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O que fazer depois de instalar o OpenSUSE Leap 15.1?

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Veja agora quais serão os primeiros passos a serem tomados logo após o OpenSUSE ter sido instalado, a fim de se obter a melhor experiência possível.

opensuse-leap-pos-instalacao

A ideia por trás deste artigo é passar para você, quais os primeiros passos que devemos tomar logo após o OpenSUSE ter sido instalado, focando em conseguir uma experiência bastante completa, aproveitando ao máximo o que o sistema tem a lhe oferecer, da melhor maneira e a mais simples possível.

O OpenSUSE, assim como a grande maioria dos sistemas, é projetado para atender um número de pessoas muito grande , que possuem gostos e objetivos diferentes na utilização do computador, de forma que é virtualmente impossível trazer um sistema que esteja pronto para todos os usuários assim que instalado.

Vamos falar com bastante frequência sobre “repositórios” e “pacotes”, e para obter o melhor entendimento sobre o conteúdo é necessário que você saiba exatamente do que se tratam esses termos. Caso não saiba, primeiro assista ao vídeo abaixo, e em seguida continue lendo o artigo.


O que faremos aqui é habilitar repositórios, instalar softwares essenciais como o flatpak e o snap, além dos drivers e codecs, deixando o sistema o mais pronto possível para que, após isso, tudo o que você tenha a fazer é instalar as suas aplicações com o menor número possível de cliques, e utilizar o sistema.

Este artigo será baseado na versão “Leap” do OpenSUSE, que seria o equivalente as versões LTS do Ubuntu. Atualmente na versão 15.1 e tendo novos lançamentos aproximadamente a cada 12 meses.

Atualização do Sistema


A primeira coisa que recomendo que façam assim que o seu OpenSUSE Leap for iniciado pela primeira vez, é atualizar o sistema.

Muitas vezes ao utilizar um sistema não atualizado você pode presenciar bugs e problemas que já foram corrigidos, o que pode fazer com que você tenha uma experiência não tão boa com o sistema, e uma opinião injustamente negativa sobre ele, já que esta opinião seria baseada na experiência de utilização de um sistema desatualizado.

Para atualizar o sistema na versão com KDE Plasma, conforme mostrado na imagem abaixo, próximo ao relógio no canto inferior esquerdo clique em “Atualização de aplicativos”, em seguida clique em “Verificar atualizações”, aguarde a busca por atualizações e então clique em “Instalar atualizações”.

icone-de-atualizacoes-kde-plasma

Caso prefira, ou esteja utilizando outra interface gráfica, o sistema também pode ser atualizado através do terminal, para isso rode o comando abaixo:

sudo zypper up

Informações mais completas sobre gerenciamento de pacotes e atualizações no OpenSUSE serão disponibilizadas em um artigo futuro, fique de olho! 😉

Habilitando Repositórios


Uma das primeiras coisas que recomendo que vocês façam após instalar o OpenSUSE é ativar o repositório “Packman”, e caso possuam uma GPU Nvidia também é recomendado ativar o devido repositório de drivers. Apesar da semelhança no nome, o “Packman” não tem nenhuma relação ao “Pacman” (gerenciador de pacotes do Arch Linux). O “Packman” é bastante semelhante ao repositório RPMFusion do Fedora, contendo um grande número de softwares que por quaisquer motivos não puderam ser adicionados aos repositórios oficiais do OpenSUSE.

Para ativar tanto o “Packman” quanto o repositório de drivers Nvidia, no seu menu de aplicativos pesquise por “software”, e então clique sobre a aplicação “Repositórios de software”. Uma vez aberta a aplicação, no canto inferior esquerdo clique em “Adicionar”.

adicionar-repositorio-yast

Então selecione a opção “Repositórios da comunidade” e clique em “Próximo”.

adicionar-repositorio-yast

Agora marque a caixa de seleção “Packman Repository”, caso possua hardware Nvidia marque também a caixa “nVidia Graphics Driver”, clique em “OK”, e na janela seguinte clique novamente em “OK”.

adicionar-repositorio-yast

Caso apareça alguma caixa de diálogo solicitando para adicionar uma “Chave GnuPG não confiável”, não se preocupe, apenas clique em “Confiar”.

Após isso será necessário atualizar o sistema de forma semelhante ao que acontece quando rodamos “sudo apt dist-upgrade” no Ubuntu. Para isso abra o terminal e rode o comando abaixo.

sudo zypper dup --from packman --allow-vendor-change

Pronto, tanto o “Packman” quanto o repositório NVidia já estão instalados e prontos para serem utilizados.

Codecs


O “ffmpeg” é um codec multimídia extremamente útil para se obter uma melhor compatibilidade em aplicações como OBS Studio, VLC, navegadores, editores de vídeo, entre outros.

Para instalar o “ffmpeg” simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

sudo zypper install ffmpeg-3

Durante a instalação o usuário será questionado várias vezes sobre de qual repositório o pacote deve ser instalado. A versão que iremos instalar é aquela provinda do “Packman”, portanto toda vez que o sistema exibir um questionamento como o da imagem abaixo, simplesmente pressione o número “1” (Um) seguido da tecla “Enter”.

instalando-ffmpeg-3-terminal-opensuse

Por fim, o instalador solicitará a sua permissão para executar as alterações necessárias. Para conceder, apenas pressione a tecla “S” (ou “Y” se o seu sistema estiver em inglês), seguido de “Enter”.

instalando-ffmpeg-3-terminal-opensuse

Pronto, o “ffmpeg” já está instalado e pronto para ser utilizado no seu sistema.

Drivers Nvidia


Caso você queira utilizar o OpenSUSE em um notebook com GPU híbrida Nvidia/Intel, uma melhor opção seria instalar o Regata OS, que é uma distro brasileira baseada no OpenSUSE que traz um sistema muito mais pronto para este tipo de hardware. 

Isso significa que o OpenSUSE puro não pode ser utilizado com notebooks híbridos? Definitivamente não, mas o que buscamos aqui é a experiência mais simples possível, e o Regata OS está muito mais pronto para ser utilizado neste tipo de dispositivo do que o OpenSUSE “puro”.

Caso você esteja interessado em saber mais sobre o Regata OS, o vídeo abaixo é um “prato cheio”.


Como você deve se lembrar, no início deste artigo nós habilitamos o repositório de drivers Nvidia. Agora, com o repositório já habilitado tudo o que você precisa fazer é atualizar o sistema e reiniciar o seu computador, se tudo ocorrer como o esperado, o driver correto deve ter sido instalado automaticamente.

Para verificar se o driver foi instalado, ou para instalar o driver correto caso o mesmo não tenha sido instalado de forma automática, abra a aplicação “Instalar/remover software”, que pode ser encontrada no menu de aplicativos, e então pesquisar por “nvidia”.

instalando-drivers-nvidia-opensuse-yast

Observe que temos três pacotes cujos nomes iniciam com “x11-video”. Estes são os três drivers NVidia que estão disponíveis para a instalação, e para escolher o correto basta que você saiba qual é o modelo da sua placa de vídeo. Conforme pode ser observado na imagem acima, na descrição de cada um dos três pacotes está especificado para quais GPUs cada um é indicado. Sendo o primeiro para os modelos mais antigos, da série 8000 ou superior, como por exemplo a GeForce 8500 GT, o segundo para modelos a partir da série 400, como a GTS 450, e por fim a terceira opção que cobre todas as GPUs mais atuais, a partir da série 600.

Drivers AMD


Já fizemos um artigo explicando tudo o que a grande maioria dos usuários precisa saber sobre drivers AMD no Linux, artigo esse que se aplica a praticamente todas as distribuições Linux disponíveis, incluindo o OpenSUSE.

Os drivers AMD no Linux não precisam ser instalados, uma vez que já estão inclusos no próprio kernel. O máximo que talvez você precise fazer é ativar uma certa configuração para que alguns modelos de GPU mais antigos passem a suportar aplicações Vulkan, bem como obter um melhor desempenho. Configuração essa que já foi abordada nesse artigo.

Pacotes RPM


Conforme já falamos no artigo sobre gerenciamento de programas e atualizações no Fedora, os pacotes RPM (extensão .rpm) estão para o Fedora e o OpenSUSE assim como os “.deb” estão para o Debian, Ubuntu e seus derivados.

Um grande número de desenvolvedores disponibilizam seus softwares empacotados em “.rpm”, e um bom exemplo é o Google Chrome, que na sua página oficial encontra-se disponível para download em dois formatos para Linux, sendo eles “.deb” e “.rpm”.

download-google-chrome-rpm-fedora-opensuse

Softwares baixados no formato “.rpm” podem ser instalados via interface gráfica de uma forma extremamente simples, semelhante aos “.deb”. Para fazê-lo basta ter instalada a GNOME Software, Discover (do KDE), ou até mesmo o próprio “Instalar/Remover software” do OpenSUSE, abrir o “.rpm” com um desses softwares e clicar em “Instalar”.

Flatpak


Para adicionar suporte a aplicações em Flatpak no OpenSUSE primeiro instale o pacote “flatpak”, o que pode ser feito através do “Instalar/Remover software”, conforme imagem abaixo:

instalando-flatpak-yast-opensuse

Ou através do terminal com o seguinte comando:

sudo zypper install flatpak

Adicionar suporte ao Flathub fará com que um grande número de aplicações em flatpak fique disponível para ser instalada no sistema através das lojas de aplicativos, ou terminal. Para fazê-lo basta rodar o comando abaixo.

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Reiniciar o sistema pode ser necessário para completar essa operação.

Conforme pode ser visto neste “bug report”, alguns usuários, inclusive eu, relataram um mau funcionamento relacionado a aplicações Flatpak no OpenSUSE. Tal problema faz com que as aplicações instaladas em Flatpak simplesmente não abram. A instalação ocorre sem problemas, mas ao clicar sobre os ícones, nada acontece. Ao tentar abrir o software via terminal, é exibida uma série de erros, e o mesmo também não abre.

Todavia, esse problema não ocorre em todos os casos, então é perfeitamente possível que você possa utilizar as aplicações em flatpak no OpenSUSE sem maiores problemas. E mesmo que esse bug se apresente no seu sistema, felizmente já foi encontrada uma forma simples de corrigí-lo, que você pode conferir neste artigo.

Snap


Para adicionar suporte a aplicações em Snap no OpenSUSE, simplesmente rode os comandos abaixo na ordem em que estão sendo mostrados.

• Primeiro adicione o repositório do “snapd”:

sudo zypper addrepo --refresh https://download.opensuse.org/repositories/system:/snappy/openSUSE_Leap_15.0 snappy

• Uma vez o repositório adicionado, importe a chave GPG:

sudo zypper --gpg-auto-import-keys refresh

• Agora atualize o cache para adicionar o novo repositório:

sudo zypper dup --from snappy

• E por fim, instale o “snapd”:

sudo zypper install snapd

• Reinicie o sistema.

Após o sistema já ter sido reinicializado, rode ambos os comandos abaixo na seguinte ordem:

sudo systemctl enable snapd

sudo systemctl start snapd

Pronto! O seu OpenSUSE já está pronto para receber aplicativos empacotados em Snap!

Softwares Úteis


Há alguns softwares que considero essenciais para termos um funcionamento mais completo do sistema, dois deles são o “unrar” e o “VLC”.

O Unrar torna o gerenciador de arquivos compactados do sistema compatível com a descompactação de arquivos no formato “.rar”. Arquivos “.rar” ainda são bastante encontrados internet afora, o que faz com que o Unrar possa ser bastante útil para um grande número de usuários.

O Unrar pode ser instalado graficamente através do “Instalar/Remover software”, ou através do comando abaixo:

sudo zypper install unrar

O VLC é um reprodutor audiovisual extremamente conhecido, é muito provável que você já saiba exatamente do que se trata, e o melhor sobre o VLC é que ele é capaz de reproduzir desde um “.mp3” até onde a sua imaginação puder chegar. 😁

Brincadeiras a parte, com o VLC instalado no seu sistema você terá um software pronto para te atender, ao menos até que você instale o reprodutor de mídia da sua preferência.

O VLC pode ser instalado através da loja de apps (GNOME Software, Discover…), através do “Instalar/Remover software”, ou utilizando o comando abaixo:

sudo zypper install vlc

Por fim, espero que este artigo tenha tornado mais fácil a vida daquelas pessoas que estão chegando ao OpenSUSE Leap, dando um pequeno “up” nos seus conhecimentos sobre a distro, e quem sabe até dado ânimo para aquela pessoa que estava querendo testar o OpenSUSE, mas ainda não havia o feito devido ao tempo e estudo necessário para conhecer e se habituar a um novo sistema, uma nova base.

Você já testou, ou pretende testar o OpenSUSE Leap? Ou talvez você já seja um usuário com conhecimentos avançados sobre o sistema? Conte mais nos comentários!

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Conheça o app Habits, que contabiliza quantas teclas você pressionou no dia

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Se você tem curiosidade para saber quantas vezes pressionou determinada tecla ao longo do dia ou qual a distância que o seu mouse percorreu, Habits pode lhe ajudar nesta tarefa.


 Conheça o app Habits, que contabiliza quantas teclas você pressionou no dia






O aplicativo foi desenvolvido pelo site espanhol EL ATAREAO, mais precisamente pelo seu “dono”, o Lorenzo Carbonell.

No artigo de apresentação do aplicativo, Lorenzo comenta o seguinte:

“Em muitas ocasiões, comentei o quão improdutivo é o uso do mouse. Não que eu esteja descobrindo algo novo. Imagine que você está na frente do seu editor de texto favorito, o que você deseja. Imagine que você deseja abrir um documento. Nesse momento, você precisa mover o ponteiro do mouse de onde você está para o menu, clicar no menu a ser exibido, mover o ponteiro para a entrada de menu correspondente e clicar. Não é muito mais rápido usar o atalho do teclado Ctrl+O? Certamente, você é claro. Se você não estava claro, agora está claro. E como melhorar? Mudando seus hábitos. Começando a usar preferencialmente o teclado para o mouse. No entanto, para saber se você melhora ou não, é necessário medir e torná-lo propósitos mensuráveis ​​e realistas. E como medir seus hábitos para saber se você melhora ou não? No caso de medir seus hábitos com o mouse e o teclado na área de trabalho do Linux, proponho Habits (hábitos).”



O app Habits faz a medição das seguintes tarefas:

● distância percorrida pelo ponteiro do mouse em metros;
● número de teclas pressionadas no teclado;
● número de cliques no mouse ou no touchpad;



Você também pode modificar alguns parâmetros do Hábitos, como:

● Você pode configurar o Habits para iniciar quando o sistema operacional iniciar.
● Da mesma forma, você também pode iniciar o monitoramento quando o aplicativo inicializar.
● Você pode definir o tema dos ícones a serem usados ​​para se ajustarem perfeitamente ao tema que você instalou.
● Por fim, é possível modificar as cores mostradas nos gráficos que o Habits exibe.






Se você se interessou e quer testar o Habits, a instalação é feita através de um PPA do projeto. Por hora ele só está disponível para a base Ubuntu. Uma observação importante, o aplicativo não monitora quais teclas você pressiona, mas apenas se você pressionar. Também não são enviados dados do seu sistema. Para instalá-lo, basta abrir o seu terminal e copiar/colar o comando abaixo ou você pode digitá-lo também.

sudo add-apt-repository ppa:atareao/atareao -y && sudo apt update &&
sudo apt install habits -y

E se você quiser desinstalar ele por completo, basta digitar os seguintes comandos:
sudo apt remove habits
sudo add-apt-repository ppa:atareao/atareao --remove

O GitHub do projeto, caso você queira conferir o código do aplicativo, você pode acessá-lo aqui.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum, o Diolinux Plus. Espero você até a próxima, um forte abraço.






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Corrigindo bug dos flatpaks não iniciando no OpenSUSE Leap 15.1

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Em alguns casos pode ocorrer um bug que faz com que aplicações instaladas em flatpak não iniciem no OpenSUSE. Aprenda agora uma maneira simples e rápida de corrigir esse problema.

flatpak-bug-no-opensuse-leap

Recentemente, após ter feito uma instalação limpa do OpenSUSE Leap 15.1 na minha máquina, e habilitado o suporte à flatpaks, me deparei com um problema um tanto quanto bizarro. As aplicações instaladas através deste método simplesmente não abriam, e via interface gráfica nenhuma mensagem de erro era apresentada.

Com o objetivo de descobrir o que estava ocasionando o problema, tentei iniciar diferentes programas instalados em flatpak diretamente pelo terminal. As aplicações continuaram não abrindo, mas algumas mensagens de erro foram exibidas no terminal, mensagens essas que me proporcionaram mais informações, facilitando a busca pela solução.

Na página de “issues” no Github do projeto Flatpak encontrei relatos de outros usuários que se depararam com o mesmo problema, e foi também lá que encontrei a solução, ou melhor dizendo, uma forma de contorná-lo.

Como resolver?


Este é um bug que parece se apresentar de forma “aleatória”, sendo que nem todos os usuários do OpenSUSE Leap 15.1 tiveram este problema. Mas caso você, assim como eu tenha sido um dos “azarados”, eis a solução.

Para contornar o problema tudo o que você deve fazer é alterar o “hostname” da sua máquina para qualquer nome da sua escolha, e então reiniciar o computador.

Copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

hostnamectl --static set-hostname NORM07

Opcionalmente você pode substituir “NORM07” pelo “hostname” da sua escolha, lembrando de utilizar apenas caracteres alfanuméricos.

Agora tudo o que você precisa fazer é reiniciar o seu computador, e pronto! As aplicações em flatpak já deverão estar iniciando normalmente.

Segundo os meus testes, o problema ocorreu apenas no OpenSUSE Leap 15.1, que está utilizando o Flatpak na versão 1.2.3. No OpenSUSE Tumbleweed, que conta com o Flatpak na versão 1.6.1 o problema não ocorreu. Não encontrei nenhuma menção a esta correção nas notas de lançamentos das novas versões do Flatpak, mas os testes levam a crer que o problema já foi corrigido nas versões posteriores a 1.2.3, o que faz com que este seja um problema com prazo de validade definido.

Por fim, enquanto não for feito um update na versão do flatpak presente no OpenSUSE Leap para uma versão na qual o bug já tenha sido corrigido, o procedimento mostrado neste artigo é uma boa opção para contornar o problema e permitir aos usuários utilizarem aplicações em flatpak normalmente no sistema.

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Gerencie os seus aplicativos flatpaks com o Flatseal

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

O flatpak é uma das formas de distribuir aplicativos no mundo Linux, tem gente que gosta tem gente que não, mas não é o foco deste artigo. Nele vamos mostrar uma ferramenta para gerenciar esses aplicativos instalados via flatpak.


Gerencia os seus aplicativos flatpaks com o Flatseal






Se você não tem ideia de como funciona o flatpak, fizemos um artigo muito bem elaborado e detalhado sobre, que você pode conferir aqui. Se precisar de mais algum passo extra, que não foi abordado no nosso tutorial, você pode consultar no guia de instalação do flatpak aqui.



O Flatseal ajuda de uma forma bem simples a gerenciar as permissões de cada aplicativo flatpak instalado no sistema. Por isso é interessante ler o artigo que produzimos de como funciona o básico para entender o que cada permissão afeta.
O utilitário também pode ser utilizado para quem for usuário mais “hardcore” e precisa de mais gerenciamento em seus aplicativos.




Tanto que na página do Flathub, a frase que é “estampada” é: “Flatseal is a graphical utility to review and modify basic permissions from your Flatpak applications.” ou “O Flatseal é um utilitário gráfico para revisar e modificar permissões básicas de seus aplicativos Flatpak.”

Para instalar ele é bem simples. Depois de instalar o suporte ao flatpak no seu sistema (se ele já não vier ativado por padrão), basta abrir o terminal e copiar/colar ou digitar o comando abaixo:

flatpak install flathub com.github.tchx84.Flatseal

Depois é só esperar o processo de instalação terminal e procurar no Menu de aplicativos da sua distro.

Se você quiser dar uma olhada no código do projeto, basta acessá-lo no GitHub.

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Nova versão do ArcMenu traz um novo layout, o Unity Dash

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sábado, 15 de fevereiro de 2020

Uma das extensões mais populares para o Gnome, o ArcMenu, chega agora na sua versão 41, com várias melhorias no código e com um novo layout adicionado, o Unity Dash.


 Nova versão do ArcMenu traz um novo layout, o Unity Dash





Já abordamos aqui no blog, as versões 33 e 38, que dentre os layouts disponíveis, tem alguns como o Windows 10, KRunner e Budgie por exemplo.


Podemos pontuar nessas novidades, três (3) que se sobressaem mais nesta versão 41.


A primeira novidade anunciada, foi a total integração com o Dash to Dock, que segundo eles, foi graças ao Andrew Zaech (Lead Project JS Developer), e a sua dedicação na integração dos dois projetos, que isso foi possível.


A segunda novidade anunciada, foi a possibilidade a partir da versão 41 do ArcMenu, você pode criar atalhos dos programas na área de trabalho (desktop) com o botão direito do mouse. Vale salientar que você precisa da extensão que habilita os ícones na área de trabalho ativada. Depois de criado, você precisa habilitar ele para que ele possa ser “lançado” (allow launching). Como acontece no Ubuntu 19.10.



A terceira e última que podemos pontuar, é o re-design do layout do Ubuntu  Dash e o layout novo, o Raven. O primeiro foi totalmente redesenhado para se adequar a integração na Dash to Dock e o segundo foi inspirado nos layouts dos Chromebooks.

"Unity Dash"

"Raven"

Eles também mostraram um cronograma de quais versões do Gnome vão suportar e quais vão “dropar”. Para usar sem nenhum susto ou algo do tipo, o recomendado por eles é usar a partir da versão 3.34. Na imagem abaixo você pode conferir melhor.

Mas se você estiver utilizando uma versão antiga do Gnome, como a 3.28 ou a 3.32, você pode utilizar a versão 40 do ArcMenu. Até o momento dessa matéria, as versões 40 e 41 ainda estão pendentes no EGO (Extensions Gnome Org), mas provavelmente será lançados em breve.

Para conferir a release completa, você pode acessá-la aqui.

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Governo sul-coreano estuda viabilidade da migração para Linux

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Com o fim do suporte da Microsoft ao Windows 7, algumas situações “inusitadas” foram criadas, como o parque tecnológico de alguns governos, por exemplo o sul-coreano.


 Governo sul-coreano estuda viabilidade da migração para Linux






No começo do ano passado, mais precisamente em maio de 2019, fizemos uma matéria comentando que o governo sul-coreano estava estudando a migração de uma grande parte dos seus computadores com Windows 7 para alguma distribuição Linux, como por exemplo o Ubuntu. Parece que agora finalmente vão por em prática o plano.

Na época o chefe do Ministério de Estratégia e Finanças, Choi Jang-hyuk, comentou que queria reduzir os custos de licenciamento e a dependência do governo com a Microsoft, no caso o Windows. Ainda complementando:

“Resolveremos nossa dependência para uma única empresa enquanto reduzimos o orçamento, assim introduzindo um sistema operacional de código aberto.”

Foi projetado que o update do Windows 7 para o Windows 10 nos computadores governamentais sul coreanos, ficariam em torno de 780 bilhões de won (cerca de US$ 655 milhões ou quase R$2 bilhões e meio na cotação atual). A ideia do governo, é que até 2026 a migração seja feita das suas estações de trabalho com Windows 7 para as distribuições Linux escolhidas esteja concluída.

Em uma primeira “etapa” vamos assim dizer, o Ministério da Defesa Nacional e a Agência Nacional de Polícia já estão usando o Harmonica OS 3.0, que baseado no Ubuntu 18.04.3 LTS com o Cinnamon 4.2 (DE presente no Linux Mint) e alguns apps do Mint.

Já a divisão de serviços postais coreanos (equivalente aos Correios aqui no Brasil), está migrando seus PCs com Windows 7 para a distro TMaxOS, que até onde pude apurar é baseada no Debian.

Outra distro baseada no Debian e que está sendo usada pela Defesa e pelo Ministério da Administração Pública e Segurança, é o Gooroom Cloud OS. Essa distro é mais focada no “desktop na nuvem”, algo que o Chrome OS faz.

O Windows ainda terá um papel importante dentro da infraestrutura do governo sul coreano, como aponta o site de notícias para negócios da Coréia do Sul, o Aju Business Daily. O modelo de uso hoje em dia é que as autoridades do governo tem dois PCs, um com o Windows para atividades de intranet (acesso somente a rede local e não para a internet) e um com uma distro Linux para acessar a Internet.

Até 2026, se pretende usar laptops com Windows para acessos na intranet do governo e um tipo de máquina virtual ou um tipo de DaaS (Desktop-as-a-Service) acessando um tipo de servidor na nuvem, para às outras atividades, como o acesso a internet por exemplo.

Um ponto a ser levantado também, é que a Microsoft pode entrar em algum acordo com o governo sul coreano e tentar viabilizar o update dos PC’s com Windows 7 para o Windows 10, como também pode não acontecer e ter a migração para alguma distro Linux completa. Isso vai depender como as políticas públicas daquela governo vão ser orientadas até 2026, é esperar pra ver.

Informações obtidas pelo pessoal do ZDNet.

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Como utilizar a Plank com zoom nos ícones no Fedora

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Aprenda a instalar no Fedora uma versão da Plank que possua o efeito de zoom ao passar o mouse sobre os ícones, semelhante a como acontece no MacOS.

como-utilizar-a-plank-com-zoom-nos-icones-no-fedora

Por padrão, a versão da dock “Plank” presente nos repositórios oficiais do Fedora não possui a funcionalidade de zoom nos ícones. Tal fato é bem justificado, esse efeito de zoom nos ícones foi desenvolvido e patenteado pela Apple, de forma que incluí-lo nos repositórios oficiais seria potencialmente um grande problema legal para o Fedora.

Já faz algum tempo desde que estamos acompanhando a disputa judicial entre Oracle e Google, e isso nos mostra que realmente não é uma boa ideia brincar com coisas como direitos autorais, propriedade intelectual e patentes.

Mesmo assim a comunidade encontrou uma forma de poder utilizar uma dock com tal funcionalidade no Fedora, utilizando os repositórios COPR. Esses repositórios são mantidos por membros da comunidade, basicamente por quem quiser, e não estão diretamente ligados à Red Hat ou ao Fedora, de forma que a empresa não é responsável pelo conteúdo contido nos mesmos.

Como fazer?


Primeiramente vamos adicionar o COPR “gqman69/plank”, no qual está presente a Plank com a funcionalidade que estamos procurando. Para fazê-lo, simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

sudo dnf copr enable gqman69/plank

Caso você já tenha instalado a Plank do repositório oficial anteriormente, agora é a hora de removê-la, o quê pode ser feito via interface gráfica através do DNFDragora (como já ensinamos neste artigo), ou com o comando abaixo:

sudo dnf remove plank

Caso você precise instalar o DNFDragora, o comando é o seguinte:

sudo dnf install dnfdragora

Se você já removeu, ou nem mesmo havia instalado a Plank anteriormente, vamos ao próximo passo que é instalar a versão do COPR que acabamos de adicionar. Mais uma vez o procedimento pode ser feito via interface gráfica através do DNFDragora.

Para isso, abra o DNFDragora e pesquise por “plank”. Conforme mostrado na imagem abaixo, certifique-se de que você encontrou o pacote “plank” proveniente do repositório COPR. Uma vez encontrado, instale-o.

plank-dnfdragora-fedora-copr

Caso prefira, você também pode instalar a versão “correta” da Plank via terminal. Segue o comando:

sudo dnf install plank-0.11.4-99.fc31.x86_64

Feito isso, tudo o que precisamos fazer agora é adicionar o pacote “plank” à lista dos pacotes que são ignorados durante as atualizações do sistema. Caso isso não seja feito, toda vez ao atualizar o sistema o Plank será automaticamente atualizado para a versão do repositório oficial, que não possui o efeito de zoom nos ícones.

Já publicamos um artigo no qual ensinamos a executar tal procedimento, então basta seguir o tutorial adicionando o pacote “plank” aos que não serão atualizados.

Obs.: Os repositórios copr assim como os PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Tanto nós do Diolinux, quanto a equipe do próprio Fedora não podemos garantir a segurança ou o funcionamento de qualquer copr. Use por sua conta e risco!

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Gostaria de deixar agradecimentos especiais ao Leandro Ramos que contribuiu grandemente com a criação deste conteúdo.

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OpenShot chega a versão 2.5.0 com grandes novidades

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Para quem faz edição de vídeo no Linux, sabe quem temos algumas ferramentas muito boas, como o Kdenlive, Shotcut, DaVinci Resolve e o OpenShot, dentre outras. Essa última recebeu um update grande e que trouxe muitas novidades para o editor.


 OpenShot chega a versão 2.5.0 com grandes novidades










Em anúncio feito no seu blog oficial o criador do OpenShot, Jonathan Thomas, veio com as novidades.




Agora tem o suporte de codificação e decodificação via hardware. A novidade ainda que em fase experimental, foi anunciada com bastante empolgação por Thomas, visto que nos testes dele, ele teve um ganho de 30 ~ 40% na hora de renderizar. Ele ainda agradece ao dev Peter M por lhe ajudar nessa implementação. Agora na hora de exportar o arquivo, você verá novas opções, se assim a sua GPU tiver suporte.




Outra funcionalidade que foi melhorada, foi o keyframe do editor. Ainda segundo a nota, quando algum projeto feito no OpenShot tinha muitos clipes ou clipes longos a performance ficava bem baixa. Mas isso foi mudado, com a reescrita do código e assim possibilitando que o sistema entregue valores dos keyframes interpolados em tempo real, agora pode-se gerar quase 100.000 valores interpolados antes só podia 1 valor.




Uma das coisas mais pedidas para o Thomas, era a possibilidade de exportação e importação de arquivos EDL e XML, formatos esses utilizados pelos editores Adobe Premiere e o Final Cut Pro.




Outras melhorias ou correções foram:

● Suporte ao Blender 2.8 ou posterior e melhoramento na detecção do executável dele;

● Correção e melhoramento ao suporte do formato SVG;

● Métricas desativadas por default;

Para conferir o post detalhadamente com as novidades, você pode acessá-lo aqui.

O OpenShot está disponível via AppImage e que você pode baixar através deste link, assim funcionando praticamente em todas as distros Linux.

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Como impedir um software de ser atualizado no Fedora

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Aprenda como fazer com que um programa fique “congelado” em uma versão, e seja ignorado pelo sistema durante as atualizações no Fedora.

como-nao-atualizar-um-programa-junto-com-o-sistema-no-fedora

A princípio, para alguns, pode parecer um pouco sem sentido. Por que alguém iria querer que um software não fosse atualizado? Mas a verdade é que fazer com que um programa seja ignorado durante as atualizações do sistema pode ser bastante útil em situações específicas para várias pessoas.

Muitas vezes um determinado usuário precisa continuar utilizando uma funcionalidade que está para ser removida nas versões futuras de um determinado programa, ou talvez a versão mais recente desse software esteja apresentando algum bug ou problema de incompatibilidade. Nesses casos, uma solução ao menos temporária seria instalar a versão anterior do software, que ainda funciona muito bem, e sem os tais problemas supostamente apresentados na nova versão.

Todavia, em alguns casos ao atualizar o sistema esses pacotes de versões antigas acabam sendo atualizados, o que acaba sendo inconveniente nessas situações. Para evitar tal comportamento, podemos fazer com que um ou vários pacotes sejam ignorados ao atualizar o sistema, e é este procedimento que aprenderemos a fazer agora.

O Procedimento


Primeiro vamos atualizar o sistema fazendo com que um, ou vários pacotes sejam excluídos apenas durante aquela única atualização, o procedimento deve ser realizado pelo terminal utilizando o comando abaixo.

sudo dnf update --exclude=<pacote>

Lembrando de substituir “<pacote>” pelo nome do pacote que você deseja que seja ignorado. Caso o alvo sejam vários pacotes, apenas escreva os nomes de todos os pacotes separados por uma “,” (vírgula), e sem espaços.

Agora vamos fazer com que um pacote seja permanentemente excluído da lista de atualizações. Para isso, vamos ter que editar um arquivo de texto localizado em um diretório que possui permissões de modificação concedidas apenas ao usuário “root”, por isso precisaremos acessar tal arquivo com um editor de texto aberto em modo “superusuário”.

Este procedimento pode ser feito via interface gráfica utilizando um editor de texto tradicional, como o “Gedit” do GNOME, mas para isso será necessário que você saiba qual é o nome do editor de texto que está usando, e qual o comando para chamá-lo. Se o seu editor de texto for o “Gedit”, tudo o que você precisa fazer é abrir o terminal e rodar o comando abaixo para executá-lo como “root”.

sudo gedit

Substituindo “gedit” pelo comando de inicialização do seu editor de texto, caso seja outro.

Para quem não sabe qual é o seu editor de texto, ou o comando para utilizá-lo, poderá utilizar um editor de texto via terminal chamado “Nano”, que vem pré-instalado em muitas distribuições Linux, e independe de interface gráfica. Mesmo assim, caso o “nano” não esteja instalado no seu Fedora, para instalá-lo é tão simples quanto copiar e colar o comando abaixo.

sudo dnf install nano

Por fim, tudo o que temos que fazer é abrir o terminal e rodar:

sudo nano /etc/dnf/dnf.conf

Na tela que apareceu, conforme a imagem abaixo, adicione uma linha com o conteúdo “exclude=<pacote>” (substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote que você deseja ignorar durante as atualizações).

editor-nano-/etc/dnf/dnf.conf-aberto

Agora simplesmente pressione “Ctrl + O” seguido de "Enter" para salvar as modificações, e então pressione “Ctrl + X” para fechar o editor Nano.

Feito isso, o software escolhido já não será mais atualizado junto com o restante do sistema. Para reverter o processo basta excluir a linha “exclude=<pacote>” do arquivo “dnf.conf” localizado em “/etc/dnf/”.

É importante deixar claro que um procedimento como esse deve ser feito apenas em casos de real necessidade, e com softwares que não estejam relacionados com a segurança ou o funcionamento do sistema. Por exemplo, é provável que não tenha nenhum grande problema ao utilizar um player de música desatualizado, mas a situação é bem diferente quando o assunto é um kernel.

A ideia por trás deste artigo é que você saiba que possui essa opção de funcionalidade, mas a mesma deve ser utilizada com responsabilidade. Em caso de dúvidas, antes de realizar o procedimento acesse o nosso fórum, abra um tópico e peça ajuda de outros usuários sobre o seu caso em específico. Não aconselhamos a sair mantendo pacotes desatualizados “à torto e direito”, então se o fizer, faça por sua conta e risco!

Aliás, já que estamos falando em Fedora, uma boa ideia é você continuar a sua jornada de conhecimento aqui no blog lendo um “super artigo” sobre como gerenciar programas e atualizações no Fedora. 😁

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Aprenda a gerenciar programas e atualizações no Fedora

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Aprenda de uma vez por todas a instalar e remover programas, manter o sistema atualizado, e adicionar e remover repositórios de terceiros no Fedora via interface gráfica e linha de comando.

gerenciamento-de-programas-softwares--atualizacoes-no-fedora

Antes de se aventurar nas informações contidas neste artigo, é extremamente importante que você saiba o que são “repositórios” e os “pacotes” no mundo Linux. Para obter tal informação tudo o que você precisa fazer é assistir ao vídeo logo abaixo, e após isso você certamente estará preparado para tirar o melhor proveito possível do conteúdo a seguir.


Manusear pacotes é uma das coisas que mais temos que fazer após instalar uma distro Linux. Seja através de instalações e remoções de programas ou atualizações do sistema. Isso é uma das coisas que mais “assustam” usuários iniciantes que estão pensando em testar uma distro de uma base diferente, pois poderá levar algum tempo até que essa pessoa se acostume com comandos e softwares diferentes para fazer as mesmas coisas. Eu mesmo já “cansei” de tentar rodar um “sudo apt install” no terminal do Fedora. 😁

Muitas vezes esse usuário acabou de chegar, por exemplo, no Ubuntu, vindo de um sistema operacional de fora da base Linux, como o Windows, e já está tendo que aprender um “punhado” de coisas novas. Então ao decidir testar uma distro de uma base diferente, como por exemplo, o Fedora, essa pessoa descobre que terá que reaprender várias coisas que havia acabado de aprender no Ubuntu.

Já presenciei vários usuários que ficaram um pouco infelizes ao descobrir sobre essas diferenças, mas lhes digo, essa é uma transição muito mais simples e fácil do que pode parecer aos olhos de usuários iniciantes.

E é com o intuito de minimizar ainda mais essa transição que decidi escrever este artigo, no qual abordarei os principais métodos de instalação e remoção de programas e atualização do sistema, via interface gráfica e terminal. E para começar, nada melhor que escrever sobre a distro que estou utilizando no momento, e tenho utilizado como sistema principal há cerca de um ano. O Fedora!

Mãos à obra!


Vamos começar falando sobre dois softwares que serão tudo, ou até mais do que você irá precisar para gerenciar pacotes via interface gráfica em qualquer derivação do Fedora. Trata-se do gerenciador de pacotes chamado DNFDragora, e da conhecida loja de aplicativos que muitos de vocês já devem ter utilizado, a GNOME Software.

Muitos dirão que o Discover do projeto KDE seria uma melhor opção para a Spin com o KDE Plasma do Fedora, e de fato o Discover também é uma excelente opção. Todavia, pretendo fazer com que este artigo possa ser utilizado em qualquer uma das spins (“spins” são variações do Fedora com interfaces gráficas diferentes), e a GNOME Software pode ser utilizada da mesma forma em qualquer variação do Fedora, e para que o artigo não fique demasiado longo e cansativo, hoje falarei apenas sobre ela. O que não me impede de escrever sobre o Discover em uma outra ocasião. 😉

Caso você esteja utilizando a versão padrão do Fedora, que utiliza o GNOME Shell, a GNOME Software já vem pré-instalada no sistema. Mas caso você esteja utilizando uma das Spins, basta procurar pela GNOME Software em qualquer loja de aplicativos, ou através do terminal com o seguinte comando:

sudo dnf install gnome-software

Uma vez instalada, a mesma poderá ser encontrada no seu menu de aplicativos sob o nome de “Programas”, conforme pode ser visto na imagem abaixo. O ícone da aplicação pode variar dependendo do tema de ícones que você está utilizando.

gnome-software-programas-fedora

RPM Fusion


Uma vez instalada a GNOME Software, o próximo passo será adicionar os repositórios RPM Fusion. Já fizemos um artigo sobre o RPM Fusion, no qual explicamos do que se trata, e também ensinamos a como instalá-lo. É recomendável que você leia aquele artigo antes de continuar com este.

Snaps


O próximo passo é habilitar o suporte à instalação de pacotes Snap. Caso você não saiba o que é “Snap”, este artigo irá certamente lhe dar um “norte”.

Para habilitar o suporte a aplicações Snap, apenas rode os comandos abaixo no seu terminal, na seguinte ordem:

sudo dnf install snapd

sudo ln -s /var/lib/snapd/snap /snap

Feito isso você já poderá instalar aplicações Snap no seu sistema. Softwares distribuídos em Snap podem ser encontrados na Snap Store, e o processo de instalação é extremamente simples. Após ter encontrado o aplicativo desejado, conforme mostrado na imagem abaixo, simplesmente clique em “Install”, copie o comando e rode-o no terminal. Reiniciar o sistema pode ser necessário a fim de assegurar que o Snap esteja funcionando corretamente.

Mais informações sobre os Snaps podem ser encontradas neste artigo, que mencionei anteriormente.

Flatpaks


O Fedora já vem com o Flatpak instalado por padrão, sendo que tudo o que é aconselhável que você faça agora é habilitar suporte ao repositório Flathub, que contém um vasto catálogo de softwares disponíveis. Para fazê-lo, simplesmente rode o comando abaixo no seu terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Pronto, o seu sistema já está preparado para receber pacotes Flatpak do Flathub.

Para mais informações sobre pacotes Flatpak, e sobre como manuseá-los, acesse o artigo que escrevemos sobre o assunto.

Repositórios COPR


Os COPR são repositórios de terceiros nos quais são mantidos softwares que por quaisquer razões não podem estar nos repositórios oficiais do Fedora, algo semelhante ao que os PPAs são para o Ubuntu. Recentemente escrevi um artigo no qual falo sobre o que são os repositórios COPR, e também ensino a utilizá-los, em um artigo que também é um complemento a este.

Pacotes RPM


O “RPM” (extensão: .rpm), inicialmente significando “RedHat Package Manager”, hoje em dia sendo um acrônimo recursivo para “RPM Package Manager”, é o formato de empacotamento utilizado no Fedora.

Para aqueles com maior conhecimento na base Debian/Ubuntu, os “.rpm” estão para o Fedora assim como os “.deb” estão para o Debian, Ubuntu e seus derivados. Um grande número de desenvolvedores disponibilizam seus softwares empacotados em “.rpm”, e um bom exemplo é o Google Chrome, que na sua página oficial encontra-se disponível para download em dois formatos para Linux, sendo eles “.deb” e “.rpm”.

download-google-chrome-rpm-fedora

Pacotes RPM também são encontrados nos repositórios oficiais do Fedora, bem como no RPM Fusion e também nos repositórios COPR. Softwares baixados no formato “.rpm” podem ser instalados via interface gráfica de uma forma extremamente simples, semelhante aos “.deb”. Para fazê-lo basta ter a GNOME Software instalada, dar dois cliques sobre o arquivo, clicar em “Instalar” e digitar a sua senha.

instalacao-google-chrome-rpm-gnome-software

Mas é claro que, como tudo no Linux, a instalação desses pacotes também pode ser feita através do terminal. Para isso, primeiro abra o terminal no diretório em que está localizado o arquivo “.rpm”, e execute o comando abaixo substituindo “<pacote.rpm>” pelo nome do arquivo a ser instalado, incluindo a extensão.

sudo dnf install <pacote.rpm>

GNOME Software


Agora vamos fazer com que todos os softwares em Flatpak, bem como do RPM Fusion apareçam na GNOME Software. Primeiro encerre totalmente a GNOME Software, e então reinicie-a. Isso fará com que a mesma sincronize a lista de softwares disponíveis com os repositórios recém adicionados. Para encerrar a GNOME Software, abra o gerenciador de tarefas/monitor do sistema, encontre o processo “gnome-software”, clique com o botão direito do mouse sobre ele, e então clique em “Matar”. Caso seja da sua preferência, você também pode “matar” o processo da GNOME Software utilizando o comando abaixo:

killall gnome-software

Agora é só abrir a GNOME Software novamente, e aguardar os repositórios serem sincronizados. Feito isso, todos os pacotes do Flathub e RPM Fusion, bem como dos repositórios que já vem pré-ativados no Fedora já estarão disponíveis para serem instalados via interface gráfica através da GNOME Software.

notificacao-atualizacao-do-sistema-gnome-software

Também será possível atualizar o sistema através da GNOME Software, que também mantém atualizadas as aplicações instaladas via Flatpak.

Como pudemos conferir, a GNOME Software é uma “mão na roda”. Através dela podemos gerenciar a instalação e remoção de pacotes dos repositórios oficiais do Fedora, RPM Fusion, Flatpaks, pacotes “.rpm”, e também manter o sistema atualizado. Todavia, a GNOME Software não é capaz de exibir pacotes que não possuam ícones, e é para suprir essa deficiência que utilizaremos o próximo item da nossa lista, o DNF Dragora.

DNF Dragora


O DNF Dragora é um gerenciador de pacotes semelhante ao Synaptic, que funciona totalmente via interface gráfica, porém sem aquele visual moderno e atrativo de uma loja de aplicativos. Possuir um visual mais simplista e menos focado na estética não é necessariamente um defeito, uma vez que muitas pessoas até preferem que seja assim. O DNF Dragora é capaz de exibir pacotes de todos os repositórios oficiais do Fedora, bem como dos COPR e também do RPM Fusion, porém não exibe Snaps e Flatpaks.

dnfdragora

Com o DNF Dragora você pode pesquisar por pacotes utilizando filtros, tais como: “instalados, não instalados e por atualizar”. Além disso, também é possível pesquisar entre apenas nomes ou apenas descrições dos softwares. Na descrição de cada pacote, podemos encontrar uma breve introdução sobre ele, o repositório do qual o mesmo é proveniente, e alguns links relacionados ao software, como por exemplo a sua página no Github.

historico-de-transacoes-do-dnfdragora

O DNF Dragora também exibe um histórico de todas as transações feitas através dele, desde a sua data de instalação. Ao acessar “Preferências do usuário” no menu de “Opções”, e marcar a caixa de diálogo “Mostrar atualizações na próxima inicialização”, toda vez que for aberto o DNF Dragora irá exibir a lista de atualizações disponíveis, que poderão ser aplicadas com literalmente apenas dois cliques.

atualizacao-do-fedora-atraves-do-dnfdragora

Por fim, o DNF Dragora é de longe o meu software preferido para gerenciar pacotes e atualizações via interface gráfica no Fedora. O não suporte a Snaps e Flatpaks acaba não fazendo tanta falta, já que é extremamente fácil pesquisar e instalar apps utilizando tanto a Snap Store quanto o Flathub.

Linha de comando


Depois de ter aprendido a gerenciar pacotes, repositórios e atualizações via interface gráfica, chegou a hora de ligar o modo “hackudão”, para aprendermos a fazer as mesmas coisas via linha de comando.

O software responsável por fazer todo o gerenciamento de pacotes no Fedora é o DNF. Para os recém chegados, o DNF está para o Fedora assim como o APT está para o Ubuntu. Gerenciadores de pacotes via interface gráfica, como o DNF Dragora e a GNOME Software são nada mais que “front ends” para o DNF. Ou seja, ao clicar em “instalar” em um desses softwares, o que está rodando por “debaixo do capô” é na realidade um “dnf install”.

Começando pelo mais básico, o comando abaixo é utilizado para pesquisar por pacotes nos repositórios. Funciona basicamente como os campos de busca do DNF Dragora e GNOME Software, onde você substituirá “<pesquisa>” pelo termo que você deseja pesquisar.

dnf search <pesquisa>

Agora que você já pesquisou pelo pacote que deseja instalar, e já sabe qual é o nome exato do mesmo, para instalá-lo utilize o comando abaixo, substituindo “<pacote>” pelo nome do pacote desejado.

sudo dnf install <pacote>

Suponhamos que você já não queira mais determinado pacote instalado no seu sistema, é extremamente simples removê-lo pelo DNF, veja:

sudo dnf remove <pacote>

Você já dominou a “arte” de pesquisar, instalar e remover pacotes via terminal no Fedora, então agora chegou a hora de atualizar o sistema! Caso você esteja vindo do Ubuntu, deve se lembrar de que lá existem dois comandos para atualizar o sistema, que são o “apt update” e o “apt upgrade”, que servem para respectivamente sincronizar os repositórios e efetuar a atualização.

No Fedora os repositórios são sincronizados toda vez que o DNF é utilizado. Sempre ao executar comandos para pesquisar, instalar ou remover pacotes, é como se o sistema executasse um “apt update” de forma automática, desta forma você sempre estará com os repositórios atualizados ao efetuar qualquer transação.

Tal característica pode tornar o processo alguns segundos mais lento, dependendo da velocidade da sua conexão, mas também o torna, de certa forma mais simples e eficaz. Assim, para atualizar o sistema no Fedora precisamos utilizar apenas um comando, que é o seguinte:

sudo dnf update

Este que falaremos a seguir é um comando muito útil, que por alguma razão não é conhecido por muita gente. Através dele você poderá obter detalhes sobre pacotes, como versão, descrição, tamanho, se está ou não instalado, página no Github ou site oficial, entre outras coisas.

dnf info <pacote>

Uma curiosidade é que também existe um comando equivalente ao “dnf info” no Ubuntu, o qual também não é conhecido por muitas pessoas. Trata-se do “apt show”. 😄

Quando você instala um software, geralmente são instaladas algumas dependências junto com ele. Ou seja, você instala um programa, mas para que ele possa funcionar corretamente outros softwares precisam ser instalados ao lado. Todavia, ao desinstalar esse mesmo programa, nem todas essas dependências são removidas, e é exatamente por essa razão que utilizamos o próximo comando.

O “autoremove” é responsável por remover todos aqueles que são chamados de pacotes “órfãos”, que são nada menos que dependências que foram instaladas, e já não são mais necessárias. Trocando em miúdos, são softwares que estão instalados por nada na sua máquina, apenas ocupando espaço em disco e nada mais. Para resolver esse “problema”, é recomendado de tempos em tempos executar o comando a seguir.

sudo dnf autoremove

Para fins de informação, um comando semelhante também existe no Ubuntu, que é o “sudo apt autoremove”. E também no Arch Linux, que é o “pacman -R $(pacman -Qdtq)” 😊

O comando seguinte é muito útil após ter sido removido algum repositório de terceiros, como por exemplo um COPR. Ao remover um COPR, muitos dos softwares que você havia instalado a partir do mesmo podem continuar instalados no seu sistema. Dessa forma, o que o comando abaixo faz é sincronizar todos os pacotes instalados no seu sistema com os repositórios atualmente ativos. Assim removendo ou fazendo downgrade de softwares provindos de repositórios já removidos.

sudo dnf distro-sync

Notas finais


E com isso chegamos ao fim do nosso tutorial sobre gerenciamento de pacotes e atualizações do sistema no Fedora. Espero que este conteúdo possa tornar mais fácil a vida daquelas pessoas que estão chegando no Fedora, seja vindas de outra distro Linux, ou até mesmo de outro sistema como Windows e MacOS.

É bem possível que eu venha a fazer mais artigos como este, sobre distros diferentes. Mas é claro que farei isso apenas se for interessante à vocês, leitores. Então digam-me se vocês tem interesse em mais artigos sobre outras distribuições seguindo esta linha. E se a resposta for sim, qual distribuição vocês querem que seja a próxima? Sinta-se a vontade para expressar as suas ideias nos comentários abaixo! 😁

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