Diolinux - O modo Linux e Open Source de ver o Mundo

Responsive Ad Slot

Mostrando postagens com marcador Ubuntu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ubuntu. Mostrar todas as postagens

Linux e Blender - OrtogOnBlender, projeto brasileiro para ajudar fabricantes de próteses e parafusos cirúrgicos

Nenhum comentário

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Em setembro de 2017 foi iniciado o desenvolvimento do OrtogOnBlender, um add-on orientado ao planejamento de cirurgias ortognáticas que de uma maneira simplista, corrige deformações faciais em adultos.

Linux e Blender - OrtogOnBlender, projeto brasileiro para ajudar fabricantes de próteses e parafusos cirúrgicos






O objetivo do add-on sempre foi facilitar a vida dos usuários iniciantes ao empacotar uma série de comandos em um botão e oferecer características que não estão presentes no Blender nativo, como a importação de tomografias computadorizadas e digitalização de objetos por fotos (fotogrametria).

Hoje, um ano depois, o OrtogOnBlender foi usado em um grande número de planejamentos de casos reais e sou procurado todos os dias por especialistas da área da saúde interessados em utilizar a plataforma, bem como por empresas e profissionais para ministrar aulas do add-on.

“Geralmente ensino os conceitos básicos e depois vou evoluindo para comandos mais complexos, mas desta vez algo diferente aconteceu. Fui contratado por uma empresa que já utiliza o Blender (rodando no Linux!) há mais de dois anos. O objetivo deles era conhecer um pouco mais do OrtogOnBlender e, logo, usar o Blender de forma mais presente no workflow reduzindo o tempo do planejamento digital”, comenta Cícero Moraes, idealizador do projeto OrtogOnBlender.

A empresa em questão é a PROMM Indústria de Equipamentos Cirúrgicos. Fundada no ano de 1993, sempre desenvolveu próteses de modo manual, até que o responsável técnico, Msc. Eng.º Eubirajara Medeiros, começou a estudar o Blender e, aos poucos, foi sendo bem-sucedido na digitalização do processo manual de planejamento, até que, em 2016, o programa passou a ser utilizado de forma ampla.

O curso de Computação Gráfica 3D Avançada Aplicada às Ciências da Saúde chegou em um bom momento, posto que parte do processo, como a reconstrução de tomografias computadorizadas, por exemplo, era feita em um programa externo. Agora passará a ser feita "dentro do Blender" com o OrtogOnBlender.
Além disso, os funcionários passarão a utilizar a fotogrametria para digitalizar a face dos pacientes que recebem os procedimentos cirúrgicos, de modo a projetar o pós-cirúrgico digital e acompanhar a evolução dos tratamentos. É importante informar que a visualização do pós-cirúrgico digital é executada e acompanhada apenas pela equipe e pelos cirurgiões, sendo vetada ao paciente, por razões éticas e legais.

A partir de agora, o caminho natural da parceria entre a PROMM e o OrtogOnBlender tende a ampliar o know-how relacionado a automatização de processos de reconstrução de tomografias em 3D, dinâmica de tecidos moles e uso do Python script para demais cálculos e projeções necessários no campo da confecção de próteses faciais e cranianas. 

O projeto OrtogOnBlender teve origem com o nosso grande amigo e excepcional profissional, Cícero Moraes, ele já concedeu entrevistas para o canal e você pode conferir abaixo:




Para instalar o OrtogOnBlender no Linux, basta seguir esse tutorial na pagina do projeto.

Espero você ate uma próxima e um forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como instalar o tema de ícones e GTK do Flat-Remix no Ubuntu e Linux Mint

Nenhum comentário

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Poder personalizar a sua distro Linux da maneira que você bem entender é uma das vantagens do mundo Linux. Hoje vamos mostrar um conjunto de personalização, o Flat-Remix que se baseia no Material Design.


 Como instalar o tema de ícones e GTK do Flat-Remix no Ubuntu e Linux Mint





O Flat-Remix usa o tema Arc como base para a construção do seu tema, ele é feito pelo usuário daniruiz lá no GitHub. O tema tem 4 modos com variações, que são: Dark e Dark-Solid; Darker e Darker-Solid; Darkest e Darkest-Solid e GTK e GTK-Solid.

Instalação


O tema Flat-Remix tem temas tanto para o GTK quanto para ícones, assim podendo ser instalados separados, entretanto, nesse artigo vamos mostrar como instalar eles juntos e assim usá-los em conjunto também, criando um visual homogêneo. Para instalar o tema no Ubuntu/Mint temos duas formas, pode ser tanto da forma manual (criando pastas), quanto instalando via repositório. Vamos mostrar os dois para você:

Modo “Manual”


Primeiro vamos instalar o Flat-Remix para GTK, ele pode ser baixado aqui. Salve ele em um lugar em que você tenha fácil acesso.

Depois de baixado, você tem que conferir se a pasta oculta .themes existe no sistema, se ela não existir basta criar a pasta na sua home com esse nome, mas lembra-se de colocar o “.” ponto antes do nome da pasta, no Linux as pastas que começam com “.” são consideradas pastas ocultas do sistema e é assim que ela tem que ser. Para poder visualizar as pastas ocultas para pressionar a combinação de teclas “CTRL+H”.

Feito isso, basta abrir o arquivo do tema que você baixou com o descompactador de arquivos e extrair o conteúdo dele na pasta “.themes” que você acabou de criar. O próximo passo é ir na ferramenta de customização da sua distro e aplicar o tema Flat-Remix no sistema. No Ubuntu é necessário usar o GNOME Tweaks e no Linux Mint você deve usar as próprias configurações tema no painel de controle do Cinnamon (ambiente gráfico).

Instalando tema via PPA


A outra forma de instalar o tema GTKé via PPA. Para instalar PPA via interface gráfica veja este artigo do blog. Vamos instalar via terminal, que é bem simples com apenas um comando o processo se resolve, basta abrir o terminal, copiar e colar este comando: 

sudo add-apt-repository ppa:daniruiz/flat-remix -y && sudo apt-get update && sudo apt-get install flat-remix-gtk -y

Depois de instalado, basta repetir o procedimento para mudar o tema, como mencionado logo acima.

Instalando o tema de ícones


Agora vamos instalar o tema de ícones do Flat-Remix, para baixar basta acessar este link. O procedimento para instalar manualmente é o mesmo que do tema, basta criar a pasta “.icons” ao invés da “.themes” na sua pasta home. Não esquecendo de usar o ponto antes do nome novamente. O resto do procedimento é exatamente o mesmo mesmo, usando as ferramentas já mencionadas para ativar os temas.

Para instalar via terminal vamos usar o mesmo PPA. Se você já o adicionei antes, agora é só rodar este comando no terminal:

sudo apt-get install flat-remix -y

Se você quiser poupar um pouco de tempo, é possível instalar tudo de uma só vez usando este comando:

sudo add-apt-repository ppa:daniruiz/flat-remix -y && sudo apt-get update && sudo apt-get install flat-remix-gtk -y && sudo apt-get install flat-remix -y

O resultado é esse dos prints do projeto abaixo.


Flat Remix GTK


Flat Remix GTK Darker


Flat Remix GTK Dark


Flat Remix GTK Darkest

Para ver os outro projetos do usuário daniruiz, basta acessar o GitHub dele.

Ter opções de temas nunca é demais né ? =).

Espero você numa próxima, um forte abraço
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Parâmetros de inicialização úteis para o Proton da Steam (Steam Play)

Nenhum comentário

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

O novo Steam Play, que trouxe o projeto Proton, já mudou drasticamente o cenário de jogos para Linux, fazendo com que alguns milhares de novos títulos funcionassem, entretanto, a compatibilidade perfeita ainda deve levar algum tempo para acontecer, o que não quer dizer que você não possa pegar alguns atalhos para rodar os seus jogos.

Steam Play comomand Startup






A ideia de funcionamento do Steam Play com o Proton é simples: Ao clicar em um game que seria, teoricamente, apenas para Windows, o jogo abrirá no Linux normalmente permitindo que você jogue como faria na plataforma da Microsoft. É claro que isso é uma "super simplificação" do projeto, mas a verdade é que muitos jogos já se comportam exatamente dessa forma, mesmo os fora da Whitelist de compatibilidade da Valve.

A própria comunidade vem testando uma série de jogos e postando os resultados obtidos, você pode conferir o estado  de compatibilidade atual do jogo que você gostaria de jogar consultando este site.

Outros games funcionam também com o "minor tweaking", ou seja, com pequenos ajustes. O projeto Proton está disponível no GitHub e possui uma documentação muito rica, onde existe várias dicas interessantes que você pode usar nos games para fazer com que eles funcionem de forma adequada.

Para tirar provento do material que estamos compartilhando aqui, você precisa estar com o SteamPlay/Proton ativado na sua Steam, caso você não saiba como funciona, clique aqui para entender melhor.

Parâmetros na inicialização


O Steam sempre suportou pequenos ajustes como esses em grande parte dos jogos, inclusive os de Windows, existem vários fóruns de jogos para computador que permitem que você consiga certos comportamentos nos seus games através disso, como fazê-los rodar em tela cheia, modo janela, usar uma API específica, etc. No caso do Steam Play, temos algumas opções que forçam o comportamento do Proton, essas opções podem fazer com que um jogo rode ou não, ou podem otimizar o desempenho em alguns casos.

Como muita gente ficou com dúvida, eu resolvi criar esse material guia completo explicando para servir como referência, assim você pode fazer experimentações antes de reportar qualquer game lá no ProtonDB.

Como usar os parâmetros?


De nada adianta você saber quais são os parâmetros se você não souber onde aplicá-los, certo? Para adicionar um parâmetro de inicialização a qualquer game da Steam, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ele na sua biblioteca de jogos e clicar na opção "Propriedades" ou "Properties", caso esteja em Inglês:

Propriedades de um jogo na Steam

Ao fazer isso você abrirá um painel muito útil que praticamente todo jogo da Steam possui, onde você pode fazer uma série de manutenções no jogo, como navegar pelos arquivos do game, verificar a integridade do mesmo para saber se nada está corrompido, acessar versões Beta, mudar o idioma de um jogo, etc.

Uma das opções é a "Set Launch Options..." ou "Definir opções de inicialização...", ao clicar neste botão uma nova janela (menor) vai se abrir permitindo que você coloque os parâmetros.


Como você pode ver pela imagem, é realmente muito simples. Os parâmetros que podem ser usados ali variam de jogo para jogo, porém, os parâmetros do Proton funcionam para qualquer jogo que rode no Linux através do Steam Play.

Uma vez adicionado o parâmetro, basta clicar no botão "OK", fechar a janela e iniciar o jogo normalmente pelo cliente Steam, clicando em "Jogar" ou "Play".

Parâmetros do Proton (Steam Play)


Para entender melhor como o Proton funciona, você pode conferir o vídeo de apresentação que nós fizemos no canal, prepare um bom café, pois se trata de um vídeo longo, mas é provavelmente um dos mais completos que você verá.


Você pode usar parâmetros do Proton para forçar os jogos a usarem uma API ou outra, a converterem os dados do DX9, DX11 ou 12 para o Vulkan ou para o OpenGL e uma série de outras coisas, eu vou  fazer uma lista para você logo mais.

Antes entendamos o contexto da sintaxe do parâmetro:
"PROTON_VARIABLE=1 %command%
As palavras "PROTON_VARIABLE" simplesmente demonstram qual variável você estará alterando, já o valor "=1" indica que a variável está ativa, se você colocar "=0" seria o mesmo que "desligado" ou seja, na prática o efeito seria o mesmo de você não adicionar a variável. A sentença "%command%" basicamente é uma variável que indica o comando desencadeado pelo botão "play" da Steam, ou seja, o executável do jogo ou um launcher, como alguns games usam.

Em outras palavras palavras, é como se você estivesse dizendo "Proton, use (ou não) 'esse recurso' para executar tal jogo". Simples assim.

Na prática os parâmetros são estes logo abaixo, sendo que podem ser adicionados alguns novos no futuro, os padrões atuais são:

1 -  Faça com que o Proton use o OpenGL no lugar no Vulkan para o DirectX 10 e 11

PROTON_USE_WINED3D=1 %command%

2 - Faça o Proton desabilitar o DirectX 11 e rodar em DirectX 9, o que pode ser usado para jogos que possuem suporte à versão antiga do DX da Microsoft e rodarão melhor dessa forma. Alguns jogos mais antigos funcionam melhor dessa forma.

PROTON_NO_D3D11=1 %command%

3 - Você pode ler mais sobre o recurso ESYNC do Wine aqui, este recurso pode ser útil para rodar games que sejam CPU-Bound e exijam mais deste componente do que geralmente acontece, como o game da Rockstar Games, GTA V. Ativar ou desativar essa função em muitos casos não fará muita diferença, mas em outros pode trazer mudanças drásticas.

PROTON_NO_ESYNC=1 %command%

Estes são os parâmetros principais do Proton e são os que mais afetam os jogos, porém, existem outros que podem ser úteis para debugar um jogo ou avaliar a performance do mesmo. Por exemplo, se você quiser ver a taxa de FPS, Frame Times, Versão do Vulkan, driver e a sua placa de vídeo e outros pormenores na tela, basta adicionar esse parâmetro:

DXVK_HUD=devinfo,fps,frametimes %command% 

Claro que você pode remover qualquer uma das palavras para mostrar somente o que você quiser, por exemplo, se você só quiser ver os FPS, basta deixar apenas a palavra "fps" depois de "DXVK_HUD=" e antes de "%command%", o mesmo vale para as demais opções.

Essa função ativada te trará, nos jogos que suportam a função, uma tela como essa do Pro Evolution Soccer 2019, que está rodando no Linux Mint no exemplo:

PES 2019 no Linux

Observe em ambas as imagens o canto superior esquerdo.

PES 2019 no Linux

Existem alguns parâmetros voltados exclusivamente para o Debug, você pode saber mais aqui.

Indo além do óbvio (avançado)


Não podemos esquecer que esses softwares são Open Source, então, você pode alterar o comportamento padrão deles, por conta e risco, é claro. Mas por exemplo, você pode adicionar algum componente faltante em um jogo através do Winetricks.

Exemplo: O desenvolvedor fez o jogo para Windows considerando que certas ferramentas intrínsecas do sistema da Microsoft já estejam instaladas, como o Net Framework 4.5. Geralmente os games da Steam instalam suas próprias dependências (no Linux e no Windows) na primeira vez que o jogo é executado, mas se o desenvolvedor já estava contando com esse componente direto do sistema operacional e não adicionou a função de instalá-lo na primeira vez que o jogo é executado, em se tratando do Proton, isso pode significar um problema, afinal o game precisa de um componente que pode não estar instalado.

Dessa forma você pode usar o Winetricks, um utilitário muito popular para manipulação do Wine para instalar componentes extras para o jogo.

O primeiro passo é ter certos pacotes instalados, para isso rode o comando (Ubuntu, Linux Mint e derivados):
sudo apt install wine64 wine32-preloader winetricks -y
Com isso você pode manipular o prefixo do jogo dentro do Proton, por exemplo, esse comando permite que você instale o DotNet 4.5 no jogo "Yu-Gi-Oh Duel Links":
WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks dotnet45 
Destacados em amarelo estão alguns itens importantes do comando. O primeiro é número da aplicação. 

Navegue até o diretório "/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/" e você verá uma série de pastas com números que parecem ser aleatórios, mas na verdade representam o ID do jogo dentro da Steam.

* Essas pastas com números só aparecerão se você possuir jogos instalados via Proton, os jogos nativos ficam em outro diretório.

Para descobrir qual jogo corresponde a qual pasta você pode explorar os arquivos dentro do prefixo, onde você provavelmente encontrará os executáveis, mas existe uma forma mais simples de fazer isso, você pode usar o ProtonDB e pesquisar pela numeração, o site vai te trazer o jogo em questão, como no exemplo do game Warframe:

Pesquisando de ID do jogo

Outra forma é usar o próprio site da Steam. Através de um navegador use a URL https://store.steampowered.com/app/601510, onde o número em amarelo é número do jogo (ou nome da pasta do prefixo), nesse caso, seria o jogo "Duel Links" antes mencionado, essa lógica funciona com qualquer game, inclusive os que não precisam do Proton para rodar.

O Winetricks é um programa gráfico também e você encontra ele no menu do seu sistema, originalmente ele busca usar a instalação padrão do Wine no seu computador, e não o Proton, por isso precisamos do comando supracitado para direcioná-lo para trabalhar na pasta correta, no entanto, essa aplicação gráfica pode ser útil para você encontrar o nome do pacote que você quer instalar, que seria o segundo destaque em amarelo no nosso comando, referindo-se ao "dotnet45", o nome do pacote do Net Framework 4.5.

Pesquisando no Winetricks

Como você pode ver, listado na primeira coluna da imagem acima temos o nome dos pacotes, se eu quisesse (por qualquer motivo) instalar as dlls do DirectX 10 em um prefixo do específico de um game via Proton, como o "Duel Links", para usar o mesmo exemplo, pela imagem acima, o nome do pacote que eu devo indicar é "d3dx10", logo, o comando ficaria:

WINEPREFIX=/home/$USER/.steam/steam/steamapps/compatdata/601510/pfx winetricks d3dx10 

Importante para finalizar!


Esse material não é, definitivamente, para quem simplesmente quer "sentar e jogar" apenas, mas para quem quer ir um pouco além com o Proton e explorar as possibilidades da ferramenta. 

Grande parte dos jogos compatíveis com o novo Steam Play simplesmente requerem o download do jogo normalmente e o seu clique no botão de jogar, e nada mais, rodando como se fossem nativos,  porém, existem alguns que com poucas modificações, como um simples parâmetro na inicialização, podem passar a funcionar ou funcionar melhor.

A parte mais avançada, destinada a quem quer testar profundamente e fazer alguns tweaks no próprio sistema da Valve é voltada, definitivamente, a quem quer explorar e ajudar a reportar quais são os problemas encontrados para que determinado título não rode e, com sorte, apontando a solução para o problema.

Estamos vivendo uma era de transição, até essa ferramenta ficar ainda mais madura, alguns ajustes para certos jogos podem ser necessários, e muitas vezes uma simples palavra na inicialização é a diferença entre fazer o jogo funcionar ou não.

Provavelmente, com o tempo, os jogos que forem passando para Whitelist da Valve e que precisem de certos comandos assim, já possuirão essas configurações de fábrica, sejam elas vindas da própria Valve ou do desenvolvedor do jogo.

O Proton além da Steam


O Proton se tornou tão interessante que agora já está fazendo parte de outros projetos como o Lutris, um software destinado para jogadores de Linux que agrega (ou tenta) todos as formas de jogar com o sistema do Pinguin, incluindo emuladores, no entanto, um dos pontos mais fortes do Lutris é a comunidade que cria scripts para facilitar a instalação de jogos como Overwatch e League of Legends, que pode ser instalados com, literalmente, um clique. Agora o Proton faz parte desse projeto também, assim como o DXVK.


Aproveite a jogatina, siga o nosso canal da Twitch pra acompanhar os gameplays usando Proton, e até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


PhotoFilmStrip, o programa que cria filmes à partir de imagens

Nenhum comentário

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

PhotoFilmStrip é um programa que vai permitir que você crie clips com imagens, podendo inserir legendas e arquivos de áudio. Tudo isso pode ser feito em poucos cliques e de forma bem simples, só no “esquema” do arrasta e solta. Bem prático por sinal.


PhotoFilmStrip, o programa que cria filmes à partir de imagens






O programa conta com um linha do tempo para você ir adicionando as imagens e os sons também, pois ele tem suporte para arquivos de áudio. E você também pode adicionar legendas ao vídeo.



Você pode adicionar alguns efeitos de transição nas imagens, como “esmaecer’ e “Rolagem”. Além dos efeitos “preto e branco”, “sépia” e “sem efeito”.

Ele exporta nos formatos MKV, MP4, SvCD, DVD e FULL HD, precisando do plugin gstreamer1.0 instalado, você encontra ele no Ubuntu e derivados com o nome de GStreamer Multimedia Codecs (GStreamer plugins from the "bad" set).



Para instalar ele no Ubuntu e no Mint é muito fácil, basta fazer o download do pacote no formato .deb, dar dois cliques e mandar instalar, sem complicações. Para fazer o download clique aqui.

Se você quiser compilar o programa para a sua distro, você pode baixar o código fonte através deste link.

Um programinha como esse é muito útil se você precisar fazer um vídeo rápido de algum projeto simples ou simplesmente juntar as fotos de algum momento marcante, juntar com uma música que marque esse momento e assim poder transformar em um vídeo clip sem muitos esforços. 

Isso mostra que o mundo Linux tem sim aplicativos para quase todas as tarefas e com uma curva de aprendizado bem baixa, isso quer dizer que não vai demandar muito tempo para “pegar as manhas” do aplicativo.

Comente aí se você já usou esse programa ou se estava procurando por algo parecido, nós diga nos comentários. =)

Um forte abraço e até uma próxima.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Veja como instalar o Ubuntu e o Mint em um notebook com GPUs hibridas (Intel + NVIDIA)

Nenhum comentário

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Muitos que chegam ao Linux através do Ubuntu ou do Mint usam notebooks com o sistema híbrido de GPUs, em que o notebook tem duas placas de vídeo, uma sendo a integrada da Intel e a outra da NVIDIA na maioria das vezes.


Veja como instalar o Ubuntu e o Mint em um notebook com GPUs hibridas (Intel + NVIDIA)






Muitos notebooks não lidam bem com o driver open source nouveau, driver este mantido pela comunidade e com engenharia reversa em relação ao driver proprietário da NVIDIA. Por causa dessa barreira, muitos desistem em utilizar o Linux (mais específico deste tutorial, o Ubuntu e o Mint) e voltam a utilizar o Windows por causa disso, porém, esse problema é contornável, basta fazer um ajuste na tela de boot, esse ajuste é um parâmetro que faz com que o driver nouveau não seja carregado junto com o kernel e assim podendo subir o sistema e instalando o mesmo.

A tela que devemos fazer esse ajuste, é a tela logo após o boot, como se mostra na imagem abaixo.



Como podem ver, para editar as opções basta pressionar a tecla TAB  e assim ir para a tela seguinte onde vamos por o comando nouveau.modeset=0 splash quiet acpi=off


Depois disso o seu sistema é para subir sem muitos problemas e assim continuar a instalação. Lembrando que logo após a primeira reiniciada do sistema, é recomendado a instalação do driver proprietário da NVIDIA e assim desfrutar de melhor performance e estabilidade, principalmente para jogos e tarefas que exijam mais da sua GPU NVIDIA.

O Canal parceiro, O Cara do TI, fez um vídeo muito bacana mostrando como fazer isso no Mint, mas se aplicando ao Ubuntu também.

            

E se você quiser saber como ter a última versão do driver da NVIDIA, temos um vídeo no canal mostrando como fazer isso, vale muito a pena conferir.

            

Um agradecimento especial ao Cristiano, um dos principais nomes da comunidade Fedora no Brasil e que ajuda a difundir o Linux no Brasil. Foi ele que me ajudou a encontrar essa solução, muito obrigado Cris =) .

Um forte abraço e até uma próxima.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical releva: Ubuntu 18.04 LTS agora terá suporte de 10 anos!

Nenhum comentário

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Em comentários proferidos no mais recente OpenStack Summit, Mark Shuttleworth, fundador e CEO da Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu, anunciou uma extensão magnífica no suporte do Ubuntu 18.04 LTS.

Ubuntu LTS com 10 anos de suporte






Em um keynote no OpenStack Summit, acontecendo em Berlin, Alemanha, o fundador da Canonical, Mark Shuttleworth, anunciou que o Ubuntu 18.04 LTS, lançado em Abril de 2018, que originalmente tinha 5 anos de suporte a atualizações de segurança e manutenção, agora passará para 10 anos, dobrando o período de tempo que as empresas e desenvolvedores poderão utilizar o mesmo sistema em seus produtos e empreendimentos.

"Eu estou feliz em anunciar que o Ubuntu 18.04 será suportado por 10 anos", comenta Shuttleworth. "Em parte porque existem 'horizontes' de longos períodos onde certos tipos de indústrias, como as financeiras e de telecomunicações, assim como as indústrias de IoT (Internet das Coisas), desenvolvem serviços e produtos que são mantidos por pelo menos uma década", complementa. Essa nova condição faz com que o Ubuntu seja uma opção interessante para estes mercados também.

Em declarações no mesmo keynote, o CEO da Canonical comenta que a empresa aprendeu ao trabalhar com o mercado que tempo de suporte importa muito e pode ser um grande diferencial. Recentemente, Mark Shuttleworth havia declarado que a venda da Red Hat para IBM poderia beneficiar a Canonical e, aparentemente, essa é uma das primeiras medidas a serem tomadas pela empresa britânica para se tornar mais competitiva no segmento.

No evento Mark complementou as duas declarações sobre a venda da Red Hat, dizendo que a aquisição da empresa por outra gigante não é necessariamente uma surpresa, dizendo saber que a Red Hat realmente vendia e valia muito dinheiro, apenas não imaginava que alguma companhia acordaria em pagar 34 bilhões de dólares por ela, o que é um valor pegou todos de surpresa, não só Shuttleworth, sem dúvidas.

_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Samsung escolhe Ubuntu como distro Linux para o seu novo produto

Nenhum comentário
Recentemente a Samsung demonstrou o DeX, um produto que deve ser utilizado em conjunto com os Smartphones topo de linha da empresa para entregar uma experiência desktop híbrida para os consumidores, até certo ponto, de forma semelhante ao que a própria Canonical pretendia fazer com o Ubuntu Phone.

Samsung DeX






A "Samsung Developer Conference" que aconteceu em San Francisco (EUA) costuma  trazer novidades sobre as mais recentes tecnologias desenvolvidas pela empresa para serem adicionadas ao portfólio de produtos. No evento a Samsung mostrou a evolução do projeto "Linux on DeX", por sua vez, o DeX é um produto que permite usar um Smartphone atrelado a uma espécie de "dock", mudando a usabilidade para algo mais semelhante a um Desktop tradicional, podendo ser conectado mouse e teclado, dando maior versabilidade para o aparelho.

A ideia por trás do conceito é rodar as aplicações disponibilizadas pela Samsung em uma tela maior, como uma televisão ou monitor, com enfoque em produtividade, podendo também ser usado para entretenimento para assistir filmes, jogar alguns games ou simplesmente navegar na internet em uma tela maior.

A atualização para o DeX traz suporte para distros Linux mais robustas e adequadas para o desktop  ao ambiente da Samsung. A distro escolhida pela empresa Sul Coreana foi o Ubuntu, segundo o blog da Canonical, o Ubuntu foi escolhido por ser uma distro popular entre os desenvolvedores e escolha de muitas empresas ao redor do mundo para seus projetos, incluindo a própria Samsung.


A ideia é simples de entender e o vídeo acima ilustra muito bem. Enquanto o Smartphone estiver desplugado do DeX, você tem um Smartphone normal, como qualquer outro Galaxy da Samsung, plugando ele no equipamento, atrelado a um mouse e teclado, automaticamente você tem um sistema operacional de desktop, simples assim.

Apesar da Samsung possuir uma versão de sistema e interface para o DeX, existem ainda várias limitações, especialmente para atender ao público de desenvolvedores, que é o nicho que empresa parece estar focando nesse momento inicial, por isso a possibilidade de rodar uma distro Linux mais tradicional que o Android se torna interessante.

A Canonical está trabalhando com a Samsung para oferecer uma versão modificada do Ubuntu 16.04 LTS e oferecer uma melhor experiência para os desenvolvedores.

Atualmente o DeX está liberado somente para Beta Testers e desenvolvedores, porém, você pode entrar para essa lista clicando aqui, entretanto, mais do que estar na lista, você precisa de um Galaxy Note 9 ou um Galaxy Tab S4 rodando Android Oreo ou superior.

Você pode ler o anúncio da Samsung de forma completa aqui.

Semelhanças e diferenças com o Ubuntu Phone


Muitas pessoas comentaram que o que a Samsung está fazendo agora é realizar o sonho que Canonical tinha com o Ubuntu Phone e o Unity 8. Na verdade o projeto tem semelhanças e diferenças, eles seguem por dois caminhos diferentes para oferecer produtos semelhantes.


A diferença maior entre os projetos está na forma com que a Samsung está tentando atingir essa condição híbrida de Smartphone e Desktop em relação ao que a Canonical planejava.

A Canonical estava desenvolvendo uma interface única que se adaptava em relação ao dispositivo em que estava rodando, de certa forma, parecido com o modo desktop e modo Tablet do Windows 10, de modo que quando você conectasse o seu Smartphone a um cabo HDMI, por exemplo, a tela do Smartphone se transformasse em um touchpad e você poderia operar o equipamento em um layout diferente, com um visual que seria, dependendo do tamanho da tela conectada, igual ao Unity 8 que seria usado no desktop.

Como sabemos, o plano não vingou, ainda que o projeto do Ubuntu Touch ainda permaneça de forma mais modesta nas mãos da comunidade, entretanto, agora a Canonical pode ajudar a trazer esse conceito com a ajuda da Samsung.

A empresa dona da marca "Galaxy" levou esse conceito de outra forma, acreditando que seria mais viável e eficaz "embutir" dois sistemas em um só, um que funciona no Smartphone tradicional e outro que entra em ação quando conectado ao DeX, porém, permitindo o acesso ao armazenamento normal do aparelho, além de alguns aplicativos específicos que são capazes de rodar em ambos os ambientes.

A grande diferença de um possível sucesso desse projeto é que a Samsung já é uma das maiores fabricantes de Smartphones do mundo e possui uma cartela gigantesca de clientes, coisa que a Canonical não tinha, além disso, a empresa parece não estar com muita pressa de lançar um produto como o DeX, que ainda está claramente inacabado, mantendo ainda essas novidades no canal Beta de seus produtos.

Certamente poderemos aguardar novidades no futuro. Convergência de dados, como faz a Apple em seus produtos ou convergência de produtos, e por consequência de dados também, como está fazendo a Samsung? Quem será que emplacará o novo modelo? Façam suas apostas.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Como instalar o MetaTrader no Linux

Nenhum comentário

terça-feira, 13 de novembro de 2018

O MetaTrader é um dos softwares mais populares no mercado de análise financeira, especulação e trading em bolsas de valores. Hoje você vai aprender a instalar ele na sua distro Linux.

MetaTrader Instalar Linux






Ao longo do tempo nós recebemos vários pedidos para ensinar a instalar o MetaTrader no Linux, recebemos um novo recentemente, que foi o que nos motivou a resolver este problema de uma vez. O próprio site do MetaTrader aponta o suporte para Linux, porém, ele é feito através do Wine. Isso não é necessariamente um problema, porém, o tutorial contido no site do MetaTrader é suscetível a problemas de atualização do Wine, por usar apenas o Wine instalado diretamente no sistema.

A solução para isso é usar o PlayOnLinux, ele vai fazer com que você mantenha o seu software estável.

Existe um vídeo no canal que te ensina usar todos os recursos do PlayOnLinux, apesar de ser um vídeo antigo, ele ainda é válido e será útil para você.

Como fazer a instalação do MetaTrader no Linux


O MetaTrader tem duas versões, a 4 e a 5, neste tutorial vamos usar a 5, mas você pode aplicar o mesmo método para a outra versão também.

1 - O primeiro passo é baixar o MetaTrader, faça o download e salve em alguma pasta de sua preferência, vamos puder usar ele mais tarde.

2 - Instale o PlayOnLinux, você o encontra na loja de aplicativos do seu sistema:

PlayOnLinux

3 - Abra o PlayOnLinux, vá na opção de instalar e procure por "MetaTrader", você encontrará as duas opções, instale qualquer uma das duas. Provavelmente você terá um erro nesse processo, mas esse passo é importante para criar o prefixo do Wine onde o nosso MetaTrader vai rodar. Se ao final da instalação der erro, não se preocupe, é isso mesmo. Se não der, bom... você acabou de instalar o MetaTrader...

Seguindo...

Instalando o MetaTrader no Linux

4 - Depois do processo anterior, vamos gerenciar as versões do Wine e instalar a versão de 32 bits mais recente que você encontra (no momento deste artigo é a 3.20). Para isso clique no menu Ferramentas>>Gerenciar versões do Wine.

Configurando Wine MetaTrader

5 - O próximo passo é usar a versão do Wine que você baixou no prefixo do MetaTrader. Clique no botão "Configurar", selecione o prefixo desejado na esquerda e clique na aba "Geral", mude a versão do Wine para a mais recente que você encontrar, depois vá até a aba "Wine" e clique em "Configurar o Wine", na janela que se abrir, mude a versão do Windows para "Windows 10". Confirme as modificações.

Configuração do Wine

6 -  Clique na aba "Diversos" e vá na opção "Rodar um arquivo .exe em um driver virtual", na janela que se abrir, selecione o arquivo .exe do MetaTrader que você baixou no primeiro passo do tutorial. O instalar deve se abrir e agora você pode instalar o software normalmente, como faria no Windows.

MetaTrader no Linux

7 - Depois disso, para facilitar o seu acesso, você pode criar alguns atalhos para o programa.  Na aba "Geral' você encontrará a opção "Faça um novo atalho a partir deste drive virtual", selecione as aplicações das quais você deseja criar atalhos.

Criando atalhos

Se tudo deu certo, você poderá usar o MetaTrader normalmente.

MetaTrader no Linux

Até a próxima!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Nova falha de segurança afeta distros Linux e BSD

Nenhum comentário

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Recentemente o pessoal do ZDNet soltou uma publicação em que alerta para uma nova falha de segurança no Xorg  que afeta distros Linux e BSD.


Nova falha de segurança afeta distros Linux e BSD






A falha encontrada é no X.Org Server e ela permitia (sim, no passado mesmo) que o invasor conseguisse acesso limitado ao sistema que poderia ser via terminal localmente ou em uma sessão SSH remotamente, assim conseguindo mudar as permissões e conseguindo o modo Root.

A vulnerabilidade não está na categoria  de falhas do tipo “as bad-as-it-gets”,  e ela também não preocupa computadores com segurança alta e bem planejada, mas um pequeno deslize pode transformar rapidamente algo não tem preocupante uma invasão terrível, comenta Catalin Cimpanu.

Um consultor de segurança ouvido pela ZDNet,  Narendra Shinde, alertou que tal falha foi apontada no seu relatório de Maio de 2016 e que o pacote do X.Org Server continha essa vulnerabilidade  que poderia dar aos invasores privilégios de root e podendo alterar qualquer tipo de arquivo, até os mais cruciais para o sistema operacional.

Tal vulnerabilidade foi identificada com a “flag” CVE-2018-14665 e nela foi observado o que poderia ter causado tal falha. O manuseio incorreto de duas linhas de código, sendo elas “as -logfile” e “-modulepath”, teria permitindo que os invasores insiram os seus códigos maliciosos. Essa falha é explorada quando o X.Org Server roda com privilégios de root e isso é comum em muitas distros.

Desenvolvedores da X.Org Foundation já estão planejando soltar uma correção para o X.Org 1.20.3 e assim corrigir esses problemas causados por essas duas linhas.

Distribuições como Red Hat Enterprise Linux, Fedora, CentOS, Debian, Ubuntu e OpenBSD já foram confirmadas como impactadas, e outros projetos menores também são afetados.

As atualizações de segurança que contém o pacote corrigem a vulnerabilidade do X.Org Server  devem ser implantadas nas próximas horas e dias. No Linux Mint e no Ubuntu a correção já foi liberada e confirmada pela nossa equipe, basta atualizar o seu sistema, o mesmo, possivelmente pode se dizer das demais, verifique as suas atualizações.

Isso mostra que o Linux e o BSD não estão “salvos” de falhas e “escorregões” como essa, e assim mostrando que esses sistemas operacionais não são “imbatíveis”, mas ainda assim são alternativas robustas e seguras em relação aos sistemas Windows. Problemas como este no X.org demonstram mais uma vez a importância do desenvolvimento ativo de alternativas como o Wayland.

Espero você na próxima, forte abraço.
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Canonical libera as estatísticas sobre o Ubuntu 18.04 LTS

Nenhum comentário

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Quando o Ubuntu 18.04 LTS foi lançado em Abril deste ano, o qual você pode ver a nossa cobertura neste artigo, a Canonical implementou uma ferramenta ”nova” no Ubuntu (que já existia em outras distros, como o Debian) que coletava alguns dados do computador do usuário, como o tipo do processador, quantidade de memória ram, HD, resolução da tela e etc. 


O que os dados mostram - Ubuntu Data Colletion






Muita gente ficou desconfiada, mas a grande maioria colaborou, e agora a Canonical mostra esses números.

Uma dúvida que não foi sanada por eles, é “ Quantos computadores participaram dessa pesquisa”, entretanto, segundo os dados liberados, 66% das pessoas que instalaram o Ubuntu 18.04 LTS aceitaram em enviar os dados referentes a instalação para a empresa.

Não foi possível mensurar a porcentagem de pessoas que estavam instalando o Ubuntu em uma VM ou em um computador “real”, por isso esses dados não ficaram claros no relatório.

Um dado apresentado também foi o tempo médio de instalação do Ubuntu nos computadores, que ficou na média de 18 minutos,  tendo algumas instalações chegando aos incríveis 8 minutos, muito provavelmente usando SSD e com uma internet muito rápida ou sem a opções de “download enquanto instala” ativadas.

Nós comentamos no último "Diolinux Friday Show" do canal a repercussão destes números, enquanto você confere os gráficos, confira o vídeo também:


Outra coisa que eles mostraram, foram números relacionados a CPU, GPU, quantidade de memória RAM, partição e tamanho da HD. Mostraremos abaixo. No gráfico abaixo, o “número de CPUs” representa a quantidade de núcleos do processador do usuário:

-  63% usam de 1 a 3 CPU e 27% usam de 4 a 6; além disso, 8% usam processadores com mais de 7 núcleos. .


-  51% usa de 1 a 4 GB de memória RAM, 31% de 5 a 8 e 13% de 12 a 24 GB;


- 79% dos usuários tem HD de até 500GB, 13% de 501 a 2TB e 7% com mais de 2TB;


-  54% das pessoas apagam o HD e fazem uma instalação limpa, 21% preferem a instalação manual, enquanto 8% preferem apagar e reinstalar o Ubuntu.


-  50% dos usuários tem uma única partição, 32% usam 2, 12% usam 3 e apenas 3% usam 4 ou mais partições.


Outro ponto que podemos destacar, são quais tipos de resolução de monitor o usuário está usando e 3 se destacaram, foram:

-  1920x1080 com 28% ; 

- 1366x768 com 25% ;

-  800x600 com 11% ;


Por último e não menos importante, foi mostrado quais países o Ubuntu vem sendo instalado e temos alguns dados bem interessantes. O EUA ainda concentra a maioria dos usuários, mesmo que haja distorções pela utilização da instalação padrão mas não muda muita coisa. Agora vem a surpresa, Brasil, Índia, China e a Rússia se destacam por usarem o Ubuntu em relação a Europa, Ásia e Oceania.

Ainda no blog do Ubuntu, Will Coke deixou a seguinte mensagem no final do seu post:

“Obrigado a todos que compartilharam seus dados. Compartilharei mais informações sobre o dados  assim que puder e adoraríamos saber a sua opinião sobre esses insights sobre os nossos usuários do Ubuntu.”

Se você quiser ver os posts originais, tanto do Will Coke, quanto das estatísticas, basta clicar aqui e aqui.

Muito legal saber desses números e que a comunidade está interessada mesmo em ajudar, pena que eles não divulgaram a quantidade de computadores que participaram, mas já é um começo.

Agora comente aí o que você achou desses números, você ajudou a criar esses dados?

Espero você até uma próxima e um forte abraço!
_____________________________________________________________________________
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, clique aqui.


Blog Diolinux © all rights reserved
made with by templateszoo