Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador Ubuntu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ubuntu. Mostrar todas as postagens

Canonical releva: Ubuntu 18.04 LTS agora terá suporte de 10 anos!

Nenhum comentário

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Em comentários proferidos no mais recente OpenStack Summit, Mark Shuttleworth, fundador e CEO da Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu, anunciou uma extensão magnífica no suporte do Ubuntu 18.04 LTS.

Ubuntu LTS com 10 anos de suporte






Em um keynote no OpenStack Summit, acontecendo em Berlin, Alemanha, o fundador da Canonical, Mark Shuttleworth, anunciou que o Ubuntu 18.04 LTS, lançado em Abril de 2018, que originalmente tinha 5 anos de suporte a atualizações de segurança e manutenção, agora passará para 10 anos, dobrando o período de tempo que as empresas e desenvolvedores poderão utilizar o mesmo sistema em seus produtos e empreendimentos.

"Eu estou feliz em anunciar que o Ubuntu 18.04 será suportado por 10 anos", comenta Shuttleworth. "Em parte porque existem 'horizontes' de longos períodos onde certos tipos de indústrias, como as financeiras e de telecomunicações, assim como as indústrias de IoT (Internet das Coisas), desenvolvem serviços e produtos que são mantidos por pelo menos uma década", complementa. Essa nova condição faz com que o Ubuntu seja uma opção interessante para estes mercados também.

Em declarações no mesmo keynote, o CEO da Canonical comenta que a empresa aprendeu ao trabalhar com o mercado que tempo de suporte importa muito e pode ser um grande diferencial. Recentemente, Mark Shuttleworth havia declarado que a venda da Red Hat para IBM poderia beneficiar a Canonical e, aparentemente, essa é uma das primeiras medidas a serem tomadas pela empresa britânica para se tornar mais competitiva no segmento.

No evento Mark complementou as duas declarações sobre a venda da Red Hat, dizendo que a aquisição da empresa por outra gigante não é necessariamente uma surpresa, dizendo saber que a Red Hat realmente vendia e valia muito dinheiro, apenas não imaginava que alguma companhia acordaria em pagar 34 bilhões de dólares por ela, o que é um valor pegou todos de surpresa, não só Shuttleworth, sem dúvidas.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Samsung escolhe Ubuntu como distro Linux para o seu novo produto

Nenhum comentário
Recentemente a Samsung demonstrou o DeX, um produto que deve ser utilizado em conjunto com os Smartphones topo de linha da empresa para entregar uma experiência desktop híbrida para os consumidores, até certo ponto, de forma semelhante ao que a própria Canonical pretendia fazer com o Ubuntu Phone.

Samsung DeX






A "Samsung Developer Conference" que aconteceu em San Francisco (EUA) costuma  trazer novidades sobre as mais recentes tecnologias desenvolvidas pela empresa para serem adicionadas ao portfólio de produtos. No evento a Samsung mostrou a evolução do projeto "Linux on DeX", por sua vez, o DeX é um produto que permite usar um Smartphone atrelado a uma espécie de "dock", mudando a usabilidade para algo mais semelhante a um Desktop tradicional, podendo ser conectado mouse e teclado, dando maior versabilidade para o aparelho.

A ideia por trás do conceito é rodar as aplicações disponibilizadas pela Samsung em uma tela maior, como uma televisão ou monitor, com enfoque em produtividade, podendo também ser usado para entretenimento para assistir filmes, jogar alguns games ou simplesmente navegar na internet em uma tela maior.

A atualização para o DeX traz suporte para distros Linux mais robustas e adequadas para o desktop  ao ambiente da Samsung. A distro escolhida pela empresa Sul Coreana foi o Ubuntu, segundo o blog da Canonical, o Ubuntu foi escolhido por ser uma distro popular entre os desenvolvedores e escolha de muitas empresas ao redor do mundo para seus projetos, incluindo a própria Samsung.


A ideia é simples de entender e o vídeo acima ilustra muito bem. Enquanto o Smartphone estiver desplugado do DeX, você tem um Smartphone normal, como qualquer outro Galaxy da Samsung, plugando ele no equipamento, atrelado a um mouse e teclado, automaticamente você tem um sistema operacional de desktop, simples assim.

Apesar da Samsung possuir uma versão de sistema e interface para o DeX, existem ainda várias limitações, especialmente para atender ao público de desenvolvedores, que é o nicho que empresa parece estar focando nesse momento inicial, por isso a possibilidade de rodar uma distro Linux mais tradicional que o Android se torna interessante.

A Canonical está trabalhando com a Samsung para oferecer uma versão modificada do Ubuntu 16.04 LTS e oferecer uma melhor experiência para os desenvolvedores.

Atualmente o DeX está liberado somente para Beta Testers e desenvolvedores, porém, você pode entrar para essa lista clicando aqui, entretanto, mais do que estar na lista, você precisa de um Galaxy Note 9 ou um Galaxy Tab S4 rodando Android Oreo ou superior.

Você pode ler o anúncio da Samsung de forma completa aqui.

Semelhanças e diferenças com o Ubuntu Phone


Muitas pessoas comentaram que o que a Samsung está fazendo agora é realizar o sonho que Canonical tinha com o Ubuntu Phone e o Unity 8. Na verdade o projeto tem semelhanças e diferenças, eles seguem por dois caminhos diferentes para oferecer produtos semelhantes.


A diferença maior entre os projetos está na forma com que a Samsung está tentando atingir essa condição híbrida de Smartphone e Desktop em relação ao que a Canonical planejava.

A Canonical estava desenvolvendo uma interface única que se adaptava em relação ao dispositivo em que estava rodando, de certa forma, parecido com o modo desktop e modo Tablet do Windows 10, de modo que quando você conectasse o seu Smartphone a um cabo HDMI, por exemplo, a tela do Smartphone se transformasse em um touchpad e você poderia operar o equipamento em um layout diferente, com um visual que seria, dependendo do tamanho da tela conectada, igual ao Unity 8 que seria usado no desktop.

Como sabemos, o plano não vingou, ainda que o projeto do Ubuntu Touch ainda permaneça de forma mais modesta nas mãos da comunidade, entretanto, agora a Canonical pode ajudar a trazer esse conceito com a ajuda da Samsung.

A empresa dona da marca "Galaxy" levou esse conceito de outra forma, acreditando que seria mais viável e eficaz "embutir" dois sistemas em um só, um que funciona no Smartphone tradicional e outro que entra em ação quando conectado ao DeX, porém, permitindo o acesso ao armazenamento normal do aparelho, além de alguns aplicativos específicos que são capazes de rodar em ambos os ambientes.

A grande diferença de um possível sucesso desse projeto é que a Samsung já é uma das maiores fabricantes de Smartphones do mundo e possui uma cartela gigantesca de clientes, coisa que a Canonical não tinha, além disso, a empresa parece não estar com muita pressa de lançar um produto como o DeX, que ainda está claramente inacabado, mantendo ainda essas novidades no canal Beta de seus produtos.

Certamente poderemos aguardar novidades no futuro. Convergência de dados, como faz a Apple em seus produtos ou convergência de produtos, e por consequência de dados também, como está fazendo a Samsung? Quem será que emplacará o novo modelo? Façam suas apostas.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como instalar o MetaTrader no Linux

Nenhum comentário

terça-feira, 13 de novembro de 2018

O MetaTrader é um dos softwares mais populares no mercado de análise financeira, especulação e trading em bolsas de valores. Hoje você vai aprender a instalar ele na sua distro Linux.

MetaTrader Instalar Linux






Ao longo do tempo nós recebemos vários pedidos para ensinar a instalar o MetaTrader no Linux, recebemos um novo recentemente, que foi o que nos motivou a resolver este problema de uma vez. O próprio site do MetaTrader aponta o suporte para Linux, porém, ele é feito através do Wine. Isso não é necessariamente um problema, porém, o tutorial contido no site do MetaTrader é suscetível a problemas de atualização do Wine, por usar apenas o Wine instalado diretamente no sistema.

A solução para isso é usar o PlayOnLinux, ele vai fazer com que você mantenha o seu software estável.

Existe um vídeo no canal que te ensina usar todos os recursos do PlayOnLinux, apesar de ser um vídeo antigo, ele ainda é válido e será útil para você.

Como fazer a instalação do MetaTrader no Linux


O MetaTrader tem duas versões, a 4 e a 5, neste tutorial vamos usar a 5, mas você pode aplicar o mesmo método para a outra versão também.

1 - O primeiro passo é baixar o MetaTrader, faça o download e salve em alguma pasta de sua preferência, vamos puder usar ele mais tarde.

2 - Instale o PlayOnLinux, você o encontra na loja de aplicativos do seu sistema:

PlayOnLinux

3 - Abra o PlayOnLinux, vá na opção de instalar e procure por "MetaTrader", você encontrará as duas opções, instale qualquer uma das duas. Provavelmente você terá um erro nesse processo, mas esse passo é importante para criar o prefixo do Wine onde o nosso MetaTrader vai rodar. Se ao final da instalação der erro, não se preocupe, é isso mesmo. Se não der, bom... você acabou de instalar o MetaTrader...

Seguindo...

Instalando o MetaTrader no Linux

4 - Depois do processo anterior, vamos gerenciar as versões do Wine e instalar a versão de 32 bits mais recente que você encontra (no momento deste artigo é a 3.20). Para isso clique no menu Ferramentas>>Gerenciar versões do Wine.

Configurando Wine MetaTrader

5 - O próximo passo é usar a versão do Wine que você baixou no prefixo do MetaTrader. Clique no botão "Configurar", selecione o prefixo desejado na esquerda e clique na aba "Geral", mude a versão do Wine para a mais recente que você encontrar, depois vá até a aba "Wine" e clique em "Configurar o Wine", na janela que se abrir, mude a versão do Windows para "Windows 10". Confirme as modificações.

Configuração do Wine

6 -  Clique na aba "Diversos" e vá na opção "Rodar um arquivo .exe em um driver virtual", na janela que se abrir, selecione o arquivo .exe do MetaTrader que você baixou no primeiro passo do tutorial. O instalar deve se abrir e agora você pode instalar o software normalmente, como faria no Windows.

MetaTrader no Linux

7 - Depois disso, para facilitar o seu acesso, você pode criar alguns atalhos para o programa.  Na aba "Geral' você encontrará a opção "Faça um novo atalho a partir deste drive virtual", selecione as aplicações das quais você deseja criar atalhos.

Criando atalhos

Se tudo deu certo, você poderá usar o MetaTrader normalmente.

MetaTrader no Linux

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Nova falha de segurança afeta distros Linux e BSD

Nenhum comentário

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Recentemente o pessoal do ZDNet soltou uma publicação em que alerta para uma nova falha de segurança no Xorg  que afeta distros Linux e BSD.


Nova falha de segurança afeta distros Linux e BSD






A falha encontrada é no X.Org Server e ela permitia (sim, no passado mesmo) que o invasor conseguisse acesso limitado ao sistema que poderia ser via terminal localmente ou em uma sessão SSH remotamente, assim conseguindo mudar as permissões e conseguindo o modo Root.

A vulnerabilidade não está na categoria  de falhas do tipo “as bad-as-it-gets”,  e ela também não preocupa computadores com segurança alta e bem planejada, mas um pequeno deslize pode transformar rapidamente algo não tem preocupante uma invasão terrível, comenta Catalin Cimpanu.

Um consultor de segurança ouvido pela ZDNet,  Narendra Shinde, alertou que tal falha foi apontada no seu relatório de Maio de 2016 e que o pacote do X.Org Server continha essa vulnerabilidade  que poderia dar aos invasores privilégios de root e podendo alterar qualquer tipo de arquivo, até os mais cruciais para o sistema operacional.

Tal vulnerabilidade foi identificada com a “flag” CVE-2018-14665 e nela foi observado o que poderia ter causado tal falha. O manuseio incorreto de duas linhas de código, sendo elas “as -logfile” e “-modulepath”, teria permitindo que os invasores insiram os seus códigos maliciosos. Essa falha é explorada quando o X.Org Server roda com privilégios de root e isso é comum em muitas distros.

Desenvolvedores da X.Org Foundation já estão planejando soltar uma correção para o X.Org 1.20.3 e assim corrigir esses problemas causados por essas duas linhas.

Distribuições como Red Hat Enterprise Linux, Fedora, CentOS, Debian, Ubuntu e OpenBSD já foram confirmadas como impactadas, e outros projetos menores também são afetados.

As atualizações de segurança que contém o pacote corrigem a vulnerabilidade do X.Org Server  devem ser implantadas nas próximas horas e dias. No Linux Mint e no Ubuntu a correção já foi liberada e confirmada pela nossa equipe, basta atualizar o seu sistema, o mesmo, possivelmente pode se dizer das demais, verifique as suas atualizações.

Isso mostra que o Linux e o BSD não estão “salvos” de falhas e “escorregões” como essa, e assim mostrando que esses sistemas operacionais não são “imbatíveis”, mas ainda assim são alternativas robustas e seguras em relação aos sistemas Windows. Problemas como este no X.org demonstram mais uma vez a importância do desenvolvimento ativo de alternativas como o Wayland.

Espero você na próxima, forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical libera as estatísticas sobre o Ubuntu 18.04 LTS

Nenhum comentário

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Quando o Ubuntu 18.04 LTS foi lançado em Abril deste ano, o qual você pode ver a nossa cobertura neste artigo, a Canonical implementou uma ferramenta ”nova” no Ubuntu (que já existia em outras distros, como o Debian) que coletava alguns dados do computador do usuário, como o tipo do processador, quantidade de memória ram, HD, resolução da tela e etc. 


O que os dados mostram - Ubuntu Data Colletion






Muita gente ficou desconfiada, mas a grande maioria colaborou, e agora a Canonical mostra esses números.

Uma dúvida que não foi sanada por eles, é “ Quantos computadores participaram dessa pesquisa”, entretanto, segundo os dados liberados, 66% das pessoas que instalaram o Ubuntu 18.04 LTS aceitaram em enviar os dados referentes a instalação para a empresa.

Não foi possível mensurar a porcentagem de pessoas que estavam instalando o Ubuntu em uma VM ou em um computador “real”, por isso esses dados não ficaram claros no relatório.

Um dado apresentado também foi o tempo médio de instalação do Ubuntu nos computadores, que ficou na média de 18 minutos,  tendo algumas instalações chegando aos incríveis 8 minutos, muito provavelmente usando SSD e com uma internet muito rápida ou sem a opções de “download enquanto instala” ativadas.

Nós comentamos no último "Diolinux Friday Show" do canal a repercussão destes números, enquanto você confere os gráficos, confira o vídeo também:


Outra coisa que eles mostraram, foram números relacionados a CPU, GPU, quantidade de memória RAM, partição e tamanho da HD. Mostraremos abaixo. No gráfico abaixo, o “número de CPUs” representa a quantidade de núcleos do processador do usuário:

-  63% usam de 1 a 3 CPU e 27% usam de 4 a 6; além disso, 8% usam processadores com mais de 7 núcleos. .


-  51% usa de 1 a 4 GB de memória RAM, 31% de 5 a 8 e 13% de 12 a 24 GB;


- 79% dos usuários tem HD de até 500GB, 13% de 501 a 2TB e 7% com mais de 2TB;


-  54% das pessoas apagam o HD e fazem uma instalação limpa, 21% preferem a instalação manual, enquanto 8% preferem apagar e reinstalar o Ubuntu.


-  50% dos usuários tem uma única partição, 32% usam 2, 12% usam 3 e apenas 3% usam 4 ou mais partições.


Outro ponto que podemos destacar, são quais tipos de resolução de monitor o usuário está usando e 3 se destacaram, foram:

-  1920x1080 com 28% ; 

- 1366x768 com 25% ;

-  800x600 com 11% ;


Por último e não menos importante, foi mostrado quais países o Ubuntu vem sendo instalado e temos alguns dados bem interessantes. O EUA ainda concentra a maioria dos usuários, mesmo que haja distorções pela utilização da instalação padrão mas não muda muita coisa. Agora vem a surpresa, Brasil, Índia, China e a Rússia se destacam por usarem o Ubuntu em relação a Europa, Ásia e Oceania.

Ainda no blog do Ubuntu, Will Coke deixou a seguinte mensagem no final do seu post:

“Obrigado a todos que compartilharam seus dados. Compartilharei mais informações sobre o dados  assim que puder e adoraríamos saber a sua opinião sobre esses insights sobre os nossos usuários do Ubuntu.”

Se você quiser ver os posts originais, tanto do Will Coke, quanto das estatísticas, basta clicar aqui e aqui.

Muito legal saber desses números e que a comunidade está interessada mesmo em ajudar, pena que eles não divulgaram a quantidade de computadores que participaram, mas já é um começo.

Agora comente aí o que você achou desses números, você ajudou a criar esses dados?

Espero você até uma próxima e um forte abraço!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como instalar o Nemo no lugar do Nautilus no Ubuntu?

Nenhum comentário
O Nemo é o gestor de arquivos do ambiente gráfico Cinnamon, mas ele pode ser utilizado em outros ambientes também com alguns poucos ajustes. Hoje você irá aprender a substituir o Nautilus pelo Nemo no Ubuntu (GNOME).

Nemo no lugar no Nautilus







Apesar do Nautilus ser um excelente gestor de arquivos, o Nemo pode ser uma boa alternativa para quem quer um gestor de arquivos com mais opções de configuração e suporte para a área de trabalho.

Como instalar o Nemo no Ubuntu?


O Nemo está no repositório oficial do Ubuntu, basta procurar na loja de aplicativos e fazer a instalação normalmente, se preferir fazer pelo terminal, rode o comando:
sudo apt install nemo

Como tornar o Nemo o gestor de arquivos padrão do GNOME? 


Depois de instalado, você já vai poder usar o Nemo, basta buscá-lo no menu de aplicativos, porém, como ele não é gestor de arquivos padrão, ao inserir um pen drive, abrir uma pasta, ou qualquer coisa do tipo, não será ele a aplicação utilizada.

Para tornar o Nemo o gestor de arquivos padrão do Ubuntu no lugar do Nautilus basta rodar este comando no terminal:
xdg-mime default nemo.desktop inode/directory application/x-gnome-saved-search

Quer usar o Nemo para gerir o seu desktop? 


O Nautilus não é nada bom para gerir ícones na área de trabalho e por isso muita gente deixou de utilizar o recurso, ao menos de forma mais intensa, entretanto, se você gosta de criar atalhos e gerir ícones na área de trabalho, o Nemo será uma das melhores opções.

Em versões mais recentes do GNOME, o Desktop já não é ativo por padrão, ainda assim, vamos garantir que ele esteja desativado. Basta rodar o seguinte comando no terminal:
gsettings set org.gnome.desktop.background show-desktop-icons false
O próximo passo é rodar o processo "nemo-desktop", para isso, pressione "Alt+F2" e digite:
nemo-desktop 

Como fazer o Nemo gerir o seu desktop na inicialização do sistema? 


Rodar o "nemo-desktop" faz com que o desktop fique ativo somente na sua sessão atual, para que o Nemo gerencie o seu Desktop sempre, você precisa adicionar esse processo à inicialização do sistema. Para isso, abra o menu do Ubuntu e pesquise por "Aplicativos de inicialização" e adicione o Nemo, conforme a imagem abaixo:

Como ativar o suporte ao Nemo no Desktop GNOME

Com isso você terá o Nemo como gestor de arquivos padrão no seu Ubuntu.

💡 Dica: Apesar de você não estar mais usando o Nautilus, evite remover a aplicação do sistema, ela geralmente está atrelada a diversos outros componentes do desktop GNOME e isso poderia lhe causar problemas.

Como desfazer as modificações?


Não gostou das modificações ou enjoou do Nemo? Então vamos deixar tudo de volta ao "normal", padrão do Ubuntu.

O primeiro passo é voltar o Nautilus como gestor padrão através deste comando:
xdg-mime default nautilus.desktop inode/directory application/x-gnome-saved-search
Depois disso, coloque o Nautilus novamente em condição para gerir a sua Área de Trabalho:
gsettings set org.gnome.desktop.background show-desktop-icons true
Por último, você pode remover o Nemo:
sudo apt remove nemo 
É possível remover a aplicação pela loja de aplicativos também, e só para deixar as coisas em ordem, vá até o "Aplicativos de inicialização" e remova a entrada que você tinha adicionado para o Nemo. 

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Top 5 - Distros Linux para usar em servidores

Nenhum comentário

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A tecnologia Open Source é extremamente versátil, mas sem dúvida, um local onde ela se destaca é na infraestrutura de serviços e da própria internet. O Linux é muito popular neste segmento e por isso hoje você vai conhecer cinco distribuições Linux  que você provavelmente vai esbarrar ao trabalhar com servidores.

Linux para Servidores





É importante conhecer as distribuições Linux mais famosas neste segmento para poder ser preparar melhor para o mercado de trabalho, caso você deseje trabalhar com servidores Linux, claro, ou simplesmente para saber dar algumas indicações em caso de necessidade.

O termo "servidor" é, por si só, muito vago. O ponto importante é atividade que "o dito cujo" irá realizar, em outras palavras, "o que ele irá servir". 

Certamente existem distribuições construídas para atender determinadas demandas que são excelentes, como RockStor, Open Media Vault, Zentyal, etc. Na verdade, qualquer distribuição Linux com foco em servidores pode ser aplicada para cada uma das atividades que existe uma solução desenvolvida especificamente, basta aprender a configurá-la e colocar o serviço para funcionar.

Na lista de hoje entrarão distribuições Linux que podem ser usadas para propósitos genéricos e são reconhecidas no mercado como excelentes opções.

- Debian


O Debian é uma das principais distribuições Linux do mundo, utilizada por grandes projetos de missão crítica, como os sistemas que controlam a estação espacial internacional. Naturalmente todas as distribuições focados em servidores são estáveis, mas este é um assunto que o Debian leva muito a sério, a ponto de você relacionar as duas palavras facilmente. Precisa de um servidor estável? O Debian é uma ótima opção!


O "filho do Debian" também tem lugar garantido neste segmento. O sistema é também um dos mais populares no mundo dos servidores, utilizado em vários sistemas onde intermitência é importante, como laboratórios de meteorologia. Por ser muito popular nos desktops também, é certamente um local com muita documentação e tutoriais, assim como o Debian, para se começar a planejar o seu servidor.


Mudando para "o lado RPM da força", começamos com o Red Hat EL, mantido por uma da maiores empresas do mundo nos segmento de infraestrutura de T.I utilizando tecnologias Open Source. O Red Hat é tão confiável e estável que é utilizado para controlar os submarinos do exército dos EUA, mas claro, sua aplicabilidade não se resume aí.


Curiosamente, a popularidade do RHEL faz com que o CentOS seja tão famoso quanto. O CentOS é conhecido como " a versão grátis do Red Hat" e é usado largamente por serviços de Hospedagem, como os nossos amigos da HostGator, que atuam em vários locais ao redor do mundo.

Pela grande documentação presente para o Red Hat Enterprise Linux ser correspondente ao CentOS, ele também costuma ser a escolha para infraestrutura de diversas empresas de tamanhos diferenciados.


A SUSE é uma das empresas pioneiras no uso do Linux e de software Open Source para infraestrutura. Atualmente a empresa atravessa uma nova e interessante fase, com maior orçamento e independência e é extremamente popular, especialmente na Europa. O Yast (Yet Another Setup Tool) talvez seja a "feature killer" do SUSE para o mercado.

Repare uma coisa...


Repare que eu não coloquei números na minha lista, especialmente porque eu não acredito que exista uma ordem de "melhor para pior" ou vice e versa, estas são, sem dúvidas, as mais famosas distros do mercado, entretanto, elas não são as únicas, outras que poderiam entrar facilmente numa lista como esta são o Oracle Linux, da Oracle e o ClearOS, da Intel, entre outras, mas de toda forma, a lista precisava ter um fim.

As informações aqui contidas podem te ajudar a dar uma direção para os seus estudos e testes de sistemas operacionais, seja para se preparar para o mercado de trabalho, seja para uma certificação. Apesar disso, nada impede que você tenha um favorito, qual a versão do Linux que você mais gosta de usar em servidores?

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.



Drivers Nvidia Ubuntu - Como instalar a última versão passo a passo!

Nenhum comentário

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Você acabou de instalar o Ubuntu no seu computador e está procurando uma forma simples de instalar os drivers de vídeo no seu sistema para aproveitar os milhares de jogos disponíveis para Linux na Steam ou simplesmente quer mais desempenho para realizar as suas tarefas? Esse artigo é tudo o que você precisava.

Como instalar os drivers Nvidia no Ubuntu






Para fins de esclarecimento, já existe uma versão muito completa deste mesmo tutorial aqui no blog, feito ainda na época do Ubuntu 16.04 LTS, quando o Unity era a interface padrão, as coisas não mudaram tanto desde então, mas é bom rever o material para deixá-lo atualizado, sendo assim, este tutorial passa a ser a sua referência para instalação de drivers Nvidia no Ubuntu.

Instalar drivers de vídeo no Ubuntu não requer, obrigatoriamente, nenhum comando no terminal, mas claro, é possível fazer dessa forma também. Esse tutorial se dividirá em 2 partes. A primeira (A), onde você aprenderá a fazer a instalação via terminal; a segunda (B), onde você aprenderá a fazer a instalação em modo gráfico.

Um pequeno glossário de drivers Nvidia no Ubuntu


Antes de te ensinar a fazer a instalação, a nossa preocupação é que você entenda o que está fazendo, e não que você apenas copie e cole todos os passos sem absorver conhecimento, por isso vamos esclarecer alguns termos que talvez você encontre pelo caminho ao tentar instalar um driver de vídeo Nvidia no Ubuntu:

Binary Driver: Refere-se ao tipo do driver (binário);

Proprietário: Refere-se ao tipo de código do driver, neste caso ele é fechado;

Open Source: Mesmo que o de cima, porém, neste caso o driver tem código aberto;

Legacy Binary Driver: São drivers que tecnicamente não são mais suportados pelos lançamentos oficiais da Nvidia, são utilizados em placas mais antigas, normalmente não recebem atualizações para desempenho, apenas bugfixes;

Nouveau (Xorg/Wayland): Este é o driver open source feito pelo projeto Nouveau, é um driver de vídeo básico que atualmente consegue apenas fazer com que a sua placa de vídeo funcione até que você possa instalar um driver mais adequado, possuindo um desempenho moderado. Ele vem normalmente junto com o Kernel do sistema, versões mais recentes do Kernel podem trazer versões mais recentes do driver Nouveau, ele vem melhorando bastante nas última versões com a ajuda da Nvidia e o árduo trabalho da comunidade, porém, ainda não é a melhor opção para quem quiser jogar;

Testado:
Alguns drivers do Ubuntu possuem o atributo "testado", isso significa que este driver foi analisado pela Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu, e é o driver recomendado para a maioria dos dispositivos se a sua intenção for estabilidade do sistema e não necessariamente recursos e desempenho, ele lhe entregará um driver que não irá desestabilizar o Ubuntu, entretanto, provavelmente também não entregará todo o desempenho possível da placa. O Interessante deste driver é que ele pode, em tese, ser usado com qualquer placa da Nvidia que o sistema funcionará sem maiores problemas. Caso a sua intenção não seja jogar, o driver "testado" se mostra uma boa opção.

Updates: Alguns drivers tem ao final de sua nomenclatura a palavra "updates", isso significa que este driver poderá receber atualizações dentro de sua linha de lançamento, por exemplo, o driver 340.93 poderá atualizar para o 340.94 se atualizações saírem para ele, porém, ele nunca mudará sua série, por exemplo, de 340.93 para 341. Alguns drivers não possuem o atributo "updates", desta forma, este driver não receberá atualizações.

A) Instalando drivers da Nvidia no Ubuntu via terminal


Muita gente gosta de usar o terminal no Linux para fazer as coisas; tudo bem, eu entendo o seu sentimento "hacker", ainda que você esteja apenas instalando um programa ou atualizando um repositório, é divertido sempre. 😊

Existem duas formas para você instalar os drivers pelo terminal, envolvendo passos diferentes. É possível fazer utilizando um utilitário via linha de comando chamado "ubuntu-drivers" ou então instalar manualmente via "apt", indicando o pacote que você deseja.

Caso você queira usar o driver "testado" abra o terminal e digite:
sudo ubuntu-drivers autoinstall

No entanto, se você está buscando pelas versões mais recentes dos drivers, antes deste procedimento é necessário adicionar o PPA: ppa:graphics-drivers/ppa 

* Questão: O que é um PPA?
Para adicionar este PPA, vamos precisar rodar os seguintes comandos:
sudo apt-add-repository ppa:graphics-drivers/ppa && sudo apt update
Depois disso o comando...
 sudo ubuntu-drivers autoinstall
... instalará a versão mais recente dos drivers Nvidia, mas também é possível dizer exatamente qual pacote você quer instalar, por exemplo:
sudo apt install nvidia-390
ou
sudo apt install nvidia-410 
Cada comando instalará uma versão diferente do driver. Para ter certeza de quais versões estão disponíveis no repositório, use o comando:
apt search nvidia-* 
O comando acima vai te mostrar todas as possibilidades.

Uma vez que você tenha adicionado o PPA, os novos drivers também aparecem na interface gráfica.

Lembre-se que depois do driver ser instalado é necessário reiniciar o computador, isso também pode ser feito com um comando no terminal:

sudo reboot
Depois da reinicialização, já que estamos falando de terminal, use o comando...
nvidia-smi
...para ver as informações sobre a sua placa.

B) Instalando os drivers Nvidia no Ubuntu como uma pessoal normal pela interface


O Ubuntu possui um software chamado "Programas e atualizações", nele você encontra várias opções para configurar o sistema de updates do sistema, seus repositórios e seus drivers.

Programas e atualizações

Você encontra este software procurando no menu do Ubuntu de forma muita simples, porém, outra forma de você acessar ele rapidamente é abrindo a sua loja de aplicativos (Software Ubuntu/GNOME Software), clicando em seu menu e então em "Software e Updates".

Programas e atualizações no Ubuntu

De toda forma, você chegará ao mesmo painel de configurações. Neste painel, encontre a aba "Outros Programas", nesta sessão você pode adicionar novos repositórios de softwares (PPA), exatamente como o de drivers Nvidia.

Adicione o PPA clicando no botão "Adicionar" na parte inferior, assim como é mostrado na imagem abaixo:

ppa:graphics-drivers/ppa

Adicionando PPA no Ubuntu

Depois de colocar o ppa:graphics-drivers/ppa na caixa, clique em "Adicionar Fonte", depois de adicionado, clique no botão "Fechar", então será sugerida a atualização do cache do repositório de softwares do Ubuntu, confirme para que o PPA seja lido, assim como os drivers.


Atualizando repositório de Software

Depois que o procedimento acabar, a janela do "Programas e atualizações" vai se fechar, abra-o novamente, mas desta vez navegue até a aba "Drivers adicionais", agora você encontrará as versões mais recentes dos drivers Nvidia disponíveis para o Ubuntu, basta escolher a que você quiser e clicar em "Aplicar alterações".

Instalando Drivers Nvidia no Ubuntu

Depois que a instalação terminar, reinicie o computador e tudo estará pronto!

Vale a pena fazer duas observações:

1 - Caso você não vá usar o Ubuntu para games e queira usar o Driver "testado", como explicado no início do artigo, você pode pular a etapa de adição do PPA, indo direto para a aba de "Drivers adicionais" e instalando da mesma forma. Isso torna o processo extremamente simples.

2 - Independente do modo que você escolheu instalar, terminal ou interface, ao final do processo você terá um novo aplicativo adicionado ao seu sistema, abra o menu e procure por "Nvidia X Server Settings", através dele você poderá fazer ajustes no comportamento da sua placa de vídeo e monitorar a temperatura, frequência, entre outras coisas.

É mais fácil do que parece!


Um tutorial como este é ligeiramente técnico, mas ele não é nada difícil. Ele parece "longo" ou "complicado" por conta do passo a passo detalhado, mas de verdade, é um procedimento que você não leva (literalmente) nem um minuto para fazer, é realmente simples e funcional.

Para os gamers de Linux especialmente, versões mais recentes de drivers de vídeo representam melhor desempenho com Vulkan e com o DXVK para jogar os games através do Proton/Steam Play. 

Adicionado o PPA, você receberá também atualizações dos drivers e sempre que houver um novo lançamento, basta ir até o mesmo painel e fazer a alteração.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical quer saber: " O que faria você usar os pacotes snap ainda mais?"

Nenhum comentário

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Em post lançado no seu blog, a Canonical, através do Igor Ljubunčić, trouxe alguns números interessantes sobre a adoção do Snap pelos desenvolvedores e usuários.


Canonical quer saber: " O que faria você usar os pacotes snap ainda mais?"





No artigo, Igor menciona que às duas últimas LTS do Ubuntu puderam tornar os Snaps mais robustos e acessíveis, assim trazendo solidez ao sistema de empacotamento e dando tranquilidade para os devs poderem portar os seus apps.

No primeiro gráfico que ele mostra, é dito que os números de dispositivos rodando os snaps teve um aumento de 40% e que também teve um aumento de 59% no número de aplicativos via snap e isso só nos últimos seis meses.


O Ubuntu 18.04 é, segundo Igor, a plataforma mais popular a usar os pacotes snaps com um crescimento de 63%, com a versão 16.04 vindo em segundo lugar. Tudo isso no mesmo período de 6 meses.

Outras distribuições Linux também registraram um aumento na utilização dos Snaps, como o Linux Mint que teve um aumento de 31%, sistemas baseados no Debian de 20% e sistemas baseados no Arch tiveram um crescimento forte na casa dos 14%. No atual momento são mais de 50 distribuições Linux com suporte aos Snaps.

Mais um dado interessante que foi divulgado foi a adoção dos pacotes Snaps pela comunidade. Nos últimos 6 meses foi observado um aumento de 26% dos apps disponibilizados e assim compatibilizando mais de 4000 snaps disponíveis nos repositórios estáveis . Um feito tremendo da comunidade Canonical.

Também nós últimos 6 meses segundo o post, houve um aumento de 60% no número de desenvolvedores interessados nos snaps e suas vantagens.Também foi constatado um aumento de 62% na participação nos fóruns do Snapcraft e no Launchpad - com mais bugs a serem reportados.


Com esses números o Igor faz a seguinte chamada no post:

“Em outras palavras, gostaríamos de perguntar: O que faria você começar a usar os pacotes snap como desenvolvedor ou usuário? Que tipo de funcionalidade você gostaria de ver incluída? Como você imagina isso facilitando sua vida? Para entrar na lista de discussão e dar a sua opinião, entre aqui.”

Muito interessante esses números sobre a adesão do Snap entre as distros e também entre os devs e usuários, isso mostra que é um modelo viável e que tem muito espaço para crescer. Aproveite e participe da lista que eles disponibilizaram.

Espero você até a próxima e um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como configurar gestos do Touchpad no Ubuntu com Gestures

Nenhum comentário

sábado, 6 de outubro de 2018

Quem possui notebook e usa Linux, em grande maioria, fica engessado nas configurações do seu touchpad, quando muito tendo configurações para cliques que simulam o mouse ou rolagem da tela. Mas o “Gestures” vem pra mudar isso.

Como configurar gestos do Touchpad no Ubuntu com Gestures






Gestures é uma interface gráfica para a implementação da biblioteca libinput-gestures, sem ter a necessidade editar manualmente o arquivo de configuração,, isso é muito bom e vem para facilitar a vida de quem não tem muita familiaridade com esse tipo de procedimento.

Como instalar o Gestures no Ubuntu


Primeiro vamos instalar o libinput-gestures para que possamos depois instalar e usar o Gestures. O programa está em estágio de desenvolvimento e a sua instalação requer um pouco de conhecimento técnico, não é nada complicado, mas é preciso de um pouco de atenção.

Vamos abrir o terminal pelo menu ou pressionando as teclas de atalho Ctrl+Alt+T e então digitar os seguintes alguns comandos.

O primeiro serve para adicionar o nosso usuário ao grupo “input”:

sudo gpasswd -a $USER input

Após esses comando é necessário encerrar a sessão do sistema para que as alterações tenham efeito, em alguns casos é preciso reiniciar o computador.

O próximo passo é instalar o libinput-tools com o seguinte comando:

sudo apt-get install libinput-tools

Depois vamos instalar o libinput-gestures através do repositório do GitHub, para fazer isso é necessário ter o pacote git instalado no seu sistema, caso não tenha, faça a instalação assim:

sudo apt install git

Agora sim, vamos fazer o download do libinput-gestures:

git clone https://github.com/bulletmark/libinput-gestures.git && cd libinput-gestures

sudo make install

Por último vamos inicializar o serviço com o comando:

libinput-gestures-setup autostart

Ou então este, caso o primeiro não tenha funcionado:

 libinput-gestures-setup start

Feito isso vamos para a instalação do Gestures em si.

Continuando com o terminal aberto vamos instalar as seguintes dependências que o Gestures precisa para funcionar, com o seguinte comando:

sudo apt install python3 python3-setuptools xdotool python3-gi libinput-tools python-gobject -y

Agora vamos instalar o Gestures de fato, com o comando:

git clone https://gitlab.com/cunidev/gestures

cd gestures

sudo python3 setup.py install

Depois para garantir que tudo funcione corretamente, faça um reboot no sistema.

Usando o Gestures

Procure no menu do seu sistema o aplicativo “Gestures”, ao abrí-lo pela primeira vez não haverá nenhum comando criando, mas tudo bem, é aqui que começaremos a nossa jornada.


Para criar um comando você vai clicar no botão de mais (+) no canto superior esquerdo.



Logo após vai-se abrir uma janela para você escolher como você quer configurar o seu gesto, sendo  o tipo (Type) Swipe (deslizar) ou Pinch (pinça), Direção (Direction) Up (Cima) / Down (Baixo) / Left (Esquerda) / Right (Direita) / In (Dentro) / Out (Fora) / Clockwise (sentido horário) ou Anticlockwise (sentido anti horário) e escolher com quantos dedos você quer usar no gesto.




Logo abaixo temos uma tela de como seria a criação de um comando que permite que você abra o navegador Firefox.


Agora é só você explorar e criar todos os atalhos que quiser para facilitar o seu dia a dia.
O Gestures é aplicativo muito legal e funcional para quem quiser dar mais personalidade ao touchpad.

Espero que tenha gostado da dica, até uma próxima e um forte abraço. 
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical chama usuários do Ubuntu para testar Nvidia PRIME

Nenhum comentário

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O Nvidia PRIME é uma tecnologia que permite que os usuários de Linux utilizem de forma estável e funcional os computadores que possuem hardwares comutáveis, ou seja, que possuem dois chips gráficos, ou ainda, que possuem placas gráficas híbridas, como também é como de ser designado. Para melhorar a experiência de quem possui estar hardware no Ubuntu a Canonical precisa da sua ajuda.


Nvidia Prime no Ubuntu






Através do Community Hub do Ubuntu a Canonical anunciou uma chamada de voluntários para testar o Nvidia Prime remodelado para o Ubuntu 18.04 LTS e o Ubuntu 18.10.

Segundo os desenvolvedores, o Ubuntu 18.04 LTS, lançado no início deste ano, marcou a transição do Ubuntu para uma nova forma de trabalhar com os drivers Nvidia, o que, infelizmente, somado a mudança de gestor de login (LightDM do Unity, para GDM do GNOME) fez com que laptops com placas híbridas (Intel+Nvidia) parassem da funcionar da forma com que eles funcionavam no Ubuntu 16.04 LTS e anteriores. 

Os problemas que os usuários enfrentaram neste sentido eram randômicos, mas alguns deles acabavam gerando uma maior consumo de energia, mesmo quando a GPU com maior performance estava desativada e também a incapacidade de mudar o perfil de desempenho sem precisar reiniciar o computador.

A Canonical afirma que está trabalhando no porte dos recursos existentes no Ubuntu 16.04 com Unity para o GNOME (ou o GDM), assim trazendo esta funcionalidade de volta com maior eficiência. Ambos os problemas mencionados devem ser corrigidos para o Ubuntu 18.10, que deverá ser disponibilizado em alguns dias (você pode baixar o Beta aqui no momento) e depois será entregue ao Ubuntu 18.04 LTS, assim que os resultados dos testes forem positivos.

A empresa pede a comunidade de usuários Ubuntu que usam a versão 18.04 LTS e possui placas híbridas que reportem os erros e problemas eventuais encontrados nesta configuração através do Launchpad.

Will Cooke também comenta que quem deseja testar o recurso experimental pode seguir um certo procedimento, entretanto, esses testes não são indicados para leigos ou pessoas que usam a máquina para produtividade, é ideia é instalar os recursos e reportar os bugs, porque, provavelmente eles vão aparecer.

Como ativar esse recurso experimental?


Segundo o material divulgado pela Canonical, são apenas alguns passos:

1 - Habilite o repositório "bionic-proposed", você pode fazer isso através do aplicativo "Programas e atualizações".

2 - Crie um arquivo neste diretório:
/etc/apt/preferences.d/proposed-updates
No arquivo você deve colocar este conteúdo:

Package: *
Pin: release a=bionic-proposed
Pin-Priority: 400

3 - Atualize os repositórios:
sudo apt-get update
4 - Por último, instale os novos pacotes vindos deste novo repositório para testar:
sudo apt install nvidia-driver-390/bionic-proposed gdm3/bionic-proposed ubuntu-drivers-common/bionic-proposed nvidia-prime/bionic-proposed nvidia-settings/bionic-proposed libnvidia-gl-390/bionic-proposed libnvidia-compute-390/bionic-proposed libnvidia-decode-390/bionic-proposed libnvidia-encode-390/bionic-proposed libnvidia-ifr1-390/bionic-proposed libnvidia-fbc1-390/bionic-proposed

Reinicie o computador para começar a testar e lembre-se de reportar os problemas para ajudar no desenvolvimento do sistema.

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo