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Flatpak 1.5 lançado com novidades

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

O Flatpak vem evoluindo a cada momento, funcionalidades estão sendo adicionadas e mais programas sendo oferecidos neste formato de empacotamento. Se você está se perguntando: “Mas que raios é esse tal de Flatpak?”. Escrevemos uma postagem explicando um pouco mais sobre essa tecnologia.

flatpak-linux-ubuntu-mint-fedora-ppa-runtime-freeze-pacote

No ano passado o Flatpak chegou em sua versão 1.0, com novos parâmetros e melhorias de performance, daí em diante o processo de lapidação não parou. Avançando um pouco no tempo, chegamos ao início do ano, sendo que em fevereiro a versão 1.2, além de adicionar novos parâmetros, foi repaginado o visual do Flatpak via terminal. Possuindo assim, uma melhor disposição nas informações via CLI. 

O desenvolvimento está tão acelerado que inúmeras versões já foram lançadas este ano. Agora o mais recente lançamento é anunciado com um recurso aguardado por muitos.

Saiba mais sobre o Flatpak


Sabemos que tudo tem seus prós e contras, afinal, nós humanos desenvolvemos a tecnologia atual. Caso esteja na dúvida entre os formatos, acesse nossa postagem detalhando um pouco mais as diferenças entre os “novos concorrentes” de distribuição de softwares no Linux.

Muitos não compreendem as vantagens do Flatpak, ou demais formatos. Outros chegam a acreditar e generalizar que seu uso é inviável, ou até impossível. 

Comparações com a forma de distribuição e funcionamento entre o Windows e Linux, também são alvo de acalorados debates e discussões. Contudo, alguns falam sem conhecer realmente essas diferenças, apenas repetem como papagaios. Para não correr este risco, acesse uma matéria demonstrando os tipos de pacotes e instalações, tanto no Windows, como no Linux. Inclusive indico que vejam o vídeo contido na postagem acima, o mesmo contém muitas informações adicionais.

Flatpak 1.5


Uma das vantagens do Flatpak, é utilizar programas em versões atualizadas sem a preocupação de conflitos de dependências. Ter as últimas versões das aplicações, sem comprometer o sistema é uma característica interessantíssima. No entanto, pense numa hipótese em que o usuário, por algum motivo, deseja “congelar”/fixar o app em determinada versão e evitar downloads automáticos. O recurso que estava sendo aguardado por vários usuários de Flatpak, torna-se realidade com a nova versão.

As mudanças da versão 1.5, são:

  • Novas opções no “flatpak install”, a exemplo, o parâmetro “--or-update”;
  • Um novo comando, o “flatpak mask”, permitindo fixar a versão dos flatpaks evitando downloads automáticos;
  • Suporte a atualizações automáticas e seu monitoramento no portal flatpak;
  • Correções nas atualizações dos serviços exportados com o dbus-broken;
  • Aprimoramento visual ao utilizar via CLI, ocultando colunas na saída do terminal caso todas sejam, iguais;
  • Correções de eventuais erros em que os repositórios remotos não eram removidos adequadamente;
  • O flatpak-session-helper passa a ser vinculado a mais bibliotecas;
  • OCI: agora suporta imagens marcadas (“tagueadas”) com rótulos e anotações;
  • OCI: passa a sempre gerar históricos para imagens;
  • OCI: suporta docker mimetypos em adição aos mimetypos do OCI.
  • A desinstalação agora sempre funciona, mesmo que o repositório remoto tenha sido removido abruptamente (forçado);
  • Novas chaves de configuração dos idiomas default agora permitem a adição na lista do sistema, em vez de uma substituição;
  • Vários pequenos ajustes no comportamento e na saída do CLI foram realizados.

Você pode adicionar o Flatpak em seu sistema, seguindo o nosso tutorial. Todavia, nem sempre as versões contidas nos repositórios das distribuições serão as mais atuais. O Ubuntu é um belo exemplo. Para obter as últimas versões no sistema da Canonical, será necessário a adição do PPA oficial do Flatpak.

sudo add-apt-repository ppa:alexlarsson/flatpak

sudo apt update

sudo apt install flatpak

Obviamente que não é obrigatório utilizar este formato via terminal, pensando nisso, criamos essa matéria ensinando como habilitar o suporte aos Flatpaks na loja do Ubuntu.

Normalmente não indico a utilização de PPAs, cada caso um caso, entretanto muitas correções de bugs apenas estão presentes nas mais atuais. Posso relatar um caso chato que me ocorreu. A versão do Flatpak contida nos repositórios do Ubuntu, simplesmente passou a baixar inúmeras runtimes do meu driver de vídeo NVIDIA, indiferente da versão utilizada. E a cada nova versão, mais e mais novas runtimes eram baixadas ( não estavam em uso). Mesmo removendo-as, eram baixadas novamente. Logo após instalar a versão do PPA, consegui resolver o tal bug (esse caso ocorreu faz um tempo).

Em nosso fórum Diolinux Plus, também notei relatos de usuários que obtiveram algum erro durante a instalação de apps em Flatpak, devido a versão antiga nos repositórios do Ubuntu e outras distros, como o Debian. Então, se por algum motivo tudo funciona corretamente para você, talvez não exista a necessidade de atualizar para as últimas versões através do PPA. Analise e tome suas próprias decisões, por sua conta e risco.

OBS.: Até o momento o Flatpak via PPA ainda não recebeu a versão 1.5, você pode verificar diretamente por este link e confirmar se o mesmo foi atualizado.

Para eventuais dúvidas, utilize o comando: “flatpak --help” para visualizar cada função. Não sabe a versão do Flatpak contida em seu sistema? “flatpak --version” lhe mostra o versionamento.

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Fonte: Flatpak.
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Monitoramento de hardware em jogos no Linux

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Softwares para monitoramento de hardware em jogos são ferramentas muito utilizadas entre os gamers de PC. Muitos recém chegados ao mundo dos games no Linux, estavam acostumados a utilizar aplicações como o Fraps ou Afterburner no Windows, e no Linux não fazem idéia de como monitorar o desempenho do seu hardware enquanto jogam.

monitoramento-de-hardware-em-jogos-no-linux

Existem vários softwares para monitoramento de hardware disponíveis nas distribuições Linux. Alguns deles possuem a funcionalidade de exibir as informações em forma de HUD, assim como as suas alternativas de Windows. Atualmente não existe nenhum software para Linux que funcione exatamente da mesma maneira que o Afterburner, ou que seja tão completo quanto ele. Todavia, existem algumas opções que podem ajudar muito nesse aspecto.

Todos os jogos que podemos rodar nas distros Linux utilizam as APIs gráficas OpenGL ou Vulkan. Para monitorar o sistema em jogos que utilizem o OpenGL utilizaremos o Gallium Hud. Em jogos que utilizem Vulkan, temos duas opções: o dxvk_hud, e o Vulkan Overlay Layer.

Gallium Hud


O Gallium Hud é o mais completo de todos os três softwares que falaremos neste artigo. Com ele você pode visualizar informações sobre: FPS, frametimes, uso de CPU, uso de CPU por núcleo, uso de GPU, uso de memória de vídeo, temperatura da CPU, e muito mais.

modos-do-gallium-hud

O Gallium Hud está incluso no Mesa Driver, e já vem instalado por padrão em todas as principais distros. Por estar incluso no Mesa, funcionará apenas com os drivers que fazem uso do mesmo, que são as GPUs da AMD e Intel, bem como as Nvidia que utilizem o driver open source "Noveau". O modo de usar dependerá de como você instalou o jogo. Nos exemplos abaixo, ensinarei a ativar o Gallium Hud para exibir as seguintes informações: fps, frametime, uso de GPU, uso de CPU, e uso de VRAM.

Na Steam:


Clique com o botão direito do mouse sobre o jogo no qual você deseja ativar o HUD, clique em “Propriedades”, clique em “Definir opções de inicialização”, na janela que abrir cole a linha abaixo, e clique em “OK”.

GALLIUM_HUD=simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage %command%

Obs.: Se você quiser que o Gallium Hud exiba também os gráficos, como na imagem acima, apenas apague a palavra “simple” do parâmetro.

No Lutris:


Clique no ícone do Lutris, no canto superior esquerdo da janela. Clique em “Preferences”, no canto inferior direito da aba “System Options” clique em “Add”. No campo “Key”, digite “GALLIUM_HUD”, então pressione “Enter”. No campo “Value” cole “simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage”, depois pressione “Enter”.

acessar-configuracoes-no-lutris

utilizar-galliumhud-no-lutris

Agora é só clicar em “Save”, e pronto! Todos os seus jogos no Lutris que utilizam OpenGL exibirão o HUD.

Outros Jogos:


Para jogos que não estão no Lutris ou na Steam, existem duas opções.

Via terminal, utilize o comando abaixo:

GALLIUM_HUD=simple,fps,frametime,GPU-load,cpu,VRAM-usage ComandoParaOJogo

Ou edite atalho do jogo utilizando um editor de menus.

Se você não sabe o que é, ou como utilizar um editor de menus. Assista ao vídeo abaixo:


DXVK_HUD


O dxvk_hud funciona apenas com jogos de Windows rodando no Linux através do DXVK ou D9VK. Por exemplo, todos os jogos de Windows que rodam através da SteamPlay e utilizam DirectX 10 e 11. Ou jogos feitos sob DirectX 9, que rodam via SteamPlay, com o proton na versão 4.11+, utilizando o D9VK através do parâmetro “PROTON_USE_D9VK=1 %command%”. O dxvk_hud não funciona com jogos nativos de Linux. O dxvk_hud está incluso no DXVK, portanto, não é necessário instalá-lo separadamente.

DXVK_HUD

O dxvk_hud não é tão completo como o gallium_hud. Dentre as informações mais utilizadas pelos gamers, é capaz de exibir apenas FPS, frametimes, uso de memória de vídeo e uso de GPU. Sem opções para uso de CPU, temperaturas, RAM, etc…

Como usar?


O modo de uso do dxvk_hud é exatamente igual ao do gallium_hud. Tanto na Steam, quanto no Lutris. A única diferença é que você utilizará o parâmetro abaixo para ativá-lo com os seguintes ítens: fps, frametimes, uso de memória de vídeo e uso de GPU.

DXVK_HUD=fps,frametimes,memory,gpuload

Obs.: Na Steam adicione “%command%” ao final do parâmetro.

Para mais informações sobre o dxvk_hud: Github

Vulkan Overlay Layer


O Vulkan Overlay Layer é um projeto recente, criado pela Intel e mantido em conjunto com a comunidade. O projeto ainda está em fase experimental. O VOL (Vulkan Overlay Layer) funciona com qualquer jogo que utilize Vulkan. Nativo ou não.

vulkan-overlay-layer

Dentre as informações de hardware mais utilizadas pelos gamers, o VOL exibe apenas FPS e frametimes. Porém, como mencionado anteriormente, está em fase experimental. É bem provável que com o tempo sejam lançadas novas funcionalidades e aprimoramentos ao software.

Como instalar?


O VOL já está incluso no Mesa3D desde a versão 19.1. Porém, por estar em fase experimental, ainda não vem instalado na maioria das distribuições. Porém, você poderá utilizá-lo em qualquer distro através da Steam via Flatpak.

Instalar a Steam em qualquer distro, via Flatpak:

flatpak install flathub com.valvesoftware.Steam

Confira o nosso tutorial sobre como instalar pacotes Flatpak. Lembrando que será necessário adicionar o repositório Flathub, caso tenha adicionado o suporte apenas ao Flatpak em seu sistema.

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalação do VOL no Manjaro, Arch e derivados:

sudo pacman -S vulkan-mesa-layer

A última versão do Debian já conta com o software instalado por padrão.

Baixar e instalar o VOL manualmente em qualquer distro:


O Claudio, do canal Sr Rob Linux Brasil fez um vídeo ensinando a instalar o VOL em todas as principais distros. Confira:


Obs.: A forma de instalação demonstrada no vídeo acima é indicada apenas para testes. Quando instalado dessa forma, o software não receberá updates, e poderá ou não parar de funcionar após alguma atualização. Ao realizar o procedimento do vídeo, você estará acessando arquivos do sistema operacional, então tenha cuidado para não remover ou modificar o que não deve. Faça por sua conta e risco.

Como usar?


O modo de usar o VOL é exatamente o mesmo dos anteriores. Apenas substituindo o parâmetro por:

VK_INSTANCE_LAYERS=VK_LAYER_MESA_overlay

Para mais informações sobre o Mesa Overlay Layer: Gitlab

Você costuma monitorar o desempenho do seu hardware enquanto joga? Já conhecia alguma dessas aplicações, ou conhece alguma outra? Conte-nos nos comentários.

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Google Password Checkup, agora alerta caso houver vazamento de senha

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O Google vem criando soluções que a cada dia facilita o uso da tecnologia, seja com sistemas operacionais, aplicativos, sites ou serviços. Agora seu gerenciador de senha passa a receber um novo recurso, esse antes disponível anteriormente através de uma extensão para seu navegador Google Chrome, agora nativamente no Google Password Checkup.

segurança-senha-key-gerenciador-google-password-checkup-android-chrome-chromium

Criar senhas fortes pode ser considerado uma verdadeira arte, brincadeiras à parte, evitar as famigeradas “123456” ou “senha” não é tão difícil assim (essa foi para você Happy 😆️😆️😆️).

O Google Password Checkup, aquele que sempre te pergunta se quer salvar uma senha no Chrome ou Android, recebeu ontem quarta-feira (2), a capacidade de averiguar se sua senha está comprometida por vazamentos ou não. Acesse o Gerenciador de senhas, confirme sua identidade e solicite a verificação. Assim, três resultados podem ser apresentados, indicando o estado atual de sua segurança.

segurança-senha-key-gerenciador-google-password-checkup-android-chrome-chromium

Senhas fracas


Caso exista alguma senha mal formulada, e que seja de simples alvo para um eventual ataque, o Password Checkup indicará essa falha de segurança. Então, nada de nomes de parentes, conhecidos, cônjuges ou coisas do tipo. Datas de aniversários ou comemorativas também não são uma boa ideia. Dê preferência a frases que venham de uma letra de uma música, quem sabe um livro ou algo assim. Alternância entre letras maiúsculas e minúsculas, como caracteres especiais são bem-vindos (“t3us_0lhos#sAo mev5-Livros”).

Senhas utilizadas


Esse é outro problema que o gerenciador poderá lhe alertar. Repetir a mesma senha em diferentes serviços só aumentam as chances de invasão. Se uma senha vazar, os demais serviços estarão em risco.

Senhas comprometidas


Não! Suas senhas não estão lhe traindo com outra pessoa, talvez até sim, afinal se o Google Password Checkup exibir este alerta, é plausível que você seja um alvo. Senhas comprometidas, significam que algum serviço que você utiliza sofreu um possível ataque ou vazamento de dados e por algum motivo sua senha foi descoberta. 

Segundo o site The Verge, o Google revelou uma pesquisa que aponta o uso de autenticação de duas etapas por apenas 37% dos americanos entrevistados. Outra curiosidade é que 66% utilizam suas senhas em mais de um serviço. Já uma falha gravíssima é que somente 11% efetuaram a troca de suas senhas, após casos de vazamentos de serviços de streaming

O Google consulta uma vasta lista de fontes para verificar se sua senha já vazou na internet:

  • 000webhost;
  • 17 Media;
  • Coleção 1,4 bi;
  • 7k7k;
  • Adobe;
  • Anti-public;
  • Badoo;
  • Bitly;
  • Coleção 1-5;
  • Dropbox;
  • Exploit.in;
  • iMesh;
  • Imgur;
  • Last.fm;
  • Lifeboat;
  • LinkedIn;
  • Mate1;
  • Neopets;
  • NetEase;
  • Nexus Mods;
  • Pemiblanc;
  • R2Game;
  • Rambler;
  • Tianya;
  • Tumblr;
  • VK;
  • VN;
  • Yandex;
  • Youku;
  • Zoosk.

Como diz o ditado: “segurança nunca é demais”, e sempre devemos nos atentar quanto a esses detalhes. Recentemente noticiamos o retorno do botnet Emotet, que se valia de senhas fracas para efetuar seus ataques. Então, evite ao máximo expor suas contas e possíveis problemas. Talvez a utilização de um gerador de senhas seja uma ótima dica, no entanto, esse já é assunto para outro artigo (😉️😉️😉️).

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Kate e Okular na Windows Store, e portabilidade de softwares

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Um dos temas mais recorrentes entre usuários e criadores de conteúdo do mundo Linux, é a portabilidade de softwares nativos de Windows para o sistema do Pinguim. Hoje abordaremos o mesmo assunto, só que ao contrário.

kde-kade-okular-windows-store-portabilidade-de-softwares

O editor de texto Kate, e o leitor de documentos Okular, ambos provindos do projeto KDE, foram disponibilizados na Windows Store. Respectivamente nos dias 12/09 e 20/09 deste ano (2019). Uma ótima notícia para pessoas que gostam dos softwares, mas preferem ou precisam utilizar Windows.

Muitas vezes uma pessoa utiliza um sistema operacional, não por gostar do sistema em si, mas por que precisa utilizar ferramentas que estão disponíveis somente para aquele único sistema. Isso realmente acaba sendo um problema, pois tira, ou dificulta muito a possibilidade de escolha.

Muitas vezes, quando um software de Windows ou MacOS não possui versão para Linux, existe outro software equivalente disponível de forma nativa no sistema do Pinguim. Porém, em um caso no qual a pessoa depende daquele software proprietário, disponível apenas em uma plataforma para trabalhar, produzir e ganhar a vida, fica realmente muito complicado substituí-lo por outro equivalente, e ter que reaprender a fazer o mesmo trabalho de maneira diferente.

Mais complicado ainda é quando essa mudança precisa ser feita em uma empresa, não com uma pessoa apenas, mas sim com várias. É claro que esse tipo de mudança é possível, tanto que já foi feita muitas vezes, por muitas pessoas, empresas e até órgãos públicos. Todavia, enquanto uma mudança desse nível é feita, é muito comum ocorrer queda na produção da empresa ou da pessoa que está se adaptando a aquela nova ferramenta. Como todos nós sabemos, queda na produção é sinônimo de prejuízo. Por isso, ao praticar uma mudança dessas, cabe aos responsáveis decidirem se os prós serão maiores que os contras.

É por isso que portes como os do Kate e Okular são muito importantes para que o usuário realmente tenha uma liberdade de escolha. Imagine que bom seria se uma pessoa pudesse escolher qual sistema operacional utilizar, sem ter que se preocupar com compatibilidade de ferramentas. Baseando a sua escolha apenas nos sistemas em si.

Nós, usuários Linux, frequentemente abordamos o assunto de portabilidade de outras plataformas para a que utilizamos. O que é perfeitamente normal, já que estamos visando o crescimento dos sistemas que utilizamos. Mas nem sempre discutimos sobre portar os nossos softwares para outras plataformas.

Na minha opinião, liberdade, e o melhor para todos, seria se pudéssemos utilizar o computador para lazer, ou fazer o nosso trabalho utilizando a ferramenta que quisermos, no sistema que quisermos. Mas isso é, provavelmente, apenas um pensamento utópico da minha parte.

E você, o quê acha sobre tudo isso? Para você, deveríamos manter os “nossos” softwares compatíveis apenas com Linux? Ou você concorda que quanto mais softwares multiplataforma existirem, independente do seu sistema de origem, melhor para todos? Diga-nos a sua opinião nos comentários.

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Projeto KDE migra para o GitLab

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O KDE é uma das maiores comunidades e projeto de código aberto da atualidade, contando com mais de 2600 colaboradores ativos. Com o intuito de oferecer um ambiente gráfico completo, seja com as inúmeras features do KDE Plasma ou as dezenas de aplicações e suas configurações disponíveis. O KDE parece seguir uma linha de pensamento em sempre ouvir seus desenvolvedores e usuários, talvez, daí tenha partido o intuito da migração para o GitLab.

kde-plasma-qt-gitlab-deveops-developer-desenvolvedor-linux-interface-apps-open-source-software-livre

Alguns aspectos foram analisados antes da decisão, aliás mudar uma gigantesca base de código para outro serviço não deve ser uma tarefa fácil. A mudança não seria ao acaso também, alguns objetivos estavam em mente, este seriam:

  • Infra-estrutura mais acessível para a contribuição ao projeto;
  • Integração com o Git, para revisão do código e demais afazeres;
  • Infraestrutura e ferramentas sólidas e descomplicadas;
  • Um bom canal de comunicação e relacionamento aberto com os responsáveis do GitLab.

Inclusive o próprio GitLab se prontificou à auxiliar o KDE com os principais objetivos e metas para a migração, contudo a decisão passaria antes pela comunidade e o conselho do projeto. Finalmente às duas partes chegaram a um acordo, e durante o mês de setembro o GitLab anunciou a decisão do KDE:

“Hoje, o GitLab, a plataforma DevOps entregue em um único aplicativo, anunciou que o KDE, uma comunidade internacional de tecnologia que cria software de código aberto e gratuito para desktops e laptops, está adotando o GitLab para que seus desenvolvedores aprimorem ainda mais a acessibilidade de infraestrutura e incentivem contribuições”.

“O KDE é uma comunidade de software livre e de código aberto, dedicada a criar uma experiência em informática de forma fácil de usar. Oferece um gráfico avançado em desktop , uma ampla variedade de aplicativos para comunicação, trabalho, educação e entretenimento, além de criar facilmente uma plataforma para novos aplicativos”.

Comentando um pouco mais sobre o ocorrido, David Planella, gerente de relações com a comunidade do GitLab, disse:

“Estamos muito satisfeitos que o GitLab tenha sido escolhido pela comunidade KDE, assim fornecendo aos seus desenvolvedores as ferramentas e recursos adicionais necessários, para a criação de aplicativos mais avançados”.

Acrescentando a sua fala, Planella continua:

“O KDE coloca uma forte ênfase em encontrar soluções inovadoras para problemas antigos e novos em uma atmosfera aberta para experimentos. Esse pensamento está alinhado ao objetivo do GitLab de ajudar as equipes a colaborar melhor no desenvolvimento do software, e esperamos apoiar o KDE enquanto eles continuam criando um ótimo software para milhões de usuários em todo o mundo”.

Lydia Pintscher, então presidente do KDE e.V., conclui:

“Para uma comunidade aberta como o KDE, é essencial ter uma infraestrutura amigável e fácil de usar. Passamos os últimos dois anos reduzindo significativamente as barreiras de entrada em todo o KDE. A mudança para o GitLab é um passo importante nesse processo”.

Por meio deste link você poderá ver com mais detalhes as ferramentas anteriormente utilizadas pelo KDE, e quais o projeto passa a adotar com essa mudança. Se antes o processo era dividido em diversos passos e inúmeras etapas, o GitLab trouxe uma simplicidade que poderá facilitar ainda mais o trabalho dos colaboradores. 

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Linux 5.4 trará importante implementação de segurança

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O que já era bom, se tornou ainda melhor. Obviamente os softwares não são isentos de falhas, mas os sistemas operacionais baseados no kernel Linux são conhecidos pela sua segurança de alto nível. Esta última versão do Linux, a 5.4, entre outras coisas, virá com uma importante implementação de segurança. Estamos falando do “Lockdown”.

linux-5.4-trara-importante-implementacao-de-seguranca

Praticamente todos os usuários Linux sabem o que é, ao menos superficialmente, o usuário “root”. Sabemos que existe o usuário comum, criado por nós durante a instalação, que só tem permissão para fazer mudanças em determinadas partes não vitais do sistema. E o usuário “root”, que é “o dono do pedaço”, tendo autorização para modificar tudo no sistema, inclusive deletar a si mesmo.

Como acabamos de ver, existe uma “barreira” que impede o usuário comum de fazer o que apenas o usuário “root” pode. A ideia por trás do “Lockdown” é: deveria também existir uma barreira entre o usuário “root” e os arquivos do Kernel? 

Sugerida por um desenvolvedor da Google em 2010, a função “Lockdown”, em termos leigos, irá “isolar” as partes mais sensíveis do Kernel do resto do sistema. Separando-as das partes acessíveis aos usuários. Com esta função ativada, mesmo o usuário “root” não terá permissão para modificar certos arquivos do núcleo do sistema. Assim protegendo o mesmo de ser afetado por uma conta de usuário “root” comprometida.

O “Lockdown” pode ser utilizado em dois modos diferentes:

Integridade: Neste modo, os usuários não terão permissão para fazer qualquer tipo de modificação nos arquivos mais sensíveis do Kernel. Porém, terão permissão de leitura dos mesmos.

Confidencialidade: Neste modo, os usuários não terão permissão de modificação ou leitura destes arquivos do Kernel.

O “Lockdown” estará incluso na versão 5.4 do Kernel Linux, porém, por estar em fase experimental, virá desativada por padrão. Podendo ser ativada através dos parâmetros: lockdown=integrity ou lockdown=confidentiality.

Mas é claro que, como sempre, “nem tudo são flores”.

O “Lockdown” seguramente elevará o nível da segurança de tudo o que faz uso do Kernel Linux, mas também trará algumas limitações. Com este modo ativado, não será possível utilizar a função “Hibernar”. O quê para alguns usuários pode não fazer a menor diferença, mas para outros pode ser algo bastante importante. Outro ponto abordado por algumas pessoas nos comentários de matérias feitas a respeito desse assunto, é que o “Lockdown” tirará a liberdade do usuário fazer o que quiser com o sistema, assim ferindo a filosofia do software livre.

Na minha opinião, é uma funcionalidade muito bem vinda, que só tende a aprimorar o que já é um destaque nos sistemas Linux. A segurança. Não acho que o “Lockdown” tirará qualquer possibilidade do usuário comum. Usuários comuns, ou mesmo intermediários, não tem a necessidade de acessar arquivos sensíveis do Kernel. Por outro lado, se você for um usuário avançado, tenho plena certeza de que você será capaz de desabilitar o “Lockdown” no seu próprio sistema e fazer as modificações que desejar. Desta forma, os únicos “prejudicados” pela implementação desta função, são os criadores de códigos maliciosos.

Você acha que o “Lockdown” irá prejudicar os usuários e ferir a sua liberdade? Ou você concorda que os benefícios trazidos por essa funcionalidade são muito maiores do que as limitações? Independente de qual seja a sua opinião, conte-nos nos comentários. 😁

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Jogue games da Battle.Net, como Overwatch no Linux via Lutris

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Battle.Net é um serviço online de jogos da Blizzard, que conta com títulos apreciados pelo mundo gamer, alguns que posso citar são: World of Warcraft, Diablo III, Warcraft III, Overwatch, entre outros. Infelizmente o launcher da Blizzard, não possui uma versão nativa para Linux. Todavia não se preocupe, iremos te mostrar como configurar a Battle.Net em seu Ubuntu, Mint e derivados.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Há um tempo seria insensatez formar uma frase afirmando que o pinguim é viável para jogos. Contudo, se existe algo que aprendi nestes anos utilizando Linux, é que as coisas evoluem e mudam tão rapidamente no cenário de TI, que a cada dia um projeto bombástico pode ser revelado. Foi assim com o Proton e o Steam Play da Valve, mas existem games fora da loja da Steam e nem por isso você deixará de jogá-los. Caso tenha um game na Battle.Net e queira instalar em sua distro Linux, no meu caso o Overwatch, proceda conforme irei demonstrar.

Preparando o sistema


Mencionei anteriormente que a Blizzard não disponibilizou seu launcher para Linux, entretanto sua instalação é bem simples. Um passo extra será necessário, ao invés de simplesmente baixar o programa e instalá-lo, iremos utilizar “um intermediário”. Afinal, a Battlenet.Net não foi desenvolvida com o Linux em mente, mas através do Wine (que não é um emulador e sim uma camada de compatibilidade, digamos que ele traduz o que o programa para Windows diz para o Linux e vice-versa). Se ainda não configurou seu sistema para jogos, essa postagem pode lhe auxiliar. Se possui um computador com uma placa de vídeo NVidia, instale os drivers como no artigo acima, isso vale para utilizadores de placas AMD ou até mesmo APUs, ou processadores Intel (sem uma GPU offboard), contudo nestes casos a versão do Mesa Driver deve ser a mais atual (prefiro utilizar as últimas versões estáveis, e nada de tentar instalar driver da Nvidia em uma AMD ou processador Intel… Parece besteira, mas já recebi pedidos de ajuda por conta dessas gafes).

O Lutris também é o fiel escudeiro de todo gamer Linux, claro os que jogam títulos disponíveis para Windows. Temos um artigo demonstrando sua instalação.

A mágica do shell script


Que tal automatizar a instalação do Wine, do Vulkan, do Lutris e diversas bibliotecas exigidas para o bom funcionamento da Battle.Net no Linux? Você pode fazer os procedimentos manualmente ou seguindo os artigos que escrevemos no Diolinux. 

Pensando em sua comodidade, disponibilizamos um script para configurar de forma automática o Wine, Lutris, Vulkan e demais libs. Se você já tem o Driver de vídeo configurado, no caso das NVidias e o Mesa Driver para os demais. Basta, executar o script e esperar a mágica acontecer. Depois só nos resta instalar a Battle.Net, diretamente do Lutris.

Este script adiciona o repositório PPA do Lutris e o repositório do Wine, posteriormente instalando não só o Lutris em si, mas também o Wine, com adições de alguns pacotes indicados para rodar games que usem Vulkan, DXVK ou D9VK (libvulkan1 32 e 64 bits), além de adicionar alguns pacotes extras para garantir a compatibilidade com o lançador da Battle.Net.

Baixe o script diretamente do repositório do Diolinux no Github, clicando no botão “Clone or download”.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft-script-github

Extraia o arquivo ZIP, entre no diretório que será criado de nome “Lutris-Wine-BattleNet-master”. 

Clique com o botão direito do mouse em cima do script, “Lutris+Wine+BattlNet.sh”, acesse a opção “propriedades” e marque a opção que permite a execução do arquivo como um programa na aba “Permissões”. Isso no caso do Ubuntu, utilizando o Nautilus, em outros ambientes gráficos os passos podem ser um pouco diferentes.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Agora clique dentro do Nautilus, ou seu gestor de arquivos, com o botão direito do mouse (você deve clicar em algum espaço vazio, não em cima dos arquivos) e vá à opção “Abrir no terminal”.

Se você não permitiu a execução do script, conforme mencionei anteriormente um passo extra será exigido. Dar essas permissões.

sudo chmod a+x Lutris+Wine+BattlNet.sh

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Para executar o script utilize o comando abaixo, digite sua senha e espere a mágica acontecer (conexão com a internet é exigida).

./Lutris+Wine+BattlNet.sh
blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Instalando a Battle.Net


Já configuramos tudo, só basta instalar o launcher da Blizzard. O Lutris é bem prático neste quesito e também automatiza tudo. Existem duas formas de instalar programas ou jogos no Lutris.

A primeira é acessando diretamente a página do programa em questão no site do Lutris, e clicar em “Install”.

blizzard-launcher-games-jogo-linux-battlenet-battle-net-wine-proton-lutris-script-ppa-ubuntu-mint-gamer-overwatch-diablo-world-warcraft

Um pop-up irá abrir, informando que este link precisa de um programa para ser aberto. Abra o link e ele vai te direcionar ao Lutris instalado em seu sistema.

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Outra forma é pesquisando diretamente no software do Lutris em seu computador por “Battlet.Net”, logo após clicar em “Install”.

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Algumas opções aparecerão, clique novamente em “Install” para versão “Standard”.

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Confirme o local da instalação.

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Caso o Lutris aconselhe a instalação do “Wine Mono”, instale o complemento.

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Aguarde o procedimento findar, isso dependerá de sua conexão com a internet.

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Daí em diante você pode proceder normalmente, como faria no Windows ou macOS, escolhendo seu jogo e efetuando a instalação.

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Você costuma jogar muito? Talvez irá gostar dos tutoriais ensinando a instalar a Epic Games Store ou a Uplay no Linux.


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Novo tema claro do Ubuntu não será mais o padrão na versão 19.10

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Há alguns dias postamos aqui no blog um artigo sobre o novo tema claro do Ubuntu. No artigo, relatamos os planos dos desenvolvedores de trazer o novo tema como padrão no Ubuntu 19.10. Planos esses que, por dificuldades técnicas, acabaram de mudar.

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A criação da nova variação clara do tema Yaru veio um tanto quanto tardia no desenvolvimento do Ubuntu 19.10. Apesar de que, aos olhos mais leigos, parece uma mudança simples de ser feita. Alterar a cor das “headerbars” de cinza para branco exige muito mais trabalho do que parece.

O tema do sistema tem que ser capaz de se integrar de forma, no mínimo coerente, com milhares de aplicações diferentes, das quais apenas uma pequena parte segue os padrões de design do GNOME. É realmente bastante fácil, “somente” alterar a cor de cinza para branco, qualquer usuário com conhecimentos mínimos pode alterar a cor através dos arquivos do tema. O difícil e muito trabalhoso, é fazer com que essa nova cor, designs, efeitos de botões e menus, se adaptem perfeitamente ao maior número possível de aplicações e todo o sistema. Dito isso, fica clara a razão pela qual os planos de trazer o novo tema como padrão na próxima versão não deram certo.

Já está definido que o tema que virá por padrão na versão 19.10 será uma versão atualizada e levemente modificada do Yaru Ambience, que é o tema padrão do Ubuntu desde a versão 18.10.

Mas se você é uma das muitas pessoas que estavam animadas com a chegada do novo tema, não desanime! A nova versão clara do tema Yaru ainda estará disponível no Ubuntu 19.10. Apenas, não como padrão. Com o auxílio do GNOME Tweaks (Ajustes) será possível alternar entre as variações do Yaru: ambience, dark, e a nova versão light. O objetivo continua o mesmo, tornar o tema “light” padrão. Porém, apenas no Ubuntu 20.04.

Na minha opinião, a mudança de planos de quando o “Yaru light” se tornar o tema padrão é completamente aceitável. É preferível prorrogar o prazo e lançar um software melhor acabado, do que cumprir o primeiro prazo estipulado e entregar um produto cheio de erros, e não completamente funcional.

Você estava ansioso com a chegada no “Yaru light” como tema padrão? O quê você pensa sobre a recente mudança nos planos? Conte-nos nos comentários.

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Linux Mint revela novo logo e traz novidades em Setembro

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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Mais um mês começa e como de praxe, o pessoal do Linux Mint solta uma release das novidades que virão no sistema.


 Linux Mint revela novo logo e traz novidades em Setembro





Nesta release, Clement Lefebvre, retribuiu aos doadores e apoiadores do projeto. Ele também agradeceu ao pessoal que ajudou a solucionar o bug do ícone do Update Manager que ficava na barra de tarefas, pois eles não estavam conseguindo reproduzi-lo.

O anúncio começa sobre a ferramenta de idiomas, que ia permitir a escolha do formato da data conforme a localidade da pessoa. Conforme o relato de alguns usuários, isso não seria suficiente. Depois de algumas análises, o pessoal do Linux Mint identificou uma falha no design de como o formato de data padrão era localizado. Os dias e meses estavam procurando pela variável de ambiente LC_TIME, o Mint estava usando o gettext de acordo com o idioma do desktop. Isso será corrigido no Mint 19.3 nas versões Cinnamon e MATE.

Em seguida é comentado sobre o XAppStatusIcon, que teve um polimento e com uma nova API para quem quiser desenvolver applets. No momento, os Applets estão disponíveis para Cinnamon e MATE, com uma versão de um plugin para o XFCE 4.14. Na versão 19.3 do Mint, a libAppIndicator será corrigida para usar o XAppStatus como fallback.

Uma novidade de “peso”, foi a reformulação do Relatório do Sistema (System Reports), que agora vai ter mais funções e alertas para o usuário.


As funcionalidades que ele terá são:

● Se uma nova versão do Linux Mint estiver disponível;
● Se a sua versão do Linux Mint estiver se aproximando do EOL;
● Se a sua configuração do Timeshift está configurada (o Update Manager não será mais responsável com isso);
● Se houver drivers disponíveis;
● Se estiver faltando pacotes de idiomas;
● Se estiver faltando codecs de multimídia;

Agora a grande novidade foi a divulgação do novo logo do Linux Mint. Como noticiamos anteriormente, uma nova identidade visual tanto para o logo quanto para o site. Parece que o primeiro foi dado, que no caso é o logo.


Com isso, segundo as palavras do projeto, vai ser possível criar designs mais modernos e explorar uma grande variedade  de cores e ícones. O logo agora usará como base as letras L e M.

Para ver as outras novidades, você pode conferir o post completo aqui.

Gostei das novidades e espero que venham mais, principalmente para quem usa notebooks híbridos (😁😅🙏), com a integração das variáveis de ambiente, driver e afins. Essa reformulação é muito bem vinda, pois mostra que o projeto está querendo se modernizar e “abocanhar” novos usuários.

Mas agora nós conte aí nos comentários, o que você espera da versão 19.3 que deve chegar mais ou menos no natal de 2019.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.
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SUSE aprimora suas plataformas cloud-native para aplicações modernas em containers

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A SUSE, anunciou as suas atualizações das soluções de entrega de aplicativos, que ajudam os clientes a acelerar a produção de containers modernos e de aplicativos cloud-native. Esses updates antecipam a entrega e o suporte de soluções da SUSE para criar, implantar e gerenciar workloads em qualquer lugar – on premise, híbrido e multi-cloud – com serviço, valor e flexibilidade excepcionais.

SUSE aprimora suas plataformas cloud-native para aplicações modernas em containers





As soluções atualizadas melhoram ainda mais as experiências oferecidas aos desenvolvedores de aplicativos, equipes de DevOps e operadores da plataforma Kubernetes. A SUSE é a primeira organização a fornecer às empresas redes avançadas para Kubernetes, com base no projeto de open source Cilium. A SUSE permite que os usuários do Kubernetes reforcem a segurança dos aplicativos em escala, com pacotes de alto desempenho e políticas de segurança de comunicação de rede, fáceis de implementar e controlar.

A SUSE também apresenta novos recursos de discovery e de implantação de aplicativos, que permitem aos usuários implantar de forma ágil e fácil os serviços publicados com pacotes Helm chart, incluindo centenas de ferramentas de open source populares da metodologia DevOps e de soluções ISV, além de aplicativos e serviços desenvolvidos internamente.


"As soluções modernas de entrega de aplicativos da SUSE são fáceis
de desenvolverem e serem utilizadas por um time de DevOps e simples para que uma equipe de TI opere normalmente”, afirma Thomas Di Giacomo, presidente de Engenharia, Produto e Inovação da SUSE. 

“Nosso apoio à rede baseada no Cillium coloca nossos clientes à frente daqueles que usam outras soluções Kubernetes comercialmente suportadas. Este é um exemplo de como estamos impulsionando a transformação digital com soluções ágeis de open source, que permitem às empresas inovar, competir e crescer continuamente".

"A SUSE reconheceu muito cedo o valor que a BPF e o Cillium trouxeram para atualizar a rede e segurança do Kubernetes para a era altamente dinâmica de microsserviços orientados por APIs. A SUSE é um colaborador valioso da comunidade open source do projeto Cilium desde o lançamento da versão 1.0 e estamos entusiasmados por tê-los como a primeira distribuição Kubernetes de nível corporativo", relata Thomas Graf, CTO e co-fundador da Isovalente e fundador da Cilium.

SUSE CaaS Platform 4


A versão mais recente da plataforma de orquestração de containers baseada no Kubernetes, o SUSE CaaS Platform 4 eleva as operações com aprimoramentos que fortalecem a segurança da aplicação, facilitam o acompanhamento dos avanços da tecnologia e expandem as opções de escalabilidade da plataforma. A solução integra as versões mais recentes do Kubernetes e do SUSE Linux Enterprise. O SUSE CaaS Platform 4 permite que as empresas: 

● Fortaleçam a segurança de aplicativos em escala. A filtragem rápida de pacotes protege seu cluster com mais eficiência. O gerenciamento centralizado permite que os clientes protejam as comunicações em escala, ao definir e implementar políticas de segurança de maneira consistente e eficiente;

● Acompanhem os avanços do Kubernetes, com atualizações da plataforma sem interrupções, que facilitam o acesso mais fácil e mais frequente a novos recursos. Eles podem aproveitar novos recursos mais rapidamente com atualizações frequentes da plataforma. Além disso, a plataforma SUSE CaaS atualiza automaticamente, sem downtime dispendioso;
● Expandem as opções de escalabilidade da plataforma, para oferecer suporte a uma ampla variedade de casos de uso de negócios, workloads e ambientes. Os clientes podem dimensionar o Kubernetes com eficiência, usando uma estrutura de instalação distribuída que é dimensionada horizontalmente à medida que o cluster cresce. Eles também podem reduzir o custo de implementações em pequena escala com um novo tamanho mínimo de cluster.

SUSE Cloud Application Platform 1.5


O SUSE Cloud Application Platform 1.5, a versão mais recente da moderna plataforma de entrega de aplicações da SUSE para Kubernetes, reduz a complexidade do gerenciamento com os novos aprimoramentos da interface do usuário. Também aumenta a eficiência de TI, proporcionando mais agilidade de valorização, com uma experiência de instalação simples e mais previsível nos serviços hospedados do Kubernetes. O SUSE Cloud Application Platform 1.5 fornece:

● Discovery e implantação instantâneos de aplicativos, introduzidos como uma prévia técnica, que permitem aos usuários navegar em qualquer repositório do Helm;

● Escalonamento automático de aplicativos e gerenciamento simplificado, diretamente da interface de usuário Stratos. 
Desenvolvedores e administradores podem verificar e ajustar rapidamente os parâmetros de dimensionamento automático, para garantir a disponibilidade consistente da aplicação. Operadores da plataforma e usuários finais também podem monitorar e alocar o uso de recursos com mais eficiência, diretamente na interface do usuário;

● Maior eficiência de TI e menor tempo para valorização, com instalação simples e mais previsível nos serviços hospedados no Kubernetes. A equipe de operações de TI agora pode implantar o SUSE Cloud Application Platform na plataforma SUSE CaaS, Amazon EKS, Microsoft AKS e Google GKE por meio de scripts Terraform para uma experiência simples e previsível.

O SUSE CaaS Platform 4 e o SUSE Cloud Application Platform 1.5 estarão disponíveis em 30 dias. Para mais informações sobre essas soluções, acesse o seguinte link.

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Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Hora errada no Windows em dual boot com Linux. Como resolver?

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O dual boot pode ser uma boa opção para pessoas que precisam utilizar algum software que não rode no Linux de maneira satisfatória. Todavia, existe um bug que faz com que a hora no Windows esteja sempre errada ao iniciar o sistema, o que pode não causar grandes problemas, mas é bastante irritante.

hora-errada-windows-dual-boot-linux

O número de programas e jogos disponíveis para as distros Linux é enorme, e está crescendo de forma muito rápida. Além disso, uma grande parte dos softwares de Windows, que não são funcionais no Linux, possuem alternativas tão boas ou até melhores de forma nativa. Mesmo assim, existem alguns softwares que ainda não funcionam, ou não possuem uma alternativa que lhe agrade no sistema do Pinguim.

Para contornar esse problema, nos casos onde o programa em questão não exige muitos recursos de hardware, podemos utilizar máquinas virtuais rodando Windows. E nos casos onde o programa utilizado exige um hardware mais “parrudo”, podemos utilizar o dual boot.

Eu mesmo, faço uso do dual boot para jogar os poucos jogos que tenho e não rodam bem no Linux. À partir de um certo momento, percebi um problema pequeno, porém, irritante. Trata-se de um bug que ocorre no Windows sempre que tenho o sistema instalado em dual boot com alguma distribuição Linux. 

O problema era que toda vez que eu iniciava o sistema, o relógio do Windows estava cerca de três horas adiantado. E por mais que eu pusesse as configurações de hora e fuso horário no manual. Ao reiniciar, o problema persistia. Enquanto no Linux, a hora estava sempre correta, sem que eu precisasse fazer qualquer alteração ou configuração.

Como resolver o problema?


Após muito pesquisar, encontrei uma solução na Arch Wiki que resolveu o meu problema. E também pode lhes ser de grande ajuda.

Obs.: Se a hora já estiver sendo exibida corretamente no seu Windows, realizar esse procedimento poderá ter o efeito contrário ao desejado.

No menu Iniciar do Windows, pesquise por “Regedit”, e clique sobre ele.

pesquisa-regedit-menu-iniciar-windows

Acesse o diretório:

HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Control\TimeZoneInformation

Dentro deste diretório vamos criar uma entrada de registro. Clique com o botão direito do mouse na área em branco, clique em “Novo” e “Valor QWORD” se o seu sistema for de 64 bits. Se for de 32 bits, clique em “Valor DWORD”. Então nomeie esta entrada como “RealTimeIsUniversal”.

regedit

Agora clique com o botão direito do mouse na entrada que você acabou de criar, e clique em “Modificar". Na janela que abrir, no campo “Dados do valor” digite “1”. Marque a caixa de seleção “Hexadecimal”, e clique em “OK”.


Clique com o botão direito do mouse no relógio, depois em “Ajustar data/hora”, e deixe as suas configurações como as da imagem abaixo:

configuracoes-hora-windows

Pronto! Agora é só reiniciar o sistema e a hora estará correta.

Você utiliza dual boot? Também já passou pelo mesmo problema, ou conhece alguma outra solução? Compartilhe conosco nos comentários.

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