, poderá ser instalado no Linux graças aos pacotes Snap.

Jogue TrackMania Nations Forever no Linux via SNAP






 Antes de falar de como instalar esse game via Snap, vamos relembrar como instalar o suporte a pacotes Snap na sua distribuição, para isso temos um post especial aqui no blog Diolinux com o " Manual dos pacotes Snap". Lembrando que a partir do Ubuntu 16.04 LTS, Linux Mint 18.2 e Fedora 24 o snapd já está nos repositórios oficiais, só precisando instalar o daemon para funcionar.

Para instalar o daemon snapd no Ubuntu/Mint/Debian, abra o terminal e digite o seguinte comando:
sudo apt install snapd 
E para instalar o daemon snapd no Fedora e derivados:
sudo dnf install snapd
Feito esse processo, agora vamos dar o comando para a instalação do jogo em si, que é muito simples bastando digitar o seguinte comando no terminal:
 snap install tmnationsforever --edge
Depois do processo anterior se abrira uma janela onde será baixado o jogo e posteriormente ocorrerá a instalação dele. Esse processo pode demorar um pouco, vai depender da sua internet e do seu computador.

Para quem usar placas de vídeo da NVIDIA, é recomendado utilizar o driver proprietário na versão 390, pois na versão 396 não está compatível ainda.

Essa versão do jogo no formato Snap foi criado pelo desenvolvedor Martin Wimpress e pelo engenheiro de software Alan Pope, ambos da Canonical, em um projeto que eles chamaram de "um projeto de final de semana nas férias", e ainda deu a seguinte declaração:

" Além de ter um jogo legal do Windows, ele fica confinado para não mexer em qualquer coisa do WINE que você já tenha configurado. O Snap de tmnationsforever também é um modelo no qual qualquer pessoa pode criar snapshots de jogos e aplicativos compatíveis com o WINE."

Para quem quiser dar um feedback ao projeto pode acessar esse link do Fórum do Snapcraft e ajudar. E quem quiser criar o seu próprio instalador de algum jogo pelo Snap com o Wine, tem a "receita" no Github.

E conte aí nos comentarios se você conseguiu instalar o jogo e se já esta acelerando nas pistas. =)

Espero você até uma próxima e um forte abraço.

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SEGA Mega Drive & Genesis Classics agora disponível para Linux

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terça-feira, 5 de junho de 2018

No fechar das cortinas do mês de Maio fomos surpreendidos pela SEGA ao anunciar o seu emulador  Mega Drive & Genesis Classics com suporte total para Linux e macOS, incluindo novos recursos como o suporte online para dois jogadores.

SEGA Mega Drive & Genesis Classics agora disponível para Linux







Na terça-feira (29) a SEGA soltou uma nota em seu blog oficial na Steam anunciando as novidades que estavam chegando ao seus emulador dos jogos antigos e a chegada para as plataformas Linux e macOS. Antes o emulador só estava disponível para Windows.

A lista completa dos updates foi a seguinte:

Multiplayer online para dois jogadores;

Tabela de classificação ;

Challenge Mode;

Suporte de ROMs de regiões diferentes;

Avançar ou Retroceder o jogo;

Limite do Sprite desabilitado;

Mirror mode - reverter a tela e ter um novo desafio nos jogos;

●  Suporte ao VR (essa foi surpresa);

 Suporte para Mac e Linux nativamente.

São cerca de 53 jogos incluídos nesse pacotão de jogos da SEGA, tendo vários gêneros e estilos de jogos que marcaram época do anos 1990.

Dentre esses títulos temos alguns clássicos como:

Alex Kidd in the Enchanted Castle;

 Shinobi III ;

 Virtua Fighter ;

Comix Zone ;

entre outros.


MAS E O SONIC VAI TER???

 

Sim meu caro gafanhoto, o ouriço mais veloz do planeta vai estar incluso neste pacotão de jogos com os títulos: Sonic the Hedgehog, Sonic 2, Sonic 2D Blast e o Puyo Puyo que serviu de inspiração para o Doctor Robotinik's Mean Bean Machine (todos inclusos). Sonic 3 e Sonic & Knuckles ainda estão no processo de porte, mas até o momento desse artigo estão sem suporte nativo para Linux.

E O PREÇO???


Você pode comprar o pacote SEGA Mega Drive & Genesis Classics por £24.99/$30 (na cotação atual por R$75), acessando o link oficial da Steam Aqui. Na loja da Steam ainda não aparecem os outros sistemas operacionais, mas isso dever ser corrigido em breve.

Ainda tem "espaço" para virem mais jogos, como Mortal Kombat II, Castlevania e mais um monte de jogos que fizeram sucesso no console da SEGA porém, isso depende dos acordos comerciais que ela fizer.

Conte pra gente aí nos comentários, qual jogo voce queria que entrasse com suporte oficial para Linux dentro do emulador da SEGA?

Espero você numa próxima, forte abraço.


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SIGE Lite - Um software ERP completo e grátis para Linux, Windows e macOS

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Dizem que um dos segredos do sucesso de qualquer negócio está na forma com que ele é gerenciado. Nas mãos de alguém que não tem a empresa "na ponta dos dedos" até as maiores franquias do mercado podem definhar. Nesse "meio campo" é que entram softwares do tipo ERP (Enterprise Resource Planning) para ajudar a organizar e planejar as empresas e os negócios, assim, ter sucesso ou não passa a ser uma questão de ter um bom produto e um bom marketing.

Sige Lite - ERP Grátis para Linux Windows e macOS






Algo que sempre pediram muito aqui no blog foi para que eu escrevesse sobre algum software bacana para essa finalidade de gerenciamento empresarial e que rodasse também no Linux. Pois bem, acabei de encontrar um incrivelmente fácil de usar e com vários recursos, o Sige Lite.

Sige Lite Download

Por ser multiplataforma você pode considerar um ambiente misto de empresas com sistemas diferentes e ainda assim poder utilizar a ferramenta sem maiores problemas.

Acessando o site oficial você pode baixar o aplicativo para o seu computador, no caso do Linux ele é distribuído em AppImage, um formato cada vez mais popular, portátil e que funciona em qualquer distribuição.

Para rodar o aplicativo em AppImage basta ter certeza que ele está com permissões de execução nas propriedades do arquivo e executar dando dois cliques.

Sige Lite no Linux

Sige Lite no Linux

Uma vez instalado você vai poder logar-se com a sua conta ou criar uma conta para usar a ferramenta de forma gratuita.

Criando uma conta no Sige Lite

Criando uma conta no Sige Lite

As informações colocadas na hora da criação da conta serão utilizadas como base de informações no ERP, mas como trata-se de um software capaz de emitir notas fiscais, é interessante gastar um tempo nas configurações do programa para preenche-lo completamente.


Ao se logar, a primeira tela que você verá é uma Dashboard muito intuitiva, ela lhe dará acesso as informações mais importantes da sua empresa:

Sige Lite


Você pode cadastrar pessoas e produtos facilmente, você tem um calendário que pode conter informações sobre lançamentos que precisam ser feitos, faturamento e gastos, tudo isso de uma forma muito visual e fácil de compreender.

Temos aqui algumas imagens de exemplo com alguns dados fictícios para que você possa visualizar melhor o funcionamento da aplicação.

Site Lite ERP

Site Lite ERP

Além de ter clareza quanto a contas à receber e à pagar, você também pode cadastrar contas bancárias diversas para destinar valores.

Site Lite ERP

Há também o sistema de emissão de nota fiscal de forma simples, completo, grátis e que funciona mesmo sem acesso à internet, ou seja, chega de colocar a culpa "no sistema" por não poder finalizar a venda.

Site Lite ERP

Site Lite ERP

Você tem também um módulo de PDV completo para fazer as operações de venda ao cliente.

Site Lite ERP

Site Lite ERP

Site Lite ERP

Site Lite ERP

E como você pode ver, é possível gerenciar os clientes, adicionando informações pertinentes a cobrança, observar vendas, entre outras coisas.

Recursos avançados e outras funcionalidades


Uma novidade muito interessante que surgiu na última atualização do Sige Lite foi a integração com o sistema de recebimento do Mercado Pago, muito popular dentro do Brasil, criação do Mercado Livre.

O Sige Lite tem essa versão completamente grátis, mas existe uma versão premium por um valor bem em conta, com mensalidades à partir de pouco menos de RS 90,00 que te oferece alguns recursos interessantes. Tudo isso que você viu até agora está na versão grátis, na versão premium você tem acesso ao Sige Cloud, o servidor de sincronização em nuvem da empresa que o desenvolve, garantindo que os seus dados estejam sempre a salvo. O modo premium também permite acesso a relatórios de cada segmento, podendo ser exportado em PDF ou em planilhas compatíveis com o Microsoft Excel ou com o LibreOffice Calc, além de, é claro, ter suporte por parte da empresa, coisa que a versão grátis não possui.

É bom observar que alguns dos recursos listados aqui estão disponíveis somente na versão paga, mas podem ser extremamente úteis, como:

- Gestão Financeira;
- Gestão de Vendas;
- PDF com Cupom Fiscal Eletrônico;
- Gestão de Estoque;
- Gestão de Serviços;
- Gestão de Compras;
- Gestão de Fiscal;
- NF-e de Exportação;
- Documentos Personalizados;
- Gestão de Contratos;
- Gestão de Produção;
- Gestão de CRM;
- Relatórios;
- Central de Integrações;
- Integração com Google Apps;
- Gestão de Expedição;
- SIGEP Web - Correios;
- Gestão de Tarefas;
- Gestão de Frotas;
- Gestão de RH;
- Gestão de arquivos;
- Sistema Online e mais.

Você pode ler mais detalhes sobre as funcionalidades na página oficial, lá os desenvolvedores explicam cada detalhe com maior clareza.

Mesmo sem assinar a versão premium, você tem bastante material de apoio para utilizar a ferramenta com uma Central de ajuda completa e uma playlist no YouTube com vários vídeos relacionados ao funcionamento e apresentação da ferramenta.

Acho que hoje eu finalmente consegui preencher uma das lacunas de informação que perdurava aqui no blog há anos, um bom software ERP! Missão cumprida pelo visto! :)

Espero que a informação tenha sido útil para você, até uma próxima!
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Atari anuncia o seu novo console com base no Ubuntu

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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Depois de um longo tempo de desenvolvimento a Atari anunciou a pré-venda de seu novo "Retro console",  o Atari VCS, saiba mais detalhes agora:

Atari + Ubuntu






A Atari anunciou ontem (Quarta-feira, 30 de Maio de 2018) a disponibilidade de pré-venda de seu console baseado em Linux, o chamado "Atari VCS" foi financiado através do IndieGOGO, arrecadando até o momento mais de 1 milhão e meio de dólares. Segundo as informações, o console da empresa carrega uma versão modificada do Ubuntu (muito provavelmente o 16.04 LTS), ao menos atualmente, como o lançamento da versão final do console será apenas em 2019, muito provavelmente o upgrade para a base 18.04 LTS ocorrerá.

Observando o hardware temos uma combinação curiosa: AMD+Linux.

O console carregará uma APU A10 Bristol Ridge com chip gráfico Radeon R7x, com versão com até 4GB de memória RAM DDR4 e armazenamento eMMC de 32 GB, suportando também cartões SD e dispositivos externos, como SSDs ou HDs. Além disso, a nível de periféricos, será possível conectar dispositivos via bluetooth e USB, como joysticks, mouses, teclados e webcam. Quem desejar poderá comprar também os joysticks clássicos do Atari ou comprar uma versão moderna, ambos vendidos separadamente por 30 e 50 dólares cada, respectivamente.


O console trará mais de 100 jogos clássicos do Atari carregados na biblioteca interna, mas os jogadores também poderão comprar mais títulos através da "Atari VCS Store', outra especulação que se faz é uma parceria com a Valve e com a GOG, ambas empresas que possuem games para Linux em seu catálogo para expandir ainda mais a biblioteca de jogos nativos do console.

Outro fator interessante deste console da Atari é que os usuários poderão customizá-lo como quiserem, instalando outros sistemas operacionais nele inclusive, há também um rumor de que os novos portes dos jogos da Atari serão exclusivos de Linux. O console será vendido em edições diferentes, possuindo caixas com e sem os controles com o valor começando em torno de 200 dólares.
Até a próxima!
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Veja aplicativos de Linux rodando no Chrome OS

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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Nesta semana nós noticiamos aqui no blog que os Chromebooks estarão aptos a rodar aplicativos comuns do mundo Linux através de containers e não demorou para aparecerem os primeiros testes na internet, confira:

Chrome OS rodando Linux Apps






O canal "Chrome Unboxed" produziu um vídeo muito interessante sobre a nova feature disponível atualmente apenas no Pixelbook. A possibilidade de rodar aplicativos que são comuns do mundo Open Source, como GIMP, Inkscape e até mesmo jogos ainda está em fase de testes, mas promete muito.

Apesar de a maior parte dos serviços que as pessoas utilizam hoje em dia (falando de público doméstico) poder ser acessada através de um simples browser, ainda existem certas tarefas nas quais aplicativos que rodam instalados no sistema operacional tem preferência, como é o caso de edição de vídeos por exemplo.

No vídeo demonstrativo em questão você pode ver o YouTuber mostrando o Inkscape rodando através de um container, ele parece rodar muito bem, sem travamentos ou engasgos, pelo menos ao realizar atividades simples como as que foram feitas:


Na demonstração podemos ver até mesmo o game Open Source "Open Arena" sendo executado, porém, com baixíssimo desempenho, o que é um claro indicativo de que ainda se faz necessário muitas otimizações para gráficos 3D, ainda assim não torna a "demo" menos impressionante.

Cada usuário tem suas preferência e seu modo de trabalhar, mas eu me agrado muito com a forma com que o Chrome OS funciona, com compatibilidade com Apps Android e talvez com maior compatibilidade para Apps Linux "tradicionais" no futuro ele possa ser o meu sistema padrão. Quem sabe, né?

Até lá temos muito o que observar ainda, então fique ligado no Diolinux para saber mais e me conte o que você achou desta bela demonstração.

Até a próxima!
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Como ter aplicativos portáteis através do Orbital Apps

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Sempre que estamos longe dos nossos desktops e notebooks e não temos um acesso a internet muito boa para baixar os nossos programas acabamos recorremos a Apps "portáteis", nesse artigo vamos mostrar mais uma alternativa para isso.

Como ter aplicativos portáteis através do ORB






Procurando uma alternativa em executar os programas mais básicos sem precisar a instalação dos mesmos? No mundo Linux eu achei duas boas alternativas: o Appimage e o ORB, este último menos conhecido e é o que vamos abordar nesta matéria.


O Appimage vem ganhando popularidade nos últimos tempos por ter alguns programas famosos em seu formato, como Audacity, Inkscape e Kdenlive por exemplo, mas procurando nas "águas vastas" da internet, achei um site chamado OrbitalApps que tem a "filosofia" parecida com o Appimage, porém, com algumas peculiaridades.


● Rodar out-of-the-box;

● Não precisar de nenhum "runtime" para instalação;

● Não precisar de permissões especiais e nem precisar habilitar o root no app;

Clickable  que seria clicar e rodar o programa, sem precisar de mais permissões.

No site deles tem explicando melhor como funciona, você pode acessar aqui e aqui.

A instalação do Launcher ORB, esse que facilita o manuseio dos programas empacotados no formato .orb ajuda um bocado, então o primeiro passo é instalá-lo:


Primeiro vamos baixar o Launcher, que você acessa aqui, ele vai estar no formato .iso.

Depois que o arquivo estiver baixado, você vai clicar com o botão direito em cima do arquivo e depois clicar em "Abrir com", e depois abrir com o "Gerenciador de Montagem de Disco".

Feito isso, vai aparecer uma janela dizendo que o "orb" contem um software que se inicia de forma automática e se você gostaria de executar ele. Click em "Run" ou "Executar".

Depois disso é só por a sua senha do sistema e esperar a instalação finalizar e está feito.


Como ter aplicativos portáteis através do ORB


E para acessar os apps portados para o formato .orb, você pode acessar aqui e baixar os que você quiser.

Diga para nós quais programas você gostaria de ver portado para esse novo formato. =)

Até a próxima, grande abraço!
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Compilação de código fonte torna programas realmente mais rápidos?

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Durante a live de comemoração dos sete anos do blog Diolinux, debatemos a questão do ganho de desempenho do Gentoo através da compilação de programas. Será que isso é real mesmo?






Gentoo Linux é conhecido pelo seu desempenho baseado na estratégia de compilação de código fonte diretamente na máquia que será utilizada. A lógica é o seguinte:
Como os programas dos repositórios das distribuições são compilados em máquinas que possuem processadores diferentes da sua (algo que é incerto de se saber), isso pode acarretar em certa perda de desempenho. Portanto compilando os programas na mesma máquina que irá utilizá-lo acaba acarretando no melhor aproveitamento do desempenho.
Mas esse conceito em certo aspecto é teórico, em outro não; as próprias ferramentas de desenvolvimento do Android são disponibilizadas em forma de código fonte para poder extrair o melhor proveito do hardware após compila-la.

Somente o fato de compilar programas diretamente na máquina não é garantia melhor aproveitamento de desempenho do hardware, especialmente se o usuário não souber como fazer isso. Pode ser, na verdade, que a situação piore ao invés de melhorar. Existem mais fatores a serem considerado antes de concluirmos e julgarmos que a compilação do código fonte é o fator chave desse conceito.

Eu já havia até mesmo feito um vídeo no meu canal debatendo o assunto quando me disseram que o FreeBSD utilizando o UFS ou ZFS possuía melhor desempenho do que do Linux e expliquei em detalhes. Confiram o vídeo:


Da mesma forma que um filesystem não é a única característica que influencia no ganho de desempenho de um sistema operacional,  compilar código fonte diretamente na máquina também não. Alguns fatores que influenciam para isso são:
  • Configuração especifica para o hardware (exemplo disso é o kernel que deve ser configurado para a família correta do seu processador e não a versão genérica. Utilizar microcódigos do processador também ajuda;
  • Makefile personalizado (as comunidades Gentoo e Funtoo fazem isso muito bem);
  • Patches de correções desenvolvidos pelas próprias comunidades Gentoo e Funtoo (esse é um ponto importantíssimo que as comunidades Gentoo/Funtoo fazem adicionando seus patches para melhorar o desempenho);
  • Fazer uso de compiladores e bibliotecas corretas;
  • Filesystem
  • init system (inclusive a comunidade Gentoo criou o Openrc exatamente com esse propósito. O systemd vem apresentando melhor desempenho até mesmo que o Openrc).
Querem prova que até mesmo pacotes binários podem proporcionar bom desempenho? A própria distribuição Clear Linux é prova de fogo disso, que vem aprimorando o desempenho do Linux mesmo tendo pacotes binários, inclusive trabalhando para tornar o Steam em um programa 64 bits nativo.

 Alguns dos seus resultados podem ser conferidos no próprio Phoronix:

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux

Teste de Benchmark Linux


Outros dois grandes exemplos disso são as distribuições Alpine Linux por adotar o musl ao invés da Glibc e o LLVM no lugar do GCC.

A distribuição Debian que vem ganhando melhoria de desempenho de uma versão para a outra, um dos fatores para esse sucesso também foi por estar adotando o LLVM no lugar do GCC e há planos de migrar da Glibc para a musl.

Muitas vezes distribuições source based não serão a melhor solução para o ganho de desempenho; na verdade ela pode até mesmo se tornar uma dor de cabeça ao invés de uma solução e você se frustrar. O que deve ser analisado para adoção de uma distribuição source based é a sua necessidade (quando adotar ou não) assim como o Google fez no caso do ChromeOS e a Apple vem fazendo com o iOS.

Um debate legal. É isso aí, um abraço e falou :)
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Nova versão do GIMP finalmente está disponível!

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sábado, 28 de abril de 2018

Depois de praticamente 6 anos de desenvolvimento a versão 2.10 do manipulador de imagens GIMP está disponível para download e com várias novidades interessantes, confira:

Lançado GIMO 2.10






Os desenvolvedores anunciaram a versão 2.10 do GIMP através do site oficial do programa listando os destaques desta que, segundo eles, é uma GRANDE atualização para o GIMP.

Dentre as principais novidades desta atualização temos:

- O processamento de imagem está próximo de ser completamente portado para GEGL, permitindo um melhor aproveitamento multi-thread e aceleração de hardware para o processamento dos pixels;

-  O gerenciamento de cor agora é um recurso nativo do GIMP, a maior parte das áreas de preview e widgets são gerenciáveis;

- Muitas ferramentas foram melhoradas, como a ferramenta de seleção inteligente (varinha mágica*), ferramenta de transformação, entre outras;

- Houve melhorias para os usuários do GIMP que fazem pintura digital, agora com suporte para pincéis do MyPaint e incremento de funcionalidades para facilitar a criação de desenhos baseados em simetria e rotação;

- Suporte inicial a telas de alta densidade de pixel (HiDPI);

- Novo visual, agora o GIMP tem temas nativos embutidos com o software, dando um visual mais profissional à aplicação, os temas ainda possuem variações de tonalidade, claro, escuro, cinza e uma opção que permite usar o tema gtk do sistema.

Realmente existem muitas, muitas coisas novas! Você pode conferir todas as notas de lançamento diretamente no site oficial, onde você encontra até pequenos vídeos para demonstrar a funcionalidade das novas ferramentas.

Como testar a nova versão do GIMP?


GIMP 2.10


No site do GIMP o modo "oficial" de fazer o teste é através de um pacote Flatpak, no caso do Ubuntu, será necessário rodar estes comandos para utilizar:
sudo apt install flatpak
flatpak install https://flathub.org/repo/appstream/org.gimp.GIMP.flatpakref

Instalando o novo GIMP via Flatpak

Porém, é possível instalar também via PPA, para saber como fazer isso, consulte este artigo aqui do blog.

O processo via Flatpak serve virtualmente para qualquer distribuição, consulte a documentação do seu sistema para entender como ativar o recurso, caso ele ainda não esteja ativo. Este artigo do blog sobre Flatpak pode ajudar também.

Para rodar o GIMP instalado via Flatpak no Ubuntu você deve usar este comando:
flatpak run org.gimp.GIMP
No Linux Mint, que já possui integração com o FlatHub, basta procurar pela versão do GIMP em Flatpak na loja de aplicativos ou, alternativamente, usar o PPA.

Uma coisa que vale observar é que o GIMP é um App muito comum dentro do repositório das distros, então em mais ou menos tempo ele também deverá ficar disponível para todos desta forma, geralmente distros rolling release trazem a versão antes das demais, como o Arch, Manjaro e o Fedora, que mesmo não sendo Rolling, costuma ser bem atualizado.

Um "problema" com o GIMP


O GIMP é um software excelente, que se fosse pago, seria com certeza muito caro! Não sei se você já parou para pensar nisso, mas um software da robustez do GIMP é entregue para você gratuitamente e ainda com o código fonte aberto. Incrível, não?

Estou falando sobre isso porque em meio às notas de lançamento desta nova versão do GIMP eu encontrei um dado muito curioso.

Colaboradores do GIMP

O GIMP é um projeto feito de forma completamente comunitária. Desde 1997, segundo o site, apenas em um mês (Agosto de 2003) é que o GIMP teve mais de 20 colaboradores simultâneos, 21 para ser mais exato.

Olhando a Timeline podemos ver que em vários momentos tivemos apenas 3 pessoas (em todo o mundo) ativas no desenvolvimento do GIMP, a informação mais recente é de Fevereiro de 2018, com 12 pessoas ativas.

E isso diz muito respeito a toda demora para lançar uma grande atualização como esta que temos o prazer de anunciar hoje. Uma equipe reduzida e não assalariada como esta, eu diria que o que vemos é praticamente um milagre de esforço, boa vontade e competência técnica.

Levanto este tópico porque acho pertinente a discussão em torno do assunto. Já vi muitas pessoas reclamarem do GIMP pelos mais diversos motivos, mas será que estas mesmas viram esta situação? Geralmente as pessoas comparam o Photoshop com o GIMP, mesmo com a Adobe tendo um time inteiro e muito bem pago para incrementar o Photoshop ano a ano, o pessoal do GIMP continua fazendo um bom trabalho, que para muitos usuários até ultrapassa ou no mínimo equivale ao produzido pela Adobe, e não esqueça, o programa é de graça para você, disponível nas três principais plataformas e ainda te dão o código fonte. Repito, é incrível.

Talvez com isso as críticas ao GIMP sejam mais brandas de agora em diante, porém, há outro viés que vale a pena ser comentado. Existem alguns softwares que nasceram no Linux para serem utilizados por artistas e produtores de conteúdo em todas as plataformas que encontraram seu caminho ao se organizarem de uma forma diferente.

O Blender, o Krita e até mesmo o Kdenlive são ótimos exemplos. Será que não seria importante haver uma modificação na forma com que o GIMP é trabalhado para que ele gere alguma renda para podermos ter vários desenvolvedores fixos no projeto? 

Criar uma fundação como o Blender e o Krita fizeram acabou ajudando os dois a se destacarem até fora do "mundo Linux". Se este é o caminho eu não tenho certeza, mas o GIMP merece mais atenção e depender apenas de doação e boa vontade pode até funcionar, mas leva muito mais tempo, como vimos neste lançamento que demorou 6 anos para acontecer.

Algo que nem todos pensam, mas se você gosta do GIMP e adoraria incrementar funções nele, nada impede que você trabalhe no software e crie uma empresa para prestar suporte para o mesmo, assim como muitas fazem com uma distro Linux qualquer ou outros softwares como o LibreOffice, por que não com o GIMP?

Que tal patrocinar o projeto? Quem tem realmente condição e tira proveito do GIMP poderia bancar um desenvolvedor. O GIMP poderia criar uma campanha do tipo "adote um desenvolvedor" e entregar benefícios a estes colaboradores, como suporte e criação de ferramentas para atender a necessidades dos mesmos antes. 

Talvez isso ajudasse no desenvolvimento, uma empresa como a Collabora, que trabalha com o LibreOffice, só que com o GIMP. O que você acha da ideia?

Até a próxima!

* "Varinha mágica" é nome da ferramenta de função semelhante do Adobe Photoshop, geralmente as pessoas entendem melhor do que se trata através da expressão.
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Lançado "Rise of the Tomb Raider" para Linux

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

A Feral Interactive anunciou hoje o lançamento do game "Rise of the Tomb Raider" para Linux, a versão para macOS havia sido lançado uma semana atrás pela empresa e finalmente temos o título "no pinguim".

Rise of the Tomb Raider






A espera acabou e temos mais um título "triplo A" chegando à plataforma Linux. O anúncio ocorreu hoje e para comemorar temos uma belo desconto na Steam para os jogadores.

O game de ação e aventura saiu em 2015 como exclusivo de Xbox One e 360, saindo em 2016 para Windows. As versões para macOS e Linux saíram apenas neste mês, porém, com todas os conteúdos adicionais já disponíveis. Trata-se da sequência direta do game "Tomb Raider" de 2013, o qual também possui versão para Linux e macOS, e mostra, como o título sugere, a acensão da protagonista "Lara Croft" ao se tornar uma "Assaltante de tumbas", na história a personagem tenta descobrir os mistérios da mítica cidade russa de Kitej, que segundo as lendas do game, contém os segredos para a imortalidade.


No momento em que escrevo este artigo o game está com quase 70% de desconto.

Os requisitos para o game no Linux são:

MÍNIMOS:

SO: Ubuntu 17.10

Processador
: Intel Core i3-4130T ou equivalente da AMD

Memória: 8 GB de RAM

Placa de vídeo: 2GB AMD R9 285 (GCN 3rd Gen and above), 2GB Nvidia GTX 680 ou melhor

Armazenamento: 28 GB de espaço disponível

RECOMENDADOS:

SO: Ubuntu 17.10

Processador: Intel Core i7-3770K

Memória: 12 GB de RAM

Placa de vídeo: Nvidia GTX 980Ti

Armazenamento: 28 GB de espaço disponível

O game utiliza o Vulkan apenas como API gráfica, ajudando a dar vida a essa nova geração de jogos para computador baseada na nova ferramenta.

Você pode conferir o trailer do game aqui: 


O pessoal da Feral Interactive foi muito gentil em nos fornecer uma chave para o teste do game, então em breve vocês podem esperar conteúdo relacionado a ele no canal, fiquem ligados.

Até a próxima!
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9base - Mais uma alternativa ao coreutils do GNU

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Já demos uma olhada no toybox e no embutils. Desta vez vamos dar uma olhada no 9base que é mais uma alternativa ao coreutils do GNU9base surgiu como um port de vária ferramentas originadas do sistema operacional Plan 9 para Unix, baseada no plan9port.

9base-para-linux-e-freebsd






Tudo no Linux é uma questão de escolha, você escolhe o que quer utilizar. Escolhe a distribuição, o ambiente gráfico, players e navegadores (até aí tudo certo até mesmo para o Windows), ferramentas de desenvolvimento como compiladores e engines, ferramentas para a administração de sistema, ferramentas para servidores e muito mais. Tem a liberdade até mesmo de utilizar software open source ou proprietário. Isso é liberdade: O direito a escolha.

A escolha reflete melhor o conceito de liberdade do que tudo e não unicamente uma licença. Isso porque Linux é um sistema operacional bem modular e essa flexibilidade é que reflete esta beleza de termos várias alternativas para tudo o que quisermos.

Já tratei do toybox e embutils e desta vez vamos mostrar o 9base, que é mais uma alternativa ao GNU coreutils (apesar que o toybox é um terminal, mas seus comandos são agrupados internamente). 9base é um conjunto de comandos para administração de tarefas que já fazemos frequentemente no sistema operacional. Este pacote foi herdado de outro sistema operacional chamado Plan9 (já mencionei sobre o Plan9 em outro artigo e no vídeo Muito além do GNU - newlib. Por traz do seu desenvolvimento estava dentre eles, Ken Topmpson o criador do Unix). Tanto que essa não é a única opção a respeito de ferramenta do plan9 para o Linux; existe por exemplo o Glendix que é uma distribuição Linux que utiliza ferramentas do Plan9 em seu user space (vai pensando que o Android é a única distribuição sem user space que não roda ferramentas do GNU).



Não fique preso a uma única alternativa, seja livre para utilizar outras, experimenta-as, analisá-las e tirar suas próprias conclusões ainda que não sejam agradáveis (essa mesmo eu detestei); mas ao menos fazendo isso, poderá opinar sobre o assunto. Reclamamos muito do Windows ser engessado mas acabamos cometendo o mesmo erro se não nos proporcionarmos a liberdade de conhecer. Livre é você, a licença serve para garantir a sua liberdade de escolha, é por isso que elas existem ;)

Confiram também sobre o bug que encontrei no Bash mais ou menos dois anos atrás e ali ainda permanece:



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Horizon Chase Turbo, dos mesmos criadores do Balistic Overkill, anunciado para Linux

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A produtora brasileira Aquiris Game Studio, que é a mesma desenvolvedora do game FPS Ballistic Overkill, anunciou o seu novo jogo, o Horizon Chase Turbo, isso em parceria com a Sony e o melhor de tudo, terá suporte para Linux.







O jogo tem uma pegada baseada nos títulos de corrida lançados nas décadas de 80 e 90, mas adaptados para as tecnologias atuais dos consoles e sistemas operacionais como o suporte para telas em 4K.

Ele é uma releitura do famoso game da produtora, o Horizon Chase World Tour, que até então só estava disponível em versões mobile.

Esta nova versão do jogo vem algumas coisas interessantes e bastante bacanas, como:

Possibilidade de jogar com até 4 jogadores dividindo a mesma tela (como nos jogos antigos, como no Nintendo 64);

12 tipos diferentes de Copas, 48 cidades,  109 circuitos, 31 tipos de carros diferentes e 12 upgrades;

Desafios Online com os amigos e também o Modo Competitive Ghost Mode;

Música feita pelo Barry Leitch, designer de som responsável pelos sons de corridas dos anos 1990.


O jogo vai ser lançado no dia 25 de Maio de 2018 para PS4, e para PC's (Linux, Windows e macOS)

Pelo trailer, o jogo parece ser bem divertido, como eram os jogos antigos de corridas, e com um visual muito bonito e agradável de se ver.

E agora queremos saber de você, através dos comentários abaixo, o que está esperando do jogo. =)

Até uma próxima e um forte abraço a todos.

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Microsoft lança novo sistema operacional baseado em Linux, conheça o "Azure Sphere OS"

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terça-feira, 17 de abril de 2018

Ainda não é um sistema operacional para substituir o Windows no Desktop, mas mesmo assim, "quem diria", não? A "gigante de Redmond" anunciou o lançamento de seu mais novo sistema operacional para IoT e ele não é baseado no Windows e sim no Linux.

Microsoft Sphere Linux






Durante um videocast a Microsoft anunciou uma nova solução da empresa para o segmento (cada vez mais disputado) de internet das coisas (IoT). Um sistema operacional que possa combinar os serviços em nuvem da empresa com esses pequenos e inteligentes dispositivos.

Esse segmento hoje é ocupado fortemente pelo Ubuntu da Canonical, mas vem sendo cobiçado por gigantes da tecnologia de todo o mundo.

Brad Smith, da Microsoft, que foi o responsável pela apresentação do projeto, afirmou: "Ainda somos a empresa do Windows, mas reconhecemos que a melhor solução para um computador 'deste' tamanho  - enquanto segurava o pequeno chip - não é uma versão completa do Windows".

Brad Smith Microsoft
Brad Smith, da Microsoft, enquanto segurava o pequeno Chip no Webcast

Com o nome de "Azure Sphere OS", a Microsoft cria genuinamente o seu sistema operacional para IoT baseado no Kernel Linux.

"Criamos aqui um Kernel Linux personalizado para atender a nossa demanda com alguns serviços que criamos para o próprio Windows. Para todos aqueles que acompanham a Microsoft nos últimos 43 anos, esta é a primeira vez que anunciamos o nosso próprio sistema Linux. É um passo importante para o setor e nos permitirá apoiar a tecnologia de  forma com que o mundo precisa que seja.", finalizou Smith.

Opinião pessoal


O que eu vejo aqui é que depois de muitos anos finalmente a Microsoft está vendo o Linux como uma ferramenta e não como um concorrente, algo que ele nunca foi efetivamente.

Outras empresas usaram e usam o Linux também como base de seus produtos e estes sim, podem concorrer com a Microsoft, mas o Linux em si é a ferramenta livre que qualquer um, incluindo a Microsoft, pode utilizar. Sendo o Linux uma ferramenta como um martelo, porque a MS não poderia utilizar uma ferramenta tão básica e sólida para construir o seu produto também?

Vemos atualmente uma empresa muito mais colaborativa e aberta do que outrora, ainda é empresa do Windows, como Smith comentou, mas não me surpreenderia se no futuro o Windows fosse grátis e Open Source e se tornasse uma plataforma para serviços, como é o Android para a Google.

O tipo de decisão de usar a melhor tecnologia e melhor solução para cada segmento que a companhia atue não é nada mais do que inteligente. Afinal, independente do segmento, o importante é, assim como qualquer outra empresa, continuar faturando, seja com Windows, seja com Linux.

Até a próxima!

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Clones do Unix também são Unix?

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sábado, 7 de abril de 2018

Mais um assunto que entra em um debate quase interminável é se Linux é realmente um Unix pelo fato de ser um clone. Coletei algumas informações em alguns sites para que possamos estudar e analisar o assunto para tirarmos a real conclusão.

Clones do Unix





Muitos defendem que Linux não é um Unix pelo fato de ser um clone; defendem até mesmo que os BSDs são mais Unix do que o Linux simplesmente por ter sua base de código originada do Unix original da AT&T e Bell Labs, porém, se levarmos em conta o processo enfrentado pela comunidade BSD e a maior alegação pela comunidade é que o BSD já havia sido tão modificado que o BSD já não tinha mais código do Unix original, então como afirmar que o BSD é mais Unix do que Linux? O que leva um sistema operacional ser mais Unix do que o outro? Ter derivação do Unix saído da AT&T?

Da mesma forma, se considerarmos o processo enfrentando pelo Linux quando a SCO acusou a IBM  de violação de contrato com código escrito para o UnixWare e doando-o ao Linux (ou seja, código de um Unix original rodando facilmente no Linux); então não há como alegar que Linux não é um Unix. O mais interessante é se considerarmos tantos programas do Linux portados para os BSDs.

Três fatores que temos que considerar é que, como descrito na página kernel.org em about que afirmam que Linux é um clone do Unix. Ele segue a especificação POSIX e a SUS (não do nosso serviço hospitalar público e sim de Sigle UNIX Specification).


Linux é um clone do sistema operacional Unix, escrito do zero por Linus Torvalds com assistência de uma equipe elástica de hackers ao redor da Net. Ele Destina-se à conformidade com a especificação POSIX e Single UNIX Specification.
Ele possui todos os recursos que você teria expectativa em um Unix moderno totalmente desenvolvido incluindo multitarefa real, memória virtual, bibliotecas compartilhadas, carregamento em demanda, executáveis compartilhados copy-on-write, gerenciamento adequado de memória e rede multitarefa incluindo IPv4 e IPv6.
De acordo com o site opengroup.org em Unix, Single UNIX Specification fornece um nível de abertura nas quais essas sem o padrão não podem, garantindo compatibilidade entre plataformas e que o foco é em padrão aberto para sistemas operacionais que incluem sistema UNIX®, POSIX®, sistemas operacionais open source tal como Linux® e BSD, sistemas real-time e redes de computadores.

A segunda coisa é que Linux não é o único clone do Unix. Neste vídeo faço uma analise comparativa entre outros três sistemas operacionais sendo eles o Minix, o Xinu e o Coherent para apresentar outros clones do Unix e chegarmos a real conclusão.

E o terceiro e último fator é que Unix é uma família de sistemas operacionais e não um único sistema operacional, pois estes seguem os mesmo padrões nos parágrafos acima mencionados (isto é o que define o que são Unix ou não). A maior diferença entre os clones do UNIX ou os sistemas operacionais UNIX-Like para o UNIX original é não poder carregar o nome UNIX por ser uma marca registrada.


Mas se nada disso não basta para você e na sua opinião estamos apenas puxando sardinha para o Linux, então ficamos por aqui com o link do próprio open group que mencionam que recentemente uma distribuição Linux se tornou certificada UNIX continuando a tendência e valor de basear o sistema operacional no padrão UNIX. Acho que isso já mata toda a xarada, não? ;)



Tanto Linux quanto os BSDs são sistemas operacionais Unix, ambos pertencem a mesma família e seguem os mesmos padrões. Ambos mantem essa beleza viva e agregando mais valor a tecnologia. O que devemos analisar são aspectos técnicos de ambos e de todos os outros Unix, vantagens e desvantagens (há muito coisa que Linux se tornou melhor até mesmo que outros Unix e o próprio Unix original).

Por hora é só e até o próximo artigo.
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