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Como instalar o Discord no Linux

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O Discord é um aplicativo de voz sobre IP e mensageiro muito utilizado na comunidade gamer, seja no ato da jogatina ou até para socializar com outros usuários. O programa é proprietário, entretanto, distribuído gratuitamente. Com versões mobiles para Androi e iOS, Windows, macOS, Linux e navegadores web. Use tanto no smartphone ou no laptop/pc.

discord-linux-deb-tar.gz-flatpak-snap-flathub-snapcraft-gamer-voip-voz-ip

Existem diversas maneiras de se obter o Discord, hoje você conhecerá algumas formas de se utilizar o programa no Linux. Talvez esteja sofrendo alguns problemas com uma versão específica, vale o teste.

Baixando diretamente do site oficial


O Discord pode ser obtido diretamente de seu site oficial, basicamente na seção download irão possuir versões para os sistemas anteriormente mencionados. No caso do Linux, duas opções são oferecidas. A primeira no formato DEB, para Ubuntu, Debian e derivados. A segunda um arquivo TAR.GZ, para ser executado em diferentes distribuições.

discord-linux-deb-tar.gz-gamer-voip-voz-ip

Se baixar a versão DEB, efetue a instalação dando dois cliques e seguindo os passos de costume. Já se escolheu a versão TAR.GZ, pode executar o Discord via terminal, após extrair o arquivo, indo até a seu diretório de destino e executando conforme o exemplo.

Dê permissão de execução ao binário do Discord (você também pode fazer via interface):

sudo chmod +x Discord

Execute o Discord via terminal:

./Discord

Instalando o Discord via Snap


Caso utilize Ubuntu e queira a praticidade de instalar o Discord diretamente da loja, o mesmo encontra-se no formato Snap (na Snapcraft), portanto, pesquise normalmente por: “Discord” e instale a aplicação.

discord-linux-snap-snapcraft-gamer-voip-voz-ip

O processo pode ser feito pelo terminal, ou em outra distribuição. Para isso, habilite o suporte ao Snap em sua distro Linux.

Instalando o Discord Snap via terminal:

sudo snap install discord

Removendo o Discord Snap via terminal:

sudo snap remove discord

Instalando o Discord via Flatpak


O programa também possui uma versão no repositório Flathub. Para usuários do Linux Mint, basta pesquisar diretamente em sua loja. Se usa Ubuntu, acesse essa postagem e habilite o suporte ao Flatpak (e adicione o repositório do Flathub) em seu sistema. Logo após, pesquise por: “Discord Flatpak” diretamente da loja do Ubuntu.

discord-linux-flatpak-flathub-gamer-voip-voz-ip

Outras distribuições podem ter o Flatpak habilitado, acesse esse link e veja como. Via terminal é bem simples, obviamente, o repositório Flathub deve ser habilitado também.

Adicionando o Flathub ao sistema, caso não tenha o repositório:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Discord Flatpak via terminal:

flatpak install flathub com.discordapp.Discord

Removendo o Discord Flatpak via terminal:

flatpak remove com.discordapp.Discord

Agora você sabe o quão simples é instalar o Discord em sua distribuição Linux, são várias formas, pela loja, via terminal, DEB, Snap, Flatpak, TAR.GZ, etc. Você decide qual utilizar, equal atende às suas necessidades. Já utilizei todas as opções acima, e por conta da praticidade, atualmente uso via Snap no Ubuntu e também o app em meu smartphone Android.

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GNOME está planejando trazer uma função que você sempre quis!

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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Uma das grandes verdades do mundo Open Source é que nada, nunca, está realmente pronto, mas não veja isso como algo ruim, isso simplesmente significa algo comum da própria vida, há sempre constante movimento para frente, modificações, melhorias, e isso é excelente! Com projeto GNOME, autor do GNOME Shell, interface utilizada na maioria das grandes distros Linux, não seria diferente, e o desenvolvedor brasileiro, Georges Stavracas Neto, nos conta em seu blog uma das novidades que pode estar chegando ao GNOME Shell, um App Grid com funções novas e mais ricas.

Drag n' Drop






A Dash, ou menu do GNOME, como muitos conhecem, é onde você encontra o grid de aplicativos instalados no seu sistema, é onde você pode explorar através dos ícones as aplicações, lança-las, ou adicioná-las à dock.

Como a maioria de nós, você está acostumado a usar um grid de apps semelhante ao do GNOME Shell no seu Smartphone, e em algum momento você pensou em arrastar um ícone sobre o outro nesse grid para criar pastas, ou simplesmente reorganizar conforme você gostaria, assim como você faz no seu Smartphone, e acabou percebendo que o GNOME Shell Vanilla não tem este recurso.

Nos temos um artigo aqui no blog sobre uma extensão chamada "AppFolders" que criava um recurso semelhante.

Ideias que vem de anos anteriores


Durante o "London UX Hackfest", ainda em 2017, os desenvolvedores e designers do GNOME estavam pensando em formas diferentes de organizar os elementos da interface do GNOME Shell.

Segundo Georges, "é muito interessante deixar os designers criarem conceitos sem considerarem limitações que as ferramentas do momento eventualmente possuam ou os tempos para a realização de algo, pois essa liberdade acaba gerando resultados maravilhosos!".

Dentre as sugestões da época, houve uma que acabou sendo implementa no Endless OS, mais ou menos da forma com que foi imaginada, que é justamente esse gerenciamento do grid de aplicativos.



O que temos agora não é exatamente a implementação que ocorre no EndlessOS, mas funciona de forma semelhante.

Georges comenta que passou as últimas semanas trabalhando um novo recurso de organização dos ícones das aplicações do menu do GNOME Shell, e os resultados iniciais me parecem animadores.

Neste primeiro exemplo, podemos ver que agora é possível criar pastas para agrupar os ícones dos programas, simplesmente arrastando um ícone sobre outro:



Repare que o nome da pasta recebe o nome da categoria em comum que as aplicações jogadas nela possuem. Ainda nos resta saber se será possível renomear as pastas livremente, o que deve ajudar na organização de forma geral. Como ainda é algo recente, as coisas podem mudar ao longo do tempo, até o lançamento, como o próprio desenvolvedor comenta no artigo.

O próximo exemplo nos mostra que é possível também mover os aplicativos para fora das pastas criadas, um comportamento esperado dentro deste tipo de situação, mas que assim como qualquer coisa que você use no seu computador, precisa ser programado e desenvolvido:



Quando uma pasta fica vazia ela é automaticamente apagada, para que você não fique cheio de pastas sem aplicativos presentes, um recurso muito inteligente.

No vídeo seguinte temos a demonstração do reposicionamento de ícones, permitindo que o usuário organize as aplicações como achar melhor:



A última demonstração, nos mostra que também é possível arrastar os ícones através das múltiplas páginas de aplicações que eventualmente você tenha.


Quando chegará ao GNOME Shell de forma oficial?


Você pode ler o artigo completo do Georges aqui, nele o desenvolvedor nos informa que podemos ver essa novidade no GNOME Shell entre a versão 3.34 (a próxima versão estável) e a 3.36, que é a versão estável seguinte. 

Se for possível adicionar o código antes do momento de freezing do GNOME Shell para o lançamento da versão 3.34, teremos o recurso em poucos meses nas principais distros, caso contrário, teremos de esperar um pouco mais. Stavacras finaliza agradecendo a empresa Endless Computers, que desenvolve o Endless OS, por apoia-lo na realização deste trabalho.

O que você achou da novidade? Ficou empolgado para testar? Comente no nosso fórum.

Até a próxima!
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Conheça o emulador de Nintendo DS, melonDS

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Não vou negar que sou um apaixonado por portáteis e já tive a oportunidade de possuir a maioria deles. No entanto, nem todos os meus consoles estão em perfeito estado (ou ainda “vivos”). É aí que entra outra paixão que possuo, os emuladores.

melonDS-nintendo-ds-emulador-desmume-jogo-linux-windows-game-retro

melonDS é um emulador de Nintendo DS, um dos portáteis mais importantes da indústria dos games. Desculpe a minha empolgação, mas falar do DS me remete a minha adolescência, época em que corria atrás para comprar meus consoles e games (servente de pedreiro, várias gambiarras, vendas e até mesmo o meu início em TI).

Muitos leitores irão citar o DeSmuME como uma alternativa aos seus jogos de Nintendo DS. Concordo que o emulador é muito bom, entretanto, desde 2015 não é lançada uma nova versão em seu site. Atualmente gosto de utilizar o DeSmuME modificado (poderei criar uma postagem sobre) e o melonDS.

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Comparado ao DeSmuME, o melonDS é um novato, porém o emulador é promissor e vem recebendo dia após dia novas funcionalidades. Além da performance e recursos gráficos em torno de sua emulação. Atualmente utiliza como renderizador gráfico o OpenGL, mas com o desenvolvimento acelerado do programa, não duvido que o Vulkan se torne uma nova opção. Alguns recursos do emulador, de forma bem resumida, são:

  • Núcleo quase completo (CPU, vídeo, áudio, …);
  • Renderizador OpenGL, upscaling 3D (permitindo escalar a resolução nativa do DS, aumentando em até 8x); 
  • Simula partes do hardware, como o RTC (relógio interno do DS), microfone, tampa fechada / aberta; 
  • Suporte a joystick;
  • Savestates;
  • Vários modos de posicionamento / dimensionamento / rotação de exibição da tela do jogo; 
  • (WIP) Wifi: multiplayer local, conectividade on-line (requer a “libpcap”, para seu funcionamento); 
  • Versão Windows e Linux;
  • Software livre sob licença GPL3 (acesse o github do melonDS);
  • E muito mais está planejado. 

Recursos que serão implementados no futuro:


  • Emulação do Nintendo DSi;
  • Gráficos 3D com pixels perfeitos;
  • Aprimoramento da libui e a interface do emulador;
  • Suporte para renderizar telas separadamente;
  • Emulação de addons;
  • Entre outras funcionalidades (depurador, visualizadores de gráficos, cheat crapo, etc).

Recursos que também estão planejados, mas em segundo plano:


  • Melhorias no wifi;
  • Emular flashcarts ou outro hardware sofisticado;
  • Compatibilidade big-endian (Wii, etc);
  • Tempo de atualização do LCD (usado por alguns jogos para mesclagem de efeitos);
  • Recursos relevantes sugeridos pelos usuários do melonDS.

Novidades, aprimoramentos e mais informações sempre estão disponíveis no site oficial do melonDS. Seu desenvolvimento e lançamentos constantes, são características que me animam neste projeto. Afinal, se algo continua em desenvolvimento, significa que cada vez o emulador se tornará mais maduro e completo, enquanto, algo estagnado não oferece possíveis melhorias.

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Como baixar o melonDS


Para obter as últimas versões do melonDS, basta efetuar o download diretamente de seu site oficial. Tanto a versão Windows, como Linux são executáveis. Não é necessário instalar a aplicação em seu sistema. Todavia, para seu funcionamento alguns arquivos são exigidos.

O melonDS requer cópias da BIOS / firmware de um DS. Arquivos necessários:

  • bios7.bin, 16 KB: BIOS ARM7
  • bios9.bin, 4KB: BIOS ARM9
  • firmware.bin, 128/256 / 512KB: firmware

Para utilizar o emulador será necessário esses 3 arquivos, vindouros de um DS original ou DS Lite. Por motivos óbvios não podemos disponibilizar os arquivos aqui no blog Diolinux. Adicione os arquivos junto ao executável do melonDS e o emulador funcionará normalmente.

Lembrando que no Linux você tem que dar a permissão de execução do melonDS. Clique com o botão direito do seu mouse sobre o executável do melonDS. Vá em “Propriedades” >> “Permissões” e marque o checkbox.

melonDS-nintendo-ds-emulador-desmume-jogo-linux-windows-game-retro

Mesmo com a interface em inglês o emulador é intuitivo e em poucos minutos você aprende todas as configurações do programa. Caso só tenha utilizado o DeSmuME, recomendo experimentar o melonDS.

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Manjaro e a polêmica com as suítes Offices

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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Os últimos dias foram agitados no mundo Linux, principalmente na comunidade do Manjaro. A primeira foi em relação aos snaps, que fizemos uma cobertura neste post. Agora teve outra, a mudança de suíte Office padrão do sistema.

Manjaro e a polêmica com as suítes Offices






A grande maioria das distros Linux, entregam por padrão a suíte Office LibreOffice, que é de código aberto e com distribuição facilitada. E o Manjaro não ficava de fora, mas ele resolveu inovar e mandar com uma suíte diferente e de código fechado. Aí que começou a confusão.

Em um anúncio no fórum oficial da distro, Müller comentou que as versões de testes do Manjaro RC5 e RC6 viriam com o FreeOffice (da SoftMaker) instalado por padrão ao invés do LibreOffice ou do MS Office Online. 

Só que deu muito “pano pra manga” e burburinhos tanto na comunidade quanto na internet. Tanto gente elogiando a postura do Manjaro em trazer uma empresa que apoia o Linux para dentro dele, quanto de gente que desaprovava por ele ser de código fechado e ir contra a filosofia do software livre.

O barulho foi tão grande, que o Jason (jornalista da Forbes e que cobre o mundo Linux) convidou Müller para o seu podcast, o LINUX Unplugged, para explicar melhor como aconteceu essa parceria. O momento da explicação é esse.

Resumidamente, segundo as palavras de Müller, eles escolheram o FreeOffice por ter uma compatibilidade maior com os formatos do Microsoft Office, como docx, xlsx e pptx.

Com o feedback da comunidade, tanto a favor quanto contra, o Manjaro vai incluir a opção de escolher qual suíte Office você quer instalada por padrão, o FreeOffice ou o LibreOffice. Isso foi possível, graças a um melhoria no Calamares, e isso não só vale para o Manjaro, mas sim para todas as distros que utilizam ele, que agora vai poder dar essa opção aos seus usuários. Isso é muito útil. 


Em uma resposta a um usuário do Twitter, a SoftMaker disse que não envolveu dinheiro nessa parceria, que eles ofereceram a sua suíte e o pessoal do Manjaro aceitou.

O Manjaro também soltou um comunicado em seu fórum sobre o assunto.

Pra mim, entre “Mortos e Feridos”, podemos tirar algumas coisas boas, como por exemplo a funcionalidade adicionada ao Calamares de poder escolher aplicativos padrões (como da sua suíte office) quem sabe não se estende para mais softwares e assim facilitar mais a vida dos usuários. Em um futuro não tão distante, poderemos escolher o navegador, editor de fotos, programa para manipulação de imagens, instalação de drivers e etc. O céu é o limite literalmente 😅.

Minha opinião [HenriqueAD]
Ao acompanhar toda discussão do tema entre a comunidade, percebi que muitos não entendem que Linux não perde suas vantagens ao ter alguns softwares e elementos proprietários. Um mundo ideal em meu modo de pensar seria mais aberto, entretanto, não podemos negar a realidade. O Manjaro pensou em seus usuários (e novos) que utilizam formatos MS, que são populares para quem trabalha com esse tipo de documento. Um ponto interessante, é que o LibreOffice sempre estaria disponível, assim como a possibilidade de remover o FreeOffice e não utilizá-lo. Li muitas teorias da conspiração, mas também vi muitos usuários sensatos que não estavam presos a um modus operandi e tinham pensamentos mais abertos. Alguns não gostaram da ideia e não iriam utilizar, mas simplificaram com um simples: "vou remover e Instalar o que quero", ao invés de problematizar. A SoftMaker, quem sabe, futuramente poderá contribuir financeiramente com o projeto Manjaro. Parcerias comerciais para manter o projeto vivo e melhorando ainda mais sua infraestrutura, ao meu modo de ver são bem-vindas. Ao invés de um projeto sem condições de continuar. Recentemente vimos um exemplo que findou e não gostaria de no futuro o Manjaro ou qualquer outro projeto morrer por falta de apoio.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Como instalar o Blender no Linux

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

O Blender é uma ferramenta de código aberto e super poderosa. Não é atoa que muitos o chamam de canivete suíço. Isso devido aos inúmeros tipos de trabalhos que podem ser feitos diretamente no programa. Modelagem 3D, manipulação, animação 2D e 3D, simulação, renderização, composição, motion tracking, e até mesmo edição de vídeos. Me diz se não é um verdadeiro “mil e uma utilidades”?

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A versão 2.80 estava sendo aguardada há muito tempo, os mais ansiosos estavam usando a beta 2.79c. Temos uma postagem sobre o lançamento do tão aguardado Blender 2.80, confira acessando esse link e veja as novidades. Eu mesmo era uma dessas pessoas, não que domine o Blender ou faça mil maravilhas com o software, entretanto, sempre desejei aprender a modelagem 3D (estava sondando e estudando um bem interessante que encontrei na Udemy) e também usava o Blender para outros fins (utilizo às vezes para exportar meus vídeos com fundo transparente, quando o Kdenlive não coopera 😁😁😁).

Instalando o Blender no Linux


O Blender encontra-se nos repositórios da maioria das distribuições Linux, podendo ser instalado normalmente via terminal ou pela loja. Todavia nem sempre essas versões acompanharão os últimos lançamentos. Este é o caso do Ubuntu 18.04, que mantém a versão 2.79. Pesquise se em seu sistema o Blender está na versão 2.80, caso não. Demonstrarei a seguir como obter as últimas versões do Blender. 

Blender “portable”


A primeira forma de conseguir as versões mais atuais do programa, é diretamente em seu site oficial. Deste modo não será necessário instalar o Blender em sua distribuição. O arquivo distribuído é no formato TAR.BZ2, bastando descompactar e executar com dois cliques a aplicação. No entanto, se o programa não executar, verifique nas propriedades do arquivo se o mesmo tem permissão para execução (Aqui veio por padrão habilitado).

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Blender via Snap


Dando continuidade, o Blender está disponível na Snapcraft e mantido pela Blender Foundation (organização que gere o projeto). Aos usuários de Ubuntu basta pesquisar na loja por: “Blender”. Verifique se está selecionando a versão em Snap.

blender-eevee-linux-3d-open-source-modelagem-animação-desenho-maquete-snap

Outras distribuições Linux podem fazer uso do Snap, mas é necessário ter o mesmo habilitado. Instalar via terminal, é uma opção:

Instalar Blender Snap via terminal:

sudo snap install blender --classic

Remover Blender Snap via terminal:

sudo snap remove blender

Blender via Flatpak


A terceira forma que demonstrarei como obter o Blender é via Flatpak. Essa versão é mantida pela comunidade do Flathub, assim sendo, o sistema deverá ter o repositório do Flathub adicionado (além do Flatpak configurado, obviamente). Ao contrário das duas opções acima apresentadas, essa pode demorar um tempo para se alinhar com os últimos lançamentos (por exemplo, demorou uns 2 dias para o Blender Flatpak ser atualizado para versão 2.80). O empacotamento é de responsabilidade da comunidade, então é normal este pequeno “delay”, nada que vá atrapalhar. No Linux Mint, pesquise normalmente por: “Blender” e verifique se escolheu a versão Flatpak antes de instalar. Já o Ubuntu precisa ser configurado, acesse essa postagem e veja como proceder. Se utiliza algum sistema sem o suporte ao Flatpak, essa dica pode lhe ser útil. Após configurar no Ubuntu, proceda como descrevi anteriormente no caso do Mint.

blender-eevee-linux-3d-open-source-modelagem-animação-desenho-maquete-flatpak

A instalação via terminal é muito simples também, e caso não tenha adicionado o repositório Flathub ao seu sistema, eis como proceder:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalar Blender Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.blender.Blender

Remover Blender Flatpak via terminal:

sudo flatpak remove org.blender.Blender

Bônus (deixando a interface do Blender em Português)


Seu Blender não veio em português? Não se desespere! Veja como é fácil traduzir a interface do programa.

Na barra de ferramentas superior clique em “Edit” >> “Preferences...” e estando na categoria “Interface” vá até à sessão “Translation”. Marque as opções que deseja (começando pela própria “Translation”). Em “Language” escolha o idioma desejado, no meu caso “Brazilian Portuguese (Português do Brasil)”.

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Salve clicando no menu “hambúrguer”, localizado no canto inferior esquerdo, em seguida em “Save Preferences”.

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Pronto! Agora o Blender está com a interface em português.

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Participe de nossa comunidade no Diolinux Plus, quem sabe você acabe aprendendo umas dicas de Blender por lá.

Até o próximo post, que vou aprender mais um “cadiquin” de Blender, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Proton 4.11 é lançado com muitas novidades para gamers Linux

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

A semana começou agitada para quem gosta de games e é usuário de Linux. Primeiro foi a NVIDIA lançando versões novas de drivers, agora a Valve trazendo uma nova versão do Proton e uma nova ferramenta de sincronização de objetos nos jogos. 

Proton 4.11 é lançado com muitas novidades  para gamers Linux





A primeira novidade é em relação ao Proton, que chegou com várias melhorias, correções de bugs e um salto na sua versão. Começando com a versão, que antes era a 4.2-9 e agora foi para 4.11, assim seguindo a mesma versão do Wine. Com isso trouxe:

● 3300 melhorias do Wine para o Proton e 154 patches do Proton 4.2 não são mais necessários ou foram para o upstreamed.

DXVK atualizado para a versão 1.3;

FAudio atualizado para a versão 19.07;

● Corrigido o input lag e adicionado suporte a rumble em alguns jogos que utilizam a Engine Unity;

Dentro deste update do Proton, dois se destacam, como a adição do D9VK e a mudança de alguns “módulos’ para Windows PE.

Sobre o D9VK, ele está vindo embutido em modo experimental, tendo que ser ativado manualmente no momento. O D9VK vinha sendo testado desde Junho, de acordo com o dev Joshua Ashton. Agora a Valve vai estar financiando de forma mais direta. Para ativar o D9VK nos jogos e assim experimentá-lo, você vai precisar colocar o seguinte parâmetro no jogo dentro da Steam: PROTON_USE_D9VK=1 %command%

A outra novidade é a mudança de alguns módulos do Wine, que antes eram em libs feitas no Linux e agora estão sendo construídas sobre as libs do Windows PE. Isso pode ajudar na compatibilidade de alguns sistemas de DRM e anti-cheat, conforme vai avançando o trabalho, a compatibilidade vai ficando mais madura e eficiente.

Para mais detalhes sobre essa versão do Proton, pode ser consultada aqui.

Agora a outra grande novidade é o começo dos testes do fsync, para melhorar a sincronização em processos a ser baseado no futex. Quando a Valve começou o desenvolvimento do Proton, encontrou problemas com jogos multi-threaded, assim trabalhou em conjunto com a CodeWeavers e desenvolveu um patchset, o “esync”, para resolver esses problemas. A princípio funcionou, mas precisava de várias configurações e poderiam causar problemas de exaustão nos aplicativos.

Por isso a Valve preferiu trabalhar em uma nova solução, o fsync. Com essa nova funcionalidade, o ganho nos games é esperado, visto que vai ser trabalhado junto ao kernel, tanto que a Valve mandou uma sugestão de mudança, para que ela seja “acomodada” no Kernel Linux.

Se você quiser testar esse kernel modificado pela Valve e testar às melhorias do fsync, eles publicaram um tutorial de como fazer isso.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Como instalar o Spotify no Linux

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O Spotify é um dos serviços de streaming de músicas mais famosos da atualidade, seja por seu modo premium de valor acessível ou versão free, totalmente gratuita. Obviamente, que nessa modalidade, propagandas podem interromper sua playlist e não será possível efetuar o download das músicas e ouvir offline. Aliás, você pode acompanhar o DioCast diretamente da plataforma.

spotify-linux-ubuntu-deb-snap-flatpak-mint

Temos um vídeo sobre o serviço, abordando se vale a pena pagar o Spotify Premium, em nosso canal. Caso esteja interessado, recomendo assistir e avaliar a possibilidade. Para maiores detalhes sobre os tipos de assinatura, acesse esse link.

Vale a pena pagar o Spotify Premium? Veja o vídeo e tire suas dúvidas.


Spotify em sua distribuição Linux


Existem basicamente 3 maneiras de se obter a aplicação do Spotify, duas estão disponibilizadas em seu site oficial (mantido de forma voluntária pelos engenheiros do Spotify, conforme a página informa) e a outra é mantida pela comunidade Linux, através do repositório Flathub. Irei apresentar todas as 3, a decisão de qual utilizar será exclusivamente sua. Deixando claro, que às duas formas de se instalar o Spotify no Linux (DEB e Snap) podem conter ligeiras diferenças comparadas as versões Windows e Mac. Assim, como o próprio Spotify enfatiza, pois, essas versões são mantidas distintamente do Spotify, mas possuindo o aval da empresa. No entanto, não precisa se preocupar, os engenheiros do Spotify estão fazendo um ótimo trabalho e nunca notei alguma diferença com as versões de Windows ou macOS (ou algum bug no software). 

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Spotify via Snap


A primeira opção do Spotify para o Linux é em formato Snap, para usuários do Ubuntu todo processo é simplificado. Basta, pesquisar por: “Spotify” diretamente da loja e instalar a aplicação. Outros usuários, que utilizam sistemas, como: Linux Mint, Elementary OS, KDE Neon, Fedora, Pop!_OS e etc. Podem configurar o Snap em seu sistema para usufruir do formato. Acesse essa postagem, caso não o tenha feito. 

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Nem todas os sistemas possuem lojas com integração com esse tipo de empacotamento, o terminal é uma opção para contornar esse falta.

Instale o Spotify Snap via terminal:

sudo snap install spotify

Remova o Spotify Snap via terminal, se desejado:

sudo snap remove spotify

Spotify via DEB


Outra possibilidade é o Spotify no formato DEB. Contudo, não se engane e espere compatibilidade total com versões do Debian, essa opção tem como foco as últimas versões de lançamento do Ubuntu. Assim sendo, alguma incompatibilidade com versões mais antigas do Debian podem ocorrer, mas os engenheiros do Spotify informam que sempre vão tentar compatibilizar o pacote versões mais antigas do Debian e Ubuntu. Se possui alguma dúvida, quanto ao funcionamento desta opção, reconsidere as demais. Segue o passo a passo para instalação do Spotify neste formato.

Adicione a chave do repositório do Spotify:

sudo apt-key adv --keyserver hkp://keyserver.ubuntu.com:80 --recv-keys 931FF8E79F0876134EDDBDCCA87FF9DF48BF1C90 2EBF997C15BDA244B6EBF5D84773BD5E130D1D45

Adicione o repositório do Spotify:

echo deb http://repository.spotify.com stable non-free | sudo tee /etc/apt/sources.list.d/spotify.list

Atualize sua lista de pacotes:

sudo apt update

Instale o cliente Spotify:

sudo apt install spotify-client

A cada nova versão disponível, você receberá uma atualização normalmente em seu sistema.

Spotify via Flatpak


A terceira forma de se obter o Spotify é pelo Flathub, essa versão em Flatpak não está contida nas opções descritas no site. Empacotada pelo pessoal do Flathub é uma escolha viável para quem prefere este tipo de pacote, ou não queira configurar nada (caso do Linux Mint, que possui a mesma em sua loja). No Ubuntu sua instalação também pode ser via loja, basta acessar essa postagem e configurar o Flatpak e plugin do mesmo na Gnome Software. Pesquise por: “Spotify flatpak” e instale o cliente.

spotify-linux-ubuntu-deb-snap-flatpak-mint-loja-musica-streaming

Veja nesta postagem, a instalação e configuração do Flatpak nos demais sistemas baseados em Linux. Essa postagem demonstra como adicionar o repositório do Flathub. A instalação via terminal é outra opção.

Instale o Spotify Flatpak via terminal:

flatpak install flathub com.spotify.Client

Remova o Spotify Flatpak via terminal, caso queira:

flatpak remove com.spotify.Client

Agora você poderá ouvir suas músicas no Spotify, óbvio que uma conta é exigida, pode ser criada gratuitamente ou migrar para versão paga, a escolha é sua. Sei que alguns irão citar o AUR como outra forma de instalação do Spotify e tal. No entanto, às duas formas que apresentei (Snap e Flatpak) abarcam mais distribuições, e nada impede de usuários obterem a versão contida no AUR.

Faça parte de nosso fórum Diolinux Plus, existem muitos audiófilos por lá também (😁😁😁).

Até mais, agora vou ouvir algumas músicas no Spotify, SISTEMATICAMENTE! 😎
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NVIDIA lança de uma só vez, três versões de drivers para Linux

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quarta-feira, 31 de julho de 2019

A NVIDIA lançou nesta Segunda-feira (29), três novas versões dos seus drivers para Linux, para as linha 430 e 418, sendo essas últimas versões BETA com VULKAN e OpenGL.

NVIDIA lança de uma só vez, três versões de drivers para Linux





O primeiro driver a receber o update, foi da linha 430, agora chegando com driver stable de “Long Lived” na versão 430.40, com às seguintes melhorias e novidades:

● Adicionado suporte para as seguintes GPUs: GeForce RTX 2080 SUPER e Quadro RTX 3000 com Max-Q Design;

●Corrigido uma falha na instalação do driver nas configurações do kernel Linux com CONFIG_HOTPLUG_CPU;

●  Atualizado nvidia-bug-report.sh  para procurar o systemd journal pelos logs do gdm-x-session;

●  Adicionado suporte ao nvidia-installer para sistemas que fornecem bibliotecas ncurses suportando apenas as ncurses widechar ABI.

Já na parte dos drivers BETA da linha 418, tivemos novidades tanto no VULKAN, quanto no OpenGL. Começando pela versão com VULKAN, que chega na numeração 418.52.18, foram adicionadas duas extensões do  Vulkan 1.1.117 e uma do Vulkan 1.1.116. Nesta versão eles testam às novidades do VULKAN. Às extensões são:




Neste BETA, também foi lançado a versão do driver com as implementações para OpenGL, que seguem o “Vulkan-style subgroups extensions” ou “Estilo de Extensões em Subgrupos do Vulkan”. As primeiras extensões foram:



A princípio pode parecer estranho ter a mesma versão do BETA tanto para VULKAN, quanto para o OpenGL, mas o pessoal do GamingOnLinux questionou um dos devs da NVIDIA no Twitter sobre isso, e ele falou que no momento vão ser juntas, mas que no futuro elas serão em “datas diferentes”. O Tweet você pode conferir aqui.

Essas novas versões ainda não estão disponíveis nos repositórios das distros (pelo PPA já esta disponível), mas que podem ser atualizadas em breve.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Emulador PPSSPP no Linux via Flatpak

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O PSP é um dos portáteis que marcaram minha vida, e olha que sou aficionado por esses “pequenos monstrinhos”. Recentemente tive o desprazer de não poder desfrutar de meus jogos neste console, entretanto, ainda posso matar a saudade jogando diretamente em meu Ubuntu.

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A equipe de desenvolvimento do emulador PPSSPP sempre está implementando novas funcionalidades e recursos no programa. O emulador é bem famoso e possui até mesmo uma versão Android, além de suas versões GOLD com recursos premium. Caso tenha se interessado, em seu site oficial encontra-se todos os links e mais informações dessas opções.

Instalando o PPSSPP em sua distro Linux


Existem algumas maneiras de se obter o PPSSPP no Linux, através de pacotes DEB ou até mesmo um PPA para Ubuntu. Temos uma postagem abordando como efetuar a instalação do emulador via PPA. No entanto, as coisas são mais lentas por este meio. Não falo especificamente do emulador, e sim da demora em novas atualizações serem disponibilizadas. Alguns podem pensar que isso não é tão importante para softwares com foco em emulação, entretanto, te garanto que as melhorias de performances podem praticamente diferenciar o mesmo programa, apenas por conter uma versão superior. Convenhamos, que para computadores mais modestos, quanto mais performance e ajustes finos melhor.

Uma solução que venho adotando a bastante tempo, e que superou minhas expectativas, foi o PPSSPP diretamente do Flathub. Além de sempre estar alinhado com as últimas versões estáveis do PPSSPP, o emulador tem se mostrado muito estável e sempre com desempenho acima que a versão anterior. Obviamente, que isso é graças aos desenvolvedores do aplicativo que sempre disponibilizam uma versão melhor e superior a cada lançamento (estão de parabéns).

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Para prosseguir com a instalação do emulador, será necessário ter o Flatpak configurado em seu sistema e o repositório do Flathub. Calma, que é muito simples e essa postagem ensina o passo a passo para o Ubuntu (se já não tem configurado). Outras distribuições que não possuem o Flatpak habilitado, poderão configurar o recurso por esse post (acesse o link anterior, do Ubuntu, lá existe um passo para adicionar o repositório do Flathub). Caso utilize Linux Mint ou Fedora, o Flatpak já vem habilitado por padrão. No caso do Fedora, será necessário apenas adicionar o repositório do Flathub.

Instale no Ubuntu, Mint, Fedora ou qualquer outra distribuição que tenha uma loja com suporte a Flatpak, pesquisando por: “PPSSPP flatpak”.

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O processo pode ser feito via terminal, para quem desejar.

Adicionando o repositório do Flathub via terminal:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação do PPSSPP Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.ppsspp.PPSSPP

Remoção do PPSSPP Flatpak via terminal:

flatpak remove org.ppsspp.PPSSPP/x86_64/stable

Dica extra (se possuir HD externo com seus jogos armazenados):

flatpak override --filesystem=/caminho_do_seu_hd org.ppsspp.PPSSPP

Exemplo do comando acima (costumo montar meus HDs em “media”):

flatpak override --filesystem=/media org.ppsspp.PPSSPP

Assim o PPSSPP em Flatpak poderá ler todos os meus arquivos, vindouros do ponto de montagem “media”, em meus outros HDs (esse comando pode ser adaptado para qualquer Flatpak, inclusive o da Steam).

Sem sombra de dúvidas o PPSSPP é um dos melhores emuladores, o interessante que você pode executar games sobre OpenGL ou Vulkan. Pelos meus testes, alguns títulos ganham mais potência em Vulkan, enquanto, outros são afetados por bugs. Vale o teste e ficar atento ao funcionamento do jogo. A resolução pode ser escalonada, entre outras configurações que são auto explicativas.

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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE!
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Organize seus arquivos no Linux

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Há pouco tempo demonstrei uma forma bem prática para organizar os arquivos de seu computador via terminal. No entanto, é notório que nem todos os usuários gostam de utilizar a famigerada telinha preta. Seja por medo, inexperiência, preguiça ou até mesmo gosto (às vezes me encaixo junto aos preguiçosos, isso tanto para interface quanto terminal. Geralmente tenho preguiça e faço logo com um comando ao invés de ficar clicando... 😂😂😂).

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Caso queira utilizar uma solução via terminal, indico o Classifier, acesse o post e saiba mais. Já se quer a praticidade “dos botões” essa dica é para você.

Organizer ou Organize My Files?


“Linux não tem programas!”. Toda vez que ouço ou vejo essa afirmação fico pensando o quão desinformada está a pessoa que escreveu, ou disse isso. Linux possui sim diversos softwares, e ao contrário do que outros dizem, são programas de extrema qualidade. Opção é algo que gosto, então, irei apresentar dois aplicativos para organizar a sua bagunça. Após abordar algumas de suas características a decisão de qual instalar em sua distro, será sua.

Organizer


O Organizer é uma aplicação simples e direta ao ponto, sua interface é intuitiva e não requer configurações adicionais, bastando escolher a pasta onde quer organizar os arquivos e o destino, conforme cada tipo contido no diretório de origem. Desenvolvido em GTK e Python, Software Livre e parte do GNOME, seu código fonte pode ser adquirido diretamente de seu repositório no GitLab.

Selecione o diretório que quer organizar.

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Em seguida o Organizer irá separar conforme os tipos, e você poderá clicar em cada um e mover para pasta de destino. Uma observação: Você pode utilizar os caminhos sugeridos pelo software (ele cria subpastas) ou se preferir, criar previamente as subpastas e escolher diretamente na interface do Organizer antes de mover.

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Veja abaixo a lista de formatos de arquivos suportados atualmente pelo Organizer:


  • Imagens (JPG, PNG, etc.);
  • Documentos (PDF, ODT, DOC, DOCX, etc.);
  • Planilhas (ODS, XLS, XLSX, etc.);
  • Apresentações (ODP, PPT, PPTX, etc.);
  • Vídeos (MKV, MP4, WEBM, etc.);
  • Música (FLAC, MP3, OGG, etc)
  • Arquivos (TAR.GZ, ZIP, RAR, 7Z, etc.);
  • Outros (Binários, APPIMAGE, DEB, RPM, e assim por diante).

Para instalar o Organizer, configure o Flatpak em seu sistema (adicione o repositório do Flathub) ou se estiver utilizando o Ubuntu, essa postagem ensina a configurar e habilitar o suporte via interface gráfica (para instalar diretamente da loja de aplicativos). No Linux Mint, nenhuma configuração é necessária. Após configurar, pesquise na loja do Ubuntu ou Linux Mint por: “Organizer flatpak” e instale o aplicativo.

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O procedimento pode ser feito via terminal, caso não tenha o repositório do Flathub em seu sistema, habilite o mesmo:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o Organizer Flatpak via terminal:

flatpak install flathub org.librehunt.Organizer

Remova o Organizer Flatpak via terminal:

flatpak remove org.librehunt. Organizer/x86_64/stable

Organize My Files


A segunda opção que irei apresentar é o Organize My Files, uma aplicação proprietária e multiplataforma. Para quem procura um software que possa ser utilizado tanto no Windows, Linux e macOS, talvez este seja o programa ideal. No entanto, a versão gratuita é bem limitada, dando apenas um gostinho do funcionamento do Organize My Files. Sendo possível apenas organizar os arquivos contidos na área de trabalho e sem a função recursiva.

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Ao contrário do Organizer que tenta ser mais simplista, sem tantos ajustes, o Organize My Files é bem completo. Ajustes minuciosos poderão ser feitos na ferramenta, aumentando assim o nível de organização. Veja um vídeo demonstrativo do app em ação:


Organize My Files está disponível no formato Snap, então, aos usuários de Ubuntu sua instalação é diretamente da loja. Pesquise por: “Organize My Files” e poderá instalar o programa.

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Outros sistemas necessitam ter configurado o Snap para instalação do Organize My Files, essa postagem demonstra todo passo a passo.

Como no exemplo anterior, essa aplicação também pode ser instalada via terminal, claro, que os comandos são outros.

Instalação do Organize My Files Snap via terminal:

sudo snap install organize-my-files

Desinstalação do Organize My Files Snap via terminal:

sudo snap remove organize-my-files

Adquirindo uma licença todas as funcionalidades são desbloqueadas, sem as limitações da versão gratuita, organizar seus arquivos se tornará bem mais prático. Recursos, como: classificação de arquivos por tipo, extensão, tamanho, data, nome, etc. Estarão ao seu alcance. Uma funcionalidade poderosa, é a possibilidade de criar regras personalizadas entre outras funções, enfim, o programa pode ser adquirido atualmente por US $ 19,95 neste link.

Curiosamente a logo do Organizer e Organize My Files, são bem parecidas.

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Agora é com você, opções não faltam e caso conheça outro programa compartilhe em nosso fórum Diolinux Plus. Assim mais usuários poderão ter conhecimento de novas opções.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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