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Conheça o provável design do Deepin 20 [UPDATE]

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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

O Deepin é considerado uma das distribuições mais bonitas do mundo Linux, mas você já viu sua nova proposta de design para versão 20? Parece que a cada lançamento a distro traz um visual apelativo e que chama a atenção do usuário comum.

deepin-launcher-qt-de-interface-gráfica-dde-kwin-linux-debian

Creio que não seja segredo para ninguém, ao menos para quem conhece um pouco sobre meu trabalho, o relacionamento que tenho com o Deepin. Curiosamente o canal OSistemático foi por muito tempo um dos responsáveis por impulsionar o sistema aqui no Brasil. Não falo para me vangloriar ou algo assim, apenas para enfatizar o envolvimento que tive ao produzir material sobre o sistema. É provável que, você usuário de Deepin já tenha se deparado com algum vídeo de minha autoria. Seja em algum grupo no Telegram, aqui no blog Diolinux ou até mesmo em meu canal (até eu mesmo já me deparei e pessoas nem sabiam que estavam falando com o próprio criador do vídeo em questão 🤣️🤣️🤣️).

Abaixo você pode ver um vídeo do OSistemático, relatando um pouco mais sobre a usabilidade do Deepin 15.10. Perceba que sou sincero e dou minha opinião. Todavia, a versão atual do Deepin é a 15.11 (em que escrevo essa matéria).


O curioso é que nessa história toda, há quem acredite que sou fanboy de Deepin e outros que sou hater. É engraçado pensar nisso, pois sou categorizado como extremista até hoje, seja de um lado ou de outro. Contudo, algumas pessoas ainda não entenderam que quando elogiei o Deepin foi por conta de meus vários anos utilizando o sistema, e quando critiquei ou mencionei algo, não foi para descaracterizar ou simplesmente ofender usuários. Toda essa transparência é o que de fato passei e passo com o sistema, meus relatos e usabilidade com o Deepin. “Se tá ruim digo, se tá bom também”, não é tão difícil compreender isso, é?

Pense, se sou hater de Deepin, porque teorizar que a Huawei utilizaria o sistema, e o Linux poderia ser mais conhecido graças a distro chinesa? Não sabe sobre o que estou falando? Acesse a postagem na qual inicialmente abordei esse tema. E não é que depois as coisas começaram a desenrolar, e de fato a Huawei passou a vender computadores com Deepin.

deepin-launcher-qt-de-interface-gráfica-dde-kwin-linux-debian-huawei

Visual apelativo, isso o Deepin “tem para dar e vender”


Quando o assunto é beleza, o design do Deepin é impecável. Seu UX Design é bem inteligente e não confunde o usuário leigo, possibilitando inclusive um uso que lembra o Windows, ou até mesmo o macOS. Ao passar dos anos a distribuição chinesa passou por um verdadeiro “banho de loja” e ganhou diversos recursos visuais, como uma melhor consistência de seu ecossistema.

Deepin em 2013

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Deepin em 2015

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Deepin em 2019

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Não obstante, mesmo ao utilizar outro sistema, termino instalando vários aplicativos da distro.


O futuro do Deepin é promissor


Recentemente o canal oficial do Deepin lançou um vídeo com o próximo visual de seu launcher. A interface gráfica DDE (Deepin Desktop Environment) poderá passar por uma nova transformação. Muita coisa ainda pode ser mudada, e o vídeo a seguir é um conceito de como as coisas poderão ficar na versão 20 do sistema.


Podemos observar que esse conceito se aproxima bastante da interface da Apple, o iOS, utilizada nos iPads. A barra também é semelhante a do Chrome OS, que inclusive recebeu uma nova versão essa semana. Tudo parece estar mais arredondado e com o clássico “blur” das últimas versões do Deepin. Quando o menu está maximizado, é praticamente idêntico o do macOS.


E as mudanças estão à todo vapor, agora a tela de login recebeu um redesign e ao que tudo indica a versão 20 será bem diferente que a atual, em vários aspectos da interface gráfica. Apps estão sendo reformulados,  ao que tudo indica, podemos ver no vídeo a seguir o player de música com uma cara nova.


Lembrando que as versões de lançamento do Deepin agora são referenciadas conforme o ano inicial de seu lançamento (2015 == Deepin 15, 2020 == Deepin 20). Por isso haverá um salto da versão 15.11 para 20, visto que ele sairá como estável em 2020. Mas existem indícios que em novembro, possa ser disponibilizado uma versão beta do próximo Deepin 20. Essa versão também pode ser baseada no Debian 10.

Até lá muita coisa pode mudar, pois, os desenvolvedores ainda estão trabalhando em seu visual. Esse empenho vem ocorrendo durante este ano de 2019, e talvez o refinamento com o DDE-Kwin possa aumentar a performance do novo launcher.

Você usa o Deepin ou quem sabe o DDE em outra distro? Deixe nos comentários o que achou do novo visual em construção. Particularmente foi de meu agrado, principalmente o menu quando maximizado (que é a forma que utilizo).

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Fonte: Deepin, Forbes.


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Novidades previstas para o Dolphin e outros KDE Apps

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terça-feira, 8 de outubro de 2019


O Dolphin é provavelmente o gerenciador de arquivos mais completo do mundo Linux. E parece que para os desenvolvedores do KDE, ainda não é o suficiente. Recentemente foi divulgada uma lista com aprimoramentos e novas funcionalidades a serem implementadas no Dolphin, bem como algumas correções em outras aplicações na versão 5.18 do KDE.


As novidades no Dolphin


Agora ao clicar e segurar nos botões de avançar e retroceder, será exibida uma lista dos diretórios acessados. Algo semelhante ao que acontece nos navegadores.
O painel “Locais”, localizado na lateral esquerda do Dolphin, agora substituirá o antigo painel “Salvo recentemente”. Que, ironicamente, não exibia arquivos salvos a um período muito curto de tempo.
Nas configurações do Dolphin será possível escolher entre todas as opções possíveis para se trabalhar com arquivos executáveis.

Implementações em outros KDE apps


Os softwares Kate e Okular, incluindo as suas versões da Windows Store (sobre as quais já falamos neste artigo), acabaram de receber a correção de um bug que fazia com que os mesmos exibissem linhas horizontais na tela ao serem executados em monitores com resolução em escala fracionada.
Corrigido erro ao utilizar os paineis integrados do Konsole (emulador de terminal do KDE) no Kate e em outros apps, ao utilizar dois monitores em Hi-DPI.
A página de configurações do sistema agora possui uma interface escalável mais fracionada
O visualizador de documentos Okular agora memoriza configurações de zoom, barra lateral e visualização, individualmente para cada documento.
Gwenview e Spectacle agora possuem barras deslizantes para ajustar a qualidade de salvamento de imagens em JPEG.

A versão 5.18 do Plasma será lançada apenas em fevereiro. Porém, algumas das implementações para os KDE Apps já estarão disponíveis aos usuários em dezembro. O dia exato ainda não foi revelado.

Você está ansioso por alguma dessas funcionalidades no KDE? Ou está esperando por alguma que ainda não foi anunciada? Conte-nos nos comentários.


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Lançada a nova versão do Nitrux, a distro Linux focada em AppImage

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terça-feira, 1 de outubro de 2019

O Nitrux é um sistema baseado em Linux que faz uso de tecnologias do KDE e Qt. A distribuição traz diversas peculiaridades, a começar por sua escolha em focar no formato de empacotamento para software AppImage. Mesmo sendo baseado no Ubuntu, não espere encontrar o APT nessa distribuição e em seu lugar existirá o AppImage CLI Tool para gerenciar os AppImages.

nitrux-linux-appimage-ubuntu-distro--qt-kde-vmetal-virtualização-windows

Seu Desktop environment é o KDE Plasma 5, mas com algumas modificações. Não chega a ser um novo ambiente gráfico, mas dá uma identidade própria para distro. Essa customização é denominada pelo projeto de NX Desktop, contudo eles reforçam que não se trata de um fork, uma nova DE ou algo do tipo, apenas o bom e velho KDE Plasma. Adiante um vídeo da versão 1.0.16 feito pelo pessoal do Linux Scoop.


Muitas outras características interessantes, como: o znx, MauiKit e VMetal estão presentes. Falando do VMetal, especificamente, fiquei atraído por sua performance durante a execução do Windows 10 em paralelo com o Nitrux. O projeto promete, e quem sabe a execução de softwares do Windows, digamos que programas da família Adobe, possam ser realidade. Obviamente, sem o auxílio de tecnologias como Wine, Proton, etc. Veja abaixo um vídeo demonstrando o Windows sendo executado sob o Nitrux.


Caso tenha se interessado pelo VMetal, acesse a postagem da equipe do Nitrux detalhando os testes e o desenvolvimento do projeto. Vale ressaltar que algumas interfaces de suas aplicações são desenvolvidas pelo Nitrux utilizando a framework MauiKit, a loja é um exemplo.

Nova versão lançada!


O anúncio do lançamento do Nitrux 1.2.1 foi realizado diretamente em seu perfil oficial do Twitter, indicando a disponibilidade do sistema e seu suporte e FAQ. Além de incentivar o download.

Acesse o site oficial do Nitrux para obter mais informações sobre o projeto, adianto que as versões estáveis só podem ser baixadas mediante uma contribuição e as versões em desenvolvimento podem ser experimentadas sem nenhuma restrição.

Site oficial do Nitrux, FAQ em espanhol para esclarecimento de dúvidas.

Já conhecia o Nitrux? É incomum ver uma distribuição utilizando AppImages no lugar de um gerenciador de pacotes ou quem sabe um Flatpak da vida. 

Particularmente o que me atrai é o VMetal, esse me chama muito atenção. Quando um dos responsáveis pelo Nitrux, o Uri Herrera, fez a postagem no Medium fiquei impressionado.

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Fonte: Nitrux.
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KDE Plasma 5.12.9 LTS lançado

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Usuários da versão 5.12 LTS (Long Term Support) do KDE Plasma tiveram uma boa notícia no último dia 10 de setembro, com o lançamento da nona versão de manutenção do desktop environment. Com um total de 24 correções de erros e atualizações de tradução, a versão 5.12.9 deve ser o último update antes do lançamento da próxima LTS.

kde-plasma-5.12.9-lancado

Lançada em fevereiro de 2018, a versão 5.12 é a atual versão de longo suporte do KDE Plasma. A versão recém lançada, a 5.12.9, deve ser a última atualização de manutenção agendada para a atual LTS. Segundo os mantenedores do projeto KDE, novas versões de correção deverão ser lançadas apenas se houver a necessidade de corrigir vulnerabilidades críticas de segurança ou erros que possam causar instabilidade no uso do Plasma Desktop.

Essa nova versão conta com seis meses de correções de erros e traduções da comunidade KDE. As correções são consideradas relativamente pequenas, mas importantes. Entre elas, podemos destacar as seguintes:

Mudança no ‘applet’ da Lixeira para que utilize as mesmas configurações de sombras dos ícones da área de trabalho.

applet-lixeira-kde-plasma

Melhoria na nitidez dos nomes de pastas e arquivos.

modificação-nomes-pastas-arquivos kde-plasma

Correção na tradução dos controles multimídia na tela de bloqueio.

Correção de um bug no dicionário do ‘Krunner’ que fazia com que o mesmo não mostrasse nenhuma definição para a palavra pesquisada.

Se você quiser ver a lista completa com todas as correções, acesse o registro de mudanças da versão.

A próxima LTS do KDE Plasma deverá ser a versão 5.18, e está agendada para meados de fevereiro de 2020.

Se você estiver utilizando o KDE Plasma na versão 5.12.8, é recomendado que fique atento às atualizações da sua distro, para que assim que esteja disponível você o atualize para a atual 5.12.9.

À mim parece que os ‘desktop environments’ do mundo Linux vem crescendo em um ritmo bastante acelerado nos últimos tempos, o que acho ótimo. As melhorias no KDE Plasma nos últimos lançamentos foram incríveis, o que você pode ver por este, e este posts. Já no “lado GTK da força”, a versão 3.32 do GNOME veio “com tudo”, e a 3.34 já chegou com muitas melhorias. O XFCE, além das melhorias excelentes na versão 4.14 também prometeu um intervalo de tempo mais curto até o lançamento da próxima versão.

Na verdade, todo o “mundo Linux” para desktop vem crescendo de forma cada vez mais rápida, e há muito para se falar sobre isso. Mas isso já é assunto para outro post. 😁

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GTK e Qt, do que se trata?

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terça-feira, 3 de setembro de 2019

O mundo Linux é cheio de nomenclaturas diferentes que fazem parte do vocabulário dos usuários, dentre elas estão as palavras ou siglas "GTK" e "Qt". Vamos entender um pouco melhor do que se trata.

GTK e Qt





Temos um quadro no canal Diolinux chamada "DTL", o "Dicionário de Termos Linux", onde explicamos o significado de palavras que fazem parte desse universo, que todo mundo comenta no dia a dia, mas nem sempre sabe o significado.

O episódio dessa semana nos oferece a explicação sobre o tema "GTK" e "Qt":


O que é GTK e Qt?


Vamos começar definindo o que eles ambos são, GTK e Qt  são Widget Toolkits, que são bibliotecas de software utilizadas para criar interfaces gráficas para programas de computador.

Elas permitem que os desenvolvedores de softwares criem a interface dos programas, onde o usuário final vai interagir, clicando, deslizando interruptores, selecionando opções, etc.

No mundo Linux é muito comum o software rodar em modo texto também, e uma interface é construída para dar fácil acesso às ferramentas, o que permite que existam várias interfaces diferentes para um mesmo tipo de aplicação.

GTK


O GTK é exatamente um desses Widget Toolkits, que é completamente de código aberto e multiplataforma, apesar de ser menos comum, o GTK pode ser usado para fazer aplicações para Windows e macOS também.

O GNOME é o principal projeto que utiliza essa tecnologia e o GTK é responsável então pelo visual das aplicações do GNOME e de outros projetos que também usam ele, como MATE, Cinnamon, XFCE, Budgie, entre outros.

Opções de ambientes GTK


Apesar de o GTK não possuir exatamente um sistema com suporte para temas, como ele é de código aberto,  pode ser configurado para que os Widgets sejam exibidos de forma diferente e mudei o seu visual. 

É dessa forma que as distros que usam GNOME e/ou GTK criam seus visuais personalizados, é dessa mesma forma que, o que a gente convencionou a chamar de temas, são criados.

Que aplicativos são criados com GTK?

Todo o core de aplicações GNOME é GTK, mas existem outros softwares, como o GIMP, GNU Emacs, Ardour, AbiWord, Pidgin, o antigo Unity 7 do Ubuntu, entre muitos outros.

Qt


Assim como o GTK, o Qt também é um Widget Toolkit, multiplataforma e de código aberto, porém, ao contrário do GTK, que é geralmente usando em meio Linux a projetos com ligações ao GNOME, o Qt é amplamente usado em outros sistemas, incluindo o Linux, sendo popular também em aplicações que rodam no Windows, macOS, Android e sistemas embarcados.

Qt Creator


Atualmente o Qt é mantido pela ‘The Qt Company”, e pelo “Qt Project” de forma open source, o que envolve tanto desenvolvedores individuais e comunidades, quanto empresas e organizações comerciais.

Da mesma forma que o GTK, o Qt também é usado para dar o visual que as aplicações terão, e por ser usado de formas variadas, não só no mundo Linux, ele acaba tendo várias integrações com outros produtos do mercado.

Dentre os projetos famosos que usam o Qt, estão o KDE Plasma, a DDE, interface atual do Deepin, que migrou de GTK também, o LXQt, o Unity 8, projeto da Canonical com interface conversível, o Blackbarry 10, O SailfishOS, o Tesla Model S, o webOS, o MeeGO, entre outras.

Entre as empresas e projetos que usam o Qt, seja em software aberto ou proprietário, estão alguns elementos do Adobe Photoshop, alguns projetos da Autodesk, Bitcoin Core, CryEngine, DaVinci Resolve, Google Earth, VLC, OBS Studio, Telegram, Teamviewer, Virtualbox, WPS Office, entre outros.

Existe também um longa lista de empresas que usa Qt, que vão desde empresas reconhecidas por software, como  Adobe e Valve, passando por empresas de hardware, como AMD, até empresas de indústrias diferentes, como a Disney.

Você já sabia do que se tratavam essas palavras? Você tem alguma preferência? Compartilhe as suas opiniões no nosso fórum.

Até a próxima!
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3 alternativas para desenhos simples, estilo "Microsoft Paint"

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quinta-feira, 18 de julho de 2019

O Microsoft Paint é um programa muito popular entre usuários do Windows, na qual provavelmente você quando mais jovem, já tenha “perdido” algumas horas em frente ao PC. A criançada adora rabiscar e pôr a imaginação em ação. Se busca por uma ferramenta similar, irei apresentar 3 alternativas. Indo da mais simples para a mais completa em recursos.

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-google-canvas-web-app-drawing-kolourpaint-gnome-kde-gtk-qt-ubuntu-flatpak-snap

Essa postagem não tem como objetivo indicar softwares para edição ou desenhos elaborados, soluções como: GIMP, Krita, Inkscape, entre outros são os indicados. Afinal, programas assim podem ser bem complexos para crianças e o objetivo é apenas rabiscar e se divertir, quem sabe despertar um Leonardo da Vinci ou Van Gogh (sem suas excentricidades, claro 😕😕😕).

Google Canvas


O Google Canvas vem sendo chamado por muitos sites, como o “Paint” da Google. Inclusive noticiamos na época de seu lançamento, no início do ano. A solução é online e sendo bem simples o seu funcionamento. Se busca por algo rápido e que não exija instalação, ele pode ser uma alternativa a se considerar. Mesmo possuindo pouquíssimas ferramentas, dependendo do perfil de quem for utilizar o programa, o Canvas é mais que suficiente.

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-google-canvas-web

Por ser online, conexão com a internet será requisito e uma conta Google. Acesse o Google Canvas por este link. Se ficou alguma dúvida, considere ler nossa postagem sobre o serviço.

Drawing


Pensado para ambiente o GNOME (mas pode ser utilizado nos demais), o Drawing possui alguns recursos à mais que o Google Canvas. Digamos que ele é o intermediário da nossa lista. O número de ferramentas e opções dão um pouco mais de autonomia, entretanto, nada tão complexo. Além de desenhar com a ferramenta, pequenas edições podem ser realizadas. O Drawing suporta imagens no formato PNG, JPEG e BMP.

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-app-drawing-gnome-kde-gtk-ubuntu-flatpak

O Drawing está disponível oficialmente via Flatpak no Flathub. Caso não tenha configurado em seu sistema o Flatpak, essa postagem tem todo procedimento. Se utiliza Ubuntu, este post ensina como habilitar o suporte a esse tipo de pacote na loja da distribuição (Software Ubuntu/Gnome Software), permitindo instalação do Drawing via interface gráfica (depois de adicionar o suporte, pesquise por “Drawing”, encontre a aplicação e efetue a instalação). No Linux Mint, basta pesquisar na loja pelo programa. Caso queira instalar via terminal, proceda assim:

Habilite o repositório do Flathub (se não tem configurado)

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instale o Drawing Flatpak via terminal:

flatpak install flathub com.github.maoschanz.drawing

Para desinstalar via terminal:

flatpak remove com.github.maoschanz.drawing/x86_64/stable

Kolourpaint


A última aplicação da lista é o Kolourpaint, talvez o mais completo do gênero. Possuindo até mais ferramentas que o próprio Microsoft Paint. Se quer mais opções e uma familiaridade com o app da Microsoft, o Kolourpaint é a opção certa. Para se ter uma noção, o programa suporta vários tipos de arquivos, como o formato do Adobe Photoshop (PSD) e do GIMP (XCF).

alternativa-linux-ms-microsoft-paint-app-kolourpaint-kde-gtk-qt-ubuntu-flatpak-snap

Você pode obter o Kolourpaint de várias formas. Pesquise normalmente na loja de sua distribuição e instale diretamente do repositório, ou via Flatpak ou Snap. Digamos que queira utilizar no formato Snap. Configure primeiramente o Snap em sua distribuição, conforme este artigo, lembrando que no Ubuntu não é necessário configurar e você encontrará normalmente na loja. Utilize estes comandos se a loja de sua distribuição não possui integração com os Snaps.

A versão Snap pode ser instalado por esse comando:

sudo snap install kolourpaint

Para remover o Kolourpaint Snap:

sudo snap remove kolourpaint

Outra opção é via Flatpak. Relembrando que será necessário ter o Flatpak configurado e o repositório do Flathub também. Além, de poder instalar via interface gráfica na Gnome Software. Caso não tenha configurado, na parte que abordei sobre o Drawing, demonstrei como proceder.

Instalação via Flatpak:

flatpak install flathub org.kde.kolourpaint

Remoção da aplicação Flatpak:

flatpak remove org.kde.kolourpaint/x86_64/stable

Essas são as 3 alternativas ao Microsoft Paint, se conhece alguma interessante compartilhe nos comentários ou em nosso fórum Diolinux Plus

Particularmente não me dou bem com esse tipo de aplicativo, acho que deu para notar nas imagens (😂😂😂). No entanto, quando instalei o Kolourpaint no pc de um usuário (com esse perfil, uma criança e tal...) o resultado foi super positivo. Já se você precisa criar artes mais elaboradas, utilize algum dos softwares que citei no início do artigo.

Acho que irei continuar no Inkscape + GIMP (😋😋😋), mas se alguém sentir a falta do Microsoft Paint, opção é o que não falta. Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Top 3 melhores apps de captura de tela no Linux

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sábado, 6 de julho de 2019

Há quem prefere simplesmente fazer uma captura de tela, entretanto, outros usuários querem mais. Tem horas que uma mera ilustração não resolve, e você terá que “desenhar” para que o outro não fique com dúvidas. Quase soa como aquele ditado “você quer que eu desenhe?”. Nesses momentos, uma ferramenta com mais recursos é uma boa solução.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Antes de apresentar meu top 3, quero deixar claro que não estou colocando em ordem de “o melhor para o pior”. Na realidade as 3 opções se parecem bastante, mesmo mudando sua forma de trabalho, o resultado será praticamente o mesmo.

Flameshot


O Flameshopt esbanja praticidade e facilidade em seu uso, inclusive temos um post dedicado a ele. Você poderá adicionar setas, formas geométricas, texto, ocultar informação, selecionar apenas o desejado, mudar as cores dos objetos inseridos e muito mais. Para instalar o Flameshot em sua distribuição, acesse o post que citei anteriormente. O Flameshot também está na maioria dos repositórios.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install flameshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install flameshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S flameshot

Ksnip


A vantagem do Ksnip sobre os outros desta lista é ser multiplataforma, assim, não importa se você está usando Linux, Windows ou macOS. Sua lógica de funcionamento é a mais peculiar. Ao invés de aplicar as alterações “em tempo real” durante a captura de tela, o programa primeiro faz a screenshot para depois dar a possibilidade de adições de elementos. Você pode baixar o Ksnip diretamente de seu Github. Para Linux existem 3 opções: DEB (Debian, Ubuntu e derivados), RPM (Fedora, openSUSE, etc) e o pacote em AppImage. Este último com a vantagem da portabilidade, sem a necessidade de instalação, além, de rodar em diversas distribuições. Caso não saiba como executar esse tipo de formato, acesse essa postagem.

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Deepin Screenshot


A próxima aplicação da lista, confesso que depois que passei a usar não consegui ficar sem, é o Deepin Screenshot. Uma ferramenta simples, mas bem completa. Também possui funcionalidades de: adição de formas geométricas, setas, blur, texto, seleção de área específica, etc. O Deepin Screenshot vem nativamente em sua distribuição de origem, como esperado, mas a aplicação encontra-se na maior parte das distribuições Linux. No caso do Ubuntu 18.04 e superior, Linux Mint 19 e superior, Fedora 30 e superior, por exemplo. Pesquise por “Deepin” na loja de seu sistema e verá o programa. 

captura-tela-linux-mac-windows-ksnip-flameshot-deepin-screenshot-foto-monitor-printscreen-captura-janela-appimage-deb-rpm-fedora-ubuntu-mint-arch-manjaro

Caso esteja no Ubuntu, Mint ou derivado, utilize o comando para instalar:

sudo apt install deepin-screenshot

Instalação no Fedora:

sudo dnf install deepin-screenshot

Instalação no Manjaro, Arch:

sudo pacman -S deepin-screenshot

Curiosamente as 3 aplicações são desenvolvidas em Qt, e fica ao seu critério qual utilizar. O Flameshot destaca-se na quantidade de opções e por adicionar um ícone na bandeja de seu sistema. Já o Ksnip é uma escolha perfeita para quem utiliza mais de um sistema e gostaria da mesma aplicação em ambos. Outro ponto, é sua forma peculiar de funcionamento. Podendo agradar a uns e outros não. Por fim, o Deepin Screenshot preza por simplicidade e tem a comodidade de estar na maioria dos repositórios oficiais. Claro, que com ambas as ferramentas você poderá criar capturas de telas mais elaboradas de forma prática. Os tutoriais que escrevo para o blog Diolinux são com o auxílio do Deepin Screenshot. Em eventuais manutenções ou auxílios, já cheguei utilizar a ferramenta.

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Player de música Elisa, minimalista, bonito e eficiente

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

A música sem sombras de dúvidas é uma parte essencial do meu ser, seja cantando ou apenas curtindo um bom som, ouvir música é algo que não posso ficar um dia sequer. Entre tantas alternativas de players, sempre testo diversos programas a “procura de um favorito”. Há pouco tempo abordei o Olivia, um player desenvolvido em Qt e hoje apresento-lhes: “Elisa”.

music-player-elisa-kde-música-linux-kubuntu-ubuntu-flatpak

Olivia, agora Elisa, quem será depois? Ofélia? Brincadeiras à parte é curiosa essa predileção por nomes femininos. Talvez sejam homenagens, sinceramente não sei.

Elisa


Elisa é um player de música desenvolvido pela Comunidade KDE, com perfeita integração com seu ecossistema, no entanto, podendo ser utilizado perfeitamente em outros ambientes. Em constante desenvolvimento o “tocador” recebe novas implementações corriqueiramente. Open Source o Elisa segue as diretrizes de design do KDE, e como o Olivia, também é feito em Qt. Seu foco pode ser resumido em alguns tópicos:

  • Ser fácil de configuração (idealmente não sendo necessário prévias configurações para utilizar o player);
  • Ser totalmente utilizável, mesmo offline (ou no modo privado);
  • Foco em satisfazer os objetivos dos seus usuários;
  • Foco em ser um player de música (o gerenciamento da biblioteca não é uma prioridade do desenvolvimento);
  • Ser livre o máximo possível de bugs (a estabilidade tem mais prioridade do que novos recursos);
  • Tem como alvos o ambiente KDE Plasma, outros ambientes Linux, Android e Windows.
  • Alavancar o UPnP e DLNA (padrões que visam normalizar a interoperabilidade de mídia, etc.).

Com um visual intuitivo o Elisa cumpre muito bem o seu objetivo, ser um player de música. Não me entenda mal, no entanto, alguns players incorporam tantas funcionalidades ou poluem sua interface que fica difícil a sua utilização. No Elisa tudo será simples e funcional. 

music-player-elisa-kde-música-linux-kubuntu-ubuntu-flatpak-interface-qtt

Você poderá ver suas músicas categorizadas em Álbuns, Artistas, Faixas, Gêneros ou navegar até os arquivos. Uma característica que prezo num player de música é que o mesmo não fique trocando as artes das capas dos álbuns (algo chato que ocorre no Deepin Music). Infelizmente a versão que estou utilizando, e testando em meu Ubuntu, não apresenta as capas dos artistas, apenas dos álbuns. Entretanto, o visual da aplicação me agrada e muito. Outra característica que me agradou foi a possibilidade de adição de múltiplos diretórios, e como estou organizando minhas faixas, tenho vários arquivos em locais distintos.

music-player-elisa-kde-música-linux-kubuntu-ubuntu-flatpak-reprodução

Instalando o Player de música Elisa


A Wiki da Comunidade do KDE demonstra como compilar o Elisa, no passado até procedia assim, mas você pode fazer de uma forma bem mais cômoda. Para isso será necessário possuir o Flatpak configurado em seu sistema. No Linux Mint o mesmo já vem por padrão, mas se utiliza Ubuntu ou outra distro (que o Flatpak não venha por default) você poderá utilizar esse simples passo-a-passo. Algo bem legal é a integração com a loja do Ubuntu com o Flatpak, isso você poderá configurar aqui. Agora você pode instalar pacotes Flatpaks, como no Linux Mint, via a loja. Pesquise por “Elisa” e instale o player. Para efetuar a instalação via terminal, utilize os comandos a seguir:

Este comando é para quem já tem o Flatpak configurado, porém, não adicionou o Flathub. O Elisa encontra-se neste repositório:

flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Agora iremos instalar o Elisa:

flatpak install flathub org.kde.elisa

Para executar via terminal (não é obrigatório, pois, o app aparecerá no menu de aplicações de seu sistema).

flatpak run org.kde.elisa

A remoção é através deste comando:

flatpak uninstall org.kde.elisa/x86_64/stable 

Conhecia o player de música Elisa? Depois de muitos meses voltei a experimentá-lo, recomendo essa aplicação. Também estou utilizando outro player, e quem sabe em breve apareça mais um post desta “série” (😁😁😁).

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Muitas novidades na versão beta do KDE Plasma 5.16

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Se existe um projeto que posso "tirar o chapéu" a cada novo lançamento é o KDE, não menosprezando os demais, entretanto os caras do KDE sempre estão implementando coisas novas. Ok! Às vezes me perco em meio a tanta configuração, mas é bem interessante ver essa gama de possibilidades e ferramental oferecido.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur

Em sua nova versão beta, o KDE Plasma 5.16, várias modificações e recursos foram adicionados ao Desktop Plasma 5. Muitos aspectos foram polidos e reescritos.

Como exemplo podemos citar o novo sistema de notificação, totalmente reescrito, o mesmo tem agregado funcionalidades bem úteis como: Modo não perturbe, histórico inteligente com agrupamento, notificações críticas de apps em tela cheia, aprimoramento na notificação de ações como transferências de arquivos, e muito mais.

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Outra novidade está nos widgets do Plasma, que foram refinados e agora trabalham com o código pensado em portabilidade, graças ao framework do Kirigami e Qt. Visando melhor experiência na utilização da interface para usuários.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur-widget

Além do widget de rede que passou a atualizar redes Wi-Fi de forma rápida e confiável, e ao clicar em qualquer rede a opção "Configurar" estará disponível.

kde-plasma-5.16-qt-kirigami-kwin-discover-interface-desktop-linux-DE-blur-widget-rede

A tela de login está bem mais atraente, ponto para os designers da interface.

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Não foi apenas o login que recebeu uma atenção visual. A aparência da "página" dos "Esquemas de cores", teve todo um redesign, contando com uma visualização de grades. E não ficou apenas nisso, agora é possível filtrar por cores claras ou escuras nos temas, arrastar e soltar para instalar os temas etc.

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Também foi adicionado o suporte inicial para o uso do Wayland com drivers proprietários Nvidia. Utilizando o Qt 5.13, vários problemas de uso com o Wayland foram removidos, como distorções nos gráficos ao desligar o computador. As janelas GTK aplicam corretamente o esquema de cores ativo e inativo, na nova versão. E o KWin traz um aprimoramento no Blur, sendo mais natural ao olhos humanos.

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Claro que o Discover, software para instalação de pacotes do KDE, não ficaria de fora. Foi adicionado melhor suporte para AppImages, um indicador de conclusão de tarefas, opção de forçar a saída durante os processos de instalação e atualização, o menu de fontes apresenta o versionamento de cada aplicativo de fonte diferente e em "Downloads" os pacotes têm seções distintas ("download" e "instalação"). Quando o item for instalado ele deixará de ser listado na exibição.

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Crie e envie seu wallpaper para ser o padrão do Plasma 5.16


Pela primeira vez, o papel de parede padrão do Plasma será decidido pela comunidade. Na verdade existirá um concurso na qual o vencedor terá esse mérito, além de receber um computador Slimbook One V2 (processador I5 + 8Gb de RAM). Interessados acessem a página da competição.

Quer saber como está o KDE Plasma 5.16? Então efetue o download da versão de testes do KDE Neon. O lançamento final será no dia 11 de Junho, e essa versão contará com 5 atualizações de manutenções até Setembro de 2019.

Caso queira ver todas as novidades contidas no KDE Plasma 5.16 beta, acesse a página oficial do projeto.

E você, utiliza KDE Plasma como interface principal? Que tal continuar esse assunto em nosso fórum.

Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎
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Novo Deepin 15.10 lançado usando tecnologia do KDE

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segunda-feira, 29 de abril de 2019


Quem conhece o meu projeto OSistemático, sabe que nutro um grande apreço pela distribuição, e mesmo depois de várias mudanças e decisões (que eu não concordo nem um pouco) a distro continua com um espacinho em meu peito.

A cada update o Deepin recebe mudanças, sejam elas visuais ou por debaixo do capô, e desta vez não foi diferente.

deepin15.10-deepin-debian-stable-unstable-kde-dde-qt-linux

Como de costume, uma nova atualização do Deepin, significa várias correções de bugs realizadas. E isso sempre é recorrente, conforme um novo lançamento. Irei pautar a seguir apenas as mudanças mais significativas, e caso queira ver a fundo as mudanças e correções de falhas no sistema, acesse o pronunciamento oficial do Deepin.

Deepin em uma base mais conservadora


O Debian é conhecido por ser o "sistema universal", que roda até em batata (😅😅😅), entretanto outra característica atribuída ao mesmo é a de grande estabilidade, isso por sua rigorosa política de empacotamento, atualizações e mudanças. E o Deepin é baseado no mesmo, no entanto as versões anteriores tinham como base o Debian Unstable, que é considerado menos estável, porém com pacotes não tão "congelados". Eis que a versão 15.10 do Deepin muda sua base para o Debian Stable, considerado a versão mais estável do sistema.

deepin15.10-deepin-debian-stable-unstable-kde-dde-qt-linux

E é isso que a equipe de desenvolvimento do Deepin espera, um sistema mais estável e seguro, que beba direto da fonte do famoso Debian Stable. Todavia essa mudança pode não agradar a todos os públicos (me incluo junto a esses ☝), afinal isso pode significar versões de bibliotecas e drivers mais antigas, e para um gamer, ter as últimas versões dos drivers no sistema é quase que uma lei.

Desde sua mudança de base do Ubuntu para o Debian, o Deepin perdeu algumas características interessantíssimas que o Ubuntu proporciona. Uma delas é a possibilidade da adição do PPA do Mesa Drivers e do PPA dos drivers da NVidia. Claro que você pode tentar instalar um "PPA no Debian" ou baixar a versão do driver direto do site da Nvidia no Deepin, mas como diria o grande "O Cara do TI", "isso vai ser um parto" (😂😁😂).

Novos recursos no DDE


A interface do Deepin recebeu novidades, e mudou algumas formas de uso, uma delas é a possibilidade de organizar a área de trabalho de forma, "quase que mágica".

Essa nova opção "mesclar automaticamente", agrupa os arquivos distribuídos na área de trabalho conforme seu tipo em pastas de nome: Documentos, Músicas, Imagens , Vídeos, Aplicativos e Outros. A inspiração é claramente feita em cima do recurso apresentado pela Apple no último macOS.

deepin15.10-deepin-debian-stable-unstable-kde-dde-qt-linux

Outra adição, foi o aprimoramento da sua barra lateral que agrupa opções. Desta vez a categoria em que agrupa os efeitos sonoros do sistema, recebeu vários "interruptores" em cada opção de som. Assim você pode escolher se determinado efeito sonoro será ativado ou não, isso vale para sons de inicialização, esvaziamento da lixeira, notificações do sistema, entre outros, assim como temos no ambiente gráfico Cinnamon.

deepin15.10-deepin-debian-stable-unstable-kde-dde-qt-linux-painel-som

Os wallpapers também receberam uma atenção, como esperado, a equipe do Deepin sempre tem um bom gosto para papéis de parede. Agora o sistema conta com a possibilidade de exibir um slide dos seus wallpapers, trocando em determinado tempo as imagens de fundo. Anteriormente era necessário uma aplicação de terceiros para tal comportamento ser reproduzido no sistema.

deepin15.10-deepin-debian-stable-unstable-kde-dde-qt-linux-slide-wallpaper


Novo gerenciador de janelas


Se você não sabe o que é um gerenciador de janelas, basicamente ele é quem "desenha" as janelas, adiciona os efeitos e tudo mais em que você vê em sua tela ("resumindo de forma muito resumida" 😋😋😋)

E o Deepin decidiu deixar seu antigo gerenciador de janelas o deepin-wm e fazer um fork do gerenciador de janelas do KDE Plasma o kWin. Podemos perceber que conforme o tempo passa, o Deepin se aproxima mais e mais do "lado Qt da força", e agora com seu novo gerenciador de janelas dde-kWin, o mesmo pretende ter um menor consumo de RAM e maior velocidade nas tarefas.

Contudo essa mudança de deepin-wm para dde-kWin, ocasionou em uma alteração em seu comportamento no multitask e desktops virtuais, tirando um pouco de sua beleza e organização. Caberá aos usuários do sistema adaptarem com essa nova forma de multitask e desktops virtuais.

deepin15.10-deepin-debian-stable-unstable-kde-dde-qt-linux-dde-kwin

O Deepin é um sistema que sempre esperamos um upgrade visual, e por sempre as expectativas estarem altas, alguns pontos podem lhe decepcionar e outros podem chamar a sua atenção, enfim, veja logo abaixo o vídeo promo do Deepin 15.10, com tal demonstração poderá ver na prática essas mudanças visuais.


Baixe a iso do Deepin 15.10 em seu site oficial.


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Até o próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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Temas GTK em aplicações Qt

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O nome do meu canal não se chama “OSistemático” à toa, quando o assunto é visual/design de uma aplicação ou sistema, sou bem criterioso, e aplicações em Qt costumam ter uma aparência diferenciada ao tema GTK do Ubuntu. Isso ocorre pois um utilitário não vem por padrão (em outras distros ele pode estar presente), seu nome é “QT5 Confguration Utility”, um software bem simples, mas que irá ajudar com seu ”toque”. 😂😂😂

tema-qt-gtk

Antes de tudo, isso não significa que todas as aplicações em Qt terão o tema padronizado com o seu em GTK, devemos instalar o programa e depois configurá-lo no sistema, como sempre você pode optar pelo modo terminal ou interface gráfica, fica ao seu gosto.

Na central de aplicativos da sua distro, procure por “qt5ct”, outro pacote importante e necessário é o “qt5-style-plugins”, caso não encontre o mesmo na loja, você pode utilizar o gerenciador de pacotes Synaptic e efetuar a instalação de ambos.

gerenciador-synaptic

Caso opte efetuar a instalação via terminal, utilize os seguintes comandos:

sudo apt install qt5ct qt5-style-plugins

Configurações necessárias 


Após instalar o programa devemos adicionar variáveis de ambiente no arquivo “/etc/environment”. Num terminal, abra com seu editor de notas favorito o documento, substituindo o nome do aplicativo pelo seu.

No Ubuntu utilizei o Gedit.

sudo gedit /etc/environment

No final do arquivo adicione os seguintes parâmetros:

export QT_QPA_PLATFORMTHEME=qt5ct
export QT_AUTO_SCREEN_SCALE_FACTOR=0

variavel-sistema-qt-temas

Salve o arquivo e reinicie o sistema.

“Mãos na massa”


Agora sim, iremos pôr as mãos na massa e deixar os apps em Qt, parecidos com nosso tema em GTK. Abra o programa QT Settings, que apareceu em seu menu de aplicativos ou no terminal digite o comando:

qt5ct

Na aba “Appearance”, opção “Style”, selecione no combobox “gtk2”, e logo abaixo na opção “Palette” deixe marcado o checkbox “Default”.

qt5-configuration-appearance

Siga para segunda aba, “Fonts”, você poderá deixar na mesma fonte do seu sistema ou uma personalizada. Como referência as fontes padrões no Mint são: “Noto Sans Regular 9” e “Monospace Regular 10”, já no Ubuntu são: “Ubuntu Regular 11” e “Ubuntu Mono Regular 13”.

qt5-configuration-fonts

Outra opção na terceira aba “Icon Theme”, são os ícones listados em seu sistema, as demais abas não recomendo mexer. Clique em “Apply” (Aplicar) e veja os resultados.

qt5-configuration-icon-theme

Para exemplificar a mudança veja as duas aplicações em Qt, VLC Player e VirtualBox, num antes e depois.

VLC Player antes


vlcplayer-qt

VLC Player depois


vlcplayer-qt5-gtk

VirtualBox antes


virtualbox-qt5

VirtualBox depois


virtualbox-qt5-gtk

Espero que com tais mudanças a harmonia visual de sua distro fique ainda melhor. Vale testar com seus temas e aplicações em QT, para ver o resultado final.

Espero vocês no próximo post, SISTEMATICAMENTE! 😎

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