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Kisak PPA: Uma ótima opção para o Mesa Driver no Ubuntu

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Conheça o “kisak-mesa”, um PPA do Mesa Driver mantido por um desenvolvedor afiliado à Valve que pode ser uma excelente alternativa aos velhos conhecidos Padoka e Oibaf.

kisak-ppa-alternativa-ao-mesa-driver-no-ubuntu-debian-e-derivados

Recentemente fizemos um artigo apresentando a vocês opções de PPAs para o Mesa Driver, e como utilizá-los no Ubuntu e seus derivados. Foi na sessão de comentários do referido artigo recebemos uma sugestão do nosso amigo Esdras sobre o Kisak PPA, que após ter testado, cheguei a conclusão de que é uma opção tão boa quanto, ou talvez até melhor que os PPAs Padoka e Oibaf.

As Diferenças


As diferenças entre o Padoka Stable, Padoka Unstable e Oibaf já foram abordadas no artigo anterior, por isso neste artigo me limitarei a falar sobre o diferencial do Kisak PPA.

Tratando-se do Mesa Driver, bem como da grande maioria dos softwares, o melhor é sempre utilizar uma versão do mesmo que não seja muito antiga, mas também que não seja muito nova. Versões muito recentes dos softwares, também conhecidas como “bleeding edge” ou “unstable” tem o lado positivo de trazerem sempre as últimas atualizações e recursos dos mesmos, mas tem também o lado negativo de não terem sido muito testadas e tendem a apresentar mais bugs.

Padoka e Oibaf


Dito isso, no momento em que estou escrevendo este artigo o Padoka Stable traz a versão 19.2 do Mesa Driver, que não chega a ser uma versão velha, é a mesma que está presente por padrão no Ubuntu 19.10 e Fedora 31. O Mesa 19.2 é uma versão estável, mas não traz algumas novidades importantes como o compilador de shaders ACO, e o Vulkan Overlay Layer. Isso faz com que o Padoka Stable seja uma excelente opção para usuários de distros com pacotes um pouco mais antigos, como o Ubuntu 18.04 LTS que não buscam por essas novas funcionalidades, não fazendo sentido utilizá-lo em distros com pacotes mais atuais, como o Fedora 31 ou Ubuntu 19.10.

Tanto o Padoka Unstable quanto o Oibaf encontram-se com o Mesa na versão 20.0, que é justamente a versão mais atual do software. É a versão que traz todas as novidades, mas também é aquela que mais tem chances de apresentar algum bug. Sendo assim, eu diria que é uma boa escolha para se utilizar para fins de testes, em máquinas que não são utilizadas para produção, e em casos nos quais o usuário não irá ser muito prejudicado caso alguma coisa “quebre”.

Kisak PPA


Por fim temos o kisak-mesa, que é mantido por um desenvolvedor afiliado à Valve, e moderador do Github da mesma. O Kisak PPA traz o Mesa Driver na versão 19.3, que traz várias melhorias que não estão presentes no 19.2, ao mesmo tempo não sendo tão “bleeding edge” quanto a versão 20.0. Sendo assim uma excelente opção para usuários de qualquer distro atual, já que é capaz de fornecer uma versão mais atual do Mesa Driver, ao mesmo tempo não sendo tão “bleeding edge”.

Atualmente o Kisak PPA suporta o Ubuntu nas versões 18.04.3 LTS, 19.04 e 19.10.

Como instalar?


O procedimento de utilização do Kisak PPA é o mesmo de qualquer outro PPA. Caso você não conheça esse procedimento, temos um artigo que lhes mostra como instalar PPAs no Ubuntu sem o uso do terminal.

Para instalar o Kisak PPA simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal.

Ubuntu e derivados:

sudo apt-add-repository ppa:kisak/kisak-mesa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

KDE Neon:

sudo apt-add-repository ppa:kisak/kisak-mesa -y && pkcon update

Agora é recomendável que você reinicie o seu sistema, e pronto!

Para checar qual é a versão do Mesa Driver que você está utilizando no momento, copie e cole o comando abaixo, e observe conforme na imagem a seguir:

glxinfo | grep OpenGL

Descobrindo a versão em uso do Mesa Driver utilizando o comando "glxinfo | grep OpenGL".
Obs.: PPAs são repositórios que podem ser criados e mantidos por qualquer pessoa que tenha o conhecimento necessário para fazê-lo. Nós do Diolinux não garantimos o funcionamento de qualquer PPA. Use por sua conta e risco!

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Novo tema para o Ubuntu 20.04 está em desenvolvimento

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Desde que mudou do Unity para o GNOME, a equipe do Ubuntu vem aprimorando o tema do sistema para ficar o mais harmonioso possível. Isso vem acontecendo desde o Ubuntu 18.10 com o tema Yaru, antes chamado de Ubuntu Community Theme.

Novo tema para o Ubuntu 20.04 está em desenvolvimento






O anúncio dos novos ares para o Yaru veio através de um post no blog oficial do Ubuntu, onde o líder do projeto Martin Wimpress comentou como é importante ter uma identidade visual para sistema. Ele comentou que a equipe do Yaru se reuniu em Londres, com o pessoal de design da Canonical e do Ubuntu Desktop para traçar o como seria essa nova identidade visual do sistema.



Também foi comentado que o Yaru está disponível para os usuários do Fedora e Arch. O Pop!_OS também foi citado, em que o seu tema foi baseado no Yaru. Outro ponto interessante mencionado por Wimpress, foi que eles receberam pedidos para “portarem” o Yaru para as outras flavours do Ubuntu, como também para o Linux Mint e Manjaro.

Um detalhe bastante interessante apresentado por ele, é que os botões de seleção, opção (check-boxes) e os switches (similar a um botão de ligar/desligar), vão deixar de serem na cor verde e ir para uma tonalidade de roxo (berinjela), como você pode ver na imagem abaixo.




Ele também tocou no assunto de que muitos colaboradores para o GNOME/GTK não utilizam o Ubuntu como base. Isso foi “percebido” na  GUADEC e na Linux Application Summit, em que os colaboradores desejam que os seus apps funcionem corretamente para os usuários Ubuntu, sem ter a necessidade de fazer dual boot ou “subir” uma VM para isso. Com esse feedback, para facilitar a integração, vai ser disponibilizado em flatpak um complemento do tema Yaru já presentes nos arquivos do Fedora e no AUR do Arch Linux. Para minimizar mais ainda alguma inconsistência em relação ao tema Yaru, ele foi alinhado ao upstream do Adwaita (tema base) no ano de 2019. Sendo introduzida as ações no GitHub, o Yaru vai receber automaticamente as novidades, correções e afins do Adwaita, reduzindo assim o tempo entre “sair” em um projeto e ser “habilitado” no outro.

Agora uma novidade que virá com o tema Yaru, é a variação em relação ao shell do sistema, como a barra superior, balões de notificações e afins. Vão ser 3 opções, uma Light (totalmente clara), uma Standard (barra dark mas o interior da janela branca) e uma totalmente Dark. Os desenvolvedores estão investigando como fazer essa troca sem precisar do logoff.


Por final, eles estão “experimentando” ícones alternativos para se adequarem aos temas light e dark que virão.




Para ver o post completo, você pode acessá-lo aqui.

Muito legal ver que o pessoal do Ubuntu Desktop está preocupado em dar novamente uma identidade visual ao sistema operacional, coisa que ficou marcante nos anos 2010 /2012 quando o Unity era a cara do Ubuntu, querendo resgatar agora e parece que estão conseguindo.

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Ubuntu 19.04 chega ao fim do seu ciclo de vida ainda este mês, atualize já!

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A excelente versão 19.04 do Ubuntu está chegando ao fim da sua vida útil ainda neste mês. Se você estiver utilizando essa versão do sistema, não perca tempo e faça já a atualização para o Ubuntu 19.10!

ubuntu-19.04-chega-ao-fim-do-seu-ciclo-de-vida-ainda-este-mes-atualize-ja

A versão 19.04 do Ubuntu trouxe muitas melhorias, comparadas as suas antecessoras, foi sem dúvidas a melhor versão do sistema lançada desde o abandono do Unity, até então. A superioridade do sistema em comparação a LTS 18.04 fez com que um grande número de usuários o adotasse como sistema principal, mas algum dia tudo tem seu fim.

O Ubuntu possui dois tipos principais de lançamentos, sendo as versões LTS, que possuem um suporte de cinco anos e são lançadas a cada dois anos. E as versões intermediárias, que possuem um suporte de nove meses e são lançadas a cada seis meses nos espaços de tempo entre as versões LTS.

O Ubuntu 19.04, apesar de ser uma versão excelente, é uma versão intermediária, tendo o seu suporte prestes à acabar no próximo dia 23 (Janeiro/2020).

Mas o quê significa o fim do suporte? O meu sistema vai parar de funcionar?


O sistema continuará funcionando normalmente, mas nenhum tipo de atualização será lançada para a versão a partir desta data. Sem atualizações, principalmente as de segurança, o sistema se torna cada dia mais vulnerável, e as chances de ocorrerem bugs e até mesmo de sofrer ataques de softwares maliciosos se tornam cada vez maiores.

Utilizar um sistema que já tenha passado o seu tempo de suporte não é recomendado em hipótese alguma, por isso o mais indicado a fazer é atualizar o seu sistema para a versão seguinte, que neste caso é a 19.10 ou então fazer uma instalação limpa do Ubuntu ou outro sistema da sua escolha.

Como atualizar para a próxima versão?


Já fizemos um artigo aqui no blog com várias dicas sobre o quê fazer depois de instalar o Ubuntu 19.10, e uma dessas dicas é justamente como fazer a atualização a partir do 19.04.

O nosso artigo de lançamento da versão 19.10 também é uma ótima pedida para quem está para chegar agora na nova versão do Ubuntu.

O Ubuntu 20.04 LTS está chegando em Abril deste ano, com mais cinco anos de suporte e várias melhorias, e outra grande vantagem de se estar utilizando a versão 19.10 é que será possível realizar uma atualização para a nova LTS, não sendo necessário formatar a máquina e realizar uma instalação limpa.

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KDE Community quer facilitar a vinda dos usuários do Windows 7 ao Linux

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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Como noticiamos no começo do ano passado (2019), o Windows 7 ou “Seven” para alguns, estaria deixando de ter suporte estendido em 2020, assim o tornando muito vulnerável a ataques não sendo mais seguro usá-lo. Bom o KDE quer ajudar trazendo os usuários ao mundo do pinguim.

KDE Community quer facilitar a vinda dos usuários do Windows 7 ao Linux






Em seu blog, o projeto KDE usa a seguinte chamada “Plasma: um lugar seguro para os refugiados do Windows 7” ou em inglês “Plasma: A Safe Haven for Windows 7 Refugees”. No post, eles salientam a data final do suporte da MS ao Windows 7, que será no dia 14 de janeiro de 2020.


Ainda neste post, eles comentam das vulnerabilidades de ainda continuar usando o Windows 7. Também comentam que atualmente o Windows detém cerca de 77% do marketshare global dos desktops e que destes 77%, quase 30% ainda usam o Windows 7. Algumas pessoas já estão migrando as suas máquinas para o Windows 10, que é recomendado pela Microsoft, mas tem outras que não querem essa mudanças por N motivos, que não vamos detalhar aqui 😅.

Eles também incentivam que as pessoas ajudem a trazer os seus amigos, familiares, colegas de classe e conhecidos. Segundo o pessoal do KDE, “Mesmo se você convencer apenas uma pessoa a fazer a transição para qualquer sistema baseado em Linux, você terá feito algo valioso e ajudado o movimento FLOSS.”, que não deixa de ser verdade 😀. Se você quiser contribuir com ideias e afins para o KDE, pode fazer através deste link, basta ter um KDE Identity, mas se não tiver, basta fazer um aqui.

No vídeo abaixo, o pessoal do KDE mostra o por que de fazer o update do Windows 7 para alguma distro Linux, que no caso do vídeo está usando o KDE Plasma com a base Ubuntu.


A modificação foi feita por Dominic Hayes, criador do Feren OS. Ele usou os seguintes elementos para isso:

● Tema do Plasma: Seven Black;
● Decoração das Janelas: Seven Black;
● Application Style: Gtk2;
● Tema GTK: Windows Se7en by Elbullazul;
● Ícones: Darkine;
● Cores: Breeze Light;
● Cursores: DMZ White;
● Splash Screen: Feren OS;
● Painel: 38 height;
● Widgets: Default Apps Menu, I-O Task Manager, Stock System Tray, Feren Calendar or Event Calendar, Win7 Show Desktop.

Para conferir o post completo do pessoal do KDE, basta acessá-lo aqui. Também teve um tweet deles comentando sobre.

Muito bom ver esse tipo de iniciativa da comunidade Linux, em querer ajudar os novos usuários vindos de outro sistema operacional e assim deixá-lo o mais confortável possível para usar o novo sistema. Espero que mais projetos e pessoas de dentro da comunidade façam isso, vai ser muito bom essa atitude 😀.

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Instale a última versão do Mesa Driver no Fedora, Ubuntu e derivados

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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Manter o Mesa Driver em uma versão mais atualizada pode dar ao usuário acesso a novas funcionalidades, melhor compatibilidade, e em alguns casos até melhorias de desempenho em jogos e aplicações 3D, o que pode ser um excelente negócio, especialmente para usuários de GPUs AMD, e APUs Intel.


Por possuírem lançamentos fixos (point release) e um grande foco em estabilidade, distribuições como o Linux Mint, as versões LTS do Ubuntu, e outras distros que são baseadas nela, com o tempo acabam ficando com certos softwares em versões relativamente antigas. Para contornar tal característica nessas distros é bastante comum utilizarmos os PPAs (Personal Packages Archives), que como o próprio nome já diz são repositórios pessoais nos quais qualquer usuário com o devido conhecimento pode manter e distribuir pacotes próprios ou de terceiros.

A versão mais atual do Ubuntu, a 19.10, bem como o Fedora 31 fazem uso do Mesa Driver na versão 19.2. Já a versão 18.04 LTS do Ubuntu está utilizando o Mesa 18.0, e o Linux Mint 19.3 utiliza o Mesa Driver 19.0. Todavia, a versão estável mais recente do Mesa atualmente é a 19.3, que não está presente em nenhuma dessas distros, e pode ser uma versão muito interessante para usuários de chips gráficos Intel e AMD.

O Mesa Driver 19.3 trouxe melhorias de compatibilidade importantes para proprietários de GPUs Navi da AMD, e CPUs Intel da microarquitetura “Tiger Lake”. Essa também é a primeira versão a trazer por padrão o compilador de shaders ACO, desenvolvido pela Valve, e também o software de monitoramento de hardware em jogos, o Mesa Vulkan Overlay. Já cobrimos todas essas novidades e várias outras no post de lançamento do Mesa Driver 19.3.

Agora mostrarei a vocês como manter os drivers atualizados no Ubuntu, derivados do Ubuntu e Fedora. Para o Ubuntu e derivados temos três PPAs diferentes que podemos utilizar. São eles o Padoka nas versões de teste e estável, e também o Oibaf PPA. Já para o Fedora 31 utilizaremos um repositório copr, que de forma simplificada, são como os PPAs, só que para o Fedora.

Como instalar no Ubuntu e derivados?


Caso você esteja utilizando o Elementary OS, antes de adicionar qualquer PPA será necessário instalar o pacote “software-properties-common”, o que pode ser feito com o comando abaixo:

sudo apt install software-properties-common

Padoka Stable


A versão estável do PPA do Padoka, que atualmente conta com o mesa na versão 19.0, é uma excelente escolha especialmente para usuários da versão LTS do Ubuntu que não querem se arriscar em instalar uma versão de testes. O “Padoka Stable” também é o PPA recomendado pela Valve na Wiki oficial do Proton. Para instalar o “Padoka Stable” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/pkppa -y && pkcon update

Padoka Unstable


A versão “Unstable” do PPA do Padoka conta com o Mesa na versão 20.0, e é compatível com as versões 18.04 LTS e 19.10 do Ubuntu, bem como com as distros derivadas dessas versões. Essa é a versão mais atualizada do Mesa Driver disponível atualmente, e conta com todas as mais recentes novidades implementadas pelos desenvolvedores. Todavia, essa também é uma versão de testes, e não é recomendado o seu uso caso você esteja procurando por estabilidade. É perfeitamente possível que você jamais tenha qualquer problema ao utilizar tal versão, que inclusive é a que eu utilizo. Mas como o próprio nome já diz, é uma versão “Unstable”. Então use por sua conta e risco.

Para instalar o “Padoka Unstable” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/mesa -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:paulo-miguel-dias/mesa -y && pkcon update

Oibaf PPA


O Oibaf PPA é o repositório no qual o “Padoka Unstable” é baseado, e também traz a versão mais recente do Mesa Driver, que atualmente é a 20.0. Por ser uma versão “unstable”, todas os avisos citados anteriormente sobre o “Padoka Unstable” também se aplicam ao Oibaf PPA. Como diferencial, o Oibaf é compatível com um número maior de versões do Ubuntu, sendo elas a 18.04, 18.10, 19.04 e 19.10.

Para instalar o “Oibaf PPA” simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal:

sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers -y && sudo apt update && sudo apt upgrade -y

Para o KDE Neon o comando é o seguinte:

sudo apt-add-repository ppa:oibaf/graphics-drivers -y && pkcon update

Como instalar no Fedora 31?


No Fedora 31 utilizaremos o repositório “che/mesa”, que também conta com o Mesa Driver na versão 20.0. Sendo assim, todas os avisos citados anteriormente sobre o “Padoka Unstable” e o “Oibaf PPA” também se aplicam ao “che/mesa”.

Para atualizar o Mesa Driver para a versão 20.0 através do “che/mesa”, primeiro abra o editor de texto da sua preferência em modo de superusuário. Para fazê-lo, abra o terminal e digite “sudo NomeDoEditorDeTexto”. Por exemplo, se você estiver utilizando o GNOME Shell, o editor de texto padrão é o Gedit. Nesse caso, o comando é “sudo gedit”.

Feito isso, acesse a página oficial do repositório che/mesa, e conforme mostrado na imagem abaixo copie o conteúdo da primeira caixa de texto, cole dentro do editor de texto que você abriu como “root”, e salve o arquivo no diretório “/etc/yum.repos.d/” com o nome de “che-llvm.repo”.

Por fim, novamente abra o editor de texto em modo “root”, cole dentro dele o conteúdo da segunda caixa de texto, e salve no mesmo diretório “/etc/yum.repos.d/” com o nome de “che-mesa.repo".

Agora é só atualizar o seu sistema através da loja de aplicativos, ou com o comando abaixo:

sudo dnf update -y

Pronto! Após ter atualizado o Mesa Driver através do procedimento de sua preferência, é só reiniciar o sistema e aproveitar as novas funcionalidades. Mas lembre-se: se você não está tendo problemas, e não está precisando de nenhuma das novas funcionalidades, a melhor escolha é sempre manter a versão que está instalada no seu sistema por padrão. Como diz o ditado: “Em time que está ganhando não se mexe”.

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Isso é tudo, e FELIZ NATAL! 🎄🎅😃


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GNOME 3.36 vai trazer melhoras na trocas de GPUs em notebooks híbridos

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sábado, 14 de dezembro de 2019

2019 foi realmente um ano bem positivo para os usuários de notebooks híbridos, equipamentos esses que possuem duas placas de vídeo, uma do processador (iGPU) geralmente sendo da Intel e uma dedicada (dGPU) que em sua maioria é da NVIDIA.

GNOME 3.36 vai trazer melhoras na trocas de GPUs em notebooks híbridos






Primeiro começou com a notícia de que o Ubuntu 19.04 lhe daria a possibilidade de instalar o driver da NVIDIA já na formatação, baixando o driver e instalando ele. Depois veio que o Ubuntu 19.10 viria com o driver já incluso na ISO, assim facilitando a instalação offline. Por último, foi o Ubuntu 18.04.3 LTS incluindo os drivers também.

Depois, vimos a NVIDIA disponibilizar uma gama muito grande da sua documentação e assim facilitando a vida dos desenvolvedores do driver open source Nouveau. A matéria completa sobre esse marco, você pode conferir aqui.

Logo em seguida os desenvolvedores da NVIDIA trabalharam em cima do PRIME, tecnologia essa que permite o usuário usar a dGPU NVIDIA somente em alguns casos, como nos jogos, programas de renderização, no OBS Studio e por aí vai. Também fizemos uma cobertura “chuchu beleza” e você pode conferir através deste link.

Há 5 dias, segunda-feira dia 9 de dezembro de 2019, a NVIDIA lançou em seu site, que na GPU Technology Conference 2020 ela vai participar de uma palestra sobre “Open Source, Linux Kernel, and NVIDIA”, apresentada pelo principal engenheiro de software da NVIDIA, John Hubbard. A matéria completa você pode conferir aqui.

Agora, nos 40 minutos do 2º Tempo, mais uma ótima notícia vem para os usuários de notebooks híbridos, e vem do pessoal do Gnome. O desenvolvedor Bastien Nocera fez um post em seu blog, sobre as melhorias e novidades que virão no Gnome 3.36 e no Linux Fedora, para quem precisa fazer o “switching” (troca) entre as GPUs. 

Ele comenta que a possibilidade de clicar com o botão direito em cima de algum programa e mandar rodar com a dGPU já existia mas não funcionava com o driver proprietário da NVIDIA. Isso está prestes a mudar. Segundo Bastien, a solução que existia e feita por ele, tinha muitos erros no código de detecção, o switcheroo-control.




Segundo ele, o erro se dava porque para fazer essa troca, era necessário usar o vga_switcheroo no kernel, e o driver da NVIDIA não tinha. Além disso, o Gnome Shell esperava o conjunto do Mesa OpenGL, aí não conseguia dar certo.

Mas agora ele atualizou o código e vai ser possível usar a dGPU com os drivers proprietários da NVIDIA com todas as variáveis necessárias para que se possa abrir o app com a GPU dedicada.

Para o pessoal do KDE, ele recomenda que usem a API D-Bus para fazer a implementação. O post você pode conferir aqui.

Isso me deixa extremamente animado para o ano de 2020, pois pelos indícios que estamos acompanhando, será um ano muito bom para o pessoal das híbridas (eu estou incluso nisso 😁✌) em que finalmente poderemos sair do calvário 😁😂, e também será interessante para quem quiser jogar, porque além dos drivers, o Ubuntu e mais algumas distros vão começar a entregar o gamemode da Feral Interactive já embutido, vide o caso do ZorinOS 15.1. Isso é muito animador. 

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Ubuntu Cinnamon Remix quer ser o concorrente do Linux Mint

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Recentemente tivemos o anúncio do Ubuntu Cinnamon Remix, uma distribuição que usa o Ubuntu como base (19.10), mas traz o ambiente gráfico Cinnamon (o mesmo do Linux Mint) para os usuários, vamos conhecer um pouco melhor o projeto?

ubuntu-cinnamon-remix-logo

A distribuição/remasterização é origem de um projeto de ItzSwirlz, que realmente não é uma pessoa muito fácil de achar informações na internet. Posso estar enganado, mas pela pesquisa que pude fazer, me parece ser um jovem entusiasta de tecnologia.

O Ubuntu Cinnamon Remix


Esta é uma versão NÃO OFICIAL do Ubuntu, e não faz parte, atualmente, do conjunto de flavors apoiadas diretamente pela Canonical, se trata de um projeto comunitário, com algumas poucas pessoas envolvidas até o momento.

Ubuntu Cinnamon Remix Menu

A distribuição é construída com uma série de ferramentas e recursos desenvolvidos por terceiros, caracterizando "a clássica" remasterização. Temos como base o Ubuntu 19.10 Eon Ermine, que traz consigo o Kernel 5.3, e utilizando o repositório backports ativo (o que não é a melhor das ideias), a distro nos traz o Cinnamon Desktop 4.0.x. O problema de usar o backports em prol de um pacote, é que durante as atualizações, outros pacotes também podem receber upgrades instáveis.

A versão mais recente do Cinnamon é a 4.4.x, e será disponibilizada juntamente com o Linux Mint 19.3, o Linux Mint 19.2, ainda usa o 4.2, que mesmo assim é mais recente.

Várias aplicações desenvolvidas pela equipe do Linux Mint para o Cinnamon não fazem parte do Ubuntu Cinnamon Remix, como os XApps, o gerenciador de atualizações, gerenciador de drivers, gerenciadores de repositórios, loja de aplicativos, entre outros, sendo substituídos por contrapartes equivalentes, como o "Atril" para documentos e o "Pluma", para arquivos de texto, (que curiosamente também são desenvolvidos em parte pela equipe do Mint, para o ambiente MATE), com a GNOME Software como loja de aplicativos e o software "Programas e atualizações", tradicional do Ubuntu, fazendo o papel de gerenciador de repositórios e drivers.

Confira o vídeo do canal com mais detalhes sobre a distro:


Poucos elementos do Ubuntu Cinnamon Remix são empacotados pelo(s) desenvolvedor(es), o sistema possui um repositório PPA próprio, onde podemos encontrar os seguintes pacotes:

- blueberry
- calamares-settings-ubuntu
- kimmo-gtk-theme
- kimmo-icon-theme
- ubuntucinnamon-environment
- ubuntucinnamon-meta
- ubuntucinnamon-wallpapers


A maior parte do tempo ciclo parece ter sido gasto na mudança do tema e adição de papéis de parede (eu sei o que você está pensando 😎), no entanto existem promessas para a versão 20.04 LTS, que não me parecem tão promissoras, nesta nota de lançamento no Google Docs.

Atualmente o site da distro ainda está sob construção, possuindo apenas um grupo no Telegram para discussões.

Será que é um projeto com futuro?


Quem me conhece sabe que eu não gosto de desdenhar de projetos de código aberto, só porque eles não são como EU imagino que deveriam ser, especialmente quando as pessoas estão apenas começando e aprendendo a fazer muitas coisas, criando boas práticas. Dito isso, é possível que essa distribuição evolua e se torne uma flavor oficial do Ubuntu, assim como aconteceu com o "Ubuntu Budgie Remix", outrora uma derivação não oficial, que agora se tornou canônica, sendo chamada apenas de "Ubuntu Budgie", no entanto, a primeira impressão que tive com o sistema não foi positiva.

Sinta-se à vontade para compartilhar os seus pensamentos. Do meu ponto de vista, é basicamente uma montagem de um ambiente gráfico sobre uma base, com um gosto duvidoso para design,  ícones diferentes e papéis de parede, entretanto, de forma geral, as principais distros baseadas no Ubuntu, acabam tendo esse viés, elas são o Ubuntu, com uma interface gráfica diferente por cima, então, por que não um Ubuntu Cinnamon?

De fato, esse é um bom ponto, mas o Linux Mint não é exatamente isso? Os desenvolvedores do Linux Mint são os principais responsáveis pelo desenvolvimento do Cinnamon, a integração com outras ferramentas, em muitos casos superiores do que as contrapartes do Ubuntu, não o tornaria mais atrativo do que o Cinnamon Remix?

Ao contrário do Ubuntu Budgie, que não tinha nenhuma outra distro com o Budgie Desktop base Ubuntu como concorrente, o Ubuntu Cinnamon Remix tem uma das mais populares distribuições Linux da atualidade (Linux Mint) como seu comparativo direto inevitável. 

Reparei que alguns nomes conhecidos da Canonical se aproximaram do projeto, como o líder atual da divisão Desktop, Martin Wimpress, e Alan Pope, reconhecido pelos Snaps especialmente, na intenção de dar dicas e apontar algumas direções para tornar o sistema digno de fazer parte das flavors oficiais em algum momento no futuro, o que deve levar ainda alguns ciclos ao menos, creio eu.

Atualmente você pode "fabricar" o seu Ubuntu Cinnamon Remix facilmente, abra o terminal do seu Ubuntu 19.10 GNOME e rode estes comandos:
sudo apt install cinnamon-desktop nemo
Na tela de login, no ícone de engrenagem, você pode trocar a sua interface. O Ubuntu Cinnamon Remix vem também com uma seleção de software ligeiramente diferente do Ubuntu com GNOME, então pode pode instalar os softwares que desejar, e remover os indesejados, se quiser usar o tema do Cinnamon Remix, basta baixar aqui.

Existem alguns outros pequenos ajustes que poderiam ser feitos, como instalar o LightDM, mas a grosso modo, o Ubuntu Cinnamon Remix é apenas isso.

Eu usaria o Ubuntu Cinnamon Remix?


No momento de desenvolvimento atual, eu não vejo o menor sentido em usar esta distribuição, ela não entregada nada que o Linux Mint não entregue, e na minha opinião, ainda fica devendo coisas. 

Apesar dessa posição, confesso que acho interessante que exista uma flavor do Ubuntu com Cinnamon, talvez dessa forma mais pessoas se envolvam com o projeto e tenhamos mais apoio ao desenvolvimento dessa interface que eu acho tão bacana.  Neste momento, aliás, eu acho que as únicas pessoas que deveriam utilizar de fato a distro são os que querem ajudar ativamente em seu desenvolvimento, reportar bugs e coisas do tipo; não é uma distro recomendada para ser usada em produção.

O Cinnamon tem esse potencial de ser fácil de utilizar para pessoas que vem do Windows, o que é uma coisa sempre interessante, e no mundo open source não tem muito essa de "não é útil para muita gente, então não faça", porque no fim das contas, basta ser útil, divertido ou interessante, para quem está fazendo, e mais ninguém. 

Lembra quando o seu computador servia para fazer o que você queria? Então... :)

Ainda assim, a menos que algo super interessante e revolucionário seja apresentado, não vejo as pessoas deixando o Linux Mint pelo Ubuntu Cinnamon Remix, especialmente sem ele se tornar uma flavor oficial, talvez com o tempo e amadurecimento do projeto, e dos desenvolvedores, as coisas mudem. Possivelmente existam pessoas que queiram usar o Cinnamon com base Ubuntu, sem ser no Linux Mint, e serão estes os possíveis usuários desta distro, só não creio que seja uma grande massa de usuários.

Quais são as suas apostas?


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Veja algumas das novidades que podem chegar ao Ubuntu 20.04

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domingo, 8 de dezembro de 2019

Cerca de 2 meses atrás, em outubro deste ano (2019), foi anunciado a data, o codinome e alguns detalhes do Ubuntu 20.04 LTS Focal Fossa, que você pode conferir a nossa cobertura neste post.

Veja algumas das novidades que podem chegar ao Ubuntu 20.04





Desde o anúncio, ficamos especulando o que poderia vir nessa nova versão LTS do Ubuntu e o que poderíamos esperar dela. Bom, se formos nos basear no Trello do projeto, podemos esperar muitas novidades vindo por aí.

Algumas coisas são bem interessantes, e se vierem mesmo, vai ser um salto gigantesco em relação ao suporte em vários aspectos. Alguns pontos que podemos destacar são:

● Contínua melhora da performance do Gnome Shell, em relação aos stutterings e perdas de frames;

● Inclusão do GameMode da Feral Interactive junto na ISO do Ubuntu, possibilitando assim otimizações do sistema para jogos;

● Melhorar o driver para impressão digital (fingerprint), esse a pedido de uma empresa OEM que não foi divulgada;

● Reativar o suporte ao NVENC no Ubuntu dentro do binário do FFmpeg, que estava desativado desde a versão 18.10 por causa de compatibilidades de licenças. O NVENC é essencial para quem tem GPUs da NVIDIA.

● A versão nova do Plymouth tem um novo binário incluso do  plymouth-theme-spinner, habilitando assim a possibilidade de usar o logo na hora do boot, como outras distros já fazem, como por exemplo o Fedora;

● Continuação do trabalho no suporte do ZFS/Zsys no sistema.

Para conferir todas as opções que podem vir ou estão no roadmap, você pode conferir no Trello deles.

Creio que se todas essas novidades vierem para a versão 20.04 do Ubuntu, realmente será uma das melhoras já feita. Pois vai dar um enfoque a mais em quem precisa de processamento gráfico, principalmente para quem usa NVIDIA, além de incluir o gamemode da Feral. Outro ponto importante, especialmente para o pessoal das híbridas (Intel+NVIDIA), o Ubuntu 20.04 LTS muito provavelmente virá com o Xorg 1.20.6, que conta com as modificações feitas pela NVIDIA para que as GPUs híbridas funcionem de forma satisfatória no Linux.

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum. Espero você até a próxima, um forte abraço.



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Sistematicamente, até mais…

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Infelizmente estou me afastando da equipe de redatores do Diolinux, agradeço a todos os leitores que acompanharam e leram minhas postagens no decorrer do ano de 2019. Todo ciclo tem seu início, meio e fim, talvez para um novo processo, aquela reviravolta na história ou uma mudança temporária.

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É curioso pensar no Diolinux, sem todas as situações e problemas resolvidos por este blog em minha vida, além do conhecimento e amadurecimento de ideias e pontos de vista, claro. Tudo isso antes mesmo de compor a equipe de redatores e escrever sobre uma das coisas que mais amo na vida, tecnologia.

Para quem não acompanha meu trabalho no canal OSistemático, saiba que durante muito tempo venho lutando contra alguns problemas de saúde que vêm tirando minha paz e sono. Aliás, não era incomum me encontrar altas horas da madrugada estudando ou bolando algo para um próximo post, ou vídeo. Às vezes a forma que ludibriei as intensas dores, foram justamente incontáveis horas de buscas por assuntos voltados à tecnologia. Digamos que por um tempo, ocupando a mente, o corpo “dava uma folga”. Contudo, o ano de 2019 vem sendo um misto de dor e prazer. O engraçado que muitos afirmam que ambos andam lado a lado, digamos que existe um fundo de verdade nisso (😁️😉️😈️).

Retrospectiva 2019 (faz de conta)


Você recorda qual foi a minha primeira postagem aqui no blog Diolinux? Uma de minhas paixões, games! Especificamente uma matéria sobre o emulador de Nintendo 3DS, o Citra. Falando um pouco dos bastidores, a imagem da capa “fugia um pouco do padrão do site”, mas a imagem final foi se encaixando à proposta do Diolinux. Aquele tipo de ideia que só surge dentro de uma mente sistemática (😁️😁️😁️).

Abaixo você pode conferir a capa que foi reprovada, ainda bem o resultado ficou muito superior, e para ver a capa final acesse a postagem sobre o Citra.

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E não parou por aí, a capa utilizada em minha quarta postagem acabou tendo um de seus elementos utilizados em um projeto bem conhecido. Estou falando da matéria que escrevi sobre o AppImageHub, um site que concentra aplicações Linux neste formato de empacotamento. O ícone que criei, inspirado na logo do software da Snap Store, está sendo utilizado no site appimagehub.com, como bem pode ser visto na print logo abaixo (pena não terem atribuído a imagem a minha pessoa 😂️😂️😂️).

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Também houve diversas postagens capciosas, assim digamos, que tive o prazer de escrever e a participação de vocês nos comentários foi excepcional. Abordei variados temas, obviamente a maioria com foco em tecnologias Open Source, mas o Windows e postagens relacionadas tiveram boa recepção. Matérias, como: “Microsoft revela o futuro do Windows”, “Windows 7 com data para morrer, e agora, o que fazer?” e “Você realmente precisa do Windows?”, são exemplos que posso destacar. Inclusive uma das minhas capas preferidas, estava inspirado no dia, foi sobre o Windows Phone/Mobile e seu fim oficial.

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Matérias sobre jogos é o que não falta, tive a oportunidade de transmitir parte dos conhecimentos que tenho com emuladores e opinar, em temas e notícias sobre games. Lá vai uma listinha rápida de tutoriais e verdadeiros guias-rápidos de alguns emuladores disponíveis para Linux.


Games são uma paixão, e mesmo não jogando a quantidade que gostaria, me empolgo sempre que abordo o tema. Quem se recorda do “Projeto de lei que quer proibir jogos violentos no Brasil”, algo que em meu ponto de vista é uma tremenda bizarrice. Um assunto que rendeu bastante, foi “Linux e a pirataria nos jogos”. Sabemos que uma das maiores barreiras na inserção de Linux no mundo dos jogos, são os anti-cheats. Outro tema amplamente discutido ao decorrer do ano de 2019 aqui no blog Diolinux.

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Entre notícias, tutoriais, dicas de apps (sejam eles para Android ou alguma distro Linux desktop) minha jornada no Diolinux foi repleta de opiniões, erros e muitos acertos. Sempre tive a liberdade de expor meu pensamento e escrever sobre temas que julgava ser interessantes. Falei sobre o Ubuntu Touch, se tinha morrido ou não. Testei inúmeros aplicativos e pequenas séries, além das de emuladores, se concretizaram. Posso citar a relacionada aos vários players de música que testei e passei a gostar. Se ainda vale a pena usar o Ubuntu 18.04 LTS ou até mesmo o Deepin. Falando em Deepin, apostei alto especulando uma possível parceria com a gigante chinesa Huawei. O palpite foi certeiro, pouco tempo depois a empresa começou a oferecer equipamentos com a distro Linux, e quem sabe mais o que poderá ocorrer com a nova versão do sistema.

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Escrever é algo que surpreende, quantas vezes fiz postagens que fizeram grande sucesso, enquanto outras que me empolgaram não tiveram a mesma quantidade de views. Uma que me lembro até hoje é esta: “Em dúvida ao escolher um nome para seu app, marca ou projeto?”. É uma de minhas favoritas, na qual mesclei a original com minha pitada pessoal. No entanto, ela não caiu no gosto das massas (😁️😁️😁️). E olha que tem até easter eggs sobre OSistemático. “10 Dicas para novos usuários de Linux/Ubuntu” é outra postagem que indico a leitura, como “O que leva um novo usuário desistir do Linux?”.

A criatividade foi uma das características que mais desenvolvi, aprender a controlar os processos criativos e burlar os bloqueios, acabou somando em minhas perícias.

Me diz se você algum dia imaginou o Dio chinês? Ou quem sabe sem sua barba e criança?

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Toda equipe Diolinux sempre foi muito solicita e compreensiva em momentos de dificuldade, uma verdadeira família. E como toda família, passamos por altos e baixos. Discussões, alegrias, reuniões, treinamentos, brincadeiras, trabalho e muito mais.

Contribuir com um dos maiores sites de tecnologia, Open Source e Linux, no Brasil foi e é uma realização profissional. Ter a oportunidade de somar com projetos, como o PhotoGIMP, criando a logo é algo que sempre ficará marcado em meu coração. 

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OSistemático me trouxe até aqui!


Focar no trabalho e fazer o que gosta sem esperar nada das pessoas, pode lhe levar a lugares nunca imaginados. O Diolinux sempre foi o “pontapé inicial” para o surgimento do meu projeto OSistemático. Não faz muitos anos em que passei a utilizar Linux conscientemente, por ironia do destino me deparei algumas vezes com este blog durante seu nascimento. Confesso que nunca fui de acompanhar sites e blogs, apenas consumia quando necessário ou me convinha. Contudo, um canal no Youtube de mesmo nome me chamou a atenção. Não tinha muitos vídeos, uns dois ou três. Neste período nem conta no Youtube tinha, mas passei a acompanhá-lo mesmo assim. Linux e jogos, algo que gostava e já no primeiro dia me fez sentir uma vontade de criar um canal parecido.

Anos se passaram, aprendi a gostar do blog e canal Diolinux e também me inspirar, concordar e discordar de suas opiniões. O projeto OSistemático foi criado e quando menos esperava, estava participando de lives (ou conversando) no Diolinux e canais no cenário Linux que admiro muito, como: Madrugueds, Fast OS, Tuxter Games, Livre Software, Toca do Tux, Araras Studio (outrora Fosloks), entre outros. Sempre sendo verdadeiro e expondo minhas opiniões, ideias e jeito de ser. 

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Se hoje estou me despedindo, talvez mesmo que temporariamente, do Diolinux é graças ao OSistemático que me trouxe até aqui. Como, também, as pessoas que conheci através dele e passei a mais que admirar, poder chamar de amigos.

Obrigado a todos os leitores, estou me afastando para dar foco em meu tratamento no ano de 2020, porém, continuarei a participar de lives no Diolinux e postar vídeos em meu canal (devagar, devagarinho vídeos serão produzidos, o foco é minha saúde). Então, convido a se inscreverem nos canais que mencionei anteriormente e também no OSistemático. Se não conhecia meu trabalho lá, aposto que vai gostar. 

Muito obrigado à família Diolinux, e a você Dionatan Simioni por permitir compor essa equipe incrível e por ser um líder notório, cativante, compreensivo, forte, profissional e amigo. Nunca trabalhei em um lugar que, mesmo com as diversidades e atritos, poderia chamar de família.

Participem da comunidade Diolinux Plus, e fiquem ligados no blog Diolinux.

Só ao nível de curiosidade, comecei com uma postagem sobre emulador e terminei com outra. Inconscientemente sendo sistematicamente sistemático (🤔️😉️😋️).

Até o próximo post, te espero aqui no blog Diolinux e em meu canal, SISTEMATICAMENTE! 😎️


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Ubuntu Touch cada vez mais compatível e funcional, confira as novidades

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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Segundo o que foi relatado pela equipe do Ubuntu Touch na sua última sessão de perguntas e respostas, o sistema recebeu várias melhorias, entre elas, a compatibilização com mais dois modelos de smartphones, e também foi instalado e rodou com sucesso em um Raspberry Pi 3.

ubuntu-touch

Semanalmente a equipe da UBports, organização responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu Touch, faz uma live stream de perguntas e respostas no Youtube, na qual é feita a divulgação do progresso do desenvolvimento do projeto. Nessa live stream, além de responder questionamentos de pessoas de várias partes do mundo, a equipe também relata quais foram as novidades implementadas nos últimos dias.

Na última vez que o evento foi realizado, a equipe relatou mais dois modelos de smartphones que entraram para a lista dos dispositivos oficialmente compatíveis com o Ubuntu Touch, sendo eles o “Pine Phone” e o “Volla Phone”, da PINE64. Além disso, a equipe fez uma demonstração ao vivo do sistema rodando em um Raspberry Pi 3, utilizando a tela LCD de 7” oficial do projeto Raspberry Pi.

Os dispositivos Raspberry Pi estão amadurecendo de forma bastante rápida como plataformas de desenvolvimento, e tornarão o desenvolvimento de aplicações para o Ubuntu Touch mais acessível, para uma base muito maior. Isso faz uma grande diferença, pois pela primeira vez, poderemos criar uma verdadeira plataforma de desenvolvimento para o Ubuntu Touch.” disse a UBports.

Os membros da UBports também relataram que as próximas atualizações também trarão uma melhor compatibilidade com headsets bluetooth, e informaram que o servidor gráfico “Mir”, desenvolvido pela Canonical (empresa responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu), poderá agora rodar sobre o Wayland, através do “Wayland protocol”.

Respondendo questionamentos dos inscritos, a equipe disse que por enquanto não existem planos para portar a base do Ubuntu Touch para a próxima LTS do Ubuntu, a versão 20.04, que será lançada em abril de 2020. Considerando a velocidade com que as coisas acontecem no mundo da tecnologia, cinco meses, que é o tempo que falta para o Ubuntu 20.04 ser lançado, é bastante tempo, por enquanto não há necessidade de fazer um upgrade na versão base do Ubuntu Touch. Existem coisas mais urgentes para serem implementadas e corrigidas.

A seguir você confere na íntegra (em inglês) o registro da live stream na qual as novidades foram anunciadas.


A próxima sessão de perguntas e respostas deverá ser realizada pela equipe da UBports no seu canal no YouTube, no próximo sábado (30), às 16:00 horas (horário de Brasília).

Ao ver as novidades semanais anunciadas pela equipe da UBports, fico cada vez mais ansioso para testar o sistema. E com certeza é o que farei, assim que tiver um smartphone sobressalente para instalar o Ubuntu Touch. Além de quê, também temos o Plasma Mobile, que conforme relatamos neste artigo, também está em constante desenvolvimento, e melhor a cada dia.

Ainda não acredito que, tanto o Ubuntu Touch quanto o Plasma Mobile possam se tornar sistemas “mainstream”, e “abocanhar” uma boa fatia do mercado. Mas tenho certeza que poderão ser alternativas viáveis para o Android e iOS, para muitas pessoas, em um prazo curto ou médio. 

O quê você pensa sobre a cena dos sistemas operacionais mobile? Acredita que o Ubuntu Touch, ou até mesmo o Plasma Mobile tem chance de se tornarem boas alternativas? Você pretende testá-los? Conte mais nos comentários! 😁

Confira também o artigo anterior, e bem recente sobre o Ubuntu Touch.

Você gosta de Linux e tecnologia? Tem alguma dúvida ou problema que não consegue resolver? Venha fazer parte da nossa comunidade no Diolinux Plus

Isso é tudo pessoal! 😉



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Vale a pena usar o Deepin?

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Pensou em design e Linux, o Deepin é uma das primeiras alternativas no mundo do pinguim. Mas, será que ele é apenas um rostinho bonito? Ou vale a pena utilizar o sistema?

deepin-debian-ubuntu-linux-distro-sistema-usuário-comum-doméstico-pc-computador-notebook-laptop-sistema-operacional-mac-windows

A versão 20 do Deepin se aproxima cada vez mais, inclusive algumas prévias foram apresentadas em seu canal oficial do Youtube. Recentemente um possível Deepin 20 foi vazado, com diversos vídeos no Youtube, contudo essas imagens do sistema ainda não foram anunciadas como oficiais. O que pode ser observado em inúmeros vídeos disponíveis no Youtube, é seu design voltado à dispositivos com telas sensíveis ao toque, e a mudança de nome para UOS. Então, é provável que essa versão não seja o Deepin “convencional” que conhecemos, mas sim uma variante para tais hardwares, ou quem sabe este tenha sido o caminho escolhido por seus idealizadores. A Wuhan Deepin Technology Co. Ltd não ofereceu o download da versão beta até o momento. Caso esteja curioso e baixe a ISO de alguma fonte da internet, que não seja a do próprio site do Deepin, tenha cuidado e não use em um ambiente de trabalho. Não sabemos a procedência dessa imagem, justamente por tal motivo não disponibilizamos para download. Nosso compromisso é pela segurança e integridade de nossos leitores. 

Outro ponto que podemos averiguar, é a substituição do painel lateral de configurações ou centro de controle. Todavia, o foco dessa postagem será na versão atual do sistema e toda a experiência que venho adquirindo no mesmo ao decorrer dos anos.


Atualmente na versão 15.11, a distribuição chinesa sofreu uma metamorfose em sua interface gráfica ao decorrer dos anos. Temos um vídeo review da versão 15.10, que você poderá ver logo abaixo, esteticamente falando não houve mudanças drásticas da 15.10 para a 15.11, assim sendo, é super válido assistir o vídeo caso não tenha o feito (ou queira relembrar).


“Nada é feito da noite para o dia”


Antes de dar o “”veredito””, este com muitas aspas, pois cada pessoa discerne e toma sua decisão final, devemos mencionar um pouco da caminhada do sistema ao longo destes anos. O Deepin inegavelmente é uma distribuição Linux com foco em usuários comuns e iniciantes, que apela para o visual. Por muito tempo o posto de “distribuição mais bela” foi do elementary OS, e com a repaginada da distro chinesa, logo perdeu esse lugar. Ao menos sendo bem genérico e considerando o grande volume de comentários que leio internet a fora.

A construção visual do Deepin é inspirada em diversos ambientes gráficos, e a cada versão os refinamentos na interface e a disponibilidade de novos apps compunham o Deepin. A base do sistema também mudou durante os anos, indo do Ubuntu para o Debian Unstable e agora Debian Stable. Veja o Deepin quando ainda utilizava o GNOME shell como base de sua interface customizada (Isso até a chegada da versão 12.12 com o Deepin Desktop Environment 1.0).

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Já o Deepin 2014 era totalmente diferente, continha elementos que foram mantidos até os dias de hoje.


O Deepin 2015 foi lapidado, em comparativo ao anterior, e com ele tive bons momentos em meus estudos sobre Java, web e outros elementos de programação, além de algumas jogatinas. Já testava o sistema na época do GNOME, mas digamos que a partir da sua mudança a distro tomou lugar em meu computador. Entre idas e vindas, a versão 2015 foi a padrão até o Ubuntu 16.04.


Muita coisa aconteceu no cenário Linux, como nas principais distribuições, o “chinesinho” evoluiu e passou a ser reconhecido por muitos usuários. O Diolinux entrevistou o líder de desenvolvimento do Deepin, numa época que considero o auge da popularidade da distro, tirando dúvidas e esclarecendo muita coisa. Justamente em 2017 o projeto OSistemático contribuiu para essa divulgação do sistema, sendo que grande parte das pessoas que já utilizaram Deepin ou pesquisaram sobre o sistema, já tiveram algum contato com meu canal pessoal. Contudo, nem só de maravilhas vive o projeto, e em 2018 uma polêmica envolvendo o Deepin ocorreu. Deepin espiona? Confira a resposta oficial dos desenvolvedores, e algumas observações do Diolinux sobre o tema.


Prós e contras do Deepin


Todo sistema operacional contém suas vantagens e desvantagens, se no seu caso o visual for algo em primeiro lugar o Deepin é uma das melhores opções. A quantidade de softwares em sua loja também é um bônus da distribuição. Essa variedade pode auxiliar na hora de se obter algum programa, sem sair procurando em páginas da internet. A flexibilidade de transitar entre o modo “clássico e moderno”, moldando a interface para um funcionamento semelhante ao Windows ou macOS é algo que vai agradar aos fãs de ambos os lados. Aplicativos do próprio sistema, também, dão um show à parte. Destaques para o terminal, monitor do sistema, software de captura de telas, entre outros. A instalação de drivers NVidia é algo fácil de se fazer, ao menos em uma versão não tão atualizada, bastando abrir o gerenciador de drivers.

Pontos negativos estão relacionados ao modo que o usuário observa o sistema, digo isso, pois ter pacotes em versões antigas nem sempre é um problema para muitos. Agora a ausência de uma integração com pacotes Snap e Flatpak é algo a se lamentar. Tais formatos de empacotamento vem ganhando mais espaço e não oferecer uma opção gráfica, com uma loja tão bonita e organizada, é um verdadeiro pecado. Eventuais bugs ocorrem na distro, quanto a isso reforço que pode ser diferente com cada experiência de uso, então considero como relativo e só você pode afirmar se é um incômodo ou não. Nem preciso mencionar a origem do sistema, né? Creio que muitos já sabem que o Deepin é uma distro Linux chinesa, caso tenha algum problema com isso o sistema não é para você.

Seria o Deepin seguro, por ser chinês? O vídeo a seguir é um dos meus favoritos e representa minha opinião sobre o tema.


Algumas observações


Olhar para o passado do Deepin, em minha perspectiva, é um dos passos primordiais para chegar em uma resposta satisfatória. Com todos esses anos de experiência com o sistema, aliás o mesmo encontra-se aqui em meu computador em dualboot, me fez perceber toda mudança que o sistema teve e quais públicos ainda são ou não atendidos pelo sistema.

A base de uma distribuição é muito importante e pode ditar algumas características da mesma. Seja pela disponibilidade de softwares, versionamento, facilidade de material sobre na internet, etc. O foco da distribuição também é um ponto a ser observado, entretanto, não significa que um sistema que não seja declarado a um determinado tipo de usuário não o satisfaça. A postagem do meu colega de trabalho, Jedi Fonseca, respondendo o questionamento se o Fedora é uma boa escolha para iniciantes, resume muito bem tal situação.

Para responder se é válido a utilização do Deepin, como sistema principal, deve ser observado qual tipo de usuário e seus propósitos. No passado, por ser baseado no Ubuntu, a adição de drivers mais recentes da NVidia era bem simples no Deepin. No entanto, após a mudança para base Debian tal característica se perdeu. Isso não quer dizer que usuários de NVidia não poderão usar o sistema, contudo para gamers mais hardcores talvez o sistema não seja a melhor escolha. Obviamente que algumas características devem ser analisadas, pois, se não possui uma GPU muito nova esse detalhe pode nem ser tão importante.

Donos de notebooks com placa de vídeo NVidia podem passar por maus bocados no sistema, nesse quesito não posso afirmar categoricamente por não possuir nenhum hardware deste tipo, porém, em meu canal recebi diversas reclamações informando esses problemas.

Também tenha em mente que nem sempre as versões dos pacotes estarão nas últimas possíveis, ou todo programa de terceiro (fora dos repositórios) vá funcionar. Um caso que ocorreu por bastante tempo no Deepin, foi a impossibilidade de utilizar alguns apps por conta das versões das bibliotecas serem incompatíveis. Algo que me recordo é o Citra, emulador de Nintendo 3DS, esse sendo um exemplo de aplicativos que por algum motivo possa não funcionar. Obviamente, que no presente basta utilizar a versão em Flatpak ou Snap do software. Mas isso pode ocorrer com outro programa, justamente por distribuições mais famosas, como o Ubuntu, ser o foco dos desenvolvedores.

Sem sombra de dúvidas que o design chama muito a atenção, e o DDE é o que mais gosto no Deepin. Também existem apps interessantíssimos e que uso, indiferente da distro Linux, somando ao conjunto da obra e dando pontos a seu favor.

Sinceramente sempre demonstrei minha usabilidade real com o sistema, e não é atoa que um dos vídeos mais acessados de meu canal é expondo alguns motivos que me fizeram deixar o Deepin como secundário.


Essa transparência, faz com que pessoas interpretem erroneamente minhas palavras e levem a um ou outro extremo, sendo eles: hater e em alguns casos fanboy.

Mas, vale ou não a pena usar o Deepin? 


O Deepin é um sistema bonito e que facilita em muita coisa ao oferecer softwares, como o Google Chrome diretamente na loja, com uma seleção satisfatória de programas por padrão atendendo a maioria dos usuários comuns, mas que acaba pecando em outros aspectos. Vejo muitos relatos, experimento alguns, de instabilidades e bugs aleatórios que não ocorrem em outros sistemas. Inúmeras vezes me deparei com depoimentos que insinuavam que o Deepin apenas foca no design e deixa a desejar na estabilidade (de usuários comuns e até alguns desenvolvedores de outros projetos que tentam manter o DDE em suas distros). Não posso averiguar e nem afirmar, apenas orientar as pessoas a terem suas experiências com o sistema. 

Após a mudança da base Ubuntu para Debian, confesso que fiquei bem frustrado. Seja pelas limitações ou instabilidades que passaram a fazer parte de meu cotidiano. Ao decorrer do tempo me pareceu que o Deepin estava tornando-se pior, e com mais mudanças (por exemplo, o DDE-Kwin) o sistema passou a se comportar de forma que já não era suportável para minha utilização. O cenário passou a mudar com as recentes atualizações e erros não são tão evidentes.

No overview que fiz do Deepin 15.10, você poderá perceber alguns destes bugs. Felizmente muita coisa mudou, e para melhor, que a equipe de desenvolvimento do Deepin esteja empenhada em resoluções de problemas.


Finalizando, vale muito a pena utilizar o Deepin. Seja para experimentação ou usos corriqueiros. Caso o sistema não lhe atenda, você poderá testar outro. Alguns podem ter todas as suas necessidades supridas com o sistema, outros nem tanto. Estou entre muitos que não conseguem mais ter a distro, em seu estado atual, como sistema principal. Não ter de forma facilitada as versões mais recentes do driver NVidia é um contra para mim. A falta de integração da loja com formatos Flatpak e Snap, limitam a belíssima loja do Deepin. Porém, nem todo mundo gosta ou usa os novos formatos de empacotamento. Enquanto muitos estão ansiosos com a nova versão 20 e seu visual, estou preocupado com as melhorias de baixo do capô.

Vejo que para um iniciante no Linux o Deepin pode valer a pena, entretanto, um usuário que goste de muitas opções o mesmo pode não ser o ideal. Nestes casos, talvez outra distro com o ambiente gráfico do Deepin possa ser uma alternativa.

Creio que o Deepin ainda vai desempenhar um papel importantíssimo no meio Linux com sua parceria com a Huawei, e sua versão 20 será um divisor de águas entre seus usuários.

Você usa o Deepin ou já testou o sistema? Deixe nos comentários sua experiência com essa distro.

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Até o próximo post, e compartilhe nosso conteúdo, SISTEMATICAMENTE! 😎


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