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Deepin 15.9 recebe update

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

O Deepin é uma das distribuições Linux com visual mais apelativo, no bom sentido claro 😂😂😂, e sua última atualização a 15.9 recebeu melhorias como: melhor compatibilidade com telas touch screen, no gerenciamento de energia, várias correções em aplicativos e muito mais, confira nosso post sobre essas melhorias.

deepin-update-15.9-1

E hoje dia 30 de Janeiro, mais correções foram adicionadas ao sistema, demonstrando que a equipe de desenvolvimento do Deepin não está de brincadeira. Segue uma lista dos erros corrigidos e adições ao sistema:

DDE 15.9 +1
  • Erro que ao pressionar o atalho Super + D para mostrar o desktop e definir um novo papel de parede, o papel de parede não era visualizado;
  • Erros de atalhos após desabilitar os efeitos de janelas;
  • Problema de exibição em diversas telas;
  • Mostrar a opção “Hibernar” conforme o tamanho da SWAP;

Launcher
  • Corrigido bug no modo tela cheia, na qual os ícones saltavam acima do launcher;
  • Bug na caixa de pesquisa no modo mini;

Painel de Controle
  • Adicionado switches separados para o efeito de som do sistema;
  • Adicionado suporte para SSTP VPN e proxy VPN;
  • Correção de erro que excluía a primeira letra do nome ao criar um novo usuário;
  • Solução do bug na exibição no módulo Account;
  • Erro no OpenVPN, na qual não aparecia opção TLS;
  • Corrigido erro no modo de segurança do hostpot, antes não podendo configurar WEP;
  • Erro que cortava a parte inferior da lista de notificação;

Dock
  • Adicionado opção “Hibernar” ao clicar com botão direito em shutdown (Desligar);
  • Melhora no carregamento dos ícones na tray (bandeja do sistema);
  • Correção do erro no tamanho do controle da ferramenta de dica, no botão de desligar;
  • Corrigido erro que deixava a dock em branco, ao arrastar e soltar ícones usando telas touch screens.

Atualizações de aplicações no sistema


APT
  • Apt atualizado para versão 1.8.0 ~ beta1 + deepin, com correções de segurança.

Deepin File Manager 4.7.5-1
  • Adicionado pesquisa avançada;
  • Correção no bug que retirava a seleção do arquivo após ter nome alterado;
  • Corrigido ordem errada em arquivos recentes;
  • Correção no erro do modo de visualização na raiz do diretório;

Deepin Store 5.2.0.5-1 
  • Corrigida bug na interface, após exclusão dos aplicativos na lista de doações;

Deepin Terminal 3.2.1
  • Adicionado os atalhos (Ctrl + Alt + teclas de seta) para ajustar o tamanho do app após dividir a janela.

Deepin Movie 3.2.19-1 
  • Correção no modo mini, não era mostrado o menu de contexto ao clicar no modo máximo.

Deepin Screenshot 4.1.7-1 & Deepin Screenshot (Flatpak) 4.1.7 
  • Adicionado a função salvar imagem “Shift + e”;

Deepin Image Viewer 1.3.8-1 e visualizador de imagens Deepin (Flatpak) 1.3.8 
  • Corrigido as falhas.

Deepin Music 3.1.14-1 e Deepin Music (Flatpak) 3.1.14 
  • Atualizou as traduções.

Deepin Package Manager 1.3.0-1 
  • Atualizou as traduções.

Deepin Graphics Driver Manager 1.1.4-1 
  • Atualizou as traduções.

Deepin Repair 1.0.11-1 
  • Atualizou as traduções.

Deepin Editor 1.2.6.3-1 
  • Correções de bugs.

Deepin System Monitor 1.4.8.1-1
  • Correções de bugs.

Para saber todas as melhorias e correções do update da versão 15.9 do Deepin, acesse sua página oficial com todos os detalhes.

E você está utilizando o Deepin? Deixe nos comentários suas experiências com essa nova versão.

Te vejo no próximo post, aqui no blog Diolinux, até lá compartilhe as publicações, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Comando DU no Linux - Como ver o tamanho de arquivos e diretórios pelo terminal

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Eu pretendo começar uma série de artigos aqui no blog falando sobre comandos úteis no terminal, além de algumas dicas de configurações mais avançadas. Esse tipo de artigo acaba servindo como documentação extra oficial e referência para futuros artigos e vídeos que nós produziremos. Hoje vamos falar sobre o 'du'.

Comando DU Disk Usage no Linux






Imagine que você esteja mexendo no seu servidor e querendo saber quanto de espaço algum arquivo ou pasta está ocupando, o que você faria? Em modo gráfico você pode utilizar alguns softwares como o "Analisador de uso de Disco" que é excelente, olha só:


Mas caso você não tenha modo gráfico ou simplesmente queira fazer a verificação via terminal, existe um utilitário muito legal e poderoso chamado "du", uma abreviação de "disk usage", ou "uso de disco", em Português.

Como utilizar o comando DU


O comando "du" geralmente está presente em todas as distros Linux por padrão, pois faz parte do Core Utils, para saber mais sobre a sua utilização você pode usar o comando:
du --help
du-help-linux
Existem mais opções do que as mostradas nessa imagem...
Através do comando de ajuda (--help) você consegue ver todos os parâmetros comuns que o "du" te oferece, mas vamos para alguns casos práticos e algumas dicas para você utilizar ele.

A funcionalidade do "du" é simples, você usa ele com o diretório ou arquivo que quer analisar, por exemplo:
du /home
Comando du exibindo blocos


Você verá que a saída desse comando será gigantesca, listando todos os diretório acessíveis com a permissão do seu usuário (seja o normal ou o root), o problema é que o comando "du" sem parâmetros mostra os valores de espaço em blocos de disco (f*ck yeah!), o que é um pouco complicado de entender, por isso existe um parâmetro "-h", que está ali para "humanos", ou seja, para você entender os espaços, medindo os valores em GB, MB, KB, etc. Por exemplo:
du -h /home 
comando DU mostrando unidades legíveis

Como você pode ver na imagem acima, podemos ver que os os diretórios agora tem valores mais simples de entender.

Ainda assim, esse comando mostra todos os diretórios de forma individual, o que dá uma saída muito grande realmente, se você quiser exibir apenas o tamanho total, use também o parâmetro "-s" de "summarize". Ele pode ser escrito de diversas formas, veja:
du -h -s /home
du -hs /home
du -sh /home 
Todos eles lhe entregarão o mesmo resultado, mostrando os diretórios onde a leitura não foi possível por questões de permissão de usuário:

Comando Du mostrando apenas o resultado
Como é possível ver, acaba sendo uma saída muito menor
Particularmente eu gosto de escrever "du -hs diretório_ou_arquivo", porque acabei associando com "head shot" do Counter Strike e acabei nunca mais esquecendo! 😁

Como eu já tinha comentado, você também pode usar o "du" para saber o tamanho de um arquivo, a forma de fazer a medição é muito simples, basta indicar o diretório com o nome do arquivo, ou então apontar o o arquivo, caso você já esteja no diretório. Por exemplo:

Eu tenho uma ISO do Fedora na minha pasta "Downloads" dentro da minha pasta "Home", primeiro navego até ela usando o "cd":
cd ~/Downloads/
Posso dar um "ls" para conferir o nome do arquivo e então rodar um comando "du" mais ou menos assim:
du -hs Fedora-Workstation-Live-x86_64-29-1.2.iso
Medindo arquivos com o DU

Como você pode ver, o terminal me retorna que a ISO do Fedora de cerca de "1.8 GB" de tamanho. Simples, não?

Algumas dicas um pouco mais avançadas para o "du"


Até então você viu a utilização básica do "du" para a medição do tamanho de diretórios e arquivos, mas e se eu quiser organizar a saída do "du" para saber quais arquivos estão ocupando mais espaço, ou para saber quais pastas estão mais cheias de arquivos e ocupando mais espaço, como fazer?

Para isso vamos usar o famoso "pipe" para jogar a saída de um comando em outro. Neste caso vamos usar a saída do "du" e jogá-la no "sort", outro comando bem bacana para ordenar as coisas:
du -hs * | sort -h
O comando acima está dizendo para o "du" usar o modo "humano" e simplificado (--hs) para todos os arquivos do diretório (*), e jogar a saída desse comando (|) para o que o "sort" ordene eles por tamanho usando valores "humanos" (-h).

Eu apliquei esse comando em uma pasta cheia que ISOs de sistema que eu tenho no computador, assim eu consigo saber qual delas é que ocupa mais espaço, a saída foi a seguinte:

usando o du para medir o tamanho das ISOs

Se eu quiser saber qual destas ISOs foi a última que eu baixei, posso usar o "du" dessa forma:
du -h --time *
Você também pode usar o "du" para analisar certos arquivos que contenham ou não contenham algum texto, por exemplo, quero saber o tamanho de todo os "buntus" que eu tenho nessa coleção de ISOs:
du -hs * | grep buntu -h
Contando ISOS do Ubuntu

Funciona exatamente como o exemplo anterior, com a diferença de que o "grep" está pegando resultados que tenham o texto "buntu" e me exibindo.

Como você deve imaginar, existem muitas combinações possíveis, então é bom estudar as opções que o "--help" do "du" te mostra, mas por fim, vou deixar uma última dica, se você quiser saber a soma total do diretório, além de fazer a contagem individual, use também o parâmetro "-c", essa forma:
du -hsc diretório_desejado

DU lendo o tamanho total

Repare que no final do comando você consegue ver o total do diretório.

Toda vez que se fala no "du", muita gente fica pensando em como usá-lo para verificar, não quanto espaço está sendo usado, mas quando espaço resta. Essa lição pode ficar para outro artigo, mas para não deixar você sem a resposta, a forma mais simples de verificar isso não é usando o "du" e sim outro utilitário chamado "df", abreviação para "disk filesystem", você pode usá-lo assim para ver como está a utilização das suas partições:
df -h
O resultado será parecido com isso:

Ver utilização de disco via linha de comando

Espero que o artigo tenha te ajudando a entender um pouco mais das ferramentas que estão disponíveis para você utilizar no seu servidor ou mesmo na sua distro de desktop, caso você goste de usar comandos no terminal. Este é só o primeiro artigo de uma série que eu pretendo fazer para mostrar algumas coisas um pouco mais avançadas do mundo Linux, incluindo configurações de arquivos mais sensíveis do sistema, você não perde por esperar! :)

Até a próxima!
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Lançada a versão estável 0.92.4 e primeiro Alpha do Inkscape 1.0

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Em uma postagem em seu blog oficial, a equipe do Inkscape surpreende e lança duas versões do seu famoso editor de imagens vetoriais,prometendo melhorias e novidades para a atual e a futura versão do seu editor.


 Lançada a versão estável 0.92.4 e primeiro Alpha do Inkscape 1.0






Muitos que trabalham com imagens vetoriais já ouviram falar ou trabalharam com a poderosa ferramenta Inkscape,  agora ela chega a sua versão 0.92.4 (estável) com várias melhorias e correções de bugs, porém,, o que realmente chamou a atenção é que junto com ela, os desenvolvedores e também lançaram a primeira versão Alpha da versão 1.0, indicando maturidade do projeto.


Principais melhorias na versão 0.92.4


A equipe do Inkscape menciona as melhorias em desempenho nas extensões, renderização dos filtros e na ferramenta de medidas. 

As mudanças principais são:

● Alinhar vários objetos como um grupo em relação a um único objeto;

● Grave dados de imagem na saída padrão e leia a partir dela;

● Extensões trabalham mais rápido em documentos complexos

●Maior velocidade ao desmarcar um caminho com muitos nós;

● Capaz de imprimir  o tamanho correto do papel nas impressoras (especialmente Canon, EPSON, Konica Minolta)

● Desempenho aprimorado da ferramenta de medida quando as grades estão visíveis;

● Veja a opacidade adequada de imagens de bitmap incorporadas parcialmente transparentes na exportação de PDF;

● Correção do bug que impedia a utilização do Shift/Ctrl+clique do seu mouse para manusear as formas geométricas, que anteriormente causavam o crash do software.

● O Inkscape agora foi compilado usando a biblioteca Popler atualizada, na versão 0.72, o que é útil para usuários que macOS que instalando a ferramenta via Homebrew (Homebrew é a ferramenta de gerenciamento de pacotes do macOS via linha de comando)

● Atualização da tradução da interface do usuário (UI) foi atualizada nas línguas islandesa, húngara, portuguesa, romena e espanhola  e as documentações nas línguas  ucraniana e húngara também foram atualizadas.



Como instalar o novo Inkscape?


Para instalar o Inkscape você pode fazer de 3 formas diferentes. A primeira é via a loja da sua distribuição favorita e aí vai depender dela atualizar ele ou não.

Já a segunda, são duas formas de empacotamentos recentes, snap e flatpak, basta você clicar nos nomes dos formatos e no site do Inkscape vai dar o passo a passo para instalar via esses pacotes.

E a terceira e última forma é via PPA, então esse método só é possível em distros que aceitem PPA, como o Ubuntu e o Mint por exemplo. Para isso vamos usar o terminal, mas se preferir adicionar via interface gráfica temos esse artigo mostrando como fazer, mas se quiser continuar via terminal basta digitar os seguintes comandos.

sudo add-apt-repository ppa:inkscape.dev/stable -y && sudo apt-get update && sudo apt install inkscape -y

Aí é só esperar terminar o processo de instalação e procurar o Inkscape no seu menu.

Versão 1.0 Alpha


Como se trata de uma versão Alpha, eles estão pedindo para quem estiver interessado em ajudar o projeto baixar a versão AppImage e que reportar os bugs no GitLab deles. A equipe de desenvolvedores também pedem que antes de reportar os erros, que seja feita a consulta se o seu erro já foi reportado, assim evitando duplicidade de reports.

As novidades até o momento são:

● Suporte a temas;
● Origem no canto superior esquerdo (opcional);
● Rotação de tela e espelhamento;
● Melhor suporte de tela HiDPI;
● Largura de controle do PowerStroke com tablet gráfico sensível à pressão;
● Fillet/chamfer LPE e (sem perdas) Operação booleana LPE;
● Novas opções de exportação para PNG;
● As operações de caminho e a desmarcação de um grande número de caminhos são muito mais rápidas agora;
● Fontes variáveis ​​(somente se compiladas com a versão da biblioteca do pango > = 1.41.1)



Se você quiser baixar o AppImage para testar e ajudar no feedback, pode acessar aqui.

É muito bom ver que um aplicativo tão importante para uma grande maioria das pessoas, está pensando na evolução e melhoria da sua ferramenta e assim trazendo recursos, otimização e correções para que o mesmo se torne estável para o trabalho das pessoas.

Agora nós conte aí nos comentários, se você usa o Inkscape no seu dia a dia e se curtiu as mudanças que chegaram e as que estão por vir.

Espero você no próximo post, forte abraço.
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GL-Z - Uma ferramenta para monitorar Vulkan e OpenGL no Linux, Windows e macOS

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Com a crescente de games no mundo Linux, especialmente depois de implementações mais frequentes do Vulkan, criou-se uma demanda para testes, benchmarks e formas de análise, para aferir o desempenho nas plataformas. Hoje você vai conhecer uma ferramenta muito útil para fazer o monitorando do seu CPU e GPU em múltiplas plataformas.

Vulkan API monitoring






Existem muitas ferramentas de monitoramento para Linux, porém, é menos comum encontrar alguma que agrupe várias funcionalidades em "uma coisa' só e ainda por cima funcione exatamente da mesma forma em outros sistemas operacionais para facilitar a comparação. É por isso que o GL-Z é tão interessante.

Quando se fala de Vulkan, a própria API inclui algumas opções para visualização da taxa de FPS, entre outras coisas, nesse aspecto, até mesmo a própria Steam possui um contador de FPS, mas a quantidade de quadros na tela é só um dos fatores que você pode querer monitorar, ainda que para o OpenGL exista o projeto GLXOSD, o GL-Z se torna mais interessante pois, além de monitorar o OpenGL,  também consegue monitorar o Vulkan em todas as plataformas.

Capacidades do GL-Z


Configurações do GL-Z Linux

O GL-Z é um pouco esquisito. A forma principal de trabalhar da aplicação consiste em uma janela que permite a criação de várias outras janelas menores, cada qual responsável por monitorar alguma coisa diferente, como o CPU ou a GPU. Ele funciona exatamente da mesma forma em qualquer sistema, porém, existem variações, você pode rodar janelas menores para monitorar coisas específicas, por exemplo:

Monitorando OpenGL com o GL-Z

Entre os recursos do GL-Z estão:

  • Suporte a multiplataforma, sendo Windows e Linux de 64 bits, macOS e Raspberry Pi;
  • Informações de OpenGL, com dados em geral, extensões, utilizaçãod e memória;
  • Informações sobre o Vulkan, como dados em geral e extensões (assim como no OpenGL) para cada dispositivo Vulkan conectado;
  • Monitorando de CPU, mostrando o uso no Linux e no Windows;
  • Monitoramento da GPU, exibindo uso, temperatura no Linux e no Windows, com a possibilidade de exportar os dados para um arquivo de texto simples;
  • Dados de CPU e GPU podem ser capturados e exportados para um arquivo cvs para análise facilitada.

O GL-Z também tem código aberto e tem arquivos de configuração bem simples de entender e modificar, por exemplo, alterar a imagem que aparece ao fundo da janela, adicionando qualquer uma de seu desejo consiste em apenas modificar um arquivo dentro de uma pasta chamada "data".

A aplicação também tem um impacto mínimo no seu hardware, tornando-a ideal para monitoramento, consumindo apenas 16 MB de RAM e praticamente não fazendo-se presente para o uso do processador e da placa de vídeo.

Download e utilização do GL-Z


O download para qualquer plataforma pode ser feito no site oficial, a versão de Linux vem compactada no formato tar.gz, basta extrair, como você faria com qualquer arquivo do tipo. 

Dentro da pasta onde os arquivos foram extraídos você encontrará os seguintes arquivos:

Executáveis Linux

O GL-Z funciona como uma aplicação portátil, não precisando ser instalado, o que é muito bacana. 

O item circulado é o binário executável, basta dar dois cliques para que ele abra a aplicação principal, caso você tenha algum problema em executá-lo dessa forma, verifique nas propriedades do arquivo se ele está com a opção de execução marcada.

Existem alguns arquivos ".sh" (Shell Scripts) que também pode ser rodados dando dois cliques,  estes estão assinalados com setas na imagem acima, apenas verifique se o seu gestor de arquivos está configurado para abrir esse tipo de arquivo, com ele você consegue abrir variações do GL-Z, como a da imagem acima onde mostramos o software monitorando apenas o OpenGL.

Dicas

- Você pode usar o GL-Z rodando enquanto você joga e ativar a captura de logs através do menu "tools";

- Se quiser ver algum monitor enquanto joga, basta clicar com o botão direito na borda da janela e pedir para que ele fique "sempre no topo";

- Todos os logs de captura de dados que você fizer estarão dentro da própria pasta do programa com o nome "log" em alguma parte do arquivo.

Se você quiser exibir os FPS de forma sobreposta ao game, de forma parecida com o que o FRAPS faz no Windows, use um parâmetro simples na inicialização do jogo, como mostramos neste artigo.

Até a próxima!

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Novidades para 2019 do editor de vídeo profissional Lightworks

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Lightworks é um editor de vídeo “pro” feito pela empresa EditShare, em 2019  a próxima versão virá com muitas novidades e melhorias para quem usar o editor.


 Novidades para 2019 do editor de vídeo profissional Lightworks





Muitos que chegam ao mundo Linux perguntam se existe algum tipo de editor de vídeo no nível profissional, como as soluções da Adobe. O que muitos não sabem, pode ser por N motivos, é que existem soluções para essa tarefa que não precisam ser da Adobe. Um aplicativo que vem ganhando espaço é o DaVinci Resolve, até fizemos alguns posts sobre ele. Mas hoje vamos falar do Lightworks, outro editor de vídeo profissional que tem para Linux.

O Lightworks está gratuito para baixar, mas ele não é de código aberto, se você quiser uma versão mais completa ou com mais recursos terá que pagar por isso.

Dito isso, vamos para as novidades que virão para a versão final do Lightworks 14.6, que segundo a desenvolvedora, será a última do ciclo 14.x do editor.

As novidades serão:


- Suporte para precisão de GPU de ponto flutuante de 16 bits e 32 bits no Linux;
- Melhor manuseio de imagens estáticas;
- Sobreposição de HD no vectorscópio;
- Cabeçalho "Bibliotecas" no Gerenciador de conteúdo;
- Melhorias na integração da rede de áudio;
- Melhorias no varispeed no layout flexível;
- Guia Cronograma adicionado abaixo do Viewer nas guias Log e Editar;
- Opção para gerar arquivos de busca .lvix localmente;
- Barras de rolagem adicionadas a linhas de tempo de sequência para faixas de vídeo e áudio;
- Mídia UHD adicionada à guia Mídia> Transcodificação;
- Capacidade de selecionar segmentos na linha do tempo da sequência;
- Capacidade de continuar uma tarefa de transcodificação interrompida;
-Adicionado "segmentos selecionados" ao painel de cópia da sequência;
- Clique com o botão direito do mouse em um nó Efeito para escolher "Substituir por";
- Clique com o botão direito do mouse no painel de roteamento de vídeo para adicionar um novo nó;

Muitos desses recursos estavam presentes somente na versão paga e agora está chegando na versão free do programa.

Já a próxima versão do Lightworks vai ser lançada ainda neste ano e vai marcar o começo do ciclo 15.x do projeto. Ainda não deram muitos detalhes, mas o que puderam soltar sobre novidades foi:


  • Adicionando suporte para chegada de dispositivo (telefones, cartões de câmera etc)
  • Adicionando suporte para plugins OFX
  • Adicionando suporte para formatos de saída personalizados
  • Adicionando suporte para mais plataformas de mídia social: Facebook, Twitter, Instagram etc.
  • Adicionando suporte para plugins de áudio FX


Em 2015 fizemos uma entrevista muito bacana com Matt Sandford da Edit Share, para saber como era usar Linux em produções Hollywoodians. Tá bem bacana e voce pode conferir ela na integra neste post.

Você pode baixar e instalar o Lightworks nos formatos .deb e .rpm. A única “cobrança” é fornecer o seu e-mail para ativação.

Se você quiser conhecer mais sobre ele, veja esse vídeo que a equipe deles fizeram.

        


O Lightworks foi responsável por alguns filmes famosos de Hollywood, como: Moulin Rouge, Romeu e Julieta, Pulp Fiction, Discurso do Rei, Os Infiltrados, Gangues de Nova York, O Lobo de Wall Street, Batman Forever e o primeiro Missão Impossível (com Tom Cruise). Isso só para citar os mais famosos.

Uma ferramenta como essa, que já fez grandes sucessos de Hollywood agora ao alcance de você, muito bom isso né? 😁

Agora é baixar e explorar o “bichão”.

Espero você até o próximo post, forte abraço.

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Malware minerador de criptomoedas pode afetar linux

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

É comum ouvir a seguinte afirmação: “Linux não tem vírus” e isso está longe da realidade. É verdade que sistemas baseados em Linux, tem um nível de segurança altíssimo, e para simples tarefas, como instalar uma aplicação, é necessário permissão de administrador.

Mas ele não é imune a falhas, muito menos invulnerável, como o dito popular.

malware-linux-criptomoedas-cryptocoin-virus

Linux vs. Vírus


Mesmo não sendo tão simples ser infectado no Linux, tais ameaças existem, e a cada dia novos casos ocorrem. Às vezes alardes fantasiosos, outros verídicos.

Se você gostaria de entender de verdade “porque Linux não pega vírus”, temos um conteúdo detalhado sobre o assunto.

Pesquisadores de segurança da Unidade 42, alertam sobre novo malware para Linux. Líder em segurança cibernética, a “Palo Alto Networks”, descobriu recentemente um malware que consegue, por meio de vulnerabilidades no Apache Struts 2, Oracle WebLogic e Adobe ColdFusion, injetar um script malicioso chamado “a7”, esse script faz a persistência usando cronjobs, um utilitário de software, que agenda e executa tarefas no sistema operacional, de forma automatizada.

O malware minerador


Depois de infectar o servidor, o malware remove os softwares responsáveis pela segurança do sistema. Oculta seu processo malicioso, mata quaisquer outros processos que se valem de regras no iptables, e que também mineram criptomoedas.

Com todo palco pronto, ele começa a minerar a moeda “Monero”, que assemelha-se as Bitcoins.

De responsabilidade do grupo de crackers “Rocke”, o software parece procurar especificamente por 5 produtos de proteção e monitoramento de segurança na nuvem.

Curiosamente, todas as soluções de segurança vulneráveis são de empresas chinesas:

  • Alibaba Threat Detection Service agent (Mecanismo de detecção baseado em AI);
  • Alibaba CloudMonitor agent (Monitor de consumo de RAM, CPU, conectividade de rede);
  • Alibaba Cloud Assistant agent (Software que gerencia instâncias, automaticamente);
  • Tencent Host Security agent (Mecanismo de detecção baseado em AI);
  • Tencent Cloud Monitor agent (Monitor e gerenciador de conectividade de rede);

Tendência entre os malwares


A equipe de pesquisadores da Palo Alto Networks, já entrou em contato com as empresas que oferecem tais soluções. Agora fica por conta da Alibaba e Tencent, resolver tais vulnerabilidades.

Vista como possível tendência entre os cibercriminosos, os pesquisadores que descobriram tal malware acreditam que esse modelo será empregado pelos crackers cada vez mais.

Como a maioria dos casos de vírus no Linux, o problema é ocasionado por alguma vulnerabilidade em outros softwares e não sua forma de gerenciar o sistema. Com atualizações de segurança, tais possibilidades são reduzidas e com correção das vulnerabilidades tais problemas logo são sanados.

E você, sabia que Linux também pega vírus? Ou acreditava que não. Não esqueça de acessar o link do post que explicamos tudo sobre “Linux não pegar vírus”.

Te espero no próximo post, SISTEMATICAMENTE, aqui no blog Diolinux. 😎

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16 cursos de Linux por um valor menor do que você imagina!

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Tudo certo meus amigos? Hoje eu tenho uma grande oportunidade para compartilhar com vocês, o meu grande amigo Juliano Ramos, dono do Certificações.net.br, está fazendo uma promoção sensacional para os seguidores do Diolinux, confira:

Cursos de Linux






São 16 cursos envolvendo o universo Linux por um único preço e mais, se você comprar o pacote, além de acesso vitalício, o professor Juliano Ramos informa que você terá acesso aos demais cursos que forem lançados ao longo do ano para assistir quando quiser.

Como ter esse super desconto?


Para ter acesso a estes descontos é muito simples, basta enviar um e-mail para o professor Juliano dizendo que viu essa promoção aqui no blog Diolinux (ou no canal). O valor é de R$ 220,00 em caráter promocional e o pessoal do Certificações vai lhe instruir a como fazer o pagamento, o e-mail é o seguinte:

profjulianoramos@gmail.com

Os cursos ofertados por apenas R$ 220,00 são:

  • Curso básico Linux Deepin
  • Curso Ubuntu Server - Introdução aos servidores
  • Curso Introdução ao Debian
  • Curso Aprendendo Redes de Computadores
  • Curso Administrando o servidor Debian
  • Curso básico de Shell Script
  • Curso Servidor RAID e LVM - Storage
  • Curso de Servidores GNU/LINUX
  • Curso de Docker na prática
  • Curso Preparatório Certificação Comptia Linux+ | Prova LX103
  • Simulado exame LPI 101-400 e Comptia Linux LX0-103
  • Prova de certificação LTC - Linux True Certificate
  • Apostilas - Ebooks e Conteúdo Exclusivo
  • Preparatório Comptia Linux+ LX-104 | LPI 102
  • Simulado prova LX-104 | LPIC-1 104
  • Gerenciamento de Redes Com Zabbix
Se você está procurando conhecimento extra para tirar as suas certificações ou conseguir um bom emprego, se tornando um profissional mais completo, esse pacote pode fazer muita diferença!
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Fedora está planejando um novo logo

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domingo, 20 de janeiro de 2019

O logo é uma das partes mais sensíveis de qualquer marca, ele representa a identidade de um projeto, serviço ou produto,  alterá-lo pode fazer com que as pessoas percam a suas referências ao se deparar com uma nova versão do mesmo, porém, de tempos em tempos, é preciso revitalizar o logotipo para acompanhar os novos padrões de design e também deixá-lo mais coeso e preparado para a realidade atual de aplicação, como aplicativos por exemplo.


Nova logo do projeto Fedora






Um logo atual deve ser pensando para poder ser utilizado em diversos cenários diferentes, pensado desde de tamanhos, até a sua aplicação em fundos monocromáticos, como preto e branco. 
Aparentemente a logo do Fedora não cumpria todos os requisitos atuais de design, ao menos é o que a designer profissional, Máirín Duffy, designer sênior da Red Hat e membra da comunidade Fedora, pensa e por conta das inconsistências visuais da versão atual da logo da famosa distro do chapéu azul, as quais Máirín detalha com alto teor técnico em seu blog pessoal, ela desenvolveu uma série de candidatos para o novo logo do sistema.

Um dos pontos principais abordados em seu novo design é fazer com que no logo do Fedora, o "F" especialmente, se pareça menos com o "F" que foi popularizado pelo Facebook na era dos aplicativos, e que pode causar algumas confusões, especialmente para pessoas que ainda não conhecem o projeto Fedora. Outro ponto importante é fazer com que o logo seja reconhecido, então alterações drásticas demais podem não ser uma boa pedida, mas ainda assim o logo tem que ser funcional quando for aplicado com outras cores e sobre outras cores, como uma versão totalmente branca do logo sobre o fundo preto e vice-e-versa, o que facilitaria até mesmo em coisas simples, como a confecção de material oficial do projeto, como camisetas, panfletos e coisas que são utilizadas em eventos.

Logos do Fedora
Acima temos apenas alguns dos esboços de Máirín Duffy

A intenção da designer com a postagem era colher feedbacks da comunidade sobre quais opções dais quais ela apresentou seriam mais coerentes, no fim das contas, parece que a conversa vem se encaminhando para um logo que seria mais ou menos assim:

Novos logos para o Fedora
Imagem publicada por Duffy em seu blog

Não existe, até um momento, uma versão definitiva do novo logo do Fedora, nenhuma votação foi feita, os candidatos estão ainda em fase de experimento e feedback, você pode, inclusive, acessar o site da Máirín para deixar o seu comentário também, além de conferir alguns outros designs que ela fez.

O que você achou da proposta? Você acha que o logo atual do Fedora precisa de uma alteração?

Conte pra gente a sua opinião nos comentários, até a próxima!
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O que é Linux? - A definição oficial da Linux Foundation

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O que é Linux? É curioso pensar na quantidade de pessoas que utiliza Linux diariamente de forma direta ou indireta e não tem a mínima noção do que realmente "é Linux". Hoje vamos tirar alguns instantes para você entender "o que é Linux" da perspectiva atual, com a definição da instituição que atualmente representa o Linux e é o que mais próximo existe de "uma empresa" por trás do Linux, a Linux Foundation.

O que é Linux - What is Linux?






A maior parte das pessoas que já pesquisou sobre "O que é Linux" já deve ter chegado a informação que te respondem: Linux é um Kernel. Mas talvez isso não refletia a realidade nos tempos atuais, uma definição que outrora era mais adequada.

A documentação atual da Linux Foundation nos dá uma visão geral do que "é Linux" nos dias atuais, então vamos melhorar as nossas definições!

Linux é um Kernel?


Para evitar confundir as pessoas que tem isso por definição de "o que é Linux", vamos fazer uma parada neste tópico.

Sim, Linux é um Kernel. 

Mas o que é um Kernel

Kernel é um software para computador que pode ser considerado o "núcleo" do sistema operacional, seja ele Linux, Windows, macOS ou qualquer outro. Do ponto de vista técnico, ele é um dos, se não "o", componente mais importante do sistema operacional, do ponto de vista do usuário final (desktop, Smartphone, etc), a interface com o usuário tem maior relevância.

Na maior parte dos sistemas o Kernel é um dos primeiros programas a serem carregados no boot, ele costuma trabalhar com o restante da inicialização, assim como trabalha com as solicitações de entradas e saídas, traduzindo-as em instruções que o CPU vai interpretar. O Kernel trabalha com os periféricos (teclados, mouse, monitores, impressoras, som etc.), e também com a memória.

Em linhas gerais, o Kernel é o software que conecta o hardware do seu computador ou dispositivo com o restante do software. É ele que cria o "meio de campo" entre o seu player de música e as sua placa de som, e o resultado desta interação é que vai permitir que você ouça as suas músicas favoritas.

Linux é um Kernel, sim, mas não é "só" isso. Atualmente podemos considerar o Linux uma plataforma ou sistema operacional completo.

O que é Linux - A definição oficial pela Linux Foundation


Existem duas definições que a Linux Foundation oferece em seu site, a definição "comercial", para que qualquer pessoa possa entender, e a explicação técnica, pra quem gosta de "escovar uns bits".

Nós vamos ver as duas obviamente, assim você terá a compreensão total de "O que é Linux".

Linux - A definição comercial


Começado em 1991, Linux é o sistema operacional dominante no mundo. Lançado por Linus Torvalds, o Linux é um exemplo de excelência da inovação de como um projeto pode ser levado. O Linux também representa o desejo de Linus por um sistema operacional que ele poderia executar em seu computador pessoal, eventualmente o mundo todo tomou conhecimento dele e todos, desde empresas de hardware até provedores de tecnologias emergentes, se encontraram participando do desenvolvimento do Linux e da construção de soluções para serem executadas em um sistema operacional aberto. 

O que é Linux?


Entre 2005 e 2015, mais de 11 mil desenvolvedores individuais e quase 1.200 empresas diferentes contribuíram com o Kernel do Linux, que se tornou um recurso compartilhado comum, desenvolvido em grande escala por empresas que, de outra forma, são concorrentes ferozes em seus respectivos segmentos industriais.

Os lançamentos dos Linux são regulares, a cada dois ou três meses são oferecidas atualizações estáveis para os usuários, onde são adicionados novos recursos importantes, suporte aprimorado a dispositivos recorrentes e melhorias de desempenho. A taxa de mudança no Kernel foi historicamente alta e continua a aumentar, com mais de 10 mil patches em cada nova versão do Kernel. Cada um desses lançamentos contém o trabalho de mais de 1.400 desenvolvedores que representam mais de 200 corporações, incluindo Google, Microsoft, Red Hat, Lenovo, Linaro, IBM, Intel, AMD, e muitas, muitas outras.


O que é Linux? - Definição técnica


OK, agora vamos mergulhar em algo um pouco mais denso para você entender o contexto como um todo. Esta definição também foi retirada do site oficial da Linux Foundation, você pode ler o artigo original aqui.

Assim como o Windows ou o macOS, Linux é um sistema operacional. Um sistema operacional é um software que gerencia todos os recursos de hardware associados ao seu desktop ou Notebook, assim como os seus dispositivos móveis. Para colocar de forma simples, o sistema operacional gerencia a comunicação entre o seu software e o seu hardware e serve como plataforma para as aplicações que você executa. Sem o sistema operacional (também referido como SO, ou OS em inglês), o restante dos softwares não poderia funcionar da forma como conhecemos.

Um "sistema operacional Linux" abrange um certa quantidade de setores:

Bootloader: O software que gerencia o processo de boot do seu computador. Para a maior parte dos usuários, ele é reconhecido como uma simples "splash screen" com algum logo ou animação que eventualmente acaba e te leva até a sua área de trabalho ou tela de login. Essa página do Debian nos mostra uma grande variedade de bootloaders disponíveis para Linux.

O mais popular é o GRUB, no entanto, ele é comumente utilizado em distros de desktop/servidor, sendo que em máquinas mais recentes o próprio Kernel é capaz de gerenciar o boot sem a necessidade de outro bootloader. Existe também um projeto chamado "Das U-Boot" que é Open Source e é responsável por dar boot em placas embarcadas, como o Raspberry Pi. O Android geralmente possui uma versão modificada pelos fabricantes do Bootloader que lhe garante acesso a características específicas de cada aparelho. O bootloader do Android consegue ler do armazenamento do dispositivo as imagens boot.img e recovery.img que contém versões comprimidas do Kernel Linux, onde elas são carregadas diretamente para a RAM dos Smartphones/Tablets, etc. Aqui tem um slide interessante sobre o boot do Android.

Kernel: Esta é a parte que do todo que chamamos efetivamente de "Linux". O Kernel é o núcleo do sistema e gerencia o CPU, memória, periféricos, etc, como já comentamos anteriormente no texto. O kernel pode ser considerado o nível mais baixo do sistema operacional, a base de tudo.

Daemons: Esses são serviços que rodam em background (processos de impressão, som, scheduling, etc.) que iniciam durante o boot, ou depois de iniciar a sessão na área de trabalho. Para entender melhor o que é e como funcionam confira este outro artigo do blog.

O Shell: Você provavelmente já ouviu falar do terminal Linux. De forma simples, isto é o Shell. Em um termo mais técnico, Shell (casca/concha) é a camada externa do Kernel, no entanto, o termo também é empregado em sistemas Unix onde programas em modo texto podem ser utilizados como meio de interação como interface para o usuário operar serviços de acesso direto ao Kernel. No Linux você pode usar o shell também para alterar funções de camadas mais altas do sistema operacional, como a manuseamento de software e automação de tarefas. O primeiro Shell Unix foi criado por Ken Thompson, uma das mentes mais importantes do mundo da informática ao lado de Dennis Ritchie.

Nas distros em geral você encontra o Bash, provindo do GNU, como o interpretador de comandos Shell, no entanto, ele não é o único e o próprio Linux possui o seu próprio, não sendo, teoricamente necessário a utilização de um outro. Veja informações sobre o Busybox/ToyBox aquialém deles temos alguns extremamente queridos pelos profissionais como ZSH, que em alguns casos pode ser até mais seguro do que o próprio Bash, fish, IPython, KornShell, etc.

Servidor Gráfico: Este é o sub-sistema que mostra os gráficos no seu monitor, que mostra as imagens. Ele é comumente referido no mundo Linux como "X", "X Server" ou "X.org". Existem outros em desenvolvimento, como o Mir, Wayland e o Freon, criado pela Google para os Chromebooks, entre outros menos populares.

Desktop Enviroment (DE): Essa é a parte do "quebra cabeças" dos sistemas que usam o Linux é que os usuários finais geralmente interagem. Existem muitos ambientes de trabalho (desktop enviroments) para se escolher no mundo Linux, como GNOME, Cinnamon, KDE, Enlightment, XFCE, LXDE, Budgie, Deepin Desktop Enviroment, entre outros. Cada Desktop Enviroment inclui suas próprias aplicações desenvolvidas para integração com o restante da interface, como gestores de arquivos, ferramentas de configuração, etc.

Aplicações: Apesar de existirem desktop enviroments que oferecem soluções praticamente completas para todo o tipo de ferramenta, eles ainda podem deixar algo faltando, e é aí que entram as aplicações. Assim como o Windows e o macOS, o Linux oferece milhares de softwares de alta qualidade que podem ser facilmente encontrados e instalados. Distros Linux modernas, e focadas em uso domésticos especialmente, já incluem ferramentas para instalar softwares de terceiros com poucos cliques. Estas sãos as chamadas "Centrais de Aplicativos", que funcionam como a AppStore ou Google Play.

Definidas as camadas, Linux atualmente é a plataforma que agrupa e serve de base para todos esses projetos que são desenvolvidos comunitariamente muitas vezes, mas também de forma independente.

Linux é o único ponto em comum de todas as chamadas "distribuições Linux", que são sistemas operacionais que usam o Kernel Linux como base para o desenvolvimento de seus projetos, agrupando softwares de todos os desenvolvedores, com licenças variadas. Por si só o Linux é um Kernel que também já pode ser considerado um sistema operacional independente, pois já possui um bootloader próprio, daemons e um terminal de interação próprio. Tudo o que vem acima disso para dar um propósito ao Linux é o que compõe o que chamamos de "distribuição Linux", ou simplesmente "distro".

Falando em distribuições Linux...


Existem desacordos locais entre o que deve e o que não deve ser chamado de "distribuição Linux", mas vamos ater nos novamente a explicação oficial, quem sabe assim possamos virar essa página.

É mais simples do que parece, uma distribuição Linux é um sistema operacional que usa o Kernel Linux, simples assim. Seja ele qual for e para qual finalidade ele for.

Partir de uma base do Kernel Linux e acrescentar coisas que não vem nele por padrão, ou pegar o Kernel e desmontar ele completamente usando somente os componentes que interessam, não faz dele menos Linux, faz dele um Linux modificado. É exatamente isso que praticamente todas as chamadas distribuições Linux fazem, praticamente nenhuma usa o Kernel Linux "puro" disponível no Kernel.org.

Fazendo uma analogia que ignora a filosofia e considera a biologia: Do mesmo jeito que se você, que é composto de incontáveis átomos, você desintegrado e se tornasse poeira cósmica novamente continuaria sendo tecnicamente você, só que em outra forma, assim é o Linux.

O Linux possui um número imenso de versões diferentes, de versões para usuários novatos aos hard users, de relógios de pulso ao seu celular, de máquinas de lavar a geladeiras, de ordenhadeiras a robôs que andam em Marte, tem Linux para todos os gostos!

Cada uma dessas versões é chamada de distribuição Linux (ou distro). No caso das versões moldadas para rodar no Desktop, temos algumas famosas. O site Linux.com cita como exemplo:

- Ubuntu
- Linux Mint
- Arch Linux
- Deepin
- Fedora
- Debian
- openSUSE

(Parênteses no assunto)

E uma observação aqui, fugindo um pouco da pauta. Muitas pessoas ainda criticam o Deepin pelo simples fato de sua origem ser chinesa, esse assunto já foi debatido no canal em dois vídeos que você pode ver aqui e aqui. Mas o Kernel.org faz espelhamento do Deepin e a Linux Foundation (da qual a Wuhan Technology, desenvolvedora do Deepin faz parte) agora indica ele como uma das boas distros para uso no Desktop. Isso definitivamente não os exime de nada, mas é um ótimo indicativo de confiança.

Retomando...

Cada distribuição pode ter um público alvo e um propósito diferente, muitas vezes existem distribuições (ou projetos) que tentam criar versões do sistema para finalidades diferentes. Ubuntu para Desktop, Ubuntu Server, Ubuntu Snappy, etc, são bons exemplos disso.

Em suma, para algo ser uma "distro Linux" ela simplesmente precisa usar o Kernel Linux.

Linus Torlvalds -  A mente por trás do Linux


Nas suas pesquisas sobre Linux você já deve, inevitavelmente, ter ouvido falar de Linus Torvalds. Ele já havia sido mencionado em outro momento neste mesmo texto. Ele é o criador original do Linux e até hoje um dos principais mantenedores. Não é uma pessoa de muitas palavras e raramente dá entrevistas, por isso, aproveite o "show" em um raro TED Talks que a nossa equipe legendou em português para você.

Linus Torlvads Entrevista Ted Talks PTBR

Apesar de Torvalds ser reconhecido mundialmente como "a mente por trás do Linux", ele não é o único a fazer este árduo trabalho. A Linux Foundation nos mostra quem são as pessoas que atualmente estão ao lado de Linus Torvalds nesse trabalho.

Linux Desenvolvedores principais

Mencionar Chris Mason, Dan Williams e Greg Kroah-Hartman é interessante, pois muita gente se pergunta o que aconteceria com o Linux caso Linus Torvalds se aposente ou venha a falecer, a resposta é que a Linux Foundation está aí justamente para isso e estas são algumas das pessoas que poderiam assumir o cargo. Falamos mais sobre este assunto mórbido neste outro artigo aqui do blog.

E o Tux?


O Tux é o mascote do Linux, esse pinguim simpático que você já viu na primeira imagem deste artigo. Nós temos um artigo aqui no blog dedicado a te ensinar a origem do mascote do Linux, que atualmente possui inúmeras variações, veja alguns exemplos:


O mascote do Linux

Conclusões e Mitos Rápidos


- O que é Linux? 

R: Uma plataforma ou sistema operacional (Kernel e ferramentas satélites que podem ou não ser usadas, dependendo do projeto), criando proeminência para o Kernel.

- Android é Linux?

R: De uma vez por todas, SIM. Se você precisar de mais referências, veja o site oficial do Android, veja o site da Linux Foundation, veja a página da Wikipédia e consulte as referências para o artigo e por último, confira este artigo aqui do blog que tem um vídeo bacana sobre o assunto, e damos isso por encerrado. Belezinha? 😉

- Linux ou GNU/Linux?

R: É uma velha guerra e dificilmente quem se decidiu muda de opinião. A verdade é que cada um é uma coisa, tanto que são representados por instituições diferentes e ambos vivem de forma independente.

Ao se referir a "Linux" você se refere a toda e qualquer aplicação, sistema ou plataforma, que rode o Kernel Linux (usando ferramentas GNU ou não), usar o termo GNU/Linux é fazer uma alusão as ferramentas GNU que são inclusas em algumas distribuições comuns em desktop, como GRUB, Bash, GCC, entre outros, o que a meu ver (opinião pessoal agora), é elucidar uma iniciativa (que é importante, mas não única) em detrimento de outras igualmente importantes. Uma distro como o Manjaro KDE por exemplo é formada por muito mais coisas do que apenas "Linux e ferramentas GNU", temos ali KDE, QT, X.org, Filesystems e muitos outros softwares que formam o sistema operacional que você usa e que são provindos de outros desenvolvedores, onde juntas formam toda a distribuição, seguindo a mesma lógica, não seria justo usar todos os contribuidores no nome?

Melhor chamar só de "Manjaro" mesmo, que é o resultado desse agrupamento de software específico, que é o nome do sistema operacional, uma das muitas distros Linux que também usam ferramentas GNU. 

Uma das definições que eu já ouvi, é que chamar de "GNU/Linux" é também uma forma de trazer o projeto GNU a tona, tentando endossar a ideia do Software Livre, o que é louvável, mas a meu ver não é coerente. Um verdadeiro sistema GNU/Linux para mim seria um sistema operacional lançado pelo projeto GNU que usasse o Linux como Kernel.

Não temos uma "GNU/Linux Foundation", nem uma "qt/KDE/GNU/X/Mesa/Intel/Linux/Minix/Unix Foundation", temos uma fundação GNU, uma fundação Linux e assim por diante, afinal, são coisas diferentes e nem sempre relacionadas. E mesmo quando são, as ferramentas GNU estão sob a mesma base Linux que todas as outras ferramentas que compõem o sistema operacional estão, no nosso exemplo, o KDE Plasma, o sistema de arquivos, os KApps, os gestores de softwares, o servidores gráfico, entre outras coisas.

Para mais informações sobre essa discussão chata, inconclusiva para muitos e completamente inútil e improdutiva, veja a série "Muito Além do GNU" do canal Toca do Tux.

- Linux (ou Linux Foundation) é uma empresa?

R: Não! Muita gente se confunde quanto a isso e pensa que "Linux" é um sistema operacional que concorre diretamente com Windows e macOS no mercado através de uma empresa, então "se a Linux quiser abocanhar uma parte do mercado... blá, blá, blá", você já deve ter ouvido isso. Para acabar com isso de uma vez, confira o vídeo "O que você ainda não entendeu sobre 'O Linux'".


Se preferir consumir o conteúdo deste vídeo em modo texto, faça a leitura neste artigo aqui do blog. Agora quando você pensar em Linux, não pense em um prédio cheio de escritórios onde um monte de pessoas trabalha desenvolvendo o Linux.

Algumas distros Linux são criadas dessa forma (mas não somente dessa forma), especialmente as que (justamente) possuem uma empresa "tradicional" por trás, como Ubuntu (Canonical) e Red Hat EL (Red Hat), Android (Google) entre outras.

Linux pode ser desenvolvido por uma série de empresas, mas ele é de domínio público, qualquer um (literalmente) pode utilizar o Linux para seus projetos, você não precisa necessariamente ser um contribuidor direto do Linux para usar Linux, no entanto, o simples fato de você usar Linux acaba gerando feedback e eventualmente código que vai ajudar a melhorar o Linux em versões futuras.

A Microsoft poderia criar uma versão do Linux para Desktop se quisesse, a Apple poderia criar um sistema Linux para o iPhone se quisesse também e assim por diante. A única coisa que tem Copyright é o nome Linux, que pertence a Linus Torlvalds por questões legais.

- Qual a função da "Linux Foundation"?

R: A Fundação Linux é dedicada a construir ecossistemas sustentáveis em torno de projetos de código aberto para acelerar o desenvolvimento de tecnologia e adoção comercial. Fundada em 2000, a Fundação Linux oferece suporte incomparável para comunidades de código aberto através de recursos financeiros e intelectuais, infra-estrutura, serviços, eventos e treinamento. Trabalhando juntos, a Fundação Linux e seus projetos formam o investimento mais ambicioso e bem sucedido na criação de tecnologia compartilhada, mais do que Linux "A Fundação Linux" conquistou sua experiência e expertise apoiando a comunidade Linux para ajudar a estabelecer, construir e sustentar algumas das tecnologias de código aberto mais críticas. 

Seu trabalho hoje se estende muito além do Linux, promovendo a inovação em todas as camadas da pilha de software. A Fundação Linux organiza projetos que abrangem TI corporativa, sistemas embarcados, eletrônicos de consumo, nuvem, rede e muito mais. Alguns desses projetos de alta velocidade que estão ajudando a redefinir o que é possível incluem o Hyperledger para tecnologias de cadeias de blocos interindustriais; Automotive Grade Linux, a plataforma de software aberto para aplicações automotivas; o projeto da Plataforma de Automação de Rede Aberta (ONAP) para automação de software em tempo real e orientada por políticas de funções de rede virtual; e Kubernetes, o projeto Cloud Native Computing Foundation para orquestração de contêineres de produção.

Conclusão do artigo

Todas as informações contidas neste artigo não são opinativas, elas são factuais e retiradas de fontes confiáveis e que foram referenciadas nos links ao longo do texto, além disso, você pode consultar o próprio site da Linux Foundation para validar as informações. A única informação opiniativa foi gravada em itálico na sessão "Linux ou GNU/Linux".

Eu sinceramente espero que as horas que eu gastei pesquisando e organizando este conteúdo sejam realmente úteis para você! :)

Até a próxima!
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