Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador Mint. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mint. Mostrar todas as postagens

Veja como instalar o Krita 4.04 no Ubuntu 18.04 LTS e Mint 19

Nenhum comentário

terça-feira, 24 de julho de 2018

No post de hoje, vamos ensinar como instalar o programa para desenho open source  gratuito, o Krita, ferramenta essa vem ganhando espaço entre os profissionais da área de desenho.







O Krita teve uma nova versão lançada recentemente, a versão 4.0.4, com varias correções e melhorias, entre elas estão:

Correção na escolha de cores ao clicar duas vezes;

⏺ Permitir configurar o ângulo multibrush em frações;

⏺ Remoção de atalhos de ferramentas de texto obsoletos;

A não utilização do nome do arquivo como tag automaticamente;

⏺ entre outros.


Vamos mostrar como adicionar o PPA oficial do projeto e assim instalar a ultima versão dele no Ubuntu e seus derivados, como Linux Mint. Vamos abrir o terminal e digitar os seguintes comandos a seguir. Para adicionar PPA sem usar o terminal temos esse artigo no site.

Primeiro vamos adicionar o repositório:

sudo add-apt-repository ppa:kritalime/ppa

Agora vamos atualizar o sistema e em seguida instalar o Krita:

sudo apt-get update && sudo apt-get install krita -y

Para instalar a tradução (se precisar), basta digitar o seguinte comando:

sudo apt-get install krita-l10n

Agora é só esperar o processo de instalação terminar e depois digitar "Krita" na dash do seu Ubuntu 18.04 LTS ou procurar no menu do seu sistema.

Se preferirem podem baixar no formato AppImage também, que pode ser encontrado no link do site deles.

Conte aí nos comentários o que você achou da nova versão do Krita. =)

Até uma próxima e um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como trabalhar com "SWAP FILES" no Ubuntu

Nenhum comentário

domingo, 22 de julho de 2018

Há algumas releases  o Ubuntu abandonou o sistema de SWAP via partições para usar SWAP via arquivo, isso permite uma maior maleabilidade sem precisar ficar alterando o particionamento do seu sistema e hoje você vai aprender a manipular o novo formato de SWAP.

Como manipular SWAP em arquivos






Antes de começarmos o tutorial em si, acho conveniente falarmos um pouco mais sobre SWAP, para isso recomendo a leitura de um artigo já antigo aqui do blog, mas ainda válido, é só clicar aqui, dar uma lida e depois voltar pra cá! 😉

Para sintetizar um conhecimento básico, SWAP é um termo usado para referenciar o mecanismo de "troca" que existe entre o armazenamento do  seu computador e a memória RAM. Usar SWAP pode ser útil em vário cenários e tudo depende de como você usa o computador.

Quando usar SWAP?


SWAP só será útil se você é tipo de usuário que costuma lotar a sua memória RAM utilizando aplicações pesadas, que por si só, ocupam uma boa fatia da sua RAM. Nominadamente eu poderia comentar sobre editores de vídeo, pessoas que usam muitas máquinas virtuais e assim por diante.

A SWAP também pode ser útil se você é do tipo que gosta de hibernar o seu computador, assim os dados que estavam na memória RAM podem ir para a SWAP temporariamente. Muita gente que reclamou sobre "meu Linux não volta da hibernação", provavelmente não estava usando a SWAP corretamente.

Quanto usar de SWAP?


Em todos esses anos, nessa indústria vital, eu nunca consegui encontrar uma discussão sobre isso com 100% de consenso, de modo que eu realmente não espero conseguir isso com este artigo, mas podemos tentar usar o bom senso.

Posso falar pela minha experiência, já usei computadores com muita SWAP, pouca SWAP, nenhuma SWAP e você pode ter boas experiências em todos os casos.

Quando você tem pouca memória RAM, a SWAP pode ser uma amiga muito interessante, especialmente no caso de você ter um SSD, que por definição, tende a ser mais veloz que um HD tradicional. 

Mesmo que você use um pouco mais o SSD do que usaria caso a SWAP não estivesse presente, o impacto na vida útil dele deverá ser pouco relevante, tanto que as distros (como o Ubuntu) agora estão colocando a SWAP dentro de um arquivo, independente do dispositivo de armazenamento que você use

Vamos ficar hipotéticos aqui para você ter uma noção: Se eu tivesse um computador com 4GB de RAM e usasse ele para navegar na internet, trabalhar com documentos e planilhas e editar imagens (ou seja, fazer um blog como este), colocaria 2GB de SWAP. Se eu utilizasse esse mesmo computador para edição de vídeo também, colocaria ao menos 4GB de SWAP.

Atualmente eu trabalho com uma estação de edição com 16GB de RAM e trabalho com 2GB de SWAP que raramente são utilizados.

Então, tudo depende do caso. 

Você hiberna o seu computador? Então a SWAP deve ter espaço suficiente para comportar o seu load de RAM atual. Se você for hibernar um computador que está rodando com 12GB de RAM utilizada, pode ser interessante ter uma SWAP de igual proporção ao menos, ou, claro... fechar umas aplicações antes de hibernar o computador, afinal, quanto mais SWAP você colocar, menos espaço você terá no seu disco para armazenamento. A "escolha de Sofia" é sua, analise o que será mais importante para você.

Da mesma forma, caso você use um computador de 4GB para tarefas básicas, como navegação na internet por exemplo, me arrisco a dizer que usar o sistema sem SWAP não vai te impactar tanto, desde que você não hiberne o computador. Mais uma vez, depende o seu perfil de uso. 

Geralmente as distros tentam "chutar" um valor que deve atender a maior parte das pessoas, o Ubuntu 18.10 Cosmic (Development Branch) por exemplo, adicionou um arquivo SWAP de 2GB em uma instalação que possuía 4GB de RAM físicos no meu último teste.

Para você ter uma ideia, eu estou com "muita coisa" aberta agora no Linux Mint, incluindo uma máquina virtual, Telegram, Dropbox, Chrome com 5 abas abertas, Spotify, etc, etc. E ainda assim a SWAP nem sequer está ativa nesta máquina com 16GB de RAM:

Configuração de SWAP

E por último, vale considerar também a configuração de "swapiness", que faz referência ao percentual de memória ocupada que dispara o gatilho para o uso da SWAP.

Trabalhando com SWAP Files


Particularmente eu achei interessante a mudança, ainda que ter uma memória SWAP em uma partição também possa ser útil em algumas aplicações. Um caso simples de exemplificar é a utilização de múltiplas distros Linux no mesmo computador que podem compartilhar a mesma SWAP, com SWAPFILES isso não é possível, você gasta mais armazenamento para ter o mesmo efeito.

É claro que existem pontos positivos, um deles, talvez o principal, é a maior facilidade para manipular o arquivo de SWAP, afinal, ele é um arquivo como qualquer outro, permitindo que você o apague, crie, e altere para o tamanho que você necessitar sem precisar alterar as partições, que é sempre uma operação mais delicada.

Configuração de SWAPFILES

Você encontrará o arquivo "swapfile" dentro da raiz do seu sistema, no caso o Ubuntu (tem de se observar se o seu sistema usa SWAPFILES). Observando as propriedades dele você observará que ele tem o tamanho da SWAP exibida, por exemplo, no seu "monitor do sistema".

Vamos fazer um exercício aqui de apagar este arquivo e criar um novo com um tamanho diferente, assim você aprenderá todo o processo e poderá usá-lo conforme a conveniência.

Vamos o terminalzinho, o seu amiguinho


O primeiro passo é desativar a SWAP, tenha certeza de que a sua memória SWAP não contém arquivos, ou seja, é melhor fazer o procedimento sem outras aplicações abertas. O procedimento à seguir também considera "swapfile" como o nome do arquivo de swap, que pode ser qualquer outro, então procure observar. 

Primeiro vamos desligar o SWAP neste arquivo:
sudo swapoff /swapfile
Agora que ele não está mais em uso, seu sistema está sem SWAP e ele é apenas "mais um arquivo", que você pode remover sem problemas assim:
sudo rm /swapfile 
Agora podemos criar um novo arquivo com o tamanho que quisermos para usar como SWAP, a diferença é que você não pode simplesmente criar um arquivo qualquer, ele precisa se um arquivo com espaço pré-alocado, afinal, ele precisa ter o tamanho da SWAP que você quer.

Acho que a forma mais fácil de criar um arquivo com essas propriedades é usando o utilitário "fallocate", desse jeito:
sudo fallocate -l 5G /swapfile 
sudo: Para rodar o comando com privilégios elevados.

fallocate: Nome do utilitário que vamos usar para fazer a modificação, para mais informações consulte "man 1 fallocate".

l: A letra "L" minúscula é um parâmetro que ser para especificar o tamanho do arquivo que queremos criar.

5G: Este aqui é tamanho do arquivo que você deseja criar, pode ser qualquer outro valor que você queira, a letra G serve para indicar ao programa a quantidade de Gigabytes que você deseja no arquivo, você também pode indicar o tamanho usando Megabytes se preferir, colocando algo como "5120M".

/swapfile: Essa parte final indica o diretório com o nome do arquivo que você vai usar como SWAP, você pode colocar esse arquivo em outro diretório se quiser, mas este é o padrão do Ubuntu, assim como o nome, que você poderia mudar de "swapfile" para "changeman" se quiser.

Para criar um arquivo de 2GB dentro de /mnt/ você poderia fazer assim:
sudo fallocate -l 2048M /mnt/changeman
Mas claro, vamos seguir no primeiro exemplo, ainda que ele seja menos bem-humorado. 😋 

Depois de criado o seu arquivo, você pode dar um "ls" na sua raiz para ver se o arquivo está lá mesmo. O próximo passo é opcional, mas é recomendado, pois se trata de uma medida de segurança.

Se você der um "ls -l" no arquivo "swapfiles" você verá que por padrão outros usuários tem permissão de "ler" o que estiver na SWAP, o que pode não ser uma boa ideia, por isso, convém fazer a alteração:
sudo chmod 600 /swapfile
O "/" só é necessário caso você não esteja na raiz no terminal.

Feito isso, agora precisamos transformar este arquivo em um SWAP com este comando:
sudo mkswap /swapfile
O último passo é ativar a SWAP neste arquivo:
sudo swapon /swapfile 
E é basicamente isso, se você precisar alterar novamente, é só repetir o processo. Caso o comando  fallocate não funcione é possível fazer de outro jeito também, mas você precisar criar o arquivo e encher ele de zeros para ficar do tamanho que você precisa sem outras informações, pode ser feito dessa forma:
sudo dd if=dev/zero of=/mnt/5GiB.swap bs=1024 count=1048576
Provavelmente você não precisará disso.

Com isso você já tem a sua SWAP funcionando, mas na verdade ainda podemos considerar um novo "último passo" que é configurar para que essa SWAP seja ativada durante o boot e você não precise fazer isso manualmente. 

Para que isso ocorra precisamos inserir as informações de SWAP dentro de /etc/fstab, a questão é que se você usar o mesmo nome que o Ubuntu já usa por padrão "swapfile", essa passo é desnecessário, pois a configuração já está lá corretamente, ainda assim, pode ser bom conferir se está tudo certo.

Use o editor de texto que preferir para abrir o arquivo, neste caso vou usar o próprio gedit:
sudo gedit /etc/fstab
Observe a linha que contém o "swapfile":

Configuração do SWAPFiles

Reproduza a informação da última linha do arquivo para que tudo funciona corretamente.

E claro, você também pode fazer esse passo da edição do arquivo diretamente pelo terminal:

sudo echo '/swap none swap sw 0 0' | sudo tee -a /etc/fstab
Agora que você já entendeu como funciona o "SWAPFiles" conte pra gente o que você achou, prefere SWAP em arquivo ou em partição? Por quê?
Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.



Como resolver o problema de screen tearing de placas híbridas no Ubuntu 18.04 LTS e no Mint 19

Nenhum comentário

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Neste artigo vamos mostrar como consertar um problema bem chato que acontece quando instalamos o Ubuntu 18.04/Mint 19 em um notebook com placas de vídeo híbridas (Intel+Nvidia). O problema em si está relacionado ao momento da instalação do driver proprietário da Nvidia em notebooks com placas de vídeo híbridas que utilizam o PRIME para fazer a alternância entre os chip gráficos.







Para isso vamos fazer em 3 passos simples, não se preocupem.

Primeiro vamos abrir o terminal, você pode fazer isso utilizando a combinação de teclas Ctrl+Alt+T ou procurando por "terminal" no menu do seu sistema.

No terminal digite este comando:

sudo gedit /etc/modprobe.d/nvidia-drm-nomodeset.conf

Obs: No lugar do gedit pode ser o editor de texto da sua preferencia, como nano, vim, xed, kate e etc.

 Como resolver o problema de screen tearing de placas hibridas no Ubuntu 18.04 LTS e no Mint 19

Segundo, o editor vai se abrir permitindo que você digite (ou copiar e colar) o seguinte comando dentro dele:

options nvidia-drm modeset=1

Feito isso basta salvar o arquivo.

Depois vamos dar um update no initramfs e reinicializar o notebook. O comando para atualizar o initramfs é o:

sudo update-initramfs -u


 Como resolver o problema de screen tearing de placas hibridas no Ubuntu 18.04 LTS e no Mint 19

Terceiro, depois de reinicializar, vamos checar se o procedimento deu certo com o seguinte comando.

sudo cat /sys/module/nvidia_drm/parameters/modeset

Obs: A saída tem que ser Y.

 Como resolver o problema de screen tearing de placas hibridas no Ubuntu 18.04 LTS e no Mint 19


Uma dica extra é ir no "PowerMizer" no "Nvidia Settings" e colocar no "Preferred Mode" a opção "Prefer Maximum Performance". isso vai ajudar bastante também.

 Como resolver o problema de screen tearing de placas hibridas no Ubuntu 18.04 LTS e no Mint 19


Esse procedimento foi feito em um notebook Dell Inspiron 7559 - Core i5 6300HQ com chip graficos IntelGraphics HD 530 e NVDIA GTX 960M no Xubuntu 18.04 LTS e no Linux Mint 19.

Conte aí nos comentários se a dica ajudou você a solucionar esse problema. =)
Até uma próxima e um forte abraço.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Linux Mint 19 "Tara" finalmente lançado, confira todas as novidades e faça o download

Nenhum comentário

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Como previsto, chegando ao final de mês de Junho, temos o lançamento do Linux Mint 19, de codinome "Tara", nas versões Cinnamon, MATE e XFCE. Confira agora as novidades da versão e faça o download.

Linux Mint 19 Download






A nova versão do Linux Mint, que tem suporte a atualizações de segurança até 2023, está finalmente disponível em sua versão estável. Baseando-se no Ubuntu 18.04 LTS, o Linux Mint 19 chega com muitas melhorias e modificações se comparado com a versão imediatamente anterior, confira o vídeo que produzimos com as principais novidades:


As novidades inclusas no Beta se mantiveram para a versão final, apenas atualizando pequenos detalhes e corrigindo bugs que apareceram nesta fase. Para saber todas as novidades inclusas na versão 19 do Linux Mint, confira este artigo aqui do blog.

A versão principal, com o ambiente gráfico Cinnamon, também possui uma página com todas as novidades presentes no Mint 19 no site oficial. Falando em Cinnamon, o ambiente está na sua versão mais recente no Linux Mint 19, chegando a versão 3.8, confira este artigo do blog para conhecer as novidades do Cinnamon 3.8.


Vale a pena consultar também as notas de lançamento da nova versão aqui.

Download e atualização


Para as pessoas que estão se perguntando se poderão atualizar da versão Beta para a versão final ou mesmo da versão 18.3 para a versão 19, em ambos os casos a resposta é "sim".

Nesta página você encontra, além dos links para download do Linux Mint, as instruções para atualização do sistema.

Independente do método, os desenvolveres recomendam que você use o TimeShift, o software de backup incluso no Linux Mint, para fazer um Snapshot de todo o sistema, assim você poderá reverter o processo em caso de problemas.


Usuários do Linux Mint 19 Beta, depois de fazerem seus backups, podem atualizar o sistema pelo gestor de atualizações normalmente e aplicar algumas modificações que devem ser feitas via terminal nesta ordem:
sudo apt remove ttf-mscorefonts-installer
sudo apt install libreoffice-sdbc-hsqldb sessioninstaller ttf-mscorefonts-installer
sudo rm -f /etc/systemd/logind.conf
sudo apt install --reinstall -o Dpkg::Options::="--force-confmiss" systemd
sudo rm -f /etc/polkit-1/localauthority/50-local.d/com.ubuntu.enable-hibernate.pkla
Para os usuários da versão 18.3, os desenvolvedores informaram que ainda vão produzir as instruções de atualização, então teremos que esperar um pouco até termos as instruções oficiais, mas se for de alguma forma semelhante com a atualização da versão passada, será mais ou menos como mostramos neste vídeo: 


Você pode baixar o Linux Mint 19 "Tara" na versão Cinnamon, seja em download direto ou por torrent nesta página. Você também encontra na mesma página o download para versões de 32 e 64 bits.

Você pode também baixar a versão com XFCE aqui e ler sobre as novidades da versão nas notas oficiais aqui.

Se você preferir a versão com MATE do Linux Mint, você pode fazer o download aqui nesta página e ler sobre as novidades da release aqui.

Sugestão para o pós-instalação do Linux Mint


O Linux Mint possui um sistema de gerenciamento que permite que qualquer pessoa, com ou sem conhecimento técnico, use o sistema, aqui segue um vídeo com "coisas para você fazer depois de instalar o Linux Mint" sem precisar usar o terminal para nada:


Aproveite e conte pra gente o que você está achando desta nova versão, qual o recurso novo que você mais gostou? O que ainda está faltando para o Mint ficar ainda melhor?

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


O novíssimo Linux Mint 19 Beta está disponível, confira as novidades!

Nenhum comentário

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Depois de um longo tempo de espera, finalmente temos acesso a mais recente versão do Linux Mint, ainda que seja apenas um Beta. A versão de codinome "Tara" e de numeração 19 está apta para ser baixada e testada por todos os usuários nas edições Cinnamon, MATE e XFCE.

Linux Mint 19 Download






Os desenvolvedores anunciaram o lançamento da versão Beta do Linux Mint 19 baseada no Ubuntu 18.04 LTS. Esta versão que vem com várias novidades e melhorias, atualização dos pacotes e no ambiente gráfico, além de trazer alguns recursos interessantes e inéditos no Mint.

Linux Mint 19 Cinnamon
Linux Mint 19 "Tara" com interface Cinnamon

Os desenvolvedores alertam que o "report" de bugs é muito bem-vindo nesta fase do desenvolvimento, a versão final e estável deverá ser liberada somente no final deste mês, por isso, ao testar o Mint 19 Beta, esteja ciente de que alguns bugs podem acontecer e alguns detalhes podem ser alterados ao longo das semanas.

Usuários do Linux Mint 18.3 também poderão atualizar para a versão 19, mas somente depois que a versão final for lançada, juntamente com ela serão disponibilizadas instruções sobre o processo de atualização.

Novidades no Linux Mint 19


Linux Mint 19 tela de boas-vindas

Na nova versão do Mint, os desenvolvedores acrescentaram uma nova "tela de boas-vindas', muito mais simplista em design, o que me agrada, a mesma contém todas as informações necessárias para usar o sistema, incluindo as novidades da versão. Em suma, explorando essa aplicação você consegue descobrir tudo o que há de novo no Linux Mint 19.

Claro que podemos descontar algumas coisas.

- Snapshots através do TimeShift agora possuem integração com o gerenciador de atualizações do sistema, funcionando de uma forma semelhante ao "Time Machine" do macOS, com backups incrementais;

Configuração do TimeShift Linux Mint


- A sessão "Primeiros passos" da nova tela de boas-vindas instrui os usuários nas configurações e opções básicas para deixar o sistema funcional para as necessidades de cada um.

Configurações iniciais do Linux Mint

- A busca por aplicativos na "Mint Install", ou "loja de aplicativos", está mais rápida e ela também recebeu melhores acabamentos visuais, mantendo a integração com o FlatHub por padrão, para a instalação de pacotes FlatPak.

Loja de aplicativos Linux Mint

Juntamente com estas mudanças, tivemos uma atualização completa do Cinnamon, ambiente gráfico principal da distro, para uma nova versão que por si só já traz muitas novidades. Temos um artigo aqui no blog para falar apenas das mudanças no Cinnamon, confira aqui.

Como você deve ter percebido, o visual padrão da Distro mudou um pouco, o tema Mint-Y, que foi o tema alternativo da série 18.x, baseado no popular tema Arc, agora acabou dando as caras como tema principal do sistema, tanto no GTK (3.22), quanto no tema de ícones, no entanto, ele não está exatamente igual a versão que tínhamos no Mint 18.3, possuindo agora um acabamento mais simplista e melhorado, especialmente no gestor de arquivos Nemo.

Novo tema do Linux Mint

O tema do Shell do Cinnamon permanece o Mint-X por enquanto, provavelmente ele deverá ser alterado para o Mint-Y também até o final da fase Beta.

Outras melhorias


De forma geral, outras coisas que eu pude perceber usando a versão Beta do Linux Mint 19 é que agora é possível também definir o padrão do volume do sistema para acima de 100%, a interface possui animações mais fluídas de forma geral, o que também dá um toque especial; e o Nemo consegue fazer pesquisar de forma mais ágil.

Temos a inclusão de novos softwares também, agora o calendário do GNOME faz parte do Linux Mint, o que permite que, através das Contas Online no painel de controle, nós possamos sincronizar o Google Calendar nele de forma simples, assim como acontece no próprio GNOME do Ubuntu, por exemplo.

Pastas podem ter cores diferentes agora

Temos um Cinnamon que agora abre pastas e programas mais rápido também, graças a rescrita de código que foi feita, temos também novos ícones alternativos com cores variadas para o tema Mint-Y já mencionado. Talvez sejam incluídos ao longo do Beta as variações de cores para o tema GTK também, que ainda não estão presentes.

O pacote mint-meta-codecs agora inclui também as fontes da Microsoft (Arial, Times New Roman, etc) juntamente com os codecs de áudio e vídeo para que tudo seja simples de instalar, na verdade, caso você não marque a opção de instalar estes complementos durante a instalação do próprio sistema, haverá no menu multimídia do Mint um atalho para instalar estes complementos, assim como na loja de aplicativos.

Com novos papéis de parede para a coleção (muito belos inclusive) e com a lapidação do sistema de forma geral, atualizações de softwares como Firefox e LibreOffice, além do conjunto X-Apps do próprio Linux Mint, esta nova versão tem tudo para ser extremamente estável e funcional.

Papéis de parede Linux Mint

O Linux Mint 19 é uma versão LTS, assim como o Ubuntu 18.04 LTS na qual é baseado, tendo suporte contínuo de atualizações de segurança até 2023, no entanto, em 2020, quando a nova LTS do Ubuntu sair, os desenvolvedores começarão a trabalhar na nova base do sistema, assim como o ocorreu agora na mudança da base 16.04 LTS para a 18.04 LTS, produzindo o que provavelmente será o "Linux Mint 20"

O Linux Mint 19 utiliza o Kernel Linux 4.15.x no momento, mas deverá receber upgrades no futuro conforme os lançamentos forem ocorrendo, assim como será possível também manusear versões do Kernel através do gestor de atualizações. Isso acontecerá de forma semelhante ao que mostramos neste vídeo recente do canal:


Outro ponto que vale mencionar, e que costuma ser recorrente nas atualizações de praticamente todas as distros atuais, é o melhor suporte para monitores HiDPI.

E as outras versões?


Podemos dizer que existem versões secundárias do Linux Mint, as versões MATE e XFCE, sendo que a versão XFCE está mais pra terciária até do que para secundária. Mesmo assim, todas as versões receberam seus Betas de forma simultânea.

Linux Mint 19 MATE
Em linhas gerais, as características de todas as versões do Mint são homogêneas, as diferenças realmente residem nas diferentes interfaces.

A versão com MATE vem com a versão 1.20 do Desktop Enviroment e o principal destaque (fora os já mencionados na versão com Cinnamon) é realmente o suporte a detecção automática de tela de alta definição, ajustando a interface automaticamente. Sendo ainda uma opção leve para computadores de menor potência gráfica, assim como a versão com XFCE.

O MATE também é a "interface de backup" do Cinnamon no Linux Mint, caso o Cinnamon por algum motivo trave no Linux Mint e fique impossibilitado de carregar, automaticamente o Mint exibirá a interface MATE para que o usuário consiga utilizar o computador normalmente.

XFCE Linux Mint 19
Quanto a versão com XFCE, realmente não existe mais nada a ser acrescentado, é apenas uma atualização de base contendo todas as novidades já comentadas para a versão Cinnamon e MATE, inclusive a versão do XFCE (4.12) é a mesma que já era usada no Mint 18.3 com XFCE.

Para mais informações sobre o XFCE na base 18.04 do Ubuntu, confira este vídeo:


Para tirar uma dúvida comum entre as pessoas: Se eu baixar este Beta e ir atualizando, precisarei baixar novamente a versão final quando ela for lançada e formatar o computador novamente?

Resposta: Não, basta ir atualizando e você terá a versão final do sistema quando ela for lançada através das próprias atualizações do sistema.

Onde você pode baixar as imagens do Beta do Linux Mint 19?


Você pode efetuar o download das ISOs diretamente do site oficial do Linux Mint através do download direto de vários mirrors ao redor do mundo e também por torrent:


Em breve teremos a review completa da nova versão do Linux Mint em nosso canal!

Até a uma próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Desenvolvedores do Linux Mint falam sobre o futuro lançamento da versão 19

Nenhum comentário

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Em uma pequena nota no dia de hoje postada no blog do Mint, os desenvolvedores anunciaram as suas intenções com a versão 19 do sistema e estimaram a data de lançamento, confira:

Linux Mint 19





Todas as 3 versões do Linux Mint 19 (Cinnamon, MATE e XFCE) estão em fase de teste de qualidade, o que significa que os desenvolvedores estão ativamente "caçando" e corrigindo bugs no sistema antes da versão Beta/RC. 

Segundo as informações, existem alguns bugs pontuais que eles querem corrigir antes de passar da fase de Q.A. (o controle de qualidade anteriormente mencionado), isso deve acontecer ainda amanhã.

Segunda-feira, dia 4, provavelmente nos teremos o lançamento da versão Beta do Mint 19, porém, desta vez o ciclo "Beta" irá se estender um pouco mais do que o tradicional, sendo então a versão final do sistema liberada nos últimos dias de Junho.


Muito código do Mint foi portado para Python 3, o GKSU foi removido e substituído pelo PKEXEC e na versão com MATE agora temos suporte nativo e automático para telas HiDPI.

Falando ainda sobre aparência, os desenvolvedores informam que o novo Mint usará o GTK 3.22, dando uma visual um pouco mais polido ao sistema. O tema atual, Mint-X, não será mais utilizado, em seu lugar estará o tema Mint-Y, que já era alternativa há algum tempo e teremos também um novo conjunto de ícones.

Particularmente espero uma melhoria neste sentido (ícones), pois apesar dos ícones Mint-Y serem (discutivelmente) bonitos, eles tem um grande problema comercial: Não respeitam as identidades visuais dos aplicativos de terceiros, o que pra mim é essencial, até para que novos usuários facilmente possam se localizar no sistema.

Temas Mint -Y
Para exemplificar, estes cima são os ícones atuais de Google Chrome, Spotify, Kdenlive e Firefox no tema Mint-Y, como você pode ver, eles são consideravelmente diferentes dos originais, criados pelas marcas destes aplicativos, especialmente os dois últimos.

Eu não sei se a mudança será realmente neste sentido, mas seria uma boa coisa, caso viesse. Não há porque customizar este ícones desta forma, basta deixar os do próprio desenvolvedor, talvez até reduzisse o trabalho, mas, que sabe, né?

Fique ligado aqui no blog para conferir as novidades e até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Conheça grandes novidades do Cinnamon 3.8

Nenhum comentário

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Os desenvolvedores do Linux Mint anunciaram a disponibilidade do Cinnamon Desktop para a comunidade. Saiba agora mais são as principais novidades.

Cinnamon Desktop 3.8






O ambiente gráfico Cinnamon na versão 3.8 fará parte do Linux Mint 19 que sairá nas próximas semanas, ele também fará parte de outras distros que decidirem usar a interface como opção.

Usuários do Linux Mint 18.3 não poderão atualizar o Cinnamon para esta versão por conta de uma mudança brusca nas bibliotecas que compõem a interface, a única forma é realmente atualizando para a versão nova do Linux Mint quando ela sair.

Dentre as novidades da nova versão do Cinnamon, temos o suporte para o GTK 3.22, o que garantirá compatibilidade com mais temas GNOME e garantirá um visual mais modernos às aplicações.

Com exceção de algumas extensões do Nemo, todos os componentes do sistema que usam Python utilizarão a versão 3. As configurações de rede foram portadas do GNOME 3.24 com bugfixes inclusos do GNOME 3.26.

As funções de suspender, hibernar e rotacionar agora funcionam também com a tela bloqueada.

Uma das coisas que pode causar um efeito negativo, visualmente falando, é que agora o Cinnamon não configura automaticamente as variáveis QT para aplicações que usem a biblioteca para construir suas interfaces. Os desenvolvedores afirmam que será trabalho das distros fazerem as aplicações em QT5 ficaram visualmente atrativas "out of the box". O que indica que o Mint deverá fazer algo do tipo por si só.

As thumbnails de arquivos no gerenciador de arquivos Nemo agora conseguem mostrar o preview de arquivos únicos de 32GB. 😮

Melhorias de desempenho


Houve  melhorias consideráveis também no desempenho do ambiente gráfico. As melhorias do compositor de janelas "Muffin" fazem com que as janelas abram e se redimensionem mais rápido e de maneira mais suave. Houve melhorias na biblioteca no Nemo (libnemo-extension) que fazem com que leitura de arquivos dentro de um diretório seja muito mais rápida, assim como a pesquisa.

As melhorias no compositor também fazem com que os softwares iniciem mais rápido depois que acorre o clique no ícone.

Outras melhorias interessantes


A pequisa no Nemo foi simplificada, e como já mencionado, ficou muito mais rápida que anteriormente.

Gerenciador de arquivos Nemo
Gerenciador de arquivos "Nemo" do Cinnamon Desktop


O sistema de notificações também foi melhorado e está mais inteligente. Agora as notificações possuem o botão de "fechar" e não ficam mais opacas ao usuário levar o mouse sobre elas. Para evitar excessos na tela, a quantidade de notificações exibidas de forma empilhada se limita a uma quantidade definível por fonte, como notificações vindas no Chrome por exemplo, notificações vindas no Skype, etc.

Nas configurações de volume agora você pode controlar até 150% do volume à partir do próprio applet no Painel, antes era possível fazer isso somente através do menu de configurações.

E estas modificações, segundo os desenvolvedores, são apenas um "overview" do trabalho que vem sendo realizado nos últimos seis meses de desenvolvimento para tornar o Cinnamon ainda mais amigável e prático para o dia a dia dos usuários.

Em breve poderemos desfrutar no ambiente no Linux Mint 19 e também em outras distros.

Até a próxima!

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Confira as novidades quentes do Linux Mint 19 "Tara"

Nenhum comentário

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Agora que o Ubuntu 18.04 LTS já foi lançado é só questão de tempo para que seus derivados mais famosos também façam seus lançamentos, como o elementary OS e o Linux Mint. Falando em "Mint", os desenvolvedores publicaram hoje uma nota com as principais novidades e implementações feitas no mês de Abril no sistema, confira:






Os desenvolvedores do Linux Mint publicaram uma nota com o progresso feito no projeto neste mesmo de Abril de 2018. Começando o artigo com um agradecimento aos patrocinadores e desenvolvedores do projeto.

Segundo a equipe do Linux Mint, muito trabalho tem sido empregado para compatibilizar os repositórios e pacotes do Debian Stretch, para o LMDE, e do Ubuntu 18.04 LTS para o Linux Mint, ainda segundo o report, tudo parece estar correndo como o esperado. Os desenvolvedores estão otimistas ao comentar que o Linux Mint 19 pode ser uma versão ainda mais estável do que a versão 18.x atual, que já é considerada por muitos, incluindo eu mesmo, como uma distro muito estável para se usar no desktop.



Existe um esforço da equipe em portar o novo tema do Mint para compatibilidade completa para HiDPI, assim como melhorias para o sistema suportar o GTK 3.22, já antigo até, mas muito estável. O tema do Mint sofrerá uma alteração, agora o tema Mint-Y, que foi desenvolvido no ciclo 18.x e estava como alternativa será o padrão.

Os desenvolvedores mencionaram que estão trabalhando em variações de cores para o novo tema do Linux Mint, assim como já existe para a versão atual, o Mint-X.

Outro ponto que está recebendo atenção é a Central de aplicativos, que recebeu uma repaginada visual recente e ainda está sofrendo melhorias.

O novo Linux Mint virá com o Cinnamon 3.8, que só não foi lançado ainda por conta de um único bug, mas que será corrigido e provavelmente lançado ainda nesta semana para todas as distros e projetos que quiserem utilizar, além do próprio Linux Mint.

Neste edição, como anunciado, não teremos mais a versão com KDE Plasma no Mint, serão apenas quatro versões ao todo: Linux Mint Cinnamon, Linux Mint MATE, Linux Mint XFCE e Linux Mint Debian Edition (LMDE) com interface Cinnamon apenas, todos possuirão versões de 32 e 64 bits, ao contrário do Ubuntu que decidiu extinguir o suporte a esta arquitetura.

Além de melhorar a documentação, as ferramentas do Mint também estão recebendo atenção, especialmente o atualizador do sistema e a tela de boas-vindas.

Os desenvolvedores ainda esclareceram algumas dúvidas em relação a base Ubuntu, comentando sobre o pacote "ubuntu-report", que serve para enviar informações de hardware e software para a Canonical, o Linux Mint deixou claro que não pretende manter essa funcionalidade em seu sistema, no entanto, a função de encryption da home, que foi algo que o Ubuntu removeu e o Mint pretende manter.

Sobre a data do lançamento, ainda não temos dias exatos, mas os desenvolvedores comentaram que o lançamento do Beta da versão 19 do Linux Mint deverá sair ainda em Maio, e duas ou três semanas após o lançamento do Beta geralmente saem as versões finais.

Nos resta aguardar.

Diga você! O que você está esperando da nova versão do Linux Mint? Está gostando da forma com que o projeto está sendo levado?

Fique ligado aqui no blog para ficar por dentro das novidades, até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Nova versão do GIMP finalmente está disponível!

Nenhum comentário

sábado, 28 de abril de 2018

Depois de praticamente 6 anos de desenvolvimento a versão 2.10 do manipulador de imagens GIMP está disponível para download e com várias novidades interessantes, confira:

Lançado GIMO 2.10






Os desenvolvedores anunciaram a versão 2.10 do GIMP através do site oficial do programa listando os destaques desta que, segundo eles, é uma GRANDE atualização para o GIMP.

Dentre as principais novidades desta atualização temos:

- O processamento de imagem está próximo de ser completamente portado para GEGL, permitindo um melhor aproveitamento multi-thread e aceleração de hardware para o processamento dos pixels;

-  O gerenciamento de cor agora é um recurso nativo do GIMP, a maior parte das áreas de preview e widgets são gerenciáveis;

- Muitas ferramentas foram melhoradas, como a ferramenta de seleção inteligente (varinha mágica*), ferramenta de transformação, entre outras;

- Houve melhorias para os usuários do GIMP que fazem pintura digital, agora com suporte para pincéis do MyPaint e incremento de funcionalidades para facilitar a criação de desenhos baseados em simetria e rotação;

- Suporte inicial a telas de alta densidade de pixel (HiDPI);

- Novo visual, agora o GIMP tem temas nativos embutidos com o software, dando um visual mais profissional à aplicação, os temas ainda possuem variações de tonalidade, claro, escuro, cinza e uma opção que permite usar o tema gtk do sistema.

Realmente existem muitas, muitas coisas novas! Você pode conferir todas as notas de lançamento diretamente no site oficial, onde você encontra até pequenos vídeos para demonstrar a funcionalidade das novas ferramentas.

Como testar a nova versão do GIMP?


GIMP 2.10


No site do GIMP o modo "oficial" de fazer o teste é através de um pacote Flatpak, no caso do Ubuntu, será necessário rodar estes comandos para utilizar:
sudo apt install flatpak
flatpak install https://flathub.org/repo/appstream/org.gimp.GIMP.flatpakref

Instalando o novo GIMP via Flatpak

Porém, é possível instalar também via PPA, para saber como fazer isso, consulte este artigo aqui do blog.

O processo via Flatpak serve virtualmente para qualquer distribuição, consulte a documentação do seu sistema para entender como ativar o recurso, caso ele ainda não esteja ativo. Este artigo do blog sobre Flatpak pode ajudar também.

Para rodar o GIMP instalado via Flatpak no Ubuntu você deve usar este comando:
flatpak run org.gimp.GIMP
No Linux Mint, que já possui integração com o FlatHub, basta procurar pela versão do GIMP em Flatpak na loja de aplicativos ou, alternativamente, usar o PPA.

Uma coisa que vale observar é que o GIMP é um App muito comum dentro do repositório das distros, então em mais ou menos tempo ele também deverá ficar disponível para todos desta forma, geralmente distros rolling release trazem a versão antes das demais, como o Arch, Manjaro e o Fedora, que mesmo não sendo Rolling, costuma ser bem atualizado.

Um "problema" com o GIMP


O GIMP é um software excelente, que se fosse pago, seria com certeza muito caro! Não sei se você já parou para pensar nisso, mas um software da robustez do GIMP é entregue para você gratuitamente e ainda com o código fonte aberto. Incrível, não?

Estou falando sobre isso porque em meio às notas de lançamento desta nova versão do GIMP eu encontrei um dado muito curioso.

Colaboradores do GIMP

O GIMP é um projeto feito de forma completamente comunitária. Desde 1997, segundo o site, apenas em um mês (Agosto de 2003) é que o GIMP teve mais de 20 colaboradores simultâneos, 21 para ser mais exato.

Olhando a Timeline podemos ver que em vários momentos tivemos apenas 3 pessoas (em todo o mundo) ativas no desenvolvimento do GIMP, a informação mais recente é de Fevereiro de 2018, com 12 pessoas ativas.

E isso diz muito respeito a toda demora para lançar uma grande atualização como esta que temos o prazer de anunciar hoje. Uma equipe reduzida e não assalariada como esta, eu diria que o que vemos é praticamente um milagre de esforço, boa vontade e competência técnica.

Levanto este tópico porque acho pertinente a discussão em torno do assunto. Já vi muitas pessoas reclamarem do GIMP pelos mais diversos motivos, mas será que estas mesmas viram esta situação? Geralmente as pessoas comparam o Photoshop com o GIMP, mesmo com a Adobe tendo um time inteiro e muito bem pago para incrementar o Photoshop ano a ano, o pessoal do GIMP continua fazendo um bom trabalho, que para muitos usuários até ultrapassa ou no mínimo equivale ao produzido pela Adobe, e não esqueça, o programa é de graça para você, disponível nas três principais plataformas e ainda te dão o código fonte. Repito, é incrível.

Talvez com isso as críticas ao GIMP sejam mais brandas de agora em diante, porém, há outro viés que vale a pena ser comentado. Existem alguns softwares que nasceram no Linux para serem utilizados por artistas e produtores de conteúdo em todas as plataformas que encontraram seu caminho ao se organizarem de uma forma diferente.

O Blender, o Krita e até mesmo o Kdenlive são ótimos exemplos. Será que não seria importante haver uma modificação na forma com que o GIMP é trabalhado para que ele gere alguma renda para podermos ter vários desenvolvedores fixos no projeto? 

Criar uma fundação como o Blender e o Krita fizeram acabou ajudando os dois a se destacarem até fora do "mundo Linux". Se este é o caminho eu não tenho certeza, mas o GIMP merece mais atenção e depender apenas de doação e boa vontade pode até funcionar, mas leva muito mais tempo, como vimos neste lançamento que demorou 6 anos para acontecer.

Algo que nem todos pensam, mas se você gosta do GIMP e adoraria incrementar funções nele, nada impede que você trabalhe no software e crie uma empresa para prestar suporte para o mesmo, assim como muitas fazem com uma distro Linux qualquer ou outros softwares como o LibreOffice, por que não com o GIMP?

Que tal patrocinar o projeto? Quem tem realmente condição e tira proveito do GIMP poderia bancar um desenvolvedor. O GIMP poderia criar uma campanha do tipo "adote um desenvolvedor" e entregar benefícios a estes colaboradores, como suporte e criação de ferramentas para atender a necessidades dos mesmos antes. 

Talvez isso ajudasse no desenvolvimento, uma empresa como a Collabora, que trabalha com o LibreOffice, só que com o GIMP. O que você acha da ideia?

Até a próxima!

* "Varinha mágica" é nome da ferramenta de função semelhante do Adobe Photoshop, geralmente as pessoas entendem melhor do que se trata através da expressão.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo