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Crie wallpapers animados para o Komorebi

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

Recentemente fiz uma postagem sobre o Komorebi, aplicação na qual é possível utilizar wallpapers animados no Linux. Por padrão existe uma ferramenta chamada Wallpaper Creator que é instalada juntamente ao Komorebi. No entanto, nem sempre ela cumpre seu papel. Assim sendo, irei demonstrar como crio meus temas “na unha”.

temas-komorebi-wallpaper-animado-life-linux-ubuntu-video-papel-parede

Obviamente que será necessário possuir o Komorebi instalado para utilizar os wallpapers animados. Acesse essa postagem e veja como instalar e utilizar o programa. O foco do post será a criação dos temas e não a utilização do Komorebi.

Criando seus próprios papéis de parede animados


Como mencionado anteriormente, existe uma aplicação que possibilita a criação de temas para o Komorebi via interface gráfica. Todavia com esse tutorial você poderá proceder de ambas formas. Todo procedimento será feito em base no Ubuntu, entretanto, caso utilize outro sistema ou DE, adapte conforme sua necessidade. Se mesmo com o passo-a-passo descrito você fique confuso, mais adiante poderá ver um vídeo com o procedimento e tirar as eventuais dúvidas.

Saiba que iremos fazer basicamente o mesmo que o Wallpaper Creator, porém, na “unha”, como muitos gostam de dizer. Para isso, baixe o tema exemplo que disponibilizei. Assim basta editar as opções.

Os temas do Komorebi são compostos por 3 arquivos: um vídeo, uma imagem e a configuração do tema. É importante manter a mesma estrutura do tema de exemplo, e apenas trocar a imagem, vídeo e o nome do diretório do tema (de preferência evite espaços ao dar o nome a esse diretório). Utilize vídeos no formato MP4, que não possua um tamanho muito grande. Isso impactará na performance e uso de RAM de seu sistema. As imagens use em JPG, não testei vídeos e imagens em outros formatos (fica ao seu encargo).

temas-komorebi-wallpaper-animado-life-linux-ubuntu-video-papel-parede

O arquivo “config”, possui todas as características de seu tema. Altere os atributos ali contidos conforme seu desejo. Você pode fazer algumas alterações como:

Habilitar data e hora, com “true” (para habilitar) e “false” (para desabilitar).

[DataTime]
Visible=true
Parallax=false

Caso tenha habilitado a visualização da data e hora, sua posição na tela pode ser configurada alterando as margens, rotação e posição.

MarginLeft=0
MarginTop=0
MarginBottom=70
MarginRight=50

RotationX=0
RotationY=0
RotationZ=0

O alinhamento da posição se dá utilizando palavras, como “center” (centro), “bottom_right” (canto inferior direito), “bottom_left” (canto inferior esquerdo), “top_right” (canto superior direito), “top_left” (canto superior esquerdo).

Position=bottom_right
Alignment=end

E se a data e hora estarão sempre no topo ou não (“true” e “false”).

AlwaysOnTop=true

Cores básicas das fontes também podem ser utilizadas, alguns exemplos são: red, blue, white, black, green. E a sua transparência, conforme seu canal alpha.

Color=white
Alpha=255

O mesmo vale para sua sombra.

ShadowColor=black
ShadowAlpha=190

Além de personalizar com as fontes instaladas em seu sistema.

TimeFont=Arial
DateFont=Arial Bold

Particularmente não gosto de habilitar a visualização da data e hora, deixo apenas o wallpaper animado de fundo. Ao meu ver fica bem mais atraente. Caso tenha o mesmo gosto, não será necessário editar nenhum dos parâmetros demonstrados acima, apenas substituir os arquivos de vídeo e imagem.

Se optar por uma fonte customizada, ela deverá obrigatoriamente ser instalada no sistema. Não basta adicionar no diretório home de seu usuário em “.fonts”. Sua localização deve ser:

/usr/share/fonts/

Se você utilizar o instalador de fontes do sistema, não precisa se preocupar com isso, apenas de escrever corretamente o nome da fonte no “config” do tema.

Após substituir os arquivos, renomear o diretório do tema e caso queira alterar os parâmetros do config. Permita a execução de todos os 3 arquivos, clicando com o botão direito do mouse sobre cada um, indo em propriedades e na aba permissões, conforme a imagem abaixo:

temas-komorebi-wallpaper-animado-life-linux-ubuntu-video-papel-parede

Copie seu tema para o seguinte diretório:

/System/Resources/Komorebi/

Você pode utilizar o terminal para isso, no meu caso o diretório do meu tema está em minha home, por exemplo assim:

sudo cp -R /home/seu_usuario/seu_tema/ /System/Resources/Komorebi/

Se preferir pode utilizar a interface gráfica, ao invés do terminal. No Mint Cinnamon e Deepin, basta clicar com o botão direito e "abrir como root". No Ubuntu o Nautilus tem que ser aberto como root via terminal.

sudo nautilus

Navegue até o diretório “/System/Resources/Komorebi/” e copie seu tema para lá.

Depois destes procedimentos basta abrir o Komorebi indo em “Desktop Preferences” (do jeito que mencionei no post do Komorebi) ir na aba “Wallpapers” e se fez tudo corretamente seu tema estará lá.

temas-komorebi-wallpaper-animado-life-linux-ubuntu-video-papel-parede

No post passado mencionei o Akiba Illusion, uma fonte bem interessante para encontrar temas para o Komorebi. Agora deixo o link com o passo-a-passo dele para criação de temas. Talvez seja interessante para tirar alguma dúvida. Meu tutorial não é baseado no do Akiba, mas é interessante ver outras formas.

Em meu canal OSistemático demonstrei a facilidade que é criar os temas manualmente no Komorebi, e utilizei até mesmo a interface gráfica na hora de copiar o tema para pasta de destino. Se ficou com alguma dúvida assista:


Outra dica são dois sites onde costumo baixar os vídeos para criação dos temas. Também é interessante utilizar vídeos sem efeitos sonoros, assim evita sons atrapalhando a utilização de seu computador.

Sites para baixar os wallpapers animados (vídeos com esse propósito)



Espero que esse tutorial tenha sido útil para você que gosta de customizar seu desktop e usa o Komorebi. Existem muitos outros sites para baixar vídeos, uma simples pesquisa no Google e várias opções estarão disponíveis.

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Instale o OpenComic, leitor de Mangás e HQ's em seu computador

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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Você é fã da DC Comics, Marvel Comics ou quem sabe a Shonen Jump? Possui diversos arquivos de mangás e HQ’s e está a procura de um bom leitor digital para seu computador? Talvez a dica de hoje possa lhe agradar.

mangá-HQ-quadrinhos-leitor-opencomic-comic-cbz-cbr-linux-windows-snap-rpm-deb-ubuntu-fedora-mint-deepin-debian

Pessoalmente sou um apaixonado por mangás e HQ’s, não importa a editora por trás, apenas se são boas histórias. Infelizmente devido algumas mudanças e problemas com chuvas acabei perdendo quase 100% de meu acervo (que venho adquirindo desde moleque 👶👶👶). Uma solução que encontrei foi digitalizar as restantes ou manter cópias digitais, porém, ler no papel e em uma tela no PC, são coisas totalmente diferentes e um programa que facilite a experiência durante as leituras é bem-vindo.

OpenComic um leitor de HQ’s e mangás


Durante anos utilizei o MComix/Comix e até mesmo o Evince, tentei soluções, como o Peruse, mas nunca funcionou bem em minhas instalações do Ubuntu/Mint/Deepin. Você também pode testar outro leitor chamado YACReader na qual, meu colega de trabalho, o Ricardo (O Cara do T.I) escreveu sobre. Há algum tempo venho utilizando o OpenComic e estou bem satisfeito com as funcionalidades do programa. O seu funcionamento é bem parecido com alguns apps Android que utilizo (pauta para um próximo post, quem sabe 😁😁😁), tornando tudo bem mais prático. Se assim como eu você gosta de ler no PC, vale testar a aplicação. Veja algumas características do OpenComic:

  • Software Livre sob licença GPL3 (Github do projeto);
  • Aplicação desenvolvida em Electron;
  • Versões para Windows, Linux e Linux Arm64 (e macOS em TAR.GZ);
  • Vários tipos de pacotes para Linux (DEB, RPM, SNAP, TAR.GZ);
  • Suporte para formatos, como: JPG, PNG, APNG,GIF, WEBP, SVG,BMP, ICO;
  • Suporta formatos compactados, como: RAR, ZIP, 7Z, TAR, CBR, CBZ, CB7, CBT;
  • Modo leitura para mangás;
  • Modo dark nativamente;
  • Visualização em página única ou dupla;
  • Ajustes na visualização das páginas (por exemplo, das margens); 
  • Marca páginas (favoritos);
  • Lupa flutuante para Zoom;
  • Navegação entre as páginas por meio do scroll do mouse ou slide;
  • Possibilidade de adicionar o local com seus arquivos (Biblioteca);
  • Interface intuitiva, semelhante de uma aplicação Android.

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Instalação do OpenComic


Você pode adquirir o OpenComic em diversos formatos, conforme seu sistema operacional. Acesse a página do programa e efetue o download

Para distribuições, como o Ubuntu, Mint, etc. Basta baixar o arquivo DEB, dar dois cliques sobre o arquivo e prosseguir com a instalação. No Fedora proceda da mesma forma, porém, utilizando o pacote RPM. Caso queira executar sem instalar em seu sistema, ou quem sabe salvar em um pendrive, o pacote TAR.GZ é a melhor opção. Descompacte o pacote e execute o arquivo “opencomic” (navegue até o diretório e execute via terminal com “./opencomic”). Se for usuário de Windows, baixe o instalador EXE.

Outra possibilidade é instalar o OpenComic no formato Snap. No Ubuntu pesquise diretamente na loja, se usa outra distribuição é necessário habilitar o suporte ao Snap. Essa postagem demonstra todo procedimento

mangá-HQ-quadrinhos-leitor-opencomic-comic-cbz-cbr-linux-windows-snap-rpm-deb-ubuntu-loja-canonical-fedora-mint-deepin-debian

Para os amantes do terminal, possuindo o Snap configurado no sistema, instale com o seguinte comando.

Instalação do OpenComic Snap via terminal:

sudo snap install opencomic

Desinstalação do OpenComic Snap via terminal:

sudo snap remove opencomic

No entanto, nem tudo são flores e aparentemente a versão Snap não está funcionando corretamente, ao menos em meus testes no Ubuntu 18.04. Fique a vontade para efetuar os teus. Mas, recomendo as demais alternativas. Por exemplo, utilizo em DEB e TAR.GZ no Ubuntu ou outros sistemas que ando testando. 

O OpenComic é uma ótima alternativa e estou gostando bastante da aplicação, mesmo não possuindo na atual versão o idioma português (apenas inglês e espanhol) o app é de fácil compreensão. Outro ponto é que o mesmo não suporta PDF (um formato incomum para esse tipo de uso), obviamente que seria um plus, mas não estragou minha experiência ao utilizar o software. Visto que os formatos “padrões” para quem lê mangás e HQ’s, em maior parte são: CBR, CBZ, CB7, RAR, 7Z, ZIP, JPG ou PNG.

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Integre seu smartphone Android com o Ubuntu via KDE Connect

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terça-feira, 23 de julho de 2019

O KDE Connect é muito popular entre os usuários Linux, seja no Plasma ou em outros ambientes gráficos, a ferramenta é indispensável para quem possui um smartphone Android.

kde-connect-gsconnect-ubuntu-mint-linux-gnome-plasma-android-smartphone-integração-pc-mouse-virtual-sms-celular

Antes de demonstrar o processo de instalação do KDE Connect, irei abordar algumas de suas principais features:


  • Indicador no painel que mostra seus dispositivos sendo, nome, status e bateria
  • Acessar os arquivos do smartphone via SFTP;
  • Enviar arquivos, URLs e SMS ao Android;
  • Encontrar o smartphone, mediante efeito sonoro;
  • Notificações no desktop Linux;
  • Apresentação de Slides remota;
  • Controle multimídia;
  • Executar comandos no Linux via app do KDE Connect no Android;
  • Controlar remotamente o cursor do mouse, com navegação a gestos (estilo touchpad de um laptop);
  • E muito mais…

Para o funcionamento do KDE Connect são exigidas alguns requisitos:


  • Possuir o KDE Connect instalado em seu sistema (instalado por padrão no Plasma);
  • Ter instalado o indicador do KDE Connect em outros ambientes gráficos que não seja o Plasma;
  • Possuir o app Android em seu smartphone;
  • Estar na mesma rede wi-fi (smartphone e pc);
  • Ter as devidas permissões e estar pareado (smartphone e pc).

Instalando o KDE Connect em sua distribuição Linux


O primeiro passo é baixar o app Android diretamente da Google Play, você pode pesquisar diretamente na loja, quanto acessar por este link.

Como mencionei anteriormente, o KDE Connect já vem por padrão no ambiente KDE Plasma, assim basta baixar a aplicação Android.

Para usuários da interface padrão do Ubuntu, o Gnome-Shell, existe uma extensão chamada GSCconnect. Pesquise por ela na loja e instale normalmente, com esse complemento o KDE Connect é instalado sem a necessidade de dependências em Qt.

kde-connect-gsconnect-ubuntu-mint-linux-gnome-plasma-android-smartphone-integração-pc-mouse-virtual-sms-celular

Caso utilize outra interface gráfica, que não seja o KDE Plasma ou Gnome-Shell, será necessário instalar o KDE Connect e o Indicador do KDE Connect. O último foi desenvolvido para integrar o KDE Connect com outras interfaces que não sejam o Plasma. O procedimento é igualmente simples, pesquise na loja por: “kdeconnect” e instale o KDE Connect. Seu indicador será instalado automaticamente como dependência do primeiro pacote. Antigamente era necessário adicionar um PPA (que o próprio desenvolvedor do KDE Connect afirma não estar atualizado e a procura de um novo mantenedor) ou via DEB. Atualmente nada disso é preciso.

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Configurando o KDE Connect


Após instalar o KDE Connect em ambos os devices, smartphone e PC, você terá que emparelhar os dispositivos. Abra o Indicador do KDE Connect (GSConnect inicia junto ao sistema) e no app do Android acesse o “menu hambúrguer” e clique em “Emparelhar novo dispositivo”. Se ambos estiverem na mesma rede wi-fi uma mensagem solicitando o emparelhamento aparecerá.

kde-connect-gsconnect-ubuntu-mint-linux-gnome-plasma-android-smartphone-integração-pc-mouse-virtual-sms-celular

KDE Connect e GSConnect possuem a mesma lógica de funcionamento e suas interfaces com opções semelhantes por exemplo, em comandos costumo adicionar 2 para gerenciar o volume do meu computador diretamente do smartphone (a imagem a seguir é do GSConnect).

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No app do Android você encontrará diversas opções, como: Enviar arquivos, Apresentação de slides remota, Controle multimídia (caso esteja reproduzindo um filme com o vlc, por exemplo), Executar comando (que você tenha configurado no PC) e Introdução de dados remota (um “mouse virtual”).

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Caso queira ver o KDE Connect em funcionamento, fiz um vídeo há algum tempo em meu canal OSistemático, atualmente utilizo o GSConnect, porém, a lógica é idêntica. Afinal, ele nada mais é que uma implementação gráfica para a interface Gnome-Shell. (No vídeo abordo como adicionar o Indicador do KDE Connect para iniciar junto ao sistema, no caso do GSConnect não existe essa necessidade).


Sem sombras de dúvidas o KDE Connect é uma aplicação que todo usuário de Android e PC deveriam ter, aliás, quem nunca quis ficar deitado e controlando o computador à distância (😁😁😁), mas claro que sua utilização pode ser bem mais interessante. Integrar as notificações do Android, responder as mensagens diretamente pelo computador, são detalhes que tornam a experiência bem prática.

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Instale o emulador de Mega Drive no Ubuntu, Mint e Deepin

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Na década de 90 “só se falava em dois consoles”, sendo o próprio Mega Drive e seu concorrente o Super Nintendo. Sempre fui mais do “lado Nintendo”, por possuir diversos consoles da marca, entretanto, o Mega Drive tem um lugar exclusivo no meu peito. Afinal, o primeiro jogo que tenho recordações é o Sonic. Isso já faz muito tempo, quando era apenas uma garotinho de 3 anos (👶👶👶).

mega-drive-mednafen-mednaffe-linux-emulador-ubuntu-deepin-mint-debian

As distribuições Linux são uma ótima escolha para os retro-gamers. Durante este ano, venho demonstrando diversas alternativas que farão sua memória recordar os bons tempos de jogatina. Hoje apresento-lhes o emulador Mednafen (Mednaffe). Obviamente que existem outras opções (sempre tem os que falam: “Uso RetroArch”, falando nele, acesse este post com as últimas novidades do projeto).

Instalando o Emulador de Mega Drive no Linux


O Mednafen é um emulador via linha de comando, mas calma! Existe uma interface gráfica, chamada Mednaffe. Basta procurar na sua distribuição pelo emulador, você pode acessar a loja de seu sistema e pesquisar diretamente pela interface do emulador: “Mednaffe”.

mega-drive-mednafen-mednaffe-linux-emulador-ubuntu-deepin-mint-debian-loja

Assim poderá desfrutar de seus clássicos do Mega Drive. Outra possibilidade é instalar via um gerenciador de pacotes, como o Synaptic ou terminal. Caso considere mais prático instalar da última forma, eis os comandos:

Instala o emulador Mednafen:

sudo apt install mednafen

Instala a interface gráfica do emulador:

sudo apt install mednaffe

Se preferir em único comando:

sudo apt install mednafen mednaffe -y

Os comandos acima são para distribuições baseadas em Debian e Ubuntu/Mint. Vale mencionar que além de Mega Drive o Mednafen emula outros consoles. Particularmente só uso para emular jogos do “Mega”, mas você pode jogar títulos de Playstation One, diretamente do programa.

Solucionando erro no áudio, caso ocorra


Dependendo da distribuição, pode ocorrer do áudio dos games emulados não ficarem perfeitos. A correção do erro é muito simples e se foi afetado pelo problema, aqui está a possível solução:

No seu gestor de arquivos navegue até as configurações do emulador. Sua localização está oculta, sendo necessário visualizar os arquivos neste estado. No Nautilus, por exemplo (gestor de arquivos do Ubuntu). Utilize as combinações de teclas Ctrl “+” H. Isso vale para o Nemo do Mint e o gestor de arquivos do Deepin.

Vá até o seguinte diretório:

SUA-PASTA-PESSOAL/.mednafen

Abra o arquivo de configuração do emulador com um editor de texto, no meu caso “mednafeen-09x.cfg”, e pesquise por “sound.device”. No editor de texto do Ubuntu, basta pressionar a combinação de teclas Ctrl “+” F. O mesmo vale para o Mint e Deepin.

Substitua o parâmetro default por este (é aconselhável manter o emulador fechado durante o procedimento):

sexyal-literal-default

Salve e feche o arquivo. Pronto! Agora provavelmente o áudio estará ok.

mega-drive-mednafen-mednaffe-linux-emulador-ubuntu-deepin-mint-debian-sonic

Para maiores detalhes da utilização do emulador, instalação, resolução do bug no áudio. Demonstro todo passo-a-passo em meu canal OSistemático.


Espero que possa desfrutar de toda sua biblioteca de clássicos do Mega Drive, participe de nosso fórum Diolinux Plus, e compartilhe com seus amigos.

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Top 3 melhores apps de captura de tela no Linux

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sábado, 6 de julho de 2019

Há quem prefere simplesmente fazer uma captura de tela, entretanto, outros usuários querem mais. Tem horas que uma mera ilustração não resolve, e você terá que “desenhar” para que o outro não fique com dúvidas. Quase soa como aquele ditado “você quer que eu desenhe?”. Nesses momentos, uma ferramenta com mais recursos é uma boa solução.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Antes de apresentar meu top 3, quero deixar claro que não estou colocando em ordem de “o melhor para o pior”. Na realidade as 3 opções se parecem bastante, mesmo mudando sua forma de trabalho, o resultado será praticamente o mesmo.

Flameshot


O Flameshopt esbanja praticidade e facilidade em seu uso, inclusive temos um post dedicado a ele. Você poderá adicionar setas, formas geométricas, texto, ocultar informação, selecionar apenas o desejado, mudar as cores dos objetos inseridos e muito mais. Para instalar o Flameshot em sua distribuição, acesse o post que citei anteriormente. O Flameshot também está na maioria dos repositórios.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install flameshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install flameshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S flameshot

Ksnip


A vantagem do Ksnip sobre os outros desta lista é ser multiplataforma, assim, não importa se você está usando Linux, Windows ou macOS. Sua lógica de funcionamento é a mais peculiar. Ao invés de aplicar as alterações “em tempo real” durante a captura de tela, o programa primeiro faz a screenshot para depois dar a possibilidade de adições de elementos. Você pode baixar o Ksnip diretamente de seu Github. Para Linux existem 3 opções: DEB (Debian, Ubuntu e derivados), RPM (Fedora, openSUSE, etc) e o pacote em AppImage. Este último com a vantagem da portabilidade, sem a necessidade de instalação, além, de rodar em diversas distribuições. Caso não saiba como executar esse tipo de formato, acesse essa postagem.

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Deepin Screenshot


A próxima aplicação da lista, confesso que depois que passei a usar não consegui ficar sem, é o Deepin Screenshot. Uma ferramenta simples, mas bem completa. Também possui funcionalidades de: adição de formas geométricas, setas, blur, texto, seleção de área específica, etc. O Deepin Screenshot vem nativamente em sua distribuição de origem, como esperado, mas a aplicação encontra-se na maior parte das distribuições Linux. No caso do Ubuntu 18.04 e superior, Linux Mint 19 e superior, Fedora 30 e superior, por exemplo. Pesquise por “Deepin” na loja de seu sistema e verá o programa. 

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install deepin-screenshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install deepin-screenshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S deepin-screenshot

Curiosamente as 3 aplicações são desenvolvidas em Qt, e fica ao seu critério qual utilizar. O Flameshot destaca-se na quantidade de opções e por adicionar um ícone na bandeja de seu sistema. Já o Ksnip é uma escolha perfeita para quem utiliza mais de um sistema e gostaria da mesma aplicação em ambos. Outro ponto, é sua forma peculiar de funcionamento. Podendo agradar a uns e outros não. Por fim, o Deepin Screenshot preza por simplicidade e tem a comodidade de estar na maioria dos repositórios oficiais. Claro, que com ambas as ferramentas você poderá criar capturas de telas mais elaboradas de forma prática. Os tutoriais que escrevo para o blog Diolinux são com o auxílio do Deepin Screenshot. Em eventuais manutenções ou auxílios, já cheguei utilizar a ferramenta.

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Transferência de arquivos no Linux com o Teleport

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sábado, 29 de junho de 2019

Em alguns momentos, é necessário transferir arquivos entre os computadores. Existem diversas formas para isso, entretanto, há momentos que valorizamos pela praticidade, evitando configurações. Resumindo: só queremos transferir um arquivo para outro computador na rede local (😋😋😋).

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

O Teleport é uma aplicação voltada para essa situação em específico, ele não conta com diversos ajustes ou configurações de usuário e privacidade. A ideia por trás do software possui uma única premissa, transferir arquivos sem mais complicações (teleportando “literalmente” 😁😁😁).

Entendendo o funcionamento do programa


Como abordado anteriormente, o Teleporte visa ser simples e direto. Ao iniciar o programa, uma tela indicando o nome do seu computador e logo abaixo a possibilidade de escolher entre as máquinas conectadas em sua rede local (que também estejam executando o Teleport).

teleport-envio-transferir-wifi-arquivo-rede-local-linux-flarpak-flathub-snap-snapcraft-ubuntu-mint

Poucas coisas podem ser configuradas no Teleport, como o nome do seu device.

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No menu “hambúrguer” existirá a possibilidade de escolher o local onde os arquivos enviados por outros computadores serão armazenados. Por padrão é o diretório “Downloads”, acabei mudando para outro.

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Para enviar um arquivo é bem fácil. Escolha uma máquina em sua rede local, também executando o app Teleport. Clique em “Send File”, selecione o arquivo e aguarde a transferência. Ao menos quando testei nenhuma mensagem de progresso foi apresentada, esse detalhe é muito importante e não existe.

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Para efetivar a transferência a outra máquina terá que aceitar o envio, clicando em “Save” ou recusando em “Decline”.

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Instalando o Teleport em sua distro Linux


Você pode verificar se a aplicação existe nos repositórios de sua distribuição, no caso do Linux Mint o Teleport pode ser instalado por sua loja de aplicativos. O programa é distribuído via Flatpak, caso não tenha ele configurado acesse essa postagem. A loja do Ubuntu possui a capacidade de integração com os Flatpaks, habilite esse recurso e instale o Teleport graficamente (assim como o Linux Mint).

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Outra forma de adquirir o Teleport é via Snap, no caso do Ubuntu basta pesquisar normalmente na loja. Linux Mint e outras distribuições precisam ter configurado o Snap. Segue o link do post com o passo-a-passo.

Para os amantes do terminal, irei demonstrar via Flatpak e logo em seguida via Snap.

Instalando o Teleport Flatpak via terminal


Adicione o repositório do Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o Teleport:

flatpak install flathub com.frac_tion.teleport

Esse comando lhe permite executar o Teleport via terminal, não vejo muita necessidade, pois ele aparecerá junto a suas aplicações:

flatpak run com.frac_tion.teleport

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall com.frac_tion.teleport/x86_64/stable

Instalando o Teleport Snap via terminal


Adicione a versão Snap em seu sistema com o comando:

sudo snap install teleport --edge

Sua execução pode ser com tal comando:

snap run teleport

Para remover:

sudo snap remove teleport

Fica claro que a intenção do Teleport é ser simples, no entanto, essa simplicidade peca em alguns casos. Por exemplo, não é possível enviar arquivos em lotes ou diretórios, limitando-se apenas a arquivos únicos. Essa característica pode ser contornada compactando os arquivos em um só, mas isso pode acabar com a praticidade e proposta de ser algo rápido. Outro ponto que me deixou confuso, foi a ausência de uma barra de progresso evidenciando o fim da transferência do arquivo. Notei que arquivos com espaços em seus nomes recebem uma “singela alteração em sua nomenclatura”. O Teleport é software livre e caso queira reportar bugs ou solicitar novos recursos, acesse o Gitlab do projeto.

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Sua intenção é transferir rapidamente um pequeno arquivo de uma máquina para outra na rede loca? Caso tenha respondido sim, o app é perfeito para sua utilização. Agora se pensa em compartilhar lotes em massa via rede, o Teleport não foi feito para você.

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Aprenda como instalar o cliente BitTorrent Fragments

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

A tecnologia BitTorrent nos possibilita uma comodidade ao efetuar downloads, que outras não nos oferecem. Quem nunca deixou “aquele torrent” baixando a noite toda e foi dormir? Ou quem sabe, teve que desligar o computador para depois continuar o download. Nessas horas um cliente BitTorrent é indispensável.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Fragments é um aplicativo minimalista e direto ao ponto, uma ótima alternativa para quem não quer perder tempo configurando opções ou até mesmo deseja algo mais “clean”. Com uma interface simplista o software executa sua função “sem rodeios”, baixar arquivos distribuídos via torrent.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

O aplicativo funciona semelhantemente a outros do gênero, no Ubuntu, a integração foi como o esperado. Podendo abrir arquivos em torrent, armazenados no sistema.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Ao iniciar um download, informações, como: velocidade de download, quantidade baixada, restante e uma estimativa até a conclusão. Também possui um botão para pausa do procedimento.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Clicando sobre o download em andamento, novas informações serão visíveis. Quantidade de “seeders” (“pessoas” compartilhando o arquivo), os dados anteriormente já informados e detalhes sobre o upload. Um botão para solicitar mais “peers” (pares) e remover o arquivo, também estão presentes.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Caso deseje excluir o torrent ou link magnético, uma caixa de diálogo aparecerá. Nela você poderá apenas excluir o torrent, ou os dados do download (se tiver concluído o mesmo).

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

No menu “hambúrguer” as preferências do programa poderão ser acessadas, porém, como a proposta é ser minimalista já adianto que o app não é tão customizável.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Em “Preferences”, poderão ser ajustadas a quantidade máxima de downloads simultâneos, pasta destino dos arquivos e a utilização de uma variação dark de seu tema atual (se disponível, obviamente). 

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Instalação do Cliente BitTorrent Fragments


O Fragments é distribuído via Flatpak, para utilizar o programa, sua configuração é necessária. Acesse esse link e configure o Flatpak em sua distribuição Linux. A loja do Ubuntu possui a capacidade de integração com os Flatpaks. Depois de configurá-la, conforme essa matéria, não será necessário utilizar o terminal para instalar aplicativos no formato. O Linux Mint também possui nativamente tal integração, tanto nele como no Ubuntu pesquise por: “Fragments” e instale o programa, se preferir utilize o terminal.

cliente-bittorrent-torrent-fragments-download-linux-ubuntu-mint-flatpak-flathub

Caso tenha optado por instalar via terminal, adicione o repositório do Flathub (se ainda não o possui em seu sistema).

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Agora iremos instalar o Fragments:

flatpak install flathub de.haeckerfelix.Fragments

Para executar via terminal (não é obrigatório, pois, o app aparecerá no menu de aplicações de seu sistema).

flatpak run de.haeckerfelix.Fragments

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall de.haeckerfelix.Fragments/x86_64/stable

Conhecia o cliente BitTorrent Fragments? Mesmo simples, achei interessante a proposta do programa. Minha aplicação deste segmento favorita é o Transmission, mas confesso que seu visual é um pouco datado. Outro aspecto que me chamou a atenção foi a facilidade de uso do Fragments, uma ótima opção para usuários mais leigos (ou sem paciência para configurações e ajustes). Muitos podem achar o Fragments simples demais, e essa é justamente sua intenção. Seu maior “defeito” também pode ser sua maior “qualidade” (😁😁😁).

Participe de nosso fórum Diolinux Plus e fique por dentro das novidades.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Adeus 32 Bits - Canonical enterra de vez a arquitetura no Ubuntu 19.10

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

A Canonical tomou uma decisão para a versão 19.10 do Ubuntu, esta não terá mais suporte a pacotes e para a arquitetura de 32 bits, ou x86, se preferir. A confirmação foi feita por Will Cooke no fórum do Ubuntu.

Adeus 32 Bits - Canonical enterra de vez a arquitetura no Ubuntu 19.10






Na postagem de Cooke, é mencionado que a equipe de desenvolvimento do Ubuntu já vinha discutindo há mais de um ano o abandono da arquitetura i386, pois para manter a mesma qualidade de suporte, estava tomando muito tempo e recursos dos desenvolvedores,  visto também que o Kernel Linux, toolchains e os navegadores de internet estão deixando de suportar a arquitetura i386 (x86). Além disso, as correções e recursos na área de segurança mais recentes, não estão sendo mais desenvolvidas em tempo hábil para a arquitetura de 32 bits, assim chegando apenas em alguns casos só para 64 bits. Isso também foi discutido em uma lista de emails pública do Ubuntu. De forma resumida, o esforço para manter a versão de 32 bits é tão grande quanto o de manter a versão de 64 bits dos pacotes, mas atualmente poucas pessoas realmente utilizam tais pacotes.

Também foi comentado, que o Ubuntu 18.04 LTS será o último “da sua linha” a ter suporte a arquitetura, e que já na próxima LTS (20.04), não teremos mais suporte. Se você precisar de suporte a algum componente da arquitetura i386, a Canonical recomenda você permanecer nas versões 16.04 LTS ou 18.04 LTS, dando ênfase para a migração para a última LTS mencionada. Vale mencionar que o Ubuntu 18.04 LTS tem suporte até 2023, e o seu ESM (Extended Security Maintenance) vai até 2028 (nesse último caso, é pago).

Para quem desenvolve, a recomendação da Canonical é empacotar os seus aplicativos via snap e usar o “core18” (do Ubuntu 18.04) para ter o suporte de 32 bits.

Partes Polêmicas


Sei que muitos vão perguntar sobre a Steam, WINE, flavours e distros que são derivadas do Ubuntu. Bom, vamos por partes.

Sobre as flavours, Will Cooke foi categórico, todas as flavours vão seguir o mesmo caminho da “distro mãe”, sendo assim, a partir da versão 19.10, elas vão deixar de oferecer suporte a arquitetura i386. Isso acontece porque elas são construídas a partir do mesmo repositório ou pacote de softwares, e como eles vão deixar de dar suporte, aí seguem o mesmo “caminho”. 

As distros derivadas, como Mint, Pop!_OS, Zorin e etc; seguem quase a mesma premissa das flavours, se quiserem manter o suporte para a arquitetura i386, basta ficar na base do Ubuntu 18.04 LTS, ou então, passar a manter seus próprios pacotes de 32 bits por mais algum tempo.

Sobre os jogos via Steam e o Wine, Will dedica um boa parte de sua publicação comentando:

Q. A Steam não usa bibliotecas de 32 bits? Como posso jogar meus jogos?

A própria Steam empacota um runtime contendo as bibliotecas de 32 bits necessárias para executar o cliente Steam. Além disso, cada jogo instalado via Steam pode enviar as suas bibliotecas de 32 bits de que necessitam. Estamos discutindo com a Valve sobre a melhor maneira de fornecer suporte a partir das 19.10.

Pode ser possível executar jogos de 32 bits somente dentro de um contêiner LXD executando uma versão de 32 bits do 18.04 LTS. Você pode usar “pass through” da placa gráfica para o contêiner e executar seus jogos desse ambiente de 32 bits.

P. Como posso executar aplicativos Windows de 32 bits se o WINE de 32 bits não estiver disponível no arquivo?

Tente o WINE de 64 bits primeiro. Muitas aplicações “apenas funcionam”. Se não, deve ser usado métodos similares como para jogos de 32 bits. Isso é, usar uma máquina virtual baseada em 18.04 LTS ou um contêiner LXD que tenha acesso total ao WINE multiarch de 32 bits e às bibliotecas relacionadas.

Para ler a postagem completa e inglês do Will Cooke, você pode acessar através deste link.

Esse tipo de mudança pode afetar em diferentes níveis o suporte a determinados jogos no Ubuntu, mas teremos que ver o que sairá deste acordo entre Valve e Canonical. A situação de criar um container de LXD só se torna viável se for automatizada, se depender do usuário fazer isso, é apenas uma piada de mau gosto do senhor Will Cooke.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.

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Jogue títulos do Playstation 3 no Linux com o RPCS3

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terça-feira, 18 de junho de 2019

O Playstation 3 é um dos consoles mais aclamados da Sony, claro que o Playstation 2 está em posições mais altas na lista dos “sonystas” (que lista é essa? 😁😁😁). Lançado em 11 de Novembro de 2006, no Japão, o “Play 3” (para os mais íntimos), só chegou em terras tupiniquins em 2007. Com continuações de títulos aclamados como, God of War e novos jogos sensacionais (The Last of Us é um deles), o Playstation 3 conquistou uma legião de gamers.

RPCS3-emulador-playstation3-sony-play3-sp3-linux-appimage-windows-games-configuração-guia-dualshock

Particularmente sempre fui mais do lado dos “consoles de mesa e portáteis”, jogando esporadicamente no PC. Há alguns anos que venho me aprofundando mais por essas bandas de “games no desktop”. Para quem tem jogos favoritos no Playstation 3 e por algum motivo não tem mais acesso ao hardware da Sony. Não consigo parar de pensar em meu PSP que recentemente “morreu” (😭😭😭), jogar no computador pode ser uma alternativa. Claro, que nem todos os jogos funcionarão na solução que irei demonstrar. Porém, quem sabe não “mate a saudade”.

RPCS3 o emulador de Playstation 3 


O RPCS3 é um emulador de Playstation 3, open source, que está em constante desenvolvimento. Com uma compatibilidade de games interessante, cerca de mais de 40% dos games classificados como jogáveis, o emulador pode ser uma ótima alternativa. Com versões para Linux e Windows, existe a possibilidade de se divertir com clássicos do PS3.


Requisitos mínimos (o funcionamento pode não ser como o esperado)


  • CPU: Qualquer processador compatível com 64 bits;
  • GPU: OpenGL 4.3 ou superior;
  • RAM: Mínimo 2 GB;
  • SO: Windows 7/8/10 64 bits / Linux 64 bits / BSD 64 bits.

Requisitos recomendado (para funcionamento satisfatório dos games)


  • CPU: Intel Quad-core ou superior com TSX-NI (Haswell ou superior);
  • CPU: AMD Hexa-core ou superior (Ryzen);
  • GPU: Placa AMD ou NVIDIA compatível com Vulkan;
  • RAM: 8 GB ou mais;
  • SO: Windows 7/8/10 64 bits / Linux 64 bits / BSD 64 bits.

Para usuários do Windows, é necessário a última versão do Microsoft DirectX instalado no sistema e o Microsoft Visual C ++ 2017. Outro requisito para o funcionamento do emulador é a firmware do Playstation 3. Por razões legais o mesmo não pode acompanhar tal arquivo. Entretanto, você pode efetuar o download do arquivo de atualização de sistema do PS3 (PS3UPDATA.PUP) no site oficial da Sony por este link. Com o “PS3UPDATA.PUP” não será obrigatório o “dump” da firmware de seu console.

RPCS3-emulador-playstation3-sony-play3-sp3-linux-appimage-windows-games-configuração-guia-dualshock-firmware

A versão do RPCS3 para Linux encontra-se no formato AppImage. Acesse este link e efetue o download do emulador

Configurando o RPCS3 em sua distribuição


Após baixar o programa, em um local de sua escolha, dê as devidas permissões para a execução do AppImage (não sabe como proceder? Acesse este post e veja como é simples).

Execute o RPCS3, no menu acesse “File >> Install Firmware”. Selecione o arquivo “PS3UPDATA.PUP”, que você fez o download previamente, e clique no botão “Open”.

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Em seguida, se tudo deu certo, está mensagem aparecerá. Aperte em “ok”.

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Os módulos PPU começarão a serem compilados. Dependendo da velocidade do seu processador, este processo poderá ser mais rápido ou lento.

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Performance e ajustes no RPCS3


Algumas configurações estão disponíveis no RPCS3, com elas podemos tornar as gameplays mais fluidas. Recomendo sempre pesquisar previamente sobre o jogo específico que está tentando emular. Existem dicas muito valiosas no Youtube, demonstrando todo procedimento. Para um aspecto geral, podemos efetuar da seguinte maneira:

No menu do emulador, contido no painel superior, acesse “Configuration” ou “Config”. Iremos começar com a categoria “CPU”.

  • Na seção “PPU Decoder”, deixe marcado “LLVM Recompiler (fastest)”; 
  • Na seção “SPU Decoder”, deixe marcado “ASMJIT Recompiler (faster)”, entretanto, recomendo testar a função em desenvolvimento “LLVM Recompiler (experimental)”;
  • Em “Firmware Settings” deixe “Automatically load required libraries”. Em jogos específicos poderá ser necessário mudar para opção “Manually load selected libraries”;
  • Firmware Libraries” é quando você selecionou para marcar manualmente as bibliotecas, em alguns jogos esse processo é muito importante para seu funcionamento;
  • Additional Settings” possui configurações com foco em processadores com, Ryzen e i5, i7 e alguns i3. Caso possua um Ryzen, marque todas as opções, menos “Accurate xfloat”. No caso dos Intel, não marque nem a “Enable thread scheduler” ou “Accurate xfloat”;
  • Preferred SPU Threads”, selecione o máximo de Threads conforme seu processador (o máximo até o momento são 6 threads); 
  • SPU Block Size”, deixe como “Safe”.

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Na segunda aba, “GPU”, configurações como, resolução nos jogos, framelimit (a quantos FPS eles irão rodar), filtro anisotrópico, anti-aliasing, etc. Poderão ser configurados. Neste quesito é bem subjetivo, pois, você não poderá selecionar 60 na opção “Framelimit” em algum jogo que funcione em 30 fps. Na realidade até poderá, entretanto, seu funcionamento não será como o esperado. Sempre pesquise se o jogo em questão suporta 60 fps ou teste, e caso ocorra algum problema, mude para 30 fps novamente. Uma opção importante e que deve ser mencionada é na seção “Render”. Alguns games funcionarão melhor sobre OpenGL (utilizando apenas seu processador) e outros via Vulkan (com uso da sua GPU). Como sempre, eis a importância do teste. 

  • Em “Additional Settings” deixe marcado “Write Color Buffers”.

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Na aba “Audio” pouquíssimas configurações são necessárias. Então, configure apenas as que demonstrarei.

  • Em “Audio Out” você pode selecionar “PulseAudio”;
  • Na seção “Audio Settigns” , marque a opção “Downmix to Stereo”. Caso perceba algum problema na reprodução do áudio, volte na seção “Audio Out” e selecione “ALSA”.

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A seção “I/O” não exige configurações, na próxima, “System” você pode configurar o tamanho máximo de cache em disco, região do console, língua e homebrew.

  • Console Language” deixe em “Portuguese (BR)”;
  • Em “Enter Button Assignment”, deixe “Enter with cross”;
  • Deixe selecionado “Enable /host_root/” em “Homebrew”.

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Alguns jogos necessitam de conexão com a internet, não foi o caso dos que testei, mas como já reforcei, pesquise caso haja esse requerimento por parte do game. Para habilitar internet acesse a aba “Network” e mude o status da conexão para “Connecting”.

Outra aba que não costumo modificar nada é “Emulator”, apenas troco o tema do RPCS3 na aba “GUI”.

Assim na seção “UI Stylesheets” deixe no tema que mais lhe agrada. Como tenho preferência por uma interface mais escura, utilizo o “Kuroi (Dark by Ani)”.

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Salve todas as modificações que fizemos, clicando em “Save”.

Clicando com o botão direito do mouse sobre os jogos, já instalados, você pode configurar cada um indiferente do outro. Isso é bem útil e resolve configurações especificas de um determinado game. Além de outras informações como, compatibilidade, possibilidade de remover o jogo, ir até a localização de seus arquivos, entre outras coisas.

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Configurando seu joystick no RPCS3


A configuração de joysticks é muito simples no RPCS3. Suportando o DualShock 3 e 4, você poderá ter uma experiência confortável utilizando o controle da Sony. Também existe a possibilidade de utilizar um teclado, e joystick de Xbox 360. Infelizmente não consegui utilizar controles genéricos no emulador (se não me engano um que possuía, genérico do Xbox 360, “compatível com o console”. Não posso confirmar, pois, o mesmo deu defeito). para configurar o joystick vá em “Pads” (um símbolo bem sugestivo de joystick 😁😁😁). Após setar todos os botões, conforme seu joystick, clique em “Add Profile” se quiser criar um customizado ou salve, no botão “save”.

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Gerenciamento de usuários, sistema de arquivos, saves e dados


O RPCS3 pode ser multi-usuário, ao criar novas contas e separar os saves e progressos de cada um. Isso torna o emulador interessante para mais de um utilizador ou quem deseja criar saves distintos para cada momento. Confesso que pouco explorei essa opção e outra chamada “Thropies”. Algo “semelhante as conquistas da Steam”, na qual alguns games possuem. Para não me alongar muito, e caso tenha interesse nas opções de gerenciamento do RPCS3, acesse esta página oficial do projeto. No windows os saves dos games estão contidos em “\dev_hdd0\home\00000001\savedata\”. Já na versão Linux esse diretório com os saves encontra-se em “~/.config/rpcs3/”. Faça sempre backup desses arquivos antes de formatar seu sistema.

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Instalando games de Playstation 3 no RPCS3


A instalação dos jogos no RPCS3 é bem simples, obviamente que será necessário ter efetuado o download do game em questão, e por motivos legais não podemos distribuir jogos do Playstation 3, esse procedimento fica ao seu encargo. O arquivo de instalação dos jogos é no formato “.PKG” e alguns jogos necessitam de extensão “.RAP”.

Para instalar um jogo em “.PKG”, vá no menu, na barra superior. Depois em “File >> Install .pkg”. Certos jogos necessitam de um arquivo extra, o já comentado, “.RAP”. Se o game em questão ter esse arquivo complementar, adicione o mesmo manualmente na pasta localizada em “home/SEU-USUÁRIO/.config/rpcs3/dev_hdd0/home/00000001/exdata” (ou simplesmente você poderá arrastá-los e soltá-los na janela principal do emulador, vale o teste). 

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Os arquivos de jogos instalados via “.PKG” ficam localizados no diretório “home/SEU-USUÁRIO/.config/rpcs3/dev_hdd0/game”.

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Depois de finalizar a instalação, execute o jogo. Vários módulos PPU começarão a serem compilados, não se assuste com algumas mensagens de erro no “terminal do emulador”, isso é absolutamente normal. O tempo de espera até o início do game é variável. Seja por conta de seu hardware ou “peso do jogo”, então, “muita hora nessa calma” (acho que troquei as bolas 😁😁😁).

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Executando jogos de PS3 no formato ISO ou mídias físicas 


Outra maneira de executar os jogos do “Play 3” no RPCS3 é utilizando uma mídia física ou arquivo ISO. Como não possuo um leitor Blu-ray, e somente alguns leitores são compatíveis para execução das mídias físicas do Playstation 3 (indo no final da página contida neste link, existe uma breve lista de leitores compatíveis), um arquivo ISO pode ser uma forma de contornar essa limitação. Você pode tanto extrair os arquivos de suas próprias mídias físicas, ou baixá-los da internet. Pelo que percebi é bem comum eles virem “prontos para o uso”. Todavia, caso o jogo esteja em “.ISO”, monte em uma unidade virtual e copie os arquivos para um diretório com seus games.

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Dentro dos arquivos, existirá uma estrutura de pastas semelhante em todos os games. Por exemplo, extraí os arquivos do game “Soulcalibur IV”. O arquivo que você irá selecionar com o emulador RPCS3 é o “EBOOT.BIN”. Localizado em “NOME-DO-SEU JOGO/PS3_GAME/USRDIR/EBOOT.BIN”.

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No RPCS3 vá em “File >> Boot SELF/ELF”.

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Navegue até o arquivo “EBOOT.BIN” do seu jogo e clique em “Open”. Assim como os “.PKG”, o game aparecerá na Game List do emulador (Não apague ou mude a localização destes arquivos).

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E pronto! Execute o seu jogo… Lembre-se de sempre verificar a lista de compatibilidade dos jogos e pesquisar na internet por eventuais configurações do jogo em questão. 

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Gosto bastante de acompanhar a evolução desses emuladores, e o RPCS3 sem dúvidas é um dos que sempre estou de olho (😜😜😜). Participe de nosso fórum Diolinux Plus, se você curte um game ou tem alguma dúvida, o pessoal sempre se une para auxiliar o próximo. 

Até o próximo post, que esse deu trabalhão (😵😵😵), SISTEMATICAMENTE! 😎
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