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Como instalar o Warsaw para acessar o seu Internet Banking no Linux

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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Internet Banking hoje em dia é muito mais do que uma mera comodidade. Vivemos uma época onde tudo acontece cada vez mais rápido. Quanto mais agilidade tivermos em realizar as nossas tarefas, mais conseguiremos produzir em um menor tempo. Em contrapartida, os nossos dias e prazos estão cada vez mais curtos. Parece que estamos correndo em uma esteira, e toda a agilidade e tempo do mundo jamais serão o suficiente.

como-instalar-o-warsaw-para-acessar-o-seu-internet-banking-no-linux-

Quando o Internet Banking começou a surgir, muitas pessoas passaram a utilizar o serviço por mera comodidade. Simplesmente por não precisar sair do conforto das suas casas para enfrentar filas em bancos. Porém, as correrias da vida, fizeram com que, ao passar do tempo, esse tipo de serviço se tornasse algo indispensável e de extrema necessidade. Tornando-se uma engrenagem vital para o bom funcionamento do cotidiano empresarial, até mesmo o doméstico.

Muitas das distribuições Linux tem como principal foco o usuário comum, sendo o “porto seguro” no quesito “sistema operacional”, para que as pessoas possam tanto se divertir quanto trabalhar através do sistema. Para atingir tal objetivo, permitir que as pessoas tenham acesso a um serviço tão importante como o Internet Banking é imprescindível.

Todavia, como já comentamos muitas vezes aqui neste blog, se tem algo que a grande maioria das distribuições Linux ainda não conseguem fazer com sucesso, é marketing e divulgação. Como consequência disso, muitas vezes as pessoas têm muita dificuldade até mesmo em saber se determinada distro suporta tal funcionalidade. Ou como fazer para executar determinada tarefa.

Um grande exemplo disso é o nosso tópico principal de hoje, o Internet Banking. Muitas das principais distros suportam o serviço, e é necessário apenas algum procedimento simples para fazer uso do mesmo. Porém, por mais simples que seja esse procedimento, o usuário jamais poderá realizá-lo se não o conhecer.

Vamos agora ensinar a você como instalar o Warsaw. Um software de segurança bancário, multiplataforma, que é a “porta” que te impede ou permite acessar o Internet Banking de vários bancos.

Nesse tutorial iremos instalar o Warsaw para a Caixa Econômica Federal, que é o banco que eu utilizo. É importante deixar claro que os tutoriais abaixo foram testados apenas com o Internet Banking da Caixa. Porém, segundo relatos de usuários, este procedimento também possibilita o acesso ao Internet Banking de vários outros bancos. Então, por que não tentar? Não é?

O procedimento é um pouco diferente dependendo de qual distribuição Linux você utilize, por isso dividiremos esse tutorial em duas partes. Sendo a primeira para a “família .deb”, e a segunda para a “família .rpm”.

1) Instalação no Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados:


(Apenas Caixa Econômica Federal)


Acesse a página do internet banking da Caixa, digite o seu nome de usuário e clique em “Acessar”.

• Na tela seguinte, aguarde alguns segundos, e após o “loading”, clique em “Concordo”. Ao fazê-lo, iniciará o download de um arquivo “.deb”.

pagina-inicial-do-internet-banking-caixa

pagina-de-download-do-warsaw-no-site-da-caixa

Agora tudo o que você tem que fazer é fechar o navegador e instalar o arquivo “.deb”.

Para instalar arquivos no formato “.deb”, geralmente tudo o que você precisa fazer é clicar duas vezes sobre ele, e então clicar em ‘Instalar’. Caso não funcione, ou você prefira, sempre poderá efetuar a instalação via terminal, através de um procedimento igualmente simples. Veja:

 Feche todos os seus navegadores, acesse a pasta na qual você baixou o arquivo “.deb”, clique com o botão direito do mouse na área vazia do seu gestor de arquivos, e clique em “Abrir no Terminal”. No terminal que você acabou de abrir rode o seguinte comando (Lembre-se de substituir “nomedoarquivo” pelo nome do arquivo que você baixou.):

sudo apt install ./nomedoarquivo.deb

Digite a sua senha, aguarde a instalação, e pronto!

2) Instalação no OpenSUSE, Fedora, Debian, Ubuntu e derivados:


(Bancos Diversos)


Acesse o site de download do Warsaw, selecione o seu banco (no meu caso selecionei a Caixa), e clique em “Continuar

pagina-de-selecao-de-banco-para-download-do-warsaw

Agora selecione uma das distribuições Linux da lista, e aguarde o download do arquivo “.deb” ou “.rpm”.

pagina-de-download-do-warsaw
Abra a pasta na qual se encontra o arquivo que você acabou de baixar, clique com o botão direito do mouse na área vazia do seu gestor de arquivos, e clique em “Abrir no terminal”. Dentro do terminal que você acabou de abrir digite o seguinte comando de acordo com a sua distro:

OpenSUSE:

sudo zypper install nomedoarquivo.rpm

Durante a instalação poderá aparecer uma mensagem de erro, sendo solicitadas as opções: tentar novamente, cancelar ou ignorar. Escolha ignorar. Para fazê-lo, apenas pressione a tecla “i” seguida de “Enter”.

Fedora:

sudo dnf localinstall nomedoarquivo.rpm

Debian, Ubuntu, Linux Mint e derivados:

sudo apt install ./nomedoarquivo.deb

Falta apenas mais um passo! Agora, independente de qual seja o seu sistema, continue com a instalação seguindo os passos abaixo:

Reinicie o seu computador, e acesse o site de download do Warsaw novamente. Clique aonde está escrito “Clique Aqui”, conforme indicado na imagem abaixo:

pagina-de-configuracao-do-warsaw

Após alguns segundos, deverá aparecer uma mensagem como a indicada abaixo:

pagina-de-configuracao-do-warsaw-concluida

E a instalação estará completa!

À partir de agora você pode simplesmente acessar o seu Internet Banking quando quiser.

Gostaria de agradecer aos usuários do Diolinux Plusfabriciojardim” e “Xterminator” pelas dicas sobre a instalação do Warsaw no Fedora.

Você utiliza Internet Banking? Já sabia que era possível utilizá-lo em tantas distribuições Linux? Quão importante é para você ter acesso a este tipo de serviço? Conte-nos nos comentários. 😁

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Resolvendo o bug dos emojis nos navegadores no Linux

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Emojis, emoticons, carinhas… Eu sinceramente nem sei qual é o nome correto, se é que existe apenas um. Mas o fato é que eles estão por todos os lados desde que a internet é internet. Nos ajudando a expressar emoções, e de vez em quando nos fazendo dar umas boas risadas.

resolvendo-bug-dos-emojis-nos-navegadores-no-linux

Eu sou uma dessas pessoas que “volta e meia” gosta de mandar um emoji ou outro para tornar as conversas pelas redes sociais mais divertidas, informais, e de vez em quando até para sinalizar que certo comentário foi apenas uma brincadeira.

Porém, há algum tempo atrás percebi que na maioria das distros que testei utilizando algum ambiente gráfico GTK existe um bug que faz com que os emojis apareçam de uma forma completamente errada. Ao invés de aparecerem as “carinhas” amarelas, como de costume, aparecem apenas os seus contornos em linhas pretas.

antes-depois-de-resolver-o-bug-dos-emojis

Assim que percebi o problema, a primeira coisa que fiz foi testar em outros navegadores, mas o problema continuou, mesmo no Google Chrome, Chromium e Firefox. Após algum tempo pesquisando consegui encontrar uma solução bastante simples, que agora irei compartilhar com vocês.

Primeiro instale um pacote de fontes da Google. Este é o pacote de fontes que contém os emojis que o seu navegador vai utilizar. Simplesmente copie e cole o comando abaixo no seu terminal, de acordo com a sua distro:

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo apt install fonts-noto-color-emoji

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo pacman -S noto-fonts-emoji

Fedora:

sudo dnf install google-noto-emoji-color-fonts

Open SUSE e derivados:

sudo zypper install noto-coloremoji-fonts

Abra a sua pasta ‘Home’. Pressione a combinação de teclas “Control + H” para exibir os arquivos ocultos. Localize uma pasta chamada ‘.config’, e dentro dela crie outra pasta chamada ‘fontconfig’.

pasta-fontconfig-dentro-da-pasta-.config

Abra o terminal, copie e cole o comando abaixo, e então pressione “Enter”.

Obs.: É um comando longo, então cuidado para não esquecer de nenhum caractere na hora de copiá-lo. :)

echo -e '<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>\n<!DOCTYPE fontconfig SYSTEM "fonts.dtd">\n<fontconfig>\n  <alias>\n    <family>serif</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n  <alias>\n    <family>sans-serif</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n  <alias>\n    <family>monospace</family>\n    <prefer>\n      <family>Noto Color Emoji</family>\n    </prefer>\n  </alias>\n</fontconfig>' > /home/"$USER"/.config/fontconfig/fonts.conf

Feito isso, falta apenas atualizar o cache das fontes com o comando abaixo:

sudo fc-cache -f

O quê fizemos até agora já é o suficiente para resolver o problema no Chromium e Google Chrome. Caso os emojis não tenham voltado ao normal no Firefox, será necessário um passo extra.

Para resolver o bug no Firefox, de acordo com a sua distro, copie e cole o seguinte comando no seu terminal:

Linux Mint, Ubuntu e derivados:

sudo rm -r /usr/share/fonts/truetype/dejavu

Manjaro, Arch Linux e derivados:

sudo rm /usr/share/fonts/TTF/Deja*.ttf

Fedora:

sudo rm -r /usr/share/fonts/dejavu

Open SUSE e derivados:

sudo rm /usr/share/fonts/truetype/Deja*.ttf

Pronto! Agora apenas reinicie o seu navegador, e aproveite para usar os seus emojis o quanto quiser!

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Canonical faz lista com os Snaps mais populares

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Não é novidade que a Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, nos últimos tempos vem investindo em seu formato de empacotamento de software, Snap. Agora a empresa fez um balanço demonstrando quais são os Snaps mais populares nas principais distros.

top-list-lista-snap-popular-canonical-ubuntu-debian-centos-arch-linux-fedora-majaro

Com o intuito de observar a utilização por diferentes usuários de programas em Snap, nas mais diversas distribuições Linux. A Canonical analisou alguns números e tomou conhecimento dos cinco principais pacotes para usuários do Ubuntu, Debian, Fedora, CentOS, Arch Linux e Manjaro. Veja a seguir uma simples tabela detalhando as preferências de cada distribuição e seus usuários.

Arch Linux CentOS Debian Fedora Manjaro Ubuntu
spotify wekan spotify spotify spotify vlc
code lxd lxd vlc code spotify
skype microk8s firefox code slack skype
discord spotify nextcloud postman discord chromium
slack helm pycharm-community slack skype canonical-livepatch


Observe a tabela acima, e notará diversos apps em todas as distros analisadas. Alguns em altas posições, outros nem tanto, e casos bem específicos. Com isso a Canonical concluiu que: 

  • Amamos música, pois o Spotify está em todas as listas;
  • Queremos entrar em contato com conhecidos, seja para trabalho ou lazer. Skype ou Slack estão em 4 das 6 listas;
  • Existem distribuições que são mais usadas para trabalho, como o CentOS;
  • Snaps de navegadores web, como Chromium e Firefox, são famosos entre os usuários do formato da Canonical;
  • Usuários do Ubuntu demonstram interesse pelo recurso Livepatch.

Você pode conferir com mais detalhes as conclusões da Canonical, diretamente em seu blog. Acesse este link e confira. Caso queira sugerir algo ou dar seu feedback sobre os Snaps, acesse o fórum do Snapcraft e dê sua opinião. 

Outro detalhe interessante é ver o “ranking” dos usuários de distribuições que mais instalam um determinado pacote Snap. Tirei uma print da Snapcraft, demonstrando o uso do Discord por país e distribuição. Não existe, no momento, a possibilidade de aferir os números (uma pena).

top-list-lista-snap-popular-canonical-ubuntu-debian-centos-arch-linux-fedora-majaro-discord-snapcraft-pais-usuários-distro

Curiosamente alguns dos apps listados na tabela acima, estão instalados em meu Ubuntu. Mesmo não utilizando tantos Snaps, algumas aplicações são bem práticas em obter nesse formato. Contudo, é evidente que muita coisa deve ser aprimorada. A mentalidade de quem empacota alguns programas, também é um ponto a destacar-se. Falo especificamente do Telegram, que não oferece as acentuações comuns em nossa língua portuguesa. Afinal, falantes do inglês não são os únicos a utilizar o Telegram.

Por outro lado, as atualizações no Telegram são automáticas, não ficando para trás da versão distribuída no site. Já apps, como o Mozilla Firefox, chegam a demorar semanas depois de seu lançamento. Enfim, que o formato evolua cada vez mais (e quem mantém os pacotes também 😁️😁️😁️).

Você tem algum dos apps listados, instalados via Snap em seu sistema? Deixe sua opinião e conte sua experiência de uso com o formato.

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Fonte: Ubunlog, Canonical.
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IBM oferece o novo LinuxONE III com Ubuntu

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A IBM promete inovar o mercado empresarial com o LinuxONE III, uma solução aberta, segura, flexível e resiliente. Unindo o melhor dos dois mundos: a nuvem e a privacidade, assegurando os dados de seus clientes. 

linuxone-ubuntu-linux-ibm-servidor-web-cloud-computador-site-service-kubernetes

Com uma parceria entre IBM e Canonical, munido de um sistema operacional moderno, de código aberto e um hardware poderoso, essa versão pode suportar imensas cargas de processamento. Considerando que normalmente um computador doméstico chega a possuir um processador de 8 núcleos, e em média 8 - 16 GB de RAM. O poderio do LinuxONE III é de cair o queixo, com até 190 núcleos de processamento e 40 TB de memória RAM.

Segundo a postagem no blog oficial do Ubuntu, escrita pela diretora do departamento responsável por Linux da IBM o IBM Z e LinuxONE, Kara Tood, “Hoje, as empresas precisam de um sistema altamente seguro e flexível para apoiar suas iniciativas e para que esse sistema cresça e evolua para o amanhã. O mais recente sistema LinuxONE, foi projetado para apoiar iniciativas de missão crítica e permitir que as empresas sejam inovadoras ao projetar e escalar seu ambiente. O LinuxONE III fornece recursos para proteção e privacidade avançadas de dados, resiliência e escalabilidade da empresa e ativação, e integração na nuvem”.


Projetado para segurança, seja local ou em nuvem (híbrida ou não), possuindo serviços de criptografia Hyper Protect e toda uma base sólida para contêineres com Kubernetes, existe a possibilidade de utilizar diferentes versões do sistema da Canonical. Incluindo, o Ubuntu 18.04 LTS ou para quem deseja as últimas tecnologias e recursos mais recentes no Ubuntu, sua versão 19.04 (talvez com o lançamento do Ubuntu 19.10, o mesmo também faça parte desta lista).

O LinuxONE III também suporta Blockchain, nuvem múltipla híbrida entre outros recursos em que os interessados podem saber mais visitando patners.ubuntu.com ou o site da IBM.

linuxone-ubuntu-linux-ibm-servidor-web-cloud-computador-site-service-kubernetes

Valores não foram informados, porém, tendo em vista o nível do equipamento, presume-se não ser algo para “meros mortais”. Contudo, para donos de médias e grandes empresas, pode ser uma ótima solução.

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Fonte: IBM, Ubuntu.
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Ubuntu detalha plano para o suporte de 32 bits no sistema

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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Quem acompanha o blog, sabe que há uns 3 meses, o Ubuntu “se meteu em uma enrascada”, em relação ao fim do suporte aos pacotes e para a arquitetura de 32 bits e foi obrigado a voltar na decisão. Você pode conferir a cobertura do blog aqui e aqui.

Ubuntu detalha plano para o suporte de 32 bits no sistema





Pensando nisso, a Canonical, fez uma análise e mapeou quais pacotes, bibliotecas (libs) e dependências mais populares eles precisam manter e quais poderiam dar o “devido descanso do Arquivo Morto”. 

Em comunicado feito no Discourse do Ubuntu, Steve Langasek fez o seguinte comentário:

“Com base no nosso compromisso de continuar a oferecer suporte ao i386 no Ubuntu, montamos uma lista de pacotes para os quais conseguimos determinar se há demanda do usuário com base no feedback até o momento. Os pacotes listados abaixo são os que estamos comprometidos em levar adiante para o 20.04 em paridade com amd64. (Também, necessariamente, levaremos adiante vários outros pacotes dos quais os incluídos nesta lista dependem ou dependerão da compilação.)”

Ainda explicou como chegou na lista, em que eles reuniram binários que apenas existiam em i386 (32 bits) e não tivesse uma versão amd64 (64 bits), filtro usado na lista para excluir pacotes que duplicam a funcionalidades disponíveis sob um nome de pacote diferente nos sistemas amd64 ou que são específicos para o hardware que não é compatível com 64 bits. O comando usado foi:

join -j1 -v1 <(sed -n -e’s/^Package: //p’ /var/lib/apt/lists/archive.ubuntu.com_ubuntu_dists_eoan_binary-i386_Packages | sort -u) <(sed -n -e’s/^Package: //p’ /var/lib/apt/lists/archive.ubuntu.com_ubuntu_dists_eoan_binary-amd64_Packages | sort -u) | grep -vE ‘^lib64|amd64$|linux-gnu|ia32$|signed-template$|mkl|sse|^strace64$|^xserver-xorg’


Feito isso, foi gerada uma lista de 52 pacotes, que inclui o Wine e a Steam. Com uma análise mais detalhada, eles chegaram a alguns programas que dependem do 32 bits ainda, como por exemplo Unity3d; godot; SDL-based games; drivers de impressoras. Com isso chegaram a 43 libs runtimes. Algumas são:

● steam
● steamcmd
● wine32
● wine32-development
● wine32-development-preloader
● wine32-development-tools
● wine32-preloader
● wine32-tools
● znes

Ao todo, quase 200 pacotes de código-fonte que serão mantidos nas próximas versões do Ubuntu (19.10 e 20.04 LTS). Para conferir a lista completa e o anúncio, basta clicar aqui.

Por hora, nada vai mudar nas ferramentas mais populares (lutris/wine/steam) e drivers (impressoras, vídeo e afins), isso vai ajudar a “limpar” o sistema e ao mesmo tempo deixar ele compatível. Em casos mais extremos, o que se pode adotar é o empacotamento snap ou flatpak. 

Este artigo não acaba aqui, continue trocando uma ideia lá no nosso fórum.

Espero você até a próxima, um forte abraço.
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Três vulnerabilidades encontradas no Kernel do Ubuntu, atualize agora!

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Usar Linux não significa estar imune às falhas de segurança, porém, geralmente as atualizações são rápidas. Mantenha sempre seu sistema em dia, para evitar possíveis brechas e eventuais transtornos. Caso utilize Ubuntu e derivados, como o Linux Mint, atualize imediatamente seu sistema.

kernle-linux-falha-vulnerabilidade-bug-ubuntu-correção-canonical-update-atualizar

Hoje dois relatórios foram publicados pela Canonical, empresa responsável pelo Ubuntu, mostrando a descoberta de vulnerabilidades que atingem todas as versões suportadas do sistema. O primeiro relatório, USN-4135-1, declara que tanto o Ubuntu 16.04 LTS, 18.04 LTS, como o 19.04 são atingidos pelas falhas. Já o segundo, USN-4135-2, menciona praticamente o mesmo, entretanto para as versões com suporte estendido “ESM” (Extended Security Maintenance). Sendo o Ubuntu 12.04 e 14.04. Outro detalhe, é que ainda não houve confirmação se as falhas afetam o Ubuntu 19.10.

Vulnerabilidades corrigidas com o novo kernel 


  • CVE-2019-14835 : um “estouro” de buffer foi descoberto na implementação de back-end (vhost_net) da rede virtio, no kernel do Linux. Um invasor pode usar isso para causar uma negação de serviço (bloqueando o sistema operacional host) ou provavelmente executar código arbitrário no sistema operacional do host (alta prioridade);
  • CVE-2019-15030 : o kernel Linux nas arquiteturas PowerPC não tratava adequadamente as exceções de recursos não disponíveis em algumas situações. Um invasor local pode usar isso para expor informações confidenciais (prioridade média);
  • CVE-2019-15031 : o kernel Linux em arquiteturas PowerPC não tratava adequadamente as exceções nas interrupções em algumas situações. Possibilitando o uso de informações pessoais por um invasor local.

Você pode utilizar a aplicação “Atualizador de Programas” e efetuar a atualização do seu Ubuntu. Se preferir utilizar o terminal, eis o comando:

sudo apt update && sudo apt dist-upgrade

Depois do procedimento, reinicie seu computador.

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Até o próximo post, atualize seu sistema, SISTEMATICAMENTE! 😎

Fonte: Ubuntu.
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Conferência sobre Linux ocorrerá na sede da Microsoft

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terça-feira, 17 de setembro de 2019

A rivalidade entre a comunidade Linux e a Microsoft é algo que se estende há décadas. Declarações vindas de líderes, fãs e usuários de ambos lados alimentaram essa rivalidade por muito tempo. Porém, nos últimos anos, graças a pessoas com mente aberta, que puseram o bem de todos, de forma realista, à frente de seus egos ou ideias utópicas. A cena começa a mudar.

conferencia-sobre-linux-sede-microsoft

Em 2 de Agosto de 2016 a Microsoft lança, na atualização de aniversário do Windows 10, o WSL (Windows Sub-System for Linux). Em 16 de Novembro do mesmo ano a empresa passa a integrar a ‘The Linux Foundation’ como membro ‘Platinum’. Em 2017 faz uma parceria com a Red Hat, e em 2018 libera 60 mil patentes para Linux.

Eu poderia passar horas aqui escrevendo sobre todas as boas interações e parcerias entre a Microsoft e a comunidade Linux nos últimos anos. A relação entre os lados “Open” e “Closed” da “força” tem estado cada vez melhores nos últimos tempos, o que, na minha opinião, é o melhor para todos. Não é à toa que a frase “Microsoft Loves Linux” tem sido tão utilizada ultimamente.

microsoft-loves-linux

No início deste mês de setembro de 2019 foi anunciada a “WSLconf 1”. Uma conferência que será realizada pelo fundador da Pengwin e organizada pela comunidade nos dias 10 e 11 de Março de 2020, na sede da Microsoft, em Redmond, Washington, nos Estados Unidos da América.

O evento contará com a realização de palestras, hackathons, apresentações, e eventos para desenvolvedores sobre o WSL. Já estão confirmadas as presenças dos desenvolvedores da Microsoft responsáveis pelo WSL, da equipe de desenvolvedores da Canonical responsável pelo desenvolvimento do Ubuntu na WSL, e também dos criadores do Pengwin.

Se você que está lendo este artigo está próximo ao local da conferência e tem interesse em apresentar o seu produto ou fazer uma palestra no evento, fique atento às ‘newsletters’ registrando o seu email no site oficial da ‘WSLconf 1’.

O evento será gratuito, porém o espaço é limitado. Portanto, aos interessados em participar, será necessário um pré registro.

Para mais informações acesse o site oficial do evento.

O que você pensa a respeito dos recentes eventos, e de como as coisas vêm se desenrolando entre a Microsoft e a comunidade Open Source nos últimos anos? Na minha opinião, esta união que vem acontecendo entre dois lados, antes considerados rivais, só tende a beneficiar todos os envolvidos. Não apenas aos líderes e desenvolvedores, mas também a todos nós usuários.

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MusicBrainz Picard 2.2 lançado com player embutido

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Organizar seus álbuns musicais nem sempre é uma tarefa simples, ainda mais quando é necessário pesquisar pelas informações corretas. Pois bem! MusicBrainz Picard pode ser uma ótima solução.

musicbrainz-picard-metabrainz-musica-som-audio-album-cd-meta-tag-info-mp4-m4a-ogg-mp3-flac-editor

MusicBrainz Picard é um software open source, multiplataforma e desenvolvido pela Fundação MetaBrainz, a mesma responsável pelo banco de dados MusicBrainz. O Picard pode, com apenas um clique, encontrar diversos álbuns de música em diferentes formatos, como: MP3, FLAC, OGG, M4A, WMA, WAV, entre outros.

Utilizando as impressões digitais de áudio AcoustID, os arquivos são identificados e comparados com as músicas no banco de dados, isso tudo sem que os metadados estejam presentes em seus arquivos ou estejam incompletos. Editar as tags de suas músicas com o programa torna-se bem prático.

Algumas novidades do MusicBrainz Picard 2.2


Diversos bugs foram corrigidos, resolvendo falhas em suas versões, seja para Windows, Linux, macOS, etc.

Outros recursos mais técnicos foram adicionados, caso tenha interesse, acesse este link e veja os detalhes. Uma novidade que posso destacar, entre as demais, é a adição de um player de música embutido. O recurso ainda é beta, mas simplificará o ato de editar as tags e demais configurações. Poupando tempo, ao não obrigar o uso de outro player em conjunto. Algo simples, mas que vem para somar e tornar tudo mais fácil. Ainda é possível escolher por outro player instalado, lembre-se que por se tratar de uma feature em beta, pode ocorrer bugs com essa nova função.

musicbrainz-picard-metabrainz-musica-som-audio-album-cd-meta-tag-info-mp4-m4a-ogg-mp3-flac-editor

Instalação do MusicBrainz Picard 2.2


Existem versões do app para muitas plataformas, irei demonstrar para o Ubuntu via PPA, Flatpak e Snap, para englobar o máximo possível de distribuições Linux. Aliás, Flatpak é a maneira que aconselho e utilizo o software no Linux. Outras distribuições podem tanto instalar a versão contida no Flathub, que demonstrarei a seguir, ou acessar o link “Linux” e escolher conforme sua distro no site oficial do Picard (Snap também é uma opção).

Baixe a versão conforme seu sistema operacional:


Picard via PPA


Usuários de Ubuntu e derivados podem instalar o Picard via PPA conforme demonstrarei, entretanto, reforço que o uso do Flatpak e Snap diminui a obrigatoriedade de tal método.

Adicionando o PPA Stable do Picard:

sudo add-apt-repository ppa:musicbrainz-developers/stable

Atualizando a lista de pacotes:

sudo apt update

Instalando o Picard:

sudo apt install picard

Caso queira remover o Picard via PPA, desinstale o programa e depois remova seu PPA.

Removendo o Picard:

sudo apt remove picard

Removendo o PPA:

sudo add-apt-repository -r ppa:musicbrainz-developers/stable

Picard via Flatpak


Outro modo de obter o Picard, é via Flatpak. O programa encontra-se no repositório Flathub, facilitando a instalação nas principais distribuições Linux. Usuários do Linux Mint podem pesquisar diretamente na loja pelo programa, caso esteja utilizando o Ubuntu, não se preocupe, essa postagem demonstra a configuração do Flatpak e adição do Flathub no sistema da Canonical. Assim, basta pesquisar na loja por “Picard flatpak” e instalar o app.

musicbrainz-picard-metabrainz-musica-som-audio-album-cd-meta-tag-info-mp4-m4a-ogg-mp3-flac-editor-ppa-ubuntu-snap-mint-flatpak-flathub-snapcraft

Usuários de outras distros, podem configurar o Flatpak em seus sistemas por esse link. Já o guia oficial do Flatpak, além de demonstrar a configuração, ensina como adicionar o repositório Flathub. Se preferir fazer tudo via terminal, eis os comandos logo abaixo.

Adicionando o repositório Flathub:

flatpak remote-add --if-not-exists flathubhttps://flathub.org/repo/flathub.flatpakrepo

Instalando o Picard Flatpak:

flatpak install flathub org.musicbrainz.Picard

A remoção pode ser desta maneira:

flatpak remove org.musicbrainz.Picard

Picard via Snap


O Picard também está na Snapcraft, vale ressaltar que na presente data em que escrevo este artigo, essa versão está na “2.1” e não encontrei no site do Picard a menção de um pacote Snap. Provavelmente este Snap é empacotado pelo pessoal da Canonical, sem envolvimento da Fundação MetaBrainz.

No Ubuntu basta pesquisar diretamente na loja por: “Picard” e instalar a versão em Snap, outros sistemas baseados em Linux devem adicionar o suporte ao Snap. Acesse este guia e configure seu sistema

Instalando o Picard Snap:

sudo snap install picard

Removendo o Picard Snap:

sudo snap remove picard

O Picard é uma aplicação interessantíssima, ainda mais com sua enorme base de dados, porém, caso queira outras alternativas o “EasyTag” e “Puddletag” são recomendadas e vale o teste.

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APT com problemas? Saiba como resolver

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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A dica de hoje é algo bem simples, mas que pode auxiliar quem eventualmente esteja passando por essa situação. Confesso que é algo bem raro de acontecer, ao menos em meu cotidiano. Todavia, caso não esteja conseguindo atualizar seu sistema ou instalar apps, por conta do APT “travado/bloqueado”, eis a possível solução. 

apt-erro-bloqueado-instalar-update-remover-atualizar-ubuntu-deepin-linux-mint-elementary-pop

Lembrando que o APT é um conjunto de ferramentas, usadas no Debian, Ubuntu e derivados para administrar os pacotes DEB de forma rápida e prática. Se está tendo dificuldades com outro sistema, o Fedora por exemplo, não terá nenhuma relação com o APT.

Resolvendo a “mutreta” 


Existem diversas maneiras de contornar este problema, às vezes um simples reiniciar resolve. Um equívoco comum é manter outro programa que gerencia os pacotes, como o Synaptic, aberto e tentar atualizar via terminal. Certifique-se que nenhum destes apps estejam rodando, durante as mensagens de “APT travado”. No caso do Ubuntu, especificamente, pode ser comum o APT ficar nesse estado durante os momentos iniciais em que adentra no sistema, pois o gerenciador de atualização pode estar “ao fundo” procurando atualizações. Espere uns minutinhos, se o erro persistir (ou se não tem paciência 😁️😁️😁️), tente os comandos a seguir.

apt-erro-bloqueado-instalar-update-remover-atualizar-ubuntu-deepin-linux-mint-elementary-pop

Sei de diversas maneiras para contornar esse problema. No entanto, essa resolve a maioria dos casos. Não é a mais prática, mas resolve o problema. Se quiser tentar algo antes, em um único comando, tente esse:

sudo cp -v /var/lib/dpkg/status-old /var/lib/dpkg/status 

Agora se mesmo assim não conseguiu atualizar o sistema, vamos à maneira que nunca falhou comigo.

Remova os arquivos que estão bloqueando o APT, são 3 comandinhos na seguinte ordem:

sudo rm /var/lib/apt/lists/lock

sudo rm /var/cache/apt/archives/lock

sudo rm /var/lib/dpkg/lock*

Reconfigure os pacotes:

sudo dpkg --configure -a

Por fim, atualize a lista de pacote:

sudo apt update

Logo abaixo é a versão com todos os comandos em um único:

sudo rm /var/lib/apt/lists/lock && sudo rm /var/cache/apt/archives/lock && sudo rm /var/lib/dpkg/lock* && sudo dpkg --configure -a && sudo apt update

Com isso o problema possivelmente foi solucionado e você poderá instalar, remover apps e atualizar o sistema via APT normalmente.

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Ubuntu 19.10 ganhará nova versão do tema 'Yaru'

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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Por muitos anos o Ubuntu utilizou por padrão um tema chamado ‘Ambiance’. Originado na versão 10.10, o tema perdurou até a versão 18.04. É claro que com o passar dos anos o tema passou por várias atualizações e alterações, mas nenhuma que tenha alterado de forma significativa o aspecto visual do sistema.

ubuntu-nova-versão-tema-yaru

Aos olhos de muitos, utilizar o mesmo tema por quase oito anos tornou o visual da distro datado e antiquado, o quê, principalmente nos últimos anos do ‘Ambiance’ como padrão, gerou muita reclamação da comunidade. No entanto, mesmo com anos e anos de reclamações e pedidos da comunidade por um novo tema, a Canonical insistia em manter o “bom e velho” ‘Ambiance’, aparentemente sem se importar muito com os pedidos dos usuários.

A partir da versão 17.10 a Canonical abandona o Unity e volta a utilizar o GNOME Shell como interface padrão do Ubuntu. Todos imaginaram que com uma mudança desse nível, um novo tema finalmente chegaria. "Só que não…" Apenas após cerca de um ano, na versão 18.10 é que o Ubuntu lança o tão esperado novo tema. Estamos falando do ‘Yaru’.

tema-ambiance-ubuntu
Tema 'Ambiance' no Ubuntu 10.10.
tema-ambiance-ubuntu
Tema 'Ambiance' no Ubuntu 17.04.
tema-yaru-ubuntu
Tema 'Yaru' no Ubuntu 19.04.
Mesmo após tanta demora e expectativa, ao contrário do Chinese Democracy, o ‘Yaru’ não decepcionou. Em um trabalho conjunto com a comunidade, a Canonical conseguiu criar um tema moderno, que agradou à maioria, e que não fez com que a identidade visual do sistema se perdesse.

A versão padrão do ‘Yaru’ possui fundo branco com ‘headerbars’ em tons de cinza, como nada agrada a todos, com o tempo começaram a surgir reclamações e sugestões de alterações em certos aspectos do tema. Para a surpresa de muitos, contrariando o seu histórico, a Canonical está ouvindo a comunidade em relação a isso. E após o pedido de usuários em um ‘bug report’, a próxima versão do Ubuntu, a 19.10, virá com uma nova versão padrão do tema ‘Yaru’.

nova-variação-tema-yaru-lançada-ubuntu
Nova variação do tema 'Yaru' a ser lançada no Ubuntu 19.10.
O problema relatado no ‘bug report’ trata-se de um bug que dificulta a visualização dos botões de ação nas ‘headerbars’ escuras. Vários usuários estavam reclamando da falta de contraste entre a ‘headerbar’ e os botões de ação.

O ‘Yaru’, na verdade, é uma versão modificada do tema ‘Adwaita’ do projeto GNOME, e essa modificação fará com que este fique mais parecido com o tema padrão do GNOME Shell. A modificação consiste em inverter a cor das ‘headerbars’, tornando-as brancas. O quê, em geral, deve 
solucionar este bug e melhorar a usabilidade do sistema.

novo-tema-yaru-white-branco-claro-ubuntu
Tema 'Yaru' atual vs. nova versão.
A princípio, na versão 19.10 do Ubuntu, estarão disponíveis apenas a nova versão do tema ‘Yaru’, com as 'headerbars' brancas, e o ‘Yaru Dark’, com toda a interface escura em tons de cinza. Todavia, a ideia é que na versão 20.04 a variação atual com apenas as ‘headerbars’ escuras volte e seja mais uma opção disponível. Em paralelo com a nova variação branca e o ‘Yaru Dark’.

O ‘Yaru Dark’ também sofrerá algumas modificações nessa nova versão do Ubuntu. Nada comparado as alterações na versão clara, mas mesmo assim obtendo uma melhora significativa, aumentando a coerência visual com alterações nos tons de cinza dos 'backgrounds', e de alguns botões.

tema-yaru-dark-ubuntu
Como é o tema 'Yaru Dark' no Ubuntu 19.04.
tema-yaru-dark-ubuntu
Como será o tema 'Yaru Dark' no Ubuntu 19.10.
O quê você achou do novo visual dos temas ‘Yaru’ e 'Yaru Dark'? Você acha que tornar as ‘headerbars’ brancas realmente irá melhorar a visualização dos botões de ação? A mudança irá melhorar o aspecto visual do tema? Comente e diga-nos o quê você pensa. :)

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Por hoje é tudo pessoal! :)

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Tudo o que você precisa saber sobre os drivers AMD no Linux

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Você é aquele cara que viu a live do Diolinux na Twitch, e através dela ficou sabendo que, sim, Linux roda jogos? Você acabou de instalar a sua primeira distribuição Linux e não vê a hora de rodar seus jogos com a sua GPU AMD, mas qual driver instalar? Como saber qual está instalado? E qual é o melhor?

tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-os-drivers-amd-no-linux

O gerenciamento dos drivers AMD nos sistemas baseados em Linux é algo muito simples, mas mesmo assim ainda há muita desinformação sobre isso internet a fora. Uma grande parte dos usuários iniciantes acaba aprendendo erroneamente que o driver de vídeo para GPUs AMD no Linux é apenas o Mesa Driver. Quando, na verdade, não é bem assim. Além do Mesa Driver também existem mais três drivers disponíveis para GPUs AMD, sendo eles: ‘Radeon’, ‘Amdgpu’ e ‘Amdgpu-pro’.

Quais são os drivers, e quais as diferenças entre eles?


Mesa Driver: O Mesa Driver ou Mesa3D é uma implementação para APIs gráficas multiplataforma que trabalha com os drivers Open Source dos chips gráficos da AMD, Intel e Nvidia. No Linux o Mesa Driver é responsável por implementar - leia-se: pôr para funcionar - as APIs gráficas OpenGL e Vulkan.

Radeon: Este é o driver de vídeo Open Source legado para GPUs AMD. Sendo assim, é o driver utilizado nos chips mais antigos da marca. Todas as placas de vídeo das séries Radeon HD 2000, 3000, 4000, 5000, 6000, 7000 e 8000, bem como alguns modelos das séries R5, R7 e R9 utilizam este driver por padrão em todas as distribuições Linux. Além de geralmente o driver Radeon possuir um desempenho inferior ao seu sucessor (o Amdgpu), este também não possui suporte a API Vulkan.

AMDGPU: O ‘amdgpu’ é o driver de vídeo Open Source mais recente para AMD, sendo o padrão para todas as placas mais atuais da marca. Possui suporte completo a Vulkan e é o driver que possui o melhor desempenho em jogos.

AMDGPU-PRO: O ‘amdgpu-pro’ está incluso no pacote ‘Radeon Software’, e é aquele driver que pode ser baixado no site da AMD, porém, não vem instalado por padrão em nenhuma das principais distros. O ‘Amdgpu-pro’ pode ser uma boa opção para quem trabalha com softwares de edição de áudio, vídeo, imagens ou modelagem 3D. Porém, se tratando de jogos não possui um desempenho tão bom quanto as suas alternativas, e definitivamente não é recomendado para o usuário “comum”. Justamente por não ser focado neste tipo de usuário, a sua versão atual, 19.03, é compatível apenas com o Ubuntu 18.04.3, Red Hat Enterprise Linux 8.0 e 7.6, CentOS 8.0 e 7.6, e SUSE Enterprise Linux 15. O ‘Amdgpu-pro’ só pode ser instalado em GPUs que sejam compatíveis e estejam rodando ‘Amdgpu’.

Todas as distribuições Linux que são direcionadas ao usuário final - Ubuntu, Linux Mint, Manjaro, Deepin, entre outras... - já possuem os drivers Mesa, Radeon e Amdgpu instalados por padrão. Você simplesmente não precisa instalar nada. 😀

Como saber qual driver estou utilizando?


Independente de qual seja o modelo da sua GPU, ela com certeza faz uso do Mesa Driver, mas como saber se estou utilizando ‘Radeon’ ou ‘Amdgpu’?

É uma consulta muito simples! Abra um terminal e rode os dois comandos abaixo na seguinte ordem:

lspci -k | grep radeon

lspci -k | grep amdgpu

Os comandos retornarão o seguinte:

Kernel driver in use: “Aqui será exibido o nome do driver que você está utilizando, ‘Radeon’ ou ‘Amdgpu’.”

Kernel modules: “Aqui aparecerá com quais drivers o seu chip gráfico é compatível. ‘Radeon’, ‘Amdgpu’ ou em alguns casos ambos.”
driver-amdgpu-no-terminal-linux
Nesse caso o driver em uso e único disponível é o 'Amdgpu'.
Alguns modelos de placas das séries Radeon HD 7000, HD 8000, R5, R7 e R9 são compatíveis com ambos os drivers. Porém, o suporte ao ‘Amdgpu’ nesses modelos é experimental. Sendo assim, o driver ‘Radeon’ é o que vem ativado por padrão.

Como já foi dito, além de o driver ‘Radeon’ possuir um desempenho inferior, este também não roda Vulkan. Sendo assim, se você pretende rodar jogos com Vulkan, bem como obter um melhor desempenho nessas GPUs, será necessário ativar o ‘Amdgpu’ manualmente.

Já publicamos aqui no blog um artigo ensinando a ativar o ‘Amdgpu’ em todos o modelos que suportam ambos os drivers, bem como listando quais modelos são esses.

Devo atualizar meus drivers?


Os drivers ‘Radeon’ e ‘Amdgpu’ estão inclusos no Kernel Linux. Sendo assim, os mesmos são atualizados automaticamente sempre que o Kernel é atualizado. Então talvez você esteja se perguntando: Devo atualizar o meu Kernel à fim de obter os drivers mais recentes? Isso me dará mais desempenho?

Atualizar o Kernel envolve muito mais do que apenas drivers de vídeo. Sabendo disso, já fizemos um artigo completo falando sobre todos os prós, contras, e se realmente vale a pena atualizar o Kernel.

Já o Mesa Driver está instalado por padrão na grande maioria das distribuições Linux, mas não está inserido no Kernel. Sendo assim, ele pode ser atualizado individualmente. O que é recomendado se você utilizar uma distro de lançamento fixo, como o Ubuntu ou Linux Mint.

Para saber como atualizar o Mesa Driver no Ubuntu e Linux Mint veja este artigo.

Instalando o Radeon Software (Amdgpu-pro)


Se após ter lido a introdução sobre o ‘Amdgpu-pro’ neste artigo você percebeu que o mesmo se encaixa no seu perfil de usuário e decidiu instalá-lo, por sua conta e risco, siga as instruções abaixo:

Obs.: O tutorial abaixo foi feito no Ubuntu 18.04.3 LTS. O processo de instalação pode ser ligeiramente diferente nas outras distribuições suportadas.
• Acesse a página de suporte da AMD, selecione o modelo da sua GPU e clique em ‘Enviar’.

pagina-de-suporte-da-amd

• O driver está disponivel para quatro distribuições Linux e geralmente não funciona nas suas derivações. Escolha qual versão você deseja e clique em ‘Download’.

pagina-de-download-de-drivers-da-amd

• Após ter concluído o download, extraia o conteúdo do arquivo com extensão “.tar.xz” que você baixou. Abra a pasta na qual os arquivos foram extraídos. Localize o arquivo ‘amdgpu-pro-install’, clique nele com o botão direito do mouse, vá à aba ‘Permissões’ e marque a caixa de seleção ‘Permitir execução do arquivo como um programa’.

shell-script-amd-linux

• Clique com o botão direito do mouse em qualquer área em branco dentro da pasta em que está localizado o arquivo ‘amdgpu-pro-install’, depois clique em ‘Abrir no terminal’.
instalando-amdgpu-pro-no-linux

Dentro do terminal digite o seguinte:

./amdgpu-pro-install

Pressione ‘Enter’ e aguarde. A instalação poderá levar vários minutos.

Assim que a instalação estiver finalizada, reinicie o seu computador. Pronto, o driver ‘Amdgpu-pro’ já está instalado na sua máquina.

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